{"id":6286,"date":"2015-12-10T00:00:00","date_gmt":"2015-12-10T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/geografia-politica\/"},"modified":"2026-08-31T18:11:53","modified_gmt":"2026-08-31T18:11:53","slug":"geografia-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/geografia-2\/geografia-politica\/","title":{"rendered":"Geografia Pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"\n<strong>Geografia Pol\u00edtica \u00e9 uma \u00e1rea da Geografia que estuda Pol\u00edtica levando em considera\u00e7\u00e3o o Territ\u00f3rio de um determinado pa\u00eds ou regi\u00e3o.<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Geografia Pol\u00edtica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/geografia-politica.jpg\" alt=\"Geografia Pol\u00edtica\" width=\"550\" height=\"282\" \/><\/p>\n<strong>Geografia Pol\u00edtica<\/strong>, termo utilizado para designar a influ\u00eancia determinante do meio ambiente (elementos como as caracter\u00edsticas geogr\u00e1ficas, as for\u00e7as sociais e culturais e os recursos econ\u00f4micos) na pol\u00edtica de uma na\u00e7\u00e3o.\n\nO cientista pol\u00edtico sueco Rudolf Kjell\u00e9n, que criou um sistema de ci\u00eancia pol\u00edtica baseado na intera\u00e7\u00e3o das for\u00e7as sociol\u00f3gicas, pol\u00edticas e f\u00edsicas, criou a palavra geopol\u00edtica em seu trabalho, Staten som Lifsform (1916, O Estado como um organismo).\n\nA geopol\u00edtica chegou a ser importante na Alemanha durante o per\u00edodo do nacional-socialismo, pois proporcionou uma raz\u00e3o pseudocient\u00edfica para justificar sua expans\u00e3o territorial.\n\n<strong>Geografia pol\u00edtica<\/strong>, ramo da geografia que tem sido parte essencial do estudo geogr\u00e1fico desde os tempos da Gr\u00e9cia antiga. De fato, o tratamento regional foi, por um longo tempo, confinado a descri\u00e7\u00f5es de pa\u00edses, suas fronteiras e suas capitais.\n\nA geografia pol\u00edtica moderna estuda as unidades pol\u00edticas como uma regi\u00e3o humana, notando suas bases geogr\u00e1ficas e desenvolvimento territorial, suas mudan\u00e7as na distribui\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica interna, a riqueza econ\u00f4mica relativa de uma \u00e1rea para outra, sua variedade pol\u00edtica e outros fen\u00f4menos sociais. Inevitavelmente, isto leva ao estudo das rela\u00e7\u00f5es internacionais.\n\nA geografia une-se com a ci\u00eancia pol\u00edtica e a hist\u00f3ria no estudo dos fen\u00f4menos pol\u00edticos. O ge\u00f3grafo visualiza a unidade pol\u00edtica como uma \u00e1rea possuindo fronteiras e dividida em \u00e1reas administrativas, mas com uma ampla variedade de caracter\u00edsticas econ\u00f4micas, sociais e f\u00edsicas.\n\nO cientista pol\u00edtico lida com institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e tipos de governo, os processos do comportamento pol\u00edtico e princ\u00edpios gerais de governo. Como a descri\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica de fen\u00f4menos pol\u00edticos n\u00e3o explica completamente governos individuais, a ci\u00eancia pol\u00edtica deve preocupar-se com o estudo comparativo de diferentes governos e ent\u00e3o mistura-se \u00e0 geografia pol\u00edtica.\n\nTal qual no campo das rela\u00e7\u00f5es internacionais, geografia e ci\u00eancia pol\u00edtica possuem uma grande \u00e1rea para cobrir. Na an\u00e1lise de elementos de poder entre pa\u00edses, a geografia econ\u00f4mica bem como a geografia pol\u00edtica contribuem com dados e conceitos.\n\nNa realidade, v\u00e1rias outras ci\u00eancias, incluindo economia, antropologia, geologia econ\u00f4mica e bot\u00e2nica econ\u00f4mica contribuem para uma avalia\u00e7\u00e3o dos recursos das na\u00e7\u00f5es.\n\nO estudo das rela\u00e7\u00f5es internacionais levou a uma geografia pseudopol\u00edtica din\u00e2mica, a geopol\u00edtica. De acordo com uma defini\u00e7\u00e3o, \u0093a geografia pol\u00edtica visualiza o estado do ponto de vista do espa\u00e7o, enquanto que a geopol\u00edtica visualiza o espa\u00e7o do ponto de vista do estado\u0094.\n\nUma extens\u00e3o desse conceito, a Geopolitik definida por Karl Haushofer, foi usada na Alemanha nazista como instrumento de propaganda e ilustra o perigo de confundir suposi\u00e7\u00f5es com fatos e a utiliza\u00e7\u00e3o disto para prop\u00f3sitos particulares.\n<h4>Globaliza\u00e7\u00e3o, Geopol\u00edtica e Meio Ambiente<\/h4>\nA geopol\u00edtica que por tanto tempo determinou os rumos das rela\u00e7\u00f5es externas das grandes pot\u00eancias e dos pa\u00edses emergentes, assim como o processo de expans\u00e3o das empresas multinacionais, adota uma nova forma com o processo duplo globaliza\u00e7\u00e3o\/regionaliza\u00e7\u00e3o. Assim sendo \u00e9 imposs\u00edvel entender a geopol\u00edtica e seu impacto no meio ambiente sem inseri-la no contexto da globaliza\u00e7\u00e3o.\n\nOu de uma forma muito mais pol\u00eamica, o duplo processo globaliza\u00e7\u00e3o\/regionaliza\u00e7\u00e3o t\u00eam impactos positivos no meio ambiente, na medida em que o territ\u00f3rio deixa de ser importante para as pol\u00edticas de expans\u00e3o geogr\u00e1ficas dos Estados-Na\u00e7\u00f5es, e de expans\u00e3o de mercados das empresas.\n\nMotivo de reflex\u00e3o \u00e9 afirmar tamb\u00e9m, que a geopol\u00edtica cedeu seu lugar para sua ant\u00edtese, a geoeconomia, e que esta dever\u00e1 determinar os novos rumos e estrat\u00e9gias de a\u00e7\u00e3o dos estados, que garanta um processo de acumula\u00e7\u00e3o em base &#8220;nacional&#8221;.\n\nA geopol\u00edtica \u00e9 entendida de v\u00e1rias formas, todas elas ligadas ao espa\u00e7o territorial, e \u00e0s estrat\u00e9gias de a\u00e7\u00e3o dos Estados, como forma de expandir o territ\u00f3rio nacional ou defender as fronteiras, regulamentar ou n\u00e3o as a\u00e7\u00f5es predat\u00f3rias e\/ou conservacionistas com rela\u00e7\u00e3o ao meio ambiente e, inclusive, como uma correla\u00e7\u00e3o entre os acontecimentos pol\u00edticos e o solo.\n\nA geopol\u00edtica est\u00e1 vinculada ao poder e seu uso pelos estados, mas primordialmente ela esta ligada ao solo, ao espa\u00e7o, ao territ\u00f3rio, e at\u00e9 ao espa\u00e7o vital. Al\u00e9m de n\u00e3o existir unanimidade do que \u00e9 entendido como geopol\u00edtica, em alguns casos, as defini\u00e7\u00f5es tornam-se contradit\u00f3rias, incoerentes e at\u00e9 excludentes.\n\nDefinindo geopol\u00edtica como a fundamenta\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica de linhas de a\u00e7\u00e3o pol\u00edticas, que englobam necessariamente a no\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o, o que torna estas a\u00e7\u00f5es dependente do espa\u00e7o f\u00edsico, do territ\u00f3rio, ou da regi\u00e3o. O espa\u00e7o f\u00edsico, tem sido sempre um dos componente vitais do espa\u00e7o econ\u00f4mico, por\u00e9m ele come\u00e7a a perder a import\u00e2ncia tanto estrat\u00e9gica quanto econ\u00f4mica.\n\nDo ponto de vista estrat\u00e9gico, o surgimento dos blocos econ\u00f4micos e suas institui\u00e7\u00f5es supranacionais, erodem o poder e a soberania dos estados nacionais, tornando sem sentido a antiga no\u00e7\u00e3o de fronteira. O limite que a fronteira impunha \u00e0 expans\u00e3o capitalista, \u00e9 deslocado, modificando-se tanto a no\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rio, quanto as fun\u00e7\u00f5es do <strong>Estado keynesiano<\/strong>, e as pr\u00e1ticas pol\u00edticas do mesmo.\n\nDo ponto de vista econ\u00f4mico, a regionaliza\u00e7\u00e3o ao tornar comum o espa\u00e7o econ\u00f4mico para todos os agentes, pela livre mobilidade de bens e servi\u00e7os, trabalhadores e capitais, torna necess\u00e1ria a harmoniza\u00e7\u00e3o e coopera\u00e7\u00e3o dos diferentes estados nacionais, o que elimina de vez, os perigos de atitudes expansionistas e esvazia de significado as pol\u00edticas de &#8220;seguran\u00e7a nacional&#8221;.\n\nO processo de globaliza\u00e7\u00e3o completa o circuito, ao retirar do Estado, o controle sobre os fluxos de capitais e da pol\u00edtica monet\u00e1ria, e reduzir a margem de manobra das pol\u00edticas macroecon\u00f4micas nacionais.\n\nA <strong>globaliza\u00e7\u00e3o<\/strong> tamb\u00e9m, elimina a parcela geogr\u00e1fica do espa\u00e7o econ\u00f4mico ao deslocalizar a atividade produtiva, tanto dos centros produtores de insumos quanto dos mercados consumidores devido \u00e0s novas t\u00e9cnicas de organiza\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, aos mecanismos multilaterais da <strong>Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Comercio (OMC)<\/strong> que permitem eliminar as barreiras tarifarias e n\u00e3o tarifarias das transa\u00e7\u00f5es de bens e servi\u00e7os, entre pa\u00edses n\u00e3o pertencentes ao mesmo bloco e \u00e0 homogeneiza\u00e7\u00e3o dos h\u00e1bitos de consumo.\n\nEla torna o territ\u00f3rio cada vez menos importante como elemento fundamental da produ\u00e7\u00e3o de bens, por causa das novas t\u00e9cnicas de produ\u00e7\u00e3o, deixando para o espa\u00e7o geogr\u00e1fico apenas a fun\u00e7\u00e3o preservacionista do meio ambiente e, como lugar de lazer para os citadinos.\n\nIsto significa que tanto o Estado, quanto a fronteira e o territ\u00f3rio, perdem a import\u00e2ncia que at\u00e9 aqui mantiveram, devendo modificar-se profundamente para responder \u00e0s exig\u00eancias que a nova divis\u00e3o internacional do trabalho e, a nova organiza\u00e7\u00e3o do processo produtivo reclamam. Assim,\n\n&#8221; A transi\u00e7\u00e3o de uma economia baseada em material, energia e m\u00e3o-de-obra para outra baseada na informa\u00e7\u00e3o e na comunica\u00e7\u00e3o reduz ainda mais a import\u00e2ncia da na\u00e7\u00e3o-estado como participante essencial de garantia dos destinos do mercado.\n\nUma importante fun\u00e7\u00e3o da moderna na\u00e7\u00e3o-estado \u00e9 sua capacidade de usar a for\u00e7a militar para tomar recursos vitais, captar e explorar m\u00e3o-de-obra local e at\u00e9 global. Agora que os recursos energ\u00e9ticos, minerais e m\u00e3o-de-obra est\u00e3o tornando-se menos importantes do que informa\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e propriedade intelectual no mix da produ\u00e7\u00e3o, a necessidade da interven\u00e7\u00e3o militar maci\u00e7a \u00e9 menos aparente.\n\nInforma\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o, as mat\u00e9rias primas da economia global de alta tecnologia, s\u00e3o imperme\u00e1veis a fronteiras f\u00edsicas. Elas invadem espa\u00e7os f\u00edsicos, cruzam linhas pol\u00edticas e penetram nas camadas mais profundas da vida nacional. Ex\u00e9rcitos inteiros n\u00e3o podem conter nem mesmo diminuir o fluxo acelerado da informa\u00e7\u00e3o e das comunica\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s de fronteiras nacionais&#8221; (Rifkin, 1995:260-1).\n\nEnquanto o papel geopol\u00edtico da na\u00e7\u00e3o-estado est\u00e1 diminuindo, sua fun\u00e7\u00e3o geoecon\u00f4mica aumenta. Paradoxalmente o aumento da import\u00e2ncia da geoeconomia significa um enfraquecimento do Estado keynesiano, e uma volta te\u00f3rica a suas fun\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas iniciais, na medida em que ele deve garantir para as empresas localizadas no seu territ\u00f3rio, pelo menos as mesmas condi\u00e7\u00f5es vigentes nos mercados menos regulamentados.\n<h4>Territorializa\u00e7\u00e3o <em>versus<\/em> Desterritorializa\u00e7\u00e3o<\/h4>\nO espa\u00e7o econ\u00f4mico \u00e9 definido como a uni\u00e3o do espa\u00e7o matem\u00e1tico e o espa\u00e7o geogr\u00e1fico. No primeiro se relacionam as vari\u00e1veis abstratas, e no segundo se localizam as atividades humanas ligadas \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o da natureza, \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente e da bio-diversidade. No espa\u00e7o econ\u00f4mico se situam &#8220;as rela\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e de comportamento humano que s\u00e3o geograficamente localizadas&#8221;.\n\nStorper (1994) define uma atividade como territorializada quando sua efetiva\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica depende da localiza\u00e7\u00e3o, sendo esta espec\u00edfica de um lugar determinado, o que significa que esses recursos n\u00e3o podem ser encontrados em outros lugares ou fabricados artificialmente.\n\nO fato do recurso ser espec\u00edfico de um lugar n\u00e3o implica necessariamente em atividades ligadas ao territ\u00f3rio, por causa da inser\u00e7\u00e3o em redes de relacionamento com outros centros territorializados devido \u00e0 internacionaliza\u00e7\u00e3o e por causa da globaliza\u00e7\u00e3o que os relaciona com partes desterritorializadas dos sistemas de produ\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o, marketing e consumo.\n\nEmbora na literatura e nas pol\u00edticas econ\u00f4micas adotadas principalmente no terceiro mundo, tenham-se associado espa\u00e7o econ\u00f4mico e espa\u00e7o territorial, o certo \u00e9 que as experi\u00eancias demonstram que esta rela\u00e7\u00e3o \u00e9 muito indireta e t\u00eanue, quando existe, pois elas s\u00e3o apenas uma parte de sistemas econ\u00f4micos mais complexos e completos (Storper,1994).\n\nSantos (1994:42) afirma que &#8220;assistimos a uma liquida\u00e7\u00e3o impiedosa dos mercados locais e sub-regionais dentro dos pa\u00edses e uma tentativa de integra\u00e7\u00e3o de mercados internacionais dentro dos espa\u00e7os regionais delimitados por acordos entre estados&#8221;\n<h4>Globaliza\u00e7\u00e3o<\/h4>\nPode-se definir a Globaliza\u00e7\u00e3o como sendo uma atividade econ\u00f4mica real, ou financeira, desenvolvida independentemente dos recursos espec\u00edficos dos diferentes pa\u00edses, o que termina com a import\u00e2ncia estrat\u00e9gica de alguns territ\u00f3rios.\n\nNa medida em que o territ\u00f3rio perde import\u00e2ncia, o espa\u00e7o econ\u00f4mico \u00e9 modificado, ficando apenas as rela\u00e7\u00f5es abstratas entre os diferentes agentes econ\u00f4micos. A globaliza\u00e7\u00e3o da economia est\u00e1 alimentada pelo desenvolvimento das tecnologias da informa\u00e7\u00e3o, pela abertura de novos mercados onde os sal\u00e1rios s\u00e3o baixos, e pela mobilidade do capital financeiro que escapa a qualquer controle nacional.\n\n\u00c9 a internacionaliza\u00e7\u00e3o da economia por\u00e9m, que cria a necessidade de uma empresa globalizada, que se torna poss\u00edvel pelo avan\u00e7o tecnol\u00f3gico na inform\u00e1tica e nas telecomunica\u00e7\u00f5es, pelas mudan\u00e7as no modelo de gest\u00e3o empresarial, tornado obsoleto pela necessidade que tem a firma de adaptar-se \u00e0s exig\u00eancias da nova divis\u00e3o internacional do trabalho e, pelos processos de desregulamenta\u00e7\u00e3o do estado e as mudan\u00e7as nas pol\u00edticas comerciais e de inser\u00e7\u00e3o internacional dos diferentes pa\u00edses.\n\nA fragmenta\u00e7\u00e3o do processo produtivo e, o aumento dos custos provocados pela rigidez nas legisla\u00e7\u00f5es trabalhistas dos pa\u00edses desenvolvidos, t\u00eam provocando o deslocamento da produ\u00e7&amp;atil de;o das multinacionais para os pa\u00edses em desenvolvimento, onde os sal\u00e1rios s\u00e3o reduzidos, destruindo os empregos que requerem pouca qualifica\u00e7\u00e3o nos pa\u00edses desenvolvidos.\n\nO processo de globaliza\u00e7\u00e3o pode funcionar melhor num espa\u00e7o onde as pol\u00edticas econ\u00f4micas s\u00e3o convergente e n\u00e3o no mundo formado por blocos, desta forma o novo desenho das pol\u00edticas p\u00fablicas a n\u00edvel mundial contribu\u00edram em muito para a consolida\u00e7\u00e3o do processo.\n\n\u00c9 imposs\u00edvel para as empresas concorrer em condi\u00e7\u00f5es de igualdade sem um m\u00ednimo de globaliza\u00e7\u00e3o do setor p\u00fablico. Medidas de desregulamenta\u00e7\u00e3o, abertura comercial, regionalismo aberto, e as decorrentes dos programas de estabiliza\u00e7\u00e3o e ajuste estrutural adotadas para atingir maior efici\u00eancia, competitividade e flexibiliza\u00e7\u00e3o da estrutura produtiva, foram fundamentais para que o fen\u00f4meno da globaliza\u00e7\u00e3o fosse incorporado nos pa\u00edses em desenvolvimento (Agudelo 1997).\n\nTodo o anterior significa que o processo de globaliza\u00e7\u00e3o, tem como consequ\u00eancia a crescente desterritorializa\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica, tornando-as menos dependentes dos recursos, pr\u00e1ticas e interdepend\u00eancias de um local espec\u00edfico (Storper,1994).\n\nIsto n\u00e3o significa, que n\u00e3o seja poss\u00edvel a exist\u00eancia de um forte grau de internacionaliza\u00e7\u00e3o do capital produtivo e financeiro, com um elevado grau de depend\u00eancia territorial, o que alguns analistas denominam de mundializa\u00e7\u00e3o do capital.\n\nA globaliza\u00e7\u00e3o pode ser entendida como um fen\u00f4meno microecon\u00f4mico restrito aos movimentos na divis\u00e3o do trabalho, a organiza\u00e7\u00e3o empresarial, os mecanismos de distribui\u00e7\u00e3o dos produtos, ou sua inser\u00e7\u00e3o nas grandes redes financeiras internacionais; ou tamb\u00e9m como produto do multilateralismo decorrente das negocia\u00e7\u00f5es na Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Comercio, o resultado de:\n\n<strong>Mudan\u00e7as na Tecnologia:<\/strong> A globaliza\u00e7\u00e3o tem facilitado as transa\u00e7\u00f5es comerciais internacionais, de forma exponencial, devido ao progresso tecnol\u00f3gico das telecomunica\u00e7\u00f5es e aos avan\u00e7os da microeletr\u00f4nica.\n\nA desregulamenta\u00e7\u00e3o da economia: O mundo globalizado \u00e9 avesso \u00e0 presen\u00e7a do estado e suas regulamenta\u00e7\u00f5es. A ideologia liberal do estado minimalista tem contribu\u00eddo para que sua presen\u00e7a seja cada vez menor. As pol\u00edticas p\u00fablicas de liberaliza\u00e7\u00e3o e desregula\u00e7\u00e3o do mercado, assim como os movimentos de abertura comercial unilateral tem tido um papel importante para amplificar esse processo que paradoxalmente esvazia o poder do estado.\n\n<strong>Mudan\u00e7as na organiza\u00e7\u00e3o empresarial:<\/strong> \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica corresponde uma redu\u00e7\u00e3o dos custos de produ\u00e7\u00e3o, comercializa\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o do produto, assim como uma mudan\u00e7a nas rela\u00e7\u00f5es das empresas com o setor financeiro nacional. Isto levou \u00e0s empresas a adotarem modelos de gest\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o empresarial cada vez mais \u00e1geis e flex\u00edveis que permitissem o melhor aproveitamento das economias de escala e de efici\u00eancia.\n\nO Capitalismo tem como caracter\u00edstica as inova\u00e7\u00f5es e transforma\u00e7\u00f5es das t\u00e9cnicas produtivas. E o desenvolvimento das t\u00e9cnicas est\u00e1 relacionado com a necessidade de expans\u00e3o do capitalismo e n\u00e3o em atender as necessidades da sociedade.\n\nComo o principal objetivo do Capitalismo \u00e9 acumular, as empresas passam a intensificar sua produ\u00e7\u00e3o, para o qual precisam de um mercado cada vez maior, o que as leva a deslocar sua produ\u00e7\u00e3o e aumentar os fluxos de capital para terceiros pa\u00edses com o intuito de aproveitar-se do potencial do mercado ampliado, produto desse processo.\n\nAs inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas nas comunica\u00e7\u00f5es e na informa\u00e7\u00e3o exigem muito menos recursos naturais do que as utilizadas anteriormente, e pelo tanto s\u00e3o mais favor\u00e1veis ao meio ambiente, segundo Woodall (1996:A12) &#8220;enquanto os autom\u00f3veis, ferrovias e motores a vapor usavam mat\u00e9rias primas em grande escala, a tecnologia da informa\u00e7\u00e3o (TI) acelera a mudan\u00e7a para uma economia &#8220;sem peso&#8221;, na qual uma parcela crescente da produ\u00e7\u00e3o toma a forma de bens intang\u00edveis.\n\nA TI oferece tamb\u00e9m enorme potencial para reduzir a polui\u00e7\u00e3o e os congestionamentos, por meio do &#8220;teletrabalho&#8221; e das &#8220;telecompras&#8221;, que tornar\u00e3o muitas viagens desnecess\u00e1rias&#8221;\n<h4>A revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica na agricultura e na ind\u00fastria<\/h4>\nA automa\u00e7\u00e3o est\u00e1 transformando a agricultura, o que significa uma tend\u00eancia cada vez maior de expuls\u00e3o do homem do campo, o que gera uma preocupa\u00e7\u00e3o crescente n\u00e3o com o futuro do contingente liberado de m\u00e3o de obra agr\u00edcola e sim com a for\u00e7a de press\u00e3o que estes exercer\u00e3o sobre o emprego e os sal\u00e1rios, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e moradia, principalmente nas periferias das cidades do entorno agr\u00edcola, a transforma\u00e7\u00e3o e mecaniza\u00e7\u00e3o da agricultura gera tamb\u00e9m preocupa\u00e7\u00f5es com seu impacto no meio ambiente.\n\nMaior produtividade na agricultura, gerada pela mecaniza\u00e7\u00e3o, significa menos trabalhadores e menos terras para a produ\u00e7\u00e3o, o que significa tamb\u00e9m menos eros\u00e3o e menos danos ao meio ambiente e menor import\u00e2ncia para a quantidade e qualidade de terra que um pa\u00eds (ou regi\u00e3o) possui como elemento de poder ou peso pol\u00edtico e\/ou econ\u00f4mico.\n\nAs propriedades do solo, outrora \u00fanicas, come\u00e7am a perder espa\u00e7o e import\u00e2ncia na medida em que a produ\u00e7\u00e3o em laborat\u00f3rio avan\u00e7a.\n\nAs empresas, j\u00e1 se preparam para produzir alimentos, sem aux\u00edlio da terra, do clima e das mudan\u00e7as de esta\u00e7\u00e3o. Os exemplos citados a seguir s\u00e3o extra\u00eddos do livro de Rifkin e mostram que a tend\u00eancia atual \u00e9 eliminar a variabilidade da produ\u00e7\u00e3o causada pelo clima, a fertilidade do solo, a presen\u00e7a ou n\u00e3o de determinados min\u00e9rios e reduzir os custos gerados pela contamina\u00e7\u00e3o ambiental.\n\nA maior parte da oferta mundial de baunilha (70%), \u00e9 produzida em Madagascar, um pequeno pa\u00eds-ilha na \u00c1frica, em Comores e Reuni\u00e3o. A produ\u00e7\u00e3o da baunilha em laborat\u00f3rio foi recentemente realizada com sucesso, o que significa a elimina\u00e7\u00e3o da fava, da planta, do solo, do cultivo, da colheita, do agricultor, e da renda dos mesmos.\n\nSendo um dos produtos de exporta\u00e7\u00e3o mais importantes das ilhas, a produ\u00e7\u00e3o em que leva \u00e0 inadimpl\u00eancia e a n\u00e3o pagamento dos empr\u00e9stimos internacionais, que poderia gerar uma nova crise da d\u00edvida, pelo n\u00e3o cumprimento dos compromissos assumidos por pa\u00edses amea\u00e7ados pelos mesmos processos produtivos.\n\nA chamada cultura de tecidos, j\u00e1 faz experi\u00eancias para produzir suco de laranja sem plantar os pomares, gaze esterilizada sem passar pelo cultivo do algod\u00e3o, etc. Retirar a produ\u00e7\u00e3o animal, vegetal e mineral do c\u00e9u aberto, eliminaria a maioria dos problemas ambientais.\n\nO mesmo esta acontecendo com in\u00fameros produtos minerais. A produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7o laminado a frio nos Estados Unidos , que na sua forma tradicional gasta 12 dias para ficar pronto, e uma enorme quantidade de danos ambientais, \u00e9 produzido em menos de uma hora em uma f\u00e1brica computadorizada, a Nippon Steel, com poucos ou nenhum dano ambiental.\n\nA inform\u00e1tica est\u00e1 gerando cada vez mais, novos e mais numerosos sistemas computadorizados, para monitorar o meio ambiente, detectar \u00e1reas problem\u00e1ticas, corrigir problemas de eros\u00e3o, lixivia\u00e7\u00e3o e o escoamento de nutrientes e pesticidas. &#8220;O computador usa a informa\u00e7\u00e3o para desenvolver um programa de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola global. Equilibrando metas de \u00e1reas e objetivos de lucros com a necessidade de reduzir riscos ambientais a n\u00edveis aceit\u00e1veis&#8221; (Rifkin, 1995:122)\n<h4>As novas fun\u00e7\u00f5es do solo<\/h4>\nA evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica mencionada anteriormente, planteia uma quest\u00e3o que vem sendo debatida com rela\u00e7\u00e3o aos novos usos do solo. Dos debates tem surgido, a ideia de um desenvolvimento econ\u00f4mico sustent\u00e1vel onde o conceito principal diz respeito ao principio de uso m\u00faltiplo do territ\u00f3rio.\n\nEste uso m\u00faltiplo do territ\u00f3rio, elimina o aspecto meramente produtivo e\/ou estrat\u00e9gico do territ\u00f3rio e inclui a prote\u00e7\u00e3o ambiental e o lazer, como elementos importantes, do que poder\u00edamos denominar de novas &#8220;fun\u00e7\u00f5es&#8221; do territ\u00f3rio.\n<h4>Geopol\u00edtica e Meio Ambiente<\/h4>\nToda a discuss\u00e3o anterior nos leva a uma serie de considera\u00e7\u00f5es, onde a principal nos remete \u00e0 perda de import\u00e2ncia da geopol\u00edtica como &#8220;raison de \u00eatre&#8221; do estado moderno.\n\nAnteriormente, o espa\u00e7o f\u00edsico era visto como um mero prolongamento do territ\u00f3rio nacional e como espa\u00e7o mercadol\u00f3gico provedor de insumos e mat\u00e9rias primas e consumidor de bens e servi\u00e7os, com nenhuma ou escassa inquieta\u00e7\u00e3o ambiental por parte do estado, as empresas e a sociedade em geral, inclusive com rela\u00e7\u00e3o aos recursos naturais n\u00e3o renov\u00e1veis.\n\nCabe destacar que n\u00e3o tem sido os in\u00fameros desastres ecol\u00f3gicos, ou o surgimento de grupos ambientalistas radicais que tem despertado a sociedade para a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente. Ele se torna importante, na medida em que v\u00e1 se degradando, ficando escasso e pelo tanto convertendo-se num bem econ\u00f4mico.\n\n\u00c9 exatamente isto que gera a oportunidade de novas atividades no meio rural, que visam reduzir as externalidades negativas geradas pelo processo produtivo de alta intensidade no uso de recursos naturais.\n\nEstas atividades est\u00e3o ligadas basicamente \u00e0 produ\u00e7\u00e3o &#8220;biol\u00f3gico-artesanal&#8221; de alguns produtos, o turismo ecol\u00f3gico e rural, as &#8220;ch\u00e1caras&#8221; de recreio e lazer de fim de semana (segundas resid\u00eancias), e uma nov\u00edssima atividade: o &#8220;preservador meio ambiental&#8221;, pago para n\u00e3o produzir e sim para manter intacta a paisagem.\n\nEle deixa de produzir, n\u00e3o por que tenha-se convertido \u00e0 nova religi\u00e3o ambientalista, e sim por que n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de competir, mesmo utilizando as t\u00e9cnicas que agridem o meio ambiente, com as novas t\u00e9cnicas de bio-engenharia utilizadas pelas grandes empresas agroalimentarias, que al\u00e9m de n\u00e3o poluentes, reduzem o custo \u00e0 n\u00edveis jamais vistos desde a &#8220;revolu\u00e7\u00e3o verde&#8221;.\n\nAs novas tecnologias que s\u00e3o introduzidas no processo produtivo, e o desaparecimento dos mercados nacionais gerado pela globaliza\u00e7\u00e3o\/regionaliza\u00e7\u00e3o, permitem concluir que essas novas tecnologias ao contrario de suas predecessoras, ajudar\u00e3o a preservar o meio ambiente.\n\nA preserva\u00e7\u00e3o ambiental \u00e9 dada pela redu\u00e7\u00e3o dos deslocamentos para o local de trabalho, o que permite diminuir a polui\u00e7\u00e3o ambiental gerada pelos autom\u00f3veis; a produ\u00e7\u00e3o de alimentos e mat\u00e9rias primas a partir da engenharia gen\u00e9tica, o que tornar\u00e1 obsoleto o uso do solo com fins produtivos, diminuindo a eros\u00e3o e outros problemas ambientais gerados pela produ\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria; e a pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o industrial a medida que se automatiza dever\u00e1 reduzir a emiss\u00e3o de poluentes.\n\nEm s\u00edntese, \u00e0 medida que o dinamismo da atividade econ\u00f4mica se desloca da ind\u00fastria para o setor financeiro, de informa\u00e7\u00e3o e de comunica\u00e7\u00f5es a tend\u00eancia \u00e9 de uma utiliza\u00e7\u00e3o mais racional dos recursos meio ambientais.\n\nPara concluir, a globaliza\u00e7\u00e3o\/regionaliza\u00e7\u00e3o da economia diminui o papel que o espa\u00e7o territorial tem na atividade produtiva, o que retira a import\u00e2ncia da geopol\u00edtica e as a\u00e7\u00f5es que o Estado implementava, ao mesmo tempo, isto permite que a economia se torne cada vez mais independente dos recursos naturais, o que se de um lado diminui a import\u00e2ncia estrat\u00e9gica de alguns territ\u00f3rios, por outro, melhora as condi\u00e7\u00f5es ambientais o que permite vislumbrar um futuro onde as condi\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas ser\u00e3o melhores que as atuais, na medida em que as atividades ligadas \u00e0 ecologia dever\u00e3o tornar-se um pr\u00f3spero neg\u00f3cio.\n\nA <strong>geografia pol\u00edtica moderna<\/strong>, pelo menos tal como a entendemos hoje &#8211; isto \u00e9, como um estudo geogr\u00e1fico da pol\u00edtica, ou como o estudo das rela\u00e7\u00f5es entre espa\u00e7o e poder &#8211; nasceu com a obra Politische Geographie [Geografia Pol\u00edtica], de Friedrich RATZEL, publicada em 1897.\n\nN\u00e3o que esse ge\u00f3grafo alem\u00e3o tenha sido o primeiro autor a escrever sobre o assunto ou a empregar esse r\u00f3tulo. A bem da verdade, essa an\u00e1lise, ou melhor, essa incorpora\u00e7\u00e3o da dimens\u00e3o geogr\u00e1fica ou espacial da pol\u00edtica \u00e9 bastante antiga.\n\nPodemos encontr\u00e1-la em Arist\u00f3teles, em Maquiavel, em Montesquieu e em in\u00fameros outros fil\u00f3sofos da antiguidade, da Idade M\u00e9dia ou da \u00e9poca moderna.\n\nMas normalmente essa preocupa\u00e7\u00e3o com a dimens\u00e3o espacial da pol\u00edtica &#8212; tal como, por exemplo, a respeito do tamanho e da localiza\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio de uma cidade-Estado, em Arist\u00f3teles; ou sobre a localiza\u00e7\u00e3o e a defesa da fortaleza do pr\u00edncipe, em Maquiavel; ou a \u00eanfase na import\u00e2ncia da geografia (f\u00edsica e humana) para a compreens\u00e3o do &#8220;esp\u00edrito das Leis&#8221; de cada sociedade, em Montesquieu &#8212; era algo que surgia en passant, como um aspecto meio secund\u00e1rio da realidade, pois o essencial era entender a natureza do Estado ou das Leis, os tipos de governo ou as maneiras de alcan\u00e7ar e exercer eficazmente o poder.\n\nCom Ratzel inicia-se um estudo sistem\u00e1tico da dimens\u00e3o geogr\u00e1fica da pol\u00edtica, no qual a espacialidade ou a territorialidade do Estado era o principal objeto de preocupa\u00e7\u00f5es. <strong>E com Ratzel a pr\u00f3pria express\u00e3o &#8220;geografia pol\u00edtica&#8221;, que era comumente empregada nos estudos enciclop\u00e9dicos dos s\u00e9culos XVI, XVII e XVIII (as informa\u00e7\u00f5es sobre tal ou qual Estado:<\/strong> sua popula\u00e7\u00e3o, contornos territoriais, rios, montanhas, climas, cidades principais, etc.), ganha um novo significado. Ela passa a ser entendida como o estudo geogr\u00e1fico ou espacial da pol\u00edtica e n\u00e3o mais como um estudo gen\u00e9rico (em &#8220;todas&#8221; as suas caracter\u00edsticas) dos Estados ou pa\u00edses.\n\nA geopol\u00edtica, por sua vez, foi criada no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, mais precisamente em 1905, num artigo denominado &#8220;As grandes pot\u00eancias&#8221;, escrito pelo jurista sueco Rudolf KJELL\u00c9N. (Mas aten\u00e7\u00e3o: a palavra &#8220;geopol\u00edtica&#8221; \u00e9 que foi criada por Kjell\u00e9n, pois provavelmente essa tem\u00e1tica que passou a se chamar geopol\u00edtica seja mais antiga.\n\nIsto \u00e9, j\u00e1 havia anteriormente uma preocupa\u00e7\u00e3o com o poderio de cada Estado, com as grandes pot\u00eancias mundiais ou regionais, com a instrumentaliza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o geogr\u00e1fico com vistas \u00e0 guerra ou ao exerc\u00edcio do poder estatal).\n\nNormalmente se afirma &#8212; em quase todas as obras sobre &#8220;hist\u00f3ria da geopol\u00edtica&#8221; &#8212; que os geopol\u00edticos cl\u00e1ssicos, ou os &#8220;grandes nomes da geopol\u00edtica&#8221;, foram H.J. MacKinder, A.T. Mahan, R. Kjell\u00e9n e K. Haushofer. Desses quatro nomes, dois deles (o ge\u00f3grafo ingl\u00eas Mackinder e o almirante norte-americano Mahan) tiveram as suas principais obras publicadas antes da cria\u00e7\u00e3o dessa palavra geopol\u00edtica por Kjell\u00e9n e, dessa forma, nunca fizeram uso dela.\n\nO outro autor, o general alem\u00e3o Haushofer, foi na realidade quem popularizou a geopol\u00edtica, devido \u00e0s circunst\u00e2ncias (liga\u00e7\u00f5es, embora problem\u00e1ticas, com o nazismo e poss\u00edvel contribui\u00e7\u00e3o indireta para a obra Mein Kampf, de Hitler), tornando-a (tristemente) famosa nos anos 1930 e 40, em especial atrav\u00e9s da sua Revista de Geopol\u00edtica [Zeitschrift f\u00fcr Geopolitik], editada em Munique de 1924 a 44 e com uma tiragem mensal que come\u00e7ou com 3 mil e chegou a atingir a marca dos 30 mil exemplares, algo bastante expressivo para a \u00e9poca.\n\nA geopol\u00edtica, enfim, conheceu um per\u00edodo de grande expans\u00e3o no pr\u00e9-guerra, na primeira metade do s\u00e9culo XX, tendo se eclipsado &#8212; ou melhor, ficado no ostracismo &#8212; depois de 1945. Ela sempre se preocupou com a chamada escala macro ou continental\/planet\u00e1ria: a quest\u00e3o da disputa do poder mundial, que Estado (e por qu\u00ea) \u00e9 uma grande pot\u00eancia, qual a melhor estrat\u00e9gia espacial para se atingir esse status, etc. Existiram &#8220;escolas (nacionais) de geopol\u00edtica&#8221;, em especial dos anos 1920 at\u00e9 os anos 1970, em algumas partes do mundo, inclusive no Brasil.\n\nN\u00e3o escola no sentido f\u00edsico (pr\u00e9dio e salas de aula), mas sim no sentido de corrente de pensamento, de autores &#8212; mesmo que um tenha vivido distante do outro, no espa\u00e7o ou \u00e0s vezes at\u00e9 no tempo &#8212; com uma certa identifica\u00e7\u00e3o: no caso da geopol\u00edtica, ela consistia principalmente no desenvolvimento de um projeto (&#8220;Brasil, grande pot\u00eancia&#8221;, no nosso caso) que se expressa como uma estrat\u00e9gia (geo)pol\u00edtica e militar com uma clara dimens\u00e3o espacial.\n\nA natureza pragm\u00e1tica, utilitarista (e para o Estado, \u00fanico agente visto como leg\u00edtimo) ou de &#8220;saber aplic\u00e1vel&#8221; sempre foi uma t\u00f4nica marcante na geopol\u00edtica. Ela nunca se preocupou em firmar-se como um (mero?) &#8220;conhecimento&#8221; da realidade e sim como um &#8220;instrumento de a\u00e7\u00e3o&#8221;, um guia para a atua\u00e7\u00e3o de tal ou qual Estado.\n\nA partir de meados dos anos 1970 a geopol\u00edtica sai do ostracismo. Ela volta a ser novamente estudada (a bem a verdade, ela nunca deixou de ser, mas de 1945 at\u00e9 por volta de 1975 esteve confinada em pequenos c\u00edrculos, em especial militares).\n\nS\u00f3 que agora, ao inv\u00e9s de ser vista como &#8220;uma ci\u00eancia&#8221; (como pretendia Kjell\u00e9n) ou como &#8220;uma t\u00e9cnica\/arte a servi\u00e7o do Estado&#8221; (como advogavam in\u00fameros geopol\u00edticos, inclusive Haushofer), ela \u00e9 cada vez mais entendida como &#8220;um campo de estudos&#8221;, uma \u00e1rea interdisciplinar enfim (tal como, por exemplo, a quest\u00e3o ambiental).\n\nEm v\u00e1rias parte do globo criaram-se &#8212; ou est\u00e3o sendo criados &#8212; institutos de estudos geopol\u00edticos e\/ou estrat\u00e9gicos, que via de regra congregam in\u00fameros especialistas: cientistas pol\u00edticos, ge\u00f3grafos, historiadores, militares ou te\u00f3ricos estrategistas, soci\u00f3logos e, como n\u00e3o podia deixar de ser (na medida em que a &#8220;guerra&#8221; tecnol\u00f3gica-comercial hoje \u00e9 mais importante que a militar) at\u00e9 mesmo economistas.\n\nA palavra geopol\u00edtica n\u00e3o \u00e9 uma simples contra\u00e7\u00e3o da geografia pol\u00edtica, como pensam alguns, mas sim algo que diz respeito \u00e0s disputas de poder no espa\u00e7o mundial e que, como a no\u00e7\u00e3o de PODER j\u00e1 o diz (poder implica em domina\u00e7\u00e3o, via Estado ou n\u00e3o, em rela\u00e7\u00f5es de assimetria enfim, que podem ser culturais, sexuais, econ\u00f4micas, repressivas e\/ou militares, etc.), n\u00e3o \u00e9 exclusivo da geografia. (Embora tamb\u00e9m seja algo por ela estudado).\n\nA geografia pol\u00edtica, dessa forma, tamb\u00e9m se ocupa da geopol\u00edtica, embora seja uma ci\u00eancia (ou melhor, uma modalidade da ci\u00eancia geogr\u00e1fica) que estuda v\u00e1rios outros temas ou problemas. Exemplificando, podemos lembrar que a geografia tamb\u00e9m leva em conta a quest\u00e3o ambiental, embora esta n\u00e3o seja uma tem\u00e1tica exclusivamente geogr\u00e1fica (outras ci\u00eancias &#8212; tais como a biologia, a geologia, a antropologia, a hist\u00f3ria, etc. &#8212; tamb\u00e9m abordam essa quest\u00e3o).\n\nMas a geografia &#8212; da mesma forma que as outras ci\u00eancias mencionadas &#8212; n\u00e3o se identifica exclusivamente com essa quest\u00e3o, pois ela tamb\u00e9m procura explicar outras tem\u00e1ticas que n\u00e3o s\u00e3o rigorosamente ambientais tais como, por exemplo, a hist\u00f3ria do pensamento geogr\u00e1fico, a geografia eleitoral, os m\u00e9todos cartogr\u00e1ficos, etc.\n\nEsquematizando, podemos dizer que existiram ou existem v\u00e1rias interpreta\u00e7\u00f5es diferentes sobre o que \u00e9 geopol\u00edtica e as suas rela\u00e7\u00f5es com a geografia pol\u00edtica. Vamos resumir essas interpreta\u00e7\u00f5es, que variaram muito no espa\u00e7o e no tempo, em quatro vis\u00f5es:\n\n1. &#8220;A geopol\u00edtica seria din\u00e2mica (como um filme) e a geografia pol\u00edtica est\u00e1tica (como uma fotografia)&#8221;. Esta foi a interpreta\u00e7\u00e3o de in\u00fameros geopol\u00edticos anteriores \u00e0 Segunda Guerra Mundial, dentre os quais, podemos mencionar Kjell\u00e9n, Haushofer e v\u00e1rios outros colaboradores da Revista de Geopol\u00edtica, al\u00e9m do general Golbery do Couto e Silva e in\u00fameros outros militares no Brasil.\n\nSegundo eles, a geopol\u00edtica seria uma &#8220;nova ci\u00eancia&#8221; (ou t\u00e9cnica, ou arte) que se ocuparia da pol\u00edtica ao n\u00edvel geogr\u00e1fico, mas com uma abordagem diferente da geografia, mais &#8220;din\u00e2mica&#8221; e voltada principalmente para a a\u00e7\u00e3o. Eles viam a geografia como uma disciplina tradicional e descritiva e diziam que nela apenas colhiam algumas informa\u00e7\u00f5es (sobre relevo, dist\u00e2ncias, latitude e longitude, caracter\u00edsticas territoriais ou mar\u00edtimas, popula\u00e7\u00f5es e economias, etc.), mas que fundamentalmente estavam construindo um outro saber, que na realidade seria mais do que uma ci\u00eancia ou um mero saber, seria um instrumento imprescind\u00edvel para a estrat\u00e9gia, a atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtico\/espacial do Estado.\n\nComo se percebe, foi uma vis\u00e3o adequada ao seu momento hist\u00f3rico &#8212; n\u00e3o podemos esquecer que o mundo na primeira metade do s\u00e9culo XX, antes da Grande Guerra, vivia uma ordem multipolar conflituosa, com uma situa\u00e7\u00e3o de guerra latente entre as grandes pot\u00eancias mundiais &#8212; e \u00e0 legitima\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica de quem fazia geopol\u00edtica naquele momento.\n\nEla tamb\u00e9m foi coeva e tribut\u00e1ria de todo um clima intelectual europeu &#8212; especialmente alem\u00e3o &#8212; da \u00e9poca, que fustigava o conhecimento cient\u00edfico ( a &#8220;ci\u00eancia real&#8221;, que era contraposta a uma &#8220;ci\u00eancia ideal&#8221; ou &#8220;novo saber&#8221;, que deveria contribuir para um &#8220;mundo melhor&#8221;) pela sua pretensa &#8220;desconsidera\u00e7\u00e3o pela vida concreta, pelas emo\u00e7\u00f5es, pelos sentimentos&#8221;.\n\n2. &#8220;A geopol\u00edtica seria ideol\u00f3gica (um instrumento do nazi-fascismo ou dos Estados totalit\u00e1rios) e a geografia pol\u00edtica seria uma ci\u00eancia&#8221;. Esta foi a interpreta\u00e7\u00e3o de alguns poucos ge\u00f3grafos nos anos 1930 e 40 (por exemplo: A. Hettner e Leo Waibel) e da quase totalidade deles (e tamb\u00e9m de in\u00fameros outros cientistas sociais) no p\u00f3s-guerra.\n\nUm nome bastante representativo desta vis\u00e3o foi Pierre George, talvez o ge\u00f3grafo franc\u00eas mais conhecido dos anos 50 aos 70, que afirmava que a geopol\u00edtica seria uma &#8220;pseudo-ci\u00eancia&#8221;, uma caricatura da geografia pol\u00edtica. Esta vis\u00e3o foi praticamente uma rea\u00e7\u00e3o \u00e0quela anterior, que predominou ou foi extremamente importante no pr\u00e9-guerra.\n\nComo toda forte rea\u00e7\u00e3o, ela caminhou para o lado extremo do p\u00eandulo, desclassificando completamente a geopol\u00edtica (da qual &#8220;nada se aproveita&#8221;, nos dizeres de in\u00fameros autores dos anos 50 e 60) e at\u00e9 mesmo se recusando a explic\u00e1-la de forma mais rigorosa.\n\n3. &#8220;A geopol\u00edtica seria a verdadeira (ou fundamental) geografia&#8221;. Esta foi a interpreta\u00e7\u00e3o que Yves Lacoste inaugurou com o seu famoso livro-panfleto A Geografia &#8211; isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra, de 1976, e que serviu como ide\u00e1rio para a revista H\u00e9rodote &#8211; revue de g\u00e9ographie et de g\u00e9opolitique.\n\nNessa vis\u00e3o, a geografia de verdade (a &#8220;essencial&#8221; ou fundamental) n\u00e3o teria surgido no s\u00e9culo XIX com Humboldt e Ritter, mas sim na antiguidade, junto com o advento dos primeiro mapas. O que teria surgido no s\u00e9culo XIX seria apenas a &#8220;geografia dos professores&#8221;, a geografia acad\u00eamica e que basicamente estaria preocupada em esconder ou encobrir, como uma &#8220;cortina de fuma\u00e7a&#8221;, a import\u00e2ncia estrat\u00e9gica da verdadeira geografia, da geopol\u00edtica enfim.\n\nA geopol\u00edtica &#8212; ou geografia dos Estados maiores, ou geografia fundamental &#8212; existiria desde a antiguidade na estrat\u00e9gia espacial das cidades-Estado, de Alexandre o Grande, por exemplo, de Her\u00f3doto com os seus escritos (obra e autor que, nessa leitura enviesada, teria sido um &#8220;representante do imperialismo ateniense&#8221;!).\n\nEsta interpreta\u00e7\u00e3o teve um certo f\u00f4lego &#8212; ou melhor, foi reproduzida, normalmente por estudantes e de forma acr\u00edtica &#8212; no final dos anos 70 e in\u00edcio dos 80, mas acabou ficando confinada a um pequeno grupo de ge\u00f3grafos franceses que, inclusive, em grande parte se afastaram do restante da comunidade geogr\u00e1fica (ou mesmo cient\u00edfica) daquele pa\u00eds.\n\nExiste uma vis\u00edvel falta de evid\u00eancias nessa tese &#8212; de comprova\u00e7\u00f5es, e mesmo de possibilidade de ser testada empiricamente (inclusive via documentos hist\u00f3ricos) &#8212; e, na realidade, ela surgiu mais como uma forma de revalorizar a geografia, t\u00e3o questionada pelos revoltosos do maio de 1968, tentando mostrar a sua import\u00e2ncia estrat\u00e9gica e militar.\n\n4. &#8220;A geopol\u00edtica (hoje) seria uma \u00e1rea ou campo de estudos interdisciplinar&#8221;. Esta interpreta\u00e7\u00e3o come\u00e7a a predominar a partir do final dos anos 1980, sendo quase um consenso nos dias atuais. N\u00e3o se trata tanto do que foi a geopol\u00edtica e sim do que ela representa atualmente.\n\nE mesmo se analisarmos quem fez geopol\u00edtica, os &#8220;grandes nomes&#8221; que teriam contribuido para desenvolver esse saber, vamos concluir que eles nunca provieram de uma \u00fanica \u00e1rea do conhecimento: houve juristas (por exemplo, Kjell\u00e9n), ge\u00f3grafos (Mackinder), militares (Mahan, Haushofer) e v\u00e1rios outros especialistas.\n\nN\u00e3o tem nenhum sentido advogar o monop\u00f3lio desse tipo de estudo &#8212; seria o mesmo que pretender deter a exclusividade das pesquisas ambientais! &#8211;, j\u00e1 que com isso estar\u00edamos desconhecendo a realidade, o que j\u00e1 se fez e o que vem sendo feito na pr\u00e1tica.\n\nExistem trabalhos sobre geopol\u00edtica, alguns \u00f3timos, oriundos de ge\u00f3grafos, de cientistas pol\u00edticos, de historiadores (H. Kissinger, P. Kennedy&#8230;), de militares, etc. E ningu\u00e9m pode imaginar seriamente que num instituto ou centro de estudos estrat\u00e9gicos e\/ou geopol\u00edticos &#8212; onde se pesquise os rumos do Brasil (ou de qualquer outro Estado-na\u00e7\u00e3o, ou mesmo de um partido pol\u00edtico) no s\u00e9culo XXI, as possibilidades de confrontos ou de crises pol\u00edtico-diplom\u00e1ticas ou econ\u00f4micas, as estrat\u00e9gias para se tornar hegem\u00f4nico no (sub)continente, para ocupar racionalmente a Amaz\u00f4nia, etc. &#8212; devam existir apenas ge\u00f3grafos, ou apenas militares, ou apenas juristas.\n\nMais uma vez podemos fazer aqui uma liga\u00e7\u00e3o com o nosso tempo, com o clima intelectual do final do s\u00e9culo XX e in\u00edcios do XXI. A palavra de ordem hoje \u00e9 interdisciplinariedade (ou at\u00e9 transdisciplinariedade), pois o real nunca \u00e9 convenientemente explicado por apenas uma abordagem ou uma ci\u00eancia espec\u00edfica. O conhecimento da realidade, enfim, e mesmo a atua\u00e7\u00e3o nela com vistas a um mundo mais justo, \u00e9 algo muito mais importante do que as disputas corporativistas.\n<p class=\"fonte\"><strong>Fonte<\/strong>: www.enaol.com\/www.dge.uem.br\/www.geocritica.hpg.ig.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Geografia Pol\u00edtica, \u00c1rea, Campo, Estudo, Caracter\u00edsticas, Maquiavel, Globaliza\u00e7\u00e3o, Territ\u00f3rio, Meio Ambiente, Geopol\u00edtica, Geografia Pol\u00edtica<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6287,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-6286","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geografia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Geografia Pol\u00edtica - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Geografia Pol\u00edtica - Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Geografia Pol\u00edtica, \u00c1rea, Campo, Estudo, Caracter\u00edsticas, Maquiavel, Globaliza\u00e7\u00e3o, Territ\u00f3rio, Meio Ambiente, Geopol\u00edtica, Geografia Pol\u00edtica\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/geografia-politica\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2015-12-10T00:00:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-08-31T18:11:53+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/geografia-politica.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"550\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"282\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"admin\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"admin\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. reading time\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"32 minutes\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/geografia-politica\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/geografia-politica\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"admin\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\"},\"headline\":\"Geografia Pol\u00edtica\",\"datePublished\":\"2015-12-10T00:00:00+00:00\",\"dateModified\":\"2026-08-31T18:11:53+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/geografia-politica\\\/\"},\"wordCount\":6366,\"commentCount\":0,\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/geografia-politica\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/geografia-politica.jpg\",\"articleSection\":[\"Geografia\"],\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/geografia-politica\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/geografia-politica\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/geografia-politica\\\/\",\"name\":\"Geografia Pol\u00edtica - Portal S\u00e3o Francisco\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/geografia-politica\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/geografia-politica\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/geografia-politica.jpg\",\"datePublished\":\"2015-12-10T00:00:00+00:00\",\"dateModified\":\"2026-08-31T18:11:53+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/geografia-politica\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/geografia-politica\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/geografia-politica\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/geografia-politica.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/geografia-politica.jpg\",\"width\":550,\"height\":282},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/geografia-politica\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Geografia Pol\u00edtica\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/\",\"name\":\"Portal S\u00e3o Francisco\",\"description\":\"\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"en-US\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\",\"name\":\"admin\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"admin\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\"],\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/author\\\/admin\\\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Geografia Pol\u00edtica - Portal S\u00e3o Francisco","robots":{"index":"noindex","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"og_locale":"en_US","og_type":"article","og_title":"Geografia Pol\u00edtica - Portal S\u00e3o Francisco","og_description":"Geografia Pol\u00edtica, \u00c1rea, Campo, Estudo, Caracter\u00edsticas, Maquiavel, Globaliza\u00e7\u00e3o, Territ\u00f3rio, Meio Ambiente, Geopol\u00edtica, Geografia Pol\u00edtica","og_url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/geografia-politica\/","og_site_name":"Portal S\u00e3o Francisco","article_published_time":"2015-12-10T00:00:00+00:00","article_modified_time":"2026-08-31T18:11:53+00:00","og_image":[{"width":550,"height":282,"url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/geografia-politica.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"admin","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Written by":"admin","Est. reading time":"32 minutes"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/geografia-politica\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/geografia-politica\/"},"author":{"name":"admin","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c"},"headline":"Geografia Pol\u00edtica","datePublished":"2015-12-10T00:00:00+00:00","dateModified":"2026-08-31T18:11:53+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/geografia-politica\/"},"wordCount":6366,"commentCount":0,"image":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/geografia-politica\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/geografia-politica.jpg","articleSection":["Geografia"],"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/geografia-politica\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/geografia-politica\/","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/geografia-politica\/","name":"Geografia Pol\u00edtica - Portal S\u00e3o Francisco","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/geografia-politica\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/geografia-politica\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/geografia-politica.jpg","datePublished":"2015-12-10T00:00:00+00:00","dateModified":"2026-08-31T18:11:53+00:00","author":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/geografia-politica\/#breadcrumb"},"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/geografia-politica\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/geografia-politica\/#primaryimage","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/geografia-politica.jpg","contentUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/geografia-politica.jpg","width":550,"height":282},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/geografia-politica\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Geografia Pol\u00edtica"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#website","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/","name":"Portal S\u00e3o Francisco","description":"","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"en-US"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c","name":"admin","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","caption":"admin"},"sameAs":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco"],"url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/author\/admin\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6286","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6286"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6286\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6288,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6286\/revisions\/6288"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6287"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6286"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6286"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6286"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}