{"id":107966,"date":"2017-02-09T09:54:15","date_gmt":"2017-02-09T11:54:15","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?p=107966"},"modified":"2017-02-09T09:54:15","modified_gmt":"2017-02-09T11:54:15","slug":"a-caolha-julia-lopes-de-almeida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/literatura-infantil\/a-caolha-julia-lopes-de-almeida","title":{"rendered":"A Caolha &#8211; J\u00falia Lopes de Almeida"},"content":{"rendered":"<h4>J\u00falia Lopes de Almeida<\/h4>\n<p>A caolha era uma mulher magra, alta, macilenta, peito fundo, busto arqueado, bra\u00e7os compridos, delgados, largos nos cotovelos, grossos nos pulsos; m\u00e3os grandes, ossudas, estragadas pelo reumatismo e pelo trabalho; unhas grossas, chatas e cinzentas, cabelo crespo, de uma cor indecisa entre o branco sujo e o louro grisalho, desse cabelo cujo contato parece dever ser \u00e1spero e espinhento; boca desca\u00edda, numa express\u00e3o de desprezo, pesco\u00e7o longo, engelhado, como o pesco\u00e7o dos urubus; dentes falhos e cariados.<\/p>\n<p>O seu aspecto infundia terror \u00e0s crian\u00e7as e repuls\u00e3o aos adultos; n\u00e3o tanto pela sua altura e extraordin\u00e1ria magreza, mas porque a desgra\u00e7ada tinha um defeito horr\u00edvel: haviam lhe extra\u00eddo o olho esquerdo; a p\u00e1lpebra descera mirrada, deixando, contudo, junto ao lacrimal, uma f\u00edstula continuamente porejante.<\/p>\n<p>Era essa pinta amarela sobre o fundo denegrido da olheira, era essa destila\u00e7\u00e3o incessante de pus que a tornava repulsiva aos olhos de toda gente.<\/p>\n<p>Morava numa casa pequena, paga pelo filho \u00fanico, oper\u00e1rio numa f\u00e1brica de alfaiate; ela lavava a roupa para os hospitais e dava conta de todo o servi\u00e7o da casa inclusive cozinha. O filho, enquanto era pequeno, comia os pobres jantares feitos por ela, \u00e0s vezes at\u00e9 no mesmo prato; \u00e0 propor\u00e7\u00e3o que ia crescendo, ia-se a pouco e pouco manifestando na fisionomia a repugn\u00e2ncia por essa comida; at\u00e9 que um dia, tendo j\u00e1 um ordenadozinho, declarou \u00e0 m\u00e3e que, por conveni\u00eancia do neg\u00f3cio, passava a comer fora&#8230;<\/p>\n<p>Ela fingiu n\u00e3o perceber a verdade, e resignou-se.<\/p>\n<p>Daquele filho vinha-lhe todo o bem e todo o mal.<\/p>\n<p>Que lhe importava o desprezo dos outros, se o seu filho adorado lhe pagasse com um beijo todas as amarguras da exist\u00eancia?<\/p>\n<p>Um beijo dele era melhor que um dia de sol, era a suprema car\u00edcia para o triste cora\u00e7\u00e3o de m\u00e3e! Mas&#8230; os beijos foram escasseando tamb\u00e9m, com o crescimento do Antonico! Em crian\u00e7a ele apertava-a nos bra\u00e7os e enchia-lhe a cara de beijos; depois, passou a beij\u00e1-la s\u00f3 na face direita, aquela onde n\u00e3o havia vest\u00edgios de doen\u00e7a; agora, limitava-se a beijar-lhe a m\u00e3o!<\/p>\n<p>Ela compreendia tudo e calava-se.<\/p>\n<p>O filho n\u00e3o sofria menos.<\/p>\n<p>Quando em crian\u00e7a entrou para a escola p\u00fablica da freguesia, come\u00e7aram logo os colegas, que o viam ir e vir com a m\u00e3e, a cham\u00e1-lo &#8211; o filho da caolha.<\/p>\n<p>Aquilo exasperava-o; respondia sempre:<\/p>\n<p>&#8211; Eu tenho nome!<\/p>\n<p>Os outros riam e chacoteavam-no; ele se queixava aos mestres, os mestres ralhavam com os disc\u00edpulos, chegavam mesmo a castig\u00e1-los &#8211; mas a alcunha pegou. J\u00e1 n\u00e3o era s\u00f3 na escola que o chamavam assim.<\/p>\n<p>Na rua, muitas vezes, ele ouvia de uma ou outra janela dizerem: o filho da caolha! L\u00e1 vai o filho da caolha! L\u00e1 vem o filho da caolha!<\/p>\n<p>Eram as irm\u00e3s dos colegas, meninas novas, inocentes e que, industriadas pelos irm\u00e3os, feriam o cora\u00e7\u00e3o do pobre Antonico cada vez que o viam passar!<\/p>\n<p>As quitandeiras, onde iam comprar as goiabas ou as bananas para o lanche, aprenderam depressa a denomin\u00e1-lo como os outros, e, muitas vezes, afastando os pequenos que se aglomeravam ao redor delas, diziam, estendendo uma mancheia de ara\u00e7\u00e1s, com piedade e simpatia:<\/p>\n<p>&#8211; Ta\u00ed, isso \u00e9 para o filho da caolha!<\/p>\n<p>O Antonico preferia n\u00e3o receber o presente a ouvi-lo acompanhar de tais palavras; tanto mais que os outros, com inveja, rompiam a gritar, cantando em coro, num estribilho j\u00e1 combinado:<\/p>\n<p>&#8211; Filho da caolha, filho da caolha!<\/p>\n<p>O Antonico pediu \u00e0 m\u00e3e que n\u00e3o o fosse buscar \u00e0 escola; e muito vermelho, contou-lhe a causa; sempre que o viam aparecer \u00e0 porta do col\u00e9gio os companheiros murmuravam inj\u00farias, piscavam os olhos para o Antonico e faziam caretas de n\u00e1useas.<\/p>\n<p>A caolha suspirou e nunca mais foi buscar o filho.<\/p>\n<p>Aos onze anos o Antonico pediu para sair da escola: levava a brigar com os condisc\u00edpulos, que o intrigavam e malqueriam. Pediu para entrar para uma oficina de marceneiro. Mas na oficina de marceneiro aprenderam depressa a cham\u00e1-lo &#8211; o filho da caolha, a humilh\u00e1-lo, como no col\u00e9gio.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de tudo, o servi\u00e7o era pesado e ele come\u00e7ou a ter vertigens e desmaios. Arranjou ent\u00e3o um lugar de caixeiro de venda: os seus colegas agruparam-se \u00e0 porta, insultando-o, e o vendeiro achou prudente mandar o caixeiro embora, tanto que a rapaziada ia-lhe dando cabo do feij\u00e3o e do arroz expostos \u00e0 porta nos sacos abertos! Era uma cont\u00ednua saraivada de cereais sobre o pobre Antonico!<\/p>\n<p>Depois disso passou um tempo em casa, ocioso, magro, amarelo, deitado pelos cantos, dormindo \u00e0s moscas, sempre zangado e sempre bocejante! Evitava sair de dia e nunca, mas nunca, acompanhava a m\u00e3e; esta poupava-o: tinha medo que o rapaz, num dos desmaios, lhe morresse nos bra\u00e7os, e por isso nem sequer o repreendia! Aos dezesseis anos, vendo-o mais forte, pediu e obteve-lhe, a caolha, um lugar numa oficina de alfaiate. A infeliz mulher contou ao mestre toda a hist\u00f3ria do filho e suplicou-lhe que n\u00e3o deixasse os aprendizes humilh\u00e1-lo; que os fizesse terem caridade!<\/p>\n<p>Antonico encontrou na oficina uma certa reserva e sil\u00eancio da parte dos companheiros; quando o mestre dizia: sr. Antonico, ele percebia um sorriso mal oculto nos l\u00e1bios dos oficiais; mas a pouco e pouco essa suspeita, ou esse sorriso, se foi desvanecendo, at\u00e9 que principiou a sentir-se bem ali.<\/p>\n<p>Decorreram alguns anos e chegou a vez de Antonico se apaixonar. At\u00e9 a\u00ed, numa ou outra pretens\u00e3o de namoro que ele tivera, encontrara sempre uma resist\u00eancia que o desanimava, e que o fazia retroceder sem grandes m\u00e1goas. Agora, por\u00e9m, a coisa era diversa: ele amava! Amava como um louco a linda moreninha da esquina fronteira, uma rapariguinha ador\u00e1vel, de olhos negros como veludos e boca fresca como um bot\u00e3o de rosa. O Antonico voltou a ser ass\u00edduo em casa e expandia-se mais carinhosamente com a m\u00e3e; um dia, em que viu os olhos da morena fixarem os seus, entrou como um louco no quarto da caolha e beijou-a mesmo na face esquerda, num transbordamento de esquecida ternura!<\/p>\n<p>Aquele beijo foi para a infeliz uma inunda\u00e7\u00e3o de j\u00fabilo! Tornara a encontrar o seu querido filho! P\u00f4s-se a cantar toda a tarde, e nessa noite, ao adormecer, dizia consigo:<\/p>\n<p>&#8211; Sou muito feliz&#8230; o meu filho \u00e9 um anjo!<\/p>\n<p>Entretanto, o Antonico escrevia, num papel fino, a sua declara\u00e7\u00e3o de amor \u00e0 vizinha. No dia seguinte mandou-lhe cedo a carta. A resposta fez-se esperar. Durante muitos dias Antonico perdia-se em amarguradas conjecturas.<\/p>\n<p>Ao princ\u00edpio pensava: &#8211; \u00c9 o pudor.<\/p>\n<p>Depois come\u00e7ou a desconfiar de outra causa; por fim recebeu uma carta em que a bela moreninha confessava consentir em ser sua mulher, se ele se separasse completamente da m\u00e3e! Vinham explica\u00e7\u00f5es confusas, mal alinhavadas: lembrava a mudan\u00e7a de bairro; ele ali era muito conhecido por filho da caolha, e bem compreendia que ela n\u00e3o se poderia sujeitar a ser alcunhada em breve de &#8211; nora da caolha, ou coisa semelhante!<\/p>\n<p>O Antonico chorou! N\u00e3o podia crer que a sua casta e gentil moreninha tivesse pensamentos t\u00e3o pr\u00e1ticos!<\/p>\n<p>Depois o seu rancor se voltou para a m\u00e3e.<\/p>\n<p>Ela era a causadora de toda a sua desgra\u00e7a! Aquela mulher perturbara a sua inf\u00e2ncia, quebrara-lhe todas as carreiras, e agora o seu mais brilhante sonho de futuro sumia-se diante dela! Lamentava-se por ter nascido de mulher t\u00e3o feia, e resolveu procurar meio de separar-se dela; iria considerar-se humilhado continuando sob o mesmo teto; havia de proteg\u00ea-la de longe, vindo de vez em quando v\u00ea-la \u00e0 noite, furtivamente&#8230;<\/p>\n<p>Salvava assim a responsabilidade do protetor e, ao mesmo tempo, consagraria \u00e0 sua amada a felicidade que lhe devia em troca do seu consentimento e amor&#8230;<\/p>\n<p>Passou um dia terr\u00edvel; \u00e0 noite, voltando para casa levava o seu projeto e a decis\u00e3o de o expor \u00e0 m\u00e3e.<\/p>\n<p>A velha, agachada \u00e0 porta do quintal, lavava umas panelas com um trapo engordurado. O Antonico pensou: &#8220;Ao dizer a verdade eu havia de sujeitar minha mulher a viver em companhia de&#8230; uma tal criatura?&#8221; Estas \u00faltimas palavras foram arrastadas pelo seu esp\u00edrito com verdadeira dor. A caolha levantou para ele o rosto, e o Antonico, vendo-lhe o pus na face, disse:<br \/>\n&#8211; Limpe a cara, m\u00e3e&#8230;<\/p>\n<p>Ela sumiu a cabe\u00e7a no avental; ele continuou:<\/p>\n<p>&#8211; Afinal, nunca me explicou bem a que \u00e9 devido esse defeito!<\/p>\n<p>&#8211; Foi uma doen\u00e7a, &#8211; respondeu sufocadamente a m\u00e3e &#8211; \u00e9 melhor n\u00e3o lembrar isso!<\/p>\n<p>&#8211; E \u00e9 sempre a sua resposta: \u00e9 melhor n\u00e3o lembrar isso! Por qu\u00ea?<\/p>\n<p>&#8211; Porque n\u00e3o vale a pena; nada se remedeia&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Bem! Agora escute: trago-lhe uma novidade. O patr\u00e3o exige que eu v\u00e1 dormir na vizinhan\u00e7a da loja&#8230; j\u00e1 aluguei um quarto; a senhora fica aqui e eu virei todos os dias saber da sua sa\u00fade ou se tem necessidade de alguma coisa&#8230; \u00c9 por for\u00e7a maior; n\u00e3o temos rem\u00e9dio sen\u00e3o sujeitar-nos!&#8230;<\/p>\n<p>Ele, magrinho, curvado pelo h\u00e1bito de costurar sobre os joelhos, delgado e amarelo como todos os rapazes criados \u00e0 sombra das oficinas, onde o trabalho come\u00e7a cedo e o ser\u00e3o acaba tarde, tinha lan\u00e7ado naquelas palavras toda a sua energia, e espreitava agora a m\u00e3e com um olhar desconfiado e medroso.<\/p>\n<p>A caolha se levantou e, fixando o filho com uma express\u00e3o terr\u00edvel, respondeu com doloroso desd\u00e9m:<\/p>\n<p>&#8211; Embusteiro! O que voc\u00ea tem \u00e9 vergonha de ser meu filho! Saia! Que eu tamb\u00e9m j\u00e1 sinto vergonha de ser m\u00e3e de semelhante ingrato!<\/p>\n<p>O rapaz saiu cabisbaixo, humilde, surpreso da atitude que assumira a m\u00e3e, at\u00e9 ent\u00e3o sempre paciente e cordata; ia com medo, maquinalmente, obedecendo \u00e0 ordem que t\u00e3o feroz e imperativamente lhe dera a caolha.<\/p>\n<p>Ela o acompanhou, fechou com estrondo a porta, e vendo-se s\u00f3, encostou-se cabaleante \u00e0 parede do corredor e desabafou em solu\u00e7os.<br \/>\nO Antonico passou uma tarde e uma noite de ang\u00fastia.<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 seguinte o seu primeiro desejo foi voltar \u00e0 casa; mas n\u00e3o teve coragem; via o rosto col\u00e9rico da m\u00e3e, faces contra\u00eddas, l\u00e1bios adelga\u00e7ados pelo \u00f3dio, narinas dilatadas, o olho direito saliente, a penetrar-lhe at\u00e9 o fundo do cora\u00e7\u00e3o, o olho esquerdo arrepanhado, murcho &#8211; murcho e sujo de pus; via a sua atitude altiva, o seu dedo ossudo, de falanges salientes, apontando-lhe com energia a porta da rua; sentia-lhe ainda o som cavernoso da voz, e o grande f\u00f4lego que ela tomara para dizer as verdadeiras e amargas palavras que lhe atirara no rosto; via toda a cena da v\u00e9spera e n\u00e3o se animava a arrostar com o perigo de outra semelhante.<\/p>\n<p>Providencialmente, lembrou-se da madrinha, \u00fanica amiga da caolha, mas que, entretanto, raramente a procurava.<\/p>\n<p>Foi pedir-lhe que interviesse, e contou-lhe sinceramente tudo o que houvera.<\/p>\n<p>A madrinha escutou-o comovida; depois disse:<\/p>\n<p>&#8211; Eu previa isso mesmo, quando aconselhava tua m\u00e3e a que te dissesse a verdade inteira; ela n\u00e3o quis, a\u00ed est\u00e1!<\/p>\n<p>&#8211; Que verdade, madrinha?<\/p>\n<p>Encontraram a caolha a tirar umas n\u00f3doas do fraque do filho &#8211; queria mandar-lhe a roupa limpinha. A infeliz se arrependera das palavras que dissera e tinha passado a noite \u00e0 janela, esperando que o Antonico voltasse ou passasse apenas&#8230; Via o porvir negro e vazio e j\u00e1 se queixava de si! Quando a amiga e o filho entraram, ela ficou im\u00f3vel: a surpresa e a alegria amarraram-lhe toda a a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A madrinha do Antonico come\u00e7ou logo:<\/p>\n<p>&#8211; O teu rapaz foi suplicar-me que te viesse pedir perd\u00e3o pelo que houve aqui ontem e eu aproveito a ocasi\u00e3o para, \u00e0 tua vista, contar-lhe o que j\u00e1 deverias ter-lhe dito!<\/p>\n<p>&#8211; Cala-te! &#8211; murmurou com voz apagada a caolha.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o me calo! Essa pieguice \u00e9 que te tem prejudicado! Olha, rapaz! Quem cegou a tua m\u00e3e foste tu!<\/p>\n<p>O afilhado tornou-se l\u00edvido; e ela concluiu:<\/p>\n<p>&#8211; Ah, n\u00e3o tiveste culpa! Eras muito pequeno quando, um dia, ao almo\u00e7o, levantaste na m\u00e3ozinha um garfo; ela estava distra\u00edda, e antes que eu pudesse evitar a cat\u00e1strofe, tu o enterraste pelo olho esquerdo! Ainda tenho no ouvido o grito de dor que ela deu!<\/p>\n<p>O Antonico caiu pesadamente de bru\u00e7os, com um desmaio; a m\u00e3e acercou-se rapidamente dele, murmurando tr\u00eamula:<\/p>\n<p>&#8211; Pobre filho! V\u00eas? Era por isto que eu n\u00e3o queria dizer nada!<\/p>\n<p><span class=\"fonte\">Fonte: <\/span>www.contos-web.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00falia Lopes de Almeida A caolha era uma mulher magra, alta, macilenta, peito fundo, busto arqueado, bra\u00e7os compridos, delgados, largos nos cotovelos, grossos nos pulsos; m\u00e3os grandes, ossudas, estragadas pelo reumatismo e pelo trabalho; unhas grossas, chatas e cinzentas, cabelo crespo, de uma cor indecisa entre o branco sujo e o louro grisalho, desse cabelo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[378],"tags":[],"class_list":["post-107966","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-literatura-infantil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>A Caolha - J\u00falia Lopes de Almeida, Obra A Caolha - J\u00falia Lopes de Almeida<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"A Caolha - J\u00falia Lopes de Almeida, Obra, Literatura Infantil, Mulher, Magra, Macilenta, Delgados, Hist\u00f3ria, A Caolha - J\u00falia Lopes de Almeida\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A Caolha - J\u00falia Lopes de Almeida, Obra A Caolha - J\u00falia Lopes de Almeida\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"A Caolha - J\u00falia Lopes de Almeida, Obra, Literatura Infantil, Mulher, Magra, Macilenta, Delgados, Hist\u00f3ria, A Caolha - J\u00falia Lopes de Almeida\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/literatura-infantil\/a-caolha-julia-lopes-de-almeida\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/Portal-S%c3%a3o-Francisco-230719150302226\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2017-02-09T11:54:15+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Fabiane Breda\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Fabiane Breda\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"11 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/literatura-infantil\\\/a-caolha-julia-lopes-de-almeida#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/literatura-infantil\\\/a-caolha-julia-lopes-de-almeida\"},\"author\":{\"name\":\"Fabiane Breda\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/af0ed2ca856d6fc049f351e023d3bdaa\"},\"headline\":\"A Caolha &#8211; J\u00falia Lopes de Almeida\",\"datePublished\":\"2017-02-09T11:54:15+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/literatura-infantil\\\/a-caolha-julia-lopes-de-almeida\"},\"wordCount\":2160,\"commentCount\":0,\"articleSection\":[\"Literatura Infantil\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/literatura-infantil\\\/a-caolha-julia-lopes-de-almeida#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/literatura-infantil\\\/a-caolha-julia-lopes-de-almeida\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/literatura-infantil\\\/a-caolha-julia-lopes-de-almeida\",\"name\":\"A Caolha - J\u00falia Lopes de Almeida, Obra A Caolha - J\u00falia Lopes de Almeida\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2017-02-09T11:54:15+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/af0ed2ca856d6fc049f351e023d3bdaa\"},\"description\":\"A Caolha - J\u00falia Lopes de Almeida, Obra, Literatura Infantil, Mulher, Magra, Macilenta, Delgados, Hist\u00f3ria, A Caolha - J\u00falia Lopes de Almeida\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/literatura-infantil\\\/a-caolha-julia-lopes-de-almeida#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/literatura-infantil\\\/a-caolha-julia-lopes-de-almeida\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/literatura-infantil\\\/a-caolha-julia-lopes-de-almeida#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Linguagens e C\u00f3digos\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/categoria\\\/linguagens-e-codigos\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Literatura\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/categoria\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":4,\"name\":\"Literatura Infantil\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/categoria\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/literatura-infantil\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":5,\"name\":\"A Caolha &#8211; J\u00falia Lopes de Almeida\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/\",\"name\":\"Portal S\u00e3o Francisco\",\"description\":\"Pesquisa Escolar Gratuita\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/af0ed2ca856d6fc049f351e023d3bdaa\",\"name\":\"Fabiane Breda\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"A Caolha - J\u00falia Lopes de Almeida, Obra A Caolha - J\u00falia Lopes de Almeida","description":"A Caolha - J\u00falia Lopes de Almeida, Obra, Literatura Infantil, Mulher, Magra, Macilenta, Delgados, Hist\u00f3ria, A Caolha - J\u00falia Lopes de Almeida","robots":{"index":"noindex","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"A Caolha - J\u00falia Lopes de Almeida, Obra A Caolha - J\u00falia Lopes de Almeida","og_description":"A Caolha - J\u00falia Lopes de Almeida, Obra, Literatura Infantil, Mulher, Magra, Macilenta, Delgados, Hist\u00f3ria, A Caolha - J\u00falia Lopes de Almeida","og_url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/literatura-infantil\/a-caolha-julia-lopes-de-almeida","og_site_name":"Portal S\u00e3o Francisco","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/Portal-S%c3%a3o-Francisco-230719150302226\/","article_published_time":"2017-02-09T11:54:15+00:00","author":"Fabiane Breda","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Fabiane Breda","Est. tempo de leitura":"11 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/literatura-infantil\/a-caolha-julia-lopes-de-almeida#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/literatura-infantil\/a-caolha-julia-lopes-de-almeida"},"author":{"name":"Fabiane Breda","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#\/schema\/person\/af0ed2ca856d6fc049f351e023d3bdaa"},"headline":"A Caolha &#8211; J\u00falia Lopes de Almeida","datePublished":"2017-02-09T11:54:15+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/literatura-infantil\/a-caolha-julia-lopes-de-almeida"},"wordCount":2160,"commentCount":0,"articleSection":["Literatura Infantil"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/literatura-infantil\/a-caolha-julia-lopes-de-almeida#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/literatura-infantil\/a-caolha-julia-lopes-de-almeida","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/literatura-infantil\/a-caolha-julia-lopes-de-almeida","name":"A Caolha - J\u00falia Lopes de Almeida, Obra A Caolha - J\u00falia Lopes de Almeida","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#website"},"datePublished":"2017-02-09T11:54:15+00:00","author":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#\/schema\/person\/af0ed2ca856d6fc049f351e023d3bdaa"},"description":"A Caolha - J\u00falia Lopes de Almeida, Obra, Literatura Infantil, Mulher, Magra, Macilenta, Delgados, Hist\u00f3ria, A Caolha - J\u00falia Lopes de Almeida","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/literatura-infantil\/a-caolha-julia-lopes-de-almeida#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/literatura-infantil\/a-caolha-julia-lopes-de-almeida"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/literatura-infantil\/a-caolha-julia-lopes-de-almeida#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Linguagens e C\u00f3digos","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/categoria\/linguagens-e-codigos"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Literatura","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/categoria\/linguagens-e-codigos\/literatura"},{"@type":"ListItem","position":4,"name":"Literatura Infantil","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/categoria\/linguagens-e-codigos\/literatura\/literatura-infantil"},{"@type":"ListItem","position":5,"name":"A Caolha &#8211; J\u00falia Lopes de Almeida"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#website","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/","name":"Portal S\u00e3o Francisco","description":"Pesquisa Escolar Gratuita","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#\/schema\/person\/af0ed2ca856d6fc049f351e023d3bdaa","name":"Fabiane Breda"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/107966","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=107966"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/107966\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=107966"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=107966"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=107966"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}