{"id":5903,"date":"2015-12-09T00:00:00","date_gmt":"2015-12-09T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/agua-na-terra\/"},"modified":"2026-08-31T18:07:28","modified_gmt":"2026-08-31T18:07:28","slug":"agua-na-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/meio-ambiente-2\/agua-na-terra\/","title":{"rendered":"\u00c1gua na Terra"},"content":{"rendered":"\n<strong>Terra:<\/strong>\u00a0O Planeta \u00c1gua\n\nNo sistema solar da Terra, evid\u00eancias de gelo subterr\u00e2neo, redes de vales antigos e at\u00e9 mesmo um oceano antigo ocorrem no planeta Marte. Gelo de \u00e1gua e talvez \u00e1gua l\u00edquida ocorrem sob as superf\u00edcies congeladas de tr\u00eas das luas de J\u00fapiter, embora atualmente nenhuma tenha \u00e1guas superficiais livres.\n\nMas entre os planetas que orbitam o Sol, a Terra \u00e9 claramente o &#8220;planeta da \u00e1gua&#8221;. A \u00e1gua ocorre em sua superf\u00edcie como l\u00edquido, gelo e g\u00e1s. As \u00e1guas oce\u00e2nicas cobrem agora quase 71 por cento da superf\u00edcie da Terra, enquanto as \u00e1guas doces em lagos e rios cobrem menos de 1 por cento.\n\nEspessas camadas de gelo cobrem permanentemente as regi\u00f5es polares da Terra e as geleiras est\u00e3o espalhadas em suas montanhas mais altas. A \u00e1gua na forma de nuvens mascara cerca de metade da superf\u00edcie da Terra a qualquer momento. As erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas extraem continuamente \u00e1gua e gases de rochas profundas no interior da Terra.\n\n<strong>Terra primitiva<\/strong>\n\nAcredita-se que a \u00e1gua e os gases de cometas e meteoros colidindo com a Terra primitiva contribu\u00edram para seu oceano e atmosfera ao longo de muitos bilh\u00f5es de anos.\n\nDepois que os bombardeios intensos e destrutivos de meteoritos terminaram h\u00e1 cerca de 3,9 bilh\u00f5es de anos, o oceano e a atmosfera atuais foram formados. A maior parte da \u00e1gua da superf\u00edcie da Terra (97%) se acumulou em bacias oce\u00e2nicas, com quantidades menores (cerca de 3%) formando espessas camadas de gelo no que hoje s\u00e3o a Groenl\u00e2ndia e a Ant\u00e1rtida. Apenas uma pequena fra\u00e7\u00e3o da \u00e1gua da Terra ocorreu em lagos, rios ou geleiras de montanha.\n\n\u00c0 medida que os organismos vivos evolu\u00edram e se tornaram mais abundantes, eles modificaram a composi\u00e7\u00e3o da atmosfera da Terra. Por exemplo, a fotoss\u00edntese das plantas contribuiu com oxig\u00eanio, tornando poss\u00edvel a evolu\u00e7\u00e3o dos animais.\n\nHoje, as formas de vida ricas e diversificadas da Terra dependem de sua \u00e1gua abundante. Acredita-se que toda a vida na Terra tenha se originado no oceano, e hoje a \u00e1gua comp\u00f5e de 60 a 70 por cento de toda a mat\u00e9ria viva. Cerca de dois ter\u00e7os do corpo humano \u00e9 composto de \u00e1gua. Os seres humanos n\u00e3o podem viver mais de uma semana sem beber \u00e1gua.\n\n<strong>\u00c1gua na Terra &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o<\/strong>\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-160033 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Agua-n4-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" \/><\/strong><strong>\u00c1gua na Terra<\/strong><\/p>\nA\u00a0<strong>\u00e1gua na Terra<\/strong>\u00a0avalia-se em 138015 m3, o que equivale a ocupar o volume de uma esfera de 1380 km de di\u00e2metro.\n\n<strong>Distribui-se pelos tr\u00eas reservat\u00f3rios principais j\u00e1 referidos, nas seguintes percentagens aproximadas:<\/strong>\n<blockquote><strong>Oceanos:<\/strong>\u00a096,6 %<strong>\nContinentes:<\/strong>\u00a03,4 %<strong>\nAtmosfera:<\/strong>\u00a00,013 %.<\/blockquote>\nA quantidade da \u00e1gua salgada dos oceanos \u00e9 cerca de 30 vezes a quantidade da \u00e1gua doce dos continentes e da atmosfera.\n\nA \u00e1gua dos continentes concentra-se praticamente nas calotas polares, glaciais e no subsolo, distribuindo-se a parcela restante, muito pequena, por lagos e p\u00e2ntanos, rios, zona superficial do solo e biosfera.\n\nA \u00e1gua do subsolo representa cerca de metade da \u00e1gua doce dos continentes, mas a sua quase totalidade situa-se a profundidade superior a 800 m.\n\n<strong>A biosfera cont\u00e9m uma fra\u00e7\u00e3o muito pequena da \u00e1gua dos continentes:<\/strong>\u00a0cerca de 1\/40.000.\n\nA quase totalidade da \u00e1gua doce dos continentes (contida nas calotas polares, glaciais e reservas subterr\u00e2neas profundas) apresenta, para al\u00e9m de dificuldades de utiliza\u00e7\u00e3o, o inconveniente de s\u00f3 ser anualmente renov\u00e1vel numa fra\u00e7\u00e3o muito pequena, tendo-se acumulado ao longo de milhares de anos.\n\nDeve se ter presente que, embora a quantidade total de \u00e1gua na Terra seja constante, a sua distribui\u00e7\u00e3o por fases tem-se modificado ao longo do tempo. Na \u00e9poca de m\u00e1xima glacia\u00e7\u00e3o, o n\u00edvel m\u00e9dio dos oceanos situou-se cerca de 140 m abaixo do n\u00edvel atual.\n\nAs quantidades de \u00e1gua de precipita\u00e7\u00e3o, evapora\u00e7\u00e3o, evapotranspira\u00e7\u00e3o e escoamento, relativas a determinadas \u00e1reas da superf\u00edcie do Globo, s\u00e3o normalmente expressas em volume, mas podem tamb\u00e9m traduzir-se pelas alturas de \u00e1gua que se obteriam se essas mesmas quantidades se distribu\u00edssem uniformemente pelas \u00e1reas respectivas. Assim, os fluxos de \u00e1gua v\u00eam expressos em volume (m3) e em altura (mm).\n\nA \u00e1gua perdida pelos oceanos por evapora\u00e7\u00e3o excede a que \u00e9 recebida por precipita\u00e7\u00e3o, sendo a diferen\u00e7a compensada pelo escoamento proveniente dos continentes.\n\nA precipita\u00e7\u00e3o anual sobre os continentes \u00e9 de 800 mm e reparte-se em escoamento (315 mm) e evapotranspira\u00e7\u00e3o (485 mm).\n\nA precipita\u00e7\u00e3o anual m\u00e9dia sobre os oceanos \u00e9 de 1270 mm, resultando a precipita\u00e7\u00e3o anual m\u00e9dia sobre o Globo igual a cerca de 1100 mm.\n\n<strong>Movimento da \u00e1gua na terra<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>\u00e1gua da Terra<\/strong>\u00a0se move em v\u00e1rios ciclos, cada um impulsionado por diferentes fontes de energia e atuando em v\u00e1rios per\u00edodos de tempo.\n\n<strong>Ciclos abaixo da superf\u00edcie da Terra<\/strong>\n\nO ciclo mais lento que afeta o movimento da\u00a0<strong>\u00e1gua da Terra<\/strong>\u00a0\u00e9 chamado de placas tect\u00f4nicas. Alimentados pelo calor do interior da Terra, os processos tect\u00f4nicos agem ao longo de milh\u00f5es e provavelmente bilh\u00f5es de anos, movendo lentamente a crosta terrestre para construir continentes e moldar bacias oce\u00e2nicas (apenas para serem eventualmente destru\u00eddas).\n\nA atividade vulc\u00e2nica e metam\u00f3rfica associada \u00e0s placas tect\u00f4nicas derrete e extrai \u00e1gua e gases de rochas profundamente enterradas e depois os libera na superf\u00edcie da Terra durante erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas.\n\nA atividade vulc\u00e2nica tamb\u00e9m forneceu grande parte dos sais do oceano. A \u00e1gua do mar flui atrav\u00e9s de rochas vulc\u00e2nicas quentes, fraturadas e rec\u00e9m-formadas nas dorsais meso-oce\u00e2nicas e reage quimicamente com elas. Os sais s\u00e3o descarregados no oceano. Quantidades menores de sal s\u00e3o extra\u00eddas de rochas em terra, que foram alteradas pelo intemperismo. Os c\u00f3rregos transportam fragmentos de rocha intemperizada, sedimentos e sais para o oceano.\n\nEm compara\u00e7\u00e3o com as \u00e1guas superficiais, sabe-se menos sobre a \u00e1gua que flui atrav\u00e9s de dep\u00f3sitos de sedimentos (por exemplo, areias e cascalhos) e atrav\u00e9s de forma\u00e7\u00f5es rochosas aqu\u00edferas conhecidas como aqu\u00edferos. Essas \u00e1guas subterr\u00e2neas acabam retornando ao oceano por meio de rios e lagos e pelas bordas submersas dos continentes. Em escala global, nem as quantidades nem as taxas desses fluxos de \u00e1guas subterr\u00e2neas s\u00e3o bem conhecidas.\n\n<strong>Ciclos acima da superf\u00edcie da Terra<\/strong>\n\nA \u00e1gua se move mais rapidamente pela superf\u00edcie da Terra em ciclos alimentados por energia solar do que a \u00e1gua que se move na superf\u00edcie ou abaixo dela. Em um processo conhecido como ciclo hidrol\u00f3gico, a \u00e1gua evapora das superf\u00edcies oce\u00e2nicas aquecidas pela energia do Sol. A maior parte do vapor condensa rapidamente e cai sobre o oceano pr\u00f3ximo como chuva. Algum vapor de \u00e1gua viaja mais longe para cair em terra e, eventualmente, retorna ao oceano por descargas de rios e tamb\u00e9m por descargas de \u00e1guas subterr\u00e2neas atrav\u00e9s das rochas e sedimentos das margens continentais.\n\nOs ventos que sopram atrav\u00e9s do oceano colocam suas \u00e1guas superficiais em movimento. As correntes de superf\u00edcie resultantes fluem principalmente de leste para oeste perto do equador. Em outros lugares, essas correntes de superf\u00edcie formam padr\u00f5es quase fechados, chamados giros, centrados nos subtr\u00f3picos. Correntes de superf\u00edcie mais fortes ocorrem perto das margens do oceano.\n\nQuando as \u00e1guas oce\u00e2nicas esfriam perto dos polos \u2013 especialmente nos oceanos Ant\u00e1rtico e Atl\u00e2ntico Norte \u2013 elas se tornam mais densas e afundam abaixo da superf\u00edcie.\n\nL\u00e1 eles fluem lentamente em correntes subterr\u00e2neas lentas em dire\u00e7\u00e3o ao equador, onde eventualmente retornam \u00e0 superf\u00edcie para serem aquecidos e come\u00e7arem o ciclo novamente.\n\nTais correntes subterr\u00e2neas levam muitas centenas de anos para completar seu ciclo. Essas correntes de subsuperf\u00edcie fazem parte do sistema de aquecimento da Terra, retornando as \u00e1guas frias aos tr\u00f3picos para serem novamente aquecidas para os fluxos de retorno das correntes de superf\u00edcie para os oceanos polares.\n\nEmbora as correntes oce\u00e2nicas de subsuperf\u00edcie lentas envolvam movimentos de \u00e1gua medidos ao longo de s\u00e9culos, as correntes oce\u00e2nicas de superf\u00edcie movem a \u00e1gua do mar atrav\u00e9s das bacias oce\u00e2nicas em per\u00edodos de tempo medidos em anos. Os ventos podem transportar vapor de \u00e1gua atrav\u00e9s dos continentes em apenas alguns dias.\n\n<strong>\u00c1gua na Terra &#8211; Origem e caracter\u00edsticas<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-160034 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Agua-n5-300x208.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"208\" \/><strong>\u00c1gua na Terra<\/strong><\/p>\n<strong>Mas, afinal qual \u00e9 a composi\u00e7\u00e3o deste l\u00edquido que d\u00e1 vida a todo o planeta terra?<\/strong>\n\nA \u00e1gua \u00e9 formada por dois \u00e1tomos de hidrog\u00e9nio (H<sub>2<\/sub>) e por um \u00e1tomo de oxig\u00e9nio (O), formando assim, a mol\u00e9cula H<sub>2<\/sub>O.\n\nSem a \u00e1gua nenhuma esp\u00e9cie vegetal ou animal, incluindo o homem, poderia sobreviver. Cerca de 70% da nossa alimenta\u00e7\u00e3o e do nosso pr\u00f3prio corpo s\u00e3o constitu\u00eddos por \u00e1gua.\n\nOs oceanos, os mares, os p\u00f3los, a neve, os lagos e os rios cobrem aproximadamente dois ter\u00e7os da superf\u00edcie da Terra. Calcula-se que o seu volume total ascenda aos 1,42 bilh\u00f5es de km3, sendo a grande maioria (95,1%) distribu\u00edda pelas \u00e1guas salgadas dos mares e oceanos. Os 4,9% restantes representam a \u00e1gua doce, que por sua vez est\u00e1 distribu\u00edda entre as zonas polares, que abarcam 97% desse precioso volume e a \u00e1gua na forma l\u00edquida, dispon\u00edvel para o nosso uso, cujo volume \u00e9 estimado em pouco mais de 2 milh\u00f5es de km3. Assim, 99,9% das \u00e1guas do nosso planeta s\u00e3o \u00e1guas salgadas ou permanentemente congeladas.\n\nA \u00e1gua surgiu no decurso de rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas que tiveram lugar no nosso planeta durante as primeiras fases da sua forma\u00e7\u00e3o. A camada gasosa que rodeia a Terra apareceu como resultado, entre outros fatores, das rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas provocadas pelo aparecimento na sua superf\u00edcie de um novo composto, isto \u00e9, a \u00e1gua.\n\nFoi na \u00e1gua que, h\u00e1 cerca de 3800 milh\u00f5es de anos, surgiu a vida na Terra. Os primeiros seres vivos de que s\u00e3o conhecidos f\u00f3sseis, eram bact\u00e9rias e algas azuis (seres unicelulares) que viveram no Oceano Primitivo.\n\nAo longo de milh\u00f5es de anos, os seres vivos evolu\u00edram e espalharam-se pelos oceanos e continentes.\n\nA \u00e1gua constitui um dos recursos vitais para todos os seres vivos, nos quais desempenha m\u00faltiplas fun\u00e7\u00f5es de extrema import\u00e2ncia.\n\nA \u00e1gua \u00e9 um l\u00edquido sem cor, sabor ou cheiro. \u00c9 um \u00f3xido de hidrog\u00e9nio. A \u00e1gua come\u00e7a a congelar aos 0\u00baC, e a ferver aos 100\u00ba C. Quando l\u00edquida, \u00e9 virtualmente incompress\u00edvel; congelada, expande-se em 1\/11 do seu volume. A 4\u00ba C, um cent\u00edmetro c\u00fabico de \u00e1gua tem a massa de um grama; esta \u00e9 a sua densidade m\u00e1xima, formando a unidade de gravidade espec\u00edfica.\n\nTem o maior calor espec\u00edfico conhecido, e atua como um solvente eficaz, particularmente quando quente. A maior parte da \u00e1gua do planeta est\u00e1 no mar. Menos de 0,01% \u00e9 \u00e1gua doce. A \u00e1gua cobre 70% da superf\u00edcie da Terra, e aparece como \u00e1gua \u00abparada\u00bb (oceanos e lagos) ou corrente (rios, riachos), chuva ou vapor, e \u00e9 essencial \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o de todas as formas de vida na Terra.\n\n<strong>Origem da \u00c1gua na Terra<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-160035 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Agua-n6-300x159.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"159\" \/><strong>\u00c1gua na Terra<\/strong><\/p>\nFortes evid\u00eancias de \u00e1gua l\u00edquida na ou perto da superf\u00edcie da Terra h\u00e1 4,3 bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s, foram apresentadas por uma equipe de cientistas da UCLA e Curtin University of Technology em Perth, Autr\u00e1lia no jornal Nature.\n\nT. Mark Harrison, professor de geoqu\u00edmica na UCLA, acha prov\u00e1vel que a vida come\u00e7ou sobre a terra potencialmente por volta de 4,3 bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s, porque todas as tr\u00eas condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a vida existiam naquele momento.\n\n<strong>Diz Havia fonte de energia:<\/strong>\u00a0o sol; uma fonte de minerais: compostos org\u00e2nicos complexos de meteoritos ou cometas; e nossa infer\u00eancia de que existia \u00e1gua l\u00edquida na ou perto da superf\u00edcie da Terra. Dentro de 200 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s a forma\u00e7\u00e3o da Terra, todas as condi\u00e7\u00f5es para a vida na Terra parece terem se encontrado.\n\nCientistas analisaram uma rocha da Austr\u00e1lia Ocidental que tinha mais de 3 bilh\u00f5es de anos, com um ion microprobe de alta resolu\u00e7\u00e3o da UCLA um instrumento que permite aos cientistas datar e descobrir a composi\u00e7\u00e3o exata dos exemplares. O microprobe lan\u00e7a um raio de \u00edons \u00e1tomos carregados num exemplar, deixando sair dele seus pr\u00f3prios \u00edons, que s\u00e3o analisados num spectrometer de massa, sem destruir o objeto. Logo os pesquisadores descobriram que, j\u00e1 que a rocha estava depositada cerca de 3 bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s, cont\u00e9m gr\u00e3os de mineral antigos zircons que seriam muito mais antigos; dois dos zircons tinham 4,3 bilh\u00f5es de anos e cerca de uma d\u00fazia de outros foram encontrados com mais de 4 bilh\u00f5es de anos. A Terra tem 4,5 bilh\u00f5es de anos.\n\nPortanto as medi\u00e7\u00f5es sugerem que havia \u00e1gua l\u00edquida na superf\u00edcie da Terra h\u00e1 4,3 bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s. De acordo com pesquisa patrocinada pela National Science Foundation e o Center for Astrobiology da NASA.\n\n<strong>A \u00c1gua na Terra Primitiva<\/strong>\n\nPlanetas pr\u00f3ximos ao Sol tendem a evaporar \u00e1gua e, sendo relativamente pequenos como Merc\u00fario, Marte ou a Lua, n\u00e3o possuem gravidade suficiente para reter esse g\u00e1s. Assim, foi uma feliz rela\u00e7\u00e3o entre sua massa e a dist\u00e2ncia do Sol que permitiu ao nosso planeta conservar toda a \u00e1gua de que disp\u00f5e.\n\nDe acordo com hip\u00f3teses recentes, a Terra formou-se h\u00e1 15 bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s, a partir da condensa\u00e7\u00e3o de uma massa de poeira c\u00f3smica, que constitu\u00eda uma esp\u00e9cie de anel em torno do Sol, sup\u00f5e-se que a mol\u00e9cula de \u00e1gua j\u00e1 estivesse a\u00ed presente, na forma de silicatos e outros minerais hidratados.\n\nAproximadamente h\u00e1 4 bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s, o Globo Terrestre era uma massa incandescente, com o passar dos s\u00e9culos, o primeiro efeito do resfriamento foi a solidifica\u00e7\u00e3o das rochas, toda \u00e1gua estava sob a forma de vapor, com o aumento da press\u00e3o parte dos vapores passou ao estado l\u00edquido, dando origem \u00e0s chuvas torrenciais de \u00e1gua doce, que junto com o mar cobriram maior parte da terra, este fen\u00f4meno ficou conhecido como Dil\u00favio. Desta maneira surgiram as \u00e1guas, que por sinal s\u00e3o as mesmas at\u00e9 os dias de hoje; portanto a \u00e1gua \u00e9 um recurso finito.\n\n<strong>H\u00e1 cerca de 3,5 bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s nos prim\u00f3rdios da vida na Terra, quando mal cessavam as convuls\u00f5es tel\u00faricas e a imensa fornalha at\u00f4mica j\u00e1 estava habilitada a receber as sementes da vida:\u00a0<\/strong>\u2026o Esp\u00edrito de Deus pairou sobre as \u00e1guas \u2013 dizem os livros sagrados.\n\nA ci\u00eancia, por sua vez, acredita que nestes tempos; o vapor d \u00e1gua resfriava-se e formava nuvens de tempestade \u2013 chovia incessantemente em nosso planeta \u2013 a \u00e1gua da chuva caia sobre a crosta terrestre ainda muito quente e tornava a evaporar-se, formando novamente imensos temporais com raios e trov\u00f5es.\n\nCom o passar do tempo, parte das \u00e1guas de chuva j\u00e1 n\u00e3o evaporava t\u00e3o rapidamente porque a superf\u00edcie terrestre foi se resfriando e nas depress\u00f5es da crosta terrestre, apareceram ac\u00famulos de \u00e1gua que deram origem aos mares primitivos de \u00e1gua salgada.\n\n<strong>ORIGEM DA \u00c1GUA NO UNIVERSO<\/strong>\n\nPela espectrometria, atrav\u00e9s da cor e luz emitida, a \u00e1gua j\u00e1 foi identificada em grande parte do universo, em forma de vapor ou de gelo, na atmosfera de algumas estrelas, nas nuvens moleculares interestelares, em v\u00e1rios sat\u00e9lites de gelo do sistema solar, em cometas e em alguns planetas.\n<p align=\"center\"><strong>\u201cMiranda, uma das luas de J\u00fapiter, \u00e9 uma grande esfera de gelo\u201d<\/strong>\n<strong>\u201cOs famosos an\u00e9is de Saturno s\u00e3o formados tamb\u00e9m por part\u00edculas de gelo\u201d<\/strong>\n<strong>\u201cAs sondas Vega e Giotto confirmaram a presen\u00e7a de \u00e1gua no Cometa Halley\u201d<\/strong><\/p>\nAstr\u00f4nomos norte-americanos descobriram uma nuvem gigante de vapor d \u00e1gua, que seria 20 vezes maior do que qualquer outra j\u00e1 mencionada na Via L\u00e1ctea.\n\nA nuvem se encontra na nebulosa de \u00d3rion, cerca de 1.500 anos-luz distante do sol. Segundo os cientistas, a nuvem parece funcionar como uma f\u00e1brica de \u00e1gua gigante e poderia ajudar a explicar a origem da \u00e1gua do sistema solar. Ela foi detectada por Martin Harwit da Universidade Cornell, e sua equipe, por meio do telesc\u00f3pio espacial ISO, da NASA \u2013 EUA. Medi\u00e7\u00f5es feitas pelos cientistas sugerem que a nuvem produz por dia \u00e1gua suficiente para encher os oceanos da Terra 60 vezes.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.geocities.com\/snirh.inag.pt\/www.encyclopedia.com\/www.goodnet.org\/www.anbio.org\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c1gua na Terra, Planeta, Volume, Reservas, Brasil, Reservat\u00f3rios, Distribui\u00e7\u00e3o, Reservas, Origem, Como surgiu, \u00c1gua na Terra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5908,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[53],"tags":[],"class_list":["post-5903","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-meio-ambiente-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>\u00c1gua na Terra - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"\u00c1gua na Terra - 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