{"id":9720,"date":"2015-12-22T00:00:00","date_gmt":"2015-12-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/navio-negreiro\/"},"modified":"2026-08-31T19:04:54","modified_gmt":"2026-08-31T19:04:54","slug":"navio-negreiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/navio-negreiro\/","title":{"rendered":"Navio Negreiro"},"content":{"rendered":"\n<strong>Navio Negreiro &#8211; Hist\u00f3ria Brasil<\/strong>\n\nAtrav\u00e9s dos\u00a0<strong>navios negreiros<\/strong>, \u00e9 que os negros africanos capturados em suas terras eram submetidos para as viagens cuja hist\u00f3ria e a mais comovente epopeia de dor e de desespero da ra\u00e7a negra.\n\nOnde homens, mulheres e crian\u00e7as eram amontoados nos c\u00fabicos escuros das galeras atrav\u00e9s das vastid\u00f5es dos mares.\n\nCom fome, sede e de m\u00e3os dadas com as doen\u00e7as, onde os negros fortes provindos de diferentes pontos e de diferentes ra\u00e7as misturados como carga comum nos bojos dos navios negreiros, acabavam se tornando verdadeiras feras acuadas onde o dia se confundia com a noite, com seus gemidos m\u00f3rbidos e suas algaravias de diferentes l\u00ednguas em raz\u00e3o dos mais variados tribos, \u00e9 que com seus rosnados dilaceravam-se mutualmente nas m\u00ednimas disputas que se propagavam nos ambientes estreitos das embarca\u00e7\u00f5es daqueles homens severos e maus que s\u00f3 se preocupavam com o rendosos neg\u00f3cio que a escravaria oferecia, e a obra do navio negreiro na \u00c1frica foi verdadeiramente vand\u00e1lica, destruidora e sanguin\u00e1ria em raz\u00e3o do n\u00famero de ra\u00e7as exportadas de todos os recantos.\n\nE quando o navegador Ant\u00e3o Gon\u00e7alves aportou em Portugal com uma leva de escravos capturados na ilha de Arguim, o reino portugu\u00eas tratou de organizar uma companhia mar\u00edtima com o objetivo de incentivar e desenvolver o rendoso com\u00e9rcio de tr\u00e1fico de escravos africanos, e para isto criou a Companhia de Lagos que empreendeu a sua viagem inaugural atrav\u00e9s de uma expedi\u00e7\u00e3o comandada pelo escudeiro Lan\u00e7arote que ao retornar em 1444 desembarcou no Algarves duzentos e trinta e cinco negros cativos.\n\nE devido ao resultado alcan\u00e7ado pela Companhia de Lagos e as lutas entre as varias feitorias estabelecidas na \u00c1frica para fornecimento de escravos, acabou motivando a forma\u00e7\u00e3o de diversas companhia negreiras, e que entre elas podemos citar a Companhia de Cacheu no ano de 1675, Companhia de Cabo Verde e Cacheu de Neg\u00f3cios de Peretos em 1690, Companhia Real de Guin\u00e9 e das \u00cdndias em 1693, Companhia das \u00cdndias Ocidentais em 1636 e que devido ao \u00eaxito por ela alcan\u00e7ado nas viagens para o Brasil a mesma inspirou ao padre jesu\u00edta Ant\u00f4nio Vieira na cria\u00e7\u00e3o em 1649 da Companhia Geral do Com\u00e9rcio do Brasil e no ano de 1679 da Companhia do Estado do Maranh\u00e3o, e em 1723 da Companhia da Costa da \u00c1frica e atrav\u00e9s do tino do marqu\u00eas de Pombal foram criada as Companhia do Gr\u00e3o Par\u00e1 e Maranh\u00e3o e a Companhia de Com\u00e9rcio de Pernambuco e Para\u00edba, que juntas transportaram um grande n\u00famero de negros escravos da \u00c1frica.\n\nDos grupos de Guin\u00e9 e Nigricia foram importados os Jalopos que eram ex\u00edmios navegadores, Mandingas que haviam sido convertidos ao Maometismo e eram muitos inteligentes e empreendedores.\n\nYorubas ou Minas eram de uma ra\u00e7a forte, robusta e h\u00e1bil, Felupos foram considerados como sendo os mais selvagens de todas as ra\u00e7as, Fulas que se dividiam em Pretos, Vermelhos e Forros com ascend\u00eancia dos Chamita, Sect\u00e1rios de Maomet era o grupo mais organizado e valente de todos eles, Balantos de comportamento altamente democrata, Biafadas eram \u00f3timos marinheiros e os grupos Pap\u00e9is, Manjacos, Nalus, Bahuns que n\u00e3o possu\u00edam nenhuma classifica\u00e7\u00e3o e das regi\u00f5es do Congo e Angola tivemos do grupo Banto os Ba-Congos que eram considerados como a tribo mais avan\u00e7ada da \u00c1frica, Djaggas que haviam sido convertido ao cristianismo, Cabindas que eram excelentes trabalhadores, e os Mussurongos, Eschicongos, Jagas e seus afins Ban-Galas e do grupo Fiote tivemos os Bamba e os Hollos, Ambaquistas, e do sert\u00e3o africano tivemos os Ma-Quiocos que eram h\u00e1beis ca\u00e7adores, Guissamas eram muitos h\u00e1beis e valentes, Libollos eram excelentes agricultores e extremamente pac\u00edficos.\n\nDo grupo Bunda vieram todas as tribos, e do grupo N\u2019Bundo vieram os Ba-Nanos, Ba-Buenos e os Bailundos, os Bailundos que eram muitos aguerridos, altos e fortes.\n\nOs Bihenos que possu\u00edam o Dom art\u00edstico muito apurado, e do grupo Janguellas ou Baagangellas tivemos os Ambuellas que se tornaram grandes mineradores nas minas de ferro, os Guibandes que por se tratar de uma tribo muito pacifica possu\u00edam o Dom art\u00edstico muito apurado, os Banhanecas e os Ba-Ncumbis eram excelentes pastores e agricultores, e dos grupos Bantos Orientais os Macuas eram muitos faladores e inteligentes, os Manimdis e os Manguanguaras eram extremamente selvagens, os Nyanjas ou Manganja eram muitos inteligentes e pac\u00edficos, os Mavias eram bons pescadores e do Senegal tivemos os Muzinhos, Maraves e os Ajaus que em sua terra exerciam o com\u00e9rcio de marfim, e do ramo dos Bochimanos e Hotentotes tivemos os Ba-Cancalas, Bacubaes, Ba-Cor\u00f3cas, Ba-Cuandos, Ba-Cassequeres, Basutos, Bechhuanas e os Nubios.\n\n<strong>NAVIOS NEGREIROS:\u00a0<\/strong>TIPOLOGIAS, FABRICA\u00c7\u00c3O E MANEJO DA CARGA DAS EMBARCA\u00c7\u00d5ES UTILIZADAS PARA O TR\u00c1FICO DE AFRICANOS PARA O BRASIL\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-159605 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Navio-7-300x195.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"195\" \/><strong>Navio Negreiro<\/strong><\/p>\nO\u00a0<strong>Brasil<\/strong>\u00a0formou-se na escravid\u00e3o o processo mais longo de sua hist\u00f3ria. N\u00e3o se pode compreender o Brasil sem se voltar ao continente africano.\n\nO<strong>\u00a0tr\u00e1fico de escravos<\/strong>\u00a0conduziu sua economia e sua forma\u00e7\u00e3o ao longo de mais de 300 anos.\n\nCom base em recentes estudos hist\u00f3ricos analisar-se-\u00e1 as tipologias das embarca\u00e7\u00f5es utilizadas para o tr\u00e1fico de africanos para o Brasil entre fins do s\u00e9culo XVIII e meados do XIX, seus tamanhos, seus fabricos, a qualidade dos materiais empregados, os locais onde eram constru\u00eddos, suas tripula\u00e7\u00f5es, a m\u00e3o de obra empregada nesse processo e o manejo de sua carga no curso das viagens que partiam de Angola e abasteciam de escravos o Rio de Janeiro e outras \u00e1reas do centro-sul brasileiro.\n\nA contribui\u00e7\u00e3o da \u00c1frica para a cultura universal, tem sido crescentemente valorizada por um n\u00famero cada vez maior de pesquisas, resultando numa extensa bibliografia.\n\nA contribui\u00e7\u00e3o direta dos segmentos da popula\u00e7\u00e3o africana \u00e9 percebida desde os prim\u00f3rdios da coloniza\u00e7\u00e3o no Brasil, mesmo tendo sido suas pr\u00e1ticas abafadas, marginalizadas ou deturpadas, comprometendo, assim a sua inser\u00e7\u00e3o plena no processo social brasileiro mais amplo. Tal repress\u00e3o cultural, quando muito disfar\u00e7ada pelo mito da democracia racial, desdobra-se, ali\u00e1s, em um n\u00e3o reconhecimento de valores e pr\u00e1ticas sociais de ra\u00edzes africanas interiorizadas no conjunto da popula\u00e7\u00e3o brasileira.\n\nEntre 40% e 60% da popula\u00e7\u00e3o brasileira possui ascend\u00eancia africana. A heran\u00e7a negro-africana \u00e9 tamb\u00e9m acentuada no dom\u00ednio das pr\u00e1ticas religiosas, da m\u00fasica, da dan\u00e7a, da oralidade, da culin\u00e1ria, do artesanato, das t\u00e9cnicas agr\u00edcolas tradicionais e da lingu\u00edstica. A abertura dos portos africanos teve efeitos profundos sobre a \u00c1frica.\n\nO Brasil formou-se na escravid\u00e3o, o processo mais longo de sua hist\u00f3ria.\n\nO tr\u00e1fico de escravos conduziu sua economia e sua forma\u00e7\u00e3o ao longo de mais de 300 anos.\n\nA vinda de milhares de africanos para o Brasil, que faziam a travessia num canto de um navio regido pela viol\u00eancia e abarrotado de gente cheia de medo, cansa\u00e7o, sede e fome transformou-se no objeto de estudo sobre o tr\u00e1fico, conhecendo os modos por meio dos quais se dava a captura dos escravos na \u00c1frica e a variedade de gentes envolvidas nesse processo.\n\nGravuras como de Johan Moritz Rugendas, Negros no por\u00e3o, tornaram-se a imagem do tr\u00e1fico negreiro e foram objetos de novas leituras no decorrer do tempo, transformando-se em retrato cristalizado e fiel das condi\u00e7\u00f5es em que o tr\u00e1fico negreiro para o Brasil era realizado. Essa gravura espec\u00edfica tornou-se um cl\u00e1ssico na ilustra\u00e7\u00e3o de livros sobre o tema.\n\nDescendendo de fam\u00edlia de artistas, Rugendas, pintor alem\u00e3o que viveu alguns anos no Rio de Janeiro na primeira metade do s\u00e9culo XIX, descreveu o\u00a0<strong>navio negreiro<\/strong>\u00a0pondo em cena o por\u00e3o e as atrocidades que nele ocorriam.\n\nRobert Slenes identifica semelhan\u00e7as entre o texto da Viagem Pitoresca de Rugendas e Mem\u00f3ria a respeito dos escravos e o tr\u00e1fico da escravatura entre a costa d \u00c1frica e o Brasil, escrita por Luiz Antonio de Oliveira Mendes e publicada originalmente em 1793, al\u00e9m de outras obras que teriam servido como fonte de inspira\u00e7\u00e3o para as gravuras do artista b\u00e1varo que elaborou suas pr\u00f3prias descri\u00e7\u00f5es, sem ao menos ter posto os p\u00e9s em um tumbeiro.\n\nUm dos poucos viajantes a pisar em um navio carregado de africanos foi Robert Walsh. Ainda no litoral africano, o navio em que ele viajava encontrou-se comum negreiro brasileiro, uma embarca\u00e7\u00e3o bem armada e com equipagem internacional.\n\n<strong>Depois de uma longa persegui\u00e7\u00e3o, o negreiro apreendido foi descrito como:<\/strong>\n<blockquote>De conv\u00e9s amplo com seu mastro principal de velas latinas; atr\u00e1s do mastro de proa estava situado o enorme canh\u00e3o (\u2026) O teto era t\u00e3o baixo e o lugar t\u00e3o apertado que eles ficavam sentados entre as pernas uns dos outros, formando fileiras t\u00e3o compactas que lhes era totalmente imposs\u00edvel deitar ou mudar de posi\u00e7\u00e3o, noite e dia (\u2026) Onde n\u00e3o entrava luz nem ventila\u00e7\u00e3o a n\u00e3o ser nos pontos situados imediatamente embaixo das escotilhas. (WALSH apud RODRIGUES, 2005;83).<\/blockquote>\nNos textos dos viajantes, nas gravuras, nos poemas, em grande parte das descri\u00e7\u00f5es dos tumbeiros, os africanos escravizados s\u00e3o representados apenas no por\u00e3o, sendo a imagem que se tem dos\u00a0<strong>navios negreiros<\/strong>\u00a0limitada a este compartimento, independente do tempo como se n\u00e3o houvesse ocorrido mudan\u00e7as na arquitetura naval.\n\nO tr\u00e1fico de escravos para o Brasil fazia-se em diferentes embarca\u00e7\u00f5es, que se transformaram ao longo do tempo.\n\nAs mudan\u00e7as t\u00e9cnicas e espaciais envolveram trabalho humano e influ\u00edram na maneira pelas quais os africanos escravizados foram obrigados a fazer a travessia do Atl\u00e2ntico.\n\n<strong>Os navios negreiros n\u00e3o se limitavam aos por\u00f5es e, Jaime Rodrigues, em seu livro De costa a costa:\u00a0<\/strong>escravos, marinheiros e intermedi\u00e1rios do tr\u00e1fico de Angola ao Rio de Janeiro (1780-1860), realiza um minucioso estudo sobre as embarca\u00e7\u00f5es que realizaram o tr\u00e1fico atl\u00e2ntico.\n\nUtilizando fontes como processos julgados pela Comiss\u00e3o Mista Anglo-Brasileira sediada no Rio de Janeiro, Rodrigues aponta os tipos de navios utilizados no tr\u00e1fico classificados de acordo com o n\u00famero de apreens\u00f5es.\n\nHavia diverg\u00eancias pelos apreensores na hora de classificar os navios, n\u00e3o sendo raro confundir um tipo de embarca\u00e7\u00e3o com outra. Ao deduzir que um navio carregava escravos e apreend\u00ea-los, os comandantes da marinha inglesa prendiam-se menos aos aspectos exteriores e mais ao ind\u00edcios que observavam a bordo.\n\nComo havia navios de todo tipo empregado na atividade, um barco tinha que ser identificado como negreiro por detalhes s\u00f3 observ\u00e1veis em seu interior, como a presen\u00e7a de escotilhas gradeadas. Nas embarca\u00e7\u00f5es mercantes, cujas cargas obviamente n\u00e3o tentariam escapar do por\u00e3o, n\u00e3o havia as escotilhas gradeadas.\n\nA principal especificidade na arquitetura naval interna dos negreiros, entretanto, era a exist\u00eancia de uma segunda coberta m\u00f3vel. Era feita de tal forma que sua remo\u00e7\u00e3o fosse r\u00e1pida e f\u00e1cil, a fim de elimin\u00e1-la como ind\u00edcio do tr\u00e1fico no momento da apreens\u00e3o.\n<table border=\"0\" width=\"193\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Brigues<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">38<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Bergantins<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">15<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Brigue-barca<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">1<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Brigues-escunas<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">11<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Barcas<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">7<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Escunas<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">27<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">C\u00fater<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">1<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Galeota<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">1<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Galeras<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">4<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Patachos<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">20<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Iates<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">6<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Paquete<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">1<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Sumacas<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">20<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Polacas<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">2<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Vapor<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">1<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Total<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>155<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<strong>Tipos de embarca\u00e7\u00f5es negreiras apreendidas entre 1811 e 1863<\/strong>\n<p align=\"left\">Os\u00a0<strong>tipos de navios<\/strong>\u00a0e a quantidade de escravos neles carregados variavam conforme a bandeira e a \u00e9poca. O navio negreiro tinha que ser extremamente manobr\u00e1vel, para entrar em \u00e1guas mais rasas dos ancoradouros africanos; muito veloz, para escapar da ca\u00e7a inglesa; e, muito barato, para amenizar as perdas em caso de naufr\u00e1gio ou captura.<\/p>\nQuanto a tonelagem das embarca\u00e7\u00f5es Manolo Florentino afirma que, nos fins do s\u00e9culo XVIII at\u00e9 1830, n\u00e3o havia medida padr\u00e3o para os navios.\n<table border=\"0\" width=\"448\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Tipo da Embarca\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Quantidade de\u00a0<\/strong><b>Amostra<\/b><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Tonelagem M\u00e9dia<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Barcas<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">1<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">276<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Galeras<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">2<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">254<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Bergantins<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">6<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">187<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Brigues<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">8<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">182<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Escunas<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">11<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">144<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Patachos<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">9<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">127<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Sumacas<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">2<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">114<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Iates<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">1<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">47<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<strong>Tonelagens de embarca\u00e7\u00f5es negreiras apreendidas entre 1812 e 1851<\/strong>\n<p align=\"left\">Barcas e galeras encabe\u00e7am a lista dos navios negreiros de maior tonelagem com mais de 200 toneladas. Brigues, bergatins e escunas comp\u00f5em a faixa intermedi\u00e1ria com embarca\u00e7\u00f5es em torno de 130 toneladas.<\/p>\n<p align=\"left\">Rodrigues afirma que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o categ\u00f3rica entre os tipos de embarca\u00e7\u00f5es e as tonelagens, podendo-se admitir que os navios de maior porte tenham tamb\u00e9m maiores n\u00fameros de mastros para facilitar a dire\u00e7\u00e3o e o transporte de um peso maior (da embarca\u00e7\u00e3o e da carga transportada).<\/p>\n<p align=\"left\">Assim, as diferen\u00e7as e as semelhan\u00e7as entre as embarca\u00e7\u00f5es n\u00e3o se limitavam \u00e0 tonelagem. Outras caracter\u00edsticas semelhantes na apar\u00eancia e na mastrea\u00e7\u00e3o e o uso de certas designa\u00e7\u00f5es peculiares no Brasil, em Portugal ou na Inglaterra justificavam as confus\u00f5es no momento de classificar um navio apreendido.<\/p>\n<p align=\"left\">Sobre os locais onde os tumbeiros eram constru\u00eddos, Rodrigues afirma que Salvador, a primeira capital colonial, mantinha um intenso com\u00e9rcio com Lisboa e coma \u00c1frica Ocidental.<\/p>\n<p align=\"left\">Na Bahia estavam abrigadas as principais instala\u00e7\u00f5es para constru\u00e7\u00e3o e reparo dos navios. Com o emprego de m\u00e3o de obra especializada, utilizava-se como mat\u00e9ria prima as madeiras obtidas em Pernambuco, em Alagoas e no sul da Bahia, que vinham das matas pr\u00f3ximas ao litoral ou do interior transportadas por ind\u00edgenas. A pra\u00e7a comercial de Salvador sediava um com\u00e9rcio diversificado e din\u00e2mico.<\/p>\n<p align=\"left\">A transfer\u00eancia da capital para o Rio de Janeiro em 1763 levou \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o do movimento comercial e de navios nesse porto, elevando sua condi\u00e7\u00e3o a principal centro de importa\u00e7\u00e3o de cativos africanos no Brasil, a partir da segunda metade do s\u00e9culo XVIII. Foi instalado no Rio de Janeiro um aparato institucional e militar e, entre os novos \u00f3rg\u00e3os, havia aqueles destinados a estimular a ind\u00fastria naval como o Arsenal da Marinha em 1765 e a Academia de Marinha em 1769.<\/p>\n<p align=\"left\">Al\u00e9m disso, havia na cidade armadores e poleiros particulares que se dedicavam \u00e0 constru\u00e7\u00e3o e aos reparos dos navios.<\/p>\nEntretanto, n\u00e3o se pode afirmar com certeza que a frota que abastecia os escravos era fabricada no Brasil.\n\nMas a infra-estrutura da constru\u00e7\u00e3o naval era um suporte importante para a manuten\u00e7\u00e3o da vasta esquadra negreira, considerando que o litoral angolano n\u00e3o contava com as mesmas condi\u00e7\u00f5es para executar eventuais reparos.\n\nAntes da abertura dos portos, a diversidade de materiais necess\u00e1rios \u00e0 constru\u00e7\u00e3o naval resultou num cruzamento de importa\u00e7\u00f5es das mais diferentes proveni\u00eancias, como o c\u00e2nhamo russo e o ferro sueco. Por\u00e9m, os mais importantes eram fornecidos pelo Brasil como a excelente madeira, a estopa e o breu utilizado na calafetagem dos navios.\n\nA madeira constitu\u00eda-se na mat\u00e9ria prima mais valiosa utilizada na constru\u00e7\u00e3o dos navios. A escolha da madeira n\u00e3o era aleat\u00f3ria, mas o resultado da longa experi\u00eancia dos trabalhadores dos estaleiros e da troca de informa\u00e7\u00f5es entre estes e os tripulantes. A constru\u00e7\u00e3o com madeiras de Brasil era um fator de valoriza\u00e7\u00e3o, tanto em condi\u00e7\u00f5es normais de compra e venda quanto em situa\u00e7\u00f5es mais diretamente ligadas ao tr\u00e1fico negreiro \u2013 como no momento de acionar o seguro ou pedir ressarcimento por um apresamento considerado ilegal.\n\nEram conhecidas as propriedades do angelim, usado nas partes em contato com as \u00e1guas como a quilha, o cadaste e no revestimento do por\u00e3o.\n\nO amarelo, a piqua,a piqua-baiana, o ing\u00e1-porco, a amberiba-preta, o boroquim e a sucupira utilizados nas escotilhas. O cedro, devido a sua alta resist\u00eancia aos cupins, era utilizado nas embarca\u00e7\u00f5es pequenas devido a sua leveza e a jaqueira era empregada nas partes que se juntavam com metais, pois sua madeira n\u00e3o se arruinava em contato direto com o ferro.\n\nDepois das revolu\u00e7\u00f5es na forma de se constru\u00edrem embarca\u00e7\u00f5es na \u00e9poca dos descobrimentos, as transforma\u00e7\u00f5es entre os meados do s\u00e9culo XVIII e a primeira metade do XIX ocorreram principalmente nas pe\u00e7as relativas \u00e0 dire\u00e7\u00e3o e no tamanho das vigas e do velame, permitindo o carregamento de pesos maiores por metro c\u00fabico e tornando poss\u00edveis viagens mais r\u00e1pidas e seguras j\u00e1 no final do s\u00e9culo XVIII. A melhoria no processo de fixa\u00e7\u00e3o dos mastros ao casco, permitiu aumentar o n\u00famero de velas e a sua superf\u00edcie, resultando em maior velocidade e facilitando enormemente as manobras.\n\nOs traficantes foram os pioneiros no uso das novas tecnologias navais. Utilizavam uma camada de cobre que protegia o lado do casco em contato direto com a \u00e1gua, uma medida cara que garantia maior velocidade e durabilidade \u00e0s embarca\u00e7\u00f5es, limitando os efeitos dos animais marinhos que viviam como parasitas fixando-se na parte externa inferior dos cascos.\n\nContudo, a maior novidade tecnol\u00f3gica ocorrida no s\u00e9culo XIX foi \u00e0 introdu\u00e7\u00e3o das m\u00e1quinas a vapor. Eram mais vantajosas quanto a velocidade. Mas, os primeiros navios a vapor n\u00e3o podiam competir com as embarca\u00e7\u00f5es a vela, que tinham uma capacidade de carga muito maior em seus por\u00f5es.\n\nIsso porque os vapor e sutilizavam grande parte do espa\u00e7o dispon\u00edvel para instalar suas m\u00e1quinas e carregar combust\u00edvel, primeiro lenha, posteriormente o carv\u00e3o.\n\nQuedas consider\u00e1veis nos \u00edndices de mortalidade dos escravos em tr\u00e2nsito tamb\u00e9m foram atribu\u00eddas pelos estudiosos \u00e0s mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas, em fun\u00e7\u00e3o principalmente das novas implementa\u00e7\u00f5es que diminu\u00edram o tempo das viagens. Aliadas \u00e0s novidades na constru\u00e7\u00e3o dos navios, somaram-se pr\u00e1ticas higi\u00eanicas, como a lavagem dos por\u00f5es com vinagre e a melhoria no sistema de ventila\u00e7\u00e3o.\n\nHavia uma especializa\u00e7\u00e3o. Os tripulantes de navios negreiros engajavam-se por longos per\u00edodos nas embarca\u00e7\u00f5es, certamente porque o com\u00e9rcio de escravos requeria habilidade ou familiaridade espec\u00edfica, ligadas \u00e0 forma de negociar a compra e a venda, e de lidar com a mercadoria transportada.\n\nEm muitas embarca\u00e7\u00f5es havia ex-cativos fazendo parte da tripula\u00e7\u00e3o. O tipo de navio e o n\u00famero de tripulantes variavam de acordo com o porto de origem ou destino.\n\nForam introduzidos no com\u00e9rcio transatl\u00e2ntico menos bra\u00e7os para levar mais carga, n\u00famero que geralmente n\u00e3o ultrapassava duas dezenas, n\u00famero suficiente para assegurar a tripula\u00e7\u00e3o contra as rebeli\u00f5es escravas e o controle de mortalidades em alto mar.\n\nEquipar os navios com tripulantes de v\u00e1rias localidades foi tamb\u00e9m uma estrat\u00e9gia adotada pelos traficantes para manter seus neg\u00f3cios no Brasil.\n\nIndependentemente da origem, pertencer a uma tripula\u00e7\u00e3o era fazer parte de um processo de trabalho especializado e dividido em tarefas que variavam de acordo com uma hierarquia que era constru\u00edda a partir das habilidades.\n\nTamb\u00e9m refletia uma divis\u00e3o social transportada da terra para bordo. O bom desempenho da embarca\u00e7\u00e3o dependia diretamente do trabalho e da habilidade dos tripulantes. Ao iniciar uma viagem, a primeira tarefa era carregar o navio, seguida do arranjo da carga conforme o peso para o equil\u00edbrio da embarca\u00e7\u00e3o.\n\nDepois do carregamento, o trabalho reca\u00eda sobre o manejo das mercadorias e do navio, envolvendo algumas tarefas b\u00e1sicas como a pilotagem, o gerenciamento do aparelho e o desempenho das fun\u00e7\u00f5es conforme a velocidade. A divis\u00e3o dos trabalhos determinava as responsabilidades de cada profissional e definia as rela\u00e7\u00f5es entre a tripula\u00e7\u00e3o.\n\nEssa divis\u00e3o era hier\u00e1rquica e a cada grau na escala correspondia um sal\u00e1rio diferente e, eventualmente, alguns privil\u00e9gios.\n\nA rela\u00e7\u00e3o social entre tripulantes e escravos tinha sua dura\u00e7\u00e3o limitada ao tempo da negocia\u00e7\u00e3o no litoral africano e \u00e0 viagem transatl\u00e2ntica.\n\nOs trabalhadores engajados no tr\u00e1fico viviam tamb\u00e9m a experi\u00eancia cotidiana do dom\u00ednio sobre os africanos, ainda que por pouco tempo.\n\nO tratamento dispensado pelos tripulantes aos africanos era extremamente hostil.\n\nOs negros ficavam de m\u00e3os atadas, ligados uns aos outros com correntes.\n\nEspancados, vigiados, os africanos presos tamb\u00e9m eram mal alimentados. A dieta era controlada para diminuir sua capacidade de resist\u00eancia. Carne seca, feij\u00e3o, farinha de mandioca e um pouco de arroz compunha o card\u00e1pio b\u00e1sico dos africanos aprisionados. A aus\u00eancia de nutrientes presentes em alimentos frescos causava doen\u00e7as. O escorbuto, provocado pela car\u00eancia de vitamina C, era a mais comum.\n\nOs capit\u00e3es negreiros, no entanto, n\u00e3o poderiam descuidar totalmente das condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas dos cativos. Alguns permitiam a circula\u00e7\u00e3o dos africanos pelo conv\u00e9s, em pequenos grupos pra ajudar a manter a boa sa\u00fade, diminuindo assim os efeitos das condi\u00e7\u00f5es suportadas nos por\u00f5es \u00famidos, mal ventilados, apertados e mal cheiroso, objetivando-se conseguir melhor pre\u00e7o pela venda de escravos sadios.\n\nAo articular a captura de escravos na \u00c1frica, a coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica e o desenvolvimento da ind\u00fastria na Europa, o tr\u00e1fico negreiro criou uma rede comercial planet\u00e1ria que uniu os destinos de tr\u00eas continentes.\n\nDesse encontro nasceu a di\u00e1spora negra. A an\u00e1lise concentrou-se nos navios negreiros, visto enquanto espa\u00e7os f\u00edsicos, por parte do mundo do trabalho, espa\u00e7o de conv\u00edvio social e local onde um grande n\u00famero de pessoas perdeu a vida ou esteve exposto a uma s\u00e9rie de doen\u00e7as.\n\nAs condi\u00e7\u00f5es no interior dos quais se faziam as viagens foram parte das adversidades de uma jornada mar\u00edtima cuja carga transportada eram seres humanos em processo de escraviza\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Navio Negreiro &#8211; Resumo<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-159607 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Navio-6-290x300.jpg\" alt=\"\" width=\"290\" height=\"300\" \/><strong>Navio Negreiro<\/strong><\/p>\nO\u00a0<strong>navio negreiro<\/strong>\u00a0foi o meio pelo qual cerca de 12,5 milh\u00f5es de africanos escravizados foram transportados da \u00c1frica para as Am\u00e9ricas entre 1500 e 1866 como parte do com\u00e9rcio transatl\u00e2ntico de escravos.\n\nOs\u00a0<strong>navios negreiros\u00a0<\/strong>variavam em tamanho, desde o Hesketh de dez toneladas, que podia transportar uma tripula\u00e7\u00e3o mais trinta africanos cativos, at\u00e9 o Parr de 566 toneladas, que transportava uma tripula\u00e7\u00e3o de 100 e podia transportar uma carga de at\u00e9 700 pessoas escravizadas. O conv\u00e9s inferior de um navio negreiro era dividido em compartimentos separados para homens e mulheres, com os homens acorrentados em pares e as mulheres soltas, mas confinadas abaixo. As condi\u00e7\u00f5es eram terr\u00edveis, com centenas de pessoas aglomeradas com pouco fluxo de ar e ainda menos saneamento.\n\nOs\u00a0<strong>africanos<\/strong>\u00a0cativos sofriam de doen\u00e7as como disenteria e var\u00edola, depress\u00e3o e desespero total, a crueldade do capit\u00e3o e da tripula\u00e7\u00e3o e a explora\u00e7\u00e3o sexual. Como resultado, as taxas de mortalidade ficaram em m\u00e9dia acima de 20% para os africanos cativos nas primeiras d\u00e9cadas do tr\u00e1fico de escravos e cerca de 10% em 1800.\n\nA possibilidade de motim ou revolta resultou em uma m\u00e3o pesada com disciplina. Tripula\u00e7\u00e3o e carga cativa foram rotineiramente chicoteadas e formas mais extremas de viol\u00eancia, incluindo parafusos de polegar, foram usadas para disciplinar os africanos. Apesar disso, os africanos resistiram. Alguns cometeram suic\u00eddio pulando ao mar ou se recusando a comer, enquanto outros organizaram insurrei\u00e7\u00f5es, embora devido ao armamento avassalador trazido pela tripula\u00e7\u00e3o, poucas tentativas de revolta foram bem-sucedidas.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.segal1945.hpg.ig.com.br\/www.cchla.ufrn.br\/encyclopediavirginia.org\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Navio Negreiro, Tamanho, Tipos, Uso, Brasil, Tr\u00e1fico, Africano, Escravos, Embarca\u00e7\u00f5es, Tumbeiros, \u00c1frica, Carga, Hist\u00f3ria, Navio Negreiro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9724,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-9720","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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