{"id":7424,"date":"2015-12-14T00:00:00","date_gmt":"2015-12-14T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/mata-dos-cocais\/"},"modified":"2026-08-31T18:23:37","modified_gmt":"2026-08-31T18:23:37","slug":"mata-dos-cocais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/meio-ambiente-2\/mata-dos-cocais\/","title":{"rendered":"Mata dos Cocais"},"content":{"rendered":"\nUma das riquezas vegetais do Maranh\u00e3o \u00e9 o\u00a0<strong>baba\u00e7u<\/strong>, apelidada de \u201ca mina vegetal de ouro\u201d.\n\nO baba\u00e7u cobre terrenos ondulados da baixada maranhense.\n\n\u00c9 uma planta\u00e7\u00e3o que s\u00f3 d\u00e1 dinheiro quando a primeira fase de industrializa\u00e7\u00e3o do baba\u00e7u se desenvolve perto dos baba\u00e7uais.\n\nA quebra do\u00a0<strong>coco<\/strong>\u00a0ainda \u00e9 feita por processo manual. No trabalho nem todas as am\u00eandoas saem perfeitas. Uma vez machucada, n\u00e3o resiste a viagens longas. Acaba estragando.\n\nPor isso o ideal ainda \u00e9 iniciar a industrializa\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3prios baba\u00e7uais, onde se faz a coleta.\n\nO colhedor de baba\u00e7u carrega os coquilhos num cesto ou ca\u00e7u\u00e1. Despeja-os pr\u00f3ximo do rancho onde mora. A\u00ed, ou ent\u00e3o \u00e0 sombra das palmeiras, come\u00e7a o trabalho.\n\nCom um macete de madeira dura ajeita o coquilho sobre uma pedra. Com o pau quebra uma noz dura. Retira as am\u00eandoas e abandona a casca.\n\nDe cem quilos de\u00a0<strong>coco<\/strong>\u00a0quebrado obt\u00e9m-se de oito a dez quilos de am\u00eandoas.\n\nGeralmente o trabalho \u00e9 feito pelas mulheres, enquanto os maridos cuidam do arrozal.\n\nO \u00f3leo retirado do baba\u00e7u \u00e9 usado na alimenta\u00e7\u00e3o, na fabrica\u00e7\u00e3o de margarina, sabonetes e tamb\u00e9m em motores.\n\n<strong>Mata dos Cocais &#8211; Palmeiras<\/strong>\n\nOs\u00a0<strong>cocais<\/strong>\u00a0ou\u00a0<strong>baba\u00e7uais\u00a0<\/strong>formam extensas \u00e1reas de palmeiras situadas no Meio-Norte, principalmente no Maranh\u00e3o e Piau\u00ed, aparecendo tamb\u00e9m em outros estados nordestinos (Cear\u00e1, Rio Grande do Norte) e em Tocantins.\n\nSituada entre a floresta Amaz\u00f4nica e a caatinga, a\u00a0<strong>mata de cocais<\/strong>\u00a0est\u00e1 presente nos estados do Maranh\u00e3o e do Piau\u00ed e norte do Tocantins.\n\n<strong>No lado oeste, onde a proximidade com o clima equatorial da Amaz\u00f4nia torna-a mais \u00famida, \u00e9 freq\u00fcente o baba\u00e7u:<\/strong>\u00a0palmeiras que atingem de 15 a 20 m de altura.\n\nDos\u00a0<strong>cocos do baba\u00e7u<\/strong>\u00a0se extrai o \u00f3leo, muito utilizado pelas ind\u00fastrias aliment\u00edcia e de cosm\u00e9ticos.\n\nNo lado mais seco, a leste, domina a carna\u00faba, que pode atingir at\u00e9 20 m de altura, sendo totalmente utiliz\u00e1vel, embora a cera seja o produto mais procurado pelo mercado.\n\nAssim, a\u00a0<strong>mata de cocais<\/strong>\u00a0garante a sobreviv\u00eancia de comunidades extrativistas que exercem suas atividades sem prejudicar essa forma\u00e7\u00e3o vegetal.\n\nA\u00a0<strong>Mata dos Cocais<\/strong>\u00a0trata-se de uma vegeta\u00e7\u00e3o de transi\u00e7\u00e3o entre a\u00a0<strong>Floresta Amaz\u00f4nica<\/strong>\u00a0\u00famida ao oeste, a Caatinga seca \u00e0 leste e o Cerrado semi-\u00famido ao sul. Al\u00e9m do baba\u00e7u, aparece tamb\u00e9m a carna\u00faba, conhecida como \u201c\u00e1rvore provid\u00eancia\u201d, mais freq\u00fcente a partir do Piau\u00ed em dire\u00e7\u00e3o ao Cear\u00e1 e Rio Grande do Norte. S\u00e3o duas extraordin\u00e1rias riquezas que o Nordeste possui, mas infelizmente subaproveitadas.\n\nDo coco de baba\u00e7u extrai-se principalmente o \u00f3leo, e da folha de carna\u00faba extrai-se a cera. Os maiores produtores s\u00e3o, respectivamente, Maranh\u00e3o e Cear\u00e1.\n\nAs florestas secund\u00e1rias s\u00e3o dominadas por grandes \u00e1reas de baba\u00e7u, que domina a paisagem \u2013 palmeira que atinge at\u00e9 20m de altura, do qual se pode extrair cera, \u00f3leo utilizado pela ind\u00fastria de alimentos e cosm\u00e9ticos e fibras, produtos que sustentam as comunidades locais \u2013 al\u00e9m da carna\u00faba, do buriti e da oiticica, que caracterizam a vegeta\u00e7\u00e3o.\n\nNa fronteira como o Amazonas, a mata \u00e9 mais \u00famida e predomina a presen\u00e7a do baba\u00e7u, por\u00e9m este encontra-se seriamente amea\u00e7ado sendo destru\u00eddo em ritmo intenso pelas pastagens. No lado leste, mais seco, predomina a carna\u00faba, que pode atingir at\u00e9 20m de altura, cujas folhas retira-se a cera empregada como lubrificante na ind\u00fastria eletr\u00f4nica, de perfumaria, e na fabrica\u00e7\u00e3o de pl\u00e1sticos e adesivos.\n\nEmbora aproveitada, em parte, de maneira ordenada por v\u00e1rias comunidades extrativistas que exercem suas atividades sem prejudicar essa forma\u00e7\u00e3o vegetal, a\u00a0<strong>Mata de Cocais<\/strong>\u00a0tamb\u00e9m \u00e9 seriamente amea\u00e7ada pela amplia\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de pasto para a pecu\u00e1ria, principalmente no Maranh\u00e3o e no norte do Tocantins.\n\n<strong>Mata dos Cocais &#8211; Planta<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-160932 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Mata-d12-300x198.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"198\" \/><strong>Mata dos Cocais<\/strong><\/p>\n<strong>Nome Cient\u00edfico:<\/strong>\u00a0Cocos nucifera L.<strong>\nFam\u00edlia:<\/strong>\u00a0Palm\u00e1ceas<strong>\nNomes populares:\u00a0<\/strong>Coqueiro, coqueiro-da-\u00cdndia, coco-da-ba\u00eda<strong>\nOrigem:<\/strong>\u00a0Muitas refer\u00eancias afirmam que o Cocos nucifera \u00e9 origin\u00e1rio da \u00cdndia. H\u00e1 algumas refer\u00eancias, entretanto, que defendem a origem desconhecida desta palmeira.<strong>\nClima:<\/strong>\u00a0A planta frutifica apenas em locais de clima quente.\n\n<strong>Curiosidade: H\u00e1 uma teoria muito interessante que tenta explicar a forma como esta palmeira teria se espalhado:<\/strong>\u00a0os cocos teriam flutuado de um continente para o outro por meio das correntes oce\u00e2nicas. Isso explicaria, por exemplo, a afirma\u00e7\u00e3o de que o coqueiro teria entrado de forma natural na regi\u00e3o litor\u00e2nea entre a Bahia e o Rio Grande do Norte.\n\nO\u00a0<strong>coqueiro<\/strong>\u00a0\u00e9 uma planta perene, uma palmeira de estipe liso que pode atingir at\u00e9 25 m de altura e 30 a 50 cm de di\u00e2metro. As folhas s\u00e3o largas e compridas.\n<p style=\"text-align: center;\">N<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Mata dos Cocais\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/mata-d10.jpg\" alt=\"Mata dos Cocais\" width=\"304\" height=\"228\" \/><strong>Coqueiro<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" title=\"Mata dos Cocais\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/mata-d11.jpg\" alt=\"Mata dos Cocais\" width=\"361\" height=\"234\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Coqueiro &#8211; Fruto<\/strong><\/p>\nO\u00a0<strong>fruto<\/strong>\u00a0\u00e9 uma noz grande com uma semente recoberta por uma casca dura. No interior da casca, encontra-se a am\u00eandoa, que \u00e9 a parte comest\u00edvel, com cerca de 1cm de espessura e a cavidade cheia de l\u00edquido \u2013 a deliciosa \u00e1gua de coco! O per\u00edodo entre a forma\u00e7\u00e3o do fruto at\u00e9 o amadurecimento \u00e9 de cerca de 12 meses.\n\nExistem atualmente no mercado v\u00e1rios h\u00edbridos da esp\u00e9cie. Segundo informa\u00e7\u00f5es da Embrapa Tabuleiros Costeiros, a variedade an\u00e3 (Cocos nucifera \u2018nana\u2019), em raz\u00e3o da maior precocidade de produ\u00e7\u00e3o, maior produ\u00e7\u00e3o de frutos, melhor sabor da \u00e1gua e menor porte \u00e9 a mais recomendada para explora\u00e7\u00e3o comercial de \u00e1gua de coco. Nessa variedade existem as cultivares amarela, verde e vermelha. No Brasil, a cultivar an\u00e3 verde \u00e9 a que predomina, sendo a escolhida para plantio pelos produtores. Essa cultivar trazida do Oriente foi introduzida no pa\u00eds inicialmente plantada na Bahia, em 1924, pelo ent\u00e3o Ministro da Agricultura. O coqueiro an\u00e3o verde \u00e9 precoce, podendo florescer at\u00e9 com dois anos de idade ap\u00f3s o plantio definido, desde que no cultivo haja aplica\u00e7\u00e3o da correta tecnologia.\n\nEm fun\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m da tecnologia aplicada, a produ\u00e7\u00e3o de frutos pode chegar a mais de 200 frutos por p\u00e9\/ano. O fruto \u00e9 considerado pequeno e cont\u00e9m uma m\u00e9dia de 300ml de \u00e1gua. O porte dessa cultivar, na idade adulta (20 a 30 anos), \u00e9 de 10 a 12 m de altura e sua vida \u00fatil econ\u00f4mica pode chegar at\u00e9 a 40 anos.\n\n<strong>Sem chuva e calor n\u00e3o d\u00e1!<\/strong>\n\nPlanta de clima tropical, o coqueiro se concentra em nosso pa\u00eds na zona do litoral nordestino, mas pode ser cultivado em outras regi\u00f5es distantes do mar.\n\nPara o bom desenvolvimento da planta n\u00e3o pode ocorrer falta de \u00e1gua, necessitando cerca de 2000 mm de chuvas bem distribu\u00eddas durante o ano. A temperatura m\u00e9dia anual n\u00e3o deve ser inferior a 22 graus C, fator muito importante para a flora\u00e7\u00e3o do coqueiro. Al\u00e9m disso, a planta n\u00e3o tolera ventos fortes e frios e necessita boa insola\u00e7\u00e3o. Quanto ao solo, deve ser leve, profundo, perme\u00e1vel e arejado.\n\nO pH ideal situa-se na faixa de 6,0 a 6,5. A propaga\u00e7\u00e3o do coqueiro se d\u00e1 por meio de sementes que devem ser obtidas de plantas produtivas, de estipe reto e vigoroso; boa distribui\u00e7\u00e3o de copa e grande n\u00famero de folhas e, \u00e9 claro, livre de pragas e doen\u00e7as. Os frutos escolhidos devem apresentar tamanho m\u00e9dio, formato arredondado e estarem perfeitamente maduros (11 a 12 meses de idade).\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Mata dos Cocais\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/mata-d6.jpg\" alt=\"Mata dos Cocais\" width=\"265\" height=\"175\" \/><strong>\nCoqueiro (Cocos nucifera)<\/strong><\/p>\n<strong>Cuidados<\/strong>\n\n<strong>Pelo menos dois cuidados s\u00e3o fundamentais para o cultivo do coqueiro:<\/strong>\u00a0o controle de ervas daninhas e a aduba\u00e7\u00e3o. Segundo a Coordenadoria de Assist\u00eancia T\u00e9cnica (Cati), o coqueiro-an\u00e3o inicia a sua fase produtiva a partir do terceiro ano, mas s\u00f3 atinge o m\u00e1ximo produtivo depois do s\u00e9timo ano. A aduba\u00e7\u00e3o \u00e9 indispens\u00e1vel para a boa produ\u00e7\u00e3o dos coqueiros, s\u00e3o necess\u00e1rias quatro aduba\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas ao ano (uma a cada 3 meses) com 700 gramas de nitroc\u00e1lcio e 250 gramas de cloreto de pot\u00e1ssio por planta.\n\nOs produtos podem ser adquiridos em lojas de produtos agropecu\u00e1rios. Recomenda-se aplicar anualmente 40 litros de esterco de curral, 200 g de superfosfato simples, 100 g de cloreto de pot\u00e1ssio e 50 g de cloreto de s\u00f3dio por planta. Quanto \u00e0s pragas, as mais comuns s\u00e3o a broca do olho do coqueiro, a broca do tronco, a tra\u00e7a das flores e as lagartas.\n\nTodas merecem controle imediato com produtos indicados por um agr\u00f4nomo.\n\n<strong>Del\u00edcia refrescante e nutritiva<\/strong>\n\nA casca do coco \u00e9 relativamente fina e lisa, por baixo dela \u00e9 que h\u00e1 uma espessa capa fibrosa que envolve uma camada muito dura, dentro da qual fica a polpa \u2013 uma massa suculenta e de cor branca.\n\nQuando o coco est\u00e1 verde, essa parte \u00e9 pouco desenvolvida e mole, geralmente com muita \u00e1gua na cavidade. \u00c0 medida que o coco vai amadurecendo, a parte carnosa se torna mais consistente e a quantidade de \u00e1gua diminui.\n\nA polpa pode ser consumida ao natural, ralada, ou ainda utilizada no preparo de deliciosos pratos culin\u00e1rios, especialmente na culin\u00e1ria t\u00edpica nordestina. O coco \u00e9 rico em prote\u00edna e vitaminas. A \u00e1gua \u00e9 saborosa, hidratante e considerada um isot\u00f4nico natural por ser rica em sais minerais. A presen\u00e7a do s\u00f3dio e pot\u00e1ssio em sua composi\u00e7\u00e3o possibilita a recupera\u00e7\u00e3o destes minerais perdidos atrav\u00e9s da urina e, sobretudo, do suor.\n\nSua composi\u00e7\u00e3o \u00e9 semelhante a do soro fisiol\u00f3gico, o que a torna eficiente para hidratar a pele, reduzir o colesterol, combater a desidrata\u00e7\u00e3o, enj\u00f4os e tamb\u00e9m a reten\u00e7\u00e3o de l\u00edquidos no organismo.\n\nNa medicina popular a \u00e1gua do coco verde \u00e9 usada para combater enj\u00f4o e v\u00f4mitos na gravidez, combate irrita\u00e7\u00f5es gastrointestinais e pris\u00e3o de ventre. Foi tamb\u00e9m muito usada para tratamento da febre amarela.\n\nCom o coco ralado era preparado um xarope para combater a tosse rebelde e a polpa pura \u00e9 muito usada para ajudar a expelir a solit\u00e1ria.\n\nEm muitas regi\u00f5es do Brasil ainda \u00e9 costume utilizar como um bom verm\u00edfugo para as crian\u00e7as um preparado feito com coco ralado batido com \u00e1gua e uma pitada de sal.\n\nGeralmente a bebida \u00e9 consumida em jejum para eliminar e expelir vermes. O coco fresco, ainda fechado, pode ser conservado por dois meses. Depois de aberto, a polpa deve ser consumida no mesmo dia ou conservada em geladeira por at\u00e9 cinco dias.\n\n<strong>Para saber se o coco est\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es de consumo, l\u00e1 vai uma dica:<\/strong>\u00a0bata com uma moeda na casca, se o som for estridente o coco est\u00e1 fresco, se o som for oco indica que o fruto n\u00e3o est\u00e1 bom para o consumo.\n<p class=\"name post-title entry-title\"><strong>Mata dos Cocais &#8211; Origem da Cultura<\/strong><\/p>\nA\u00a0<strong>cultura do coqueiro<\/strong>\u00a0(Cocos nuc\u00edfera L.) \u00e9 cultivada em aproximadamente 90 pa\u00edses, sendo t\u00edpica de clima tropical. Tem origem no Sudeste Asi\u00e1tico.\n\n<strong>Os maiores produtores mundiais s\u00e3o:<\/strong>\u00a0Filipinas, Indon\u00e9sia e \u00cdndia.\n\nNo Brasil a cultura do\u00a0<strong>coqueiro<\/strong>, variedade gigante, chegou possivelmente, na coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa em 1553, oriunda da ilha de Cabo Verde, que por sua vez, foram originadas de planta\u00e7\u00f5es Indianas, introduzidas na \u00c1frica.\n\n<strong>O coqueiro, variedade an\u00e3, foi introduzido no Brasil pelos Doutores:<\/strong>\u00a0Artur Neiva e Miguel Calmon, quando retornavam de uma viagem ao Oriente em 1921, estimulados pela precocidade na produ\u00e7\u00e3o e facilidade de colheita dos frutos.\n\n<strong>O CULTIVO NO BRASIL<\/strong>\n\nA cultura se adaptou bem no litoral Brasileiro, sendo encontrada em \u00e1reas desde o Maranh\u00e3o at\u00e9 o Esp\u00edrito Santo.\n\nO\u00a0<strong>coqueiro<\/strong>\u00a0pertence ao g\u00eanero Cocos e Fam\u00edlia Palmae, sendo comumente tradada como palmeira.\n\nAtualmente o Brasil possui em torno de 50 mil hectares implantados, com a cualtura do\u00a0<strong>coqueiro<\/strong>\u00a0an\u00e3o, praticamanete em quase todos os Estados da Federa\u00e7\u00e3o.\n\nO maior produtor \u00e9 o Estado do Esp\u00edrito Santo, com aproximadamente 14 mil hectares, seguido pela Bahia, com aproximadamente 12 mil hectares e Cear\u00e1 em terceiro, com 5 mil ha produzindo.\n\nO Estado de S\u00e3o Paulo vem nos \u00faltimos anos substituindo as tradicionais culturas de caf\u00e9 e laranja por\u00a0<strong>coqueiro<\/strong>\u00a0an\u00e3o, devido a grande procura pela \u00e1gua do fruto, mundialmente conhecida como \u201c\u00c1gua de coco\u201d, que al\u00e9m do sabor adocicado apresenta caracter\u00edsticas isot\u00f4nicas em rela\u00e7\u00e3o ao sangue humano, n\u00e3o sendo necess\u00e1rio acrescentar nenhum eletr\u00f3lito.\n\nA \u00e1gua de coco envasada j\u00e1 pode ser encontrada no com\u00e9rcio na forma congelada, refrigerada, 100% natural e em embalagens \u201cTetra Pak\u201d, longa vida, com 250 mm.\n\nAtualmente pesquisas tem sido realizada para a pasteuriza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua de coco verde no pr\u00f3prio fruto, aumentando assim a vida \u00fatil do produto. Com a expans\u00e3o novas \u00e1reas nas regi\u00f5es Centro-Oeste e Sudeste, agricultores de regi\u00f5es tradicionais, como o Cear\u00e1, Para\u00edba e Pernambuco est\u00e3o perdendo mercado, principalmente pela dist\u00e2ncia dos centros consumidores. A alternativa encontrada pelos produtores, al\u00e9m do envasamento da \u00e1gua \u00e9 a exporta\u00e7\u00e3o para outros Pa\u00edses.\n\nA primeira exporta\u00e7\u00e3o de frutos verdes, in natura para a Europa (It\u00e1lia e Inglaterra) foi realizada nos meses de agosto e setembro de 1999, o que deixou os produtores do Vale do S\u00e3o Francisco bastantes otimistas.\n\nO fruto sob temperatura de 12oC, pode ser armazenado por um per\u00edodo de 28 dias, sem deforma\u00e7\u00e3o da casca nem perda da qualidade da \u00e1gua. De posse dessa informa\u00e7\u00e3o produtores do Vale do S\u00e3o Francisco, conseguiram transportar em cont\u00eainres refrigerados por via marinha, at\u00e9 a Europa o fruto in natura, o que tornou a opera\u00e7\u00e3o economicamente vi\u00e1vel. Os produtores pretendem o mercado internacional, principalmente, durante o ver\u00e3o do Hemisf\u00e9rio Norte, per\u00edodo em que a demanda interna se retrai em fun\u00e7\u00e3o do inverno.\n\nO que facilitou o acesso ao mercado internacional do fruto in natura foi o desenvolvimento de um selo de qualidade, que atesta a proced\u00eancia e a padroniza\u00e7\u00e3o do produto.\n\n<strong>CULTURA DO COQUEIRO<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>coqueiro<\/strong>\u00a0(Cocos nucifera L.) \u00e9 uma planta arb\u00f3rea, com caule ereto, sem ramifica\u00e7\u00f5es e com folhas terminais. Pertencendo a fam\u00edlia Palmae (Arecaceae), uma das mais importantes fam\u00edlias da classe Monocotyledoneae, que possui mais de 200 g\u00eaneros com mais de 200 esp\u00e9cies.\n\nO\u00a0<strong>coqueiro<\/strong>\u00a0\u00e9 uma das plantas mais \u00fateis do mundo. Conhecida como \u201ca \u00e1rvore da vida\u201d, ela tem um papel importante na vida das pessoas que habitam as regi\u00f5es tropicais \u00famidas e, indiscutivelmente, tem tanta import\u00e2ncia nos dias de hoje como em tempos passados.\n\nConstitui-se na mais importante das culturas perenes poss\u00edveis de gerar um sistema auto-sustentav\u00e9l de explora\u00e7\u00e3o como provam v\u00e1rios pa\u00edses do continente asi\u00e1tico.\n\n<strong>INFLORESC\u00caNCIA<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>coqueiro<\/strong>\u00a0\u00e9 uma planta mon\u00f3ica produzindo flores unissexuadas em uma infloresc\u00eancia ramificada normalmente, de 12 a 15 infloresc\u00eancia por ano em intervalos de 24 a 30 dias. Uma infloresc\u00eancia paniculada, parte sempre da axila da folha e acha-se envolta por por duas espatas, que a protege. A espata inferior tem cerca de 60 cm de comprimento e a forma de cunha. Sobre ele repousa o ramo flor\u00edfero.\n\nA espata superior \u00e9 cil\u00edndrica e cobre a infloresc\u00eancia. A espata superior tem o nome de buso antes de abrir e o nome de canga\u00e7o ap\u00f3s aberta. O cacho flor\u00edfero \u00e9 o inga\u00e7o. O crescimento da espata dura de 3 a 4 meses. A abertura da espata faz-se longitudinalmente e em cerca de 24 horas.\n\nA infloresc\u00eancia propriamente dita, consta de um ped\u00fanculo, subcil\u00edndrico flex\u00edvel, e raque, que leva ramos em n\u00famero vari\u00e1vel de de 15 a 30 em cada infloresc\u00eancia. cada ramo, na parte basal, possui corpo arredondado, com cerca de 15 mm de di\u00e2metro, que s\u00e3o os bot\u00f5es, de flores femininas. O n\u00famero destes varia de zero a nove, conforme a variedade e o estado nutricional do\u00a0<strong>coqueiro<\/strong>.\n\nNos dois ter\u00e7os terminais do ramo acha-se flores masculinas, em n\u00fameros que variam de dezenas e centenas em cada um; s\u00e3o alongadas, menores que as femininas. Logo que a infloresc\u00eancia abre-se, desabrocham tamb\u00e9m as flores masculinas sucessivamente, a come\u00e7ar pela base.\n\nA flor masculina \u00e9 composta de seis pequenas l\u00e2minas amarelas; as tr\u00eas externas s\u00e3o s\u00e9palas e as tr\u00eas internas-meio-ambiente, p\u00e9talas. No centro da flor, montadas em pequenos filamentos, est\u00e3o seis anteras, que abertas deixam escapar o p\u00f3len, elemento de fecunda\u00e7\u00e3o da das flores femininas para forma\u00e7\u00e3o do fruto.\n\nA flor feminina consta de uma esp\u00e9cie de bot\u00e3o, de colora\u00e7\u00e3o amarelo-clara, como a flor masculina, de tr\u00eas br\u00e1cteas duras, curtas, seis fol\u00edolos esbranqui\u00e7ados e um tanto carnudos, dos quais os tr\u00eas externos s\u00e3o as s\u00e9palas e os tr\u00eas internos s\u00e3o as p\u00e9talas.\n\nO embri\u00e3o da fruta encontra-se no meio sendo de colora\u00e7\u00e3o branco, esf\u00e9rico e tenso. Este \u00e9 o futuro mesocarpo. No centro e na base do mesocarpo, encontra-se o \u00f3vulo sob a forma de um corp\u00fasculo pequenino.\n\nOs estigmas acham-se na parte apical do embri\u00e3o, e constam de tr\u00eas pequenas sali\u00eancias.\n\nA abertura das flores femininas n\u00e3o coincide, em geral, com a das masculinas. As flores masculinas abrem progressivamente, come\u00e7ando pela base,desde que a espata se abra.\n\nEm tr\u00eas a cinco semanas todas as flores masculinas tem aberto e ca\u00eddos. Enquanto isto, os bot\u00f5es das flores femininas continuam o seu desenvolvimento e mant\u00eam-se fechadas. A fecunda\u00e7\u00e3o nesse per\u00edodo \u00e9 imposs\u00edvel.\n\nCome\u00e7a ent\u00e3o a abertura a abertura das flores femininas. Primeiro abrem as da base. A abertura \u00e9 tamb\u00e9m progressiva e dura cerca de uma semana. A fecunda\u00e7\u00e3o deve se processar nas primeiras 24 horas que seguem a abertura da flor. depois desse per\u00edodo o estigma enegrece. caem as flores n\u00e3o fecundadas, persistindo as fecundadas, que evoluem e forma a fruta.\n\nNo\u00a0<strong>coqueiro<\/strong>\u00a0gigante, em uma mesma infloresc\u00eancia, as flores masculinas abrem-se e disseminam o p\u00f3len antes que as flores femininas se tornem receptivas, sendo normal a poliniza\u00e7\u00e3o cruzada.\n\nNo an\u00e3o, as flores masculinas e femininas amadurecem aproximadamente ao mesmo tempo, ocorrendo normalmente a auto-fecunda\u00e7\u00e3o. No entanto, entre as cultivares do\u00a0<strong>coqueiro<\/strong>\u00a0an\u00e3o, o n\u00edvel de auto-fecunda\u00e7\u00e3o \u00e9 vari\u00e1vel e ocorre de acordo com a variedade considerada.\n\n<strong>O FRUTO<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-160934 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/mata-d11.jpg\" alt=\"\" width=\"148\" height=\"227\" \/><strong>Coco &#8211; Fruto<\/strong><\/p>\nO\u00a0<strong>coqueiro<\/strong>\u00a0fornece n\u00e3o somente alimento, \u00e1gua e \u00f3leo de cozinha, mas tamb\u00e9m folhas para telhados de palha, fibras para cordas, tapetes e redes, casca que pode ser usada como utens\u00edlios e ornamentos, a\u00e7\u00facar e \u00e1lcool podem ser feitos da seiva de sua infloresc\u00eancia e in\u00fameros outros produtos elaborados de partes da planta.\n\nO\u00a0<strong>coqueiro<\/strong>\u00a0tamb\u00e9m \u00e9, muito utilizada como planta ornamental em casas, parques e jardins. O desenvolvimento do fruto necessita de 12 meses, desde a diferencia\u00e7\u00e3o floral at\u00e9 a matura\u00e7\u00e3o completa.\n\n<strong>PARTE A\u00c9REA<\/strong>\n\nA folha do\u00a0<strong>coqueiro<\/strong>\u00a0\u00e9 do tipo penada, sendo constitu\u00edda pelo pec\u00edolo, que se continua pela raque, onde se prendem numerosos fol\u00edolos, podendo a folha atingir at\u00e9 6 metros de comprimento.\n\nA infloresc\u00eancia \u00e9 paniculada, axilar, protegida por br\u00e1ctea grande, chamada espata; com flores masculinas e femininas na mesma infloresc\u00eancia. O fruto \u00e9 uma drupa formado por uma epiderme lisa ou epicarpo, que envolve o mesocarpo espesso e fibroso, ficando mais para o interior uma camada muito dura, o endocarpo. A semente \u00e9 constitu\u00edda de uma camada fina de cor marrom, o tegumento, que fica entre o endocarpo e o alb\u00famem s\u00f3lido (carne) onde fica o embri\u00e3o; a cavidade interna \u00e9 preenchida pelo alb\u00famem l\u00edquido (\u00e1gua do coco).\n\n<strong>SISTEMA RADICULAR<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>coqueiro<\/strong>\u00a0possui sistema radicular fasciculado, com maior concentra\u00e7\u00e3o nos primeiros 60 cent\u00edmetros e raio de 150 cent\u00edmetros. Seu caule \u00e9 do tipo estipe, n\u00e3o ramificado, muito desenvolvido e bastante resistente, n\u00e3o apresentando crescimento secund\u00e1rio.\n\n<strong>VARIEDADES<\/strong>\n\n<strong>O coqueiro \u00e9 constitu\u00eddo de uma \u00fanica esp\u00e9cie (Cocos nucifera), e pode ser dividido em tr\u00eas grupos:<\/strong>\n<blockquote>Gigantes,\nIntermedi\u00e1rios (h\u00edbridos)\nAn\u00f5es<\/blockquote>\nCada grupo cont\u00e9m um n\u00famero de variedades. As variedades s\u00e3o geralmente nomeadas de acordo com a sua suposta localidade de origem. As variedades gigantes apresentam de modo geral, fecunda\u00e7\u00e3o cruzada; seu crescimento \u00e9 r\u00e1pido e fase vegetativa longa (cerca de sete anos).\n\n<strong>As principais variedades existentes no Brasil s\u00e3o:<\/strong>\n\n<strong>Coqueiro-Gigante<\/strong>\n<blockquote>Gigante da Praia do Forte -GBrPF -Bahia\nGigante do Oeste Africano -GOA -Costa do Marfim\nGigante de Renell, -GRL p; -Taiti\nGigante da Mal\u00e1sia -GML p; -Mal\u00e1sia<\/blockquote>\n<strong>Coqueiro-An\u00e3o<\/strong>\n<blockquote>Amarelo-da-Mal\u00e1sia -AAM -Mal\u00e1sia&lt;\nVermelho-da-Mal\u00e1sia -AVM -Mal\u00e1sia\nVermelho-dos Camar\u00f5es -AVC -Rep\u00fablica dos Camar\u00f5es\nVerde do Brasil -AVeB -Rio Grande do Norte\nAmarelo do Brasil -AAB -Parra\u00edba\nVermelho do Brasil -AVB -Para\u00edba<\/blockquote>\n<strong>ESPA\u00c7AMENTO, COVEAMENTO &amp; SOLOS<\/strong>\n\nOs espa\u00e7amento mais recomendados s\u00e3o 7,5 m x 7,5 m para as variedades an\u00e3s, 8,5 m x 8,5 m para os h\u00edbridos e 9,0 m x 9,0 m para as variedades gigantes em triangulo equil\u00e1tero, totalizando 205, 160 e 142 plantas por hectare As covas devem ser abertas com dimens\u00f5es de 0,80 m x 0,80 m x 0,80 m.\n\nOs solos mais indicados para a cultura s\u00e3o os areno-argiloso, profundos, com boa drenagem.\n\n<strong>PLANTIO<\/strong>\n\nO plantio deve ser realizado no in\u00edcio da esta\u00e7\u00e3o chuvosa, caso a cultura n\u00e3o seja irrigada, ou qualquer \u00e9poca com irriga\u00e7\u00e3o.\n\nAs mudas s\u00e3o colocadas no centro das covas tendo-se o cuidado de deixar sobre a parte superior da semente uma camada de terra suficiente para cobr\u00ed-la, mas sem permitir que o colo da planta fique coberto.\n\n<strong>IRRIGA\u00c7\u00c3O:\u00a0<\/strong>O\u00a0<strong>coqueiro<\/strong>\u00a0se adapta a diversos sistemas de irriga\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Os mais recomendados s\u00e3o:<\/strong>\n\n<strong>A irriga\u00e7\u00e3o localizada<\/strong>\n\nNo m\u00e9todo de irriga\u00e7\u00e3o localizada, a quantidade de \u00e1gua necess\u00e1ria \u00e9 fornecida individualmente a cada planta, sobre uma \u00e1rea limitada da zona radicular, atrav\u00e9s de redes de tubula\u00e7\u00f5es.\n\nA \u00e1gua \u00e9 aplicada no solo atrav\u00e9s de emissores, em pequena intensidade e alta frequ\u00eancia, para manter a umidade pr\u00f3ximo da ideal, que \u00e9 a de capacidade de campo, de modo que as perdas por percola\u00e7\u00e3o e por escoamento superficial sejam minimizados. Os sistemas de irriga\u00e7\u00e3o por gotejamento e microaspers\u00e3o s\u00e3o os mais difundidos, sendo, o primeiro o mais antigo no Brasil (1972) e, o segundo, o mais recente (1982). Diferem entre si quanto ao sistema de aplica\u00e7\u00e3o. Um sistema completo de irriga\u00e7\u00e3o localizada consta de conjunto motobomba, cabe\u00e7al de controle, linhas de tubula\u00e7\u00f5es (de recalque, principal, secund\u00e1ria e lateral), v\u00e1lvulas e emissores (gotejadores ou microaspersores).\n\nO conjunto motobomba \u00e9 normalmente de menor pot\u00eancia, em virtude das pequenas alturas manom\u00e9tricas e das pequenas vaz\u00f5es do sistema. O cabe\u00e7al de controle \u00e9 o c\u00e9rebro do sistema.\n\nNele ocorrem v\u00e1rios processos fundamentais, tais como a filtragem da \u00e1gua, a mistura dos produtos para quimiga\u00e7\u00e3o e a distribui\u00e7\u00e3o da \u00e1gua para os v\u00e1rios setores. \u00c9 composto de filtros, v\u00e1lvulas, man\u00f4metros e injetor de fertilizantes.\n\n<strong>Os filtros s\u00e3o de tr\u00eas tipos mais comuns:<\/strong>\u00a0de areia, de tela e de disco. O de areia \u00e9 usado para reter o material org\u00e2nico e part\u00edculas maiores e, por isso, \u00e9 o primeiro filtro do sistema.\n\nSua limpeza \u00e9 feita facilmente com a retrolavagem, recomendada a cada aumento de 10 a 20% da perda de carga normal do filtro, quando limpo (aproximadamente 20 kPa).\n\nEm algumas condi\u00e7\u00f5es especiais de qualidade da \u00e1gua ou mesmo em alguns sistemas de microaspers\u00e3o, pode-se dispensar seu uso. O filtro de tela tem grande efici\u00eancia na reten\u00e7\u00e3o de pequenas part\u00edculas s\u00f3lidas, como a areia fina, por\u00e9m entopem facilmente com algas. A tela usada apresenta orif\u00edcios que podem variar de 0,074 mm (200 mesh ou malhas por polegada) at\u00e9 0,2 mm (80 mesh).\n\nConstitui, juntamente com o filtro de areia, o sistema de filtragem mais usado. Os filtros de discos t\u00eam forma cil\u00edndrica e s\u00e3o colocados na linha, em posi\u00e7\u00e3o horizontal.\n\nO elemento filtrante \u00e9 composto por um conjunto de pequenos an\u00e9is, com ranhuras, presos sobre um suporte central cil\u00edndrico e perfurado.\n\nA \u00e1gua \u00e9 filtrada ao passar pelos pequenos condutos formados entre an\u00e9is consecutivos. A qualidade da filtragem vai depender da espessura das ranhuras.\n\nNa maioria dos coqueirais irrigados no Brasil at\u00e9 a d\u00e9cada de 80, com irriga\u00e7\u00e3o localizada, dava-se prefer\u00eancia a irriga\u00e7\u00e3o por gotejamento, e ainda hoje vem sendo utilizada, principalmente nos Estados da Para\u00edba e Cear\u00e1. Atualmente a irriga\u00e7\u00e3o localizada por microaspers\u00e3o, vem sendo utilizada em grande escala, em raz\u00e3o das vantagens que o pr\u00f3prio sistema apresenta como aumento da efici\u00eancia do uso da \u00e1gua e nutrientes, al\u00e9m de melhor adequar o perfil do bulbo \u00famido ao sistema radicular da cultura.\n\nA microaspers\u00e3o na cultura do\u00a0<strong>coqueiro<\/strong>, se expande em todo o Pais, principalmente nos munic\u00edpios de Petrolina-PE, Juazeiro, Anag\u00ea, Bom Jesus da Lapa-BA, Varjota, Paraibaba-CE, Norte de Minas, Plat\u00f4 de Ne\u00f3polis-SE e S\u00e3o Mateus, Vila Val\u00e9rio e S\u00e3o Gabriel da Palha-ES.\n\n<strong>A irriga\u00e7\u00e3o localizada:<\/strong>\u00a0Gotejamento e Microaspers\u00e3o\n\nA cultura do\u00a0<strong>coqueiro<\/strong>\u00a0exige grande quantidade de \u00e1gua durante seu desenvolvimento vegetativo e fase produtiva.. A irriga\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de favorecer o desenvolvimento da planta, contribui para a precocidade de flora\u00e7\u00e3o, que ocorre a um (01) e oito (08) meses que a partir da\u00ed produz continuamente. O suprimento adequado de \u00e1gua a cultura promove aumento da produtividade e a produ\u00e7\u00e3o de frutos durante ano inteiro.\n\nA cultura do\u00a0<strong>coqueiro<\/strong>\u00a0adapta-se bem a diversos m\u00e9todos de irriga\u00e7\u00e3o, dentre eles a irriga\u00e7\u00e3o por sulcos, a aspers\u00e3o convencional e a irriga\u00e7\u00e3o localizada.\n\nNo m\u00e9todo de irriga\u00e7\u00e3o localizada, a quantidade de \u00e1gua necess\u00e1ria a cultura \u00e9 fornecida individualmente a cada planta, sobre uma \u00e1rea limitada da zona radicular, atrav\u00e9s de redes de tubula\u00e7\u00f5es.\n\nA \u00e1gua \u00e9 aplicada em pequena intensidade, e alta frequ\u00eancia para manter a umidade do solo na regi\u00e3o explorada pelas ra\u00edzes pr\u00f3xima \u00e0 umidade de capacidade de campo, de modo que as perdas por percola\u00e7\u00e3o e por escoamento superficial sejam minimizadas.\n\nAtualmente, a irriga\u00e7\u00e3o localizada vem sendo utilizada em grande escala, em raz\u00e3o das vantagens que o pr\u00f3prio m\u00e9todo apresenta, como aumento da efici\u00eancia do uso da \u00e1gua e nutrientes, al\u00e9m de maior economia de m\u00e3o-de-obra, \u00e1gua e energia, pois, molha somente parte da superf\u00edcie do solo. Os sistemas de irriga\u00e7\u00e3o por gotejamento e microaspers\u00e3o s\u00e3o os mais difundidos, sendo, o primeiro o mais antigo no Brasil (1972), e o segundo, o mais recente (1982). Diferem entre si quanto ao sistema de aplica\u00e7\u00e3o.\n\nNo sistema por gotejamento, os gotejadores normalmente trabalham com press\u00f5es de servi\u00e7o de 10 a 30 mca, cujas vaz\u00f5es variam de e 2 a 16 l.h-1, sendo mais comum na cultura do\u00a0<strong>coqueiro<\/strong>, gotejadores com 4 l.h-1, dependendo do espa\u00e7amento entre gotejadores\n\nOs gotejadores s\u00e3o mais sens\u00edveis ao entupimento, e proporcionam uma maior concentra\u00e7\u00e3o do sistema radicular do\u00a0<strong>coqueiro<\/strong>.\n\nNo caso da microaspers\u00e3o no cultivo do\u00a0<strong>coqueiro<\/strong>, os microaspersores normalmente tamb\u00e9m trabalham com press\u00f5es de servi\u00e7o de 10 a 30 mca, atingindo vaz\u00f5es entre 20 a 100 l.h-1, sendo mais comum microaspersores com 30 a 50 l.h-1. Eles s\u00e3o menos sens\u00edveis ao entupimento quando comparados aos gotejadores.\n\nNa irriga\u00e7\u00e3o por gotejamento, deve-se usar no m\u00ednimo dois (02) gotejadores por planta, enquanto na irriga\u00e7\u00e3o por microaspers\u00e3o usa-se apenas um (01) microaspersor por cova.\n\nNa op\u00e7\u00e3o por microaspers\u00e3o ou gotejamento, deve-se levar em considera\u00e7\u00e3o o tipo de solo, a quantidade e qualidade da \u00e1gua a ser utilizada. Se a \u00e1gua for escassa, e de baixa qualidade principalmente quanto \u00e0 salinidade, com possibilidade de promover saliniza\u00e7\u00e3o, e se o solo for de textura m\u00e9dia a argilosa deve-se dar prefer\u00eancia ao gotejamento, por proporcionar melhor volume de solo umedecido e menor incid\u00eancia danoso dos efeitos da salinidade no solo e na cultura. Nos solos arenosos, a microaspers\u00e3o seria a mais recomendada, pois propiciar\u00e1 maior volume de solo molhado, neste tipo de solo, pois a \u00e1gua penetra e se move com maior velocidade, sendo necess\u00e1rio uma \u00e1rea de umedecimento maior, beneficiando o sistema radicular do\u00a0<strong>coqueiro<\/strong>.\n\nNas regi\u00f5es com pouca possibilidade de saliniza\u00e7\u00e3o e independente do tipo de solo, como \u00e9 o caso das zonas litor\u00e2neas, cerrados, etc, o mais recomendado seria a microaspers\u00e3o.\n\nDeve-se levar em considera\u00e7\u00e3o na momento de optar por um ou outro sistema localizado, a qualidade da \u00e1gua de irriga\u00e7\u00e3o.\n\n\u00c1gua com alto teor de sais e mat\u00e9ria org\u00e2nica, pode ao longo do tempo promover obstru\u00e7\u00f5es nos gotejadores ou microaspersores.\n\n<strong>Aspers\u00e3o convencional<\/strong>\n\nNeste m\u00e9todo a \u00e1gua \u00e9 aplicada na forma de chuva artificial com fracionamento do jato d \u00e1gua, originando gotas que espalham pelo ar e atingem o solo.\n\n\u00c9 um sistema pressurizado e sua distribui\u00e7\u00e3o envolve tubula\u00e7\u00f5es com deriva\u00e7\u00f5es que conduzem a \u00e1gua at\u00e9 os aspersores que direcionam o jato e auxiliam seu fracionamento. os sistemas de irriga\u00e7\u00e3o por aspers\u00e3o convencional \u00e9 bastante utilizado, sendo que no extremo sul da Bahia est\u00e3o usando, canh\u00f5es e autopropopelidos em pomares novos em forma\u00e7\u00e3o e in\u00edcio de produ\u00e7\u00e3o.\n\nA irriga\u00e7\u00e3o por superf\u00edcie atrav\u00e9s de sulcos, respectivamente na ordem de maior adequa\u00e7\u00e3o \u00e0 cultura e economia d\u2019\u00e1gua.\n\nEste sistema consiste na distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua \u00e0s \u00e1reas irrigadas utilizando a pr\u00f3pria superf\u00edcie do solo para escoamento gravitacional, durante o tempo necess\u00e1rio para que a \u00e1gua, infiltrada ao longo do sulco, seja suficiente para umedecer o solo da zona radicular efetiva da cultura.\n\nEste sistema prevalece em quase todas as \u00e1reas de agricultura irrigada do mundo e tamb\u00e9m no Brasil, tendo sido o primeiro sistema de irriga\u00e7\u00e3o usado na cultura do\u00a0<strong>coqueiro<\/strong>.\n\nPara a cultura do\u00a0<strong>coqueiro<\/strong>, geralmente utiliza-se um (01) a dois (02) sulcos por fileira de planta, o que resulta no molhamento de 30 a 80% da superf\u00edcie total da \u00e1rea irrigada, diminuindo assim as perdas por evapora\u00e7\u00e3o, permitindo ainda realizar os tratos culturais e colheita durante e ap\u00f3s a irriga\u00e7\u00e3o. Quanto a forma geom\u00e9trica, a mais comum \u00e9 \u201cV\u201d, com 15 a 20 cm de profundidade e 25 a 30 cm de largura, na parte superior, que normalmente conduz uma vaz\u00e3o inferior a 2 l\/s.\n\nEste sistema de irriga\u00e7\u00e3o \u00e9 comum na regi\u00e3o de Souza-PB, Juazeiro-BA, Petrolina-PE, Pentecoste e Lima Campos-CE, em \u00e1reas de pequenos produtores localizadas em per\u00edmetros irrigados.\n\n<strong>PRODU\u00c7\u00c3O:\u00a0<\/strong>Os frutos s\u00e3o grandes, em n\u00famero de 50 a 80 por planta\/ano geralmente, variedades gigantes, e 150 a 240 frutos\/planta\/ano nas variedades an\u00e3s. Os frutos se prestam tanto para o consumo \u201cin natura\u201d como para a produ\u00e7\u00e3o de copra para a ind\u00fastria, pois, possuem endocarpo espesso e firme.\n\n<strong>Mata dos Cocais &#8211; Resumo<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>mata dos cocais<\/strong>\u00a0ocorre nos estados do Maranh\u00e3o, Piau\u00ed e Rio Grande do Norte, sendo constitu\u00edda por palmeiras, principalmente baba\u00e7u e carna\u00faba, ocorrendo tamb\u00e9m o buriti e a oiticica.\n\nApresenta-se na transi\u00e7\u00e3o entre a Amaz\u00f4nia e a regi\u00e3o Nordeste, entre os climas equatorial, semi-\u00e1rido e tropical, passando a vegeta\u00e7\u00e3o de florestal amaz\u00f4nica \u2013\u00a0<strong>mata dos cocais<\/strong>\u00a0\u2013 mata atl\u00e2ntica.\n\nLocalizada entre a Amaz\u00f4nia e a caatinga, esta mata tem r\u00e1pido crescimento e por isso tem tamb\u00e9m sobrevivido ao desmatamento que vem sofrendo devido \u00e0 import\u00e2ncia econ\u00f4mica que o\u00a0<strong>baba\u00e7u\u00a0<\/strong>e a\u00a0<strong>carna\u00faba\u00a0<\/strong>possuem e \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de pastos.\n\nDa carna\u00faba se extrai a cera e do baba\u00e7u o \u00f3leo, destinado \u00e0 ind\u00fastria de produtos de limpeza (sab\u00f5es) e de cosm\u00e9ticos, fibras e glicerina entre outros. Do buriti fabrica-se doce. O baba\u00e7u domina o ambiente na\u00a0<strong>mata dos cocais<\/strong>\u00a0e, por se desenvolver mais r\u00e1pido, est\u00e1 livre da competi\u00e7\u00e3o com outras esp\u00e9cies.\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Mata dos Cocais\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/mata-d4.jpg\" alt=\"Mata dos Cocais\" width=\"284\" height=\"181\" \/><strong>\nCarna\u00faba<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Mata dos Cocais\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/mata-d5.jpg\" alt=\"Mata dos Cocais\" width=\"286\" height=\"182\" \/>\nBaba\u00e7u<\/strong><\/p>\n<strong>Riscos<\/strong>\n\nEmbora aproveitada, em parte, de maneira ordenada por projetos comunit\u00e1rios sustent\u00e1veis, a\u00a0<strong>Mata de Cocais<\/strong>\u00a0tamb\u00e9m \u00e9 seriamente amea\u00e7ada pela amplia\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de pecu\u00e1ria.\n\nS\u00e3o florestas secund\u00e1rias, isto \u00e9, cresceram ap\u00f3s o desmatamento.\n\n<strong>Caracter\u00edsticas<\/strong>\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Mata dos Cocais\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/mata-d7.jpg\" alt=\"Mata dos Cocais\" width=\"303\" height=\"229\" \/><strong>Mata dos Cocais<\/strong><\/p>\nNo lado oeste, onde a proximidade com o clima equatorial da Amaz\u00f4nia a torna mais \u00famida, \u00e9 predominante a presen\u00e7a do baba\u00e7u, palmeiras que atingem 15 a 20m de altura, de onde \u00e9 extra\u00eddo um \u00f3leo utilizado pela ind\u00fastria de alimentos e cosm\u00e9ticos.\n\nNo lado leste, mais seco, predomina a carna\u00faba, que pode atingir at\u00e9 20m de altura, cujas folhas retira-se a cera empregada como lubrificante na ind\u00fastria eletr\u00f4nica, de perfumaria, e na fabrica\u00e7\u00e3o de pl\u00e1sticos e adesivos. Embora aproveitada, em parte, de maneira ordenada por v\u00e1rias comunidades extrativistas que exercem suas atividades sem prejudicar essa forma\u00e7\u00e3o vegetal, a\u00a0<strong>Mata de Cocais<\/strong>\u00a0tamb\u00e9m \u00e9 seriamente amea\u00e7ada pela amplia\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de pasto para a pecu\u00e1ria, principalmente no Maranh\u00e3o e no norte do Tocantins. Essa \u00e1rea ocupa menos de 3% da \u00e1rea total do Brasil.\n\nO<strong>\u00a0baba\u00e7u<\/strong>\u00a0domina o ambiente e est\u00e1 sendo destru\u00eddo em ritmo intenso pelas pastagens, mas pode sobreviver pela velocidade com que se reproduz e pelos produtos que s\u00e3o extra\u00eddos dele (cera, \u00f3leo, fibras, glicerina etc.), de alto valor para a sobreviv\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o local.\n\n<strong>Utilidade<\/strong>\n\nDos cocos do baba\u00e7u \u00e9 extra\u00eddo o \u00f3leo, muito utilizado pelas ind\u00fastrias aliment\u00edcia e de cosm\u00e9ticos; da carna\u00faba, a cera \u00e9 o produto mais procurado pelo mercado. Assim, a\u00a0<strong>Mata de Cocais<\/strong>\u00a0garante a sobreviv\u00eancia de comunidades extrativistas, que exercem suas atividades sem prejudicar essa forma\u00e7\u00e3o vegetal.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.geocities.com\/www.terrabrasileira.net\/www.mikewood.com.br\/www.biobras.org.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mata dos Cocais, Variedade, Brasil, Tipos, Origem, Localiza\u00e7\u00e3o, Produ\u00e7\u00e3o, Caracter\u00edsticas, Cultivo, Cultura, Plantio, Mata dos Cocais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7433,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[53],"tags":[],"class_list":["post-7424","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-meio-ambiente-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Mata dos Cocais - 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