{"id":4880,"date":"2015-12-01T00:00:00","date_gmt":"2015-12-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/arte-grega\/"},"modified":"2026-08-31T17:52:32","modified_gmt":"2026-08-31T17:52:32","slug":"arte-grega","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/arte-grega\/","title":{"rendered":"Arte Grega"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n&nbsp;\n\nA <strong>Arte Grega<\/strong> exerceu uma enorme influ\u00eancia sobre a cultura de muitos pa\u00edses desde os tempos antigos at\u00e9 o presente, particularmente nas \u00e1reas da escultura e arquitetura.\n\nNo Ocidente, a arte do Imp\u00e9rio Romano foi em grande parte derivadas de modelos gregos.\n\nOs historiadores da arte geralmente definem a arte grega como a arte produzida no mundo de l\u00edngua grega a partir de cerca de 1000 aC a cerca de 100 aC.\n\nEles geralmente excluem a arte das civiliza\u00e7\u00f5es mic\u00eanica e min\u00f3ica, que floresceu a partir de cerca de 1500 a cerca de 1200 aC. Apesar do fato de que estes eram culturas de l\u00edngua grega, h\u00e1 pouca ou nenhuma continuidade entre a arte dessas civiliza\u00e7\u00f5es e da arte grega mais tarde.\n\nNo outro extremo da escala de tempo, os historiadores da arte geralmente sustentam que a arte grega como uma cultura distinta terminou com o estabelecimento da regra romana sobre o mundo de l\u00edngua grega em cerca de 100 aC.\n\nAp\u00f3s esta data eles argumentam, a arte greco-romana, embora muitas vezes impressionante em escala, foi em grande parte derivado dos modelos grego anteriores, e diminuiram de forma constante em qualidade at\u00e9 o advento do cristianismo que trouxe a tradi\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica ao fim no s\u00e9culo 5 dC.\n\nH\u00e1 tamb\u00e9m uma quest\u00e3o relacionada com a palavra &#8220;arte&#8221; na Gr\u00e9cia Antiga.\n\nA palavra do grego antigo &#8216;tekhni&#8217;, que \u00e9 comumente traduzido como &#8220;arte&#8221;, significa mais precis\u00e3o &#8220;habilidade&#8221; ou &#8220;artesanato&#8221; (a palavra Ingl\u00eas &#8220;t\u00e9cnica&#8221; deriva-lo).\n\nPintores e escultores gregos eram artes\u00e3os que aprenderam seu of\u00edcio como aprendizes, muitas vezes, ser aprendiz de seus pais, e que foram, ent\u00e3o, contratado por clientes ricos.\n\nEmbora alguns tornou-se conhecido e muito admirado, eles n\u00e3o estavam na mesma posi\u00e7\u00e3o social como os poetas ou dramaturgos. Foi at\u00e9 o per\u00edodo helen\u00edstico (depois de cerca de 320 aC), que &#8220;o artista&#8221; como categoria social come\u00e7ou a ser reconhecido.\n<h4>Estilos e Per\u00edodos<\/h4>\n<strong>A arte da Gr\u00e9cia Antiga \u00e9 normalmente dividido estilisticamente em tr\u00eas per\u00edodos:<\/strong> o arcaico, o cl\u00e1ssico e helen\u00edstico.\n\nA idade arcaica \u00e9 geralmente datada de cerca de 1000 aC, embora na realidade pouco se sabe sobre a arte na Gr\u00e9cia durante os 200 anos anteriores (tradicionalmente conhecido como a Idade das Trevas).\n\nO in\u00edcio das Guerras Persas (480 aC a 448 aC) \u00e9 geralmente considerado como a linha divis\u00f3ria entre o arcaico eo per\u00edodos cl\u00e1ssico, e o reinado de Alexandre, o Grande (336 aC a 323 aC) \u00e9 tida como a separa\u00e7\u00e3o do cl\u00e1ssico do per\u00edodos helen\u00edstico.\n\nNa realidade, n\u00e3o houve transi\u00e7\u00e3o brusca de um per\u00edodo para o outro.\n\nFormas de arte desenvolvido a ritmos diferentes em diferentes partes do mundo grego, e como em qualquer idade alguns artistas trabalharam em estilos mais inovadoras do que outras. Fortes tradi\u00e7\u00f5es locais, conservadores de car\u00e1ter, e as exig\u00eancias de cultos locais, permitiram que historiadores localizassem as origens at\u00e9 mesmo de obras de arte deslocadas.\n\n&nbsp;\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arte Grega\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/arte-g17.jpg\" alt=\"Arte Grega\" width=\"393\" height=\"297\" \/>\n<strong>A arquitetura e a escultura grega assumiram diferentes tra\u00e7os ao longo de sua hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\nA\u00a0<strong>pintura grega<\/strong>\u00a0produziu e desenvolveu o estilo geom\u00e9trico, arcaico, figuras em preto, figuras em vermelho e o avan\u00e7ado estilo cl\u00e1ssico.\n\nOs templos s\u00e3o a base da\u00a0<strong>arquitetura<\/strong>\u00a0atual; buscavam a perfeita harmonia atrav\u00e9s do equil\u00edbrio e da simetria.\n\nAs tr\u00eas ordens arquitet\u00f4nicas \u0096 d\u00f3rica, j\u00f4nica e cor\u00edntia \u0096 podem ser exemplificadas pela Bas\u00edlica e pelo Templo de Poseidon (Pesto, It\u00e1lia), pelo Partenon e pelo Templo de Atena Nike, ambos constru\u00eddos na Acr\u00f3pole, em Atenas, na\u00a0<strong>Gr\u00e9cia<\/strong>.\n\nAs\u00a0<strong>esculturas<\/strong>\u00a0se espelharam e se aperfei\u00e7oaram segundo o modelo eg\u00edpcio.\n\nNa\u00a0<strong>escultura arquitet\u00f4nica<\/strong>, a riqueza narrativa do modelo eg\u00edpcio \u00e9 conservada, h\u00e1 a pr\u00e1tica de profundidade e conquista-se uma nova dimens\u00e3o.\n\nNo estilo arcaico o desenvolvimento varia de Koros a Hera de Samos e a Virgem de Quios.\n\nNo estilo cl\u00e1ssico a postura contraposta inutiliza o \u0093sorriso arcaico\u0094 tornando poss\u00edvel a a\u00e7\u00e3o mesmo quando em repouso.\n\nE, finalmente, no per\u00edodo helen\u00edstico ou p\u00f3s-cl\u00e1ssico, a expressividade e o realismo s\u00e3o acentuados atrav\u00e9s da suavidade, de uma concep\u00e7\u00e3o mais humana e vis\u00edvel dignidade em momentos de agonia que precedem a morte.\n<h4>Arte Grega &#8211; Povo Grego<\/h4>\nOs gregos apresentaram uma produ\u00e7\u00e3o cultural mais livre, eles n\u00e3o se submeteram \u00e0s imposi\u00e7\u00f5es de sacerdotes ou de reis autorit\u00e1rios e valorizaram especialmente as a\u00e7\u00f5es humanas, na certeza de que o homem era a criatura mais importante do universo. Assim, o conhecimento atrav\u00e9s da raz\u00e3o, esteve sempre acima da f\u00e9 em divindades.\n\nNo s\u00e9culo XII a C. o povo grego era formado pelos aqueus, j\u00f4nios, d\u00f3ricos e e\u00f3lios. Com o passar do tempo, esses povos passaram a ter a mesma cultura.\n\nEm meados do s\u00e9culo X a C. estes povos estavam reunidos em pequenas comunidades distantes uma das outras, no princ\u00edpio eram pobres, mas com a intensifica\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcios, muitas transformaram-se em cidades-Estado, chamadas de polis grega e entraram em contato com as culturas do Egito e Oriente Pr\u00f3ximo.\n\nInicialmente, os gregos imitaram os eg\u00edpcios, mas depois criaram sua\u00a0<strong>arquitetura<\/strong>,<strong>\u00a0escultura e pintura<\/strong>, movidos por concep\u00e7\u00f5es diferentes das que os eg\u00edpcios tiveram da vida, da morte e das divindades. Foram os primeiros artistas realistas da hist\u00f3ria, ou seja, os primeiros a se preocupar em representar a natureza tal qual ela \u00e9, para isso se fundamentaram no estudo da propor\u00e7\u00e3o, segundo o qual o homem \u00e9 a medida de todas as coisas.\n\n<strong>A arte grega distingue-se em quatro grandes per\u00edodos:<\/strong>\u00a0o geom\u00e9trico (s\u00e9culos IX e VIII a. C. ), o arcaico (VII e VI a.C.), o cl\u00e1ssico (V e IV a. C) e o helen\u00edstico (III ao I a. C. ).\n\n<strong>Helen\u00edstico:<\/strong>\u00a0diz-se do per\u00edodo que vai da forma\u00e7\u00e3o do imp\u00e9rio de Alexandre Magno \u00e0 conquista romana.\n\n<strong>Arquitetura<\/strong>\n\nOs gregos se preocupavam nas constru\u00e7\u00f5es com a simetria, a escala, a proporcionalidade, a harmonia e s\u00e3o os templos que constituem a principal realiza\u00e7\u00e3o da\u00a0<strong>arquitetura<\/strong>.\n\nEles foram constru\u00eddos em honra aos deuses e protegiam as esculturas das chuvas e do sol excessivo, possu\u00edam espa\u00e7o interno pequeno e os cultos eram realizados na parte externa. O mais not\u00e1vel conjunto arquitet\u00f4nico era o da Acr\u00f3pole, em Atenas, mandado construir por P\u00e9ricles.\n\nA caracter\u00edstica mais evidente dos templos gregos \u00e9 a simetria entre o p\u00f3rtico da entrada (pronau) e o dos fundos (opist\u00f3domo). Alguns templos eram inteiramente sustentado por colunas, enquanto outros tinham colunas apenas na parte da frente.\n\nEram constru\u00eddo sobre uma base de tr\u00eas degraus e sobre eles eram erguidos as colunas e as paredes do n\u00facleo (naos).\n\n<strong>As colunas sustentavam um entablamento horizontal constru\u00eddos segundo os modelos:\u00a0<\/strong>d\u00f3rico, j\u00f4nico e cor\u00edntio.\n\nOs telhados feitos com telha de terracota eram inclinados para as laterais, isto resultava um espa\u00e7o triangular sobre a cornija, chamado front\u00e3o,decorado em revelo, esculpiam-se figuras, representavam cenas mitol\u00f3gicas e eram pintadas com cores vivas e variadas.\n\n<strong>1. Ordem d\u00f3rica:<\/strong> Simples e maci\u00e7a; os fustes das colunas eram grossos; os capit\u00e9is eram bem simples; a arquitrave era lisa e sobre ela ficava o friso dividido em ret\u00e2ngulos com sulcos verticais pintados ou esculpidos em relevo.\n\n<strong>2. Ordem j\u00f4nica: <\/strong>Sugeria mais leveza e era mais ornamentada; as colunas tinham fustes mais finos e n\u00e3o se firmavam diretamente sobre os degraus (estil\u00f3bata), mas sobre uma base decorada; os capit\u00e9is eram enfeitados e a arquitrave dividida em tr\u00eas faixas horizontais; o friso decorado ou esculpido em relevo e a cornija podia apresentar trabalhos em esculturas.\n\n<strong>3. Ordem cor\u00edntia: <\/strong>Surgiu no final do s\u00e9culo V e se caracteriza por um capitel ornamento em forma de folhas de acanto.\n<blockquote><strong>Cornija: <\/strong>\u00c9 um ornado que se assenta sobre o friso de uma obra arquitet\u00f4nica. \u00c9 uma esp\u00e9cie de moldura.<strong>\nFriso: <\/strong>\u00c9 a parte plana do entablamento, entre a cornija e a arquitrave.<strong>\nArquitrave: <\/strong>\u00c9 o remate da coluna, a parte superior de pilastra ou bala\u00fastre, geralmente esculturada.<strong>\nFuste: <\/strong>\u00c9 a parte principal da coluna. Fica entre o capitel e a base.<strong>\nBase: <\/strong>\u00c9 tudo o que serve de apoio, a parte inferior da coluna.<strong>\nEntablamento: <\/strong>Refere-se ao conjunto formado por arquitrave, friso e cornija.<strong>\nAcrot\u00e9rio: <\/strong>Elemento presente em algumas colunas, \u00e9 um pequeno pedestal sem base que suporta vasos, figuras ou outros ornamentos na base inferior das cornijas.<strong>\nAtl\u00e2ntico: <\/strong>Formas humanas masculinas que substitu\u00edram as colunas d\u00f3ricas.<strong>\nCari\u00e1tides: <\/strong>Formas humanas femininas que substitu\u00edram as colunas d\u00f3ricas.<strong>\nOrdem \u00c1tica: <\/strong>Substitui\u00e7\u00e3o de colunas de base circular por pilares de base retangular.<\/blockquote>\n<h4>Pintura<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arte Grega\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/arte-g19.jpg\" alt=\"Arte Grega\" width=\"232\" height=\"132\" \/><strong>\nPintura &#8211; Arte Grega<\/strong><\/p>\nA pintura servia como elemento de decora\u00e7\u00e3o da\u00a0<strong>arquitetura<\/strong>\u00a0realizada nos pain\u00e9is e nas m\u00e9topas (espa\u00e7o entre os enfeites do friso). Por\u00e9m, destaca-se a pintura realizada nos potes de cer\u00e2mica cuja forma de cada um dependia do uso que dele seria feito. Serviam para rituais religiosos e tamb\u00e9m para armazenar \u00e1gua, vinho e mantimentos. A decora\u00e7\u00e3o era feita com figuras geom\u00e9tricas, cenas mitol\u00f3gicas ou cotidianas, mas na medida em que se tornaram cada vez mais belos, transformaram-se em objetos art\u00edsticos.\n\n<strong>Inicialmente, o artista pintava em negro as silhuetas das figuras, depois fazia sulcos para gravar o contorno do corpo e por volta de 530 a C. um artista inverteu o esquema de cores:<\/strong>\u00a0deixou as figuras na cor do vaso e pintou o fundo de negro, o efeito conseguido foi sobretudo dar maior vivacidade \u00e0s figuras.\n<h4>Escultura<\/h4>\nAproximadamente no final do s\u00e9culo VII a C. os gregos come\u00e7aram a esculpir, em m\u00e1rmore grandes figuras de homens. A influ\u00eancia do Egito era evidente, n\u00e3o se manifestando qualquer preocupa\u00e7\u00e3o com a id\u00e9ia de movimento.\n\nPor\u00e9m, enquanto os e eg\u00edpcios procuravam fazer uma figura realista de um homem, o escultor grego acreditava que a est\u00e1tua n\u00e3o deveria ser apenas semelhante a um homem, mas tamb\u00e9m um objeto belo em si mesmo.\n\nO escultor grego do per\u00edodo arcaico (s\u00e9c. VII a c. _ V a C.) assim como o escultor eg\u00edpcio apreciava a simetria natural do corpo humano. O artista esculpia figuras masculinas nuas, eretas, em posi\u00e7\u00e3o frontal e com o peso do corpo distribu\u00eddo por igual sobre as duas pernas. Este tipo de est\u00e1tua \u00e9 chamada de Kouros, palavra grega que significa homem jovem.\n\nComo os artistas gregos n\u00e3o estavam submetidos a conven\u00e7\u00f5es r\u00edgidas, a escultura pode evoluir livremente e assim Kouros foi sofrendo algumas altera\u00e7\u00f5es buscando superar a rigidez das est\u00e1tuas.\n\nAs esculturas antes feitas quase sempre em m\u00e1rmore, foram substitu\u00eddas por bronze, pois esse metal permitia ao artista criar figuras que expressassem melhor o movimento e aos poucos, al\u00e9m de bra\u00e7os e pernas, o tronco tamb\u00e9m ganhou movimento. Utilizavam tamb\u00e9m outros materiais como o marfim e a madeira e cada vez mais, tentaram atingir um ideal de perfei\u00e7\u00e3o e de beleza humana.\n<blockquote><strong>1. S\u00e9culo VI: <\/strong>Destaque para a rigidez e o sorriso.<strong>\n2. 100 a. C.: <\/strong>V\u00eanus de Milo.<strong>\n3. S\u00e9culo II a. C.: <\/strong>Afrodite Callipygos. R\u00e9plica helen\u00edstica<\/blockquote>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arte Grega\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/arte-g20.jpg\" alt=\"Arte Grega\" width=\"255\" height=\"261\" \/><strong>\nArte Grega<\/strong><\/p>\n\n<h4 align=\"left\">Arte Grega &#8211; Per\u00edodos<\/h4>\nDos povos da antiguidade, os que apresentaram uma produ\u00e7\u00e3o cultural mais livre foram os gregos, que valorizaram especialmente as a\u00e7\u00f5es humanas, na certeza de que o homem era a criatura mais importante do universo.\n\nAssim, o conhecimento, atrav\u00e9s da raz\u00e3o, esteve sempre acima da f\u00e9 em divindades.\n\nEnquanto os eg\u00edpcios procuravam fazer uma figura realista de um homem, o escultor grego acreditava que uma est\u00e1tua que representasse um homem n\u00e3o deveria ser apenas semelhante a um homem, mas tamb\u00e9m um objeto belo em si mesmo.Seus reis n\u00e3o eram deuses, mas seres inteligentes e justos, que dedicavam ao bem estar do povo e a democracia.\n\n<strong>Podem-se distinguir quatro grandes per\u00edodos na evolu\u00e7\u00e3o da arte grega:<\/strong>\u00a0o geom\u00e9trico (s\u00e9culos IX e VIII a.C.), o arcaico (VII e VI a.C.), o cl\u00e1ssico (V e IV a.C.) e o helen\u00edstico (do s\u00e9culo III ao I a.C.).\n\nNo chamado per\u00edodo geom\u00e9trico, a\u00a0<strong>arte<\/strong>\u00a0se restringiu \u00e0 decora\u00e7\u00e3o de variados utens\u00edlios e \u00e2nforas. Esses objetos eram pintados com motivos circulares e semicirculares, dispostos simetricamente. A t\u00e9cnica aplicada nesse trabalho foi herdada das culturas cretense e mic\u00eanica. Passado muito tempo, a partir do s\u00e9culo VII a.C., durante o denominado per\u00edodo arcaico, a\u00a0<strong>arquitetura<\/strong>\u00a0e a\u00a0<strong>escultura<\/strong>experimentaram um not\u00e1vel desenvolvimento gra\u00e7as \u00e0 influ\u00eancia dessas e outras culturas mediterr\u00e2neas.Tamb\u00e9m pesaram o estudo e a medi\u00e7\u00e3o do antigo megaron, sala central dos pal\u00e1cios de Micenas a partir da qual concretizaram os estilos arquitet\u00f4nicos do que seria o tradicional templo grego.\n\nEntre os s\u00e9culos V e IV a.C., a\u00a0<strong>arte grega\u00a0<\/strong>consolida suas formas definitivas.\n\nNa\u00a0<strong>escultura<\/strong>, somou-se ao naturalismo e \u00e0 propor\u00e7\u00e3o das figuras o conceito de dinamismo refletido nas est\u00e1tuas de atletas como o Disc\u00f3bolo de Miron e o Dor\u00edforo de Policleto.\n\nNa\u00a0<strong>arquitetura<\/strong>, em contrapartida, o aperfei\u00e7oamento da \u00f3ptica (perspectiva) e a fus\u00e3o equilibrada do estilo j\u00f4nico e d\u00f3rico trouxe como resultado o Partenon de Atenas, modelo cl\u00e1ssico por excel\u00eancia da arquitetura dessa \u00e9poca. No s\u00e9culo III, durante o per\u00edodo helen\u00edstico, a culturagrega se difunde, principalmente gra\u00e7as \u00e0s conquistas e expans\u00e3o de Alexandre Magno, por toda a bacia do Mediterr\u00e2neo e \u00c1sia Menor.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arte Grega\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/arte-g18.jpg\" alt=\"Arte Grega\" width=\"184\" height=\"235\" \/><strong>\nCer\u00e2mica Grega<\/strong><\/p>\nA pintura grega encontrou uma forma de realiza\u00e7\u00e3o na\u00a0<strong>arte da cer\u00e2mica<\/strong>, os vasos gregos s\u00e3o conhecidos n\u00e3o s\u00f3 pelo equil\u00edbrio de sua forma, mas tamb\u00e9m pela harmonia entre o desenho, as cores e o espa\u00e7o utilizado para a ornamenta\u00e7\u00e3o.No come\u00e7o, os desenhos eram simplesmente formas geom\u00e9tricas elementares &#8211; de onde se originou a denomina\u00e7\u00e3o de geom\u00e9trico conferida a esse primeiro per\u00edodo (s\u00e9culos IX e VIII a.C.) &#8211; que mal se destacavam na superf\u00edcie.\n\nCom o passar do tempo, elas foram gradativamente se enriquecendo, at\u00e9 adquirir volume. Surgiram ent\u00e3o os primeiros desenhos de plantas e animais guarnecidos por adornos chamados de meandros. Numa etapa pr\u00f3xima, j\u00e1 no per\u00edodo arcaico (s\u00e9culos VII e VI a.C.), come\u00e7ou a ser inclu\u00edda nos desenhos a figura humana, que apresentava um grafismo muito estilizado.\n\nE, com o aparecimento de novas tend\u00eancias naturalistas, ela passou a ser cada vez mais utilizada nas representa\u00e7\u00f5es mitol\u00f3gicas, o que veio a aumentar sua import\u00e2ncia.As cenas eram apresentadas em faixas horizontais paralelas que podiam ser visualizadas ao se girar a pe\u00e7a de cer\u00e2mica.\n\nCom a substitui\u00e7\u00e3o do cinzel pelo pincel, os tra\u00e7ados se tornaram mais precisos e ricos em detalhes. As pe\u00e7as de cer\u00e2mica pintadas come\u00e7am a experimentar uma percept\u00edvel decad\u00eancia durante o classicismo (s\u00e9culos IV e V a.C.).\n\nNo entanto, passado um bom tempo, elas acabaram ressurgindo triunfantes no per\u00edodo helen\u00edstico (s\u00e9culo III), totalmente renovadas, cheias de cor e ricamente decoradas.\n\nAs primeiras\u00a0<strong>esculturas<\/strong>\u00a0gregas (s\u00e9culo IX a.C.) n\u00e3o passavam de pequenas figuras humanas feitas de materiais muito brandos e f\u00e1ceis de manipular, como a argila, o marfim ou a cera. Essa condi\u00e7\u00e3o s\u00f3 se alterou no per\u00edodo arcaico (s\u00e9culos VII e VI a.C.), quando os gregos come\u00e7aram a trabalhar a pedra. Os motivos mais comuns das primeiras obras eram simples est\u00e1tuas de rapazes (kouros) e mo\u00e7as (kor\u00e9s). As figuras esculpidas apresentavam formas lisas e arredondadas e plasmavam na pedra uma beleza ideal. Essas figuras humanas guardavam uma grande semelhan\u00e7a com as\u00a0<strong>esculturas eg\u00edpcias<\/strong>, as quais, obviamente, lhes haviam servido de modelo.\n\nCom o advento do classicismo (s\u00e9culos V e IV a.C.), a estatu\u00e1ria grega foi assumindo um car\u00e1ter pr\u00f3prio e acabou abandonando definitivamente os padr\u00f5es orientais. Foi o consciencioso estudo das propor\u00e7\u00f5es que veio oferecer a possibilidade de se copiar fielmente a anatomia humana, e com isso os rostos obtiveram um ganho consider\u00e1vel em expressividade e realismo.Mais tarde introduziu-se o conceito de contrapposto &#8211; posi\u00e7\u00e3o na qual a\u00a0<strong>escultura<\/strong>\u00a0se apoiava totalmente numa perna, deixando a outra livre, e o princ\u00edpio do dinamismo tomou forma nas representa\u00e7\u00f5es de atletas em plena a\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Entre os grandes artistas do classicismo est\u00e3o:\u00a0<\/strong>Policleto,(que criou a regra do &#8220;belo ideal&#8221; que divide o corpo humano em 8 partes iguais. Essa regra \u00e9 utilizada at\u00e9 hoje nas aulas de desenho.) Miron, Prax\u00edteles e F\u00eddias.\n\nContudo, n\u00e3o se pode tampouco deixar de mencionar Lisipo, que, nas suas tentativas de plasmar as verdadeiras fei\u00e7\u00f5es do rosto, conseguiu acrescentar uma inova\u00e7\u00e3o a esta\u00a0<strong>arte<\/strong>, criando os primeiros retratos.\n\nDurante o per\u00edodo hel\u00eanico (s\u00e9culo III a.C.), verificou-se uma \u00eanfase nas formas herdadas do classicismo, e elas foram se sofisticando. O resultado disso foi o surgimento de obras de inigual\u00e1vel monumentalidade e beleza, como O Colosso de Rodes, de trinta e dois metros de altura. \u00c9 interessante esclarecer que, tanto por sua fun\u00e7\u00e3o religiosa quanto pela sua import\u00e2ncia como elemento decorativo, a<strong>escultura<\/strong>\u00a0estava estreitamente ligada \u00e0\u00a0<strong>arquitetura<\/strong>. Isso se evidencia nas est\u00e1tuas trabalhadas nas fachadas, colunas e interiores dos templos.\n\nNa\u00a0<strong>arquitetura<\/strong>, n\u00e3o resta d\u00favida de que o templo foi um dos legados mais importantes da\u00a0<strong>arte grega\u00a0<\/strong>ao Ocidente.\n\nSuas origens devem ser procuradas no megaron mic\u00eanico. Este aposento, de morfologia bastante simples, apesar de ser a acomoda\u00e7\u00e3o principal do pal\u00e1cio do governante, nada mais era do que uma sala retangular, \u00e0 qual se tinha acesso atrav\u00e9s de um pequeno p\u00f3rtico (pronaos), e quatro colunas que sustentavam um teto parecido com o atual telhado de duas \u00e1guas. No princ\u00edpio, esse foi o esquema que marcou os c\u00e2nones da edifica\u00e7\u00e3o grega.\n\nFoi a partir do aperfei\u00e7oamento dessa forma b\u00e1sica que se configurou o templo grego tal como o conhecemos hoje. No princ\u00edpio, os materiais utilizados eram o adobe &#8211; para as paredes &#8211; e a madeira &#8211; para as colunas. Mas, a partir do s\u00e9culo VII a.C. (per\u00edodo arcaico), eles foram caindo em desuso, sendo substitu\u00eddos pela pedra. Essa inova\u00e7\u00e3o permitiu que fosse acrescentada uma nova fileira de colunas na parte externa (peristilo) da edifica\u00e7\u00e3o, fazendo com que o templo obtivesse um ganhono que toca \u00e0 monumentalidade.\n\n<strong>Surgiram ent\u00e3o os primeiros estilos arquitet\u00f4nicos:\u00a0<\/strong>o d\u00f3rico, ao sul, nas costas do Peloponeso, e o j\u00f4nico, a leste.\n\nOs templos d\u00f3ricos eram em geral baixos e maci\u00e7os. As grossas colunas que lhes davam sustenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o dispunham de base, e o fuste tinha forma acanelada. O capitel, em geral muito simples, terminava numa moldura convexa chamada de eq\u00fcino. As colunas davam suporte a um entablamento (sistema de cornijas) formado por uma arquitrave (parte inferior) e um friso de tr\u00edglifos (decora\u00e7\u00e3o acanelada) entremeado de m\u00e9topas.\n\nA constru\u00e7\u00e3o j\u00f4nica, de dimens\u00f5es maiores, se apoiava numa fileira dupla de colunas, um pouco mais estilizadas, e apresentava igualmente um fuste acanelado e uma base s\u00f3lida.\n\nO capitel culminava em duas colunas graciosas, e os frisos eram decorados em altos-relevos. Mais adiante, no per\u00edodo cl\u00e1ssico (s\u00e9culos V e IV a.C.), a\u00a0<strong>arquitetura grega\u00a0<\/strong>atingiu seu ponto m\u00e1ximo. Aos dois estilos j\u00e1 conhecidos veio se somar um outro, o cor\u00edntio, que se caracterizava por um capitel t\u00edpico cuja extremidade era decorada por folhas de acanto.As formas foram se estilizando ainda mais e acrescentou-se uma terceira fileira de colunas. O Partenon de Atenas \u00e9 a mais evidente ilustra\u00e7\u00e3o desse brilhante per\u00edodo arquitet\u00f4nico grego.\n\nNa \u00e9poca da hegemonia helen\u00edstica (s\u00e9culoIII a.C.), a constru\u00e7\u00e3o, que conservou as formas b\u00e1sicas do per\u00edodo cl\u00e1ssico, alcan\u00e7ou o ponto m\u00e1ximo de suntuosidade. As colunas de capit\u00e9is ricamente decorados sustentavam frisos trabalhados em relevo, exibindo uma eleg\u00e2ncia e um trabalho dificilmente super\u00e1veis.\n\nAssim, a hist\u00f3ria da\u00a0<strong>arte grega\u00a0<\/strong>est\u00e1 ligada \u00e0s \u00e9pocas da vida desse povo.\n\nO pr\u00e9-helenismo foi um longo per\u00edodo, no qual a\u00a0<strong>arte<\/strong>\u00a0estava se afirmando.\n\nNa \u00e9poca arcaica , a\u00a0<strong>arte<\/strong>\u00a0tomou formas definidas. A \u00e9poca cl\u00e1ssica, foi o momento da plenitude e da perfei\u00e7\u00e3o art\u00edstica e cultural dos gregos. O helenismo foi o momento em que os gregos j\u00e1 haviam chegado \u00e0 plenitude e passaram a espalhar sua\u00a0<strong>arte<\/strong>\u00a0pelo Egito, pela \u00c1sia Menor, pela S\u00edria e por Roma.\n\n<strong>ARQUITETURA GREGA<\/strong>\n\n<strong>Na constru\u00e7\u00e3o de templos e edif\u00edcios p\u00fablicos, os arquitetos gregos n\u00e3o usavam material aglutinante para unir as pedras de que se faziam as colunas:<\/strong>\u00a0estas eram apenas superpostas, mas, apesar dos poucos meios dispon\u00edveis para o corte e polimento, se encaixavam com tal precis\u00e3o que entre uma e outra n\u00e3o h\u00e1 como inserir uma agulha.\n\nA\u00a0<strong>arquitetura grega\u00a0<\/strong>tem no templo sua express\u00e3o maior e na coluna sua peculiaridade. A coluna marca a propor\u00e7\u00e3o e o estilo dos templos. De in\u00edcio, os gregos conheceram dois tipos de ordem (estilo) de colunas, a d\u00f3rica e a j\u00f4nica, e mais tarde acrescentaram a cor\u00edntia, derivada da j\u00f4nica, com o capitel dotado de folhas de acanto.\n\nNa\u00a0<strong>arquitetura<\/strong>\u00a0do per\u00edodo geom\u00e9trico, entre os anos 900 e 725 a.C., as casas s\u00e3o de plano irregular e os templos t\u00eam planta ora longa e estreita, ora quase quadrada, com uma coluna central (ou fila central de colunas) como arrimo. Os modelos de terracota das constru\u00e7\u00f5es de Argos deixam perceber um par de colunas ante uma pequena c\u00e2mara retangular, sobre a qual se alteia um telhado pontiagudo. Os materiais de constru\u00e7\u00e3o preferidos eram o tijolo cru e a madeira, com alguma utiliza\u00e7\u00e3o da pedra. A partir do s\u00e9culo VI a.C., desenvolveram-se as ordens d\u00f3rica e j\u00f4nica, essencialmente gregas.\n\nO mais primitivo exemplo da ordem d\u00f3rica v\u00ea-se no templo de Apolo, em Termo, na Et\u00f3lia, e a ordem j\u00f4nica nasceu no Egeu oriental, em cidades como Samos e Esmirna. O templo ganhou em amplitude e a utiliza\u00e7\u00e3o da pedra, sobretudo m\u00e1rmore, tornou-se cada vez mais freq\u00fcente. Relevos escult\u00f3ricos passaram a adornar as constru\u00e7\u00f5es, com motivos florais e figurativos, como no templo de Pr\u00ednias.\n\nDurante curto intervalo, praticou-se em Neandria e outros lugares o rebuscado capitel palmiforme de tipo e\u00f3lico, de origem s\u00edria. Em Pr\u00ednias, Dem\u00e9ter e Selino persiste um modelo de templo destitu\u00eddo de p\u00f3rtico, que pressup\u00f5e origem mais antiga. Entre os anos 600 e 500 a.C. (per\u00edodo arcaico), os modelos esbo\u00e7ados no per\u00edodo anterior foram ampliados e elaborados com refinamento gradativo das propor\u00e7\u00f5es, enquanto os capit\u00e9is se tornaram mais elegantes e a a\u00e7\u00e3o escult\u00f3rica dos front\u00f5es passou a integrar-se melhor na estrutura arquitet\u00f4nica. Ao mesmo tempo, a cor foi amplamente utilizada para vivificar o ornamento em pedra, geralmente m\u00e1rmore.\n\nO t\u00edpico templo grego passou a obedecer ent\u00e3o a um plano em que se sucedem um p\u00f3rtico de acesso, a c\u00e2mara principal com a imagem da divindade e, com freq\u00fc\u00eancia, um aposento aos fundos. Uma colunata (peristilo) circunda o conjunto, coberto por um telhado reclinado. Duas filas de colunas dividem, \u00e0s vezes, a cella (c\u00e2mara reservada \u00e0 divindade) numa nave central e duas alas laterais.\n\nExemplos marcantes de templos d\u00f3ricos arcaicos acham-se em Corfu, Termo, Selino, Sele, Pesto, Atenas, Cirene, Corinto, S\u00fanio, Asso e Delfos. Entre os mais importantes templos j\u00f4nicos do per\u00edodo citam-se os de \u00c9feso e Samos, ambos d\u00edpteros, ou seja, dotados de dupla colunata.\n\n<strong>PER\u00cdODO CL\u00c1SSICO<\/strong>\n\nToda a\u00a0<strong>arquitetura<\/strong>\u00a0cl\u00e1ssica produzida entre os anos 500 e 300 a.C., caracteriza-se por um senso absoluto de organicidade e equil\u00edbrio, subordinando-se suas propor\u00e7\u00f5es \u00e0 ordem matem\u00e1tica. Nessa \u00e9poca, que se estende do t\u00e9rmino do templo dos Alcme\u00f4nidas, em Delfos, ao in\u00edcio do &#8220;s\u00e9culo de P\u00e9ricles&#8221;, quando se empreendeu o embelezamento da acr\u00f3pole de Atenas, os esfor\u00e7os dos arquitetos concentraram-se particularmente no aperfei\u00e7oamento da ordem d\u00f3rica.\n\nAs cidades e ilhas j\u00f4nicas ca\u00edram em poder dos Persas, o que talvez explique a raridade dos templos j\u00f4nicos na \u00e9poca. Em contraposi\u00e7\u00e3o, os arquitetos esfor\u00e7aram-se para harmonizar as rela\u00e7\u00f5es entre os diversos elementos arquitet\u00f4nicos e determinar m\u00f3dulos para a ordem d\u00f3rica. A primeira grande constru\u00e7\u00e3o d\u00f3rica do per\u00edodo foi o templo de Zeus, em Ol\u00edmpia, erguido segundo risco de Lib\u00e3o em 456 a.C.\n\nQuando Atenas foi reconstru\u00edda, no governo de P\u00e9ricles, concentraram-se na colina da Acr\u00f3pole v\u00e1rios templos d\u00f3ricos, dos quais o mais importante &#8211; que, na verdade, marcou o apogeu do estilo cl\u00e1ssico &#8211; \u00e9 o P\u00e1rtenon, constru\u00eddo por Ictino e Cal\u00edcrates e decorado com esculturas concebidas por F\u00eddias. A partir de ent\u00e3o, essa obra, com oito colunas de frente e 17 de cada lado, influenciou toda a arte e toda a\u00a0<strong>arquitetura da Gr\u00e9cia<\/strong>, fornecendo-lhe um padr\u00e3o em que se unem a concep\u00e7\u00e3o ideal da forma e das propor\u00e7\u00f5es humanas e um enfoque emocional sereno e despojado.\n\nOs templos j\u00f4nicos do per\u00edodo cl\u00e1ssico, se perderam em amplitude quando comparados aos da \u00e9poca arcaica, superaram-nos em gra\u00e7a e pureza. As ordens d\u00f3rica e j\u00f4nica lan\u00e7avam m\u00e3o de motivos abstratos ou semi-abstratos para simbolizar a vida org\u00e2nica.\n\nOs arquitetos do per\u00edodo cl\u00e1ssico tardio, ao contr\u00e1rio, preferiram traduzi-la mais literalmente e para tal fizeram uso de ornamentos inspirados no acanto e outras plantas.\n\nSurgiu assim a \u00faltima ordem da\u00a0<strong>arquitetura grega<\/strong>, a cor\u00edntia, anunciada no templo de Apolo, em Bassas, e que se fez popular a partir de 334 a.C.\n\n<strong>Em seguida, o estilo cor\u00edntio combinou-se ao d\u00f3rico em muitos edif\u00edcios:\u00a0<\/strong>aquele reservado para o interior, este para a fachada (templos de Atena, em T\u00e9gea, por Escopas). O fim do per\u00edodo cl\u00e1ssico presenciou uma revitaliza\u00e7\u00e3o do estilo j\u00f4nico, por influ\u00eancia do arquiteto P\u00edteas (t\u00famulo de Mausolo, em Halicarnasso), que abandonou a busca do refinamento em troca da monumentalidade.\n\n<strong>PER\u00cdODO HELEN\u00cdSTICO<\/strong>\n\nAt\u00e9 a fase cl\u00e1ssica, os arquitetos gregos encaravam cada constru\u00e7\u00e3o como uma unidade completa em si mesma e, como tal, destacada das demais. No per\u00edodo helen\u00edstico (entre os anos 300 e 100 a.C.), tal tend\u00eancia desapareceu e os arquitetos, acostumados a projetar novas cidades, buscaram o complexo arquitet\u00f4nico, que realizaram em s\u00edtios como C\u00f3s, P\u00e9rgamo, Antioquia, Sel\u00eaucia e Magn\u00e9sia.\n\n<strong>Foi a \u00e9poca do desenvolvimento do urbanismo:<\/strong>\u00a0os p\u00f3rticos multiplicaram-se e as ruas cruzaram-se em \u00e2ngulo reto, freq\u00fcentemente flanqueadas por colunatas.\n\nO plano das \u00e1goras (pra\u00e7as) tornou-se regular, com constru\u00e7\u00f5es consagradas \u00e0s reuni\u00f5es populares. Tamb\u00e9m nessa \u00e9poca o conjunto passou a ofuscar o detalhe, como se observa nos templos elaborados por Coss\u00facio (o de Zeus, em Atenas) e Herm\u00f3genes (o de \u00c1rtemis, na Magn\u00e9sia), ou no grande altar de P\u00e9rgamo.\n\nO interesse deslocou-se para os edif\u00edcios seculares ou semi-seculares, como deambulat\u00f3rios (colunatas de Priene, P\u00e9rgamo e Atenas), assembl\u00e9ias (Mileto) ou bibliotecas (P\u00e9rgamo), sem falar nos pal\u00e1cios, vilas e resid\u00eancias. As resid\u00eancias do per\u00edodo helen\u00edstico s\u00e3o de propor\u00e7\u00f5es modestas, mas a partir do s\u00e9culo III a.C. tornaram-se luxuosas. As pe\u00e7as s\u00e3o dispostas em torno de um p\u00e1tio central com peristilo d\u00f3rico, e decora\u00e7\u00e3o em pintura, estuque e mosaico.\n\n<strong>A constru\u00e7\u00e3o dos teatros modificou-se:\u00a0<\/strong>desapareceu o coro e o prosc\u00eanio aumentou com uma parede de fundo decorada.\n\nO contato com as\u00a0<strong>arquiteturas<\/strong>\u00a0n\u00e3o-hel\u00eanicas (do Egito, S\u00edria, Mesopot\u00e2mia) levou \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de novos tipos arquitet\u00f4nicos, com o que se enriqueceu o repert\u00f3rio ornamental. As ordens gregas atingiram a P\u00e9rsia e mesmo a \u00cdndia, fundindo-se em muitas ocasi\u00f5es aos estilos locais. \u00c0 ornamenta\u00e7\u00e3o de cunho vegetal juntou-se, por necessidade r\u00edtmica, a de base animal, e n\u00e3o raro os ornamentos foram concebidos como r\u00e9plicas realistas de objetos do culto (guirlandas, pe\u00e7as rituais).\n\nNa era crist\u00e3, a bas\u00edlica helen\u00edstica foi a mais usada at\u00e9 o s\u00e9culo V. No in\u00edcio do s\u00e9culo VI surgiu a igreja de c\u00fapula e planta grega. Antes livre, a planta cruciforme passou a ser inserida em paredes retangulares, com muros externos octogonais. Seu apogeu verificou-se nos s\u00e9culos XI e XII, com o uso de quatro c\u00fapulas, uma em cada bra\u00e7o da cruz.\n<h4>Arte Grega &#8211; Origem<\/h4>\nO que conhecemos como a arte do mundo ocidental, principalmente a europ\u00e9ia, muito deve ao mundo grego e a sua cultura. Os gregos influenciaram a arte romana e outros per\u00edodos da Hist\u00f3ria da Arte como o Renascimento. De uma certa forma, muitos valores que tiveram sua origem na\u00a0<strong>arte grega<\/strong>\u00a0exerceram influ\u00eancia fundamental sobre o gosto est\u00e9tico predominante at\u00e9 o s\u00e9culo XX.\n\nA mitologia grega, suas conquistas filos\u00f3ficas e cient\u00edficas, sua capacidade de concis\u00e3o e simplicidade expressiva foram legados important\u00edssimos para as \u00e9pocas posteriores. Uma caracter\u00edstica da\u00a0<strong>arte grega<\/strong>\u00a0\u00e9 a presen\u00e7a forte do intelecto.\n\nFoi a primeira express\u00e3o art\u00edstica que valorizou o homem e suas possibilidades. O uso de desenhos e linhas, a proporcionalidade, o equil\u00edbrio e a expressividade atingida foram conquistas surpreendentes.\n\n<strong>A origem da arte grega<\/strong>\n\nA civiliza\u00e7\u00e3o min\u00f3ica, em particular a Ilha de Creta, parece ter sido as origens de uma arte que acabou sendo incorporada ao continente grego, principalmente atrav\u00e9s de Micenas. Posteriormente, uma onda de invas\u00f5es de povos como os d\u00f3ricos e os j\u00f4nios acabaram por formar o povo grego.\n\nEssa onda de invas\u00f5es teve impacto profundo sobre os povos da regi\u00e3o. Na verdade, n\u00e3o se sabe ao certo o que aconteceu com as civiliza\u00e7\u00f5es que a ocupavam anteriormente (como a mic\u00eanica), mas a arte produzida at\u00e9 ent\u00e3o foi abafada nesse momento, apesar de se poder avistar influ\u00eancias dela na futura\u00a0<strong>arte grega<\/strong>.\n\nO resultado dessa \u00e9poca turbulenta foi o n\u00e3o aparecimento de formas art\u00edsticas de destaque desde as invas\u00f5es d\u00f3ricas, cerca de aproximadamente 1200 a.c at\u00e9 o ano 800 a.c. Presume-se que os d\u00f3ricos n\u00e3o trouxeram em sua bagagem uma arte j\u00e1 desenvolvida, forte, sendo a\u00a0<strong>arte grega<\/strong>\u00a0que acaba por despontar o resultado da intersec\u00e7\u00e3o (conflituosa) das culturas dos invasores com a dos habitantes da regi\u00e3o.\n\n<strong>A arte grega costuma ser dividida em 4 per\u00edodos:<\/strong>\u00a0a\u00a0<strong>arte grega<\/strong>\u00a0geom\u00e9trica (aproximadamente 900 a 700 a.c), a\u00a0<strong>arte grega<\/strong>arcaica (700 a 480 a.c), o per\u00edodo cl\u00e1ssico (480 a 323 a.c) e o per\u00edodo helen\u00edstico (323 a.c a 146 a.c). Al\u00e9m disso, costuma-se incluir um per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o entre a arte arcaica e a arte cl\u00e1ssica, como uma \u00e9poca diferenciada.\n\n<strong>A Arquitetura Grega<\/strong>\n\nComo j\u00e1 foi dito, a civiliza\u00e7\u00e3o que antecede a grega \u00e9 a cretense que durou de 1800 a 1100 a.C. Eles constru\u00edram v\u00e1rias cidades e pal\u00e1cios, como o de Cnosso e suas casas tinham v\u00e1rios andares, tetos planos e piso de pedra.\n\nAssim,o surgimento da cultura grega se d\u00e1 ap\u00f3s o per\u00edodo que vai do fim do s\u00e9culo XIII o e come\u00e7o do s\u00e9culo VIII a.C., per\u00edodo marcado pela obscuridade, tamb\u00e9m chamado &#8220;Idade M\u00e9dia Grega&#8221;, quando acontece a dissolu\u00e7\u00e3o da cultura miceno-cretense, devido a crises internas e invas\u00f5es, principalmente pelas\n\ninvas\u00f5es d\u00f3ricas por volta do ano 1200 a.C., que provoca a dispers\u00e3o do povo pelo mediterr\u00e2neo, ocupando as regi\u00f5es costeiras, que acabam por originar na J\u00f4nia cidades como \u00c9feso e Mileto.\n\nPreocupados em exaltar a beleza e o calor da vida, ao contr\u00e1rio de outros povos que cultuavam o al\u00e9m-t\u00famulo, os gregos constru\u00edam com fins p\u00fablicos, pela realiza\u00e7\u00e3o da coletividade, ou religiosos, em que o homem continua sendo a medida das coisas, at\u00e9 mesmo pela qualidade humana de suas divindades.\n\nA conforma\u00e7\u00e3o cidade-estado confere aos centros hel\u00eanicos autonomia criativa.Atenas \u00e9 regida por princ\u00edpios de liberdade, democracia e individualismo, ao contr\u00e1rio de Esparta estruturada no militarismo e em regimes totalit\u00e1rios.\n\nPor volta do ano 750 a.C. come\u00e7a a primeira onda migrat\u00f3ria em dire\u00e7\u00e3o ao ocidente, para a Sic\u00edlia e a costa da It\u00e1lia, a chamada Magna Gr\u00e9cia.\n\n\u00c9 ainda no per\u00edodo arcaico que se d\u00e1 o nascimento do templo grego.Trata-se agora de uma constru\u00e7\u00e3o s\u00f3lida, que utiliza pedra e m\u00e1rmore, e ergue-se sobre uma plataforma com degraus (estilobata).Com planta retangular e volume horizontal,tinha uma sala principal chamada cela, onde ficava a est\u00e1tua de um deus\n\nou uma deusa. A estrutura, externa, \u00e9 composta por fileiras de colunas,que eram uma marca da\u00a0<strong>arquitetura grega<\/strong>, sendo cuidadosamente desenhadas. Na parte central a circunfer\u00eancia da coluna \u00e9 maior do que na base e na parte superior ainda menor.\n\n<strong>Seguiram tr\u00eas tipos de ordens:\u00a0<\/strong>a d\u00f3rica, a j\u00f4nica e a cor\u00edntia.\n\nO templo grego conserva uma caracter\u00edstica de suas origens que \u00e9 o fato de ser um edif\u00edcio onde o espa\u00e7o \u00e9 mais exterior do que interior n\u00e3o se destinando a abrigar os fi\u00e9is. \u00c9 por assim dizer a casa de um deus,onde os fi\u00e9is o contemplam no conjunto e sobem at\u00e9 ele\n\nlevando oferendas e sacrif\u00edcios por\u00e9m n\u00e3o permanecem no seu interior.\n\nO Partenon, de ordem d\u00f3rica, projetado por Ictino e Cal\u00edcrates, foi erguido na acr\u00f3pole de Atenas e eleva-se sobre a cidade num terreno de menos de 300m de comprimento por 130m no ponto mais largo. Nele melhor do que em qualquer outro, se verifica a composi\u00e7\u00e3o grega dos cheios e vazios, do ritmo da luz e sombra. Em seu front\u00e3o encontrava-se a escultura de F\u00eddias, que retratava o nascimento de Aten\u00e9ia e a disputa entre Aten\u00e9ia e Pos\u00eddon. F\u00eddias tamb\u00e9m \u00e9 o autor da obra que ocupou a cela do templo, Athena Parthenos, em ouro e marfim, que n\u00e3o mais existe.\n\nNo ano 407, uma estrutura complexa, que re\u00fane um conjunto de lugares sagrados, ergue-se o Erection de ordem j\u00f4nica, onde se encontra um novo elemento, o balc\u00e3o a\u00e9reo, sustentado por 6 est\u00e1tuas com figuras femininas, as Cari\u00e1tides, que com sua gra\u00e7a suavizam a constru\u00e7\u00e3o.\n\nNo fim do per\u00edodo cl\u00e1ssico na s\u00e9culo IV, a\u00a0<strong>arquitetura<\/strong>\u00a0continua a se desenvolver e a inovar, como na realiza\u00e7\u00e3o dos teatros, onde a geometria funcional e est\u00e9tica, define de forma definitiva o anfiteatro, com arquibancadas escavadas, \u00edngremes e de forma semicircular e com palco circular\n\nou semicircular que tem um cen\u00e1rio natural, como o teatro de Dion\u00edsio em Atenas, e o de Delfos.\n\nOutra inova\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo IV \u00e9 o aparecimento da ordem cor\u00edntia, derivada da ordem j\u00f4nica, que ser\u00e1 desenvolvida no per\u00edodo helen\u00edstico e tamb\u00e9m na\u00a0<strong>arquitetura romana<\/strong>.\n\nO per\u00edodo helen\u00edstico inicia-se em 323 a.C. com a morte de Alexandre Magno, e com a dissolu\u00e7\u00e3o do imp\u00e9rio maced\u00f4nio, conquistado por Alexandre, na sua luta contra os persas. A funda\u00e7\u00e3o de Alexandria cria um novo polo da cultura helen\u00edstica.\n\nNa\u00a0<strong>arquitetura<\/strong>\u00a0o emprego das ordens \u00e9 livre, as vezes com combina\u00e7\u00f5es, e com amplo desenvolvimento da ordem cor\u00edntia, como no templo do Zeus Ol\u00edmpico ou no monumento votivo de L\u00edscrates de planta circular, ambos em Atenas.\n\nOutras inova\u00e7\u00f5es no campo t\u00e9cnico e no conceito de monumentalidade podem ser verificadas no grande templo-altar de Zeus (180 a.C.) em P\u00e9rgamo que foi reconstru\u00eddo no Museu de Berlim, j\u00e1 que quase tudo se perdeu da magn\u00edfica Alexandria\n\n<strong>A Escultura Grega<\/strong>\n\nEntre os s\u00e9culos XI e IX a.C. a escultura produziu pequenas obras, representando figuras humanas, em argila ou marfim. Durante o per\u00edodo arcaico a pedra tornou-se o material mais utilizado, comum nas simples est\u00e1tuas de rapazes (Kouros) e de mo\u00e7as(kor\u00e9s) e ainda refletiam a influ\u00eancia externa.\n\nO apogeu da escultura ocorreu no per\u00edodo cl\u00e1ssico, durante o s\u00e9culo V , quando as obras ganharam maior realismo, procurando refletir a perfei\u00e7\u00e3o das formas e a beleza humana, e posteriormente ganharam dinamismo, como se percebe no Disc\u00f3bolo de Miron.\n\nFonte: www.crystalinks.com\/www.she.art.br\/www.arteducacao.pro.br\/www.geocities.com\/www.socultura.com\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Arte Grega, Antiga, Templo, Hist\u00f3ria, Arquitetura, Pintura, Gr\u00e9cia, Mitologia, Estilo, Per\u00edodo, Formas, Origem, Arte Grega<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4881,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-4880","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arte-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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