{"id":4902,"date":"2015-12-01T00:00:00","date_gmt":"2015-12-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/arte-na-antiguidade\/"},"modified":"2026-08-31T17:53:28","modified_gmt":"2026-08-31T17:53:28","slug":"arte-na-antiguidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/arte-na-antiguidade\/","title":{"rendered":"Arte na Antiguidade"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n&nbsp;\n\nDo quarto ao primeiro mil\u00eanio antes de Cristo, no Egito, a\u00a0<strong>arte<\/strong>\u00a0deixa de ser pr\u00e9-hist\u00f3rica. Com o surgimento da escrita, a sofistica\u00e7\u00e3o das t\u00e9cnicas de constru\u00e7\u00e3o (pir\u00e2mides de Miquerinos, Qu\u00e9fren e Qu\u00e9ops, no terceiro mil\u00eanio a.C.) e o desenvolvimento da simetria, a\u00a0<strong>arte<\/strong>ganha princ\u00edpios rigorosos de ordena\u00e7\u00e3o e acabamento. Por volta de 2.600 a.C., por exemplo, j\u00e1 se domina a t\u00e9cnica da escultura, capaz de modelar a Cabe\u00e7a de um pr\u00edncipe que se v\u00ea no Museu Eg\u00edpcio do Cairo.\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Arte na Antiguidade\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/artena23.jpg\" alt=\"Arte na Antiguidade\" \/><\/p>\nNo curso desses tr\u00eas mil\u00eanios, a\u00a0<strong>arte eg\u00edpcia\u00a0<\/strong>foi se tornando mais realista, chegando \u00e0 maestria comprovada em Rainha Nefertiti &#8211; ver foto ao lado &#8211; (1.360 a.C.?), busto da esposa do imperador Aquenat\u00f3n.\n<h4>ARTE MESOPOT\u00c2MICA<\/h4>\nNo mesmo per\u00edodo, na Mesopot\u00e2mia, na cultura fundada pelos sum\u00e9rios em 4.000 a.C., desenvolve-se igualmente o senso de propor\u00e7\u00f5es e ornamenta\u00e7\u00e3o que tiraria a linguagem visual do est\u00e1gio tosco da pr\u00e9-hist\u00f3ria.\n\nNo entanto, a sofistica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica n\u00e3o chega ali ao n\u00edvel atingido no Egito Antigo. Falta-lhe a capacidade de realizar a simetria axial &#8211; a transcri\u00e7\u00e3o volum\u00e9trica &#8211; que os eg\u00edpcios detinham. Mesmo assim, com seu grau maior de estiliza\u00e7\u00e3o e planifica\u00e7\u00e3o, a\u00a0<strong>arte mesopot\u00e2mica<\/strong>\u00a0produz obras de grande qualidade est\u00e9tica, sobretudo no que se refere \u00e0 variedade de motivos introduzidos para ornamentar est\u00e1tuas e selos.\n\nImp\u00e9rio ass\u00edrio &#8211; Ao norte da Mesopot\u00e2mia tem in\u00edcio a domina\u00e7\u00e3o ass\u00edria, cujo per\u00edodo de apogeu ocorre entre 1.000 a.C. e 612 a.C. e atinge grandes resultados art\u00edsticos com o desenvolvimento da estrutura\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie. O baixo-relevo em calc\u00e1rio Assurnasipal na ca\u00e7a ao le\u00e3o (880 a.C.?-860 a.C.?), que se pode ver no Museu Brit\u00e2nico de Londres, \u00e9 uma obra dotada de enorme poder de s\u00edntese e din\u00e2mica.\n\nImp\u00e9rio babil\u00f4nico &#8211; Um \u00faltimo florescimento da\u00a0<strong>arte no Antigo Oriente\u00a0<\/strong>se d\u00e1 no imp\u00e9rio babil\u00f4nico, de 612 a.C. a 539 a.C. S\u00e3o constru\u00eddos pal\u00e1cios e templos, que unem a tradi\u00e7\u00e3o mesopot\u00e2mica e a eg\u00edpcia, onde n\u00e3o h\u00e1 monumentalidade, e o que mais chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 o rebuscamento decorativo.\n<h4>ARTE CRETO-MIC\u00caNICA<\/h4>\nUma terceira cultura elevada surge por volta de 2.000 a.C., em Creta. O aperfei\u00e7oamento da estiliza\u00e7\u00e3o pr\u00e9-hist\u00f3rica ocorre por um caminho menos austero que o das\u00a0<strong>artes eg\u00edpcia e mesopot\u00e2mica<\/strong>.\n\nEspecialmente nas figuras em terracota, desenvolve-se em Creta uma t\u00e9cnica art\u00edstica que obt\u00e9m achados in\u00e9ditos em termos de vivacidade e simbolismo. Por volta de 1.400 a.C., Creta passa ao dom\u00ednio mic\u00eanico, cultura em que a grandiosidade \u00e9 mais importante do que o detalhe &#8211; como no Pal\u00e1cio de Minos, em Cnossos.\n<h4>ARTE GREGA<\/h4>\nForam provavelmente os gregos mic\u00eanicos que deram origem, no s\u00e9culo VIII a.C., a um per\u00edodo de grandeza est\u00e9tica que marcou toda a civiliza\u00e7\u00e3o ocidental. Sob influ\u00eancia orientalizante, criam um estilo crescentemente rigoroso, solene e preciso &#8211; que leva adiante as conquistas da\u00a0<strong>arte eg\u00edpcia<\/strong>.\n\n\u00c9 encontrado primeiro em manifesta\u00e7\u00f5es estilizadas na cer\u00e2mica e passa a esculturas monumentais, estruturado em segmentos geom\u00e9tricos, como na est\u00e1tua de m\u00e1rmore Kouros (600 a.C.?), em que a representa\u00e7\u00e3o humana \u00e9 tipicamente \u00e1tica.\n\nSistema de propor\u00e7\u00f5es &#8211; No s\u00e9culo V a.C., um sistema de propor\u00e7\u00f5es ideais est\u00e1 estabelecido, permitindo a edifica\u00e7\u00e3o de obras como o Partenon &#8211; ver foto ao lado -, templo dedicado a Palas Atena, onde a fisionomia dos deuses \u00e9 derivada de atletas da \u00e9poca. Surgem as primeiras experi\u00eancias com perspectiva, assinadas por Z\u00eauxis e Polignoto.\n\nA sofistica\u00e7\u00e3o desse sistema permite, entre os anos 350 a.C. e 200 a.C., que escultores como L\u00edsipo, Apeles e Prot\u00f3genes d\u00eaem interpreta\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas a suas figuras, humanizando-as. O ideal de equil\u00edbrio e simplicidade do s\u00e9culo V a.C. se torna mais flex\u00edvel; os tra\u00e7os das faces, o detalhismo dram\u00e1tico das vestes e a disposi\u00e7\u00e3o das figuras d\u00e3o individualidade e intensidade \u00e0s esculturas.\n\nDa serenidade de est\u00e1tuas como Efebo de Cr\u00edtios (480 a.C.?) passa-se \u00e0 expressividade de obras como G\u00e1lata e sua esposa (230 a.C.?-210 a.C.?) e chega-se \u00e0 afeta\u00e7\u00e3o de Grupo de Laocoonte (fim do s\u00e9culo II &#8211; in\u00edcio do s\u00e9culo I a.C.).\n<h4>ARTE ROMANA<\/h4>\nCom a decad\u00eancia da\u00a0<strong>arte cl\u00e1ssica grega<\/strong>, a arte romana toma seu lugar a partir do s\u00e9culo I a.C. Templos como a Casa quadrada, em N\u00eemes (Fran\u00e7a), constru\u00eddo em 16 a.C., s\u00e3o derivados diretamente da est\u00e9tica grega. Paralelamente, surge no Imp\u00e9rio Romano a pr\u00e1tica da pintura mural decorativa; em localidades como Pomp\u00e9ia, ela atinge grande inventividade, com ensaios de perspectiva que s\u00f3 ser\u00e3o retomados no Renascimento. A escultura romana, por sua vez, n\u00e3o apresenta evolu\u00e7\u00e3o significativa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 grega.\n\nFonte: www.conhecimentosgerais.com.br\n<h6>Arte na Antiguidade<\/h6>\n<p class=\"google\"><\/p>\n\n<h4>Pr\u00e9-Hist\u00f3ria<\/h4>\nUm dos per\u00edodos mais fascinantes da hist\u00f3ria humana \u00e9 a Pr\u00e9-hist\u00f3ria. Esse per\u00edodo n\u00e3o foi registrado por documentos escritos, pois \u00e9 exatamente a \u00e9poca anterior \u00e0 escrita.\n\nAs primeiras express\u00f5es da arte eram muito simples, consistiam em tra\u00e7os feitos nas paredes das cavernas. Muito tempo depois \u00e9 que os artistas pr\u00e9-hist\u00f3ricos come\u00e7aram a desenhar e pintar animais.\n\nPintavam os seres, um animal por exemplo, do modo como o via de uma determinada perspectiva, reproduzindo a natureza tal qual sua vista a captava.\n\nS\u00e3o inevit\u00e1veis as perguntas sobre os motivos que levaram o homem a fazer essas pinturas. A explica\u00e7\u00e3o mais aceita \u00e9 que fazia parte de um processo de magia e que de alguma maneira eles procuravam interferir na captura do animal desenhado, o pintor paleol\u00edtico supunha ter poder sobre o animal desde que possu\u00edsse a sua imagem.\n\nA produ\u00e7\u00e3o do homem pr\u00e9-hist\u00f3rico, pelo menos a que foi encontrada e conservada, \u00e9 representada por objetos em grande parte portadores de uma utilidade, seja ela dom\u00e9stica ou religiosa: ferramentas, armas ou figuras com uma simbologia espec\u00edfica.\n\nNo entanto, seu estudo e a compara\u00e7\u00e3o entre elas permitiram constatar que j\u00e1 existiam ent\u00e3o no\u00e7\u00f5es de t\u00e9cnica, habilidade e desenho, embora n\u00e3o se possa separar o conceito de arte, em praticamente nenhum caso, dos conceitos de funcionalidade e religi\u00e3o.\n\nOs artistas do Paleol\u00edtico Superior realizaram tamb\u00e9m esculturas. Mas, tanto na pintura quanto na escultura, nota-se a aus\u00eancia de figuras masculinas.\n\nO homem do Neol\u00edtico desenvolveu a t\u00e9cnica de tecer panos, de fabricar cer\u00e2mica e construiu as primeiras moradias. todas essas conquistas tiveram um forte reflexo na arte. A conseq\u00fc\u00eancia imediata foi o abandono do estilo naturalista e o surgimento de um estilo geometrizante, vamos encontrar figuras que mais sugerem do que reproduzem os seres.\n\nCome\u00e7aram as representa\u00e7\u00f5es da vida coletiva, a preocupa\u00e7\u00e3o com o movimento fez com que as figuras ficassem cada vez mais leves e \u00e1geis. Desses desenhos surge a primeira forma de escrita, que consiste em representar seres e id\u00e9ias pelo desenho.\n\nS\u00e3o tamb\u00e9m desse per\u00edodo as constru\u00e7\u00f5es denominadas dolmens, duas ou mais pedras grandes fincadas verticalmente no ch\u00e3o, como se fossem paredes, e em uma grande pedra colocada horizontalmente sobre elas, parecendo um teto. A explica\u00e7\u00e3o sobre essas constru\u00e7\u00f5es ainda n\u00e3o foram suficientemente esclarecidas pela Hist\u00f3ria e pela Antropologia\n<h4>Mesopot\u00e2mia<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arte na Antiguidade\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/artena24.jpg\" alt=\"Arte na Antiguidade\" width=\"269\" height=\"187\" \/><\/p>\nA arquitetura da Mesopot\u00e2mia empregou nos seus est\u00e1gios iniciais tijolos de barro cozido, male\u00e1veis, mas pouco resistentes, o que explica o alto grau de desgaste das constru\u00e7\u00f5es encontradas. As obras mais representativas da constru\u00e7\u00e3o na Mesopot\u00e2mia &#8211; os zigurates ou templos em forma de torre &#8211; s\u00e3o da \u00e9poca dos primeiros povos sum\u00e9rios e sua forma foi mantida sem altera\u00e7\u00e3o pelos ass\u00edrios. Na realidade, tratava-se de edifica\u00e7\u00f5es superpostas que formavam um tipo de pir\u00e2mide de faces escalonadas, dividida em v\u00e1rias c\u00e2maras.\n\nO zigurate da cidade de Ur \u00e9 um dos que se conservaram em melhor estado, gra\u00e7as a Nabucodonosor II, que ordenou sua reconstru\u00e7\u00e3o depois que os ac\u00e1dios o destru\u00edram. O templo consistia em sete pavimentos e o santu\u00e1rio ficava no terra\u00e7o. Acredita-se que na reconstru\u00e7\u00e3o tentou-se copiar a famosa Torre de Babel, hoje destru\u00edda.\n\nO acesso ao \u00faltimo pavimento era feito por escadarias intermin\u00e1veis e estreitas que rodeavam os muros. O templo era dedicado ao deus Nannar e \u00e0 esposa do rei Nabucodonosor, Ningal.\n\nA arquitetura monumental aquem\u00eanida retomou as formas babil\u00f4nicas e ass\u00edrias com a monumentalidade eg\u00edpcia e o dinamismo grego. Os primeiros pal\u00e1cios de Pas\u00e1rgada, de Ciro, o Grande (559 a.C. &#8211; 530 a.C.), possu\u00edam salas de fileira dupla de colunas acaneladas com capit\u00e9is em forma de cabe\u00e7a de touro, de influ\u00eancia j\u00f4nica.\n\nPara centralizar o poder, Dario (522 a.C. &#8211; 486 a.C.) transformou Susa e Pers\u00e9polis respectivamente em capitais administrativa e religiosa. Seus pal\u00e1cios, obras do renascimento oriental, foram as \u00faltimas testemunhas da arquitetura oriental antiga.\n\nNo que se refere \u00e0s tumbas, os monarcas aquem\u00eanidas, que n\u00e3o seguiram a tradi\u00e7\u00e3o zoro\u00e1strica de expor seus cad\u00e1veres \u00e0s aves de rapina, mandavam escavar suntuosos monumentos funer\u00e1rios nas rochas de montanhas sagradas. Uma das tumbas mais conhecidas \u00e9 a de Dario I, na encosta do monte Hussein-Kuh. Sua fachada imita o portal de um pal\u00e1cio e \u00e9 coroada com o disco do deus Ahura Mazda. Este foi o modelo seguido posteriormente nas necr\u00f3poles.\n\nAs primeiras esculturas descobertas na Mesopot\u00e2mia datam de 5000 a.C. e s\u00e3o em sua maioria figuras que lembram muito as V\u00eanus pr\u00e9-hist\u00f3ricas encontradas no restante da Europa. No mil\u00eanio seguinte reflete-se uma estiliza\u00e7\u00e3o das formas tendentes ao naturalismo e s\u00e3o encontradas pe\u00e7as de m\u00e1rmore, tais como bustos, estelas comemorativas e relevos.\n\nA mais importante \u00e9 a estelas encontrada em Langash, n\u00e3o apenas por ser considerada a mais antiga do mundo, como tamb\u00e9m porque \u00e9 nela que aparece pela primeira vez a representa\u00e7\u00e3o de uma batalha.\n\nAs est\u00e1tuas mais caracter\u00edsticas s\u00e3o figuras de homem ou mulher em p\u00e9, chamadas de oradores, trajados com t\u00fanicas amplas, com as m\u00e3os postas na altura do peito, sendo o rosto a parte mais chamativa do conjunto, devido ao superdimensionamento dos olhos, normalmente elaborados com incrusta\u00e7\u00f5es de pedra.\n\nQuanto aos relevos, sua import\u00e2ncia \u00e9 indubitavelmente fundamental para a compreens\u00e3o da hist\u00f3ria, da iconografia religiosa e do cerimonial dos povos mesopot\u00e2micos.\n\nExistiam v\u00e1rios tipos, entre eles os esculpidos em pedra e os realizados sobre ladrilhos esmaltados, como \u00e9 o caso dos poucos restos encontrados da famosa &#8220;Porta dos Deuses&#8221; (o que, na verdade, significa Babil\u00f4nia) e os de argila.\n\nDependendo do povoado e da cidade, os temas e os estilos variavam: durante as dinastias ac\u00e1dia e persa, a tem\u00e1tica era a narra\u00e7\u00e3o da vit\u00f3ria dos reis, enquanto na \u00e9poca dos babil\u00f4nios a prefer\u00eancia era pelas representa\u00e7\u00f5es das divindades ou das tarefas cotidianas do povo.\n<h4>A Arte no Egito<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arte na Antiguidade\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/artena25.jpg\" alt=\"Arte na Antiguidade\" width=\"268\" height=\"177\" \/><\/p>\nA arte eg\u00edpcia estava intimamente ligada \u00e0 religi\u00e3o, por isso era bastante padronizada, n\u00e3o dando margens \u00e0 criatividade ou \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o pessoal, pois a obra devia revelar um perfeito dom\u00ednio das t\u00e9cnicas e n\u00e3o o estilo do artista.\n\nA arte eg\u00edpcia caracteriza-se pela representa\u00e7\u00e3o da figura humana sempre com o tronco desenhado de frente, enquanto a cabe\u00e7a, as pernas e os p\u00e9s s\u00e3o colocados de perfil. O convencionalismo e o conservadorismo das t\u00e9cnicas de cria\u00e7\u00e3o voltaram a produzir esculturas e retratos estereotipados que representam a apar\u00eancia ideal dos seres, principalmente dos reis, e n\u00e3o seu aspecto real.\n\nAp\u00f3s a morte de Rams\u00e9s II, o poder real tornou-se muito fraco. O Egito foi invadido sucessivamente pelos et\u00edopes, persas, gregos e, finalmente, pelos romanos. A sua arte, que influenciada pela dos povos invasores, vai perdendo sua caracter\u00edsticas.\n\nA pintura eg\u00edpcia teve seu apogeu durante o imp\u00e9rio novo, uma das etapas hist\u00f3ricas mais brilhantes dessa cultura. Entretanto, \u00e9 preciso esclarecer que, devido \u00e0 fun\u00e7\u00e3o religiosa dessa arte, os princ\u00edpios pict\u00f3ricos evolu\u00edram muito pouco de um per\u00edodo para outro.\n\nContudo, eles se mantiveram sempre dentro do mesmo naturalismo original. Os temas eram normalmente representa\u00e7\u00f5es da vida cotidiana e de batalhas, quando n\u00e3o de lendas religiosas ou de motivos de natureza escatol\u00f3gica.\n\nAs figuras t\u00edpicas dos murais eg\u00edpcios, de perfil mas com os bra\u00e7os e o corpo de frente, s\u00e3o produto da utiliza\u00e7\u00e3o da perspectiva da apar\u00eancia. Os eg\u00edpcios n\u00e3o representaram as partes do corpo humano com base na sua posi\u00e7\u00e3o real, mas sim levando em considera\u00e7\u00e3o a posi\u00e7\u00e3o de onde melhor se observasse cada uma das partes: o nariz e o toucado aparecem de perfil, que \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o em que eles mais se destacam; os olhos, bra\u00e7os e tronco s\u00e3o mostrados de frente.\n\nEssa est\u00e9tica manteve-se at\u00e9 meados do imp\u00e9rio novo, manifestando-se depois a prefer\u00eancia pela representa\u00e7\u00e3o frontal. Um cap\u00edtulo \u00e0 parte na arte eg\u00edpcia \u00e9 representado pela escrita. Um sistema de mais de 600 s\u00edmbolos gr\u00e1ficos, denominados hier\u00f3glifos, desenvolveu-se a partir do ano 3300 a.C. e seu estudo e fixa\u00e7\u00e3o foi tarefa dos escribas. O suporte dos escritos era um papel fabricado com base na planta do papiro.\n\nA escrita e a pintura estavam estreitamente vinculadas por sua fun\u00e7\u00e3o religiosa. As pinturas murais dos hipogeus e as pir\u00e2mides eram acompanhadas de textos e f\u00f3rmulas m\u00e1gicas dirigidas \u00e0s divindades e aos mortos.\n\n\u00c9 curioso observar que a evolu\u00e7\u00e3o da escrita em hier\u00f3glifos mais simples, a chamada escrita hier\u00e1tica, determinou na pintura uma evolu\u00e7\u00e3o semelhante, traduzida em um processo de abstra\u00e7\u00e3o. Essas obras menos naturalistas, pela sua correspond\u00eancia estil\u00edstica com a escrita, foram chamadas, por sua vez, de Pinturas Hier\u00e1ticas.\n\nDo imp\u00e9rio antigo conservam-se as famosas pinturas Ocas de Meidun e do imp\u00e9rio novo merecem men\u00e7\u00e3o os murais da tumba da rainha Nefertari, no Vale das Rainhas, em Tebas.\n\nA pir\u00e2mide foi criada durante a dinastia III, pelo arquiteto Imhotep, e essa magn\u00edfica obra lhe valeu a diviniza\u00e7\u00e3o. No in\u00edcio as tumbas eg\u00edpcias tinham a forma de pequenas caixas; eram feitas de barro, recebendo o nome de mastabas (banco). Foi desse arquiteto a id\u00e9ia de superpor as mastabas, dando-lhes a forma de pir\u00e2mide.\n\nTamb\u00e9m se deve a Imhotep a substitui\u00e7\u00e3o do barro pela pedra, o que sem d\u00favida era mais apropriado, tendo em vista a conserva\u00e7\u00e3o do corpo do morto. As primeiras pir\u00e2mides foram as do rei Djeser, e elas eram escalonadas. As mais c\u00e9lebres do mundo pertencem com certeza \u00e0 dinastia IV e se encontram em Giz\u00e9: Qu\u00e9ops, Qu\u00e9fren e Miquerinos, cujas faces s\u00e3o completamente lisas.\n\nA regularidade de certas pir\u00e2mides deve-se aparentemente \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de um n\u00famero \u00e1ureo, que muito poucos arquitetos conheciam. Outro tipo de constru\u00e7\u00e3o foram os hipogeus, templos escavados nas rochas, dedicados a v\u00e1rias divindades ou a uma em particular.\n\nNormalmente eram divididos em duas ou tr\u00eas c\u00e2maras: a primeira para os profanos; a segunda para o fara\u00f3 e os nobres; e a terceira para o sumo sacerdote. A entrada a esses templos era protegida por galerias de est\u00e1tuas de grande porte e esfinges. Quanto \u00e0 arquitetura civil e palaciana, as ru\u00ednas existentes n\u00e3o permitem recolher muita informa\u00e7\u00e3o a esse respeito.\n\nA escultura eg\u00edpcia foi antes de tudo animista, encontrando sua raz\u00e3o de ser na eterniza\u00e7\u00e3o do homem ap\u00f3s a morte. Foi uma estatu\u00e1ria principalmente religiosa. A representa\u00e7\u00e3o de um fara\u00f3 ou um nobre era o substituto f\u00edsico da morte, sua c\u00f3pia em caso de decomposi\u00e7\u00e3o do corpo mumificado. Isso talvez pudesse justificar o exacerbado naturalismo alcan\u00e7ado pelos escultores eg\u00edpcios, principalmente no imp\u00e9rio antigo.\n\nCom o passar do tempo, a exemplo da pintura, a escultura acabou se estilizando. As estatuetas de barro eram pe\u00e7as concebidas como partes complementares do conjunto de objetos no ritual funer\u00e1rio. J\u00e1 a estatu\u00e1ria monumental de templos e pal\u00e1cios surgiu a partir da dinastia XVIII, como parte da nova arquitetura imperial, de car\u00e1ter representativo.\n\nPaulatinamente, as formas foram se complicando e passaram do realismo ideal para o amaneiramento completo. Com os reis ptolemaicos, a grande influ\u00eancia da Gr\u00e9cia revelou-se na pureza das formas e no aperfei\u00e7oamento das t\u00e9cnicas. A princ\u00edpio, o retrato tridimensional foi privil\u00e9gio de fara\u00f3s e sacerdotes.\n\nCom o tempo estendeu se a certos membros da sociedade, como os escribas. Dos retratos reais mais populares merecem men\u00e7\u00e3o os dois bustos da rainha Nefertite, que, de acordo com eles, \u00e9 considerada uma das mulheres mais belas da hist\u00f3ria universal. Ambos s\u00e3o de autoria de um dos poucos artistas eg\u00edpcios conhecidos, o escultor Thutmosis, e encontram-se hoje nos museus do Cairo e de Berlim.\n\nIgualmente importantes foram as obras de ourivesaria, cuja maestria e beleza s\u00e3o suficientes para testemunhar a eleg\u00e2ncia e a ostenta\u00e7\u00e3o das cortes eg\u00edpcias. Os materiais mais utilizados eram o ouro, a prata e pedras.\n\nAs j\u00f3ias sempre tinham uma fun\u00e7\u00e3o espec\u00edfica (talism\u00e3s), a exemplo dos objetos elaborados para os templos e as tumbas. Os ourives tamb\u00e9m colaboraram na decora\u00e7\u00e3o de templos e pal\u00e1cios, revestindo muros com l\u00e2minas de ouro e prata lavrados contendo inscri\u00e7\u00f5es, dos quais restaram apenas testemunho.\n<h4>A Arte Grega<\/h4>\nDos povos da antiguidade, os que apresentaram uma produ\u00e7\u00e3o cultural mais livre foram os gregos, que valorizaram especialmente as a\u00e7\u00f5es humanas, na certeza de que o homem era a criatura mais importante do universo.\n\nAssim, o conhecimento, atrav\u00e9s da raz\u00e3o, esteve sempre acima da f\u00e9 em divindades. Enquanto os eg\u00edpcios procuravam fazer uma figura realista de um homem, o escultor grego acreditava que uma est\u00e1tua que representasse um homem n\u00e3o deveria ser apenas semelhante a um homem, mas tamb\u00e9m um objeto belo em si mesmo.Seus reis n\u00e3o eram deuses, mas seres inteligentes e justos, que dedicavam ao bem estar do povo e a democracia.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arte na Antiguidade\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/artena17.jpg\" alt=\"Arte na Antiguidade\" width=\"170\" height=\"222\" \/><\/p>\nPodem-se distinguir quatro grandes per\u00edodos na evolu\u00e7\u00e3o da arte grega: o geom\u00e9trico (s\u00e9culos IX e VIII a.C.), o arcaico (VII e VI a.C.), o cl\u00e1ssico (V e IV a.C.) e o helen\u00edstico (do s\u00e9culo III ao I a.C.). No chamado per\u00edodo geom\u00e9trico, a arte se restringiu \u00e0 decora\u00e7\u00e3o de variados utens\u00edlios e \u00e2nforas. Esses objetos eram pintados com motivos circulares e semicirculares, dispostos simetricamente.\n\nA t\u00e9cnica aplicada nesse trabalho foi herdada das culturas cretense e mic\u00eanica. Passado muito tempo, a partir do s\u00e9culo VII a.C., durante o denominado per\u00edodo arcaico, a arquitetura e a escultura experimentaram um not\u00e1vel desenvolvimento gra\u00e7as \u00e0 influ\u00eancia dessas e outras culturas mediterr\u00e2neas.\n\nTamb\u00e9m pesaram o estudo e a medi\u00e7\u00e3o do antigo megaron, sala central dos pal\u00e1cios de Micenas a partir da qual concretizaram os estilos arquitet\u00f4nicos do que seria o tradicional templo grego. Entre os s\u00e9culos V e IV a.C., a arte grega consolida suas formas definitivas. Na escultura, somou-se ao naturalismo e \u00e0 propor\u00e7\u00e3o das figuras o conceito de dinamismo refletido nas est\u00e1tuas de atletas como o Disc\u00f3bolo de Miron e o Dor\u00edforo de Policleto.\n\nNa arquitetura, em contrapartida, o aperfei\u00e7oamento da \u00f3ptica (perspectiva) e a fus\u00e3o equilibrada do estilo j\u00f4nico e d\u00f3rico trouxe como resultado o Partenon de Atenas, modelo cl\u00e1ssico por excel\u00eancia da arquitetura dessa \u00e9poca. No s\u00e9culo III, durante o per\u00edodo helen\u00edstico, a culturagrega se difunde, principalmente gra\u00e7as \u00e0s conquistas e expans\u00e3o de Alexandre Magno, por toda a bacia do Mediterr\u00e2neo e \u00c1sia Menor.\n\nA pintura grega encontrou uma forma de realiza\u00e7\u00e3o na arte da cer\u00e2mica, os vasos gregos s\u00e3o conhecidos n\u00e3o s\u00f3 pelo equil\u00edbrio de sua forma, mas tamb\u00e9m pela harmonia entre o desenho, as cores e o espa\u00e7o utilizado para a ornamenta\u00e7\u00e3o.\n\nNo come\u00e7o, os desenhos eram simplesmente formas geom\u00e9tricas elementares &#8211; de onde se originou a denomina\u00e7\u00e3o de geom\u00e9trico conferida a esse primeiro per\u00edodo (s\u00e9culos IX e VIII a.C.) &#8211; que mal se destacavam na superf\u00edcie.\n\nCom o passar do tempo, elas foram gradativamente se enriquecendo, at\u00e9 adquirir volume. Surgiram ent\u00e3o os primeiros desenhos de plantas e animais guarnecidos por adornos chamados de meandros.\n\nNuma etapa pr\u00f3xima, j\u00e1 no per\u00edodo arcaico (s\u00e9culos VII e VI a.C.), come\u00e7ou a ser inclu\u00edda nos desenhos a figura humana, que apresentava um grafismo muito estilizado. E, com o aparecimento de novas tend\u00eancias\u00a0 naturalistas, ela passou a ser cada vez mais utilizada nas representa\u00e7\u00f5es mitol\u00f3gicas, o que veio a aumentar sua import\u00e2ncia.\n\nAs cenas eram apresentadas em faixas horizontais paralelas que podiam ser visualizadas ao se girar a pe\u00e7a de cer\u00e2mica. Com a substitui\u00e7\u00e3o do cinzel pelo pincel, os tra\u00e7ados se tornaram mais precisos e ricos em detalhes.\n\nAs pe\u00e7as de cer\u00e2mica pintadas come\u00e7am a experimentar uma percept\u00edvel decad\u00eancia durante o classicismo (s\u00e9culos IV e V a.C.). No entanto, passado um bom tempo, elas acabaram ressurgindo triunfantes no per\u00edodo helen\u00edstico (s\u00e9culo III), totalmente renovadas, cheias de cor e ricamente decoradas.\n\nAs primeiras esculturas gregas (s\u00e9culo IX a.C.) n\u00e3o passavam de pequenas figuras humanas feitas de materiais muito brandos e f\u00e1ceis de manipular, como a argila, o marfim ou a cera. Essa condi\u00e7\u00e3o s\u00f3 se alterou no per\u00edodo arcaico (s\u00e9culos VII e VI a.C.), quando os gregos come\u00e7aram a trabalhar a pedra. Os motivos mais comuns das primeiras obras eram simples est\u00e1tuas de rapazes (kouros) e mo\u00e7as (kor\u00e9s).\n\nAs figuras esculpidas apresentavam formas lisas e arredondadas e plasmavam na pedra uma beleza ideal. Essas figuras humanas guardavam uma grande semelhan\u00e7a com as esculturas eg\u00edpcias, as quais, obviamente, lhes haviam servido de modelo.\n\nCom o advento do classicismo (s\u00e9culos V e IV a.C.), a estatu\u00e1ria grega foi assumindo um car\u00e1ter pr\u00f3prio e acabou abandonando definitivamente os padr\u00f5es orientais. Foi o consciencioso estudo das propor\u00e7\u00f5es que veio oferecer a possibilidade de se copiar fielmente a anatomia humana, e com isso os rostos obtiveram um ganho consider\u00e1vel em expressividade e realismo.\n\nMais tarde introduziu-se o conceito de contrapposto &#8211; posi\u00e7\u00e3o na qual a escultura se apoiava totalmente numa perna, deixando a outra livre, e o princ\u00edpio do dinamismo tomou forma nas representa\u00e7\u00f5es de atletas em plena a\u00e7\u00e3o. Entre os grandes artistas do classicismo est\u00e3o: Policleto,(que criou a regra do &#8220;belo ideal&#8221; que divide o corpo humano em 8 partes iguais.\n\nEssa regra \u00e9 utilizada at\u00e9 hoje nas aulas de desenho.)Miron, Prax\u00edteles e F\u00eddias. Contudo, n\u00e3o se pode tampouco deixar de mencionar Lisipo, que, nas suas tentativas de plasmar as verdadeiras fei\u00e7\u00f5es do rosto, conseguiu acrescentar uma inova\u00e7\u00e3o a esta arte, criando os primeiros retratos. Durante o per\u00edodo hel\u00eanico (s\u00e9culo III a.C.), verificou-se uma \u00eanfase nas formas herdadas do classicismo, e elas foram se sofisticando.\n\nO resultado disso foi o surgimento de obras de inigual\u00e1vel monumentalidade e beleza, como O Colosso de Rodes, de trinta e dois metros de altura. \u00c9 interessante esclarecer que, tanto por sua fun\u00e7\u00e3o religiosa quanto pela sua import\u00e2ncia como elemento decorativo, a escultura estava estreitamente ligada \u00e0 arquitetura. Isso se evidencia nas est\u00e1tuas trabalhadas nas fachadas, colunas e interiores dos templos.\n\nNa arquitetura, n\u00e3o resta d\u00favida de que o templo foi um dos legados mais importantes da arte grega ao Ocidente. Suas origens devem ser procuradas no megaron mic\u00eanico. Este aposento, de morfologia bastante simples, apesar de ser a acomoda\u00e7\u00e3o principal do pal\u00e1cio do governante, nada mais era do que uma sala retangular, \u00e0 qual se tinha acesso atrav\u00e9s de um pequeno p\u00f3rtico (pronaos), e quatro colunas que sustentavam um teto parecido com o atual telhado de duas \u00e1guas. No princ\u00edpio, esse foi o esquema que marcou os c\u00e2nones da edifica\u00e7\u00e3o grega.\n\nFoi a partir do aperfei\u00e7oamento dessa forma b\u00e1sica que se configurou o templo grego tal como o conhecemos hoje. No princ\u00edpio, os materiais utilizados eram o adobe &#8211; para as paredes &#8211; e a madeira &#8211; para as colunas. Mas, a partir do s\u00e9culo VII a.C. (per\u00edodo arcaico), eles foram caindo em desuso, sendo substitu\u00eddos pela pedra.\n\nEssa inova\u00e7\u00e3o permitiu que fosse acrescentada uma nova fileira de colunas na parte externa (peristilo) da edifica\u00e7\u00e3o, fazendo com que o templo obtivesse um ganhono que toca \u00e0 monumentalidade. Surgiram ent\u00e3o os primeiros estilos arquitet\u00f4nicos: o d\u00f3rico, ao sul, nas costas do Peloponeso, e o j\u00f4nico, a leste. Os templos d\u00f3ricos eram em geral baixos e maci\u00e7os.\n\nAs grossas colunas que lhes davam sustenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o dispunham de base, e o fuste tinha forma acanelada. O capitel, em geral muito simples, terminava numa moldura convexa chamada de eq\u00fcino. As colunas davam suporte a um entablamento (sistema de cornijas) formado por uma arquitrave (parte inferior) e um friso de tr\u00edglifos (decora\u00e7\u00e3o acanelada) entremeado de m\u00e9topas.\n\nA constru\u00e7\u00e3o j\u00f4nica, de dimens\u00f5es maiores, se apoiava numa fileira dupla de colunas, um pouco mais estilizadas, e apresentava igualmente um fuste acanelado e uma base s\u00f3lida. O capitel culminava em duas colunas graciosas, e os frisos eram decorados em altos-relevos. Mais adiante, no per\u00edodo cl\u00e1ssico (s\u00e9culos V e IV a.C.), a arquitetura grega atingiu seu ponto m\u00e1ximo.\n\nAos dois estilos j\u00e1 conhecidos veio se somar um outro, o cor\u00edntio, que se caracterizava por um capitel t\u00edpico cuja extremidade era decorada por folhas de acanto.As formas foram se estilizando ainda mais e acrescentou-se uma terceira fileira de colunas.\n\nO Partenon de Atenas \u00e9 a mais evidente ilustra\u00e7\u00e3o desse brilhante per\u00edodo arquitet\u00f4nico grego.Na \u00e9poca da hegemonia helen\u00edstica (s\u00e9culoIII a.C.), a constru\u00e7\u00e3o, que conservou as formas b\u00e1sicas do per\u00edodo cl\u00e1ssico, alcan\u00e7ou o ponto m\u00e1ximo de suntuosidade. As colunas de capit\u00e9is ricamente decorados sustentavam frisos trabalhados em relevo, exibindo uma eleg\u00e2ncia e um trabalho dificilmente super\u00e1veis.\n\nAssim, a hist\u00f3ria da arte grega est\u00e1 ligada \u00e0s \u00e9pocas da vida desse povo. O pr\u00e9-helenismo foi um longo per\u00edodo, no qual a arte estava se afirmando. Na \u00e9poca arcaica , a arte tomou formas definidas. A \u00e9poca cl\u00e1ssica, foi o momento da plenitude e da perfei\u00e7\u00e3o art\u00edstica e cultural dos gregos.\n\nO helenismo foi o momento em que os gregos j\u00e1 haviam chegado \u00e0 plenitude e passaram a espalhar sua arte pelo Egito, pela \u00c1sia Menor, pela S\u00edria e por Roma.\n<h4>A Arte Romana<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arte na Antiguidade\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/artena18.jpg\" alt=\"Arte na Antiguidade\" width=\"260\" height=\"170\" \/><\/p>\nA arte romana sofreu duas grandes influ\u00eancias: a da arte etrusca, popular e voltada para a express\u00e3o da realidade vivida, e a da grego-helen\u00edstica, orientada para a express\u00e3o de um ideal de beleza. mesmo com toda influ\u00eancia e admira\u00e7\u00e3o nas concep\u00e7\u00f5es helen\u00edsticas a respeito da arte, os romanos n\u00e3o abdicaram de um interesse muito pr\u00f3prio: retratar os tra\u00e7os particulares de uma pessoa. O que acabou ocorrendo foi uma acomoda\u00e7\u00e3o entre a concep\u00e7\u00e3o art\u00edstica romana e a grega.\n\nA arte dos romanos revela-nos um povo possuidor de um grande esp\u00edrito pr\u00e1tico: por toda parte em que estiveram, estabeleceram col\u00f4nias, constru\u00edram casas, templos, termas, aquedutos, mercados e edif\u00edcios governamentais.\n\nEmbora n\u00e3o haja d\u00favida de que as obras arquitet\u00f4nicas romanas tenham resultado da aplica\u00e7\u00e3o das propor\u00e7\u00f5es gregas \u00e0 arquitetura de ab\u00f3badas dos etruscos, tamb\u00e9m \u00e9 certo que lhes falta um car\u00e1ter totalmente pr\u00f3prio, um selo que as distinga.\n\nPara come\u00e7ar, a partir do s\u00e9culo II a.C., os arquitetos da antiga Roma dispunham de dois novos materiais de constru\u00e7\u00e3o. Um deles, o opus cementicium &#8211; uma esp\u00e9cie de concreto armado &#8211; era um material praticamente indestrut\u00edvel.Do outro lado estava o opus latericium, o ladrilho, que permitia uma grande versatilidade.\n\nCombinado com o primeiro material, ele oferecia a possibilidade de se constru\u00edrem ab\u00f3badas de enormes dimens\u00f5es e, apesar disso, muito leves.Os romanos tamb\u00e9m modificaram a linguagem arquitet\u00f4nica que haviam recebido dos gregos, uma vez que acrescentaram aos estilos herdados (d\u00f3rico, j\u00f4nico e cor\u00edntio) duas novas formas de constru\u00e7\u00e3o: os estilos toscano e composto.\n\nA evolu\u00e7\u00e3o da arquitetura romana reflete-se fundamentalmente em dois \u00e2mbitos principais: o das escolas p\u00fablicas e o das obras particulares.\n\nAs primeiras (por exemplo, templos, bas\u00edlicas, anfiteatros, arcos de triunfo, colunas comemorativas, termas e edif\u00edcios administrativos) eram obras que apresentavam dimens\u00f5es monumentais e quase sempre formavam um conglomerado desordenado em torno do f\u00f3rum &#8211; ou pra\u00e7a p\u00fablica &#8211; das cidades.\n\nPor outro lado, as segundas, como os pal\u00e1cios urbanos e as vilas de veraneio da classe patr\u00edcia, se desenvolveram em regi\u00f5es privilegiadas das cidades e em seus arredores, com uma decora\u00e7\u00e3o faustosa e distribu\u00eddas em torno de um jardim.\n\nA plebe, ao inv\u00e9s disso, vivia em constru\u00e7\u00f5es de v\u00e1rios pavimentos chamados de insulae, muito parecidos com nossos atuais edif\u00edcios, com portas que davam acesso a sacadas e terra\u00e7os, mas sem divis\u00f5es de ambiente nesses recintos. Seus caracter\u00edsticos tetos de telha de barro cozido ainda subsistem em pleno s\u00e9culo XX.\n\nA engenharia civil merece um par\u00e1grafo \u00e0 parte. Al\u00e9m de construir caminhos que ligavam todo o imp\u00e9rio, os romanos edificaram aquedutos que levavam \u00e1gua limpa at\u00e9 as cidades e tamb\u00e9m desenvolveram complexos sistemas de esgoto para dar vaz\u00e3o \u00e0 \u00e1gua servida e aos dejetos das casas. O conceito de grande urbe que tinham os romanos definitivamente era muito semelhante ao que existe em nossos dias.\n\nA pintura romana sempre esteve estreitamente ligada \u00e0 arquitetura, e sua finalidade era quase exclusivamente decorativa. J\u00e1 no s\u00e9culo II a.C., na \u00e9poca da rep\u00fablica, disseminou-se entre as fam\u00edlias patr\u00edcias, empenhadas em exibir sua riqueza, o peculiar costume de mandar que se fizessem imita\u00e7\u00f5es da opulenta decora\u00e7\u00e3o de templos e pal\u00e1cios, tanto na casa em que viviam quanto naquela em que passavam o ver\u00e3o.\n\nGra\u00e7as a um bem-sucedido efeito \u00f3tico, chegavam a simular nas paredes portas entreabertas que davam acesso a aposentos inexistentes.Com o tempo, aproximadamente na metade do imp\u00e9rio, esse costume deixou de ser moda e foi se atenuando, at\u00e9 que as grandes pinturas murais acabaram tendo reduzidas suas dimens\u00f5es, para transformarem-se finalmente em pequenas imagens destinadas a obter efeitos decorativos. o mosaico foi o outro grande favorito na decora\u00e7\u00e3o de interiores romana.\n\nOs temas prediletos para a aplica\u00e7\u00e3o dessa complicada e minuciosa t\u00e9cnica foram, por um lado, o retrato, que podia ser bem pessoal ou apresentar um car\u00e1ter familiar, e, por outro, as onipresentes cenas mitol\u00f3gicas, al\u00e9m das paisagens rurais ou das marinhas, com sua fauna e flora.\n\nOs romanos costumavam dedicar especial apre\u00e7o pelas obras totalmente naturalistas, din\u00e2micas e proporcionadas da estatu\u00e1ria grega. Diante da impossibilidade de transportar as obras mais valiosas de F\u00eddias, Policleto ou Prax\u00edtenes, eles tomavam provid\u00eancias no sentido de que seus pr\u00f3prios escultores as copiassem.\n\nIsso fez com que surgissem importantes escolas de copistas. Pode-se dizer que quase todas elas logo atingiram um excelente n\u00edvel de realiza\u00e7\u00e3o. Desse modo, a arte estatu\u00e1ria do Imp\u00e9rio compensou com quantidade sua falta de originalidade.\n\nEncontrando na escultura a maneira ideal de perpetuar a hist\u00f3ria e seus protagonistas, proliferaram no \u00e2mbito dessa arte romana os bustos, retratos de corpo inteiro e est\u00e1tuas eq\u00fcestres de imperadores e patr\u00edcios, os quais passaram desse modo \u00e0 posteridade, al\u00e7ados praticamente \u00e0 categoria de deuses.\n\nCl\u00e1udio, por exemplo, fez-se esculpir com os atributos de J\u00fapiter, e Augusto se fez retratar com seus gal\u00f5es militares, afundado numa armadura que deixava entrever os m\u00fasculos do Dor\u00edforo de Policleto.\n\nOs imperadores romanos come\u00e7aram a enfrentar tanto lutas internas pelo poder quanto a press\u00e3o dos povos b\u00e1rbaros que, cada vez mais, investiam contra as fronteiras do imp\u00e9rio. Era o come\u00e7o da decad\u00eancia do Imp\u00e9rio romano que, no s\u00e9culo V, perde o dom\u00ednio do seu territ\u00f3rio do Ocidente para os germ\u00e2nicos.\n<h4>A Arte Crist\u00e3 Primitiva<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arte na Antiguidade\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/artena19.jpg\" alt=\"Arte na Antiguidade\" width=\"196\" height=\"268\" \/><\/p>\nAp\u00f3s a morte de Jesus Cristo, seus disc\u00edpulos passaram a divulgar seus ensinamentos. Inicialmente, essa divulga\u00e7\u00e3o restringiu-se \u00e0 Jud\u00e9ia, prov\u00edncia romana onde Jesus viveu e morreu, mas depois, a comunidade crist\u00e3 come\u00e7ou a dispersar-se por v\u00e1rias regi\u00f5es do Imp\u00e9rio Romano.\n\nNo ano de 64, no governo do Imperador Nero, deu-se a primeira grande persegui\u00e7\u00e3o aos crist\u00e3os. Num espa\u00e7o de 249 anos, eles foram perseguidos mais nove vezes; a \u00faltima e a mais violenta dessas persegui\u00e7\u00f5es ocorreu entre 303 e 305, sob o governo de Diocleciano.\n<h4>A arte das Catacumbas<\/h4>\nPor causa dessas persegui\u00e7\u00f5es, os primeiros crist\u00e3os de Roma enterravam seus mortos em galerias subterr\u00e2neas, denominadas catacumbas. Dentro dessas galerias, o espa\u00e7o destinado a receber o corpo das pessoas era pequeno. Os m\u00e1rtires, por\u00e9m, eram sepultados em locais maiores que passaram a receber em seu teto e em suas paredes laterais as primeiras manifesta\u00e7\u00f5es da pintura crist\u00e3.\n\nInicialmente essas pinturas limitavam-se a representa\u00e7\u00f5es dos s\u00edmbolos crist\u00e3os: a cruz &#8211; s\u00edmbolo do sacrif\u00edcio de Cristo; a palma &#8211; s\u00edmbolo do mart\u00edrio; a \u00e2ncora &#8211; s\u00edmbolo da salva\u00e7\u00e3o; e o peixe &#8211; o s\u00edmbolo preferido dos artistas crist\u00e3os, pois as letras da palavra &#8220;peixe&#8221;, em grego (ichtys), coincidiam com a letra inicial de cada uma das palavras da express\u00e3o lesous Chrastos, Theou Yios, Soter, que significa &#8220;Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador&#8221;\n\nEssas pinturas crist\u00e3s tamb\u00e9m evolu\u00edram e, mais tarde, come\u00e7aram a aparecer cenas do Antigo e do Novo Testamento. Mas o tema predileto dos artistas crist\u00e3os era a figura de Jesus Cristo, o Redentor, representado como o Bom Pastor.\n\n\u00c9 importante notar que essa arte crist\u00e3 primitiva n\u00e3o era executada por grandes artistas, mas por homens do povo, convertidos \u00e0 nova religi\u00e3o. Da\u00ed sua forma rude, \u00e0s vezes grosseira, mas, sobretudo muito simples.\n<h4>A arte e o Cristianismo Oficial<\/h4>\nAs persegui\u00e7\u00f5es aos crist\u00e3os foram aos poucos diminuindo at\u00e9 que,em 313, o Imperador Constantino permitiu que o cristianismo fosse livremente professado e converteu-se \u00e0 religi\u00e3o crist\u00e3. Sem as restri\u00e7\u00f5es do governo de Roma, o cristianismo expandiu-se muito, principalmente nas cidades, e, em 391, o Imperador Teod\u00f3sio oficializou-o como a religi\u00e3o do Imp\u00e9rio.\n\nCome\u00e7aram a surgir ent\u00e3o os primeiros templos crist\u00e3os. Externamente, esses templos mantiveram as caracter\u00edsticas da constru\u00e7\u00e3o romana destinada \u00e0 administra\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a e chegaram mesmo a conservar o seu nome &#8211; bas\u00edlica. J\u00e1 internamente, como era muito grande o n\u00famero de pessoas convertidas \u00e0 nova religi\u00e3o, os construtores procuraram criar amplos espa\u00e7os e ornamentar as paredes com pinturas e mosaicos que ensinavam os mist\u00e9rios da f\u00e9 aos novos crist\u00e3os e contribu\u00edam para o aprimoramento de sua espiritualidade. Al\u00e9m disso, o espa\u00e7o interno foi organizado de acordo com as exig\u00eancias do culto.\n\nA bas\u00edlica de Santa Sabina, constru\u00edda em Roma entre 422 e 432, por exemplo, apresenta uma nave central ampla, pois a\u00ed ficavam os fi\u00e9is durante as cerim\u00f4nias religiosas. Esse espa\u00e7o \u00e9 limitado nas laterais por uma seq\u00fc\u00eancia de colunas com capitel cor\u00edntio, combinadas com belos arcos romanos.\n\nA nave central termina num arco, chamado arco triunfal, e \u00e9 isolada do altar-mor por uma abside, recinto semicircular situado na extremidade do templo. Tanto o arco triunfal como o teto da abside foram recobertos com pinturas retratando personagens e cenas da hist\u00f3ria crist\u00e3.\n<h4>O Cristianismo e a Arte<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arte na Antiguidade\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/artena20.jpg\" alt=\"Arte na Antiguidade\" width=\"269\" height=\"185\" \/><\/p>\nToda essa arte crist\u00e3 primitiva, primeiramente tosca e simples nas catacumbas e depois mais rica e amadurecida nas primeiras bas\u00edlicas, prenuncia as mudan\u00e7as que marcar\u00e3o uma nova \u00e9poca na hist\u00f3ria da humanidade.\n\nComo vimos, a arte crist\u00e3 que surge nas catacumbas em Roma n\u00e3o \u00e9 feita pelos grandes artistas romanos, mas por simples artes\u00e3os. Por isso, n\u00e3o tem as mesmas qualidades est\u00e9ticas da arte pag\u00e3. Mas as pinturas das catacumbas j\u00e1 s\u00e3o indicadoras do comprometimento entre a arte e a doutrina crist\u00e3, que ser\u00e1 cada vez maior e se firmar\u00e1 na Idade M\u00e9dia.\n<h4>A Arte Bizantina<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arte na Antiguidade\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/artena21.jpg\" alt=\"Arte na Antiguidade\" width=\"269\" height=\"165\" \/><\/p>\nEm 395, o Imperador Teod\u00f3sio dividiu em duas partes o imenso territ\u00f3rio que dominava: o Imp\u00e9rio Romano do Ocidente e o Imp\u00e9rio Romano do Oriente\n\nO Imp\u00e9rio Romano do Ocidente, que ficou com a capital em Roma, sofreu sucessivas ondas de invas\u00f5es b\u00e1rbaras at\u00e9 cair completamente em poder dos invasores, no ano de 476, data que marca o fim da Idade Antiga e o in\u00edcio da Idade M\u00e9dia.\n\nJ\u00e1 o Imp\u00e9rio Romano do Oriente, apesar das cont\u00ednuas crises pol\u00edticas que sofreu, conseguiu manter sua unidade at\u00e9 1453, quando os turcos tomaram sua capital, Constantinopla. Teve in\u00edcio ent\u00e3o um novo per\u00edodo hist\u00f3rico: a Idade Moderna.\n\nConstantinopla foi fundada pelo Imperador Constantino, em 330, no local onde ficava Biz\u00e2ncio, antiga col\u00f4nia grega. Por causa de sua localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica entre a Europa e a \u00c1sia, no estreito de B\u00f3sforo, esta rica cidade foi palco de uma verdadeira s\u00edntese das culturas greco-romana e oriental. Entretanto, o termo bizantino, derivado de Biz\u00e2ncio, passou a ser usado para nomear as cria\u00e7\u00f5es culturais de todo o Imp\u00e9rio do Oriente, e n\u00e3o s\u00f3 daquela cidade.\n\nO Imp\u00e9rio Bizantino &#8211; como acabou sendo denominado o Imp\u00e9rio Romano do Oriente &#8211; alcan\u00e7ou seu apogeu pol\u00edtico e cultural durante o governo do Imperador Justiniano, que reinou de 527 a 565.\n\nA afirma\u00e7\u00e3o do cristianismo coincidiu historicamente com o momento de esplendor da capital do Imp\u00e9rio Bizantino. Por isso, ao contr\u00e1rio da arte crist\u00e3 primitiva, que era popular e simples, a arte crist\u00e3 depois da oficializa\u00e7\u00e3o do cristianismo assume um car\u00e1ter majestoso,\n\nA Arte bizantina tinha um objetivo: expressar a autoridade absoluta do imperador, considerado sagrado, representante de Deus e com poderes temporais e espirituais.\n\nPara que a arte atingisse melhor esse objetivo, uma s\u00e9rie de conven\u00e7\u00f5es foram estabelecidas, tal como na arte eg\u00edpcia. Uma delas foi a frontal\u00ecdade, pois a postura r\u00edgida da figura leva o observador a uma atitude de respeito e venera\u00e7\u00e3o pelo personagem representado.\n\nPor outro lado, quando o artista reproduz frontalmente as figuras, ele mostra um respeito pelo observador, que v\u00ea nos soberanos e nas personagens sagradas seus senhores e protetores. Al\u00e9m da frontalidade, outras regras minuciosas foram estabelecidas pelos sacerdotes para os artistas, determinando o lugar de cada personagem sagrado na composi\u00e7\u00e3o e indicando como deveriam ser os gestos, as m\u00e3os, os p\u00e9s, as dobras das roupas e os s\u00edmbolos.\n\nEnfim, tudo que poderia ser representado estava rigoosamente determinado.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arte na Antiguidade\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/artena22.jpg\" alt=\"Arte na Antiguidade\" width=\"268\" height=\"181\" \/><\/p>\nAs personalidades oficiais e os personagens sagrados passaram tamb\u00e9m a ser retratados de forma a trocar entre si seus elementos caracterizadores. Assim, a representa\u00e7\u00e3o de personalidades oficiais sugeria que se tratava de personagens sagrados.\n\nO Imperador Justiniano e a Imperatriz Teodora, por exemplo, chegaram a ser representados na igreja de S\u00e3o Vital com a cabe\u00e7a aureolada, s\u00edmbolo usado para caracterizar as figuras sagradas, como Cristo, os santos e os ap\u00f3stolos.\n\nOs personagens sagrados, por sua vez, eram reproduzidos com as caracter\u00edsticas das personalidades do Imp\u00e9rio. Cristo, por exemplo, aparecia como um rei e Maria como uma rainha. Da mesma forma, nos mosaicos, a prociss\u00e3o de santos e ap\u00f3stolos aproximava-se de Cristo ou de Maria de forma solene, como ocorria na realidade com o cortejo do Imperador nas cerim\u00f4nias da corte.\n\nEsse car\u00e1ter majestoso da arte bizantina pode ser observado tamb\u00e9m na arquitetura como nos mosaicos e nas pinturas que decoram o interior das igrejas.\n\nAs igrejas que revelam uma arte mais madura s\u00e3o as da \u00e9poca de Justiniano. A combina\u00e7\u00e3o perfeita de arcos, colunas e capit\u00e9is fornece os elementos de uma arquitetura adequada para apoiar m\u00e1rmores e mosaicos que, com seu rico colorido, fazem lembrar a arte do Oriente.\n\nDepois da morte do Imperador Justiniano, em 565, aumentaram as dificuldades pol\u00edticas para que o Oriente e o Ocidente se mantivessem unidos. O Imp\u00e9rio Bizantino sofreu per\u00edodos de decl\u00ednio cultural e pol\u00edtico, mas conseguiu sobreviver at\u00e9 o fim da Idade m\u00e9dia, quando Constantinopla foi invadida pelos turcos.\n\nFonte: www.arteducacao.pro.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Arte na Antiguidade, Eg\u00edpcia, Grega, Romana, Pinturas, Arquitetura, Hist\u00f3ria, Egito, Catacumbas, Caracter\u00edsticas, Arte na Antiguidade<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4903,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-4902","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arte-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Arte na Antiguidade - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Arte na Antiguidade - 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