{"id":27581,"date":"2016-01-22T00:00:00","date_gmt":"2016-01-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/feijao\/"},"modified":"2026-09-01T18:14:43","modified_gmt":"2026-09-01T18:14:43","slug":"feijao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/alimentos-2\/feijao\/","title":{"rendered":"Feij\u00e3o"},"content":{"rendered":"\nO feij\u00e3o pertence ao grupo das leguminosas, a melhor fonte de prote\u00ednas vegetais.\n\n<strong>Existe feij\u00e3o para todos os gostos e usos:<\/strong> os norte-americanos costumam comer feij\u00e3o com bacon e melado, os franceses preferem os feij\u00f5es mais gra\u00fados, brancos ou vermelhos, sem o caldo. J\u00e1 os mexicanos preferem com\u00ea-lo frito ou refrito, tamb\u00e9m sem o caldo e com chili, uma pimenta bem picante e perfumada.\n\nMas na verdade, nenhum povo soube tirar tanto proveito do feij\u00e3o como o brasileiro. Aqui ele reina soberano, seja na feijoada, no tutu \u00e0 mineira, nas sopas, saladas, nas comidas de tropeiros, no acaraj\u00e9, como complemento para o arroz ou acrescido de carnes ou legumes.\n<h4>Origem e Hist\u00f3ria do Feij\u00e3o<\/h4>\nExistem diversas hip\u00f3teses para explicar a origem e domestica\u00e7\u00e3o do feijoeiro.\n\nTipos selvagens, similares a variedades criolas simp\u00e1tricas, encontrados no M\u00e9xico e a exist\u00eancia de tipos domesticados, datados de cerca de 7.000 a.C., na Mesoam\u00e9rica, suportam a hip\u00f3tese de que o feijoeiro teria sido domesticado na Mesoam\u00e9rica e disseminado, posteriormente, na Am\u00e9rica do Sul.\n\nPor outro lado, achados arqueol\u00f3gicos mais antigos, cerca de 10.000 a.C., de feij\u00f5es domesticados na Am\u00e9rica do Sul (s\u00edtio de Guitarrero, no Peru) s\u00e3o ind\u00edcios de que o feijoeiro teria sido domesticado na Am\u00e9rica do Sul e transportado para a Am\u00e9rica do Norte.\n\n<strong>Dados mais recentes, com base em padr\u00f5es eletrofor\u00e9ticos de faseolina, sugerem a exist\u00eancia de tr\u00eas centros prim\u00e1rios de diversidade gen\u00e9tica, tanto para esp\u00e9cies silvestres como cultivadas:<\/strong> o mesoamericano, que se estende desde o sudeste dos Estados Unidos at\u00e9 o Panam\u00e1, tendo como zonas principais o M\u00e9xico e a Guatemala; o sul dos Andes, que abrange desde o norte do Peru at\u00e9 as prov\u00edncias do noroeste da Argentina; e o norte dos Andes, que abrange desde a Col\u00f4mbia e Venezuela at\u00e9 o norte do Peru. Al\u00e9m destes tr\u00eas centros americanos prim\u00e1rios, podem ser identificados v\u00e1rios outros centros secund\u00e1rios em algumas regi\u00f5es da Europa, \u00c1sia e \u00c1frica, onde foram introduzidos gen\u00f3tipos americanos.\n\n<strong>O g\u00eanero Phaseolus compreende aproximadamente 55 esp\u00e9cies, das quais apenas cinco s\u00e3o cultivadas:<\/strong> o feijoeiro comum (Phaseolus vulgaris); o <strong>feij\u00e3o<\/strong> de lima (P. lunatus); o feij\u00e3o Ayocote (P. coccineus); o feij\u00e3o tepari (P. acutifolius); e o P. polyanthus.\n\nOs feij\u00f5es est\u00e3o entre os alimentos mais antigos, remontando aos primeiros registros da hist\u00f3ria da humanidade.\n\nEram cultivados no antigo Egito e na Gr\u00e9cia, sendo, tamb\u00e9m, cultuados como s\u00edmbolo da vida.\n\nOs antigos romanos usavam extensivamente feij\u00f5es nas suas festas gastron\u00f4micas, utilizando-os at\u00e9 mesmo como pagamento de apostas.\n\nForam encontradas refer\u00eancias aos feij\u00f5es na Idade do Bronze, na Su\u00ed\u00e7a, e entre os hebraicos, cerca de 1.000 a.C.\n\nAs ru\u00ednas da antiga Tr\u00f3ia revelam evid\u00eancias de que os feij\u00f5es eram o prato favorito dos robustos guerreiros troianos.\n\nA maioria dos historiadores atribui a dissemina\u00e7\u00e3o dos feij\u00f5es no mundo em decorr\u00eancia das guerras, uma vez que esse alimento fazia parte essencial da dieta dos guerreiros em marcha.\n\nOs grandes exploradores ajudaram a difundir o uso e o cultivo de feij\u00e3o para as mais remotas regi\u00f5es do planeta.\n<h4>Variedades de Feij\u00e3o<\/h4>\n<strong>S\u00e3o tantas as variedades de feij\u00e3o que vale a pena conhecer melhor os principais tipos encontrados no mercado:<\/strong>\n\n<strong>Feij\u00e3o Preto<\/strong>\n\nEle \u00e9 uma unanimidade desde os tempos coloniais.\n\n<strong>Um viajante europeu chamado Carl Seidler, que esteve por aqui em 1826 disse o seguinte: <\/strong>&#8220;O <strong>feij\u00e3o<\/strong>, sobretudo o preto, \u00e9 o prato predileto dos brasileiros; figura nas mais distintas mesas, acompanhado de um peda\u00e7o de carne seca ao sol e toucinho \u00e0 vontade. N\u00e3o h\u00e1 refei\u00e7\u00e3o sem feij\u00e3o, s\u00f3 o feij\u00e3o mata a fome. \u00c9 nutritivo e sadio, mas s\u00f3 depois de longamente acostumado sabe ao paladar europeu, pois o gosto \u00e9 \u00e1spero, desagrad\u00e1vel&#8230;&#8221;\n\nOs europeus estranhavam o sabor do feij\u00e3o porque at\u00e9 ent\u00e3o ele era um ilustre desconhecido. No &#8220;Velho Mundo&#8221;, eram conhecidas as favas, lentilhas e ervilhas, que s\u00e3o &#8220;aparentadas&#8221; do feij\u00e3o. Mas o fato \u00e9 que s\u00e9culos depois, o feij\u00e3o continua usufruindo do mesmo prest\u00edgio.\n\nO feij\u00e3o preto \u00e9 a variedade preferida do pessoal do Rio de Janeiro, talvez uma heran\u00e7a dos tempos da antiga corte do Brasil Imp\u00e9rio. <strong>Ele tem a casca delicada, e \u00e9 a variedade ideal para o preparo da feijoada, do &#8220;Feij\u00e3o de Coco&#8221; (feij\u00e3o cozido com coco fresco ralado, uma prepara\u00e7\u00e3o t\u00edpica do Nordeste) e tamb\u00e9m para o nosso Feij\u00e3o Maravilha: <\/strong>a textura delicada do caldo acolhe com maestria os sabores da carne e da ab\u00f3bora, fazendo uma combina\u00e7\u00e3o nutritiva, saborosa e de cores contrastantes.\n\n<strong>Feij\u00e3o Jalo<\/strong>\n\nOs gr\u00e3os s\u00e3o grandes e amarelados. Depois de cozido, forma um caldo encorpado, de colora\u00e7\u00e3o marrom avermelhada. Muito consumido em Minas Gerais e na regi\u00e3o Central do Brasil, serve de base para o preparo de Tutus e Virados.\n\n<strong>Feij\u00e3o Carioquinha<\/strong>\n\n\u00c9 a variedade mais consumida atualmente no Brasil. Seu tamanho m\u00e9dio e as listas de um marrom mais forte que o gr\u00e3o s\u00e3o sua &#8220;marca registrada&#8221;.\n\nRende um bom caldo e cozinha rapidamente. Com os gr\u00e3os cozidos e o caldo escorrido, faz-se um bom feij\u00e3o tropeiro, misturando-se farinha, cheiro-verde, lingui\u00e7a ou carne de sol.\n\n<strong>Feij\u00e3o Rajadinho<\/strong>\n\n\u00c9 um pouco mais claro que o carioquinha e suas listras t\u00eam colora\u00e7\u00e3o avermelhada. Depois de cozido forma um caldo encorpado e muito saboroso, semelhante ao do feij\u00e3o jalo.\n\n<strong>Feij\u00e3o Vermelho<\/strong>\n\nDe colora\u00e7\u00e3o vermelha escura e gr\u00e3os longos, \u00e9 uma variedade mais indicada ao preparo de saladas. Os franceses chamam-no Flageolet, e fazem dele um complemento para os assados, com salsa picada e manteiga. Depois de cozido os gr\u00e3os se mant\u00eam \u00edntegros, sendo ideal para o preparo de saladas.\n\n<strong>Feij\u00e3o Rosinha<\/strong>\n\nEmbora n\u00e3o seja rosa, como o nome sugere, sua cor tende mais para um vermelho suave do que para o marrom.Os gr\u00e3os s\u00e3o pequenos, com casca delicada. Faz um bom caldo e cozinha com facilidade.\n\n<strong>Feij\u00e3o Branco<\/strong>\n\nCom gr\u00e3os de tamanho grande, \u00e9 a variedade ideal para o preparo de saladas ou pratos mais elaborados, como o Cassoulet.\n\n<strong>Feij\u00e3o Fradinho<\/strong>\n\nTamb\u00e9m conhecido como feij\u00e3o macassar ou feij\u00e3o de corda, \u00e9 com ele que se prepara o acaraj\u00e9. Possui colora\u00e7\u00e3o clara e um &#8220;olho&#8221; preto.\n\nSeja qual for a receita escolhida, ela com certeza ficar\u00e1 mais saborosa se o feij\u00e3o estiver novo. Para quem mora no campo, pr\u00f3ximo \u00e0s lavouras, fica mais f\u00e1cil saber se o feij\u00e3o est\u00e1 novo, quando foi colhido. Mas e para quem mora nas cidades?\n\nBem, o feij\u00e3o comercializado a granel, em feiras livres, costuma ser mais novo do que o feij\u00e3o vendido j\u00e1 embalado. Observe se os gr\u00e3os est\u00e3o brilhantes e gra\u00fados, um sinal de que n\u00e3o perderam sua umidade natural.\n\n<strong>Para tirar a d\u00favida, uma boa dica \u00e9 dar uma mordidinha no gr\u00e3o:<\/strong> se ceder sem quebrar, o feij\u00e3o \u00e9 novo.\n\nSe for comprar j\u00e1 ensacado, \u00e9 importante verificar sempre o prazo de validade na embalagem.\n<h6><\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6><\/h6>\nA cultura do <strong>f<\/strong>eij\u00e3o no Brasil vem passando por profundas mudan\u00e7as nos \u00faltimos anos.\n\nAt\u00e9 bem pouco tempo caracterizava-se por cultivos em \u00e1reas pequenas, com pouca utiliza\u00e7\u00e3o de tecnologia, voltada para a subsist\u00eancia ou apostando na verdadeira &#8220;loteria&#8221; que era o mercado de feij\u00e3o.\n\nO baixo uso de tecnologia e a fragilidade agron\u00f4mica da lavoura, que n\u00e3o resiste bem \u00e0 seca, ao excesso de chuvas e ainda \u00e9 facilmente acometida por pragas e doen\u00e7as, provocavam frustra\u00e7\u00f5es freq\u00fcentes de safra, que resultavam em disparadas de pre\u00e7os seguidas de superofertas na safra seguinte. Esse excesso deprimia os pre\u00e7os e desestimulava novamente os produtores.\n\nO comportamento ciclot\u00edmico da produ\u00e7\u00e3o e a possibilidade de produ\u00e7\u00e3o de feij\u00e3o em todos os estados, em v\u00e1rias \u00e9pocas do ano, come\u00e7aram a despertar o interesse de um outro perfil de produtores, que entraram na atividade com um sistema produtivo mais tecnificado.\n\nAtualmente, os produtores de feij\u00e3o podem ser classificados em dois grupos: os pequenos, que ainda usam baixa tecnologia e t\u00eam sua renda associada \u00e0s condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, concentrados na produ\u00e7\u00e3o das \u00e1guas (primeira safra); e um segundo grupo, que usa produ\u00e7\u00e3o mais tecnificada, com alta produtividade, plantio irrigado por piv\u00f4-central, concentrado nas safras da seca e do inverno (segunda e terceira safra).\n\nA primeira safra, conhecida como safra das \u00e1guas, \u00e9 plantada entre agosto e outubro e tem como principais regi\u00f5es produtoras o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paran\u00e1, S\u00e3o Paulo e a regi\u00e3o de Irec\u00ea na Bahia, que planta de outubro a dezembro. Em geral essa safra responde por 1\/3 da oferta anual e serve de balizamento de mercado para a segunda safra.\n\nA segunda safra \u00e9 plantada de abril a junho, sendo a maior parte dos produtores do Sul-Sudeste, e \u00e9 usada como rota\u00e7\u00e3o para as \u00e1reas de cultivo de soja e milho. J\u00e1 para os produtores do Norte, Centro-Oeste e Nordeste, \u00e9 a primeira e \u00fanica safra do ano. Destacam-se na produ\u00e7\u00e3o os estados de Rond\u00f4nia, Cear\u00e1, Pernambuco, Paran\u00e1, Minas Gerais, S\u00e3o Paulo e Goi\u00e1s. Essa safra representa hoje 50% do total anual de feij\u00e3o.\n\nA terceira e \u00faltima safra \u00e9 conhecida como safra de inverno e \u00e9 plantada em junho\/julho nos estados de S\u00e3o Paulo, Minas Gerais, Goi\u00e1s e Bahia (Barreiras), sempre sob sistema irrigado com piv\u00f4-central, atingindo alta produtividade e abastecendo o mercado entre o final da comercializa\u00e7\u00e3o da segunda safra e o in\u00edcio da primeira.\n\nA tend\u00eancia verificada no mercado, \u00e0 medida que a segunda e principalmente a terceira safra foram ganhando espa\u00e7o, \u00e9 de menores intervalos de entressafra e conseq\u00fcente estabilidade de pre\u00e7os ao longo do ano. Esse fato tem motivado a profissionaliza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de feij\u00e3o, com aumento da produtividade, pois apenas esse item pode garantir a rentabilidade num mercado altamente pulverizado e est\u00e1vel. Espera-se tamb\u00e9m que as tr\u00eas safras se aproximem de tamanho e que a oferta se d\u00ea cada vez de forma mais regular e ininterrupta ao longo do ano.\n\nOutro aspecto importante para analisar o futuro da lavoura de feij\u00e3o no Brasil se refere \u00e0s mudan\u00e7as nos h\u00e1bitos alimentares que, com a crescente urbaniza\u00e7\u00e3o e maior participa\u00e7\u00e3o das mulheres no mercado de trabalho, t\u00eam levado a um menor consumo de feij\u00e3o.\n\nO crescimento da renda das camadas mais baixas da popula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m desvia o consumo para alimentos mais nobres como carnes, leite e derivados, verduras, legumes, ovos e frutas. Estima-se uma safra de 3,74 milh\u00f5es de toneladas de <strong>feij\u00e3o<\/strong> no ano 2000.\n\n<strong>Era s\u00f3 feij\u00e3o, feij\u00e3o&#8230;<\/strong>\n\n<strong>O consumo diferenciado de feij\u00e3o no Brasil<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Feij\u00e3o\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/feijao15.jpg\" alt=\"Feij\u00e3o\" width=\"378\" height=\"296\" \/><strong>\nFeij\u00e3o<\/strong><\/p>\nNo Brasil h\u00e1 grandes variedades de cores, tipos e tamanhos de feij\u00e3o, como o preto, mulatinho, branco, feij\u00e3o de corda, carioquinha, vermelho, roxinho, fradinho, manteiguinha e outros, colhidos em 3 safras anuais.\n\nDe acordo com dados oficiais, em algumas cidades brasileiras est\u00e1 diminuindo o consumo como Goi\u00e2nia, Porto Alegre, S. Paulo, Bel\u00e9m, e Recife, enquanto se come cada vez mais feij\u00e3o em Bras\u00edlia, Curitiba, Rio de Janeiro e Salvador. O brasileiro consome em m\u00e9dia 16 quilos por ano.\n\nA quest\u00e3o do gosto diferenciado do brasileiro por tipo de feij\u00e3o em algumas regi\u00f5es pode estar ligado \u00e0 pr\u00f3pria hist\u00f3ria local ou regional, como em Minas aonde o tropeirismo foi importante, e o feij\u00e3o preto era misturado com farinha de mandioca e guarnecido com peda\u00e7os de ling\u00fci\u00e7a frita e torresmo (toucinho).\n\nEste feij\u00e3o-de-tropeiro era mais seco, com menos caldo, devido aos deslocamentos constantes, pr\u00f3prios do tropeirismo.\n\nJ\u00e1 o feij\u00e3o carioquinha misturado \u00e0 farinha de mandioca e com caldo, era comida dos bandeirantes, que a levava em farn\u00e9is.\n\nEsta \u00e9 a origem do virado a paulista, prato feito com o referido feij\u00e3o.\n\nNo Rio de Janeiro o feij\u00e3o preto \u00e9 o grande preferido, pois constitui o ingrediente basilar da feijoada, prato do s\u00e9c. XIX, muito apreciado pelos cariocas.\n\nMas o feij\u00e3o preto n\u00e3o \u00e9 consumido largamente no pa\u00eds, pois representa apenas 20% da produ\u00e7\u00e3o brasileira.\n\nNa Bahia, a culin\u00e1ria baiana imp\u00f5e outros ingredientes como o azeite-de-dend\u00ea, tipos diversificados de temperos e pimentas, etc., que pedem outros tipos de feij\u00e3o.\n\nNa Bahia h\u00e1 o predom\u00ednio do feij\u00e3o mulatinho que \u00e9 usado at\u00e9 na feijoada, sendo que o feij\u00e3o fradinho \u00e9 utilizado no acaraj\u00e9 e no abar\u00e1.\n\nEm parte do Nordeste, o feij\u00e3o-de-corda misturado ao arroz produz um prato muito popular chamado \u0093bai\u00e3o-de-dois\u0094.\n\nEm Bel\u00e9m o feij\u00e3o tipo manteiguinha (variedade do feij\u00e3o branco americano) \u00e9 muito utilizado, sendo trazido a esta regi\u00e3o por Henry Ford na \u00e1urea \u00e9poca da produ\u00e7\u00e3o da borracha na Amaz\u00f4nia.\n\nUm outro prato que deve ser citado \u00e9 o tutu-de-feij\u00e3o, engrossado com farinha de mandioca, pr\u00f3prio da cozinha caipira mineira, mas com diversas varia\u00e7\u00f5es em outros estados.\n\nDe maneira geral pode ser preparado com feij\u00e3o preto ou vermelho, sendo que em Minas vem acompanhado com peda\u00e7os de ling\u00fci\u00e7a frita, no Rio de Janeiro \u00e9 coberto com molho de tomate, e em S. Paulo serve-se coberto com ovos fritos, torresmos e costeletas de porco.\n\nAinda que em muitas regi\u00f5es a hist\u00f3ria basta para dar explica\u00e7\u00f5es ao gosto pr\u00f3prio por determinado tipo de feij\u00e3o, entende-se que a forma\u00e7\u00e3o de um padr\u00e3o alimentar tamb\u00e9m conta com outros fatores como de natureza cultural, ambiental, sociol\u00f3gica, antropol\u00f3gica, de viabilidade de plantio, colheita, distribui\u00e7\u00e3o e pre\u00e7o, e tantos outros, para explicar o consumo diferenciado deste produto no territ\u00f3rio nacional.\n\n<strong>Carlos Roberto Antunes dos Santos<\/strong>\n\nOrigin\u00e1rio da Am\u00e9rica do Sul ( segundo alguns autores) e M\u00e9xico e Guatemala (segundo outros) o feij\u00e3o (Phaseolus vulgaris, L., Leguminosae) \u00e9 um dos principais alimentos da popula\u00e7\u00e3o brasileira especialmente a de baixa renda.\n\nNa maioria das regi\u00f5es produtoras predomina a explora\u00e7\u00e3o do feijoeiro por pequenos produtores, com uso reduzido de insumos, obtendo-se baixas produ\u00e7\u00f5es.\n\nNa Bahia as principais zonas de produ\u00e7\u00e3o est\u00e3o no semi-\u00e1rido e zona de tabuleiros onde destacam munic\u00edpios de Irec\u00ea, Ribeira do Pombal e Barreiras como centros de comercializa\u00e7\u00e3o.\n\nO Brasil produz cerca de 2,6 milh\u00f5es de toneladas de feij\u00e3o comum (faseolus) com produtividade m\u00e9dia de 732 kg\/ha; em \u00e1reas irrigadas a produtividade alcan\u00e7a 3.000 kg\/ha.\n<h4>Usos<\/h4>\nO gr\u00e3o do feijoeiro \u00e9 utilizado na alimenta\u00e7\u00e3o do homem, na maioria das ocasi\u00f5es de modo obrigat\u00f3rio, no card\u00e1pio di\u00e1rio. Cozido ele \u00e9 consumido em mistura com arroz e farinha, em saladas frias, transformado em pastas &#8211; tutu &#8211; ou ainda compondo feijoadas.\n\nO gr\u00e3o pode servir como componente de ra\u00e7\u00f5es animais bem como a planta p\u00f3s colheita. Restos de cultura podem ser incorporados ao solo para melhoria das suas condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas.\n<h4>Necessidades da Planta<\/h4>\n<blockquote><strong>Clima: <\/strong>Tropical, com temperatura m\u00e9dia em 25\u00baC (18\u00ba a 30\u00baC) com chuvas de 100 mm mensais bem distribu\u00eddas.<strong>\nSolos: <\/strong>F\u00e9rteis, areno-argilosos, com bom teor de mat\u00e9ria org\u00e2nica, bem arejados, pH em torno de 6,0 (5,0 a 6,5).<\/blockquote>\n<strong>Preparo do Solo<\/strong>\n\nO feijoeiro \u00e9 planta exigente e n\u00e3o deve ser plantado no mesmo terreno por mais de 2 anos seguidos; os restos da cultura anterior devem ser incorporados ao solo e nunca queimados.\n\nPara corre\u00e7\u00e3o da acidez do solo e aduba\u00e7\u00e3o amostras de solo devem ser enviadas a laborat\u00f3rios para orientar quantidades, tipos de corretivo e adubo e \u00e9pocas de sua aplica\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Corre\u00e7\u00e3o da Acidez<\/strong>\n\nCom recomenda\u00e7\u00f5es provenientes da an\u00e1lise de solos tipo e quantidade de calc\u00e1rio &#8211; este deve ser aplicado antes da ara\u00e7\u00e3o &#8211; metade da dose &#8211; e antes da gradagem &#8211; metade restante &#8211; esparramado ao solo via aplica\u00e7\u00f5es manuais ou com aplicadores de calc\u00e1rios.\n\n<strong>Movimenta\u00e7\u00e3o do Solo<\/strong>\n\nPara facilitar germina\u00e7\u00e3o das sementes e aprofundamento das ra\u00edzes indica-se ara\u00e7\u00e3o e gradagem.\n\nA ara\u00e7\u00e3o em terreno sem uso por muito tempo deve ser feita com arado de aiveca; em terrenos trabalhados ara\u00e7\u00e3o com 20 cm de profundidade \u00e9 suficiente (segundo tipo de solo). A gradagem \u00e9 feita com grade niveladora de discos \u00e0 profundidade de 10 cm. Essas opera\u00e7\u00f5es podem ser feitas com equipamentos tra\u00e7\u00e3o animal ou tratorizada (segundo tamanho da \u00e1rea).\n\n<strong>\u00c9pocas de Plantio:<\/strong> Na Bahia planta-se entre outubro e janeiro (regi\u00e3o de Irec\u00ea) e entre mar\u00e7o e maio (regi\u00e3o de Ribeira do Pombal).\n\n<strong>Sistema de Plantio\/Espa\u00e7amentos\/Covas:<\/strong> <strong>Dois sistemas:<\/strong> <strong>feij\u00e3o<\/strong> solteiro e <strong>feij\u00e3o<\/strong> consorciado.\n\n<strong>Cultivo Solteiro<\/strong>\n\nAs fileiras devem estar espa\u00e7adas de 50 cm, com 14-15 sementes\/m; em espa\u00e7amentos de 40 cm entre fileiras deve-se usar 10-12 sementes por metro corrido (linear) no plantio em sulco.\n\nNo plantio em covas, com espa\u00e7amento de 40 cm x 40 cm coloca-se 2-3 sementes por cova.\n\nDessa forma alcan\u00e7a-se a popula\u00e7\u00e3o de 200 mil a 240 mil plantas por hectare.\n\n<strong>Cultivo consorciado<\/strong>\n\nNa Bahia o consorcio mais comum \u00e9 feito com o milho. O milho deve ter espa\u00e7amento de 1m entre fileiras e 4 plantas \/ metro linear enquanto o feij\u00e3o \u00e9 semeado nas linhas do milho com 10 plantas por metro.\n\n<strong>Variedades Indicadas<\/strong>\n<blockquote><strong>Para Bahia, Regi\u00e3o Al\u00e9m<\/strong> &#8211; S\u00e3o Francisco &#8211; Apor\u00e9, Carioca, Epaba-1.\n<strong>Regi\u00e3o Nordeste\/Paragua\u00e7u <\/strong>&#8211; Epaba-1, Carioca, Mulatinho, Vagem Roxa.\n<strong>Regi\u00e3o de Irec\u00ea<\/strong> &#8211; Apor\u00e9, Carioca, Epaba 1.<\/blockquote>\n<strong>Sementes<\/strong>\n\nDevem ser usadas com bom poder germinativo e de boa proced\u00eancia. A germina\u00e7\u00e3o deve estar em torno de 90%. Se poss\u00edvel usar sementes tratadas com fungicidas.\n\n<strong>Aduba\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nCaso haja possibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o de esterco para aduba\u00e7\u00e3o org\u00e2nica ele pode ser incorporado ao terreno com anteced\u00eancia de 30-40 dias.\n\n<strong>A aduba\u00e7\u00e3o mineral, por recomenda\u00e7\u00e3o de an\u00e1lise de solos, deve conter NPK:<\/strong> metade do adubo nitrogenado mais totalidade de adubo com f\u00f3sforo e adubo com pot\u00e1ssio devem ser aplicados ao solo (cova ou sulco) antes do plantio. Em cobertura ao lado da planta a outra metade do adubo com nitrog\u00eanio \u00e9 aplicada antes da flora\u00e7\u00e3o. A aduba\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, pr\u00e9-plantio, deve ser feita a uma profundidade de 15 cm. E a semeadura a 5 cm.\n\n<strong>Tratos culturais<\/strong>\n\n<strong>Controle das plantas daninhas:<\/strong> importante manter a lavoura a limpo at\u00e9 in\u00edcio da flora\u00e7\u00e3o. A limpeza pode ser feita manualmente (enxada), com cultivador (tra\u00e7\u00e3o animal ou tratorizada) ou com herbic\u00edda. As capinas (manual e cultivador) devem revolver o solo at\u00e9 3 cm de profundidade.\n<h4>Pragas e doen\u00e7as<\/h4>\n<strong>De ordin\u00e1rio as pragas mais comuns s\u00e3o:<\/strong> Lagarta-elasmo (mariposa), larva-alfinete (besouro) no solo. Vaquinhas (besouro), lagarta-da-folha (mariposa), acaro branco, cigarrinha verde, mosca-branca, mosca minadora nas folhas. Lagarta (mariposa) e percevejo nas vagens. Caruncho (besouro) no gr\u00e3o armazenado. O controle qu\u00edmico deve ser feito no momento em que as pragas atinjam n\u00edveis de danos econ\u00f4micos.\n\n<strong>Alguns produtos qu\u00edmicos defensivos agr\u00edcolas indicados para controle de pragas de feij\u00e3o s\u00e3o:<\/strong> cigarrinha e vaquinhas; carbaryl (Carvim 85 M, Sevin 480 SC), fenitrotion ( Sumithion 500 CE).\n<blockquote><strong>Mosca branca:<\/strong> monocrotophos (Nuvacron 400) metamidof\u00f3s (Tamaron BR). <strong>\nAcaro branco:<\/strong> triazophos (Hostathion) tetradion (Tedion 80).<strong>\nLagartas: <\/strong>Cloropirif\u00f3s (Lorsban 480 BR) Carbaryl (Carvim 85 M, Sevin 480 SC), triclorfom (Diplerex 50). Percevejos; fenitrotion (Sumithion 500 CE), triclorfom (Dipterex 50).<\/blockquote>\nO feijoeiro \u00e9 atacado por doen\u00e7as causadas por fungos, bact\u00e9rias, v\u00edrus e nematoide. O controle das doen\u00e7as \u00e9 feito com plantio de variedades resistentes, de sementes livres de doen\u00e7as e de uso de produtos qu\u00edmicos. Pulveriza\u00e7\u00f5es foliares protetoras com produtos qu\u00edmicos com base qu\u00edmica Benomyl (Benlate), Captan (Captan), Mancozeb (Manzate, Dithane) tiofonato met\u00edlico (Cerconil) entre outros podem ser de utilidade. As doen\u00e7as mais comuns s\u00e3o ferrugem, antracnose, o\u00eddio, mela, tombamento, mosaico dourado.\n<h4>Colheita<\/h4>\n<strong>A colheita do feij\u00e3o pode feita: <\/strong>\n<blockquote><strong>Manualmente: <\/strong>plantas p\u00f3s arranquio s\u00e3o postas a secar, com ra\u00edzes para cima no solo e depois v\u00e3o para o terreiro para a trilha c\/ varas flex\u00edveis.\n<strong>Semi mecanizada: <\/strong>arranquio manual ou automotriz.\n<strong>Mecanizada:<\/strong> arranquio e trilha com maquina colhedora-trilhadeira.<\/blockquote>\nMelhor colher o feij\u00e3o pela manh\u00e3 e em horas frescas; de ordin\u00e1rio o feij\u00e3o \u00e9 colhido com 18% de umidade.\n\nO ciclo de produ\u00e7\u00e3o dentre as variedades de feij\u00e3o situa-se entre 70 e 95 dias.\n<h4>Armazenamento<\/h4>\nPara o armazenamento a curto prazo a umidade do feij\u00e3o deve ficar em 14-15%; para armazenamento a longo prazo a umidade deve ficar em torno de 11%. O ambiente para estocagem deve ficar seco, fresco e escuro; se bem constru\u00eddos tulhas e pai\u00f3is s\u00e3o eficazes. Os locais de armazenamento devem estar rigorosamente limpos (livres de res\u00edduos de colheitas anteriores) e os gr\u00e3os tratados com produtos apropriados (fumiga\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o). Para comercializa\u00e7\u00e3o o gr\u00e3o \u00e9 acondicionado em sacos com 60 Kg de peso.\n<h4>Hist\u00f3ria do Feij\u00e3o<\/h4>\nO feij\u00e3o teria surgido na Am\u00e9rica do Sul. Existem registros hist\u00f3ricos de plantio e consumo de feij\u00e3o que datam h\u00e1 pelo menos 9 mil anos antes de Cristo.\n\nDas Am\u00e9ricas o feij\u00e3o se espalhou pelo mundo. Da Europa ao Oriente M\u00e9dio; da \u00cdndia ao Jap\u00e3o; da \u00c1frica aos EUA.\n\nAntigos relatos de feij\u00e3o ocorrem na B\u00edblia, no antigo Egito, nas ru\u00ednas de Tr\u00f3ia, no Imp\u00e9rio Romano, nas antigas cortes inglesas e francesas e nos banquetes do Vaticano.\n\nO feij\u00e3o fazia parte essencial da dieta dos guerreiros em marcha ajudando, portanto a difundir o uso e o cultivo do feij\u00e3o ao redor do mundo.\n\nO feij\u00e3o foi introduzido na Europa em 1540 e o seu o cultivo, entre outras culturas, livrou a Europa da fome. A expectativa de vida aumentou e a mortalidade infantil decaiu significativamente.\n\nOs \u00edndios brasileiros por ocasi\u00e3o do S\u00e9culo XVI chamavam o feij\u00e3o de &#8220;comanda&#8221; e o bin\u00f4mio comanda com farinha, j\u00e1 existia no card\u00e1pio brasileiro, quando os portugueses aqui chegaram. Os Bandeirantes incorporaram esta refei\u00e7\u00e3o e a espalharam por todo o Brasil.\n\nO feij\u00e3o \u00e9 hoje um dos principais produtos fornecedores de prote\u00edna na dieta alimentar da fam\u00edlia brasileira.\n\n<strong>Consumo de feij\u00e3o no Brasil:<\/strong> tipos e comercializa\u00e7\u00e3o\n\nO tipo de feij\u00e3o mais comercializado no Brasil \u00e9 o feij\u00e3o tipo carioca, abrangendo cerca de 70% do total produzido no Pa\u00eds.\n\nNo Brasil, em termos de efici\u00eancia e custo da comercializa\u00e7\u00e3o, o feij\u00e3o \u00e9 um dos produtos que percorre maiores dist\u00e2ncias entre o produtor e o consumidor. Isso porque existem, no Brasil, diversas regi\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o que oferecem feij\u00e3o em \u00e9pocas diferentes. Assim, cada regi\u00e3o do Pa\u00eds pode tanto exportar, quanto importar para outras regi\u00f5es em determinados momentos.\n\n<strong>Cultivo do feij\u00e3o: <\/strong>doen\u00e7as e pragas\n\nAs principais doen\u00e7as que atacam o feijoeiro, causadas por fungos que sobrevivem no solo, s\u00e3o as podrid\u00f5es radiculares; a murcha de fus\u00e1rio, o mofo-branco, a podrid\u00e3o-cinzenta da haste, a murcha-de-escler\u00f3cio e a mela ou murcha-de-teia-mic\u00e9lica.\n\nEntre as principais doen\u00e7as f\u00fangicas, podem ser citadas a antracnose, a mancha-angular, a ferrugem, a sarna, o carv\u00e3o, o o\u00eddio e a mancha-de-alternaria. As doen\u00e7as bacterianas mais comuns em lavouras de feij\u00e3o comum, no Brasil, s\u00e3o o crestamento bacteriano comum e a murcha-de-curtobacterium. As principais pragas incluem a mosca-branca, vaquinhas, cigarrinha-verde e carunchos.\n\n<strong>Armazenamento do feij\u00e3o: <\/strong>tempo, temperatura, m\u00e9todos\n\nQuanto menos tempo ficarem armazenados, melhor ser\u00e1 a qualidade dos feij\u00f5es. A condi\u00e7\u00e3o de temperatura mais favor\u00e1vel, por um per\u00edodo de 6 meses, deve ser um ambiente frio, mas n\u00e3o abaixo de zero, sendo o ideal entre 20\u00baC e 25\u00baC, e umidade relativa m\u00e9dia de 75%.\n\n<strong>O armazenamento de feij\u00e3o pode ser feito por dois m\u00e9todos: <\/strong>a granel ou em sacaria. No Brasil, em geral, prevalece a sacaria. No Nordeste, \u00e9 mais comum o armazenamento de pequenas quantidades, normalmente at\u00e9 uma tonelada, em pequenos cilindros met\u00e1licos, tambores, garrafas, entre outros, abrigados das intemp\u00e9ries, usualmente num c\u00f4modo da pr\u00f3pria resid\u00eancia.\n<h4>Beneficiamento do Feij\u00e3o<\/h4>\nNo beneficiamento, o feij\u00e3o destinado ao consumo \u00e9 apenas escovado por uma m\u00e1quina na unidade de beneficiamento. Esta opera\u00e7\u00e3o \u00e9 feita para melhorar sua apar\u00eancia, pureza f\u00edsica e varietal, bem como sua germina\u00e7\u00e3o e vigor.\n<h6><\/h6>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Feij\u00e3o\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/feijao16.jpg\" alt=\"Feij\u00e3o\" width=\"239\" height=\"260\" \/><strong>\nFeij\u00e3o<\/strong><\/p>\n<strong>Feij\u00e3o<\/strong> \u00e9 uma variedade de sementes do feijoeiro que \u00e9 da fam\u00edlia do fabaceae, que \u00e9 chamado de leguminosas. O feij\u00e3o comum e o mais consumido no mundo s\u00e3o do g\u00eanero &#8220;Phaseolus Vulgaris&#8221; Existem diversidades gen\u00e9ticas tanto para as esp\u00e9cies silvestres como as cultivadas.\n\n<strong>Do g\u00eanero Phaseolus, existe aproximadamente 55 esp\u00e9cies, das quais s\u00f3 cinco s\u00e3o cultivadas:<\/strong> seria (Phaseolus Vulgaris) o <strong>feij\u00e3o<\/strong> comum &#8211; (Phaseolus Lunatus) o <strong>feij\u00e3o<\/strong> de Lima &#8211; (Phaseolus Coccineus) o feij\u00e3o Ayocote &#8211; (Phaseolus Acutifolius) o <strong>feij\u00e3o<\/strong> Tepari &#8211; e o (Phaseolus Polyanthus).\n\nO feijoeiro tem uma boa adapta\u00e7\u00e3o em diversos climas o que permite seu cultivo durante todo ano. O consumo do feij\u00e3o inibe o surgimento de doen\u00e7as e controla as dosagens do sangue.\n\nExistem varias hip\u00f3teses para explicar a origem do feij\u00e3o.\n\nH\u00e1 arqueol\u00f3gicos que dizem que cerca de 10.000 a.C., que o feij\u00e3o tenha sido utilizado na Am\u00e9rica do Sul, no Peru e transportado para a Am\u00e9rica do Norte. H\u00e1 hip\u00f3teses que a domestica\u00e7\u00e3o do feijoeiro dos tipos selvagens iguais a do tipo crioulas simp\u00e1ticas foram encontradas no M\u00e9xico.\n\nTamb\u00e9m h\u00e1 refer\u00eancias de que existiam cultivos do feij\u00e3o na Gr\u00e9cia antiga e no Imp\u00e9rio Romano, onde o feij\u00e3o era usado para votar, o feij\u00e3o branco representava um sim e o feij\u00e3o preto representava um n\u00e3o. Eram usados tamb\u00e9m como s\u00edmbolo de vida, utilizado ate mesmo como pagamento de apostas.\n\nExistem relatos antigos do feij\u00e3o que ocorreram na B\u00edblia, no Egito, nas ru\u00ednas de Tr\u00f3ia, no Imp\u00e9rio Romano, nas cortes inglesas e francesas, onde o feij\u00e3o fazia parte da dieta dos guerreiros para as guerras, ajudando assim o seu uso e cultivo.\n\nO feij\u00e3o foi levado para a Europa em 1540, seu cultivo livrou a Europa da fome, aumentando assim a expectativa de vida.\n\nJ\u00e1 no Brasil os \u00edndios, por volta do s\u00e9culo XVI, chamavam o feij\u00e3o de &#8220;comanda&#8221;, eles comiam com farinha. Quando os portugueses aqui chegaram, agregaram a esta refei\u00e7\u00e3o e a espalharam por todo o Brasil. Os portugueses trouxeram receitas para o Brasil alguns ingredientes como orelha, focinho, rabo e lingui\u00e7a de porco.\n\nO feij\u00e3o tamb\u00e9m faz parte do prato principal da culin\u00e1ria brasileira que \u00e9 a feijoada. Ha quem diga que a feijoada come\u00e7ou a ser feita nas senzalas a partir de 1.549 com a chegada dos primeiros escravos da \u00c1frica.\n\n<strong>Existem diversa variedades de feij\u00e3o:<\/strong>\n<blockquote>Azuki\nBolinha\nBranco\nCan\u00e1rio\nCarioca\nCorda\nEncarnado\nEngopa\nFava Ga\u00facha\nFava Fresca\nFava Seca\nFrad\u00e3o\nFrade\nFradinho\nJalo Manteiga\nManteiguinha de Santar\u00e9m\nMinifeij\u00f5es de Tocantins\nMulatinho\nMungo\nOlho-de-Peixe\nPalhacinho\nPreto\nRajado\nRoxinho\nVerde\nVermelho<\/blockquote>\nO feij\u00e3o carioca \u00e9 o mais resistente as pragas, tem o nome de carioca ou carioquinha por lembrar das cal\u00e7adas de Copacabana do Rio de Janeiro. Ele \u00e9 utilizado tamb\u00e9m como marcador de cartela do jogo do bingo e truco.\n\n<strong>Dicas<\/strong>\n\nO melhor feij\u00e3o \u00e9 aquele que tem no m\u00e1ximo um ano, ele depois de cozido aumenta de tamanho e s\u00f3 deve colocar o sal ap\u00f3s o seu cozimento evitando assim o seu endurecimento.\n\n<strong>Safra<\/strong>\n\nA sua safra teve uma redu\u00e7\u00e3o de 10,19% em 2.004 com rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, devido aos pre\u00e7os desfavor\u00e1veis praticado no mercado por ocasi\u00e3o do plantio.Por esse motivo foi preciso importar quantidades extras do produto para atender a necessidade interna. O principal produtor em 2.004 foi o Paran\u00e1 produzindo 22,40% do total produzido no pa\u00eds. Hoje \u00e9 quase uma referencia nacional, representando 80% do mercado brasileiro.\n\nFonte: www.sadia.com.br\/www.mre.gov.br\/www.historiadaalimentacao.ufpr.br\/www.seagri.ba.gov.br\/www.nostramamma.com.br\/www.sociedadedigital.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Feij\u00e3o, Tipo, Uso, Brasil, Benef\u00edcios, Origem, Planta, Variedade, Preto, Mundo, Valor, Composi\u00e7\u00e3o, Propriedades, Alimenta\u00e7\u00e3o, Hist\u00f3ria, Feij\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":27584,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[64],"tags":[65],"class_list":["post-27581","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-alimentos-2","tag-alimentos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Feij\u00e3o - 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