{"id":3947,"date":"2015-11-26T00:00:00","date_gmt":"2015-11-26T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/reproducao-dos-seres-vivos\/"},"modified":"2015-11-26T00:00:00","modified_gmt":"2015-11-26T00:00:00","slug":"reproducao-dos-seres-vivos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/reproducao-dos-seres-vivos\/","title":{"rendered":"Reprodu\u00e7\u00e3o dos Seres Vivos"},"content":{"rendered":"\n<strong>Reprodu\u00e7\u00e3o dos Seres Vivos &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n\nOs seres vivos s\u00e3o capazes de se reproduzir. Se os organismos n\u00e3o conseguem fazer isso, as popula\u00e7\u00f5es v\u00e3o diminuir e desaparecer como seus membros morrer de velhice, doen\u00e7a, acidentes, preda\u00e7\u00e3o, etc.\n\n\u00c9 uma lei fundamental da biologia que os seres vivos s\u00f3 podem ser produzidos por outros seres vivos; cada organismo vivo deve sua exist\u00eancia \u00e0s atividades reprodutivas de outros organismos.\n\nIsto \u00e9 contr\u00e1rio \u00e0s id\u00e9ias mal concebidas de gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea que algumas pessoas realizaram no passado. A no\u00e7\u00e3o de que as baratas foram formados de migalhas no ch\u00e3o padaria, que o molde foi formado a partir da decomposi\u00e7\u00e3o de p\u00e3o e que apodrecendo sacos de gr\u00e3os transformou em ratos s\u00e3o exemplos de como a gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea foi pensado para operar. Hoje, essas id\u00e9ias est\u00e3o desacreditados, mas eles ainda costumam oferecer o est\u00edmulo para obras de fic\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica!\n\n\u00c9 a capacidade de constituir descend\u00eancia portadora de genes dos progenitores, assegurando a renova\u00e7\u00e3o cont\u00ednua da esp\u00e9cie e a transmiss\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o.\n\nTodos os organismos t\u00eam capacidade para se reproduzirem, mas nem todos o fazem de igual modo.\n\n<strong>Existe uma grande diversidade de mecanismos reprodutores, que podem ser classificados em dois grandes grupos:<\/strong>\u00a0a reprodu\u00e7\u00e3o assexuada e a reprodu\u00e7\u00e3o sexuada.\n\n<strong>Reprodu\u00e7\u00e3o assexuada<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>reprodu\u00e7\u00e3o assexuada<\/strong>\u00a0n\u00e3o envolve troca de material gen\u00e9tico, mas \u00e9 uma r\u00e9plica simples para produzir um novo organismo.\n\nOrganismos produzidos nesta pequena exibi\u00e7\u00e3o maneira ou nenhuma varia\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica do organismo parental e s\u00e3o chamados de clones. Plantas que crescem a partir de tub\u00e9rculos ou bulbos, como batatas e narcisos est\u00e3o exibindo reprodu\u00e7\u00e3o assexuada.\n\nOs descendentes s\u00e3o originados a partir de um \u00fanico progenitor, tendo por base o processo de mitose. Os descendentes s\u00e3o clones do progenitor, uma vez que s\u00e3o geneticamente iguais a ele.\n\n\u00c9 caracter\u00edstico dos organismos unicelulares, embora tamb\u00e9m ocorra em alguns organismos pluricelulares. N\u00e3o contribui para a variabilidade gen\u00e9tica das popula\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, assegura o seu r\u00e1pido crescimento e a coloniza\u00e7\u00e3o de ambientes favor\u00e1veis\n\n<strong>Reprodu\u00e7\u00e3o sexuada<\/strong>\n\nA reprodu\u00e7\u00e3o sexuada envolve a combina\u00e7\u00e3o de material gen\u00e9tico de dois organismos do pai. A descend\u00eancia de reprodu\u00e7\u00e3o sexual, geralmente exibem algumas das caracter\u00edsticas de ambos os pais.\n\nA reprodu\u00e7\u00e3o sexual garante que n\u00e3o \u00e9 elevado grau de varia\u00e7\u00e3o dentro das popula\u00e7\u00f5es. Os organismos-m\u00e3e d\u00e3o origem a c\u00e9lulas reprodutivas chamados g\u00e2metas.\n\nEstes s\u00e3o formados por um tipo especial de divis\u00e3o celular chamado meiose. As c\u00e9lulas produzidas desta maneira tem a metade da quantidade normal de material gen\u00e9tico.\n\nQuando o gameta de um pai combina com o gameta da outra, a c\u00e9lula \u00fanica resultante (chamado um zigoto) tem um conjunto completo de material gen\u00e9tico, meio proveniente de um dos progenitores e metade do outro.\n\nOs descendentes s\u00e3o formados a partir de dois progenitores que, por meiose, produzem c\u00e9lulas sexuais (g\u00e2metas) que se unem (fecunda\u00e7\u00e3o), dando origem a um ovo.\n\nA\u00a0<strong>reprodu\u00e7\u00e3o sexuada<\/strong>\u00a0contribui para a variabilidade gen\u00e9tica das esp\u00e9cies, fato fundamental para a sobreviv\u00eancia e evolu\u00e7\u00e3o das mesmas.\n\n<strong>Reprodu\u00e7\u00e3o dos Seres Vivos &#8211; Esp\u00e9cies<\/strong>\n\n<strong>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0\u00e9 o ato de produzir uma c\u00f3pia, um produto igual, ou de substituir uma coisa j\u00e1 existente por outra igual, como por exemplo atrav\u00e9s de uma fotoc\u00f3pia.\n\nDo ponto de vista da biologia, a reprodu\u00e7\u00e3o \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da qual os seres vivos produzem descendentes.\n\nPode tamb\u00e9m, eufemisticamente, falar-se do nascimento, crescimento, \u201creprodu\u00e7\u00e3o\u201d e morte das rochas, das montanhas, dos rios, etc.\n\n<strong>Este artigo trata da reprodu\u00e7\u00e3o no mundo vivo, em que se conhecem dois tipos principais:<\/strong>\n<blockquote>Reprodu\u00e7\u00e3o sexual ou sexuada e\nReprodu\u00e7\u00e3o assexual ou assexuada Reprodu\u00e7\u00e3o assexual<\/blockquote>\n<strong>Reprodu\u00e7\u00e3o assexual (ou \u201creprodu\u00e7\u00e3o assexuada\u201d)<\/strong>\u00a0\u00e9 um processo biol\u00f3gico pelo qual um organismo produz uma c\u00f3pia geneticamente igual a si pr\u00f3prio, sem haver recombina\u00e7\u00e3o de material gen\u00e9tico.\n\nOcaso mais simples \u00e9 o ato de plantar uma estaca duma planta \u2013 estamos a \u201creproduzi-la\u201d artificialmente.\n\n<strong>De fato, muitas esp\u00e9cies de plantas t\u00eam esta capacidade, sem necessidade da interven\u00e7\u00e3o do homem:<\/strong>\u00a0geram estolhos que criam ra\u00edzes e depois se tornam independentes da \u201cplanta-m\u00e3e\u201d, ou simplesmente uma parte do talo ou do soma separa-se da planta-m\u00e3e e pode fixar-se noutro lugar, dando origem a uma nova planta.\n\nMuitos animais, como a hidra, tamb\u00e9m geram gomos na sua superf\u00edcie externa que se podem desenvolver como novos indiv\u00edduos. N\u00e3o confundir esta caracter\u00edstica com a capacidade que t\u00eam alguns animais, como os lagartos e os caranguejos, de regenerar partes do seu corpo, como um membro ou parte da cauda que se perderam por acidente \u2013 n\u00e3o se trata de reprodu\u00e7\u00e3o!\n\nMuitas esp\u00e9cies de animais capazes de reprodu\u00e7\u00e3o sexual tamb\u00e9m t\u00eam a capacidade de se reproduzir assexuadamente.\n\nAlgumas espermat\u00f3fitas, em que a norma \u00e9 a reprodu\u00e7\u00e3o sexuada, podem igualmente produzir sementes sem que haja a fertiliza\u00e7\u00e3o dos \u00f3vulos, um processo conhecido por apomixia.\n\nNos organismos unicelulares, como as bact\u00e9rias e as leveduras, a norma \u00e9 a reprodu\u00e7\u00e3o assexuada \u2013 fiss\u00e3o bin\u00e1ria das c\u00e9lulas -, mas mesmo estas esp\u00e9cies t\u00eam necessidade de realizar reprodu\u00e7\u00e3o sexuada, a fim de renovar o seu material gen\u00e9tico.\n\n<strong>Reprodu\u00e7\u00e3o sexual<\/strong>\n\nA<strong>\u00a0reprodu\u00e7\u00e3o sexual ou \u201csexuada\u201d<\/strong>\u00a0implica a combina\u00e7\u00e3o de material gen\u00e9tico (normalmente o DNA) de dois seres separados atrav\u00e9s da conjuga\u00e7\u00e3o de duas c\u00e9lulas.\n\nEsta defini\u00e7\u00e3o engloba a \u201creprodu\u00e7\u00e3o sexual\u201d das bact\u00e9rias, de muitos protistas e dos fungos, sem que haja a necessidade de defini\u00e7\u00e3o de sexos. Tamb\u00e9m se chama este tipo a reprodu\u00e7\u00e3o sexual indiferenciada.\n\nNos restantes organismos vivos, a reprodu\u00e7\u00e3o sexual assume formas diferentes, especialmente entre os animais e as plantas.\n\n<strong>Reprodu\u00e7\u00e3o sexual indiferenciada<\/strong>\n\nNas bact\u00e9rias e, em geral, em muitos seres unicelulares de sexo indiferenciado, duas c\u00e9lulas aparentemente iguais conjugam-se, combinam o material gen\u00e9tico de ambas (normalmente o DNA), formando um zigoto que normalmente sofre meiose para produzir duas ou mais c\u00e9lulas iguais \u00e0s progenitoras. Ocorre A Ovula\u00e7\u00e3o do Gameta Masculino, com o Ov\u00e1rio Feminino.\n\nEm muitas esp\u00e9cies de fungos \u2013 geralmente haploides \u2013 as hifas de dois \u201cindiv\u00edduos\u201d conjugam-se para formar uma estrutura onde, em c\u00e9lulas especiais, se d\u00e1 a conjuga\u00e7\u00e3o dos n\u00facleos e posteriormente a meiose, para produzir esporos novamente haploides que v\u00e3o dar origem a novos \u201cindiv\u00edduos\u201d. Noutros casos, s\u00e3o libertadas c\u00e9lulas sexuais iguais e m\u00f3veis \u2013 isogametas \u2013 que se conjugam. (Os fungos s\u00e3o atualmente considerados como pertencentes a um reino separado das plantas e dos animais).\n\n<strong>Reprodu\u00e7\u00e3o sexual nos animais<\/strong>\n\nNos animais mais familiares para o Homem, a reprodu\u00e7\u00e3o envolve a uni\u00e3o de dois seres de sexos diferentes \u2013 o macho e a f\u00eamea, o primeiro dos quais transfere para a segunda a \u201csementinha\u201d que vai dar origem a um\u2026 beb\u00ea, um filhote!\n\nA \u201csementinha\u201d do macho chama-se espermatozoide, que vai fecundar o \u00f3vulo da f\u00eamea, que transforma num ovo, que se desenvolver\u00e1 num embri\u00e3o. O nome gen\u00e9rico das c\u00e9lulas sexuais \u00e9 g\u00e2metas, que s\u00e3o produzidos em \u00f3rg\u00e3os sexuais chamados g\u00f4nadas.\n\nEm muitos casos, como nos mam\u00edferos, aves e r\u00e9pteis, a fecunda\u00e7\u00e3o \u00e9 interna, quer dizer, o \u00f3vulo encontra-se dentro do corpo da m\u00e3e e o pai tem a\u00ed que introduzir os espermatozoides, num ato chamado c\u00f3pula.\n\nEm muitos animais, o macho possui para esse fim um \u00f3rg\u00e3o copulador que, nos mam\u00edferos, conhecemos como org\u00e3o genital masculino.\n\n<strong>Na maioria dos animais aqu\u00e1ticos, no entanto, a fertiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 externa:<\/strong>\u00a0a f\u00eamea liberta os \u00f3vulos na \u00e1gua (desova) e o macho liberta os espermatozoides igualmente na \u00e1gua.\n\n<strong>Reprodu\u00e7\u00e3o sexual nas plantas<\/strong>\n\n<strong>As plantas (incluindo as algas, mas excluindo os fungos t\u00eam igualmente \u00f3rg\u00e3os sexuais que produzem g\u00e2metas, tal como os animais:\u00a0<\/strong>o g\u00e2meta feminino chama-se igualmente oosfera e \u00e9 igualmente im\u00f3vel e o masculino chama-se anterozoide. A g\u00f4nada feminina chama-se ov\u00e1rio (tal como os animais) e a masculina antera, nas plantas que produzem flores, as angiosp\u00e9rmicas. Em outros grupos de plantas, os nomes variam.\n\nO anterozoide s\u00f3 se liberta do gr\u00e3o de p\u00f3len (ou da estrutura correspondente, por exemplo, o anter\u00eddeo dos musgos) num ambiente \u00famido, como o estigma das angiosp\u00e9rmicas ou o ov\u00e1rio aberto das gimnosp\u00e9rmicas.\n\n<strong>Estrat\u00e9gias de reprodu\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nUm dos problemas principais que os organismos vivos tiveram que resolver ao longo do processo evolutivo para tentarem \u201cperpetuar\u201d a esp\u00e9cie foi a sobreviv\u00eancia de um n\u00famero suficiente de descendentes.\n\nPara al\u00e9m de eventuais situa\u00e7\u00f5es de falta de alimentos e da preda\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio pensar que os rec\u00e9m-nascidos s\u00e3o geralmente muito mais sens\u00edveis que os adultos \u00e0s varia\u00e7\u00f5es do meio ambiente, como a temperatura, ventos, correntes oce\u00e2nicas, etc.\n\nAs formas como os organismos resolveram esses problemas chamam-se estrat\u00e9gias reprodutivas. Os animais \u201cconcentraram\u201d as suas aten\u00e7\u00f5es na prote\u00e7\u00e3o dos \u00f3vulos, dos embri\u00f5es ou das crias.\n\nAs plantas especializaram-se nas formas de dissemina\u00e7\u00e3o dos produtos sexuais.\n\n<strong>Estrat\u00e9gias de reprodu\u00e7\u00e3o dos animais<\/strong>\n\nUma vez que s\u00e3o \u201cdescendentes\u201d das bact\u00e9rias e dos protistas, os animais come\u00e7aram como ov\u00edparos, ou seja, o zigoto, com maior ou menor prote\u00e7\u00e3o, \u00e9 lan\u00e7ado no mundo, \u00e0 sua sorte. Nos animais atuais, a maioria dos invertebrados e dos peixes s\u00e3o ov\u00edparos.\n\n<strong>As estrat\u00e9gias para a sobreviv\u00eancia desses zigotos \u2013 e dos embri\u00f5es que deles resultam \u2013 incluem:<\/strong>\n<blockquote>A produ\u00e7\u00e3o de um grande n\u00famero de zigotos;\nO desenvolvimento de estados larvares bem adaptados ao meio ambiente; ou\n<strong>Os cuidados parentais \u2013<\/strong>\u00a0um ou ambos os progenitores cuidam dos ovos at\u00e9 estes eclodirem ou mesmo at\u00e9 as crias atingirem um tamanho que lhes permita sobreviver por si pr\u00f3prias \u2013 \u00e9 o caso da maioria das aves e mam\u00edferos e de alguns peixes.<\/blockquote>\nUma outra forma de proteger os zigotos \u00e9 deix\u00e1-los desenvolverem-se dentro do corpo do m\u00e3e.\n\n<strong>Esta estrat\u00e9gia foi desenvolvida em duas fases:<\/strong>\n<blockquote><strong>Numa primeira fase<\/strong>, o ovo de fato recebe apenas a prote\u00e7\u00e3o f\u00edsica da m\u00e3e em rela\u00e7\u00e3o ao meio ambiente; o ovo tem as suas pr\u00f3prias reservas nutritivas e o embri\u00e3o desenvolve-se independentemente do metabolismo materno \u2013 ovoviviparidade.\n<strong>Numa segunda fase,<\/strong>\u00a0o corpo materno desenvolve um sistema, n\u00e3o s\u00f3 de prote\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m de alimenta\u00e7\u00e3o do embri\u00e3o (incluindo a passagem de anticorpos contra eventuais doen\u00e7as), baseado no seu pr\u00f3prio metabolismo \u2013 viviparidade.<\/blockquote>\nUma consequ\u00eancia destas \u00faltimas estrat\u00e9gias \u00e9 que o n\u00famero de zigotos n\u00e3o pode ser muito elevado e a m\u00e3e n\u00e3o pode repetir o processo com tanta frequ\u00eancia; por outro lado, os embri\u00f5es t\u00eam maior probabilidade de sobreviverem, enquanto a m\u00e3e prossegue a sua vida.\n\nChama-se a este tipo de desenvolvimento evolutivo sele\u00e7\u00e3o-K, enquanto que a estrat\u00e9gia de produzir um grande n\u00famero de zigotos evoluiu segundo um processo de sele\u00e7\u00e3o-r.\n\n<strong>Estrat\u00e9gias de reprodu\u00e7\u00e3o das plantas<\/strong>\n\nConsideram-se todas as plantas multicelulares no sentido gen\u00e9rico, ou seja, como estes organismos foram considerados por Lineu e pelos primeiros bot\u00e2nicos \u2013 incluindo os fungos, os musgos, as algas e as plantas verdes \u2013 porque todos estes grupos t\u00eam algumas caracter\u00edsticas comuns no que respeita \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Ao contr\u00e1rio dos animais, as plantas em geral t\u00eam uma grande capacidade de reprodu\u00e7\u00e3o vegetativa, ou seja, assexual<\/strong>: as partes vegetativas (= n\u00e3o-reprodutoras) podem facilmente produzir uma nova planta.\n\nPor exemplo, um peda\u00e7o de hifa de um fungo transportada na pata de um c\u00e3o ou de uma mosca pode produzir outro \u201cindiv\u00edduo\u201d da mesma esp\u00e9cie noutro local.\n\nUm peda\u00e7o do talo de uma alga arrastada pelas correntes oce\u00e2nicas pode produzir uma nova alga noutro local onde as condi\u00e7\u00f5es sejam adequadas.\n\nAs plantas verdes rastejantes muitas vezes lan\u00e7am estolhos que produzem ra\u00edzes e se podem tornar independente da planta-m\u00e3e.\n\nNo entanto, todas as plantas \u2013 tal como os animais \u2013 necessitam da reprodu\u00e7\u00e3o sexuada para o processo evolutivo, ou seja, necessitam de \u201crenovar\u201d o seu material gen\u00e9tico. Mas nas plantas \u2013 ao contr\u00e1rio dos animais \u2013 os \u00f3rg\u00e3os reprodutores se encontram em indiv\u00edduos diferentes dos \u00f3rg\u00e3os vegetativos. A este processo chama-se altern\u00e2ncia de gera\u00e7\u00f5es.\n\n<strong>Mas \u00e9 na dispers\u00e3o das v\u00e1rias estruturas que as plantas geram para se reproduzir que encontramos maiores especializa\u00e7\u00f5es:<\/strong>\n<p align=\"left\"><strong>As espermat\u00f3fitas (plantas que produzem sementes) desenvolveram estrat\u00e9gias para a dissemina\u00e7\u00e3o dos seus produtos sexuais a dois n\u00edveis:<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">P\u00f3len \u2013 os gr\u00e3os de p\u00f3len s\u00e3o as estruturas que transportam os g\u00e2metas masculinos e, para que estes possam fecundar os \u00f3vulos, t\u00eam formas de atua\u00e7\u00e3o diversificadas \u2013 diferentes tipos de poliniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\nAlgumas esp\u00e9cies de plantas produzem sementes por autofecunda\u00e7\u00e3o, ou seja, o anterozoide de uma flor pode fecundar com \u00eaxito o \u00f3vulo da mesma flor; nestas plantas, a flor pode abrir apenas depois da fecunda\u00e7\u00e3o;\n\nA norma, entretanto, \u00e9 a fecunda\u00e7\u00e3o cruzada, em que o p\u00f3len duma flor deve fecundar o \u00f3vulo de outra ou, de prefer\u00eancia de outra planta diferente da mesma esp\u00e9cie, a fim de assegurar a recombina\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica; para este fim, os gr\u00e3os de p\u00f3len s\u00e3o geralmente muito pequenos e leves, podendo ser transportados pelo vento (poliniza\u00e7\u00e3o anem\u00f3fila), pela \u00e1gua (nas plantas aqu\u00e1ticas \u2013 poliniza\u00e7\u00e3o hidr\u00f3fila), ou por animais (poliniza\u00e7\u00e3o zo\u00f3fila), quer involuntariamente, como fazem os colibris quando v\u00e3o beber o n\u00e9ctar da flor, quer voluntariamente, como fazem as abelhas e outros insetos, que se alimentam de p\u00f3len (poliniza\u00e7\u00e3o entom\u00f3fila).\n\nNestes \u00faltimos casos, o n\u00e9ctar ou outras especializa\u00e7\u00f5es da flor s\u00e3o desenvolvimentos evolutivos destinados ao sucesso da reprodu\u00e7\u00e3o sexuada.\n\nSementes \u2013 s\u00e3o as estruturas que resultam da fecunda\u00e7\u00e3o e transportam o embri\u00e3o que, em condi\u00e7\u00f5es ambientais favor\u00e1veis, ir\u00e3o dar origem a plantas iguais.\n\n<strong>Para isso, as plantas desenvolveram durante o processo evolutivo v\u00e1rias estrat\u00e9gias, muitas das quais atuam ao mesmo tempo:<\/strong>\n<blockquote><strong>Vida latente \u2013<\/strong>\u00a0os embri\u00f5es das plantas podem ficar muito tempo sem se desenvolverem, enquanto as condi\u00e7\u00f5es apropriadas de temperatura e umidade n\u00e3o surgem;<\/blockquote>\n<strong>Pericarpo lenhoso<\/strong>\n\n<strong>Dispers\u00e3o das sementes<\/strong>\n\nOs outros grupos de plantas, incluindo as samambaias os fungos, os musgos e as algas disseminam-se por esporos, que s\u00e3o c\u00e9lulas haploides com uma parede celular extremamente resistente produzidas por meiose em \u00f3rg\u00e3os especiais \u2013 os espor\u00e2ngios.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0Col\u00e9gio S\u00e3o francisco\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reprodu\u00e7\u00e3o dos Seres Vivos, Tipos, Humanos, Animais, Plantas, Sexual, \u00d3rg\u00e3os, Vantagens, Fecunda\u00e7\u00e3o, M\u00e9todos, Reprodu\u00e7\u00e3o dos Seres Vivos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-3947","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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