{"id":5059,"date":"2015-12-01T00:00:00","date_gmt":"2015-12-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/arte-romanica\/"},"modified":"2026-08-31T17:56:21","modified_gmt":"2026-08-31T17:56:21","slug":"arte-romanica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/arte-romanica\/","title":{"rendered":"Arte Rom\u00e2nica"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n&nbsp;\n\nEm seu sentido mais amplo, o termo &#8220;rom\u00e2nico&#8221; pode ser usado para cobrir todas as deriva\u00e7\u00f5es da arquitetura romana no Ocidente, a partir da queda de Roma (c.450 dC) at\u00e9 o advento do estilo g\u00f3tico em torno de 1150.\n\nTradicionalmente, no entanto, a termo refere-se ao estilo espec\u00edfico de arquitetura, juntamente com escultura e outras artes menores que apareceram em toda a Fran\u00e7a, Alemanha, It\u00e1lia e Espanha durante o s\u00e9culo 11.\n<h4>Arte Rom\u00e2nica &#8211; Arte Carol\u00edngia<\/h4>\n\u00c9 chamada de arte carol\u00edngia a <strong>arte rom\u00e2nica <\/strong>que data do per\u00edodo dominado pelo Imperador Carlos Magno.\n\nEste reinado teve um not\u00e1vel desenvolvimento cultural; nas oficinas de arte de sua corte os artistas redescobriram a cultura e a arte greco-romana (tamb\u00e9m germ\u00e2nicos, s\u00edrios, bizantinos e outros) que foi fator decisivo para posteriormente criarem um novo estilo, o rom\u00e2nico, usado principalmente nas constru\u00e7\u00f5es de igrejas e mosteiros.\n\n<strong>Se constitui num aglomerado de elementos diversos:<\/strong>\u00a0romanos, germ\u00e2nicos, gregos, s\u00edrios, bizantinos e outros.\n\n<strong>A escultura<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>escultura rom\u00e2nica<\/strong>\u00a0est\u00e1 subordinada \u00e0\u00a0<strong>arquitetura<\/strong>\u00a0e \u00e0 religi\u00e3o. S\u00e3o esculpidos relevos e est\u00e1tuas-colunas para ornamentar as paredes. As figuras geralmente eram aglomeradas e entrela\u00e7adas.\n\nO per\u00edodo mais not\u00e1vel; a figura humana \u00e9 esculpida ora com ingenuidade ora com deforma\u00e7\u00f5es extremas. \u00c9 enorme o n\u00famero de<strong>esculturas<\/strong>\u00a0em miniatura de marfim.\n\n<strong>A pintura<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>pintura<\/strong>\u00a0apresenta-se nitidamente influenciada pela bizantina. S\u00e3o numerosos afrescos (hoje arruinados), mosaicos (encontrados na Gr\u00e9cia e sobretudo na It\u00e1lia), murais e iluminuras. Retratam temas religiosos, pois numa \u00e9poca em que havia pouqu\u00edssimos letrados, a igreja recorria \u00e0 arte para transmitir os ensinamentos religiosos.\n\nUma das principais caracter\u00edsticas da\u00a0<strong>pintura rom\u00e2nica\u00a0<\/strong>\u00e9 a deforma\u00e7\u00e3o. O artista interpretava de modo m\u00edstico a realidade e retratava seus sentimentos religiosos nas figuras de forma desproporcional. Ex. Cristo em tamanho maior que as outras figuras pr\u00f3ximas a ele. As cores eram vivas e planas e os perfis bem marcados.\n\nA pintura tamb\u00e9m aparece nos manuscritos sob a forma de iluminuras (ilustra\u00e7\u00f5es de textos com cores vivas, ornamentadas com ouro e prata) s\u00e3o possivelmente o ponto mais alto da\u00a0<strong>arte rom\u00e2nica<\/strong>\u00a0por sua originalidade e beleza. Podem ser letras iniciais de um texto, folhagens e flores nas margens dos textos, figuras ou cenas. As primeiras obras do g\u00eanero s\u00e3o da Irlanda e datam do s\u00e9c.. VII; mais tarde estenderam-se por toda a Europa. Os temas dessa iluminuras s\u00e3o ainda orientais e religiosos.\n\n<strong>Arquitetura<\/strong>\n\nNa\u00a0<strong>arquitetura<\/strong>\u00a0destacam-se as igrejas e mosteiros rom\u00e2nicos se caracterizam pela utiliza\u00e7\u00e3o de arco pleno, ab\u00f3bodas de aresta e de ber\u00e7o. Predomina a horizontalidade, a solidez de suas paredes com pequenas janelas, cria ambientes escuros e sombrios.\n\nA decora\u00e7\u00e3o em relevo consiste geralmente em figuras de animais fantasiosos e dem\u00f4nios (representam as tormentas a que os pecadores, ap\u00f3s a morte, seriam submetidos).\n\nA\u00a0<strong>arte rom\u00e2nica<\/strong>\u00a0predominou at\u00e9 o in\u00edcio do s\u00e9culo XII, quando surgiram as primeiras mudan\u00e7as que mais tarde resultariam numa revolu\u00e7\u00e3o arquitet\u00f4nica e de modo depreciativo, essa nova\u00a0<strong>arquitetura<\/strong>\u00a0foi chamada de g\u00f3tica.\n<h4>A\u00a0<strong>arte rom\u00e2nica<\/strong><\/h4>\nA\u00a0<strong>arte rom\u00e2nica<\/strong>, cuja representa\u00e7\u00e3o t\u00edpica s\u00e3o as bas\u00edlicas de pedra com duas apses e torres redondas repletas de arcadas, estendeu-se do s\u00e9culo XI \u00e0 primeira metade do XIII. Seu cen\u00e1rio foi quase toda a Europa, exceto a Fran\u00e7a, que j\u00e1 a partir do s\u00e9culo XII produzia arte g\u00f3tica. Apesar da barb\u00e1rie e do primitivismo que reinaram durante essa \u00e9poca, pode-se dizer que o rom\u00e2nico estabeleceu as bases para a cultura europ\u00e9ia da Idade M\u00e9dia.\n\nO feudalismo era a nova ordem da sociedade de ent\u00e3o, enquanto o Sacro Imp\u00e9rio ia se firmando politicamente. At\u00e9 esse momento, a<strong>arquitetura<\/strong>\u00a0n\u00e3o diferenciava formalmente pal\u00e1cios de igrejas, devido ao fato de o imperador, de alguma forma, representar tanto o poder religioso quanto o temporal. Os beneditinos, logo ap\u00f3s as primeiras reformas monacais, foram os primeiros a propor em suas constru\u00e7\u00f5es as formas originais do rom\u00e2nico.\n\nSurge assim uma\u00a0<strong>arquitetura abobadada<\/strong>, de paredes s\u00f3lidas e delicadas colunas terminadas em capit\u00e9is c\u00fabicos, que se distancia dos r\u00fasticos castelos de pedra que davam seq\u00fc\u00eancia \u00e0 linha p\u00f3s-romana. Na pintura e na\u00a0<strong>escultura<\/strong>, as formas se mant\u00eam dentro da mesma linha da\u00a0<strong>arquitetura<\/strong>, severa e pesada, completamente afastadas de qualquer inten\u00e7\u00e3o de imitar a realidade e conseguindo, como resultado, uma est\u00e9tica dotada de certa gra\u00e7a infantil.\n\n<strong>ARQUITETURA<\/strong>\n\n<strong>Foi nas igrejas que o estilo rom\u00e2nico se desenvolveu em toda a sua plenitude. Suas formas b\u00e1sicas s\u00e3o facilmente identific\u00e1veis:<\/strong>\u00a0a fachada \u00e9 formada por um corpo c\u00fabico central, com duas torres de v\u00e1rios pavimentos nas laterais, finalizadas por tetos em coifa. Um ou dois transeptos, ladeados por suas fachadas correspondentes, cruzam a nave principal. Frisos de arcada de meio ponto estendem-se sobre a parede, dividindo as plantas.\n\nO motivo da arcada tamb\u00e9m se repete como elemento decorativo de janelas, portais e t\u00edmpanos. As colunas s\u00e3o finas e culminam em capit\u00e9is c\u00fabicos lavrados com figuras de vegetais e animais. No conjunto, as formas c\u00fabicas de muros e fachadas se combinam com as cil\u00edndricas, de apses e colunas. Nesse estilo destacam-se a abadia de Mont Saint-Michel, na Fran\u00e7a, e a catedral de Speyer, na Alemanha.\n\nEmbora hoje em dia os resultados dessa abordagem nos pare\u00e7am pouco sofisticados, atrasados em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s aquisi\u00e7\u00f5es do imp\u00e9rio romano ou do Oriente em geral, o rom\u00e2nico significou em sua \u00e9poca um progresso para a Europa, esgotada e embrutecida por inumer\u00e1veis invas\u00f5es b\u00e1rbaras que duraram quase cinco s\u00e9culos. A paz que Carlos Magno imp\u00f4s na Europa reflete-se nesse estilo, fundamento de toda a cultura que se seguir\u00e1 a ele.\n\n<strong>ESCULTURA<\/strong>\n\nA <strong>escultura rom\u00e2nica <\/strong>desenvolve-se nos relevos de p\u00f3rticos e arcadas com uma exuber\u00e2ncia inesperada e em perfeito contraste com as pesadas formas arquitet\u00f4nicas. A fus\u00e3o das formas orientais de Biz\u00e2ncio com as romanas antigas resulta numa estatu\u00e1ria de car\u00e1ter ornamental.\n\nO espa\u00e7o em branco dos frisos, capit\u00e9is e p\u00f3rticos \u00e9 coberto por uma profus\u00e3o de figuras apresentadas de frente e com as costas grudadas na parede.\n\nO corpo desaparece sob as in\u00fameras camadas de dobras angulosas e afiladas das vestes. As figuras humanas se alternam com as de animais fant\u00e1sticos, mais condizentes com a iconografia do Oriente M\u00e9dio do que com a do cristianismo. No entanto, a tem\u00e1tica das cenas representadas \u00e9 religiosa. Isso se deve ao fato de que os relevos, al\u00e9m de decorar a fachada, tinham uma fun\u00e7\u00e3o did\u00e1tica, j\u00e1 que eram organizados em faixas, lidas da direita para a esquerda.\n\nDevemos mencionar tamb\u00e9m o desenvolvimento da ourivesaria durante esse per\u00edodo. A exemplo da\u00a0<strong>escultura<\/strong>\u00a0e da\u00a0<strong>pintura<\/strong>, essa arte teve um car\u00e1ter religioso, tendo por isso se voltado para a fabrica\u00e7\u00e3o de objetos como relic\u00e1rios, cruzes, estatuetas, B\u00edblias e para a decora\u00e7\u00e3o de altares. Os grandes reis tamb\u00e9m se sentiram atra\u00eddos por essa forma de grandeza, encomendando aos ourives luxuosas coroas incrustadas, bem como globos decorados e cetros de ouro.\n\nO rom\u00e2nico coincidiu com as primeiras peregrina\u00e7\u00f5es na Europa. Para que uma igreja fosse considerada um lugar de peregrina\u00e7\u00e3o, ela deveria possuir as rel\u00edquias de algum santo, ou seja, seus restos mortais ou parte deles, ou algo que tivesse pertencido a ele. Tais itens eram guardados em primorosas obras de ourivesaria, como cruzes de fundo duplo de ouro ou esmalte, ou imagens ocas de madonas com incrusta\u00e7\u00f5es de pedras preciosas lapidadas rusticamente.\n\nAs Sagradas Escrituras, em vers\u00f5es manuscritas elaboradas pelo trabalho paciente de monges copistas, eram encadernadas em s\u00f3lidas capas de ouro, pedras preciosas e p\u00e9rolas. As igrejas mais ricas revestiam seus altares com esses mesmos materiais. Embora, a princ\u00edpio, o estilo fosse um tanto primitivo, de acordo com o esp\u00edrito da \u00e9poca, se desenvolveram t\u00e9cnicas refinadas, entre as quais se destacam a filigrana e o esmalte.\n\n<strong>PINTURA<\/strong>\n\nOriginalmente, as naves das igrejas rom\u00e2nicas eram decoradas com\u00a0<strong>pinturas<\/strong>\u00a0murais de uma policromia intensa e perfeitamente harmonizadas com a\u00a0<strong>arquitetura<\/strong>.\n\nSeus desenhos iam das formas da antiga\u00a0<strong>pintura<\/strong>\u00a0romana aos \u00edcones bizantinos, ocupando naves e absides. Os temas mais freq\u00fcentes abordavam cenas retiradas do Antigo e do Novo Testamento e da vida de santos e m\u00e1rtires, repletas de sugest\u00f5es de exemplos edificantes.\n\nTamb\u00e9m n\u00e3o faltavam as alegorias dos v\u00edcios e virtudes, representadas por animais fant\u00e1sticos, pr\u00f3prios de um besti\u00e1rio oriental. As figuras n\u00e3o tinham nenhuma plasticidade, e as formas do corpo apenas se insinuavam nas r\u00edgidas dobras dos mantos e t\u00fanicas. Os tra\u00e7os faciais eram acentuados por contornos de tra\u00e7os grossos e escuros. Os fundos apresentavam uma s\u00f3 cor, branco ou dourado, emoldurados por frisos geom\u00e9tricos.\n\nPara desenvolver esse tipo de <strong>pintura <\/strong>mural, os artistas do rom\u00e2nico em geral recorreram \u00e0s t\u00e9cnicas da\u00a0<strong>pintura do afresco<\/strong>, misturando a tinta com \u00e1gua de cola ou com cera. Por outro lado, \u00e9 preciso mencionar tamb\u00e9m o trabalho que se fazia ent\u00e3o de iluminura de B\u00edblias e obras manuscritas. Cada vez mais sofisticado, ele evolu\u00eda paralelamente \u00e0\u00a0<strong>pintura formal<\/strong>, tanto em termos de estilo quanto de desenvolvimento da t\u00e9cnica pict\u00f3rica.\n\n<strong>Em s\u00edntese: <\/strong>\n\nA <strong>Arte Rom\u00e2nica <\/strong>(s\u00e9culo IX ao XIII) se caracterizou principalmente pela arquitetura. O principal motivo art\u00edstico rom\u00e2nico foram as igrejas, as bas\u00edlicas e as catedrais, estas, sempre grandiosas e s\u00f3lidas, eram chamadas de fortalezas de Deus. A explica\u00e7\u00e3o para que n\u00e3o tenham a beleza dos castelos reais est\u00e1 no fato de serem constru\u00e7\u00f5es clericais, ou seja, desenvolvidas por religiosos.\n\nA pintura, a escultura e os mosaicos rom\u00e2nicos s\u00e3o, do ponto de vista art\u00edstico, muito simples e, como na arquitetura, buscavam sua inspira\u00e7\u00e3o na religi\u00e3o crist\u00e3.\n\nS\u00e3o diversas hist\u00f3rias b\u00edblicas retratadas na forma de vitrais e afrescos (pintura na parede), estas obras eram utilizadas para narrar as hist\u00f3rias b\u00edblicas j\u00e1 que a maior parte da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o sabia ler e escrever.\n<h4>Arte Rom\u00e2nica &#8211; Rom\u00e2nico<strong> Carol\u00edngio<\/strong><\/h4>\nRelativo a Carlos Magno, imperador de quase todo o ocidente, que realizou a primeira reuni\u00e3o de quase toda a Europa e lan\u00e7ou os ensinamentos da cristandade medieval.\n\nNa seq\u00fc\u00eancia das invas\u00f5es b\u00e1rbaras, o imp\u00e9rio romano do ocidente entrou em colapso. As regi\u00f5es anteriormente sob o dom\u00ednio romano foram divididas entre muitos soberanos. O estado, a justi\u00e7a e a t\u00e9cnica sucumbiram. O n\u00edvel de vida retrocedeu. O desenvolvimento das cidades estagnou.\n\nApenas o poder da igreja n\u00e3o se viu restringido. Tornou-se a mais importante deposit\u00e1ria da cultura ap\u00f3s a queda de Roma ocidental.\n\nOs conventos beneditinos, primeira ordem mon\u00e1stica (529), tiveram um papel fundamental. Os livros antigos eram aqui compilados e traduzidos, a investiga\u00e7\u00e3o e a instru\u00e7\u00e3o fomentadas nos monast\u00e9rios.\n\nPara garantirem sua base econ\u00f4mica, os conventos tinham terra e, desta forma, poder.\n\nServiam de ref\u00fagio, numa sociedade onde valia a lei do mais forte. A import\u00e2ncia pol\u00edtica, econ\u00f4mica, cultural e social da igreja cresceu no s\u00e9c. VIII Pepino, rei dos francos, firma alian\u00e7a com a igreja, alian\u00e7a mais tarde desenvolvida por Carlos Magno. Desta forma o papa assegurou independ\u00eancia do imperador bizantino.\n\nEste pacto acontece no natal de 800, com a coroa\u00e7\u00e3o de Carlos Mano como imperador, pelo papa Le\u00e3o III, em Roma.\n\nAfora as obras executadas no ou pelo imp\u00e9rio bizantino (Ravena, p. ex.), nada foi criado e grandioso, duradouro ou suntuoso na Europa. Em concorr\u00eancia com a monarquia bizantina, houve um regresso \u00e0 constru\u00e7\u00e3o monumental em pedra, com Carlos Magno. Estas constru\u00e7\u00f5es limitamse quase exclusivamente \u00e0s igrejas e mosteiros (monast\u00e9rios) na alian\u00e7a entre clero e coroa.\n\n<strong>A disposi\u00e7\u00e3o das v\u00e1rias fun\u00e7\u00f5es no recinto do mosteiro \u00e9 significativa :<\/strong>\n<blockquote>Tudo que \u00e9 temporal encontrava-se no poente;\nTudo que era espiritual, estava \u00e0 nascente;<\/blockquote>\nO m\u00f3dulo era o cruzeiro, entre a nave principal e o transepto. Deste modo foram erigidos edif\u00edcios simples, quase sim\u00e9tricos, com naves centrais carregadas de simbolismo, dominadas pelo grupo edificado \u00e0 nascente (dedicado ao Senhor) e um parcialmente id\u00eantico, \u00e0 poente, que servia ao senhor secular.\n<blockquote><strong>Secular =<\/strong>\u00a0leigo, n\u00e3o divino<\/blockquote>\nO poente tamb\u00e9m se destinava ao rei ou imperador. No lado oposto do altar-mor sentava-se o executor terreno do arcanjo S\u00e3o Miguel. O primeiro caso \u00e9 a capela Platina, no reinado de Carlos Magno. Na maioria dos casos o imperador e sua corte, utilizavam as igrejas dos conventos para o culto divino, \u00e0s quais era anexada uma capela \u00e0 oeste.\n\nNo que se refere \u00e0s edifica\u00e7\u00f5es rom\u00e2nicas, a rela\u00e7\u00e3o entre modelo e reprodu\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve ser interpretada no sentido de c\u00f3pia. O essencial era a forma base e o esp\u00edrito da constru\u00e7\u00e3o.\n\nFechada, s\u00f3lida, maci\u00e7a, severa \u0096 estes conceitos s\u00e3o v\u00e1lidos na generalidade.\n\nO termo &#8220;rom\u00e2nico&#8221; cunhado apenas no s\u00e9culo XIX n\u00e3o \u00e9 exato. O rom\u00e2nico n\u00e3o se difundiu apenas entre os povos de origem romana, ou seja, marcadas pela cultura de Roma antiga. Na Alemanha dos finais do s\u00e9c. XIX procurou-se, por motivos nacionalistas, substituir a express\u00e3o rom\u00e2nica por &#8220;germ\u00e2nica&#8221;.\n\nEm grande parte o rom\u00e2nico parece ainda uma rea\u00e7\u00e3o contra o per\u00edodo de instabilidade e decad\u00eancia. As igrejas e os conventos assemelham-se a fortalezas, com muros grossos e pesados.\n\nH\u00e1 realce das linhas horizontais.\n\nO efeito da pedra \u00e9 puro, sem revestimento.\n\n<strong>A impress\u00e3o provocada pelo espa\u00e7o das igrejas rom\u00e2nicas \u00e9:<\/strong>\n<blockquote>Est\u00e1tica;\nAustera;\nUm pouco desajeitada;<\/blockquote>\nAs criptas aumentavam ainda mais a imagem de desequil\u00edbrio. O edif\u00edcio agrupado cria a imagem de &#8220;fortaleza celeste&#8221; ou &#8220;pal\u00e1cio divino&#8221;\n\n<strong>AP\u00d3S CARLOS MAGNO<\/strong>\n\nMorto Carlos Magno (724-814), o Sacro Imp\u00e9rio Romano divide-se entre seus tr\u00eas herdeiros. Pelo tratado de Verdun, firmado em 843, a regi\u00e3o que se estende dos Alpes ao mar do Norte cabe a Lot\u00e1rio, a Germ\u00e2nia a Luis e a Franc\u00f4nia a Carlos.\n\n<strong>A Europa atravessa uma fase dif\u00edcil:<\/strong>\u00a0invas\u00f5es diversas assolam seu territ\u00f3rio em todas as dire\u00e7\u00f5es.\n\nOs ex\u00e9rcitos reais n\u00e3o conseguem deter os \u00e1rabes, que, no s\u00e9culo IX, atacaram Roma e Camp\u00e2nia (na It\u00e1lia) e Marselha e Arles (na Fran\u00e7a atual). Pelo Norte atacam os normandos, apoderando-se das costas setentrionais da Fran\u00e7a, de parte da pen\u00ednsula Ib\u00e9rica e da Inglaterra. No s\u00e9culo X, incurs\u00f5es h\u00fangaras atingem a Lombardia, parte da Fran\u00e7a e Roma. Tudo contribu\u00eda para a decomposi\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es mon\u00e1rquicas.\n\n<strong>O poder real, diminu\u00eddo em sua autoridade, vai sendo substitu\u00eddo pelo poder dos nobres castel\u00f5es:<\/strong>\u00a0o castelo feudal era a \u00fanica fortaleza que oferecia alguma resist\u00eancia aos invasores, e as popula\u00e7\u00f5es atemorizadas se organizavam em torno dele. Essa instabilidade colabora para a propaga\u00e7\u00e3o da cren\u00e7a de que o mundo acabaria no ano 1000.\n\n<strong>Os homens vivem aterrorizados com a perspectiva do ju\u00edzo final pregado pela Igreja:<\/strong>\u00a0temem o caos.\n\nA arte reflete o apocalipse, as\u00a0<strong>pinturas<\/strong>\u00a0murais apavorantes retratam o p\u00e2nico que invade a Europa ocidental.\n\nCome\u00e7ou o ano 1001 e o mundo n\u00e3o acabou. Oto I, que reunificara a Germ\u00e2nia e fora coroado, pelo Papa Jo\u00e3o XII, imperador do Sacro Imp\u00e9rio Romano-Germ\u00e2nico (962), consegue dominar os h\u00fangaros e eslavos e expandir suas conquistas para o Norte. Ressurgem as atividades comerciais antes freadas pelas invas\u00f5es, e o aumento demogr\u00e1fico \u00e9 seguido pelo aumento de \u00e1reas cultivadas.\n\n<strong>A Igreja fortalece seu poder temporal aumentando as extens\u00f5es de terra que dominava at\u00e9 ent\u00e3o:<\/strong>\u00a0chega a possuir um ter\u00e7o de todo o territ\u00f3rio franc\u00eas.\n\nCrescem as ordens mon\u00e1sticas, e a mais importante, a ordem de Cluny, fundada em 910, na Borgonha (Fran\u00e7a atual), vai estendendo sua autoridade a ponto de congregar, no in\u00edcio do s\u00e9culo XII, 10 mil monges em 1.450 mosteiros espalhados por toda a Europa. A ordem cisterciense, por sua vez, conta com 530 mosteiros sob seu controle.\n\n<strong>A Igreja \u00e9 a maior institui\u00e7\u00e3o desta \u00e9poca:<\/strong>\u00a0ela domina, secular e culturalmente, o esp\u00edrito medieval.\n\nNos anos que se seguiram ao ano 1000, viram-se reconstruir igrejas em quase toda a Europa crist\u00e3.\n\nMesmo quando isso n\u00e3o era necess\u00e1rio, cada comunidade crist\u00e3 concorria em emula\u00e7\u00e3o para edificar santu\u00e1rios mais suntuosos que sua vizinha. A febre de constru\u00e7\u00e3o que invadiu a Europa reflete o esp\u00edrito da \u00e9poca, e o estilo rom\u00e2nico, que caracterizou as artes desde o fim do s\u00e9culo X at\u00e9 meados do s\u00e9culo XII, sintetiza em seus tra\u00e7os a hist\u00f3rica desse per\u00edodo.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arte Rom\u00e2nica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/arte-r61.jpg\" alt=\"Arte Rom\u00e2nica\" width=\"227\" height=\"309\" \/>\n<strong>Abadia de Murbach Als\u00e1cia, Fran\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arte Rom\u00e2nica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/arte-r71.jpg\" alt=\"Arte Rom\u00e2nica\" width=\"254\" height=\"353\" \/>\n<strong>Bas\u00edlica da Borgonha Borgonha, Fran\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arte Rom\u00e2nica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/arte-r81.jpg\" alt=\"Arte Rom\u00e2nica\" width=\"274\" height=\"311\" \/>\n<strong>Catedral de Roskilde Sjaelland, Dinamarca<\/strong><\/p>\nO feudalismo era a nova ordem da sociedade ent\u00e3o, enquanto o Sacro Imp\u00e9rio ia se firmando politicamente.\n\nAt\u00e9 esse momento, a\u00a0<strong>arquitetura<\/strong>\u00a0n\u00e3o diferenciava formalmente pal\u00e1cios de igrejas, devido ao fato de o imperador, de alguma forma, representar tanto o poder religioso quanto o temporal. Os beneditinos, logo ap\u00f3s as primeiras reformas monacais, foram os primeiros a propor em suas constru\u00e7\u00f5es as formas originais do rom\u00e2nico.\n\nSurge assim uma\u00a0<strong>arquitetura abobadada<\/strong>, de paredes s\u00f3lidas e delicadas colunas terminadas em capit\u00e9is c\u00fabicos, que se distancia dos r\u00fasticos castelos de pedra que davam seq\u00fc\u00eancia \u00e0 linha p\u00f3s-romana.\n\nA Igreja \u00e9 o \u00fanico edif\u00edcio onde se re\u00fane a popula\u00e7\u00e3o, e parte importante da vida social se desenrola no seu interior. As ricas ordens mon\u00e1sticas e os nobres poderosos procuram elevar em louvor a Deus os testemunhos de sua f\u00e9.\n\nPor isso, o estilo rom\u00e2nico encontrar\u00e1 sua express\u00e3o maior na\u00a0<strong>arquitetura<\/strong>.\n\nConsiderada &#8220;arte sacra&#8221;, ela est\u00e1 voltada \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de igrejas, monast\u00e9rios, abadias e mosteiros &#8211; as &#8220;fortalezas sagradas&#8221;.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arte Rom\u00e2nica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/arte-r91.jpg\" alt=\"Arte Rom\u00e2nica\" width=\"390\" height=\"199\" \/>\n<strong>Igreja Saint-Benoit-sur-Loire Loiret, Fran\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arte Rom\u00e2nica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/arte-r101.jpg\" alt=\"Arte Rom\u00e2nica\" width=\"264\" height=\"190\" \/>\n<strong>Igreja de Santa Maria de Ripoll Gerona<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arte Rom\u00e2nica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/arte-r111.jpg\" alt=\"Arte Rom\u00e2nica\" width=\"263\" height=\"167\" \/>\n<strong>Igreja de S\u00e3o Martinho Fr\u00f3mista, Pal\u00eancia<\/strong><\/p>\nA\u00a0<strong>arte rom\u00e2nica<\/strong>, cuja representa\u00e7\u00e3o t\u00edpica s\u00e3o as bas\u00edlicas de pedra com duas apses e torres redondas repletas de arcadas, estendeu-se do s\u00e9culo XI \u00e0 primeira metade do s\u00e9culo XIII. Seu cen\u00e1rio foi quase toda a Europa, exceto a Fran\u00e7a, que j\u00e1 a partir do s\u00e9culo XII produzia arte g\u00f3tica. Apesar da barb\u00e1rie e do primitivismo que reinaram durante essa \u00e9poca, pode-se dizer que o rom\u00e2nico estabeleceu as bases para a cultura europ\u00e9ia da Idade M\u00e9dia.\n\nFoi nas igrejas que o estilo rom\u00e2nico se desenvolveu em toda a sua plenitude.\n\n<strong>Suas formas b\u00e1sicas s\u00e3o facilmente identific\u00e1veis:<\/strong>\u00a0a fachada \u00e9 formada por um corpo c\u00fabico central, com duas torres de v\u00e1rios pavimentos nas laterais, finalizadas por tetos em coifa. Um ou dois transeptos, ladeados por suas fachadas correspondentes, cruzam a nave principal. Frisos de arcada de meio ponto estendem-se sobre a parede, dividindo a planta.\n\nO motivo da arcada tamb\u00e9m se repete como elemento decorativo de janelas, portais e t\u00edmpanos. As colunas s\u00e3o finas e culminam em capit\u00e9is c\u00fabicos lavrados com figuras de vegetais e animais.\n\nNo conjunto, as formas c\u00fabicas de muros e fachadas se combinam com as cil\u00edndricas, de apses e colunas. Datam dessa \u00e9poca entre outras, as famosas catedrais de Worms, na Alemanha, St. Sernin de Toulouse, St. Trophyme em Arles, St. Madeleine de Vezelay e a Catedral de Autun, na Fran\u00e7a, Santo Ambr\u00f3sio de Mil\u00e3o e a Catedral de Pisa.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arte Rom\u00e2nica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/arte-r121.jpg\" alt=\"Arte Rom\u00e2nica\" width=\"234\" height=\"285\" \/>\n<strong>Catedral de Pisa &#8211; Pisa, It\u00e1lia<\/strong><\/p>\nFor\u00e7a e solidez caracterizam as Igrejas rom\u00e2nicas. O elemento essencial \u00e9 a ab\u00f3bada de pedra, tijolos e argamassa, em forma de ber\u00e7o, dada pelo arco de plena cinta (meia circunfer\u00eancia). Seu peso \u00e9 sustentado por paredes espessas e maci\u00e7as, com poucas janelas, para n\u00e3o comprometer a estabilidade da constru\u00e7\u00e3o.\n\nColunas internas e pilastras exteriores &#8211; chamadas contrafortes &#8211; proporcionam um refor\u00e7o suplementar. Os pilares e colunas, \u00e0s vezes formam espinh\u00f5es &#8211; sali\u00eancias na superf\u00edcie interna das ab\u00f3badas.\n\n<strong>Os capit\u00e9is simples e robustos n\u00e3o obedecem a um estilo definido:\u00a0<\/strong>s\u00e3o semi-esf\u00e9ricos, c\u00fabicos, trapezoidais, conforme a fantasia do construtor.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arte Rom\u00e2nica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/arte-r13.jpg\" alt=\"Arte Rom\u00e2nica\" width=\"192\" height=\"257\" \/>\n<strong>Catedral de Trani Bari, It\u00e1lia<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arte Rom\u00e2nica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/arte-r14.jpg\" alt=\"Arte Rom\u00e2nica\" width=\"309\" height=\"212\" \/>\n<strong>Igreja de S\u00e3o Domingo Santo Domingo<\/strong><\/p>\nA fachada \u00e9 simples. Sobre a porta central est\u00e1 o \u00f3culo, abertura circular para ilumina\u00e7\u00e3o e ventila\u00e7\u00e3o do interior. O resultado final \u00e9 sempre um conjunto imponente de interiores sombrios. O estilo rom\u00e2nico sintetiza a alma dos homens que o criaram. Por um lado, reflete o medo que dominava as popula\u00e7\u00f5es da Europa ocidental; por outro, exprime o profundo sentimento religioso que marcou o per\u00edodo. \u00c0 medida que o tempo passava e o poderio da Igreja aumentava, as constru\u00e7\u00f5es foram se tornando mais e mais requintadas. O luxo da Abadia e dos in\u00fameros mosteiros chegou a tal ponto que motivou protestos dentro da pr\u00f3pria Igreja.\n\nEmbora o estilo rom\u00e2nico tenha dominado a Europa ocidental, unida pela f\u00e9, sua\u00a0<strong>arquitetura<\/strong>\u00a0apresentou, entretanto, varia\u00e7\u00f5es regionais de acordo com as influ\u00eancias locais diversas, que originaram v\u00e1rias escolas rom\u00e2nicas.\n\nNa antiga Magna Gr\u00e9cia (Sul da It\u00e1lia), s\u00e3o comuns as constru\u00e7\u00f5es de teto plano, paredes e pisos de mosaico. Em Roma persistem as tradi\u00e7\u00f5es crist\u00e3s primitivas, mantendo-se a planta em cruz latina.\n\nNa regi\u00e3o de Mil\u00e3o, Como, Pavia, Verona, a\u00a0<strong>arquitetura<\/strong>\u00a0sofre influ\u00eancias dos lombardos. Na Toscana, mant\u00eam-se as tradi\u00e7\u00f5es greco-romanas. Em Veneza, a influ\u00eancia bizantina \u00e9 acentuada. Na Fran\u00e7a, destaca-se a escola de Borgonha, orientada segundo as tradi\u00e7\u00f5es da Abadia de Cluny, a de Auvergne, de influ\u00eancia espanhola, a de Perigeux, que utiliza a c\u00fapula bizantina. Na Inglaterra, ap\u00f3s a conquista de Guilherme, em 1066, a ascend\u00eancia \u00e9 nitidamente normanda. Na Alemanha, a influencia lombarda d\u00e1 origem \u00e0 escola renana. E, finalmente, na Espanha setentrional misturam-se os estilos crist\u00e3o e sarraceno.\n\nO plano prot\u00f3tipo da igreja rom\u00e2nica deriva da bas\u00edlica latina, local amplo, anteriormente destinado ao funcionamento dos tribunais romanos. A nave principal \u00e9 cortada pelo transepto, o que lhe d\u00e1 a simb\u00f3lica forma de cruz. As naves laterais, secundando a principal, permitiam que muitos peregrinos circulassem sem interromper as celebra\u00e7\u00f5es dos rituais.\n\nNas absides, pequenas capelas semicirculares que arrematam as naves, encontravam-se as imagens sagradas, e as valiosas rel\u00edquias eram encerradas na cripta, sob o altar principal. Entre o altar principal e as absides situa-se o coro, e tem-se acesso a essas capelas por uma passagem em semic\u00edrculo, denominada deambulat\u00f3rio. A ilumina\u00e7\u00e3o indireta vem atrav\u00e9s das naves secund\u00e1rias, dada por pequenas aberturas laterais, janelas diminutas que n\u00e3o conseguem atenuar o aspecto sombrio da igreja rom\u00e2nica. <strong>Solange Irene Smolarek Dias<\/strong>\n\nFonte: www.visual-arts-cork.com\/www.geocities.com\/www.fag.edu.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Arte Rom\u00e2nica, Estilo, T\u00e9cnica, Hist\u00f3ria, Arquitetura, Escultura, Pintura, Forma, Cultura Caracter\u00edsticas, Origem, Arte Rom\u00e2nica<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5060,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-5059","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arte-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Arte Rom\u00e2nica - 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