{"id":5799,"date":"2015-12-08T00:00:00","date_gmt":"2015-12-08T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/agua-salgada\/"},"modified":"2026-08-31T18:06:23","modified_gmt":"2026-08-31T18:06:23","slug":"agua-salgada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/meio-ambiente-2\/agua-salgada\/","title":{"rendered":"\u00c1gua Salgada"},"content":{"rendered":"\n<strong>\u00c1gua Salgada &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>\u00e1gua salgada<\/strong>\u00a0\u00e9 um termo geol\u00f3gico que se refere a solu\u00e7\u00f5es naturais contendo grandes concentra\u00e7\u00f5es de \u00edons inorg\u00e2nicos dissolvidos. Al\u00e9m disso, esse termo \u00e9 frequentemente usado como adjetivo em biologia, geralmente para se referir a organismos marinhos, como em peixes de \u00e1gua salgada.\n\nA\u00a0<strong>\u00e1gua salgada<\/strong>\u00a0mais comumente se refere \u00e0s \u00e1guas oce\u00e2nicas, nas quais a concentra\u00e7\u00e3o total de solutos i\u00f4nicos \u00e9 tipicamente cerca de 35 gramas por litro (tamb\u00e9m expressa como 3,5%, ou 35 partes por mil).\n\nComo resultado dessas grandes concentra\u00e7\u00f5es de \u00edons dissolvidos, a densidade da \u00e1gua salgada (1,028 g\/L a 4\u00b0C) \u00e9 ligeiramente maior que a da \u00e1gua doce (1,00 g\/L). Portanto, a \u00e1gua doce flutua acima da \u00e1gua salgada em situa\u00e7\u00f5es mal misturadas onde os dois tipos se encontram, como em estu\u00e1rios e alguns reservat\u00f3rios subterr\u00e2neos.\n\nOs \u00edons com maiores concentra\u00e7\u00f5es nas \u00e1guas marinhas s\u00e3o s\u00f3dio, cloreto, sulfato, magn\u00e9sio, c\u00e1lcio, pot\u00e1ssio e carbonato. Nas \u00e1guas oce\u00e2nicas, s\u00f3dio e cloreto s\u00e3o os \u00edons mais importantes, com concentra\u00e7\u00f5es de 10,8 g\/L e 19,4 g\/L, respectivamente. Outros \u00edons importantes s\u00e3o sulfato (2,7 g\/L), magn\u00e9sio (1,3 g\/L) e c\u00e1lcio e pot\u00e1ssio (ambos 0,4 g\/L). No entanto, em \u00e1guas salinas interiores, as concentra\u00e7\u00f5es e propor\u00e7\u00f5es relativas destes e de outros \u00edons podem variar muito.\n\nOutras \u00e1guas naturais tamb\u00e9m podem ser salgadas, \u00e0s vezes contendo concentra\u00e7\u00f5es muito maiores de sal do que os oceanos. Alguns lagos e lagoas, conhecidos como \u00e1guas superficiais de sal ou salmoura, podem ter concentra\u00e7\u00f5es muito grandes de solutos i\u00f4nicos dissolvidos. Esses corpos d&#8217;\u00e1gua geralmente ocorrem em uma bacia fechada, com entradas de \u00e1gua, mas sem sa\u00edda, exceto por evapora\u00e7\u00e3o, que deixa para tr\u00e1s os sais. Consequentemente, a concentra\u00e7\u00e3o de sal de sua \u00e1gua contida aumenta progressivamente ao longo do tempo. Por exemplo, o Grande Lago Salgado de Utah e o Mar Morto em Israel t\u00eam concentra\u00e7\u00f5es de sal superiores a 20%, assim como lagoas salinas menores na Vestf\u00e1lia, Alemanha e em outras partes do mundo.\n\nAs \u00e1guas subterr\u00e2neas tamb\u00e9m podem ser extremamente salgadas. \u00c1guas salgadas subterr\u00e2neas s\u00e3o comumente encontradas em campos de po\u00e7os de petr\u00f3leo e g\u00e1s, especialmente depois que os recursos de hidrocarbonetos foram esgotados pela minera\u00e7\u00e3o.\n\nAs \u00e1guas salgadas superficiais e subterr\u00e2neas \u00e0s vezes s\u00e3o &#8220;extra\u00eddas&#8221; por seu conte\u00fado de minerais economicamente \u00fateis.\n\nAs intrus\u00f5es de \u00e1gua salgada podem ser um importante problema ambiental, que pode degradar os suprimentos de \u00e1gua necess\u00e1rios para beber ou irrigar. As intrus\u00f5es de \u00e1gua salgada s\u00e3o causadas em locais pr\u00f3ximos ao oceano onde h\u00e1 retiradas excessivas de suprimentos subterr\u00e2neos de \u00e1gua doce. Isso permite que as \u00e1guas salgadas subterr\u00e2neas migrem para o interior e prejudiquem a qualidade do aqu\u00edfero para a maioria dos usos. As intrus\u00f5es de \u00e1gua salgada geralmente s\u00e3o causadas pelo uso excessivo de \u00e1gua subterr\u00e2nea para irriga\u00e7\u00e3o na agricultura ou por demandas excessivas de \u00e1gua doce para fornecer \u00e1gua pot\u00e1vel \u00e0s grandes cidades.\n\n<strong>\u00c1gua Salgada &#8211; Planeta Terra<\/strong>\n\nMenos de 3% da \u00e1gua do\u00a0<strong>planeta Terra<\/strong>\u00a0\u00e9 doce, ou seja, possui um volume reduzido de sais que permite o seu consumo por seres humanos. Encontrada na natureza em fontes superficiais ou subterr\u00e2neas, esse volume, entretanto, n\u00e3o est\u00e1 devidamente espalhado, de forma a abastecer de maneira equitativa toda a popula\u00e7\u00e3o mundial.\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-160045 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Agua-S10-300x166.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"166\" \/><strong>A Terra \u00e9 azul<\/strong><\/p>\nA Terra \u00e9 azul, constatou Yuri Gagarin, o primeiro e privilegiado astronauta que a avistou l\u00e1 de cima. Muita gente acha erroneamente que o planeta Terra deveria se chamar \u201cplaneta \u00e1gua\u201d, porque afirmam que o planeta \u00e9 formado por 77% de \u00e1gua; vejam como falta estudo para esse pessoal porque, a Terra tem essa porcentagem de \u00e1gua considerando apenas sua extens\u00e3o superficial (como a casca de uma laranja); em volume considerando a dimens\u00e3o da profundidade, a Terra em sua maioria \u00e9 s\u00f3lida mesmo.\n\n97,5% de toda \u00e1gua da Terra \u00e9 salgada, apenas 2,5% da \u00e1gua do planeta \u00e9 doce. De toda \u00e1gua do planeta, 1,72% s\u00e3o \u00e1gua doce congelada nas calotas polares e geleiras e 0,75% est\u00e3o em forma de \u00e1gua doce subterr\u00e2neas; restando apenas 0,02% de \u00e1gua contida em plantas e animais e s\u00f3 0,01% de toda \u00e1gua do planeta est\u00e1 dispon\u00edvel em rios, lagos e represas.\n\nSe pegarmos uma garrafa com 1,5 litro de \u00e1gua e a dividirmos proporcionalmente, como a encontramos no planeta, a quantidade de \u00e1gua doce dispon\u00edvel seria equivalente a uma \u00fanica e insignificante gota.\n\n<strong>Mares e Oceanos<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-160044 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Agua-S9-300x165.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"165\" \/><strong>Mares e Oceanos<\/strong><\/p>\nMuitas regi\u00f5es do planeta n\u00e3o possuem quantidade suficiente de \u00e1gua doce. O aumento da popula\u00e7\u00e3o mundial e a polui\u00e7\u00e3o s\u00e3o outros fatores comprometedores ao uso dessa \u00e1gua, que pode acabar se n\u00e3o forem tomadas medidas para seu uso sustentado e garantia da sua renova\u00e7\u00e3o.\n\nUma das alternativas para regi\u00f5es que possuem escassez de \u00e1gua doce \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o de \u00e1gua com alta concentra\u00e7\u00e3o de sais, como a \u00e1gua salobra (muito comum nos aqu\u00edferos subterr\u00e2neos do Nordeste Brasileiro) e a \u00e1gua do mar. Para torn\u00e1-las pot\u00e1veis, ou seja, apropriada ao consumo humano, \u00e9 necess\u00e1rio fazer a dessaliniza\u00e7\u00e3o.\n\nTrata-se de um processo que exige alto investimento e recursos tecnol\u00f3gicos complexos para a produ\u00e7\u00e3o em larga escala. Neste caso, o pre\u00e7o da \u00e1gua para o consumidor final torna-se muito mais elevado, devido \u00e0 menor oferta e gastos envolvidos para torn\u00e1-la pot\u00e1vel.\n\nA Sabesp n\u00e3o trata a \u00e1gua por meio do processo de dessaliniza\u00e7\u00e3o. Tal sistema \u00e9 utilizado em alguns pa\u00edses, como Ar\u00e1bia Saudita, Israel e Kuwait, al\u00e9m de ser usado por equipes de navios que ficam meses no mar ou pesquisadores residindo em regi\u00f5es desprovidas de \u00e1gua doce.\n\nNa ilha de Chipre, a \u00e1gua do mar abastece a popula\u00e7\u00e3o e os len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos que foram reduzidos pela explora\u00e7\u00e3o exagerada.\n\nDiversos governos e institui\u00e7\u00f5es investem em pesquisas para o desenvolvimento de processos de dessaliniza\u00e7\u00e3o que sejam eficientes, adequados \u00e0s caracter\u00edsticas regionais e que tenham um custo reduzido, pois esse tipo de tratamento \u00e9 muito mais caro que o convencional.\n\n<strong>Os principais processos de dessaliniza\u00e7\u00e3o s\u00e3o:<\/strong>\n\n<strong>Osmose Reversa \u2013<\/strong>\u00a0o processo de dessaliniza\u00e7\u00e3o por osmose reversa ocorre quando \u00e9 exercida press\u00e3o em uma solu\u00e7\u00e3o salina. A \u00e1gua atravessa uma membrana semiperme\u00e1vel, com poros microsc\u00f3picos, que ret\u00e9m sais, microrganismos e outras impurezas.\n\nDessa maneira, a \u00e1gua pura \u201csai\u201d da solu\u00e7\u00e3o salgada e fica separada em outro local.\n\nUm dos pontos principais desse processo \u00e9 a fabrica\u00e7\u00e3o de membranas osm\u00f3ticas sint\u00e9ticas, uma tecnologia de ponta, criada inicialmente para uso em processos industriais. O aumento constante da produ\u00e7\u00e3o v\u00eam barateando o custo desse produto, facilitando o acesso \u00e0 tecnologia.\n\n<strong>Dessaliniza\u00e7\u00e3o T\u00e9rmica \u2013<\/strong>\u00a0\u00e9 um dos processos mais antigos, imitando a circula\u00e7\u00e3o natural da \u00e1gua. O modo mais simples, a \u201cdestila\u00e7\u00e3o solar\u201d, \u00e9 utilizada em lugares quentes, com a constru\u00e7\u00e3o de grandes tanques cobertos com vidro ou outro material transparente.\n\nA luz solar atravessa o vidro, a \u00e1gua do l\u00edquido bruto evapora, os vapores se condensam na parte interna do vidro, transformando-se novamente em \u00e1gua, que escorre para um sistema de recolhimento.\n\nDessa forma, separa-se a \u00e1gua de todos os sais e impurezas. Em lugares frios ou com car\u00eancia de espa\u00e7o, esse processo pode ser feito gerando-se calor atrav\u00e9s de energia. A melhor solu\u00e7\u00e3o, neste caso, \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o de energia solar, que \u00e9 mais barata, n\u00e3o consome recursos como petr\u00f3leo e carv\u00e3o e n\u00e3o agride o meio ambiente.\n\n<strong>Congelamento \u2013<\/strong>\u00a0quando congelamos a \u00e1gua, produzimos gelo puro, sem sal. Ent\u00e3o, atrav\u00e9s do congelamento\/ descongelamento pode-se obter \u00e1gua doce. Esse m\u00e9todo n\u00e3o foi testado em larga escala, por\u00e9m, existem propostas para a utiliza\u00e7\u00e3o de calotas polares (onde est\u00e1 boa parte da \u00e1gua doce do planeta) para obten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua pura.\n\nNo entanto, teme-se que a \u00e1gua de descongelamento de calotas polares possa trazer problemas, como, por exemplo, uma nova propaga\u00e7\u00e3o de v\u00edrus, j\u00e1 erradicados ou controlados, que podem ter ficado congelados.\n\n<strong>Superf\u00edcie de \u00e1gua =\u00a0<\/strong>1.000.000 Km\u00b2\n\n<strong>OCEANOS \u2013 FATOS E MEDIDAS:\u00a0<\/strong>Calcula-se que a \u00e1rea da Terra coberta pelo mar seja de 361.740.000 Km \u00b2, ou 70,92% da superf\u00edcie total. A profundidade m\u00e9dia \u00e9 estimada em 3.554 m e o volume dos oceanos em 1.285.600.000 Km\u00b3.\n\n<strong>OCEANO \u00cdNDICO:\u00a0<\/strong>Localizado principalmente no hemisf\u00e9rio sul, sua maior largura \u00e9 de 9.600 Km ( da Tasm\u00e2nia ao Cabo Agulhas). A profundidade m\u00e9dia \u00e9 de 4.000 m, e a maior profundidade \u00e9 de 9.000 m na fossa Amirante.\n\n<strong>OCEANO ATL\u00c2NTICO:\u00a0<\/strong>\u00c9 dividido entre o Atl\u00e2ntico Norte (36.000.000 Km\u00b2) e o Atl\u00e2ntico Sul (26.000.000 Km\u00b2). Sua maior largura ao norte \u00e9 de 7.200 Km (do Marrocos \u00e0 Fl\u00f3rida) e ao sul \u00e9 de 9.600 Km (da Guin\u00e9 ao Brasil). A profundidade m\u00e9dia \u00e9 de 3.600 m; as maiores profundidades s\u00e3o de 9.220 m na fossa de Porto Rico, 8.264 m na de Sandwich do Sul e 7.728 m na Romansh.\n\n<strong>OCEANO PAC\u00cdFICO<\/strong>\n\nCobre aproximadamente 40% da \u00e1rea mar\u00edtima total do mundo e \u00e9 maior dos oceanos. Sua maior largura (leste\/oeste) \u00e9 de 16.000 Km, e a maior extens\u00e3o (norte\/sul), 11.000 Km. A profundidade m\u00e9dia \u00e9 de 4.200 m (\u00e9 tamb\u00e9m o oceano mais profundo). Geralmente o oeste e o norte s\u00e3o os mais rofunds que leste e sul.\n\n<strong>As maiores profundidade ocorrem perto de um grupo de ilhas e incluem as fossas:<\/strong>\u00a0Mindanao com 11.524 m, Mariana com 11.022 m, Tonoga com 10.882 m, Kuril-Kamchatka com 10.542 m, Filipina com 10.497 m e Kermadec com 10.047 m.\n\nA maioria da \u00e1gua proveniente da terra corre para o Atl\u00e2ntico, que tamb\u00e9m \u00e9 o oceano mais salino devido \u00e0 troca de \u00e1gua com os mares vizinhos. As margens dos continentes (21% do solo do oceano) s\u00e3o as \u00e1reas econ\u00f4micas mais importantes\n\n<strong>\u00c1gua Salgada &#8211; Processos para Dessaliniza\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nA dessaliniza\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>\u00e1guas salgadas<\/strong>\u00a0ou salobras acontece quando a mesma passa a vapor e se torna doce depois que se condensa \u2013 CONDENSA\u00c7\u00c3O- ou ent\u00e3o atrav\u00e9s do processo da OSMOSE REVERSA quando a \u00e1gua passa por membranas filtrantes. Nos oceanos pode estar a principal solu\u00e7\u00e3o para o atendimento das futuras demandas de \u00e1gua doce, j\u00e1 que s\u00e3o possuidores de 95,5% da \u00e1gua existente no Planeta. O principal problema a ser resolvido ainda \u00e9 o custo dos processos que envolvem grande consumo de energia.\n\nAli\u00e1s esses processos h\u00e1 muito tempo j\u00e1 s\u00e3o utilizados nos navios e nas plataformas de petr\u00f3leo.\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-160046 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Agua-S11-300x155.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"155\" \/><strong>Mares e Oceanos<\/strong><\/p>\n<strong>Principais Processos para Dessaliniza\u00e7\u00e3o da \u00c1gua do Mar:<\/strong>\n<blockquote>Destila\u00e7\u00e3o\nOsmose reversa<\/blockquote>\nA\u00a0<strong>dessaliniza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua salgada ou salobra<\/strong>, do mar, dos a\u00e7udes e dos po\u00e7os, se apresenta como uma das solu\u00e7\u00f5es para a humanidade adiar ou vencer a crise da \u00c1GUA que j\u00e1 \u00c9 REAL EM DETERMINADAS REGI\u00d5ES DO PLANETA.\n\nAtualmente muitos pa\u00edses e cidades j\u00e1 est\u00e3o se abastecendo totalmente ou parcialmente de \u00e1gua doce extra\u00edda da \u00e1gua salgada do mar que, embora ainda a custos elevados, se apresenta como uma alternativa, concorrendo com o transporte em navios tanques, barca\u00e7as e outros. Alguns pa\u00edses \u00e1rabes simplesmente \u201cqueimam\u201d petr\u00f3leo para a obten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua doce atrav\u00e9s da destila\u00e7\u00e3o, uma vez que o recurso mais escasso, para eles, \u00e9 a \u00e1gua.\n\nO consumo de \u00e1gua doce no mundo cresce a um ritmo superior ao do crescimento da popula\u00e7\u00e3o, restando, como uma das sa\u00eddas, a produ\u00e7\u00e3o de \u00e1gua doce, retirando-a do mar ou das \u00e1guas salobras dos a\u00e7udes e po\u00e7os. O uso das fontes alternativas de energia, como a e\u00f3lica e a solar, apresenta-se como uma solu\u00e7\u00e3o para viabilizar a dessaliniza\u00e7\u00e3o, visando o consumo humano e animal.\n\nParte da Regi\u00e3o Nordeste do Brasil \u00e9 caracterizada por condi\u00e7\u00f5es semi-\u00e1ridas, com baixa precipita\u00e7\u00e3o pluviom\u00e9trica (cerca de 350 mm\/ano) e por um solo predominantemente cristalino, que favorece a saliniza\u00e7\u00e3o dos len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos. At\u00e9 agora as iniciativas se restringiram a solu\u00e7\u00f5es paliativas, como a constru\u00e7\u00e3o de a\u00e7udes e a utiliza\u00e7\u00e3o de carros pipa.\n\nA dessaliniza\u00e7\u00e3o de \u00e1gua atrav\u00e9s de osmose reversa apresenta-se como uma alternativa a mais, uma vez que possui um menor custo quando comparado com outros sistemas de dessaliniza\u00e7\u00e3o.\n\nAl\u00e9m de retirar o sal da \u00e1gua, este sistema permite ainda eliminar v\u00edrus, bact\u00e9rias e fungos, melhorando assim a qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o.\n\nO seu funcionamento est\u00e1 baseado no efeito da press\u00e3o sobre uma membrana polim\u00e9rica, atrav\u00e9s da qual a \u00e1gua ir\u00e1 passar e os sais ficar\u00e3o retidos, podendo-se ainda aproveitar a salmoura.\n\nA integra\u00e7\u00e3o com a energia e\u00f3lica pode ser interessante nos locais com baixo \u00edndice de eletrifica\u00e7\u00e3o, tornando o sistema aut\u00f4nomo.\n\n<strong>Hist\u00f3rico dos processos de dessaliniza\u00e7\u00e3o:<\/strong>\n\nEm 1928 foi instalado em Cura\u00e7ao uma esta\u00e7\u00e3o dessalinizadora pelo processo da destila\u00e7\u00e3o artificial, com uma produ\u00e7\u00e3o di\u00e1ria de 50 m3 de \u00e1gua pot\u00e1vel.\n\nNos Estados Unidos da Am\u00e9rica as primeiras iniciativas para o aproveitamento da \u00e1gua do mar datam de 1952, quando o Congresso aprovou a Lei P\u00fablica n\u00famero 448, cuja finalidade seria criar meios que permitissem reduzir o custo da dessaliniza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua do mar. O Congresso designou a Secretaria do Interior para fazer cumprir a lei, da\u00ed resultando a cria\u00e7\u00e3o do Departamento de \u00c1guas Salgadas.\n\nO Chile foi um dos pa\u00edses pioneiros na utiliza\u00e7\u00e3o da destila\u00e7\u00e3o solar, construindo o seu primeiro destilador em 1961.\n\nEm 1964 entrou em funcionamento o alambique solar de Syni, ilha grega do Mar Egeu, considerado o maior da \u00e9poca, destinado a abastecer de \u00e1gua pot\u00e1vel a sua popula\u00e7\u00e3o de 30.000 habitantes.\n\nA Gr\u00e3-Bretanha, j\u00e1 em 1965, produzia 74% de \u00e1gua doce que se dessalinizava no mundo, num total aproximado de 190.000 m3 por dia.\n\nNo Brasil, algumas experi\u00eancias com destila\u00e7\u00e3o solar foram realizadas em 1970, sob os ausp\u00edcios do ITA- Instituto Tecnol\u00f3gico da Aeron\u00e1utica, em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos.\n\nEm 1971 as instala\u00e7\u00f5es de Cura\u00e7ao foram ampliadas para produzir 20.000 m3 por dia.\n\nEm 1983, o LNEC- Laborat\u00f3rio Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa- Portugal, iniciou algumas experi\u00eancias com o processo de osmose reversa, visando, sobretudo, o abastecimento das ilhas dos A\u00e7ores, Madeira e Porto Santo.\n\nEm 1987, a Petrobr\u00e1s iniciou o seu programa de dessaliniza\u00e7\u00e3o de \u00e1gua do mar para atender \u00e0s suas plataformas mar\u00edtimas, usando o processo da osmose reversa, tendo esse processo sido usado pioneiramente, aqui no Brasil, em terras baianas, para dessalinizar \u00e1gua salobra nos povoados de Olho D`\u00c1gua das Mo\u00e7as, no munic\u00edpio de Feira de Santana, e Malhador, no munic\u00edpio de Ipiara.\n\nAtualmente existem cerca de 7.500 usinas em opera\u00e7\u00e3o no Golfo P\u00e9rsico, Espanha, Malta, Austr\u00e1lia e Caribe convertendo 4,8 bilh\u00f5es de metros c\u00fabicos de \u00e1gua salgada em \u00e1gua doce, por ano. O custo, ainda alto, est\u00e1 em torno de US$ 2,00 o metro c\u00fabico.\n\nAs grandes usinas de dessaliniza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua encontram-se no Kuwait, Cura\u00e7ao, Aruba, Guermesey e Gibraltar, abastecendo-os totalmente com \u00e1gua doce retirada do mar.\n\n<strong>O Mar B\u00e1ltico<\/strong>\n\nO Mar B\u00e1ltico \u00e9 uma das maiores extens\u00f5es de \u00e1gua salobra do mundo. A sua profundidade m\u00e9dia ronda apenas os 55m e a sua profundidade m\u00e1xima \u00e9 de 450m.\n\nS\u00e3o precisos cerca de 35 anos, para que toda a \u00e1gua deste mar seja renovada pela \u00e1gua do oceano. Este mar \u00e9 \u00fanico, do ponto de vista ecol\u00f3gico, pois alberga numerosas esp\u00e9cies de plantas, animais e microorganismos bem como numerosos tipos de habitats (foram inventariados 133 habitats marinhos e costeiros, para efeitos de conserva\u00e7\u00e3o).\n\n\u00c9 um importante viveiro para muitas esp\u00e9cies de peixes como o bacalhau e o arenque e alberga focas e aves migrat\u00f3rias. Devido \u00e0s suas caracter\u00edsticas geogr\u00e1ficas, clim\u00e1ticas e oceanogr\u00e1ficas muito espec\u00edficas, \u00e9 muito sens\u00edvel ao impacte ambiental das atividades humanas.\n\nO Mar B\u00e1ltico apresenta fortes concentra\u00e7\u00f5es de subst\u00e2ncias t\u00f3xicas e de eutrofiza\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>O transporte mar\u00edtimo causa outros problemas<\/strong>: mar\u00e9s negras, res\u00edduos s\u00f3lidos e sobrepesca. Quase todos os ver\u00f5es, a eutrofiza\u00e7\u00e3o causa grandes prolifera\u00e7\u00f5es de algas, muitas vezes t\u00f3xicas, no Mar B\u00e1ltico e no Golfo da Finl\u00e2ndia, as quais afetam o ecossistema marinho. As popula\u00e7\u00f5es de esp\u00e9cies comercialmente importantes como o bacalhau e o arenque sofreram acentuadas redu\u00e7\u00f5es, devido \u00e0 sobre pesca e \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o do afluxo de \u00e1guas oce\u00e2nicas. A popula\u00e7\u00e3o de salm\u00f5es selvagens est\u00e1 a aumentar, mas mant\u00e9m-se a um n\u00edvel muito baixo nos rios pequenos, em consequ\u00eancia da sobre explora\u00e7\u00e3o e da degrada\u00e7\u00e3o ambiental.\n\nA captura acidental de mam\u00edferos e aves marinhos amea\u00e7a as popula\u00e7\u00f5es locais. As subst\u00e2ncias perigosas como o c\u00e1dmio, o merc\u00fario, o chumbo e os PCB acumulam-se ao longo da cadeia alimentar e podem prejudicar os ecossistemas e a sa\u00fade humana. H\u00e1 quem sustente que os PCB s\u00e3o respons\u00e1veis pela diminui\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o de focas cinzentas, principalmente nos mares da Su\u00e9cia, da Finl\u00e2ndia e da Est\u00f3nia, e que estariam tamb\u00e9m ligados \u00e0 esterilidade feminina. Uma vez lan\u00e7adas no Mar B\u00e1ltico, as subst\u00e2ncias perigosas podem l\u00e1 permanecer durante muito tempo. O aumento do transporte mar\u00edtimo, nos \u00faltimos vinte anos, conduziu \u00e0 introdu\u00e7\u00e3o no Mar B\u00e1ltico de pelo menos 70 esp\u00e9cies n\u00e3o-ind\u00edgenas, que perturbam os ecossistemas e lhes causam danos.\n\n<strong>Conven\u00e7\u00f5es regionais:\u00a0<\/strong>O Mar B\u00e1ltico \u00e9 protegido pela Conven\u00e7\u00e3o de Hels\u00ednquia de 1974 sobre a Prote\u00e7\u00e3o do Ambiente Marinho da Zona do Mar B\u00e1ltico. A Comiss\u00e3o de Hels\u00ednquia (HELCOM) administra a conven\u00e7\u00e3o e a coopera\u00e7\u00e3o regional com ela relacionada. Em 1992, a Conven\u00e7\u00e3o de Hels\u00ednquia especificou os pormenores e largou o \u00e2mbito da Conven\u00e7\u00e3o de 1994, incorporando uma maior cobertura das \u00e1guas costeiras, exigindo a aplica\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios de precau\u00e7\u00e3o e do \u00ab poluidor-pagador \u00bb.\n\n<strong>Entrou em vigor em Janeiro de 2002 e visava:<\/strong>\u00a0diminuir as descargas de poluentes org\u00e2nicos e de nutrientes ; melhorar o tratamento das \u00e1guas residuais municipais e industriais, regular a proibi\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias perigosas como os PCB ou o DDT, tomar medidas para eliminar toda e qualquer descarga ilegal de barcos.\n\nA coopera\u00e7\u00e3o internacional sobre os problemas ligados \u00e0 pesca baseia-se na Conven\u00e7\u00e3o de Gdansk de 1973 sobre a Pesca e a Conserva\u00e7\u00e3o dos Recursos Vivos no Mar B\u00e1ltico e nas suas Cinturas (Conven\u00e7\u00e3o de Gdansk) e atrav\u00e9s da Comiss\u00e3o Internacional de Pesca no Mar B\u00e1ltico.\n\n<strong>O Nordeste Atl\u00e2ntico<\/strong>\n\nO Nordeste Atl\u00e2ntico acolhe uma grande diversidade de habitats marinhos e costeiros. Milh\u00f5es de aves migradoras dependem dos alimentos e das terras cultivadas, durante o seu voo ao longo das costas.\n\n<strong>O Mar \u00e9 rico em esp\u00e9cies marinhas selvagens:<\/strong>\u00a0tubar\u00f5es, focas (incluindo os golfinhos de Risso e nariz de garrafa, o cachalote, a baleia an\u00e3 e a baleia comum) e unidades populacionais de peixes comercialmente importantes. Encontram-se a\u00ed tamb\u00e9m variedades muito produtivas de pl\u00e2ncton, florestas de lumin\u00e1rias, leitos de sarga\u00e7os e mesmo recifes de coral de \u00e1guas frias.\n\nEste ambiente est\u00e1 amea\u00e7ado pelos produtos qu\u00edmicos t\u00f3xicos, os pesticidas e os nutrientes.\n\nA polui\u00e7\u00e3o \u00e9 agravada pelas descargas de petr\u00f3leo e de produtos qu\u00edmicos provenientes das plataformas de explora\u00e7\u00e3o offshore e da pesca. A diversidade dos pl\u00e2nctons diminuiu, enquanto as algas proliferam, devido \u00e0 elevada taxa de nutrientes, gerados pelo azoto procedente de fontes terrestres, como o escoamento de \u00e1guas da agricultura.\n\nMuitas popula\u00e7\u00f5es de salm\u00f5es do At\u00e2ntico geneticamente distintas foram j\u00e1 destru\u00eddas, em consequ\u00eancia da sobre pesca, da polui\u00e7\u00e3o local dos ricos, da polui\u00e7\u00e3o e das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Na Noruega e na Esc\u00f3cia, o desenvolvimento da cultura de salm\u00e3o criou s\u00e9rios problemas de doen\u00e7as e parasitas ao salm\u00e3o selvagem. A captura acidental de mam\u00edferos marinhos, de aves, tubar\u00f5es, tartarugas e outras esp\u00e9cies que n\u00e3o se destinam a ser pescadas constituem um problema grave. Os habitats costeiros e marinhos sofrem uma degrada\u00e7\u00e3o crescente provocada pelas instala\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias, o desenvolvimento industrial, a prote\u00e7\u00e3o contra as cheias e a extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, g\u00e1s e areia.\n\nA minera\u00e7\u00e3o e a pesca em \u00e1guas profundas est\u00e3o em fase de expans\u00e3o e podem amea\u00e7ar esp\u00e9cies isoladas e os seus habitats.\n\n<strong>Conven\u00e7\u00f5es regionais:<\/strong>\u00a0a zona \u00e9 abrangida pela Conven\u00e7\u00e3o de Oslo de 1972, a Conven\u00e7\u00e3o de Paris de 1974 e a Conven\u00e7\u00e3o Oslo-Paris (OSPAR), de 1992, que inclui as duas anteriores e integra novos princ\u00edpios de conserva\u00e7\u00e3o. A Conven\u00e7\u00e3o requer a aplica\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios de precau\u00e7\u00e3o e do \u00ab poluidor-pagador \u00bb.\n\nTem que ver com a preven\u00e7\u00e3o e a elimina\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o resultante de atividades terrestres bem como de descargas ou incinera\u00e7\u00f5es. Entrou em vigor em 1998 e abrange a zona a oeste da costa Leste do Gronel\u00e2ndia, a zona a leste da costa continental do Mar do Norte, o Sul do estreito de Gibraltar e a parte norte do P\u00f3lo Norte.\n\nA Comiss\u00e3o da Pesca do Nordeste e Comiss\u00e3o do Salm\u00e3o do Atl\u00e2ntico Norte e a Comiss\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o do Atum do Atl\u00e2ntico est\u00e3o ativas nesta zona.\n\n<strong>O Mar \u00c1rtico<\/strong>\n\nO \u00c1rtico \u00e9, na realidade, um grande oceano, quase todo coberto de gelo. \u00c9 uma das regi\u00f5es relativamente intactas do planeta, onde os povos ind\u00edgenas conservaram os seus costumes e vivem em harmonia com a terra e o mar, de que depende a sua sobreviv\u00eancia. \u00c9 tamb\u00e9m uma importante fonte de produtos de base para a Europa como peixe, madeira para a constru\u00e7\u00e3o, petr\u00f3leo e g\u00e1s e outros minerais. A pesca, a silvicultura, as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, a polui\u00e7\u00e3o e at\u00e9 o turismo amea\u00e7am, hoje, o ambiente do \u00c1rtico.\n\nA biodiversidade marinha est\u00e1 agrupada em sectores espec\u00edficos como o Mar de Barento, estu\u00e1rios e deltas tais como os Deltas do Lena, e zonas costeiras que rodeiam grupos de ilhas como o Novaya Zemlya, Franz Joseph e Svalbard. As \u00e1guas pr\u00f3ximas do litoral e as aberturas no gelo s\u00e3o uma importante fonte de alimentos para as aves marinhas como os pinguins, os araus comuns e as gaivotas. Milhares, talvez milh\u00f5es, de casais de aves reproduzem-se nas fal\u00e9sias. Os pa\u00edses \u00e1rticos tomaram diversas medidas para travar o desaparecimento de habitats e, hoje em dia, cerca de 2,5 milh\u00f5es de quil\u00f3metros quadrados s\u00e3o protegidos.\n\nH\u00e1 centenas de anos que os europeus pescam no \u00c1rtico e esta ind\u00fastria continua a ser vital para muitos pa\u00edses. Atualmente, cerca de metade do peixe consumido na Uni\u00e3o Europeia prov\u00e9m do \u00c1rtico europeu.\n\nMas numerosos barcos de pesca capturam peixes que s\u00e3o cada vez mais raros e os recursos de peixes est\u00e3o a diminuir progressivamente.\n\nA explora\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo e do g\u00e1s em plataforma offshore, o seu transporte pelas \u00e1guas do Mar \u00c1rtico e em condi\u00e7\u00f5es polares sens\u00edveis representa riscos especiais, como o acidente do Exxon Valdez no Alasca demonstrou.\n\nSete dos maiores rios do mundo ficam na R\u00fassia \u00e1rtica. Drenam mais de metade das terras russas e, todos os anos, lan\u00e7am 73 milh\u00f5es de toneladas de sedimentos nas zonas costeiras do \u00c1rtico, bem como subst\u00e2ncias t\u00f3xicas, que geram problemas graves de polui\u00e7\u00e3o resultante de atividades terrestres. As correntes marinhas, como a Corrente do Golfo, transportam as massas de \u00e1gua a longas dist\u00e2ncias e disseminam produtos qu\u00edmicos e subst\u00e2ncias radioativas.\n\n<strong>Do mesmo modo, a polui\u00e7\u00e3o levada da Europa para o \u00c1rtico tem um enorme impacte no ambiente deste Mar:<\/strong>\u00a0as subst\u00e2ncias t\u00f3xicas concentradas nos tecidos dos animais acumulam-se ao longo de toda a cadeia alimentar, nomeadamente nos ursos polares, focas e baleias.\n\nDado que estes animais s\u00e3o a fonte de alimento dos povos ind\u00edgenas, isso pode exp\u00f4-los a graves problemas de sa\u00fade.\n\nUma grande percentagem de mulheres das comunidades \u00c1rticas apresentam uma taxa de merc\u00fario ou de PCB muito superior aos n\u00edveis recomendados por lei.\n\nO \u00c1rtico \u00e9 uma sentinela das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Alguns dos efeitos ambientais das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas surgir\u00e3o mais cedo no \u00c1rtico, devido \u00e0s caracter\u00edsticas f\u00edsicas e biol\u00f3gicas espec\u00edficas da regi\u00e3o, como a calota glacial e o solo permanentemente gelado. No final do s\u00e9culo, o gelo do Oceano \u00c1rtico poderia fundir-se no ver\u00e3o.\n\n<strong>Conven\u00e7\u00f5es regionais<\/strong>\n<blockquote><strong>A Estrat\u00e9gia de Prote\u00e7\u00e3o do Ambiente do \u00c1rtico, de 1991, visa:<\/strong>\u00a0proteger os ecossistemas do \u00c1rtico\nAssegurar a prote\u00e7\u00e3o, melhoria e restabelecimento da qualidade do ambiente e a utiliza\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel dos recursos naturais, nomeadamente a sua utiliza\u00e7\u00e3o pelas popula\u00e7\u00f5es locais e os povos ind\u00edgenas\nReconhecer e, se poss\u00edvel, procurar ir ao encontro das necessidades culturais e tradicionais, dos valores e das pr\u00e1ticas dos povos ind\u00edgenas, no que se refere \u00e0 prote\u00e7\u00e3o do ambiente do \u00c1rtico\nAvaliar o estado do ambiente do \u00c1rtico\nIdentificar, reduzir e, como objetivo \u00faltimo, eliminar a polui\u00e7\u00e3o.<\/blockquote>\n<strong>Mar Negro<\/strong>\n\nOs cientistas descobriram, a 100 metros de profundidade, os restos de uma casa que poderia ter 7500 anos.\n\nIsso confirma a ideia de que o Mar Negro teria nascido devido a uma grande mudan\u00e7a ecol\u00f3gica e \u00e0 brusca intrus\u00e3o das \u00e1guas mediterr\u00e2nicas. Sendo um mar fechado, o Mar Negro \u00e9 particularmente vulner\u00e1vel \u00e0 polui\u00e7\u00e3o, um fen\u00f3meno que \u00e9 agravado pelo crescimento demogr\u00e1fico. Na zona costeira, vivem cerca de 16 milh\u00f5es de pessoas, \u00e0s quais se juntam 4 milh\u00f5es de turistas, no ver\u00e3o.\n\nNos \u00faltimos 20 anos, o ambiente do Mar Negro sofreu uma enorme deteriora\u00e7\u00e3o, ao n\u00edvel da sua biodiversidade, dos habitats, dos recursos hali\u00eauticos, do seu valor est\u00e9tico e da qualidade da \u00e1gua.\n\n<strong>Com efeito, o Mar Negro \u00e9 utilizado para v\u00e1rios fins<\/strong>: pesca associada ao turismo, extra\u00e7\u00e3o de minerais e transporte, sendo ainda um lugar pr\u00e1tico onde descarregar res\u00edduos s\u00f3lidos e l\u00edquidos.\n\nO Mar Negro \u00e9 ainda mais afetado pelos nutrientes e a polui\u00e7\u00e3o industrial do que o Mar Mediterr\u00e2neo. Recebe as \u00e1guas do Dan\u00fabio, do Dniepre, do Dniestre e do Don.\n\nAs descargas crescentes de nutrientes provenientes dos rios (80% da polui\u00e7\u00e3o prov\u00e9m do Dan\u00fabio) causaram um excesso de produ\u00e7\u00e3o de fito pl\u00e2ncton microsc\u00f3pico, que, por sua vez, impede que a luz chegue aos sarga\u00e7os e \u00e0s algas.\n\nA eutrofiza\u00e7\u00e3o causou danos graves a todo o ecossistema. Este problema, conjugado com a polui\u00e7\u00e3o e a sobrepesca, provocou uma diminui\u00e7\u00e3o dos recursos hali\u00eauticos.\n\nA situa\u00e7\u00e3o agravou-se ainda em meados dos anos 80, altura em que uma esp\u00e9cie de medusa muito resistente (Mnemiopsis leidyi), introduzida acidentalmente pela \u00e1gua de lastro de um barco, invadiu o Mar.\n\nAlimenta-se de animais microsc\u00f3picos, de que se alimentam tamb\u00e9m os peixes pequenos, e atingiu rapidamente um peso total de 900 milh\u00f5es de toneladas, ou seja, o equivalente ao d\u00e9cuplo da captura anual de peixes no mundo inteiro.\n\nUma urbaniza\u00e7\u00e3o que deixa muito a desejar destruiu a maior parte das costas. A polui\u00e7\u00e3o n\u00e3o controlada, devido \u00e0s \u00e1guas dos esgotos, levou ao encerramento de muitas praias e gerou perdas significativas no sector do turismo. Em certos lugares, os res\u00edduos s\u00f3lidos foram lan\u00e7ados diretamente no mar ou perto de zonas h\u00famidas preciosas.\n\nO Mar Negro \u00e9 uma importante via para o tr\u00e1fego de petroleiros; por ela circulando anualmente 70 000 milh\u00f5es de toneladas de petr\u00f3leo. Os acidentes petrol\u00edferos, as descargas ilegais e os res\u00edduos petrol\u00edferos do Dan\u00fabio causam problemas graves de polui\u00e7\u00e3o da ordem das 100 000 toneladas de petr\u00f3leo por ano.\n\n<strong>Conven\u00e7\u00f5es regionais:<\/strong>\u00a0A Conven\u00e7\u00e3o de Bucareste, de 1992, sobre a prote\u00e7\u00e3o do Mar Negro contra a polui\u00e7\u00e3o foi ratificada em 1994.\n\n<strong>Compreende tr\u00eas Protocolos espec\u00edficos sobre :<\/strong>\n<blockquote><strong>1.\u00a0<\/strong>O controlo das fontes terrestres de polui\u00e7\u00e3o<strong>\n2.\u00a0<\/strong>A descarga de res\u00edduos<strong>\n3.<\/strong>\u00a0A a\u00e7\u00e3o conjunta em caso de acidentes (como o derrame de petr\u00f3leo, as chamadas mar\u00e9s negras)<\/blockquote>\n<strong>Mar C\u00e1spio<\/strong>\n\nO Mar C\u00e1spio \u00e9 a maior extens\u00e3o de \u00e1gua fechada do mundo. O Sudeste da Europa encontra-se a\u00ed com a \u00c1sia. Onze milh\u00f5es de pessoas vivem \u00e0 volta do Mar C\u00e1spio. Este mar n\u00e3o tem liga\u00e7\u00e3o aos oceanos, o seu n\u00edvel situa-se atualmente 26,5 metros abaixo do n\u00edvel do mar e a sua \u00e1gua \u00e9 tr\u00eas vezes menos salgada do que a dos oceanos. O Mar C\u00e1spio, situado em diversas cinturas clim\u00e1ticas, cont\u00e9m uma grande biodiversidade. Nele vivem 400 esp\u00e9cies que s\u00f3 ali \u00e9 poss\u00edvel encontrar. S\u00e3o tamb\u00e9m numerosas as aves que ali habitam durante todo o ano, em particular nas esta\u00e7\u00f5es de migra\u00e7\u00f5es.\n\nO c\u00e9lebre esturj\u00e3o deste mar representou, por si s\u00f3, aproximadamente 80% da ind\u00fastria mundial do caviar, no per\u00edodo em que esta atingiu o seu auge.\n\nO Mar C\u00e1spio sofre, atualmente, a press\u00e3o crescente das atividades humanas, o que conduz a um aumento da eutrofiza\u00e7\u00e3o, \u00e0 polui\u00e7\u00e3o da \u00e1gua por metais pesados, \u00e0 polui\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e \u00e0 sobre explora\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies marinhas. O esturj\u00e3o do Mar C\u00e1spio encontra-se em vias de extin\u00e7\u00e3o.\n\nOs complexos petroqu\u00edmicos e as refinarias s\u00e3o fontes importantes de polui\u00e7\u00e3o resultante de atividades terrestres e as descargas e derrames acidentais de petr\u00f3leo bem como a extra\u00e7\u00e3o de g\u00e1s t\u00eam um grave impacte no ambiente.\n\nAos problemas ligados \u00e0s atividades humanas veio juntar-se o de uma subida do n\u00edvel do mar C\u00e1spio de quase 2,3 metros, desde 1978. Essa subida misteriosa deslocou milhares de pessoas, destruiu investimentos na ind\u00fastria e em infraestruturas e causou graves amea\u00e7as de polui\u00e7\u00e3o pelos res\u00edduos que flutuam perto das costas.\n\n<strong>Conven\u00e7\u00f5es regionais:\u00a0<\/strong>O Programa Ambiental do C\u00e1spio (CEP) e a Conven\u00e7\u00e3o do C\u00e1spio\n\nO CEP \u00e9 um programa regional criado por e para os cinco Estados do litoral do C\u00e1spio e financiado por organismos da ONU, o Banco Mundial, a Uni\u00e3o Europeia, entre outros.\n\nVisa conter a deteriora\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es ambientais do Mar C\u00e1spio. Em Novembro de 2003, a Conven\u00e7\u00e3o-Quadro para a Prote\u00e7\u00e3o do Ambiente Marinho do Mar C\u00e1spio (Conven\u00e7\u00e3o de Teer\u00e3o) foi aprovada, sob os auspicios do PNUA. Visa facilitar o estabelecimento de objetivos ambientais concretos.\n\n<strong>Mar Mediterr\u00e2neo<\/strong>\n\nO Mar Mediterr\u00e2neo, que outrora acolheu os imp\u00e9rios eg\u00edpcio, fen\u00edcio, grego e romano, conta hoje com 160 milh\u00f5es de habitantes e um n\u00famero semelhante de visitantes por ano. \u00c9, em geral pouco profundo, uma vez que a profundidade m\u00e9dia ronda os 1500 metros e a m\u00e1xima \u00e9 de 5150 metros, abaixo da costa sul da Gr\u00e9cia. Trata-se quase de uma bacia completamente fechada, cuja maior fonte de renova\u00e7\u00e3o \u00e9 o continuo afluxo de \u00e1gua superficial procedente do Oceano Atl\u00e2ntico. A total renova\u00e7\u00e3o das suas \u00e1guas, feita atrav\u00e9s do Estreiro de Gibraltar, com apenas 300 metros de profundidade, demora mais de um s\u00e9culo. Este fraco afluxo, aliado \u00e0 forte evapora\u00e7\u00e3o, torna o Mar Mediterr\u00e2neo mais salgado do que o Oceano Atl\u00e2ntico.\n\nO Mediterr\u00e2neo \u00e9 conhecido por ter albergado 19 esp\u00e9cies de Cet\u00e1ceos, entre as quais podemos citar o golfinho raiado e o cachalote. Encontram-se tamb\u00e9m no Mediterr\u00e2neo tr\u00eas esp\u00e9cies de tartaruga do mar, duas das quais nidificam a\u00ed e constitu\u00edam popula\u00e7\u00f5es numerosas. Estas tartarugas do mar est\u00e3o cada vez mais amea\u00e7adas pela degrada\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios de nidifica\u00e7\u00e3o, devido ao desenvolvimento costeiro, bem como pela sua captura acidental.\n\nA densidade do tr\u00e1fego de navios mercantes \u00e9 a\u00ed particularmente elevada. Embora o Mar Mediterr\u00e2neo represente menos de 1% do superf\u00edcie total do planeta coberta por oceanos, representa 30% do transporte mar\u00edtimo mundial. Um quinto dos acidentes mundiais que envolveram petroleiros teve lugar nas suas \u00e1guas.\n\nO Mediterr\u00e2neo \u00e9 o principal destino tur\u00edstico do mundo (30% do turismo mundial). O turismo costeiro provoca uma redu\u00e7\u00e3o dos s\u00edtios naturais e uma altera\u00e7\u00e3o das paisagens.\n\nAs migra\u00e7\u00f5es maci\u00e7as para os principais centros urbanos geram uma press\u00e3o acrescida sobre os servi\u00e7os urbanos e ultrapassam a sua capacidade em termos de abastecimento de \u00e1gua, de infraestruturas de transporte e de sistemas de saneamento. Mais de 500 milh\u00f5es de toneladas de \u00e1gua de esgotos s\u00e3o lan\u00e7ados no mar por ano, juntamente com 120 000 toneladas de \u00f3leos minerais, 60 000 toneladas de detergentes, 100 toneladas de merc\u00fario, 3800 toneladas de chumbo e 3600 toneladas de fosfatos.\n\nA ind\u00fastria da pesca exerce uma press\u00e3o constante tanto sobre o ambiente como sobre as unidades populacionais de peixes.\n\n<strong>Conven\u00e7\u00f5es regionais:\u00a0<\/strong>O Plano de A\u00e7\u00e3o para o Mediterr\u00e2neo (MAP)\n\nEm 1975, a CEE e 20 pa\u00edses mediterr\u00e2nicos aprovaram o Plano de A\u00e7\u00e3o para o Mediterr\u00e2neo (MAP). Foi aprovado, em 1976, com o nome de Conven\u00e7\u00e3o de Barcelona para a Prote\u00e7\u00e3o do Mar Mediterr\u00e2neo contra a Polui\u00e7\u00e3o. O MAP inicia propostas e a\u00e7\u00f5es regionais a favor do desenvolvimento sustent\u00e1vel na regi\u00e3o mediterr\u00e2nica.\n\nAs quest\u00f5es relacionadas com a pesca s\u00e3o debatidas no seio da Comiss\u00e3o Geral da Pesca para o Mediterr\u00e2neo, criada pelo acordo aprovado na Confer\u00eancia da FAO, em 1949, e que entrou em vigor em Fevereiro de 1952.\n\n<strong>A\u00e7\u00e3o internacional<\/strong>\n\nA Conven\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Direito do Mar, que foi assinada em 1982 e entrou em vigor em 1994, constitui o quadro jur\u00eddico para os oceanos, integrando as regras para as extra\u00e7\u00f5es em \u00e1guas profundas e as zonas econ\u00f3micas exclusivas, que se estender\u00e3o por 200 milhas n\u00e1uticas \u00e0 volta dos estados-na\u00e7\u00e3o.\n\nEm 2002, na Cimeira Mundial sobre Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, os pa\u00edses comprometeram-se a criar uma rede internacional de prote\u00e7\u00e3o das zonas marinhas e costeiras.\n\nO Programa de A\u00e7\u00e3o Mundial do PNUA para a Prote\u00e7\u00e3o do Ambiente Marinho contra as Atividades Terrestres exige formas inovadoras de colabora\u00e7\u00e3o entre os governos, organiza\u00e7\u00f5es e institui\u00e7\u00f5es, a todos os n\u00edveis regional, nacional e mundial.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.agua.bio.br\/www.profrios.hpg.ig.com.br\/www.encyclopedia.com\/www.tratamentodeesgoto.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c1gua Salgada, Terra, Mar, Oceanos, Caracter\u00edsticas, Mares, Brasil, Propriedade, Transforma\u00e7\u00f5es, Curiosidade, Uso, Utiliza\u00e7\u00e3o, \u00c1gua Salgada<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5804,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[53],"tags":[],"class_list":["post-5799","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-meio-ambiente-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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