{"id":6063,"date":"2015-12-09T00:00:00","date_gmt":"2015-12-09T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/meiose\/"},"modified":"2026-08-31T18:09:42","modified_gmt":"2026-08-31T18:09:42","slug":"meiose","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/meiose\/","title":{"rendered":"Meiose"},"content":{"rendered":"\n<h4>O que \u00e9<\/h4>\n   \n<p>Em biologia, a <strong>meiose <\/strong>\u00e9 o processo pelo qual uma c\u00e9lula      eucari\u00f3tica dipl\u00f3ide divide para gerar quatro c\u00e9lulas hapl\u00f3ides muitas vezes      chamado de gametas.<\/p>\n   \n<p>A<strong> meiose<\/strong> \u00e9 essencial para a reprodu\u00e7\u00e3o sexual e, por conseguinte,      ocorre em todos os eucariotas (incluindo os organismos unicelulares) que reproduzem      sexualmente.<\/p>\n   \n<p>Alguns eucariontes, nomeadamente os rot\u00edferos Bdelloidea, perderam a capacidade      de realizar meiose e adquiriram a capacidade de se reproduzir por partenog\u00eanese.<\/p>\n   \n<p>A <strong>meiose <\/strong>n\u00e3o ocorre em archaea ou bact\u00e9rias, que se reproduzem      por meio de processos tais como assexuadas mitose ou fiss\u00e3o bin\u00e1ria.<\/p>\n   \n<p>Durante a meiose, o genoma de uma c\u00e9lula germinal dipl\u00f3ide, o qual \u00e9 composto      de segmentos longos de DNA embalados em cromossomas, sofre replica\u00e7\u00e3o de DNA,      seguido de dois ciclos de divis\u00e3o, o que resulta em c\u00e9lulas hapl\u00f3ides chamados      g\u00e2metas.<\/p>\n   \n<p>Cada gameta cont\u00e9m um conjunto completo de cromossomos, ou metade do conte\u00fado      gen\u00e9tico da c\u00e9lula original.<\/p>\n   \n<p>Estas c\u00e9lulas hapl\u00f3ides resultantes podem fundir-se com outras c\u00e9lulas hapl\u00f3ides      do sexo ou acasalamento tipo oposto durante a fertiliza\u00e7\u00e3o para criar uma      nova c\u00e9lula dipl\u00f3ide, ou zigoto.<\/p>\n   \n<p>Assim, o mecanismo de divis\u00e3o da meiose \u00e9 um processo rec\u00edproco para a jun\u00e7\u00e3o      dos dois genomas que ocorrem no momento da fertiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Como os cromossomos de cada pai sofrer recombina\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica durante a meiose,      cada gameta e, assim, cada zigoto, ter\u00e1 um c\u00f3digo gen\u00e9tico \u00fanico codificado      em seu DNA.<\/p>\n   \n<p>Em outras palavras, a <strong>meiose<\/strong> e a reprodu\u00e7\u00e3o sexual produzir      a varia\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica.<\/p>\n   \n<p>A <strong>meiose<\/strong> utiliza muitos dos mesmos mecanismos bioqu\u00edmicos      empregadas durante a mitose para realizar a redistribui\u00e7\u00e3o de cromossomas.<\/p>\n   \n<p>Existem v\u00e1rias caracter\u00edsticas \u00fanicas para a meiose, o mais importante o      emparelhamento e recombina\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica entre cromossomos hom\u00f3logos. <\/p>\n   \n<h4>Meiose &#8211; Processo<\/h4>\n   \n<p>A <strong>meiose<\/strong> \u00e9 um processo em que uma \u00fanica c\u00e9lula divide-se      duas vezes para produzir quatro c\u00e9lulas contendo metade da quantidade original      de informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica. Estas c\u00e9lulas s\u00e3o as nossas c\u00e9lulas sexuais &#8211; esperma      nos machos, os ovos nas f\u00eameas.<\/p>\n   \n<p>A<strong> meiose<\/strong> \u00e9 um tipo especial de divis\u00e3o celular que ocorre      em organismos de reprodu\u00e7\u00e3o sexuada.<\/p>\n   \n<p><strong>Meiose<\/strong> \u00e9 um tipo especial de divis\u00e3o celular necess\u00e1rias      para a reprodu\u00e7\u00e3o sexual em eucariotas, tais como animais, plantas e fungos.<\/p>\n   \n<p>A <strong>meiose<\/strong> ocorre apenas em c\u00e9lulas dipl\u00f3ides especializadas      e apenas em ocasi\u00f5es determinadas do ciclo de vida de um organismo. <\/p>\n   \n<p>Atrav\u00e9s deste fen\u00f4meno nuclear, uma \u00fanica c\u00e9lula dipl\u00f3ide d\u00e1 origem a quatro      c\u00e9lulas hapl\u00f3ides, designadas g\u00e2metas ou esporos. <\/p>\n   \n<p>Um g\u00e2meta \u00e9 uma c\u00e9lula que se une a outra semelhante para formar um zigoto      dipl\u00f3ide. <\/p>\n   \n<p>Pelo contr\u00e1rio, um esporo pode formar um organismo hapl\u00f3ide sem se fundir      com outra c\u00e9lula. <\/p>\n   \n<p>Diversas etapas da meiose, novamente salientando a continuidade de todo o      processo.<\/p>\n   \n<p>A meiose consiste em duas divis\u00f5es nucleares sucessivas, designadas I e II.<\/p>\n   \n<p><strong>Cada uma destas divis\u00f5es apresenta na sua ess\u00eancia as mesmas etapas      que a mitose:<\/strong><\/p>\n      \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/meiose16.gif\" alt=\"Meiose\" width=\"113\" height=\"113\" title=\"Meiose\" \/><\/p>\n      \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/meiose-8.jpg\" alt=\"Meiose\" title=\"Meiose\" \/><br \/>\n<strong>Profase I, notando-se a condensa\u00e7\u00e3o dos cromossomas em filamentos      longos e finos<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Profase I &#8211;<\/strong> nesta etapa os pares de cromossomas tornam-se      vis\u00edveis com longos filamentos delgados. Tal como na mitose, j\u00e1 foram duplicados      durante a interfase precedente, logo s\u00e3o constitu\u00eddos por dois cromat\u00eddeos      unidos pelo centr\u00f3mero. No entanto, nesta fase, o grau de condensa\u00e7\u00e3o \u00e9 tal      que parecem estruturas unas. Os cromossomas hom\u00f3logos emparelham de forma      muito precisa, que se inicia em v\u00e1rios pontos e depois progredindo como um      ziper que se fecha. Cada hom\u00f3logo prov\u00e9m de um progenitor diferente. Este      emparelhamento &#8211; sinapse &#8211; \u00e9 fundamental para a ocorr\u00eancia de meiose, pelo      que este fen\u00f3meno n\u00e3o pode ocorrer em c\u00e9lulas hapl\u00f3ides. Nesta altura os pares      de hom\u00f3logos designam-se bivalentes. <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/meiose-9.jpg\" alt=\"Meiose\" title=\"Meiose\" \/><br \/>\n<strong>Bivalentes unidos pela sinapse, podendo notar-se os pontos de crossing-over      (quiasmas)<\/strong><\/p>\n   \n<p>Durante a sinapse peda\u00e7os de cromat\u00eddeos soltam-se e voltam a ligar-se, ao      acaso entre os quatro cromat\u00eddeos presentes, processo designado crossing-over.    <\/p>\n   \n<p>Estas trocas podem ser vistas ao microsc\u00f3pio pela forma\u00e7\u00e3o de figuras em      forma de X designadas quiasmas. Ao longo da Profase os quiasmas e sinapses      desaparecem, tal como o nucl\u00e9olo; <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/meiose-10.jpg\" alt=\"Meiose\" title=\"Meiose\" \/><br \/>\n<strong>Metafase I, com a forma\u00e7\u00e3o da placa equatorial<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Metafase I &#8211;<\/strong> nesta etapa, tal como na mitose, o fuso acrom\u00e1tico      torna-se vis\u00edvel e os microt\u00fabulos ligam-se aos centr\u00f3meros dos bivalente.      Estes cromossomas emparelhados deslocam-se, ent\u00e3o, para o centro da c\u00e9lula      formado a placa equatorial, agora com cada centr\u00f3mero do par em lados opostos      da placa; <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/meiose-11.jpg\" alt=\"Meiose\" title=\"Meiose\" \/><br \/>\n<strong>Anafase I, com os cromossomas hom\u00f3logos a serem separados pela ascen\u00e7\u00e3o      polar<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Anafase I &#8211;<\/strong> esta etapa inicia-se com a separa\u00e7\u00e3o dos cromossomas      hom\u00f3logos, que se deslocam para p\u00f3los opostos da c\u00e9lula; <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/meiose-12.jpg\" alt=\"Meiose\" title=\"Meiose\" \/><br \/>\n<strong>Telofase I ou Profase II, a diferen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 muito n\u00edtida<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Telofase I &#8211;<\/strong> nesta etapa a espiraliza\u00e7\u00e3o dos cromossomas      diminui, dando-lhes uma apar\u00eancia alongada. Novas membranas nucleares s\u00e3o      sintetizadas a partir de ret\u00edculo endoplasm\u00e1tico rugoso enquanto se para gradualmente      para a interfase. Finalmente, o fuso acrom\u00e1tico desaparece e o nucl\u00e9olo reorganiza-se.    <\/p>\n   \n<p>Saliente-se, no entanto, que estes acontecimentos podem n\u00e3o ser t\u00e3o distintos,      passando diretamente da Telofase I para a Profase II; <\/p>\n   \n<p><strong>Profase II &#8211;<\/strong> no in\u00edcio da segunda divis\u00e3o os cromat\u00eddeos      continuam unidos pelo centr\u00f3mero, pelo que esta divis\u00e3o se parece muito com      a mitose. Se a membrana nuclear tiver sido refeita na Telofase I ir\u00e1 desaparecer,      tal como o nucl\u00e9olo, e os cromossomas ir\u00e3o condensar novamente; <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/meiose-13.jpg\" alt=\"Meiose\" title=\"Meiose\" \/><br \/>\n<strong>Metafase II, com as duas placas equatoriais perfeitamente n\u00edtidas<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Metafase II &#8211; <\/strong>forma-se novamente o fuso acrom\u00e1tico e os      cromossomas alinham-se na placa equatorial; <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/meiose-14.jpg\" alt=\"Meiose\" title=\"Meiose\" \/><br \/>\n<strong>Anafase II, ascen\u00e7\u00e3o polar decorre, iniciando-se a forma\u00e7\u00e3o de 4 grupos      de cromossomas<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Anafase II &#8211;<\/strong> os centr\u00f3meros dividem-se e afastam-se, levados      pelos microt\u00fabulos do fuso acrom\u00e1tico, levando os cromossomas simples para      cada um dos p\u00f3los; <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/meiose-15.jpg\" alt=\"Meiose\" title=\"Meiose\" \/><br \/>\n<strong>Telofase II, quatro grups de cromossomas est\u00e3o formados e iniciam      a relaxa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Telofase II &#8211; <\/strong>reorganiza\u00e7\u00e3o da membrana nuclear e nucl\u00e9olo,      com relaxa\u00e7\u00e3o dos cromossomas, formando n\u00facleos interf\u00e1sicos. <\/p>\n   \n<p><strong>Consequ\u00eancias da Meiose <\/strong><\/p>\n   \n<p>Durante a meiose o material nuclear foi duplicado uma vez e dividido duas      vezes, pelo que cada c\u00e9lula filha apresenta metade do n\u00famero de cromossomas      da c\u00e9lula dipl\u00f3ide inicial. <\/p>\n   \n<p><strong>No entanto, mais importante que a redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de cromossomas      \u00e9 a consequ\u00eancia gen\u00e9tica do processo: <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Na metafase I a orienta\u00e7\u00e3o ao acaso dos bivalentes causa uma mistura de        material materno e paterno pelos dois n\u00facleos filhos; <br \/>\n       Devido ao crossing-over, cada cromossoma cont\u00e9m genes de origem materna        e paterna. <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Se a c\u00e9lula inicial apresentar dois pares de cromossomas existir\u00e3o 4 combina\u00e7\u00f5es      poss\u00edveis, se tiver tr\u00eas pares ser\u00e3o 8 e se forem 4 pares de cromossomas,      16 combina\u00e7\u00f5es poss\u00edveis. A f\u00f3rmula geral ser\u00e1 2n, o que na esp\u00e9cie humana      corresponde a 223 combina\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ou seja, 8388608 possibilidades (e      existem muitos organismos com n\u00famero superior de pares de cromossomas!!).      Acresce ainda o crossing-over para baralhar as coisas e pode-se considerar      imposs\u00edvel que uma c\u00e9lula resultante de meiose seja igual \u00e1 c\u00e9lula que lhe      deu origem.<\/p>\n   \n<p><strong>A meiose difere da mitose em tr\u00eas aspectos fundamentais:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Consiste em duas divis\u00f5es sucessivas, originando 4 n\u00facleos; <br \/>\n       Cada um dos 4 n\u00facleos \u00e9 hapl\u00f3ide, contendo metade do n\u00famero de cromossomas        da celula-m\u00e3e dipl\u00f3ide; <br \/>\n       Os n\u00facleos hapl\u00f3ides produzidos cont\u00eam combina\u00e7\u00f5es g\u00e9nicas inteiramente        novas. <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Por este motivo, as consequ\u00eancias gen\u00e9ticas e evolutivas da meiose s\u00e3o profundas.      Devido \u00e1 meiose e \u00e1 fecunda\u00e7\u00e3o os organismos dipl\u00f3ides existem numa variedade      de formas, mesmo os da mesma esp\u00e9cie. <\/p>\n   \n<h4>Meiose &#8211; Reprodu\u00e7\u00e3o<\/h4>\n   \n<p><strong>A reprodu\u00e7\u00e3o sexual envolve altern\u00e2ncia c\u00edclica de estados dipl\u00f3ides      e hapl\u00f3ides:<\/strong> c\u00e9lulas dipl\u00f3ides dividem-se por <strong>meiose<\/strong>      para formar c\u00e9lulas hapl\u00f3ides, e as c\u00e9lulas hapl\u00f3ides de dois indic\u00edduos fundem-se      em pares na fertiliza\u00e7\u00e3o para formar novas c\u00e9lulas dipl\u00f3ides. <\/p>\n   \n<p>No processo, os genomas s\u00e3o misturados e recombinados produzindo indiv\u00edduos      com uma nova cole\u00e7\u00e3o de genes. <\/p>\n   \n<p>A maior parte da vida de animais e plantas superiores consiste na fase dipl\u00f3ide,      a fase hapl\u00f3ide \u00e9 muito breve.<\/p>\n   \n<p>A reprodu\u00e7\u00e3o sexual foi provavelmente favorecida na evolu\u00e7\u00e3o devido\u00e0 recombina\u00e7\u00e3o      aleat\u00f3ria da informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica que aumenta a probabilidade de gerar, pelo      menos, um descendente que sobreviver\u00e1 em um ambiente vari\u00e1vel e imprevis\u00edvel.<\/p>\n   \n<p>A compreens\u00e3o de que as c\u00e9lulas germinativas s\u00e3o hapl\u00f3ides iplica na exist\u00eancia      de um tipo especial de divis\u00e3o nuclear, na qual o n\u00famero de cromossomos \u00e9      exatamente dividido em dois. Esse tipo de divis\u00e3o e denominado Meiose do grego      meios, diminui\u00e7\u00e3o. (N\u00e3o h\u00e1 liga\u00e7\u00e3o com o termo mitose, tamb\u00e9m do grego mitos,      filamentos, referindo-se a apar\u00eancia de fios dos cromossomos quando da sua      condensa\u00e7\u00e3o da divis\u00e3o celular &#8211; este processo ocorre tanto na divis\u00e3o simples      como na meiose.)<\/p>\n   \n<p>Exceto pelos cromossomos que determinam o sexo ( os cromossomos sexuais),      o n\u00facleo dipl\u00f3ide cont\u00eam duas vers\u00f5es bastante semelhantes de cada um dos      outros cromossomos (os autossomos), um dos quais proveniente do pai e outro      da m\u00e3e. <\/p>\n   \n<p>As duas vers\u00f5es s\u00e3o chamadas de hom\u00f3logos e na maior parte das c\u00e9lulas elas      mant\u00eam uma exist\u00eancia completamente separada com cromossomos independentes.    <\/p>\n   \n<p>Quando cada cromossomo \u00e9 duplicado, por replica\u00e7\u00e3o de DNA, as c\u00f3pias g\u00eameas      dos cromossomos replicados ficam a princ\u00edpio, associadas, e s\u00e3o chamadas crom\u00e1tides-irm\u00e3s.<\/p>\n     \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/meiose5.gif\" alt=\"Meiose\" title=\"Meiose\" \/><br \/>\n<strong>Esquema e gif animado de uma meiose.<\/strong><\/p>\n   \n<p>A meiose envolve duas divis\u00f5es celular com somente uma duplica\u00e7\u00e3o dos dromossomos.    <\/p>\n   \n<p>Na primeria divis\u00e3o existe uma pr\u00f3fase longa, onde os est\u00e1gios cl\u00e1ssicos      da mitose n\u00e3o s\u00e3o suficientes para descrever sua complexidade. <\/p>\n   \n<p><strong>Os est\u00e1gios sucessivos da meiose podem ser esquematizados da seguinte      maneira:<\/strong><\/p>\n               \n<table border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"1\" width=\"40%\" bgcolor=\"#000000\" bordercolor=\"#FF0000\">\n<tr>\n<td align=\"center\" rowspan=\"15\" width=\"15%\" bgcolor=\"#FFFFCC\" bordercolor=\"#FF0000\"><strong>Meiose<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" rowspan=\"11\" width=\"16%\" bgcolor=\"#FFFFFF\" bordercolor=\"#FF0000\"><strong>Divis\u00e3o I<\/strong> <\/td>\n           \n<td align=\"center\" rowspan=\"6\" width=\"26%\" bgcolor=\"#FFFFFF\" bordercolor=\"#FF0000\">Pr\u00f3fase I <\/td>\n           \n<td align=\"center\" width=\"43%\" bgcolor=\"#FFFFFF\" bordercolor=\"#FF0000\">Pr\u00e9-lept\u00f3teno <\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" bordercolor=\"#FF0000\">Lept\u00f3teno <\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" bordercolor=\"#FF0000\">Zig\u00f3teno <\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" bordercolor=\"#FF0000\">Paqu\u00edteno<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" bordercolor=\"#FF0000\">Dipl\u00f3teno<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" bordercolor=\"#FF0000\">Diacinese<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" bordercolor=\"#FF0000\">Promet\u00e1fase I <\/td>\n           \n<td align=\"center\" rowspan=\"9\" bgcolor=\"#FFFFFF\" bordercolor=\"#FF0000\">\u00a0<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" bordercolor=\"#FF0000\">Met\u00e1fase I <\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" bordercolor=\"#FF0000\">An\u00e1fase I <\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" bordercolor=\"#FF0000\">Tel\u00f3fase I <\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" bordercolor=\"#FF0000\">Interfase I <\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" rowspan=\"4\" bgcolor=\"#FFFFFF\" bordercolor=\"#FF0000\"><strong>Divis\u00e3o II<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" bordercolor=\"#FF0000\">Pr\u00f3fase II <\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" bordercolor=\"#FF0000\">Met\u00e1fase II <\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" bordercolor=\"#FF0000\">An\u00e1fase II <\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" bordercolor=\"#FF0000\">Tel\u00f3fase II <\/td>\n         <\/tr>\n<\/table>\n      \n<p><strong>Descri\u00e7\u00e3o geral da meiose<\/strong><\/p>\n   \n<p>Durante o pr\u00e9-lept\u00f3teno os cromossomos encontram-se extremamente finos, sempre      dif\u00edcil observ\u00e1-los, somente os cromossomos sexuais podem aparecer como corp\u00fasculos      heterocrom\u00e1ticos.<\/p>\n   \n<p>Durante o lept\u00f3teno (do grego leptos, delgado e nema, filamento), os cromossomos      tornam-se mais vis\u00edveis. apesar de j\u00e1 estarem duplicados e conterem duas crom\u00e1tides,      os cromossomos parecem \u00fanicos. Os cromossomos do lept\u00f3teno podem mostrar uma      polariza\u00e7\u00e3o definida, formando al\u00e7as onde os tel\u00f4meros est\u00e3o ligados ao envolt\u00f3rio      nuclear na regi\u00e3o pr\u00f3xima aos centrossomos. Este arranjo \u00e9 frequentemente      denominado &#8220;buqu\u00ea&#8221;. <\/p>\n   \n<p>Durante o zig\u00f3teno ( do grego zygon, adjacente), ocorre o primeiro fen\u00f4meno      essencial da meiose. \u00c9 um processo frequentemente denominado sinapse, que      envolve o alinhamento e pareamento dos cromossomos hom\u00f3logos. O pareamento      \u00e9 altamente espec\u00edfico envolvendo a forma\u00e7\u00e3o de uma estrutura prot\u00e9ica essencial      denominada complexo sinapton\u00eamico (CS). Este complexo \u00e9 formado por dois bra\u00e7os      laterais (correspondentes aos cromossomos hom\u00f3logos) e um elemento medial      ou central. O CS est\u00e1 interposto entre os hom\u00f3logos pareados podendo ser considerado      a base estrutural do pareamento, \u00e9 admiravelmente exato e espec\u00edfico. Ele      faz ponto a ponto e crom\u00f4mero a crom\u00f4mero em cada um dos cromossomos hom\u00f3logos.<\/p>\n   \n<p>Durante o paqu\u00edteno ( do grego pachus, espesso), o processo de pareamento      se completa e os cromossomos se apresentam mais curtos e espessos. Cada um      agora \u00e9 um bivalente ou t\u00e9trade composto por dois hom\u00f3logos ( isto \u00e9, quatro      crom\u00e1tides). As duas crom\u00e1tides de cada hom\u00f3logo s\u00e3o chamadas de crom\u00e1tides-irm\u00e3s.      Durante o paqu\u00edteno, a troca de segmentos \u00e9 um fen\u00f4meno caracter\u00edstico, ela      \u00e9 a recombina\u00e7\u00e3o dos segmentos cromoss\u00f4micos entre duas crom\u00e1tides pertencentes      a diferentes hom\u00f3logos, ocorre quebras transversaisnas duas crom\u00e1tides hom\u00f3logas      seguidas da fus\u00e3o dos segmentos.<\/p>\n   \n<p>No dipl\u00f3teno, os cromossomos pareados come\u00e7am a separar-se, mas permanecem      unidos nos pontos de interc\u00e2mcio ou quiasmas ( do grego chiasma, cruz) O n\u00famero      de quiasmas por cromossomo varia, podendo existir um, dois ou muitos. Dependendo      do comprimento do cromossomo. Neste momento, as quatro crom\u00e1tides da t\u00e9trade      tornam-se vis\u00edveis e o complexo sinapton\u00eamico desaparece. O dipl\u00f3teno \u00e9 uma      fase de longa dura\u00e7\u00e3o e os cromossomos est\u00e3o condensados e muito ativos em      transcri\u00e7\u00e3o. No quinto m\u00eas de vida intra-uterina, por exemplo, os ov\u00f3citos      humanos alcan\u00e7am o est\u00e1gio de dipl\u00f3teno e nele permanecem por muitos anos,      at\u00e9 ocorrer a ovula\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Na diacinese (do grego dia, atrav\u00e9s de) a contra\u00e7\u00e3o dos cromossomos \u00e9 acentuada      e a transcri\u00e7\u00e3o cessa, o n\u00famero de quiasmas torna-se reduzido por um processo      denominado terminaliza\u00e7\u00e3o. No final da diacinese os cromossomos hom\u00f3logos      s\u00e3o unidos somente pelos quiasmas. As fases da primeira divis\u00e3o que se seguem      a diacinese s\u00e3o de certa forma semelhantes \u00e0s da mitose.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\">Diagrama temporal da sinapse e desinapse durante a Pr\u00f3fase      I. Apenas um bivalente \u00e9 mostrado. O est\u00e1gio de paqu\u00edteno \u00e9 definido como      o per\u00edodo durante o qual um CS completo est\u00e1 formado. <\/p>\n   \n<p>Na pr\u00f3-met\u00e1fase I a condensa\u00e7\u00e3o dos cromossomos atinge seu m\u00e1ximo. O envolt\u00f3rio      nuclear fragmenta-se e os microt\u00fabulos do fuso ligam-se ao cinet\u00f3coro dos      centr\u00f4meros hom\u00f3logos. Consequentemente, as duas crom\u00e1tides comportam-se como      unidade funcional e movem-se juntas em dire\u00e7\u00e3o a um p\u00f3lo.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/meiose-16.jpg\" alt=\"Meiose\" title=\"Meiose\" \/><br \/>\n<strong>Cromossomos hom\u00f3logos emparelhados durante a transi\u00e7\u00e3o para a met\u00e1fase      da divis\u00e3o mei\u00f3tica I<\/strong><\/p>\n   \n<p>Cromossomos hom\u00f3logos emparelhados durante a transi\u00e7\u00e3o para a met\u00e1fase da      divis\u00e3o mei\u00f3tica I. Uma \u00fanica ocorr\u00eancia de entrecruzamento aconteceu na pr\u00f3fase      anterior criando um quiasma. Observe que as quatro crom\u00e1tides est\u00e3o dispostas      como dois pares distintos de crom\u00e1tides-irm\u00e3s e que as duas crom\u00e1tides de      cada par est\u00e3o firmemente alinhadas por todo o comprimento, bem como pelos      seus centr\u00f4meros. Esta unidade inteira, composta pelas quatro quatro crom\u00e1tides,      \u00e9 denominada bivalente.<\/p>\n   \n<p>Durante a met\u00e1fase I os hom\u00f3logos ainda est\u00e3o unidos no local dos quiasmas,      enquanto os centr\u00f4meros s\u00e3o levados em dire\u00e7\u00e3o a p\u00f3los opostos (an\u00e1fase I).    <\/p>\n   \n<p>Seguindio-se a tel\u00f3fase I, existe uma interfase de curta dura\u00e7\u00e3o onde n\u00e3o      ocorre replica\u00e7\u00e3o do DNA. Nesta fase, o n\u00famero de cromossomos \u00e9 hapl\u00f3ide,      por\u00e9m cada cromossomo possue duas crom\u00e1tides. <\/p>\n   \n<p>Na segunda divis\u00e3o ocorre a separa\u00e7\u00e3o das crom\u00e1tides-irm\u00e3s e dos centr\u00f4meros      correspondentes. Um ponto bastante importante \u00e9 que na divis\u00e3o I ocorre a      separa\u00e7\u00e3o dos centr\u00f4meros hom\u00f3logos, enquanto na divis\u00e3o II s\u00e3o os centr\u00f4meros      irm\u00e3os que se separam. Em cada caso os cromossomos e as crom\u00e1tides possuem      segmentos misturados resultantes da recombina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<h4>Meiose &#8211; Divis\u00e3o Celular<\/h4>\n   \n<p><strong>Meiose<\/strong> \u00e9 o nome dado ao processo de divis\u00e3o celular no qual      uma c\u00e9lula tem o seu n\u00famero de conjuntos cromoss\u00f4micos reduzido para metade.      Por este processo s\u00e3o formados g\u00e2metas e esporos. Nos organismos de reprodu\u00e7\u00e3o      sexuada a forma\u00e7\u00e3o de seus g\u00e2metas, ocorre por meio desse tipo de divis\u00e3o      celular. <\/p>\n   \n<p>Quando ocorre fecunda\u00e7\u00e3o, pela fus\u00e3o de dois desses gametas, ressurge uma      c\u00e9lula dipl\u00f3ide, que passar\u00e1 por numerosas meioses comuns at\u00e9 formar um novo      indiv\u00edduo, cujas c\u00e9lulas ser\u00e3o, tamb\u00e9m, dipl\u00f3ides.<\/p>\n   \n<p>Nos vegetais, que caracterizam-se pela presen\u00e7a de um ciclo reprodutivo haplodiplobionte,      a meiose n\u00e3o tem como fim a forma\u00e7\u00e3o de g\u00e2metas, mas, sim, com a forma\u00e7\u00e3o      de esporos. Curiosamente, nos vegetais a meiose relaciona-se com a por\u00e7\u00e3o      assexuada de seu ciclo reprodutivo.<\/p>\n   \n<p>A <strong>meiose<\/strong> permite a recombina\u00e7\u00e3o g\u00eanica, de tal forma que      cada c\u00e9lula dipl\u00f3ide \u00e9 capaz de formar quatro c\u00e9lulas hapl\u00f3ides geneticamente      diferentes entre si. Isso explica a variabilidade das esp\u00e9cies de reprodu\u00e7\u00e3o      sexuada.<\/p>\n   \n<p>A meiose conduz \u00e0 redu\u00e7\u00e3o dos cromossomas a metade. A primeira divis\u00e3o \u00e9      a mais complexa, sendo designada divis\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o. \u00c9 durante esta divis\u00e3o      que ocorre a redu\u00e7\u00e3o a metade do n\u00famero de cromossomas. Na primeira fase,      os cromossomas emparelham e trocam material gen\u00e9tico (entrecruzamento ou crossing-over),      antes de separar-se em duas c\u00e9lulas filhas. Cada um dos n\u00facleos destas c\u00e9lulas      filhas tem s\u00f3 metade do n\u00famero original de cromossomas. Os dois n\u00facleos resultantes      dividem-se por meiose, formando quatro c\u00e9lulas. <\/p>\n   \n<p><strong>Qualquer das divis\u00f5es se pode considerar que ocorre em quatro fases:<\/strong>      pr\u00f3fase, met\u00e1fase, an\u00e1fase e tel\u00f3fase.<\/p>\n   \n<p>Na primeira divis\u00e3o, durante a pr\u00f3fase I os cromossomas hom\u00f3logos divididos      longitudinalmente emparelham e podem trocar material gen\u00e9tico, o que aumenta      a variabilidade dos descendentes. <\/p>\n   \n<p>No fim da pr\u00f3fase I os pares de hom\u00f3logos est\u00e3o praticamente separados. <\/p>\n   \n<p>Durante a met\u00e1fase I, os cromossomas hom\u00f3logos disp\u00f5em-se no plano equatorial      da c\u00e9lula. <\/p>\n   \n<p>Na an\u00e1fase I ocorre a divis\u00e3o dos centr\u00f3meros, migrando cada componente de      um par de hom\u00f3logos para cada um dos p\u00f3los.<\/p>\n   \n<p>Durante a tel\u00f3fase I os cromossomas desfazem a forma\u00e7\u00e3o espiral ou iniciam      diretamente a segunda divis\u00e3o mei\u00f3tica. A pr\u00f3fase II \u00e9 mais r\u00e1pida que a pr\u00f3fase      I, formando-se o fuso acrom\u00e1tico. Na met\u00e1fase II os cromossomas disp\u00f5em-se      na placa equatorial e ligam-se as fibras ao fuso. Durante a an\u00e1fase II os      cromossomas filhos migram para os p\u00f3los opostos. Na tel\u00f3fase II, os cromossomas      desfazem a forma\u00e7\u00e3o espiral e reaparecem os nucl\u00e9olos. O citoplasma divide-se      em quatro c\u00e9lulas hapl\u00f3ides, originadas a partir da c\u00e9lula que deu in\u00edcio      ao processo.<\/p>\n   \n<h4>As fases da Meiose<\/h4>\n   \n<p>A meiose consiste em duas divis\u00f5es consecutivas.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/meiose-1.jpg\" alt=\"Meiose\" title=\"Meiose\" \/><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong>Fases da Meiose<\/strong><\/p>\n   \n<p>Assim como a mitose, ela \u00e9 antecedida por uma int\u00e9rfase, em cujo per\u00edodo      S o material gen\u00e9tico \u00e9 duplicado. A primeira divis\u00e3o separa os pares de cromossomos      hom\u00f3logos, formando c\u00e9lulas hapl\u00f3ides. A segunda divis\u00e3o separa as crom\u00e1tides-irm\u00e3s.<\/p>\n   \n<p><strong>Primeira Divis\u00e3o da Meiose<\/strong><\/p>\n   \n<p>\u00c9 chamada meiose I ou divis\u00e3o I da meiose. Divide-se em fases que guardam      certas semelhan\u00e7as com as fases da mitose.<\/p>\n   \n<p><strong>Pr\u00f3fase I: <\/strong>De toda a meiose, \u00e9 a fase mais longa. Os filamentos      de cromatina, j\u00e1 duplicados, iniciam sua condensa\u00e7\u00e3o. Cada cromossomo se coloca      ao lado do seu hom\u00f3logo. O ajuste \u00e9 perfeito, colocando em contato cada ponto      de um cromossomo com o seu correspondente, no hom\u00f3logo. Sinapse \u00e9 o nome do      emparelhamento, e cada par de hom\u00f3logos pareados \u00e9 chamado bivalente.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/meiose-2.jpg\" alt=\"Meiose\" title=\"Meiose\" \/><\/p>\n   \n<p>Podem ocorrer trocas de fragmentos entre os cromossomos hom\u00f3logos. S\u00e3o as      permuta\u00e7\u00f5es ou crossing-over. O ponto de cruzamento dos filamentos \u00e9 o quiasma.<\/p>\n   \n<p>O aspecto microsc\u00f3pico dos quiasmas \u00e9 de um X formado pelas duas crom\u00e1tides.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/meiose-3.jpg\" alt=\"Meiose\" title=\"Meiose\" \/><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/meiose-4.jpg\" alt=\"Meiose\" title=\"Meiose\" \/><\/p>\n   \n<p>Os centr\u00edolos duplicados migram para p\u00f3los opostos. Surgem os \u00e1steres e o      fuso acrom\u00e1tico. Desaparecem o nucl\u00e9olo e a carioteca. Com a dispers\u00e3o dos      cromossomos pelo citoplasma, cada um dos hom\u00f3logos, de todos os pares da c\u00e9lula,      se liga a fibras do fuso que se ligam a cada um dos p\u00f3los.<\/p>\n   \n<p><strong>Met\u00e1fase I: <\/strong>Os cromossomos atingem seu grau m\u00e1ximo de condensa\u00e7\u00e3o.      Lado a lado, os pares de hom\u00f3logos ocupam o equador celular.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/meiose-5.jpg\" alt=\"Meiose\" title=\"Meiose\" \/><\/p>\n   \n<p><strong>An\u00e1fase I:<\/strong> Tracionados pelas fibras do fuso acrom\u00e1tico,      os cromossomos hom\u00f3logos s\u00e3o separados e se encaminham para p\u00f3los opostos,      na c\u00e9lula.<\/p>\n   \n<p>N\u00e3o ocorre biparti\u00e7\u00e3o dos centr\u00f4meros, uma vez que as duas crom\u00e1tides-irm\u00e3s      seguem juntas para o mesmo p\u00f3lo.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/meiose-6.jpg\" alt=\"Meiose\" title=\"Meiose\" \/><\/p>\n   \n<p>O nome dessa separa\u00e7\u00e3o dos cromossomos hom\u00f3logos \u00e9 disjun\u00e7\u00e3o ou segrega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>Tel\u00f3fase I: <\/strong>Os cromossomos descondensam-se parcialmente.      A carioteca se refaz e o citoplasma se divide, formando duas c\u00e9lulas-filhas      hapl\u00f3ides.<\/p>\n \t  \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/meiose-7.jpg\" alt=\"Meiose\" title=\"Meiose\" \/><\/p>\n   \n<p>Entre o final da Divis\u00e3o I e o in\u00edcio da Divis\u00e3o II, pode haver um pequeno      intervalo no qual n\u00e3o ocorre duplica\u00e7\u00e3o do DNA, chamado intercinese.<\/p>\n   \n<p><strong>Segunda divis\u00e3o da Meiose<\/strong><\/p>\n   \n<p>A meiose II ou divis\u00e3o II da meiose \u00e9 semelhante \u00e0 mitose, por\u00e9m n\u00e3o \u00e9 precedida      pela duplica\u00e7\u00e3o do material gen\u00e9tico. Seus eventos acontecem simultaneamente      com as duas c\u00e9lulas resultantes da Meiose I.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Pr\u00f3fase II: <\/strong>A carioteca se fragmenta, os centr\u00edolos s\u00e3o        duplicados e ocupam p\u00f3los opostos, na c\u00e9lula. Surge o fuso acrom\u00e1tico.<strong><br \/>\n       Met\u00e1fase II: <\/strong>Os cromossomos, bastante condensados, est\u00e3o na regi\u00e3o        equatorial, ligados \u00e0s fibras do fuso.<strong><br \/>\n       An\u00e1fase II: <\/strong>Os centr\u00f4meros bipartem-se, e as crom\u00e1tides-irm\u00e3s se        separam, tracionadas pelas fibras do fuso em dire\u00e7\u00e3o aos p\u00f3los. Note, na        figura, que a an\u00e1fase I separa cromossomos hom\u00f3logos, enquanto a an\u00e1fase        II separa crom\u00e1tides-irm\u00e3s.<strong><br \/>\n       Tel\u00f3fase II:<\/strong> Nos p\u00f3los, a carioteca se refaz, e o citoplasma se        divide. Surgem 4 c\u00e9lulas-filhas hapl\u00f3ides, com metade da quantidade de DNA        da c\u00e9lula inicial.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>Reprodu\u00e7\u00e3o Assexuada e Sexuada<\/h4>\n   \n<p>Os corais s\u00e3o formados por animais que se reproduzem por brotamento. Todos      os indiv\u00edduos possuem as mesmas informa\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas. Na planta\u00e7\u00e3o de um      canavial, os caules de plantas selecionadas s\u00e3o cortados em peda\u00e7os, colocados      em sulcos e cobertos com terra. De cada peda\u00e7o, chamado muda, surgem plantas      geneticamente id\u00eanticas. Tanto no coral como na lavoura de cana-de-a\u00e7\u00facar,      n\u00e3o h\u00e1 diversidade.<\/p>\n   \n<p><strong>Em outras esp\u00e9cies, embora existam caracter\u00edsticas comuns, presentes      em todos os indiv\u00edduos, h\u00e1 diversidade:<\/strong> peso, altura, cor da pele,      grupo sang\u00fc\u00edneo, etc. <\/p>\n   \n<p>Existem diferen\u00e7as nas informa\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas trazidas por esses indiv\u00edduos.      Essa diversifica\u00e7\u00e3o dentro da esp\u00e9cie, provocada por diferen\u00e7as no material      gen\u00e9tico, chamamos de variabilidade gen\u00e9tica.<\/p>\n   \n<p><strong>Ao longo do tempo, o ambiente sofre mudan\u00e7as em seus par\u00e2metros:<\/strong>      a temperatura, a oferta de alimentos, o ritmo das chuvas, a incid\u00eancia de      luz solar, etc. As condi\u00e7\u00f5es impostas pelo ambiente para que um grupo de organismos      mantenha a sua vida variam. Com isso, certas caracter\u00edsticas que hoje s\u00e3o      favor\u00e1veis podem deixar de ser, dentro de algum tempo. Quanto maior for a      variabilidade dentro da esp\u00e9cie, maior ser\u00e1 a chance de que essas mudan\u00e7as      ambientais encontrem indiv\u00edduos aptos a sobreviverem e gerarem descendentes.<\/p>\n   \n<p>O brotamento dos corais e a planta\u00e7\u00e3o do canavial s\u00e3o exemplos de reprodu\u00e7\u00e3o      em que um s\u00f3 indiv\u00edduo origina, geralmente, grande n\u00famero de descendentes      muito semelhantes, pois tem as mesmas informa\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas do ancestral.      \u00c9 a reprodu\u00e7\u00e3o assexuada. tanto o desenvolvimento do broto do coral como o      da nova planta da cana-de-a\u00e7\u00facar ocorrem por mitoses de parte do corpo do      genitor. Nos organismos com reprodu\u00e7\u00e3o assexuada, as muta\u00e7\u00f5es s\u00e3o a \u00fanica      fonte de variabilidade.<\/p>\n   \n<p>Todos os vertebrados realizam reprodu\u00e7\u00e3o sexuada, padr\u00e3o observado em muitos      invertebrados e nas plantas. A reprodu\u00e7\u00e3o sexuada origina menor n\u00famero de      descendentes que a assexuada, e o disp\u00eandio de energia \u00e9 muito maior. Nas      plantas, implica em forma\u00e7\u00e3o de flores capazes de atrair polinizadores, como      aves e abelhas. Nos animais, para cada filho gerado os machos produzem milhares      ou milh\u00f5es de gametas, os espermatoz\u00f3ides.<\/p>\n   \n<p>O que justifica todo o esfor\u00e7o envolvido na reprodu\u00e7\u00e3o sexuada \u00e9 a variabilidade      gen\u00e9tica. na reprodu\u00e7\u00e3o sexuada, a passagem de informa\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas \u00e9 um      &#8220;jogo de azar&#8221;. Gerando filhos diferentes do ancestral, n\u00e3o h\u00e1 como      afirmar se ser\u00e3o melhores ou piores. Entretanto, \u00e9 assim que as esp\u00e9cies evoluem      ao longo do tempo.<\/p>\n   \n<p><strong>A reprodu\u00e7\u00e3o sexuada envolve dois eventos:<\/strong> a produ\u00e7\u00e3o de      gametas, c\u00e9lulas que cont\u00eam metade das informa\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas pr\u00f3prias da esp\u00e9cie,      e a fecunda\u00e7\u00e3o, uni\u00e3o de dois gametas.<\/p>\n   \n<p><strong>Esses s\u00e3o os principais motivos pelos quais a reprodu\u00e7\u00e3o sexuada      \u00e9 uma importante fonte de variabilidade gen\u00e9tica:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>1) <\/strong>Os gametas gerados por um indiv\u00edduo s\u00e3o diferentes        uns dos outros.<strong><br \/>\n       2) <\/strong>Para a forma\u00e7\u00e3o de um indiv\u00edduo, h\u00e1 necessidade de dois gametas,        um masculino e outro feminino que, geralmente vem de genitores diferentes.        Sendo geneticamente, os dois genitores ir\u00e3o formar gametas diferentes.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Assim, cada descendente recebe material gen\u00e9tico diferente dos demais, o      que garante diversidade dentro da esp\u00e9cie. Acrescenta-se a poss\u00edvel ocorr\u00eancia      das muta\u00e7\u00f5es, geradoras de novas caracter\u00edsticas e que tamb\u00e9m aumenta a variabilidade.<\/p>\n   \n<p><strong>O Papel da Meiose<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Os organismos com reprodu\u00e7\u00e3o sexuada passam pela altern\u00e2ncia de dois      eventos:<\/strong> a meiose e a fecunda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Os gametas s\u00e3o c\u00e9lulas hapl\u00f3ides, que se fundem aos pares na fecunda\u00e7\u00e3o,      reconstituindo a quantidade cromoss\u00f4mica dipl\u00f3ide. A c\u00e9lula resultante da      fecunda\u00e7\u00e3o \u00e9 a c\u00e9lula-ovo ou zigoto. A partir dela, todas as outras surgem      por mitoses consecutivas.<\/p>\n   \n<p><strong>meiose<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>macho 2n =======&gt; gameta n<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>fecunda\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n     \n<p><strong>=========&gt; descendente 2n<\/strong><\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>meiose<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>f\u00eamea 2n ==========&gt; gameta n <\/strong><\/p>\n   \n<p>A<strong> meiose<\/strong> \u00e9 uma divis\u00e3o celular que ocorre em c\u00e9lulas dipl\u00f3ides      (2n) e origina quatro c\u00e9lulas-filhas hapl\u00f3ides (n). Como a meiose reduz \u00e0      metade a quantidade de cromossomos, \u00e9 chamada divis\u00e3o reducional (R!)<\/p>\n   \n<p>Se a forma\u00e7\u00e3o dos gametas n\u00e3o reduzisse \u00e0 metade o n\u00famero de cromossomos      da esp\u00e9cie, o lote cromoss\u00f4mico iria dobrando de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. A mosca-das-frutas,      por exemplo, tem 8 cromossomos em suas c\u00e9lulas. Caso seus gametas tivessem      8 cromossomos, o zigoto teria 16.<\/p>\n   \n<p>Quando a meiose participa da forma\u00e7\u00e3o dos gametas, \u00e9 chamada meiose gam\u00e9tica.      Nas samambaias, a meiose gera esporos e \u00e9 chamada meiose esp\u00f3rica. Como a      reprodu\u00e7\u00e3o dos vegetais tem uma s\u00e9rie de particularidades, ser\u00e1 abordada no      curso de Bot\u00e2nica, no Segundo Colegial.<\/p>\n   \n<p>Os gametas feminino e masculino dos animais s\u00e3o diferentes. O \u00f3vulo, gameta      feminino, \u00e9 uma c\u00e9lula grande e que cont\u00e9m, em seu interior, subst\u00e2ncias nutritivas      que alimentam o embri\u00e3o durante o per\u00edodo de desenvolvimento. N\u00e3o tem mobilidade      e \u00e9 alcan\u00e7ado pelo gameta masculino. Os espermatoz\u00f3ides s\u00e3o produzidos aos      milh\u00f5es. S\u00e3o m\u00f3veis, possuem um flagelo e s\u00e3o bem menores que o \u00f3vulo.<\/p>\n   \n<h4>Meiose &#8211; Cromossomas<\/h4>\n   \n<p>Organismos simples podem reproduzir-se atrav\u00e9s de divis\u00f5es simples.<\/p>\n   \n<p>Este tipo de reprodu\u00e7\u00e3o assexuada \u00e9 simples e direta e produz organismos      geneticamente iguais. <\/p>\n   \n<p>A reprodu\u00e7\u00e3o sexual por sua vez, envolve uma mistura de genomas de 2 indiv\u00edduos,      para produzir um indiv\u00edduo que diferem geneticamente de seus parentais. <\/p>\n   \n<p>O ciclo reprodutivo sexual envolve a altern\u00e2ncia de gera\u00e7\u00f5es de c\u00e9lulas hapl\u00f3ides,      com gera\u00e7\u00f5es de c\u00e9lulas dipl\u00f3ides. A mistura de genomas \u00e9 realizada pela fus\u00e3o      de c\u00e9lulas hapl\u00f3ides que formam c\u00e9lulas dipl\u00f3ides. <\/p>\n   \n<p>Posteriormente novas c\u00e9lulas dipl\u00f3ides s\u00e3o geradas quando os descendentes      de c\u00e9lulas dipl\u00f3ides se dividem pelo processo de meiose.<\/p>\n   \n<p>Com exce\u00e7\u00e3o dos cromossomos que determinam o sexo, um n\u00facleo de c\u00e9lula dipl\u00f3ide      cont\u00e9m 2 vers\u00f5es similares de cada cromossomo autossomo, um cromossomo paterno      e 1 cromossoma materno. Essas duas vers\u00f5es s\u00e3o chamadas de homologas, e na      maioria das c\u00e9lulas possuem exist\u00eancia como cromossomos independentes. Essas      duas vers\u00f5es s\u00e3o denominadas de hom\u00f3logos. Quando o DNA \u00e9 duplicado pelo processo      de replica\u00e7\u00e3o, cada um desses cromossomos \u00e9 replicado dando origem as crom\u00e1tides      que s\u00e3o ent\u00e3o separadas durante a an\u00e1fase e migram para os polos celulares.      Desta maneira cada c\u00e9lula filha recebe uma c\u00f3pia do cromossomo paterno e uma      c\u00f3pia do cromossoma materno. <\/p>\n   \n<p>Vimos que a mitose resulta em c\u00e9lulas com o mesmo n\u00famero de cromossomas,      se ocorre &#8211; se a fus\u00e3o dessas c\u00e9lulas, ter\u00edamos como resultado c\u00e9lulas com      o dobro de cromossomas e isso ocorreria em progress\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>Exemplificando:<\/strong> O homem possui 46 cromossomas, a fus\u00e3o resultaria      em uma c\u00e9lula com 92 cromossomas. A meiose desenvolveu-se para evitar essa      progress\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>A<strong> meiose<\/strong> ( meioum = diminuir ) ocorre nas c\u00e9lulas produtoras      de gametas. Os gametas masculinos e femininos ( espermatoz\u00f3ides e \u00f3vulos )      que s\u00e3o produzidos nos test\u00edculos e ov\u00e1rios respectivamente as g\u00f4nadas femininas      e masculinas. Os gametas se originam de c\u00e9lulas denominadas espermatogonias      e ovogonias. A meiose \u00e9 precedida por um per\u00edodo de interfase ( G1, S, G2      ) com eventos semelhantes aos observados na mitose.<\/p>\n   \n<p>As espermatog\u00f4nias e ovog\u00f4nias, que s\u00e3o c\u00e9lulas dipl\u00f3ides, sofrem sucessivas      divis\u00f5es mit\u00f3ticas. As c\u00e9lulas filhas dessas c\u00e9lulas desenvolvem ciclo celular,      e num determinado momento da fase G2 do ciclo celular ocorrem altera\u00e7\u00f5es que      levam as c\u00e9lulas a entrar em meiose e darem origem a c\u00e9lulas h\u00e1ploides ou      seja c\u00e9lulas que possuem a metade do n\u00famero ( n) de cromossomas da esp\u00e9cie. <\/p>\n   \n<p><strong>A regula\u00e7\u00e3o do processo mei\u00f3tico inicia-se durante a fase mit\u00f3tica,      onde observam-se: <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>1)<\/strong> Per\u00edodo S longo;<strong><br \/>\n       2) <\/strong>aumento do volume nuclear. Experimentalmente demonstra-se que        eventos decisivos ocorrem em G2, devido a ativa\u00e7\u00e3o de s\u00edtios \u00fanicos para        a meiose. Podemos definir meiose como sendo o processo pelo qual n\u00famero        de cromossomos \u00e9 reduzido a metade.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Na meiose o cromossomo produzido possui apenas a metade do n\u00famero de cromossomos,      ou seja somente um cromossomo no lugar de um par de hom\u00f3logos.<\/p>\n   \n<p>O gameta \u00e9 dotado de uma c\u00f3pia do cromossoma materno ou paterno.<\/p>\n   \n<p>A meiose \u00e9 um processo que envolve 2 divis\u00f5es celulares com somente uma duplica\u00e7\u00e3o      de cromossomas.<\/p>\n   \n<h4>Fases da Meiose<\/h4>\n   \n<p><strong>A meiose ocorre apenas nas c\u00e9lulas das linhagens germinativas masculina      e feminina e \u00e9 constitu\u00edda por duas divis\u00f5es celulares<\/strong>: Meiose I      e Meiose II.<\/p>\n   \n<p><strong>INT\u00c9RFASE<\/strong><\/p>\n   \n<p>Antes do in\u00edcio da meiose I as c\u00e9lulas passam por um processo semelhante      ao que ocorre durante a int\u00e9rfase das c\u00e9lulas som\u00e1ticas. Os n\u00facleos passam      pelo intervalo G1, que precede o per\u00edodo de s\u00edntese de DNA, per\u00edodo S, quando      o teor de DNA \u00e9 duplicado, e pelo intervalo G2.<\/p>\n   \n<p><strong>Meiose I: A meiose I \u00e9 subdividida em quatro fases, denominadas<\/strong>:      Pr\u00f3fase I, Met\u00e1fase I, An\u00e1fase I, Tel\u00f3fase I<\/p>\n   \n<p><strong>PR\u00d3FASE I: <\/strong>A pr\u00f3fase I \u00e9 de longa dura\u00e7\u00e3o e muito complexa.      Os cromossomos hom\u00f3logos se associam formando pares, ocorrendo permuta (crossing-over)      de material gen\u00e9tico entre eles.<\/p>\n   \n<p><strong>V\u00e1rios est\u00e1gios s\u00e3o definidos durante esta fase:<\/strong> Lept\u00f3teno,      Zig\u00f3teno, Paqu\u00edteno, Dipl\u00f3teno e Diacinese.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Lept\u00f3teno:<\/strong> Os cromossomos tornam-se vis\u00edveis como delgados        fios que come\u00e7am a se condensar, mas ainda formam um denso emaranhado. Nesta        fase inicial , as duas crom\u00e1tides- irm\u00e3s de cada cromossomo est\u00e3o alinhadas        t\u00e3o intimamente que n\u00e3o s\u00e3o ditingu\u00edveis. <strong><br \/>\n       Zig\u00f3teno:<\/strong> Os cromossomos hom\u00f3logos come\u00e7am a combinar-se estreitamente        ao longo de toda a sua extens\u00e3o. O processo de pareamento ou sinapse \u00e9 muito        preciso. <strong><br \/>\n       Paqu\u00edteno:<\/strong> Os cromossomos tornam-se bem mais espiralados. O pareamento        \u00e9 completo e cada par de hom\u00f3logos aparece como um bivalente ( \u00e0s vezes        denominados t\u00e9trade porque cont\u00e9m quatro crom\u00e1tides) Neste est\u00e1gio ocorre        o crossing-over, ou seja, a troca de segmentos hom\u00f3logos entre crom\u00e1tides        n\u00e3o irm\u00e3s de um par de cromossomos hom\u00f3logos. <strong><br \/>\n       Dipl\u00f3teno:<\/strong> Ocorre o afastamento dos cromossomos hom\u00f3logos que constituem        os bivalentes. Embora os cromossomos hom\u00f3logos se separem, seus centr\u00f4meros        permanecem intactos, de modo que cada conjunto de crom\u00e1tides-irm\u00e3s continua        ligado inicialmente. Depois, os dois hom\u00f3logos de cada bivalente mant\u00eam-se        unidos apenas nos pontos denominados quiasmas (cruzes).<strong><br \/>\n       Diacinese: <\/strong>Neste est\u00e1gio os cromossomos atingem a condensa\u00e7\u00e3o m\u00e1xima.      <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>MET\u00c1FASE I: <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>H\u00e1 o desaparecimento da membrana nuclear. Forma-se um fuso e os cromosomos        pareados se alinham no plano equatorial da c\u00e9lula com seus centr\u00f4meros orientados        para p\u00f3los diferentes.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>AN\u00c1FASE I: <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Os dois membros de cada bivalente se separam e seus respectivos centr\u00f4meros        com as crom\u00e1tides-irm\u00e3s fixadas s\u00e3o puxados para p\u00f3los opostos da c\u00e9lula.        Os bivalentes distribuem-se independentemente uns dos outros e, em conseq\u00fc\u00eancia,        os conjuntos paterno e materno originais s\u00e3o separados em combina\u00e7\u00f5es aleat\u00f3rias.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>TEL\u00d3FASE I: <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Nesta fase os dois conjuntos hapl\u00f3ides de cromossomos se agrupam nos p\u00f3los        opostos da c\u00e9lula.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Meiose II: <\/strong>A meiose II tem in\u00edcio nas c\u00e9lulas resultantes      da tel\u00f3fase I, sem que ocorra a Int\u00e9rfase. <\/p>\n   \n<p><strong>A meiose II tamb\u00e9m \u00e9 constitu\u00edda por quatro fases:<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>PR\u00d3FASE II: <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>\u00c9 bem simplificada, visto que os cromossomos n\u00e3o perdem a sua condensa\u00e7\u00e3o        durante a tel\u00f3fase I. Assim, depois da forma\u00e7\u00e3o do fuso e do desaparecimento        da membrana nuclear, as c\u00e9lulas resultantes entram logo na met\u00e1fase II.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>MET\u00c1FASE II:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Os 23 cromossomos subdivididos em duas crom\u00e1tides unidas por um centr\u00f4mero        prendem-se ao fuso.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>AN\u00c1FASE II:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Ap\u00f3s a divis\u00e3o dos centr\u00f4meros as crom\u00e1tides de cada cromossomo migram        para p\u00f3los opostos.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>TEL\u00d3FASE II: <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Forma-se uma membrana nuclear ao redor de cada conjunto de crom\u00e1tides.      <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Fonte:  www.sciencedaily.com\/www.biocomputer.vilabol.uol.com.br\/curlygirl.naturlink.pt\/www.hurnp.uel.br    <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Meiose, Processo, O que \u00e9, Divis\u00e3o, Celular, C\u00e9lula, Etapa, Fases, Gen\u00e9tica, Reprodu\u00e7\u00e3o, Caracter\u00edsticas, Meiose<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6064,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-6063","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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