{"id":9661,"date":"2015-12-22T00:00:00","date_gmt":"2015-12-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/inacio-de-loyola\/"},"modified":"2026-08-31T19:04:22","modified_gmt":"2026-08-31T19:04:22","slug":"inacio-de-loyola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/inacio-de-loyola\/","title":{"rendered":"In\u00e1cio de Loyola"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n&nbsp;\n\n<strong>In\u00e1cio Lopes de Loyola <\/strong>o futuro Santo In\u00e1cio, nasceu em 1491. N\u00e3o se sabe o dia nem o m\u00eas; presume-se, por\u00e9m, que tenha sido por volta de 1\u00ba de junho, festa de Santo I\u00f1igo, Abade de O\u00f1a (Burgos) pelo fato de o terem batizado com esse nome.\n\nE era filho de Beltr\u00e1n Ib\u00e1nez de O\u00f1az e de Marina S\u00e1nches de Licona, da linhagem O\u00f1az-Loyola, fam\u00edlia nobre de Guip\u00fazcoa ou da &#8220;Prov\u00edncia&#8221;, como se chamou este territ\u00f3rio at\u00e9 o s\u00e9culo passado. Os Loyolas viviam numa casa-castelo que era resid\u00eancia e fortaleza ao mesmo tempo, constru\u00edda em pedra, como tantas outras do pa\u00eds basco e nesta casa fortaleza nasceu I\u00f1igo. Os tempos eram mais calmos, n\u00e3o, por\u00e9m, sem algumas querelas, que levam s\u00e9culos para desaparecer, sobretudo num vale pequeno e fechado como o que forma o rio Urola, em cujas margens se assentam as aldeias de Azpeitia e Azcoitia. A meio caminho entre ambas ergue-se o solar natal de I\u00f1igo.\n\nPor volta dos seis anos, o menino perdeu a m\u00e3e. Seu pai, que morreu quando ele tinha dezesseis anos, abdicou de todos os seus bens e t\u00edtulos, ainda em vida, em favor do filho Mart\u00edn, que passou a ser senhor de O\u00f1az e Loyola a inf\u00e2ncia de I\u00f1igo foi a de um menino da nobreza, e a educa\u00e7\u00e3o religiosa que recebeu foi mais &#8220;piedosa&#8221; que s\u00f3lida.\n\nIn\u00e1cio entrega sua espada, para se tornar um soldado do Cristo.\n\nI\u00f1igo recebeu a tonsura sendo ainda quase adolescente, tornando-se, ent\u00e3o, cl\u00e9rigo de &#8220;Ordens Menores&#8221; o jovem cavaleiro com quinze ou dezesseis anos foi completar sua educa\u00e7\u00e3o em Ar\u00e9valo, na casa de Don Juan Vel\u00e1zquez, Contador-Mor do reino de Castela onde veio conhecer os reis e a corte, desfrutando de todos os privil\u00e9gios de alta aristocracia da \u00e9poca, foram dez anos de alegria juvenil, sem pensar muito no futuro por\u00e9m com a morte de Fernando, o Cat\u00f3lico, foi a ru\u00edna daquela fam\u00edlia e as primeiras medidas tomadas por Carlos I contrariaram Don Juan Vel\u00e1zquez que viu, nessas decis\u00f5es, um preju\u00edzo para o patrim\u00f4nio real, e por isso ele chegou a usar at\u00e9 a oposi\u00e7\u00e3o das armas, derrotado e sobrecarregado por d\u00edvidas, morreu em 1517.\n\nI\u00f1igo viu-se, ent\u00e3o, sem protetor por\u00e9m a vi\u00fava de Don Velazquez deu-lhe uma certa soma de dinheiro e cartas de recomenda\u00e7\u00e3o para o duque de N\u00e1jera Don Antonio Manrique de Lara que era um nobre em ascens\u00e3o. com isto I\u00f1igo tornou-se homem de sua confian\u00e7a, acompanhando-o em v\u00e1rios de seus empreendimentos e em visitas \u00e0 corte, e a servi\u00e7o do duque de N\u00e1jera, lutou contra os inimigos de Carlos I, e foi assim que esteve no ass\u00e9dio e conquista da pr\u00f3pria cidade de N\u00e1jera, que se rebelara contra o rei, mas n\u00e3o quis participar do saque e pilhagem que se seguiram, ent\u00e3o o pr\u00f3prio duque o encarregou de &#8220;acalmar&#8221; as aldeias Guipuzcoanas que tamb\u00e9m se tinham sublevado quando deu mostras de ser bom diplomata, pois sua miss\u00e3o teve bom \u00eaxito.\n\nI\u00f1igo n\u00e3o era o que hoje chamamos de um militar, isto \u00e9, um soldado profissional, era um nobre, um cavaleiro e, como tal, muito h\u00e1bil no manejo das armas, assim, quando o rei de Fran\u00e7a decidiu apoiar o exilado Henrique de Labrit, pretendente ao trono de Navarra, o vice-rei reuniu tropas para defender o territ\u00f3rio, e entre outros muitos convocados, encontravam-se I\u00f1igo e seu irm\u00e3o Mart\u00edn, senhor de Loyola, e na \u00e9poca destes acontecimentos, I\u00f1igo estava com trinta anos, n\u00e3o se casara nem tinha patrim\u00f4nio, al\u00e9m do seu valor pessoal sem a inconsci\u00eancia dos anos mo\u00e7os, continuava aspirando a um lugar de honra na sociedade do seu tempo.\n\nE ao ser ferido por um obuz no cerco de Pamplona o qual acabou se constituindo no fundamental motivo da mudan\u00e7a de sua vida quando I\u00f1igo tinha visto de perto a foice da morte, e ao examinar sua vida passada, o seu balan\u00e7o n\u00e3o era positivo, pois na perspectiva de Deus, ele era um pecador e um mau crist\u00e3o, e por isto p\u00f5e-se a meditar o prop\u00f3sito que acalenta \u00e9 assemelhar-se aos santos e, com isto, desponta j\u00e1 uma terna devo\u00e7\u00e3o \u00e0 pessoa de Cristo e \u00e0 de sua M\u00e3e.\n\nEm princ\u00edpios de 1522. I\u00f1igo j\u00e1 est\u00e1 quase restabelecido e anuncia sua partida. para a Navarrete encontrar-se com o duque de N\u00e1jera, para cobrar uma d\u00edvida e cavalgando uma mula, com seu irm\u00e3o Pedro e dois criados, deixou Loyola a caminho do santu\u00e1rio mariano de Ar\u00e1nzazu. L\u00e1, depois de agradecer pela cura, despediu-se de Pedro e tomou o rumo de Navarrete (Rioja), e com o dinheiro do soldo recebido, pagou algumas d\u00edvidas pendentes; em seguida despediu os criados e, sozinho, encaminhou-se para Monteserrat decidido a p\u00f4r em pr\u00e1tica o prop\u00f3sito concebido em Loyola.\n\n<strong>Havia tr\u00eas peregrina\u00e7\u00f5es que um crist\u00e3o podia empreender:<\/strong> <strong>Santiago, Roma e Jerusal\u00e9m<\/strong>: <strong>a \u00faltima lhe parecia n\u00e3o s\u00f3 a mais custosa, pela dist\u00e2ncia, mas tamb\u00e9m a mais perigosa, mas n\u00e3o iria como um nobre, protegido por seu dinheiro e posi\u00e7\u00e3o social, mas como um peregrino desconhecido que deseja come\u00e7ar uma vida nova Antes de chegar a Montserrat, (o Mont-Salvat das lendas do Graal), em cuja pendente e a uma altitude de 720 m encontra-se a abadia beneditina fundada em 1030, comprou pano de saco para fazer uma roupa de peregrino, bem tosca e \u00e1spera, munindo-se tamb\u00e9m de um bord\u00e3o e uma caba\u00e7a, e chegou aos p\u00e9s da Virgem (la &#8220;Moreneta&#8221;) por volta de 20 de mar\u00e7o, onde levou tr\u00eas dias preparando uma confiss\u00e3o geral de toda a vida, sob a h\u00e1bil dire\u00e7\u00e3o de um dos monges Beneditinos da abadia, e no dia 24 de mar\u00e7o de 1522 nas v\u00e9speras da Anuncia\u00e7\u00e3o, passou a noite inteira na igreja:<\/strong> foi sua &#8220;vig\u00edlia de armas&#8221;, como cavaleiro de Deus e ofereceu \u00e0 Virgem a espada e o punhal, doou a mula ao mosteiro e suas vestes a um mendigo.\n\nDe madrugada, \u00e0s escondidas, metido no seu saco de penitente, partiu a p\u00e9, dirigindo-se a Manresa, e se alojou num albergue de mendigos, como mais um deles onde viveu de esmolas com grande austeridade, e por conta disto come\u00e7am a correr rumores fant\u00e1sticos sobre sua identidade, as riquezas que deixou e os pecados que o levaram a tanta penit\u00eancia&#8230;\n\n<strong>N\u00e3o conseguiu fazer de Manreza apenas um lugar de passagem, porque seu esp\u00edrito come\u00e7a a ser assaltado por sentimentos contradit\u00f3rios, o que o leva a dedicar longas horas \u00e0 ora\u00e7\u00e3o e \u00e0 leitura espiritual, at\u00e9 que um certo dia numa das grutas, na qual costumava meditar e orar, \u00e0s margens do rio Cardoner, In\u00e1cio experimentou em Setembro de 1522 a sua m\u00edstica Igreja Primitiva, como ele a chamava pois parecia-lhe que ser santo era algo que dependia s\u00f3 da sua vontade e das suas for\u00e7as, \u00e9 a\u00ed que ele descobre:<\/strong> ningu\u00e9m serve e agrada a Deus por sua pr\u00f3pria conta.\n\n<strong>Foi tempestuosa aquela primeira temporada em Manresa, ele adquirira em Loyola o costume de anotar tudo quanto se passava em seu esp\u00edrito; come\u00e7ou, ent\u00e3o, a perceber, relendo suas notas, que as diversidades de estados de \u00e2nimo tinham um significado:<\/strong> Deus estava lhe mostrando, por meio deles, a sua vontade, e a experi\u00eancia daqueles dias, cuidadosamente anotada em um caderno, foi o germe dos seus &#8220;Exerc\u00edcios&#8221;, um dos livros que mais influ\u00edram na Igreja, retificando alguns pontos, acrescentar\u00e1 aqui, cortar\u00e1 ali, mas, naquelas suas notas, j\u00e1 est\u00e1 o m\u00e9todo inaciano para encontrar a vontade de Deus e entregar-se \u00e0 Pessoa de Jesus Cristo, e um certo dia, enquanto lia &#8220;Horas de Nossa Senhora&#8221; em voz alta, nas escadarias da Abadia de Montserrat sua compreens\u00e3o elevou-se e ele percebeu o mist\u00e9rio da Sant\u00edssima Trindade, como uma harmonia musical, na forma de m\u00fasica de \u00f3rg\u00e3o.\n\nUm dia, passeando \u00e0s margens do rio Cardoner, teve uma grande ilumina\u00e7\u00e3o interior, onde tudo lhe pareceu novo e diferente, como se estivesse vendo coisas pela primeira vez, foi quando que descobriu que tinha uma voca\u00e7\u00e3o concreta e particular a qual Deus nos mostra de muitos modos. e que o crist\u00e3o deve descobrir e realizar esta miss\u00e3o que Deus lhe confia, e ap\u00f3s passar quase um ano em Manresa, hospedando-se em diversas casas e passr certo tempo no convento dos Dominicanos aonde se retirava a uma gruta para rezar e fazer penit\u00eancia, em 16 de mar\u00e7o de 1523, fez-se ao mar, s\u00f3 e pobre onde ningu\u00e9m o reconheu naquele peregrino de aspecto macilento o elegante e aprumado fidaldo dos Loyolas.\n\nDepois das experi\u00eancias de Manresa e Jerusal\u00e9m In\u00e1cio deu inicio aos estudos avan\u00e7ados que culminaram em 1534 com o recebimento do t\u00edtulo de Mestre pela Universidade de Paris, em 1539 In\u00e1cio e seus seguidores decidem formar uma nova Ordem do qual o Papa aprova o plano, que resulta no estabelecimento da &#8220;Companhia de Jesus&#8221;, e no dia 15 de Agosto de 1534, Santo In\u00e1cio e seis companheiros (Pedro Fabro, Francisco Xavier, Afonso Salmer\u00f3n, Diogo Lainez, Nicolau Bobadilla e Sim\u00e3o Rodrigues) fizeram na Igrejinha dos M\u00e1rtires de Montmartre, os votos de &#8220;pobreza, castidade e obedi\u00eancia&#8221;. Pedro Fabro o \u00fanico sacerdote do grupo celebrou a Eucaristia, durante a qual foram emitidos os votos, e em Janeiro de 1537, In\u00e1cio encontra de novo seus seis companheiros em Veneza, e no dia 24 de Junho de 1537 recebe a ordena\u00e7\u00e3o sacerdotal em Veneza, e em fins de Setembro do mesmo ano teve de reconhecer que a desejada peregrina\u00e7\u00e3o \u00e0 Terra Santa se tornara imposs\u00edvel, por causa da guerra entre Veneza e os Turcos. Por isso, determinou-se a ir a Roma, juntamente com Fabro e Lainez, para colocar-se \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do Papa e no final de Outubro de 1537, os peregrinos da Companhia de Jesus entravam na cidade papal de Roma. Em 1539 In\u00e1cio e seus seguidores decidem formar uma nova Ordem.\n\nO Papa aprova o plano, resultando no estabelecimento da &#8220;Companhia de Jesus&#8221; (os jesu\u00edtas) e desde Fevereiro de 1541, a nova Ordem viveu numa casa ao lado da Igreja de Santa Maria degli Astalli, e em 1544, nesse mesmo lugar, foi constru\u00edda a antiga casa professa, na qual Santo In\u00e1cio recebeu tr\u00eas pequenos quartos, manteve o posto de geral dos jesu\u00edtas at\u00e9 1552 periodo que houve uma grande expans\u00e3o mundial da Companhia e foi nesse per\u00edodo que completou a Constitui\u00e7\u00e3o da Ordem. In\u00e1cio morreu em 31 de julho de 1556 e em 1622 a Igreja Cat\u00f3lica o declarou Santo\n\nFonte: geocities.com\n<h6>In\u00e1cio de Loyola<\/h6>\n<p class=\"google\"><\/p>\n\n<h4>SUA VIDA<\/h4>\nNasceu no ano de 1491 em Loyola na regi\u00e3o basca da Espanha. Ca\u00e7ula de 11 irm\u00e3os ficou \u00f3rf\u00e3o de m\u00e3e aos 8 anos e de pai aos 14 anos. De fam\u00edlia de nobres, serviu como pajem de Fernando V. Tornou-se um homem de extraordin\u00e1ria habilidades, de lideran\u00e7a e profundamente religioso. Tinha pela frente uma carreira promissora no campo militar.\n<h4>VIDA MILITAR<\/h4>\nAos vinte e cinco anos, serviu nas for\u00e7as militares e vice-rei de Navarro Ant\u00f4nio Henrique. Na batalha de Pamplona foi ferido gravemente na perna por uma bala de canh\u00e3o. Por ser ele o l\u00edder da resist\u00eancia, Pamplona cai nas m\u00e3os dos franceses. Passou seu tempo de convalescen\u00e7a no castelo de Loyola.\n<h4>EXPERI\u00caNCIA ESPIRITUAL<\/h4>\nDurante sua recupera\u00e7\u00e3o no Castelo de Loyola, pede \u00e0 cavalaria que lhe traga livros para ler afim de passar o tempo.\n\n<strong>Por todo o castelo s\u00f3 encontraram dois livros:<\/strong> a \u0093Vita Christi\u0094 de Rodolfo da Sax\u00f4nia, e a Vida dos Santos, segundo a Legenda \u00c1urea. Esses livros serviram para ele como um farol, sendo transformado espiritualmente. Rev\u00ea seu passado, e sente necessidade de fazer penit\u00eancia. A transforma\u00e7\u00e3o foi t\u00e3o marcante que todos notaram. Fez uma peregrina\u00e7\u00e3o a Montserrat, e ali passou uma noite inteira de vig\u00edlia, decidindo dessa forma, tornar-se um guerreiro de Cristo.\n\nNo ano seguinte, ainda em Montserrat, passou por v\u00e1rias experi\u00eancias m\u00edsticas. J\u00e1 totalmente recuperado, vai \u00e0 um mosteiro beneditino nos arredores de Barcelona, onde faz sua confiss\u00e3o geral que dura tr\u00eas dias. A seguir retira-se para uma gruta em Manresa, tamb\u00e9m nos arredores de Barcelona. Onde completa sua transforma\u00e7\u00e3o radical. Escreve o livro Exerc\u00edcios Espirituais\n<h4>EXERC\u00cdCIOS ESPIRITUAIS<\/h4>\nO prop\u00f3sito b\u00e1sico desse livro \u00e9 o de ajudar o leitor a obter uma vis\u00e3o do que significa\n\nServir a Cristo. Para In\u00e1cio tratam-se de \u0093exerc\u00edcios para levar o homem a vencer-se a si mesmo, a desfazer-se de toda afei\u00e7\u00e3o desordenada e, depois achar a vontade divina da disposi\u00e7\u00e3o de sua vida para a salva\u00e7\u00e3o da alma.\u0094 In\u00e1cio foi um m\u00edstico, principalmente em seus primeiros anos de carreira; mas a \u00eanfase daquele livro recai sobre o trabalho e servi\u00e7o. Na teologia ele era um trinit\u00e1rio e cristoc\u00eantrico. Sua \u00eanfase era fazer mais em favor de Cristo.\n\n<strong>O seu ponto de partida \u00e9 o chamado \u0093Princ\u00edpio e Fundamento\u0094:<\/strong> \u0093O homem foi criado para louvar, reverenciar e servir a Deus Nosso Senhor, e mediante isto, salvar a sua alma\u0094.\n\n<strong>Os dois des\u00edgnios s\u00e3o solid\u00e1rios:<\/strong> a reforma interior, meio de salva\u00e7\u00e3o, \u00e9, ao mesmo tempo, homenagem a Deus.\n\n<strong>Da\u00ed a c\u00e9lebre formula repetida por Santo In\u00e1cio centenas de vezes em sua obra: <\/strong>\u00c4D MAJOREM DEI GLORIAM &#8211; PARA A MAIOR GL\u00d3RIA DE DEUS!\n<h4>NA PALESTINA<\/h4>\nIn\u00e1cio mudou-se para a Palestina, na esperan\u00e7a de viver ali. Mas os turcos n\u00e3o permitiram. Retornou a Europa e passou onze anos em estudos diligentes, procurando tornar-se um servo melhor de Cristo. Formou-se como mestre, em Paria. Fez voto de pobreza, castidade e obedi\u00eancia, tinha como particularidade total obedi\u00eancia ao papa.\n<h4>COMPANHIA DE JESUS<\/h4>\nIn\u00e1cio foi para Salamanca estudar na famosa universidade do mesmo nome, e mais tarde completa seus estudos de filosofia e teologia na universidade Sorbone de Paris.\n\nEm 15 de agosto de 1534, em Montmarte, Paris, reuniu-se com um grupo de amigos e deram in\u00edcio a uma nova organiza\u00e7\u00e3o religiosa, a qual deu o nome de <strong>COMPANHIA DE JESUS<\/strong>, tendo aprova\u00e7\u00e3o do papa Paulo III em 27 de setembro de 1550, ficando assim formada a Sociedade de Jesus. O grupo dava \u00eanfase \u00e0 simplicidade de vida a caridade, flexibilidade no servi\u00e7o da igreja e a obedi\u00eancia cega ao papa. N\u00e3o escolheram nenhum traje espec\u00edfico.\n\n<strong>Entrou em contato com as correntes cr\u00edticas \u00e0 doutrina da igreja:<\/strong> erasmismo, iluminismo, protestantismo. Todos queriam a reforma da igreja, In\u00e1cio por\u00e9m, mostrou-se contr\u00e1rio \u00e0 estas correntes e fiel \u00e0 igreja romana. Trabalhou mais pela Renova\u00e7\u00e3o do que pela Reforma da igreja.\n\nEmbora a Companhia de Jesus n\u00e3o tenha um campo espec\u00edfico de trabalho, porque seu lema \u00e9 trabalhar para a maior Gl\u00f3ria de Deus e o maior bem das Almas, desde os primeiros tempos, logo ap\u00f3s a funda\u00e7\u00e3o, j\u00e1 em 1549, come\u00e7ou a dar \u00eanfase ao campo educacional. No Brasil a Companhia de Jesus mant\u00e9m mais de 20 Institui\u00e7\u00f5es Jesu\u00edtas. A Companhia de Jesus mant\u00e9m centenas de Col\u00e9gios e Universidades em todo o mundo.\n<h4>OS JESU\u00cdTAS<\/h4>\n<strong>Segundo os escritos do Exerc\u00edcios Espirituais, os jesu\u00edtas devem ser:<\/strong> Homens crucificados para o mundo e para os quais o mundo seja tamb\u00e9m crucificado; homens renovados, despidos dos afetos pr\u00f3prios para se revestirem do Esp\u00edrito de Jesus Cristo, mortos a si mesmos a fim de viverem para justi\u00e7a. Homens que segundo recomenda S.Paulo, nos trabalhos nas vig\u00edlias e nos jejuns, pela castidade, pela ci\u00eancia, pela longanimidade , pela suavidade, pelos dons do Esp\u00edrito Santo pela caridade sincera, pela prega\u00e7\u00e3o da verdade. Denominam-se de\u0094 verdadeiros ministros de Deus\u0094; e com as armas da justi\u00e7a, \u00e0 direita e \u00e0 esquerda, entre a honra e a ignom\u00ednia, entre a boa e a m\u00e1 fama, na propriedade, enfim e na adversidade, n\u00e3o s\u00f3 a grandes passos caminharem para a p\u00e1tria celeste, mas com todo empenho e industria que possam, levem tamb\u00e9m os outros, tendo sempre em vista \u0093A maior Gl\u00f3ria de Deus\u0094.\n<h4>A FORMA\u00c7\u00c3O JESU\u00cdTA<\/h4>\nA Companhia de Jesus sempre se empenhou na forma\u00e7\u00e3o dos seus jesu\u00edtas.\n\n<strong>A qual passa por v\u00e1rias etapas:<\/strong> antes do noviciado; o noviciado; a filosofia; o magist\u00e9rio; a Teologia; e a 3a Prova\u00e7\u00e3o. Este \u00e9 o curr\u00edculo b\u00e1sico dos jesu\u00edtas, entretanto muitos fazem o curso de Direito, Economia, Administra\u00e7\u00e3o de Empresas, Letras, Pedagogia, Espiritualidade.\n<h4>A SEDE DA COMPANHIA DE JESUS<\/h4>\nEst\u00e1 localizada em Roma. Sua organiza\u00e7\u00e3o, para que o Superior Geral tenha conhecimento dos acontecimentos em todos os pa\u00edses onde est\u00e3o os 22.869 Jesu\u00edtas e dividida em Prov\u00edncias.\n\n<b>H\u00e1 no Brasil 4 prov\u00edncias e um Distrito Mission\u00e1rio da Amaz\u00f4nia: <\/b>\n<blockquote><b>1. \u00a0<\/b>Prov\u00edncia da Bahia\n<b>2 . <\/b>Prov\u00edncia do Brasil Setentrional\n<b>3 .<\/b> Prov\u00edncia do Brasil Centro \u0096 Leste\n<b>4 .<\/b> Prov\u00edncia do Brasil Meridional.<\/blockquote>\nA Prov\u00edncia do Brasil Meridional abrange os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paran\u00e1, Mato Grosso do Sul, e Mato Grosso e Rond\u00f4nia.\n<h4>MORTE<\/h4>\nIn\u00e1cio de Loyola faleceu aos 65 anos de idade no dia 31 de julho de 1551.\n<h4>CANONIZA\u00c7AO<\/h4>\nFoi canonizado santo por Greg\u00f3rio XV, em 1622. Sua festa religiosa \u00e9 celebrada a 31 de julho.\n\nFonte: br.geocities.com\n<h6>In\u00e1cio de Loyola<\/h6>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"In\u00e1cio de Loyola\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/iinacio8.jpg\" alt=\"In\u00e1cio de Loyola\" width=\"173\" height=\"263\" \/>\n<b>In\u00e1cio de Loyola<\/b><\/p>\n<b>I\u00f1igo L\u00f3pez de O\u00f1az y Loyola<\/b> -nome de batismo &#8211; nasceu em 1491 em Azpeitia, no castelo de Loyola, regi\u00e3o basca, ao norte da Espanha.\n\nDe fam\u00edlia nobre, ca\u00e7ula de 11 irm\u00e3os, ficou \u00f3rf\u00e3o de m\u00e3e aos 8 anos de idade e de pai aos 14 anos. O &#8220;Solar dos Loyolas&#8221;, erguido com suntuosidade e largueza junto \u00e0 cidade de Azpeitia, refletia a nobreza da fam\u00edlia. Inigo, em ambiente da corte de Castilha, trabalhou como pajem do &#8220;contador-mor&#8221; do Rei de Castela, Juan Vel\u00e1zquez de Cu\u00e9llar &#8211; j\u00e1 alimentava o sonho de tornar-se cavaleiro.\n\nEm 1517 torna-se cavaleiro e se coloca a servi\u00e7o do Duque de N\u00e1jera e vice-rei de Navarra, Ant\u00f4nio Henrique, que o encarregou de algumas tarefas militares e diplom\u00e1ticas.\n<h4>Ferido em Pamplona<\/h4>\nEm 20 de maio de 1521, defende a cidadela de Pamplona numa batalha contra os franceses. Resistir era imposs\u00edvel, mas In\u00e1cio n\u00e3o se rende e \u00e9 atingido por uma bala de canh\u00e3o, sofrendo um grave fratura na perna direita e tendo a esquerda esmagada. Sofre dores terr\u00edveis e passa um m\u00eas inteiro entre a vida e a morte.\n\nEsse fato ir\u00e1 marcar o fim do primeiro per\u00edodo de sua vida, durante o qual foi, conforme ele mesmo confessou em sua autobiografia, ser &#8220;um homem dado \u00e0s vaidades do mundo, cujo principal prazer consistia nos exerc\u00edcios de guerra, que pratica com o grande e f\u00fatil desejo de ganhar renome&#8221;.\n\nAinda que sua moral nessa fase estivesse longe de ser irrepreens\u00edvel, In\u00e1cio \u00e9 antes um homem orgulhoso do que ligado \u00e0 vida sensual. Alto e elegante em sua juventude, mant\u00e9m uma abundante cabeleira pintada de vermelho, na moda da \u00e9poca. Aprecia muito m\u00fasica, especialmente os hinos sacros. At\u00e9 os trinta anos de idade, In\u00e1cio vive como tantos outros jovens de seu tempo dominado pelas paix\u00f5es do jogo, das mulheres e das armas.\n<h4>Convers\u00e3o<\/h4>\nGravemente ferido em batalha, In\u00e1cio, passa por um um curto per\u00edodo de tratamento em Pamplona, e depois \u00e9 levado ao castelo dos Loyola, em junho de 1521.\n\nDurante o per\u00edodo de sua convalescen\u00e7a, no castelo de Loyola, decide, por vaidade, se submeter por uma dolorosa cirurgia para corrigir um trabalho grosseiro que havia sido feito em sua perna estra\u00e7alhada em combate. O resultado disso foi uma convalesc\u00eancia longa. In\u00e1cio pede livros de cavalaria para passar o tempo.\n\n<strong>S\u00f3 encontram, no castelo, dois livros: <\/strong>a &#8220;Vita Christi&#8221; (foto), de Rodolfo da Sax\u00f4nia, e a Vida dos Santos, cuja vers\u00e3o continha pr\u00f3logos \u00e0s v\u00e1rias hist\u00f3rias escritos por um monge cisterciense que considerava o servi\u00e7o de Deus como uma ordem cavalheiresca sagrada. Enquanto lia os livros, ele passava o tempo recordando tamb\u00e9m narrativas de guerra e em pensamentos sobre uma grande dama que ele admirava.\n\nCome\u00e7ou a leitura sem gosto, para matar o tempo e descobriu, com surpresa, que estava gostando. Nos primeiros est\u00e1gios de sua leitura, sua aten\u00e7\u00e3o estava voltada para o testemunho her\u00f3ico os santos. Essa vis\u00e3o da vida atraiu profundamente In\u00e1cio.\n\n<strong>Depois de muita reflex\u00e3o, ele decide imitar a vida austera dos santos e come\u00e7a a refletir:<\/strong> &#8220;S\u00e3o Domingos fez isto; pois eu tenho de o fazer tamb\u00e9m. S\u00e3o Francisco fez aquilo; pois eu vou fazer outro tanto&#8230;&#8221;\n\nAos poucos, In\u00e1cio come\u00e7a a encontrar sua liberdade espiritual e mudan\u00e7a interior que \u00e9 notada por todos de casa. Refletindo sobre o que se passava no seu \u00edntimo, foi caindo na conta de que os pensamentos sobre Deus e sobre os santos custavam a entrar no seu cora\u00e7\u00e3o, mas depois deixavam-no contente e com muita paz. Pelo contr\u00e1rio, as vaidades do mundo entravam facilmente, mas depois o deixavam frio e descontente. In\u00e1cio come\u00e7ou ent\u00e3o a ter a experi\u00eancia de &#8220;discernimento espiritual&#8221;, isto \u00e9, a saber distinguir a a\u00e7\u00e3o de Deus nele e a influ\u00eancia do mal e da pr\u00f3pria fraqueza humana.\n<h4>O Peregrino<\/h4>\nJ\u00e1 totalmente recuperado, em fevereiro de 1522, In\u00e1cio despede-se de sua fam\u00edlia e vai a Monserrat, mosteiro beneditino nos arredores de Barcelona, no nordeste da Espanha. Ele passa nesse local de peregrina\u00e7\u00e3o e faz uma confiss\u00e3o geral dos pecados de toda sua vida, deposita espada e punhal aos p\u00e9s da imagem da Virgem Maria, como s\u00edmbolo de ren\u00fancia, e, vestido unicamente um roupa bem tosca e \u00e1spera de saco como faziam os peregrinos penitentes. Passou a noite de 24 de mar\u00e7o numa &#8220;vig\u00edlia de armas&#8221; em ora\u00e7\u00e3o.\n\nDe madrugada retira-se para Manresa para uma gruta nos arredores de Barcelona. Em Manresa, In\u00e1cio anotou os sentimentos que experimentava durante as ora\u00e7\u00f5es e esses registros tornaram-se a base de um seu pequeno livro chamado Exerc\u00edcios Espirituais (foto). A perman\u00eancia em Manresa foi marcada por julgamentos espirituais e prova\u00e7\u00f5es que In\u00e1cio impunha a si mesmo, assim como por regozijo e ilumina\u00e7\u00e3o interior.\n\n<strong>Segudo ele, Deus, em Manresa, o tratou como um professor trata seu aluno:<\/strong> ensinava-o a servir-lhe como ele desejava.\n\nO peregrino entrega-se a Deus, disposto a seguir suas inspira\u00e7\u00f5es a cada momento. N\u00e3o sabe aonde estas o levar\u00e3o, mas enquanto n\u00e3o estiver certo de que lhe pede outra coisa, ir\u00e1 a Jerusal\u00e9m. At\u00e9 sonhaem morrer l\u00e1, como Cristo, anunciando aos infi\u00e9is o Evangelho.\n<h4>Ilumina\u00e7\u00e3o Espiritual<\/h4>\nNuma das grutas, na qual costumava meditar e orar, \u00e0s margens do rio Cardoner, pr\u00f3ximo a Manresa, In\u00e1cio experimenta, em setembro de 1522 a sua m\u00edstica Igreja Primitiva, como ele a chamava. Certo dia, enquanto estava sentado num dos diques do rio Cardoner, segundo o relata da sua autobiografia &#8220;os olhos de seu discernimento come\u00e7aram a se abrir, sem poder ver qualquer outra coisa, ele compreendeu e conheceu muitas coisas, coisas do esp\u00edrito e coisas da f\u00e9&#8221;. Tudo lhe pareceu novo e diferente, como se estivesse vendo coisas pela primeira vez. Sob esta luz continua a escrever os Exerc\u00edcios Espirituais.\n\nO resultado desse per\u00edodo decisivo foi a resolu\u00e7\u00e3o de fazer uma peregrina\u00e7\u00e3o a Jerusal\u00e9m. In\u00e1cio de Loyola deixou Barcelona em mar\u00e7o de 1523 e, passando por Roma, Veneza e Chipre, atingiu Jerusal\u00e9m em 4 de setembro. Ele gostaria de ter-se estabelecido ali permanentemente, mas o superior franciscano que custodiava os santu\u00e1rios da Igreja latina n\u00e3o lhe permitiu seguir seu plano. Depois de visitar Bet\u00e2nia, o Monte das Oliveiras, Bel\u00e9m, o Jord\u00e3o, o Monte da Quarentena e todos os lugares sagrados do programa preestabelecido aos peregrinos, In\u00e1cio deixou a Palestina em 3 de outubro, voltando por Chipre e Veneza e chegando a Barcelona em mar\u00e7o de 1524..\n<h4>Tempo dos Estudos<\/h4>\nIn\u00e1cio de Loyola, percebe que era a vontade de Deus que ele n\u00e3o ficasse em Jerusal\u00e9m. Reflete &#8220;em seu cora\u00e7\u00e3o sobre o que deveria fazer e finalmente decide dedicar-se por um tempo aos estudos, de forma a estar preparado para salvar almas&#8221;, escreve na Autobiografia relatando sua decis\u00e3o de adquirir uma educa\u00e7\u00e3o t\u00e3o boa quanto as circunst\u00e2ncias lhe permitissem. Ele provavelmente poderia ter alcan\u00e7ado o sacerd\u00f3cio em poucos anos, mas escolhe protelar essa meta por mais de doze anos e passar pela dificuldade de enfrentar uma sala de aulas na idade em que a maioria dos homens j\u00e1 havia terminado a muito tempo sua instru\u00e7\u00e3o. Talvez sua carreira militar lhe tenha ensinado o valor que tem a prepara\u00e7\u00e3o cuidadosa em qualquer empreendimento. De qualquer forma, In\u00e1cio est\u00e1 convencido de que um homem bem instru\u00eddo poderia realizar em curto tempo o que outro sem instru\u00e7\u00e3o nunca realizaria.\n\nEstuda em Barcelona por aproximadamente dois anos. Em 1526 ele se transfere para Alcal\u00e1. Durante esse tempo, adquire seguidores, a quem prega suas id\u00e9ias de piedade e f\u00e9 e aplica os Exerc\u00edcios Espirituais, e seu pequeno grupo passa a usar uma vestimenta caracter\u00edstico. Mas In\u00e1cio logo cai suspeito de heresia, \u00e9i aprisionado e julgado. Mesmo tendo sido declarado inocente, ele troca Alcal\u00e1 por Salamanca. L\u00e1 n\u00e3o apenas In\u00e1cio \u00e9 preso, mas todos os seus companheiros.\n\nNovamente ele logra obter a absolvi\u00e7\u00e3o, mas\u00e9 proibido de ensinar at\u00e9 que tivesse terminado os estudos. Essa proibi\u00e7\u00e3o levou In\u00e1cio a deixar seus disc\u00edpulos e a Espanha.\n<h4>Em Paris<\/h4>\nIn\u00e1cio chega a Paris em 2 de fevereiro de 1528, e permanece l\u00e1 como estudante at\u00e9 1535. Vive de esmolas e, nos anos de 1528 e 1529, vai a Flanders mendigar dos mercadores espanh\u00f3is. Em 1530 vai \u00e0 Inglaterra com o mesmo prop\u00f3sito. Em Paris, forma um novo grupo de disc\u00edpulos cujos h\u00e1bitos de vida provoca tantos e t\u00e3o efusivos coment\u00e1rios que ele precisa novamente explicar-se \u00e0s autoridades religiosas. Esse epis\u00f3dio finalmente o convence de que se deveria abster de fazer prega\u00e7\u00f5es religiosas p\u00fablicas at\u00e9 que obtivesse o sacerd\u00f3cio..\n<h4>Companheiros de Jesus<\/h4>\nEm 24 de junho de 1537, In\u00e1cio e a maior parte de seus companheiros s\u00e3o ordenados sacerdotes. Seguem-se dezoito meses durante os quais eles adquirem experi\u00eancia no minist\u00e9rio enquanto tamb\u00e9m dedicam muito tempo \u00e0s ora\u00e7\u00f5es. Durante esses meses, apesar de ainda n\u00e3o ter ministrado missa, In\u00e1cio tem uma das mais decisivas experi\u00eancias de sua vida.\n\n<strong>Ele relata a seus companheiros como, certo dia, durante uma prece na capela de La Storta, perto de Roma, pareceu-lhe ter visto o Cristo com a cruz em seus ombros e, ao lado dele, o Pai Eterno, que disse:<\/strong> &#8220;\u00c9 minha vontade que tomes esse homem como Teu servidor.&#8221;\n\n<strong>E Jesus o tomou e disse: <\/strong>&#8220;\u00c9 minha vontade que Nos sirva.&#8221;\n\nEm 1539, In\u00e1cio e companheiros decidem formar uma uni\u00e3o permanente, fazendo um voto de obedi\u00eancia a um superior eleito por eles mesmos, em adi\u00e7\u00e3o aos votos de pobreza, castidade e obedi\u00eancia ao Sumo Pont\u00edfice romano que j\u00e1 haviam feito anteriormente. Em 1540, o Papa Paulo III aprova o plano de uma nova ordem e Loyola foi escolhido entre os companheiros para o cargo de Superior Geral.\n\nA <strong>Companhia de Jesus<\/strong> desenvolve-se rapidamente.\n\n<strong>Quando In\u00e1cio morre, h\u00e1 cerca de mil jesu\u00edtas espalhados por doze unidades administrativas, chamadas prov\u00edncias:<\/strong> tr\u00eas na It\u00e1lia, tr\u00eas na Espanha, duas na Alemanha, uma na Fran\u00e7a, uma em Portugal e duas al\u00e9m-mar, na \u00cdndia e no Brasil. Nos \u00faltimos anos de sua vida, In\u00e1cio de Loyola ocupa-se muito com a Alemanha e a \u00cdndia, para onde manda seus famosos seguidores Pedro Canisius e Francisco Xavier. Ele tamb\u00e9m envia mission\u00e1rios para o Congo e para a Eti\u00f3pia. Em 1546, In\u00e1cio de Loyola recebe secretamente Francisco B\u00f3rgia na Sociedade, duque de Gand\u00eda e vice-rei da Catal\u00f4nia. Quando esse fato se torna p\u00fablico quatro anos depois, h\u00e1 alguma rea\u00e7\u00e3o. B\u00f3rgia organizou as prov\u00edncias espanholas e se tornou o terceiro Geral da Ordem.\n\nIn\u00e1cio de Loyola deixa sua marca em Roma. Ele funda o Col\u00e9gio de Roma, embri\u00e3o da Universidade Gregoriana, e o Germanicum, um semin\u00e1rio para candidatos alem\u00e3es ao sacerd\u00f3cio. Ele tamb\u00e9m estabelece uma casa para auxiliar e salvar as almas de mulheres deca\u00eddas e outra para judeus convertidos.\n\nFonte: www.jesuitas.org.br\n<h6>In\u00e1cio de Loyola<\/h6>\nSanto <b>In\u00e1cio de Loyola<\/b>, em 15 de agosto de 1534, em Montmartre, Paris, reuniu-se com seu primeiro grupo de amigos, que seriam os primeiros participantes da nova organiza\u00e7\u00e3o religiosa. Deu \u00e0 nova organiza\u00e7\u00e3o o nome de Companhia de Jesus, quando obteve a aprova\u00e7\u00e3o pelo Papa Paulo III, em 1540, porque era sua inten\u00e7\u00e3o enriquecer a Igreja com uma nova Ordem que, em todo seu modo de viver, se assemelhasse ao Divino Mestre. Seja isto pelos tr\u00eas votos de pobreza, castidade e obedi\u00eancia, seja pelo apostolado e prega\u00e7\u00e3o p\u00fablica, seja pelos sofrimentos e pela cruz, para que assim ela tamb\u00e9m merecesse triunfar com Cristo na eterna P\u00e1scoa dos C\u00e9us.\n\nA Companhia de Jesus tem sua Sede Geral, em Roma. Sua organiza\u00e7\u00e3o, para que o Superior Geral tenha conhecimento do que acontece em todos os Pa\u00edses, onde se encontram os 22.869 (1996) Jesu\u00edtas, \u00e9 dividida em Prov\u00edncias.\n\n<strong>H\u00e1, no Brasil, 04 (quatro) Prov\u00edncias e um Distrito Mission\u00e1rio da Amaz\u00f4nia:<\/strong>\n<blockquote><strong>a)<\/strong> Prov\u00edncia da Bahia; <strong>\nb) <\/strong>Prov\u00edncia do Brasil Setentrional; <strong>\nc)<\/strong> Prov\u00edncia do Brasil Centro-Leste; <strong>\nd) <\/strong>Prov\u00edncia do Brasil Meridional. A Prov\u00edncia do Brasil Meridional abrange os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paran\u00e1, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rond\u00f4nia.<\/blockquote>\nA Companhia de Jesus sempre se empenhou em formar do melhor modo poss\u00edvel os seus Jesu\u00edtas.\n\n<strong>Esta forma\u00e7\u00e3o passa por diversas etapas<\/strong>:\n<blockquote><strong>a)<\/strong> antes do Noviciado; <strong>\nb) <\/strong>o Noviciado;<strong>\nc)<\/strong> a Filosofia; <strong>\nd) <\/strong>o magist\u00e9rio; <strong>\ne)<\/strong> a Teologia e <strong>\nf)<\/strong> a 3\u00aa Prova\u00e7\u00e3o. Este \u00e9 o curr\u00edculo de todos os Jesu\u00edtas. Muitos, no entanto, ainda fazem cursos como Direito; Economia; Administra\u00e7\u00e3o de Empresas; Letras , Pedagogia, Espiritualidade.<\/blockquote>\nEmbora a Companhia de Jesus n\u00e3o tenha um campo espec\u00edfico de trabalho, porque seu lema \u00e9 trabalhar para a maior Gl\u00f3ria de Deus e o maior bem das Almas, desde os primeiros tempos, logo ap\u00f3s a funda\u00e7\u00e3o, j\u00e1 em 1549, come\u00e7ou a dar \u00eanfase ao campo educacional. No Brasil a Companhia de Jesus mant\u00e9m mais de 20 Institui\u00e7\u00f5es Jesu\u00edticas. A Companhia de Jesus mant\u00e9m centenas de Col\u00e9gios e Universidades em todo o mundo.\n<h4>Vida e Morte<\/h4>\n<strong>1491 Nascimento<\/strong>\n\nNasceu no ano de 1491 em Azpeitia, prov\u00edncia de Guip\u00fazcoa, regi\u00e3o dos bascos conhecida como &#8220;Vascongadas&#8221;. Ca\u00e7ula de 11 irm\u00e3os, ficou \u00f3rf\u00e3o de m\u00e3e aos 8 anos de idade e de pai aos 14 anos. De fam\u00edlia de nobres, foi pagem de Fernando V e tinha, pela frente, carreira promissora no campo militar. O &#8220;Solar dos Loyolas&#8221;, erguido com suntuosidade e largueza junto \u00e0 cidade de Azpeitia, refletia a nobreza da fam\u00edlia. Esta transmitiu-lhe um ambiente social e familiar eivado de profunda ades\u00e3o \u00e0 f\u00e9 cat\u00f3lica. Sua juventude, In\u00e1cio passou-a no ambiente da corte de Castilha onde, por influ\u00eancia da rainha Isabela, a Cat\u00f3lica, havia tamb\u00e9m uma grande preocupa\u00e7\u00e3o em buscar um cristianismo aut\u00eantico.\n\n<strong>1516 Soldado<\/strong>\n\nEm 1516 entra para o servi\u00e7o do duque de N\u00e1jera e vice-rei de Navarra, Ant\u00f4nio Henrique, tendo sido feito membro da sua guarda pessoal. \u00c9 nesta ocasi\u00e3o que o cortes\u00e3o come\u00e7a a ceder lugar ao soldado! Inesperadamente, foi chamado a defender o territ\u00f3rio basco dos seus vizinhos franceses. Na dram\u00e1tica batalha de Pamplona, \u00e9 ferido na perna por uma bala de canh\u00e3o. Como ele era a alma da resist\u00eancia, Pamplona cai nas m\u00e3os dos franceses os quais, por sua vez, tratam In\u00e1cio como um verdadeiro her\u00f3i!\n<h4>Mudan\u00e7a interior<\/h4>\nDurante a convalescen\u00e7a, no castelo de Loyola, solicita livros de cavalaria para passar o tempo.\n\n<strong>Em todo o castelo, s\u00f3 encontram dois livros:<\/strong> a &#8220;Vita Christi&#8221;, de Rodolfo da Sax\u00f4nia, e a Vida dos Santos, segundo a Legenda \u00c1urea. Aos poucos, vai-se entusiasmando e sentindo-se atra\u00eddo pelo exemplo dos santos. Rev\u00ea sua vida passada, percebe a necessidade de fazer penit\u00eancia e come\u00e7a a encontrar sua liberdade espiritual. Mudan\u00e7a interior que \u00e9 notada por todos de casa. Decide dedicar sua vida a Cristo e \u00e0 convers\u00e3o dos infi\u00e9is.\n<h4>O livro dos Exerc\u00edcios Espirituais<\/h4>\nJ\u00e1 totalmente recuperado, vai a Monserrat, mosteiro beneditino nos arredores de Barcelona, onde faz sua confiss\u00e3o geral que dura tr\u00eas dias. Depois retira-se para uma gruta, em Manresa, tamb\u00e9m nos arredores de Barcelona. Ali completa-se sua transforma\u00e7\u00e3o espiritual radical. Escreve o livrinho dos Exerc\u00edcios Espirituais.\n\n<strong>Ao deixar Manresa, In\u00e1cio de Loyola levava nas m\u00e3os, sem o saber, o instrumento que lhe permitiria dotar o catolicismo com a mais eficaz das suas tropas<\/strong>: a Companhia de Jesus!\n<h4>1540 Companhia de Jesus<\/h4>\nAos 23 anos foi para Salamanca, para estudar na famosa universidade do mesmo nome e, mais tarde, completa seus estudos de filosofia e teologia na universidade Sorbonne de Paris.\n\n<strong>Entrou em contato com as correntes cr\u00edticas e hostis \u00e0 doutrina da Igreja:<\/strong> erasmismo, iluminismo, protestantismo. Todos queriam a reforma da Igreja. In\u00e1cio sempre mostrou-se contr\u00e1rio a estas correntes e, fiel \u00e0 igreja de Roma, passou a trabalhar decididamente mais pela &#8220;Renova\u00e7\u00e3o&#8221; do que pela &#8220;Reforma&#8221; da Igreja. Durante este per\u00edodo na capital francesa, conseguiu conquistar para a causa da f\u00e9 mais seis companheiros da universidade, entre os quais Francisco Xavier, futuramente o apostolo da \u00edndia e do Jap\u00e3o, declarado padroeiro das miss\u00f5es. Com estes companheiros, faz os votos em Monmartre, deixando claro que o ideal de seguir a Jesus se identificava com o servi\u00e7o \u00e0 Igreja e ao Romano Pont\u00edfice e funda a COMPANHIA DE JESUS. V\u00e3o at\u00e9 Veneza, onde In\u00e1cio \u00e9 ordenado sacerdote.\n\nSeguem para Roma, onde conseguem a aprova\u00e7\u00e3o da nova Ordem pelo Papa Paulo III, em 1540. Colocam-se \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do Papa como um ex\u00e9rcito pronto para a defesa da f\u00e9, reforma da Igreja e da obra mission\u00e1ria. A rec\u00e9m-fundada Companhia de Jesus, al\u00e9m dos votos de Pobreza, Castidade e obedi\u00eancia, tinha como particularidade uma total obedi\u00eancia ao Papa ( o quarto voto ), pois, na ocasi\u00e3o, Lutero tinha iniciado sua Reforma e os jesu\u00edtas procuravam combater o cisma com entusiasmo de mil\u00edcia avan\u00e7ada.\n<h4>1551 Morte<\/h4>\nIn\u00e1cio de Loyola faleceu no dia 31 de julho de 1551, com 65 anos de idade.\n<h4>1862 Canoniza\u00e7\u00e3o<\/h4>\nFoi canonizado pelo Papa Greg\u00f3rio XV, em 1862.\n\nFonte: www.saoluis.org.br\n<h6>In\u00e1cio de Loyola<\/h6>\nIn\u00e1cio nasceu no castelo de Loyola em 1491, sendo o \u00faltimo dos 13 filhos de D. Beltr\u00e1n de Loyola e Da. Maria Sonnez. Aos 16 anos foi enviado como pajem ao pal\u00e1cio de Juan Vel\u00e1squez de Cuellar, contador mayor dos Reis Cat\u00f3licos Fernando e Isabel, o que lhe permitiu estar em contato cont\u00ednuo com a corte. Bem dotado f\u00edsica e intelectualmente, o jovem In\u00e1cio &#8220;deu-se muito a todos os exerc\u00edcios das armas, procurando avantajar-se sobre todos seus iguais e alcan\u00e7ar renome de homem valoroso, honra e gl\u00f3ria militar&#8221;. Ou, como ele mesmo diz com humildade, &#8220;at\u00e9 os vinte e seis anos foi um homem dado \u00e0s vaidades do mundo, e principalmente se deleitava no exerc\u00ed cio das armas e no v\u00e3o desejo de ganhar honra&#8221;\n<h4>A hora esperada pela Provid\u00eancia<\/h4>\nOuvindo falar dos grandes feitos dos seus irm\u00e3os em N\u00e1poles, envergonhou-se de sua ociosidade e participou em algumas campanhas com seu tio, vice-rei da Navarra. Depois foi enviado em socorro de Pamplona, assediada pelos franceses. Era a hora da Provid\u00eancia. A despropor\u00e7\u00e3o das for\u00e7as era esmagadora em favor dos franceses, mas In\u00e1cio n\u00e3o quis saber de capitula\u00e7\u00e3o e convenceu os seus a resistirem at\u00e9 o fim. &#8220;Confessou-se com um companheiro de armas. Depois de algum tempo de dura\u00e7\u00e3o da batalha, a bala de uma bombarda atingiu-lhe a perna, quebrando-a toda. E como ela passou entre as duas pernas, a outra tamb\u00e9m foi duramente ferida&#8221;. In\u00e1cio caiu por terra. Seus companheiros se renderam.\n\nOs franceses, admirados da coragem do espanhol, trataram-no muito bem, fazendo-o levar depois, em liteira, para o castelo de seus pais. Os ossos haviam come\u00e7ado a se soldar de maneira defeituosa, e foi preciso quebrar de novo a perna para ajust\u00e1-los. Isso tudo, \u00e9 bem preciso dizer, sem anestesia. O que levou-o \u00e0s portas da morte, de modo a receber os \u00faltimos sacramentos. Quando todos esperavam o desenlace, na v\u00e9spera da festa de S\u00e3o Pedro o doente, que era muito devoto desse Ap\u00f3stolo, come\u00e7ou a melhorar.\n<h4>Convers\u00e3o de um homem coerente<\/h4>\nSeria longo narrar todas as torturas a que se submeteu esse soldado para n\u00e3o ficar aleijado; pois, como poderia aparecer assim na corte? Veio depois a longa convalescen\u00e7a, a leitura da vida de Cristo e dos santos, \u00fanicos livros que havia no castelo, e sua convers\u00e3o se deu da maneira mais radical.\n\nO primeiro pensamento do novo soldado de Cristo foi o de ir para a Terra Santa e viver em ora\u00e7\u00e3o, penit\u00eancia e contempla\u00e7\u00e3o nos lugares em que se operou nossa Reden\u00e7\u00e3o.\n\nEm Montserrat, fez uma confiss\u00e3o geral de sua vida e dep\u00f4s a espada no altar da Virgem. Viveu depois algum tempo em Manresa, onde recebeu grandes favores m\u00edsticos e escreveu seus famosos &#8220;Exerc\u00edcios Espirituais&#8221;.\n\nN\u00e3o lhe permitiram ficar em Jerusal\u00e9m, por causa da tensa situa\u00e7\u00e3o ent\u00e3o reinante. In\u00e1cio voltou a Barcelona para estudar, a fim de preparar-se para o sacerd\u00f3cio. Foi depois para Alcal\u00e1 e ainda Salamanca, onde, por causa de sua prega\u00e7\u00e3o e reuni\u00e3o de disc\u00edpulos, sendo ainda leigo \u0097 o que era perigoso naquela \u00e9poca de novidades mals\u00e3s e heresias \u0097 foi denunciado \u00e0 Inquisi\u00e7\u00e3o e aprisionado at\u00e9 que sua inoc\u00eancia foi reconhecida.\n<h4>&#8220;Companhia&#8221;, como num ex\u00e9rcito<\/h4>\nResolveu por isso ir a Paris, estudar na famosa universidade local. Foi l\u00e1 que a Provid\u00eancia o fez encontrar os seis primeiros disc\u00edpulos, com os quais fundaria a Companhia de Jesus. Entre eles estava o grande Ap\u00f3stolo da \u00cdndia e do Jap\u00e3o, S\u00e3o Francisco Xavier, e o Beato Pedro Fabro.\n\nAp\u00f3s os votos feitos em Montmartre, o que marcou propriamente o in\u00edcio da Companhia, eles se encontraram em Veneza, com o plano de ir \u00e0 Terra Santa.\n\nEnquanto isso, trabalhavam nos hospitais.\n\nComo, depois de um ano, n\u00e3o conseguiram realizar seu intento, decidiram ir a Roma colocar-se \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do Sumo Pont\u00edfice. Nas proximidades da Cidade Eterna, In\u00e1cio teve uma vis\u00e3o na qual Nosso Senhor prometeu ser-lhe favor\u00e1vel em Roma.\n\n&#8220;In\u00e1cio tinha sugerido para nome de sua irmandade `Companhia de Jesus&#8217;. Companhia era compreendido em seu sentido militar, e naqueles dias uma companhia era geralmente conhecida pelo nome de seu capit\u00e3o. Na Bula latina de funda\u00e7\u00e3o, no entanto, eles foram chamados `Societas Jesu'&#8221;..\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"In\u00e1cio de Loyola\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/iinacio10.jpg\" alt=\"In\u00e1cio de Loyola\" width=\"211\" height=\"213\" \/>\n<b>Santo In\u00e1cio envia S\u00e3o Francisco Xavier para a \u00cdndia<\/b><\/p>\n\n<h4>Paladino da Contra-Reforma Cat\u00f3lica<\/h4>\nO papel dos jesu\u00edtas na Contra-Reforma cat\u00f3lica foi essencial. Na \u00e9poca, pareciam perdidas para o protestantismo n\u00e3o s\u00f3 a Alemanha, mas a Escandin\u00e1via, e amea\u00e7ados os Pa\u00edses Baixos, a Bo\u00eamia, a Pol\u00f4nia e a \u00c1ustria, havendo infiltra\u00e7\u00f5es da seita n\u00e3o s\u00f3 na Fran\u00e7a, mas at\u00e9 na It\u00e1lia.\n\nSanto In\u00e1cio enviou seus disc\u00edpulos a essas regi\u00f5es infectadas, e estes foram reconduzindo para a Igreja ovelhas desgarradas at\u00e9 na pr\u00f3pria Alemanha. Ali trabalharam Pedro Fabro, Cl\u00e1udio Le Jay e Bobadilha. Mas o jesu\u00edta que seria o grande ap\u00f3stolo dos povos germ\u00e2nicos, obtendo in\u00fameras reconvers\u00f5es, foi S\u00e3o Pedro Can\u00edsio, hoje considerado, com raz\u00e3o, o segun do ap\u00f3stolo da Alemanha, depois de S\u00e3o Bonif\u00e1cio.\n\nO papel dos jesu\u00edtas foi tamb\u00e9m primordial no Conc\u00edlio de Trento \u0097 onde brilharam os padres Laynes e Salmeron \u0097 bem como nas universidades e nos col\u00e9gios, imunizando assim a juventude europ\u00e9ia contra o erro.\n\n<strong>Recebendo informa\u00e7\u00f5es dos grandes triunfos de seus disc\u00edpulos, exclamava Santo In\u00e1cio:<\/strong> &#8220;Demos gra\u00e7as a Deus por sua inef\u00e1vel miseric\u00f3rdia e piedade, t\u00e3o copiosamente derramada em n\u00f3s por seu glorioso nome. Porque muitas vezes me comovo quando ou\u00e7o e em parte vejo o que me dizem de v\u00f3s e de outros chamados \u00e0 nossa Companhia em Cristo Jesus&#8221;\n<h4>Obedi\u00eancia pronta, humildade exemplar<\/h4>\nSanto In\u00e1cio de Loyola queria uma companhia de escol, para combater os erros da \u00e9poca, principalmente os de Lutero e Calvino, e por isso estipulou que, diferentemente das outras congrega\u00e7\u00f5es ou ordens religiosas, o noviciado seria de mais de um ano. Dizia no fim da vida, quando sua Companhia estava j\u00e1 estendida por quase todos os continentes: &#8220;Se eu desejasse que a minha vida fosse prolongada, seria para redobrar de vigil\u00e2ncia na escolha de nossos s\u00faditos&#8221;\n\n<strong>Quando um novi\u00e7o se ajoelhava junto a ele para pedir perd\u00e3o e penit\u00eancia por alguma falta, depois de ter concedido uma e imposto a outra, In\u00e1cio dizia: <\/strong>&#8220;Levante-se&#8221;.\n\n<strong>Se, por uma humildade mal compreendida o novi\u00e7o n\u00e3o se levantasse imediatamente, ele o deixava ajoelhado e sa\u00eda, dizendo:<\/strong> &#8220;A humildade n\u00e3o tem m\u00e9rito quando \u00e9 contr\u00e1ria \u00e0 obedi\u00eancia&#8221;.\n<h4>Discernimento na sele\u00e7\u00e3o dos s\u00faditos<\/h4>\nUm dia chamou um irm\u00e3o coadjutor e o mandou sentar-se na presen\u00e7a de uma visita. O irm\u00e3o n\u00e3o o fez, pensando faltar ao respeito ao Superior e \u00e0 visita. In\u00e1cio ordenou-lhe ent\u00e3o que pusesse o banco sobre a cabe\u00e7a, e assim estivesse at\u00e9 a sa\u00edda da visita.\n\nQuando o novi\u00e7o n\u00e3o servia, In\u00e1cio n\u00e3o tinha contempla\u00e7\u00e3o nem mesmo pela sua posi\u00e7\u00e3o social. Expulsou da Companhia o filho do Duque de Bragan\u00e7a e sobrinho do grande benfeitor da Companhia, D. Manuel, rei de Portugal, e ainda um primo do Duque de Bivona, parente do vice-rei da Sic\u00edlia, que era tamb\u00e9m seu amigo e benfeitor.\n\n&#8220;A obstina\u00e7\u00e3o nas id\u00e9ias era um dos principais motivos de exclus\u00e3o ou de expuls\u00e3o, para o santo fundador. Um espanhol de grande capacidade, duma ci\u00eancia pouco comum e duma virtude reconhecida, entrou na Companhia e exercia o cargo de ministro na casa professa de Roma, com habilidade; mas quando se lhe metia uma id\u00e9ia na cabe\u00e7a, n\u00e3o lhe sa\u00eda mais. In\u00e1cio tirou-lhe o cargo, julgando inapto para mandar aquele que n\u00e3o sabia obedecer. [&#8230;] Uma noite In\u00e1cio soube que ele acabava de dar uma nova prova da sua teimosia; no mesmo instante envia-lhe ordem de abandonar a casa sem esperar para o dia seguinte&#8221;.\n<h4>Venerado como santo ainda em vida<\/h4>\nEssa severidade era entretanto balanceada com tanta do\u00e7ura, que ele era uma verdadeira m\u00e3e para os novi\u00e7os. Tal equil\u00edbrio fazia com que fosse venerado como santo mesmo em vida.\n\nSua mais preciosa conquista, S\u00e3o Francisco Xavier, tinha-lhe tanta venera\u00e7\u00e3o, que muitas vezes lhe escrevia de joelhos. E nos perigos e tempestades invocava seu nome, trazendo ao pesco\u00e7o, como prote\u00e7\u00e3o, junto a seus votos de profiss\u00e3o, a assinatura do Padre In\u00e1cio.\n\n<strong>Constantemente afirmava:<\/strong> &#8220;O Padre In\u00e1cio \u00e9 um grande santo&#8221;.\n\nLa\u00ednez, outro dos primeiros disc\u00edpulos de In\u00e1cio e seu sucessor no generalato da Companhia, tamb\u00e9m o venerava como santo, do mesmo modo que S\u00e3o Francisco de Borja, depois terceiro Superior Geral da Companhia.\n\nSua vida interior era profunda, e passava-se constantemente na presen\u00e7a de Deus. Conforme narra em sua autobiografia, toda vez que queria encontrar a Deus ele O encontrava, bastando um pouco de recolhimento. Tinha vis\u00f5es, repetidamente, sobretudo quando se tratava de acertar algum neg\u00f3cio importante da Companhia, ou quando redigia suas Constitui\u00e7\u00f5es. Essas vis\u00f5es lhe eram constantes tamb\u00e9m quando celebrava a Missa.\n\n&#8220;Sua roupa foi sempre pobre e sem enfeites, mas limpa e asseada, porque, se bem amasse a pobreza, nunca lhe agradou pouca limpeza&#8221;.\n\nSanto In\u00e1cio faleceu em Roma, no dia 31 de julho de 1556.\n\nFonte: www.lepanto.com.br\n<h6>In\u00e1cio de Loyola<\/h6>\nCom a publica\u00e7\u00e3o da bula intitulada &#8220;Regimini militantis Ecclesiae&#8221;, &#8220;ao regime da igreja militante&#8221;, datada de 27 de setembro de 1540, o Papa Paulo III \u0096 l\u00edder da Contra-Reforma cat\u00f3lica &#8211; oficialmente aprovou a Companhia de Jesus.\n\nCome\u00e7ava ali uma das mais fascinantes hist\u00f3rias de uma das tantas ordens religiosas crist\u00e3s. Seis anos antes, em 1534, nos altos da capela de Montmartre, em Paris, um pequeno grupo de estudantes universit\u00e1rios de origem fidalga oriundos da Ib\u00e9ria, liderados por um homem bem mais maduro de nome I\u00f1igo de Loyola, haviam jurado seguir o papa e defender a Verdadeira F\u00e9. Formaram ent\u00e3o o primeiro pelot\u00e3o do que mais tarde veio a consagrar-se como o Ex\u00e9rcito de Cristo.\n<h4>Curando os ferimentos<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"In\u00e1cio de Loyola\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/iinacio11.jpg\" alt=\"In\u00e1cio de Loyola\" width=\"134\" height=\"186\" \/>\n<b>In\u00e1cio de Loyola ( 1491-1556) <\/b><\/p>\nSem quase nada para ler, recolhido num catre do castelo da fam\u00edlia em Loyola, situado na Navarra espanhola, o fidalgo I\u00f1igo (mais tarde convertido para o nome de In\u00e1cio)tentava se recuperar dos dolorosos ferimentos que quase fizeram com que perdesse as pernas. Durante uma batalha travada em Pamplona, em 20 de maio de 1521, um petardo franc\u00eas explodira bem perto dele quase lhe arrancando os membros inferiores. O estrago foi t\u00e3o grave que ele n\u00e3o demorou a entender que suas ambi\u00e7\u00f5es de mo\u00e7o da corte de Castela, de fazer carreira nas antec\u00e2maras dos pal\u00e1cios, de conviver com belas mulheres e outros prazeres se encerrara para sempre. Mal completara trinta anos. Sobraram-lhe apenas dois livros \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, um era a &#8220;Vida Cristo&#8221;, e o outro &#8220;A Legenda \u00c1urea&#8221;, sobre os santos da Igreja. Devorou-os. Leu e releu. Se bem que criado em meio cat\u00f3lico, sua cabe\u00e7a, como a maior parte dos nobres brig\u00f5es, at\u00e9 ent\u00e3o andava dominada pelas hist\u00f3rias de capa-e-espada e pelos feitos dos cavaleiros andantes. Tudo ent\u00e3o mudou. Por mais que os m\u00e9dicos se esfor\u00e7assem nunca conseguiram emparelhar-lhe as pernas. Ficara coxo para sempre. Isto foi determinante para que, uns tempos depois, se inclinasse pelos conventos e n\u00e3o mais pelos sal\u00f5es de dan\u00e7a e festa.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"In\u00e1cio de Loyola\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/iinacio12.jpg\" alt=\"In\u00e1cio de Loyola\" width=\"142\" height=\"221\" \/>\n<b>Abadia de Montserrat <\/b><\/p>\nPortanto, se haveria no futuro algum caudilhismo a ser exercido seria por meio da religi\u00e3o e n\u00e3o mais pelas guerras. O crucifixo ao inv\u00e9s da lan\u00e7a. Como s\u00edmbolo dessa definitiva convers\u00e3o de cortes\u00e3o-soldado em homem de Deus, na noite de 25 de mar\u00e7o de 1522, entregue \u00e0 medita\u00e7\u00e3o nos altos da abadia beneditina de Montserrat, na Catalunha, ele abandonou para sempre a sua espada e sua adaga no altar da Virgem Morena, abra\u00e7ando a cruz. As roupas de nobre ele doou a um mendigo. Decidiu deixar de servir a um &#8220;rei temporal&#8221; para se por ao servi\u00e7o do &#8220;rei eterno e universal&#8221;. Como Jesus afastara-se para o deserto, Loyola encontrou o seu equivalente refugiando-se na gruta de Manresa, onde come\u00e7ou a redigir os Exerc\u00edcios Espirituais. Quis ent\u00e3o ir a Jerusal\u00e9m, andar por onde Cristo andou, vestido como um simples pedinte, um peregrino em busca do Senhor.\n<h4>Entre Erasmo e Lutero<\/h4>\n<strong>A convers\u00e3o de Loyola deu-se num momento dram\u00e1tico da hist\u00f3ria da Igreja Cat\u00f3lica, visto que desde 1517 ela se encontrara desafiada pela insurg\u00eancia de um monge alem\u00e3o:<\/strong> Martim Lutero (1483-1546). Este, num ato de clara rebeldia, afixara 95 teses na porta da catedral de Wittemberg atacando diretamente a autoridade papal, transformando a Venda de Indulg\u00eancia num grande esc\u00e2ndalo nacional e europeu. A igreja germ\u00e2nica se dividiu.\n\nSomente o sul da Alemanha, o reino da Bav\u00e1ria, ficou ao lado de Roma, todo o restante abra\u00e7ara a causa da Reforma. Desde ent\u00e3o, para os cat\u00f3licos, Lutero representou o anti-Cristo, o agente sedicioso que viera ao mundo para destruir o edif\u00edcio de S\u00e3o Pedro.\n\nParalelamente a isso, havia a obra de Erasmo de Roterd\u00e3o(1466-1536), o grande humanista crist\u00e3o que h\u00e1 muito tempo vinha por igual defendendo a necessidade de um reforma no corpo da igreja. Acreditava ele que o alto sacerd\u00f3cio e os monges, principalmente esses, haviam desvirtuado a ess\u00eancia do cristianismo ao terem um comportamento bem pouco condizente com os ensinamentos de Jesus. Al\u00e9m disso, a atitude geral dos pr\u00edncipes europeus, afastados da justi\u00e7a e da paz, nada tinha em sintonia com as expectativas de um reino de Cristo na terra. Guerras, flagela\u00e7\u00f5es, usurpa\u00e7\u00f5es, felonias, crimes de toda ordem, ensang\u00fcentavam os reinos e as cortes do seu tempo.\n\nDetestava aquelas in\u00fateis pol\u00eamicas teol\u00f3gicas nas quais os doutos, em escrita complicada, publicavam imensos tratados que ningu\u00e9m lia e que de nada serviam a boa causa da f\u00e9, propondo como rem\u00e9dio o retorno \u00e0s li\u00e7\u00f5es simples do evangelho, afinadas com a id\u00e9ia de um Cristo tido como um &#8220;Rei-pastor&#8221;, um &#8220;Condutor pac\u00edfico&#8221;, adrede para arrancar o mundo profano dos seus desatinos e conduzi-lo ao reino dos bem aventurados. Acusaram Erasmo, devido ao seu esp\u00edrito cr\u00edtico e ao seu tom liter\u00e1rio jocoso, de &#8220;ter chocado o ovo do protestantismo&#8221;, mas a expectativa dele era que a necess\u00e1ria reforma partisse de dentro da Igreja, que fosse assumida pelo alto clero e pelos pr\u00edncipes e n\u00e3o por um monge desconhecido, indignado e furioso (*)\n\nAssim posto, Loyola construiu sua forma\u00e7\u00e3o de homem de f\u00e9 em meio ao embate entre as exig\u00eancias de uma reforma da cristandade conduzida por uma humanista (que pregava pela paz) ou pelas m\u00e3os de um monge alem\u00e3o radical (que n\u00e3o hesitaria em ir \u00e0 guerra).\n\n<strong>(*) Tanto assim que dois do seus ensaios mais populares s\u00e3o dirigidos \u00e0 corre\u00e7\u00e3o das elites<\/strong>: Enchiridion Militis Christiani (O Manual do Cavaleiro Crist\u00e3o, de 1503) e Institutio Principis Christiani, (Institui\u00e7\u00e3o do Principado Crist\u00e3o, de 1516) para servir de orienta\u00e7\u00e3o ao jovem rei Carlos, mais tarde imperador Carlos V).\n<h4>A Sorbone e o juramento de Montmartre<\/h4>\nRetornando da sua peregrina\u00e7\u00e3o \u00e0 Terra Santa, Loyola voltou com fome de leituras, de saber gram\u00e1tica e de dominar a literatura teol\u00f3gica. Quis inteirar-se dos autores latinos. Depois de uma estada na sua Espanha natal, de 1522 a 1526, onde freq\u00fcentou os bancos escolares no Estudio General de Barcelona, em Alcal\u00e1 e Salamanca, marchou para Paris, para a Universidade de Sorbone, tida como grande templo da teologia, espa\u00e7o reservado aos grandes mestres do pensamento crist\u00e3o. Causou estranheza aquele homem maduro, marcado pela vida, um tanto soturno, estar em um meio dominado por imberbes, matriculados no College de Saint-Barbe que acolhia os latinos da Ib\u00e9ria .\n\nUns tempos antes, em 1523, ele havia redigido os &#8220;Exerc\u00edcios Espirituais&#8221;, manual de auto-adestramento de um homem de f\u00e9, um roteiro a ser cumprido ao longo de um certo per\u00edodo para afinar as certezas e expungir as d\u00favidas de um crente, pequena pe\u00e7a de devo\u00e7\u00e3o que iria se tornar obrigat\u00f3ria na forma\u00e7\u00e3o de todos os jesu\u00edtas no futuro e que ele insistia em que seus colegas da universidade praticassem. (*)\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"In\u00e1cio de Loyola\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/iinacio13.jpg\" alt=\"In\u00e1cio de Loyola\" width=\"139\" height=\"213\" \/>\n<b>A capela da Nossa Senhora, \u00e0 esquerda, local do juramento de Loyola(15\/8\/1534) <\/b><\/p>\n<strong>(*) Exerc\u00edcios espirituais: <\/strong>os exerc\u00edcios verdadeiros, que ele distingue dos exerc\u00edcios f\u00edsicos, dividem-se em quatro semanas, entendidos como assuntos a tratar e n\u00e3o segundo o n\u00famero dos dias.\n\n<b>S\u00e3o assim 4 etapas, que podemos lembrar com quatro tradicionais palavras latinas (deformata, reformata, conformata e confirmata), cada qual expressando uma finalidade determinada:<\/b>\n<blockquote><b>I\u00aa Semana (etapa): <\/b>&#8220;Deformata reformare&#8221;, eliminar da alma as deforma\u00e7\u00f5es causadas pelo pecado. E\u0092 um modo de se conhecer a n\u00f3s mesmos e a grave desordem criada pelo pecado em nossa vida, al\u00e9m do perigo de dana\u00e7\u00e3o ao que fomos expostos! Para n\u00e3o cair na desconfian\u00e7a, In\u00e1cio nos faz contemplar a imagem do Crucificado, morto para nos salvar da morte eterna.<b>\nII\u00aa Semana (etapa): <\/b>&#8220;Reformata conformare&#8221;. Somos convidados a nos revestir do Cristo e de sua armadura. O homem &#8220;reformado&#8221; deve &#8220;se conformar&#8221; ao Cristo: pobre como ele; ardente de amor para o Pai e os irm\u00e3os. \u00c9 o tempo da &#8220;reforma&#8221; ou da op\u00e7\u00e3o do estado de vida: como eu, na pr\u00e1tica, preciso seguir Cristo?<b>\nIII\u00aa Semana (etapa): <\/b>&#8220;Conformata confirmare&#8221;. Isto \u00e9, fortalecer os prop\u00f3sitos de ades\u00e3o a Cristo,por meio da contempla\u00e7\u00e3o de Aquele que foi obediente at\u00e9 a morte na cruz. Nesta etapa nos confirmamos nas decis\u00f5es tomadas.<b>\nIV\u00aa Semana (etapa): <\/b>&#8220;Confirmata transformare&#8221;. &#8220;Eu n\u00e3o morro: entro na vida&#8221;, escreveu S. Teresa de Lisieux ou\u00e7o antes de morrer. A morte de Jesus na cruz coincidiu com o come\u00e7o do Cristianismo. &#8220;Quem perde sua vida por causa de mim, a encontrar\u00e1&#8221;, diz Jesus no Evangelho. E a vida do Ressuscitado \u00e9 a esperan\u00e7a de quem faz os Exerc\u00edcios nesta etapa final.<\/blockquote>\nNo final, In\u00e1cio prop\u00f5e uma contempla\u00e7\u00e3o para alcan\u00e7ar o Amor puro de Deus (chamada &#8220;contemplatio ad amorem&#8221;). Com o pensamento se volta \u00e0 Cria\u00e7\u00e3o e \u00e0 Reden\u00e7\u00e3o, para descobrir como e quanto Deus nos ame!\n\n<strong>E alma, purificada pelos exerc\u00edcios, fica com um \u00fanico desejo que se expressa na ora\u00e7\u00e3o:<\/strong> &#8220;Oh Senhor, d\u00e1-me teu amor e tua gra\u00e7a: isto me basta!\n\n<strong>N\u00e3o demorou para que Loyola, mais velho e mais experiente, terminasse por exercer a lideran\u00e7a frente a um grupo de rapazes vindos da Espanha como ele: <\/strong>Pedro Faber, Francisco Xavier, Alfonso Salmeron, Jacob Laines, e Nicolau Bobedilla, espanh\u00f3is, e Sim\u00e3o Rodrigues, o \u00fanico portugu\u00eas. Conduziu-os ent\u00e3o, em 15 de agosto de 1534, \u00e0 capela de Santa Maria, na colina de Montmartre, comprometendo-os a jurar &#8220;efetuar trabalho mission\u00e1rio e de apoio hospitalar em Jerusal\u00e9m, ou para ir aonde o papa quiser, sem questionar.&#8221; Chamaram-se &#8220;Os amigos do Senhor&#8221;. Havia neste ato uma clara alus\u00e3o \u00e0 retomada do esp\u00edrito das Cruzadas, e, como conseq\u00fc\u00eancia disso foi inevit\u00e1vel que a futura Ordem assumisse um regimento orientado segundo as normas militares fixadas pelo Geral da Companhia de Jesus. Todos eles in perinde ac cadaver, disciplinados como um cad\u00e1ver.\n\nBem que se poderia cogitar estar pairando por detr\u00e1s de Loyola o espectro de Jacques de Molnay, o derradeiro Gr\u00e3o-Mestre dos Cavaleiros Templ\u00e1rios, a organiza\u00e7\u00e3o dos monges guerreiros que havia sido suprimida \u00e0 for\u00e7a por Filipe, o belo, ainda em 1307, expondo o desejo de ver a sua Ordem reconstru\u00edda pelas m\u00e3os do fidalgo espanhol. Seja como for a empresa de Loyola, a mais bem sucedida a\u00e7\u00e3o da Contra-reforma cat\u00f3lica, tornou-se de fato no escudo e na lan\u00e7a do catolicismo amea\u00e7ado.\n\nOs sete companheiros iniciais, transformados em dez, aguardaram por um tempo a licen\u00e7a para partirem para Jerusal\u00e9m, ent\u00e3o nas m\u00e3os de Solim\u00e3o o Magn\u00edfico, cujo governo mostrava-se avaro em conceder visitas a peregrinos crist\u00e3os, at\u00e9 que desistiram da aventura. In\u00e1cio, eleito como Superior da Ordem, os arregimentou ent\u00e3o para servirem ao papado na It\u00e1lia mesmo, dedicando grande parte da sua atividade em estabelecer uma estrat\u00e9gia de catequese para a conquista espiritual de lugares remot\u00edssimos, tais como o Novo Mundo e os imp\u00e9rios da \u00c1sia, ao tempo em que redigia as famosas Constitui\u00e7\u00f5es da Companhia de Jesus.\n\nProvavelmente viu-se como um cavaleiro cruzado vestido a roupeta preta, usando a palavra de Cristo como seu grande instrumento de persuas\u00e3o e a B\u00edblia como arma da convers\u00e3o. Algo assim como um Cort\u00eas, um Pizarro, um Almagro, que optara por outros instrumentos que n\u00e3o a viol\u00eancia da conquista para aumentar o rebanho crist\u00e3o profundamente abalado pela reforma de Lutero. In\u00e1cio de Loyola faleceu aos 65 anos, no ano de 1556, ocasi\u00e3o em que a Ordem j\u00e1 contava com um ex\u00e9rcito de mil jesu\u00edtas espalhados por casas e col\u00e9gios que se estendiam num arco que ia do Jap\u00e3o ao Brasil.\n\nFonte: educaterra.terra.com.br\n<h6>In\u00e1cio de Loyola<\/h6>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"In\u00e1cio de Loyola\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/iinacio14.jpg\" alt=\"In\u00e1cio de Loyola\" width=\"282\" height=\"203\" \/>\n<b>Santo In\u00e1cio redige as Constitui\u00e7\u00f5es da Companhia de Jesus<\/b><\/p>\n\n<h4>Quem foi Santo In\u00e1cio de Loyola?<\/h4>\nA experi\u00eancia de Deus vivida por Santo In\u00e1cio de Loyola (I\u00f1igo L\u00f3pez de O\u00f1az y Loyola) fez dele um revolucion\u00e1rio! Na origem de sua experi\u00eancia est\u00e1 a inquietude de &#8220;sair&#8221; e ir aos extremos. Na fronteira de si mesmo encontrou o &#8220;espa\u00e7o sagrado&#8221;, onde Deus se manifesta; ali se encontrou com os sonhos escondidos e os projetos ocultos&#8230; Na experi\u00eancia do homem reside um potencial imenso de experi\u00eancia de Deus.\n\nSua rica interioridade n\u00e3o \u00e9 solit\u00e1ria, mas \u00e9 habitada pela presen\u00e7a Divina e pelo desejo de realizar &#8220;grandes coisas&#8221; para os outros.\n\n<strong>Na pessoa de In\u00e1cio h\u00e1, em primeiro lugar, um caminho interior que nos ensina muitas coisas:<\/strong> ele caminhou para as fronteiras de seu pr\u00f3prio interior, mergulhando fundo em si mesmo e atingindo os limites da sinceridade e da transpar\u00eancia.\n\n<b>Santo In\u00e1cio de Loyola<\/b> \u00e9 o autor dos Exerc\u00edcios Espirituais e o fundador da Campanhia de Jesus, Ordem dos Jesu\u00edtas. Filho de uma fam\u00edlia da nobreza rural, In\u00e1cio nasceu em 1491 no castelo de Loyola, prov\u00edncia basca ao norte da Espanha. Desde sua inf\u00e2ncia j\u00e1 alimentava o sonho de tornar-se um cavalheiro capaz de feitos not\u00e1veis, a fim de ganhar honras e prest\u00edgio.\n\nAos 30 anos, durante uma batalha em defesa de Pamplona, In\u00e1cio \u00e9 ferido nas pernas por uma bala durante o cerco franc\u00eas \u00e0 cidade, em 20 de maio de 1521.\n\nSubmetido a v\u00e1rias cirurgias, ocupa-se durante o longo reestabelecimento no castelo de Loyola, com a leitura de livros sobre a vida dos santos e a vida de Cristo. Este seria para ele o princ\u00edpio de um mergulho profundo. In\u00e1cio vai aos poucos trocando a imagina\u00e7\u00e3o dos feitos dos cavalheiros, pelas realiza\u00e7\u00f5es dos santos, assimilando seus prop\u00f3sitos de vida e se identificando cada vez mais com eles e com o pr\u00f3prio Deus. A partir da\u00ed, torna-se um soldado de Cristo, peregrinando pelo mundo, escrevendo o livro dos Exerc\u00edcios Espirituais, orientando pessoas e reunindo companheiros, at\u00e9 fundar a Companhia de Jesus e evangelizar centenas de pa\u00edses, incluindo o Brasil, com o envio das miss\u00f5es jesu\u00edticas.\n\nSanto In\u00e1cio de Loyola foi canonizado pelo Papa Greg\u00f3rio XV juntamente com S\u00e3o Francisco Xavier, Santa Teresa de Jesus e S\u00e3o Felipe Neri, em 12 de mar\u00e7o de 1622.\n<blockquote>\n<p align=\"left\">&#8220;Pois os Exerc\u00edcios Espirituais s\u00e3o o que de melhor\nna vida eu posso imaginar, sentir ou pensar, quer para o\naproveitamento pessoal, quer para a fecundidade\napost\u00f3lica na ajuda a tantas outras pessoas\u0094.<b> (In\u00e1cio de Loyola, 16 novembro de 1536)<\/b><\/p>\n<\/blockquote>\nFonte: www.eecefas.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>In\u00e1cio de Loyola, Santo, Vida, Brasil, Biografia, Padre, Morte, Companhia de Jesus, Jesu\u00edta, Hist\u00f3ria, In\u00e1cio de Loyola<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9662,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-9661","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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