{"id":6013,"date":"2015-12-09T00:00:00","date_gmt":"2015-12-09T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/citologia\/"},"modified":"2015-12-09T00:00:00","modified_gmt":"2015-12-09T00:00:00","slug":"citologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/citologia\/","title":{"rendered":"Citologia"},"content":{"rendered":"\n<h4>Citologia &#8211; O que \u00e9<\/h4>\n<strong>Citologia<\/strong>, mais comumente conhecido como biologia celular, estudos de estrutura celular, composi\u00e7\u00e3o celular, ea intera\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas com outras c\u00e9lulas eo ambiente mais amplo no qual eles existem.\n\nO termo &#8220;<strong>citologia<\/strong>&#8221; tamb\u00e9m pode se referir a citopatologia, que analisa a estrutura da c\u00e9lula para diagnosticar a doen\u00e7a. O estudo microsc\u00f3pico e molecular das c\u00e9lulas pode se concentrar em organismos ou multicelulares ou unicelulares.\n\nO fato de que n\u00f3s, como seres humanos s\u00e3o compostos de milh\u00f5es de c\u00e9lulas pequenas, e que outras formas de vida ao nosso redor s\u00e3o igualmente constitu\u00eddos, agora mal precisa de explica\u00e7\u00e3o. O conceito da c\u00e9lula \u00e9 relativamente nova, no entanto. A comunidade cient\u00edfica n\u00e3o aceitou a id\u00e9ia da exist\u00eancia de c\u00e9lulas at\u00e9 o final do s\u00e9culo 18.\n\nReconhecer as semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as de c\u00e9lulas \u00e9 de extrema import\u00e2ncia em citologia. O exame microsc\u00f3pico pode ajudar a identificar os diferentes tipos de c\u00e9lulas. Olhando para as mol\u00e9culas que formam uma c\u00e9lula, \u00e0s vezes chamado molecular biologia , ajuda na descri\u00e7\u00e3o mais detalhada e identifica\u00e7\u00e3o. Todos os campos da biologia depender\u00e1 do entendimento da estrutura celular. O campo da gen\u00e9tica existe porque entendemos estrutura e componentes da c\u00e9lula.\n\nOutro aspecto importante na disciplina de citologia est\u00e1 examinando a intera\u00e7\u00e3o celular. Ao estudar como as c\u00e9lulas se relacionam com outras c\u00e9lulas ou ao meio ambiente, cytologists pode prever problemas ou examinar perigos ambientais para as c\u00e9lulas, tais como subst\u00e2ncias t\u00f3xicas ou causadoras de c\u00e2ncer. Nos seres humanos e outras estruturas multi-celulares, citologia pode examinar a presen\u00e7a de muitos de um tipo de c\u00e9lula, ou a falta de suficiente de um determinado tipo de c\u00e9lula. Em um teste simples como uma completa contagem de sangue , um laborat\u00f3rio pode olhar para as c\u00e9lulas brancas do sangue e identificar a presen\u00e7a de uma infec\u00e7\u00e3o, ou pode examinar um baixo n\u00edvel de certos tipos de c\u00e9lulas vermelhas do sangue e diagnosticar a anemia.\n\nCertas desordens auto-imunes pode ser diagnosticada atrav\u00e9s de rea\u00e7\u00f5es celulares anormais. Tiroidite de Hashimoto, por exemplo, \u00e9 uma doen\u00e7a auto-imune causada por rea\u00e7\u00e3o de c\u00e9lula anormal. Em vez de c\u00e9lulas brancas do sangue que reconhece a presen\u00e7a de normais da tir\u00f3ide as c\u00e9lulas, estes anticorpos atac\u00e1-los, fazendo com hipotiroidismo. Se n\u00e3o for tratado, este estado pode resultar em atraso, fadiga extrema, obesidade, e, finalmente, a morte. Por meio de citologia, as rea\u00e7\u00f5es anormais destes anticorpos pode ser reconhecido, e o tratamento pode ser realizado muito antes de esta condi\u00e7\u00e3o cria problemas irrevers\u00edveis.\n\n<strong>Citopatologia<\/strong> tem objectivos semelhantes, mas tende a olhar para as c\u00e9lulas que n\u00e3o devem estar presentes em um organismo. O exame de urina e exames de sangue , por exemplo, pode fazer a varredura para detectar a presen\u00e7a de parasitas ou bact\u00e9rias que podem causar doen\u00e7as e morte. Assim, na citologia, organismos unicelulares compreens\u00e3o como muitas formas de bact\u00e9rias \u00e9 t\u00e3o importante quanto a compreens\u00e3o das estruturas multicelulares.\n\nEsta \u00e9 tamb\u00e9m uma das principais ferramentas de diagn\u00f3stico para a detec\u00e7\u00e3o de c\u00e2ncer. Exame ginecol\u00f3gico anual de uma mulher quase sempre envolve um exame de Papanicolaou , uma cole\u00e7\u00e3o de tecidos que s\u00e3o analisados na estrutura celular para detectar in\u00edcio de forma\u00e7\u00f5es de c\u00e9lulas cancerosas . A detec\u00e7\u00e3o precoce pode levar a maiores taxas de sobreviv\u00eancia. Da mesma forma, bi\u00f3psias por agulha de n\u00f3dulos na mama ou em outro lugar pode detectar c\u00e9lulas cancerosas e proporcionar um excelente meio para o diagn\u00f3stico.\n<h4>Citologia &#8211; Teoria Celular<\/h4>\nH\u00e1 anos, a quest\u00e3o central da biologia do desenvolvimento tem sido compreender como uma simples c\u00e9lula ovo &#8211; resultado da uni\u00e3o do \u00f3vulo com o espermatoz\u00f3ide, \u00fanicos legados dos pais aos filhos &#8211; converte-se em um organismo com diferentes tipos de c\u00e9lulas organizadas num padr\u00e3o altamente complexo, caracter\u00edstico de cada esp\u00e9cie.\n\n<strong>Como e quando surgem as primeiras diferen\u00e7as entre as c\u00e9lulas irm\u00e3s? Porque um grupo de c\u00e9lulas, no decorrer do processo de desenvolvimento compromete-se com um destino e n\u00e3o com outro? Que eventos moleculares interferem no processo?<\/strong>\n\nO estabelecimento da biologia molecular a partir da metade do s\u00e9culo XX, permitindo isolamento, clonagem e seq\u00fcenciamento dos genes assim como o controle de sua express\u00e3o, tornou poss\u00edvel uma interven\u00e7\u00e3o mais direta nos fen\u00f4menos de desenvolvimento, resultando numa compreens\u00e3o mais aguda dos processos envolvidos. Resulta da\u00ed a no\u00e7\u00e3o de que o genoma, deposit\u00e1rio da informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, al\u00e9m de conter um cat\u00e1logo de todas as prote\u00ednas que podem ser sintetizadas em algum momento por um dado organismo, conteria tamb\u00e9m o programa gen\u00e9tico para o desenvolvimento do zigoto ao adulto. Todavia, se as informa\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas (prote\u00ednas, RNAs, etc) necess\u00e1rias \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de tarefas envolvidas no desenvolvimento est\u00e3o descritas no genoma, o fen\u00f4meno de desenvolvimento, em si, sendo um processo hist\u00f3rico, depende de uma rede complexa de rela\u00e7\u00f5es causais que estabelecem uma sequ\u00eancia de eventos no espa\u00e7o e no tempo, determinando a regularidade do processo.\n\nA grande diversidade de processos de desenvolvimento aponta para um fen\u00f4meno complexo, multidimensional, que n\u00e3o permite, pelo menos no momento, a constru\u00e7\u00e3o de uma teoria geral abarcando todos os casos conhecidos, mas amplia nossa vis\u00e3o do processo ao expor uma multid\u00e3o de intera\u00e7\u00f5es temporal e espacialmente estabelecidas cuja complexidade \u00e9 maior do que a do programa de s\u00edntese de prote\u00ednas codificado na mol\u00e9cula de DNA.\n\n<strong>Um pouco de hist\u00f3ria<\/strong>\n\nA preocupa\u00e7\u00e3o com os processos de desenvolvimento dos seres vivos \u00e9 muito antiga.\n\nO fil\u00f3sofo grego Arist\u00f3teles (384-322 aC) propunha que durante a forma\u00e7\u00e3o do embri\u00e3o, estruturas novas iam sendo formadas progressivamente, num processo que ele denominou epig\u00eanese. Esta id\u00e9ia contrapunha-se a vis\u00e3o de que o embri\u00e3o j\u00e1 estava pr\u00e9-formado no gameta e, durante o processo de desenvolvimento deveria apenas crescer. A posi\u00e7\u00e3o de Arist\u00f3teles prevaleceu at\u00e9 o s\u00e9culo XVII quando, ent\u00e3o, os embates entre os preformacionistas e os defensores da epig\u00eanese se reacenderam, tendo perdurado por todo o s\u00e9culo XVIII.\n\nAlguns estudiosos, defensores do pre-formacionismo, alegavam que o embri\u00e3o, j\u00e1 formado, encontrava-se no espermatoz\u00f3ide e que este &#8220;hom\u00fanculo&#8221; podia ser visualizado ao microsc\u00f3pio. Somente com o estabelecimento da Teoria Celular por Mathias Schleiden e Theodor Schwan, entre 1838-1839, \u00e9 que a discuss\u00e3o foi abandonada.\n\nA teoria celular prop\u00f5e que a unidade b\u00e1sica de todos os organismos \u00e9 a c\u00e9lula a qual surge da divis\u00e3o de outras c\u00e9lulas. Assim, o processo deve ser epig\u00eanico, como originalmente proposto por Arist\u00f3teles, uma vez que durante o desenvolvimento muitas c\u00e9lulas novas s\u00e3o geradas por divis\u00f5es sucessivas do ovo e novos tipos celulares surgem. Neste sentido foi crucial a compreens\u00e3o de que o ovo era constitu\u00eddo de uma \u00fanica c\u00e9lula especializada.\n\nOutro avan\u00e7o importante decorreu das contribui\u00e7\u00f5es de August Weismann, ao fazer uma clara distin\u00e7\u00e3o entre c\u00e9lulas som\u00e1ticas (do corpo) e c\u00e9lulas germinativas (\u00f3vulo e espermatoz\u00f3ide). Altera\u00e7\u00f5es provocadas no corpo (c\u00e9lulas som\u00e1ticas) durante a vida n\u00e3o poderiam ser transmitidas \u00e0s gera\u00e7\u00f5es futuras. Por outro lado, as caracter\u00edsticas das futuras gera\u00e7\u00f5es seriam repassadas pelas c\u00e9lulas germinativas.\n<h4>Citologia &#8211; C\u00e9lulas<\/h4>\nTodos os seres vivos s\u00e3o compostos de pequenas unidades chamadas c\u00e9lulas individuais. As c\u00e9lulas s\u00e3o a menor unidade funcionamento vivo. As c\u00e9lulas normalmente n\u00e3o podem ser vistos a olho nu.\n\n<strong>C\u00c9LULA UMA UNIDADE BIOL\u00d3GICA<\/strong>\n\nA c\u00e9lula pode ser definida como uma massa de subst\u00e2ncia viva delimitada por uma membrana que protege o citoplasma e o n\u00facleo.\n\n\u00c9 capaz de realizar todas as fun\u00e7\u00f5es vitais importantes para ela, sendo considerada a unidade biol\u00f3gica (morfol\u00f3gica e funcional) na estrutura dos organismos.\n\n<strong>CITOLOGIA<\/strong>\n<blockquote><strong>Etmologia:<\/strong> do grego kytos = c\u00e9lula e logos = estudo.<strong>\nConceito:<\/strong> parte da Biologia que se ocupa do estudo da c\u00e9lula relativamente \u00e0 sua estrutura, suas fun\u00e7\u00f5es e sua import\u00e2ncia.<\/blockquote>\n<strong>DESCOBERTAS<\/strong>\n<blockquote><strong>Robert Hooke (1665) \u0096 <\/strong>primeira observa\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas em fragmento de corti\u00e7a.<strong>\nTheodor Schwann (1839) \u0096 <\/strong>conclui que todos os seres vivos s\u00e3o formados de c\u00e9lulas.<strong>\nRudolf Virchow (1858) \u0096<\/strong> afirma que toda c\u00e9lula \u00e9 proveniente de outra c\u00e9lula.<\/blockquote>\n<strong>MICROSCOPIA<\/strong>\n\n\u00c9 o estudo das estruturas celulares, feito com o aux\u00edlio do microsc\u00f3pio.\n<blockquote><strong>Microsc\u00f3pio \u00f3ptico<\/strong>: funciona com luz e tem pequeno poder de resolu\u00e7\u00e3o*. \u00c9 poss\u00edvel observar c\u00e9lulas vivas em atividade.<strong>\nMicrosc\u00f3pio eletr\u00f4nico: <\/strong>usa feixes de el\u00e9trons e tem grande poder de resolu\u00e7\u00e3o (mais de 500 000 vezes). S\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel observar c\u00e9lulas mortas, por\u00e9m em todas as dimens\u00f5es.Poder de resolu\u00e7\u00e3o \u00e9 a capacidade de aumento ou de distinguir entre dois pontos muito pr\u00f3ximos.<\/blockquote>\n<strong>TEMPO DE VIDA<\/strong>\n<blockquote><strong>C\u00e9lulas l\u00e1beis:<\/strong> pouco diferenciadas, de curta dura\u00e7\u00e3o e que n\u00e3o se reproduzem. Ap\u00f3s cumprirem suas fun\u00e7\u00f5es, morrem e s\u00e3o substitu\u00eddas. <strong>Ex:<\/strong> as hem\u00e1cias e os gametas.<strong>\nC\u00e9lulas est\u00e1veis:<\/strong> mais diferenciadas, de longa dura\u00e7\u00e3o, se reproduzem e regeneram. <strong>Ex:<\/strong> c\u00e9lulas musculares lisas e c\u00e9lulas epiteliais.<strong>\nC\u00e9lulas permanentes: <\/strong>altamente diferenciadas, com fun\u00e7\u00f5es muito especializadas, duram a vida toda do organismo, n\u00e3o se reproduzem nem regeneram.<strong> Ex:<\/strong> c\u00e9lulas musculares estriadas e c\u00e9lulas nervosas.<\/blockquote>\n<strong>DIMENS\u00d5ES CELULARES<\/strong>\n<blockquote><strong>Microsc\u00f3picas: <\/strong>a maioria delas. <strong>Ex: <\/strong>bact\u00e9rias, protozo\u00e1rios.<strong>\nMacrosc\u00f3picas:<\/strong> gema de ovos, alv\u00e9olos de laranja, \u00f3vulo humano, c\u00e9lula da bainha da folha da bananeira.<\/blockquote>\n<strong>MEDIDAS<\/strong>\n\n<strong>As c\u00e9lulas s\u00e3o medidas em:<\/strong>\n<blockquote>\u00b5m (micrometro) = 0,001 mm (1 mil\u00e9simo de mil\u00edmetro)\nnm (nanometro) = 0,000 001 mm (1 milion\u00e9simo de mil\u00edmetro)\n\u00c5 (\u00c5ngstr\u00f6m) = 0,000 000 1 mm (1 d\u00e9cimo milion\u00e9simo de mil\u00edmetro)<\/blockquote>\nA grande maioria ou quase totalidade das c\u00e9lulas tem dimens\u00f5es microsc\u00f3picas, medidas em micr\u00f4metros. Existem, por\u00e9m, c\u00e9lulas macrosc\u00f3picas como a gema do ovo, a fibra do algod\u00e3o e as c\u00e9lulas das algas Nitella sp. e Acetabularia sp., que s\u00e3o medidas em cent\u00edmetros (cm).\n\nAs menores c\u00e9lulas conhecidas pertencem \u00e0s bact\u00e9rias do g\u00eanero Mycoplasma (PPLO), que podem ser menores que alguns v\u00edrus e s\u00e3o medidas em nan\u00f4metros.\n\n<strong>PROCARIOTAS e EUCARIOTAS<\/strong>\n<blockquote><strong>Procariotas:<\/strong> c\u00e9lulas onde o n\u00facleo n\u00e3o \u00e9 individualizado por falta de cariomembrana, n\u00e3o apresentam org\u00e2nulos membranosos. O material nuclear est\u00e1 disperso no citoplasma. Encontradas nas bact\u00e9rias e cianobact\u00e9rias.<strong>\nEucariotas:<\/strong> o n\u00facleo \u00e9 individualizado, a cariomembrana envolve o material nuclear, s\u00e3o mais evolu\u00eddas e possuem org\u00e2nulos membranosos. Encontradas nos protistas, fungos, vegetais e animais.<\/blockquote>\n<strong>ORG\u00c2NULOS ou ORGANELAS<\/strong>\n<blockquote>S\u00e3o estruturas celulares destinadas \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00f5es vitais.\n<strong>Org\u00e2nulos n\u00e3o-membranosos:<\/strong> centr\u00edolos, ribossomos, microt\u00fabulos, cromossomos e nucl\u00e9olo.\n<strong>Org\u00e2nulos membranosos:<\/strong> mitoc\u00f4ndrias, plastos, vac\u00faolos, ret\u00edculo endoplasm\u00e1tico, complexo golgiense e lisossomos.<\/blockquote>\n<strong>C\u00c9LULA VEGETAL e C\u00c9LULA ANIMAL<\/strong>\n<blockquote><strong>C\u00e9lula vegetal:<\/strong> formato prism\u00e1tico, com parede celular e plastos. N\u00e3o possuem lisossomos nem centr\u00edolo, os vac\u00faolos s\u00e3o grandes e em pequena quantidade (vac\u00faolos de suco celular).<strong>\nC\u00e9lula animal:<\/strong> geralmente arredondadas, sem parede celular nem plastos. Apresentam lisossomos, os vac\u00faolos s\u00e3o pequenos e em grande quantidade (vac\u00faolos digestivos e puls\u00e1teis).<\/blockquote>\n<strong>A ORGANIZA\u00c7\u00c3O CELULAR DOS SERES VIVOS<\/strong>\n\n<strong>A c\u00e9lula &#8211; sua estrutura e funcinamento<\/strong>\n\nCom exce\u00e7\u00e3o dos v\u00edrus, todos os demais seres t\u00eam as suas estruturas fundamentadas na c\u00e9lula. Muitos s\u00e3o apenas unicelulares, outros s\u00e3o multicelulares. Mas, a despeito de algumas diferen\u00e7as, a arquitetura fundamental da c\u00e9lula se repete com impressionante semelhan\u00e7a em todos os n\u00edveis de organiza\u00e7\u00e3o, o que justifica considerarmos a c\u00e9lula como a unidade biol\u00f3gica.\n\nNa sua diminuta dimens\u00e3o, a c\u00e9lula demonstra um admir\u00e1vel arranjo na disposi\u00e7\u00e3o de microestruturas diferentes, que representam os seus org\u00e2nulos. A ela cabe a realiza\u00e7\u00e3o de importantes fun\u00e7\u00f5es, como o determinismo gen\u00e9tico, a s\u00edntese de prote\u00ednas, o armazenamento e a libera\u00e7\u00e3o de energia, a produ\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias que devem atuar no meio extracelular controlando as fun\u00e7\u00f5es do organismo, ou at\u00e9 mesmo cuidando em manter o equil\u00edbrio f\u00edsico-qu\u00edmico (hidrossalino e \u00e1cido-b\u00e1sico) fundamental \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da vida.\n\n<strong>A parte da Biologia que estuda a c\u00e9lula se chama Citologia.<\/strong>\n\nO termo c\u00e9lula foi usado pela primeira vez em 1665, por Robert Hooke, quando observava em um microsc\u00f3pio rudimentar um pequeno fragmento de corti\u00e7a. A corti\u00e7a \u00e9 um tecido vegetal obtido da casca de caules velhos de certas \u00e1rvores, no qual as c\u00e9lulas j\u00e1 morreram e desapareceram. Mas as c\u00e9lulas deixam o seu vest\u00edgio no contorno das camadas de suberina, subst\u00e2ncia que antes as envolvia. Vendo aquela grande quantidade de diminutos espa\u00e7os vazios na estrutura da planta, Hooke resolveu cham\u00e1-los de c\u00e9lulas \u0096 pequeninas celas. Tempos depois outros cientistas conseguiram ver a c\u00e9lula viva e descobriram que ela \u00e9 um corpo min\u00fasculo, cheio de conte\u00fado e com fun\u00e7\u00f5es muito importantes. Mas o nome c\u00e9lula foi conservado.\n\nEm virtude de suas min\u00fasculas dimens\u00f5es, as c\u00e9lulas s\u00f3 podem ser estudadas com ajuda do microsc\u00f3pio. Ele \u00e9 um aparelho que aumenta as imagens.\n\nO microsc\u00f3pio \u00f3ptico ou de luz (MO) usa um feixe de luz que atravessa a c\u00e9lula, passa por um sistema de lentes e vai projetar no olho do observador a imagem imensamente aumentada. Como a maior parte da estruturas celulares n\u00e3o tem cor, usam-se corantes espec\u00edficos para determinadas partes da c\u00e9lula. Os tecidos t\u00eam de ser preparados em cortes fin\u00edssimos, para que a luz os atravesse. Pode-se observar a c\u00e9lula viva, dependendo da t\u00e9cnica de prepara\u00e7\u00e3o.\n\nO microsc\u00f3pio eletr\u00f4nico (ME) usa um feixe de el\u00e9trons que \u00e9 detonado por um canh\u00e3o de el\u00e9trons numa c\u00e2mara de v\u00e1cuo, onde \u00e9 posto o material com a c\u00e9lula a ser examinada. A imagem \u00e9 observada, indiretamente, em uma tela. S\u00f3 podemos observar c\u00e9lulas mortas embora seja poss\u00edvel v\u00ea-la por todos os \u00e2ngulos.\n\nO microsc\u00f3pio \u00f3ptico oferece aumentos de 100 at\u00e9 1 200 vezes, enquanto o eletr\u00f4nico pode ampliar a imagem mais de 500 000 vezes. A capacidade de aumento de um microsc\u00f3pio \u00e9 denominada poder de resolu\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a capacidade de distin\u00e7\u00e3o entre dois pontos muito pr\u00f3ximos.\n\n<strong>C\u00e9lulas Procariotas e Eucariotas<\/strong>\n\nEm alguns organismos mais simples a c\u00e9lula n\u00e3o apresenta um n\u00facleo individualizado, bem vis\u00edvel, em cujo interior se concentra o material gen\u00e9tico. Falta-lhe a membrana nuclear, carioteca ou cariomembrana; o conte\u00fado nuclear se apresenta espalhado por todo o interior celular, dando a impress\u00e3o de que a c\u00e9lula n\u00e3o possui n\u00facleo. Ela o possui, apenas n\u00e3o est\u00e1 individualizado; encontra-se disperso ou difuso no citoplasma. Esse tipo de c\u00e9lula \u00e9 chamado de procariota e, os organismos que s\u00e3o formados por c\u00e9lulas desse tipo s\u00e3o os procariontes. Bact\u00e9rias e cian\u00f3fitas (algas cianof\u00edceas) s\u00e3o procariontes e est\u00e3o agrupadas no reino Monera.\n\nTodos os demais seres possuem c\u00e9lulas com n\u00facleo bem individualizado, dotadas de cariomembrana e s\u00e3o chamados eucariontes, e suas c\u00e9lulas, visivelmente nucleadas, s\u00e3o qualificadas de eucariotas. S\u00e3o os protistas, fungos, vegetais e animais.\n\n<strong>A Origem das C\u00e9lulas<\/strong>\n\nSegundo a hip\u00f3tese que tenta explicar a origem da vida, as primeiras c\u00e9lulas que surgiram eram procariotas anaer\u00f3bias. Essas c\u00e9lulas, para sobreviver, realizavam a fermenta\u00e7\u00e3o. Posteriormente apareceram as c\u00e9lulas procariotas fotossintetizantes. Estas tinham a capacidade de realizar a fotoss\u00edntese, liberando o oxig\u00eanio (O2) para a atmosfera terrestre. Depois delas surgiram as c\u00e9lulas procariotas aer\u00f3bias, que passaram a utilizar o O2 para respirar.\n\nTudo isso aconteceu h\u00e1 cerca de 3,5 bilh\u00f5es a 2 bilh\u00f5es de anos. A partir dessa \u00e9poca surgiram as c\u00e9lulas eucariotas. A princ\u00edpio, essas c\u00e9lulas tinham a estrutura de uma c\u00e9lula procariota anaer\u00f3bia. Sua membrana come\u00e7ou a formar evagina\u00e7\u00f5es e invagina\u00e7\u00f5es de tal forma que sua superf\u00edcie tornou-se bastante ampliada.\n\nEssas transforma\u00e7\u00f5es da membrana foram originando organelas, como o ret\u00edculo endoplasm\u00e1tico, o complexo de Golgi e a pr\u00f3pria carioteca.\n\nAcredita-se que os cloroplastos e as mitoc\u00f4ndrias s\u00e3o as \u00fanicas organelas que n\u00e3o tiveram essa origem. As mitoc\u00f4ndrias teriam se formado a partir de bact\u00e9rias aer\u00f3bias que foram englobadas por seres eucariontes anaer\u00f3bios.\n\n<strong>A partir da\u00ed, passaram a viver numa rela\u00e7\u00e3o mutual\u00edstica: <\/strong>o eucarionte dava prote\u00e7\u00e3o \u00e0 bact\u00e9ria aer\u00f3bia (agora mitoc\u00f4ndria) e desta aproveitava a capacidade respirat\u00f3ria que lhe fornecia a energia necess\u00e1ria \u00e0 sua sobreviv\u00eancia.\n\nDa mesma forma, alguns procariontes fotossintetizadores associaram-se com certos eucariontes passando a viver mutualisticamente. No curso da evolu\u00e7\u00e3o esses procariontes tornaram-se cloroplastos vivendo em organismos eucariontes, agora fotossintetizadores.\n\nA grande maioria ou quase totalidade das c\u00e9lulas tem dimens\u00f5es microsc\u00f3picas, medidas em micr\u00f4metros. Existem, por\u00e9m, c\u00e9lulas macrosc\u00f3picas como a gema do ovo, a fibra do algod\u00e3o e as c\u00e9lulas das algas Nitella sp. e Acetabularia sp., que s\u00e3o medidas em cent\u00edmetros (cm).\n\nAs menores c\u00e9lulas conhecidas pertencem \u00e0s bact\u00e9rias do g\u00eanero Mycoplasma (PPLO), que podem ser menores que alguns v\u00edrus e s\u00e3o medidas em nan\u00f4metros.\n\n<strong>Estruturas Celulares dos Eucariontes<\/strong>\n\nExistem algumas diferen\u00e7as not\u00e1veis entre c\u00e9lulas animais e vegetais, mas, a arquitetura e o padr\u00e3o geral de funcionamento s\u00e3o os mesmos para todas.\n\nAs c\u00e9lulas vegetais costumam ter contornos prism\u00e1ticos, com grandes vac\u00faolos centrais, deixando o citoplasma comprimido na periferia. A sua membrana plasm\u00e1tica \u00e9 protegida por uma parede celular formada de celulose.\n\nA c\u00e9lula animal costuma ser arredondada ou achatada, sem \u00e2ngulos acentuados, revelando aus\u00eancia de grandes vac\u00faolos, bem como de parede celular.\n\nA maior parte dos org\u00e2nulos intracelulares \u00e9 delimitada por membranas lipoprot\u00e9icas. S\u00e3o os org\u00e2nulos membranosos como o ret\u00edculo endoplasm\u00e1tico, complexo golgiense, mitoc\u00f4ndrias, cloroplastos, lisossomos e n\u00facleo que, juntamente com a membrana plasm\u00e1tica, formam o sistema de membranas da c\u00e9lula.\n\nAlguns poucos org\u00e2nulos n\u00e3o s\u00e3o delimitados por membranas como os ribossomos, centr\u00edolos e cromossomos que formam o sistema n\u00e3o-membranoso.\n\n<strong>MEMBRANAS CELULARES:<\/strong> OS PORT\u00d5ES DAS C\u00c9LULAS\n\nA membrana plasm\u00e1tica \u00e9 o envolt\u00f3rio celular, regula a entrada e sa\u00edda de subst\u00e2ncias e impede que o conte\u00fado celular se derrame para o exterior.\n\nEla se apresenta ao ME com duas camadas escuras, mais densas, separadas por uma camada mais clara, menos densa.\n\nAtualmente se admite que a membrana plasm\u00e1tica \u00e9 formada por uma dupla camada lip\u00eddica (fosfolip\u00eddios) e mergulhadas nessa matriz lip\u00eddica encontram-se as mol\u00e9culas de prote\u00ednas com ampla capacidade de movimenta\u00e7\u00e3o e deslocamento, cabendo-lhes papel de relevante import\u00e2ncia na reten\u00e7\u00e3o e no transporte de outras mol\u00e9culas atrav\u00e9s da membrana, entre os meios intra e extracelulares.\n\nAs subst\u00e2ncias lipossol\u00faveis atravessam a membrana, passando diretamente atrav\u00e9s da dupla camada lip\u00eddica.\n\nAs demais s\u00e3o transportadas pelas mol\u00e9culas prot\u00e9icas que se movimentam, recolhendo-as de um lado e largando-as do outro. \u00cdons e pequenas mol\u00e9culas hidrossol\u00faveis, inclusive a pr\u00f3pria \u00e1gua, atravessam a membrana por min\u00fasculos canais formados pelas mol\u00e9culas prot\u00e9icas.\n\n<strong>Especializa\u00e7\u00f5es da Membrana Plasm\u00e1tica<\/strong>\n\n<strong>A membrana plasm\u00e1tica revela adapta\u00e7\u00f5es especiais como:<\/strong> microvilosidades, desmossomos, interdigita\u00e7\u00f5es, plasmodesmos, c\u00edlios e flagelos.\n\nMicrovilosidades s\u00e3o min\u00fasculas expans\u00f5es em forma de dedos na superf\u00edcie da c\u00e9lula que se projetam para o meio extracelular quando se torna necess\u00e1rio ampliar a \u00e1rea de absor\u00e7\u00e3o da c\u00e9lula. S\u00e3o numeros\u00edssimas nas c\u00e9lulas epiteliais de revestimento da mucosa intestinal.\n\nDesmossomos s\u00e3o destinados \u00e0 maior fixa\u00e7\u00e3o de uma c\u00e9lula \u00e0s suas vizinhas. Cada desmossomo compreende duas metades, cada um pertencente a uma c\u00e9lula. O espa\u00e7o entre eles cont\u00e9m uma subst\u00e2ncia cimentante formada por mol\u00e9culas de glicoprote\u00ednas.\n\nInterdigita\u00e7\u00f5es representam um recurso para proporcionar a melhor liga\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas entre si num tecido. A superf\u00edcie celular descreve sali\u00eancias e reentr\u00e2ncias que se encaixam perfeitamente nas das c\u00e9lulas vizinhas.\n\nPlasmodesmos compreendem pontes de continuidade do citoplasma entre c\u00e9lulas vizinhas, gra\u00e7as a diminutas interrup\u00e7\u00f5es nas membranas de separa\u00e7\u00e3o entre tais c\u00e9lulas. S\u00e3o exclusivos das c\u00e9lulas vegetais.\n\nC\u00edlios e flagelos s\u00e3o expans\u00f5es celulares finas e muito m\u00f3veis que contribuem para a movimenta\u00e7\u00e3o celular com deslocamento ou para proporcionar o aparecimento de correntes l\u00edquidas ao redor das c\u00e9lulas. Em bact\u00e9rias, protozo\u00e1rios, euglen\u00f3fitas, pirr\u00f3fitas e em c\u00e9lulas reprodutoras (gametas masculinos) de plantas e animais (anteroz\u00f3ides e espermatoz\u00f3ides) esses org\u00e2nulos atuam na motricidade celular. Em tecidos animais, como no epit\u00e9lio ciliado das trompas de Fal\u00f3pio e no epit\u00e9lio ciliado da traqu\u00e9ia, eles formam um fluxo de l\u00edquido. Em c\u00e9lulas bacterianas essas estruturas s\u00e3o apenas expans\u00f5es citoplasm\u00e1ticas. J\u00e1 nos protozo\u00e1rios e organismos multicelulares, flagelos e c\u00edlios s\u00e3o mais complexos e ligados ao centr\u00edolo (microt\u00fabulos).Os c\u00edlios s\u00e3o curtos e numeros\u00edssimos, enquanto os flagelos s\u00e3o longos e pouco numerosos.\n\n<strong>A Parede Celular ou Parede Esquel\u00e9tica<\/strong>\n\nAparece nas c\u00e9lulas dos vegetais, das algas protistas, dos fungos e dos organismos procariontes (bact\u00e9rias e cianof\u00edceas) como um envolt\u00f3rio r\u00edgido e espesso, que serve de prote\u00e7\u00e3o e suporte. N\u00e3o existe nas c\u00e9lulas dos animais ou dos protozo\u00e1rios.\n\nSua composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica varia segundo o tipo celular.\n\nAssim, nas bact\u00e9rias \u00e9 composta de glicoprote\u00ednas; nas algas diatom\u00e1ceas comp\u00f5e-se de s\u00edlica; nos fungos \u00e9 constitu\u00edda de quitina, etc.\n\nNas c\u00e9lulas vegetais jovens, a parede celular comp\u00f5e-se de celulose e pequena quantidade de pectina e glicoprote\u00ednas. Essa \u00e9 a parede celular prim\u00e1ria que \u00e9 pouco r\u00edgida, apresentando certa elasticidade e permeabilidade.\n\n\u00c0 medida que a c\u00e9lula se diferencia, tornando-se adulta, na parede celular prim\u00e1ria depositam-se subst\u00e2ncias de natureza qu\u00edmica diferente como, por exemplo, a lignina e a suberina, formando a parede celular secund\u00e1ria. O espa\u00e7o ocupado pelo l\u00famen celular diminui devido ao espessamento dessa parede. Em alguns casos o conte\u00fado vivo acaba por morrer, restando um l\u00famen vazio como acontece na corti\u00e7a.\n\nAs c\u00e9lulas vegetais que permanecem em contato direto com a atmosfera apresentam uma cobertura de subst\u00e2ncias de natureza graxa (cutina ou cera), cujo objetivo \u00e9 evitar a perda excessiva de \u00e1gua. Geralmente a parede celular n\u00e3o \u00e9 cont\u00ednua, deixa uns poros ou pontua\u00e7\u00f5es em certas regi\u00f5es por onde o citoplasma de uma c\u00e9lula se comunica com o citoplasma de c\u00e9lulas vizinhas atrav\u00e9s dos plasmodesmos.\n\nApesar de r\u00edgida, a parede celular \u00e9 perme\u00e1vel \u00e0 \u00e1gua, que a atravessa livremente em ambos os sentidos. Ela pode se destacar da membrana plasm\u00e1tica se a c\u00e9lula for submetida a uma solu\u00e7\u00e3o hipert\u00f4nica e perder \u00e1gua para o meio extracelular. Neste caso, o citoplasma se retrai e a membrana plasm\u00e1tica se desgarra da parede celular.\n\n<strong>Atividades da Membrana Plasm\u00e1tica<\/strong>\n\nO que caracteriza a vida da c\u00e9lula \u00e9 a sua inalter\u00e1vel constitui\u00e7\u00e3o f\u00edsico-qu\u00edmica, e compete \u00e0 membrana celular manter um controle r\u00edgido do interc\u00e2mbio de subst\u00e2ncias entre os meios intra e extracelular. O conjunto de subst\u00e2ncias que formam a mat\u00e9ria viva e ativa da c\u00e9lula recebe o nome de protoplasma e comp\u00f5e-se de solu\u00e7\u00f5es coloidais, solu\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas e suspens\u00f5es.\n\nAs solu\u00e7\u00f5es coloidais n\u00e3o atravessam as membranas semiperme\u00e1veis, entretanto a \u00e1gua e as solu\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas podem atravessar facilmente a membrana pelo processo de difus\u00e3o simples que compreende a osmose e a di\u00e1lise.\n\nA osmose \u00e9 a passagem de mol\u00e9culas de \u00e1gua atrav\u00e9s de uma membrana semiperme\u00e1vel sempre no sentido do meio hipot\u00f4nico para o meio hipert\u00f4nico.\n\nSe a c\u00e9lula n\u00e3o se mantiver em isotonia com o meio extracelular pode ocorrer a turgesc\u00eancia ou a plasm\u00f3lise.\n\nNa turgesc\u00eancia a c\u00e9lula absorve um excesso de \u00e1gua que a faz aumentar de volume, podendo ocorrer a ruptura da membrana e a morte celular.\n\nNa plasm\u00f3lise a c\u00e9lula perde \u00e1gua para o meio e se desidrata. Seu volume sofre retra\u00e7\u00e3o, podendo ocorrer a morte celular. Recolocada em meio isot\u00f4nico ela volta ao volume normal.\n\nA di\u00e1lise \u00e9 a difus\u00e3o de part\u00edculas do soluto das solu\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas atrav\u00e9s da membrana plasm\u00e1tica sempre no sentido da solu\u00e7\u00e3o mais concentrada para a solu\u00e7\u00e3o menos concentrada.\n\nNa difus\u00e3o facilitada participam mol\u00e9culas de natureza prot\u00e9ica que recolhem pequenas mol\u00e9culas e \u00edons do meio extracelular e os descarregam no meio intracelular e vice-versa.\n\nA osmose, a di\u00e1lise e a difus\u00e3o facilitada s\u00e3o consideradas como transporte passivo, pois em nenhuma delas ocorre disp\u00eandio de energia pela c\u00e9lula. Em fun\u00e7\u00e3o dessas atividades, dizemos que a membrana plasm\u00e1tica \u00e9 dotada de permeabilidade seletiva, controlando as subst\u00e2ncias que entram ou saem do meio celular.\n\nA membrana realiza ainda o transporte ativo e o transporte em bloco.\n\nNo transporte ativo j\u00e1 se observa o consumo de energia pela c\u00e9lula.\n\nEle consiste na passagem de mol\u00e9culas de um lado para o outro da membrana plasm\u00e1tica sempre contra um gradiente de concentra\u00e7\u00e3o, contra as leis da difus\u00e3o.\n\nA absor\u00e7\u00e3o de sais pelas ra\u00edzes das plantas e a passagem da glicose para o interior das c\u00e9lulas s\u00e3o exemplos de transporte ativo.\n\nO transporte em bloco compreende o englobamento de subst\u00e2ncias cujo volume n\u00e3o poderia atravessar a membrana sem romp\u00ea-la. A c\u00e9lula promove modifica\u00e7\u00f5es na sua superf\u00edcie no sentido de englobar o material a ser recolhido ou eliminado.\n\nCompreende a endocitose (fagocitose e pinocitose) e a exocitose.\n\nA fagocitose \u00e9 o englobamento de part\u00edculas s\u00f3lidas. Amebas, leuc\u00f3citos e macr\u00f3fagos (tecido conjuntivo) realizam fagocitose emitindo pseud\u00f3podos (expans\u00f5es citoplasm\u00e1ticas) que abra\u00e7am o material a ser englobado.\n\nA pinocitose \u00e9 o englobamento de part\u00edculas l\u00edquidas. As c\u00e9lulas da mucosa intestinal absorvem os nutrientes resultantes da digest\u00e3o por pinocitose.\n\nA exocitose ou clasmocitose \u00e9 um movimento contr\u00e1rio \u00e0 endocitose destinado \u00e0 expuls\u00e3o de subst\u00e2ncias.\n\n<strong>O CITOPLASMA E SUAS ESTRUTURAS<\/strong>\n\nO citoplasma tem uma estrutura complexa com uma emaranhada rede de canal\u00edculos, e os espa\u00e7os que permeiam essa rede s\u00e3o preenchidos por um material que constitui o hialoplasma ou citoplasma fundamental.\n\n<strong>No espa\u00e7o entre a membrana plasm\u00e1tica e a nuclear encontram-se:<\/strong> ret\u00edculo endoplasm\u00e1tico, mitoc\u00f4ndrias, complexo ou aparelho golgiense, cloroplastos, centr\u00edolos ou centrossomos, ribossomos, lisossomos, vac\u00faolos e microt\u00fabulos.\n\nO ret\u00edculo endoplasm\u00e1tico \u00e9 um sistema de canal\u00edculos que confluem para pequenos vac\u00faolos ou se abrem em bolsas achatadas ou cisternas, formando uma emaranhada rede que ocupa a maior parte do citoplasma.\n\nTodo esse sistema \u00e9 delimitado por membranas lipoprot\u00e9icas.\n\nEle s\u00f3 \u00e9 encontrado nas c\u00e9lulas dos eucariontes, estendendo-se muitas vezes desde a membrana plasm\u00e1tica at\u00e9 a carioteca, aumentando grandemente a superf\u00edcie interna celular.\n\nEm alguns pontos observa-se a presen\u00e7a de grande n\u00famero de ribossomos aderidos \u00e0 face externa das membranas do ret\u00edculo endoplasm\u00e1tico. Os ribossomos s\u00e3o gr\u00e2nulos formados de prote\u00ednas e RNA que atuam na s\u00edntese prot\u00e9ica. As regi\u00f5es do ret\u00edculo endoplasm\u00e1tico onde se acumulam os ribossomos caracterizam o ret\u00edculo endoplasm\u00e1tico granuloso (REG). Nas c\u00e9lulas glandulares e naquelas onde a s\u00edntese prot\u00e9ica \u00e9 intensa, o REG se mostra muito desenvolvido. Quando o ret\u00edculo endoplasm\u00e1tico apresenta membranas lisas, sem ribossomos, \u00e9 chamado de ret\u00edculo endoplasm\u00e1tico n\u00e3o-granuloso (RENG), funcionando na s\u00edntese de lip\u00eddios e como via de transporte de subst\u00e2ncias de um ponto para outro do citoplasma.\n\n<strong>O RENG desempenha as seguintes fun\u00e7\u00f5es:<\/strong>\n<blockquote>Nele se realizam rea\u00e7\u00f5es enzim\u00e1ticas facilitadas por sua ampla superf\u00edcie;\nTransporta subst\u00e2ncias atrav\u00e9s da forma\u00e7\u00e3o de ves\u00edculas;\nArmazena subst\u00e2ncias por meio de vac\u00faolos;\nSintetiza lip\u00eddios como o colesterol, a lecitina e os horm\u00f4nios sexuais.<\/blockquote>\nO REG, al\u00e9m dessas fun\u00e7\u00f5es, sintetiza prote\u00ednas gra\u00e7as \u00e0 presen\u00e7a dos ribossomos.\n\nO complexo golgiense \u00e9 uma regi\u00e3o especial do RENG que se mostra como um empilhamento de bolsas achatadas ou cisternas, rodeadas de pequenos vac\u00faolos ou ves\u00edculas que se desprendem da bolsa por brotamento. Existe em todas as c\u00e9lulas eucariotas.\n\n<strong>Desenvolve as seguintes atividades:<\/strong>\n<blockquote>Ac\u00famulo de prote\u00ednas sintetizadas no REG para posterior elimina\u00e7\u00e3o por clasmocitose;\nProdu\u00e7\u00e3o de glicoprote\u00ednas gra\u00e7as \u00e0 associa\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas de prote\u00ednas provenientes do REG com polissacar\u00eddeos sintetizados no pr\u00f3prio complexo golgiense pela polimeriza\u00e7\u00e3o de monossacar\u00eddeos obtidos pela alimenta\u00e7\u00e3o;\nS\u00edntese de ester\u00f3ides, como sucede em c\u00e9lulas das gl\u00e2ndulas supra-renais e nas g\u00f4nadas.<\/blockquote>\nAs mitoc\u00f4ndrias s\u00e3o encontradas em todas as c\u00e9lulas eucariotas. O seu contorno \u00e9 delimitado por uma dupla membrana lipoprot\u00e9ica. A externa \u00e9 lisa e a interna \u00e9 pregueada ou franjada, com numerosas dobras perpendiculares ao eixo do org\u00e2nulo chamadas de cristas mitocondriais. Essas cristas dividem o interior da mitoc\u00f4ndria em lojas que fazem continuidade entre si. O interior do org\u00e2nulo \u00e9 preenchido por um material homog\u00eaneo, a matriz mitocondrial.\n\n<strong>Desenvolvem importante atividade nos processos metab\u00f3licos celulares.<\/strong>\n\nReprocessam a energia contida nas mol\u00e9culas dos compostos org\u00e2nicos obtidos pela alimenta\u00e7\u00e3o (respira\u00e7\u00e3o celular), transferindo o ac\u00famulo energ\u00e9tico para outras mol\u00e9culas especializadas para armazenamento e libera\u00e7\u00e3o r\u00e1pida de energia. Elas produzem mol\u00e9culas de ATP (adenosina trifosfato).\n\n<strong>Disp\u00f5em de mol\u00e9culas de DNA e RNA, ribossomos, sintetizam suas pr\u00f3prias prote\u00ednas e se auto-reproduzem.<\/strong>\n\nPlastos ou plast\u00eddios s\u00e3o org\u00e2nulos de estrutura membranosa encontrados em todas as c\u00e9lulas vegetais e em alguns protistas como as euglen\u00f3fitas e diatom\u00e1ceas.\n\nS\u00e3o inexistentes nas moneras, nos fungos e nos animais.\n\nOs plastos s\u00e3o dotados de uma dupla membrana de natureza lipoprot\u00e9ica. A externa \u00e9 lisa e a interna faz dobras ou franjas que se disp\u00f5em como l\u00e2minas paralelas no sentido do maior eixo do plasto. Essas dobras se chamam lamelas e na sua estrutura qu\u00edmica se encontra a clorofila, subst\u00e2ncia extremamente importante para a realiza\u00e7\u00e3o da fotoss\u00edntese. S\u00e3o portadores de DNA, RNA, ribossomos e se auto-reproduzem.\n\n<strong>Compreendem algumas variedades que se distinguem essencialmente pela cor, em fun\u00e7\u00e3o dos pigmentos de que s\u00e3o portadores: <\/strong>\n<blockquote>Cloroplastos (verdes \u0096 com clorofila);\nLeucoplastos (brancos \u0096 com amido ou lip\u00eddios);\nCromoplastos ou cromat\u00f3foros (amarelos \u0096 xantoplastos; pardos \u0096 feoplastos; vermelhos \u0096 eritroplastos).<\/blockquote>\nDe qualquer cor, todos eles s\u00e3o cloroplastos disfar\u00e7ados, que acumularam pigmentos diversos, encobrindo a clorofila. Os leucoplastos s\u00e3o brancos pelo ac\u00famulo de amido, lip\u00eddios ou prote\u00ednas. S\u00e3o abundantes nas c\u00e9lulas de armazenamento das ra\u00edzes, caules e frutos. Os cromoplastos acumulam pigmentos caroten\u00f3ides que lhes d\u00e3o a cor amarela, alaranjada ou vermelha. Podem ser vistos nas folhas, nos frutos, na cenoura, beterraba, etc.\n\nOs lisossomos s\u00e3o min\u00fasculas ves\u00edculas delimitadas por membrana lipoprot\u00e9ica e espalhadas pelo citoplasma. Existem sempre nas c\u00e9lulas animais. Desempenham papel importante na realiza\u00e7\u00e3o da digest\u00e3o intracelular, pois encerram no seu interior razo\u00e1vel quantidade de enzimas hidrolisantes (proteol\u00edticas, lipol\u00edticas e glicol\u00edticas).\n\nAtuam intensamente na aut\u00f3lise e autofagia.\n\nQuando um org\u00e2nulo envelhecido \u00e9 digerido no lisossomo ocorre a autofagia e quando h\u00e1 necessidade da destrui\u00e7\u00e3o total da c\u00e9lula os lisossomos se rompem e seu conte\u00fado se derrama no citoplasma, realizando a aut\u00f3lise (metamorfose dos sapos, por exemplo).\n\nO desenvolvimento de seres multicelulares depende da morte programada de certas c\u00e9lulas.\n\n<strong>Esse fen\u00f4meno biol\u00f3gico, regulado por genes, \u00e9 conhecido como apoptose:<\/strong>\n<blockquote>Durante a metamorfose dos anf\u00edbios, desaparecem as guelras, as nadadeiras e a cauda.\nNo embri\u00e3o humano, os sulcos dos dedos das m\u00e3os s\u00e3o formados como conseq\u00fc\u00eancia da morte das c\u00e9lulas das membranas interdigitais. A apoptose resulta da a\u00e7\u00e3o de enzimas digestivas presentes nos lisossomos.\nA ocorr\u00eancia de altera\u00e7\u00f5es nos genes respons\u00e1veis pela apoptose pode ser transmitida aos descendentes<\/blockquote>\nOs peroxissomos s\u00e3o pequeninas ves\u00edculas contendo enzimas oxidantes e limitadas por membrana lipoprot\u00e9ica. Originam-se a partir do RENG, onde acumulam enzimas provenientes do REG. Dentre as enzimas acumuladas, a de a\u00e7\u00e3o mais not\u00e1vel \u00e9 a catalase, que oxida a \u00e1gua oxigenada ou per\u00f3xido de hidrog\u00eanio (H2O2), decompondo-a em \u00e1gua comum e oxig\u00eanio nascente. A \u00e1gua oxigenada se forma nas c\u00e9lulas como produto final de certas rea\u00e7\u00f5es e tem efeito altamente lesivo.\n\n<strong>Os vac\u00faolos dividem-se em tr\u00eas tipos essenciais:<\/strong> digestivos, puls\u00e1teis e de suco celular.\n\nOs vac\u00faolos digestivos s\u00e3o resultantes da fus\u00e3o de fagossomos ou pinossomos com os lisossomos (fagocitose e pinocitose).\n\nOs vac\u00faolos puls\u00e1teis ou contr\u00e1teis s\u00e3o encontrados nos protozo\u00e1rios e euglen\u00f3fitas, nos quais contribuem para a manuten\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio homeost\u00e1tico, pois eliminam o excesso de \u00e1gua e alguns derivados nitrogenados do metabolismo prot\u00e9ico, como am\u00f4nia.\n\nOs vac\u00faolos de suco celular s\u00e3o observados nas c\u00e9lulas vegetais. Cont\u00eam \u00e1gua com algumas subst\u00e2ncias e pigmentos. Pequenos e numerosos nas c\u00e9lulas vegetais jovens, crescem e se fundem na c\u00e9lula vegetal adulta, formando poucos e enormes vac\u00faolos repletos de l\u00edquidos que deslocam o citoplasma para a periferia.\n\nO centrossomo, centro-celular ou centr\u00edolo \u00e9 uma estrutura n\u00e3o membranosa do citoplasma, existente em c\u00e9lulas de animais e de vegetais inferiores (algas e bri\u00f3fitas). S\u00f3 \u00e9 bem vis\u00edvel durante a mitose (divis\u00e3o celular), quando dele se irradiam os microt\u00fabulos que orientam a distribui\u00e7\u00e3o dos cromossomos para as c\u00e9lulas-filha. S\u00e3o importantes tamb\u00e9m na forma\u00e7\u00e3o de flagelos e c\u00edlios.\n\nOs ribossomos s\u00e3o gr\u00e3os formados por RNA e prote\u00ednas. Est\u00e3o presentes em todos os seres vivos, at\u00e9 nos mais simples como os PPLO. Podem ser encontrados dispersos no citoplasma (procariontes) ou ligados ao REG (eucariontes).\n\n<strong>O N\u00daCLEO CELULAR<\/strong>\n\n\u00c9 uma estrutura na maioria das vezes esf\u00e9rica, delimitada por uma membrana dupla com numerosos poros e que se apresenta praticamente em todas as c\u00e9lulas, pois nas procariotas ele se encontra difuso. As \u00fanicas c\u00e9lulas verdadeiramente anucleadas s\u00e3o as hem\u00e1cias dos mam\u00edferos.\n\nAlgumas c\u00e9lulas podem apresentar mais de um n\u00facleo (polinucleadas) como as c\u00e9lulas musculares estriadas esquel\u00e9ticas dos seres humanos.\n\nO n\u00facleo encerra nos seus cromossomos todo o material gen\u00e9tico (DNA) que responde pela programa\u00e7\u00e3o completa das atividades que a c\u00e9lula dever\u00e1 desenvolver durante toda a sua vida e pela transmiss\u00e3o dos caracteres heredit\u00e1rios; controla a forma\u00e7\u00e3o dos RNA, que no citoplasma v\u00e3o comandar a s\u00edntese de prote\u00ednas; tem, portanto uma import\u00e2ncia decisiva no comportamento e na vida da c\u00e9lula. Se ela perder o n\u00facleo morrer\u00e1.\n\n<strong>S\u00e3o componentes gerais do n\u00facleo:<\/strong>\n<blockquote>Membrana nuclear, cariomembrana ou carioteca;\nNucleoplasma, suco nuclear ou cariolinfa;\nCromatina;\nCromossomos;\nNucl\u00e9olos.<\/blockquote>\nCariomembrana \u00e9 uma membrana dupla de natureza lipoprot\u00e9ica, com numerosos poros, que faz continuidade com o ret\u00edculo endoplasm\u00e1tico. Durante a mitose (divis\u00e3o celular) ela se desfaz para voltar a se restaurar no final do processo.\n\nNucleoplasma, Suco nuclear ou Cariolinfa \u00e9 um l\u00edquido claro, homog\u00eaneo, contendo \u00e1gua e prote\u00ednas globulares, onde se encontram mergulhados os outros componentes.\n\nCromatina \u00e9 uma rede de filamentos delgados que se denominam cromonemas.\n\nA cromatina \u00e9 uma prote\u00edna composta por grande n\u00famero de amino\u00e1cidos ligados a um radical de \u00e1cido nucl\u00e9ico (DNA). Durante a interfase, os cromonemas ficam distendidos, formando uma rede.\n\nCromossomos s\u00e3o cord\u00f5es curtos e grossos formados pelo espiralamento dos cromonemas. Possuem centr\u00f4meros e bra\u00e7os.\n\nS\u00e3o classificados em metac\u00eantricos, submetac\u00eantricos, acroc\u00eantricos e teloc\u00eantricos.\n\nDurante a interfase (fora do per\u00edodo de divis\u00e3o), n\u00e3o se observam os cromossomos. O material que os forma est\u00e1 desenrolado, constituindo-se em pequenos filamentos de cromatina. Durante a divis\u00e3o celular, esses filamentos se enrodilham e individualizam os cromossomos.\n\nAs numerosas mol\u00e9culas de DNA encerradas no cromossomo representam os seus genes, o material gen\u00e9tico respons\u00e1vel pela transmiss\u00e3o dos caracteres heredit\u00e1rios de pais a filhos. Cada cromossomo cont\u00e9m um grande n\u00famero de genes.\n\nNucl\u00e9olos s\u00e3o conglomerados de mol\u00e9culas de RNAr, s\u00f3 observ\u00e1veis durante a interfase.\n\n<strong>Cari\u00f3tipo e Genoma<\/strong>\n\nCari\u00f3tipo \u00e9 a constante cromoss\u00f4mica dipl\u00f3ide (2n) das c\u00e9lulas som\u00e1ticas. \u00c9 o conjunto de cromossomos da esp\u00e9cie. Nos seres humanos 2n = 46.\n\nNa esp\u00e9cie humana, os cromossomos s\u00e3o classificados em 7 grupos, compreendendo 22 pares de cromossomos autoss\u00f4micos, e mais um par de cromossomos sexuais que, no homem, \u00e9 XY e, na mulher, XX.\n\nA partir da an\u00e1lise de cari\u00f3tipos, informa\u00e7\u00f5es valiosas podem ser obtidas, tais como a exist\u00eancia de cromossomos extras ou de quebras cromoss\u00f4micas, auxiliando no diagn\u00f3stico de certas anomalias gen\u00e9ticas.\n\nEm fetos, normalmente a cariotipagem s\u00f3 deve ser feita quando h\u00e1 real suspeita de algum tipo de altera\u00e7\u00e3o cromoss\u00f4mica, j\u00e1 que as t\u00e9cnicas de coleta de material apresentam risco de aborto.\n\nGenoma \u00e9 a constante cromoss\u00f4mica hapl\u00f3ide (n) dos gametas. \u00c9 a metade dos cromossomos da esp\u00e9cie. Nos seres humanos n = 23.\n\nA divis\u00e3o, multiplica\u00e7\u00e3o ou reprodu\u00e7\u00e3o celular\n\n\u00c9 o fen\u00f4meno pelo qual uma c\u00e9lula se divide em duas novas c\u00e9lulas, o que pode representar fator importante no desenvolvimento de um organismo ou constituir-se num recurso de reprodu\u00e7\u00e3o quando se trata de esp\u00e9cie unicelular.\n\n<strong>As c\u00e9lulas dos organismos multicelulares apresentam dois tipos de divis\u00e3o celular:<\/strong> a mitose e a meiose.\n\n<strong>Mitose<\/strong>\n\nOcorre geralmente nas c\u00e9lulas som\u00e1ticas (do corpo) e tem a fun\u00e7\u00e3o de proporcionar o desenvolvimento do organismo e a renova\u00e7\u00e3o ou regenera\u00e7\u00e3o dos tecidos.\n\n\u00c9 uma divis\u00e3o com profundas altera\u00e7\u00f5es citoplasm\u00e1ticas e nucleares. Cada c\u00e9lula-m\u00e3e (2n) d\u00e1 origem a duas c\u00e9lulas-filhas (2n). Ocorre uma equilibrada distribui\u00e7\u00e3o dos cromossomos para as c\u00e9lulas-filhas, que ser\u00e3o id\u00eanticas \u00e0 c\u00e9lula-m\u00e3e, pois encerram o mesmo n\u00famero de cromossomos e cont\u00eam a mesma programa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica.\n\n<strong>Fases da Mitose:<\/strong>\n<blockquote>Durante a interfase, per\u00edodo de crescimento celular, os cromonemas se duplicam.<strong>\nPr\u00f3fase: <\/strong>espiralamento e individualiza\u00e7\u00e3o dos cromossomos. Forma\u00e7\u00e3o do fuso mit\u00f3tico e desaparecimento da cariomembrana.<strong>\nMet\u00e1fase<\/strong>: arruma\u00e7\u00e3o dos cromossomos entre as fibrilas do fuso mit\u00f3tico. Disposi\u00e7\u00e3o dos cromossomos na placa equatorial.<strong>\nAn\u00e1fase:<\/strong> separa\u00e7\u00e3o e ascens\u00e3o polar dos cromossomos.<strong>\nTel\u00f3fase:<\/strong> reconstitui\u00e7\u00e3o nuclear, desespiralamento dos cromonemas e citodi\u00e9rese (divis\u00e3o do citoplasma).<\/blockquote>\nA meiose \u00e9 observada na forma\u00e7\u00e3o de gametas e esporos (c\u00e9lulas reprodutoras). S\u00f3 raramente ela contribui para a forma\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas som\u00e1ticas. \u00c9 o processo pelo qual uma c\u00e9lula dipl\u00f3ide (2n) pode originar quatro c\u00e9lulas hapl\u00f3ides (n), o que se faz atrav\u00e9s de duas divis\u00f5es celulares sucessivas. As c\u00e9lulas-filhas n\u00e3o s\u00e3o iguais geneticamente entre si, pois ocorre uma recombina\u00e7\u00e3o g\u00eanica.\n\n<strong>Os cloroplastos e o processo de fotoss\u00edntese<\/strong>\n\nOs cloroplastos s\u00e3o ricos em clorofila e s\u00e3o respons\u00e1veis pela fotoss\u00edntese. O seu n\u00famero \u00e9 vari\u00e1vel de c\u00e9lula para c\u00e9lula. Apresentam duas membranas, uma externa (lisa) e uma interna (pregueada, formando lamelas). Possuem DNA e s\u00e3o capazes de auto-reprodu\u00e7\u00e3o.\n\nA fotoss\u00edntese \u00e9 o fen\u00f4meno pelo qual os organismos clorofilados ret\u00eam a energia da luz e a utilizam na rea\u00e7\u00e3o entre o CO2 e a \u00e1gua para obten\u00e7\u00e3o de glicose (mat\u00e9ria org\u00e2nica), com libera\u00e7\u00e3o de O2 para o meio. A fotoss\u00edntese representa uma fonte permanente de mat\u00e9ria org\u00e2nica que \u00e9 usada como alimento por todos os seres heterotr\u00f3ficos, como tamb\u00e9m possibilita a renova\u00e7\u00e3o constante do ar atmosf\u00e9rico, retirando o g\u00e1s carb\u00f4nico e liberando o oxig\u00eanio.\n<p align=\"center\"><strong>6CO<\/strong><strong>2<\/strong><strong> + 12H<\/strong><strong>2<\/strong><strong>O &#8211;&gt; C6h62O6 + 6H<\/strong><strong>2<\/strong><strong>O + 6O<\/strong><strong>2<\/strong><\/p>\n<strong>A fotoss\u00edntese compreende duas etapas:<\/strong> a fase luminosa e a fase escura.\n\nA fase luminosa exige a participa\u00e7\u00e3o da luz para a forma\u00e7\u00e3o de ATP (adenosina trifosfato) e fot\u00f3lise da \u00e1gua (rompimento da mol\u00e9cula de \u00e1gua com libera\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio).\n\nEncerrada a primeira fase, tem prosseguimento a segunda, mesmo na aus\u00eancia de luz, da\u00ed a denomina\u00e7\u00e3o de fase escura.\n\n<strong>As mitoc\u00f4ndrias e o reprocessamento de energia na c\u00e9lula<\/strong>\n\n<strong>As mitoc\u00f4ndrias apresentam duas membranas:<\/strong> uma externa (lisa) e uma interna (pregueada, formando as cristas mitocondriais). Elas extraem a energia acumulada nas mol\u00e9culas org\u00e2nicas formadas na fotoss\u00edntese, guardando-a em mol\u00e9culas de ATP, no processo chamado de respira\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>A respira\u00e7\u00e3o pode ser aer\u00f3bia ou anaer\u00f3bia.<\/strong>\n\nA respira\u00e7\u00e3o aer\u00f3bia \u00e9 uma seq\u00fc\u00eancia de rea\u00e7\u00f5es de degrada\u00e7\u00e3o das mol\u00e9culas org\u00e2nicas, visando \u00e0 libera\u00e7\u00e3o da energia nelas contidas, afim de guard\u00e1-las em mol\u00e9culas de ATP, com a participa\u00e7\u00e3o do oxig\u00eanio molecular (O2).\n\n<strong>Acontece em tr\u00eas etapas:<\/strong> glic\u00f3lise, ciclo de Krebs e cadeia respirat\u00f3ria.\n\nA glic\u00f3lise acontece no citoplasma\n\nO ciclo de Krebs ocorre na matriz mitocondrial\n\nA cadeia respirat\u00f3ria nas cristas mitocondriais. Durante o processo s\u00e3o utilizados a glicose ou outros metab\u00f3litos, o O2 e ADP, resultando na forma\u00e7\u00e3o de CO2, H2O e 38 mol\u00e9culas de ATP.\n<p align=\"center\"><strong>C6h62O6 + 6O<\/strong><strong>2<\/strong><strong> &#8211;&gt; 6CO<\/strong><strong>2<\/strong><strong> + 6H<\/strong><strong>2<\/strong><strong>O + ENERGIA<\/strong><\/p>\nA respira\u00e7\u00e3o anaer\u00f3bia \u00e9 uma forma de obten\u00e7\u00e3o de energia pela oxida\u00e7\u00e3o de compostos org\u00e2nicos, por\u00e9m com a utiliza\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias inorg\u00e2nicas como nitratos, sulfatos ou carbonatos no lugar do oxig\u00eanio. O ganho energ\u00e9tico \u00e9 inferior ao da respira\u00e7\u00e3o aer\u00f3bia. Ocorre em microorganismos como as bact\u00e9rias denitrificantes do solo, as leveduras, etc.\n\n<strong>O principal tipo \u00e9 a fermenta\u00e7\u00e3o que pode ser alco\u00f3lica, l\u00e1tica ou ac\u00e9tica.<\/strong>\n\nA fermenta\u00e7\u00e3o \u00e9 uma modalidade de respira\u00e7\u00e3o anaer\u00f3bia em que os \u00edons hidrog\u00eanio liberados n\u00e3o s\u00e3o recolhidos nem pelo oxig\u00eanio (r. aer\u00f3bia) nem pelos compostos inorg\u00e2nicos, mas sim pelos pr\u00f3prios subprodutos da degrada\u00e7\u00e3o da glicose, como o \u00e1cido pir\u00favico.\n\nNa fermenta\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica, o \u00e1cido pir\u00favico d\u00e1 como produtos finais o \u00e1lcool et\u00edlico e CO2.\n\nNa fermenta\u00e7\u00e3o l\u00e1tica, o \u00e1cido pir\u00favico se transforma em \u00e1cido l\u00e1tico.\n\nNa fermenta\u00e7\u00e3o ac\u00e9tica, o \u00e1cido pir\u00favico forma \u00e1cido ac\u00e9tico e CO2.\n<h4>Citologia &#8211; <strong>Citoplasma <\/strong><\/h4>\n<strong>Os componentes do citoplasma <\/strong>\n\nO citoplasma \u00e9 constitu\u00eddo por um material mais ou menos viscoso , chamado hialoplasma. Nele est\u00e3o mergulhadas estruturas consideradas vivas, os org\u00e2nulos do citoplasma. Citoesqueleto s\u00e3o fibras de prote\u00ednas fin\u00edssimas no hialoplasma.\n\n<strong>O Hialoplasma <\/strong>\n\nQuimicamente o hialoplasma \u00e9 constitu\u00eddo de \u00e1gua e mol\u00e9culas de prote\u00edna, formando uma dispers\u00e3o que os qu\u00edmicos chamam de col\u00f3ide. A regi\u00e3o mais externa do citoplasma \u00e9 o ectoplasma que \u00e9 bastante viscoso. A parte interna do hialoplasma \u00e9 o endoplasma ou citosol que \u00e9 mais fluida e caracter\u00edstica de col\u00f3ide no estado de sol.\n\n<strong>A ciclose <\/strong>\n\n\u00c9 uma corrente citoplasm\u00e1tica orientada num certo sentido, sendo bem vis\u00edvel especialmente no endoplasma de muitas c\u00e9lulas vegetais. A velocidade da ciclose \u00e9 aumentada pela eleva\u00e7\u00e3o da luz e da temperatura.\n\n<strong>O movimento ameb\u00f3ide <\/strong>\n\n\u00c9 o movimento das amebas e dos gl\u00f3bulos brancos que s\u00e3o capazes de formar pseud\u00f3podes. Tudo se passa como o pseud\u00f3pode se destru\u00edsse na parte traseira e se reconstru\u00edsse na dianteira, dessa forma a ameba se locomove.\n\n<strong>O ret\u00edculo endoplasm\u00e1tico <\/strong>\n\nS\u00e3o um sistema de membranas duplas, lipoprot\u00e9icas. Essas membranas constituem as vezes, sacos achatados e, outras vezes t\u00fabulos.\n\n<strong>Conhecem-se dois tipos de ret\u00edculos: <\/strong>O ret\u00edculo endoplasm\u00e1tico liso, constitu\u00eddo apenas por membranas e o ret\u00edculo endoplasm\u00e1tico rugoso que possui aderidos ao lado externo das membranas gr\u00e2nulos chamados ribossomos.\n\n<strong>O ret\u00edculo endoplasm\u00e1tico liso t\u00eam algumas fun\u00e7\u00f5es bem \u00f3bvias: <\/strong>\n<blockquote>Facilitar rea\u00e7\u00f5es enzim\u00e1ticas\nAs enzimas ficam associadas as sua membrana.\nPromover a s\u00edntese de lip\u00eddios na c\u00e9lula\nO ret\u00edculo produz triglicer\u00eddeos, fosfolip\u00eddios e ester\u00f3ides.\nTransportar subst\u00e2ncias no interior da c\u00e9lula, desta para o meio e vice-versa &#8211; suas membranas se comunicam com a carioteca e a membrana plasm\u00e1tica movimentando-se.\nRegular a press\u00e3o osm\u00f3tica &#8211; o ret\u00edculo para regular a press\u00e3o osm\u00f3tica retira o hialoplasma e armazena subst\u00e2ncias em suas cavidades.\nArmazena subst\u00e2ncias produzidas\n<strong>Os vac\u00faolos das c\u00e9lulas vegetais s\u00e3o partes hipertrofiadas do ret\u00edculo dessas c\u00e9lulas onde armazenam:<\/strong> \u00e1gua, sais, a\u00e7\u00facares e pigmentos.<\/blockquote>\nQuanto ao ret\u00edculo rugoso al\u00e9m de desempenhar todas as fun\u00e7\u00f5es do ret\u00edculo liso ele ainda sintetiza prote\u00ednas, devido a presen\u00e7a de ribossomos.\n\n<strong>Os ribossomos <\/strong>\n\nPodem ser encontrados livremente no hialoplasma, ou ent\u00e3o presos uns aos outros por uma fita de RNA; neste caso s\u00e3o chamados polissomos ou poliribossomos. Cada ribossomo \u00e9 constitu\u00eddo por duas subunidades. Quimicamente essas estruturas s\u00e3o constitu\u00eddas por RNA e prote\u00ednas. Os ribossomos quando associados a uma fita de RNA , juntam os amino\u00e1cidos de citoplasma para formar cadeias de prote\u00ednas.\n\n<strong>Complexo de Golgi <\/strong>\n\nO complexo de golgi de uma c\u00e9lula \u00e9 constitu\u00eddo de v\u00e1rias unidades menores, os dictiossomos. Cada dictiossomo \u00e9 composto por uma pilha de cinco ou mais sacos achatados, feitos de membrana dupla lipoprot\u00e9ica, e disposto de forma regular. Nas bordas dos sacos podem ser observadas ves\u00edculas em processo de brotamento, se difere do ret\u00edculo endoplasm\u00e1tico liso devido ao empilhamento regular dos sacos achatados enquanto os componentes do ret\u00edculo se distribuem de forma irregular na c\u00e9lula.\n\n<strong>Os pap\u00e9is do complexo de golgi:<\/strong>\n<blockquote>Secre\u00e7\u00e3o da c\u00e9lula de \u00e1cino pancre\u00e1tico\nOs \u00e1cinos s\u00e3o pequenas estruturas glandulares que secretam as enzimas do suco pancre\u00e1tico.\nSecre\u00e7\u00e3o de muco das c\u00e9lulas caliciformes do intestino\nNa mucosa intestinal, existem c\u00e9lulas especiais em forma de c\u00e1lice que produzem um liquido lubrificante e protetor, chamado muco. O muco \u00e9 um material complexo, constitu\u00eddo principalmente por glicoprote\u00ednas ( prote\u00ednas ligadas a polissacar\u00eddeos) .\nO complexo de golgi tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel pela secre\u00e7\u00e3o da primeira parede que separa duas c\u00e9lulas vegetais em divis\u00e3o.\nO acrossomo do espermatoz\u00f3ide \u00e9 secretado pelo complexo de golgi.\nO complexo de golgi origina os lisossomos, ves\u00edculas cheias de enzimas.<\/blockquote>\n<strong>Lisossomo e seu papel<\/strong>\n\nS\u00e3o pequenas ves\u00edculas , que cont\u00e9m enzimas digestivas de todos os tipos. Essas enzimas digerem material que a c\u00e9lula engloba e, ocasionalmente, elementos da pr\u00f3pria c\u00e9lula.\n\nAs enzimas lisoss\u00f4micas s\u00e3o produzidas no ret\u00edculo rugoso, passam para o complexo de golgi, onde s\u00e3o empacotadas e liberadas na forma de ves\u00edculas lisossomos prim\u00e1rios). Quando uma part\u00edcula de alimentos \u00e9 englobadas por endocitose, forma-se um vac\u00faolo alimentar, um ou mais lisossomos fundem-se no fagossomo despejando enzimas digestivas nele, assim forma-se o vac\u00faolo digestivo e as mol\u00e9culas provenientes da digest\u00e3o se fundem no citoplasma. O vac\u00faolo cheio de res\u00edduos \u00e9 chamado de vac\u00faolo residual.\n\n<strong>Fun\u00e7\u00f5es dos Lisossomos: <\/strong>\n<blockquote><strong>a) Heterofagica: <\/strong>substancias que entram na c\u00e9lula e s\u00e3o digeridas pelos lisossomos. <strong>Ex<\/strong>: fagocitose e pinocitose<strong>\nb) Autof\u00e1gica:<\/strong> Os lisosssomos digerem estruturas da pr\u00f3pria celula. <strong>Ex:<\/strong> organelas que perdem sua fun\u00e7\u00e3o e s\u00e3o digeridas ou em casos de subnutri\u00e7\u00e3o celular.<strong>\nc) Autolise:<\/strong> Os lisossomos rompem-se e matam as c\u00e9lulas como caso da silicose, doen\u00e7a pulmonar causada por inala\u00e7\u00e3o de p\u00f3 de s\u00edlica, destruindo regi\u00f5es do pulm\u00e3o.<\/blockquote>\n<strong>Apoptose: <\/strong>morte celular programada. <strong>De: <\/strong>JOS\u00c9 VAGNER GOMES da Folha de S.Paulo\n\nEstudos revelam que c\u00e9lulas de organismos multicelulares carregam instru\u00e7\u00f5es para autodestruir-se no momento em que passam a n\u00e3o ser \u00fateis ao organismo.\n\nAssim, como \u00e9 preciso gerar c\u00e9lulas para manter os processos vitais, \u00e9 imprescind\u00edvel eliminar as defeituosas e as doentes.\n\nO processo no qual a c\u00e9lula promove sua autodestrui\u00e7\u00e3o de modo programado \u00e9 chamado apoptose. Esse fen\u00f4meno \u00e9 importante na embriog\u00eanese, no desenvolvimento do sistema imunol\u00f3gico e na diferencia\u00e7\u00e3o celular, entre outros.\n\nNa apoptose, as c\u00e9lulas encolhem e a cromatina \u00e9 compactada, formando massas concentradas nas bordas do n\u00facleo, que se parte, levando \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de ves\u00edculas apopt\u00f3ticas. Essas s\u00e3o fagocitadas por macr\u00f3fagos antes que se desintegrem. Em indiv\u00edduos adultos, se a multiplica\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas n\u00e3o \u00e9 compensada pelas perdas, os tecidos e \u00f3rg\u00e3os crescem sem controle, levando ao c\u00e2ncer.\n\nNas c\u00e9lulas estudadas, v\u00e1rias enzimas proteases, chamadas caspases, t\u00eam papel central na apoptose. Essas ativam prote\u00ednas t\u00f3xicas e destroem prote\u00ednas essenciais ou aquelas que protegem a c\u00e9lula da apoptose, levando \u00e0 sua destrui\u00e7\u00e3o.\n\nPesquisas mostram que neur\u00f4nios e fibras musculares s\u00e3o mais resistentes \u00e0 apoptose porque sua perda seria danosa ao organismo. J\u00e1 c\u00e9lulas substitu\u00eddas com facilidade, como as do sangue, s\u00e3o mais propensas a morrer desse modo. A explica\u00e7\u00e3o para isso est\u00e1 no gene que codifica a prote\u00edna Bcl-2, que impede a apoptose em diversos tipos de c\u00e9lula, bloqueando a enzima caspase.\n\nDist\u00farbios no controle da apoptose podem levar a uma s\u00e9rie de doen\u00e7as. A apoptose excessiva pode causar doen\u00e7as neurodegenerativas (mal de Alzheimer e mal de Parkinson) e osteoporose. J\u00e1 a aus\u00eancia de apoptose pode levar a doen\u00e7as auto-imunes, como lupus eritematoso, infec\u00e7\u00f5es vir\u00f3ticas prolongadas (herpes v\u00edrus) e c\u00e2ncer.\n\nJos\u00e9 Vagner Gomes \u00e9 professor de biologia do Curso e Col\u00e9gio Objetivo, do Universit\u00e1rio e do Anglo Campinas e ministra cursos de bioatualidades\n\n<strong>Peroxissomos<\/strong>\n\nS\u00e3o estruturas em forma de ves\u00edculas, semelhantes ao lisossomos, contendo certas enzimas relacionadas a rea\u00e7\u00f5es que envolvem oxig\u00eanio. Uma das enzimas \u00e9 a catalase, que facilita a decomposi\u00e7\u00e3o da \u00e1gua oxigenada em \u00e1gua e oxig\u00eanio. Al\u00e9m disso os grandes peroxissomos existentes nos rins e no f\u00edgado t\u00eam um importante papel na destrui\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas t\u00f3xicas. As mitoc\u00f4ndrias\n\nS\u00e3o pequenos org\u00e2nulos existentes apenas em c\u00e9lulas eucariontes . A membrana interna da mitoc\u00f4ndria apresenta dobras chamadas cristas mitocondriais, No interior da mitoc\u00f4ndria \u00e9 repleto de um material de consist\u00eancia fluida, chamada matriz mitocondrial. O papel da mitoc\u00f4ndria \u00e9 a libera\u00e7\u00e3o de energia indispens\u00e1vel para o trabalho celular.\n\n<strong>Os plastos<\/strong>\n\nS\u00e3o org\u00e2nulos citoplasm\u00e1ticos exclusivo de c\u00e9lulas vegetais. Os plastos podem ser incolores (leucoplastos) ou possuir pigmentos. Os leucoplastos s\u00e3o relacionados com a reserva de alimentos . A colora\u00e7\u00e3o de muitos \u00f3rg\u00e3o vegetais, como flores frutas e folhas deve-se aos cromoplastos. Nos cloroplastos ocorre a fotoss\u00edntese os xantoplastos e os eritroplastos atuam com filamentos protetores.\n\n<strong>Os cloroplastos:<\/strong> Estrutura e fun\u00e7\u00e3o\n\nNo interior do cloroplasto \u00e9 preenchido com material amorfo , o estroma. Neste ficam mergulhadas lamelas, dispostas de maneira mais ou menos paralela ao eixo maior do cloroplasto. Perto das lamelas se encontra o tilac\u00f3ide, que lembra pilhas de moedas. Cada pilha \u00e9 chamada de granum. O conjunto deles se chama de grana. A clorofila fica concentrada principalmente nos grana.\n\n<strong>O citoesqueleto:<\/strong> microfilamentos e microt\u00fabulos\n\nAo conjunto de filamentos que forma a rede hialoplasm\u00e1tica d\u00e1-se o nome de citoesqueleto. Os microfilamentos s\u00e3o constitu\u00eddo de uma prote\u00edna chamada actina.\n\nOs microt\u00fabulos s\u00e3o constitu\u00eddos de uma prote\u00edna chamada tubulina.\n\n<strong>H\u00e1 dois exemplos em que o citoesqueleto \u00e9 bastante conhecido<\/strong>: na contra\u00e7\u00e3o muscular, e no batimento dos c\u00edlios e flagelos.\n\n<strong>Os centr\u00edolos<\/strong>\n\nS\u00e3o org\u00e2nulos citoplasm\u00e1ticos encontrados em todas as c\u00e9lulas com exce\u00e7\u00e3o do organismos procariontes e dos vegetais que produzem fruto. Cada centr\u00edolo \u00e9 formado por nove t\u00fabulos triplos ligados entre si formando um tipo de cilindro. Cada t\u00fabulo \u00e9 um microt\u00fabulo. Um diplossomo \u00e9 dois centr\u00edolos dispostos perpendicularmente. Hoje sabemos que os centr\u00edolos originam os c\u00edlios e os flagelos, estruturas contr\u00e1teis que possibilita movimentos. S\n\n<strong>Os c\u00edlios e os flagelos<\/strong>\n\nS\u00e3o estruturas m\u00f3veis, que podem ser encontradas tantos em unicelulares como em organismos complexos. Os c\u00edlios s\u00e3o numerosos e curtos e os flagelos s\u00e3o longos , existindo um , ou poucos numa c\u00e9lula.\n\n<strong>Pap\u00e9is:<\/strong>\n<blockquote>Permitir a locomo\u00e7\u00e3o da c\u00e9lula ou do organismo no meio l\u00edquido\nPermitir ao meio aquoso deslizar sobre a c\u00e9lula ou o organismo<\/blockquote>\n<strong>A estrutura dos c\u00edlios e flagelos<\/strong>\n\n<strong>Os vac\u00faolos<\/strong>\n\nQualquer peda\u00e7o no citoplasma delimitado por um peda\u00e7o de membrana lipoprot\u00e9ica.\n\n<strong>As variedades mais comuns s\u00e3o:<\/strong>\n<blockquote>Vac\u00faolos relacionados com a digest\u00e3o intracelular\nVac\u00faolos contr\u00e1teis (ou puls\u00e1teis) \u00bb vac\u00faolos vegetais<\/blockquote>\n<strong>As inclus\u00f5es<\/strong>\n\nS\u00e3o forma\u00e7\u00f5es n\u00e3o vivas existentes no citoplasma, como gr\u00e3os de amido gotas de \u00f3leo. O conjunto de inclus\u00f5es denomina-se paraplasma.\n\n<strong>A seq\u00fc\u00eancia das estruturas formadas durante a digest\u00e3o intracelular \u00e9:<\/strong> Vac\u00faolo alimentar, vac\u00faolo digestivo e vac\u00faolo residual.\n\nA diferen\u00e7a entre Peroxissomos e lisossomos \u00e9 que os Peroxissomos liberam enzimas respons\u00e1veis \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas t\u00f3xicas que possuem oxig\u00eanio e lisossomos cont\u00e9m as enzimas se relacionam a digest\u00e3o intracelular.\n\nVac\u00faolo autof\u00e1gico \u00e9 um verdadeiro vac\u00faolo digestivo que fazem reciclagem e renova\u00e7\u00e3o do material celular.\n\n<strong>N\u00facleo Celular<\/strong>\n\n<strong>Uma das principais caracter\u00edsticas da c\u00e9lula eucarionte \u00e9 a presen\u00e7a de um n\u00facleo de forma vari\u00e1vel, por\u00e9m bem individualizado e separado do restante da c\u00e9lula:<\/strong>\n\nAo microsc\u00f3pio \u00f3ptico o n\u00facleo tem contorno n\u00edtido, sendo o seu interior preenchido por elementos figurados. Dentre os elementos distingem-se o nucl\u00e9olo e a cromatina.\n\nQuando uma c\u00e9lula se divide, seu material nuclear (cromatina) perde a apar\u00eancia relativamente homog\u00eanea t\u00edpica das c\u00e9lulas que n\u00e3o est\u00e3o em divis\u00e3o e condensa-se numa serie de organelas em forma de bast\u00e3o, denominadas cromossomos. Nas c\u00e9lulas som\u00e1ticas humanas s\u00e3o encontrados 46 cromosssomos.\n\n<strong>H\u00e1 dois tipos de divis\u00e3o celular:<\/strong> mitose e meiose . A mitose \u00e9 a divis\u00e3o habitual das c\u00e9lulas som\u00e1ticas, pela qual o corpo cresce, se diferencia e realiza reparos.\n\nA divis\u00e3o mit\u00f3tica resulta normalmente em duas c\u00e9lulas-filhas, cada uma com cromossomos e genes id\u00eanticos aos da c\u00e9lula-m\u00e3e. A meiose ocorre somente nas c\u00e9lulas da linhagem germinativa e apenas uma vez numa gera\u00e7\u00e3o. Resulta na forma\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas reprodutivas (gametas), cada uma das quais tem apenas 23 cromossomos.\n\n<strong>OS CROMOSSOMOS HUMANOS<\/strong>\n\nNas c\u00e9lulas som\u00e1ticas humanas s\u00e3o encontrados 23 pares de cromossomos. Destes, 22 pares s\u00e3o semelhantes em ambos os sexos e s\u00e3o denominados autossomos. O par restante compreende os cromossomos sexuais, de morfologia diferente entre si, que recebem o nome de X e Y. No sexo feminino existem dois cromossomos X e no masculino existem um cromossomo X e um Y.\n\nCada esp\u00e9cie possui um conjunto cromoss\u00f4mico t\u00edpico ( cari\u00f3tipo ) em termos do n\u00famero e da morfologia dos cromossomos. O n\u00famero de cromossomos das diversas esp\u00e9cies biol\u00f3gicas \u00e9 muito vari\u00e1vel.\n\nO estudo morfol\u00f3gico dos cromossomos mostrou que h\u00e1 dois exemplares id\u00eanticos de cada em cada c\u00e9lula dipl\u00f3ide. Portanto, nos n\u00facleos existem pares de cromossomos hom\u00f3logos . Denominamos n o n\u00famero b\u00e1sico de cromossomos de uma esp\u00e9cie, portanto as c\u00e9lulas dipl\u00f3ides apresentar\u00e3o em seu n\u00facleo 2 n cromossomos e as hapl\u00f3ides n cromossomos.\n\n<strong>Cada cromossomo mit\u00f3tico apresenta uma regi\u00e3o estrangulada denominada centr\u00f4mero ou constri\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria que \u00e9 um ponto de refer\u00eancia citol\u00f3gico b\u00e1sico dividindo os cromossomos em dois bra\u00e7os: <\/strong>p (de petti) para o bra\u00e7o curto e q para o longo. Os bra\u00e7os s\u00e3o indicados pelo n\u00famero do cromossomo seguido de p ou q; por exemplo, 11p \u00e9 o bra\u00e7o curto do cromossomo 11.\n\n<strong>De acordo com a posic\u00e3o do centr\u00f4mero, distinguem-se alguns tipos gerais de cromossomos:<\/strong>\n<blockquote><strong>Metac\u00eantrico:<\/strong> Apresenta um centr\u00f4mero mais ou menos central e bra\u00e7os de comprimentos aproximadamente iguais.<strong>\nSubmetac\u00eantrico:<\/strong> O centr\u00f4mero \u00e9 exc\u00eantrico e apresenta bra\u00e7os de comprimento nitidamente diferentes.<strong>\nAcroc\u00eantrico:<\/strong> Apresenta centr\u00f4mero pr\u00f3ximo a uma extremidade.Os cromossomos acroc\u00eantricos humanos (13, 14, 15, 21, 22) t\u00eam pequenas massas de cromatina conhecidas como sat\u00e9lites fixadas aos seus bra\u00e7os curtos por ped\u00edculos estreitos ou constri\u00e7\u00f5es secund\u00e1rias.<strong>\nTeloc\u00eantrico:<\/strong> Apresenta o centr\u00f4mero na extremidade, de modo que ocorre uma \u00fanica crom\u00e1tide. N\u00e3o ocorre na esp\u00e9cie humana.<\/blockquote>\nFonte: www.wisegeek.org\/www.cdb.br\/www.logic.com.br\/clickbios.vilabol.uol.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Citologia, Biologia, Teoria, Celular, Origem, C\u00e9lula, Estrutura, Animal, Vegetal, Estudo, Tipos, O que \u00e9, Citologia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-6013","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Citologia - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Citologia - Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Citologia, Biologia, Teoria, Celular, Origem, C\u00e9lula, Estrutura, Animal, Vegetal, Estudo, Tipos, O que \u00e9, Citologia\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/citologia\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2015-12-09T00:00:00+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"admin\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"admin\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. reading time\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"49 minutes\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/citologia\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/citologia\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"admin\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\"},\"headline\":\"Citologia\",\"datePublished\":\"2015-12-09T00:00:00+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/citologia\\\/\"},\"wordCount\":9790,\"commentCount\":0,\"articleSection\":[\"Biologia\"],\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/citologia\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/citologia\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/citologia\\\/\",\"name\":\"Citologia - Portal S\u00e3o Francisco\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2015-12-09T00:00:00+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/citologia\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/citologia\\\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/citologia\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Citologia\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/\",\"name\":\"Portal S\u00e3o Francisco\",\"description\":\"\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"en-US\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\",\"name\":\"admin\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"admin\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\"],\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/author\\\/admin\\\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Citologia - Portal S\u00e3o Francisco","robots":{"index":"noindex","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"og_locale":"en_US","og_type":"article","og_title":"Citologia - Portal S\u00e3o Francisco","og_description":"Citologia, Biologia, Teoria, Celular, Origem, C\u00e9lula, Estrutura, Animal, Vegetal, Estudo, Tipos, O que \u00e9, Citologia","og_url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/citologia\/","og_site_name":"Portal S\u00e3o Francisco","article_published_time":"2015-12-09T00:00:00+00:00","author":"admin","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Written by":"admin","Est. reading time":"49 minutes"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/citologia\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/citologia\/"},"author":{"name":"admin","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c"},"headline":"Citologia","datePublished":"2015-12-09T00:00:00+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/citologia\/"},"wordCount":9790,"commentCount":0,"articleSection":["Biologia"],"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/citologia\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/citologia\/","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/citologia\/","name":"Citologia - Portal S\u00e3o Francisco","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#website"},"datePublished":"2015-12-09T00:00:00+00:00","author":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/citologia\/#breadcrumb"},"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/citologia\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/citologia\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Citologia"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#website","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/","name":"Portal S\u00e3o Francisco","description":"","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"en-US"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c","name":"admin","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","caption":"admin"},"sameAs":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco"],"url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/author\/admin\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6013","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6013"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6013\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6013"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6013"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6013"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}