{"id":9014,"date":"2015-12-17T00:00:00","date_gmt":"2015-12-17T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/conjuracao-mineira\/"},"modified":"2026-08-31T18:57:45","modified_gmt":"2026-08-31T18:57:45","slug":"conjuracao-mineira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/conjuracao-mineira\/","title":{"rendered":"Conjura\u00e7\u00e3o Mineira"},"content":{"rendered":"\n<strong>Conjura\u00e7\u00e3o Mineira &#8211; O que foi<\/strong>\n\n<strong>Conjura\u00e7\u00e3o Mineira<\/strong>\u00a0(1789) foi um movimento que manifestou o descontentamento de um grupo de intelectuais, mineradores, fazendeiros, cl\u00e9rigos e militares com as in\u00fameras taxa\u00e7\u00f5es da Coroa portuguesa, particularmente pesadas devido ao esgotamento da minera\u00e7\u00e3o de diamantes e do ouro de aluvi\u00e3o das Gerais.\n\nEntusiastas das id\u00e9ias liberais aprendidas nos livros \u201cfranceses\u201d, proibidos na Col\u00f4nia, ou nas universidades europ\u00e9ias, os conjurados defendiam a livre produ\u00e7\u00e3o e com\u00e9rcio, o desenvolvimento das manufaturas t\u00eaxteis e da siderurgia, a funda\u00e7\u00e3o de uma universidade em Vila Rica e a mudan\u00e7a da capital de Minas Gerais para S\u00e3o Jo\u00e3o del Rei.\n\nO projeto dos inconfidentes n\u00e3o inclu\u00eda a aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o. Para a data do levante foi escolhida a da cobran\u00e7a da derrama, o que n\u00e3o aconteceu pela trai\u00e7\u00e3o de Joaquim Silv\u00e9rio dos Reis, que teve perdoado seu d\u00e9bito com a Fazenda Real.\n\nOs conjurados foram presos em Minas Gerais por ordem do Visconde de Barbacena e Joaquim Jos\u00e9 da Silva Xavier (Tiradentes) foi detido no Rio por dilig\u00eancia do Vice-Rei Lu\u00eds de Vasconcelos e Sousa.\n\nO processo prolongou-se at\u00e9 1792, no Rio de Janeiro, para onde haviam sido conduzidos os acusados.\n\nA primeira senten\u00e7a da Al\u00e7ada de Inconfid\u00eancia condenou onze \u00e0 morte e outros ao degredo perp\u00e9tuo na \u00c1frica.\n\n<strong>Esta decis\u00e3o foi posteriormente modificada:<\/strong>\u00a0punia Tiradentes com a forca, enquanto Tom\u00e1s Ant\u00f4nio Gonzaga, Alvarenga Peixoto e outros recebiam a pena de ex\u00edlio em possess\u00f5es portuguesas na \u00c1frica.\n\nOs padres, entre eles o c\u00f4nego Lu\u00eds Vieira da Silva, foram enviados para conventos penitenci\u00e1rios em Portugal. A documenta\u00e7\u00e3o foi recolhida pela Secretaria dos Neg\u00f3cios do Imp\u00e9rio, em 1874 e pela Comarca de Ouro Preto, em 1888.\n\n<strong>Rel\u00f3gio de Tiradentes<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-159116 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Conjur1-1.jpg\" alt=\"\" width=\"236\" height=\"268\" \/><strong>O rel\u00f3gio de Tiradentes no Museu da Inconfid\u00eancia<\/strong><\/p>\n<b>O rel\u00f3gio de algibeira encontrado com Joaquim Jos\u00e9 da Silva Xavier, o Tiradentes, no momento de sua pris\u00e3o, em 1789, era um exemplar de origem inglesa, do s\u00e9culo XVIII, que foi arrolado nos Autos do Sequestro\u00a0de seus bens, quando o relojoeiro avaliou a pe\u00e7a em 12.800 r\u00e9is, anotando o n\u00famero de s\u00e9rie:<\/b>\u00a05503.\n\nA pe\u00e7a, confeccionada em prata, ouro e esmalte, apresenta a inscri\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas do n\u00famero de s\u00e9rie como tamb\u00e9m o nome do fabricante \u201cS. Elliot\u201d. Ap\u00f3s a avalia\u00e7\u00e3o e registro do rel\u00f3gio, o mesmo foi arrematado por Jos\u00e9 Mariano Azeredo Coutinho.\n\nAo longo dos s\u00e9culos, o rel\u00f3gio de algibeira de Tiradentes passou por alguns propriet\u00e1rios, sendo resgatado em um leil\u00e3o, pelo ent\u00e3o governador de Minas Gerais, o diamantinense Juscelino Kubitschek, em 1953.\n\nJuscelino comprou o objeto no intuito de do\u00e1-lo ao acervo do Museu da Inconfid\u00eancia, recuperando, assim, parte da nossa hist\u00f3ria. A pe\u00e7a encontra-se atualmente exposta na Sala das Rel\u00edquias, no 1\u00ba piso do museu.\n\n<strong>Conjura\u00e7\u00e3o Mineira &#8211; Movimento Insurrecional<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-159117 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Conjur2-1-300x232.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"232\" \/><strong>Tiradentes<\/strong><\/p>\nO\u00a0<strong>movimento insurrecional<\/strong>\u00a0de 1789 em Minas Gerais nasceu a partir de acontecimentos pol\u00edticos mundiais, como a Independ\u00eancia dos Estados Unidos e a ascens\u00e3o da filosofia Iluminista, e ainda das condi\u00e7\u00f5es estruturais da sociedade brasileira, a gradativa extin\u00e7\u00e3o do ouro e a amea\u00e7a da cobran\u00e7a da derrama \u2013 referencial da cobi\u00e7a e explora\u00e7\u00e3o da metr\u00f3pole sobre a col\u00f4nia.\n\nBuscando a separa\u00e7\u00e3o de Portugal, os conjurados almejavam, ainda, o estabelecimento de uma rep\u00fablica, cria\u00e7\u00e3o de casa de moeda, de f\u00e1bricas, educand\u00e1rios, universidades e hospitais. Haveria a cria\u00e7\u00e3o dos s\u00edmbolos nacionais e a separa\u00e7\u00e3o entre Igreja e Estado. Enfim, buscava-se independ\u00eancia e progresso para a Na\u00e7\u00e3o.\n\nEsgotado o ouro, a economia mineira era de base rural. Mas era tamb\u00e9m comandada por homens de conhecimento, cultos, e mantinha-se din\u00e2mica.\n\n<strong>Esses intelectuais encabe\u00e7avam o movimento insurrecional:<\/strong>\u00a0desembargadores, advogados, ouvidores, mineradores, militares. Mas o grande referencial do movimento foi o alferes Joaquim Jos\u00e9 da Silva Xavier, o Tiradentes, maior entre todos os m\u00e1rtires do processo brasileiro de independ\u00eancia, considerado her\u00f3i nacional.\n\nAprendeu os conhecimentos b\u00e1sicos de odontologia com um parente e, por isso, conseguiu a profiss\u00e3o de dentista pr\u00e1tico. Aos 18 anos, optou pela carreira das Armas, alistando-se como alferes no Regimento de Cavalaria de Minas Gerais.\n\nTiradentes teve papel destacado na conspira\u00e7\u00e3o, falava abertamente sobre a necessidade da revolu\u00e7\u00e3o e pregava-a em qualquer lugar; pois esta tornara-se o motivo maior de sua vida.\n\nTra\u00eddo, junto com os demais revolucion\u00e1rios, por Silv\u00e9rio dos Reis, que fez a den\u00fancia para obter perd\u00e3o de sua d\u00edvida para com a Coroa, manteve firmeza em seus depoimentos, resistiu a todas as press\u00f5es; n\u00e3o comprometendo ningu\u00e9m nem oferecendo detalhes.\n\nAp\u00f3s mais de seis meses incomunic\u00e1vel, foi novamente interrogado, e decidiu assumir sozinho a culpa, isentando os demais participantes. Com isso, o revolucion\u00e1rio iluminista entregava sua vida.\n\nEm 18 de abril de 1792 foi lida a senten\u00e7a. Doze inconfidentes foram condenados \u00e0 morte. Mas todos, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o de Tiradentes, tiveram a pena alterada para degredo.\n\nJoaquim Jos\u00e9 da Silva Xavier, o Tiradentes, foi morto na manh\u00e3 de s\u00e1bado do dia 21 de Abril de 1792, em uma forca armada no Largo da Lampadosa, no Rio de Janeiro.\n\nMas o s\u00edmbolo do movimento \u2013 uma bandeira branca com um tri\u00e2ngulo e a express\u00e3o latina Libertas Quae Sera Tamen, que significa Liberdade, ainda que tardia, n\u00e3o morreram com ele.\n\nA Na\u00e7\u00e3o brasileira conheceria a independ\u00eancia, e o ideal de liberdade se tornaria real e palp\u00e1vel para todos.\n\n<strong>Inconfid\u00eancia e Conjura\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nConsidero oportuno esclarecer a diferen\u00e7a entre os termos<strong>\u00a0inconfid\u00eancia e conjura\u00e7\u00e3o<\/strong>. O Dicion\u00e1rio Aur\u00e9lio define conjura\u00e7\u00e3o como uma conspira\u00e7\u00e3o contra a autoridade estabelecida, enquanto inconfid\u00eancia \u00e9 falta de fidelidade para com algu\u00e9m, particularmente para com o soberano ou o Estado.\n\nAs duas defini\u00e7\u00f5es, portanto, podem tratar de um mesmo evento, dependendo do ponto de vista. Para os portugueses, os fatos ocorridos em Minas Gerais significam uma inconfid\u00eancia, enquanto para os brasileiros trata-se de uma conjura\u00e7\u00e3o. Em minha opini\u00e3o, a express\u00e3o correta para este epis\u00f3dio na Hist\u00f3ria do Brasil \u00e9 Conjura\u00e7\u00e3o Mineira, mas tamb\u00e9m ser\u00e1 usada a defini\u00e7\u00e3o Inconfid\u00eancia Mineira, pela populariza\u00e7\u00e3o da express\u00e3o.\n\n<strong>Conjura\u00e7\u00e3o Mineira &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong>\n\n<strong>As origens da Inconfid\u00eancia Mineira<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-159118 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Conjur3-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" \/><strong>Conjura\u00e7\u00e3o Mineira<\/strong><\/p>\nA\u00a0<strong>Conjura\u00e7\u00e3o Mineira<\/strong>, popularmente conhecida como\u00a0<strong>Inconfid\u00eancia Mineira<\/strong>, foi uma conspira\u00e7\u00e3o ocorrida em 1789 na capitania de Minas Gerais contra a Coroa Portuguesa.\n\nA segunda metade do s\u00e9culo XVIII foi um per\u00edodo de intensas mudan\u00e7as ideol\u00f3gicas e pol\u00edticas no mundo ocidental, com os princ\u00edpios de liberdade espalhando-se com o Iluminismo.\n\nIsso aconteceu tamb\u00e9m em Minas Gerais, onde propriet\u00e1rios rurais, intelectuais, cl\u00e9ricos e militares perceberam na independ\u00eancia uma forma de acabar com suas d\u00edvidas com a Coroa Portuguesa e dispor de importantes cargos administrativos e pol\u00edticos, ocupados apenas pelos portugueses.\n\nOs mineiros tinham como principal referencial o sucesso dos ex-colonos ingleses na Am\u00e9rica do Norte, onde a independ\u00eancia foi mantida sem maiores problemas externos ou internos.\n\nDesde 1719 a Coroa Portuguesa arrecadava impostos sobre o ouro descoberto em Minas Gerais no valor de 20% (quinto) do peso. Para tanto proibiu por lei o com\u00e9rcio utilizando ouro em p\u00f3 ou pepitas, sendo permitido somente barras de ouro com o selo da Coroa, que eram feitas nas Casas de Fundi\u00e7\u00e3o, onde se retirava o quinto para os cofres portugueses, fundindo o restante em barras timbradas acompanhadas por certificados em papel numerados e registrados, entregues aos mineradores, que a partir de ent\u00e3o poderiam transportar e negociar o ouro legalmente.\n\nDesde 1734, o valor m\u00ednimo do imposto exigido \u00e0 capitania de Minas Gerais pelo governo portugu\u00eas era de 100 arrobas (1500 quilos) de ouro anuais, que seria recolhido pelas Casas de Fundi\u00e7\u00e3o e encaminhado \u00e0 Portugal. A partir de 1750 se estabelece que quando a meta n\u00e3o fosse atingida, os impostos atrasados seriam cobrados atrav\u00e9s da \u201cDerrama\u201d, uma taxa\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria em que a popula\u00e7\u00e3o de homens-bons (brancos e ricos) deveria completar o que faltasse com o confisco de seu dinheiro, objetos de ouro e propriedades.\n\nA partir de 1764, por conta do esgotamento do ouro encontrado na superf\u00edcie, al\u00e9m de contrabando e corrup\u00e7\u00e3o, a cota n\u00e3o foi mais atingida, decaindo progressivamente ao longo dos anos seguintes.\n\nApesar da orienta\u00e7\u00e3o do governo portugu\u00eas sobre a realiza\u00e7\u00e3o das derramas, ocorreu apenas uma, promovida pelo governador Luiz Diogo em 1765, causando imenso desgaste pol\u00edtico para a Coroa e empobrecimento regional. A partir de ent\u00e3o, embora a cota de 100 arrobas anuais nunca fosse atingida, os \u201chomens-bons\u201d, intimamente ligados ao sistema administrativo do governo da capitania, sempre conseguiam adiar o pagamento das d\u00edvidas e execu\u00e7\u00e3o de novas derramas.\n\nEm 1788 a d\u00edvida de Minas Gerais com a Coroa Portuguesa chegava a 538 arrobas (8070 quilos) de ouro e o primeiro-ministro portugu\u00eas Melo e Castro estava convicto de que as causas do decl\u00ednio da arrecada\u00e7\u00e3o de impostos e ouro estavam na pr\u00e1tica de contrabando e corrup\u00e7\u00e3o, ao contr\u00e1rio do esgotamento das fontes na superf\u00edcie, como afirmavam os colonos. Para resolver esta quest\u00e3o, adotou a pol\u00edtica de cobrar imediatamente a imensa d\u00edvida e em 11 de agosto de 1786 nomeia Lu\u00eds Ant\u00f4nio Furtado de Castro do Rio Mendon\u00e7a e Faro, visconde de Barbacena, para viajar de Portugal e assumir o governo de Minas Gerais, com orienta\u00e7\u00f5es de agir com rigor, ignorando queixas e justificativas dos colonos, fazer uma reforma do sistema de taxas sobre os produtos que entravam na capitania e conclus\u00e3o dos contratos de arremata\u00e7\u00e3o de diamantes, o que prejudicaria os interesses e fortunas da maior parte dos moradores ricos de Minas Gerias, portugueses e brasileiros.\n\nA rainha portuguesa, D. Maria I, insistiu junto ao ministro Melo e Castro que o governador n\u00e3o deveria agir sem antes saber se o povo de Minas Gerais tinha condi\u00e7\u00f5es de suportar a derrama.\n\n<strong>Os planos dos inconfidentes mineiros<\/strong>\n\nEnquanto isso, no Brasil, conspiradores se reuniam em Vila Rica (atual Ouro Preto) planejando uma revolu\u00e7\u00e3o para tornar Minas Gerais independente da Coroa Portuguesa. O alferes (equivalente ao atual posto de tenente) Silva Xavier (Tiradentes), homem pobre, n\u00e3o costumava frequentar estas reuni\u00f5es secretas da elite de Vila Rica.\n\nSua futura intensa participa\u00e7\u00e3o nos acontecimentos causaria estranheza em muitos integrantes da camada social mais rica da col\u00f4nia, justificando-se pela necessidade de algu\u00e9m ousado em divulgar a revolta pretendida e de assumir riscos na ocasi\u00e3o das lutas. Caso a independ\u00eancia fosse alcan\u00e7ada, Tiradentes dificilmente teria import\u00e2ncia no novo governo, sendo provavelmente colocado de lado pelos ricos e influentes l\u00edderes do movimento.\n\nLevando-se em considera\u00e7\u00e3o sua falta de erudi\u00e7\u00e3o para os atos legislativos e administrativos de um in\u00edcio de governo, aliado a seu temperamento explosivo, \u00e9 de se imaginar que o promoveriam e nomeariam chefe militar de alguma localidade na fronteira entre Minas Gerais e Rio de Janeiro ou outra prov\u00edncia que n\u00e3o aderisse ao movimento de independ\u00eancia, aproveitando de suas habilidades militares para resistir e posteriormente expandir a rep\u00fablica no territ\u00f3rio portugu\u00eas da Am\u00e9rica, at\u00e9 sua morte em combate ou captura pelos portugueses.\n\nDiverg\u00eancias entre os conspiradores causaram o enfraquecimento do movimento na hora cr\u00edtica da tomada de uma decis\u00e3o com o desenrolar dos fatos.\n\nTiradentes e alguns conspiradores defendiam o fim da escravid\u00e3o, mas a maioria dos envolvidos era contr\u00e1ria.\n\nJos\u00e9 \u00c1lvares Maciel afirmou que a liberta\u00e7\u00e3o dos escravos faria com que faltassem bra\u00e7os para trabalhar na minera\u00e7\u00e3o e na lavoura do novo pa\u00eds, que se tornaria pobre e vulner\u00e1vel.\n\nPor fim ficou acertado que seriam libertados os negros e mulatos nascidos no Brasil, mas n\u00e3o os escravos comprados da \u00c1frica. Com esta estrat\u00e9gia, esperavam conquistar a coopera\u00e7\u00e3o da maioria da grande popula\u00e7\u00e3o negra nas lutas pela independ\u00eancia, diminuindo os preju\u00edzos e resist\u00eancia dos grandes fazendeiros. A quest\u00e3o da liberdade para os escravos, no contexto da Conjura\u00e7\u00e3o Mineira, deve ser entendida como uma atitude mais pol\u00edtica do que ideol\u00f3gica. A luta dos conjurados era por autonomia, n\u00e3o liberdade.\n\nHavia diverg\u00eancia entre os conspiradores tamb\u00e9m sobre o sistema pol\u00edtico a ser adotado. A maioria era a favor da forma republicana, mas outros, como o c\u00f4nego Lu\u00eds Vieira da Silva, defendiam a ado\u00e7\u00e3o de uma monarquia com poderes limitados. A forma republicana foi a vencedora no voto da maioria.\n\nO destino do visconde de Barbacena tamb\u00e9m n\u00e3o foi unanimidade. Alguns queriam a expuls\u00e3o enquanto outros queriam sua execu\u00e7\u00e3o, sendo a \u00faltima op\u00e7\u00e3o decidida pela maioria, por acreditarem que um movimento revolucion\u00e1rio sem a morte dos principais advers\u00e1rios n\u00e3o conseguiria convencer ou animar novos volunt\u00e1rios, essenciais para conter os ataques da Coroa Portuguesa.\n\nOutras decis\u00f5es tiveram maior consenso. Inclu\u00edam a cria\u00e7\u00e3o de uma Casa da Moeda, onde se recolheria o ouro, ficando em circula\u00e7\u00e3o o papel-moeda; o cancelamento de d\u00edvidas com o governo; liberdade para extra\u00e7\u00e3o dos diamantes; explora\u00e7\u00e3o do min\u00e9rio de ferro; cria\u00e7\u00e3o de uma f\u00e1brica de p\u00f3lvora em Borda do Campo (Barbacena); pr\u00eamio do governo para mulheres que gerassem acima de determinado n\u00famero de filhos (como forma de aumentar rapidamente a popula\u00e7\u00e3o da nova na\u00e7\u00e3o, garantindo futuras for\u00e7as para manter sua independ\u00eancia; tendo em vista tamb\u00e9m a superioridade num\u00e9rica dos negros e o grande n\u00famero de portugueses na popula\u00e7\u00e3o mineira); e a confec\u00e7\u00e3o de tecidos em f\u00e1bricas locais, que vestiriam os ricos e os pobres.\n\nCada cidade teria um parlamento, subordinado ao parlamento principal, com sede na capital da nova rep\u00fablica, S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, localizada em uma \u00e1rea mais favor\u00e1vel para a expans\u00e3o da lavoura e pecu\u00e1ria, atividades econ\u00f4micas que o novo pa\u00eds necessitava em decorr\u00eancia da decad\u00eancia da minera\u00e7\u00e3o. Este governo seria entregue a Tom\u00e1s Ant\u00f4nio Gonzaga, que o exerceria durante tr\u00eas anos, ao fim dos quais seriam realizadas elei\u00e7\u00f5es anuais.\n\nO programa de governo previa tamb\u00e9m a instala\u00e7\u00e3o da primeira universidade no territ\u00f3rio brasileiro, em Vila Rica, e a cria\u00e7\u00e3o de escolas, casas de caridade e hospitais, que seriam mantidos pelos padres com o dinheiro de suas par\u00f3quias atrav\u00e9s do d\u00edzimo, deixando este de ser cobrado pelo poder civil. N\u00e3o haveria um ex\u00e9rcito permanente, que seria substitu\u00eddo por mil\u00edcias nacionais, das quais participariam todos os cidad\u00e3os em caso de necessidade.\n\nO nome do novo pa\u00eds n\u00e3o ficou decidido porque a maioria dos conjurados queria saber at\u00e9 que ponto outras partes do Brasil estavam dispostas a aderir \u00e0 luta pela independ\u00eancia com rela\u00e7\u00e3o a Portugal.\n\nFoi decidido o esbo\u00e7o de uma bandeira, influenciada por Cl\u00e1udio Manuel da Costa, Alvarenga Peixoto e Tiradentes, mas por motivo de seguran\u00e7a esta nunca chegou a existir concretamente, aguardando o in\u00edcio da revolta para sua confec\u00e7\u00e3o. A bandeira idealizada pelos inconfidentes era id\u00eantica \u00e0 atual bandeira do estado de Minas Gerais, com a diferen\u00e7a que o tri\u00e2ngulo era verde, a cor-s\u00edmbolo da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa.\n\nComo a vigil\u00e2ncia do governo portugu\u00eas era especialmente intensa em Minas Gerais por conta da explora\u00e7\u00e3o do ouro e pedras preciosas, al\u00e9m dos constantes conflitos devido a descontentamentos com os impostos, n\u00e3o era poss\u00edvel uma extensa divulga\u00e7\u00e3o antecipada do movimento. A derrama, esperada para fevereiro ou mar\u00e7o de 1789, seria utilizada como fator decisivo para o levante.\n\nAtrav\u00e9s dos preju\u00edzos dela se pretendia reunir as insatisfa\u00e7\u00f5es da popula\u00e7\u00e3o com a domina\u00e7\u00e3o colonial, sustentando a luta pela independ\u00eancia. A senha para o in\u00edcio da revolta seria hoje \u00e9 o dia do batizado, estando a data vinculada ao dia da execu\u00e7\u00e3o da derrama.\n\n<strong>Como seria a revolu\u00e7\u00e3o da Conjura\u00e7\u00e3o Mineira<\/strong>\n\nA a\u00e7\u00e3o come\u00e7aria com um tumulto em Vila Rica provocado por pequenos grupos com armas escondidas debaixo dos casacos, com tiros em locais escondidos e gritos de assassinato.\n\nQuando a cavalaria dos Drag\u00f5es Del Rey fosse convocada de seu quartel em Cachoeira (atual Cachoeira do Campo, distante aproximadamente 20 quil\u00f4metros de Vila Rica) para estabelecer a ordem em Vila Rica, o comandante do Regimento e inconfidente, tenente-coronel Paula Freire, retardaria a sa\u00edda da tropa, dando tempo para que Tiradentes fosse para o Pal\u00e1cio da Cachoeira (resid\u00eancia dos governadores da capitania de Minas Gerais localizada em Cachoeira, devido ao clima \u00famido e chuvoso de Vila Rica, al\u00e9m do tumulto causado na capital pela atividade de sua minera\u00e7\u00e3o urbana).\n\nTiradentes mataria o governador e o degolaria, indo para Vila Rica com a cabe\u00e7a, onde se encontraria com Paula Freire. O tenente-coronel, junto \u00e0 tropa, perguntaria \u00e0 multid\u00e3o o que pretendia com o tumulto.\n\nTiradentes ent\u00e3o, mostrando a cabe\u00e7a do governador, gritaria que desejavam a liberdade, esperando que tal circunst\u00e2ncia induzisse o povo a se unir na luta pela independ\u00eancia.\n\nAs vilas vizinhas estariam prontas para dar o apoio necess\u00e1rio. O padre Rolim ficou com a responsabilidade de tomar o arraial do Tijuco (atual Diamantina) e o Distrito Diamantino, fornecendo 200 homens armados vindos das localidades de Serro do Frio (Serro) e de Minas Novas. Padre Toledo e seu irm\u00e3o, o sargento-mor (equivalente ao atual major) Lu\u00eds Vaz de Toledo Piza, responderiam pelo levante na regi\u00e3o de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, S\u00e3o Jos\u00e9 del-Rei (atual Tiradentes), Borda do Campo (Barbacena) e S\u00e3o Bento do Tamandu\u00e1 (Itapecerica).\n\nAlvarenga Peixoto levaria o movimento a Rio Verde, onde ficavam suas propriedades.\n\nOs revoltosos previam que a luta duraria tr\u00eas anos. Calcularam que junto aos mineradores haveria p\u00f3lvora, al\u00e9m de armas e comida, suficientes para a resist\u00eancia inicial.\n\nPadre Rolim se comprometeu a fornecer parte da p\u00f3lvora adicional necess\u00e1ria, sendo outra parte providenciada pelo comerciante Domingos de Abreu Vieira.\n\nJos\u00e9 \u00c1lvares Maciel instalaria uma f\u00e1brica de p\u00f3lvora em Borda do Campo (Barbacena) para resolver a quest\u00e3o do abastecimento para os futuros combates.\n\nO ouro dos impostos que se encontrava nas Casas de Fundi\u00e7\u00e3o, aguardando o envio \u00e0 Portugal, seria utilizado para pagar as tropas e gastos da campanha.\n\nUma vez iniciado o levante em Minas Gerais, seriam enviados emiss\u00e1rios para as capitanias do Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo para convidar os simpatizantes republicanos locais a se unirem ao novo pa\u00eds.\n\nNa estimativa dos mineiros, se conseguissem a ades\u00e3o de ao menos uma das duas capitanias, se formaria um bloco de grande influ\u00eancia econ\u00f4mica e pol\u00edtica no centro do territ\u00f3rio portugu\u00eas na Am\u00e9rica, com sa\u00edda para o mar que permitiria o com\u00e9rcio e contato diplom\u00e1tico com os Estados Unidos e Europa em busca de fortalecimento financeiro e diplom\u00e1tico, que com o tempo levaria \u00e0 ades\u00e3o de outras capitanias do Brasil insatisfeitas com o dom\u00ednio portugu\u00eas. Se n\u00e3o conseguissem a ades\u00e3o de S\u00e3o Paulo ou Rio de Janeiro, causariam tumultos em seu interior suficientes para manter tropas no local, aliviando a press\u00e3o dos combates em Minas Gerais, dando tempo para consolidar os recursos humanos e materiais necess\u00e1rios para a defesa do territ\u00f3rio.\n\nO planejamento previa o combate \u00e0s tropas vindas do Rio de Janeiro, armando tr\u00eas ou quatro emboscadas de negros e mulatos acostumados ao mato em pontos estrat\u00e9gicos nas serras para desgastar e bloquear as tropas do vice-rei.\n\nO comando caberia ao sargento-mor Lu\u00eds Vaz de Toledo Piza, que tamb\u00e9m usaria parte do ouro confiscado dos portugueses para pagar mercen\u00e1rios paulistas, que atacariam as tropas cariocas pela retaguarda, quando estas invadissem Minas Gerais.\n\n<strong>A pris\u00e3o de Tiradentes<\/strong>\n\nEm fevereiro de 1789, o visconde de Barbacena, apesar de pressionado pelo governo portugu\u00eas, baseando-se na orienta\u00e7\u00e3o da rainha, adiava a cobran\u00e7a da derrama, preocupado em medir os \u00e2nimos da popula\u00e7\u00e3o e a possibilidade de pagamentos parciais das pessoas mais ricas da regi\u00e3o.\n\nCom a demora da derrama, e preocupado que se descobrisse a conspira\u00e7\u00e3o que j\u00e1 estava com os contatos e recursos prontos, no come\u00e7o de mar\u00e7o Tiradentes parte para o Rio de Janeiro, procurando apoio na capitania para o levante. Esperava estreitar contatos com militares cariocas, sondar a possibilidade de obter mais armas e conquistar novos adeptos ao longo do trajeto.\n\nNo caminho encontrou-se com o inconfidente Joaquim Silv\u00e9rio dos Reis, que se dirigia ao governador atendendo convoca\u00e7\u00e3o deste para esclarecer detalhes sobre a enorme que possu\u00eda com a Coroa Portuguesa em impostos. Informado pelo alferes da proximidade do levante, Silv\u00e9rio dos Reis apavora-se com a forma empolgada e imprudente que Tiradentes anunciava a revolu\u00e7\u00e3o a todos e decide procurar perd\u00e3o de sua d\u00edvida atrav\u00e9s da den\u00fancia.\n\nEm 15 de mar\u00e7o de 1789, Silv\u00e9rio dos Reis tem uma audi\u00eancia privada com o visconde de Barbacena e, em depoimento por escrito, relata os detalhes que sabia da conspira\u00e7\u00e3o e os nomes dos envolvidos.\n\nNa semana seguinte \u00e0 den\u00fancia, o governador suspende a derrama, levantando com isso a suspeita dos conspiradores. O inconfidente e ouvidor Tom\u00e1s Ant\u00f4nio Gonzaga se dirige ao governador, sondando os motivos da suspens\u00e3o da derrama, incentivando-o a realiz\u00e1-la para satisfazer as exig\u00eancias da Coroa. Alvarenga Peixoto e outros conspiradores, tentando aliviar de si poss\u00edveis suspeitas e sondando a possibilidade da derrama ser realizada, aparecem de tempos em tempos no pal\u00e1cio do governador em Cachoeira para felicit\u00e1-lo pela s\u00e1bia medida de adiar a cobran\u00e7a.\n\nO visconde de Barbacena, mesmo sabendo da participa\u00e7\u00e3o destes no levante, habilmente os recebe e lhes d\u00e1 informa\u00e7\u00f5es vagas sobre a possibilidade da derrama.\n\nEnquanto isso envia uma mensagem confidencial ao vice-rei no Rio de Janeiro informando sobre a situa\u00e7\u00e3o e solicita o envio de tropas confi\u00e1veis. Diante da aus\u00eancia de uma resposta, em 19 de abril de 1789, partindo de Cachoeira, envia Joaquim Silv\u00e9rio dos Reis ao vice-rei com a den\u00fancia por escrito da conspira\u00e7\u00e3o, com ordens para que o mesmo relatasse pessoalmente os fatos ao vice-rei e solicitasse o envio de tropas.\n\nPara manter os conspiradores desprevenidos, o vice-rei Dom Lu\u00eds de Vasconcelos e Souza n\u00e3o ordena a imediata pris\u00e3o de Tiradentes.\n\nApenas nega-lhe o passaporte necess\u00e1rio para que retorne \u00e0 Minas Gerais e manda Joaquim Silv\u00e9rio encontr\u00e1-lo com o pretexto de dar-lhe not\u00edcias sobre Vila Rica.\n\nQuando Joaquim Silv\u00e9rio se encontra com Tiradentes, lhe diz que a derrama foi suspensa em Minas Gerais e que o visconde de Barbacena desconfia de algo.\n\nTiradentes, que j\u00e1 havia percebido que estava sendo constantemente vigiado por dois militares do Batalh\u00e3o de Granadeiros, despista os perseguidores, arma-se de um bacamarte (pistola de um ou dois tiros), cedido por um amigo e procura ref\u00fagio na casa da vi\u00fava In\u00e1cia, que lhe devia o favor da cura de sua filha. A vi\u00fava, assustada, alega ser uma mulher sozinha e com filha solteira em casa, n\u00e3o podendo abrigar um homem.\n\nArruma-lhe, por\u00e9m, um lugar na casa do torneiro Domingos Fernandes da Cruz, na Rua dos Latoeiros.\n\nTiradentes ficou escondido neste local por tr\u00eas dias, enquanto eram realizadas buscas nas casas da cidade por ordem do vice-rei. Querendo retornar para Minas Gerais, na manh\u00e3 de 09 de maio solicita ao amigo, padre In\u00e1cio Nogueira, que procure Joaquim Silv\u00e9rio pedindo-lhe o dinheiro necess\u00e1rio para a fuga. Joaquim Silv\u00e9rio, insistindo em saber o local do esconderijo de Tiradentes, desperta a desconfian\u00e7a do padre, que promete voltar a fazer contato em breve, deixando, entretanto, seu pr\u00f3prio endere\u00e7o.\n\nEm 10 de maio de 1789 o padre \u00e9 preso e, sob tortura, informa a localiza\u00e7\u00e3o de Tiradentes. Na mesma noite, a guarda cerca a casa do torneiro e prende Tiradentes, que se escondia no s\u00f3t\u00e3o, encarcerando-o no forte da Ilha das Cobras. Por ordem do vice-rei, tamb\u00e9m \u00e9 preso na mesma noite e na mesma pris\u00e3o, em cela separada, o delator Joaquim Silv\u00e9rio.\n\n<strong>A atua\u00e7\u00e3o do visconde de Barbacena<\/strong>\n\nOnze dias depois, em 21 de maio, era preso Tom\u00e1s Ant\u00f4nio Gonzaga em Vila Rica, seguido pelos demais conspiradores, em um total de 34 pris\u00f5es em Minas Gerais, realizadas de forma r\u00e1pida e bem planejada pelo visconde de Barbacena, impedindo a fuga de praticamente todos os acusados sem disparar um \u00fanico tiro. Somente o padre Rolim consegue escapar de Vila Rica, indo para o Distrito Diamantino, onde foi preso em uma gruta de uma das fazendas de seu pai somente em 11 de outubro do mesmo ano, ap\u00f3s quase cinco meses de busca.\n\nA inseguran\u00e7a e o medo aumentaram entre os mineiros com as not\u00edcias do confisco dos bens dos presos e da devassa (processo de investiga\u00e7\u00e3o) j\u00e1 determinada pelo vice-rei.\n\nO visconde de Barbacena estava mantendo um esquema de subornos de pessoas ricas envolvidas na conspira\u00e7\u00e3o para n\u00e3o denunci\u00e1-las.\n\nBaseando-se na carta de den\u00fancia de Joaquim Silv\u00e9rio, o vice-rei j\u00e1 havia mandado abrir uma devassa no Rio de Janeiro em 07 de maio, que come\u00e7ou a funcionar efetivamente com a pris\u00e3o de Tiradentes.\n\nForam assegurados amplos poderes ao desembargador Coelho Torres e ao ouvidor Marcelino Pereira Cieto, al\u00e9m de for\u00e7a militar colocada \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o.\n\nEm 22 de maio ocorreu o primeiro interrogat\u00f3rio de Tiradentes, seguido de outros dois onde ele negou saber de qualquer conspira\u00e7\u00e3o. Com a recusa de Tiradentes em falar, o vice-rei manda os encarregados da devassa carioca para Minas Gerais, recolher declara\u00e7\u00f5es das testemunhas e voltar para encerrar o inqu\u00e9rito com urg\u00eancia.\n\nEnquanto os magistrados viajam para Minas com uma c\u00f3pia das investiga\u00e7\u00f5es realizadas at\u00e9 o momento, se desencontram com os prisioneiros de Vila Rica, que estavam sendo deslocados para o Rio de Janeiro.\n\nO desencontro faz com que o inqu\u00e9rito carioca permane\u00e7a paralisado.\n\nO visconde de Barbacena preocupa-se com a devassa do vice-rei, seu tio. Sabia n\u00e3o ser mais poss\u00edvel resolver a quest\u00e3o com um inqu\u00e9rito local, mas ainda precisava proteger alguns de seus aliados.\n\nEra \u00f3bvio seu envolvimento com o rico contratador Jo\u00e3o Rodrigues de Macedo, com quem j\u00e1 havia acertado um bom pre\u00e7o por sua prote\u00e7\u00e3o. Macedo participou ativamente da conspira\u00e7\u00e3o, cedendo sua casa (atual Casa os Contos) para reuni\u00f5es, mesmo local onde ficaram presos alguns dos conspiradores por falta de espa\u00e7o na cadeia at\u00e9 serem enviados para o Rio de Janeiro e onde morreu um dos detidos, Cl\u00e1udio Manuel da Costa, encontrado enforcado em sua cela e que teve a causa da morte oficialmente informada como suic\u00eddio.\n\nSeria desastrosa e f\u00e1cil a liga\u00e7\u00e3o em uma investiga\u00e7\u00e3o entre o contratador e o governador, causando suspeita a morte ocorrida na casa. Al\u00e9m disso, planejava ganhar mais dinheiro com outros homens ricos da regi\u00e3o que estavam envolvidos ou sabiam da conspira\u00e7\u00e3o e at\u00e9 o momento se encontravam afastados das investiga\u00e7\u00f5es.\n\nA certeza do assassinato de Cl\u00e1udio da Costa entre a popula\u00e7\u00e3o de Vila Rica era tamanha na \u00e9poca que foi realizada missa pela alma do morto, o que \u00e9 negado aos suicidas.\n\nUma das hip\u00f3teses \u00e9 que o mandante do crime seria o governador, outra hip\u00f3tese \u00e9 que o respons\u00e1vel seria Macedo, dono da casa onde o morto estava preso. A explica\u00e7\u00e3o, em ambos os casos, seria a certeza de uma comprometedora confiss\u00e3o do falecido no Rio de Janeiro, denunciando os envolvidos na conspira\u00e7\u00e3o e a participa\u00e7\u00e3o de outras pessoas ricas e influentes no jogo de alian\u00e7as e subornos para permanecerem \u00e0 margem de acusa\u00e7\u00f5es formais.\n\nPara surpresa e irrita\u00e7\u00e3o do vice-rei, o governador abre sua pr\u00f3pria devassa em 12 de junho, nomeando o ouvidor de Vila Rica, Ara\u00fajo Saldanha e o ouvidor de Sabar\u00e1, Jos\u00e9 C\u00e9sar Caetano Manitti. Deste modo, o visconde teria controle sobre as informa\u00e7\u00f5es que chegariam ao vice-rei e, consequentemente, ao Reino, podendo proteger a si mesmo e aos aliados que pagassem por sua prote\u00e7\u00e3o.\n\nOs dois magistrados mineiros se empenharam em desenvolver seu inqu\u00e9rito rapidamente, antes da chegada dos emiss\u00e1rios do vice-rei. H\u00e1 evid\u00eancias de que ambos receberam altos subornos para distorcer informa\u00e7\u00f5es.\n\nCom a transfer\u00eancia dos prisioneiros para o Rio de Janeiro, o visconde de Barbacena perdeu progressivamente o controle sobre as informa\u00e7\u00f5es da conspira\u00e7\u00e3o divulgadas \u00e0s autoridades metropolitanas.\n\nOs dois magistrados portugueses enviados pelo vice-rei \u00e0 Vila Rica perceberam as manobras e alian\u00e7as pol\u00edticas que se formaram e, em relat\u00f3rio particular do desembargador Torres ao vice-rei no Rio de Janeiro, p\u00f4s em evid\u00eancia os s\u00e9rios ind\u00edcios contra as pessoas que estavam sob a prote\u00e7\u00e3o do governador em Minas Gerais.\n\nO vice-rei ficou em uma situa\u00e7\u00e3o complicada. Se por um lado desejava mostrar efici\u00eancia para a Corte com uma investiga\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e completa dos fatos, por outro lado o visconde de Barbacena era seu sobrinho e den\u00fancias sobre sua conduta causariam preju\u00edzos nas alian\u00e7as do c\u00edrculo familiar, que tamb\u00e9m envolviam prest\u00edgio pol\u00edtico e dinheiro.\n\nA investiga\u00e7\u00e3o conseguiu juntar apenas depoimentos, n\u00e3o tendo nenhuma prova concreta da conjura\u00e7\u00e3o, como armas ou documentos. Para a Coroa Portuguesa a situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o oferecia perigo, uma vez que os principais conspiradores j\u00e1 estavam presos, com seus bens e propriedades confiscados.\n\nEm Vila Rica e nas demais cidades mineiras envolvidas na conspira\u00e7\u00e3o j\u00e1 haviam chegado tropas portuguesas confi\u00e1veis para refor\u00e7ar as guarni\u00e7\u00f5es locais e garantir a ordem. Paralisado nesta conjuntura, restou ao vice-rei administrar a frustra\u00e7\u00e3o de ver seus interesses prejudicados e n\u00e3o ter resultados conclusivos na emin\u00eancia de sua substitui\u00e7\u00e3o pelo novo Vice-Rei do Brasil que viria de Portugal, o Conde de Resende.\n\n<strong>Os inconfidentes mineiros na pris\u00e3o<\/strong>\n\nO padre Toledo foi o primeiro a confessar sua participa\u00e7\u00e3o durante os depoimentos no Rio de Janeiro aos nomeados pelo vice-rei. No dia 27 de novembro de 1789, em depoimento escrito, descreveu detalhadamente as reuni\u00f5es, os planos e os nomes dos envolvidos. O segundo a confessar foi o tenente-coronel Freire de Andrade, que al\u00e9m de confirmar as informa\u00e7\u00f5es do depoimento do padre Toledo, afirmou ter participado da conspira\u00e7\u00e3o para denunci\u00e1-la ao visconde de Barbacena em momento oportuno. Baseando-se nos autos da devassa, pode-se afirmar que os demais presos seguiram procedimento parecido ao de Freire de Andrade.\n\nEm 18 de janeiro de 1790, ap\u00f3s sete meses e meio na cela, sem depor, Tiradentes \u00e9 chamado para seu quarto interrogat\u00f3rio. Se em seus primeiros tr\u00eas interrogat\u00f3rios, negou a conspira\u00e7\u00e3o, afirmando apenas pensar que a derrama em Minas Gerais seria m\u00e1 pol\u00edtica para Portugal, neste afirma ser ele o l\u00edder da conspira\u00e7\u00e3o, diminuindo o envolvimento dos demais.\n\nCom a inten\u00e7\u00e3o de desacreditar a gravidade da rebeli\u00e3o e, consequentemente, obter atenuantes para sua situa\u00e7\u00e3o, justificou sua posi\u00e7\u00e3o de rebeldia como resultado da insatisfa\u00e7\u00e3o por n\u00e3o ter recebido nenhuma promo\u00e7\u00e3o na carreira militar.\n\nEm 29 de janeiro de 1790, o delator Joaquim Silv\u00e9rio dos Reis \u00e9 libertado da pris\u00e3o na Ilha das Cobras, sendo posteriormente recompensado com o perd\u00e3o das d\u00edvidas, uma pens\u00e3o vital\u00edcia, um cargo p\u00fablico em Minas Gerais, uma mans\u00e3o e condecora\u00e7\u00f5es.\n\nOs ju\u00edzes portugueses Sebasti\u00e3o de Vasconcelos Coutinho, Ant\u00f4nio Gomes Ribeiro e Ant\u00f4nio Dinis da Cruz e Silva chegaram ao Rio de Janeiro e tomaram posse em 17 de janeiro de 1791.\n\nTraziam orienta\u00e7\u00f5es da rainha D. Maria I de que os r\u00e9us pertencentes ao clero fossem julgados separadamente e tivessem suas senten\u00e7as mantidas em segredo, aguardando confirma\u00e7\u00e3o da rainha para sua aplica\u00e7\u00e3o.\n\nOs ju\u00edzes traziam tamb\u00e9m uma carta assinada pela rainha permitindo a modifica\u00e7\u00e3o das penas, desde que os r\u00e9us se fizessem merecedores de sua real clem\u00eancia.\n\n<strong>O julgamento de Tiradentes e dos inconfidentes mineiros<\/strong>\n\nAs investiga\u00e7\u00f5es foram realizadas at\u00e9 outubro de 1791, quando come\u00e7ou a fase de julgamento. O advogado dos presos se empenhou para representar eficientemente os acusados, apresentando embargos que alegavam a falta de provas materiais contra todos e insanidade no caso de Tiradentes, mas os resultados do julgamento j\u00e1 estavam definidos.\n\nDas 34 pris\u00f5es realizadas, ao t\u00e9rmino das investiga\u00e7\u00f5es e processo judicial, foram anunciadas 24 condena\u00e7\u00f5es. Os demais r\u00e9us foram libertados, considerando-se pena suficiente os tr\u00eas anos de cadeia, enquanto aguardavam a conclus\u00e3o da devassa.\n\n<strong>No dia 18 de abril de 1792, os cinco r\u00e9us eclesi\u00e1sticos receberam suas senten\u00e7as:<\/strong>\u00a0tr\u00eas condenados \u00e0 forca e dois ao degredo perp\u00e9tuo na \u00c1frica.\n\nSequencialmente, na madrugada do dia seguinte, 19, \u00e0s duas horas, iniciou-se a leitura da senten\u00e7a para os 29 civis e militares. As senten\u00e7as foram lidas em um ambiente confuso, com a presen\u00e7a dos acusados, de nove ju\u00edzes de Al\u00e7ada, do novo vice-rei, Conde de Resende, e de guardas das tropas portuguesas com armas preparadas e carregadas.\n\nOs regimentos de reserva da cidade foram mobilizados e os regimentos portugueses guarneciam os edif\u00edcios p\u00fablicos, numa demonstra\u00e7\u00e3o de for\u00e7a. A leitura completa das senten\u00e7as durou dezoito horas.\n\nDas condena\u00e7\u00f5es anunciadas, 11 acusados foram sentenciados \u00e0 morte pelo crime de lesa-majestade (trai\u00e7\u00e3o cometida contra o Rei), tendo seus bens confiscados e inf\u00e2mia de mem\u00f3ria por tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es, o que causaria restri\u00e7\u00f5es sociais e financeiras aos filhos e netos dos condenados.\n\nNo dia 20 de abril o advogado dos condenados apresentou ao Tribunal da Al\u00e7ada embargos para a defesa, pedindo a revis\u00e3o das penas. J\u00e1 no mesmo dia, a Al\u00e7ada despachou senten\u00e7a desfavor\u00e1vel.\n\nO advogado requereu vista no processo para apresentar segundos embargos. Deram-lhe meia hora e, novamente, o tribunal de imediato negou o pedido de mudan\u00e7a nas senten\u00e7as.\n\nAinda no dia 20 de abril de 1792, o Tribunal da Al\u00e7ada mandou reunir novamente todos os condenados. Por quatro horas falaram, trocando acusa\u00e7\u00f5es, chorando e murmurando coisas incompreens\u00edveis.\n\nDepois foram presos com correntes ligadas \u00e0s janelas da sala. Ent\u00e3o foi lida, solenemente, a carta de clem\u00eancia da rainha. Todas as senten\u00e7as, exceto a do alferes Silva Xavier, foram modificadas para banimento para a \u00c1frica. Houve ent\u00e3o muito choro, n\u00e3o faltando vivas \u00e0 D. Maria I. O confisco dos bens pela C\u00e2mara Real foi mantido para todos os condenados.\n\nPor ordem da rainha D. Maria I, todos os padres condenados tiveram suas sigilosas senten\u00e7as de morte e degredo para a \u00c1frica modificadas para ex\u00edlio perp\u00e9tuo em conventos e mosteiros em Portugal.\n\n<strong>O enforcamento de Tiradentes<\/strong>\n\nA senten\u00e7a de enforcamento de Tiradentes foi executada publicamente em 21 de abril de 1792 no Campo da Lampadosa, na cidade do Rio de Janeiro.\n\nA execu\u00e7\u00e3o foi planejada como uma demonstra\u00e7\u00e3o de for\u00e7a da Coroa Portuguesa. A popula\u00e7\u00e3o recebeu ordens, mediante amea\u00e7a de puni\u00e7\u00e3o, e enfeitou as janelas, varandas e portas das casas com flores e colchas coloridas.\n\n<strong>O novo vice-rei colocou nas ruas praticamente toda a guarni\u00e7\u00e3o militar dispon\u00edvel:<\/strong>\u00a0tr\u00eas regimentos de infantaria e os outros tr\u00eas regimentos portugueses de elite.\n\nNo in\u00edcio do dia os quart\u00e9is estavam prontos para marchar, tropa com fardamento novo, armas polidas e enfeitadas com flores. Aproximadamente \u00e0s sete horas da manh\u00e3 o negro condenado Capit\u00e2nia, que servia de carrasco, acompanhado de dois oficiais de justi\u00e7a, entrou no orat\u00f3rio da cadeia com uma corda comprida e grossa e um camisol\u00e3o branco, a alva dos condenados.\n\nTiradentes estava com o cabelo e barba raspados, como era obrigat\u00f3rio entre os condenados.\n\nAntes das nove horas, os port\u00f5es da cadeia se abrem e surge uma companhia de soldados de infantaria da tropa portuguesa de elite, seguido de um grupo de frades franciscanos. Tiradentes vem ap\u00f3s, puxado pelo carrasco. Na sa\u00edda da cadeia forma-se o cortejo, tendo \u00e0 frente uma fanfarra, seguida pela Irmandade da Miseric\u00f3rdia, vindo depois por religiosos em geral, seguidos depois pelo carrasco e seus auxiliares conduzindo Tiradentes. Imediatamente ap\u00f3s seguiam o escriv\u00e3o, o desembargador-de-crime, o juiz de fora e o ouvidor. Fechando o cortejo seguiam, com as espadas em m\u00e3os, os portugueses da Segunda Companhia do Esquadr\u00e3o de Cavalaria da Guarda, com uniforme de gala e cavalos enfeitados.\n\nDurante o trajeto pelas ruas do centro da cidade (Rua da Cadeia, Largo da Carioca, Rua do Piolho e Campo de S\u00e3o Domingos), frades colhiam esmolas para rezar missas pela alma do condenado. Ao mesmo tempo, os oficiais de justi\u00e7a anunciavam aos gritos a senten\u00e7a \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. O cortejo parou alguns instantes em frente da Igreja da Lampadosa, onde dentro celebrava-se uma missa, e seguiu em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 nova forca, constru\u00edda mais alta (necessitando de uma escada com 24 degraus) para possibilitar que a multid\u00e3o visse o cumprimento da senten\u00e7a.\n\nAo chegar \u00e0 forca, houve rufar de tambores, toques de clarim e sinos das igrejas. Tiradentes sobe a escada da forca balbuciando coisas incompreens\u00edveis, olhando fixamente o crucifixo de aproximadamente dois palmos que desde a sa\u00edda da cadeia estava entre suas m\u00e3os amarras por cordas. Aguarda no estrado da forca enquanto o frei Jos\u00e9 de Jesus Maria do Desterro, guardi\u00e3o do Convento de Santo Ant\u00f4nio, faz longo discurso recriminando os males da desobedi\u00eancia \u00e0 vontade real e divina, ao final do qual desce a escada recitando o Pai-Nosso.\n\nO carrasco empurra Tiradentes para o espa\u00e7o. Os tambores rufam e voltam a badalar os sinos das igrejas que ficaram silenciosos durante o discurso do frei. As pernas de Tiradentes se agitam no ar e, para acabar rapidamente com a agonia, o carrasco sobe nos ombros do condenado, cavalgando seu corpo e arrochando a corda que envolve o pesco\u00e7o.\n\nAp\u00f3s a morte o povo se dispersa aos poucos, enquanto os batalh\u00f5es, formados em tri\u00e2ngulo, davam vivas \u00e0 rainha. Pelas esquinas estavam afixados editais determinando aos vassalos da Am\u00e9rica colocarem lumin\u00e1rias por tr\u00eas dias, esperando que n\u00e3o sejam necess\u00e1rias puni\u00e7\u00f5es e penas contras os que desobedecerem \u00e0s ordens, que devem ser cumpridas com a maior satisfa\u00e7\u00e3o e vontade.\n\nDepois do enforcamento de Tiradentes, o Conde de Resende promoveu comemora\u00e7\u00f5es pelo fracasso da conspira\u00e7\u00e3o e condena\u00e7\u00e3o dos envolvidos, entre festas e missas solenes no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.\n\n<strong>A decapita\u00e7\u00e3o e esquartejamento de Tiradentes<\/strong>\n\nAp\u00f3s a execu\u00e7\u00e3o, o corpo foi levado em uma carreta do ex\u00e9rcito para a Casa do Trem (hoje parte do Museu Hist\u00f3rico Nacional), onde foi esquartejado.\n\nCom seu sangue se lavrou a certid\u00e3o de que estava cumprida a senten\u00e7a, onde se determinava que as partes de seu corpo deveriam ser expostas at\u00e9 que o tempo as consumisse, seus bens fossem confiscados para a C\u00e2mara Real, a casa alugada em que vivia em Vila Rica fosse arrasada e seu propriet\u00e1rio indenizado, sendo seu terreno salgado para que em seu ch\u00e3o nada mais crescesse ou edificasse, levantando no local um monumento pelo qual deveria se conservar em mem\u00f3ria a inf\u00e2mia do abomin\u00e1vel r\u00e9u, bem como de seus filhos e netos.\n\nAp\u00f3s o esquartejamento, o tronco do corpo de Tiradentes foi entregue \u00e0 Santa Casa de Miseric\u00f3rdia (institui\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel pelos cemit\u00e9rios na \u00e9poca), sendo enterrado como indigente em lugar ignorado.\n\n<strong>A cabe\u00e7a, bra\u00e7os e pernas foram salgados para n\u00e3o apodrecerem rapidamente, acondicionados em sacos de couro e enviados para Minas Gerais, sendo pregados em pontos do Caminho Novo da Estrada Real onde Tiradentes pregou suas ideias revolucion\u00e1rias<\/strong>: bra\u00e7o direito em Borda do Campo (Barbacena), bra\u00e7o esquerdo em Santana de Cebolas (atual Inconfid\u00eancia, distrito de Para\u00edba do Sul), perna direita numa estalagem de Varginha do Louren\u00e7o (atualmente no munic\u00edpio de Conselheiro Lafaiete) e perna esquerda em Queluz (Conselheiro Lafaiete) A cabe\u00e7a, exposta em Vila Rica no alto de um poste em frente \u00e0 sede do governo, foi roubada na terceira noite (alguns estudiosos sobre o assunto afirmam que foi na primeira noite), sem que se conseguisse localiz\u00e1-la ou descobrisse quem realizou o ato at\u00e9 os dias de hoje.\n\nTr\u00eas dias ap\u00f3s a execu\u00e7\u00e3o de Tiradentes, os condenados ao degredo come\u00e7aram a tentar mudar suas senten\u00e7as na Al\u00e7ada.\n\nO advogado condenado Tom\u00e1s Ant\u00f4nio Gonzaga teve ativa participa\u00e7\u00e3o nessa tentativa judicial, redigindo o \u00faltimo dos embargos solicitados em 07 de maio de 1792. Dois dias depois, o recurso foi sumariamente rejeitado pelo tribunal, que determinou o cumprimento das senten\u00e7as sem direito a novas contesta\u00e7\u00f5es.\n\nEm 16 de maio de 1792, os inconfidentes Vitoriano Gon\u00e7alves Veloso e Jos\u00e9 Martins Borges, por n\u00e3o serem brancos, cumpriram a pena adicional de a\u00e7oitamento p\u00fablico e depois foram obrigados a dar tr\u00eas voltas em torno da forca onde, h\u00e1 pouco menos de um m\u00eas, Tiradentes foi enforcado.\n\nOs embarques dos condenados ao degredo para \u00c1frica ocorreram entre 05 de maio e 25 de junho de 1792.\n\nQuando ocorreu a independ\u00eancia do Brasil, em 1822, o povo de Vila Rica derrubou o monumento erguido no local onde existia a casa em que viveu Tiradentes, construindo-se em 1928 a atual sede da Associa\u00e7\u00e3o Comercial de Ouro Preto. Em 1832, o governo imperial determinou a restitui\u00e7\u00e3o dos bens confiscados em 1790 que ainda n\u00e3o estivessem incorporados ao patrim\u00f4nio nacional.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.exercito.gov.br\/www.revistamuseu.com.br\/clubedosoficiais.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conjura\u00e7\u00e3o Mineira, Inconfid\u00eancia, Tiradentes, Hist\u00f3ria, Livro, Brasil, Causa, Minas Gerais, Movimento, O que foi, Conjura\u00e7\u00e3o Mineira<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9019,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-9014","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Conjura\u00e7\u00e3o Mineira - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Conjura\u00e7\u00e3o Mineira - Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Conjura\u00e7\u00e3o Mineira, Inconfid\u00eancia, Tiradentes, Hist\u00f3ria, Livro, Brasil, Causa, Minas Gerais, Movimento, O que foi, Conjura\u00e7\u00e3o Mineira\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/conjuracao-mineira\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2015-12-17T00:00:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-08-31T18:57:45+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/pontilhado.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"10\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"158\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"admin\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"admin\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. reading time\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"36 minutes\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/conjuracao-mineira\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/conjuracao-mineira\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"admin\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\"},\"headline\":\"Conjura\u00e7\u00e3o Mineira\",\"datePublished\":\"2015-12-17T00:00:00+00:00\",\"dateModified\":\"2026-08-31T18:57:45+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/conjuracao-mineira\\\/\"},\"wordCount\":7124,\"commentCount\":0,\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/conjuracao-mineira\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/pontilhado.png\",\"articleSection\":[\"Hist\u00f3ria do Brasil\"],\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/conjuracao-mineira\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/conjuracao-mineira\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/conjuracao-mineira\\\/\",\"name\":\"Conjura\u00e7\u00e3o Mineira - Portal S\u00e3o Francisco\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/conjuracao-mineira\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/conjuracao-mineira\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/pontilhado.png\",\"datePublished\":\"2015-12-17T00:00:00+00:00\",\"dateModified\":\"2026-08-31T18:57:45+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/conjuracao-mineira\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/conjuracao-mineira\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/conjuracao-mineira\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/pontilhado.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/pontilhado.png\",\"width\":10,\"height\":158},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/conjuracao-mineira\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Conjura\u00e7\u00e3o Mineira\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/\",\"name\":\"Portal S\u00e3o Francisco\",\"description\":\"\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"en-US\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\",\"name\":\"admin\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"admin\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\"],\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/author\\\/admin\\\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Conjura\u00e7\u00e3o Mineira - Portal S\u00e3o Francisco","robots":{"index":"noindex","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"og_locale":"en_US","og_type":"article","og_title":"Conjura\u00e7\u00e3o Mineira - Portal S\u00e3o Francisco","og_description":"Conjura\u00e7\u00e3o Mineira, Inconfid\u00eancia, Tiradentes, Hist\u00f3ria, Livro, Brasil, Causa, Minas Gerais, Movimento, O que foi, Conjura\u00e7\u00e3o Mineira","og_url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/conjuracao-mineira\/","og_site_name":"Portal S\u00e3o Francisco","article_published_time":"2015-12-17T00:00:00+00:00","article_modified_time":"2026-08-31T18:57:45+00:00","og_image":[{"width":10,"height":158,"url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/pontilhado.png","type":"image\/png"}],"author":"admin","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Written by":"admin","Est. reading time":"36 minutes"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/conjuracao-mineira\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/conjuracao-mineira\/"},"author":{"name":"admin","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c"},"headline":"Conjura\u00e7\u00e3o Mineira","datePublished":"2015-12-17T00:00:00+00:00","dateModified":"2026-08-31T18:57:45+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/conjuracao-mineira\/"},"wordCount":7124,"commentCount":0,"image":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/conjuracao-mineira\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/pontilhado.png","articleSection":["Hist\u00f3ria do Brasil"],"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/conjuracao-mineira\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/conjuracao-mineira\/","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/conjuracao-mineira\/","name":"Conjura\u00e7\u00e3o Mineira - Portal S\u00e3o Francisco","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/conjuracao-mineira\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/conjuracao-mineira\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/pontilhado.png","datePublished":"2015-12-17T00:00:00+00:00","dateModified":"2026-08-31T18:57:45+00:00","author":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/conjuracao-mineira\/#breadcrumb"},"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/conjuracao-mineira\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/conjuracao-mineira\/#primaryimage","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/pontilhado.png","contentUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/pontilhado.png","width":10,"height":158},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/conjuracao-mineira\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Conjura\u00e7\u00e3o Mineira"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#website","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/","name":"Portal S\u00e3o Francisco","description":"","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"en-US"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c","name":"admin","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","caption":"admin"},"sameAs":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco"],"url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/author\/admin\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9014","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9014"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9014\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9018,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9014\/revisions\/9018"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9019"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9014"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9014"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9014"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}