{"id":9271,"date":"2015-12-18T00:00:00","date_gmt":"2015-12-18T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/guerra-do-contestado-livro\/"},"modified":"2026-08-31T19:00:29","modified_gmt":"2026-08-31T19:00:29","slug":"guerra-do-contestado-livro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/guerra-do-contestado-livro\/","title":{"rendered":"Guerra do Contestado &#8211; Livro"},"content":{"rendered":"\n&nbsp;\n<table width=\"517\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"7\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFA4\">\n<td colspan=\"7\" height=\"1\"><strong>Clique nos links abaixo para navegar na parte desejada:<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<td width=\"156\"><a class=\"links\" href=\"#1\">Pref\u00e1cio<\/a>\n<a class=\"links\" href=\"#2\">Ra\u00edzes da Guerra do Contestado<\/a>\n<a class=\"links\" href=\"#3\">Cronologia da Guerra do Contestado<\/a>\n<a class=\"links\" href=\"#4\">Principais Personagens na Guerra do Contestado<\/a><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n&nbsp;\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/guerra17.jpg\" alt=\"\" width=\"394\" height=\"325\" \/><strong>\n1 &#8211; Fan\u00e1ticos da Irmandade de S\u00e3o Sebasti\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n<h4><a id=\"1\" name=\"1\"><\/a>Pref\u00e1cio<\/h4>\nPossu\u00edmos amigo leitor, diversos historiadores dentro de nosso estado, outros estados e at\u00e9 em muito outros pa\u00edses. Uns transformam os jagun\u00e7os do contestado em marginais, outros em infelizes miser\u00e1veis, e tantos outros, levam os acontecimentos \u00e0s suas regi\u00f5es. Os historiadores n\u00e3o escrevem que, a \u0093Guerra do S\u00e9culo\u0094 n\u00e3o \u00e9 um fato centralizado numa s\u00f3 cidade ou regi\u00e3o.\n\nSimplesmente, foi \u00e0 rebeldia jagun\u00e7a contra todo sentido de injusti\u00e7a, detonado pelo corrupto poder republicano, onde cada cidade, cada regi\u00e3o, se manteve juntas, unidas nos ideais e pensamento, umas transparentes e outras ocultamente.\n\nOs jagun\u00e7os do contestado diante desse imenso Brasil foram os \u00fanicos que tiveram a coragem de assumir as suas contrariedades com a pol\u00edtica na \u00e9poca. Os fatos hist\u00f3ricos eram para nos encher de orgulho, e envaidecer a alma, mas n\u00e3o meus amigos, com certeza muitos sentem vergonha de seus antepassados.\n\nO mundo republicano jogou-os h\u00e1 dezenas de anos \u00e0 beira da marginalidade, empurrando em nossa garganta abaixo a grande mentira do s\u00e9culo. As cidades como, Curitibanos, Irani, Palmas, Campos Novos, Lebom R\u00e9gis, Canoinhas, Porto Uni\u00e3o, Ca\u00e7ador, Joa\u00e7aba, Lages, Santa Cec\u00edlia, Rio Negro, Mafra, Uni\u00e3o da Vit\u00f3ria, General Carneiro e dezenas de outras cidades entre as divisas Rio Grande do Sul, Paran\u00e1 e Argentina, foram por d\u00e9cadas discriminadas pelo governo estadual e federal.\n\nAs cidades onde nasceu \u00e0 revolta foram sempre vigiadas de perto pelo poder federal, chegando ao ponto de serem ceifados os seus direitos pol\u00edticos estaduais e federais. O medo do poder republicano era constante e nos ordenaram, assim como gado em dire\u00e7\u00e3o a um matadouro, n\u00e3o sendo poss\u00edvel dar asas aos humildes rebeldes porque tinham receio em querer voar&#8230; Com liberdade novamente.\n\nA li\u00e7\u00e3o que os jagun\u00e7os nos deixaram, com certeza foi que, n\u00e3o importa se voc\u00ea \u00e9 um cordeiro diante de in\u00fameros le\u00f5es, o sentido de liberdade, verdade e justi\u00e7a esta acima at\u00e9 da pr\u00f3pria morte, porque se voc\u00ea n\u00e3o lutar \u00e0 frente de tudo isso, j\u00e1 estar\u00e1 morto por dentro. Nunca deveremos sentir vergonha de nossos Jagun\u00e7os, mas nos orgulhar de seus feitos her\u00f3icos.\n\nLogicamente os jagun\u00e7os tiveram muitas falhas e erros, mas se comparar as in\u00fameras causas da \u0093Guerra do S\u00e9culo\u0094 ver\u00e1 com toda certeza que, foram levados a uma guerra imposs\u00edvel de vencer, ou que os levaria a seu completo genoc\u00eddio.\n\n<strong>Existe uma antiga filosofia que diz:<\/strong> \u0093Os fins justificam os meios\u0094 ou \u0093N\u00e3o importa quantos morrer\u00e3o sem raz\u00e3o, o importante \u00e9 raz\u00e3o em estar sempre com os vitoriosos\u0094 ou tamb\u00e9m, \u0093A raz\u00e3o do capitalismo selvagem e o poder neur\u00f3tico, \u00e9 sempre jogar na mentira todos os que se opuserem em seu caminho ambicioso\u0094.\n<h4><a id=\"2\" name=\"2\"><\/a>Ra\u00edzes da Guerra do Contestado<\/h4>\nForam in\u00fameras as causas que acenderam o estopim que levou a \u0093Guerra do S\u00e9culo, o famoso contexto do contestado. Ap\u00f3s a queda da monarquia, o pa\u00eds estava completamente falido e sem nenhum recurso financeiro, porque os Imperadores sempre adotaram o regime Feudalista que enforcava mortalmente o panorama de igualdade social, levando os menos favorecidos a terem somente uma op\u00e7\u00e3o, trabalhar como escravos com uma m\u00ednima bonifica\u00e7\u00e3o mensal aos protegidos do regime imperialista\u0094.\n\nA \u0093lei do ventre livre\u0094 foi a primeira grande derrota dos senhores de engenho, que tiraria de suas m\u00e3os o filete de ouro, a futura m\u00e3o-de-obra produtiva. Em 1888 a princesa Isabel legaliza a \u0093lei \u00c1urea\u0094, abolindo todo e qualquer regime de escravid\u00e3o. O que levou os senhores de engenho ao completo desespero, e consecutivamente ao princ\u00edpio de sua fal\u00eancia econ\u00f4mica, privando-os dos luxos nos sal\u00f5es da corte imperial. Pois, a partir daquele momento humanit\u00e1rio hist\u00f3rico, teriam de pagar por seus servi\u00e7os bra\u00e7ais, n\u00e3o obrig\u00e1-los a trabalhar e nem coloc\u00e1-los no tronco para serem a\u00e7oitados.\n\nE na calada da noite em 1889, os parlamentares, pol\u00edticos provincianos, empres\u00e1rios e comerciantes, ministros e os marechais das for\u00e7as armadas compram dos Estados Unidos da Am\u00e9rica um regime republicano corrompido, corrupto e capitalista, que levaria toda a popula\u00e7\u00e3o brasileira a mais completa mis\u00e9ria social e econ\u00f4mica. A monarquia cai e toma posse o poder republicano. Parlamentares, ministros e os marechais julgavam ter em suas m\u00e3os um pa\u00eds rico e pr\u00f3spero, mas encontram um pa\u00eds em completa fal\u00eancia econ\u00f4mica e social. E, outra vez compram dos Estados Unidos da Am\u00e9rica a id\u00e9ia de venda de t\u00edtulos coronelistas aos senhores de engenhos, visando economicamente tir\u00e1-los desse buraco sem fim.\n\nEm meio a todo esse caos da rep\u00fablica, em 1893 o almirante Cust\u00f3dio de Melo revolta-se, tendo sob o seu comando v\u00e1rios navios de guerra ancorados em pontos estrat\u00e9gicos do Rio de Janeiro. Convoca todos os poderes na \u00e9poca a lutar por novas elei\u00e7\u00f5es republicanas, sob a amea\u00e7a de detonar os seus canh\u00f5es contra tudo e todos. A revolta armada for\u00e7a o Presidente Marechal Floriano Peixoto e parlamentares, a convocarem elei\u00e7\u00f5es urgentemente, contendo no ambiente \u00e0 podrid\u00e3o da manipula\u00e7\u00e3o de conveni\u00eancia e o cheiro podre de corrup\u00e7\u00e3o.\n\nOs Estados Unidos fazem a sua parte no acordo, faltando somente que o poder republicano do pa\u00eds fazer agora a sua parte.\n\n<strong>Nesse momento hist\u00f3rico se inicia o maior de todos os pecados capitais:<\/strong> empresas p\u00fablicas e empresas privadas que comandavam a economia s\u00e3o vendidas aos empres\u00e1rios americanos. O pa\u00eds, que j\u00e1 estava naufragado na completa mis\u00e9ria econ\u00f4mica e social, acaba se transformando praticamente numa sucata ambulante e quase sem nenhum valor comercial.\n\nOs empres\u00e1rios americanos como sempre, s\u00e3o filantr\u00f3picos e humanit\u00e1rios com o resto do mundo, assim como as nuvens de gafanhotos s\u00e3o com as planta\u00e7\u00f5es, firmam um contrato com o poder republicano na constru\u00e7\u00e3o de uma ferrovia do estado de S\u00e3o Paulo ao estado do Rio Grande do Sul, cobrando a simples bagatela de vinte contos de r\u00e9is por quil\u00f4metro constru\u00eddo, depois reajustado por quarenta contos de r\u00e9is, al\u00e9m de terem a posse de quinze quil\u00f4metros em ambos os lados da ferrovia, onde poderiam explorar todos os recursos naturais e povoar com emigrantes europeus.\n\nS\u00f3 que o governo republicano brasileiro se esquece que, dentro dos limites da ferrovia constru\u00edda, e nesses trinta quil\u00f4metros, j\u00e1 moravam fam\u00edlias que herdaram as propriedades de seus antepassados, pela pr\u00f3pria lei natural e verdadeira eram os donos, n\u00e3o precisando de nenhum papel para provar que aquelas terras eram suas.\n\nNa \u00e9poca da constru\u00e7\u00e3o, chegam uma autoridade do governo, representante do grupo Farquhar e os seus pistoleiros, dizendo que a terra onde nasceu o seu bisav\u00f4, seu av\u00f4, seu pai, ele e todos os seus filhos n\u00e3o era mais sua, porque tinham comprado do governo e teria de sair das terras, porque j\u00e1 tinham vendido aos emigrantes estrangeiros.\n\nCaros leitores imaginem s\u00f3 como fica a cabe\u00e7a de um simples caboclo, nascido e criado no sert\u00e3o brasileiro. Com toda certeza, deixaria qualquer um que n\u00e3o tem sangue de barata, furioso e perderia a sua pr\u00f3pria raz\u00e3o e at\u00e9 poderia levar o acontecimento \u00e0s \u00faltimas conseq\u00fc\u00eancias. E foi o que realmente aconteceu, desencadeando a \u0093Guerra do S\u00e9culo\u0094.\n\nVeremos agora o outro lado da quest\u00e3o, a emigra\u00e7\u00e3o de europeus no sul do pa\u00eds. O grupo Farquhar tinha feito um neg\u00f3cio da China, cria na Europa uma grande propaganda enganosa na venda de acres de terra num pa\u00eds de futuro. Os acres s\u00e3o comercializados a peso de ouro aos emigrantes, sendo que j\u00e1 estavam desanimados com a crise e a guerra em seu continente, havendo diversas na\u00e7\u00f5es falidas ou a beira da fal\u00eancia social e econ\u00f4mica.\n\nOs emigrantes chegam ao sul do pa\u00eds em banheiras flutuantes, que o grupo chamava-o de navio, viajando na mesma situa\u00e7\u00e3o deplor\u00e1vel dos navios negreiros que trouxeram escravos do continente africano. E quando os emigrantes chegam ao sul do pa\u00eds, d\u00e3o de cara com a dura realidade, vendo \u00e0 sua frente uma terra praticamente despida de recursos naturais, logicamente com um solo de grande riqueza em recursos agropecu\u00e1rios. Mas mesmo assim, uma terra virgem, que com certeza teria muito trabalho \u00e0 frente para deix\u00e1-la igual \u00e0 terra dos sonhos. E no decorrer de sua \u00e1rdua batalha di\u00e1ria, em tornar a terra produtiva, surgem caboclos revoltados, dizendo que aquela propriedade era sua e a queriam de volta, e que se fosse preciso iriam at\u00e9 as \u00faltimas conseq\u00fc\u00eancias.\n\nCaros leitores, com quem os emigrantes iriam reclamar? O grupo Farquhar j\u00e1 estava construindo a ferrovia Madeira Mamor\u00e9 no Amazonas, tiram e levam centenas de cargas de madeiras nobres em navios para o continente europeu e americano e que os seus leg\u00edtimos propriet\u00e1rios se contentem com o osso que lhes deixaram. Iriam reclamar com o poder republicano na \u00e9poca? Sendo que os parlamentares e pol\u00edticos provincianos estavam mais preocupados em gastarem a sua fortuna com a alta sociedade parisiense, com o status de novos milion\u00e1rios. Reclamar com o Presidente da Republica na \u00e9poca? O mesmo estava mais preocupado em saber qual cobra seria a que lhe morderia primeiro, porque as tentativas de golpes de estado eram uma constante. O presidente tinha uma na\u00e7\u00e3o falida em suas m\u00e3os, mesmo assim a concorr\u00eancia era enorme. Como se n\u00e3o bastasse os parlamentares boicotaram o seu governo, ainda um conjunto de empres\u00e1rios brasileiros, europeus e americanos patrocinaram revolu\u00e7\u00f5es centralizadas, visando desestabilizar o atual governo. Isso sem contar com a rivalidade entre os marechais e almirantes nas for\u00e7as armadas brasileira. Naquela \u00e9poca o nosso pa\u00eds enfrentava um verdadeiro caos interno, transformando-se numa \u0093torre de babel\u0094 e tendo em seu poder uma grande \u0093caixa de pandora\u0094.\n\nO contrato do governo republicano com o grupo Farquhar consta que, o contratante forneceria toda m\u00e3o-de-obra bruta na constru\u00e7\u00e3o da ferrovia e para o desmatamento, nos estados de S\u00e3o Paulo at\u00e9 o Rio Grande do Sul. Os cargos administrativos ficariam com os empres\u00e1rios americanos, al\u00e9m de pagar vinte e ap\u00f3s quarenta contos de r\u00e9is, cedendo o direito de explorar o transporte na linha f\u00e9rrea por vinte anos, tendo exclusividade e direito na renova\u00e7\u00e3o do contrato.\n\nComo no Brasil existia pouca m\u00e3o-de-obra bruta, devido ser tarefa dos escravos libertos e o governo n\u00e3o querer que essa bomba explodisse em suas m\u00e3os, pois os escravos libertos n\u00e3o eram confi\u00e1veis para a realiza\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o. A op\u00e7\u00e3o que lhe restou, foi fechar um acordo com marginais da sociedade de S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e os jagun\u00e7os de Conselheiro na guerra de Canudos, garantindo-lhes que seriam postos em liberdade se cumprissem a sua parte.\n\nMas ao final da ferrovia, deixam um ter\u00e7o jogado a sua pr\u00f3pria sorte e na completa mis\u00e9ria num sert\u00e3o desconhecido, enquanto os parlamentares, republicanos e o grupo Farquhar saem transportando muitos ba\u00fas abarrotados de ouro.\n\nA op\u00e7\u00e3o que restou a esses miser\u00e1veis, exclu\u00eddos da sociedade foi adaptar-se nessa terra estranha, trabalhar para os emigrantes europeus ou servir de jagun\u00e7os a algum coronel. Aos demais, restou ir para a terra que vertia leite e mel, melhor dizendo, o Arraial de Bom Jesus do Taquaru\u00e7\u00fa.\n\nUm dos principais piv\u00f4s no conflito do s\u00e9culo, na minha humilde vis\u00e3o, foi o coronel Albuquerque &#8211; intendente da vila de Curitibanos. O coronel era um forte comerciante e dono de terras, possuindo uma fortuna bastante consider\u00e1vel. Era um homem que tinha ambi\u00e7\u00e3o pelo poder provinciano e tamb\u00e9m um temperamento violento, se fosse contrariado. Era portador de uma mania obsessiva em persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, julgando que os seus advers\u00e1rios pol\u00edticos queriam lhe tomar o poder. E para complicar mais a situa\u00e7\u00e3o o coronel era compadre do governador de Santa Catarina, tamb\u00e9m piv\u00f4 do conflito armado. Se o coronel fosse pelo menos um pouco inteligente e se estivesse preocupado com a mis\u00e9ria social da vila, com toda certeza n\u00e3o teria acontecido o conflito no contestado.\n\nOs coron\u00e9is Felippe Schimidt e Vidal Ramos, governadores de Santa Catarina, tamb\u00e9m tiveram uma expressiva participa\u00e7\u00e3o nos assassinatos dos errantes do s\u00e9culo, por terem enviado tropas de soldados estaduais para exterminar, a at\u00e9 ent\u00e3o fan\u00e1tica irmandade pac\u00edfica. Outro ponto crucial foi \u00e0 cobran\u00e7a tribut\u00e1ria, que gerou mais revolta entre os pequenos fazendeiros e comerciantes, ocasionados pelo desleixo de ambos os governos na demarca\u00e7\u00e3o de limites entre os dois estados sulistas. \u00c0 frente dessa ociosidade dos governos paranaense e catarinense, acaba se transformado numa terra de ningu\u00e9m, onde os pequenos fazendeiros e comerciantes teriam de pagar os seus impostos duas vezes.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/guerra18.jpg\" alt=\"\" width=\"192\" height=\"324\" \/><strong>\n2-Coronel Felippe Schimidt<\/strong><\/p>\nOutros governantes que acenderam o estopim da revolta foram o Dr. Afonso Alves de Camargo e Carlos Cavalc\u00e2nti do Paran\u00e1, que tamb\u00e9m ficaram ociosos com a demarca\u00e7\u00e3o de limites entre os estados, devido n\u00e3o cobrar dos parlamentares e nem do pr\u00f3prio Presidente da Rep\u00fablica, uma solu\u00e7\u00e3o definitiva para o problema. E para alterar mais o fato conflituoso, Dr. Afonso prestava servi\u00e7os de assist\u00eancia jur\u00eddica ao grupo Farquhar, causa principal na revolta dos caboclos no contestado. O governador Afonso trabalhava pelos seus pr\u00f3prios interesses e particulares, ficando ocioso com a crescente mis\u00e9ria social no sert\u00e3o, empurrando os sertanejos exclu\u00eddos da sociedade corrupta e capitalista, a uma guerra imposs\u00edvel de vencer. Em suas vis\u00f5es, nem que para isso os cordeiros levassem o caso at\u00e9 as \u00faltimas conseq\u00fc\u00eancias, foi o que de fato aconteceu, a guerra do s\u00e9culo.\n\nA onipresen\u00e7a da Igreja Cat\u00f3lica Apost\u00f3lica Romana nos sert\u00f5es da \u00e1rea contestada foi outro motivo muito marcante que agravou o conflito. O santo, Frei Rog\u00e9rio, fez com toda certeza, a sua parte como ap\u00f3stolo de Cristo, mas uma simples andorinha sozinha n\u00e3o faz ver\u00e3o diante da imensid\u00e3o do sert\u00e3o catarinense.\n\nLevaria v\u00e1rios anos para o santo padre visitar os vilarejos mais distantes, o povo ficaria \u00e0 merc\u00ea de diversas supersti\u00e7\u00f5es e de mitos espirituais que dominavam a crendice popular do humilde caboclo.\n\nComo toda a popula\u00e7\u00e3o do contestado encontrava-se esquecida pela Igreja Cat\u00f3lica, h\u00e1 muito tempo, se entregam \u00e0s crendices populares diante de sua fragilidade espiritual. Nesse momento entram os benzedores e curandeiros, principia com o monge Jo\u00e3o Maria D\u0092Agostin que peregrinou seis anos ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha, entre os anos de 1851 a 1856. O monge era uma pessoa muito inteligente, receitava po\u00e7\u00f5es e ch\u00e1s naturais, aconselhava o humilde sertanejo e tamb\u00e9m fazia previs\u00f5es. O santo monge segundos os depoimentos na \u00e9poca foi em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Sorocaba no estado de S\u00e3o Paulo, ap\u00f3s nada mais consta de concreto.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/guerra19.jpg\" alt=\"\" width=\"257\" height=\"348\" \/><strong>\n3-Monge Jo\u00e3o Maria D\u00b4Agostin<\/strong><\/p>\nDevido ao abandono da regi\u00e3o do rio Igua\u00e7u at\u00e9 os campos de Palmas, o ditador paraguaio Francisco Solano L\u00f3pes decide invadir e tomar o territ\u00f3rio em Novembro de 1864, visando presentear uma cortes\u00e3 alem\u00e3 que conheceu em Paris, inclusive possuir um eixo de liga\u00e7\u00e3o com o Oceano Atl\u00e2ntico, facilitando o com\u00e9rcio da na\u00e7\u00e3o emergente. O conflito se estende at\u00e9 Novembro de 1870 com a morte de Solano L\u00f3pes. V\u00e1rios oficiais do alto comando, anos mais tarde viriam a proclamar a rep\u00fablica no Brasil. Evitando novas invas\u00f5es estrangeiras, povoam a regi\u00e3o com emigrantes europeus, simpatizantes e familiares de pol\u00edticos, inclusive centenas de oficiais e soldados que participaram na Guerra do Paraguai. Outro fato importante, nesse conflito foi os milhares de escravos negros, com a promessa de ganhar a sua liberdade.\n\nNos anos de 1893 a 1895 quando acontecia a Revolu\u00e7\u00e3o Federalista, nascida no Rio Grande do Sul, tendo como objetivo que o marechal Floriano Peixoto destitu\u00edsse o presidente J\u00falio de Castilhos, concedendo-lhes o sagrado direito pol\u00edtico e financeiro na prov\u00edncia, al\u00e9m de estar aliado ao saudosismo Mon\u00e1rquico.\n\nAparece na \u00e1rea contestada outro monge de nome Atan\u00e1s Marcaff, muito id\u00eantico ao monge Jo\u00e3o Maria, o qual os sertanejos acreditavam ser o mesmo santo. O monge Atan\u00e1s tamb\u00e9m era muito inteligente, benzia, receitava po\u00e7\u00f5es e ch\u00e1s naturais, aconselhava e fazia muitas previs\u00f5es aos sertanejos. Os mais s\u00e9pticos que n\u00e3o acreditavam ser o monge Jo\u00e3o Maria, julgavam que era a encarna\u00e7\u00e3o do santo profeta.\n\n<strong>Aproveitando as peregrina\u00e7\u00f5es dos monges: <\/strong>Jo\u00e3o Maria D\u0092Agostin e Atan\u00e1s Marcaff, ou Jo\u00e3o Maria de Jesus na \u00e1rea do conflito, inesperadamente surge Miguel Lucena Boaventura, vulgo Jos\u00e9 Maria, intitulando-se irm\u00e3o do santo profeta, mas na realidade era um benzedor m\u00edstico vindo da vila de Campos Novos.\n\nJos\u00e9 Maria era mais um vision\u00e1rio e fan\u00e1tico com as id\u00e9ias monarquistas e revolucion\u00e1rias, tinha um pouco de instru\u00e7\u00e3o intelectual, sabia usar as palavras ao que lhe convinha, conforme os seus revolucion\u00e1rios pensamentos. Sendo assim, incentivou o cora\u00e7\u00e3o doentio e m\u00edstico que os desesperan\u00e7ados sertanejos tinham, desencadeando a <strong>guerra do contestado<\/strong>. O Jos\u00e9 Maria foi um mal necess\u00e1rio no instante e que marcou o tempo de um povo esquecido pela Igreja e pelo poder republicano.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/guerra20.jpg\" alt=\"\" width=\"256\" height=\"370\" \/><strong>\n4-Monge Atan\u00e1s Marcaff<\/strong><\/p>\nA not\u00edcia da constru\u00e7\u00e3o da ferrovia percorreu os quatro cantos do pa\u00eds, sendo um col\u00edrio para os olhos de grileiros de terra e coron\u00e9is inescrupulosos. Como se n\u00e3o bastassem \u00e0s amea\u00e7as de pistoleiros do grupo Farquhar, surgem diversos grileiros patrocinados por in\u00fameros coron\u00e9is, que os amea\u00e7avam de morte se n\u00e3o deixassem as suas propriedades. E ap\u00f3s, vendiam a um pre\u00e7o insignificante ao grupo Farquhar, com isso aumentando a tens\u00e3o no contestado.\n\nA mis\u00e9ria social na \u00e1rea contestada levava a popula\u00e7\u00e3o menos favorecida a um mar de sacrif\u00edcios di\u00e1rios, assim como todos os matutos caboclos do sert\u00e3o.\n\nMuitos perderam a posse de terras, e ainda os republicanos queriam tirar tamb\u00e9m a sua dignidade, como ser humano. Pois na longa hist\u00f3ria do Brasil, todos os seus governantes olhavam sempre as suas ambi\u00e7\u00f5es e gula pelo poder, e naquela \u00e9poca n\u00e3o iria ser diferente da atual.\n\n<strong>Certos estavam os ditados populares antigos:<\/strong> \u0093Todos os pol\u00edticos s\u00e3o cegos porque nunca v\u00eaem as necessidades e os anseios da na\u00e7\u00e3o\u0094 ou \u0093Todo pol\u00edtico n\u00e3o tem c\u00e9rebro porque depois de eleito esquecem as propostas de campanha e quem os elegeu\u0094. O sertanejo n\u00e3o tinha nenhuma perspectiva melhor de vida, porque os governantes n\u00e3o lhes davam essa op\u00e7\u00e3o, tendo somente a escolha em sobreviverem as suas vidas miser\u00e1veis no presente que tinham \u00e0 frente.\n\nCaros amigos, as causas da <strong>guerra do contestado<\/strong> foram muitas, mas esse acontecimento hist\u00f3rico deixou in\u00fameras seq\u00fcelas que at\u00e9 nos dias de hoje nos apavora, mediante tanta injusti\u00e7a sofrida por esse povo do sert\u00e3o, com a sua humildade intelectual, sua simplicidade de vida que n\u00e3o continha quase nenhuma ambi\u00e7\u00e3o. A meu ver, meus amigos, os eternos causadores da <strong>guerra do contestado<\/strong> montaram a mentira do s\u00e9culo ao resto do pa\u00eds, for\u00e7ando os jagun\u00e7os a lutar por seus direitos violentados, construindo uma grande armadilha para eles em seus m\u00ednimos detalhes, jogando-os na descren\u00e7a popular por mais de noventa anos.\n\nMeus amigos, para que voc\u00eas tenham uma expl\u00edcita id\u00e9ia dos fatos, a imprensa dos Estados Unidos e os pa\u00edses da Europa deram muitas manchetes em seus jornais, como uma injusti\u00e7a imperdo\u00e1vel ao que se estava fazendo com o povo humilde do sert\u00e3o. Eram pol\u00edticos corruptos e empres\u00e1rios desumanos que jogavam na lama o verdadeiro sentimento humano.\n\n<strong>Uns poucos historiadores s\u00e3o merecedores de cr\u00e9ditos, se esfor\u00e7aram ao m\u00e1ximo para reverter \u00e0 situa\u00e7\u00e3o, e hoje o Brasil e todo o mundo conhecem a hist\u00f3ria que anteriormente era:<\/strong> \u0093Os errantes do s\u00e9culo\u0094 e agora conhecida como: \u0093Os injusti\u00e7ados do s\u00e9culo\u0094.\n<h4><a id=\"3\" name=\"3\"><\/a>Cronologia da Guerra do Contestado<\/h4>\n<blockquote><strong>Setembro de 1835 &#8211;<\/strong> Explode a Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha no Rio Grande do Sul.<strong>\nFevereiro de 1845 &#8211;<\/strong> Finda a Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha com tratado de Ponche Verde.<strong>\nJunho de 1849 &#8211;<\/strong> Chega ao Porto de Santos, o monge Jo\u00e3o Maria D\u0092Agostin, que peregrina at\u00e9 1856 na regi\u00e3o do contestado. <strong>\nNovembro de 1864 &#8211; <\/strong>Explode a Guerra do Paraguai. <strong>\nMar\u00e7o de 1870 &#8211;<\/strong> Finda a Guerra do Paraguai, com a morte do ditador Solano L\u00f3pez. <strong>\nNovembro de 1889 &#8211;<\/strong> O poder republicano derruba o imp\u00e9rio brasileiro. <strong>\nNovembro de 1889 &#8211;<\/strong> Com a rep\u00fablica, cresce a tens\u00e3o pol\u00edtica no contestado.<strong>\nDezembro de 1889 &#8211;<\/strong> O grupo Farquhar inicia a constru\u00e7\u00e3o da Ferrovia de S\u00e3o Paulo ao Rio Grande do Sul.<strong>\nJaneiro de 1890 &#8211;<\/strong> Come\u00e7a o desmatamento do grupo Farquhar em S\u00e3o Paulo. <strong>\nNovembro 1890 &#8211;<\/strong> Chegam os primeiros emigrantes no Porto de Santos. <strong>\nJunho de 1891 &#8211;<\/strong> Peregrina na regi\u00e3o do contestado o monge Atan\u00e1s Marcaff, que \u00e9 confundido com o antigo Jo\u00e3o Maria.<\/blockquote>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/guerra21.jpg\" alt=\"\" width=\"269\" height=\"294\" \/><strong>\n5-Frei Rog\u00e9rio Neuhaus<\/strong><\/p>\n\n<blockquote><strong>Dezembro de 1892 &#8211;<\/strong> Frei Rog\u00e9rio entra em discuss\u00e3o com o monge, devido ao grande fanatismo dos caboclos.<strong>\nJaneiro de 1893 &#8211;<\/strong> O monge parte rumo ao Morro Encantado do Tai\u00f3.<strong>\nFevereiro de 1893 &#8211;<\/strong> Explode a Revolu\u00e7\u00e3o Federalista no Rio Grande do Sul. <strong>\nDezembro de 1894 &#8211;<\/strong> Come\u00e7am a expulsar os sertanejos na regi\u00e3o do contestado.<strong>\nMaio de 1895 &#8211; <\/strong>Inicia a frente da ferrovia no Rio Grande do Sul. <strong>\nMaio de 1895 &#8211; <\/strong>A frente do Paran\u00e1 encontra-se pr\u00f3ximo de Santa Catarina. <strong>\nJulho de 1895 &#8211; <\/strong>Chega outro navio de emigrantes no Porto de Santos. <strong>\nJulho de 1895 &#8211;<\/strong> Os primeiros emigrantes come\u00e7am a transformar as terras de seus sonhos. <strong>\nAgosto de 1895 &#8211; <\/strong>Finda a Revolu\u00e7\u00e3o Federalista. <strong>\nNovembro 1895 &#8211;<\/strong> Inicia a Revolta de Canudos. <strong>\nOutubro de 1897 &#8211;<\/strong> Finda a Revolta de Canudos, com a morte de Ant\u00f4nio Conselheiro. <strong>\nDezembro de 1901 &#8211;<\/strong> Os republicanos cobram de Percival Farquhar o progresso da Ferrovia Sul. <strong>\nAbril de 1902 &#8211;<\/strong> O governador Am\u00e9rico Lobo do Paran\u00e1 envia fiscais para cobrar imposto no contestado. <strong>\nJaneiro de 1903 &#8211;<\/strong> Coron\u00e9is e o grupo Farquhar expulsam os sertanejos de suas terras. <strong>\nAbril de 1903 &#8211;<\/strong> O governador Felippe Schimidt de Santa Catarina envia fiscais para cobrar imposto no contestado. <strong>\nFevereiro de 1904 &#8211;<\/strong> Inicia o desmatamento e a constru\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias serrarias no contestado.<strong>\nJulho de 1907 &#8211; <\/strong>Inicia a ferrovia Madeira Mamor\u00e9 no Amazonas. <strong>\nJaneiro de 1908 &#8211;<\/strong> Os republicanos cobram os progressos de ambas as ferrovias de Percival Farquhar e associados. <strong>\nAgosto de 1909 &#8211; <\/strong>Nasce o Arraial dos miser\u00e1veis e dos exclu\u00eddos. <strong>\nMar\u00e7o 1910 &#8211;<\/strong> Os republicanos visitam a ferrovia Madeira Mamor\u00e9. <strong>\nNovembro de 1910 &#8211; <\/strong>O marinheiro negro Jo\u00e3o C\u00e2ndido Felisberto, apoiado por outros exclu\u00eddos amea\u00e7am detonar o Rio de Janeiro se suas reivindica\u00e7\u00f5es n\u00e3o fossem aceitas. Ou seja, uma sociedade igualit\u00e1ria. <strong>\nNovembro de 1910 &#8211;<\/strong> Inicia o desmatamento no Amazonas. <strong>\nNovembro de 1910 &#8211;<\/strong> Chega o primeiro navio com emigrantes europeus no Amazonas.<strong>\nNovembro de 1910 &#8211;<\/strong> Finda a Ferrovia Sul. Um ter\u00e7o dos empregados \u00e9 abandonado no contestado. <strong>\nJaneiro 1911 &#8211;<\/strong> Inicia mais uma revolta de funcion\u00e1rios na Madeira Mamor\u00e9. <strong>\nMaio de 1912 &#8211;<\/strong> Abandonam a ferrovia Madeira Mamor\u00e9, devido \u00e0 morte de Percival Farquhar e seis mil funcion\u00e1rios. <strong>\nJunho de 1912 &#8211;<\/strong> Miguel Lucena Boaventura, Jos\u00e9 Maria e os demais simpatizantes criam a cidade Santa de Taquaru\u00e7\u00fa. <strong>\nAgosto de 1912 &#8211;<\/strong> O intendente da vila de Curitibanos envia a guarda municipal para debandar os fan\u00e1ticos do Taquaru\u00e7\u00fa. <strong>\nAgosto de 1912 &#8211; <\/strong>Jos\u00e9 Maria e os demais l\u00edderes ao saberem do envio da guarda municipal, decidem evitar o confronto armado e fogem para os Campos do Irani. <strong>\nSetembro de 1912 &#8211; <\/strong>Jos\u00e9 Maria e os membros da irmandade de S\u00e3o Sebasti\u00e3o chegam ao Irani e \u00e9 recebido pelo coronel Miguel Fragoso.<strong>\nOutubro de 1912 &#8211;<\/strong> Os governadores do Paran\u00e1, Carlos Cavalc\u00e2nti e Afonso Alves de Camargo, s\u00e3o informados que os Campos de Irani s\u00e3o invadidos por Catarinenses. Ent\u00e3o, envia uma tropa para prender os invasores, com a finalidade de traz\u00ea-los amarrados como gado \u00e0 Curitiba. <strong>\nOutubro de 1912 &#8211;<\/strong> No confronto armado dos fan\u00e1ticos com o regimento de seguran\u00e7a do Paran\u00e1, morrem o l\u00edder Jos\u00e9 Maria e o coronel Jo\u00e3o Gualberto, al\u00e9m de dezenas de fan\u00e1ticos e soldados. O novo l\u00edder dos fan\u00e1ticos, o velho Euz\u00e9bio, manda enterrar os mortos, inclusive Jos\u00e9 Maria, e retornam ao Arraial de Taquaru\u00e7\u00fa.<\/blockquote>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/guerra22.jpg\" alt=\"\" width=\"228\" height=\"265\" \/><strong>\n6-Monge Jos\u00e9 Maria<\/strong><\/p>\n\n<blockquote><strong>Outubro de 1912 &#8211;<\/strong> Os governadores do Paran\u00e1 enviam outra tropa militar \u00e0 \u00e1rea de conflito, visando proteger Palmas e regi\u00e3o, bem como, recolher e trazer \u00e0 Curitiba os corpos do coronel e dos soldados mortos no confronto.<strong>\nDezembro de 1912 &#8211; <\/strong>Os governadores Carlos e Afonso enviam o deputado Ulbaldino de Amaral ao Rio de Janeiro, levando a acusa\u00e7\u00e3o de que o governador Vidal Ramos de Santa Catarina estava incentivando os invasores na \u00e1rea do contestado, assim desestabilizando o seu governo. <strong>\nDezembro de 1913 &#8211; <\/strong>O l\u00edder dos fan\u00e1ticos, Euz\u00e9bio, cumpre a palavra dada a Jos\u00e9 Maria antes de sua morte, onde deveriam criar outro reduto em Taquaru\u00e7\u00fa, que ressuscitaria e traria o ex\u00e9rcito encantado de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, assim fazendo a guerra santa contra os Dem\u00f4nios da rep\u00fablica. <strong>\nDezembro de 1913 &#8211;<\/strong> O coronel Albuquerque da vila de Curitibanos notifica a atual situa\u00e7\u00e3o no Taquaru\u00e7\u00fa ao coronel Vidal Ramos, informando que os fan\u00e1ticos de Jos\u00e9 Maria estavam se reunindo novamente e tinha certeza absoluta que trariam instabilidade no sert\u00e3o contestado.<strong>\nDezembro de 1913 &#8211; <\/strong>O coronel Vidal Ramos envia o capit\u00e3o Adalberto de Menezes, o desembargador S\u00e1lvio Gonzaga, o capit\u00e3o Almeida e o capit\u00e3o Euclides de Castro para o Taquaru\u00e7\u00fa, comandando uma tropa de duzentos e vinte soldados e aproximadamente sessenta civis, sendo que a maioria dos civis deserta, ficando somente quinze para o confronto. <strong>\nDezembro de 1913 &#8211;<\/strong> Os l\u00edderes no comando dos fan\u00e1ticos surpreendem as tropas republicanas e os sobreviventes s\u00e3o obrigados a debandar desordenadamente em dire\u00e7\u00e3o ao litoral catarinense para n\u00e3o serem trucidados pela f\u00faria dos fan\u00e1ticos. <strong>\nJaneiro de 1914 &#8211; <\/strong>O coronel Zacarias de Paula Xavier envia um mensageiro ao coronel Albuquerque, informando-lhe a respeito da derrota dos soldados republicanos no Taquaru\u00e7\u00fa. Contrariado pelo recente acontecimento, manda a guarda municipal apreender o carregamento do comerciante Praxedes nos campos de Monte Alegre, que vinha da loja Hoepcke de Blumenau. Praxedes vai \u00e0 vila, tentando recuperar a sua mercadoria apreendida, mas \u00e9 ferido pelo coronel Albuquerque, coronel Virg\u00edlio Pereira e os seus capangas, sendo imediatamente preso, morrendo tr\u00eas dias depois devido a seus graves ferimentos.<\/blockquote>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/guerra23.jpg\" alt=\"\" width=\"272\" height=\"321\" \/><strong>\n7-Coronel Francisco Ferreira de Albuquerque<\/strong><\/p>\n\n<blockquote><strong>Janeiro de 1914 &#8211;<\/strong> Os l\u00edderes dos fan\u00e1ticos resolvem receber a comitiva republicana de paz em Taquaru\u00e7\u00fa, composta pelo deputado federal Manoel Correia de Freitas, coronel Henrique Rupp, coronel Ant\u00f4nio Rocha Tico e tr\u00eas parentes confinados no reduto. Como n\u00e3o chegam a um acordo, a comitiva retira-se do reduto decepcionada, sabendo que ainda morreria muita gente inocente. <strong>\nFevereiro de 1914 &#8211; <\/strong>Em conseq\u00fc\u00eancia da press\u00e3o pol\u00edtica, o coronel Vidal Ramos retira-se do governo Catarinense, assumindo sua cadeira no senado federal. Assume o governo o coronel Felippe Schimidt, tendo ordens do presidente Hermes da Fonseca de agir com extremo rigor contra os fan\u00e1ticos. Envia outra expedi\u00e7\u00e3o militar ao Taquaru\u00e7\u00fa, sob o comando geral do tenente coronel Dinarte de Aleluia Pires, auxiliado pelo desembargador S\u00e1lvio, capit\u00e3o Lebon R\u00e9gis, capit\u00e3o Matos Costa, tenente coronel Adalberto de Menezes no comando de setecentos e cinq\u00fcenta soldados e uma artilharia de montanha.<strong>\nFevereiro de 1914 &#8211; <\/strong>Sabedores do ataque republicano, os l\u00edderes dos fan\u00e1ticos preparam os seus piquetes de vaqueanos na defesa do reduto. Ap\u00f3s v\u00e1rios dias de constantes bombardeios, os l\u00edderes mandam levar os sobreviventes ao reduto de Caraguat\u00e1, aproveitando a tempestade que caiu a noite inteira. O ex\u00e9rcito republicano entra no reduto destru\u00eddo pelas centenas de granadas, v\u00eaem somente corpos mutilados e despeda\u00e7ados em todos os cantos, inclusive de velhos, mulheres e crian\u00e7as. <strong>\nFevereiro de 1914 &#8211;<\/strong> Os sobreviventes do reduto de Taquaru\u00e7\u00fa chegam a Caraguat\u00e1, parecendo andrajos humanos, onde s\u00e3o bem recebidos pelo lend\u00e1rio Elias de Moraes e os demais l\u00edderes. A partir daquele momento, Elias \u00e9 eleito comandante interino da irmandade de S\u00e3o Sebasti\u00e3o. <strong>\nMar\u00e7o de 1914 &#8211; <\/strong>A nova comitiva republicana de paz encontra-se na vila de Perdiz Grande, onde entram em contato com um dos fan\u00e1ticos, marcando uma reuni\u00e3o pac\u00edfica. A comitiva era composta pelo deputado federal Manoel Correia de Freitas, os capit\u00e3es Adalberto, Lebon R\u00e9gis e Matos Costa. Outra vez, a comitiva retira-se decepcionada com a miss\u00e3o de paz, pois n\u00e3o chegam a um acordo.<\/blockquote>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/guerra24.jpg\" alt=\"\" width=\"226\" height=\"300\" \/><strong>\n8-Capit\u00e3o Matos Costa<\/strong><\/p>\n\n<blockquote><strong>Mar\u00e7o de 1914 &#8211; <\/strong>O comandante Elias resolve atac\u00e1-los de surpresa com os seus piquetes de vaqueanos, as tropas republicanas sob o comando do tenente coronel Gameiro e o capit\u00e3o Zaluar, estacionada na esta\u00e7\u00e3o do Rio Ca\u00e7ador. Tamb\u00e9m atacam as tropas republicanas sob o comando do capit\u00e3o Matos Costa, estacionada no Arroio da Canhada Funda. Os sobreviventes das duas tropas s\u00e3o obrigados a debandar, se encontrando em Perdiz Grande, ap\u00f3s seguem de trem para Curitiba. <strong>\nAbril de 1914 &#8211; <\/strong>\u00c0 frente da vit\u00f3ria dos guerreiros de Caraguat\u00e1, Elias de Moraes e os demais l\u00edderes fan\u00e1ticos, decidem criar novos redutos: Taquaru\u00e7\u00fa, Irani, Bom Sossego, Santa Maria, Pedras Brancas, S\u00e3o Sebasti\u00e3o, Tamandu\u00e1, Po\u00e7o Negro, Reinchardt, Raiz da Terra, Coruja, Trai\u00e7\u00e3o, Cemit\u00e9rio, Conrado Glober, Aleixo, Ign\u00e1cio, Tapera, Perdizes, Perdizinhas, Buti\u00e1 Verde, S\u00e3o Pedro, Ferreiros, Pinheiros, Pinhalzinho. Tamb\u00e9m s\u00e3o criados redutos nas proximidades do Rio Canoas, Rio Igua\u00e7u, Campos da Lapa e barrancas do Uruguai. <strong>\nAbril de 1914 &#8211;<\/strong> Diante da derrota republicana de Caraguat\u00e1, o coronel Gameiro \u00e9 dispensado, assumindo provisoriamente a regi\u00e3o militar o tenente coronel Adolpho de Carvalho, at\u00e9 a chegada do general Carlos Frederico de Mesquita, designado pelo ministro da guerra Vespasiano de Albuquerque. Assim que assume o comando, ele \u00e9 pressionado pelo coronel Felippe de Santa Catarina e Carlos Cavalc\u00e2nti do Paran\u00e1, que solicitam uma a\u00e7\u00e3o imediata contra os fan\u00e1ticos. <strong>\nAbril de 1914 &#8211;<\/strong> Elias e os demais l\u00edderes definem abandonar o reduto de Caraguat\u00e1, distribuindo os confinados para outros redutos, devido a uma epidemia de tifo e prevendo um forte ataque dos republicanos. <strong>\nMaio de 1914 &#8211; <\/strong>O general Mesquita define o plano de ataque contra os fan\u00e1ticos. A coluna do capit\u00e3o Matos Costa encontra os redutos de Caraguat\u00e1 e Perdizinhas abandonados. Incendeiam e se retiram para Perdiz Grande, onde esperam novas ordens. Enquanto a coluna do general Mesquita constr\u00f3i a ponte improvisada no Rio Timb\u00f3zinho, atacam Santo Ant\u00f4nio e os demais redutos naquela regi\u00e3o.<strong>\nMaio de 1914 &#8211; <\/strong>A coluna do general Mesquita entra em confronto com os pares de Fran\u00e7a e os piquetes de vaqueanos, s\u00e3o obrigados a recuar para n\u00e3o serem todos chacinados, retomando o ataque contra os fan\u00e1ticos, mas s\u00e3o for\u00e7ados a recuar novamente. Quando conseguem montar a artilharia pesada, os fan\u00e1ticos se obrigam a recuar. O general decide n\u00e3o acampar nas proximidades, ordena aos oficiais e soldados para se retirar \u00e0 Vila Nova de Timb\u00f3. No caminho, os piquetes dos fan\u00e1ticos os atacam de surpresa, fazendo-os retirar em dire\u00e7\u00e3o de Porto Uni\u00e3o. <strong>\nJunho de 1914 &#8211; <\/strong>Assim que chega \u00e0 regi\u00e3o militar, o general Mesquita pede demiss\u00e3o ao ministro da guerra, sendo substitu\u00eddo pelo capit\u00e3o Matos Costa. O fato n\u00e3o agrada os governadores, os coron\u00e9is das prov\u00edncias, os parlamentares estaduais e federais, t\u00e3o pouco o presidente Hermes, por ser um pacificador e simpatizante dos fan\u00e1ticos no contestado. <strong>\nJunho de 1914 \u0096<\/strong> Com o assassinato do herdeiro do trono da \u00c1ustria, Francisco Ferdinando, antigas rixas pol\u00edticas e v\u00e1rios pa\u00edses ganham for\u00e7a militar. Explode a 1 o Guerra Mundial, o inferno desaba sobre o velho mundo, trazendo morte, fome e mis\u00e9ria. <strong>\nJulho de 1914 &#8211; <\/strong>O comandante Elias ordena que Bonif\u00e1cio Jos\u00e9 dos Santos Bonif\u00e1cio Papudo &#8211; ataque a vila de Canoinhas. No ataque \u00e0 vila, s\u00e3o mortos v\u00e1rios soldados, vigilantes e simpatizantes. Incendeiam dezenas de casas, deixando a vila completamente destru\u00edda. <strong>\nAgosto de 1914 &#8211;<\/strong> O novo inspetor militar decide investigar pessoalmente as causas do conflito rebelde no contestado. Disfar\u00e7a-se de caixeiro viajante, dentista, palha\u00e7o, barbeiro, m\u00e1gico e improvisa outras profiss\u00f5es ambulantes. Conhece todos os l\u00edderes fan\u00e1ticos, inclusive os reais motivos da guerra no contestado, onde tinha muita gente importante no poder provinciano, estadual, federal, ministros e empresas estrangeiras que eram os principais interessados no conflito. <strong>\nAgosto de 1914 &#8211;<\/strong> Manoel Alves de Assump\u00e7\u00e3o Rocha no reduto de Bom Sossego \u00e9 nomeado imperador da Monarquia Sul Brasileira. O comandante Elias envia quatro carro\u00e7as, o Alem\u00e3ozinho e o Tavares e v\u00e1rios guerreiros para buscar armas na loja Hoepcke na capital Catarinense. <strong>\nAgosto de 1914 &#8211; <\/strong>O ministro da guerra Vespasiano, convoca o capit\u00e3o Matos Costa para prestar depoimento sobre as suas den\u00fancias no parlamento federal, no Rio de Janeiro. Em seu depoimento apresenta provas concretas contra os coron\u00e9is das prov\u00edncias, governos estaduais e do parlamento federal. <strong>\nSetembro de 1914 &#8211;<\/strong> Chico Alonso e outros l\u00edderes, no comando de trezentos fan\u00e1ticos incendeiam dezenas de pilhas de madeiras, a esta\u00e7\u00e3o, casas dos empregados da serraria Calmon &#8211; Lumber Company, destroem tamb\u00e9m uma locomotiva da empresa Americana. <strong>\nSetembro de 1914 &#8211;<\/strong> Aleixo e duzentos fan\u00e1ticos incendeiam e destroem a vila de S\u00e3o Jo\u00e3o. <strong>\nSetembro de 1914 &#8211;<\/strong> Bob Helling, s\u00f3cio gerente da Lumber Company informa o capit\u00e3o Matos Costa do ataque fan\u00e1tico \u00e0 serraria Calmon e solicita que tome alguma provid\u00eancia sobre o acontecido. Ele deixa o coronel Dinarte no comando da regi\u00e3o militar, parte de trem com uma tropa de dois sargentos e sessenta soldados. Venuto soube da vinda do capit\u00e3o \u00e0 serraria Lumber Company, decide fazer uma tocaia no caminho, onde matam o capit\u00e3o Matos Costa e dez soldados, sendo esta a \u00faltima chance de paz no sert\u00e3o contestado.<\/blockquote>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/guerra25.jpg\" alt=\"\" width=\"418\" height=\"321\" \/><strong>\n9-Pilhas de Madeira Lumber Company<\/strong><\/p>\n\n<blockquote><strong>Setembro de 1914 &#8211;<\/strong> Elias de Moraes, comandante interino dos fan\u00e1ticos, ao saber que Venuto matou covardemente o capit\u00e3o Matos Costa, revolta-se, ordena a Adeodato Ramos executar Venuto, o que acontece num cap\u00e3o de mato no Vale de Santa Maria. <strong>\nSetembro de 1914 &#8211; <\/strong>A morte do pacifista capit\u00e3o Matos Costa, cai como bomba entre os republicanos no Rio de Janeiro, fazendo com que o presidente Hermes da Fonseca e o ministro da guerra, Vespasiano de Albuquerque tomassem uma atitude mais radical. Os dois decidem enviar \u00e0 \u00e1rea de conflito, o general Fernando setembrino de Carvalho, oficial veterano da guerra de Canudos, no interior do sert\u00e3o Baiano.<\/blockquote>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/guerra26.jpg\" alt=\"\" width=\"251\" height=\"306\" \/><strong>\n10-Intend\u00eancia de Curitibanos Incendiada em 1914<\/strong><\/p>\n\n<blockquote><strong>Setembro de 1914 &#8211;<\/strong> Elias de Moraes re\u00fane-se com os demais l\u00edderes dos in\u00fameros redutos, onde foram un\u00e2nimes que deveriam confiscar nas fazendas e vilas pr\u00f3ximas, objetos valiosos ou animais e alimentos, devido a centenas de fam\u00edlias que aderiam \u00e0 irmandade. Os objetos de valor tinham a finalidade de comprar armas nas lojas Hoepcke, em Blumenau ou Florian\u00f3polis. Castelhano, Chico Ventura, Paulino Pereira da Silva, irm\u00e3os Sampaio, Benedito Chato, Oleg\u00e1rio Ramos e quinhentos guerreiros atacam e incendeiam a vila de Curitibanos, em repres\u00e1lia pela morte do comerciante Praxedes Damasceno no in\u00edcio do ano. O coronel Albuquerque deixa Marcos G. Farias e o Major Euclides F. Albuquerque na intend\u00eancia, fugindo para Blumenau com a mulher Laurinda Oliveira de Albuquerque, os filhos Tiago, Elvira, Iracy e Orival. Tempos depois, o coronel Albuquerque assume o seu cargo de vice-governador.<strong>\nOutubro de 1914 &#8211;<\/strong> Coronel Felippe de Santa Catarina e Carlos Cavalc\u00e2nti do Paran\u00e1 re\u00fanem-se com os demais coron\u00e9is das prov\u00edncias, com o objetivo de se encontrar com o general Setembrino, cobrando uma solu\u00e7\u00e3o definitiva ao problema fan\u00e1tico, agora j\u00e1 intitulado de jagun\u00e7os de Jos\u00e9 Maria. <strong>\nOutubro de 1914 &#8211; <\/strong>Elias de Moraes prevendo um forte ataque republicano contra a irmandade afasta do comando os l\u00edderes religiosos e entrega a lideran\u00e7a a seus comandantes de briga, experientes em v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es adversas. Finda o controle fan\u00e1tico, inicia o ciclo jagun\u00e7o. <strong>\nNovembro de 1914 &#8211;<\/strong> O l\u00edder Chico Alonso ataca a vila do Rio das Antas. Adeodato Ramos aproveitando o tumulto do confronto mata-o covardemente, com a ambi\u00e7\u00e3o de assumir o comando dos pares de Fran\u00e7a e ficar com a sua mulher. Em seguida manda um de seus vaqueanos, matar nas proximidades dos Campos de Monte Alegre, a sua mulher Maria Firmina e a sua sogra.<strong>\nNovembro de 1914 &#8211;<\/strong> Apoiado por todo o poder coronelista, o corrupto coronel Fabr\u00edcio Vieira das Neves, re\u00fane os mais conhecidos chefes de piquetes de vaqueanos, incumbe-os de acompanhar as for\u00e7as federais e localizar o reduto dos jagun\u00e7os. A partir desse instante, nascem os piores bandidos legalistas da \u00e9poca, inclusive aproveitam para exterminar os seus desafetos. <strong>\nDezembro de 1914 &#8211;<\/strong> O l\u00edder Elias ordena que Bonif\u00e1cio Papudo ataque com os seus guerreiros, a vila de Canoinhas, que \u00e9 novamente destru\u00edda e incendiada, espalhando a viol\u00eancia e o terror pelos jagun\u00e7os de Jos\u00e9 Maria.<strong>\nJaneiro de 1915 &#8211;<\/strong> Em Curitiba, general Setembrino re\u00fane-se com os seus oficiais, repassa-lhes os seus planos em detalhes, informando-os que as tropas teriam ajuda dos piquetes legalistas, profundos conhecedores da regi\u00e3o contestada. O plano desagrada os oficiais, mas n\u00e3o t\u00eam outra op\u00e7\u00e3o, a n\u00e3o ser cumprir as ordens de seu superior. <strong>\nJaneiro de 1915 &#8211;<\/strong> O major Taurino de Resende no comando de oitocentos soldados e com os piquetes de Pedro Vieira e Fabr\u00edcio Vieira ataca o reduto de Pinhalzinho, liderado por Ant\u00f4nio Tavares. Ele e os confinados sobreviventes s\u00e3o obrigados a fugir, do contr\u00e1rio seriam todos exterminados. O major Taurino assume o controle e manda incendiar todos os pequenos barracos. <strong>\nJaneiro de 1915 &#8211;<\/strong> O major prossegue ao reduto de S\u00e3o Jos\u00e9, liderado pelo bandoleiro Josefino, que tamb\u00e9m assume o controle e incendeia o local. <strong>\nJaneiro de 1915 &#8211;<\/strong> O tenente coronel Raul D\u0092Estillac Leal no comando de 600 soldados e o piquete de Jo\u00e3o Alves de Oliveira, assume o controle do reduto de Pinheiros de Henrique Wolland &#8211; Alem\u00e3ozinho, depois o incendeia.<strong>\nJaneiro de 1915 &#8211;<\/strong> Alem\u00e3ozinho com Chica Pelega ferida no confronto, pede ref\u00fagio entre os Kaigang, onde s\u00e3o muito bem recebidos pelo cacique Cau\u00ea. Dias depois, o piquete de Pedro Ruivo ataca a aldeia, tendo o objetivo de extermin\u00e1-los, jogando a culpa nos jagun\u00e7os da irmandade de S\u00e3o Sebasti\u00e3o. Mas s\u00e3o surpreendidos pelos \u00edndios e obrigados a fugir do confronto, do contr\u00e1rio o ca\u00e7ador os transformaria em ca\u00e7a. <strong>\nJaneiro de 1915 &#8211; <\/strong>O comandante Elias refor\u00e7a a vigil\u00e2ncia no reduto de Santa Maria, temendo um ataque surpresa, como os outros foram destru\u00eddos. E para complicar mais a situa\u00e7\u00e3o, os foragidos dos redutos destru\u00eddos procuram abrigo no vale. Surge uma epidemia de tifo, levando \u00e0 morte dezenas de confinados. No desespero, manda os l\u00edderes espirituais intensificarem o ciclo de rezas, visando amenizar o sofrimento e pedir uma solu\u00e7\u00e3o a seus santos contra os Dem\u00f4nios da rep\u00fablica. <strong>\nFevereiro de 1915 &#8211;<\/strong> Alem\u00e3ozinho decide buscar abrigo e prote\u00e7\u00e3o para Chica Pelega no Quilombo dos Negros, proximidades do Rio Canoas, assim cumprindo a miss\u00e3o designada pelo Monge Jo\u00e3o Maria D\u0092Agostin. O l\u00edder do Quilombo, o velho Garipuna &#8211; Pai Veio, promete dar abrigo a Chica, e Alem\u00e3ozinho parte em dire\u00e7\u00e3o de Curitibanos. <strong>\nFevereiro de 1915 &#8211;<\/strong> Coluna Sul &#8211; o coronel Estillac Leal no comando de mil e quinhentos soldados, dez oficias e tr\u00eas piquetes de vaqueanos legalistas, encontram-se acampados nos arredores de Curitibanos. Alem\u00e3ozinho apresenta-se como capit\u00e3o das for\u00e7as especiais do ex\u00e9rcito, informando que forneceria as localiza\u00e7\u00f5es dos redutos, tendo o aval do poder republicano, para deix\u00e1-lo tentar acabar com o conflito de maneira pac\u00edfica. Nesse instante hist\u00f3rico, iniciava o desmoronamento do mundo jagun\u00e7o. <strong>\nFevereiro de 1915 &#8211;<\/strong> Em conseq\u00fc\u00eancia dos redutos destru\u00eddos, Elias e os l\u00edderes decidem abandonar os pequenos, emigrando para os redutos maiores e mais bem localizados. Com essa manobra t\u00e1tica, evitaria que se destru\u00edssem com facilidade, evitando tamb\u00e9m que emigrassem desordenadamente \u00e0 Santa Maria, porque este j\u00e1 se encontrava superlotado. <strong>\nFevereiro de 1915 &#8211; <\/strong>A destrui\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios redutos, onde foram feitos centenas de prisioneiros e levados \u00e0 vila de Canoinhas. O general Setembrino telegrafa aos l\u00edderes republicanos, solicitando ordens do que fazer com os quase mil prisioneiros, pois n\u00e3o tinham nenhuma condi\u00e7\u00e3o de aliment\u00e1-los. Recebe a resposta tempo depois, dando-lhe carta branca para solucionar o problema. O general pressionado pelos governadores dos dois estados, parlamentares e coron\u00e9is das prov\u00edncias, decide extermin\u00e1-los, queimam e jogam as cinzas no Desfiladeiro da morte e do Diabo, nos arredores da Canoinhas.<strong>\nMar\u00e7o de 1915 &#8211;<\/strong> Coluna Norte &#8211; O tenente coronel Onofre Ribeiro no comando de oitocentos soldados, tr\u00eas oficiais e um piquete de vaqueano legalista destroem os redutos de Col\u00f4nia Vieira, Aleixo, Timb\u00f3zinho, S\u00e3o Sebasti\u00e3o e Piedade. O major Taurino de Resende no comando de oitocentos soldados, tr\u00eas oficiais e dois piquetes de vaqueanos legalistas destr\u00f3i os redutos de Cemit\u00e9rio, Francisco Salvador, Estanislau Schumann, Guilherme Helmich. O capit\u00e3o Euclides de Castro no comando de novecentos soldados, dois oficiais e dois piquetes de vaqueanos legalistas destroem Guarita de Conrado Glober, Passo de Jo\u00e3o Vargeano, Boliche de Jo\u00e3o Santos e de Sebasti\u00e3o Campos.<strong>\nMar\u00e7o de 1915 &#8211;<\/strong> Os irm\u00e3os Ventura e os seus piquetes nas proximidades de Porto Uni\u00e3o descarrilam uma locomotiva e dezenas de vag\u00f5es, que transportava toras para serraria Lumber Company. Euz\u00e9bio, Manoel Rocha, Cirino e Benedito Chato e os seus piquetes nas proximidades dos Campos de Monte Alegre, descarrilam uma locomotiva e dezenas de vag\u00f5es, que transportava toras tamb\u00e9m para a serraria. Aleixo e o irm\u00e3o Ign\u00e1cio com os seus piquetes destroem e incendeiam a serraria Lumber. Benedito, Paulino Pereira e os seus piquetes destroem e incendeiam o armaz\u00e9m de Guilherme Gaertner e a esta\u00e7\u00e3o do Rio Ca\u00e7ador. Depois do ataque violento, todos os piquetes retornam ao vale sagrado de Santa Maria.<strong>\nMar\u00e7o de 1915 &#8211; <\/strong>O ministro Caetano de Farias envia cinco avi\u00f5es para fazer reconhecimento a\u00e9reo na regi\u00e3o do contestado, mas no transporte tr\u00eas avi\u00f5es s\u00e3o completamente destru\u00eddos pelas fagulhas da locomotiva \u00e0 vapor; um Parrascal Morane e um Bleriot s\u00e3o recuperados. O coronel alem\u00e3o Ricardo Kirk faria o reconhecimento de Canoinhas at\u00e9 a regi\u00e3o de Palmas, enquanto o tenente Ernesto Dariolli faria o reconhecimento de Canoinhas a Curitibanos. Nos arredores de Porto Uni\u00e3o, o coronel Kirk tem uma pane em sua aeronave, tenta fazer um pouso for\u00e7ado, mas bate violentamente contra um pinheiro, morrendo instantaneamente. Nas proximidades de Curitibanos, falta combust\u00edvel na aeronave do tenente Dariolli, obrigando-o a fazer um pouso for\u00e7ado na vila. Com o aux\u00edlio do coronel Marcos G. Farias e major Euclides F. Albuquerque reabastece a aeronave e retorna a Canoinhas. Com a tr\u00e1gica morte do coronel Kirk, os planos de reconhecimento a\u00e9reo s\u00e3o suspensos.<\/blockquote>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/guerra27.jpg\" alt=\"\" width=\"316\" height=\"259\" \/><strong>\n11-General Setembrino, Coronel Kirk, Tenente Dariolli e os Oficiais<\/strong><\/p>\n\n<blockquote><strong>Mar\u00e7o de 1915 &#8211; <\/strong>Coluna oeste &#8211; O tenente coronel no comando de mil e quinhentos soldados, dois oficiais e tr\u00eas piquetes de vaqueanos legalistas vasculham os arredores de Uni\u00e3o da Vit\u00f3ria, vila de Rio das Antas, Nova Gal\u00edcia, serraria Calmon e serraria Lumber. Em seguida recebem ordens de marchar para a esta\u00e7\u00e3o Ca\u00e7ador, onde deveriam reconstru\u00ed-la. <strong>\nMar\u00e7o de 1915 &#8211;<\/strong> Coluna Leste &#8211; O tenente coronel J\u00falio C\u00e9sar no comando de quinhentos soldados, um oficial e um piquete de vaqueano legalista percorrem os arredores da vila de Papanduva. \u00c0 frente de v\u00e1rias tentativas frustradas, improvisam acampamento na vila. O major Taurino de Resende no comando de quinhentos soldados, dois oficiais e um piquete de vaqueanos legalista percorre os arredores da vila de Rio Negro. N\u00e3o conseguindo o objetivo, improvisam acampamento na vila. O capit\u00e3o Tertuliano Potyguara no comando de quinhentos soldados, dois oficiais e um piquete de vaqueano percorrem as cercanias de vila de Itai\u00f3polis. Como tamb\u00e9m n\u00e3o obtiveram sucesso, improvisam acampamento na vila.<strong>\nMar\u00e7o de 1915 &#8211;<\/strong> O capit\u00e3o Henrique Wolland \u0096 Alem\u00e3ozinho &#8211; pede a seu amigo Carneirinho que siga a coluna sul, enquanto tenta convencer os l\u00edderes da irmandade no sentido norte. Tempo depois, ele chega ao novo reduto Piedade de Bonif\u00e1cio Papudo e \u00e9 recebido com hostilidade. Explica a sua hist\u00f3ria em detalhes, a real situa\u00e7\u00e3o e as conseq\u00fc\u00eancias se continuassem com os seus planos. Foi convicto que seriam todos exterminados da face da terra, porque as quatro colunas do general Setembrino tinham sete mil soldados e quase cinco mil vaqueanos legalistas. Ap\u00f3s segue para os novos redutos de Francisco Salvador, Estanislau Schumann, Conrado Glober, Reinchardt, seguindo na dire\u00e7\u00e3o aos demais no sul do estado. <strong>\nMar\u00e7o de 1915 &#8211;<\/strong> Coluna sul &#8211; A frente do coronel Estillac Leal no comando de quinhentos soldados, seis oficiais e o piquete do lend\u00e1rio Lau Fernandes, seguem em dire\u00e7\u00e3o ao vale de Santa Maria. Alem\u00e3ozinho e Carneirinho tentam convenc\u00ea-los a depor as armas, pedem que todos os confinados retornem as suas casas, assim evitaria milhares de mortes desnecess\u00e1rias. Alem\u00e3ozinho conta que tinha recebido a miss\u00e3o do pr\u00f3prio S\u00e3o Jo\u00e3o Maria. Maria Rosa confirma a veracidade de suas palavras. Apesar de saber do fato, insistem no confronto com as tropas republicanas. Elias de Moraes coordena o plano no confronto com a frente do coronel Estillac Leal, enquanto ele e a sua tropa se encontravam a caminho do reduto. Houve o confronto dos jagun\u00e7os com as tropas do coronel Estillac Leal, obrigando-os a recuar at\u00e9 a vila de Buti\u00e1 Verde. Dias depois, decide formar o cerco na \u00fanica entrada do reduto, assim for\u00e7ando-os a se entregar quando houvesse escassez de alimentos, o que aconteceria dias depois.<\/blockquote>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/guerra28.jpg\" alt=\"\" width=\"309\" height=\"309\" \/><strong>\n12-Capit\u00e3o Henrique Wolland, Carneirinho e jagun\u00e7os<\/strong><\/p>\n\n<blockquote><strong>Mar\u00e7o de 1915 &#8211;<\/strong> O l\u00edder dos pares de Fran\u00e7a, Adeodato Ramos, aproveitando a vit\u00f3ria contra as tropas republicanas, declara a todos os membros de Santa Maria, que foi incumbido pelo seu Jos\u00e9 Maria para comandar a Guerra Santa. A partir dessa data hist\u00f3rica, inicia-se o mais violento e sangrento epis\u00f3dio contra os confinados da irmandade de S\u00e3o Sebasti\u00e3o. Assim que tomou o comando geral, manda matar o poss\u00edvel concorrente ao cargo, Antoninho Vidente. <strong>\nMar\u00e7o de 1915 &#8211;<\/strong> Coluna Oeste &#8211; a frente do capit\u00e3o Tertuliano Albuquerque Potyguara, no comando de quinhentos soldados, dois oficiais e um piquete de vaqueano legalista destroem e incendeiam os redutos de Ign\u00e1cio Lima, Aleixo Lima, Maria Rosa, Tamandu\u00e1 e Trai\u00e7\u00e3o.<strong>\nMar\u00e7o de 1915 &#8211; <\/strong>Alem\u00e3ozinho tenta convencer os l\u00edderes dos redutos: Maria Rosa, Tomazinho, Pinhalzinho, Tapera, Guarda dos Crespos, Negro Oleg\u00e1rio, S\u00e3o Miguel, Perdizes, S\u00e3o Sebasti\u00e3o, Guarda dos Quadros, Taquaru\u00e7\u00fa, Rio das Pedras, Ca\u00e7adorzinho, Irm\u00e3os Sampaio, Campos de Irani e Campos de Palmas.\n\nAp\u00f3s retorna ao Quilombo Cap\u00e3o dos Negros, com o objetivo de levar Chica Pelega novamente \u00e0 aldeia Kaigang nos arredores de Papanduva. Pr\u00f3ximos da aldeia ouvem tiros naquela dire\u00e7\u00e3o, correm para auxiliar os \u00edndios que se encontram sobre ataque do piquete de Pedro Ruivo. O plano do coronel Fabr\u00edcio Vieira era exterminar os \u00edndios Kaigang, jogando a culpa nos jagun\u00e7os de Jos\u00e9 Maria, assim como fizeram na aldeia dos Xocleng nos arredores de Canoinhas. Com o inesperado refor\u00e7o, os vaqueanos sobreviventes s\u00e3o obrigados a fugir, Chica Pelega e Alem\u00e3ozinho ferem gravemente Pedro Ruivo, mas conseguem escapar.\n\n<strong>Mar\u00e7o de 1915 &#8211;<\/strong> Coluna sul &#8211; A frente do capit\u00e3o Vieira da Rosa no comando de quinhentos soldados, seis oficiais e dois piquetes de vaqueanos legalistas destroem, incendeiam e exterminam os cento e cinq\u00fcenta prisioneiros do reduto de Taquaru\u00e7\u00fa. Destroem e incendeiam tamb\u00e9m os redutos de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, s\u00f3 que dessa vez n\u00e3o conseguem fazer nenhum prisioneiro. Seguem para o reduto Guarda dos Quadros de Chico Pitoca, onde depois de violento combate, matam o seu l\u00edder e fazem duzentos e trinta prisioneiros. O capit\u00e3o Rosinha pretendia extermin\u00e1-los, mas diante de uma forte discuss\u00e3o com os chefes dos piquetes, decide levar os prisioneiros para Curitibanos. Os oitenta e um feridos s\u00e3o mortos e queimados com grimpas no cap\u00e3o da mortandade, proximidades do Rio Marombas.<strong>\nAbril de 1915 &#8211;<\/strong> A frente dos milhares de prisioneiros feitos nas dezenas de confrontos com os jagun\u00e7os, o general Setembrino envia o seu ajudante de ordens, Ant\u00f4nio Guilhon \u00e0 Florian\u00f3polis, solicitando ordens, pois n\u00e3o tinham recursos financeiros e menos ainda condi\u00e7\u00f5es de mant\u00ea-los na pris\u00e3o. Temendo que a imprensa liberal fosse buscar provas concretas contra eles, sobre a chacina no Desfiladeiro do Diabo, Desfiladeiro da Morte e de Curitibanos, as autoridades decidem liberar os recursos, pois era muita gente para se exterminar, assim, permanecendo no anonimato. <strong>\nAbril de 1915 &#8211;<\/strong> Alem\u00e3ozinho chega ao novo reduto de Pinhalzinho, onde consegue convencer os l\u00edderes a deporem as armas. Entrega tr\u00eas mil fan\u00e1ticos ao oficial no comando de Papanduva, o coronel J\u00falio C\u00e9sar. A frente do capit\u00e3o Potyguara, dois oficiais e um piquete de vaqueano legalista, destroem e incendeiam o reduto Trai\u00e7\u00e3o, Faxinal, Reinchardt. No reduto Ca\u00e7ador t\u00eam um ferrenho combate com os pares de Fran\u00e7a e v\u00e1rios piquetes de jagun\u00e7os, mas enfim assumem o reduto, tamb\u00e9m o incendeia. A l\u00edder Maria Rosa resolve abandonar reduto de Perdizinhas, buscando prote\u00e7\u00e3o em Santa Maria. <strong>\nAbril de 1915 &#8211;<\/strong> A frente do capit\u00e3o Potyguara confronta-se com os jagun\u00e7os, for\u00e7ando-os a abandonar o reduto Perdizinhas, refugiando-se em Santa Maria. O capit\u00e3o ordena a seus soldados incendiar o reduto, seguindo para Santa Maria. <strong>\nAbril de 1915 &#8211;<\/strong> O comandante interino Adeodato Manoel Ramos desespera-se com os mais recentes acontecimentos, inclusive com o cerco republicano na entrada do vale. Prevendo a queda da irmandade de S\u00e3o Jo\u00e3o Maria, implanta um regime autorit\u00e1rio e desumano em Santa Maria. A epidemia de Tifo e a falta de alimentos levam dezenas de pessoas \u00e0 morte. N\u00e3o vendo outro jeito, mata covardemente o l\u00edder Aleixo Lima na frente de todos, visando implantar o terror nos confinados, evitando uma debandada geral.<\/blockquote>\n<blockquote>O coronel Potyguara envia Carneirinho a intimar os l\u00edderes a depor as armas e a se entregar, onde seriam tratados como prisioneiros de guerra. Do contr\u00e1rio, deveriam liberar os doentes, mulheres, velhos e as crian\u00e7as, evitando assim muitas mortes desnecess\u00e1rias. O comandante Adeodato, ap\u00f3s longa discuss\u00e3o com os l\u00edderes, decide liberar quase dois mil confinados. Assim que chegam ao acampamento republicano, o coronel Estillac Leal manda matar v\u00e1rias reses para alimentar os famintos.\n\nA l\u00edder Maria Rosa e a sua fam\u00edlia resolvem abandonar Santa Maria, refugiando-se nos arredores do morro do Tai\u00f3. O l\u00edder Benedito tamb\u00e9m abandona o reduto com sua fam\u00edlia e amigos, refugiando-se nas proximidades do Arraial de Taquaru\u00e7\u00fa. Em conseq\u00fc\u00eancia dessas fugas, mata friamente o l\u00edder Joaquim Germano.<\/blockquote>\n<blockquote>Dias depois, Adeodato Ramos libera mais mil e quinhentos confinados, visando suportar mais tempo o cerco republicano, porque em sua vis\u00e3o eram bocas in\u00fateis. Em seguida abandona o reduto, com o objetivo de surpreender as tropas republicanas. A frente do capit\u00e3o Potyguara entra no reduto de Santa Maria no sentido oeste e encontra-o completamente abandonado. Adeodato e os seus piquetes atacam de surpresa, pegando as tropas num fogo cruzado. O capit\u00e3o envia um mensageiro a frente do coronel Estillac Leal, requisitando tropas de apoio. Diante da demora do refor\u00e7o militar, a sua frente tem dezenas de baixas, pela primeira vez se encontra numa situa\u00e7\u00e3o desesperadora.<\/blockquote>\n<blockquote>Mas enfim chega o refor\u00e7o, assim fazendo que Adeodato e os seus piquetes debandarem desordenadamente. Em conseq\u00fc\u00eancia da demora do refor\u00e7o, os dois oficiais no comando discutem violentamente, mas s\u00e3o contidos pelos outros oficiais. Ap\u00f3s, o coronel ordena para que incendeiem o reduto, retornando a vila de Canoinhas.<\/blockquote>\n<blockquote><strong>Abril de 1915 &#8211;<\/strong> Alem\u00e3ozinho consegue convencer os l\u00edderes: Estanislau Schumann, Guilherme Reinchardt, Sebasti\u00e3o Campos, Bonif\u00e1cio Papudo e Francisco Salvador, que se entregam com dois mil confinados ao general Setembrino em Canoinhas. Em conversa particular, Alem\u00e3ozinho pede para o general retirar o seu nome nos relat\u00f3rios militares, destruir a pasta de identidade militar no alto comando militar do Rio de Janeiro, inclusive apresentar ao ministro a sua demiss\u00e3o.\n\nAp\u00f3s, ele pede tamb\u00e9m para n\u00e3o constar o nome de Chica Pelega nos relat\u00f3rios de prisioneiros, pois pretendia lev\u00e1-la para o Rio de Janeiro, levando uma vida normal e no completo anonimato. No dia seguinte, o general Setembrino recebe ordens do presidente Venceslau Br\u00e1s e do ministro da guerra Caetano de Farias, que deveria fazer um relat\u00f3rio dos prisioneiros e ap\u00f3s libert\u00e1-los. Aproveitando, informa ao ministro que a sua miss\u00e3o na regi\u00e3o do contestado estava cumprida e pedia para retornar ao Rio de Janeiro, deixando que os governadores terminassem de pacificar os sert\u00f5es de Santa Catarina e Paran\u00e1.\n\n<strong>Abril de 1915 &#8211; <\/strong>Alem\u00e3ozinho retorna a aldeia Kaigang, em seguida parte com Chica Pelega para o Rio de Janeiro. A partir desse momento, morre no quase anonimato, o l\u00edder jagun\u00e7o e capit\u00e3o republicano Henrique Wolland, e a l\u00edder guerreira Chica Pelega de Taquaru\u00e7\u00fa.<strong>\nMaio de 1915 &#8211;<\/strong> Capit\u00e3o Vieira da Rosa, tendo apoio dos chefes de piquetes de vaqueanos legalistas, decidem acabar definitivamente com os poucos focos dos jagun\u00e7os de Jos\u00e9 Maria. Apoiados pelos governadores e os coron\u00e9is das prov\u00edncias, implantam o famoso confisco de guerra, onde teriam o direito de posse dos objetos de valor em suas conquistas.<strong>\nMaio de 1915 &#8211;<\/strong> Os l\u00edderes, Manoel Padilha e Sebasti\u00e3o Campos montam o reduto de Pedras Brancas, tendo aproximadamente mil pessoas confinadas. Oleg\u00e1rio Ramos e os irm\u00e3os Ventura montam o reduto de Guarda dos Santos, tendo aproximadamente oitocentas pessoas confinadas. Adeodato Ramos monta o reduto de S\u00e3o Miguel, tendo aproximadamente mil pessoas confinadas, inclusive Elias de Moraes, Maria do Carmo, Concei\u00e7\u00e3o e os pares de Fran\u00e7a. Os l\u00edderes, Manoel Morais, Manoel Lira de Jesus e Corado Glober montam o reduto de S\u00e3o Pedro, \u00e0s margens do Rio Timb\u00f3, tendo aproximadamente tr\u00eas mil pessoas confinadas, agora contando com os confinados do reduto de S\u00e3o Miguel. Os l\u00edderes, Manoel Rocha e Euz\u00e9bio Ferreira dos Santos montam o reduto de Po\u00e7o Preto, nas proximidades de Vila Nova do Timb\u00f3, tendo aproximadamente cento e cinq\u00fcenta pessoas confinadas. <strong>\nJunho de 1915 &#8211; <\/strong>A l\u00edder guerreira Maria Rosa prevendo a exist\u00eancia de muitas mortes nos novos redutos, que tinha no comando geral o inescrupuloso Adeodato Ramos, decide retornar com a sua fam\u00edlia para o reduto de Pedras Brancas. O capit\u00e3o Vieira da Rosa no comando de trezentos soldados da guarda nacional e o piquete de vaqueano de Francisco Geraldo destr\u00f3i e incendeia o reduto de Pedras Brancas, chacinando todos os trezentos prisioneiros. <strong>\nSetembro de 1915 &#8211;<\/strong> Estabelecidos no Rio de Janeiro, Henrique Wolland e Chica Pelega sobrevivem no mais completo anonimato.Na visita ao est\u00fadio fotogr\u00e1fico do marido, escuta a conversa dele e do ex-ministro Rui Barbosa, onde afirma que o senador Pinheiro Machado foi um dos principais culpados pelo envio de tropas \u00e0 regi\u00e3o contestada, onde morreram toda a sua fam\u00edlia. Chica passa a planejar uma maneira de vingar a morte deles e informa-se sobre os passos do senador. Dias depois, mata-o juntamente com seus seis capangas em frente ao parlamento, morrendo definitivamente a guerreira e nascendo a tradicional mulher naquela \u00e9poca. <strong>\nNovembro de 1915 &#8211;<\/strong> A l\u00edder Maria Rosa retira a sua fam\u00edlia do reduto de S\u00e3o Pedro, refugiando-se nos arredores de Canoinhas, na fazenda de Silv\u00e9rio Bastos.\n\nO capit\u00e3o Euclides de Castro no comando de trezentos soldados da guarda nacional e o piquete de Lau Fernandes destr\u00f3i e incendeia o reduto de Guarda dos Santos e Po\u00e7o Preto, fazendo diversos prisioneiros.\n\n<strong>Dezembro de 1915 &#8211; <\/strong>O comandante Adeodato Ramos monta o reduto de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, \u00e0s margens do Rio Timb\u00f3, tendo aproximadamente mil pessoas confinadas. O lend\u00e1rio Lau Fernandes no comando de duzentos vaqueanos destr\u00f3i e incendeia a reduto, fazendo centenas de prisioneiros, levando-os para Canoinhas. <strong>\nDezembro de 1915 &#8211;<\/strong> Elias de Moraes no comando do reduto S\u00e3o Pedro, soube da destrui\u00e7\u00e3o do reduto de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, decide refor\u00e7ar as suas defesas para evitar surpresas desagrad\u00e1veis. O capit\u00e3o Euclides de Castro no comando de trezentos soldados e do piquete de Lau Fernandes destr\u00f3i e incendeia o reduto de S\u00e3o Pedro, fazendo centenas de prisioneiros. <strong>\nDezembro de 1915 &#8211;<\/strong> A l\u00edder Maria Rosa e a sua fam\u00edlia se entregam ao oficial no comando de Canoinhas, o capit\u00e3o Euclides de Castro, em seguida Elias de Sousa deixa-a aos cuidados de Silv\u00e9rio Bastos. Ele faz novo registro de nascimento, criando-a como fosse a sua pr\u00f3pria filha. O mundo Jagun\u00e7o desmorona, milhares de confinados se entregam \u00e0s autoridades legais em diversas regi\u00f5es do contestado. Adeodato em fuga, em Perdiz Grande encontra-se com o velho Euz\u00e9bio, mata-o covardemente pela derrota aos republicanos.\n\nO coronel Fabr\u00edcio Vieira das Neves manda que Pedro Ruivo e os seus vaqueanos, montem uma tocaia na estrada principal de Lages a Vacaria. Pedro Ruivo cumpre as ordens, chacina covardemente o lend\u00e1rio Elias de Moraes e toda a sua fam\u00edlia.\n\n<strong>Outubro de 1916 &#8211;<\/strong> O governador coronel Felippe Schimidt de Santa Catarina, o governador Afonso Alves de Camargo do Paran\u00e1, ministros, parlamentares e o presidente Venceslau Br\u00e1s chegam a um acordo sobre as divisas dos dois estados. Mas para que isso se tornasse uma realidade, foi necess\u00e1rio morrerem mais de dez mil caboclos, quase dois mil soldados republicanos, aproximadamente mil e quinhentos vaqueanos legalistas e quase tr\u00eas mil civis que habitavam a regi\u00e3o contestada. Coronel Fabr\u00edcio Vieira das Neves e Pedro Ruivo s\u00e3o presos no quartel na Lapa, soltos tempos depois, devido \u00e0 falta de provas. <strong>\nAgosto de 1916 &#8211;<\/strong> O lend\u00e1rio Adeodato Ramos \u00e9 encurralado num cap\u00e3o de mato no vale de Santa Maria, vendo que era imposs\u00edvel romper o bloqueio dos vaqueanos, acaba se entregando. Ele \u00e9 encaminhado para cadeia de Curitibanos.<\/blockquote>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/guerra29.jpg\" alt=\"\" width=\"274\" height=\"370\" \/><strong>\n13-Adeodato Manoel Ramos Preso em Desterro<\/strong><\/p>\n\n<blockquote><strong>Dezembro de 1916 &#8211;<\/strong> O comandante dos jagun\u00e7os da irmandade de S\u00e3o Sebasti\u00e3o \u00e9 levado a julgamento a portas fechadas, somente presentes as autoridades locais e das prov\u00edncias do contestado, onde foi condenado a trinta anos de pris\u00e3o pelo Juiz de direito Guilherme Abry e pelo promotor de justi\u00e7a Marc\u00edlio da Cruz Maia. Ao escutar a senten\u00e7a Adeodato joga o seu chap\u00e9u para o alto, exclama ir\u00f4nico: &#8211; Trinta anos, eu dou at\u00e9 risada! Imediatamente \u00e9 transferido para a pris\u00e3o de Lages, onde tinha maior seguran\u00e7a.<strong>\nDezembro de 1917 &#8211;<\/strong> O coronel Henrique Paes de Almeida Filho tenta contratar o jagun\u00e7o Conrado Glober, imediatamente recusa a empreitada, mas ao saber que a v\u00edtima era o coronel Albuquerque, informa ao mensageiro que faria o servi\u00e7o de gra\u00e7a e com todo prazer. Aproveitando que o coronel Albuquerque e o seu filho Euclides, iriam naquele dia buscar uma vaca de leite na fazenda do coronel Virg\u00edlio Pereira, Conrado monta uma tocaia no Cap\u00e3o da Mortandade. Ele aponta para o alvo e atira duas vezes, matando-o instantaneamente. Major Euclides ao ver o seu pai cair ferido, corre desesperadamente para Curitibanos, visando buscar ajuda. Nesse hist\u00f3rico dia, morre um dos principais culpados na chacina dos miser\u00e1veis da regi\u00e3o do contestado. No mesmo m\u00eas, Adeodato Ramos consegue fugir da pris\u00e3o, aproveitando a chuva torrencial que ca\u00eda \u00e0 noite. Sendo capturado num boliche \u00e0 beira de estrada, completamente b\u00eabado. Devido \u00e0 press\u00e3o dos coron\u00e9is locais, \u00e9 transferido para a pris\u00e3o em Florian\u00f3polis. <strong>\nNovembro de 1918 &#8211;<\/strong> \u00c0 frente de sucessivas derrotas dos austr\u00edacos e alem\u00e3es para os aliados, assinam o Tratado de Armist\u00edcio de Compiegne, deixando um saldo de treze milh\u00f5es de mortos e vinte milh\u00f5es de feridos. Al\u00e9m de fazer um enorme rastro de destrui\u00e7\u00e3o em diversos pa\u00edses. Os alem\u00e3es s\u00e3o obrigados a pagarem pesadas d\u00edvidas de guerra, inclusive acabam perdendo parte de seu territ\u00f3rio. <strong>\nJaneiro de 1923 &#8211;<\/strong> Adeodato Ramos aos poucos tenta ganhar a confian\u00e7a dos carcereiros, aproveitando o descuido da sentinela, ataca-o e toma o seu fuzil. O fato n\u00e3o passou despercebido, o major Trujilo de Mello ordena que pare. Adeodato instintivamente aponta o seu fuzil em dire\u00e7\u00e3o ao major, mas estava vazio e o mesmo n\u00e3o acontece com o fuzil do major. Sem saber, Adeodato tinha ca\u00eddo numa armadilha republicana, sendo exterminado o \u00faltimo jagun\u00e7o de Jos\u00e9 Maria.<\/blockquote>\nEle ainda \u00e9 levado para a enfermaria, mas n\u00e3o ag\u00fcenta o ferimento, morrendo minutos depois, sendo enterrado numa simples cova como indigente. Nesse dia hist\u00f3rico, morre o flagelo de Deus e nasce a lenda no contestado.\n<h4><a id=\"4\" name=\"4\"><\/a>Principais Personagens na Guerra do Contestado<\/h4>\n<strong>Irmandade de S\u00e3o Sebasti\u00e3o:<\/strong> Elias de Moraes &#8211; Elias de Sousa &#8211; Maria Rosa de Sousa &#8211; Francisco Alonso de Sousa &#8211; Euz\u00e9bio Ferreira dos Santos &#8211; Praxedes Gomes Damasceno &#8211; Joaquim Gomes Damasceno &#8211; Benedito Pedro de Oliveira (Chato) &#8211; Cirino Pedro de Oliveira (Chato) &#8211; Elias de Melo &#8211; Miguel Lucena Boaventura (Jos\u00e9 Maria) &#8211; Henrique Wolland (Alem\u00e3ozinho) &#8211; Manoel Alves de Assump\u00e7\u00e3o da Rocha &#8211; Maria do Carmo &#8211; Chica Pelega &#8211; Concei\u00e7\u00e3o &#8211; Margarida &#8211; Terezinha &#8211; Clementina &#8211; Guilherme Helmich &#8211; Agostinho Sara\u00edba (Castelhano) &#8211; Francisco Paes de Farias (Chico Ventura) &#8211; Manoel Teixeira (Maneco) &#8211; Joaquim Germano &#8211; Gustavo Reinchardt &#8211; Irm\u00e3os Sampaio &#8211; Bonif\u00e1cio Jos\u00e9 dos Santos (Bonif\u00e1cio Papudo) &#8211; Ant\u00f4nio Tavares J\u00fanior &#8211; Francisco Salvador &#8211; Juca Ruivo &#8211; os videntes Teodora e Joaquim dos Santos (Neta e filho de Euz\u00e9bio) &#8211; Sebasti\u00e3o Campos &#8211; Guilherme Paes de Farias (Guilherme Ventura) &#8211; Delfino Pontes &#8211; Murilo Gomes &#8211; Jo\u00e3o Paes de Farias (Jo\u00e3o Ventura) &#8211; Tobias Louren\u00e7o de Sousa &#8211; Adeodato Manoel Ramos &#8211; Oleg\u00e1rio Ramos (Negro Oleg\u00e1rio) &#8211; Francisco Maria Camargo (Chico Pitoca) &#8211; Benevenuto Alves de Lima (Venuto Baiano) &#8211; Conrado Glober &#8211; Manoel Lira de Jesus &#8211; Manoel Germano &#8211; Ign\u00e1cio Gon\u00e7alves de Lima &#8211; Aleixo Gon\u00e7alves de Lima &#8211; Francel\u00edsio Sutil de Oliveira &#8211; Hon\u00f3rio de Albuquerque &#8211; Joaquim Gon\u00e7alves de Lima &#8211; Maria Alves Moreira &#8211; Silv\u00e9rio Bastos &#8211; Manoel Morais (Pai Velho) &#8211; Paulino Pereira da Silva &#8211; Paulino Ribeiro &#8211; Francisco de Almeida &#8211; Cipriano de Almeida &#8211; Henrique Hass &#8211; Estanislau Schumann &#8211; Vacariano Nabor &#8211; Carneirinho e pouco mais de vinte mil fan\u00e1ticos e jagun\u00e7os. Contou com o apoio dos coron\u00e9is, Henrique Paes de Almeida (pai), Henrique Paes de Almeida (filho) e Miguel Fragoso, Domingos Soares e uma dezena de coron\u00e9is nas muitas prov\u00edncias.\n\n<strong>Coron\u00e9is e Autoridades:<\/strong> Coronel Francisco Ferreira de Albuquerque &#8211; Coronel Virg\u00edlio Pereira &#8211; Coronel Marcos Gon\u00e7alves de Farias &#8211; Coronel Jos\u00e9 Rauen &#8211; Coronel Domingos de Oliveira Lemos &#8211; Coronel Zacarias de Paula Xavier &#8211; Juiz de Direito Guilherme Abry &#8211; Promotor de Justi\u00e7a Marc\u00edlio da Cruz Maia &#8211; os Capit\u00e3es Jo\u00e3o Alves Sampaio &#8211; Jo\u00e3o da Cruz Maia &#8211; Leog\u00eddio Vicente Mello &#8211; Major Euclides Ferreira de Albuquerque &#8211; Major Altino Gon\u00e7alves de Farias &#8211; Major Jo\u00e3o Severo Gomes &#8211; Major Simpliciano de Almeida &#8211; Major Graciliano T. de Almeida &#8211; Major Firmino de Almeida &#8211; Major Henrique de Almeida Filho &#8211; Major Salvador Calomeno &#8211; Coronel Henrique Rupp &#8211; Coronel Virg\u00edlio Antunes &#8211; Coronel Manoel Tomaz Vieira &#8211; Coronel Manoel Fabr\u00edcio Vieira &#8211; Coronel Fabr\u00edcio Vieira das Neves &#8211; Coronel Vidal Ramos &#8211; Coronel Felippe Schimidt &#8211; Dr. Afonso Alves de Camargo &#8211; Carlos Cavalc\u00e2nti &#8211; Coronel Emiliano Ramos &#8211; Belis\u00e1rio Ramos &#8211; Senador Pinheiro Machado &#8211; Senador Lauro M\u00fcller &#8211; Deputado Federal Manoel Correia de Freitas &#8211; Ant\u00f4nio Rocha Tico &#8211; Deputado Ulbaldino de Amaral &#8211; Diocleciano Martyr &#8211; Deputado Sidnei Gon\u00e7alves &#8211; Ministro Rui Barbosa &#8211; Virgilio Martinho de Melo &#8211; Miguel Francisco Driessen &#8211; Jo\u00e3o Severo de Oliveira &#8211; Jos\u00e9 Knol, Jos\u00e9 Cust\u00f3dio de Melo &#8211; Aristides de Oliveira Lemos &#8211; Diogo Alves Ribeiro &#8211; Alzerino Waldomiro de Almeida.\n\n<strong>Oficiais Republicanos:<\/strong> Tenente Coronel Jo\u00e3o Gualberto Gomes de S\u00e1 Filho &#8211; Tenente Coronel Busse &#8211; Desembargador S\u00e1lvio Gonzaga &#8211; Capit\u00e3o Adalberto de Menezes &#8211; Capit\u00e3o Mauricio Ant\u00f4nio de Melo &#8211; Capit\u00e3o Esperidi\u00e3o de Almeida &#8211; Ministro da Justi\u00e7a Rivad\u00e1via da Cunha Corr\u00eaa &#8211; Capit\u00e3o Euclides de Castro &#8211; Capit\u00e3o Zaluar &#8211; Tenente Coronel Dinarte de Aleluia Pires &#8211; Major Trujilo de Melo &#8211; Capit\u00e3o Lebon R\u00e9gis &#8211; os Presidentes: Marechal Deodoro da Fonseca &#8211; Marechal Floriano Peixoto &#8211; Nilo Pe\u00e7anha &#8211; Rodrigues Alves &#8211; Afonso Pena &#8211; Hermes da Fonseca &#8211; Venceslau Br\u00e1s &#8211; Capit\u00e3o Jo\u00e3o Teixeira de Matos Costa &#8211; Major Janu\u00e1rio Cortes &#8211; Tenente Coronel Vidal de Oliveira Ramos &#8211; Tenente Coronel Castelo Branco \u0096 Tenente Coronel Jos\u00e9 Carneiro &#8211; Tenente Coronel Jos\u00e9 Capitulino Freire Gameiro &#8211; Tenente Coronel Adolpho de Carvalho &#8211; General Carlos Frederico de Mesquita &#8211; Ministro da guerra Vespasiano de Albuquerque &#8211; Ministro da guerra Caetano Jos\u00e9 de Farias &#8211; Tenente Coronel Campos &#8211; General Fernando Setembrino de Carvalho &#8211; Tenente Coronel Francisco Raul D\u0092Estillac Leal &#8211; Capit\u00e3o Tertuliano Albuquerque Potyguara &#8211; Capit\u00e3o Vieira da Rosa Ara\u00fajo &#8211; Tenente Coronel Henrique Rupp &#8211; Major Taurino de Resende &#8211; Tenente Coronel J\u00falio C\u00e9sar &#8211; Tenente Coronel Onofre Ribeiro &#8211; Tenente Coronel Eduardo S\u00f3crates &#8211; Major Furtado Paiva &#8211; Tenente Jos\u00e9 Pereira da Rosa &#8211; Tenente Joaquim Souza Reis &#8211; Tenente Herculano Teixeira de Assump\u00e7\u00e3o &#8211; Tenente Walfredo Erm\u00edlio &#8211; Tenente Ant\u00f4nio Guilhon &#8211; Dr. Rabelo Pinto &#8211; Tenente Joaquim Ribeiro &#8211; Tenente Salvador Pinto Ribeiro -Capit\u00e3o Francisco Alves Pinto &#8211; Sargento Carlos Pinkensleper &#8211; Tenente Beliz\u00e1rio Caetano Ferreira Leite, comandaram as v\u00e1rias expedi\u00e7\u00f5es, tendo um total de quase doze mil soldados. Ap\u00f3s a sa\u00edda do General Setembrino, assumiu a inspetoria da d\u00e9cima primeira regi\u00e3o militar, o Coronel Sebasti\u00e3o Bas\u00edlio Pirro. S\u00e3o usados pela primeira vez no mundo, os avi\u00f5es Parrascal Morone de 50 cavalos e um Morane Saulnier de 90 cavalos no reconhecimento a\u00e9reo, com o Coronel alem\u00e3o Ricardo Kirk, o Tenente italiano Ernesto Dariolli. Os outros tr\u00eas avi\u00f5es, um Bleriot de 80 cavalos e dois Parrascal Morane de 50 cavalos \u00e9 destru\u00eddo pelas fagulhas da locomotiva a vapor.\n\n<strong>Piquetes de Vaqueanos Legalistas:<\/strong> Manoel Fabr\u00edcio Vieira &#8211; Fabr\u00edcio Vieira das Neves &#8211; Capit\u00e3o Vieira da Rosa Ara\u00fajo &#8211; Salvador Pinheiro &#8211; Pedro Vieira &#8211; Leoc\u00e1dio Camargo &#8211; Jo\u00e3o Alves de Oliveira &#8211; Virg\u00edlio Pereira &#8211; Tobias Ricardo &#8211; Ant\u00f4nio Camargo &#8211; Francisco A. Bueno &#8211; Jo\u00e3o Correia Sobrinho &#8211; Pedro Le\u00e3o Carvalho (Pedro Ruivo) &#8211; David Padeiro &#8211; Nicolau Fernandes e muitos outros que formavam mais de tr\u00eas mil Vaqueanos.\n\n<strong>Outros Personagens: <\/strong>Jo\u00e3o Maria D\u0092Agostin &#8211; Anat\u00e1s Marcarf (Jo\u00e3o Maria de Jesus) &#8211; Frei Pedro Sinzing &#8211; Frei Rog\u00e9rio Neuhaus &#8211; Frei Amando Bahlmann &#8211; Frei Dimas Wolff &#8211; Frei Gaspar Flesch &#8211; Frei Candido Spannagel &#8211; Frei Menandro kamps &#8211; Frei Solano Schimidt &#8211; Frei Redento Kullmann &#8211; Frei Bruno Heuser &#8211; Bispo Jo\u00e3o Francisco Braga &#8211; Bispo Duarte Leopoldo e Silva &#8211; Os comerciantes Guilherme Gaertner e Ant\u00f4nio Rossi &#8211; os filhos do Coronel Albuquerque, Tiago, Elvira, Iracy e Orival Ferreira de Albuquerque &#8211; Jo\u00e3o Goetten Sobrinho &#8211; Os diretores da Lumber Company and Colonization, Brazil Railway Company, Percival Farquhar, Ernesto Bishop, Henry Wismaster e Jaime Bishop &#8211; Fam\u00edlia Garipuna, Santos e Lima do Quilombo Cap\u00e3o dos Negros &#8211; Os Kaigang: cacique Cond\u00e1, Vir\u00ed, Cau\u00ea e J\u00e1qui &#8211; Fortunato Branco &#8211; Artur de Paula e Sousa &#8211; Francisco Hass &#8211; Ant\u00f4nio Lyk &#8211; Lu\u00eds Skyna &#8211; Saturnino Maia &#8211; Mac\u00e1rio Maia &#8211; Miguel Valle &#8211; Conrado Wagner &#8211; Miguel Stocker &#8211; Vitorino Jos\u00e9 Silveira &#8211; In\u00e1cio Briaveltaki &#8211; Ant\u00f4nio Francisco Pasela &#8211; Arlindo Bessa &#8211; Pedro Schiffer &#8211; Roberto Andr\u00e9s Guilleron &#8211; Simpliciano Ferreira Guimar\u00e3es &#8211; Pedro Nicolau Werner &#8211; Leopoldo Steffen &#8211; Roberto Enlke &#8211; Dr. Mileto Tavares \u0096 Cunha Barreto &#8211; Jo\u00e3o Nikisch &#8211; Joaquim Prudente &#8211; Jo\u00e3o Louren\u00e7o &#8211; Henrique Ramos.\n<h4>Regi\u00e3o Contestada<\/h4>\n<strong>Redutos dos Fan\u00e1ticos: <\/strong>Arraial do Taquaru\u00e7\u00fa I &#8211; II e III &#8211; S\u00e3o Jos\u00e9 &#8211; Caraguat\u00e1 &#8211; Santo Ant\u00f4nio &#8211; Perdizinhas &#8211; Campos do Irani &#8211; Perdiz Grande &#8211; Santa Maria &#8211; Pedras Brancas &#8211; Paci\u00eancia &#8211; Pinheiros &#8211; Pinhalzinho &#8211; Timb\u00f3zinho &#8211; Bom Sossego &#8211; Tamandu\u00e1 &#8211; Ca\u00e7ador &#8211; Ca\u00e7adorzinho &#8211; Po\u00e7o Preto &#8211; Reinchardt &#8211; Raiz da Serra &#8211; Coruja &#8211; Trai\u00e7\u00e3o &#8211; Cemit\u00e9rio &#8211; Conrado Glober &#8211; Aleixo &#8211; Ign\u00e1cio &#8211; Tapera &#8211; Perdizes &#8211; Buti\u00e1 Verde &#8211; S\u00e3o Pedro &#8211; Ferreiros &#8211; Col\u00f4nia Vieira &#8211; S\u00e3o Sebasti\u00e3o &#8211; Piedade &#8211; Passo de Jo\u00e3o Vargeano &#8211; Boliche de Jo\u00e3o Santos &#8211; Sebasti\u00e3o Campos &#8211; Estanislau Schumann &#8211; Francisco Salvador &#8211; Guilherme Helmich &#8211; Negro Oleg\u00e1rio &#8211; Tomazinho &#8211; Guarda dos Crespos &#8211; S\u00e3o Miguel &#8211; S\u00e3o Pedro &#8211; Guarda dos Quadros &#8211; Rio das Pedras &#8211; Irm\u00e3os Sampaio &#8211; Campos de Palmas &#8211; Campos de Monte Alegre &#8211; Faxinal e tamb\u00e9m nas proximidades dos Rios Canoas, Igua\u00e7u e barrancas do Uruguai.\n\n<strong>Cidades e Vilas Envolvidas no Conflito:<\/strong> Curitibanos &#8211; Campos Novos &#8211; Anita Garibaldi &#8211; Herval Velho &#8211; Herval D\u0092Oeste &#8211; Joa\u00e7aba &#8211; Tangar\u00e1 &#8211; Videira &#8211; Ca\u00e7ador &#8211; Xanxer\u00ea &#8211; Conc\u00f3rdia &#8211; Pinheiro Preto &#8211; Chapec\u00f3 &#8211; Tai\u00f3 &#8211; Palmitos &#8211; \u00c1gua Doce &#8211; Pinhalzinho &#8211; Rio das Antas &#8211; Matos Costa &#8211; Tr\u00eas Barras &#8211; Timb\u00f3zinho &#8211; Timb\u00f3 Grande &#8211; S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o do Sul &#8211; Ponte Alta do Sul &#8211; Ponte Alta do Norte &#8211; Nova Gal\u00edcia &#8211; Santa Cec\u00edlia &#8211; Lebon R\u00e9gis &#8211; Papanduva &#8211; Monte Alegre &#8211; Monte Castelo &#8211; Mafra &#8211; Porto Uni\u00e3o &#8211; S\u00e3o Bento do Sul &#8211; Rio Negro &#8211; Canoinhas &#8211; Jangada do Sul &#8211; Felippe Schimidt &#8211; Irati &#8211; Uni\u00e3o da Vit\u00f3ria &#8211; Capit\u00e3o Malet &#8211; General Carneiro \u0096 S\u00e3o Mateus \u0096 Palmas &#8211; Irani &#8211; Lages &#8211; Correia Pinto &#8211; Ot\u00e1cilio Costa &#8211; S\u00e3o Jos\u00e9 do Cerrito &#8211; Frei Rog\u00e9rio &#8211; Fraiburgo &#8211; Brun\u00f3polis &#8211; Monte Carlo e proximidades do Rio Canoas &#8211; Lageadinho &#8211; Fachinal Paulista &#8211; Passa Dois &#8211; Perdizinhas &#8211; Taquaru\u00e7\u00fa &#8211; Rio Correntes &#8211; Caba\u00e7ais de Baixo &#8211; Caba\u00e7ais do Meio &#8211; Caba\u00e7ais de Cima &#8211; Lajeado Raso &#8211; Marombinhas &#8211; Rio das Pedras &#8211; Campo belo &#8211; Restinga Seca &#8211; Cap\u00e3o Alto &#8211; Campos dos Pires &#8211; S\u00e3o Jo\u00e3o &#8211; Calmon &#8211; Rio Marombas do Ca\u00e7ador &#8211; Buti\u00e1 Verde &#8211; Serra da Esperan\u00e7a &#8211; Tapera &#8211; Rio dos Crespos &#8211; Serra do Espig\u00e3o, expandindo at\u00e9 a divisa da Argentina.\n\n<strong>Luiz Alves<\/strong>\n\n<strong>Livro publicado pelo pr\u00f3prio autor em 2009<\/strong>\n<h4>Bibliografia<\/h4>\nAssump\u00e7\u00e3o, Herculano Teixeira \u0096 A Campanha do Contestado \u0096 Imprensa Oficial do Estado 1917 \u0096 Belo Horizonte \u0096 MG.\nAutores Diversos \u0096 Maria Rosa \u0096 Edi\u00e7\u00e3o dos Autores 2005 \u0096 Curitibanos \u0096 SC.\nAutores Diversos \u0096 Formar Dinamismo a Servi\u00e7o da Cultura \u0096 Bibliografias \u0096 Editora Cobralil 1970 \u0096 Rio de Janeiro \u0096 RJ.\nAlves, Luiz \u0096 Guerreiros do Sert\u00e3o \u0096 Volume I e II \u0096 Esbo\u00e7o Livro N\u00e3o Publicado 2005 \u0096 Curitibanos \u0096 SC.\nAlves, Luiz \u0096 Her\u00f3is da Liberdade \u0096 Gr\u00e1fica Princesa \u0096 Secretaria Estadual de educa\u00e7\u00e3o e Cultura 2008 \u0096 Curitibanos \u0096 SC.\nBorelli, M\u00e1rio Jos\u00e9 \u0096 Contestado \u0096 Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o e Cultura \u0096 Gr\u00e1fica IOESC s. d. \u0096 Florian\u00f3polis \u0096 SC.\nBusato, Gualdino D. \u0096 Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha \u0096 Edi\u00e7\u00e3o do Autor 1995 \u0096 Curitibanos \u0096 SC.\nConstru\u00e7\u00e3o da Ferrovia Madeira Mamor\u00e9 \u0096 Museu da USP \u0096 Site da Internet 2006 \u0096 S\u00e3o Paulo \u0096 SP.\nCunha, Euclides \u0096 Os sert\u00f5es \u0096 Editora Record 1998 \u0096 Rio de Janeiro \u0096 RJ.\nCadorin, Ad\u00edlcio \u0096 Anita &#8211; Guerreira das Rep\u00fablicas \u0096 UDESC e IOESC 1999 \u0096 Florian\u00f3polis \u0096 SC.\nCollor, Lindolfo \u0096 Garibaldi e a Guerra dos Farrapos \u0096 Editora Globo 1938 \u0096 Porto Alegre \u0096 RS.\nContestado &#8211; Funda\u00e7\u00e3o Roberto Marinho 1987 &#8211; Rio de Janeiro &#8211; RJ.\nDerengoski, Paulo Ramos \u0096 O Desmoronamento do Mundo Jagun\u00e7o \u0096 FCC Edi\u00e7\u00f5es 1986 \u0096 Florian\u00f3polis \u0096 SC. (Foto 04).\nFerreira, Jos\u00e9 Roberto Martins \u0096 Hist\u00f3ria Did\u00e1tica \u0096 Editora FDT 1950 \u0096 S\u00e3o Paulo \u0096 SP.\nGallo, Ivone Cec\u00edlia D\u0092\u00c0vila \u0096 O Contestado O Sonho do Mil\u00eanio Igualit\u00e1rio \u0096 Editora UNICAMP 1999 \u0096 Campinas \u0096 SP.\nGerson, Brasil \u0096 Garibaldi e Anita &#8211; Guerreiros do Liberalismo \u0096 Editora Souza 1953 \u0096 Rio de janeiro \u0096 RJ.\nGuerra do Contestado &#8211; Document\u00e1rios RBS\/TV s\/d &#8211; Blumenau \u0096 SC\nKruker, Giovana A. \u0096 Estudos Sociais &#8211; Munic\u00edpio de Curitibanos \u0096 Gr\u00e1fica IOESC 1999 \u0096 Florian\u00f3polis \u0096 SC.\nLemos, Z\u00e9lia Andrade \u0096 Curitibanos na Hist\u00f3ria do Contestado \u0096 Imprensa Oficial do Estado 1977 \u0096 Florian\u00f3polis \u0096 SC.\nLima, Jo\u00e3o Francisco \u0096 Anita Garibaldi &#8211; Hero\u00edna dos Dois Mundos \u0096 Editora Paulista 1977 \u0096 S\u00e3o Paulo \u0096 SP.\nMonteiro, Douglas Teixeira \u0096 Os Errantes do Novo S\u00e9culo \u0096 Livraria Duas Cidades 1974 \u0096 Rio de Janeiro \u0096 RJ.\nMuseu Ant\u00f4nio Granemann de Souza (Acervo) \u0096 Prefeitura Municipal de Curitibanos \u0096 SC. (Fotos 01\/05\/07\/10).\nPradi, Cirila de Menezes \u0096 Chica Pelega do Taquaru\u00e7\u00fa \u0096 Imprensa Oficial do Estado 2000 \u0096 Florian\u00f3polis \u0096 SC.\nPiazza, Walter F.\/Mathias, Herculano Gomes\/Thom\u00e9, Nilso \u0096 Contestado \u0096 Editora IOESC 1986 \u0096 Florian\u00f3polis \u0096 SC. (Fotos 03\/06\/08\/09\/11\/12\/13)\nPiazza, Walter F. \u0096 Dicion\u00e1rio da Pol\u00edtica Catarinense \u0096 Gr\u00e1fica IOESC\/UFSC 1985 \u0096 Florian\u00f3polis \u0096 SC.\nRau, Wolfgang Ludwig \u0096 A Vida e Morte de Jos\u00e9 e Anita Garibaldi \u0096 Edi\u00e7\u00e3o do Autor 1989 \u0096 Laguna \u0096 SC. (Foto 02)\nRau, Wolfgang Ludwig \u0096 Anita Garibaldi &#8211; Entre o Amor e a Guerra \u0096 document\u00e1rio TV SENAC 1999 \u0096 Florian\u00f3polis \u0096 SC.\nRevolu\u00e7\u00e3o Federalista &#8211; diversos autores &#8211; Site Internet 2006 &#8211; Porto Alegre &#8211; RS.\nRevolta das Chibatas \u0096 H. Acker \u0096 Site Internet 2006 \u0096 Funda\u00e7\u00e3o Carioca de Cultura \u0096 Rio de Janeiro \u0096 RJ.\nSachet, Celestino e S\u00e9rgio \u0096 Hist\u00f3rias de Santa Catarina &#8211; O contestado \u0096 Editora S\u00e9culo Catarinense 2001\u0096 Florian\u00f3polis \u0096 SC.\nThom\u00e9, Nilson \u0096 Tradi\u00e7\u00f5es Folcl\u00f3ricas da Regi\u00e3o do Contestado \u0096 Jornal A Imprensa Catarinense 1984 \u0096 Ca\u00e7ador \u0096 SC.\nStulzer, Frei Aur\u00e9lio \u0096 A Guerra dos Fan\u00e1ticos \u0096 Editora Vozes 1982 \u0096 Petr\u00f3polis \u0096 RJ.\nValente, Valentin \u0096 Anita Garibaldi Hero\u00edna por Amor \u0096 Editora Soma 1949 \u0096 S\u00e3o Paulo \u0096 SP.\nVarnhagen, Francisco Adolfo \u0096 Hist\u00f3ria Geral do Brasil \u0096 Editora Melhoramentos 1962 \u0096 S\u00e3o Paulo \u0096 SP.\nZumblick, Walter \u0096 Aninha do Bent\u00e3o \u0096 Edi\u00e7\u00e3o Prefeitura de Tubar\u00e3o 1980 \u0096 Tubar\u00e3o \u0096 SC.\n\nFonte: www.dominiopublico.gov.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Guerra do Contestado &#8211; 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