{"id":6592,"date":"2015-12-10T00:00:00","date_gmt":"2015-12-10T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/tsunami\/"},"modified":"2026-08-31T18:15:43","modified_gmt":"2026-08-31T18:15:43","slug":"tsunami","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/geografia-2\/tsunami\/","title":{"rendered":"Tsunami"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Tsunami &#8211; O que \u00e9<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um\u00a0<strong>tsunami\u00a0<\/strong>\u00e9 uma onda ou uma s\u00e9rie delas que ocorrem ap\u00f3s perturba\u00e7\u00f5es abruptas que deslocam verticalmente a coluna de \u00e1gua. Pode-se identificar o termo com \u201cmaremoto\u201d, contudo maremoto refere-se a um sismo no fundo do mar, semelhante a um sismo em terra firme e que pode, de fato originar um\u00a0<strong>tsunami<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A energia de um\u00a0<strong>tsunami\u00a0<\/strong>\u00e9 fun\u00e7\u00e3o da sua amplitude e velocidade. Assim, \u00e0 medida que a onda se aproxima de terra, a sua amplitude (a altura da onda) aumenta, \u00e0 medida que a sua velocidade diminui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os\u00a0<b>tsunamis<\/b>\u00a0podem caracterizar-se por ondas de trinta metros de altura, causando grande destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As ondas do mar geradas por eventos geol\u00f3gicos catastr\u00f3ficos em regi\u00f5es oce\u00e2nicas, como os sismos de forte magnitude com ruptura superficial, as erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas e os movimentos de massa (deslizamentos) submarinos, s\u00e3o atualmente designados por\u00a0<strong>tsunamis<\/strong>, que em japon\u00eas significa \u201conda de porto\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O idiograma representativo de\u00a0<strong>tsunami<\/strong>\u00a0\u00e9 constitu\u00eddo por dois caracteres, correspondendo o superior a \u201ctsu\u201d (porto) e o inferior a \u201cnami\u201d (onda).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na literatura anglo-sax\u00f3nica estas ondas s\u00e3o tamb\u00e9m designadas por \u201ctidal waves\u201d (ondas de mar\u00e9), embora em nada estejam relacionadas com a mar\u00e9, ou \u201cseismic sea waves\u201d, embora possam ser geradas sem ser por eventos s\u00edsmicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em portugu\u00eas a designa\u00e7\u00e3o convencional \u00e9 a de maremotos, se bem que esta designa\u00e7\u00e3o se aplique fundamentalmente \u00e0s situa\u00e7\u00f5es em que a amplitude das ondas \u00e9 suficientemente elevada para causar danos significativos, e a sua aplica\u00e7\u00e3o transcende, consequentemente, as dos\u00a0<strong>tsunamis<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O termo\u00a0<strong>tsunami\u00a0<\/strong>foi adoptado para utiliza\u00e7\u00e3o cient\u00edfica gen\u00e9rica no decurso de uma confer\u00eancia internacional realizada em 1963.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os\u00a0<strong>tsunamis<\/strong>\u00a0s\u00e3o ondas com per\u00edodos e comprimentos de ondas muito grandes. As ondas geradas pelo vento, no meio de oceano, e que rebentam na costa portuguesa t\u00eam frequentemente per\u00edodos de cerca de 10 segundos e comprimentos da ordem de 150m. Pelo contr\u00e1rio, os\u00a0<strong>tsunamis<\/strong>\u00a0t\u00eam comprimentos de onda que podem exceder 100km e per\u00edodos da ordem de 1 hora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devido ao seu muito grande comprimento de onda, os\u00a0<strong>tsunamis<\/strong>\u00a0comportam-se sempre como ondas em propaga\u00e7\u00e3o em \u00e1guas pouco profundas. Considera-se que uma onda se propaga em \u00e1guas pouco profundas quando a raz\u00e3o entre a profundidade e o comprimento de onda \u00e9 muito pequeno. Como em \u00e1guas pouco profundas a velocidade das ondas \u00e9 igual \u00e0 raiz quadrada do produto da acelera\u00e7\u00e3o da gravidade pela profundidade, tal significa que no Atl\u00e2ntico ao largo de Portugal, onde as profundidades das plan\u00edcies abissais \u00e9 da ordem de 4 000 a 5 000 metros, a velocidade de um\u00a0<strong>tsunami<\/strong>\u00a0varia entre 700 e mais de 800 km\/h (isto \u00e9, velocidade an\u00e1loga \u00e0 de um avi\u00e3o comercial).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atendendo a que a raz\u00e3o a que uma onda perde energia est\u00e1 inversamente relacionada com o comprimento de onda, os\u00a0<strong>tsunamis<\/strong>\u00a0n\u00e3o s\u00f3 se propagam a alta velocidade como tamb\u00e9m se podem propagar atrav\u00e9s de dist\u00e2ncias muito grandes (transoce\u00e2nicas) apenas com pequenas perdas de energia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas costas do Pac\u00edfico a ocorr\u00eancia de sismos\u00a0<strong>tsunamig\u00e9nicos<\/strong>\u00a0\u00e9 bastante frequente, existindo mesmo um sistema de monitoriza\u00e7\u00e3o e alerta espec\u00edfico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas costas da Europa, se bem que a ocorr\u00eancia de\u00a0<strong>tsunamis<\/strong>\u00a0seja muito menos frequente, os\u00a0<strong>tsunamis<\/strong>\u00a0s\u00e3o, desde tempos remotos, objeto de medo e de admira\u00e7\u00e3o por parte das popula\u00e7\u00f5es costeiras, dando origem \u00e0s mais diversas interpreta\u00e7\u00f5es, lendas e hist\u00f3rias. No Mediterr\u00e2neo os casos mais devastadores foram os do\u00a0<strong>tsunami<\/strong>\u00a0gerado pela erup\u00e7\u00e3o do vulc\u00e3o da ilha de Santorini, na Gr\u00e9cia, cerca do ano 1400aC, que conduziu ao desaparecimento da civiliza\u00e7\u00e3o mineana, e o do\u00a0<strong>tsunami<\/strong>\u00a0gerado pelo sismo submarino de Creta, a 21 de Julho de 365dC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 na Gr\u00e9cia antiga se encontram textos em que se procura explicar a origem dos\u00a0<strong>tsunamis<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No sec. V aC Tucides dava a seguinte explica\u00e7\u00e3o para um tsunami que ent\u00e3o ocorrera:<\/strong>\u00a0\u201ca causa (\u2026) deve ser procurada no sismo; na altura em que o choque foi mais violento, o mar foi puxado para tr\u00e1s e, repentinamente, voltou com for\u00e7a redobrada causando a inunda\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Arist\u00f3teles, no texto \u201cDe Mundo\u201d escrevia:<\/strong>\u00a0\u201cDurante os sismos abrem-se crateras no fundo do oceano e as suas \u00e1guas retiram-se ou, noutras ocasi\u00f5es, correm para l\u00e1; isto \u00e9 por vezes seguido por um retroceder mas, por vexes, \u00e9 meramente uma torrente para a frente, como a que ocorreu em Helice\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O exemplo que toca mais de perto Portugal \u00e9 o do\u00a0<strong>tsunami<\/strong>\u00a0gerado pelo sismo de 1 de Novembro de 1755, que inundou a parte baixa da cidade de Lisboa e provocou grandes danos ao longo de toda a costa portuguesa, principalmente a do Alentejo e do Algarve. A baixa lisboeta foi inundada por ondas com cerca de 4 a 6 metros de altura. No Algarve, a literatura da \u00e9poca refere ondas de bastante maior altura. Os efeitos destruidores do\u00a0<strong>tsunami<\/strong>\u00a0foram tamb\u00e9m fortemente sentidos em todo o Golfo de C\u00e1diz e na costa noroeste de Marrocos. Este evento foi tamb\u00e9m observado em todo o Atl\u00e2ntico Norte, existindo relatos de testemunhas desde a ilha da Madeira at\u00e9 \u00e0 Cornualha e \u00e0 Esc\u00f3cia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar da baixa taxa de ocorr\u00eancia de\u00a0<strong>tsunamis<\/strong>\u00a0catastr\u00f3ficos nas costas europeias, as suas consequ\u00eancias podem ser de tal forma dram\u00e1ticas que a probabilidade destes acontecimentos tem de ser contemplada em qualquer trabalho sobre riscos geol\u00f3gicos das zonas costeiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O estudo de um tsunami \u00e9, geralmente, dividido em tr\u00eas fases:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 \u2013\u00a0<\/strong>Forma\u00e7\u00e3o da onda devido \u00e0 causa inicial e propaga\u00e7\u00e3o pr\u00f3ximo da fonte<strong>\n2 \u2013<\/strong>\u00a0Propaga\u00e7\u00e3o em oceano aberto (\u00e1guas profundas)<strong>\n3 \u2013\u00a0<\/strong>Propaga\u00e7\u00e3o em \u00e1guas costeiras (\u00e1guas pouco profundas) onde, como resultado da baixa profundidade, se verifica forte deforma\u00e7\u00e3o e empolamento da onda, culminando com a sua rebenta\u00e7\u00e3o e espraio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A amplitude do\u00a0<strong>tsunami<\/strong>\u00a0observada na costa e nas esta\u00e7\u00f5es maregr\u00e1ficas \u00e9 o resultado da combina\u00e7\u00e3o de todos estes fatores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O<strong>\u00a0tsunami\u00a0<\/strong>\u00e9 uma onda gigante gerada por dist\u00farbios s\u00edsmicos, que possui alto poder destrutivo quando chega \u00e0 regi\u00e3o costeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A palavra vem do japon\u00eas \u201ctsu\u201d (porto, ancoradouro) e \u201cnami\u201d (onda, mar).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O termo foi criado por pescadores que, vindos da pesca, encontraram o porto devastado, ainda que n\u00e3o tenham visto nem observado a onda no alto mar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um\u00a0<strong>tsunami\u00a0<\/strong>pode ser produto de qualquer revolta que desloque uma massa grande de \u00e1gua, tal como um terramoto, um deslocamento da terra, uma manifesta\u00e7\u00e3o vulc\u00e2nica ou um impacto de meteoro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma\u00a0<strong>tsunami\u00a0<\/strong>pode causar estragos a milhares de quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia da sua origem, podendo passar muitas horas entre a sua cria\u00e7\u00e3o e o seu impacto na costa, chegando bastante depois da onda s\u00edsmica que a originou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Tsunami &#8211; Defini\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A palavra \u201d<strong>tsunami<\/strong>\u201d quer dizer, em japon\u00eas, \u201donda do porto\u201d (\u201dtsu\u201d &#8221; porto, ancoradouro, e \u201dnami\u201d &#8221; onda, mar). Trata-se n\u00e3o de uma \u00fanica onda, mas de uma s\u00e9rie de um tipo especial de ondas oce\u00e2nicas, de propor\u00e7\u00f5es gigantescas, geradas por dist\u00farbios s\u00edsmicos, em geral terremotos submarinos, e que possui alto poder destrutivo quando chega \u00e0 regi\u00e3o costeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com devasta\u00e7\u00e3o e alcance catacl\u00edsmicos, a\u00a0<strong>tsunami<\/strong>\u00a0que varreu a costa de v\u00e1rios pa\u00edses da \u00c1sia, no dia 26 de dezembro de 2004, foi considerada sem precedentes. A amea\u00e7a que elas representam, por\u00e9m, assombra v\u00e1rias regi\u00f5es do planeta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tsunamis<\/strong>\u00a0s\u00e3o s\u00e9ries de grandes ondas que se originam nas profundezas, por causa de deslocamentos do fundo do mar. Esses deslocamentos podem ser causados por vulc\u00f5es, grandes deslizamentos submarinos e, principalmente, terremotos. Quando o fundo do oceano se desloca, a \u00e1gua acompanha o movimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Esses grandes terremotos basicamente sacodem o fundo do oceano. \u00c9 como se voc\u00ea estivesse movendo a \u00e1gua numa banheira, e aquela onda pode viajar basicamente atrav\u00e9s do oceano &#8211; descreveu o geof\u00edsico Bruce Presgrave, da USGS, a Vigil\u00e2ncia Geol\u00f3gica dos EUA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem obst\u00e1culos, a onda gigante varre enormes dist\u00e2ncias. Terremotos no Chile j\u00e1 provocaram pelo menos uma\u00a0<strong>tsunami<\/strong>\u00a0no Jap\u00e3o. Elas podem viajar pelo oceano com velocidades de mais de 800 quil\u00f4metros por hora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As\u00a0<strong>tsunamis<\/strong>\u00a0costumam ser desencadeadas por terremotos ocorridos nas chamadas falhas propulsoras, em que a dire\u00e7\u00e3o do deslocamento empurra o fundo do mar e \u00e1gua para cima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Perto do epicentro, o deslocamento da \u00e1gua pode n\u00e3o ser muito claro, por causa da profundidade. Quando a\u00a0<strong>tsunami<\/strong>\u00a0entra na linha costeira, sua velocidade diminui, mas a altura aumenta. \u00c0 medida que se aproxima da terra, com a diminui\u00e7\u00e3o da profundidade do mar, a onda se agiganta. Uma\u00a0<strong>tsunami<\/strong>\u00a0de alguns cent\u00edmetros ou metros de altura pode atingir de 30 a 50 metros de altura na costa, com for\u00e7a devastadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No oceano profundo, centenas de quil\u00f4metros podem separar os topos das ondas. Muitas pessoas morreram durante\u00a0<strong>tsunamis<\/strong>\u00a0depois de voltar para casa, achando que as ondas tinham acabado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para quem est\u00e1 na praia, n\u00e3o h\u00e1 sinais da aproxima\u00e7\u00e3o. O primeiro ind\u00edcio costuma ser uma eleva\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, mas n\u00e3o como nas tempestades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1883, uma\u00a0<strong>tsunami<\/strong>\u00a0formada depois da erup\u00e7\u00e3o do vulc\u00e3o Krakatoa, entre as ilhas indon\u00e9sias de Java e Sumatra, matou 36.000 pessoas. A passagem da Tsunami foi registrada at\u00e9 no Panam\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em julho de 1998, dois terremotos submarinos de magnitude 7 criaram tr\u00eas\u00a0<strong>tsunamis<\/strong>\u00a0que mataram pelo menos 2.100 pessoas perto da cidade de Aitape, na costa norte de Papua Nova Guin\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Como se forma a onda mortal (tsunami)<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-180041\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/tema.h8.jpg\" alt=\"Tsunami\" width=\"342\" height=\"287\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"left\"><strong>1.\u00a0<\/strong>A ruptura causada pelo tremor no leito do mar empurra a \u00e1gua para cima, dando in\u00edcio \u00e0 onda.<strong>\n2.\u00a0<\/strong>A onda gigante se move nas profundezas do oceano em velocidade alt\u00edssima.<strong>\n3.<\/strong>\u00a0Ao se aproximar da terra, a onda perde velocidade, mas fica mais alta.<strong>\n4.\u00a0<\/strong>Ela ent\u00e3o avan\u00e7a por terra, destruindo tudo em seu caminho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Para uma melhor compreens\u00e3o<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-180042\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/tema.h9.jpg\" alt=\"Tsunami\" width=\"203\" height=\"253\" \/><strong>Erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas injetam toneladas de lava no\nch\u00e3o oce\u00e2nico, gerando ondas gigantes e devastadoras<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-180043\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/tema.h10.jpg\" alt=\"Tsunami\" width=\"200\" height=\"254\" \/><strong>Quase sempre, terremotos submarinos deslocam a\ncrosta oce\u00e2nica, empurrando a massa de \u00e1gua para cima<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-180044\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/tema.h11.jpg\" alt=\"Tsunami\" width=\"197\" height=\"252\" \/><strong>Uma bolha de g\u00e1s surge no fundo do oceano,\ncom o mesmo efeito de uma explos\u00e3o incomum<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Fatores que originam o tsunami?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um\u00a0<strong>tsunami\u00a0<\/strong>pode ser gerado por qualquer tumulto que desloque uma massa grande de \u00e1gua, tal como um sismo, um deslocamento da terra, uma explos\u00e3o vulc\u00e2nica ou um impacto de meteoro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os<strong>\u00a0tsunamis<\/strong>\u00a0podem ser gerados sempre que o fundo do mar sofre uma deforma\u00e7\u00e3o s\u00fabita, deslocando verticalmente a massa de \u00e1gua. Os sismos tect\u00f4nicos s\u00e3o um tipo particular de sismo que origina uma deforma\u00e7\u00e3o da crosta; sempre que os sismos ocorrem em regi\u00f5es submarinas, a massa de \u00e1gua localizada sobre a zona deformada vai ser afastada da sua posi\u00e7\u00e3o de equil\u00edbrio. As ondas s\u00e3o o resultado da a\u00e7\u00e3o da gravidade sobre a perturba\u00e7\u00e3o da massa de \u00e1gua. Os movimentos verticais da crosta s\u00e3o muito importantes nas fronteiras entre as placas litosf\u00e9ricas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deslizamentos de terra submarinos, que acompanham muitas vezes os grandes tremores de terra, bem como o colapso de edif\u00edcios vulc\u00e2nicos podem, tamb\u00e9m perturbar a coluna de \u00e1gua, quando grandes volumes de sedimentos e rocha se deslocam e se redistribuem no fundo do mar. Uma explos\u00e3o vulc\u00e2nica submarina violenta pode, do mesmo modo, levantar a coluna de \u00e1gua e gerar um\u00a0<strong>tsunami<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Grandes deslizamentos de terra e impactos de corpos c\u00f3smicos podem perturbar a estabilidade do oceano, com transfer\u00eancia de momento destes para o mar. Os tsunamis gerados por estes mecanismos movimentam-se mais rapidamente que os anteriores, podendo afetar de forma menos significativa a costa distante e assim acontece o\u00a0<strong>tsunami<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Porque existem os tsunamis?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O\u00a0<strong>Tsunami\u00a0<\/strong>\u00e9 uma das mais assustadoras e destrutivas formas de manifesta\u00e7\u00e3o da natureza. S\u00e3o ondas gigantes e catastr\u00f3ficas que t\u00eam origem por erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas subaqu\u00e1ticas ou terramotos, cujo o epicentro se situa no mar, no fundo dos oceanos, ou perto da costa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A terra abre-se debaixo do mar recolhendo as \u00e1guas da orla costeira que seca num espa\u00e7o de v\u00e1rios quil\u00f3metros, como uma grande mar\u00e9 vazia. Normalmente entre cinco a trinta minutos depois, a \u201cmar\u00e9\u201d volta a encher e o mar retorna numa onda que pode ultrapassar os vinte metros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas \u00e1guas profundas do oceano a mais de 20, 000 p\u00e9s as ondas de\u00a0<strong>Tsunami\u00a0<\/strong>podem viajar \u00e0 velocidade que em casos extremos, chega a atingir 200 metros, aproximadamente (800 km\/h). Podem-se deslocar de um lado do Oceano Pac\u00edfico para o outro em menos de 24 horas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em alto mar essas ondas podem atingir aproximadamente 100 km de comprimento. Elas n\u00e3o podem ser sentidas pelas embarca\u00e7\u00f5es nem podem ser vistas ao ar livre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Os estragos que provocam?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os tsunamis t\u00eam um comportamento muito diferente das t\u00edpicas ondas de surf; propagam-se a altas velocidades e podem percorrer dist\u00e2ncias transoce\u00e2nicas sem grande perda de energia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma\u00a0<strong>tsunami\u00a0<\/strong>pode causar estragos a milhares de quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia da sua origem, podendo passar muitas horas entre a sua cria\u00e7\u00e3o e o seu impacto na costa, chegando bastante depois da onda s\u00edsmica que a originou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tipicamente, cerca de dez minutos antes de um\u00a0<strong>tsunami<\/strong>, o mar recua da costa, expondo parte do leito marinho. Se a inclina\u00e7\u00e3o for rasa, este recuo pode exceder 800 metros. As pessoas inconscientes do perigo podem permanecer na costa, devido \u00e0 curiosidade, mas este pode ser um sinal de advert\u00eancia da vinda de um tsunami. Pode haver diversas ondas, com intervalos entre dois e quarenta e cinco minutos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No\u00a0<strong>tsunami\u00a0<\/strong>mais destruidor que se conhece, que foi gerado pela explos\u00e3o vulc\u00e2nica do Krakatoa, em 1883, e viajou atrav\u00e9s do Pac\u00edfico a cerca de 500 km\/h, as ondas chegaram a ter 40 metros de altura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No alto mar as ondas dos tsunamis n\u00e3o s\u00e3o praticamente detect\u00e1veis:<\/strong>\u00a0a sua altura n\u00e3o excede alguns metros e \u00e9 muitas vezes inferior a um metro. Propagam-se a grandes velocidades pelo oceano e descem depois para velocidades menores ao aproximarem-se da costa. E \u00e9 s\u00f3 quando se aproximam da costa que elas crescem a alturas terrificantes \u2013 geralmente de 5 a 20 metros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por vezes, as ondas ao chegarem \u00e0 costa causam apenas uma repentina e enorme inunda\u00e7\u00e3o, do tipo das que s\u00e3o causadas pelas mar\u00e9s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 quando o perfil da costa causa uma refra\u00e7\u00e3o, que concentra a energia das ondas, que se formam ondas alt\u00edssimas, como se fossem uma perigosa e alta parede de \u00e1gua que avan\u00e7a para a costa. O primeiro sinal que anuncia a sua chegada \u00e0 costa \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o ao longe de uma onda mais elevada do que \u00e9 usual, acompanhada muitas vezes por um som de trov\u00e3o e depois por um som como o de um helic\u00f3ptero que estivesse muito perto. Passados alguns minutos, o primeiro grande vale chega e os sons v\u00e3o desaparecendo. A \u00e1gua \u00e9 sugada da praia como se tivesse come\u00e7ado bruscamente uma fort\u00edssima mar\u00e9 baixa. A praia fica cheia de peixes e com as rochas do fundo \u00e0 vista. Depois de alguns minutos de sil\u00eancio, chega a primeira onda \u00e0 praia, acompanhada muitas vezes por um silvo parecido com o de um avi\u00e3o a jato que voasse baixo. Seguindo-se sempre mais ondas, separadas entre si por intervalos que podem ir de quinze minutos a v\u00e1rias horas. Normalmente, as terceiras ou quartas s\u00e3o as mais altas e destruidoras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Tsunamis ou muralhas de \u00e1gua<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os\u00a0<strong>tsunamis\u00a0<\/strong>s\u00e3o um resultado dos sismos. Estes maremotos n\u00e3o t\u00eam origem no vento, mas sim na atividade s\u00edsmica submarina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o provocados por abalos da terra e por erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas que ocorrem nas fossas oce\u00e2nicas e nas ilhas. Os maremotos provocam um ligeiro arqueamento bem localizado da superf\u00edcie do mar que origina a forma\u00e7\u00e3o de ondas ao longo de v\u00e1rias dezenas de quil\u00f3metros. Estas ondas s\u00e3o praticamente invis\u00edveis em mar aberto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora se possam propagar a 800 Km\/h, os navegadores quase n\u00e3o d\u00e3o por elas. No entanto, ao aproximarem-se do litoral, essas montanhas de \u00e1gua erguem-se subitamente, devastando tudo \u00e0 sua passagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os\u00a0<strong>tsunamis<\/strong>\u00a0atravessam o oceano em poucas horas. Em 1960 um sismo sacudiu o Sul do Chile. Menos de 24 horas depois, do outro lado do mundo, o sismo deu origem a um\u00a0<strong>tsunami<\/strong>\u00a0que devastou as costas do Jap\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1883 a explos\u00e3o do krakatoa, na Indon\u00e9sia, provocou nas costas de Java, Sumatre e ilhas vizinhas ondas terr\u00edveis, com 30 m de altura. Uma destas vagas arrastou uma embarca\u00e7\u00e3o deixando-a a 10 Km da beira-mar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m no Oceano Atl\u00e2ntico ocorreram violentos maremotos, como o de 1755, que destruiu a cidade de Lisboa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Mega Tsunami: a onda da destrui\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo dos oceanos encontramos ind\u00edcios de poss\u00edveis \u201cbombas\u201d geol\u00f3gicas. Uma vez disparadas, poderiam criar fen\u00f4menos extraordin\u00e1rios como ondas gigantes (muito maiores que as\u00a0<strong>tsunamis<\/strong>\u00a0normais) que viajariam atrav\u00e9s dos mares, destruindo pa\u00edses com regi\u00f5es costeiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Faz alguns anos que os cientistas encontraram ind\u00edcios de que da pr\u00f3xima vez um destes fen\u00f4menos poderia ocorrer ocasionado pela erup\u00e7\u00e3o do vulc\u00e3o Cumbre Vieja, em La Palma, nas Ilhas Can\u00e1rias, na costa norte do continente africano. Uma muralha de \u00e1gua poderia num desses dias se formar e viajar atrav\u00e9s do oceano atl\u00e2ntico a velocidade de cruzeiro, para destruir a costa este dos Estados Unidos. A Am\u00e9rica seria alcan\u00e7ada por uma mega\u00a0<strong>tsunami<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1953, dois ge\u00f3logos foram para uma baia remota do Alaska em busca de petr\u00f3leo. Atrav\u00e9s de seus estudos se deram conta de que no passado a baia havia sido golpeada por ondas enormes e se perguntaram o que poderia t\u00ea-las causado. Cinco anos depois obtiveram a resposta. Em 1958 um gigantesco deslizamento de terra (que se derramou dentro da baia) levantou uma onda de 500 m de altura, mais alta do que qualquer arranha-c\u00e9u do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O potencial destruidor da tsunami induzido pelo deslizamento &#8211; ao que os cientistas chamaram \u201cmega tsunami\u201d &#8211; come\u00e7ou a ser estudado:<\/strong>\u00a0se um deslizamento de algumas dimens\u00f5es consideradas \u201cmoderadas\u201d no Alaska criaram uma onda deste tamanho, que estragos n\u00e3o poderia criar um deslizamento gigante?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os cientistas come\u00e7am a dar-se conta de que um dos maiores perigos reside nas ilhas vulc\u00e2nicas de grandes dimens\u00f5es, que s\u00e3o especialmente vulner\u00e1veis a estes tipos de deslizamentos. Os ge\u00f3logos come\u00e7aram a buscar provas destes eventos no fundo dos oceanos e as evid\u00eancias encontradas deixaram-nos impressionados. As profundezas ao redor do arquip\u00e9lago do Hava\u00ed, por exemplo, est\u00e3o recobertas de dep\u00f3sitos de tamanhos colossais, produzidos por deslizamentos ocorridos ao longo de milhares de anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todavia, mega\u00a0<strong>tsunamis<\/strong>\u00a0que estes enormes deslizamentos de terra podem causar s\u00e3o eventos muito raros. O \u00faltimo registrado ocorreu no arquip\u00e9lago da Reuni\u00e3o h\u00e1 4000 anos. E uma das maiores preocupa\u00e7\u00f5es dos cientistas \u00e9 que as condi\u00e7\u00f5es sob as quais um deslizamento desta magnitude &#8211; e por extens\u00e3o uma mega\u00a0<strong>tsunami<\/strong>\u00a0&#8211; ocorrem neste momento em La Palma, nas Ilhas Can\u00e1rias. Em 1949, o vulc\u00e3o Cumbre Vieja que entrou em erup\u00e7\u00e3o na zona sul da ilha gerou uma fenda consider\u00e1vel ao longo de um dos flancos do vulc\u00e3o, que fez com que esta parte da ilha avan\u00e7asse uns poucos metros no Atl\u00e2ntico, antes de parar sua trajet\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto se mantiver inativo o vulc\u00e3o n\u00e3o representa nenhum perigo. Contudo, os cientistas acreditam que o flanco oeste da ilha colapsar\u00e1 durante uma erup\u00e7\u00e3o futura. Em outras palavras, que em qualquer momento nos pr\u00f3ximos mil anos, uma grande parte do sul de La Palma (com um volume de 500 milh\u00f5es de toneladas) se derramar\u00e1 no Oceano Atl\u00e2ntico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-180045\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/tema.h12.jpg\" alt=\"Tsunami\" width=\"358\" height=\"208\" \/><strong>A onda penetrar\u00e1 20 km terra adentro<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"left\">O que acontecer\u00e1 quando o vulc\u00e3o de La Palma entrar em erup\u00e7\u00e3o? Estudos cient\u00edficos afirmam que ocasionar\u00e1 uma onda quase inconcebivelmente destruidora, muito maior do que qualquer processo observado nos tempos modernos. Atravessar\u00e1 o Atl\u00e2ntico em poucas horas engolindo completamente a costa este dos Estados Unidos e varrer\u00e1 do mapa tudo o que existe 20 km terra adentro. Boston seria a primeira zona a ser afetada, seguidos de Nova York, a pen\u00ednsula de Miami e as ilhas do Caribe. \u00c9 evidente que toda a costa brasileira tamb\u00e9m seria atingida por grandes\u00a0<strong>tsunamis<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tsunami<\/strong>, \u00e9 uma express\u00e3o do idioma japon\u00eas que significa onda gigantesca. Elas se formam por dist\u00farbios s\u00edsmicos ou adversidades oce\u00e2nicas. Por exemplo, um terremoto (exemplo mais comum), pode gerar um abalo no volume das \u00e1guas do oceano que ao serem agitadas acabam produzindo estas ondas que se propagam aumentando gradativamente o per\u00edmetro de a\u00e7\u00e3o atingindo litorais muito distantes. Outra maneira de se observar um\u00a0<strong>tsunami<\/strong>\u00a0\u00e9 quando ocorre uma erup\u00e7\u00e3o vulc\u00e2nica de grandes propor\u00e7\u00f5es, tendo liberada entre os detritos, elementos minerais da chamin\u00e9 do vulc\u00e3o, uma parte substancial de massa s\u00f3lida que ao ser lan\u00e7ada contra o litoral de uma ilha, pode causar uma agita\u00e7\u00e3o das \u00e1guas promovendo o mesmo efeito. Se ocorrer a queda de um meteoro, ou uma explos\u00e3o superior ou em torno de 1 ou 2 megatons, tamb\u00e9m podemos obter os mesmos efeitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em geral este fen\u00f4meno ocorre no Oceano Pac\u00edfico sobre todas as na\u00e7\u00f5es que s\u00e3o banhadas por suas \u00e1guas, sendo muito menor e muito menos ativo para o Oceano Atl\u00e2ntico e menor ainda para os mares como o Mediterr\u00e2neo, Mar Vermelho, Mar Adri\u00e1tico, Mar Negro, Mar Egeu, etc. Isso porque o volume das \u00e1guas do Oceano Pac\u00edfico o favorece na percep\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno, pois ele se desenvolve com maior for\u00e7a para este oceano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estas ondas s\u00e3o altamente destrutivas, porque uma onda t\u00eam maior for\u00e7a, quando \u00e9 mais elevada. A rela\u00e7\u00e3o, for\u00e7a, volume, altura da onda \u00e9 uma matem\u00e1tica que se resume em uma equa\u00e7\u00e3o aritm\u00e9tica, ou seja, uma onda de 60 cm ter\u00e1 quatro vezes a for\u00e7a de outra de 30 cm.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Oceano Pac\u00edfico se apresenta como um oceano aparentemente calmo, mas na verdade ele esconde o poderio de sua for\u00e7a. Seu volume tamb\u00e9m o condiciona a uma oscila\u00e7\u00e3o muito maior de suas \u00e1guas quando dos intervalos entre mar\u00e9 alta a mar\u00e9 baixa. Por exemplo, enquanto que o oceano Atl\u00e2ntico oscila em 30 cm no regi\u00e3o do Equador (aqui \u00e9 preciso considerar que suas \u00e1guas nesta regi\u00e3o contam com o efeito de um represamento promovido pelo grupo de ilhas que formam uma bacia na Am\u00e9rica Central), na costa do Panam\u00e1 oriental, as \u00e1guas do Oceano Pac\u00edfico variam de mar\u00e9 baixa para mar\u00e9 alta em 9,75 m na costa ocidental do Panam\u00e1 e entre 9 e 9,5 m na costa das Filipinas e Indon\u00e9sia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estas variantes e as condi\u00e7\u00f5es de volume e extens\u00e3o permitem que ao se observar um abalo s\u00edsmico \u00e0 t\u00e3o somente 30 km de dist\u00e2ncia de um litoral, possamos perceber nada menos do que 10 m de ondas atingindo o litoral. Quando um abalo ocorre em um extremo do Oceano Pac\u00edfico, o outro n\u00e3o estar\u00e1 livre de seus efeitos, ao contr\u00e1rio, pode perceber uma for\u00e7a ainda maior do que ocorreria se o tremor estivesse em suas proximidades, deste modo, um terremoto ocorrido no Chile em 03\/03\/1985 da ordem de 6.7, foi sentido em Buenos Aires na Argentina, S\u00e3o Paulo no Brasil e causou\u00a0<strong>tsunamis<\/strong>\u00a0generalizados pelo Oceano Pac\u00edfico conduzindo eleva\u00e7\u00e3o do Oceano em 1.1 m em Val Para\u00edso, Chile; 48 cm em Hillo no Hava\u00ed; 15 cm em Sand Point, Alaska; 12 cm em Adak, Alaska; 11 cm em Rikitea, Ilhas Gambier; 10 cm em Papeete, Taiti; 10 cm em Kushiro, Nemuro e Miyako, Jap\u00e3o; 5 cm em Seward, Alaska; 4 cm em Kodiak, Alaska; e 3 cm em Honolulu e Pearl Harbor, Hava\u00ed.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma eleva\u00e7\u00e3o de apenas alguns cent\u00edmetros representam nada menos que alguns metros de eleva\u00e7\u00e3o para as costas dos pa\u00edses atingidos. A eleva\u00e7\u00e3o na costa japonesa na data referida, representou cerca de 8 metros para as ondas que surgiram na forma do Tsunami.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sua forma\u00e7\u00e3o \u00e9 curiosa, inicia pelo sil\u00eancio, quem estiver no litoral n\u00e3o consegue ouvir nem mesmo o canto das aves (elas emudecem prevendo alguma trag\u00e9dia e voam procurando abrigo), a sensa\u00e7\u00e3o de sil\u00eancio tamb\u00e9m se deve ao fato de que, quando um\u00a0<strong>tsunami<\/strong>\u00a0inicia sua forma, a primeira coisa que ele faz \u00e9 conferir o recuo do litoral, as \u00e1guas da praia v\u00e3o sendo sugadas, temos algo semelhante a um v\u00e1cuo sendo desenvolvido. Ela ent\u00e3o come\u00e7a a tomar sua forma, constituindo uma coluna de \u00e1gua que se eleva e ao mesmo tempo passa \u00e0 se avan\u00e7ar em dire\u00e7\u00e3o ao litoral, formando uma imensa coluna de \u00e1gua com quil\u00f4metros de extens\u00e3o e v\u00e1rios metros de altura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sua velocidade \u00e9 descomunal como fen\u00f4meno, ela se desloca acima de 650 km\/h, n\u00e3o sendo raros os que avan\u00e7am em 850 km\/h ou mais. O deslocamento desta massa de \u00e1gua que tanto \u00e9 elevada, quanto \u00e9 veloz e sua for\u00e7a de destrui\u00e7\u00e3o \u00e9 algo que n\u00e3o pode ser comparado. Quando temos a for\u00e7a de um furac\u00e3o cuja massa f\u00edsica \u00e9 o ar e sua velocidade \u00e9 superior \u00e0 250 km\/h (categoria F-5) provocando desastres inumer\u00e1veis e um rastro de destrui\u00e7\u00e3o, imaginemos ent\u00e3o o que seria um fen\u00f4meno que tem como elemento f\u00edsico a \u00e1gua (mais consistente e mais densa), com velocidade tr\u00eas ou quatro vezes maior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para se ter id\u00e9ia, um\u00a0<strong>tsunami<\/strong>\u00a0ocorrido em 27\/03\/1964 em Kodiak no Alaska, lan\u00e7ou um trem carregado de min\u00e9rio de ferro \u00e0 400 metros de seu local e 10 metros acima do n\u00edvel em que se encontrava.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estes fen\u00f4menos normalmente atingem o litoral com medidas em torno de 120 a 180 km de comprimento, dura\u00e7\u00e3o de 15 min. e velocidade de 360 n\u00f3s (650 km\/h) com altura m\u00e9dia de sua forma em torno de 7 a 8 metros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando mais expressivo, ele t\u00eam mais de 500 km at\u00e9 ou mais de 1.000 km de comprimento, dura\u00e7\u00e3o em torno de 2 horas, velocidade de 480 n\u00f3s (890 km\/h) e altura m\u00e9dia acima de 10 ou 20 metros (quanto mais elevado mais forte e mais r\u00e1pido).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando se iniciam, eles n\u00e3o possuem mais do que um ou dois metros nas \u00e1guas profundas, sendo raramente percebidos, mas ao atingirem o litoral \u00e9 que eles se desenvolvem \u201cpuxando\u201d as \u00e1guas das praias para desenvolver sua forma e golpear a costa com o impacto de sua for\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se por um lado a aplica\u00e7\u00e3o e uso desta denomina\u00e7\u00e3o se deveu \u00e0 uma influ\u00eancia oriental, isso se explica pelo fato de que seja um fen\u00f4meno muito comum para a costa dos pa\u00edses do oriente, em raz\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es j\u00e1 tratadas que o favorecem. Mas por outro lado diferencia a maneira como deva ser tratado quando comparado com um maremoto, que possui rela\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca com o fen\u00f4meno que o proporciona, terremoto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deste modo, um\u00a0<strong>Tsunami<\/strong>\u00a0pode se originar \u00e0 partir de qualquer adversidade que confira altera\u00e7\u00e3o nas \u00e1guas oce\u00e2nicas conferindo a forma\u00e7\u00e3o de ondas que se propagam em cent\u00edmetros ou poucos metros, mas que finalizam com o efeito devastador de uma onda gigantesca que destr\u00f3i todo o litoral atingido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apenas para complementar e para que se conhe\u00e7a a realidade oce\u00e2nica para cada um, a costa da Fran\u00e7a est\u00e1 habituada a perceber ondas que atingem o seu litoral na forma de\u00a0<strong>Tsunamis<\/strong>, por\u00e9m eles s\u00e3o muito menores, com apenas alguns cent\u00edmetros ou poucos metros, mesmo quando dos abalos da ordem de 5 ou 6 graus na escala Richter no Oceano Atl\u00e2ntico, Mar Mediterr\u00e2neo ou Am\u00e9rica Central. Eles s\u00f3 ocorrem com ondas destrutivas quando o abalo ocorre acima de 8 graus e em pontos espec\u00edficos do Atl\u00e2ntico Norte ou Mediterr\u00e2neo, sem o que, estes efeitos acabam n\u00e3o sendo percebidos.<\/p>\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.cfloriental.net\/www.starnews2001.com.br\/ ilhadeatlantida.vilabol.uol.com.br\/w3.ualg.pt\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tsunami &#8211; O que \u00e9 Um\u00a0tsunami\u00a0\u00e9 uma onda ou uma s\u00e9rie delas que ocorrem ap\u00f3s perturba\u00e7\u00f5es abruptas que deslocam verticalmente a coluna de \u00e1gua. Pode-se identificar o termo com \u201cmaremoto\u201d, contudo maremoto refere-se a um sismo no fundo do mar, semelhante a um sismo em terra firme e que pode, de fato originar um\u00a0tsunami. 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