{"id":27515,"date":"2016-01-22T00:00:00","date_gmt":"2016-01-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/cara\/"},"modified":"2026-09-01T18:14:01","modified_gmt":"2026-09-01T18:14:01","slug":"cara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/alimentos-2\/cara\/","title":{"rendered":"Car\u00e1"},"content":{"rendered":"\nO <strong>car\u00e1<\/strong> \u00e9 planta do grupo das oler\u00edcolas, muito r\u00fastica, que produz tub\u00e9rculos comest\u00edveis; \u00e9 amplamente cultivada em regi\u00f5es tropicais e serve de alimento nas Am\u00e9rica Central e Sul, na \u00c1sia e nas ilhas do Pac\u00edfico.\n<h4>Bot\u00e2nica\/Descri\u00e7\u00e3o \/ Variedades<\/h4>\nO cara pertence a fam\u00edlia Dioscoriaceae, Dicotyledonea e ao g\u00eanero Dioscorea, que tem mais de 600 esp\u00e9cies, quatorze das quais tem seus tub\u00e9rculos utilizados como alimento.\n\n\u00c9 uma planta herb\u00e1cea trepadeira (em geral) com tub\u00e9rculos subterr\u00e2neos (a\u00e9reos em algumas esp\u00e9cies), caule vol\u00favel, folhas estreitas em forma de ponta-de-faca. Os tub\u00e9rculos s\u00e3o feculentos e cont\u00e9m vitaminas de complexo B.\n\nAs principais esp\u00e9cies s\u00e3o Discorea cayenensis, lam. Africana, com v\u00e1rios tipos (Car\u00e1-da-Costa, Car\u00e1 Tabica, Car\u00e1 Negro) e a D. alatah., com os tipos (Car\u00e1 S. Tom\u00e9, Car\u00e1 Mandioca, Car\u00e1 Fl\u00f3rida). O Car\u00e1-da-Costa \u00e9 rico em carboidratos, prote\u00ednas, Vit. C, riboflavina e \u00e1cido nicotinico.\n\nEm Pernambuco e Para\u00edba a variedade mais plantada \u00e9 o Car\u00e1-da-Costa, bastante produtiva (at\u00e9 40t\/ha), tub\u00e9rculos com pel\u00edcula escura, polpa branca e enxuta, formato cil\u00edndrico e alongado, caule com 2-4m. de comprimento, com boa aceita\u00e7\u00e3o comercial. N\u00e3o dispensa tutoramento.\n\nNo sudeste cultiva-se o tipo Fl\u00f3rida &#8211; resistente ao mal-da-requeima &#8211; tem tub\u00e9rculos com casca marrom &#8211; clara, forma alongada, polpa granulosa, bom aspecto comercial. O Maranh\u00e3o come\u00e7a a cultivar esse tipo.\n\n<strong>A composi\u00e7\u00e3o por 100g. de polpa do tub\u00e9rculo \u00e9: <\/strong>calorias (135), prote\u00edna (2,3g.), c\u00e1lcio (28mg.), f\u00f3sforo (52mg.), ferro (2,9g.), Vit. A (30mg.), Vit. B1 (0,04mg.), Vit. B2 (0,02mg.) e Vit. C (35mg.)\n<h4>Utilidade do <strong>Car\u00e1<\/strong><\/h4>\nO car\u00e1 \u00e9 um alimento rico em carboidratos (feculento) muito consumido por habitantes de pa\u00edses tropicais; na culin\u00e1ria pode ser utilizado como substituto da batata inglesa, da batata doce e da macaxeira. \u00c9 alimento de f\u00e1cil digestibilidade, indicado para dietas.\n\nAlgumas esp\u00e9cies tem valor farmacol\u00f3gico.\n\nPor o tub\u00e9rculo n\u00e3o se deteriorar ap\u00f3s a colheita, pode conservar-se \u00e0 sombra em estado natural por at\u00e9 90 dias, por sua rusticidade e valor aliment\u00edcio seu cultivo merece aten\u00e7\u00e3o no Nordeste brasileiro.\n<h4>Necessidades da Planta<\/h4>\n<blockquote><strong>Clima: <\/strong>Planta de clima tropical o car\u00e1 desenvolve-se bem em regi\u00f5es quentes e \u00famidas em faixa de latitude N e S de 30\u00ba (linha equatorial). Temperatura entre 25-30\u00baC, chuvas em torno de 1.500mm.\/ano com esta\u00e7\u00e3o seca definida de 2 a 5 meses. A planta n\u00e3o tolera frio e geadas.<strong>\nSolos: <\/strong>Devem ser leves de textura pouco arenosa, profundos, com boa drenagem, ricos em mat\u00e9ria org\u00e2nica e com boa capacidade de reten\u00e7\u00e3o de umidade. O solo deve estar \u00famido no per\u00edodo de crescimento da planta. Deve-se evitar solos \u00e1cidos, solos com textura argilosa e os declivosos sujeitos \u00e0 eros\u00e3o. No Nordeste o car\u00e1 tamb\u00e9m medra em solos de aluvi\u00e3o.<\/blockquote>\n<h4>Propaga\u00e7\u00e3o do Car\u00e1<\/h4>\n\u00c9 feita atrav\u00e9s de tub\u00e9rculos &#8211; semente inteiros ou por tub\u00e9rculos &#8211; semente cortados transversalmente; em cada tub\u00e9rculo h\u00e1 v\u00e1rias gemas latentes que brotam quando as condi\u00e7\u00f5es ambientes s\u00e3o favor\u00e1veis (originam plantinhas). Podem ser utilizados com peso entre 50g. e 250g., com bom aspecto sanit\u00e1rio.\n\nS\u00f3 tub\u00e9rculos com peso de 150g. ou acima devem ser eleitos para divis\u00e3o em 2-3 peda\u00e7os a servirem de material de plantio; o corte pode ser feito por ocasi\u00e3o do plantio ou com uma pequena anteced\u00eancia (corte 3 dias antes ou at\u00e9 1 dia antes colocando peda\u00e7os \u00e0 sombra).\n\nOs peda\u00e7os devem ser armazenados em local ventilado e estarem protegidos da umidade , do calor e da insola\u00e7\u00e3o. H\u00e1 correla\u00e7\u00e3o positiva entre o peso do tub\u00e9rculo utilizado no plantio e a produtividade (tub\u00e9rculos com 100, 150, 200 ,250g. de peso produziram, respectivamente, 23,4t. 28,1, 32,1 e 35,5t.\/ha de car\u00e1).\n<h4>Plantio<\/h4>\nAntes do in\u00edcio do per\u00edodo chuvoso, mesmo com a terra seca; meses de novembro e dezembro no Nordeste brasileiro.\n\nO plantio pode ser feito em covas altas (matumbos) ou em camalh\u00f5es; isso evita o apodrecimento dos tub\u00e9rculos e facilita o arejamento e a drenagem do solo.\n\nAs covas altas s\u00e3o feitas com enxada ou cavadeira articulada abre-se covas com 0,35 x 0,35 x 0,30m. (de profundidade). Mistura-se adubo + terra retirada da cova, coloca-se a mistura na cova formando cova alta. Os camalh\u00f5es (leir\u00f5es) podem ser feitos com dois oper\u00e1rios com enxadas movimentando o solo de lados opostos levantam camalh\u00f5es com 30-35cm. de altura; o trator de pneu tracionando sulcador ou arado de aiveca ou arado de disco levanta leir\u00f5es com 30-35cm. de altura sem dificuldades.\n\n<strong>Espa\u00e7amento:<\/strong> para sistema em cova alta 1,2m. entre fileiras por 0,8m., entre plantas; para sistema em camalh\u00f5es de 0,4m. gasta-se 2.100Kg.\/ha de tub\u00e9rculo &#8211; semente e com o espa\u00e7amento de 0,6m. gasta-se 1.400Kg.\/ha, no plantio em mont\u00edculo ou cova funda (1,25&#215;0,8m.) gasta-se 500Kg.\/ha.\n\nO preparo do solo exige ara\u00e7\u00e3o a 30cm. de profundidade (para enterrar o mato) seguida de gradagem.\n\nDe ordin\u00e1rio o <strong>car\u00e1<\/strong> aproveita bem res\u00edduos de adubos de outras lavouras. Caso deseje-se adubar aplicar 10-12t.\/ha de esterco de curral bem curtido 30 dias antes do plantio incorporando bem ao solo ou aplicar 3t.\/ha de esterco de galinha.\n\nNo cume dos camalh\u00f5es s\u00e3o colocados manualmente, os tub\u00e9rculos em covas com 5-8cm. de profundidade e cobertos com terra; deve-se cobrir o camalh\u00e3o com camada de capim ou outro material.\n<h4>Tratos Culturais<\/h4>\nAp\u00f3s o brotamento do tub\u00e9rculo deve-se proceder ao tutoramento fincando-se varas (tutor) de madeira roli\u00e7a com 2m. de comprimento com 2,5cm. de di\u00e2metro ao lado da planta, para ajudar o caule vol\u00favel a subir. Com espa\u00e7amento 0,4-0,6m., usar 1 vara para 2 plantas. A variedade Fl\u00f3rida dispensa tutoramento.\n\nCapinas e amontoas ao longo do ciclo da cultura e cobertura morta em torno da planta.\n\nPara rota\u00e7\u00e3o de culturas, usa-se milho, vagens, adubos verdes, outras hortali\u00e7as.\n<h4>Pragas e Doen\u00e7as<\/h4>\nFormiga cortadeira (Atta sp) e nematoides (apodrecem tub\u00e9rculos) atacam o car\u00e1; usar formicidas e tub\u00e9rculos sadios.\n\nAs doen\u00e7as s\u00e3o requeima, mosaico e antracnose.\n<h4>Colheita\/Rendimento<\/h4>\nO ponto de colheita \u00e9 indicado quando as plantas apresentam muitas folhas amarelas e os ramos come\u00e7am a secar. A colheita \u00e9 manual (enxad\u00f5es) ou com arado de aiveca.\n\nP\u00f3s colheita os tub\u00e9rculos devem ser lavados, selecionados, embalados e postos a sombra. N\u00e3o devem ser feridos.\n\nO rendimento geral e de 20t.\/ha; pode chegar a 40t.\/ha.\n\n<strong>BIBLIOGRAFIA <\/strong>\n\nMAARA &#8211; EMBRAPA\/Banco do Nordeste Circular T\u00e9cnica n.\u00ba 18 &#8211; Maio 1998 Teresina &#8211; Piau\u00ed.\nEDITORA ABRIL Guia Rural Plantar &#8211; 1992 S\u00e3o Paulo &#8211; SP\n<h4>Inhame e Car\u00e1<\/h4>\n<h4>Benef\u00edcios<\/h4>\n<blockquote>Rico em amido\nRica fonte de beta-caroteno\nBoa fonte de vitaminas C e do complexo B\nCont\u00e9m c\u00e1lcio, f\u00f3sforo e ferro\nO inhame \u00e9 um alimento especialmente recomendado na preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as como dengue,mal\u00e1ria e febre amarela.<\/blockquote>\n<strong>Inconvenientes<\/strong>\n<blockquote>Estraga rapidamente\nAlgumas variedades s\u00e3o t\u00f3xicas.<\/blockquote>\nO nome cient\u00edfico do car\u00e1 \u00e9 Dioscorea alata L. Ao que tudo indica o nome deste tub\u00e9rculo \u00e9 derivado da palavra senegalesa \u00f1am, que significa &#8221;para comer&#8221;. Ele foi trazido para o Brasil das ilhas de Cabo Verde e S\u00e3o Tom\u00e9 ainda no per\u00edodo colonial e se adaptou muito bem ao nosso clima . O alto teor de amido e vitaminas do complexo B conferem ao inhame a fama de ser um alimento altamente energ\u00e9tico.\n\nEm termos medicinais o inhame \u00e9 considerado um poderoso depurativo do sangue e, de acordo com o Estudo Nacional da Despesa Familiar realizado pelo IBGE, \u00e9 recomendado tamb\u00e9m na preven\u00e7\u00e3o da mal\u00e1ria, do dengue e da febre amarela. Al\u00e9m disso, ele fortalece o sistema imunol\u00f3gico e aumenta a fertilidade nas mulheres.\n\n<strong>Todas as partes do vegetal podem ser consumidas: <\/strong>o tub\u00e9rculo, as folhas e os talos.\n\nO tub\u00e9rculo, comum em supermercados, pode ser consumido cozido, como uma alternativa \u00e0 batata, ou na forma de pur\u00eas e sopas cremosas. O inhame descascado \u00e9 branco e tem uma consist\u00eancia muito firme, mas ap\u00f3s ser cozido fica com um tom levemente azulado e torna-se macio.\n\nExiste uma grande variedade de inhames, entre as quais o inhame-branco, o inhame-bravo, o inhame-cigarra, o inhame-da-china (tamb\u00e9m chamado de inhame-car\u00e1) e o inhame-taioba.\n\nO inhame-gigante, nativo da \u00c1frica, \u00e9 raro e pode chegar a pesar 45 kg. Algumas pessoas confundem o inhame com um outro tub\u00e9rculo rico em amido &#8211; o car\u00e1. entretanto tratam-se de dois tub\u00e9rculos distintos.\n\nO car\u00e1 j\u00e1 era conhecido nas Am\u00e9ricas quando os portugueses aqui chegaram. Da mesma forma que o inhame, o car\u00e1 \u00e9 um alimento altamente energ\u00e9tico, rico em carboidratos e, por isso, um dos tub\u00e9rculos preferidos dos adeptos de dietas vegetarianas.\n<h4>Origem<\/h4>\nDesde o per\u00edodo pr\u00e9-hist\u00f3rico, \u00e9 cultivado e consumido pelos japoneses (com o nome de satoimo), antes mesmo de cultivarem o arroz. Simboliza a prosperidade e \u00e9 muito consumido em grandes festividades, como na entrada do Ano Novo.\n\n\u00c9 muito confundido com o inhame, talvez porque na \u00c1frica, YAM signifique FOME, ent\u00e3o, tudo que mata a fome, chamam de inhame, por analogia. O car\u00e1 j\u00e1 era conhecido nas Am\u00e9ricas, quando os portugueses aqui chegaram.\n<h4>Caracter\u00edsticas<\/h4>\n<strong>A confus\u00e3o que as pessoas fazem entre o car\u00e1 e o inhame \u00e9 muito grande, pois, na verdade, t\u00eam muita coisa em comum, mas as formas s\u00e3o diferentes:<\/strong>\n<blockquote>O inhame \u00e9 arredondado e liso;\nO car\u00e1 \u00e9 comprido, como a batata-doce e tem alguns p\u00ealos ou filamentos; <strong>\nOutra caracter\u00edstica na composi\u00e7\u00e3o:<\/strong> o car\u00e1 tem menor teor de a\u00e7\u00facar do que o inhame.<\/blockquote>\n<h4>Tipos<\/h4>\n<strong>Existem in\u00fameras variedades de car\u00e1, e entre as mais conhecidas destacam-se: <\/strong>\n<blockquote><strong>Car\u00e1<\/strong>-pedra<strong>\nCar\u00e1<\/strong>-do-mato<strong>\nCar\u00e1<\/strong>-do-ar<strong>\nCar\u00e1<\/strong>-a\u00e7u<strong>\nCar\u00e1<\/strong>-da-terra<strong>\nCar\u00e1<\/strong>-de-caboclo<strong>\nCar\u00e1<\/strong>-de-sapateiro<strong>\nCar\u00e1<\/strong>-do-campo <strong>\nCar\u00e1<\/strong>-inhame<\/blockquote>\nDeve-se ter especial aten\u00e7\u00e3o com as esp\u00e9cies de proced\u00eancia duvidosa, pois algumas delas s\u00e3o venenosas, podendo causar graves danos \u00e0 sa\u00fade e at\u00e9 a morte.\n\nNo Nordeste brasileiro, costuma-se comer o inhame ou o car\u00e1 cozidos e com um pouco de mel ou melado no caf\u00e9 da manh\u00e3.\n\n<strong>\u00c9 bom para<\/strong>\n\nPessoas com alto gasto energ\u00e9tico, porque \u00e9 um alimento cal\u00f3rico, com a vantagem de ser de digest\u00e3o f\u00e1cil e r\u00e1pida.\n\nMacio, \u00e9 indicado a beb\u00eas, idosos e convalescentes.\n\n<strong>N\u00e3o \u00e9 bom para<\/strong>\n\nQuem faz regime &#8211; deve consumir pouco, pois \u00e9 rico em carboidratos e cal\u00f3rico.\n\nPessoas com obstipa\u00e7\u00e3o intestinal precisam combin\u00e1-lo com salada de folhas (tem pouca fibra).\n\n\u00c9 encontrado nos mercados municipais, feiras livres e supermercados. Pesa em geral entre 300 e 500g, mas pode ser encontrado nas &#8221;Casas do Norte&#8221; em tamanhos grandes (mas de 2 quilos). A colora\u00e7\u00e3o tem de ser marrom uniforme. \u00c9 oblongo e possui filamentos dispersos na superf\u00edcie.\n\nDeve estar bem firme e sem danos na casca &#8211; talhos na superf\u00edcie podem expor a polpa \u00famida, alojar fungos e favorecer o apodrecimento precoce. Evite tamb\u00e9m se estiver com as extremidades ocas ou amolecidas. Conserva-se por longo tempo \u00e0 temperatura ambiente em local seco e arejado, protegido da luz.\n<h4>Como se prepara<\/h4>\nPode ser consumido frito ou assado. Cozinhe-o com ou sem casca. Mantendo a casca na coc\u00e7\u00e3o, nutrientes como vitaminas e minerais hidrossol\u00faveis n\u00e3o se perdem. Ap\u00f3s descascar, deixe-o imerso em \u00e1gua com vinagre para n\u00e3o escurecer. Ao cozinhar, apenas cubra com \u00e1gua fervente salgada.\n\nCortado em cubos de 2 por 2 cent\u00edmetros, cozinhar em 6 minutos, portanto, em sopas, n\u00e3o misture com cenoura, por exemplo, que demora mais para cozinhar. Ao cozinhar inteiro, verifique com o garfo se j\u00e1 est\u00e1 macio. Ap\u00f3s esfriar, puxe a casca com faca. Cozido, pode ser fritado, refogado ou passado em manteiga ou azeite e servido polvilhado com ervas.\n<h4>Do Rec\u00f4ncavo<\/h4>\n<strong>Cooperativa e novas t\u00e9cnicas abrem mercado para inhame do Rec\u00f4n<\/strong>\n\nUma atividade de tradi\u00e7\u00e3o familiar no Rec\u00f4ncavo baiano est\u00e1 ganhando for\u00e7a e melhorando a qualidade de vida dos agricultores locais. Desde 1997, com a cria\u00e7\u00e3o da Cooperrec\u00f4ncavo, instalada em Maragogipe, a produ\u00e7\u00e3o de inhame na regi\u00e3o aumentou mais de 15 vezes com a ado\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas mais modernas de plantio e com a garantia de comercializa\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da cooperativa.\n\nDe acordo com Ramiro Augusto Magalh\u00e3es Passos, gerente regional da EBDA (Empresa Baiana de Desenvolvimento Agropecu\u00e1rio) em Cruz das Almas, &#8221;a empresa come\u00e7ou a fazer um trabalho junto aos produtores e fortaleceu bem o trabalho de assist\u00eancia t\u00e9cnica a partir de 1999, quando passou de uma \u00e1rea de 200 hectares para 700 hectares plantados, elevando n\u00e3o s\u00f3 a \u00e1rea plantada como a quantidade de toneladas produzida&#8221;. A EBDA \u00e9 uma das parceiras na cria\u00e7\u00e3o da cooperativa.\n\nRamiro Passos destacou que o trabalho desenvolvido por t\u00e9cnicos da EBDA junto \u00e0 cooperativa para ajudar os agricultores a incrementar a sua produ\u00e7\u00e3o vem dando um bom resultado. Quem atesta \u00e9 o produtor Glic\u00e9rio Pereira Barros, 54 anos, que considera a cria\u00e7\u00e3o da cooperativa muito boa. &#8221;Ela foi buscar o empr\u00e9stimo para aumentar a nossa produ\u00e7\u00e3o, que era pequena e aumentou bastante. Isso foi bom porque a gente produzindo mais pode ajudar mais a fam\u00edlia&#8221;, disse.\n\nDesde crian\u00e7a seu Glic\u00e9rio conhece o cultivo do inhame e agora est\u00e1 aprendendo a aumentar a sua produtividade e melhorar a qualidade de seu produto. &#8221;Os t\u00e9cnicos da EBDA sempre d\u00e3o orienta\u00e7\u00f5es sobre o modo de plantar, porque antes a gente plantava de um jeito e hoje em dia estamos fazendo isso melhor&#8221;, contou.\n\nO produtor C\u00e9sar Vila Verde, 29 anos, disse que o apoio constante da EBDA e dos t\u00e9cnicos da cooperativa est\u00e1 orientando o produtor a obter uma melhor produ\u00e7\u00e3o. &#8221;Mudamos a forma de produzir e com isso a nossa produ\u00e7\u00e3o aumentou em mais de 100%. Antigamente, a regi\u00e3o plantava menos. Hoje, com a cooperativa incentivando, os produtores est\u00e3o plantando mais porque t\u00eam a garantia da comercializa\u00e7\u00e3o e conseq\u00fcentemente o retorno em mat\u00e9ria de valor, pois a cooperativa foi buscar novos mercados, inclusive o internacional&#8221;, ressaltou.\n\nEle disse que, al\u00e9m de uma melhoria na qualidade de vida dos produtores de inhame da regi\u00e3o, o aumento da produ\u00e7\u00e3o ocasionado pela introdu\u00e7\u00e3o do trabalho cooperativado tamb\u00e9m est\u00e1 evitando o \u00eaxodo da popula\u00e7\u00e3o em busca de emprego em outras cidades. &#8221;As pessoas hoje t\u00eam estabilidade, est\u00e3o se desenvolvendo e os filhos dos produtores v\u00e3o estudar na cidade, tanto em Cruz das Almas, quanto em Maragogipe. Antes n\u00e3o se via isso&#8221;, afirmou.\n<h4>Exporta\u00e7\u00e3o<\/h4>\nO trabalho que vem sendo desenvolvido pela Cooperrec\u00f4ncavo com o apoio t\u00e9cnico da EBDA est\u00e1 assegurando ao inhame \u0092made in Bahia\u0092 espa\u00e7o at\u00e9 mesmo no mercado internacional. &#8221;Exportamos para a Fran\u00e7a, a Inglaterra e estamos mantendo contatos para exportar para os Estados Unidos&#8221;, disse o vice-presidente da cooperativa, Raimundo Barros Bury.\n\nEle destacou que est\u00e1 havendo um incremento nas exporta\u00e7\u00f5es, &#8221;pois inicialmente mand\u00e1vamos um cont\u00eainer por m\u00eas e agora estamos mandando cerca de tr\u00eas&#8221;. Somente para a Fran\u00e7a s\u00e3o enviadas mensalmente 23 toneladas, mas o inhame baiano tamb\u00e9m est\u00e1 sendo vendido para estados como Pernambuco, Alagoas e Sergipe.\n\nRaimundo Bury ressaltou que apoio do governo estadual tem sido muito importante para os produtores. &#8221;O governo est\u00e1 realmente incentivando o nosso trabalho, nos deu um galp\u00e3o e um trator. Atrav\u00e9s da EBDA, est\u00e1 fazendo um trabalho excelente, nos ajudando muito na parte t\u00e9cnico.\n\nA produ\u00e7\u00e3o esperada na pr\u00f3xima safra \u00e9 de 15.225 toneladas, sendo que 20% dever\u00e1 ser exportada. Para o produtor Paulo Jos\u00e9 Vitena, o sabor da variedade cultivada na regi\u00e3o \u00e9 o grande diferencial para que o inhame baiano esteja conquistando novos mercados. &#8221;O tipo cultivado na regi\u00e3o \u00e9 o inhame <strong>car\u00e1<\/strong> da costa, porque foi o que mais se adaptou ao nosso clima e \u00e0 nossa maneira de plantar&#8221;, ressaltou Vitena, explicando ainda que o car\u00e1 da costa n\u00e3o tem fia\u00e7\u00f5es e \u00e9 mais macio do que outras variedades.\n\nCom uma \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o de 1.366 hectares, a Cooperrec\u00f4ncavo beneficia indiretamente 1.154 produtores e conta com 316 cooperados estabelecidos principalmente em Maragogipe, S\u00e3o F\u00e9lix, S\u00e3o Felipe e Cruz das Almas. A maioria \u00e9 formada por pequenos arrendat\u00e1rios, mas h\u00e1 tamb\u00e9m os que s\u00e3o donos de suas pr\u00f3prias terras.\n<h4>Benef\u00edcios<\/h4>\nO inhame (Colocasia esculenta) \u00e9 conhecido em v\u00e1rios pa\u00edses do mundo por suas propriedades medicinais de alto poder curativo, sendo citado em diversos livros sagrados e cl\u00e1ssicos m\u00e9dicos de todos os tempos.\n\nDe grande poder desintoxicante e depurativo, o inhame apresenta ainda propriedades medicinais que lhe atribuem o status de rem\u00e9dio em alguns pa\u00edses do oriente, sendo recomendado para o tratamento de doen\u00e7as como reumatismo, artrite, \u00e1cido \u00farico, inflama\u00e7\u00f5es em geral, viroses e micoses.\n\nO <strong>inhame<\/strong> possui ainda a propriedade de restaurar e manter o sistema imunol\u00f3gico saud\u00e1vel e resistente. Na \u00c1frica, foi constatado que o tub\u00e9rculo \u00e9 respons\u00e1vel pelo aumento da fertilidade das mulheres que o consomem habitualmente.\n<h4>Citricultura<\/h4>\nOs excelentes resultados obtidos atrav\u00e9s do trabalho cooperativado v\u00eam inspirando outros setores da agricultura na regi\u00e3o. No in\u00edcio deste m\u00eas, citricultores, autoridades pol\u00edticas, estudantes e membros de diversas institui\u00e7\u00f5es dos oito munic\u00edpios produtores de laranja no Rec\u00f4ncavo baiano se reuniram no I Semin\u00e1rio de Integra\u00e7\u00e3o do Cooperativismo da Citricultura do Rec\u00f4ncavo Baiano para discutir a proposta de cria\u00e7\u00e3o para uma cooperativa de citricultores.\n\nO evento foi o primeiro passo para tentar fortalecer essa atividade que \u00e9 a base de sustenta\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica dos lavradores da regi\u00e3o. &#8221;T\u00ednhamos por obriga\u00e7\u00e3o estimular a forma\u00e7\u00e3o de cooperativas a fim de que os lavradores tenham meios de conquistar maior facilidade em tecnologia, apoio de institui\u00e7\u00f5es no sentido de criar meios que favore\u00e7am o desenvolvimento e os conhecimentos de que eles tanto necessitam&#8221;, disse o presidente do Oceb (Sindicato e Organiza\u00e7\u00e3o das Cooperativas do Estado da Bahia), Orlando Colavolpe.\n\n&#8221;Queremos fazer com que essa cultura volte a florescer, trazendo maior aporte financeiro n\u00e3o s\u00f3 para eles, mas em forma de tributos para o munic\u00edpio e, ao mesmo tempo, diminuindo a depend\u00eancia de empregos, para que eles mesmos sejam os gestores das propriedades que possuem, mas que no momento est\u00e3o em dificuldade financeira e de produ\u00e7\u00e3o&#8221;, destacou Colavolpe.\n\nPara a secret\u00e1ria de Agricultura do munic\u00edpio de Cabaceiras do Paraguassu, Adaildes Jesus da Silva, que participou do evento, a realiza\u00e7\u00e3o desse semin\u00e1rio \u00e9 de extrema import\u00e2ncia. &#8221;Apresentamos produtores que t\u00eam uma s\u00e9rie de dificuldades no cultivo e comercializa\u00e7\u00e3o de sua colheita e acho que se eles encontrarem esses incentivos com a funda\u00e7\u00e3o dessa cooperativa central vai ser muito melhor para que eles possam escoar a sua produ\u00e7\u00e3o com melhores pre\u00e7os&#8221;, observou.\n\nDurante as palestras, foram tratados temas que mostraram a necessidade da forma\u00e7\u00e3o das cooperativas, bem como a import\u00e2ncia dos conhecimentos cient\u00edficos na \u00e1rea de agricultura para que os agricultores possam usufruir da terra n\u00e3o s\u00f3 o seu sustento, mas o bem-estar de suas fam\u00edlias e do seu munic\u00edpio.\n\nOrlando Colavolpe prev\u00ea que, ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o desse primeiro semin\u00e1rio, &#8221;certamente uma carta de inten\u00e7\u00e3o ser\u00e1 feita no sentido de que se comecem de imediato os trabalhos de forma\u00e7\u00e3o de cooperativas. Tenho certeza de que esse passo inicial vai ter continuidade&#8221;.\n\nO car\u00e1 constitui uma fam\u00edlia de plantas muito importantes como recurso alimentar nas regi\u00f5es de clima tropical, especialmente na Am\u00e9rica Central, Am\u00e9rica do Sul, \u00c1sia e ilhas do oceano Pac\u00edfico.\n\nNo Brasil, ocorre certa confus\u00e3o entre o car\u00e1 e o inhame, talvez pelo fato de que, em espanhol, o car\u00e1 \u00e9 referido como \u0093igname\u0094 ou \u0093n\u00e3me\u0094.\n\nNa regi\u00e3o centro-sul do Brasil a esp\u00e9cie mais cultivada \u00e9 a Dioscorea alata. As folhas s\u00e3o estreitas, em forma de ponta de lan\u00e7a, muito menores e bem diferentes das do inhame.\n\nOs diversos tipos de car\u00e1 variam quanto \u00e0 forma, cor e tamanho. A polpa \u00e9 esbranqui\u00e7ada.\n<h4>Valores Nutricionais<\/h4>\nOs car\u00e1s s\u00e3o bastante energ\u00e9ticos e cont\u00eam uma quantidade moderada de vitaminas do grupo B, vitamina C e minerais, entre os quais se destaca o pot\u00e1ssio.\n\n<strong>100 g cont\u00eam, em m\u00e9dia:<\/strong>\n<table class=\"tabelaCalorias\" border=\"0\" width=\"53%\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<td rowspan=\"4\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Macrocomponentes<\/strong><\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Glic\u00eddios (g)<\/strong><\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">23<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Prote\u00ednas (g)<\/strong><\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Lip\u00eddios (g)<\/strong><\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">0<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Fibras alimentares (g)<\/strong><\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">4<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td rowspan=\"5\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Vitaminas<\/strong><\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Vitamina A1 (mg)<\/strong><\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">0<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Vitamina B1 (mg)<\/strong><\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">112<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Vitamina B2 (mg)<\/strong><\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">32<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Vitamina B3 (mg)<\/strong><\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">0<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Vitamina C (mg)<\/strong><\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">17<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td rowspan=\"5\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Minerais<\/strong><\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>S\u00f3dio (mg)<\/strong><\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">9<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Pot\u00e1ssio (mg)<\/strong><\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">816<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>C\u00e1lcio (mg)<\/strong><\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">17<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>F\u00f3sforo (mg)<\/strong><\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">55<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Ferro (mg)<\/strong><\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">0<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Conte\u00fado energ\u00e9tico (kcal)<\/strong><\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>103<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h4>Como Comprar<\/h4>\nEscolha os de menor tamanho, firmes e sem brotos.\n\nO peso m\u00e9dio est\u00e1 entre 300 e 500 gramas, mas pode ser encontrado bem maior, de 2 quilos ou mais. A cor deve ser marrom, apresenta alguns pelos ou filamentos na casca, normalmente firme e lisa, isto \u00e9, sem danifica\u00e7\u00f5es.\n<h4>Como Conservar<\/h4>\nConserva-se em temperatura ambiente por at\u00e9 30 dias.\n\nPode ser mantido em local seco, arejado e ao abrigo da luz, por algum tempo, sem perder suas propriedades, principalmente se estiver coberto por terra \u0096 embrulhar em jornal, conserva mais ainda; n\u00e3o \u00e9 aconselh\u00e1vel guardar na geladeira, pois poder\u00e1 deteriorar mais rapidamente.\n<h4>Como Consumir<\/h4>\nConsome-se geralmente ap\u00f3s cozimento. Pode tamb\u00e9m ser assado ou frito. O pur\u00ea de car\u00e1s \u00e9 muito apreciado.\n\nAl\u00e9m das maneiras j\u00e1 citadas, o car\u00e1 pode ser usado para preparar p\u00e3es, doces e no acompanhamento de pratos salgados em geral. Em todo o nordeste do Brasil, \u00e9 muito comum, logo pela manh\u00e3, servir o car\u00e1 ou o inhame cozido, com mel ou melado por cima.\n\n<strong>Modo de preparar:<\/strong>\n\nPode ser frito, assado, cozinhado, neste caso, \u00e9 aconselh\u00e1vel faz\u00ea-lo com a casca, pois, como j\u00e1 foi falado antes em rela\u00e7\u00e3o a outras hortali\u00e7as, assim os principais nutrientes s\u00e3o mantidos. Se optar por descascar, deixe o car\u00e1 imerso numa vasilha com \u00e1gua misturada com vinagre, caso contr\u00e1rio, apresentar\u00e1 uma cor escura.\n\nPara cozinhar, deixe por cerca de 5 a 6 minutos, cortado em cubos pequenos, para facilitar o cozimento. Se preferir cozinh\u00e1-lo inteiro, fa\u00e7a-o at\u00e9 ficar macio, espetando um garfo periodicamente. Deixe esfriar e puxe a casca com uma faca, facilitando para fritar, refogar, passar na manteiga ou no azeite.\n<h4>Composi\u00e7\u00e3o<\/h4>\n\u00c9 rico em carboidratos e serve como boa fonte de energia. N\u00e3o \u00e9 t\u00e3o cal\u00f3rico quanto a batata inglesa ou a batata doce, porque \u00e9 composto por mais de 80% de \u00e1gua.\n\n<strong>Tem ainda:<\/strong>\n<blockquote>Carboidratos;\nProte\u00ednas;\nF\u00f3sforo;\nC\u00e1lcio;\nFerro;\nPot\u00e1ssio;\nVitaminas B1 e B2.<\/blockquote>\n<strong>Valor Cal\u00f3rico:<\/strong> <strong>\u00c0 100 gramas =<\/strong> 120 calorias\n<h4>Indica\u00e7\u00f5es Terap\u00eauticas<\/h4>\n<strong>Recomend\u00e1vel: <\/strong>\n<blockquote>Para quem tem grandes desgastes f\u00edsicos (atletas, trabalhadores bra\u00e7ais, etc.), porque, como j\u00e1 foi dito, \u00e9 altamente energ\u00e9tico e de f\u00e1cil e r\u00e1pida digest\u00e3o\nQuando \u00e9 amassado, \u00e9 ideal para beb\u00eas, idosos e convalescentes;\nAuxilia a digest\u00e3o;\nEstimula o apetite;\nAuxilia no crescimento.<\/blockquote>\n<strong>N\u00e3o recomend\u00e1vel: &#8211;<\/strong> Para pessoas que fazem regime para emagrecer, por ser muito cal\u00f3rico.\n\n<strong>Observa\u00e7\u00e3o: <\/strong>Quem tem tend\u00eancia \u00e0 pris\u00e3o de ventre, deve combinar o car\u00e1 com salada de folhas, pois ele tem pouco teor de fibras.\n\n<strong>Melhor variedade: <\/strong>Fl\u00f3rida.\n\n<strong>\u00c9poca de plantio:<\/strong> Junho &#8211; agosto.\n\n<strong>Espa\u00e7amento: Para o mercado da capital:<\/strong> 70 x 25cm; <strong>para o interior:<\/strong> 80 x 30cm.\n\n<strong>Sementes necess\u00e1rios:<\/strong> Uma a tr\u00eas toneladas de tub\u00e9rculos &#8211; semente\/hectare.\n\n<strong>Combate \u00e0 eros\u00e3o:<\/strong> Plantio em faixas de n\u00edvel.\n\n<strong>Aduba\u00e7\u00e3o:<\/strong> Aproveitar o efeito residual dos adubos aplicados para a cultura do ano anterior. Em terras fracas, aplicar 10t\/ha de esterco.\n\n<strong>Tratos culturais: <\/strong>Herbicidas, capinas manuais e amontoas com sulcadores.\n\n<strong>Combate \u00e0 mol\u00e9stias e pragas: <\/strong>Dispens\u00e1vel para variedades resistentes, como a indicada.\n\n<strong>\u00c9poca de colheita: <\/strong>Abril &#8211; novembro.\n\n<strong>Produ\u00e7\u00e3o normal: <\/strong>20-30t\/ha de tub\u00e9rculos.\n\n<strong>Melhor rota\u00e7\u00e3o: <\/strong>Hortali\u00e7as batata-doce, milho e adubos verdes.\n\n<strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong>\n\nPlantar, no alto dos camalh\u00f5es, tub\u00e9rculos inteiros ou peda\u00e7os cortados transversalmente, pesando entre 50 e 100g.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Car\u00e1\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/cara-h16.jpg\" alt=\"Car\u00e1\" width=\"339\" height=\"232\" \/><\/p>\n<strong>Partes Usadas: <\/strong>Rizomas\n\n<strong>Fam\u00edlia: <\/strong>Dioscoriaceae\n<h4><strong>Caracter\u00edsticas<\/strong><\/h4>\nPertence \u00e0 fam\u00edlia Dioscoriaceae, Dicotyledonea e ao g\u00eanero Dioscorea, que tem mais de 600 esp\u00e9cies, quatorze das quais tem seus tub\u00e9rculos utilizados como alimento. S\u00e3o plantas herb\u00e1ceas trepadeiras (em geral) com tub\u00e9rculos subterr\u00e2neos (a\u00e9reos em algumas esp\u00e9cies), caule vol\u00favel, folhas estreitas em forma de ponta-de-faca.\n\nOs tub\u00e9rculos s\u00e3o feculentos e cont\u00e9m vitaminas de complexo B. As principais esp\u00e9cies s\u00e3o Discorea cayenensis, lam. Africana, com v\u00e1rios tipos (Car\u00e1-da-Costa, Car\u00e1 Tabica, Car\u00e1 Negro) e a D. alatah., com os tipos (Car\u00e1 S. Tom\u00e9, Car\u00e1 Mandioca, Car\u00e1 Fl\u00f3rida). O Car\u00e1-da-Costa \u00e9 rico em carboidratos, prote\u00ednas, Vit. C, riboflavina e \u00e1cido nicotinico.\n\n<strong>Dicas de Cultivo<\/strong>\n\nDesenvolve-se bem em regi\u00f5es quentes e \u00famidas e n\u00e3o tolera frio e geadas. Deve-se evitar solos \u00e1cidos, solos com textura argilosa e os declivosos sujeitos \u00e0 eros\u00e3o.\n\n<strong>\u00c9poca de plantio: <\/strong>in\u00edcio do per\u00edodo chuvoso, mesmo com a terra seca; meses de novembro e dezembro no Nordeste brasileiro.\n\n<strong>Outros Nomes:<\/strong> Inhame; <strong>Esp<\/strong>.: \u00f1ame;\n\n<strong>Princ\u00edpios ativos: <\/strong>\u00c9 rico em carboidratos, prote\u00ednas, Vitamina C, riboflavina e \u00e1cido nicotinico.\n\n<strong>Propriedades: <\/strong>Energ\u00e9tica e nutriente.\n\n<strong>Indica\u00e7\u00f5es: <\/strong>Pode substituir a batata em v\u00e1rios pratos como sopas, caldos, pur\u00eas e refogados. Tamb\u00e9m pode ser usado na forma de p\u00e3o, bolo, creme, biscoito, pir\u00e3o, panquecas e tortas.\n<h4><strong>INHAME<\/strong><\/h4>\n<strong>INHAME<\/strong> <strong>Colocasia esculenta<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><strong><i><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Car\u00e1\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/cara-h17.jpg\" alt=\"Car\u00e1\" \/><\/i><\/strong><\/p>\n<strong>Partes usadas: <\/strong>Folhas e raiz\n\n<strong>Fam\u00edlia: <\/strong>Ar\u00e1ceas\n<h4><strong>Caracter\u00edsticas<\/strong><\/h4>\nHerb\u00e1cea cuja por\u00e7\u00e3o subterr\u00e2nea produz tub\u00e9rculos em geral comest\u00edveis, das quais existem mais de 150 esp\u00e9cies e cerca de 600 cultivares usados para fins agr\u00edcolas. Suas folhas cordiforme s\u00e3o comest\u00edveis. Origin\u00e1rio do sudeste asi\u00e1tico, o inhame \u00e9 cultivado desde a antiguidade. Foi trazido para o Brasil da ilhas de Cabo Verde e S\u00e3o Tom\u00e9 ainda no per\u00edodo colonial.\n\n<strong>Dicas de Cultivo<\/strong>\n\nDesenvolve bem em temperaturas amena a quente (n\u00e3o tolera frio e geada), em solos arenosos ou de textura m\u00e9dia, f\u00e9rteis, ricos em mat\u00e9ria org\u00e2nica e boa disponibilidade de \u00e1gua durante todo o desenvolvimento vegetativo. Propaga-se atrav\u00e9s de rizomas de menor tamanho.\n\n<strong>Principio ativo: <\/strong>Rico em vitamina a, b, c, c\u00e1lcio, ferro, f\u00f3sforo, flavonas e lignanas.\n\n<strong>Outros Nomes:<\/strong> Taro, inhame-branco, car\u00e1 (regi\u00e3o norte), inhame-branco, taioba-de-S\u00e3o-Tom\u00e9.\n\n<strong>Propriedades: <\/strong>Depurativa, emoliente e cicatrizante,antiinflamat\u00f3ria, diur\u00e9tica, mineralizante.\n\n<strong>Indica\u00e7\u00f5es<\/strong>\n\nPromove cicatriza\u00e7\u00e3o de \u00falceras. Sua raiz \u00e9, conforme alguns autores e pesquisadores, serve para atenuar casos de lepra. Os m\u00e9dicos orientais recomendam comer inhame para fortificar os g\u00e2nglios linf\u00e1ticos, que s\u00e3o os postos avan\u00e7ados de defesa do sistema imunol\u00f3gico.\n\n<strong>\u00c9 um dos alimentos medicinais mais eficientes que se conhece:<\/strong> faz muitas impurezas do sangue sa\u00edrem atrav\u00e9s da pele, dos rins, dos intestinos.\n\nNo come\u00e7o do s\u00e9culo j\u00e1 se usava elixir de inhame para tratar s\u00edfilis. Em caso de tumor no seio ou em outros lugares junto \u00e0 pele \u00e9 \u00f3timo usar o emplastro de inhame durante uma semana antes de operar, pois ele vai aumentar esse tumor atraindo toda subst\u00e2ncia semelhante que houver no interior do corpo e evitar outros tumores.\n\nServe ainda para baixar febres. Desinflama cicatrizes, elimina o sangue pisado de contus\u00f5es, abcessos e tumores. Pode ser usado imediatamente ap\u00f3s fraturas ou queimaduras para evitar incha\u00e7o e dor, e tamb\u00e9m em processos inflamat\u00f3rios de hemorroidas, apendicites, artrites, reumatismos, sinusites, pleurisias, nevralgias, neurites, eczemas.\n<h4>Car\u00e1 parece inhame mas n\u00e3o \u00e9<\/h4>\nO car\u00e1 \u00e9 uma hortali\u00e7a tipo rizoma, cujos valores j\u00e1 eram loucados pelo Padre Anchieta em seus escritos. Apesar de n\u00e3o se conhecer com certeza, acredita-se que seja origin\u00e1rio do oeste da \u00c1frica.\n\nO car\u00e1 foi introduzido no Brasil pelos escravos. \u00c9 um alimento energ\u00e9tico, e tamb\u00e9m destaca-se com fonte de vitaminas do complexo B. Pertence \u00e0 fam\u00edlia Diocoreacea.\n\nPodem ser cultivados o car\u00e1 subterr\u00e2neo, algumas vezes confundido com o inhame, e o car\u00e1 a\u00e9reo, comum em algumas regi\u00f5es do interior do Brasil, mas dificilmente encontrado no mercado das grandes cidades.\n<h4>Como comprar<\/h4>\nO car\u00e1 pode ter tamanhos e formatos diferentes, atingindo de 500g a 3 Kg. Evite comprar car\u00e1s murchos ou brotados. Escolha aqueles firmes, sem partes mofadas ou amolecidas. Pequenas les\u00f5es na casca podem ser retiradas durante o descascamento sem prejudicar a qualidade interna.\n\nApesar de serem mais resistentes ao manuseio do que a maioria das hortali\u00e7as, os car\u00e1s devem ser escolhidos com cuidado, pois as \u00e1reas danificadas apodrecem mais rapidamente.\n\nAs maiores ofertas e os menores pre\u00e7os ocorrem de abril a outubro.\n<h4>Como conservar<\/h4>\nO car\u00e1 se conserva bem por mais de 15 dias sem necessidade de refrigera\u00e7\u00e3o, desde que mantidos em locais frescos, secos, escuros e arejados. Quando mantidos por muito tempo na geladeira, os rizomas t\u00eam o sabor alterado e a brota\u00e7\u00e3o acelerada.\n\nPara congelar o car\u00e1, cozinhe-o, amasse-o como um pur\u00ea, acondicione em vasilha de pl\u00e1stico e leve ao congelador. Se quiser, acrescente uma colher de sopa de manteiga para cada 1\/2 kg de pur\u00ea.\n<h4>Como consumir<\/h4>\nO car\u00e1 \u00e9 consumido sempre na forma cozida, ap\u00f3s a retirada da casca. Pode substituir a batata em v\u00e1rios pratos como sopas, caldos, pur\u00eas e refogados. Tamb\u00e9m pode ser usado na forma de p\u00e3o, bolo, creme, biscoito, pir\u00e3o, panquecas e tortas.\n\nO descongelamento pode ser feito \u00e0 temperatura ambiente, diretamente ao fogo durante o preparo do prato ou no forno de microondas.\n\n<strong>Dicas<\/strong>\n\nO car\u00e1 pode ser consumido cozido, com manteiga de garrafa no caf\u00e9 da manh\u00e3.\n\n<strong>Temperos que combinam com car\u00e1<\/strong>: alho, cebola, a\u00e7afr\u00e3o, sal, folhas de louro, pimenta, lim\u00e3o, sal, or\u00e9gano e pimenta a gosto\n<h4><strong>Descri\u00e7\u00e3o e caracter\u00edstica da planta<\/strong><\/h4>\n<strong>Para evitar confus\u00e3o de nomes de plantas, \u00e9 importante esclarecer o seguinte:<\/strong>\n<blockquote><strong>1)<\/strong> Na regi\u00e3o Nordeste do Brasil, o car\u00e1 que estamos abordando aqui \u00e9 conhecido como inhame; <strong>\n2)<\/strong> Na regi\u00e3o Sudeste, o inhame \u00e9 uma outra planta da fam\u00edlia das Ar\u00e1ceas e o seu nome cient\u00edfico \u00e9 <i>Colocasia esculenta<\/i>. Recentemente, pesquisadores brasileiros propuseram que o car\u00e1 passe a ser denominado \u0093inhame\u0094, enquanto que o inhame da regi\u00e3o Sudeste passe para \u0093taro\u0094. A proposta para essa altera\u00e7\u00e3o foi feita porque o nome inhame \u00e9 atribu\u00eddo \u00e0s plantas do g\u00eanero Dioscorea.<\/blockquote>\nO <strong>car\u00e1<\/strong> \u00e9 uma planta de cultura anual, herb\u00e1cea, caule tipo trepador, mas adapta-se bem \u00e0 forma rasteira.\n\nAs folhas s\u00e3o inteiras, estreitas, com formato de lan\u00e7a e de cor verde-clara a verde-escura. Os tub\u00e9rculos (batatas) s\u00e3o produzidos na parte subterr\u00e2nea.\n\nExistem esp\u00e9cies que produzem tub\u00e9rculos a\u00e9reos e outras que produzem tub\u00e9rculos subterr\u00e2neos gigantes com mais de 1,50 metro de comprimento e 40 quilos de peso.\n\nAs plantas se desenvolvem bem em condi\u00e7\u00f5es de temperaturas amena a quente, solos perme\u00e1veis e leves (de prefer\u00eancia os arenosos), f\u00e9rteis, ricos em mat\u00e9ria org\u00e2nica e boa disponibilidade de \u00e1gua durante todo o ciclo da planta. A\n\npropaga\u00e7\u00e3o \u00e9 feita atrav\u00e9s de tub\u00e9rculos-sementes com 60 a 150 gramas cada, pois tub\u00e9rculos muito grandes n\u00e3o trazem vantagens.\n\nA colheita dos tub\u00e9rculos \u00e9 feita 8 a 10 meses ap\u00f3s o plantio, quando as folhas ficam amarelas e os ramos secam.\n\nDependendo de esp\u00e9cies e variedades, a parte comest\u00edvel dos tub\u00e9rculos pode ser branca, amarela, rosada ou roxa e a casca pode ser mais ou menos rugosa, com colora\u00e7\u00e3o esbranqui\u00e7ada ao castanho-escura. Eles podem ser armazenados por 4 a 6 meses \u00e0 temperatura ambiente, portanto bem maior que a batata-doce e a mandioca.\n<h4><strong>Produ\u00e7\u00e3o e produtividade<\/strong><\/h4>\nO <strong>car\u00e1<\/strong> \u00e9 cultivado em todas as regi\u00f5es tropicais e subtropicais.\n\nSegundo a FAO &#8211; Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o, em 2002, a produ\u00e7\u00e3o mundial chegou a 37,5 milh\u00f5es de toneladas em aproximadamente 4 milh\u00f5es de hectares. A \u00c1frica Ocidental e a Am\u00e9rica Central produzem cerca 95% do total.\n\n<strong>No Brasil, os seguintes estados se destacam na produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Bahia, Para\u00edba, Pernambuco, Alagoas e Maranh\u00e3o. A produtividade pode variar de 15 a 25 toneladas de tub\u00e9rculos por hectare. Para a comercializa\u00e7\u00e3o de tub\u00e9rculos, o tamanho ideal \u00e9 aquele com cerca de 300 gramas.\n<h4><strong>Utilidade<\/strong><\/h4>\n<strong>O<\/strong>s tub\u00e9rculos s\u00e3o consumidos principalmente cozidos com carnes, em sopas e com saladas, mas usados tamb\u00e9m para fins industriais.\n\nEles t\u00eam alto valor nutritivo e energ\u00e9tico, pois s\u00e3o ricos em carboidratos, gr\u00e3os de amido, vitamina B (tiamina, riboflavina, niacina), vitamina A e \u00e1cido asc\u00f3rbico.\n\nFonte: www.seagri.ba.gov.br\/www.herbario.com.br\/www.ceasacampinas.com.br\/www.agrov.com\/www.cantoverde.org\/www.cnph.embrapa.br\/globoruraltv.globo.com\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Car\u00e1, Inhame, Utilidade, Tipo, Origem, Benef\u00edcios, Valor, Composi\u00e7\u00e3o, Planta, Variedades, Import\u00e2ncia, Brasil, Caracter\u00edsticas, Car\u00e1<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":27518,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[64],"tags":[65],"class_list":["post-27515","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-alimentos-2","tag-alimentos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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