{"id":5510,"date":"2015-12-03T00:00:00","date_gmt":"2015-12-03T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/pangeia\/"},"modified":"2026-08-31T18:02:18","modified_gmt":"2026-08-31T18:02:18","slug":"pangeia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/geografia-2\/pangeia\/","title":{"rendered":"Pangeia"},"content":{"rendered":"\n<strong>Pangeia &#8211; O que \u00e9\u00a0<\/strong>\n\nQuase 300 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, a geografia da Terra era drasticamente diferente do que \u00e9 hoje. Este per\u00edodo de tempo, entre 280 milh\u00f5es e 230 milh\u00f5es de anos antes do presente, era conhecido como o final do Paleoz\u00f3ico ao in\u00edcio da Era Mesoz\u00f3ica, e foi durante esses per\u00edodos que a Terra consistia em um oceano coletivo, chamado Panthalassa, e uma \u00fanica massa de terra ou supercontinente conhecido como Pangeia. Este nome deriva da palavra grega &#8216;pan&#8217; que significa tudo ou todo, e Gaia que se refere \u00e0 M\u00e3e Terra.\n\nEstima-se que a Pangea tenha se formado originalmente h\u00e1 cerca de 335 milh\u00f5es de anos, mas talvez n\u00e3o tenha sido a primeira ou a \u00fanica forma continental. Provavelmente, essa forma\u00e7\u00e3o continental foi criada a partir da uni\u00e3o de outros continentes e massas terrestres na Terra. Isso pode ser assumido em parte devido ao fato de que os continentes e as placas tect\u00f4nicas &#8211; grandes placas da crosta terrestre que comp\u00f5em a superf\u00edcie do nosso planeta &#8211; est\u00e3o em constante movimento, afastando-se ou colidindo.\n\nEsse processo est\u00e1 acontecendo continuamente, apenas ocorre em um ritmo t\u00e3o lento em termos humanos, que n\u00e3o vemos nenhuma mudan\u00e7a significativa na vida humana, ou mesmo na hist\u00f3ria dos humanos em geral.\n<h4>A Deriva Dos Continentes: O Contexto Na Nova Geologia Global<\/h4>\n<h4><strong>1. Introdu\u00e7\u00e3o: A Estrutura Da Terra<\/strong><\/h4>\nAtrav\u00e9s do estudo da velocidade de propaga\u00e7\u00e3o das ondas s\u00edsmicas no interior das camadas mais profundas durante os terremotos, cientistas e ge\u00f3logos do mundo inteiro chegaram a um consenso sobre a estrutura interna da terra. Admite-se hoje que a Terra seja formada por uma crosta (com cerca de 30 a 40 Km de espessura em m\u00e9dia) e um manto superior (que vai at\u00e9 aos 100 metros de profundidade) que juntos formam a Litosfera r\u00edgida e pl\u00e1stica.\n\nAbaixo desta camada encontra-se o manto inferior (que vai at\u00e9 aos 2.890 Km), que atrav\u00e9s de fus\u00f5es parciais, mant\u00e9m suas rochas num estado constante de alta viscosidade, que provoca corrente de convec\u00e7\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Litosfera.\n\nO manto inferior cont\u00e9m ainda a ZBV (Zona de baixa Velocidade), a qual o separa do manto superior, formando o que se denomina por Astenosfera.\n\nEm seguida, encontra-se um n\u00facleo externo (que chega aos 5100 Km de profundidade) no estado l\u00edquido formado por ligas de Ferro e N\u00edquel principalmente. Por fim, o n\u00facleo interno encontra-se no estado s\u00f3lido com constitui\u00e7\u00e3o semelhante ao n\u00facleo externo.\n\nA crosta \u00e9 dividida do manto pela descontinuidade de Mohorovicic ou Moho; enquanto que o manto se separa do n\u00facleo pela descontinuidade de Guttemberg.\n\n<strong>A crosta ainda \u00e9 dividida em duas partes fundamentais:<\/strong> a Crosta Continental (formada por rochas com densidade em torno de 2,8 e constitu\u00edda essencialmente por Sil\u00edcio e Alum\u00ednio &#8211; SIAL) e a Crosta Oce\u00e2nica (de rochas mais pesadas com cerca de 3,3 de densidade e formadas por Sil\u00edcio e Magn\u00e9sio &#8211; SIMA).\n<h4>2. Origem<\/h4>\nDurante o jur\u00e1ssico, que se iniciou h\u00e1 cerca de 180 milh\u00f5es de anos, a Pangeia come\u00e7ou a se dividir e a formar os atuais continentes.\n\nA deriva continental est\u00e1 entre as for\u00e7as mais poderosas que afetam as mudan\u00e7as evolucion\u00e1rias.\n\nA tect\u00f4nica das placas tem estado em funcionamento desde os primeiros est\u00e1gios da Terra e tem desempenhado um papel de destaque na hist\u00f3ria da vida. As mudan\u00e7as na configura\u00e7\u00e3o relativas dos continentes e dos oceanos t\u00eam influenciado o ambiente, os padr\u00f5es clim\u00e1ticos e a composi\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies. As cont\u00ednuas mudan\u00e7as na ecologia do mundo t\u00eam exercido um profundo efeito no curso da evolu\u00e7\u00e3o e, consequentemente sobre a diversidade dos organismos vivos.\n\nDurante per\u00edodos de r\u00e1pidas convec\u00e7\u00f5es do manto os supercontinentes foram divididos. Essa separa\u00e7\u00e3o levou \u00e0 compreens\u00e3o das bacias oce\u00e2nicas, \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar e as transgress\u00f5es marinhas sobre a terra. A r\u00e1pida convec\u00e7\u00e3o do manto aumenta o vulcanismo, o que eleva a quantidade de di\u00f3xido de carbono na atmosfera resultando num forte efeito estufa, com condi\u00e7\u00f5es de calor em todo o mundo. Esses epis\u00f3dios ocorreram de aproximadamente 200 h\u00e1 50 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s.\n\nQuando a convec\u00e7\u00e3o do manto era baixa, as massas da terra juntaram-se num supercontinente. Essa conex\u00e3o levou ao alargamento das bacias oce\u00e2nicas, diminuindo os n\u00edveis globais do mar e provocando um recuo das \u00e1guas, da terra para o mar. Al\u00e9m disso, o CO2 atmosf\u00e9rico foi reduzido em conseq\u00fc\u00eancia dos baixos n\u00edveis de vulcanismo e de desenvolvimento de um &#8220;efeito geleira&#8221;, o qual produz temperaturas mais frias em todo o mundo.\n\nEssas condi\u00e7\u00f5es prevaleceram de aproximadamente 700 a 500 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, e durante a \u00faltima parte do per\u00edodo Cenozoico.\n<h4>3. Provas Documentais<\/h4>\n<blockquote>Uma evid\u00eancia \u00e9 que algumas cadeias de montanhas antigas de um continente t\u00eam a sua continua\u00e7\u00e3o em outro.\nForma\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas iguais, com rochas e estruturas id\u00eanticas s\u00e3o encontradas nos continentes dos dois lados do atl\u00e2ntico.\nO registro f\u00f3ssil do Carbon\u00edfero e do Permiano \u00e9 semelhante entre a Am\u00e9rica do Norte e Europa e entre os continentes do hemisf\u00e9rio Sul e \u00cdndia.\nA concord\u00e2ncia entre os litorais da \u00c1frica e Am\u00e9rica do Sul tem sido admirada uns 350 anos.<\/blockquote>\n<h4>4. Evid\u00eancias<\/h4>\n<strong>4.1. Paleoclima<\/strong>\n\nSe os continentes ocupam posi\u00e7\u00f5es diferentes na superf\u00edcie da Terra, a distribui\u00e7\u00e3o das zonas clim\u00e1ticas deve ter mudado no passado e essa mudan\u00e7a \u00e9 diferente em cada continente.\n\nAs glacia\u00e7\u00f5es Permocarbon\u00edferas mostraram que os continentes do Hemisf\u00e9rio Sul e \u00cdndia estavam unidos sobre a regi\u00e3o ant\u00e1rtica durante esse tempo e, depois sa\u00edram da\u00ed.\n\nDunas antigas e dire\u00e7\u00e3o do paleovento.\n\nDistribui\u00e7\u00e3o de Evaporitos. Para haver acumula\u00e7\u00e3o de sal em dep\u00f3sitos espessos \u00e9 necess\u00e1rio um clima quente e \u00e1rido. Os dep\u00f3sitos modernos est\u00e3o se formando nestas condi\u00e7\u00f5es, por evapora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua do mar ou lago salgado. Evaporitos encontrados nas plataformas continentais atl\u00e2nticas da \u00c1frica e da Am\u00e9rica do Sul s\u00e3o uma das evid\u00eancias do movimento de separa\u00e7\u00e3o entre os continentes.\n\nAntigos recifes de algas coral\u00edneas foram achados no Paleoz\u00f3ico inferior do c\u00edrculo \u00e1rtico, estes corais s\u00e3o caracter\u00edsticos do equador, donde se conclui que, no paleoz\u00f3ico inferior, o equador passava por estas regi\u00f5es.\n\n<strong>4.2. Paleomagnetismo<\/strong>\n\nIsso fez com que se criasse a teoria de que o p\u00f3lo magn\u00e9tico se moveu e ocupou posi\u00e7\u00f5es distintas atrav\u00e9s da hist\u00f3ria da Terra. Mas se isso fosse verdade, todos os continentes tinham que ter suas rochas magn\u00e9ticas orientadas para a mesma dire\u00e7\u00e3o em um dado per\u00edodo de tempo. Ao ser feita a curva do movimento do p\u00f3lo ao longo dos per\u00edodos geol\u00f3gicos, verifique-se que cada continente tem sua curva, que \u00e9 distinta dos outros continentes.\n\n<strong>Somente uma explica\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel diante deste resultado:<\/strong> os continentes se moveram independentemente uns dos outros. Ao juntar dois continentes que estariam unidos no passado, pela teoria de Deriva continental, as curvas eram as mesmas.\n<h4>5. De Onde Surgiu A Ideia?<\/h4>\nA ideia dos continentes \u00e0 deriva \u00e9 muito antiga e surgiu algum tempo depois que os cart\u00f3grafos europeus come\u00e7aram a mostrar o contorno das costas do novo mundo. Em 1596, quase cem anos ap\u00f3s as viagens de Colombo e Cabral, o cart\u00f3grafo alem\u00e3o Abraham Ortelius, de tanto fazer mapas, notou a similaridade no contorno das Am\u00e9ricas, Europa e \u00c1frica e concluiu no seu trabalho Thesaurus Geographicus que estes continentes estavam juntos e depois se desmembraram devido \u00e0s press\u00f5es causadas por terremotos e inunda\u00e7\u00f5es (floods).\n\nUm pouco mais tarde, Sir Francis Bacon, no seu trabalho Novanun Organum, publicado em 1620, comentou que as similaridades entre os continentes eram fortes demais para representarem uma simples coincid\u00eancia. Em 1658 R.P.\n\n<strong>Fran\u00e7ois Placet escreveu um memorando:<\/strong> La corruption du grand ete petit monde, ou il este montr\u00e9 que devant le d\u00e9luge, l&#8217;Amerique n&#8217;\u00e9tait point separ\u00e9e des autre parties du monde no qual sugere que o Novo Mundo se separou do Velho Mundo ocasionando a inunda\u00e7\u00e3o do Oceano Atl\u00e2ntico. Alexander von Humboldt em 1800 retorna esta id\u00e9ia e afirma que o Atl\u00e2ntico \u00e9, essencialmente, um imenso vale de rio que foi se separando aos poucos por um grande volume de \u00e1gua.\n\nEm 1858 surgem os primeiros argumentos puramente geol\u00f3gicos com Ant\u00f4nio Snider &#8211; Pellegrini.\n\n<strong>No seu trabalho:<\/strong> La Cr\u00e9ation et Ses Myst\u00e8rs D\u00e9voiles \u00e9 mostrado a semelhan\u00e7a existente entre a flora f\u00f3ssil de uma camada carv\u00e3o de 300 milh\u00f5es de anos aflorante nos Estados unidos e Europa. Para ilustrar a sua explica\u00e7\u00e3o para o fato, Snider &#8211; Pellegrini criou o primeiro diagrama com a reconstitui\u00e7\u00e3o dos continentes.\n\nEm 1880 Eduard Suess defendeu a id\u00e9ia que a \u00c1frica, Am\u00e9rica do Sul, Austr\u00e1lia e \u00cdndia faziam parte de um mesmo continente, o qual denominou de Gondwanaland (terra do antigo reino dos Gonds na \u00cdndia). Neste mesmo ano Osmond Fisher e George Darwin desenvolveram a hip\u00f3tese que a Lua se desprendeu da regi\u00e3o do Oceano Pac\u00edfico, ocasionando o desequil\u00edbrio e movimento dos continentes.\n\nEntre 1908 e 1922 dois americanos, Frank B. Taylor e Howard B. Backer, independente e quase simultaneamente publicaram diversos artigos sobre a deriva dos continentes tendo como base a continuidade das cadeias de montanhas modernas nos diversos continentes. Baker, em 1908, acreditava que h\u00e1 200 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s havia uma s\u00f3 massa de terra situada na regi\u00e3o da Ant\u00e1rtida e, dois anos mais tarde, Taylor defendeu que, ap\u00f3s o rompimento deste supercontinente, os fragmentos continentais resultantes se movimentaram em dire\u00e7\u00e3o a regi\u00e3o do Equador.\n\nPortanto, quando Alfred Lothar Wegener em 1912 publicou o seu primeiro trabalho a id\u00e9ia de deriva dos continentes j\u00e1 tinha mais de 300 anos.\n\n<strong>Mas este astr\u00f4nomo, geof\u00edsico e meteorologista alem\u00e3o construiu uma teoria consubstanciada em argumentos s\u00f3lidos e dados levantados por diversas \u00e1reas do conhecimento cient\u00edfico<\/strong>: geografia, geologia, biologia e climatologia.\n\n<strong>5.1. Evid\u00eancias Geom\u00e9tricas<\/strong>\n\nComo se pode perceber os atuais fragmentos continentais ainda se encaixam como um quebra-cabe\u00e7a gigante. As imperfei\u00e7\u00f5es verificadas na montagem s\u00e3o causadas pela din\u00e2mica da superf\u00edcie do planeta que, devido \u00e0 descida subida do n\u00edvel do mar ou \u00e0 eros\u00e3o, alarga ou diminui a costa dos continentes. Como o n\u00edvel do mar varia bastante ao longo do tempo, fica dif\u00edcil determinar qual \u00e9, o formato dos continentes utilizando-se somente os dados das plantas cartogr\u00e1ficas, como havia feito Wegener.\n\nPara contornar o problema, os cientistas modernos se utilizam tamb\u00e9m de dados batim\u00e9tricos, magnetom\u00e9tricos e gravim\u00e9tricos, os quais com a ajuda de programas de computador, permitem reconstruir com fidelidade o contorno continental representado pelo in\u00edcio da plataforma.\n<h4>6. Continentes \u00c0 Deriva E As Id\u00e9ias De Wegener<\/h4>\n<strong>6.1. Evid\u00eancias Paleol\u00f3gicas<\/strong>\n\n<strong>Os f\u00f3sseis considerados por Wegener foram:<\/strong>\n<blockquote><strong>Glossopteris: <\/strong>Esp\u00e9cie vegetal t\u00edpica de climas frios existentes no Carbon\u00edfero &#8211; Permiano &#8211; Tri\u00e1ssico (350-200 M.a), encontrada na Am\u00e9rica do Sul, \u00c1frica, Madagascar, \u00cdndia Ant\u00e1rtida e Austr\u00e1lia. <strong>\nMesosaurus: <\/strong>R\u00e9ptil existente no Permiano (245-2866 M.aa) encontrado no Brasil, Argentina e \u00c1frica do Sul. <strong>\nLystosaurus: <\/strong>R\u00e9ptil existente no Tri\u00e1ssico (248-211333 M..a) encontrado \u00c1frica Central, Madagascar, \u00cdndia e Ant\u00e1rtida. <strong>\nCynognathus<\/strong>: R\u00e9ptil existente no Tri\u00e1ssico (248-211333 M..a) encontrado na Am\u00e9rica do Sul e \u00c1frica Central.<\/blockquote>\n<strong>6.2. Evid\u00eancias Geol\u00f3gicas <\/strong>\n\nWegener argumentava que algumas cadeias que se encontravam bruscamente interrompidas, como seria o caso de cadeias na Argentina e \u00c1frica do Sul, adquiriam perfeita continuidade quando se juntavam a Am\u00e9rica e \u00c1frica.\n\nEntretanto, o argumento geol\u00f3gico mais forte que Wegener apresentou est\u00e1 relacionado com o empilhamento estratigr\u00e1fico de rochas que ocorre no nordeste da \u00cdndia, Ant\u00e1rtida, sudeste da Am\u00e9rica do Sul, leste da \u00c1frica e Austr\u00e1lia, as quais possuem idades variando entre 300 e 135 M.a atr\u00e1s.\n\nEsta sucess\u00e3o de rochas (chamadas de seq\u00fc\u00eancia Gondwana), sendo resultante dos mesmos processos tect\u00f4nicos e deposicionais, mas est\u00e3o distribu\u00eddas em diferentes \u00e1reas, o que refor\u00e7a a id\u00e9ia da jun\u00e7\u00e3o dos continentes no hemisf\u00e9rio sul em \u00e9pocas anteriores a 135 M.a.\n\n<strong>6.3. As causas da deriva<\/strong>\n\nInspirados na ideia de Wegener muitos outros geocientistas aprimoraram a reconstitui\u00e7\u00e3o do movimento dos continentes, organizando a seguinte sequ\u00eancia de eventos.\n<blockquote><strong>Tempo anterior a 300 M.a:<\/strong> Outras formas continentais em movimento;\n<strong>Entre 300 a 225 M.a:<\/strong> Forma\u00e7\u00e3o de um s\u00f3 continente &#8211; Pangeia &#8211; cercado por um s\u00f3 oceano &#8211; Pantalassa;\n<strong>Entre 200 a 180 M.a:<\/strong> <strong>In\u00edcio de separa\u00e7\u00e3o dos blocos Gondwana e Laur\u00e1sia e rompimento do Gondwana em dois sub-blocos:<\/strong> (1) \u00c1frica &#8211; Am\u00e9rica do Sul e (2) Ant\u00e1rtida \u0096 \u00cdndia &#8211; Austr\u00e1lia. Avan\u00e7o do Mar de T\u00e9tis entre os blocos sub-divididos;\n<strong>135 M.a:<\/strong> In\u00edcio do rompimento do Am\u00e9rica do Sul da \u00c1frica e separa\u00e7\u00e3o da \u00cdndia do sub-bloco 2.\n<strong>65 M.a aos dias de hoje:<\/strong> Movimento de rota\u00e7\u00e3o da \u00c1frica para norte, indo de encontro a Eur\u00e1sia, choque da \u00cdndia com a \u00c1sia; separa\u00e7\u00e3o Am\u00e9rica do Norte da Eur\u00e1sia; separa\u00e7\u00e3o da Austr\u00e1lia da Ant\u00e1rtida.<\/blockquote>\n<h4>7. A Teoria De Suess<\/h4>\nAs ideias admitidas at\u00e9 meados do s\u00e9culo XIX sobre a origem do relevo da Terra eram as propostas por Edward Suess, ge\u00f3logo austr\u00edaco, no final do resfriamento da crosta atrav\u00e9s de um processo de contra\u00e7\u00e3o, tal como uma ma\u00e7\u00e3 que vai ressecando sua casca e ent\u00e3o enruga. Com isso, Suess explicava como surgiram as altas cadeias montanhosas do mundo.\n\nPara explicar a semelhan\u00e7a de faunas e floras f\u00f3sseis em diferentes partes do mundo, Suess propunha a exist\u00eancia de passarelas de terra entre aos continentes que afundaram posteriormente com os processos do mar.\n\nAs regress\u00f5es e as transgress\u00f5es marinhas eram explicadas pelo processo de isostasia (uma esp\u00e9cie de lei de compensa\u00e7\u00e3o de volume).\n\nIsso explicaria os dep\u00f3sitos marinhos de sedimentos sobre os continentes, pois atrav\u00e9s das transgress\u00f5es marinhas (causadas pelo dep\u00f3sito de sedimentos no fundo dos oceanos) teriam levado estes para cima dos plat\u00f4s continentais. As regress\u00f5es seriam causadas devido a rebaixamentos e depress\u00f5es do fundo oce\u00e2nico.\n\n<strong>8. Conclus\u00e3o<\/strong>\n\nA deriva continental causou um profundo efeito sobre a vida deste Planeta desde o seu in\u00edcio. Os continentes e as bacias oce\u00e2nicas est\u00e3o continuamente sendo remodeladas pelas diversas placas da crosta que est\u00e3o constantemente em desenvolvimento.\n\nA moderna e jovem teoria de tect\u00f4nica de placas, al\u00e9m de oferecer um modelo completo e elegante sobre o movimento dos continentes, levanta outras quest\u00f5es sobre a Din\u00e2mica da Terra que at\u00e9 ent\u00e3o a humanidade desconhecida.\n\nOs rumos tomados pela geologia, a partir da segunda metade do s\u00e9culo XX apesar de ter comprovado a maioria das evid\u00eancias de Suess, demonstrou a inviabilidade da teoria das passarelas submersas.\n\nEntretanto, alguns problemas de encaixe ainda persistem, principalmente nas costa Leste da \u00c1frica e na regi\u00e3o do Caribe, nas quais os dados dispon\u00edveis ainda n\u00e3o permitem uma reconstitui\u00e7\u00e3o exata.\n\n<strong>&#8220;&#8230;\u00e9 como que se tudo passasse ao recortarmos uma folha de jornal. Basta apenas juntarmos os peda\u00e7os para encontramos os segredos da Terra&#8230;&#8221; (Alfred Lothar Wegener)<\/strong>\n<h4>Deriva continental, tect\u00f4nicas de Placas<\/h4>\nN\u00e3o existe d\u00favida de que a maior contribui\u00e7\u00e3o para a Biogeografia Moderna foi a aplica\u00e7\u00e3o da Teoria Tect\u00f4nica de Placas. Com ela, houve a possibilidade de explica\u00e7\u00f5es sobre a distribui\u00e7\u00e3o de muitos t\u00e1xons disjuntos, que at\u00e9 ent\u00e3o, n\u00e3o passavam de mera especula\u00e7\u00e3o e de teorias, que, algumas hoje parecem absurdas, tais como, as das \u0093Pontes Continentais\u0094, referidas no cap\u00edtulo 1, durante o per\u00edodo Pr\u00e9-Darwianiano e Darwianiano.\n<h4>Mas, o que \u00e9 a Deriva Continental?<\/h4>\n<strong>Uma explica\u00e7\u00e3o simples da teoria da Deriva Continental, hoje conhecida como Teoria Tect\u00f4nicas de Placas, \u00e9:<\/strong> os continentes se deslocaram e deslocam atrav\u00e9s da superf\u00edcie do globo terrestre sobre o manto superior.\n\nPelo deslocamento destas placas, a posi\u00e7\u00e3o atual dos continentes ou por\u00e7\u00f5es de continentes, n\u00e3o correspondem as suas posi\u00e7\u00f5es no passado e n\u00e3o corresponder\u00e3o as suas posi\u00e7\u00f5es no futuro.\n\nA ideia sobre a movimenta\u00e7\u00e3o dos continentes come\u00e7am no s\u00e9culo passado, quando Snider em 1858 publicou um mapa unindo os continentes Africano e da Am\u00e9rica do Sul, conforme relata Brown &amp; Gibson (1983) e Salgado-Labouriau (1994). Brown &amp; Gibson (1983) relatam que em 1910, o ge\u00f3logo americano Taylor publicou uma teoria sobre a forma\u00e7\u00e3o das cadeias de montanhas relacionando-a com a movimenta\u00e7\u00e3o dos continentes. Em 1915, Alfred Wegener, metereologista alem\u00e3o, publicou suas ideias sobre a Deriva Continental.\n\nDe acordo com Brown &amp; Gibson (1983) e Salgado-Labouriau (1994), Wegener baseaou sua teoria na justaposi\u00e7\u00e3o dos continentes, magnetismo, paleoclimas e evid\u00eancias f\u00f3sseis. A teoria de Wegener sintetizava evid\u00eancias de muitas disciplinas como a geologia, geof\u00edsica, paleoclimatologia, paleontologia e biogeografia.\n\n<strong>Brown &amp; Gibson (1983) sumarizam seis conclus\u00f5es de Wegener, as quais, segundo eles, n\u00e3o sofreram altera\u00e7\u00f5es em suas ess\u00eancias, que s\u00e3o:<\/strong>\n<blockquote><strong>1. <\/strong>As rochas continentais s\u00e3o fundamentalmente diferentes, menos densas, mais finas e menos altamente magnetizadas daquelas do fundo do mar. As blocos mais leves dos continentes b\u00f3iam em uma camada viscosa do manto;<strong>\n2. <\/strong>Os continentes estavam unidos em um \u00fanico supercontinente, o Pangea que, dividiu-se em placa menores que moveram-se, flutuando no manto superior. A quebra do Pangea come\u00e7ou no Mesoz\u00f3ico, mas a Am\u00e9rica do Norte ainda ficou conectada com a Europa at\u00e9 o Terci\u00e1rio ou ainda at\u00e9 o Quatern\u00e1rio;<strong>\n3.<\/strong> A quebra do Pangea come\u00e7ou em um vale que gradualmente alargando-se em um oceano. Distribui\u00e7\u00e3o dos maiores terremotos e regi\u00f5es de vulcanismo ativo e eleva\u00e7\u00e3o de montanhas est\u00e3o relacionados com os movimentos destas placas da crosta terrestre;<strong>\n4. <\/strong>Os blocos continentais mant\u00eam ainda seus limites iniciais, exceto, nas regi\u00f5es de eleva\u00e7\u00e3o de montanhas, de tal maneira que se fossem unidos haveria similaridades em rela\u00e7\u00e3o a estratigrafia, f\u00f3sseis, paleoclimas, etc. Estes padr\u00f5es s\u00e3o inconsistentes com qualquer explica\u00e7\u00e3o que assuma a posi\u00e7\u00e3o fixa dos continentes e oceanos;<strong>\n5. <\/strong>Estimativas da velocidade de movimenta\u00e7\u00e3o de certos continentes \u00e9 em torno de 0,3 a 36 m\/ano e mostra que a Groel\u00e2ndia separou-se da Europa a apenas 50.000 a 100.000 anos atr\u00e1s;<strong>\n6. <\/strong>O aquecimento radioativo do manto pode ser a causa prim\u00e1ria para a movimenta\u00e7\u00e3o gradual dos blocos, mas outras for\u00e7as podem estar envolvidas;<\/blockquote>\nNo entanto, a teoria de Wegener ficou no ostracismo quase que por 50 anos.\n\nNo foi apenas em fun\u00e7\u00e3o dos ge\u00f3logos ligados a ind\u00fastria petrol\u00edfera, palent\u00f3logos e outros, mas, no que se refere a sua aplica\u00e7\u00e3o na biogeografia, as teorias do \u0093Centro de Origem\u0094, \u0093Dispers\u00e3o\u0094, \u0093Pontes Continentais\u0094, estavam em alta.\n\n<strong>De acordo com Gibbrian (1986) apud Espinosa &amp; Llorente (1993) encontrou somente uma explica\u00e7\u00e3o pela rejei\u00e7\u00e3o da Teoria de Wegener na \u00e9poca e de sua aceita\u00e7\u00e3o no presente, que era:<\/strong> os interlocutores eram outros, isto \u00e9, para aceit\u00e1-la era necess\u00e1rio uma mudan\u00e7a radical do pensamento geol\u00f3gico da \u00e1poca.\n\nA Teoria de Wegener, somente come\u00e7ou a ser aceita no in\u00edcio dos anos 60, em raz\u00e3o do mapaeamento do fundo oce\u00e2nico, descobertas das fossas abissais, paleomagnetismo das rochas oce\u00e2nicas, entre outras. Estes estudos se tornaram poss\u00edveis em raz\u00e3o da utiliza\u00e7\u00e3o de submarinos durante a Segunda Grande Guerra.\n\nQuando Wegener prop\u00f4s suas ideias, muito pouco era conhecido da estrutura das bacias oce\u00e2nicas. Alguns ge\u00f3logos suspeitavam que o assolho oce\u00e2nico era composto principalmente de basalto (SIMA, que consiste principalmente de sil\u00edcio e magn\u00e9sio), isto baseado apenas em pequenas amostragem feitas em algumas partes dos oceanos. Entretanto, eram bem conhecidos as rochas continentais, compostas grandemente de sil\u00edcio e alum\u00ednio (SIAL). Com rela\u00e7\u00e3o as cordilheiras oce\u00e2nicas era tamb\u00e9m bastante prec\u00e1rio, e apenas do Atl\u00e2ntico era conhecida.\n\nCom o desenvolvimento dos sonares e fat\u00f4metros, foram descoberto vulc\u00f5es submarinos com os cumes achatado ou afilados, com cerca de 3000 a 4000 m de altitude, por\u00e9m submersas. Estes cumes achatados foram denominados \u0093Guyots\u0094 e enquanto que, os afilados de \u0093Seamount\u0094, segundo Brown &amp; Gibson (1983).\n\nEstas estruturas teriam sido ilhas de origem vulc\u00e2nicas que, formadas acima da superf\u00edcie do oceanos, foram desgastadas pela a\u00e7\u00e3o das ondas e eros\u00e3o e\u00f3licas, acabam formando os \u0093Guyots\u0094.\n\n<strong>Al\u00e9m destas descobertas, outras foram feitas, tais como:<\/strong> as placas oce\u00e2nicas de origem bas\u00e1ltica, de espessura fina coberta por sedimentos, sobre astenosfera.\n\nEsta \u00faltima \u00e9 a camada superficial do Manto, sendo a parte inferior denominada de Mesosfera. A astenosfera \u00e9 mais densa que a placa continental e oce\u00e2nica, por\u00e9m menos do que a mesosfera, sendo de consist\u00eancia mais r\u00edgida do que a astensofera (Leinz et al., 1975; Brown &amp; Gibson, 1983 e Salgado-Labouriau, 1994).\n\nTendo estas informa\u00e7\u00f5es foi elaborado uma teoria para a movimenta\u00e7\u00e3o dos continentes, nos quais est\u00e3o envolvidos a forma\u00e7\u00e3o das placas oce\u00e2ncias e os geossinclismos. Esta teoria \u00e9 denominada de \u0093Expans\u00e3o do assoalho oce\u00e2nica\u0094 de 1961, formulada por Dietz.\n\n<strong>A din\u00e2mica desta teoria \u00e9 o seguinte<\/strong>: A medida que ocorre explos\u00f5es vulc\u00e2nicas nas dorsais oce\u00e2nicas v\u00e3o formando os \u0093seamount\u0094 e \u0093guyots\u0094 sobre a placa oce\u00e2ncia, a qual desliza sobre a astenosfera. A jun\u00e7\u00e3o de duas placas oce\u00e2nicas formam um vale, originando as dorsais oce\u00e2nicas. Estas dorsais est\u00e3o espalhadas por todos os oceanos e medem em torno de 70 mil km.\n\nA jun\u00e7\u00e3o de uma placa oce\u00e2nica com um continental, formam as fendas oce\u00e2nicas, com profundidade em m\u00e9dia de 10 km.\n\n<strong>Como as placas continentas s\u00e3o mais espessas e menos densas do que as oce\u00e2nicas, estas, as oce\u00e2nicas s\u00e3o incorporadas ao manto, provocando nas continentais instabilidades, como:<\/strong> forma\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas, terremotos, tremores de terras, forma\u00e7\u00f5es orog\u00eanicas, as quais s\u00e3o denominadas de geossinclismos.\n\nA incorpora\u00e7\u00e3o das placas oce\u00e2nicas no manto obedece o princ\u00edpio de convec\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, a medida que a placa desloca-se de seu ponto de origem, dorsais, sofre esfriamento, tornando-se mais densas at\u00e9 encontrar-se com as continentais, onde forma-se as fendas, sendo mais densa desce e incorpora-se ao manto. Estas fendas s\u00e3o denominadas de zonas de subduc\u00e7\u00e3o (Salgado-Labouriau,1994) ou zonas de Benioff (Brown &amp; Gibson, 1983).\n\nOutro fato importante \u00e9 a data\u00e7\u00e3o das placas oce\u00e2ncias, que giram em torno de 170 milh\u00f5es de anos, isto significa que s\u00e3o bem mais jovens que as continentais, que giram em torno de 1 bilh\u00e3o de anos, isto \u00e9, os cr\u00e1tons, \u00e1reas continentais geologicamente est\u00e1veis (Brown &amp; Gibson, 1983 e Salgado-Labouriau, 1994).\n\nCom modelo definido, encontra-se regi\u00f5es onde ocorre encontro de duas placas oce\u00e2nicas, formando arcos de ilhas oce\u00e2nicas, al\u00e9m de \u00e1reas de geossinclismo intenso (Aleutas, Caribe, Jap\u00e3o, Marianas); encontro de placa oce\u00e2nica e continental (Nazca e Sul Americana), respons\u00e1vel pela forma\u00e7\u00e3o dos Andes e encontro de duas placas continentais (\u00cdndia com a \u00c1sia), respons\u00e1vel pela forma\u00e7\u00e3o do Himalaia e o Planalto do Tibet.\n\nO processo descrito acima, determina que no manto h\u00e1 convec\u00e7\u00e3o, princ\u00edpio de aquecimento e esfriamento, isto \u00e9, um ciclo. O material do manto aquecido sobe nas regi\u00f5es das cordilheiras oce\u00e2nicas, formando ilhas vulc\u00e2nicas, que deslizam sobre a astenosfera (camada superior do manto) no sentido horizontal. Ao chegar nas regi\u00f5es das fendas choca-se com material da crosta e desce, sendo reincorporadas no manto. Herman Hess(Ge\u00f3logo da Marinha dos USA), nos anos 40-50, foi o primeiro a propor o movimento do assoalho dos oceanos, baseado nas tect\u00f4nicas de placa (crescimento, movimento e destrui\u00e7\u00e3o da crosta).\n\nCom a teoria da Expans\u00e3o do assoalho oce\u00e2nico bem fundamentada, principalmente com dados de paleomagnestismo, que \u00e9 o estudo das orienta\u00e7\u00f5es dos cristais de rochas no tempo de sua forma\u00e7\u00e3o e estudos de padr\u00f5es ao redor do mundo poderiam mostrar as idades e origens das placas, a teoria da deriva continental tornou-se um fato. Com ela \u00e9 poss\u00edvel explicar a maioria das distribui\u00e7\u00f5es dos organismo no planeta.\n\n<strong>Algumas evid\u00eancias da Deriva Continental. <\/strong>\n<blockquote><strong>1<\/strong>&#8211; Cristas Mesoce\u00e2nicas ou Dorsais oce\u00e2nicas.<strong>\n2<\/strong>&#8211; Paleomagnetismo, com orienta\u00e7\u00e3o para os polos e paralelas nos dois lados das dorsais.<strong>\n3<\/strong>&#8211; Falha de San Andrews na Calif\u00f3rnia.<strong>\n4<\/strong>&#8211; Rift Valley na Costa Leste Africana<strong>\n5<\/strong>&#8211; Mesosaurus no Am\u00e9rica do Sul e \u00c1frica<strong>\n6<\/strong>&#8211; Flora de Glossopteris (Am\u00e9rica do Sul, \u00c1frica, \u00cdndia, Austr\u00e1lia, Ant\u00e1rtida).<strong>\n7<\/strong>&#8211; Flora Con\u00edfera (climas tropicais) Leste da Am\u00e9rica do Norte e Oeste da Europa.<strong>\n8<\/strong>&#8211; Flora de Archaeopteris (R\u00fassia, Irlanda, Canad\u00e1 e Estados Unidos).<\/blockquote>\n<h4><strong>Mas como a teoria da Deriva Continental come\u00e7ou a ser utilizada em estudos da Biogeografia?<\/strong><\/h4>\nCom a aceita\u00e7\u00e3o da deriva continental, os primeiros estudos, incluindo Wegener, partiram da premissa que havia um supercontinente \u0093Pangea\u0094 e este sofreu um ruptura em dois.\n\n<strong>Um no hemisf\u00e9rio Norte (Laur\u00e1sia), compreendendo: <\/strong>Am\u00e9rica do Norte, Groel\u00e2ndia, Europa e \u00c1sia, exceto a \u00cdndia. O outro no Sul (Gondwana), formada pela Am\u00e9rica do Sul, \u00c1frica, Mad\u00e1gascar, \u00cdndia, Austr\u00e1lia e Ant\u00e1rtida. No entanto, ap\u00f3s algum tempo, observou-se que, havia grupos taxon\u00f4micos, com suas rela\u00e7\u00f5es de parentesco bem definidas que n\u00e3o enquadravam-se neste padr\u00e3o, principalmente, com rela\u00e7\u00e3o ao hemisf\u00e9rio Norte.\n\nA Gondwana, o que tudo indica foi um supercontinente desde 600 milh\u00f5es de anos at\u00e9 a sua ruptura, isto \u00e9, em torno de 100 milh\u00f5es de anos, por\u00e9m com posi\u00e7\u00f5es diferentes daquelas do Mesoz\u00f3ico (Scotese &amp; Barrett, 1991). Segundo Scotese (1997-Internet), a Gondwana era parte de um supercontinente denominado de Pannotia.\n\n<strong>Durante o Paleoz\u00f3ico, segundo Scotese &amp; McKerrow, 1990, alguns pequenos continentes eram adjacentes a Gondwana, como:<\/strong> Iucata (M\u00e9xico), Fl\u00f3rida, Avalonia, Sul e Centro da Europa, Cim\u00e9ria, Tibet e Sudeste da \u00c1sia. O Polo Sul (PS) encontrava-se no Norte da \u00c1frica, durante o Cambriano. A Gondwana moveu-se rapidamente, sendo que o PS no final do Siluriano estava no Brasil e no Sul da Argentina no final do Devoniano. No Leste do Sul da \u00c1frica no Carbon\u00edfero e in\u00edcio do Permiano pr\u00f3ximo do centro da Ant\u00e1rtida.\n\nO per\u00edodo Ordoviciano foi caracterizado por v\u00e1rias bacias oce\u00e2nicas e um grande Oceano &#8211; Pantal\u00e1ssico. A Laurentia, Baltica, Sib\u00e9ria e Gondwana estavam dispersam. Entre a B\u00e1ltica e Laurentia havia o Oceano Iapetus (Scotese, 1997-Internet). Neste per\u00edodo, devido a um derretimento da camada de g\u00ealo no Sul da Gondwana (Norte e Centro da \u00c1frica e Bacia Amaz\u00f4nica), esfriou os oceanos provocando uma extin\u00e7\u00e3o de organismos de \u00e1gua quente que viviam pr\u00f3ximo do equator.\n\nNo Siluriano ocorre a colis\u00e3o da Laurentia com a B\u00e1ltica, fechando o O. Iapetus, formando as Caled\u00f4nias na Scandinavia, Norte da Gran Bret\u00e2nia e Groel\u00e2ndia, no leste da Am\u00e9rica do Norte forma-se o Norte das Apalachianas. J\u00e1 o Norte e Sul da China, derivam da Indo-Austr\u00e1lia e migram para o Norte.\n\nNo final do Paleoz\u00f3ico muitos dos paleocontinentes colidem formando a Pangea que se estende de P\u00f3lo a P\u00f3lo, margeado a leste pelo Oceano Paleo-Tethys e a oeste pelo Oceano Pantal\u00e1ssico.\n\n<strong>Por\u00e9m a leste h\u00e1 v\u00e1rios continentes que n\u00e3o estavam unidos a Pangea, como:<\/strong> Norte e Sul da China, Cim\u00e9ria (Parte da Turquia, Ir\u00e3, Afagnist\u00e3o, Tibet, Indochina e Malaya). Estes continentes tamb\u00e9m migraram para o Norte colidindo com a Sib\u00e9ria. Este \u00faltimo ao colidir com a B\u00e1ltica forma os Montes Urais.\n\n<strong>No Mesoz\u00f3ico, ocorre a forma\u00e7\u00e3o de um grande continente, Pangea. Por\u00e9m a parte Norte, como foi visto acima foi formado pela colis\u00e3o de v\u00e1rios continentes, tais como: <\/strong>\n<blockquote>Laurentia (Noroeste da Irlanda, Esc\u00f3cia, Groel\u00e2ndia, Norte do Alaska e a Pen\u00edsula de Chukotskiy) Scotese &amp; McKerrow (1991). De acordo com Cocks &amp; Fortey, 1991 e Crick, 1991 os ambientes crat\u00f4nicos desta \u00e1rea \u00e9 caracterizada pela ocorr\u00eancia de faunas end\u00eamicas de trilobitas (Bathyuridae) e g\u00eaneros de braqui\u00f3podes. Outro fato importante s\u00e3o as colis\u00f5es ocorridas com a Baltica no final do Siluriano e com a Avalonia, ocorrendo perda na identidade de sua fauna durante o Siluruano e Devoniano. No final do Carbon\u00edfero e Permiano a Laurentia torna-se parte da Pangea (Scotese &amp; Mckerrow, 1991).\nBaltica (Maior parte do Norte da Europa), sendo caracterizada por um grupo distinto de trilobitos asaphid\u00edeos (Cocks &amp; Fortey, 1991)\nAvalonia (Ardennes da B\u00e9lgica e norte da Fran\u00e7a, Inglaterra, Walles, Sudeste da Irlanda, Pen\u00edsula de Avalon, Nova Esc\u00f3cia, Sul da Nova Brunswick e parte costal da Nova Inglaterra).\nEuropa Central e Sul( Regi\u00e3o adjacente com o Norte da \u00c1frica, Ib\u00e9rica, Fran\u00e7a, Alemanha e Bohemia).\nSib\u00e9ria (limitada oeste pela metade Norte dos Urais e Zona Irtych Crush, ao Sul pelo Arco Mong\u00f3lico Sul e Nordeste pelo cintur\u00e3o das dobras de Verhayansk).\nCazaquist\u00e2nia (Extens\u00e3o do Continente Sib\u00e9rico Paleoz\u00f3ico);\nChina e Tarim (3 continentes do Paleoz\u00f3ico, Norte e Sul da China e Tarim).\nCim\u00e9ria (Turquia, Ir\u00e3, Tibet, Shan-Thai, Malaya e Indo-China).<\/blockquote>\nPortanto, o uso deste termo \u0093Laur\u00e1sia\u0094 n\u00e3o reflete a real hist\u00f3ria deste supercontinente. Por exemplo, o leste da \u00c1sia \u00e9 composta por v\u00e1rios fragmentos que se uniram desde o Paleoz\u00f3ico at\u00e9 o Mesoz\u00f3ico.\n\n<strong>A plataforma Siberiana suturou-se com a Europa, como evid\u00eancias deste fato:<\/strong> o geossinclismo formando os Montes Urais, Tarim e Tibet , durante o Jur\u00e1ssico.\n\n<strong>Outras plataformas s\u00e3o:<\/strong> Bloco da Pen\u00edsula de Sunda (Indochina, Mal\u00e1sia, Sumatra e Borneo); Bloco Jap\u00f4nes; Bloco Kolyma; Nordeste da Sib\u00e9ria. A Groel\u00e2ndia estava unida com a Am\u00e9rica do Norte.\n\nAtualmente a Eur\u00e1sia compreende todos os continentes que est\u00e3o no hemisf\u00e9rio norte, exceto a Am\u00e9rica do Norte e Groel\u00e2ndia. O subcontinente \u00cdndia, incluindo o Sri Lanka, que originalmente fazia parte do Gondwana, foi ligado a Eur\u00e1sia no Eoceno inferior, cerca de 53 ma, formando o Himalaia e o Planalto do Tibet na sutura com esta placa, a parte oce\u00e2ncia, isto \u00e9, placa oce\u00e2nica foi consumida neste \u0093trech\u0094.\n\n<strong>Esta colis\u00e3o foi acompanhada por uma s\u00e9rie de colis\u00f5es que fechou o Mar de Tethys, que s\u00e3o:<\/strong> Espanha com a Fran\u00e7a (Pireneus); It\u00e1lia, Fran\u00e7a e Sui\u00e7a (Alpes); Gr\u00e9cia e Turquia com Balc\u00e3s (Hellenide e Dinaride); Ar\u00e1bia com Ir\u00e3 (Zagros) e a colis\u00e3o mais jovem Austr\u00e1lia com a Indon\u00e9sia. Pode-se dizer que a Eur\u00e1sia \u00e9 o in\u00edcio da forma\u00e7\u00e3o de um Supercontinente, semelhante a Pangea.\n<h4>Gondwana<\/h4>\nAs evid\u00eancias levam a crer que o supercontinente Gondwana parece ter sido uma placa \u00fanica, razoavelmente est\u00e1vel desdes os registros do Precambriano at\u00e9 meados do Mesoz\u00f3ico. Esta regi\u00e3o hoje, compreende a Am\u00e9rica do Sul, \u00c1frica, Madag\u00e1scar, Ar\u00e1bia, \u00cdndia, Austr\u00e1lia, Tasm\u00e2nia, Nova Guin\u00e9, Nova Zel\u00e2ndia, Nova Caled\u00f4nia e Ant\u00e1rtida. Segundo Scotese &amp; Mckerrow (1991), Scotese (1997), a regi\u00e3o da Fl\u00f3rida, Iucat\u00e1 do M\u00e9xico, Norte e Sul da China e outros fizeram parte da Gondwana do Pr\u00e9-Cambriano at\u00e9 meados do Paleoz\u00f3ico.\n\nWegener corretamente identificou as maiores partes do Gondwana e como elas se moveram (entretanto suas data\u00e7\u00f5es estavam muito erradas), mas mesmo nos tempos atuais, n\u00e3o temos uma apurada reconstru\u00e7\u00e3o de todas as quebras, pela falta de informa\u00e7\u00f5es adequadas nos oceanos do sul.\n\nO in\u00edcio da quebra se originou no Jur\u00e1ssico Superior com cerca de 150 ma.\n\n<strong>Tr\u00eas aspectos s\u00e3o not\u00e1veis nesta quebra, segundo Brown &amp; Gibson, 1983:<\/strong>\n<blockquote><strong>1. <\/strong>\u00c1frica e Am\u00e9rica do Sul estavam conectados, apenas pelo centro. Esta conec\u00e7\u00e3o era de posi\u00e7\u00e3o equatorial no Jur\u00e1ssico e estas mesmas regi\u00f5es se mant\u00e9m hoje em dia;<strong>\n2. <\/strong>O ponto da Ant\u00e1rtida que hoje em dia \u00e9 o Polo Sul, estava a 50\u00baS latitude no Jur\u00e1ssico;<strong>\n3. <\/strong>Em redor da Ant\u00e1rtida, as massas continentais estavam reunidas, mas sempre separadas por mar.<\/blockquote>\nA maioria dos cientistas concordam que a abertura do Atl\u00e2ntico Sul come\u00e7ou no Cret\u00e1ceo Inferior, cerca de 127 ma. At\u00e9 no m\u00ednimo, 115 ma, os continentes estavam reunidos no Equador. A deriva foi lenta inicialmente, tanto que apenas no Eoceno (53 ma), foi completamente terminada. A velocidade da deriva foi de 1,2 a 2 cm por ano, ou 40 km por cada ma. Por\u00e9m a velocidade da placa Indiana foi surpreendente, de 10 a 12 cm\/ano. A \u00cdndia se desagregou do Leste do Continente Africano, deslocando-se no sentido Nordeste a 80 ma, chocando-se com o continente asi\u00e1tico por volta de 55 a 53 ma, iniciando a orogenia do Himalaia. Portanto, a velocidade de deslocando foi r\u00e1pida, em torno de 180km por Ma.. Sri Lanka \u00e9 uma parte da Placa Indiana.\n\nComo \u00e9 bem conhecido, a parte sul da Am\u00e9rica do Sul e a Ant\u00e1rtida estiveram conectadas durante o Cret\u00e1ceo. A dist\u00e2ncia entre a Terra do Fogo e as ilhas da Antartida foram gradativamente se alargando para sul no Eoceno. A separa\u00e7\u00e3o total ocorreu em meados do terci\u00e1rio.\n\nNova Zel\u00e2ndia era ligada a Ant\u00e1rtida, separando-se a 80 ma, seguindo rumo ao Norte e a medida que ocorreu a expans\u00e3o do Mar da Tasm\u00e2nia aumentou a dist\u00e2ncia entre o Sudeste Australiano com a Nova Zel\u00e2ndia, sendo primeiramente uma grande ilha, mas subdividiu em duas ou mais unidades diferentes de tamanho e forma das duas ilhas atuais.\n\nA Austr\u00e1lia, Nova Guin\u00e9 e Tasm\u00e2nia fazem parte de uma \u00fanica Placa e a uni\u00e3o desta (parte sudeste) com a Antartida foi perdida no Mesoz\u00f3ico (150 ma), ficando unida na parte noroeste at\u00e9 53 ma. Tasm\u00e2nia e Nova Guin\u00e9 hoje separadas pelos Estreitos de Bass e Torres, respectivamente, tiveram conex\u00f5es com a Austr\u00e1lia no per\u00edodos em que ocorreram n\u00edveis baixos mar\u00edtimos.\n\nO Sudeste da Am\u00e9rica do Norte (Laurentia) esteve conectada com a parte Noroeste da Am\u00e9rica do Sul desde o final do Carbon\u00edfero, veja as informa\u00e7\u00f5es acima. No Mesoz\u00f3ico, com o in\u00edcio da quebra da Pangea, ocorreu o isolamento dos dois Continentes e somente no Pleioceno (4 ma) com a eleva\u00e7\u00e3o so \u00cdstmo do Panam\u00e1 voltaram a se fusionar.\n\n<strong>A fus\u00e3o se deu pela forma\u00e7\u00e3o de arco de ilhas e o deslocamento de duas placas:<\/strong> Cocos e Caribe.\n\n\u00c9 uma hist\u00f3ria interessante, uma vez que houve uma fus\u00e3o, posterior isolamento e novamente a fus\u00e3o. No entanto, durante a quebra da Pangea houve v\u00e1rias oportunidades geogr\u00e1ficas que permitiram muitas trocas de organismos entre Am\u00e9rica do Norte e do Sul. Por exemplo, no Cret\u00e1ceo, a parte oeste do M\u00e9xico esteve muito pr\u00f3xima da Am\u00e9rica do Sul, enquanto sua parte Norte fazia a liga\u00e7\u00e3o com a Am\u00e9rica do Norte. Com a expans\u00e3o do Mar do Caribe, forma\u00e7\u00e3o de ilhas que derivaram para o sudeste, formando a Placa do Caribe formaram as Grandes Antilhas. Este movimento deu in\u00edcio a forma\u00e7\u00e3o da Placa de Cocos, que juntamente com a Placa Pac\u00edfica Norte e Placa de Nazca, empuraram h\u00e1 nordeste e sudeste uma s\u00e9rie de ilhas formando o que \u00e9 atualmente a Am\u00e9rica do Sul.\n\nA Jamaica, conforme Brown &amp; Gibson (1989), esteve submersa no Mioceno, sendo sua biota estabelecida por dispers\u00e3o e isolamento nos \u00faltimos 15 ma.\n\n<strong>Todos estes eventos de deslocamento das placas, propiciaram grandes modifica\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas como:<\/strong> eleva\u00e7\u00f5es de terras, afundamentos, entradas de mar continentais, mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, essas \u00faltimas, de acordo com posi\u00e7\u00e3o longitudinal e latitudinal, entre outras.\n\nVicari\u00e2ncia \u00e9 um termo grandemente utilizado para descrever as consequ\u00eancias biogeogr\u00e1ficas da especia\u00e7\u00e3o alop\u00e1trica. O termo geralmente se refere a popula\u00e7\u00f5es disjuntas que nunca mais tiveram contacto, depois de um isolamente geogr\u00e1fico. Normalmente o termo \u00e9 utilizado para descrever aqueles casos aonde uma distribui\u00e7\u00e3o cont\u00ednua torna-se fragmentada em duas os mais popula\u00e7\u00f5es disjuntas.\n\n<strong>Dispers\u00e3o \u00e9 um termo utilizado em biogeografia que pode ser de dois tipos:<\/strong>\n<blockquote><strong>1. <\/strong>Em alguns casos uma esp\u00e9cie pode sucessivamente atravessar uma barreira geogr\u00e1fica, tais como um oceano ou uma montanha e estabelecer uma popula\u00e7\u00e3o no outro lado;<strong>\n2. <\/strong>Em outros casos, esp\u00e9cies pode simplesmente expandir seus limites de distribui\u00e7\u00e3o para ocupar uma \u00e1rea maior.<\/blockquote>\nEm qualquer dos dois casos, uma esp\u00e9cie inicialmente restrita a uma \u00e1rea, se espalha de seu ponto de origem para ocupar e se estabelecer em novas regi\u00f5es.\n<h4>Da deriva Continental \u00e0 Tect\u00f3nica de Placas<\/h4>\nO movimento dos continentes \u00e9 marcadamente vis\u00edvel \u00e0 superf\u00edcie pela grande deforma\u00e7\u00e3o da crosta, em particular, nas grandes cadeias ou cinturas montanhosas (Himalaias, Andes, Atlas, etc.).\n\nH\u00e1 algumas d\u00e9cadas, a maior parte dos cientistas acreditava que os continentes e as bacias oce\u00e2nicas eram estruturas permanentes da Terra, fixas, e a teoria da deriva continental era considerada uma ideia radical.\n\nV\u00e1rios autores consideram esta mudan\u00e7a conceptual t\u00e3o profunda, como a que se produziu quando Darwin, no s\u00e9culo XIX, apresentou a sua teoria para a evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies animais, ou quando Cop\u00e9rnico, no s\u00e9culo XVI, determinou que a Terra n\u00e3o era o centro do Universo.\n\nO conceito da deriva continental \u00e9 uma ideia antiga. Desde que se tra\u00e7aram os primeiros mapas, os cientistas notaram que as costas dos continentes, em particular a \u00c1frica e a Am\u00e9rica do Sul, se ajustavam perfeitamente, como pe\u00e7as de um &#8220;puzzle&#8221;, se pudessem ser movimentadas.\n\nO franc\u00eas Ant\u00f3nio Snider-Pelligrini, foi o primeiro a estudar esta ideia com alguma profundidade, tendo apresentado no seu livro, Creation and its Mysteries Revealed (1848), o aspecto que os continentes teriam antes de se terem separado. Ele apresentou evid\u00eancias de f\u00f3sseis, na Europa e na Am\u00e9rica do Norte, mas baseou o seu racioc\u00ednio no dil\u00favio da Arca de No\u00e9.\n\nA ideia pareceu t\u00e3o disparatada aos cientistas da \u00e9poca, e ao p\u00fablico em geral, que foi abandonada e esquecida durante 50 anos. A teoria foi, pela primeira vez considerada s\u00e9ria, quando o ge\u00f3logo americano Frank B. Taylor apontou v\u00e1rios factos Geol\u00f3gicos que poderiam explicar a deriva continental.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Pang\u00e9ia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/pange66.jpg\" alt=\"Pang\u00e9ia\" width=\"448\" height=\"186\" \/><\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Pang\u00e9ia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/pange67.jpg\" alt=\"Pang\u00e9ia\" width=\"449\" height=\"185\" \/><\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Pang\u00e9ia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/pange68.jpg\" alt=\"Pang\u00e9ia\" width=\"449\" height=\"186\" \/><\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Pang\u00e9ia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/pange69.jpg\" alt=\"Pang\u00e9ia\" width=\"399\" height=\"189\" \/>\nEsquema de evolu\u00e7\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o dos continentes<\/strong><\/p>\nContudo foi Alfred Wegner (1880-1930), um meteorologista alem\u00e3o, o primeiro a investigar exaustivamente a ideia da deriva continental, e a convencer os outros cientistas a consider\u00e1-la s\u00e9ria.\n\nNo seu livro The Origin of the Continents and Oceans, publicado em 1915, ele propunha a ideia de que os diversos continentes que hoje conhecemos, estiveram no passado unidos num \u00fanico. A partir deste \u00fanico continente, primeiro por parti\u00e7\u00e3o logo seguida de separa\u00e7\u00e3o, formaram-se os continentes actuais. Esta teoria \u00e9 conhecida pelo nome de deriva continental.\n\nAo continente original chamou Pangea e, baseando-se numa grande variedade de dados geol\u00f3gicos (evid\u00eancias f\u00f3sseis, paleoclim\u00e1ticas, etc.), prop\u00f4s que a sua parti\u00e7\u00e3o come\u00e7ou h\u00e1 cerca de 200 Ma.\n\nUma das raz\u00f5es sobre a qual se apoia esta teoria, \u00e9 que na realidade os continentes encaixam uns nos outros como as pe\u00e7as de um &#8220;puzzle&#8221; e podemos junt\u00e1-los todos num \u00fanico bloco.\n\nOs argumentos relacionados com a parti\u00e7\u00e3o do supercontinete Pangea e a teoria da deriva continental foram suportados por muitas evid\u00eancias importantes resultantes de estudos geol\u00f3gicos regionais.\n\nA teoria proposta por Wegner foi sobretudo atacada por n\u00e3o conseguir explicar como se podem mover os continentes ao longo de tantos quil\u00f3metros.\n\nDurante cerca de 30 anos esta teoria quase que foi abandonada devido ao cepticismo em seu redor, e s\u00f3 nos anos 60 inicia-se o renascimento destas ideias, transformadas agora numa nova teoria batizada com nome de &#8220;tect\u00f3nica de placas&#8221;. Nesta teoria o que se move \u00e9 a litosfera, isto \u00e9, os primeiros 100 km e o seu movimento \u00e9 poss\u00edvel devido \u00e0 exist\u00eancia das camadas viscosas da astenosfera.\n\nA separa\u00e7\u00e3o dos continentes \u00e9 levada a cabo pela cria\u00e7\u00e3o de nova crusta oce\u00e2nica que vai ocupando o espa\u00e7o que fica entre os continentes que se separam.\n\nDevido ao fato de nesta teoria se formar nova crusta oce\u00e2nica na separa\u00e7\u00e3o dos continentes, de in\u00edcio denominou-se esta teoria por &#8220;alastramento oce\u00e2nico&#8221;.\n\nA <strong>Pangeia<\/strong> foi formada durante a Era Paleozoica quando v\u00e1rios continentes menores colidiram, formando um \u00fanico supercontinente.\n\nEsta anima\u00e7\u00e3o come\u00e7a logo no in\u00edcio da Era Mesozoica, durante o Per\u00edodo Tri\u00e1ssico, mostrando o movimento dos continentes at\u00e9 suas posi\u00e7\u00f5es atuais.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Pang\u00e9ia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/placas-tectonicas-16.gif\" alt=\"Pang\u00e9ia\" width=\"500\" height=\"375\" \/><\/p>\nFonte: Fonte: br.geocities.com\/zoo.bio.ufpr.br\/geofisica.fc.ul.pt\/geomaps.wr.usgs.gov\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pang\u00e9ia, Continentes, Placas, Terra, Origem, Teoria, Deriva Continental, Movimento, Tect\u00f4nicas, Forma\u00e7\u00e3o, Evid\u00eancias, Hist\u00f3ria, Pang\u00e9ia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5511,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-5510","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geografia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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