{"id":3611,"date":"2015-11-26T00:00:00","date_gmt":"2015-11-26T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/prolactina\/"},"modified":"2026-08-31T17:37:46","modified_gmt":"2026-08-31T17:37:46","slug":"prolactina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/prolactina\/","title":{"rendered":"Prolactina"},"content":{"rendered":"\n<strong>Prolactina &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>prolactina<\/strong>\u00a0\u00e9 um horm\u00f4nio secretado pela hip\u00f3fise e normalmente presente em pequenas quantidades na corrente sang\u00fc\u00ednea tanto de homens quanto de mulheres.\n\nTem a fun\u00e7\u00e3o principal de estimular as mamas a produzir leite, e \u00e9 secretada em grande quantidade durante a gravidez e a amamenta\u00e7\u00e3o.\n\nA\u00a0<strong>prolactina<\/strong>\u00a0\u00e9 um horm\u00f4nio que afeta muitos horm\u00f4nios diferentes no corpo. Presente em homens e mulheres, raramente causa problemas, mas aqueles que levam sua sa\u00fade a s\u00e9rio devem entender o que \u00e9 e como afeta a sa\u00fade geral e o bem-estar do corpo.\n\nA\u00a0<strong>prolactina<\/strong>, como o pr\u00f3prio nome indica, \u00e9 um horm\u00f4nio que promove a lacta\u00e7\u00e3o (produ\u00e7\u00e3o de leite materno) em mam\u00edferos e \u00e9 respons\u00e1vel por uma s\u00e9rie de outras fun\u00e7\u00f5es e sistemas. A prolactina \u00e9 criada na por\u00e7\u00e3o frontal da gl\u00e2ndula pituit\u00e1ria no c\u00e9rebro, bem como no \u00fatero, c\u00e9rebro, seios, pr\u00f3stata, tecido adiposo, pele e c\u00e9lulas imunol\u00f3gicas.\n\n<strong>Prolactina:\u00a0<\/strong>o horm\u00f4nio secretor de leite\n\nA gl\u00e2ndula pituit\u00e1ria, localizada na base do c\u00e9rebro, produz um horm\u00f4nio chamado\u00a0<strong>prolactina<\/strong>.\n\nA\u00a0<strong>prolactina<\/strong>\u00a0estimula as c\u00e9lulas glandulares da mama a produzir o leite.\n\nCada vez que a crian\u00e7a suga, estimula as termina\u00e7\u00f5es nervosas do mamilo.\n\nEstes nervos levam o est\u00edmulo para a parte anterior da gl\u00e2ndula pituit\u00e1ria que produz a prolactina. Esta, atrav\u00e9s da circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea, atinge as mamas que produzem o leite.\n\nA prolactina atua depois que a crian\u00e7a mama e produz leite para a pr\u00f3xima mamada.\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-156165 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Prolac9-300x295.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"295\" \/><strong>O reflexo da prolactina ou reflexo de produ\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\nEssas etapas, desde a estimula\u00e7\u00e3o do mamilo at\u00e9 a secre\u00e7\u00e3o do leite, s\u00e3o chamadas\u00a0<strong>reflexo de produ\u00e7\u00e3o ou reflexos da prolactina<\/strong>.\n\nA gl\u00e2ndula pituit\u00e1ria produz mais prolactina durante a noite do que durante o dia. Portanto, o aleitamento materno \u00e0 noite ajuda a manter uma boa produ\u00e7\u00e3o de leite\n\n<strong>Aumento de prolactina<\/strong>\n\nO aumento dos n\u00edveis de\u00a0<strong>prolactina<\/strong>\u00a0ocorrem quando h\u00e1 aumento de secre\u00e7\u00e3o deste horm\u00f4nios em estruturas chamadas lactotr\u00f3fos, situados na regi\u00e3o anterior da hip\u00f3fise, gl\u00e2ndula cerebral respons\u00e1vel pela secre\u00e7\u00e3o de in\u00fameros horm\u00f4nios, dentre eles. a prolactina. O aumento dos n\u00edveis de prolactina costumam causar v\u00e1rios sintomas cl\u00ednicos, dentre eles, dist\u00farbios menstruais, infertilidade e galactorreia (sa\u00edda de leite pelos bico)\u00a0na mulher, e por perda de libido e pot\u00eancia no homem.\n\n<strong>Quais s\u00e3o os efeitos da prolactina nos homens?<\/strong>\n\nA<strong>\u00a0prolactina<\/strong>\u00a0\u00e9 um horm\u00f4nio encontrado em homens e mulheres e \u00e9 o principal respons\u00e1vel pela capacidade da mulher de produzir leite. Embora os homens saud\u00e1veis pare\u00e7am n\u00e3o fazer uso do horm\u00f4nio, a presen\u00e7a de n\u00edveis baixos n\u00e3o parece ter nenhum efeito adverso ou indesej\u00e1vel nos homens. Altos n\u00edveis de prolactina, entretanto, interferem na capacidade do homem de produzir testosterona, o que pode levar a v\u00e1rios problemas.\n\nHomens e mulheres normalmente t\u00eam baixos n\u00edveis de prolactina. No sexo masculino, entre 2 e 18 nanogramas por mililitro \u00e9 considerado normal. Nessa concentra\u00e7\u00e3o, o horm\u00f4nio n\u00e3o interfere nos horm\u00f4nios sexuais masculinos e n\u00e3o causa efeitos colaterais. Acredita-se que a prolactina pode estar ligada \u00e0 fun\u00e7\u00e3o imunol\u00f3gica porque algumas c\u00e9lulas imunol\u00f3gicas demonstraram secretar pequenos n\u00edveis dela. No entanto, n\u00e3o parece que esse horm\u00f4nio seja necess\u00e1rio para uma resposta imune adequada, portanto, n\u00edveis mais elevados que ainda est\u00e3o dentro da faixa normal podem n\u00e3o ser indicativos de uma maior sa\u00fade imunol\u00f3gica.\n\nEm mam\u00edferos, a prolactina \u00e9 o principal horm\u00f4nio respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o de leite e pelo aumento das gl\u00e2ndulas mam\u00e1rias. Embora apenas as mulheres cuidem de seus filhotes, os homens t\u00eam gl\u00e2ndulas mam\u00e1rias subdesenvolvidas. Um dos efeitos da prolactina nos homens \u00e9 que ela pode causar o incha\u00e7o dessas gl\u00e2ndulas e, raramente, a presen\u00e7a de n\u00edveis elevados desse horm\u00f4nio por um longo per\u00edodo de tempo pode fazer com que os homens produzam pequenas quantidades de leite.\n\nAltos n\u00edveis de prolactina tamb\u00e9m est\u00e3o associados a baixos n\u00edveis de testosterona. A defici\u00eancia desse horm\u00f4nio sexual masculino pode interferir seriamente nas caracter\u00edsticas sexuais de um homem.\n\nA presen\u00e7a de prolactina em excesso nos homens pode levar \u00e0 perda do desejo sexual e a uma diminui\u00e7\u00e3o significativa da contagem de espermatozoides. Com o tempo, muito pode levar \u00e0 infertilidade tempor\u00e1ria e impot\u00eancia. Esses sintomas desaparecem quando o n\u00edvel de prolactina do homem volta ao normal.\n\nAl\u00e9m de afetar as caracter\u00edsticas sexuais, altos n\u00edveis de prolactina nos homens podem levar a outros problemas relacionados \u00e0 falta de testosterona. A fadiga \u00e9 um efeito comum da baixa testosterona, assim como a perda de massa muscular e for\u00e7a. Se n\u00e3o forem tratados, os altos n\u00edveis de prolactina podem levar \u00e0 perda de densidade \u00f3ssea, o que aumenta muito a chance de quebrar ou fraturar um osso, e tamb\u00e9m pode levar \u00e0 perda de altura.\n\n<strong>Prolactina &#8211; Horm\u00f4nio<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>Prolactina<\/strong>\u00a0(PRL) \u00e9 um horm\u00f4nio produzido principalmente na hip\u00f3fise, tendo a\u00e7\u00e3o end\u00f3crina em diversos tecidos e \u00f3rg\u00e3os e naqueles tecidos onde tamb\u00e9m \u00e9 produzida e secretada (tecido linf\u00f3ide e endom\u00e9trio), pode ter importante a\u00e7\u00e3o aut\u00f3crina e par\u00e1crina.\n\nA identifica\u00e7\u00e3o da Prolactina no ser humano s\u00f3 foi elucidada ap\u00f3s 1970, uma vez que havia muita dificuldade de distinguir a prolactina do horm\u00f4nio do crescimento (GH) em humanos.\n\nA purifica\u00e7\u00e3o e o isolamento da Prolactina ocorreram devido aos estudos de Friesen e colaboradores, que desenvolveram m\u00e9todo radioimunoensaio espec\u00edfico para prolactina humana.\n\nO gene que codifica a Prolactina est\u00e1 localizado no cromossoma. A sua express\u00e3o \u00e9 influenciada por dopamina, estrog\u00eanio e TRH (thyrotropin \u2013 releasing hormone), como se ver\u00e1 adiante.\n\n<strong>Varia\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas dos n\u00edveis s\u00e9ricos de Prolactina na mulher<\/strong>\n\nOs lactotrofos da adenohip\u00f3fise s\u00e3o as c\u00e9lulas que sintetizam e secretam Prolactina. Em hip\u00f3fises normais, constituem cerca de 15% a 25% das c\u00e9lulas funcionantes e est\u00e3o localizados, em especial, nas asas laterais posteriores da adenohip\u00f3fise. Apesar de o n\u00famero absoluto de lactotrofos n\u00e3o se modificar com a idade, h\u00e1 hiperplasia dessas c\u00e9lulas durante a gravidez e a lacta\u00e7\u00e3o. Durante a gesta\u00e7\u00e3o, o tamanho da hip\u00f3fise pode dobrar ou at\u00e9 mais que dobrar n\u00edveis de Prolactina 10 a 20 vezes superiores ao basal (antes da gesta\u00e7\u00e3o) s\u00e3o atingidos.\n\nA maior concentra\u00e7\u00e3o de prolactina \u00e9 detectada no l\u00edquido amni\u00f3tico, sendo 10 a 100 vezes mais elevada do que a concentra\u00e7\u00e3o s\u00e9rica materna ou fetal. Provavelmente, a maior fonte de prolactina para o l\u00edquido amni\u00f3tico \u00e9 a dec\u00eddua. No per\u00edodo de lacta\u00e7\u00e3o, os n\u00edveis de prolactina n\u00e3o devem ultrapassar 200 ng\/ml. Caso isso ocorra, deve-se procurar outras causas de hiperprolactinemia. Esses n\u00edveis de prolactina podem manter-se elevados enquanto houver suc\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a.\n\nDurante a vida fetal e em rec\u00e9m-nascidos com uma semana de vida, os n\u00edveis s\u00e9ricos de prolactina s\u00e3o superiores a 200 ng\/ml. Algumas crian\u00e7as podem apresentar secre\u00e7\u00e3o mam\u00e1ria ap\u00f3s o nascimento, o popularmente chamado leite de bruxa.\n\nIsso ocorre pois devido \u00e0 perda do efeito inibit\u00f3rio do estrog\u00eanio e da progesterona maternos, o efeito lactog\u00eanico da prolactina \u00e9 exercido em toda a sua amplitude. Por\u00e9m, ap\u00f3s algumas semanas, essa secre\u00e7\u00e3o desaparece, a secre\u00e7\u00e3o basal de prolactina diminui e atinge n\u00edveis de 5 a 20 ng\/ml at\u00e9 a idade adulta.\n\nA PRL n\u00e3o \u00e9 essencial para o desenvolvimento puberal das mamas, que depende principalmente da a\u00e7\u00e3o do GH mediada pelo IGF-I6-8.\n\nNa p\u00f3s-menopausa, os valores de prolactina podem estar discretamente reduzidos devido \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o do estrog\u00eanio.\n\n<strong>Tipos de Prolactina<\/strong>\n\nPor muito tempo, observou-se que os n\u00edveis s\u00e9ricos de PRL n\u00e3o se correlacionavam sempre com os achados cl\u00ednicos.\n\nA explica\u00e7\u00e3o para essa discrep\u00e2ncia residiria na heterogeneidade da mol\u00e9cula de Prolactina circulante.\n\n<strong>Sendo assim, os principais tipos (formas) circulantes s\u00e3o:<\/strong>\n<blockquote><strong>1) Prolactina monom\u00e9rica \u2013\u00a0<\/strong>mol\u00e9cula pequena (little prolactin)- corresponde a um horm\u00f4nio monom\u00e9rico de 199 amino\u00e1cidos com peso molecular de aproximadamente 23-kDa<strong>\n2) Prolactina dim\u00e9rica \u2013<\/strong>\u00a0mol\u00e9cula grande (big prolactin)- corresponde a um d\u00edmero com peso molecular de aproximadamente 48 a 56-kDa<strong>\n3) PRL de alto peso molecular \u2013<\/strong>\u00a0mol\u00e9cula muito grande (big big prolactin) \u2013 consiste em um complexo ant\u00edgeno-anticorpo de PRL monom\u00e9rica e IgG, usualmente conhecida como macroprolactina com peso molecular de 150 a 170-kDa<strong>\n4) Prolactina glicosilada \u2013<\/strong>\u00a0resulta da glicosila\u00e7\u00e3o da PRL monom\u00e9rica e apresenta peso molecular de 25-kDa<strong>\n5) Prolactina 8-kDa e 16-kDa \u2013<\/strong>\u00a0resultam da clivagem da PRL monom\u00e9rica.<\/blockquote>\nA forma monom\u00e9rica representa cerca de 80% a 90% da PRL total no soro de indiv\u00edduos normais e de pacientes com diagn\u00f3stico cl\u00ednico e anat\u00f4mico de prolactinoma.\n\nEla apresenta alta afinidade com o receptor e elevada bioatividade. Em contraste, a big prolactin e a big big prolactin, ainda que encontradas em praticamente todos os indiv\u00edduos, est\u00e3o presentes em concentra\u00e7\u00f5es pouco expressivas, geralmente inferiores a 10% da prolactina total circulante. Quando o soro do paciente apresenta um predom\u00ednio de big big Prolactina, essa condi\u00e7\u00e3o \u00e9 chamada de macroprolactinemia10-12. A caracteriza\u00e7\u00e3o dessas tr\u00eas formas de PRL \u00e9 preferencialmente realizada por meio de estudos de cromatografia em colunas de gel filtra\u00e7\u00e3o, onde a elui\u00e7\u00e3o se d\u00e1 por causa do peso molecular (Figura 1).\n\nA Prolactina glicosilada \u00e9 menos imunorreativa e apresenta menor atividade biol\u00f3gica do que a PRL monom\u00e9rica3, e a glicosila\u00e7\u00e3o do horm\u00f4nio pode modular essas duas caracter\u00edsticas. Em condi\u00e7\u00f5es basais, a PRL pode sofrer glicosila\u00e7\u00e3o parcial e vari\u00e1vel, tornando-se menos ativa em compara\u00e7\u00e3o \u00e0 forma n\u00e3o-glicosilada.\n\nA forma 16-kDa tem atividade antiangiog\u00eanica.\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Prolactina\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/pprolac7.jpg\" alt=\"Prolactina\" width=\"334\" height=\"286\" \/><strong>Figura 1 \u2013 Perfil de elui\u00e7\u00e3o de prolactina (PRL) obtido pela cromatografia de gel filtra\u00e7\u00e3o\nde soro de pacientes com prolactinoma. O pico I representa a macroprolactina, o pico II os\nd\u00edmeros de PRL e o pico III as formas monom\u00e9ricas, as quais\npredominam (&gt; 90% das formas circulantes de PRL) em indiv\u00edduos normais e naqueles com prolactinomas<\/strong><\/p>\n<strong>Regula\u00e7\u00e3o Neuroend\u00f3crina da Prolactina (Figura 2)<\/strong>\n\nO hipot\u00e1lamo inibe de forma t\u00f4nica a secre\u00e7\u00e3o de PRL pela adenohip\u00f3fise. A dopamina, o principal PIF (prolactin-inhibiting factor), \u00e9 sintetizada nos ax\u00f4nios dos neur\u00f4nios tuberoinfundibulares, sendo liberada na circula\u00e7\u00e3o porta-hipofis\u00e1ria, e atinge os lactotrofos acoplando-se a receptores espec\u00edficos (D2) que existem em suas membranas.\n\nAl\u00e9m do papel no controle da secre\u00e7\u00e3o de PRL, a dopamina e os agonistas dopamin\u00e9rgicos seletivos parecem ter importante fun\u00e7\u00e3o na regula\u00e7\u00e3o da transcri\u00e7\u00e3o do gene da prolactina e da prolifera\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas lactotr\u00f3ficas.\n\n<strong>V\u00e1rios mecanismos intracelulares de sinaliza\u00e7\u00e3o est\u00e3o envolvidos nesses processos, tais como<\/strong>: inibi\u00e7\u00e3o da adenilato ciclase e da MAPK, ativa\u00e7\u00e3o de fosfatases, aumento dos canais de K+ voltagem-dependente e diminui\u00e7\u00e3o dos canais de Ca++ voltagem-dependente14.\n\nProvavelmente, outros fatores hipotal\u00e2micos desempenham um papel de PIFs secund\u00e1rios.\n\n<strong>Os principais candidatos s\u00e3o:<\/strong>\u00a0GABA, somatostatina e calcitonina.\n\nApesar do predom\u00ednio do efeito inibit\u00f3rio da dopamina sobre a secre\u00e7\u00e3o da prolactina, existem v\u00e1rios est\u00edmulos que causam aumento da prolactina por meio da inibi\u00e7\u00e3o dos PIFs ou da libera\u00e7\u00e3o de PRFs (prolactin-releasing factors). Os mais importantes PRFs s\u00e3o TRH, ocitocina e VIP (vasoactive intestinal polypeptide). Os neur\u00f4nios que produzem os PRFs s\u00e3o ativados pela serotonina (5-HT). Al\u00e9m disso, GHRH, GnRH, vasopressina, angiotensina II, NPY, galanina e subst\u00e2ncia P tamb\u00e9m podem aumentar os n\u00edveis de prolactina.\n\nA secre\u00e7\u00e3o da prolactina tamb\u00e9m \u00e9 regulada por fatores aut\u00f3crinos e par\u00e1crinos intrahipofis\u00e1rios.\n\n<strong>Dentre os mais potentes estimuladores locais da secre\u00e7\u00e3o de PRL est\u00e3o:<\/strong>\u00a0galanina, VIP, angiotensina II, EGF, bFGF, GnRH (gonadotropin-releasing hormone) e IL-6. Por outro lado, a pr\u00f3pria PRL, acetilcolina, TGF\u00df, endotelina-1 e calcitonina representam inibidores locais.\n\nAssim, a neurorregula\u00e7\u00e3o da prolactina \u00e9 multifatorial, estando sob um complexo sistema regulador duplo, que envolve um controle tanto inibidor como estimulador pelo sistema hipotal\u00e2mico- hipofis\u00e1rio, por via neuroend\u00f3crina, aut\u00f3crina ou par\u00e1crina.\n\nA prolactina apresenta uma secre\u00e7\u00e3o basal com 4 a 14 pulsos a cada 24 horas superimpostos. Ela exibe um ritmo circadiano com valores maiores nas primeiras horas da manh\u00e3.\n\nAcredita-se que altera\u00e7\u00f5es no t\u00f4nus dopamin\u00e9rgico deflagradas pela luz sejam o principal mecanismo neuroend\u00f3crino envolvido nesse ritmo.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Prolactina\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/pprolac8.jpg\" alt=\"Prolactina\" width=\"514\" height=\"432\" \/>\n<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Figura 2 \u2013 Regula\u00e7\u00e3o do eixo hipotal\u00e2mico-hipofis\u00e1rio-ovariano<\/strong><\/p>\n<strong>Mecanismo de a\u00e7\u00e3o da Prolactina<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>Prolactina<\/strong>\u00a0age por meio de um receptor do tipo citocina, que se localiza na superf\u00edcie da c\u00e9lula, composto por tr\u00eas dom\u00ednios (extracelular, transmembrana e intracitoplasm\u00e1tico) [Figura 3].\n\nO gene que codifica esse receptor localiza-se na regi\u00e3o cromoss\u00f4mica 5p. Uma mol\u00e9cula de PRL liga-se a duas do seu receptor, causando a dimeriza\u00e7\u00e3o do mesmo.\n\nIsso ativa a JAK2 (Janus family of tyrosine kinase tipo 2) que fosforila o receptor e se autofosforila em m\u00faltiplas tirosinas. As tirosinas fosforiladas no complexo receptor-JAK2 formam s\u00edtios de liga\u00e7\u00e3o para diversas prote\u00ednas sinalizadoras, destacandose entre essas as STATs 1 a 5 (signal transducers and activators of transcription tipos 1 a 5) (transdutores de sinal e ativadores de transcri\u00e7\u00e3o).\n\nAs STATs s\u00e3o fatores de transcri\u00e7\u00e3o citoplasm\u00e1ticos latentes. Ap\u00f3s a liga\u00e7\u00e3o ao complexo receptor-JAK2, as STATs s\u00e3o fosforiladas pela JAK2. Posteriormente, as STATs se separam do complexo receptor-JAK2, se homodimerizam ou heterodimerizam com outras STATs e movem-se para o n\u00facleo, onde ativam a transcri\u00e7\u00e3o g\u00eanica19. A STAT5, por exemplo, ativa a transcri\u00e7\u00e3o do gene da \u00df-case\u00edna.\n\n\u00c9 fundamental que a desativa\u00e7\u00e3o do sistema JAK-STAT ocorra no momento preciso, pois a ativa\u00e7\u00e3o constitutiva desse sistema est\u00e1 associada com a transforma\u00e7\u00e3o celular.\n\nIsso ocorre por meio da degrada\u00e7\u00e3o dos receptores, da defosforila\u00e7\u00e3o das tirosinas presentes nos receptores-JAK2s e da s\u00edntese dos SOCSs (suppressors of cytokine-signaling).\n\n<strong>Receptores da prolactina s\u00e3o expressos nos seguintes locais:<\/strong>\u00a0mamas, hip\u00f3fise, f\u00edgado, c\u00f3rtex adrenal, rins, pr\u00f3stata, ov\u00e1rios, test\u00edculos, intestino, epiderme, ilhotas pancre\u00e1ticas, pulm\u00f5es, mioc\u00e1rdio, c\u00e9rebro e linf\u00f3citos.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Prolactina\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/pprolac9.jpg\" alt=\"Prolactina\" width=\"448\" height=\"410\" \/>\n<\/strong><\/p>\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.segmentofarma.com.br\/www2.ufcspa.edu.br\/pt.scribd.com\/www.internationalvitamins.com.br\/www.hormone.org\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Prolactina, Horm\u00f4nio, Fun\u00e7\u00e3o, Tipos, O que \u00e9, Fisiologia, Hip\u00f3fise, Leite, Mulher, Mecanismos, Causa, Sintoma, Caracter\u00edstica, Aumento, Prolactina<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3613,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-3611","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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