{"id":4735,"date":"2015-11-30T00:00:00","date_gmt":"2015-11-30T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/percepcao-das-cores\/"},"modified":"2026-08-31T17:51:19","modified_gmt":"2026-08-31T17:51:19","slug":"percepcao-das-cores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/percepcao-das-cores\/","title":{"rendered":"Percep\u00e7\u00e3o das Cores"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n&nbsp;\n\n<strong>As cores e seus efeitos nos ambientes<\/strong>\n\nAs cores t\u00eam qualidades e caracter\u00edsticas que permitem muitas possibilidades e efeitos na hora de compor um ambiente. A dica \u00e9 escolher a cor levando em considera\u00e7\u00e3o o tipo de efeito que se quer produzir para determinado ambiente e o efeito que as cores t\u00eam sobre n\u00f3s. O branco \u00e9 a presen\u00e7a de todas as cores.\n\nTeoricamente, reflete todos os raios luminosos que incidem sobre uma superf\u00edcie branca. Traz claridade e leveza para um ambiente. O preto, por sua vez, \u00e9 conhecido como a aus\u00eancia de cor e \u00e9 o que menos reflete luz. Pode ser utilizado moderadamente como recurso para real\u00e7ar outras cores utilizadas.\n\n<strong>Conhe\u00e7a um pouco mais as cores e os efeitos que podem produzir:<\/strong>\n\n<strong>Cores frias e quentes<\/strong>\n\nDefinir quais s\u00e3o as cores frias e quais s\u00e3o as quentes n\u00e3o \u00e9 uma tarefa simples. Geralmente, vermelho e amarelo s\u00e3o consideradas cores quentes, e as demais \u0096 tais como azul e verde \u0096 cores frias. No entanto, um amarelo esverdeado, por exemplo, caracteriza-se como cor fria, mas o amarelo alaranjado caracteriza-se como cor quente.\n\nAs sensa\u00e7\u00f5es que as cores quentes provocam\n\n<strong>Exemplo de cores quentes:<\/strong>\u00a0vermelho, amarelo.\n\nAs cores quentes s\u00e3o psicologicamente din\u00e2micas e estimulantes. Ambientes com essas cores sugerem movimento, excita\u00e7\u00e3o, atividade. Uma simples contempla\u00e7\u00e3o de uma superf\u00edcie vermelha pode acelerar o nosso pulso.\n\nGeralmente elas parecem muito mais pr\u00f3ximas, porque para enfoc\u00e1-las torna-se necess\u00e1rio acomodar o cristalino do olho de uma forma semelhante ao que se enfocaria para ver os objetos pr\u00f3ximos. A s cores quentes fazem com que os objetos pare\u00e7am maiores, e as cores quentes ou escuras fazem-nos parecer mais densos e pesados do que realmente s\u00e3o.\n\nAlgumas cores quentes e escuras s\u00e3o mais cansativas para ambientes, por assim dizer \u0096 imagine uma sala toda vermelha! Por outro lado, algumas cores \u0096 como alguns tons de amarelo \u0096 s\u00e3o uma excelente op\u00e7\u00e3o para situa\u00e7\u00f5es que requerem o est\u00edmulo muscular e cerebral e conv\u00edvio.\n\n<strong>Exemplos de artif\u00edcios e efeitos produzidos com as cores quentes:<\/strong>\n<blockquote><strong>O corredor parece mais curto<\/strong>\n\nUma forma de fazer com que corredores muito longos pare\u00e7am mais curtos \u00e9 pintar a parede no fim do corredor com uma cor quente ou escura.\n\n<strong>O teto parece mais baixo e o ambiente mais aconchegante<\/strong>\n\nPintar o teto com uma cor quente ou escura, produz a sensa\u00e7\u00e3o que o mesmo est\u00e1 rebaixado.<\/blockquote>\n<strong>As sensa\u00e7\u00f5es que as cores frias provocam<\/strong>\n\n<strong>Exemplo de cores frias:<\/strong>\u00a0azul, verde.\n\nAmbientes compostos por cores frias t\u00eam efeito calmante, repousante, suave e est\u00e1tico. Os tons claros das cores frias d\u00e3o a sensa\u00e7\u00e3o de paz, frescura. Ao contr\u00e1rio das cores quentes, d\u00e3o a impress\u00e3o das formas estarem mais longes, menores e serem mais leves.\n\nEm lugares mais quentes, \u00e9 uma boa op\u00e7\u00e3o utilizar as cores frias, com o azul claro, por exemplo, uma cor refrescante. Assim como o vermelho aumenta a nossa pulsa\u00e7\u00e3o, o azul e o verde a diminuem.\n\n<strong>Exemplos de artif\u00edcios e efeitos produzidos com as cores frias:<\/strong>\n<blockquote><strong>A sala parece mais arejada e refrescante<\/strong>\n\nPintar a sala com uma cor fria e o teto com uma cor fria de tonalidade mais clara, faz com que o teto pare\u00e7a mais alto do que \u00e9.\n\n<strong>O ambiente parece maior<\/strong>\n\nCores frias de tonalidades claras s\u00e3o muito indicadas para ampliar espa\u00e7os, tornando-os mais leves e com maior luminosidade.<\/blockquote>\n<strong>Os efeitos das combina\u00e7\u00f5es de cores quentes e frias<\/strong>\n\nQuando utilizamos mais de uma cor em um ambiente, a percep\u00e7\u00e3o de temos sobre cada uma das cores altera-se. Assim, quando uma cor quente est\u00e1 presente com cor fria, a cor quente parece ainda mais quente, e a cor fria parece mais fria.\n\nO verde, por exemplo, parecer\u00e1 mais quente se estiver em um fundo azul e mais frio se estiver num fundo amarelo. No primeiro caso, teremos a percep\u00e7\u00e3o de um verde um pouco mais amarelado e, quando em um fundo amarelo, parecer\u00e1 mais azulado. Duas cores quentes juntas tendem a parecer mais frias e duas cores frias juntas parecem mais quentes.\n\nO contraste entre as cores \u00e9 outro artif\u00edcio que pode ser utilizado.\n\nCores claras sobre um fundo escuro, parecem mais claras. Cores escuras sobre um fundo escuro parecem mais escuros. Assim, quando se quer destacar um objeto, basta trabalhar com cores contrastantes ao seu redor.\n\n<strong>O efeito contr\u00e1rio \u00e9 tamb\u00e9m \u00e9 v\u00e1lido:<\/strong>\u00a0ambientes que utilizam os mesmos tons de cores tendem a camuflar os objetos e m\u00f3veis.\n<h2>O uso da cor na ambienta\u00e7\u00e3o de uma casa<\/h2>\nA cor \u00e9 muito importante quando se trata de compor um ambiente na sua casa. A id\u00e9ia de cor e de que a luz transporta a cor \u00e9 muito antiga \u0096 Descartes formulou uma teoria a respeito. A cor tem sido objeto de estudo da f\u00edsica, da psicologia, da qu\u00edmica e sociologia.\n\nDe acordo com estudos efetuados em psicof\u00edsica, demonstrou-se que a fun\u00e7\u00e3o das cores n\u00e3o \u00e9 puramente est\u00e9tica.\n\nAs cores evocam sentimentos, principalmente de frio e quente, grande e pequeno, movimento e repouso.\n\nS\u00e3o amplamente utilizadas tamb\u00e9m para transmitir mensagens \u0096 tubula\u00e7\u00f5es de \u00e1gua quente s\u00e3o pintados de vermelho, tubula\u00e7\u00f5es de \u00e1gua fria s\u00e3o pintados de azul, por exemplo.\n\n<strong>Portanto, na hora de escolher as cores e tonalidades que ir\u00e3o compor um ambiente, \u00e9 preciso estar atento aos diversos fatores envolvidos:<\/strong>\u00a0a quest\u00e3o da est\u00e9tica, os sentimentos que evocam \u0096 vermelho excita, azul \u00e9 calmante, etc.., as mensagens que transmitem. \u00c9 preciso considerar, tamb\u00e9m, que conforme as cores s\u00e3o combinadas, o resultado produzido altera-se.\n\n<strong>A escolha da cor depende, ent\u00e3o, do efeito que se quer produzir<\/strong>\n\nConhecer as cores e como elas interferem em nossas impress\u00f5es \u00e9 um bom caminho para se estabelecer crit\u00e9rios que ajudem na escolha das cores e tonalidades a serem utilizadas nos ambientes.\n\nUma facilidade, que ajuda muito na hora de escolher as cores para compor os ambientes, \u00e9 contar com os servi\u00e7os que v\u00e1rias lojas de tintas oferecem.\n\nAtualmente, muitas oferecem para seus clientes a visualiza\u00e7\u00e3o, por computador, do ambiente da sua casa com a cor de tinta de sua prefer\u00eancia.\n\nPara isso, basta fornecer uma foto do ambiente que voc\u00ea quer pintar. \u00c9 muito \u00fatil, pois voc\u00ea pode ver na tela o resultado de combina\u00e7\u00f5es de cores de fachadas ou ambientes internos, antes de optar.\n\nNo come\u00e7o do sec. XVIII percebeu-se que a partir da combina\u00e7\u00e3o de tr\u00eas cores fundamentais poderia-se obter todas as outras cores.\n\n<strong>\u00c9 disso que trata a Teoria das Cores:<\/strong>\u00a0atrav\u00e9s das cores b\u00e1sicas ou prim\u00e1rias \u0096 o azul, vermelho e o verde \u0096 qualquer outra cor pode ser formada (o azul, vermelho e verde foram selecionadas como as b\u00e1sicas por melhor responderem a esta defini\u00e7\u00e3o, de acordo com pesquisas realizadas).\n<h2>Cores frias e cores quentes<\/h2>\nOutro aspecto importante que deve ser levado em considera\u00e7\u00e3o s\u00e3o as qualidades das cores, tais como a &#8220;temperatura&#8221; da cor, que exercem diferentes efeitos no sistema nervoso do expectador. Definir quais s\u00e3o as cores frias e quais s\u00e3o as quentes n\u00e3o \u00e9 um processo simples.\n\nGeralmente, vermelho e amarelo s\u00e3o consideradas cores quentes, e as demais \u0096 tais como azul e verde \u0096 cores frias. No entanto, um amarelo esverdeado, por exemplo, caracteriza-se como cor fria, mas o amarelo alaranjado caracteriza-se como cor quente.\n\nCores frias e cores quentes produzem sensa\u00e7\u00f5es nas pessoas e percep\u00e7\u00f5es do ambiente diferentes. Saber tirar partido dessas possibilidades \u00e9 uma boa dica na hora de escolher quais cores utilizar na composi\u00e7\u00e3o de um ambiente.\n<h2>Contraste entre cores<\/h2>\nO contraste entre as cores \u00e9 outro recurso que pode ser utilizado para produzir efeitos na ambienta\u00e7\u00e3o. Quando uma cor \u00e9 vista isoladamente, temos uma determinada percep\u00e7\u00e3o da mesma.\n\nQuando uma cor \u00e9 vista junto de outra \u0096 um aparador de uma cor encostado em uma parede de outra cor, por exemplo \u0096, nossa percep\u00e7\u00e3o das duas cores se altera. E, conseq\u00fcentemente, o pr\u00f3prio ambiente altera-se. M\u00f3veis e objetos destacam-se ou permanecem camuflados em um ambiente.\n<h2>Cores e ilumina\u00e7\u00e3o<\/h2>\nOutro aspecto a ser considerado \u00e9 quanto \u00e0 ilumina\u00e7\u00e3o do ambiente.\n\n<strong>Dois fatores interferem na percep\u00e7\u00e3o das cores:<\/strong>\u00a0o tipo de l\u00e2mpada utilizado e a pr\u00f3pria ilumina\u00e7\u00e3o. Existem mais de 5.000 l\u00e2mpadas no mundo, para atender \u00e0s diferenciadas necessidades. Muitas l\u00e2mpadas alteram as cores. Um exemplo claro \u00e9 a fluorescente \u0096 aquela que normalmente utilizamos na cozinha.\n\nMuito indicada para locais de trabalho, ela \u00e9 uma luz branca, e altera bastante as cores do ambiente.\n\nPor isso, as pessoas parecem p\u00e1lidas e com olheiras. As dicr\u00f3icas, por outro lado, muito indicadas para iluminar quadros, porque quase n\u00e3o alteram as cores.\n\nExiste outro motivo para que o jogo de cores seja cuidadosamente planejado. Quando um objeto ou ambiente \u00e9 iluminado, a luz incide diretamente sobre a superf\u00edcie e parte dela incide sobre as paredes, para ser refletida e projetada novamente.\n\nAp\u00f3s esta reflex\u00e3o, ela pode mudar de cor. Al\u00e9m disso, a pr\u00f3pria luminosidade do ambiente tamb\u00e9m interfere na cor. Este \u00e9 o efeito que a ilumina\u00e7\u00e3o produz sobre as cores do ambiente. Uma forma de tirar partido disso \u00e9 utilizar, para cada efeito desejado, o tipo de ilumina\u00e7\u00e3o e lumin\u00e1ria adequados.\n<h2>Cores e texturas<\/h2>\nAs texturas s\u00e3o outro fator que influencia na percep\u00e7\u00e3o das cores. Paredes com textura e paredes sem texturas pintadas com uma mesma cor t\u00eam efeitos completamente diferenciados.\n\n<strong>Fonte<\/strong>:\u00a0www.geocities.com\n<h6>Percep\u00e7\u00e3o das Cores<\/h6>\n<p class=\"google\"><\/p>\n<strong>A PSICODIN\u00c2MICA DAS CORES COMO FERRAMENTA DE MARKETING:<\/strong>\n\n<strong>A percep\u00e7\u00e3o, influ\u00eancia e utiliza\u00e7\u00e3o das cores na comunica\u00e7\u00e3o mercadol\u00f3gica<\/strong>\n\n<strong>1. CONSIDERA\u00c7\u00d5ES INICIAIS<\/strong>\n\nA maioria das pessoas convive naturalmente com as cores, inconscientes de sua import\u00e2ncia como elemento da natureza e muito relevante no conv\u00edvio social.\n\nMesmo reconhecendo-se uma enorme imprecis\u00e3o cient\u00edfica, principalmente em fun\u00e7\u00e3o da gigantesca complexidade e abund\u00e2ncia de fatores que influenciam nos resultados, existe um consenso nos meios acad\u00eamicos no sentido de que as cores influenciam psicologicamente o ser humano, conforme o tom, matiz, satura\u00e7\u00e3o ou luminosidade, de diferentes formas.\n\nMesmo assim, com essa imprecis\u00e3o, o conhecimento dos efeitos e respostas humanas em fun\u00e7\u00e3o de sua exposi\u00e7\u00e3o \u00e0s cores \u00e9 uma ferramenta de extrema utilidade para muitas \u00e1reas de estudo, como artes, arquitetura, moda, etc, buscando expressar ou comunicar id\u00e9ias, sensa\u00e7\u00f5es e desejos, encontrando nas cores o poder de transforma\u00e7\u00e3o que exercem sobre a realidade de seus receptores.\n\nEm se tratando de administra\u00e7\u00e3o mercadol\u00f3gica, ao decidirmos sobre a compra de determinado produto, cremos n\u00f3s que o estamos fazendo por experi\u00eancias j\u00e1 vividas, por recomenda\u00e7\u00e3o ou por escolha l\u00f3gica. No entanto, existem outros fatores que influenciam a escolha de maneira subliminar, como as cores.\n\nA utiliza\u00e7\u00e3o de cores como ferramenta de marketing tem a miss\u00e3o de planejar o uso da cor para transmitir sensa\u00e7\u00f5es e sentimentos ao consumidor. Ao usar o vermelho, por exemplo, a sensa\u00e7\u00e3o transmitida \u00e9 outra totalmente diferente quando se usa o azul.\n\nA combina\u00e7\u00e3o das cores escolhidas e o efeito que elas provocam no observador certamente devem ser estudados com cuidado em um projeto de comunica\u00e7\u00e3o.\n\nUma escolha equivocada ou descuidada da cor ou das cores que representam uma empresa pode trazer associa\u00e7\u00f5es indesej\u00e1veis ao p\u00fablico a quem se destina a comunica\u00e7\u00e3o.\n\nNo \u00e2mbito do desenvolvimento de um projeto de identidade visual, \u00e9 necess\u00e1rio que se conhe\u00e7a as rela\u00e7\u00f5es entre as cores e o significado cultural delas com o p\u00fablico alvo ao qual se destina o produto. A cor desempenha papel muito importante na forma\u00e7\u00e3o de impress\u00f5es e conceitos\n\nDevemos salientar, que cada cultura possui algumas particularidades quanto ao uso social das cores.\n\n<strong>Um exemplo disso s\u00e3o as cores que simbolizam o luto:<\/strong>\u00a0enquanto no ocidente \u00e9 representado pelo preto, na China, em luto, usa-se o branco. Estes tra\u00e7os particulares, no entanto, n\u00e3o ser\u00e3o abordados neste trabalho.\n\nAssim, o foco ser\u00e1 dado nos estudos psicol\u00f3gicos da cor, sem a diferencia\u00e7\u00e3o de particularidades geogr\u00e1ficas, pois existem algumas caracter\u00edsticas que provocam rea\u00e7\u00f5es comportamentais que independem do contexto social.\n\n<strong>2. A COR<\/strong>\n\nEmbora todos saibamos desde muito pequenos a distinguir as cores, elas sempre estiveram inseridas em nossas vidas de maneira t\u00e3o natural, que raramente questionamos o porqu\u00ea de serem diferentes, como as enxergamos ou outras perguntas do g\u00eanero.\n\nMas imagine um mundo sem as cores, todo em preto e branco. Nossas vidas seriam iguais? O que \u00e9 a cor realmente?\n\nSegundo Houaiss (1980, p. 234), cor \u00e9 um substantivo feminino que significa \u0093impress\u00e3o produzida no olho pela luz, segundo sua pr\u00f3pria natureza ou a maneira pela qual se difunde nos objetos segundo o modo como absorvem ou refletem a luz\u0094.\n\nPara Guimar\u00e3es (2000, p. 28), \u0093a cor \u00e9 uma informa\u00e7\u00e3o visual, causada por um est\u00edmulo f\u00edsico, percebida pelos olhos e decodificada pelo c\u00e9rebro\u0094.\n\nPelas leis da f\u00edsica, as cores s\u00e3o um produto da luz e sem a luz n\u00e3o pode haver cores. Na natureza a maior fonte geradora de luz \u00e9 o Sol, desta maneira, o Sol \u00e9 diretamente ligado \u00e0 nossa percep\u00e7\u00e3o das cores.\n\nA rela\u00e7\u00e3o entre luz e cores foi desenvolvida pela experi\u00eancia em que Isaac Newton realizou com a decomposi\u00e7\u00e3o da luz branca do sol em um prisma. Os resultados deste estudo mostraram que a luz do Sol \u00e9, na verdade, composta por todas as outras sete cores b\u00e1sicas que s\u00e3o o vermelho, o laranja, o amarelo, o verde, o anil, o azul e o violeta.\n\nQuando esta luz incide sobre um objeto qualquer, este absorve algumas ondas de luz enquanto reflete outras, e s\u00e3o estas ondas de luz refletidas que definir\u00e3o a cores deste objeto.\n\nPara facilitar o entendimento, propomos um exemplo. Imagine uma rosa vermelha em um jardim iluminada pelo sol. Ao receber as ondas de luz, a rosa absorve boa parte delas, refletindo apenas uma cor que n\u00e3o \u00e9 absorvida, no caso, o vermelho.\n\nOs sensores que existem em nossos olhos reagem a esta onda refletida, e o c\u00e9rebro a interpreta como sendo a cor vermelha.\n\nO entendimento pelo c\u00e9rebro das cores pode variar muito dependendo da necessidade do indiv\u00edduo. Um exemplo bastante conhecido \u00e9 o reconhecimento de dezenas de nuances de cor branca pelo esquim\u00f3, onde por uma quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia, seu c\u00e9rebro decodifica estas divis\u00f5es tonais, que para um equatoriano, por exemplo, n\u00e3o teria muita utilidade.\n\nOs termos tons ou matiz s\u00e3o as caracter\u00edsticas qualitativas de uma cor, que se especificam com os termos azul, vermelho, verde, amarelo, etc. Esse conceito \u00e9 ligado diretamente ao comprimento de onda de cada radia\u00e7\u00e3o.\n<p class=\"monosub\"><strong>2.1.\u00a0 Uma breve hist\u00f3ria da cor<\/strong><\/p>\nA utiliza\u00e7\u00e3o das cores pelo homem de maneira volunt\u00e1ria \u00e9 vista desde a idade da pedra, onde atrav\u00e9s de pinturas rupestres, os homens produziam imagens e formas utilizando tintas naturais encontradas no ambiente.\n\nDurante a hist\u00f3ria as cores representaram tamb\u00e9m papeis de signos nas mais diversas culturas, ora para diferenciar castas sociais, ora para distinguir na\u00e7\u00f5es em guerra, entre in\u00fameras outras cita\u00e7\u00f5es.\n\nGregory (1979) comenta os primeiros pensamentos sobre a cor para diversos pensadores. O autor cita Arist\u00f3teles e seu trabalho no tratado &#8220;Da Cor&#8221;, obra p\u00f3stuma publicada em 1497, tamb\u00e9m cita o f\u00edsico Kepler, que no s\u00e9culo XVII, atrav\u00e9s de seu livro \u0093\u00d3ptica\u0094 come\u00e7ou a revelar os elementos b\u00e1sicos para a forma\u00e7\u00e3o das cores.\n\nEstes estudos ent\u00e3o foram conclu\u00eddos por Newton, em 1704, com a publica\u00e7\u00e3o do &#8220;Tratado sobre a reflex\u00e3o, a refra\u00e7\u00e3o e as cores da luz&#8221;.\n\nOs principais pontos deste tratado se referem \u00e0 decomposi\u00e7\u00e3o das cores atrav\u00e9s de um prisma, demonstrando a exist\u00eancia de sete cores no espectro com a teoria de que existem somente seis cores vis\u00edveis sob as condi\u00e7\u00f5es naturais de luz do dia.\n\nEstes estudos demonstraram a reflex\u00e3o e refra\u00e7\u00e3o da luz sob a perspectiva de teorias matem\u00e1ticas, sob bases cient\u00edficas mecanicistas, iniciando um novo processo de pesquisas.\u00a0 Extrapolando os estudos publicados por Newton, um outro pensador viria novamente a revolucionar o estudo das cores. Goethe, escritor e pintor alem\u00e3o, utilizou-se tamb\u00e9m de experi\u00eancias com luminosidade e sombra nas cores.\n\nSeus estudos baseavam-se na pintura e utiliza\u00e7\u00e3o usual da cor, chamada de cor-pigmento, formando um c\u00edrculo de cores de seis espectros (laranja, verde, violeta, azul, vermelho e amarelo) utilizado at\u00e9 os dias de hoje e que influenciou estudos desde ent\u00e3o.\n<p align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Percep\u00e7\u00e3o das Cores\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ppercep1.jpg\" alt=\"Percep\u00e7\u00e3o das Cores\" width=\"458\" height=\"220\" \/>\nFigura 1 \u0096 Cores-pigmento prim\u00e1rias e secund\u00e1rias<\/strong><\/p>\n<p class=\"monosub\"><strong>2.2.\u00a0 A cor pela F\u00edsica<\/strong><\/p>\nConforme vimos anteriormente, as cores s\u00e3o observadas atrav\u00e9s da absor\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o da luz.\u00a0 Os estudos dos t\u00f3picos 2.2 e 2.3 s\u00e3o pautados na obra referenciada de Gregory (1979), onde o autor que afirma que \u0093a luz \u00e9 uma forma de energia, que consiste em vibra\u00e7\u00f5es eletromagn\u00e9ticas, irradiadas em dire\u00e7\u00e3o reta, em movimento ondulado, a partir de uma fonte, na velocidade de 300.000 km \/seg.\u0094 Gregory (1979, p.36).\n\nN\u00f3s humanos conseguimos distinguir diferentes cores pelo comprimento de suas ondas. Para n\u00f3s as luzes aparecem em diferentes cores porque cada raio de luz estimula nossos sensores \u00f3ticos de forma diferente.\n\nA cor violeta tem as ondas com o menor comprimento vis\u00edvel, cerca de 380-450 microns; j\u00e1 o vermelho possui os comprimentos maiores, com ondas 640-730 microns. Todas as cores vis\u00edveis pelo homem est\u00e3o entre estas faixas de ondas, sendo as n\u00e3o vis\u00edveis a olho nu chamadas de ultravioletas ou infravermelho. Como estudado por Newton, a luz branca \u00e9 uma mistura de radia\u00e7\u00f5es com diferentes comprimentos de onda.\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Percep\u00e7\u00e3o das Cores\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ppercep2.jpg\" alt=\"Percep\u00e7\u00e3o das Cores\" width=\"502\" height=\"227\" \/>\n<strong>Figura 2 &#8211; Gr\u00e1fico do Espectro Vis\u00edvel<\/strong><\/p>\nExistem diversas teorias que explicam a recep\u00e7\u00e3o da cor pelos seres humanos. No entanto, estas podem ser separadas em dois grandes grupos, as teorias que trabalham com a cor-luz e a as que trabalham com cor-pigmento.\n\nA cor-luz \u00e9 uma radia\u00e7\u00e3o luminosa, vis\u00edvel, que \u00e9 o resultado da decomposi\u00e7\u00e3o da luz branca, sendo esse tipo de cor \u00e9 o visualizado quando olhamos para uma tela de televis\u00e3o, ou mesmo em uma proje\u00e7\u00e3o de cinema.\n\nA sobreposi\u00e7\u00e3o de diversas cores-luz resulta no branco. J\u00e1 a cor-pigmento \u00e9 uma subst\u00e2ncia concreta, como uma tinta, sendo que este tipo de colora\u00e7\u00e3o tem natureza qu\u00edmica e \u00e9 utilizada basicamente na pintura. A sobreposi\u00e7\u00e3o de diversas cores-pigmento resulta no preto n\u00e3o absoluto.\n\nEnquanto o primeiro grupo centraliza-se nos trabalhos de Newton com a forma\u00e7\u00e3o das cores pela luz, o segundo baseia-se em Goethe, com cores formadas por pigmentos. A mais aceita \u00e9 a teoria tricrom\u00e1tica de Young e Helmholtz, que, utilizando-se dos estudos cor-pigmento, separa as cores em prim\u00e1rias, secund\u00e1rias e terci\u00e1rias.\n\nAs cores prim\u00e1rias tamb\u00e9m s\u00e3o chamadas de cores puras, pois na teoria de cor-pigmento, n\u00e3o se formam da mistura de outras cores, ao contr\u00e1rio, \u00e9 a partir destas tr\u00eas cores que todas as outras s\u00e3o formadas.\n\n<strong>S\u00e3o elas:<\/strong>\u00a0Amarelo, Vermelho e Azul. As cores secund\u00e1rias s\u00e3o obtidas com a combina\u00e7\u00e3o de duas cores prim\u00e1rias em porcentagem id\u00eantica. Assim, ao misturar o amarelo ao vermelho, obtemos o laranja; ao mesclarmos o amarelo e o azul, obtemos o verde; e ao combinarmos o vermelho e o azul temos o violeta. J\u00e1 as cores terci\u00e1rias s\u00e3o obtidas ao combinar as 3 cores prim\u00e1rias mais as 3 cores secund\u00e1rias, em qualquer propor\u00e7\u00e3o. Desta maneira, obtemos qualquer outra cor.\n\nAs cores complementares s\u00e3o formadas por prim\u00e1rias e secund\u00e1rias, desde que se encontrem exatamente opostas no c\u00edrculo de cores. Para encontrar o par de complementares, basta tra\u00e7ar uma linha ou colocar uma r\u00e9gua que passe pelo centro do c\u00edrculo de Goethe.\n<p class=\"monosub\"><strong>2.3.\u00a0 Percep\u00e7\u00e3o f\u00edsica e rea\u00e7\u00f5es org\u00e2nicas \u00e0s cores<\/strong><\/p>\nDe acordo com Goldman (1964, p. 145), \u009387% dos est\u00edmulos que chegam ao nosso c\u00e9rebro v\u00e3o atrav\u00e9s da vis\u00e3o, ficando a audi\u00e7\u00e3o com 7%, o olfato 3%, o tato 1,5% e o paladar com 1,5%\u0094.\n\nAo receber o est\u00edmulo da luz, &#8220;os olhos alimentam o c\u00e9rebro com informa\u00e7\u00e3o codificada em atividade neural \u0096 cadeias de impulsos el\u00e9tricos \u0096 a qual, pelo seu c\u00f3digo e pelos padr\u00f5es de atividade cerebral, representa objetos&#8221; (GREGORY,1979, p.77).\n\nO corpo humano, ao receber pelas c\u00e9lulas foto-sensoras dos olhos as ondas de luz que definem as cores, repassa ao c\u00e9rebro diversas sensa\u00e7\u00f5es antes mesmo de uma interpreta\u00e7\u00e3o destas. Algumas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o transmitidas ao sistema l\u00edmbico, \u00e0s gl\u00e2ndulas pituit\u00e1ria, hipot\u00e1lamo e pinel, gl\u00e2ndulas estas que controlam o sistemas nervosos respons\u00e1veis pela sede, fome e sexo, por exemplo.\n\nJ\u00e1 o sistema l\u00edmbico tem rela\u00e7\u00e3o com as emo\u00e7\u00f5es de amor, \u00f3dio, dor e satisfa\u00e7\u00e3o. Desta maneira, fica clara a interfer\u00eancia fisiol\u00f3gica e, por conseguinte psicol\u00f3gica pelas cores. Como exemplo, citaremos algumas cores.\n\nO azul, que tem um tempo de percep\u00e7\u00e3o de 0,06 segundos, com ondas curtas de fraca intensidade, que atua com suavidade nos neur\u00f4nios, baixando o fluxo sangu\u00edneo e at\u00e9 mesmo causando certa introspec\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo.\n\nJ\u00e1 o vermelho possui um tempo menor de percep\u00e7\u00e3o, 0,02 segundos, com ondas de comprimento longo e de maior intensidade, excitando o c\u00e9rebro. Neste caso, o vermelho eleva a press\u00e3o arterial do indiv\u00edduo, acelera os batimentos card\u00edacos e causa certa inquieta\u00e7\u00e3o, interferindo ainda no sistema nervoso respons\u00e1vel pelo alerta, pelo ataque e pela defesa.\n\nOutra cor bastante interessante do ponto de vista fisiol\u00f3gico \u00e9 o amarelo, quem tem o mais r\u00e1pido tempo de percep\u00e7\u00e3o, 0,01 segundo, e atua nas fun\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas e hipotal\u00e2micas, despertando a sensa\u00e7\u00e3o de fome.\n\nComo vimos, a cor \u00e9 proveniente da luz e esta \u00e9 uma forma de energia. Assim, quanto mais energia liberada, mais calor \u00e9 produzido. Um objeto, ao ser iluminado, absorve algumas cores e reflete outras, absorvendo e refletido, portanto, energia ou calor.\n\nBaseados nestes dados e tamb\u00e9m no comprimento das ondas de cada uma das cores, convencionou-se a utiliza\u00e7\u00e3o dos termos cores frias (tons de azul, violeta e verde) e quentes (tons de amarelo, vermelho e laranja).\n\nA conota\u00e7\u00e3o das cores em frias e quentes est\u00e1 relacionada tanto com os fatores emocionais quanto com o processo de reflex\u00e3o de energia, luz e calor. Uma superf\u00edcie branca reflete por completo a luz que incide sobre ela. J\u00e1 uma superf\u00edcie preta absorve esta energia.\n\nDesta maneira, um objeto preto dever\u00e1 ser, sob ilumina\u00e7\u00e3o natural, cerca de 10 graus mais quente que um objeto totalmente branco. Esta rela\u00e7\u00e3o entre cores \u00e9 utilizada h\u00e1 muito pela popula\u00e7\u00e3o de todo o mundo mesmo sem saber de detalhes cient\u00edficos.\n\n\u00c9 comum pessoas utilizarem roupas escuras no frio para absorver mais calor do ambiente, e evitarem usar roupas escuras no ver\u00e3o, exatamente para evitar mais calor no corpo.\n\nOs comprimentos de onda das cores quentes, especialmente o vermelho, s\u00e3o muito pr\u00f3ximos do infravermelho que transmite calor. Mais do que quaisquer outras, as cores quentes atraem os olhos e excitam as emo\u00e7\u00f5es.\n\n<strong>J\u00e1 as cores frias t\u00eam exatamente o efeito oposto \u00e0s cores quentes:\u00a0<\/strong>diminuem o metabolismo e acalmam. Algumas vezes podem parecer excessivamente tristes e opressivas, tendo como exemplo o \u0093per\u00edodo azul\u0094 das pinturas de Pablo Picasso.\n\nO c\u00edrculo de cores de Goethe ou c\u00edrculo crom\u00e1tico \u00e9 dividido em duas metades, onde est\u00e3o localizadas separadamente as cores chamadas frias e quentes. As cores quentes possuem comprimentos de ondas mais longas e t\u00eam a propriedade de terem uma intensidade ou densidade maior, avan\u00e7ando na dire\u00e7\u00e3o do olhar e diminuindo o espa\u00e7o.\n\nJ\u00e1 as cores frias possuem ondas mais curtas e provocam exatamente o contr\u00e1rio, isto \u00e9, a sensa\u00e7\u00e3o de distanciamento do olhar e do aumento do espa\u00e7o. Outra diferen\u00e7a entre cores frias e quentes \u00e9 que as cores quentes estimulam a circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea fazendo com que aumente a temperatura corporal. As cores frias diminuem a circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea e faz com que caia a temperatura do organismo.\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Percep\u00e7\u00e3o das Cores\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ppercep3.jpg\" alt=\"Percep\u00e7\u00e3o das Cores\" width=\"268\" height=\"234\" \/><strong>\nFigura 3 \u0096 C\u00edrculo Crom\u00e1tico<\/strong><\/p>\n<strong>2.4. Uso das cores na moda, decora\u00e7\u00e3o, etc.<\/strong>\n\nAs cores v\u00eam sido utilizadas nas mais diversas atividades durante s\u00e9culos.\n\n<strong>No entanto, gostar\u00edamos de ressaltar a utiliza\u00e7\u00e3o das cores em tr\u00eas atividades:<\/strong>\u00a0a pintura, a decora\u00e7\u00e3o e a moda.\n\nNa pintura, atrav\u00e9s das cores os artistas transmitem id\u00e9ias, sensa\u00e7\u00f5es, desejos, tudo combinado com a forma de maneira perfeita. Destacamos a esta arte a evolu\u00e7\u00e3o e descobrimento de novas cores e materiais durante os tempos, pois gra\u00e7as \u00e0 qu\u00edmica aplicada \u00e0s tintas, p\u00f4de-se aumentar a gama de cores em cor-pigmento utilizadas pelo homem.\n\nNa decora\u00e7\u00e3o, salientamos o trabalho de engenheiros, arquitetos e decoradores, que com seus estudos de cor, projetam ambientes que causam efeitos diferenciados pelas cores utilizadas. Ressaltamos ainda que este tipo de aplica\u00e7\u00e3o de cores em ambientes \u00e9 um dos maiores contatos que temos com as cores todos os dias.\n\nJ\u00e1 a utiliza\u00e7\u00e3o das cores na moda \u00e9 muito particular, pois embora existam refer\u00eancias a cada esta\u00e7\u00e3o por esta ou aquela cor, na verdade o que acontece \u00e9 que cada indiv\u00edduo veste a roupa com a cor que mais lhe conv\u00e9m no momento, \u00e0s vezes por estado de esp\u00edrito, ou prefer\u00eancia pela cor, enfim, s\u00e3o diversos os fatores que influenciam esta escolha.\n\n<strong>3. ESTUDOS DA PSICOLOGIA SOBRE A COR<\/strong>\n\n<strong>3.1. Prefer\u00eancias pessoais<\/strong>\n\nEm nosso cotidiano n\u00f3s fazemos o tempo todo escolha por cores, mesmo que de maneira involunt\u00e1ria. \u00c9 completamente usual, ao escolher um objeto, ao escolhermos uma roupa, enfim, a optar por uma situa\u00e7\u00e3o, que n\u00f3s o fa\u00e7amos tendo como um dos elementos desta escolha as cores envolvidas, e at\u00e9 mesmo deixemos de escolher algo por uma cor que n\u00e3o nos agrade.\n\nTodos n\u00f3s temos liga\u00e7\u00f5es que podemos chamar de afetivas por algumas cores ou mesmo uma gama de cores, e muitas vezes, esse comportamento de fidelidade fa\u00e7a parte h\u00e1 muito de nosso cotidiano do que sup\u00fanhamos.\n\nNossa prefer\u00eancia pelas cores e o valor representado por elas \u00e9 subjetivo, assim procuramos perpetuar ou mesmo intensificar a escolha por cores que nos d\u00eaem a sensa\u00e7\u00e3o de prazer, como tamb\u00e9m procuramos minimizar ou eliminar de nossa vis\u00e3o as cores que nos trazem algum desconforto ou desprazer atrav\u00e9s das impress\u00f5es que acreditamos desagrad\u00e1veis produzidas por elas.\n\nN\u00e3o raro, vemos pessoas que tem como padr\u00e3o o uso de roupas azuis, ou ent\u00e3o pretas, por exemplo; ou pessoas que tenham prefer\u00eancia por roupas ou acess\u00f3rios de cores saturadas.\n\nPor que gostamos de determinadas cores e de outras n\u00e3o? Por que gostamos mais de uma determinada composi\u00e7\u00e3o de cores e outras n\u00e3o? Segundo Goldman (1964, p. 219), \u0093gostamos ou n\u00e3o de uma determinada cor, porque em algum momento passamos por uma situa\u00e7\u00e3o agrad\u00e1vel ou desagrad\u00e1vel onde determinada cor estava presente\u0094, seria a mesma rela\u00e7\u00e3o que temos com, por exemplo, a m\u00fasica e o perfume.\n\nA op\u00e7\u00e3o por determinadas cores pelo indiv\u00edduo pode ser uma forma de aviso que revela sua \u00edndole temperamental. Estas prefer\u00eancias normalmente s\u00e3o constru\u00eddas ao longo do tempo, no entanto, situa\u00e7\u00f5es vividas ou novos elementos podem alterar estas prefer\u00eancias, tempor\u00e1ria ou definitivamente.\n\nCircunst\u00e2ncias podem alterar a din\u00e2mica de prefer\u00eancia das cores. Isso tamb\u00e9m acontece com a moda, que determina tend\u00eancias, estilos e usos que podem n\u00e3o ser as de escolha espont\u00e2nea do indiv\u00edduo. Neste caso, em que h\u00e1 uma interfer\u00eancia externa, como a moda citada, h\u00e1 uma maior dificuldade na identifica\u00e7\u00e3o de perfil temperamental.\n\n<strong>3.2. Estudos e experimentos<\/strong>\n\nDiversos s\u00e3o os estudos que foram ou podem ser realizados referente \u00e0 import\u00e2ncia psicol\u00f3gica das cores, sendo estes estudos aplic\u00e1veis em ci\u00eancias e artes das mais diversas maneiras. Os referenciados aqui est\u00e3o citados na obra de Arnheim (1980).\n\nUm dos primeiros estudiosos a ressaltar esta rela\u00e7\u00e3o entre as cores e os efeitos psicol\u00f3gicos foi Herman Rorschach, no ano de 1921.\n\nDe acordo com suas anota\u00e7\u00f5es, as rea\u00e7\u00f5es observadas poderiam ser catalogadas e agrupadas de maneira a definir um tipo de comportamento padr\u00e3o dos indiv\u00edduos. Desde ent\u00e3o, esta rela\u00e7\u00e3o vem sendo estudada por diversas \u00e1reas, da psicologia ou n\u00e3o.\n\n\u00c9 importante salientar, no entanto, que os estudos da psicologia sobre a cor definem apenas um dos aspectos da composi\u00e7\u00e3o do perfil psicol\u00f3gico, sendo associado a diversas outras vari\u00e1veis em sua constru\u00e7\u00e3o e diagn\u00f3stico.\n\nOutro ponto a se destacar \u00e9 que, embora existam diferentes estudos referentes \u00e0 influ\u00eancia da cor na psiqu\u00ea humana, nenhum experimento pode ser considerado caso conclusivo, embora apontem aos mesmos resultados, o que mostra credibilidade e d\u00e1 margem a novos estudos.\n\nPara verificar como as cores influenciam a mente do homem e faz com que as pessoas sofram sensa\u00e7\u00f5es emocionais, foram realizadas diferentes experi\u00eancias na \u00e1rea de psicologia. Em uma pesquisa citada na obra &#8220;Adverstising and Its Mental Laws&#8221; com cem pessoas, revelou que as cores que causam maior senso de percep\u00e7\u00e3o em homens e mulheres s\u00e3o, respectivamente o laranja e o vermelho.\n\nO mesmo estudo revelou que as cores com menor \u00edndice de percep\u00e7\u00e3o e memoriza\u00e7\u00e3o foram as cores amarelo e verde.\n\nOutros experimentos relatados foram referentes \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de dist\u00e2ncia das cores. Foram colocados v\u00e1rios objetos a uma mesma dist\u00e2ncia, e aos indiv\u00edduos que faziam parte do experimento, perguntados quais estavam mais longe e quais mais perto.\n\nNeste experimento, todos os objetos estavam \u00e0 mesma dist\u00e2ncia, no entanto, os objetos da cor vermelha foram citados como os mais pr\u00f3ximos em compara\u00e7\u00e3o a quaisquer outras cores. De acordo com os pesquisadores, isso mostra que quando a luz refletida dos objetos passa pelo cristalino do olho humano, os raios vermelhos se refletem menos que os demais raios coloridos, provocando uma percep\u00e7\u00e3o de que o objeto vermelho est\u00e1 mais pr\u00f3ximo.\n\nOutro experimento bastante interessante chamado &#8220;The Effect of Color on Apparent Size and Weigh&#8221;, publicado no American Journal of Psychology, revelou uma diferen\u00e7a tamb\u00e9m na sensa\u00e7\u00e3o de peso das cores.\n\nO experimento constitu\u00eda-se de indiv\u00edduos determinarem pesos para pacotes do mesmo tamanho, mas de cores diferentes. Nas anota\u00e7\u00f5es dos indiv\u00edduos, ficou constatado que os pacotes com cores mais escuras foram os que mais pesavam. Na realidade, todos os pacotes tinham o mesmo peso.\n\nPosteriormente, esta experi\u00eancia foi aplicada em uma empresa de ferramentas onde os funcion\u00e1rios reclamavam de fadiga, pois tinham o trabalho de levar caixas pretas em determinado trajeto. As caixas pretas ent\u00e3o foram substitu\u00eddas por caixas em tons verdes claros e, ap\u00f3s a substitui\u00e7\u00e3o, verificou-se uma substancial diminui\u00e7\u00e3o das reclama\u00e7\u00f5es de fadiga, pois passaram a ter sensa\u00e7\u00e3o de que as caixas eram mais leves.\n\nAs cores tamb\u00e9m t\u00eam um efeito de peso no ambiente em que \u00e9 colocada. Cores diferentes fazem o ambiente aparentar ampliar ou diminuir. Na realidade, olhando para uma cor damos um valor-peso, mas \u00e9 somente um peso psicol\u00f3gico.\n<p align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Percep\u00e7\u00e3o das Cores\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ppercep4.jpg\" alt=\"Percep\u00e7\u00e3o das Cores\" width=\"367\" height=\"248\" \/>\nFigura 4 \u0096 Sensa\u00e7\u00f5es de peso e dist\u00e2ncias sugeridas pelas cores<\/strong><\/p>\n<strong>3.3. Aspectos morfol\u00f3gicos, sint\u00e1ticos, sem\u00e2nticos, pragm\u00e1ticos e efeito sinest\u00e9sico<\/strong>\n\n<strong>Segundo Guimar\u00e3es (2000), no processo do estudo de como a cor \u00e9 percebida pelo homem, devem ser observados quatro aspectos:<\/strong>\u00a0morfol\u00f3gicos, sint\u00e1ticos, sem\u00e2nticos e pragm\u00e1ticos. Estes estudos normalmente n\u00e3o se d\u00e3o no estudo da cor isoladamente, mas sim em uma composi\u00e7\u00e3o crom\u00e1tica, como um quadro, por exemplo.\n\nPelo aspecto morfol\u00f3gico a cor \u00e9 tratada por sua forma, isto \u00e9, pelos pigmentos, pela luz que \u00e9 composta. Nesta an\u00e1lise, verifica-se a aplica\u00e7\u00e3o das cores, camadas de cores, posi\u00e7\u00e3o das cores no elemento estudado, satura\u00e7\u00e3o, brilho, ilumina\u00e7\u00e3o, entre outros. Em elementos de mais de uma cor, verifica-se qual \u00e9 a cor dominante, e qual a cor que se destaca.\n\nFarina (1973), chama a cor com destaque de t\u00f4nica, identificando tamb\u00e9m as nuances que v\u00e3o da cor dominante \u00e0 cor de destaque.\n\nQuanto aos aspectos sint\u00e1ticos, a cor \u00e9 tratada pelas rela\u00e7\u00f5es estabelecidas na composi\u00e7\u00e3o crom\u00e1tica, como rela\u00e7\u00f5es de contrastes, satura\u00e7\u00e3o, brilho, tons, complementos, etc. No aspecto sint\u00e1tico, o que \u00e9 relevante \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o das cores com o objetivo do conjunto. Os contrastes da composi\u00e7\u00e3o devem enaltecer o objetivo do elemento, dando \u00eanfase a elementos que mere\u00e7am ser observados com maior destaque.\n\nNo aspecto sem\u00e2ntico, o que mais deve ser observado \u00e9 como as sensa\u00e7\u00f5es percebidas pelo receptor relacionam-se com o significado do elemento observado.\n\nPor este aspecto \u00e9 imprescind\u00edvel que s cores utilizadas no material reforcem a id\u00e9ia passada pelo conjunto em um processo sin\u00e9rgico. Elementos sem\u00e2nticos, al\u00e9m das sensa\u00e7\u00f5es puras provocadas pela cor, ainda remetem a id\u00e9ias, a imagens atrav\u00e9s de um processo de indu\u00e7\u00e3o ou mesmo dedu\u00e7\u00e3o mental.\n\n\u00c9 interessante salientar que para que os elementos sem\u00e2nticos transcorram como planejados, \u00e9 importante um pr\u00e9vio conhecimento da sensa\u00e7\u00e3o percebida pelo indiv\u00edduo, pois para remeter a uma id\u00e9ia ou pensamento, este deve ser pr\u00e9-existente.\n\nO quarto e n\u00e3o menos importante aspecto a ser visto \u00e9 o pragm\u00e1tico. Estes aspectos devem ser levados em considera\u00e7\u00e3o no momento em que a mensagem foi transmitida, o meio utilizado, os ru\u00eddos do percurso e o momento vivido pelo receptor quando da recep\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o raro, uma mensagem pode ter seu foco distorcido completa ou parcialmente por elementos terceiros que interferiam no processo.\n\nSinestesia \u00e9 rela\u00e7\u00e3o subjetiva que se estabelece espontaneamente entre uma percep\u00e7\u00e3o e outra que perten\u00e7a ao dom\u00ednio de um sentido diferente. O efeito sinest\u00e9sico das cores, n\u00e3o causa em si, emo\u00e7\u00f5es diretamente de outros sentidos, como cheiros, gostos. Por\u00e9m, causam sensa\u00e7\u00f5es denominadas como cores quentes, frias, pesadas, fortes, etc.\n\n<strong>3.4. Formas de usos das cores<\/strong>\n\nComo j\u00e1 visto no aspecto sem\u00e2ntico do uso das cores, quando estas s\u00e3o usadas pelo homem, podem representar diversas fun\u00e7\u00f5es, consciente ou inconscientemente.\n\nDentre as poss\u00edveis fun\u00e7\u00f5es dadas \u00e0s cores, Soares (1991, p. 41) destaca as de \u0093distinguir, unificar, chamar a aten\u00e7\u00e3o, camuflar, estruturar, codificar, indicar, simbolizar e estilizar\u0094.\u00a0 Com base no autor estudado segue uma breve descri\u00e7\u00e3o de cada fun\u00e7\u00e3o. Os exemplos citados foram catalogados de maneira emp\u00edrica pelo autor desta monografia.\n\nA fun\u00e7\u00e3o de distinguir tem a finalidade de separar conceitos, de diferenciar. Na F\u00f3rmula 1 a bandeira quadriculada nas cores do pa\u00eds \u00e9 a usada na largada, e a mesma quadriculada, em preto e branco, \u00e9 a bandeira de chegada.\n\nJ\u00e1 a fun\u00e7\u00e3o de unificar tende a agrupar conceitos em uma mesma gama de cores, como por exemplo, em uma empresa onde desde a pintura dos carros at\u00e9 os uniformes dos funcion\u00e1rios seguem uma padronagem tonal.\n\nO uso das cores para chamar a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a forma de maior uso de contrastes citado, onde a fun\u00e7\u00e3o da cor \u00e9 se destacar e atrair toda a aten\u00e7\u00e3o. Os itens de seguran\u00e7a normalmente usam cores destacadas a fim de ser o elemento mais visualizado no conjunto.\n\nOutra fun\u00e7\u00e3o poss\u00edvel do uso das cores \u00e9 oposta \u00e0 citada acima. A fun\u00e7\u00e3o de camuflar objetiva minimizar os contrastes, fazendo os tons se misturarem dificultando sua visualiza\u00e7\u00e3o. Como exemplo, temos as cores das roupas do ex\u00e9rcito para camuflagem nas matas.\n\nA fun\u00e7\u00e3o de estruturar pelas cores, tem a finalidade pr\u00e1tica de organizar visualmente elementos em um contexto. Esta fun\u00e7\u00e3o \u00e9 usada tamb\u00e9m em pain\u00e9is eletr\u00f4nicos, como algumas calculadoras, onde as teclas num\u00e9ricas t\u00eam uma cor e as teclas de opera\u00e7\u00e3o outra.\n\nA codifica\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m um uso da cor, pois se convenciona determinada cor a determinada fun\u00e7\u00e3o. Como exemplo, citamos os cabos de \u00e1udio e v\u00eddeo utilizados em todo o mundo. O cabo amarelo representa o v\u00eddeo, enquanto o vermelho e o branco representam os canais de \u00e1udio esquerdo e direito, respectivamente.\n\nIndicar tamb\u00e9m pode ser poss\u00edvel atrav\u00e9s das cores, onde fen\u00f4menos f\u00edsicos s\u00e3o representados pela cor utilizada como signo sintom\u00e1tico. Uma utiliza\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica \u00e9 o teste de detec\u00e7\u00e3o de coca\u00edna, onde a cor rosa surgida do contato da fita laboratorial com o material suspeito confirma ser a droga.\n\nO uso das cores para simbolizar \u00e9 um dos mais antigos que verificamos. Na idade m\u00e9dia, por exemplo, o uso da cor roxa representava alto n\u00edvel social.\n\nAtualmente, cores como o dourado, conferem \u0093status\u0094 a um produto.\n\nOutra fun\u00e7\u00e3o das cores \u00e9 a de estilizar, extrapolando os padr\u00f5es sociais ou apenas n\u00e3o seguindo o uso convencional de cores. Um exemplo deste uso \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o de cabelos coloridos pelos jovens.\n\n<strong>3.5. Rea\u00e7\u00f5es \u00e0s cores<\/strong>\n\nComo o tema deste estudo prop\u00f5e, evid\u00eancias cient\u00edficas sugerem que as cores t\u00eam influ\u00eancias em nossos componentes f\u00edsico, mental e emocional. Com base nas obras de Goldman (1964), Farina (1973), Gregory (1979), Farina (1990), Guimar\u00e3es (2000) e Pedrosa (2002), al\u00e9m de outros autores na \u00e1rea da psicologia, segue uma descri\u00e7\u00e3o, utilizando a \u00f3tica da cor-pigmento, sobre as tr\u00eas cores prim\u00e1rias, as tr\u00eas cores secund\u00e1rias, mais o preto e o branco.\n\n<strong>3.5.1. O vermelho<\/strong>\n\nA cor vermelha \u00e9 a que apresenta os mais longos comprimentos de onda, situados, aproximadamente, entre 620 e 790 nan\u00f4metros, temperatura variando entre 800 e 900 K e tem como cor complementar a verde. Materialmente, est\u00e1 associado a sangue, sol, fogo, guerra, perigo, carne, rubi, l\u00e1bios e ma\u00e7\u00e3.\n\nAfetivamente esta cor est\u00e1 intimamente ligada aos v\u00ednculos afetivos, \u00e0 for\u00e7a, ao poder, ao dinamismo, \u00e0 energia, ao movimento, \u00e0 coragem, \u00e0 ira, \u00e0 excita\u00e7\u00e3o, \u00e0 emo\u00e7\u00e3o, ao calor e \u00e0 paix\u00e3o, sendo a representante do \u00e2nimo das cores. Esta cor tamb\u00e9m representa o poder masculino atrav\u00e9s de Marte, o deus da guerra. O vermelho tamb\u00e9m \u00e9 chamado de encarnado ou rubro.\n\nOs aspectos favor\u00e1veis relacionados \u00e0 cor vermelha sugerem motiva\u00e7\u00e3o, animosidade e desejo. Como est\u00e1 associada ao calor e \u00e0 excita\u00e7\u00e3o, ao dinamismo, esta cor tende a elevar o esp\u00edrito empreendedor, tamb\u00e9m elevando a sensa\u00e7\u00e3o de persist\u00eancia, de for\u00e7a de vontade e for\u00e7a f\u00edsica. A afetividade, o amor f\u00edsico e a paix\u00e3o carnal tamb\u00e9m s\u00e3o beneficiados pela cor vermelha.\n\nNo entanto, esta cor tende a ser desfavor\u00e1vel relacionando-se \u00e0 grosseria, \u00e0 rigidez, \u00e0 crueldade, \u00e0 brutalidade e ao perigo. As mesmas for\u00e7as da cor que remetem \u00e0 guerra, tamb\u00e9m remetem a seus elementos negativos como a raiva, a brutalidade, a crueldade, o rancor e a revolta.\n\nA cor vermelha \u00e9 uma cor quente, que estimula a vitalidade e energia em todo o organismo, estimulando a atividade. As ondas longas da cor auxiliam a adrenalina circular, ajuda a circula\u00e7\u00e3o sang\u00fc\u00ednea dentro do corpo e promove a produ\u00e7\u00e3o de hemoglobina para novos gl\u00f3bulos vermelhos, aumentando ainda a press\u00e3o sangu\u00ednea, aquecendo o corpo e estimulando o sistema nervoso. Pela energia que transmite tem a capacidade de ser \u00fatil em casos de esgotamento e des\u00e2nimo.\n\n<strong>3.5.2. O amarelo<\/strong>\n\nO amarelo apresenta, no espectro vis\u00edvel, cor da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica de comprimento de onda compreendido, aproximadamente, entre 575 e 590 nan\u00f4metros, temperatura aproximada de 3.000 K e tem como cor complementar o violeta.\n\nSegundo Kandinsky (1996, p. 130), o amarelo, representando o calor, a energia e a claridade, assume a primazia do lado aditivo das cores, em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 passividade, frigidez e obscuridade representada pelo azul. Olhando-o fixamente, \u0093percebe-se logo que o amarelo irradia, que realiza um movimento exc\u00eantrico e se aproxima quase visivelmente do observador\u0094.\n\nO amarelo tem o poder de abrir os espa\u00e7os do conhecimento, deixando a mente aberta, r\u00e1pida e com alta acuidade. As associa\u00e7\u00f5es materiais que podem ser feitas com o amarelo s\u00e3o ver\u00e3o, \u00c1sia, luz solar, grandes flores e riqueza. Afetivamente, \u00e9 relacionado com ilumina\u00e7\u00e3o, conforto, idealismo, ego\u00edsmo, inveja, \u00f3dio, adolesc\u00eancia, euforia, expectativa, a ambi\u00e7\u00e3o, lideran\u00e7a, simpatia e alegria. Esta cor ainda tem o poder de abrir o apetite do receptor, sendo atualmente muito usada em restaurantes.\n\nSendo a cor que mais se assemelha ao Sol, o amarelo traz consigo os aspectos favor\u00e1veis do sentimento de que tudo correr\u00e1 bem, atrav\u00e9s de uma aura de juventude, alegria, brilho e resplendor. O amarelo tamb\u00e9m \u00e9 positivo no que tange ao conhecimento, \u00e0 sabedoria, \u00e0 raz\u00e3o e \u00e0 l\u00f3gica, irradiando intelectualidade, discernimento e capacidade de decis\u00e3o. Negativamente, est\u00e1 associado \u00e0 decep\u00e7\u00e3o, \u00e0 solitude, \u00e0 maldade, \u00e0 vaidade, \u00e0 vingan\u00e7a, \u00e0 bajula\u00e7\u00e3o e ao imediatismo.\n\nFisicamente, o amarelo pelo comprimento de suas ondas tamb\u00e9m facilita a circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea, refor\u00e7a o sistema nervoso e a comunica\u00e7\u00e3o entre neur\u00f4nios. O amarelo promove a secre\u00e7\u00e3o dos sucos g\u00e1stricos e alivia a constipa\u00e7\u00e3o e indigest\u00e3o, estimulando o tr\u00e2nsito intestinal normal. Os tons amarelos s\u00e3o excelentes para a pele, aumentando a produ\u00e7\u00e3o da melanina e elastina, respons\u00e1veis pela cor e elasticidade da pele, respectivamente.\n\n<strong>3.5.3. O laranja<\/strong>\n\nO laranja ou alaranjado est\u00e1 situado entre o amarelo e o vermelho no circulo crom\u00e1tico de Goethe, e tem um comprimento de onda situado entre 590 e 620 nan\u00f4metros, sendo sua cor complementar ao azul.\n\nO laranja pela sua posi\u00e7\u00e3o no c\u00edrculo crom\u00e1tico possui a luminosidade do amarelo e a excita\u00e7\u00e3o do vermelho, tornando-se a cor do dinamismo, da busca, do descobrimento, enfim, da novidade. O alaranjado \u00e9 muito popular e provoca uma sensa\u00e7\u00e3o de alegria, de euforia, de liberdade, concentra\u00e7\u00e3o e independ\u00eancia, tendo sido considerado a cor dos anos 90 por sua jovialidade e anima\u00e7\u00e3o que estimulava a juventude da d\u00e9cada. Seu car\u00e1ter quente e estimulante transmite entusiasmo e faz com que dias mon\u00f3tonos sejam inflados de alegria.\n\n<strong>As associa\u00e7\u00f5es materiais com esta cor s\u00e3o:<\/strong>\u00a0o outono, a fruta laranja, o fogo, o Sol, o p\u00f4r do sol, a chama, o calor, a festa, a aten\u00e7\u00e3o, os raios solares e o alvorecer. J\u00e1 as associa\u00e7\u00f5es afetivas s\u00e3o relacionadas \u00e0 amizade, \u00e0 for\u00e7a, \u00e0 euforia, \u00e0 energia, \u00e0 alegria, \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o, ao senso de humor e \u00e0 prosperidade.\n\nO laranja tem como benef\u00edcios o entusiasmo, a vivacidade, a alegria de ser expansivo e afirmativo. A comunica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 beneficiada por esta cor, que tamb\u00e9m transmite a sensa\u00e7\u00e3o de movimento e gera iniciativa com criatividade e alegria.\n\n\u00c9 a cor que fortalece la\u00e7os fraternos, pois transmite sensa\u00e7\u00f5es de confian\u00e7a, coragem, anima\u00e7\u00e3o, espontaneidade e atitude positiva frente \u00e0 vida. Como aspectos desfavor\u00e1veis da cor, h\u00e1 o excesso de otimismo e atitudes exageradas, que podem ser expressas como ostenta\u00e7\u00e3o ou tra\u00e7o exibicionista, gerando melancolia e tristeza.\n\nA energia dessa cor tem algumas semelhan\u00e7as b\u00e1sicas com o vermelho e o amarelo, estimulando o sangue e os processos circulat\u00f3rios e influenciando as fun\u00e7\u00f5es mentais e os sistemas respirat\u00f3rio e nervoso. Por ser vitalizadora e animadora, pode agir de forma exagerada em indiv\u00edduos estressados e irritados. A lux\u00faria e a infidelidade s\u00e3o tamb\u00e9m aspectos negativos da cor, o que aproxima o laranja das teorias que o revelam como uma cor sensual.\n\n<strong>3.5.4. O verde<\/strong>\n\nO verde em comprimento de onda situado aproximadamente entre 510 e 575 nan\u00f4metros e est\u00e1 situado entre as cores quentes e frias no c\u00edrculo crom\u00e1tico. O verde tem como cor complementar o vermelho.\n\nEsta cor \u00e9 a que menos fadiga a vista, tendo um efeito calmante, relaxante e at\u00e9 mesmo repousante. O verde \u00e9 a cor da esperan\u00e7a, simbolizando a f\u00e9, a longevidade, assim como a imortalidade, simbolizada por ramos verdes. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras cores \u00e9 mais passiva do que ativa, raz\u00e3o de seu clima de repouso.\n\n\u00c9 a cor do equil\u00edbrio, entre a frieza da l\u00f3gica e a efervesc\u00eancia das emo\u00e7\u00f5es, produzindo um ambiente calmo e com muita energia ao mesmo tempo. O verde remete de maneira material \u00e0 umidade, ao frescor, aos prados, aos bosques, \u00e0 folhagem, aos jogos, ao mar e \u00e0 natureza. Afetivamente, o verde remete ao bem-estar, ao sil\u00eancio, \u00e0 tranq\u00fcilidade, ao equil\u00edbrio, \u00e0 esperan\u00e7a, \u00e0 serenidade, ao descanso, \u00e0 toler\u00e2ncia.\n<blockquote>\u0093o verde absoluto \u00e9 a cor mais calma que existe. N\u00e3o \u00e9 o centro de nenhum movimento. N\u00e3o se acompanha nem de alegria, nem de tristeza, nem de paix\u00e3o. N\u00e3o solicita nada, n\u00e3o lan\u00e7a nenhum apelo. Esta imobilidade \u00e9 uma qualidade preciosa, e sua a\u00e7\u00e3o \u00e9 benfazeja sobre os homens e sobre as almas que aspiram ao repouso. A passividade \u00e9 o car\u00e1ter dominante do verde absoluto, mas esta passividade se perfuma de un\u00e7\u00e3o, de contentamento de si mesmo\u0094. (KANDINSKI, 1996, p. 156)<\/blockquote>\nO principal aspecto favor\u00e1vel do uso desta cor se d\u00e1 na decora\u00e7\u00e3o de interiores, pois seu poder tranq\u00fcilizante relaxa as pessoas ali presentes. Ambientes em tons verdes d\u00e3o imagem de seguran\u00e7a, higiene, frescor criando um aspecto favor\u00e1vel para a tomada de decis\u00f5es com harmonia e equil\u00edbrio. No entanto, quando usado em excesso, torna o ambiente mon\u00f3tono.\n\nTamb\u00e9m pode traduzir desfavor\u00e1veis sensa\u00e7\u00f5es de indiferen\u00e7a e inseguran\u00e7a, al\u00e9m de excessiva cautela e suspeitas. Em casos espec\u00edficos pode agravar casos de estagna\u00e7\u00e3o e de degenera\u00e7\u00e3o.\n\nAs rea\u00e7\u00f5es f\u00edsicas relacionadas \u00e0 cor verde s\u00e3o relacionadas ao fato de atenuar a tens\u00e3o e reduzir a press\u00e3o sangu\u00ednea. Seu efeito \u00e9 sedativo e relaxante, embora possa causar sonol\u00eancia, cansa\u00e7o ou irritabilidade.\n\n<strong>3.5.5. O azul<\/strong>\n\nTendo no laranja a sua cor complementar, o Azul apresenta um comprimento de onda compreendido entre 480 e 510 nan\u00f4metros e tem temperatura variando entre 8.000 e 10.000 K.\n\nO azul \u00e9 a cor da decis\u00e3o, da l\u00f3gica e da raz\u00e3o, tendo a caracter\u00edstica de ampliar os horizontes, dando uma vis\u00e3o mais ampla sobre os assuntos. Dentre as cores, o azul \u00e9 a que transmite maior profundidade, percep\u00e7\u00e3o do infinito e da alma. Na antiguidade acreditava-se que ele era formado pela mistura do preto com o branco.\n\n<strong>Esta concep\u00e7\u00e3o perdurou por muito tempo, e Leonardo da Vinci, um de seus mais ilustres defensores, afirmava:<\/strong>\u00a0\u0093O azul \u00e9 composto de luz e trevas, de um preto perfeito e de um branco muito puro como o ar\u0094. Na mesma linha de racioc\u00ednio, Goethe (apud GOLDMAN, 1964, p. 188)\u00a0 acreditava que \u0093quando o preto se clareia se torna azul&#8230; O azul nos causa uma impress\u00e3o de cinza e tamb\u00e9m nos evoca a sombra. Sabemos que ele deriva do preto\u0094.\n\nO azul \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o do imaterial, do transparente, j\u00e1 que sua cor dilui-se na atmosfera causando uma impress\u00e3o de desmaterializa\u00e7\u00e3o. Por sua capacidade de abrir novos horizontes, o azul tamb\u00e9m pode tomar forma de fantasias e sonhos, abrindo as portas do inconsciente e pr\u00e9-consciente.\n\nSegundo Kandinsky (2002, p. 145) seu movimento \u00e9, ao mesmo tempo, \u0093um movimento de afastamento do homem e um movimento dirigido unicamente para seu pr\u00f3prio centro, que, no entanto, atira o homem para o infinito e desperta nele o desejo de pureza e de sede do sobrenatural\u0094.\n\nAs associa\u00e7\u00f5es materiais do azul s\u00e3o relacionadas ao frio, ao gelo, \u00e0 \u00e1gua, ao c\u00e9u, ao vidro, ao espa\u00e7o. J\u00e1 as associa\u00e7\u00f5es afetivas est\u00e3o muito mais relacionadas \u00e0 verdade, aos sentidos, \u00e0 intelectualidade, \u00e0 paz, \u00e0 advert\u00eancia, \u00e0 serenidade, ao infinito, \u00e0 medita\u00e7\u00e3o, \u00e0 fidelidade, mas tamb\u00e9m \u00e0 indiferen\u00e7a, \u00e0 impot\u00eancia e \u00e0 passividade.\n\nPor fazer parte do espectro frio das cores, o azul transmite as sensa\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis de confian\u00e7a, promovendo a devo\u00e7\u00e3o, a f\u00e9 e a aspira\u00e7\u00e3o. O azul tamb\u00e9m \u00e9 associado positivamente ao dever, \u00e0 beleza e \u00e0 habilidade, transmitindo inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica nos conceito envolvido.\n\nA serenidade dessa cor traz consigo paz, confian\u00e7a e sentimentos relaxantes, sendo sua fluidez e for\u00e7a serena tra\u00e7os atraentes, que provocam admira\u00e7\u00e3o por parte das outras pessoas. No entanto, por seu car\u00e1ter l\u00f3gico e racional, esta cor pode gerar as sensa\u00e7\u00f5es de d\u00favida, de descren\u00e7a, exatamente pelo seu car\u00e1ter de busca infinita. Partindo do cansa\u00e7o, da indol\u00eancia e da apatia, o azul pode levar a um estado de melancolia.\n\nQuanto \u00e0s rea\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, a cor azul produz um efeito relaxante e tranq\u00fcilizador. Em ant\u00edtese ao vermelho, diminui a press\u00e3o sangu\u00ednea e baixa a temperatura corporal, sendo muito utilizada na medicina nos casos de inflama\u00e7\u00e3o do corpo, como ocorre nos casos de queimadura solar. Por suas caracter\u00edsticas f\u00edsicas e psicologias, o azul promove serenidade e diminui tens\u00f5es, estresse e dores de cabe\u00e7a.\n\n<strong>3.5.6. O violeta<\/strong>\n\nA cor violeta, tamb\u00e9m popularmente chamada de roxo ou p\u00farpura, tem comprimento de onda entre 420 e 380 nan\u00f4metros, sendo considerada a primeira das cores do espectro, porque os comprimentos de suas ondas s\u00e3o menores que todas as outras cores vis\u00edveis a olho nu.\n\nAs cores com menores comprimentos de onda s\u00e3o chamadas de ultravioleta. A vibra\u00e7\u00e3o dessa cor \u00e9 de aproximadamente 750 trilh\u00f5es de vezes por segundo, sendo t\u00e3o penetrante quanto as ondas da radia\u00e7\u00e3o ultravioleta, dando ao violeta uma caracter\u00edstica de cor penetrante. Tem no amarelo sua cor complementar.\n\nOs tons de violeta remetem \u00e0 sabedoria e ao espiritual. Um tra\u00e7o do roxo demarca poder e autoridade atrav\u00e9s da sabedoria e do conhecimento. \u00c9 o violeta a cor da modera\u00e7\u00e3o, pois re\u00fane as qualidades das cores que lhe d\u00e3o origem (vermelho e azul), simbolizando a lucidez, a a\u00e7\u00e3o refletida, o equil\u00edbrio entre a terra e o c\u00e9u, os sentidos e o esp\u00edrito, a paix\u00e3o e a intelig\u00eancia, o amor e a sabedoria.\n\nO violeta remete \u00e0 noite, \u00e0 igreja, \u00e0 aurora, ao sonho, \u00e0 fantasia, ao mist\u00e9rio, \u00e0 dignidade, \u00e0 justi\u00e7a, ao ego\u00edsmo, \u00e0 grandeza e ao misticismo. J\u00e1 tendo sido considerado o s\u00edmbolo da alquimia, a cor violeta \u00e9 a que mais expressa a vida espiritual do homem e est\u00e1 ligada a quest\u00f5es m\u00edsticas e esot\u00e9ricas, representando tamb\u00e9m o mist\u00e9rio da vida, e com a religiosidade uma das manifesta\u00e7\u00f5es relacionadas a essa cor.\n\nDesde a Idade M\u00e9dia, a Paix\u00e3o de Cristo \u00e9 representada pela cor violeta, seja na roupa de Jesus, seja nas atuais decora\u00e7\u00f5es nas igrejas na Semana Santa. Ainda hoje, o violeta \u00e9 a cor que predomina na roupa dos bispos.\n\nParalelamente, o violeta tamb\u00e9m est\u00e1 ligado tamb\u00e9m a situa\u00e7\u00f5es f\u00fanebres, de morte, de distanciamento e saudade, representando simbolicamente a passagem da vida para a morte.\n\nO violeta transmite valores favor\u00e1veis de temperan\u00e7a, nobreza e dignidade, colaborando muito em processos criativos, de toler\u00e2ncia e uni\u00e3o. Sua for\u00e7a tranq\u00fcilizante e suave representa uma idealidade pr\u00e1tica incutida de humildade.\n\nOs valores negativos da cor est\u00e3o ligados ao esquecimento, falta de persist\u00eancia, desrespeito, atitude autorit\u00e1ria, orgulho, arrog\u00e2ncia, desgosto, mist\u00e9rio e a melancolia.\n\nA cor violeta tamb\u00e9m tem rea\u00e7\u00f5es f\u00edsicas no organismo humano, sendo seus efeitos sentidos na gl\u00e2ndula hip\u00f3fise, na base do c\u00e9rebro, que controla as atividades glandulares e hormonais. Outra rea\u00e7\u00e3o interessante desta cor no organismo \u00e9 a regulariza\u00e7\u00e3o dos batimentos card\u00edacos.\n\n<strong>3.5.7. O branco<\/strong>\n\nA cor branca na verdade, como vimos \u00e9 a mistura de todas as cores-luz. Desta maneira n\u00e3o h\u00e1 uma medi\u00e7\u00e3o exata de seu comprimento de onda. Sua temperatura \u00e9 de 5.000 K e sua cor complementar \u00e9 o preto.\n\nPor ser a uni\u00e3o de todas as cores, o branco \u00e9 como se fosse um arco-\u00edris em um \u00fanico espectro. O branco \u00e9 a cor da pureza, estando nessas premissas a inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 da primeira comunh\u00e3o e a brancura virginal expressa pelas vestes brancas e pelo branco v\u00e9u de noiva. O branco transmite higiene, claridade e amplia os ambientes.\n\nDo ponto de vista f\u00edsico, o branco \u00e9 a soma das cores; psicologicamente, \u00e9 a aus\u00eancia delas.\n\n<strong>O branco \u00e9 sempre o ponto extremo nas escalas luminosas:<\/strong>\u00a0partindo da luminosidade em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 escurid\u00e3o absoluta, ele \u00e9 o ponto inicial; das trevas em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 luz, \u00e9 o t\u00e9rmino.\n\nNa vis\u00e3o de Kandinsky (1996, p. 177), o branco, considerado muitas vezes como uma n\u00e3o-cor, \u00e9 o s\u00edmbolo de um mundo onde todas as cores, como propriedades materiais, desapareceram. \u0093O branco age sobre nossa alma como o sil\u00eancio absoluto. (&#8230;) E um nada pleno de alegria juvenil ou, para dizer melhor, um nada antes de todo nascimento, antes de todo come\u00e7o\u0094.\n\nNa est\u00e9tica, o branco sempre representou as possibilidades infinitas. Funcionando como luz, desde a antiguidade, nas primeiras tentativas de claro-escuro dos pintores gregos, foi tamb\u00e9m a cor de fundo das telas, preferida pelos pintores renascentistas.\n\nAo branco associamos o batismo, o casamento, a primeira comunh\u00e3o, a neve, as nuvens, a simplicidade, a limpeza, o bem, o otimismo, a paz, a pureza, a inoc\u00eancia e a divindade.\n\n<strong>3.5.8. O preto<\/strong>\n\nDiametralmente oposto \u00e0 cor branca, o preto \u00e9 a aus\u00eancia de cores, as trevas, o breu. \u00c9 quando nenhuma onda de cor consegue chegar aos olhos. O preto absoluto n\u00e3o pode ser encontrado na natureza.\n\nA cor preta s\u00f3 \u00e9 percebida pelos bastonetes que formam a parte perif\u00e9rica da retina. Ao visualizar uma cor preta, com muita aten\u00e7\u00e3o normalmente consegue-se distinguir alguma tend\u00eancia de colora\u00e7\u00e3o, isso porque o preto absoluto \u00e9 muito dif\u00edcil de ser conseguido materialmente.\n\nNestes casos, o que diferencia o pigmento preto \u00e9 sua propriedade f\u00edsica de absorver quase todos os raios luminosos que incidem sobre ele, refletindo apenas quantidade m\u00ednima desses raios. Alguns desses raios que escapam, d\u00e3o alguma tonalidade ao preto que percebemos usualmente.\n\n<strong>Demonstrando perfeita compreens\u00e3o desse fen\u00f4meno f\u00edsico, Batista da Costa (apud GOLDMAN, 1964, p. 188), concluiu:<\/strong>\u0093O preto na luz \u00e9 mais claro que o branco na sombra\u0094.\n\n<strong>Mesclado ao branco, o preto produz o cinza, cor neutra por excel\u00eancia, como Kandinsky (1996, p. 180), afirma:<\/strong>\n<blockquote>\u0093N\u00e3o \u00e9 sem raz\u00e3o que o branco \u00e9 o ornamento da alegria e da pureza sem mancha, e o preto o do luto, da afli\u00e7\u00e3o profunda, s\u00edmbolo da morte. O equil\u00edbrio destas duas cores, obtido por uma mistura mec\u00e2nica, d\u00e1 o cinza. \u00c9 natural que uma cor assim produzida n\u00e3o tenha nem som exterior nem movimento\u0094.<\/blockquote>\nPsicologicamente, o preto representa a ang\u00fastia sem fim, em que o luto aparece como s\u00edmbolo de perda irrepar\u00e1vel. O preto evoca o caos, o vazio, a noite, as trevas, o mal, a ang\u00fastia, a tristeza, o inconsciente, o mal, o pessimismo, a sordidez, a desgra\u00e7a, o temor, a sujeira, a sombra e a morte.\n\nO preto \u00e9 o s\u00edmbolo maior da frustra\u00e7\u00e3o e da impossibilidade, estando sempre ligado \u00e0 maldade com a maioria dos antagonistas que vemos, sejam nos livros, nos filmes ou desenhos animados.\n\n<strong>4. COMUNICA\u00c7\u00c3O EM MARKETING<\/strong>\n\n<strong>4.1. Conceitua\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nDurante toda a hist\u00f3ria da humanidade e sua evolu\u00e7\u00e3o, os homens permutaram bens, dinheiros, servi\u00e7os, e toda essa hist\u00f3ria tamb\u00e9m comp\u00f5em o que chamamos atualmente de Marketing.\n<blockquote>\u0093Esta palavra de origem inglesa, que n\u00e3o possui tradu\u00e7\u00e3o literal para o portugu\u00eas, j\u00e1 passou por tentativas de tradu\u00e7\u00e3o como mercadiza\u00e7\u00e3o (execu\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios que encaminham dos produtores aos consumidores o fluxo de mercadorias e servi\u00e7os), ou mercadologia, por\u00e9m nenhum voc\u00e1bulo traduz com o desej\u00e1vel efeito o mesmo sentido do termo original\u0094. (RICHERS, 1998, p.31)<\/blockquote>\nO marketing mistura-se ao desenvolvimento do modo de produ\u00e7\u00e3o e como tal, tem sofrido diversas transforma\u00e7\u00f5es, modificando conceitos, valores, cren\u00e7as e recriando novos padr\u00f5es no que se refere aos modos de produ\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m \u00e0s rela\u00e7\u00f5es de troca. Como confirma Sim\u00f5es (1986, p. 44), o marketing come\u00e7ou quando o homem procurou realizar a primeira troca.\n\nA troca foi a primeira inten\u00e7\u00e3o comercial e, portanto, o gerador das necessidades de comercializa\u00e7\u00e3o que, no fundo, formam a sua ess\u00eancia. Segundo Kotler (2000, p.30) a ess\u00eancia do marketing \u00e9 \u0093a rela\u00e7\u00e3o de troca, esta rela\u00e7\u00e3o foi transformada ao longo dos anos, principalmente a partir da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial\u0094.\n\nO marketing \u00e9 uma fun\u00e7\u00e3o comercial onipresente nas empresas do s\u00e9culo XXI e uma ferramenta de administra\u00e7\u00e3o que investiga o mercado, realiza an\u00e1lises, desenvolve novos produtos, estabelece pre\u00e7os e realiza campanhas de comunica\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00f5es de vendas.\n\nDiversos autores atentam para o fato de que muitas vezes o senso comum entende o marketing apenas como um de seus instrumentos, a propaganda, mas esclarecem que o marketing \u00e9 muito mais que isso, \u00e9 um conceito completo. O marketing est\u00e1 orientado no sentido da produ\u00e7\u00e3o de resultados e isso exige um amplo conceito de todos os fatores que influenciam o comportamento de compra.\n\nA Associa\u00e7\u00e3o Nacional Lombarda citada por Sim\u00f5es (1986, p. 102), define marketing como \u0093conjunto de atividades que, partindo do estudo constante do consumidor e das tend\u00eancias do mercado, chega \u00e0 defini\u00e7\u00e3o e fabrica\u00e7\u00e3o do produto ou servi\u00e7o\u0094.\n\nPartindo de um conceito mais atual, Kotler (2005, p.17) confere ao profissional de marketing o dever de \u0093usar seu conhecimento de demografia, psicologia, cultura e influ\u00eancia social para entender as necessidades, percep\u00e7\u00f5es, prefer\u00eancias e os comportamentos dos clientes.\u0094\n\nJ\u00e1 para Lef\u00e8vre (1998, p. 5), o conceito de marketing se expressa \u0093na maneira em que uma organiza\u00e7\u00e3o destina todos os seus esfor\u00e7os para satisfazer aos consumidores ou clientes a certo lucro, esperado ou calculado\u0094. Outra relevante defini\u00e7\u00e3o sobre o conceito de marketing vem da AMA &#8211; American Marketing Association, citado por Kotler e Armostrong (2004, p.29) diz que \u0093Marketing \u00e9 o processo de planejamento e execu\u00e7\u00e3o da concep\u00e7\u00e3o, pre\u00e7o, promo\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de id\u00e9ias, bens e servi\u00e7os etc., organiza\u00e7\u00f5es e eventos para criar trocas que venham a satisfazer objetivos individuais e organizacionais\u0094.\n\nOutro conceito de marketing bem mais simples e objetivo foi citado por Rocha e Christensen (apud LEF\u00c8VRE,1998, p.5), que prop\u00f5e que \u0093Marketing \u00e9 o processo de atrair e manter a fidelidade do cliente\u0094.\n\nHoje, no entanto, um conceito amplamente divulgado e aceito \u00e9 aquele que define marketing como \u0093um processo social e gerencial pelo qual indiv\u00edduos e grupos obt\u00eam o que necessitam e desejam atrav\u00e9s da cria\u00e7\u00e3o, oferta e troca de produtos de valor com outros\u0094 (KOTLER, 1998, p.27). Antecipadamente \u00e9 interessante diferenciar necessidades de desejos.\n\nNecessidade \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o de priva\u00e7\u00e3o relativa \u00e0 aus\u00eancia de comida, roupa, abrigo, ou alguma outra satisfa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica para sobreviv\u00eancia. J\u00e1 desejo \u00e9 a satisfa\u00e7\u00e3o de uma necessidade de uma determinada maneira, de acordo com o hist\u00f3rico, cren\u00e7as e a cultura do indiv\u00edduo, assim como outras for\u00e7as como o marketing.\n\n<strong>O autor conclui que:<\/strong>\u00a0\u0093Marketing \u00e9 a arte de descobrir oportunidades, desenvolv\u00ea-las e lucrar com elas\u0094 (KOTLER, 1998, p.54). Para o autor ainda, os desejos podem ser permanentemente modelados e remodelados por for\u00e7as, governos, institui\u00e7\u00f5es sociais, igrejas, escolas, fam\u00edlias e meios de trabalho.\n\nA importante diferen\u00e7a entre necessidades e desejos \u00e9 que os desejos podem ser influenciados por in\u00fameros fatores, enquanto que as necessidades s\u00e3o inerentes \u00e0 condi\u00e7\u00e3o humana, n\u00e3o podendo, desta forma, ser modificada. Por exemplo, o uso de roupas. Todos temos necessidade de usarmos vestes para nos protegermos e aquecemos, no entanto, quando poss\u00edvel, cada pessoa busca uma roupa diferente, com caracter\u00edsticas distintas, que extrapola a necessidade b\u00e1sica e invade o campo do desejo.\n\n<strong>Neste conceito, para que possamos continuar sobrevivemos com condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas, precisamos satisfazer necessidades b\u00e1sicas:<\/strong>\u00a0sa\u00fade, seguran\u00e7a, liberdade.\n\nAl\u00e9m dessas, temos in\u00fameros desejos. Desejos como poder, amor, sexo, status, dinheiro, realiza\u00e7\u00e3o profissional, seguran\u00e7a, paz, fam\u00edlia, amizade, liberdade, sa\u00fade, religiosidade, esperan\u00e7a, f\u00e9, entre outros.\n\nO marketing pode ser entendido como uma forma de persuas\u00e3o e o que realmente importa \u00e9 a percep\u00e7\u00e3o do produto com seus benef\u00edcios e caracter\u00edsticas pelo consumidor. O marketing busca tornar atraente, impulsionar o produto em que trabalha, impressionando, comovendo, emocionando, enfim, agregando valor, sendo muitas vezes utilizados recursos de sugest\u00e3o, de alus\u00e3o, de amplifica\u00e7\u00e3o, da repeti\u00e7\u00e3o, que amenizam ou exageram determinada express\u00e3o ou caracter\u00edstica.\n\nPela necessidade de se impor no mercado globalizado e altamente competitivo, hoje em dia, o marketing ganhou import\u00e2ncia vital n\u00e3o s\u00f3 nas empresas, mas em diversos aspectos da vida cotidiana. Kotler (2000) ainda argumenta que as empresas devem mensurar n\u00e3o apenas quantas pessoas desejam seus produtos, mas quantas formam a demanda por estes, j\u00e1 que para serem consumidoras, estas al\u00e9m de desejarem o produto devem estar dispostas e habilitadas a compr\u00e1-lo.\n\n<strong>Para atingir os desejos e necessidades do consumidor, o marketing conta atualmente com diversas e diferentes atividades, onde destacamos as de:<\/strong>\n<blockquote>\u0093Fidelizar clientes\n\nDefinir o p\u00fablico-alvo\n\nDefinir canais de venda e distribui\u00e7\u00e3o\n\nDetectar as necessidades do consumidor\n\nDivulgar o produto ao p\u00fablico-alvo\n\nDeterminar pre\u00e7os\n\nDeterminar estrat\u00e9gias de marca, embalagem, etc\n\nPosicionar o produto no mercado com uma imagem definida\n\nDesenvolver produtos ansiados pelo consumido\n\nDar suporte \u00e0 liga\u00e7\u00e3o consumidor x empresa.\u0094 (PRUSHAN, 1999, p. 29)<\/blockquote>\nO marketing \u00e9 formado por algumas vari\u00e1veis, que podem ser control\u00e1veis ou incontrol\u00e1veis. As incontrol\u00e1veis dizem respeito \u00e0s vari\u00e1veis que n\u00e3o dependem da a\u00e7\u00e3o do profissional, e devem ser seguidas como padr\u00e3o estabelecido, como a estrutura de mercado, a concorr\u00eancia, aspectos legais, entre outros.\n\nJ\u00e1 as vari\u00e1veis control\u00e1veis dizem respeito ao conjunto de instrumentos que o marketing utiliza os chamados de \u0093Composto de Marketing\u0094 ou \u0093Mix de Marketing\u0094 (KOTLER E ARMOSTRONG, 2004, p.47) &#8211; produto, pre\u00e7o, promo\u00e7\u00e3o e pra\u00e7a ou distribui\u00e7\u00e3o. Todas estas vari\u00e1veis podem ser modificadas de acordo com a vontade e necessidades do profissional de marketing.\n\nInserido no Mix de Marketing, o produto \u00e9 o objeto de troca entre as partes. Um produto oferecido inclui qualidade, design, marca, embalagem, e outras caracter\u00edsticas intr\u00ednsecas a ele. O pre\u00e7o \u00e9 o que chamamos valor do produto, e que s\u00e3o definidos para vendas no atacado e no varejo, assim como as condi\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito e formas de pagamento.\n\nA forma\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o deve levar em conta muitos aspectos particulares para cada projeto, sendo que pre\u00e7o se difere das tr\u00eas outras vari\u00e1veis do composto de marketing no sentido em que gera receita; as demais geram custos. A forma\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o deve levar em conta muitos aspectos particulares para cada projeto.\n\nA distribui\u00e7\u00e3o ou pra\u00e7a envolve toda a log\u00edstica aplicada para que o produto chegue \u00e0s m\u00e3os do consumidor final, desde posicionamento do pronto de venda at\u00e9 os canais de distribui\u00e7\u00e3o do produto partindo da ind\u00fastria at\u00e9 o consumidor. O \u00faltimo ponto \u00e9 a promo\u00e7\u00e3o, envolve todas as ferramentas relativas \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o que fazem chegar as mensagens a respeito do produto ao p\u00fablico-alvo, condensando tudo que uma empresa pode utilizar para mostrar seus produtos perante o consumidor.\n\n<strong>Kotler e Armstrong (2004, p. 363) classifica-as em cinco categorias:<\/strong>\u00a0Propaganda, Promo\u00e7\u00e3o de vendas; Rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, For\u00e7a de vendas e marketing direto.\n\nLas Casas (1994) tamb\u00e9m trabalha com esta concep\u00e7\u00e3o de Mix de Marketing. No entanto, complementa Kotler e Armstrong (2004) nas subdivis\u00f5es em cada um dos itens deste composto. Abaixo, as divis\u00f5es propostas pelo autor.\n\n<strong>QUADRO 1<\/strong>\n\n<strong>Composto de Marketing com suas Subdivis\u00f5es<\/strong>\n<table border=\"0\" width=\"515\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<td><strong>Produto<\/strong><\/td>\n<td><strong>Pre\u00e7o <\/strong><\/td>\n<td><strong>Pra\u00e7a <\/strong><\/td>\n<td><strong>Promo\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\" height=\"392\">Testes e desenvolvimento do produtoQualidade\n\nDiferencia\u00e7\u00e3o\n\nEmbalagem\n\nMarca nominal\n\nMarca registrada\n\nServi\u00e7os\n\nAssist\u00eancia t\u00e9cnica\n\nGarantias<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Pol\u00edtica de pre\u00e7osM\u00e9todos para determina\u00e7\u00e3o\n\nDescontos por quantidades especiais\n\nCondi\u00e7\u00f5es de pagamento<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Canais de distribui\u00e7\u00e3o\nTransportes\nArmazenagem\n\nCentro de distribui\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">PropagandaPublicidade\n\nPromo\u00e7\u00e3o de vendas\n\nVenda pessoal\n\nRela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas\n\nMerchandising\n\nMarca nominal\n\nMarca registrada\n\nEmbalagem<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<strong>4.2. Comunica\u00e7\u00e3o em Marketing<\/strong>\n\nO marketing moderno exige que, mais do que colocar um bom produto \u00e0 venda, \u00e9 necess\u00e1rio se comunicar com os clientes-alvo e clientes em potencial, emitindo uma mensagem que trabalhe a favor da id\u00e9ia proposta. Segundo Shimp (2002, p. 276) \u0093a mensagem \u00e9 o pensamento, a id\u00e9ia, a atitude, a imagem ou outra informa\u00e7\u00e3o que o emissor deseja levar ao p\u00fablico pretendido\u0094.\n\n\u0093A comunica\u00e7\u00e3o de marketing representa o conjunto de todos os elementos no mix de marketing de uma marca que facilitam trocas ao estabelecer significado compartilhado com os clientes daquela marca\u0094, afirma Shimp (2002, p. 31). O autor tamb\u00e9m prop\u00f5e que \u0093a persuas\u00e3o \u00e9 a ess\u00eancia da comunica\u00e7\u00e3o de marketing&#8221; e o que realmente importa \u00e9 a percep\u00e7\u00e3o do produto com seus benef\u00edcios e caracter\u00edsticas pelo consumidor. Estudos realizados por Petty e Cacioppo (apud SHIMP, 2002, p. 193) afirmam que o objetivo da propaganda \u00e9 influenciar o comportamento das pessoas.\n\nNo entanto, um conceito mais amplo de comunica\u00e7\u00e3o em marketing ganhou for\u00e7a entre os autores, a Comunica\u00e7\u00e3o Integrada de Marketing (CIM), que \u00e9 definida por Kotler e Armstrong (2004, p. 364), como \u0093o processo de desenvolvimento e de implementa\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias formas de programas de comunica\u00e7\u00e3o persuasivos com clientes existentes e potenciais no decorrer do tempo.&#8221; Shimp (2002, p. 40) ainda afirma que o objetivo \u00faltimo da CIM \u00e9 \u0093afetar o comportamento do p\u00fablico-alvo das comunica\u00e7\u00f5es, isto \u00e9, os esfor\u00e7os promocionais da empresa devem, mais que aumentar a consci\u00eancia de marca e influenciar atitudes, levar os consumidores \u00e0 a\u00e7\u00e3o\u0094. O autor ainda destaca que todos os elementos de comunica\u00e7\u00e3o devem falar a mesma linguagem, de maneira que produzam um efeito sin\u00e9rgico.\n\n\u00c9 importante salientar que para uma boa comunica\u00e7\u00e3o em marketing \u00e9 necess\u00e1rio sempre identificar o p\u00fablico-alvo da mensagem, determinar os objetivos da comunica\u00e7\u00e3o, definir o conte\u00fado da mensagem, estruturar a mensagem, selecionar o formato de veicula\u00e7\u00e3o, selecionar a fonte da mensagem e finalmente, obter o retorno da mensagem enviada.\n\nDefinir o p\u00fablico-alvo \u00e9 imprescind\u00edvel, pois toda a comunica\u00e7\u00e3o gerada ser\u00e1 com base neste perfil. Como Prushan (2004, p. 79) afirma, \u0093o p\u00fablico-alvo afetar\u00e1 fortemente as decis\u00f5es do comunicador sobre o que ser\u00e1 dito, como ser\u00e1 dito, quando ser\u00e1 dito, onde ser\u00e1 dito e quem dir\u00e1\u0094. Este p\u00fablico-alvo poder\u00e1 ser definido por diversas vari\u00e1veis, como classe social, sexo, renda per capta, profiss\u00e3o, formadores de opini\u00e3o, organiza\u00e7\u00f5es, etc.\n\nO objetivo da comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 vender uma id\u00e9ia, um produto. Para tanto, esse processo de persuas\u00e3o pode ser trabalhado nos aspectos cognitivos, emotivos e operacionais.\n\n<strong>Prushan (2004, p.101) descreve seis est\u00e1gios de compra pelos quais os consumidores passam neste processo:<\/strong>conscientiza\u00e7\u00e3o, conhecimento, simpatia, prefer\u00eancia, convic\u00e7\u00e3o e finalmente, a compra. A conscientiza\u00e7\u00e3o visa simplesmente mostrar ao p\u00fablico que a empresa ou produto existem; o conhecimento \u00e9 demonstrar a exist\u00eancia do produto; a simpatia busca causar um sentimento favor\u00e1vel pelo produto ou marca; a prefer\u00eancia pretende qualificar o valor do produto, sendo a escolha no momento da compra; a convic\u00e7\u00e3o busca ratificar o que apresentado anteriormente, mantendo o produto como a prefer\u00eancia principal, e, finalmente, a compra, em que s\u00e3o comunica\u00e7\u00f5es visando venda imediata.\n\nO conte\u00fado da mensagem de marketing tem que possuir o apelo que vai produzir a resposta desejada. Os apelos podem ser de ordem racional, emocional e moral, sendo os dois primeiros mais utilizados. Os apelos racionais buscam remeter \u00e0 qualidade, economia, valor, desempenho, enquanto os apelos emocionais remetem \u00e0 motiva\u00e7\u00e3o de compra, medo, culpa, vergonha, humor, alegria, auto-estima, entre outros. O conte\u00fado escolhido \u00e9 de supra import\u00e2ncia, e vemos que as comunica\u00e7\u00f5es com melhor efeito no mercado atual se referem os apelos emocionais, haja vista que na era da qualidade, esta vari\u00e1vel \u00e9 vista como impl\u00edcita pelo consumidor.\n\nShimp destaca a persuas\u00e3o com base na emo\u00e7\u00e3o. Esta situa\u00e7\u00e3o pode ser muito bem sucedida quando um consumidor se torna altamente envolvido com a mensagem e acaba relacionando aspectos da comunica\u00e7\u00e3o com sua situa\u00e7\u00e3o pessoal.\n<blockquote>&#8220;O consumidor pode se ver no comercial, ligar-se ao produto e \u00e0s pessoas no comercial e experimentar empaticamente emo\u00e7\u00f5es positivas (orgulho, romantismo, nostalgia, etc.) ou emo\u00e7\u00f5es negativas (ang\u00fastia, medo, etc.). Sob essas circunst\u00e2ncias, as atitudes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 marca anunciada t\u00eam uma boa chance de alterarem-se em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 emo\u00e7\u00e3o experimentada.&#8221; (SHIMP, 2002, p. 154)<\/blockquote>\n<strong>4.3. As ferramentas estudadas<\/strong>\n\n<strong>Neste estudo, como estamos trabalhando com a influ\u00eancia das cores no processo de compra, abordaremos apenas algumas ferramentas do Marketing:\u00a0<\/strong>Propagandas e embalagens de produtos.\n\nEstas duas ferramentas s\u00e3o similares nos aspectos em que podem ser vistas e que transmitem alguma informa\u00e7\u00e3o via vis\u00e3o do receptor.\n\n\u00c9 imprescind\u00edvel, no entanto, relembrar algumas fun\u00e7\u00f5es de uma propaganda ou uma mensagem publicit\u00e1ria. Uma mensagem publicit\u00e1ria tem por objetivo informar o p\u00fablico consumidor sobre as caracter\u00edsticas e utilidades de um determinado produto, com o objetivo de induzi-lo ao consumo. Al\u00e9m disso, uma mensagem publicit\u00e1ria deve ser atraente, vis\u00edvel\/aud\u00edvel, de f\u00e1cil recorda\u00e7\u00e3o e impactante.\n\n<strong>4.3.1. A propaganda<\/strong>\n\nA propaganda \u00e9 a primeira destas ferramentas estudadas exatamente pela amplitude de sua comunica\u00e7\u00e3o, promovendo uma empresa, um produto, um servi\u00e7o ou uma id\u00e9ia. Como o pr\u00f3prio nome sugere, a propaganda tem a fun\u00e7\u00e3o de propagar para a maior quantidade de pessoas um determinado an\u00fancio. Se este an\u00fancio seguir os conceitos do produto, p\u00fablico\u0096alvo e tiver boa criatividade, \u00e9 poss\u00edvel construir para milhares de pessoas ao mesmo tempo, uma imagem de marca, aceita\u00e7\u00e3o de produto ou at\u00e9 mesmo a prefer\u00eancia pela marca anunciada.\n\n<strong>Kotler (2000, p.137) afirma:<\/strong>\u00a0\u0093a propaganda \u00e9 mais eficaz quando seu alvo \u00e9 restrito.\n\nQual a efic\u00e1cia de um an\u00fancio de alimento para gatos na TV, se apenas cinco por cento da audi\u00eancia possui gatos?\u0094.\n\nComo afirma Figueiredo (1970, p. 62), \u0093no longo percurso entre a idealiza\u00e7\u00e3o de um produto, sua fabrica\u00e7\u00e3o at\u00e9 chegar \u00e0s m\u00e3os do consumidor, veio ter lugar o processo de marketing, com a propaganda servindo como lubrificante da complexa engrenagem&#8221;. Ou seja, a propaganda, por si s\u00f3, n\u00e3o \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o para a comunica\u00e7\u00e3o em marketing, pois n\u00e3o se pode falar em propaganda eficaz isolada dos outros componentes. Kotler e Armstrong (2004, p. 387) destacam que \u0093o objetivo da propaganda \u00e9 uma tarefa espec\u00edfica de comunica\u00e7\u00e3o a ser realizada para um p\u00fablico-alvo espec\u00edfico durante determinado per\u00edodo. Os objetivos de propaganda podem ser classificados por prop\u00f3sitos b\u00e1sicos &#8211; informar, persuadir ou lembrar\u0094.\n\n<strong>Os autores ainda definem outro objetivo para a propaganda:<\/strong>\n<blockquote>\u0093Fazer com que os consumidores pensem e reajam ao produto ou \u00e0 empresa de uma certa maneira, e as pessoas s\u00f3 reagir\u00e3o se acreditarem que ser\u00e3o beneficiadas com isso e por isso \u00e9 preciso identificar quais os benef\u00edcios os consumidores querem. O ideal \u00e9 que a estrat\u00e9gia de mensagem esteja atrelada diretamente \u00e0 estrat\u00e9gia de posicionamento mais amplo da empresa&#8221; (Kotler e Armstrong , 2004, p. 388)<\/blockquote>\nA propaganda visual que trabalharemos adiante pode ser veiculada em jornais, revistas, folhetos, cartazes, tv, cinema, internet, faixas, muros, cart\u00f5es, carros, banners, em fim, em um n\u00famero muito grande de possibilidades, onde, de maneira est\u00e1tica ou din\u00e2mica, a imagem dever\u00e1 passar uma mensagem ao consumidor.\n\n<strong>4.3.2. A embalagem<\/strong>\n\nOutra ferramenta que trabalharemos como comunicadora em marketing \u00e9 a embalagem, que, muitas vezes toma \u00e0s vezes da propaganda para demonstrar seus pr\u00f3prios atributos ao consumidor. H\u00e1 alguns anos, as fun\u00e7\u00f5es da embalagem se resumiam em conter o produto, preservar o produto para o consumo futuro, facilitar o transporte e a armazenagem, proporcionar seguran\u00e7a quando do manuseio pelo consumidor e proteger o produto. No entanto, com a evolu\u00e7\u00e3o do marketing, a embalagem assumiu novas fun\u00e7\u00f5es, como atrair a aten\u00e7\u00e3o do consumidor, comunicar os benef\u00edcios do produto e at\u00e9 mesmo promover a venda atrav\u00e9s de uma silenciosa persuas\u00e3o. Conforme argumenta Seragini (1993, p. 38), &#8220;j\u00e1 vai longe o tempo em que a embalagem perdeu a mera fun\u00e7\u00e3o de proteger e acondicionar produtos, passando a incorporar elementos diretamente ligados \u00e0 estrat\u00e9gia de comercializa\u00e7\u00e3o da empresa&#8221;.\n\nA embalagem tem um papel importante no ponto de venda, onde, aliada a uma exposi\u00e7\u00e3o inteligente dos produtos, a embalagem tem o potencial de um eficiente canal de comunica\u00e7\u00e3o. Considerando que 70% das decis\u00f5es de compra s\u00e3o tomadas no ponto de venda e que a embalagem na prateleira atrai o olho humano, a embalagem tem uma fun\u00e7\u00e3o fundamental pela exposi\u00e7\u00e3o e pelo pr\u00f3prio ponto de venda.\n\nNa vis\u00e3o de Mestriner (2002, p.71), \u0093quando nos referimos \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o de um produto, a embalagem \u00e9 muito mais importante do que o seu conte\u00fado\u0094.\n\nIsso porque no PDV (ponto-de-venda) o produto est\u00e1 cercado de concorrentes, sendo que a embalagem tem a fun\u00e7\u00e3o de conseguir atrair a aten\u00e7\u00e3o do consumidor e fazer com que este o escolha em detrimento ao produto do seu lado. A embalagem deve falar o emocional ao consumidor sem deixar de passar o seu lado racional, ou seja, deve transmitir as caracter\u00edsticas do produto atribuindo qualidades e benef\u00edcios.\n\nAs embalagens, embora tamb\u00e9m atuem como vendedores se diferenciam destes, pois os vendedores tradicionais trabalham com movimentos, gestos, palavras, sons, a\u00e7\u00f5es, etc., enquanto as embalagens trabalham com<b>\u00a0<\/b>o visual. Portanto, por si s\u00f3, deve fornecer todas as informa\u00e7\u00f5es, expressar a personalidade do produto, ser atraente e pr\u00e1tica para que assim se destaque mais que os seus concorrentes. Segundo Mestriner (2002, p.78), \u0093a embalagem confere ao conte\u00fado uma personalidade que representa a imagem do produto, de forma condizente com o seu posicionamento no mercado.\u0094 Dichter (apud Mestriner, 2002, p.122) reitera que \u0093a embalagem \u00e9 um elemento motivador de emo\u00e7\u00f5es, pois apesar da sua apar\u00eancia f\u00edsica externa (beleza e est\u00e9tica), o consumidor tamb\u00e9m procura obter certo grau de satisfa\u00e7\u00e3o ao analisar o interior da embalagem\u0094.\n\nA a\u00e7\u00e3o de o pr\u00f3prio cliente entrar em uma loja e ele mesmo escolher os produtos que quer comprar \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o relativamente nova no mercado de varejo, substituindo o que ocorria anteriormente, quando o comerciante pegava a mercadoria solicitada pelo comprador. Este novo sistema, chamado auto-servi\u00e7o tamb\u00e9m possibilitou que o consumidor tenha \u00e0 sua frente uma enorme gama de produtos, possibilitando que esses fa\u00e7am suas escolhas, na maior parte das vezes sem a presen\u00e7a de um profissional de vendas.\n\n<strong>Como descrevem Rocha e Christensen (apud LEF\u00c8VRE,1998, p.121), &#8220;o advento do auto-servi\u00e7o refor\u00e7ou um papel da embalagem que fora at\u00e9 ent\u00e3o secund\u00e1rio:<\/strong>\u00a0o de funcionar como elemento de atra\u00e7\u00e3o do consumidor para o produto&#8221;. Para Kotler (2004, p. 218), a embalagem \u00e9 uma \u0093importante ferramenta de marketing\u0094 e Mestriner (2002, p.78) confirma que em estabelecimentos de auto-servi\u00e7o, a embalagem &#8220;deve desempenhar muitas das tarefas de vendas. Deve atrair a aten\u00e7\u00e3o, descrever as caracter\u00edsticas do produto, criar confian\u00e7a no consumidor e produzir uma impress\u00e3o global favor\u00e1vel&#8221;.\n\nEm uma embalagem, deve haver uma complementa\u00e7\u00e3o de id\u00e9ias sobre seu conte\u00fado e sua mensagem de marketing. O ideal \u00e9 que o indiv\u00edduo olhe a embalagem e identifique quase que imediatamente o que ela significa. As embalagens atuais t\u00eam uma tend\u00eancia \u00e0 praticidade e design diferenciado, fazendo a diferen\u00e7a e vendendo o produto. Uma embalagem eficiente \u00e9 considerada um item muito relevante nos segundos finais da compra, considerado o momento mais cr\u00edtico do processo de marketing, quando o produto \u00e9 colocado na frente do consumidor e tem que persuadi-lo \u00e0 decis\u00e3o final de compra.\n\nN\u00e3o devemos esquecer que al\u00e9m da embalagem e o posicionamento do produto no ponto-de-venda, outros elementos atuam neste processo, como promo\u00e7\u00f5es, an\u00fancios, propagandas, e tudo o mais que colabora positivamente para a imagem favor\u00e1vel do produto. A influ\u00eancia do ponto-de-venda \u00e9 determinante no processo de venda do produto, haja vista que uma falha no final do processo pode comprometer todo o trabalho anterior e a venda pode acabar sendo direcionada para o concorrente exposto ao lado do produto.\n\nComo vimos, o marketing n\u00e3o \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o isolada, deve ser composto para atingir os fins propostos. Um bom produto com uma excelente distribui\u00e7\u00e3o pode se tornar invi\u00e1vel se o pre\u00e7o n\u00e3o for condizente ao p\u00fablico-alvo, ou mesmo um excelente produto, bem distribu\u00eddo, com \u00f3timo pre\u00e7o pode ficar encalhado na prateleira se n\u00e3o obtiver a promo\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria.\n\n<strong>4.4. Mensagem subliminar<\/strong>\n\nEm um processo de comunica\u00e7\u00e3o h\u00e1 sempre o emissor, o meio, a mensagem e o receptor. Para a mensagem chegar ao receptor, o emissor utiliza um meio em que normalmente a mensagem fica explicitada. No entanto, em alguns casos, o objetivo do emissor \u00e9 que a mensagem chegue ao receptor, dissimulada no meio de comunica\u00e7\u00e3o, e sem que o receptor perceba que est\u00e1 recebendo esta mensagem. Isso ocorre desde obras cl\u00e1ssicas da pintura, onde o todo da obra remete a uma id\u00e9ia que n\u00e3o foi dada como clara na obra, at\u00e9 em um simples logotipo, onde um simples quadriculado verde e vermelho remete a uma toalha de mesa. A essas mensagens, d\u00e1-se o nome de subliminar.\n\n<strong>Conforme Gregory (1979), fisiologicamente, o olho humano tem uma morfologia celular duplicada:<\/strong>\u00a0os bastonetes e os cones. Os bastonetes tamb\u00e9m possuem uma outra caracter\u00edstica, que \u00e9 identificar elementos da vis\u00e3o perif\u00e9rica, que n\u00e3o s\u00e3o captados pelos cones, estes respons\u00e1veis pelo foco da vis\u00e3o consciente. A percep\u00e7\u00e3o subliminar \u00e9 um tema amplamente estudado h\u00e1 mais de um s\u00e9culo pela psicologia.\n\nMensagem subliminar \u00e9 definida pelo dicion\u00e1rio Aur\u00e9lio (2003, p. 1175), onde \u0093diz-se de um est\u00edmulo que n\u00e3o \u00e9 suficientemente intenso para que o indiv\u00edduo tome consci\u00eancia dele, mas que, repetido, atua no sentido de alcan\u00e7ar um efeito desejado\u0094. Outra defini\u00e7\u00e3o para subliminar \u00e9 dada por Calazans (1999, p. 2), como \u0093mensagens que s\u00e3o enviadas dissimuladamente, ocultas, abaixo dos limites da nossa percep\u00e7\u00e3o consciente e que v\u00e3o influenciar nossas escolhas, atitudes, motivar a tomada de decis\u00f5es posteriores\u0094. Este \u00faltimo conceito, no entanto, \u00e9 discutido por diversos autores, que n\u00e3o acreditam que uma mensagem subliminar possa fazer um indiv\u00edduo mudar sua forma de agir. Embora muitos pontos permane\u00e7am controversos, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma evid\u00eancia cient\u00edfica de que algu\u00e9m possa ser persuadido por uma mensagem subliminar a iniciar uma a\u00e7\u00e3o complexa como consumir um determinado produto ou se suicidar. Neste aspecto, apontamos as cores como elementos subliminares que em uma mensagem transmite apenas sensa\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o ordens ou padr\u00f5es de comportamentos.\n\n<strong>5. AS CORES COMO FERRAMENTA DE MARKETING<\/strong>\n\n<strong>5.1. A cor e seu usos diferenciados<\/strong>\n\nA utiliza\u00e7\u00e3o das cores e sua harmonia podem ser utilizadas por qualquer pessoa em qualquer momento de sua vida. Enquanto algumas pessoas escolhem roupas contrastantes, outras optam por estilos monocrom\u00e1ticos. Enquanto uns optam por tons quentes, outros por frios, outros, pelo que reza a moda moment\u00e2nea.\n\nEnfim, a utiliza\u00e7\u00e3o das cores de maneira geral \u00e9 livre para o uso geral.\n\nVemos este sentimento expresso na arte em geral. O artista \u00e9 livre para expressar-se da maneira que lhe convier, pois sua obra tem apenas a fun\u00e7\u00e3o de expressar sentimentos, verdades internas do autor. E \u00e9, exatamente essa liberdade art\u00edstica que faz as pessoas gostarem ou n\u00e3o de um quadro, simpatizarem ou n\u00e3o com uma obra, sem muitas vezes explica\u00e7\u00f5es racionais para tanto.\n\nEm contrapartida, na comunica\u00e7\u00e3o, o uso das cores tem uma fun\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 focada naquele que confecciona o material colorido. Neste caso, o foco \u00e9 no receptor, na sensa\u00e7\u00e3o que as cores trar\u00e3o \u00e0queles a quem elas chegarem, ajudando na clareza da mensagem transmitida. A cor, \u00e0s vezes, cria um clima prop\u00edcio e fala por si s\u00f3, podendo ser aproveitada como uma ferramenta de Marketing. No entanto, estas cores utilizadas n\u00e3o devem ser utilizadas como no meio art\u00edstico, sem normas e princ\u00edpios, deve haver uma composi\u00e7\u00e3o tonal com equil\u00edbrio e harmonia.\n<blockquote>\u0093O par\u00e2metro do comunicador \u00e9 o p\u00fablico entender com exatid\u00e3o o que ele quis dizer. Em termos de comunica\u00e7\u00e3o visual, quanto mais objetiva for a escolha das cores, maiores ser\u00e3o as possibilidades da imagem transmitir a mensagem planejada. Isso significa que certas cores ou combina\u00e7\u00e3o de cores s\u00e3o mais adequadas do que outras para comunicar determinadas sensa\u00e7\u00f5es ou id\u00e9ias.\u0094 (GOLDMAN, 1964, p. 219)<\/blockquote>\n<strong>5.2. Uso no planejamento gr\u00e1fico<\/strong>\n\nComo estamos tratando do assunto comunica\u00e7\u00e3o, \u00e9 importante salientar que, ser\u00e1 infrut\u00edfero um trabalho de comunica\u00e7\u00e3o visual em marketing que utilize apenas a cor como forma de persuas\u00e3o. A cor \u00e9 uma das ferramentas, mas n\u00e3o a \u00fanica, devendo se integrar aos outros elementos do material visual. Deve-se observar que as cores n\u00e3o devem ser empregadas sem uma necessidade, pois o excesso por si s\u00f3, prejudica a leitura.\n\nEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0s diversas vari\u00e1veis que devem ser consideradas na constru\u00e7\u00e3o de um sistema visual de comunica\u00e7\u00e3o em marketing, certamente a cor ocupa um lugar de destaque neste conjunto. N\u00e3o apenas as matizes escolhidas para representar a personalidade e o posicionamento do trabalho, mas tamb\u00e9m a sua rela\u00e7\u00e3o com os outros tons de cores. A combina\u00e7\u00e3o das cores escolhidas e as sensa\u00e7\u00f5es que elas provocam no observador certamente devem ser estudados com aten\u00e7\u00e3o em um projeto de comunica\u00e7\u00e3o, pois uma escolha inadequada pode trazer associa\u00e7\u00f5es indesej\u00e1veis contaminado toda a comunica\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Kandinsky (1996, p. 42) demonstra a import\u00e2ncia da cor na comunica\u00e7\u00e3o dizendo:<\/strong>\u00a0\u0094Na natureza e na arte tudo \u00e9 forma e cor. A forma se torna leg\u00edvel pela cor, ou pelo claro-escuro, que tamb\u00e9m s\u00e3o, afinal de contas, cores\u0094.\n\n\u0093Cada uma das cores tem in\u00fameros significados associativos e simb\u00f3licos. Assim, a cor oferece um vocabul\u00e1rio enorme e de grande utilidade para o alfabetismo visual\u0094, afirma Dondis (2000, p. 64), complementando a id\u00e9ia de que um processo de desenvolvimento de comunica\u00e7\u00e3o visual \u00e9 necess\u00e1rio que se conhe\u00e7am as rela\u00e7\u00f5es entre as cores e o p\u00fablico-alvo a qual se destina a comunica\u00e7\u00e3o.\n\nDondis (2000) ainda atenta que para o processo de visualiza\u00e7\u00e3o, \u00e9 importante obedecer algumas normas gr\u00e1ficas. Por exemplo, a combina\u00e7\u00e3o de cores complementares n\u00e3o \u00e9 aconselh\u00e1vel apenas em textos, mas em combina\u00e7\u00f5es de textos e gr\u00e1ficos, atua de forma positiva, acelerando o processo de percep\u00e7\u00e3o das cores pelo c\u00e9rebro.\n\nAs rela\u00e7\u00f5es entre as cores s\u00e3o regidas pelas prim\u00e1rias, e isso se reflete na observa\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica, onde o indiv\u00edduo, quando se depara com as cores no campo de vis\u00e3o, tem o olhar atra\u00eddo primeiramente para as cores prim\u00e1rias do que para quaisquer outras. As cores prim\u00e1rias comportam-se como ponto de refer\u00eancia, sendo que s\u00e3o necess\u00e1rias para criar um apoio ao plano completo. Embora as cores prim\u00e1rias tendam a serem dominantes, outras cores podem ter essa caracter\u00edstica, dependendo da satura\u00e7\u00e3o das cores perif\u00e9ricas, e de sua for\u00e7a no conjunto.\n\nAs cores secund\u00e1rias estabelecem um elo com as prim\u00e1rias, estendendo-se \u00e0 cor predominante no campo, provocando um fen\u00f4meno de alongamento espacial das cores prim\u00e1rias. Ao se estender, a cor secund\u00e1ria estabelece uma esp\u00e9cie de ponte de liga\u00e7\u00e3o, harmonizando e diminuindo a velocidade do ritmo entre as primeiras. O alongamento destas cores secund\u00e1rias \u00e9 o elemento chave para a harmonia na combina\u00e7\u00e3o de cores por analogia e quando se deseja a suavidade e n\u00e3o o choque das prim\u00e1rias puras. J\u00e1 as cores terci\u00e1rias proporcionam maiores intervalos entre as prim\u00e1rias e secund\u00e1rias, estendendo o campo visual.\n\n<strong>5.2.1. As cores complementares<\/strong>\n\nOs opostos se completam, por isso o termo complementar destinado \u00e0s cores. Este t\u00f3pico est\u00e1 pautado na obra referenciada de Fabris (2003).\n\nAs cores complementadas s\u00e3o as cores que se encontram em oposi\u00e7\u00e3o no c\u00edrculo de cores. Para encontrar a cor complementar de qualquer outra, basta tra\u00e7ar uma linha reta que passe pelo centro do c\u00edrculo crom\u00e1tico. Aquelas cores que se defrontam constituem um par de cores que se complementam. Do mesmo modo, como o positivo e o negativo, o branco e o preto tamb\u00e9m s\u00e3o complementares.\n\nOs efeitos da complementaridade s\u00e3o que as cores provocam os tons opostos a elas. O vermelho provoca tons esverdeados; o verde, tons avermelhados; o amarelo, tons viol\u00e1ceos; o violeta tons amarelados; o azul tons alaranjados e o laranja tons azulados. Este efeito \u00e9 vis\u00edvel nas experi\u00eancias em que se olha fixamente para alguma figura colorida por mais que 30 segundos. Ao retirar o olhar da figura e focar em um plano branco, a mente visualiza as cores complementares. \u00c9 cl\u00e1ssico o exemplo da bandeira do Brasil.\n\nA fus\u00e3o dos tons das cores complementares pode dificultar a leitura de um texto confeccionado com essa duas cores, pois, o movimento de recuo e avan\u00e7o \u00e9 t\u00e3o extremo, que \u00e9 dif\u00edcil distinguir entre a figura e o fundo. Quando isso acontece, as informa\u00e7\u00f5es escritas se tornam ileg\u00edveis, as letras se movem lateralmente e perdem o contorno. Para harmonia e clareza visual, seria necess\u00e1rio mudar a satura\u00e7\u00e3o de uma delas ou usar o contraste com letras brancas ou pretas.\n<blockquote>\u0093Uma cor ao lado de sua complementar parece mais acentuada, brilhante formoso; por\u00e9m ao mesmo tempo, ambos resultam em mais dif\u00edcil leitura. Este desagrad\u00e1vel fen\u00f4meno se poderia corrigir fazendo que uma das cores seja muito mais clara, ou mesclando uma pequena propor\u00e7\u00e3o de um no outro.\u0094 (FABRIS, 2003, p. 116)\n<p align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Percep\u00e7\u00e3o das Cores\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ppercep5.jpg\" alt=\"Percep\u00e7\u00e3o das Cores\" width=\"175\" height=\"199\" \/>\nFigura 5 \u0096 Cores complementares prim\u00e1rias e secund\u00e1rias<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<strong>5.3. As cores e segmenta\u00e7\u00e3o de mercado<\/strong>\n\n<strong>Segundo Kotler e Armstrong (2004), existem tr\u00eas filosofias b\u00e1sicas que guiam a abordagem da empresa ao mercado:<\/strong>\n<blockquote><strong>Marketing de massa &#8211;<\/strong>\u00a0decis\u00e3o de produzir e distribuir em massa um produto \u00fanico e tentar atrair todos os tipos de compradores com essa oferta.\n\n<strong>Marketing de variedade de produtos \u0096<\/strong>\u00a0apresenta\u00e7\u00e3o de escolhas diferenciadas para distinguir os produtos do vendedor dos produtos de seu concorrente.\n\n<strong>Marketing de segmentos \u0096\u00a0<\/strong>decis\u00e3o de identificar os diferentes grupos que comp\u00f5em o mercado e desenvolver produtos espec\u00edficos para atingir um p\u00fablico-alvo seleto. Esta abordagem \u00e9 mais \u00fatil para localizar as oportunidades de mercado e desenvolver compostos de marketing mais efetivos.<\/blockquote>\nNa comunica\u00e7\u00e3o em marketing, para uma melhor efic\u00e1cia da comunica\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio segmentar o mercado que se objetiva atingir. A segmenta\u00e7\u00e3o de mercado \u00e9 um mapeamento dos grupos de consumidores e \u00e9 um facilitador das estrat\u00e9gias de marketing direcionado pois, representa &#8220;o processo de classificar os clientes em grupos com diferentes necessidades, caracter\u00edsticas ou padr\u00f5es de comportamento&#8221; (KOTLER E ARMSTRONG, 2004, p. 467). Os mercados podem ser segmentados atrav\u00e9s de diferentes vari\u00e1veis, e uma fun\u00e7\u00e3o do profissional de marketing \u00e9 verificar qual segmenta\u00e7\u00e3o oferece as melhores oportunidades. \u00c9 interessante ressaltar que os profissionais de marketing primeiramente analisam as oportunidades de marketing para, depois, selecionar seus mercados-alvo e desenvolver estrat\u00e9gias voltadas para as necessidades tanto do p\u00fablico-alvo.\n<blockquote>\u0093Mercado \u00e9 qualquer indiv\u00edduo, grupo de indiv\u00edduos ou organiza\u00e7\u00f5es que queiram, estejam habilitados ou sejam capazes de adquirir o produto de uma empresa. Cada uma das divis\u00f5es do mercado, ou segmentos de mercado, que uma empresa seleciona para atingir com os seus esfor\u00e7os de marketing \u00e9 um mercado-alvo seu. (&#8230;) Marketing de nicho \u00e9 o processo de direcionar-se para um segmento de mercado relativamente pequeno com um composto de marketing especializado.\u0094 (Simpson, 2001, p. 196)<\/blockquote>\n<strong>As segmenta\u00e7\u00f5es do mercado consumidor s\u00e3o distribu\u00eddas por Kotler e Armstrong (2004) em:<\/strong>\n<blockquote>Segmenta\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica, que consiste na divis\u00e3o do mercado em diferentes unidades geogr\u00e1ficas ou suas caracter\u00edsticas. como estado, regi\u00e3o, clima, densidade, etc.\n\nSegmenta\u00e7\u00e3o Demogr\u00e1fica e Socioecon\u00f4mica, que consiste na divis\u00e3o do mercado de acordo com as caracter\u00edsticas objetivas das pessoas de um determinado lugar, como idade, sexo, gera\u00e7\u00e3o, estado civil, renda, etc.\n\nSegmenta\u00e7\u00e3o Psicogr\u00e1fica, que consiste na divis\u00e3o do mercado de acordo com caracter\u00edsticas mais subjetivas das pessoas de um determinado lugar, como estilo de vida, personalidade, atitude, classe social, etc.\n\nSegmenta\u00e7\u00e3o Comportamental, que consiste na divis\u00e3o do mercado de acordo com caracter\u00edsticas de conhecimento, lealdade e consumo de produtos. Como exemplos temos indiv\u00edduos com a mesma caracter\u00edstica de ocasi\u00e3o de compra, status de uso, lealdade, freq\u00fc\u00eancia de compra, etc.<\/blockquote>\nVale ressaltar que at\u00e9 o ano de 2002, Kotler e Armstrong identificavam a vari\u00e1vel \u0093classe social\u0094 como Segmenta\u00e7\u00e3o Demogr\u00e1fica e Socioecon\u00f4mica, sendo que a partir do ano citado, os autores classificam esta vari\u00e1vel\u00a0 como Segmenta\u00e7\u00e3o Psicogr\u00e1fica.\n\nAo se produzir um trabalho de comunica\u00e7\u00e3o visual, antes de pensar qual cor vai ser utilizada, o designer deve se preocupar com o padr\u00e3o de cores a ser utilizado, sendo que este padr\u00e3o deve corresponder ao conceito da mensagem que se quer transmitir. Esquemas diferenciados de cores correspondem a classifica\u00e7\u00f5es diferenciadas de grupos de consumidores, isto \u00e9, um determinado perfil padr\u00e3o de consumidor entende determinada cor com certa caracter\u00edstica, j\u00e1 outra classifica\u00e7\u00e3o padr\u00e3o entende a mesma cor com uma caracter\u00edstica diferenciada.\n\nDe acordo com o Dicion\u00e1rio de Psicologia de Pi\u00e9ron (1975, p. 352), a Psicologia Diferencial est\u00e1 relacionada aos \u0093estudos comparativos das diferen\u00e7as psicol\u00f3gicas existentes entre os indiv\u00edduos humanos, tanto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 variabilidade interindividual nos grupos homog\u00eaneos, quanto \u00e0 variabilidade intergrupal (grupos por idade, sexo ou meio social)\u0094. Nesta obra de psicologia, tamb\u00e9m \u00e9 tratado do termo segmenta\u00e7\u00e3o, tanto s\u00f3cio-demogr\u00e1fica como psicogr\u00e1fica, ratificando a import\u00e2ncia da segmenta\u00e7\u00e3o de mercado para o marketing.\n\nSeguem alguns exemplos de acordo com Pedrosa (2002) e Farina (1990) destacados sobre utiliza\u00e7\u00e3o de cor determinado por perfil segmentado.\n\nCores com pouco contraste ou contrastes na mesma escala de tons tendem a vender produtos sofisticados para um p\u00fablico seleto, que prima pela sua escolha de consumo. S\u00e3o produtos como j\u00f3ias, perfumes, m\u00f3veis cl\u00e1ssicos, carros de luxo, entre outros. As cores variam entre a cor dominante e outros planos de cor que se misturam \u00e0 dominante sem uma defini\u00e7\u00e3o precisa dos limites de cada uma.\n\nComposi\u00e7\u00f5es com caracter\u00edsticas de vibra\u00e7\u00e3o e energia luminosa, caracterizado pelos tons quentes, estas cores s\u00e3o melhor utilizadas para o p\u00fablico jovem e din\u00e2mico. Dentre os produtos, destacam-se os acess\u00f3rios sofisticados, roupas de grife e equipamentos esportivos.\n\nOs limites entre planos de cor s\u00e3o bem definidos e, com freq\u00fc\u00eancia, s\u00e3o utilizados efeitos de contrastes entre cores complementares.\n\nPlanos com alta legibilidade e efici\u00eancia s\u00e3o buscados atrav\u00e9s de altos contrastes e de quadros coloridos onde se destacam termos espec\u00edficos. Esta situa\u00e7\u00e3o prop\u00f5e vantagem ao consumidor, com destaque para os benef\u00edcios do produto destacado na comunica\u00e7\u00e3o visual. Isso n\u00e3o significa que esses padr\u00f5es sejam permanentes e, muitas vezes, a comunica\u00e7\u00e3o ocorre justamente pela quebra deste padr\u00e3o. Nesse caso, h\u00e1 uma surpresa, que chama a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico.\n\n<strong>QUADRO 2<\/strong>\n\n<strong>Cores, Idades e Caracter\u00edsticas da Faixa Et\u00e1ria<\/strong>\n<table border=\"0\" width=\"534\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<td><strong>Cor<\/strong><\/td>\n<td><strong>Idade<\/strong><\/td>\n<td><strong>Caracter\u00edsticas da Faixa Et\u00e1ria<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#CC3300\"><strong>Vermelho<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Per\u00edodo de 1 a 10 anos<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Efervesc\u00eancia e espontaniedade<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FF6600\"><strong>Laranja<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Per\u00edodo de 10 a 20 anos<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Imagina\u00e7\u00e3o, exita\u00e7\u00e3o e aventura<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFCC00\"><strong>Amarelo<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Per\u00edodo de 20 a 30 anos<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">For\u00e7a, port\u00eancia e arrog\u00eancia<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#669900\"><strong>Verde<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Per\u00edodo de 30 a 40 anos<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Diminui\u00e7\u00e3o do fogo juvenil<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#006699\" height=\"34\"><strong>Azul<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Per\u00edodo de 40 a 50 anos<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Pensamento e intelig\u00eancia<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#CC3366\"><strong>Violeta<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Per\u00edodo de 50 a 60 anos<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Ju\u00edzo, misticismo, saber e experi\u00eancia<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<strong>5.4. Uso na propaganda<\/strong>\n\nOs autores Pedrosa (2002) e Farina (1973) s\u00e3o referenciais no uso das cores em propaganda, sendo em ambos os estudos pautados este t\u00f3pico.\n\nA propaganda \u00e9 uma ferramenta de comunica\u00e7\u00e3o em marketing que tem a fun\u00e7\u00e3o de despertar no consumidor aten\u00e7\u00e3o, desejo e interesse, tornando o produto anunciado mais conhecido dentro de sua categoria.\n\nDiversas estrat\u00e9gias de propaganda s\u00e3o utilizadas para transmitir a mensagem proposta, indo desde textos elaborados, mensagens cient\u00edficas a at\u00e9 imagens que por si s\u00f3, transmitam o conceito proposto. An\u00fancios sedutores s\u00e3o buscados sempre pelas ag\u00eancias de propaganda, que procuram uma estrat\u00e9gia que v\u00e1 surpreender e atrair o receptor e consumidor.\n\nDurante o planejamento de comunica\u00e7\u00e3o em marketing \u00e9 preciso definir, primeiramente, se o produto anunciado faz parte de uma procura usual e premeditada por parte do consumidor. Esta informa\u00e7\u00e3o \u00e9 importante, pois nela baseia-se boa parte da comunica\u00e7\u00e3o. Em seguida, pode-se prever a chamada compra por impulso, tendo a possibilidade de criar uma necessidade ou desejo no consumidor e estimul\u00e1-lo a um novo produto, fazendo-o sentir-se seduzido para adquirir o que foi anunciado.\n\nAtualmente existem in\u00fameros recursos a serem utilizados para auxiliar no processo dos an\u00fancios. Imagens,\u00a0<i>designs<\/i>, filtros, computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica, enfim, in\u00fameros recursos combinados auxiliam o processo de ambienta\u00e7\u00e3o de um produto ou conceito, tornando-o diferenciado perante sua concorr\u00eancia.\n\nNa propaganda, a utiliza\u00e7\u00e3o das cores contrastes preto e branco tem uma atratividade muito grande, com um grande impacto e um aspecto agrad\u00e1vel. No entanto, a utiliza\u00e7\u00e3o das cores na propaganda pode ir al\u00e9m dos efeitos do preto e branco, atuando na parte sensorial do consumidor e causando um efeito sugestionado.\n\nO tempo m\u00e9dio de fixa\u00e7\u00e3o de olhar em um objeto varia de 2 a 10 segundos, e, neste curto espa\u00e7o, o publicit\u00e1rio deve procurar um recurso para prolongar este tempo de fixa\u00e7\u00e3o ou memoriza\u00e7\u00e3o por parte do receptor. Recursos utilizados s\u00e3o a harmonia entre os elementos e um n\u00famero reduzido de detalhes motivacionais, criando um foco central de aten\u00e7\u00e3o.\n\nDe toda a publicidade visual impressa, o meio mais cl\u00e1ssico \u00e9 o cartaz, sendo tamb\u00e9m utilizados os folhetos, cat\u00e1logos,\u00a0<i>banners<\/i>,<i>outdoors<\/i>\u00a0e outros meios integram os tipos perif\u00e9ricos das campanhas publicit\u00e1rias em geral. Em meios din\u00e2micos, a maior comunica\u00e7\u00e3o que existe \u00e9 a m\u00eddia televisiva, que \u00e9 chamada m\u00eddia de massa, e atinge o maior n\u00famero de receptores em todo o mundo. N\u00e3o \u00e0 toa, esta m\u00eddia possui o maior custo entre todas as m\u00eddias utilizadas. Na era que vivemos, outra nova m\u00eddia que n\u00e3o podemos excluir \u00e9 a\u00a0<i>internet<\/i>, que possui bons custos de veicula\u00e7\u00e3o e atua de maneira din\u00e2mica.\n\n<strong>De acordo com os estudos de Farina (1973), existem algumas indica\u00e7\u00f5es sobre as cores que se seguidas, asseguram acuidade na publicidade:<\/strong>\n<blockquote><strong>Vermelho:\u00a0<\/strong>Aumenta a aten\u00e7\u00e3o, \u00e9 estimulante e motivador. Indicado para uso em an\u00fancios de artigos que indicam calor e energia, artigos t\u00e9cnicos e de gin\u00e1stica.\n\n<strong>Laranja:<\/strong>\u00a0\u00c9 indicado para as mesmas aplica\u00e7\u00f5es do vermelho, com resultados um pouco mais moderados e com menos intensidade.\n\n<strong>Amarelo:\u00a0<\/strong>Muito vis\u00edvel, o amarelo \u00e9 uma cor \u00e9 estimulante. No entanto tamb\u00e9m pode ser imprecisa, produzindo d\u00favida no indiv\u00edduo e dispersar parte de sua aten\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 uma cor motivadora por excel\u00eancia, mas quando combinada ao preto pode resultar eficaz e interessante, especialmente pela caracter\u00edstica que adquire de m\u00e1xima visualiza\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia. Geralmente \u00e9 indicada para aplica\u00e7\u00e3o em an\u00fancios que indiquem luz, e desaconselh\u00e1vel seu uso em superf\u00edcies muito extensas.\n\n<strong>Verde:<\/strong>\u00a0\u00c9 uma cor estimulante, mas com pouca for\u00e7a sugestiva, causando uma sensa\u00e7\u00e3o de repouso. Indicado para an\u00fancios que caracterizam o frio, azeites, verduras e afins.\n\n<strong>Azul:<\/strong>\u00a0Embora possua bom poder de atratividade, o azul aquieta o ser humano e acalma o indiv\u00edduo e seu sistema circulat\u00f3rio. Como o verde, \u00e9 indicado em an\u00fancios que caracterizem o frio.\n\n<strong>Violeta:<\/strong>\u00a0Esta cor acalma o sistema nervoso e remete \u00e0 religiosidade. N\u00e3o tem muita aplica\u00e7\u00e3o publicit\u00e1ria, pois muitas vezes remete \u00e0 sensa\u00e7\u00e3o de dor e tristeza.\n\nEntristece o ser humano, n\u00e3o sendo, portanto, muito bem visto na cria\u00e7\u00e3o publicit\u00e1ria. Esta cor pode ser combinada a outras para ressaltar efeitos. Para dar a essa cor maior sensa\u00e7\u00e3o de calor, deve-se acrescentar vermelho ou o laranja; para maior sensa\u00e7\u00e3o de luminosidade, o amarelo; de frio, o azul; e de arejado, o verde.\n\n<strong>Dourado:<\/strong>\u00a0\u00c9 uma cor que representa o valor e a dignidade. Deve ser aplicado em an\u00fancios de artigos de alta categoria e luxo.\n\n<strong>Marrom:<\/strong>\u00a0Esconde muito a qualidade e o valor, sendo pouco recomend\u00e1vel em publicidade.\n\n<strong>Cinza:<\/strong>\u00a0Transmite discri\u00e7\u00e3o e \u00e9 indicado muito utilizado em publicidade como cor de apoio e para remeter \u00e0 seriedade.\n\n<strong>Preto:<\/strong>\u00a0Com exce\u00e7\u00e3o \u00e0s letras, o preto deve ser evitado na publicidade, pois seu o excesso tende a gerar frustra\u00e7\u00e3o. No entanto, quando usado com parcim\u00f4nia, produz a melhor legibilidade.\n\n<strong>Azul e branco:\u00a0<\/strong>Esta combina\u00e7\u00e3o \u00e9 estimulante, predisp\u00f5e \u00e0 simpatia e oferece uma sensa\u00e7\u00e3o de paz para produtos e servi\u00e7os que precisam demonstrar sua seguran\u00e7a e estabilidade.\n\n<strong>Azul e vermelho:<\/strong>\u00a0Uma combina\u00e7\u00e3o delicada, mas estimulante da espiritualidade e de grande na publicidade. Remete a poder.\n\n<strong>Azul e preto:<\/strong>\u00a0Esta combina\u00e7\u00e3o causa uma sensa\u00e7\u00e3o de antipatia, deixando o indiv\u00edduo preocupado. Juntas, estas cores desvalorizam completamente a mensagem publicit\u00e1ria.\n\n<strong>Vermelho e verde:<\/strong>\u00a0Cores complementares, a jun\u00e7\u00e3o \u00e9 estimulante, mas de pouca efic\u00e1cia publicit\u00e1ria. Geralmente se usa essa combina\u00e7\u00e3o para publicidade rural.\n\n<strong>Vermelho e amarelo:\u00a0<\/strong>Esta combina\u00e7\u00e3o quente \u00e9 estimulante, eficiente e eficaz em publicidade. Normalmente s\u00e3o os elementos que mais chamam a aten\u00e7\u00e3o em an\u00fancios com estas cores. Por outro lado, pesquisas indicam que pode causar opress\u00e3o em certas pessoas e insatisfa\u00e7\u00e3o em outras.\n\n<strong>Amarelo e verde:<\/strong>\u00a0Embora remeta ao patriotismo nacional, esta combina\u00e7\u00e3o produz atitude passiva em muitas pessoas, sendo ineficaz em publicidade. Pode resultar eficaz no caso de haver mais detalhes coloridos na pe\u00e7a.<\/blockquote>\n<strong>5.5. Uso nas embalagens<\/strong>\n\nA cor \u00e9 um dos principais aspectos a serem considerados na embalagem quando de sua fun\u00e7\u00e3o de comunicadora de marketing. Seus tons devem n\u00e3o s\u00f3 \u0093vender\u0094 o produto em seu interior, mas tamb\u00e9m vender um conceito, um benef\u00edcio ou uma situa\u00e7\u00e3o, de acordo com toda a campanha mercadol\u00f3gica. Em outras palavras, a cor da embalagem age diretamente no processo de venda dos produtos, atraindo, seduzindo e persuadindo o consumidor.\n\nAl\u00e9m das considera\u00e7\u00f5es sobre contraste, harmonia, peso das cores, onde as regras gerais tamb\u00e9m se aplicam, algumas rela\u00e7\u00f5es entre cores e produtos que podem auxiliar no projeto de confec\u00e7\u00e3o de uma embalagem, otimizando seu potencial de venda. Foram determinadas experimentalmente por Mestriner (2002, p. 112-113 )\n<blockquote><strong>Caf\u00e9 &#8211;<\/strong>\u00a0marrom-escuro com toques de laranja ou vermelho\n<strong>Chocolate &#8211;<\/strong>\u00a0marrom-claro ou vermelho-alaranjado\n<strong>Leite &#8211;<\/strong>\u00a0azul em v\u00e1rios tons, \u00e0s vezes com um toque de vermelho\n<strong>Gorduras vegetais &#8211;<\/strong>\u00a0verde-claro e amarelo n\u00e3o muito forte\n<strong>Carnes enlatadas &#8211;<\/strong>\u00a0cor do produto em fundo vermelho, \u00e0s vezes com um toque de verde\n<strong>Leite em p\u00f3 &#8211;\u00a0<\/strong>azul e vermelho, amarelo e verde com um toque de vermelho\n<strong>Frutas e compotas em geral &#8211;\u00a0<\/strong>cor do produto em fundo vermelho, \u00e0s vezes com um toque de amarelo\n<strong>Doces em geral \u0096<\/strong>\u00a0vermelho e laranja\n<strong>A\u00e7\u00facar &#8211;<\/strong>\u00a0branco e azul, com toques de vermelho, letras vermelhas e pretas\n<strong>Massas aliment\u00edcias &#8211;<\/strong>\u00a0transpar\u00eancia, vermelho, amarelo-ouro e \u00e0s vezes com toques de azul\n<strong>Ch\u00e1 e mate &#8211;\u00a0<\/strong>vermelho, branco e marrom\n<strong>Queijos &#8211;<\/strong>\u00a0azul-claro, vermelho e branco, amarelo-claro\n<strong>Sorvetes &#8211;<\/strong>\u00a0laranja, azul-claro, amarelo-ouro\n<strong>\u00d3leos e azeites &#8211;<\/strong>\u00a0verde, vermelho e toques de azul\n<strong>Iogurtes &#8211;<\/strong>\u00a0branco e azul\n<strong>Cerveja &#8211;<\/strong>\u00a0amarelo-ouro, vermelho e branco\n<strong>Detergentes &#8211;<\/strong>\u00a0rosa, azul-turquesa, azul, cinza-esverdeado e branco-azulado\n<strong>Ceras &#8211;<\/strong>\u00a0tons de marrom e branco\n<strong>Inseticidas &#8211;<\/strong>\u00a0amarelo e preto, verde-escuro\n<strong>Desinfetantes &#8211;<\/strong>\u00a0vemelho e branco, azul-marinho\n<strong>Desodorantes &#8211;\u00a0<\/strong>verde, branco, azul com toques de vermelho ou roxo\n<strong>Sais de banho &#8211;<\/strong>\u00a0verde-claro, branco\n<strong>Bronzeadores &#8211;<\/strong>\u00a0laranja, vermelho-magenta\n<strong>Dentifr\u00edcios &#8211;\u00a0<\/strong>azul e branco, verde com branco e toques de vermelho\n<strong>Cosm\u00e9ticos &#8211;<\/strong>\u00a0azul-pastel, rosa e amarelo-ouro\n<strong>Perfumes &#8211;<\/strong>\u00a0roxo, amarelo-ouro e prateado\n<strong>Produtos para beb\u00eas &#8211;<\/strong>\u00a0azul e rosa em tons suaves\n<strong>Rem\u00e9dios em geral &#8211;<\/strong>\u00a0azul-claro, marrom, branco e vermelho, dependendo do tipo de material, medicinal, estimulante ou repousante\n<strong>L\u00e2minas de barbear &#8211;\u00a0<\/strong>azul-claro ou forte, vermelho e preto<\/blockquote>\nAl\u00e9m desses, h\u00e1 centenas ou milhares de outros produtos, como bebidas, cigarros, cujos r\u00f3tulos procuram em geral chamar a aten\u00e7\u00e3o do consumidor. R\u00f3tulos com detalhes na cor outro buscam demonstrar a nobreza do produto oferecido, oferecendo status ao consumidor. Um outro ponto que n\u00e3o se pode relevar no projeto de confec\u00e7\u00e3o de uma embalagem \u00e9 o ambiente em que haver\u00e1 a exposi\u00e7\u00e3o, ou seja, a situa\u00e7\u00e3o e exposi\u00e7\u00e3o da embalagem nos expositores e, principalmente, a concorr\u00eancia que estar\u00e1 ao lado.\n\nSalientamos, no entanto, a informa\u00e7\u00e3o de que as cores em embalagens e propagandas sugeridas neste projeto, n\u00e3o s\u00e3o \u00fanicas e imut\u00e1veis; pois d\u00e3o apenas um direcionamento no uso de cores. Obviamente cada projeto deve obedecer a elementos tonais das cores da empresa, p\u00fablico-alvo, caracter\u00edstica de produto entre outro. Um bom projeto de comunica\u00e7\u00e3o une todos estes aspectos e cria uma comunica\u00e7\u00e3o em marketing atrav\u00e9s das cores eficiente, agrad\u00e1vel, e especialmente, vend\u00e1vel.\n\n<strong>5.6. Etapas para a utiliza\u00e7\u00e3o correta de cores no Marketing<\/strong>\n\nPara um bom desenvolvimento e aplica\u00e7\u00e3o de cores em um processo de comunica\u00e7\u00e3o em marketing, algumas etapas devem ser obedecidas no processo. Os t\u00f3picos a seguir foram determinados por Ribeiro (1987), sendo que complementa\u00e7\u00f5es foram feitas pela experi\u00eancia do autor desta monografia.\n\n<strong>5.6.1. Conhe\u00e7a as cores<\/strong>\n\nAntes do processo de utiliza\u00e7\u00e3o das cores em um processo, devem-se familiarizar com as caracter\u00edsticas da cor, seus significados e suas caracter\u00edsticas psicol\u00f3gicas. Desta maneira, o designer saber\u00e1 sobre o matiz, satura\u00e7\u00e3o, luminosidade, cores quentes e frias, cores excitantes, etc.. Para facilitar o processo, \u00e9 sugestionado possuir um mostru\u00e1rio de cores e mostru\u00e1rio de aplica\u00e7\u00e3o de cores em diferentes superf\u00edcies (no caso de m\u00eddia concreta).\n\n<strong>5.6.2. Defina o objetivo<\/strong>\n\nO fato de gostar de uma cor n\u00e3o significa que todos os que virem seu projeto tamb\u00e9m v\u00e3o concordar com voc\u00ea, ou mesmo, n\u00e3o significa que esta determinada cor \u00e9 adequada para o produto, p\u00fablico ou benef\u00edcio do produto.\n<blockquote><strong>Para ajudar neste processo, responda \u00e0s seguintes perguntas:<\/strong>\n\nQue efeito estou procurando?\n\nQue cores transmitir\u00e3o melhor este efeito?\n\nEstas cores s\u00e3o muito utilizadas, ou desgastadas?\n\nQuais alternativas que melhor atender\u00e3o ao objetivo?\n\nS\u00e3o apropriadas para o p\u00fablico alvo? S\u00e3o leg\u00edveis? Chamam a aten\u00e7\u00e3o?\n\nPosso melhorar o resultado se mudar uma das cores?<\/blockquote>\n<strong>5.6.3. Escolha antes a cor de fundo<\/strong>\n\nAo vislumbrar um ambiente em uma nova casa, primeiro imaginam-se as cores em que ser\u00e3o pintadas as paredes e teto, depois pisos, rodap\u00e9s, janelas, etc. Esta mesma t\u00e9cnica deve ser usada no design gr\u00e1fico e de produtos. Embora muito do que ser\u00e1 destacado na embalagem seja a tipologia, ou desenhos,\u00a0<i>splashs<\/i>, o efeito final depender\u00e1 diretamente da cor escolhida para fundo. Um fundo claro pode destacar um produto escuro, enquanto um fundo escuro pode ressaltar um claro. Apenas n\u00e3o \u00e9 recomendado um fundo em cor complementar \u00e0 dominante na embalagem, e sim, cores an\u00e1logas a esta.\u00a0\u00a0Quando o fundo n\u00e3o puder ser bem definido, a t\u00e9cnica recomendada \u00e9 escolher as cores dos elementos por seu tamanho, isto \u00e9, escolha as cores das formas maiores e v\u00e1 at\u00e9 as formas menores.\n\n<strong>De modo geral, para os fundos:<\/strong>\n<blockquote>As cores claras funcionam melhor que as escuras\n\nAs cores quentes funcionam melhor que as frias\n\nAs cores vivas funcionam melhor que as esmaecidas.<\/blockquote>\n<strong>5.6.4. Escolha as tonalidades antes dos matizes<\/strong>\n\nAo construir um sistema de cores, primeiramente devem ser escolhidas as tonalidades, isto \u00e9, a luminosidade e satura\u00e7\u00e3o do projeto. As cores de uma mesma tonalidade (todas as cores claras, ou todas as cores escuras) s\u00e3o bem agrad\u00e1veis mesmo com varia\u00e7\u00e3o de matiz (cores do arco-\u00edris). J\u00e1 as cores com a mesma matiz e tonalidades diferentes (vermelho claro, vermelho fogo e vermelho terra) podem ser muito diferentes.\n\n<strong>Se a escolha tonal for feita antes, fica mais f\u00e1cil decidir o efeito total:<\/strong>\u00a0uma cor viva excitante, clara e pastel, escura e suave, tranq\u00fcila e acinzentada, etc. Depois disso, escolha entre as matizes, as cores que casam com as tonalidades desejadas e melhor transmitem o efeito desejado.\n\n<strong>5.6.5. Varie as tonalidades<\/strong>\n\nDentro de um sistema de cores de um projeto gr\u00e1fico, \u00e9 mais importante variar as tonalidades que as matizes. Se forem contrastadas cores claras e escuras, o projeto ser\u00e1 forte e tridimensional. Por\u00e9m, se forem contrastadas somente as matizes, ele parecer\u00e1 exagerado, sem personalidade, confuso e chapado.\n\n<strong>5.6.6. Use tonalidades compat\u00edveis<\/strong>\n\nCom o uso de tonalidades variadas, proposto no item anterior, \u00e9 importante encontrar compatibilidade entre as cores trabalhadas. As combina\u00e7\u00f5es que variam tanto as tonalidades quanto as matizes produzem contrastes muito fortes onde deve ser tomado cuidado.\n\nPara manter a harmonia, use matizes semelhantes, an\u00e1logas, ou tons diferentes de uma mesma matiz, podendo tamb\u00e9m usar cores complementares desde que n\u00e3o haja muito contrastes entre os tons.\n\nUma forma de utilizar as matizes de maneira mais agrad\u00e1veis e compat\u00edveis \u00e9 misturar um pouco de cada matiz com a outra. Por exemplo, vermelho violetado e o azul violetado, elas ficam melhores que simplesmente o vermelho com o azul.\n\n<strong>5.6.7. Limite o n\u00famero de cores<\/strong>\n\nUma outra forma de harmonizar o projeto gr\u00e1fico \u00e9 limitar de antem\u00e3o o n\u00famero de matizes, sendo tr\u00eas um n\u00famero normalmente suficiente; quatro, aceit\u00e1vel; e cinco, exagerado.\n\n<strong>N\u00e3o importa quais destas quantidades de cores sejam utilizadas, certifique-se de que h\u00e1 somente uma cor dominante:<\/strong>\u00a0a que d\u00e1 a base a todo o sistema de cores, onde as outras devem ser identificadas como secund\u00e1rias.\n\n<strong>5.6.8. Use cores vivas com parcim\u00f4nia<\/strong>\n\nSe seu objetivo \u00e9 atrair a aten\u00e7\u00e3o do consumidor, use as cores vivas em seu projeto. No entanto, se atente com a quantidade dessas cores.\u00a0 Quando existem cores vivas em demasia, o consumidor perde o olhar, cansa a vis\u00e3o e se sente agredido visualmente por tanta solicita\u00e7\u00e3o de aten\u00e7\u00e3o visual.\u00a0 No design de produtos e no design gr\u00e1ficos, as cores vivas devem ser preferencialmente utilizadas em combina\u00e7\u00e3o com tons acrom\u00e1ticos.\n\n<strong>5.6.9. Use cores familiares<\/strong>\n\nQuanto uma pessoa se depara uma comunica\u00e7\u00e3o visual de um produto, por exemplo, ela o imagina em sua casa. As cores familiares e as cores da natureza s\u00e3o mais f\u00e1ceis de agradar ao p\u00fablico tradicional. O uso de cores gr\u00e1ficas puras, como o\u00a0<i>cyan<\/i>\u00a0ou o magenta, podem ser vistas como desagrad\u00e1veis se isoladamente.\n\nClaro que existem exce\u00e7\u00f5es a esta regra. Se o p\u00fablico-alvo for jovem, por exemplo, essa regra n\u00e3o deve ser seguida. Portanto, \u00e9 necess\u00e1rio pesquisar bem o p\u00fablico-alvo da comunica\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>5.6.10. Use cores naturais<\/strong>\n\n<strong>As cores mais familiares que existem s\u00e3o as cores da natureza:<\/strong>\u00a0\u00e1rvores, c\u00e9u, p\u00e1ssaros, flores, \u00e1gua, terra, fogo, pele, etc. Estas cores s\u00e3o harmoniosas, pois nossos olhos foram acostumados a olh\u00e1-las e n\u00e3o existem matizes chocantes neste meio.\n\nNossos olhos fazem uma boa distin\u00e7\u00e3o entre a luz e sombra, j\u00e1 que raramente vemos coisas iluminadas de forma homog\u00eanea na natureza.\n\n<strong>Esta \u00e9 a raz\u00e3o pela qual \u00e9 mais importante variar as tonalidades do que as matizes:<\/strong>\u00a0o olho humano \u00e9 muito mais sens\u00edvel a gradua\u00e7\u00f5es sutis de luminosidade do que de varia\u00e7\u00f5es de matiz.\n\n<strong>5.6.11. Conhe\u00e7a as tend\u00eancias<\/strong>\n\nAnualmente s\u00e3o desenvolvidos estudos de tend\u00eancias de cores, que s\u00e3o utilizadas por v\u00e1rios setores da ind\u00fastria da moda, da decora\u00e7\u00e3o, de autom\u00f3veis, de eletro-eletr\u00f4nicos, etc.\n\n\u00c9 importante, al\u00e9m das dicas dadas ficar atento ao mercado e \u00e0s mudan\u00e7as do p\u00fablico-alvo.\n\n<strong>5.6.12. Seja Criativo e Original!<\/strong>\n\nComo \u00e9 dito usualmente, na comunica\u00e7\u00e3o em marketing n\u00e3o h\u00e1 \u0093receita de bolo\u0094. O que existem s\u00e3o estudos nesta \u00e1rea que auxiliam no processo de tomada de decis\u00e3o e confec\u00e7\u00e3o do material de comunica\u00e7\u00e3o. Somam-se a isso dois itens imprescind\u00edveis que s\u00e3o a criatividade e originalidade e assim podem-se atingir resultados excelentes.\n\n<strong>6. CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/strong>\n\nAs cores est\u00e3o em nosso meio e interagimos com elas em tempo integral, embora n\u00e3o tenhamos consci\u00eancia deste fato. Tamb\u00e9m \u00e9 dif\u00edcil imaginar como seria a vida se n\u00e3o tiv\u00e9ssemos a capacidade de interpretar as ondas dos raios de luz em forma de cores, mas com certeza perder\u00edamos muito da beleza que a natureza nos oferece.\n\nEnxergar que as cores s\u00e3o diferentes, \u00e9 f\u00e1cil. No entanto, compreender essa diferencia\u00e7\u00e3o requer um estudo espec\u00edfico. As leis da f\u00edsica nos ajudam neste aspecto e nos permitem perceber que as cores s\u00e3o diferentes, pois possuem raios de comprimentos de ondas diferentes. Da mesma maneira que uma esta\u00e7\u00e3o de r\u00e1dio, onde cada freq\u00fc\u00eancia faz sintonizarmos em uma r\u00e1dio diferente, as ondas de luz fazem nosso c\u00e9rebro \u0093sintonizar\u0094 diferentes matizes e interpreta-las tamb\u00e9m de diferentes maneiras.\n\nComo grande parte dos est\u00edmulos que chegam ao c\u00e9rebro s\u00e3o\u00a0 direcionados pela vis\u00e3o, nosso c\u00e9rebro desenvolveu diferentes representa\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas.\n\nTodos temos cores preferenciais em virtude de sinestesias, ou rela\u00e7\u00f5es subjetivas que nosso c\u00e9rebro associou a algum outro comportamento, a\u00e7\u00e3o ou situa\u00e7\u00e3o.\n\nEntretanto, atrav\u00e9s do material estudado, pudemos verificar que grande parte das representa\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas n\u00e3o est\u00e3o associadas a estas situa\u00e7\u00f5es, mas sim a um \u0093senso comum\u0094 na popula\u00e7\u00e3o em geral. Esta percep\u00e7\u00e3o normalmente generalizada tem rela\u00e7\u00e3o direta com os comprimentos das ondas e as conseq\u00fc\u00eancias destas ondas no indiv\u00edduo. Citamos como exemplo as ondas de raio-x, que se localizam abaixo das ondas ultra-violetas, e que, independente da cultura, experi\u00eancia ou idade do indiv\u00edduo, causa os mesmos efeitos no organismo. Como descrito neste trabalho, embora os experimento sobre as cores n\u00e3o sejam conclusivos, acreditamos que estejam rumo a uma situa\u00e7\u00e3o de consenso por cientistas de v\u00e1rias \u00e1reas, mostrando mais credibilidade a esta \u00e1rea que ainda tem muito a oferecer.\n\nAtualmente, as cores s\u00e3o utilizadas de v\u00e1rias maneiras volunt\u00e1rias pelo homem com a finalidade de produzir algum efeito. Podemos citar a moda, a decora\u00e7\u00e3o, a arquitetura, o marketing, a cromoterapia, etc. Como o tema deste estudo prop\u00f5e, evid\u00eancias cient\u00edficas sugerem que as cores t\u00eam influ\u00eancias em nossos componentes f\u00edsico, mental e emocional.\u00a0 Exatamente influenciar o indiv\u00edduo \u00e9 o que o marketing busca atrav\u00e9s de sua comunica\u00e7\u00e3o. Neste aspecto, as cores se inserem na comunica\u00e7\u00e3o mercadol\u00f3gica como uma forte ferramenta para atingir um objetivo do marketing que \u00e9 a troca de produtos de valor entre diferentes partes, atrav\u00e9s da satisfa\u00e7\u00e3o de desejos e necessidades do indiv\u00edduo.\u00a0 Vale ressaltar que n\u00e3o compreendemos neste estudo aprofundar quest\u00f5es como cromoterapia pela amplitude da pesquisa e tamb\u00e9m pela pouca fonte cient\u00edfica dispon\u00edvel.\n\nCabe neste momento uma observa\u00e7\u00e3o quanto ao citado \u0093Mix de Marketing\u0094. Em grande parte dos autores citados, a comunica\u00e7\u00e3o em marketing, que \u00e9 a maneira de transmitir mensagens ao p\u00fablico-alvo, ficou restrita ao item \u0093promo\u00e7\u00e3o\u0094, com propagandas, an\u00fancios, rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e afins.\n\n<strong>A comunica\u00e7\u00e3o em marketing deve abranger muitas outras formas de compartilhar significados com o mercado, desta forma, acredito que neste ponto um item est\u00e1 sendo fortemente subestimado:\u00a0<\/strong>a embalagem.\n\nAtualmente, na era do auto-servi\u00e7o, grande parte das compras \u00e9 efetuada por impulso, ao visualizar o produto. Neste momento, normalmente n\u00e3o h\u00e1 propaganda, n\u00e3o h\u00e1 vendedores, n\u00e3o h\u00e1 cartazes, que influenciam a decis\u00e3o final da compra. Esta dif\u00edcil tarefa cabe \u00e0 embalagem. Dif\u00edcil porque muitas vezes o consumidor adquire \u0093a embalagem\u0094, n\u00e3o efetivamente \u0093o produto\u0094. Se sente atra\u00eddo, por exemplo, pela deliciosa foto crocante da pizza derretida, e n\u00e3o pelo produto congelado, branco, r\u00edgido, no interior do inv\u00f3lucro. E a embalagem deve cumprir mais essa fun\u00e7\u00e3o de persuas\u00e3o de maneira silenciosa, est\u00e1tica. Dessa maneira, creio que a embalagem poderia receber mais \u00eanfase em seu car\u00e1ter comunicador na promo\u00e7\u00e3o do produto.\n\nRetomando os conceitos sobre cores, tanto a embalagem quanto a propaganda n\u00e3o s\u00f3 podem (como devem) usar as cores para atingir seus objetivos em comunica\u00e7\u00e3o, mas para cumprir estes objetivos tamb\u00e9m \u00e9 imprescind\u00edvel que seja definido o receptor ao qual essa comunica\u00e7\u00e3o ser\u00e1 direcionada. Infelizmente, vemos muitos casos de comunica\u00e7\u00e3o em que n\u00e3o h\u00e1 uma defini\u00e7\u00e3o objetiva do p\u00fablico-alvo, e essa comunica\u00e7\u00e3o torna-se ineficiente, exatamente porque o receptor n\u00e3o sente que a comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 feita \u0093para ele\u0094.\u00a0 Uma boa comunica\u00e7\u00e3o trabalha com os aspectos racionais e emocionais, e estes aspectos n\u00e3o s\u00e3o comuns a todos os consumidores. Para tanto o marketing trabalha com segmenta\u00e7\u00f5es, que facilitam muito este processo. Erroneamente, o marketing \u00e9 conhecido na popula\u00e7\u00e3o em geral como publicidade e propaganda, mas \u00e9 muito mais que isso, e deve se armar de muitas ferramentas para atingir seus objetivos, inclusive a ferramenta de psicodin\u00e2mica das cores.\n\nEste processo de psicodin\u00e2mica em marketing \u00e9 trabalhado de maneira subliminar para o receptor. Um dos autores mais citados no Brasil neste assunto \u00e9 Calazans, sendo a maior parte das publica\u00e7\u00f5es nacionais deste assunto, de sua autoria. Em um estudo inicial, suas publica\u00e7\u00f5es sugerem grandes altera\u00e7\u00f5es de comportamentos do indiv\u00edduo, inclusive na compra. Ao aprofundar os estudos para esta monografia, elementos revelam que, diferentemente do que este autor afirma, as mensagens subliminares n\u00e3o tem \u0093poderes especiais\u0094; elas sugerem algo, prop\u00f5e algo atrav\u00e9s de percep\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o induz isoladamente um indiv\u00edduo a adquirir algo ou agir de determinada maneira apenas porque visualizou uma cor, escutou uma m\u00fasica ou enxergou elementos visuais compostos. A cor \u00e9 um dos elementos de comunica\u00e7\u00e3o em marketing, devendo se integrar aos outros elementos do material visual buscando em conjunto a persuas\u00e3o do consumidor.\n\nEmbora a utiliza\u00e7\u00e3o das cores seja livre para todos os usos, existem algumas sugest\u00f5es para sua utiliza\u00e7\u00e3o que maximizam a probabilidade de sucesso no que tange ao uso de matizes. Os autores citados neste trabalho convergem para as mesmas conclus\u00f5es em suas pesquisas de percep\u00e7\u00e3o de cor pelos indiv\u00edduos, portanto suas sugest\u00f5es de uso para perfis psicogr\u00e1ficos ou produtos se n\u00e3o garantem, ao menos auxiliam uma correta tomada de decis\u00e3o quanto a que cores utilizar no processo de comunica\u00e7\u00e3o.\n\nEscolher que cor usar em um produto, por exemplo, pode ser muito mais complexo do que se pensa.\n\n<strong>Imagine se todos os designers de embalagens para caf\u00e9 utilizassem as cores sugeridas para este produto:<\/strong>\u00a0n\u00e3o haveria diferencia\u00e7\u00e3o no mercado, e quem se destacaria seria exatamente aquele que n\u00e3o seguiu estas diretrizes. Assim, ao come\u00e7ar o processo de defini\u00e7\u00e3o das matizes a serem utilizadas, v\u00e1rios caminhos podem ser tomados.\n\n<strong>Como exemplo, citamos um produto fict\u00edcio:<\/strong>\u00a0um creme dental, destinado ao p\u00fablico jovem, de maior valor agregado pois cont\u00e9m ingredientes raros e especiais.\n\nSe formos utilizar as sugest\u00f5es por produto, usar\u00edamos\u00a0 o azul e branco, verde com branco e toques de vermelho; se formos utilizar a sugest\u00e3o por p\u00fablico-alvo, usar\u00edamos tons laranja; e se formos optar por trabalhar o status do produto, usar\u00edamos o violeta ou o dourado. Quais cores usar? Todas as citadas? Combinam?\n\nAs respostas n\u00e3o s\u00e3o simples. Em alguns casos, usam-se todas, combinadas; em outros, algumas; e em outros se opta por apenas um determinativo de cor.\n\nMas este processo \u00e9 muito suscet\u00edvel ao momento, aos concorrentes no mercado, \u00e0s cores da empresa, \u00e0s cores da moda, enfim, muitas vari\u00e1veis influenciam este processo. Cabe ao profissional de marketing estar atento \u00e0 todas elas e fazer com que sua comunica\u00e7\u00e3o seja a melhor op\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para atingir os objetivos propostos e eleitos.\n\nAs etapas sugeridas para utiliza\u00e7\u00e3o correta da cor no final desta monografia s\u00e3o tamb\u00e9m elementos de aux\u00edlio neste processo. As proposi\u00e7\u00f5es foram feitas pela experi\u00eancia do autor desta monografia em mais de 10 anos de trabalho nesta \u00e1rea, e podem ajudar em muito no fluxograma de escolha das cores do material desenvolvido. Vale ressaltar que a \u00faltima sugest\u00e3o \u0093Seja Criativo e Original!\u0094 \u00e9 particularmente importante, pois o mercado \u00e9 sempre \u00e1vido por novidades, por novas combina\u00e7\u00f5es.\n\nFazer um bom trabalho nesta \u00e1rea vai al\u00e9m de seguir uma \u0093cartilha\u0094; \u00e9 um trabalho que une estudo com experi\u00eancia, diretrizes com estilo pr\u00f3prio, ao mesmo tempo atendendo expectativa do mercado sem deixar de surpreender o cliente.\n\nDe uma maneira ampla, o consumidor \u00e9 constantemente induzido a escolher determinado produto atrav\u00e9s da persuas\u00e3o do marketing. Utilizar as cores de maneira sublimar faz parte desse processo de persuas\u00e3o. Se \u00e9tico ou n\u00e3o, n\u00e3o nos cabe decidir. Apenas nos cabe fornecer informa\u00e7\u00f5es para que quando se for comprar ou vender algum produto, saber coisas que antes poderiam passar despercebidas, mas que t\u00eam mais import\u00e2ncia que se supunha, e n\u00e3o ser assim tra\u00eddo pelos olhos.\n\n<strong>WELTON LEANDRO VALDIR<\/strong>\n\n<strong>7. REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong>\n\nARNHEIM, R.\u00a0<b>Arte de percep\u00e7\u00e3o visual: uma psicologia da vis\u00e3o criadora<\/b>. S\u00e3o Paulo: Pioneira, 1980.\nCALAZANS, Fl\u00e1vio M\u00e1rio de Alc\u00e2ntara.\u00a0<b>Propaganda Subliminar Multim\u00eddia<\/b>. S\u00e3o Paulo, Summus Editorial, 1999.\nCOLORES \u0096\u00a0<b>Test de Los Colores<\/b>. Dispon\u00edvel em:http:\/\/www.euita.upv.es\/varios\/f\u00edsica. Acesso em: 20 de outubro de 2002.\nDONDIS, Donis\u00a0<b>A. Sintaxe da linguagem visual<\/b>. S\u00e3o Paulo: Editora Martins Fontes, 2000.\nFABRIS, Sandro.\u00a0<b>Cor: Projeto e Est\u00e9tica nas artes gr\u00e1ficas<\/b>. 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Na aus\u00eancia de luz n\u00e3o h\u00e1 cores, existe apenas o preto.\n\n<strong>Em 1676 o f\u00edsico ingl\u00eas Isaac Newton demonstrou, utilizando um prisma de tr\u00eas faces, que a luz branca podia ser decomposta em 7 cores:<\/strong>\u00a0violeta, azul, ciano, verde, amarelo, laranja, e vermelho. Na natureza essa decomposi\u00e7\u00e3o origina o arco-\u00edris. Ao incidir nas gotas de \u00e1gua da chuva, os raios da luz solar que atravessa sob as nuvens se decomp\u00f5em nas v\u00e1rias cores.\n\nA luz do sol cont\u00e9m v\u00e1rios tipos de radia\u00e7\u00e3o que constituem o espectro eletromagn\u00e9tico, sendo que cada comprimento de onda corresponde a um tipo de radia\u00e7\u00e3o.\n\nA cor \u00e9 relacionada com esses diferentes comprimento de onda do espectro eletromagn\u00e9tico, do qual apenas uma parte, o espectro vis\u00edvel, pode ser percebida como uma sensa\u00e7\u00e3o, pelas pessoas e por alguns animais, por meio dos \u00f3rg\u00e3os de vis\u00e3o. Essa faixa varia entre 380 e 750 nan\u00f4metros.\n\nOndas mais curtas comp\u00f5em o ultravioleta, os raios-X e os raios gama. Ondas mais longas cont\u00eam o infravermelho, o calor, as microondas e as ondas de r\u00e1dio e televis\u00e3o.\n<h4>Cores do espectro vis\u00edvel<\/h4>\nConsiderando as cores como luz, a cor branca resulta da sobreposi\u00e7\u00e3o de todas as cores, enquanto o preto \u00e9 a aus\u00eancia de luz.\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Percep\u00e7\u00e3o das Cores\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Percep13.jpg\" alt=\"Percep\u00e7\u00e3o das Cores\" width=\"539\" height=\"330\" \/><\/p>\nA cor de um objeto \u00e9 determinada pela m\u00e9dia de freq\u00fc\u00eancia dos pacotes de onda refletidos por suas mol\u00e9culas, quando a chamada luz branca incide nesse objeto.\n\nPortanto, um corpo ter\u00e1 determinada cor se n\u00e3o absorver os raios correspondentes \u00e0 freq\u00fc\u00eancia daquela cor.\n\n<strong>Conv\u00e9m ressaltar que podemos:<\/strong>\n<blockquote>Ver o que nos rodeia porque os corpos refletem a luz que os ilumina. Acor que enxergamos \u00e9 a luz refletida por um corpo,\n\nDistinguir os corpos por terem a capacidade de refletir a luz de modo diferente.<\/blockquote>\n<h4>Cor-Luz e Cor-Pigmento<\/h4>\n<strong>Deve-se distinguir duas linhas de pensamento:<\/strong>\u00a0a cor-luz e a cor-pigmento. Mas, pensar em cor sem falar de luz \u00e9 imposs\u00edvel, mesmo quando se trata da cor-pigmento, pois a luz \u00e9 imprescind\u00edvel para a percep\u00e7\u00e3o da cor.\n\nA cor-luz origina-se diretamente de corpos luminosos.\n\n<strong>Exemplos:<\/strong>\u00a0luz do sol, das estrelas, de l\u00e2mpadas, de monitores (de computador)&#8230;\n\nA cor-pigmento \u00e9 a luz refletida pelo corpo, fazendo com que o olho humano perceba esse est\u00edmulo como cor.\n\nAssim, a pintura e as outras artes pl\u00e1sticas baseiam-se na cor-pigmento. J\u00e1 a fotografia, o cinema, a televis\u00e3o e a arte eletr\u00f4nica baseiam-se na cor-luz.\n<h4>Cores Prim\u00e1rias, Secund\u00e1rias e Terci\u00e1rias<\/h4>\nCor prim\u00e1ria \u00e9 uma cor que n\u00e3o pode ser decomposta em outras cores. E nunca \u00e9 obtida a partir da mistura de outras cores.\n\nEntretanto, as cores prim\u00e1rias n\u00e3o s\u00e3o uma propriedade da luz, mas um conceito biol\u00f3gico, baseado na resposta fisiol\u00f3gica do olho humano \u00e0 luz.\n\nO olho humano normal possui tr\u00eas tipos de receptores, chamados cones.\n\n<strong>H\u00e1 tr\u00eas tipos de cones, que respondem a comprimentos de onda diferentes:<\/strong>\u00a0vermelha e laranja, verde e amarelo e azul e violeta.\n\nO primeiro tipo \u00e9 denominado R (red), o segundo G (green) e o \u00faltimo B (blue). Eles originaram o sistema RGB ( Red, Green, Blue = Vermelho, Verde, Azul).\n\n<strong>A retina apresenta os cones distribu\u00eddos de forma irregular:<\/strong>\u00a094% s\u00e3o do tipo R e G, e s\u00f3 6% s\u00e3o do tipo B. A presen\u00e7a do terceiro cone \u00e9 uma caracter\u00edstica dos primatas, ao qual pertence a esp\u00e9cie humana. A maioria dos mam\u00edferos s\u00f3 possui dois cones.\n\nO terceiro cone que desenvolvemos, al\u00e9m de mais informa\u00e7\u00e3o sobre cores, nos d\u00e1 uma melhoria na percep\u00e7\u00e3o de contrastes, gerando uma vantagem na competi\u00e7\u00e3o por alimentos e na vida nas copas das \u00e1rvores.\n\nAs cores vermelho, verde e azul s\u00e3o consideradas cores prim\u00e1rias em fontes de luz, pois cada uma delas pode estimular os cones de forma praticamente independente, proporcionando uma ampla gama de cores.\n<h4>V\u00eddeo Tecnologia da Cor<\/h4>\n<p class=\"imagem\">\n<strong>(Trabalho feito para mat\u00e9ria Tecnologia da Cor na Faculdade de Arquitetura da Universidade de S\u00e3o Paulo. &#8211; Tema da anima\u00e7\u00e3o: Lei &#8220;Cidade Limpa&#8221; &#8211; Criado, dirigido e animado por Elton Padeti e Pedro Ichimaru &#8211; m\u00fasica: &#8220;Comigo \u00e9 Assim&#8221; de Jo\u00e3o Donato do \u00e1lbum &#8220;Ch\u00e1 Dan\u00e7ante&#8221;)<\/strong><\/p>\nNote-se que outras esp\u00e9cies de animais possuem quatro cones, como muitas aves e marsupiais, o que lhes possibilita ver freq\u00fc\u00eancias de cor que s\u00e3o invis\u00edveis ao olho humano, na faixa do ultravioleta. A maioria dos mam\u00edferos, entretanto, t\u00eam somente dois receptores. Assim, para eles, s\u00f3 h\u00e1 duas cores prim\u00e1rias.\n\nEntretanto, tradicionalmente, nas artes pl\u00e1sticas usa-se o sistema RYB, que leva em conta os pigmentos existentes. Nesse sistema o Vermelho, o Azul e o Amarelo s\u00e3o tratados como cores prim\u00e1rias.\n\nMas, \u00e9 uma defini\u00e7\u00e3o err\u00f4nea pois, em se tratando de pigmentos, o correto \u00e9 o sistema CMY, em que as cores prim\u00e1rias s\u00e3o Ciano, Magenta e Amarelo. Mas, como os pigmentos de cor ciano e magenta s\u00e3o raros na natureza, eles s\u00e3o substitu\u00eddos respectivamente pelo azul e pelo vermelho nas artes pl\u00e1sticas.\n\nA teoria das cores diz que misturando cores prim\u00e1rias, pode-se obter qualquer cor. (Lembrar que para cor-luz as cores prim\u00e1rias s\u00e3o vermelho, verde e azul e para cor-pigmento s\u00e3o vermelho, amarelo e azul).\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Percep\u00e7\u00e3o das Cores\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ppercep6.jpg\" alt=\"Percep\u00e7\u00e3o das Cores\" width=\"171\" height=\"167\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Percep\u00e7\u00e3o das Cores\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ppercep7.jpg\" alt=\"Percep\u00e7\u00e3o das Cores\" width=\"181\" height=\"177\" \/><\/p>\n<strong>Quando duas cores prim\u00e1rias s\u00e3o mescladas, em partes iguais, duas a duas, elas geram outras 3 cores:<\/strong>\u00a0ciano, magenta e amarelo, chamadas de cores secund\u00e1rias.\n\n<strong>No sistema RYB, que emprega a teoria das cores de Leonardo da Vinci, as cores secund\u00e1rias s\u00e3o formadas por:<\/strong>\n<blockquote><strong>Verde &#8211;<\/strong>\u00a0azul e amarelo\n\n<strong>Laranja &#8211;<\/strong>\u00a0amarelo e vermelho\n\n<strong>Violeta &#8211;<\/strong>\u00a0azul e vermelho<\/blockquote>\n<strong>Como o sistema RYB n\u00e3o representa de fato todas as cores percept\u00edveis pelo olho humano atualmente considera-se dois casos de classifica\u00e7\u00e3o de cores:<\/strong>\u00a0o aditivo (ou luminoso) e o subtrativo (ou refletivo).\n\nAs cores prim\u00e1rias de um caso s\u00e3o secund\u00e1rias do outro, e vice-versa.\n\n<strong>No caso aditivo (no sistema RGB, usado em fontes de luz), as cores secund\u00e1rias s\u00e3o formadas por:<\/strong>\n<blockquote><strong>Ciano &#8211;<\/strong>\u00a0azul e verde\n\n<strong>Magenta &#8211;<\/strong>\u00a0azul e vermelho\n\n<strong>Amarelo &#8211;<\/strong>\u00a0vermelho e verde<\/blockquote>\n<strong>No caso subtrativo (sistema CMY, usado em impress\u00e3o gr\u00e1fica), as cores secund\u00e1rias s\u00e3o formadas por:<\/strong>\n<blockquote><strong>Vermelho &#8211;\u00a0<\/strong>magenta e amarelo\n\n<strong>Verde &#8211;<\/strong>\u00a0ciano e amarelo\n\n<strong>Azul &#8211;\u00a0<\/strong>ciano e magenta<\/blockquote>\nNos dois sistemas, existem tamb\u00e9m as cores terci\u00e1rias que s\u00e3o o resultado de misturas de cores secund\u00e1rias com cores prim\u00e1rias.\n<h2>Sistemas RGB e CMY<\/h2>\nRGB (Red Green Blue) \u00e9 o sistema da cor-luz, CMY (Cyan Magenta Yelow) \u00e9 o sistema da cor-pigmento.\n\nNo sistema RGB as cores prim\u00e1rias s\u00e3o vermelho, verde e azul e as secund\u00e1rias s\u00e3o ciano, magenta e amarelo. A jun\u00e7\u00e3o de todas as cores-luz resulta na luz branca.\n<p align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Percep\u00e7\u00e3o das Cores\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ppercep8.jpg\" alt=\"Percep\u00e7\u00e3o das Cores\" width=\"171\" height=\"167\" \/>\nPrim\u00e1rias<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Percep\u00e7\u00e3o das Cores\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ppercep9.jpg\" alt=\"Percep\u00e7\u00e3o das Cores\" width=\"184\" height=\"170\" \/>\nSecund\u00e1rias<\/strong><\/p>\nJ\u00e1 no sistema CMY as cores prim\u00e1rias s\u00e3o ciano, magenta e amarelo e as secund\u00e1rias, vermelho, azul e verde. A jun\u00e7\u00e3o de todas as cores-pigmento resulta na cor preta.\n\nO sistema CMYK \u00e9 usado pela ind\u00fastria Gr\u00e1fica em v\u00e1rios processo de impress\u00e3o. Usa o preto (Black, K) e as cores do CMY.\n\nCor terci\u00e1ria \u00e9 uma cor composta por uma prim\u00e1ria e uma secund\u00e1ria.\n\n<strong>As cores s\u00e3o sempre as mesmas, e com as mesmas combina\u00e7\u00f5es. Independem de o caso ser aditivo (luminoso) ou subtrativo (refletor):<\/strong>\n<blockquote><strong>Laranja:\u00a0<\/strong>Vermelho e Amarelo\n\n<strong>Oliva:\u00a0<\/strong>Verde e Amarelo\n\n<strong>Turquesa:\u00a0<\/strong>Verde e Ciano\n\n<strong>Celeste:\u00a0<\/strong>Azul e Ciano\n\n<strong>Violeta:\u00a0<\/strong>Azul e Magenta\n\n<strong>Cor de rosa:\u00a0<\/strong>Vermelho e Magenta<\/blockquote>\n<h2>Cores complementares<\/h2>\nDuas cores s\u00e3o denominadas complementares se, quando, ao serem mescladas, produzem o preto, o branco ou alguma gradua\u00e7\u00e3o de cinza.\n\nNos sistemas de cores mais percept\u00edveis, o branco est\u00e1 no centro do espectro e as cores complementares se situam uma ao lado oposto da outra.\n\nUma cor prim\u00e1ria sempre ter\u00e1 uma cor secund\u00e1ria como complementar e vice-versa, sendo sempre contrastantes.\n\nA cor secund\u00e1ria complementar de uma cor prim\u00e1ria \u00e9 aquela formada pelas outras duas cores prim\u00e1rias. Cores terci\u00e1rias sempre t\u00eam outra cor terci\u00e1ria como complementar.\n\nA cores complementares s\u00e3o as que mais diferem umas das outras, pois a secund\u00e1ria n\u00e3o possui sua cor prim\u00e1ria complementar.\n\nNos sistemas RGB e CMY, as prim\u00e1rias de um sistema s\u00e3o secund\u00e1rias do outro e vice-versa.\n\n<strong>Desta maneira, afirma-se que s\u00e3o complementares os seguintes pares de cores:<\/strong>\n<blockquote>Vermelho e Ciano\n\nVerde e Magenta\n\nAzul e Amarelo<\/blockquote>\n<h2>Imagens negativas<\/h2>\nQuando algu\u00e9m fixa os olhos em uma cor \u00fanica por um per\u00edodo de tempo (30 segundos at\u00e9 um minuto s\u00e3o suficientes) e, imediatamente olha para uma superf\u00edcie branca, uma imagem com a cor complementar vai aparecer.\n\nIsto ocorre porque os fotorreceptores de uma cor na retina s\u00e3o fatigados, perdendo a habilidade de enviar informa\u00e7\u00e3o ao c\u00e9rebro. Quando a luz branca \u00e9 vista, as por\u00e7\u00f5es daquela cor incidente no olho n\u00e3o s\u00e3o transmitidas eficientemente como as outras cores. O resultado \u00e9 a ilus\u00e3o de ver a cor complementar. Quando os receptores permanecem em repouso por algum tempo, a ilus\u00e3o desaparece.\n<h2>Mapa de cores<\/h2>\nCada cor \u00e9 sempre a intermedi\u00e1ria entre as duas vizinhas. Em posi\u00e7\u00e3o diametralmente opostas est\u00e3o as cores complementares.\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Percep\u00e7\u00e3o das Cores\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ppercep10.jpg\" alt=\"Percep\u00e7\u00e3o das Cores\" width=\"498\" height=\"405\" \/><\/p>\n\n<h2>Cores an\u00e1logas<\/h2>\nS\u00e3o vizinhas no C\u00edrculo das Cores. S\u00e3o an\u00e1logas porque h\u00e1 nelas uma mesma cor b\u00e1sica.\n\n<strong>Exemplo:\u00a0<\/strong>ciano e azul celeste.\n\nElas criam sensa\u00e7\u00e3o de uniformidade e, muitas vezes, eleg\u00e2ncia, mas podem tornar-se mon\u00f3tonas.\n<h2>&#8220;Temperatura&#8221; das cores<\/h2>\nAs cores tem capacidade de parecer quentes ou frias.\n\nQuando se olha o mapa de cores isso fica claro. Algumas cores transmitem a sensa\u00e7\u00e3o de calor e outras a sensa\u00e7\u00e3o de frio.\n\nDo lado direito est\u00e3o os azuis, verdes e roxos. S\u00e3o cores frias, que transmitem sensa\u00e7\u00e3o de tranquilidade e recolhimento. S\u00e3o cores associadas \u00e0 \u00e9poca do inverno.\n\nJ\u00e1 no lado esquerdo est\u00e3o o amarelo, vermelho e laranja, que s\u00e3o cores quentes, vibrantes. S\u00e3o cores associadas \u00e0 \u00e9poca do ver\u00e3o.\n\nAs cores quentes s\u00e3o consideradas excitantes e as cores frias calmantes.\n<h2>Cores neutras<\/h2>\nS\u00e3o aquelas onde n\u00e3o h\u00e1 predom\u00ednio de tonalidades quentes ou frias. Em geral tem pouca reflexividade de luz.\n\n<strong>Exemplos:<\/strong>\u00a0tons de preto, branco, cinza, marrom e bege.\n\nFonte: \u00a0www.ufpa.br\n<h6>Percep\u00e7\u00e3o das Cores<\/h6>\nO daltonismo \u00e9 comumente entendido como a incapacidade de se enxergar as cores verde e vermelho. Na verdade existem diferentes tipos de daltonismo, cada um deles determinado por um gene recessivo. A deuteranopia, ou incapacidade para se perceber composi\u00e7\u00f5es da cor verde, \u00e9 determinada por um gene recessivo, chamado deutan, localizado no bra\u00e7o longo do cromossomo X.\n\n<strong>Um outro alelo deste mesmo gene, mais brando, provoca uma incapacidade parcial em se perceber tons de verde:<\/strong>\u00a0a deuteranomalia. A incapacidade para se perceber tons de vermelho, chamada protanopia, tamb\u00e9m \u00e9 determinada por um gene recessivo, chamado protan, que tamb\u00e9m se localiza no cromossomo X.\n\nEste gene tamb\u00e9m tem um outro alelo que provoca incapacidade parcial para discriminar tons de vermelho, a protanomalia. Desse modo, uma pessoa portadora de daltonismo pode o ser devido a presen\u00e7a do gene deutan ou de seu alelo e\/ou devido a presen\u00e7a do gene protan ou de seu alelo.\n\nA percep\u00e7\u00e3o de cores \u00e9 devida \u00e0 presen\u00e7a de diferentes tipos (is\u00f4meros) do pigmento retinol nos cones da retina. Os cones, assim como os bastonetes, s\u00e3o neur\u00f4nios modificados com fun\u00e7\u00e3o fotorreceptora. Na nossa retina existem cerca de 130 milh\u00f5es de bastonetes e cerca de 7 milh\u00f5es de cones.\n\n<strong>Os cones se dividem em tr\u00eas diferentes tipos, cada um deles sens\u00edvel a uma determinada cor:<\/strong>\u00a0vermelho, azul e verde. A intera\u00e7\u00e3o entre estes tipos de cones faz com que percebamos as diferentes tonalidades do espectro de luz vis\u00edvel, que vai do violeta (comprimento de onda de 400 nan\u00f4metros) ao vermelho (750 nan\u00f4metros).\n\nNos indiv\u00edduos dalt\u00f4nicos, os genes recessivos acima descritos determinam a aus\u00eancia de alguns is\u00f4meros do retinol, o que torna o portador incapaz de perceber tons de verde, de vermelho, e de outras cores das quais estas entram na composi\u00e7\u00e3o.\n\nNa protanopia, o espectro de luz vis\u00edvel \u00e9 menor no lado do vermelho. O vermelho, cinzento e azul-verde tendem a confundir-se em tons de cinza.\n\nNa deuteranopia, tende-se a confundir o p\u00farpura, cinza e azul-acinzentado, e deixa-se de discriminar matizes nas regi\u00f5es verde-amarelo-vermelho.\n\nO daltonismo para a cor azul, chamado tritanopia, \u00e9 extremamente raro, e o portador deixa de discriminar matizes na regi\u00e3o verde-azul do espectro de luz.\n\nPara a cor verde, cerca de 5% dos homens apresentam daltonismo do tipo deuteranopia, e 1,5% apresentam a deuteranomalia. Para a cor vermelha, cerca de 1% dos homens apresentam a protanopia e outros 1% apresentam a protanomalia. Estas frequ\u00eancias se alteram em diferentes popula\u00e7\u00f5es.\n\nO daltonismo \u00e9 mais freq\u00fcente em homens que em mulheres. Como o homem tem um \u00fanico cromossomo X, a presen\u00e7a do gene protan ou deutan (ou ambos) determinar\u00e1 a falta de certos is\u00f4meros do retinol, e a conseq\u00fcente falta de percep\u00e7\u00e3o \u00e0s cores correspondentes.\n\nNo caso das mulheres, dois cromossomos X est\u00e3o presentes. Deste modo, mesmo que a mulher seja portadora do gene deutan e\/ou protan em um dos cromossomos X, o outro cromossomo poder\u00e1 ser portador do alelo normal para este gene, de modo que todos os is\u00f4meros do retinol estar\u00e3o presentes, e a vis\u00e3o para as cores ser\u00e1 normal. Assim, diz-se que a mulher \u00e9 apenas portadora do gene, mas n\u00e3o dalt\u00f4nica.\n\n<strong>A mulher ser\u00e1 dalt\u00f4nica quando herdar dois genes para o daltonismo, um em cada cromossomo X:<\/strong>\u00a0um deles proveniente de seu pai, tamb\u00e9m dalt\u00f4nico, e outro proveniente de sua m\u00e3e, dalt\u00f4nica ou apenas portadora.\n\n\u00c9 importante esclarecer aos alunos do 2\u00b0 grau que o indiv\u00edduo dalt\u00f4nico n\u00e3o \u00e9 portador de nenhuma doen\u00e7a ou anomalia. O daltonismo \u00e9 apenas mais uma caracter\u00edstica determinada geneticamente. Assim como existem indiv\u00edduos destros e indiv\u00edduos canhotos, tamb\u00e9m existem dalt\u00f4nicos e n\u00e3o-dalt\u00f4nicos. O indiv\u00edduo dalt\u00f4nico n\u00e3o apresenta defici\u00eancias que possam prejudicar suas atividades e seu relacionamento com outras pessoas.\n\nNa verdade, o dalt\u00f4nico sabe o que \u00e9 o verde e o que \u00e9 o vermelho. Se lhe perguntarem a cor da grama, ele responder\u00e1 verde. Por\u00e9m, o verde e o vermelho que ele enxerga s\u00e3o diferentes daqueles que os n\u00e3o-dalt\u00f4nicos v\u00eaem. Mas, como o dalt\u00f4nico aprendeu desde cedo que a cor da grama \u00e9 chamada de verde, ele a reconhece e tudo o mais que tem a mesma cor ele chama de verde.\n\nO indiv\u00edduo dalt\u00f4nico s\u00f3 dever\u00e1 tomar cuidado em atividades onde \u00e9 necess\u00e1rio o reconhecimento de cores pr\u00f3ximas. Por exemplo, um laboratorista que precisa identificar frascos apenas pela cor da rolha, ou que precisa identificar o resultado de um exame pela cor do produto ap\u00f3s a rea\u00e7\u00e3o. Se na composi\u00e7\u00e3o destas cores estiver o verde e\/ou vermelho, o laboratorista poder\u00e1 se confundir.\n\n<strong>Guaracy Tadeu Rocha<\/strong>\n\nFonte: \u00a0www2.ibb.unesp.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Percep\u00e7\u00e3o das Cores, Formas, Uso, Significado, Marketing, Propaganda, Ambiente, Cor, O que \u00e9, Percep\u00e7\u00e3o das Cores<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4736,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-4735","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arte-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Percep\u00e7\u00e3o das Cores - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Percep\u00e7\u00e3o das Cores - 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