{"id":27192,"date":"2016-01-22T00:00:00","date_gmt":"2016-01-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/pequi\/"},"modified":"2026-09-01T18:10:55","modified_gmt":"2026-09-01T18:10:55","slug":"pequi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/alimentos-2\/pequi\/","title":{"rendered":"Pequi"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n&nbsp;\n\n<strong>Nome popular:<\/strong> pequi\u00e1-bravo\n<strong>Nome cient\u00edfico:<\/strong> Caryocar brasiliense Camb\n<strong>Fam\u00edlia bot\u00e2nica:<\/strong> Caryocaceae<strong>\nNomes populares:<\/strong> pequi, piqui, gr\u00e3o-de-cavalo, am\u00eandoa-de-espinho, piqui\u00e1-bravo, pequi\u00e1, pequi\u00e1-pedra, pequerim, suari e piqui\u00e1. <strong>\nOrigem: <\/strong>Brasil &#8211; Regi\u00f5es de Cerrado<b>\nPartes usadas:<\/b> Toda\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Pequi\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ppequi-12.jpg\" alt=\"Pequi\" \/><strong>\nPequi<\/strong><\/p>\n\n<h4>Caracter\u00edsticas da planta<\/h4>\n\u00c1rvore de at\u00e9 10 m de altura com tronco tortuoso de casca \u00e1spera e rugosa.\n\nAs folhas pilosas s\u00e3o formadas por 3 fol\u00edolos com as bordas recortadas.\n\nFlores grandes amarelas que surgem durante os meses de setembro a dezembro.\n\n<strong>Piqui <\/strong>ou <strong>pequi<\/strong> origina-se do Tupi \u0093pyqui\u0094, onde py = casca, e qui = espinho ( Funda\u00e7\u00e3o Centro Tecnol\u00f3gico de Minas Gerais, 1983), referindo-se aos espinhos do endocarpo do fruto (parte dura do caro\u00e7o). \u00c1rvore que atinge 10 m de altura, o piquizeiro \u00e9 uma das mais importantes plantas para a alimenta\u00e7\u00e3o do homem do campo e que cada vez mais conquista destaque nos card\u00e1pios dos restaurantes de comidas t\u00edpicas da regi\u00e3o.\n\nOcorrendo em campo, cerrado, cerrad\u00e3o e em \u0093murunduns\u0094da Bahia, Distrito Federal, Goi\u00e1s, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e S\u00e3o Paulo, \u00e9 considerado tamb\u00e9m ornamental, pelo formato da copa e pelo arranjo externo das suas alvas flores. Floresce de junho a outubro e frutifica de agosto a janeiro.\n\nSuas folhas, ricas em tanino, fornecem subst\u00e2ncia tintorial, usadas pelas tecel\u00e3s (Barradas,1971). O caule, com madeira bastante resistente, \u00e9 usado como fonte de carv\u00e3o sider\u00fargico. As ra\u00edzes prestam-se para a prepara\u00e7\u00e3o de cavernames de pequenas embarca\u00e7\u00f5es.\n\nA polpa dos frutos cozidos, usada na alimenta\u00e7\u00e3o humana, tem grande aceita\u00e7\u00e3o com farinha, arroz, feij\u00e3o e galinha. Tanto pode ser usada na fabrica\u00e7\u00e3o de licores ou sab\u00f5es caseiros como na alimenta\u00e7\u00e3o de animais dom\u00e9sticos, ovinos e su\u00ednos. Serve tamb\u00e9m de alimento aos animais silvestres, como arara, cotia, tatu-peba e veados. Era comum a \u0093espera\u0094(ca\u00e7a) dos veados na \u00e9poca de flora\u00e7\u00e3o do piqui. O gado tamb\u00e9m se alimenta desses frutos, por\u00e9m torna-se problem\u00e1tica a a\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica, devido aos espinhos, n\u00e3o s\u00f3 no processo de degluti\u00e7\u00e3o como no de rumina\u00e7\u00e3o (HOEMO,1939).\n\n\u00c9 bastante disseminada na medicina popular regional a utiliza\u00e7\u00e3o do \u00f3leo do piqui adicionado ao mel de abelha contra gripes e bronquites. Na d\u00e9cada de 40, o \u00f3leo de piqui era usado no preparo da \u0093Emuls\u00e3o de piqui\u0094e o \u0093piqui\u00f3leo\u0094, para tratamento das doen\u00e7as do aparelho respirat\u00f3rio. Al\u00e9m do aspecto medicinal, esse \u00f3leo de piqui \u00e9 usado na alimenta\u00e7\u00e3o e na ind\u00fastria de cosm\u00e9tico para fabrica\u00e7\u00e3o de cremes e sabonetes.\n<h4>Fruto<\/h4>\nA polpa de colora\u00e7\u00e3o amarelo-intensa envolve um caro\u00e7o duro formado por grande quantidade de pequenos espinhos. Frutifica de laneiro a abril.\n<h4>Cultivo<\/h4>\nO plantio por sementes ocorre na esta\u00e7\u00e3o chuvosa. Prefere climas quentes sendo ideais as regi\u00f5es Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil. Desenvolvimento das mudas \u00e9 lento. Cada planta fornece em m\u00e9dia 6 mil frutos ao ano.\n\nEm janeiro, o ar da regi\u00e3o e das cozinhas do Cerrado recende ao perfume desprendido por uma frutinha chamada <strong>pequi<\/strong>.\n\n<strong>Primeiro, s\u00e3o os animais silvestres que se alvoro\u00e7am:<\/strong> abelhas e outros insetos; p\u00e1ssaros de todos os tamanhos; pequenos e m\u00e9dios roedores e os mam\u00edferos do Cerrado; pacas, cotias, tatus, pre\u00e1s, veados&#8230;\n\n<strong>Depois os homens:<\/strong> fam\u00edlias inteiras se deslocam para iniciar a &#8220;apanha&#8221; do <strong>pequi<\/strong>, que se desprende facilmente dos ramos das \u00e1rvores nativas, espalhan-do-se pelos cerrados e matas do Brasil Central.\n\nLogo mais, a fruta j\u00e1 pode ser encontrada por todo lado, nas pequenas vilas ou nas ruas centrais de cidades grandes como Goi\u00e2nia, Bras\u00edlia e at\u00e9 Belo Horizonte, onde ambulantes vendem o <strong>pequi<\/strong> rec\u00e9m-colhido.\n\nO fruto, do tamanho de uma pequena laranja, est\u00e1 maduro quando sua casca, que permanece sempre da mesma cor verde-amarelada, amolece.\n\nPartida a casca, encontram-se, em cada fruto, uma, duas, tr\u00eas ou quatro am\u00eandoas tenras envoltas por uma polpa amarela, branca ou r\u00f3sea, o verdadeiro atrativo da planta. A \u00fanica contra-indica\u00e7\u00e3o s\u00e3o os espinhos finos, min\u00fasculos e penetrantes existentes bem no n\u00facleo do caro\u00e7o, sendo preciso muito cuidado ao mastig\u00e1-lo para chupar a polpa.\n\n<strong>O pequi \u00e9 muito apreciado nas regi\u00f5es onde ocorre:<\/strong> o arroz, o frango e o feij\u00e3o cozidos com pequi s\u00e3o pratos fortes da culin\u00e1ria regional; o licor de pequi tem fama nacional; e h\u00e1, tamb\u00e9m, uma boa variedade de receitas de doces aromatiza-dos com seu sabor.\n\n<strong>Apesar disso, n\u00e3o h\u00e1 unanimidade: <\/strong>existem pessoas que n\u00e3o podem nem mesmo sentir o penetrante cheiro do fruto maduro. Outras, no entanto, que o apreciam verdadeiramente, n\u00e3o conseguem passar pela safra do <strong>pequi<\/strong> sem consumi-lo aos montes, aproveitando o desejo contido durante o resto do ano.\n\nAtualmente \u00e9 poss\u00edvel encontrar a polpa do <strong>pequi<\/strong> ou a pr\u00f3pria fruta inteira congelada, mas os seus amantes dizem que n\u00e3o h\u00e1 nada como o pequi apanhado e degustado na \u00e9poca da matura\u00e7\u00e3o.\n\nAltamente cal\u00f3rico, al\u00e9m do sabor perfumado e \u00fanico que faz com que seja usado como ingrediente e condimento no preparo de v\u00e1rios pratos, a polpa do <strong>pequi<\/strong> cont\u00e9m uma boa quantidade de \u00f3leo comest\u00edvel (cerca de 60%) e \u00e9 rico em vitamina A e prote\u00ednas Assim, transforma-se, tamb\u00e9m, em importante elemento na complementa\u00e7\u00e3o alimentar e na nutri\u00e7\u00e3o de toda uma popula\u00e7\u00e3o.\n\nA am\u00eandoa do <strong>pequi<\/strong>, pela alta porcentagem de \u00f3leo que cont\u00e9m e por suas caracter\u00eds-ticas qu\u00edmicas, pode ser tamb\u00e9m utilizada com vantagem na ind\u00fastria cosm\u00e9tica para a produ\u00e7\u00e3o de sabonetes e cremes.\n\nInfelizmente, para seu pr\u00f3prio azar, a madeira da \u00e1rvore do <strong>pequi<\/strong> produz, tamb\u00e9m, um excelente carv\u00e3o vegetal, que tem sido largamente explorado. Nos \u00faltimos anos, o fogo das caieiras e das queimadas tem sido o maior respons\u00e1vel pela consider\u00e1vel diminui\u00e7\u00e3o dos exemplares nativos do pequizeiro no Cerrado. E, assim, a \u00e1rvore de frutos t\u00e3o apreciados e nutritivos j\u00e1 est\u00e1 correndo risco de extin\u00e7\u00e3o.\n\nNa tentativa de salvar o <strong>pequizeiro<\/strong> e o <strong>pequi,<\/strong> os t\u00e9cnicos do Centro de Pesquisa Agropecu\u00e1ria do Cerrado da EMBRAPA do Distrito Federal, da mesma forma como v\u00eam fazendo com outras plantas na-tivas da regi\u00e3o, est\u00e3o trabalhan-do na produ\u00e7\u00e3o de mudas, que j\u00e1 est\u00e3o sendo distribuidas.\n\nSeu objetivo \u00e9 iniciar uma campanha pela explora\u00e7\u00e3o ra-cional do <strong>pequizeiro<\/strong>, utilizando-o especialmente em \u00e1reas de reflorestamento.\n\nAl\u00e9m dos cientistas preocupados com a preserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie e de seus amantes nativos, o perfume do <strong>pequi<\/strong> sempre despertou paix\u00f5es.\n\nPatativa do Assar\u00e9, por exemplo, poeta popular cearense associou o <strong>pequi<\/strong> ao verdadeiro fruto proibido. Dizem at\u00e9 que o pequi teria propriedades afrodis\u00edacas e que, durante sua safra, as mulheres teriam mais facilidade para engravidar.\n<h4>As frutas t\u00eam essa virtude<\/h4>\nOs sabores e os sentidos que provocam fazem criar e recriar hist\u00f3rias m\u00edticas.\n\nO <strong>pequi<\/strong>, como \u00e9 mais conhecido e como foi tratado at\u00e9 aqui, \u00e9 identificado no dicion\u00e1rio de Pio Corr\u00eaa como piqui\u00e1-bravo.\n\nQualquer que seja o nome que se lhe atribua, trata-se do fruto que nasce em uma \u00e1rvore de tamanho m\u00e9dio \u00e9 que \u00e9 pr\u00f3pria do Cerrado brasileiro.\n\nNo mesmo livro de Pio Corr\u00eaa, aparece um outro fruto, bastante semelhante ao anterior, que \u00e9 denominado piqui\u00e1-verdadeiro. A este, estamos simplesmente chamando de piqui\u00e1 (Caryocar villosum)\n\nSe o <strong>pequi<\/strong> floresce e frutifica no Cerrado, o piqui\u00e1 \u00e9 t\u00edpico das matas amaz\u00f4nicas de terras firmes.\n\nAssim como o <strong>pequizeiro<\/strong>, 0 <strong>piquiazeiro<\/strong> tem muita import\u00e2ncia para as popula\u00e7\u00f5es interioranas, que ainda preservam 0 h\u00e1bito de cultiv\u00e1- lo. E, no entanto, raramente cultivado nas grandes cidades amaz\u00f4nicas, embora alguns exemplares sejam encontrados ornamentando ruas e pra\u00e7as de Manaus.\n\n<strong>Ambos os frutos, pequi e piqui\u00e1, t\u00eam as mesmas caracter\u00edsticas:<\/strong> a polpa do fruto do piquiazeiro, cozida ou crua, \u00e9 tamb\u00e9m comest\u00edvel, constituindo-se em fonte de gordura e alimento.\n\nA grande e not\u00e1vel diferen\u00e7a entre as duas esp\u00e9cies reside nas dimens\u00f5es da planta como um todo. Em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1rvore que d\u00e1 o <strong>pequi<\/strong>, o piquiazeiro \u00e9 muito alto, alcan\u00e7ando at\u00e9 40 metros de altura na mata fechada e apresentan-do, em sua base arredondada, um di\u00e2metro que pode chegar aos 5 metros de extens\u00e3o.\n\n<strong>Reside ai um dos grandes segredos da natureza: <\/strong>a capacidade de adapta\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies aos ambientes em que se desenvolvem.\n\nFonte: www.bibvirt.futuro.usp.br\n<h6>Pequi<\/h6>\n<p class=\"google\"><\/p>\nNo bioma Cerrado ocorrem mais de 10.000 esp\u00e9cies arb\u00f3reas, arbustivas e herb\u00e1ceas.\n\nDentre essas esp\u00e9cies pelo menos duas centenas possuem import\u00e2ncia econ\u00f4mica reconhecida tanto pelas popula\u00e7\u00f5es tradicionais quanto pela pesquisa.\n\nUma das principais esp\u00e9cies nativas do Cerrado, sob do ponto de vista econ\u00f4mico, ecol\u00f3gico e social, \u00e9 o<strong> pequi.<\/strong>\n\n<strong>Corpo:<\/strong>\n\nO bioma Cerrado ocorre continuamente no Planalto Central do Brasil, ocupando cerca de 2.000.000 Km2 e \u00e9 formado por um conjunto de fitofisionomias florestais, sav\u00e2nicas e campestres. As florestas representam \u00e1reas com predomin\u00e2ncia de esp\u00e9cies arb\u00f3reas, enquanto que as savanas referem-se \u00e0s \u00e1reas com \u00e1rvores e arbustos espalhados sobre um estrato graminoso. J\u00e1 o termo campo designa \u00e1reas com predomin\u00e2ncia de esp\u00e9cies herb\u00e1ceas e algumas arbustivas espalhadas.\n\nNo bioma Cerrado ocorrem mais de 10.000 esp\u00e9cies arb\u00f3reas, arbustivas e herb\u00e1ceas. Dentre essas esp\u00e9cies pelo menos duas centenas possuem import\u00e2ncia econ\u00f4mica reconhecida tanto pelas popula\u00e7\u00f5es tradicionais quanto pela pesquisa. Contudo, esse n\u00famero tende a crescer, pois grande parte das plantas do Cerrado ainda n\u00e3o \u00e9 bem estudada. Mas h\u00e1 enorme potencial medicinal, madeireiro e frut\u00edfero, da maioria das esp\u00e9cies presente nesse ecossistema.\n\nUma das principais esp\u00e9cies nativas do Cerrado, sob do ponto de vista econ\u00f4mico, ecol\u00f3gico e social, \u00e9 o pequi. O nome cient\u00edfico do pequi \u00e9 Caryocar brasiliense, da fam\u00edlia das Cariocar\u00e1ceas. O pequi ocorre amplamente no Cerrado, do sul do Par\u00e1 at\u00e9 o Paran\u00e1.\n\nA flora\u00e7\u00e3o dos pequizeiros geralmente coincide com o in\u00edcio da esta\u00e7\u00e3o chuvosa. Essa esp\u00e9cie possui flores grandes, posicionadas para fora da copa, caracter\u00edstica essa que permite que morcegos e outros animais possam visitar as flores e poliniz\u00e1-las. J\u00e1 houve registro de veado-campeiro e paca comendo as flores do pequizeiro.\n\nA produ\u00e7\u00e3o dos frutos de pequi inicia-se em dezembro e prolonga-se at\u00e9 fevereiro. A dispers\u00e3o dos frutos pode ser efetuada por animais como a ema, a gralha-de-topete, a cotia e a arara-canind\u00e9.\n\nComercializado em feiras livres de quase toda a regi\u00e3o do Planalto Central, o pequi \u00e9 apreciado pelo sabor, bem como pelo valor nutritivo dos frutos. O fruto pode conter vinte vezes mais teor de vitamina A se comparado com a cenoura. O pequi pode ser utilizado in natura, em conserva e em licores. O \u00f3leo extra\u00eddo da polpa do pequi \u00e9 usado na cozinha tradicional como substituto da banha, e o \u00f3leo extra\u00eddo da am\u00eandoa tem sido usado na fabrica\u00e7\u00e3o de cosm\u00e9ticos. A quantidade de \u00f3leo e frutos comercializados numa cidade de porte m\u00e9dio pode representar cerca de 50% da renda anual de fam\u00edlias que ali trabalham com pequi.\n\nComo o pequi \u00e9 muito procurado pelo homem sobram poucos frutos sadios para que a esp\u00e9cie possa perpetuar-se na natureza. As queimadas, a matan\u00e7a indiscriminada dos animais e o desmatamento do Cerrado podem levar o pequi \u00e0 extin\u00e7\u00e3o. Tanto \u00e9 que em alguns locais est\u00e1 tornando-se cada vez mais dif\u00edcil obter pequis, pois a oferta vem caindo \u00e0 medida em que o desmatamento avan\u00e7a.\n\nO <strong>pequi<\/strong> \u00e9 bastante indicado na revegeta\u00e7\u00e3o de \u00e1reas, por ser esp\u00e9cie nativa e de uso econ\u00f4mico. Por\u00e9m, as sementes do pequi apresentam forte dorm\u00eancia, o que significa que as sementes n\u00e3o germinam ou atrasam esse processo, mesmo em condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis. Diversas esp\u00e9cies possuem essa caracter\u00edstica, que, na verdade, \u00e9 uma adapta\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie \u00e0s condi\u00e7\u00f5es ambientais. A esp\u00e9cie entra em estado de &#8220;repouso&#8221; para germinar na esta\u00e7\u00e3o mais prop\u00edcia ao seu desenvolvimento, garantindo a perpetua\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie. Portanto, necessitamos conhecer bem a esp\u00e9cie para quebrar a dorm\u00eancia das sementes e conseguir produzir as mudas. Informa\u00e7\u00f5es sobre produ\u00e7\u00e3o de mudas de pequi podem ser obtidas na Embrapa Cerrados.\n\n<strong>Para assegurar a conserva\u00e7\u00e3o e uso planejado dessa importante esp\u00e9cie, bem como de toda a biodiversidade do Cerrado, \u00e9 fundamental realizar a\u00e7\u00f5es e pesquisas, que: <\/strong>\n<blockquote>Verifique o impacto do extrativismo na regenera\u00e7\u00e3o natural das popula\u00e7\u00f5es de pequi;\nEstimule a\u00e7\u00f5es de recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas de Cerrado;\nUtilize racionalmente as esp\u00e9cies nativas, com coleta de frutos programada, onde a perpetua\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie seja garantida;\nReconhe\u00e7a a import\u00e2ncia em estudar os animais polinizadores e dispersores do pequi;\nProteja e garanta \u00e1reas para sobreviv\u00eancia das esp\u00e9cies animais polinizadores e dispersores do pequi;\nDetermine a distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica potencial da esp\u00e9cie e proteja locais de maior ocorr\u00eancia;\nGaranta a sobreviv\u00eancia e a preserva\u00e7\u00e3o de ra\u00e7as de pequizeiros com caracter\u00edsticas comerciais importantes;\nAmplie o conhecimento sobre os requerimentos do pequi quanto \u00e0 germina\u00e7\u00e3o, ao crescimento e \u00e0 sobreviv\u00eancia e\nAmplie o conhecimento sobre os pat\u00f3genos e como combat\u00ea-los.<\/blockquote>\nCom essas pesquisas vai ser muito mais f\u00e1cil usar o <strong>pequi.<\/strong> Ent\u00e3o, \u00e9 s\u00f3 plantar e colher os frutos mais tarde, ajudando a preservar o Cerrado!\n\n<strong>Fabiana de Gois Aquino <\/strong>\n\n<strong>Ludmilla Moura de Souza Aguiar <\/strong>\n\nFonte: www.agrosoft.org.br\n<h6>Pequi<\/h6>\n<h4>Pequi &#8211; <em>Caryocar brasiliense<\/em><\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Pequi\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ppequi-4.jpg\" alt=\"Pequi\" \/><strong>\nPequi<\/strong><\/p>\n<strong>Ocorr\u00eancia:<\/strong> S\u00e3o Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goi\u00e1s.\n\n<strong>Outros nomes:<\/strong> piqui, pequizeiro, piqui\u00e1 bravo, am\u00eandoa de espinho, gr\u00e3o de cavalo, pequi\u00e1, pequi\u00e1 pedra, pequerim, suari, piqui\u00e1.\n<h4>Caracter\u00edsticas<\/h4>\n\u00c1rvore semidec\u00eddua com 6 a 10 m de altura, com tronco tortuoso de 30 a 40 cm de di\u00e2metro.\n\nFolhas compostas trifolioladas, opostas, com fol\u00edolos pubescentes com at\u00e9 20 cm de comprimento, com bordos irregulares, com o lado inferior mais claro, recobertos por densa pilosidade, assim como as extremidades dos ramos.\n\nRamos grossos normalmente tortuosos, casca cinzenta com fissuras longitudinais e cristas descont\u00ednuas.\n\nFlores com at\u00e9 8 cm de di\u00e2metro, s\u00e3o hermafroditas, compostas por cinco p\u00e9talas esbranqui\u00e7adas, livres entre si, com numerosos e vistosos estames.\n\nOs frutos s\u00e3o do tipo drupa com seus caro\u00e7os envolvidos por uma polpa carnosa.\n\nO caro\u00e7o \u00e9 lenhoso e formado por grande quantidade de pequenos espinhos, que podem ferir dolorosamente a mucosa bucal quando ingerido por incautos. Um Kg de caro\u00e7os cont\u00e9m aproximadamente 145 unidades.\n\n<strong>Habitat:<\/strong> cerrado.\n\n<strong>Propaga\u00e7\u00e3o:<\/strong> Sementes.\n\n<strong>Madeira:<\/strong> moderadamente pesada, macia, resistente e de boa durabilidade natural.\n<h4>Utilidade<\/h4>\nMadeira \u00e9 pr\u00f3pria para xilografia, constru\u00e7\u00e3o civil e naval.\n\nOs frutos s\u00e3o comest\u00edveis e apreciad\u00edssimos pelas popula\u00e7\u00f5es do Brasil Central.\n\nO caro\u00e7o com a polpa (mesocarpo) \u00e9 cozido com arroz, usada para preparo de licor e para extra\u00e7\u00e3o de manteiga e sebo.\n\nOs frutos s\u00e3o tamb\u00e9m consumidos por v\u00e1rias esp\u00e9cies da fauna, que contribuem para a dissemina\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.\n\n\u00c9 adequado para o paisagismo tanto para grandes parques como para pequenos jardins residenciais, pois seu porte n\u00e3o \u00e9 muito avantajado.\n\n<strong>Florescimento: <\/strong>agosto a novembro.\n\n<strong>Frutifica\u00e7\u00e3o:<\/strong> setembro a fevereiro.\n\n<strong>Amea\u00e7as:<\/strong> destrui\u00e7\u00e3o do habitat.\n\n<strong>Fonte:<\/strong> www.vivaterra.org.br\n<h6>Pequi<\/h6>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Pequi\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ppequi-13.jpg\" alt=\"Pequi\" \/><strong>\nPequi<\/strong><\/p>\nPertencente \u00e0 fam\u00edlia Caryocaraceae, o <strong>pequi <\/strong>\u00e9 uma esp\u00e9cie vegetal de grande valor econ\u00f4mico para o sistema dos Cerrados.\n\n<strong>Nesse ambiente, \u00e9 registrada a ocorr\u00eancia de duas esp\u00e9cies:<\/strong> Caryocar brasiliense e Caryocar glabrum.\n\nA primeira esp\u00e9cie ocorre com mais freq\u00fc\u00eancia do centro-sul de Goi\u00e1s ao Mato Grosso do Sul, as plantas atingem at\u00e9 seis metros de altura, t\u00eam folhas largas e frutos arredondados de at\u00e9 dez cent\u00edmetros de di\u00e2metro. A segunda esp\u00e9cie \u00e9 mais freq\u00fcente na bacia do m\u00e9dio Rio Tocantins e na vertente oeste do Rio S\u00e3o Francisco (oeste da Bahia, oeste e norte de Minas Gerais). A planta \u00e9 maior que a primeira esp\u00e9cie e os frutos tamb\u00e9m.\n\nEm ambas, a castanha \u00e9 recoberta por um inv\u00f3lucro rico em espinhos pretos e finos. O inv\u00f3lucro \u00e9 revestido por uma polpa amarelada (\u00e0s vezes mais esbranqui\u00e7ada), pastosa, farin\u00e1cea, oleaginosa e rica em vitamina A e prote\u00ednas.\n\n<strong>As popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e caboclas (neobrasileiras) t\u00eam utilizado o pequi de diversas maneiras:<\/strong> produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo comest\u00edvel, preparo de pratos e fabrica\u00e7\u00e3o de licores e sab\u00f5es. Confira no receitu\u00e1rio sertanejo.\n<h4>Pequi e o Pequizeiro<\/h4>\nO <strong>pequizeiro <\/strong>\u00e9 uma \u00e1rvore do cerrado. Das chapadas nasce, cresce e frutifica, apesar da hostilidade da terra e dos homens.\n\n\u00c9 como as aves do c\u00e9u, os peixes dos rios, como pastagens nativas como todos os frutos silvestres.\n\nN\u00e3o tem dono certo. Dono \u00e9 quem os colheu, os ca\u00e7ou e pescou. ( &#8220;\u00c9 tempo de <strong>pequi<\/strong> cada um cuida de si&#8221;- velho ditado sertanejo).\n\nPor isso \u00e9 que quando o <strong>pequi<\/strong> come\u00e7a a soltar os frutos, os campos se povoam de mulheres, homens e crian\u00e7as. O convite se espalha.\n\nOs moradores pr\u00f3ximos do <strong>pequizeiro <\/strong>levantam cedo. Tr\u00eas, quatro horas da madrugada. Os frutos sazonados caem durante a noite.\n\nUm <strong>pequizeiro <\/strong>pode produzir at\u00e9 seis mil frutos, que v\u00e3o amadurecendo paulatinamente e caindo&#8230; Quem chega primeiro pega maior n\u00famero.\n\nH\u00e1 quem emprega certos ardis para afugentar os concorrentes. Jo\u00e3o Coc\u00e1 por exemplo, morador dos Matinhos, que podia chamar <strong>Pequil\u00e2ndia<\/strong>, \u00e9 mestre em imitar rastros de on\u00e7a nas areias e conta mesmo que viu a gata rondando&#8230;\n\nAlgumas fam\u00edlias, porque morando distante, mas bem integradas ao ciclo do <strong>pequi<\/strong>, mudam-se com armas e bagagens para dentro do <strong>pequizal<\/strong>, improvisando moradias de palhas de pindoba, e ali, permanecem toda a safra, de janeiro a mar\u00e7o, realizando, toda a s\u00e9rie artesanal do <strong>pequi-colheita<\/strong>, venda do fruto no mercado, produ\u00e7\u00e3o do \u00f3leo de polpa, extra\u00e7\u00e3o da castanha para pa\u00e7oca e \u00f3leo branco, fabrica\u00e7\u00e3o de sab\u00e3o &#8211; tr\u00eas meses de atividade, alegria e fartura.\n\n<strong>Lenda do Pequi<\/strong>\n\nTain\u00e1-racan tinha os olhos cor de noite estrelada. Seus cabelos desciam pelas esp\u00e1duas com um tufo de seda negra e luzidia. O andar era elegante, cadenciado, macio como o de uma deusa passeando, flor entre flores, no seio da mata. Malu\u00e1 botou os olhos em Tain\u00e1-racan e o cora\u00e7\u00e3o saltou, louco e fogoso, no peito do jovem e formoso guerreiro. &#8220;Ela \u00e9 mesmo linda como a estrela da manh\u00e3. Quero-a para minha esposa. Hei de am\u00e1-la enquanto durar a minha vida!&#8221;\n\nDoce foi o encontro e, juntos e casados, a vida dos dois era bela e alegre com o ip\u00ea florido. De madrugada, Maul\u00e1 sa\u00eda para a ca\u00e7a e para a pesca, enquanto a esposa tecia os colares, as esteiras, moqueava o peixe, preparando o calugi para ofertar ao amado, quando ele chegasse com o cesto \u00e0s costas, carregado de peixe e frutas, as mais vi\u00e7osas, para oferecer-lhe.\n\nO tempo foi passando, passando. No enlevo do amor, eles n\u00e3o perceberam quantas vezes a lua viajou pela arcada azul do c\u00e9u, quantas vezes o sol veio e se escondeu na sua casa do horizonte. Floriram os ip\u00eas. Ca\u00edram as flores. Amareleceram as folhas, que o vento levava em loucas revoadas pelos campos. Os vermelhos cajus arcavam de fartura e beleza os galhos dos cajueiros. As castanhas escondiam-se no seio da terra boa. Rebentavam-se em brotos, e novos cajueiros despontavam. As cigarras enchiam as matas com sua forte sinfonia e sua vida evolava-se, aos poucos, em cada nota de seu canto. Nascimentos, mortes, transforma\u00e7\u00f5es e os dias andando, andando.\n\nAp\u00f3s tr\u00eas anos de casamento, numa noite bonita, em que o rio era um calmo dorso de prata \u00e0 luz do luar e os bichos noturnos cantavam fundas tristezas e medos, Malu\u00e1 encostou a cabe\u00e7a no peito de Tain\u00e1-racan e apertou-a com ternura. No olhar de ambos, h\u00e1 muito, havia uma sombra. Nenhum deles tinha a coragem de falar. Uma palavra de m\u00e1goa, temiam, poderia quebrar o encanto de seu amor. A beleza da noite estremecia o cora\u00e7\u00e3o sens\u00edvel de Tain\u00e1-racan.\n\n<strong>Ela ajuntou a alma dos l\u00e1bios e perguntou com voz tr\u00eamula, em sussurro:<\/strong>\n<blockquote>-Est\u00e1s triste, amado meu? Nem \u00e9 preciso que respondas. H\u00e1 tempo vejo uma sombra nos teus olhos.\n\n-Sim, respondeu o valente guerreiro. Tu sabes que eu estou triste e tu tamb\u00e9m est\u00e1s. A dor \u00e9 a mesma.\n\n-Onde est\u00e1 nosso filho que Cananxiu\u00e9 n\u00e3o quer mandar?\n\n-Sim, onde est\u00e1 nosso filho?&#8230;<\/blockquote>\nMalu\u00e1 alisou com carinho o ventre da formosa esposa. &#8220;E o nosso filho n\u00e3o vem&#8221;, murmurou. Dois pequeninos rios de l\u00e1grimas deslizaram pelas faces coradas de Tain\u00e1-racan. Um vento forte perpassou pela floresta. Uma nuvem escura cobriu a lua, que n\u00e3o mais tornava de prata as \u00e1guas mansas do rio. Trov\u00f5es reboaram ao longe. Malu\u00e1 envolveu Tain\u00e1-racan nos bra\u00e7os e amou-a. &#8220;Nosso filho vir\u00e1, sim. Cananxiu\u00e9 no-lo mandar\u00e1&#8221;.\n\nQuando os ip\u00eas voltaram a florir, no ano seguinte, numa madrugada alegre, nasceu Uadi, o Arco-\u00cdris. Era lindo, gordinho, tinha os olhos cor de noite estrelada como os da m\u00e3e e era forte como o pai.\n\n<strong>Mas, havia nele algo diferente, algo que espantou o pai, a m\u00e3e, a tribo inteira:<\/strong> Uadi tinha os cabelos dourados como as flores do ip\u00ea. Malu\u00e1 recebeu o nascimento do filho como um presente de Cananxiu\u00e9. Seu cora\u00e7\u00e3o, contudo, estremeceu com a singularidade dele. Come\u00e7ou a espalhar pelo tribo a lenda de que o menino era filho de Cananxiu\u00e9. O menino crescia cheio de encanto, alegria e de uma intelig\u00eancia incomum. Fascinava a m\u00e3e, o pai, a aldeia, a tribo toda. Com rapidez incr\u00edvel aprendeu o nome das coisas e dos bichos. Sabia cantar as baladas tristes e alegres que a m\u00e3e ensinava. Era a alegria e a festa da m\u00e3e, do pai, da tribo.\n\nUm dia, Malu\u00e1, com outros guerreiros, foi chamado para a luta. Os olhos pretos de Tain\u00e1-racan encheram-se de l\u00e1grimas. O rostinho vivo de Uadi se ensombreceu.\n\n<strong>\u00c0 despedida, seus bracinhos agarram-se ao pesco\u00e7o do pai e ele falou:<\/strong> &#8220;Papai, vou-me embora para a noite, depois, chegarei \u00e0 casa de Tain\u00e1-racan, a m\u00e3e, l\u00e1 no c\u00e9u&#8221;. E seu dedinho r\u00f3seo apontou o horizonte. O corpo de bronze do guerreiro se estremeceu. Seus l\u00e1bios moveram-se, mas as palavras teimavam em n\u00e3o sair. Ele apertou, com for\u00e7a, o menino nos bra\u00e7os e, por fim, falou: &#8220;Que \u00e9 isso, filhinho, tu n\u00e3o vais para lugar nenhum, nenhum deus te arrancar\u00e1 de mim. A tua casa \u00e9 a casa de tua m\u00e3e, Tain\u00e1-racan, aqui na terra, e a de seu pai. Se for preciso, n\u00e3o partirei para a guerra. Ficarei contigo&#8221;.\n\n<strong>Nesse momento, Cananxui\u00e9, o senhor de todas as matas, de todos os animais, de todos os montes, de todos os valores, de todas as \u00e1guas e de todas as flores, desceu do c\u00e9u sob a forma de Andrerura, a arara vermelha, e gritou um grito forte<\/strong>: &#8220;Vim buscar meu filho!&#8221; Agarrou-o e levou-o pelos ares. Tain\u00e1-racan e Malu\u00e1 ca\u00edram de joelhos.\n\n<strong>O guerreiro abriu os bra\u00e7os gritando: <\/strong>&#8220;O filho \u00e9 nosso, sua casa \u00e9 a de sua m\u00e3e, Tain\u00e1-racan, aqui na terra! Devolve meu filho, a Cananxiu\u00e9! O grito de Malu\u00e1 ecoou pela mata, ferindo de dor o sil\u00eancio. O peito do guerreiro palpitava de sofrimento como uma montanha ferida pelo terremoto.\n\n<strong>O velho chefe guerreiro aproximou-se dele, bateu-lhe no ombro e bradou: <\/strong>&#8220;Teus companheiros j\u00e1 partem. Maior que tua dor \u00e9 tua honra de guerreiro e a gl\u00f3ria de nossa tribo!\n\nVai, meu filho, Cananxiu\u00e9 buscou o que \u00e9 dele. Muitos outros filhos ele te dar\u00e1. Tain\u00e1-racan \u00e9 jovem. Tu \u00e9s jovem. Vai, guerreiro, n\u00e3o deixa a dor matar sua coragem!&#8221;\n\nMalu\u00e1 partiu. Tain\u00e1-racan encostou a fronte na terra, onde pouco antes pisavam os pezinhos encantados de Uadi. Chorou. Chorou. Chorou tr\u00eas dias e tr\u00eas noites. Ent\u00e3o, Cananxiu\u00e9 se apiedou dela.\n\n<strong>Baixou \u00e0 terra e disse:<\/strong> &#8220;Das tuas l\u00e1grimas nascer\u00e1 uma planta que se transformar\u00e1 numa \u00e1rvore copada. Ela dar\u00e1 flores cheirosas que os veados, as capivaras e os lobos vir\u00e3o comer nas noites de luar. Depois, nascer\u00e3o frutos. Dentro da casca verde, os frutos ser\u00e3o dourados como os cabelos de Uadi. Mas a semente ser\u00e1 cheia de espinhos, como os espinhos da dor de teu cora\u00e7\u00e3o de m\u00e3e. Seu aroma ser\u00e1 t\u00e3o tentador e inesquec\u00edvel que aquele que provar do fruto e gostar, am\u00e1-lo-\u00e1 para jamais o esquecer. Como tamb\u00e9m amar\u00e1 a terra que o produziu. Todos os anos, encherei, generosamente, sua copa de frutos, que os galhos se curvar\u00e3o com a fartura. Ele se espalhar\u00e1 pelos campos, ir\u00e1 para a mesa dos pobres e dos ricos Quem estiver longe e n\u00e3o puder com\u00ea-lo sentir\u00e1 uma saudade doida de seu aroma. Nenhum sabor o substituir\u00e1. Ele h\u00e1 de dourar todos os alimentos com que se misturar e, na mesa em que estiver, seu odor predominar\u00e1 sobre todos. Ele h\u00e1 de dourar tamb\u00e9m os licores, para a alegria da alma&#8221;.\n\nTain\u00e1-racan ergue o olhar, aquele olhar onde brilhou a primeira estrela da consola\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>E perguntou ao deus:<\/strong>\n<blockquote>-Como se chamar\u00e1, Cananxiu\u00e9, esse fruto, cujo cora\u00e7\u00e3o s\u00e3o os espinhos de minha dor, cuja cor s\u00e3o os cabelos de ouro de Uadi e cujo aroma \u00e9 inesquec\u00edvel como o cheiro dessa mata, onde brinquei com meu filhinho?\n\n-Chamar-se-\u00e1 Tamau\u00f3, <strong>pequi<\/strong>, minha filha. Quero ver-te alegre de novo, pois te darei muitos filhos, fortes e sadios como Malu\u00e1. E teu marido voltar\u00e1 cheio de gl\u00f3ria da batalha, pois muitos s\u00e9culos se passar\u00e3o at\u00e9 que nas\u00e7a um guerreiro t\u00e3o destemido e t\u00e3o honrado! Ele comer\u00e1 deste fruto e gostar\u00e1 dele por toda a vida!&#8221;<\/blockquote>\nTain\u00e1-racan sorriu. E o <strong>pequizeiro<\/strong> come\u00e7ou a brotar.\n\nFonte: www.altiplano.com.br\n<h6>Pequi<\/h6>\n<h4>Fruto do cerrado<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Pequi\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ppequi-11.jpg\" alt=\"Pequi\" width=\"310\" height=\"232\" \/><strong>\nPequi<\/strong><\/p>\nO <strong>pequi<\/strong>, comida originalmente ind\u00edgena, ganhou as mesas e o cora\u00e7\u00e3o dos brasileiros\n\n\u0093Cuidado com os espinhos. N\u00e3o morda, simplesmente roa a fruta.\u0094 Se voc\u00ea nasceu ou, por algum motivo, guarda recorda\u00e7\u00f5es do centro-oeste brasileiro (ou mesmo do norte de Minas), certamente j\u00e1 ouviu essa frase. Aprender a comer <strong>pequi<\/strong> \u00e9 algo que, por essas bandas, se aprende cedo, desde crian\u00e7a. Quando falamos de culin\u00e1ria goiana, imposs\u00edvel n\u00e3o vir \u00e0 mente o pequi \u0096 fruta nativa do cerrado, encontrada em duas esp\u00e9cies.\n\nTem forma arredondada e cor verde, tornando-se amarelado ao amadurecer. Uma camada espessa protege os caro\u00e7os de cor alaranjada e, \u00e0s vezes, branco, dependendo da regi\u00e3o. O fruto cont\u00e9m de um a quatro caro\u00e7os \u0096 \u00e9 essa a parte comest\u00edvel. Seu sabor \u00e9 indescrit\u00edvel e o cheiro, forte. Quanto mais amarelado, mais saboroso. \u00c9 por isso que atrai muito os animais, \u00e1vidos consumidores.\n\nNo caro\u00e7o existe uma polpa e, abaixo dessa polpa v\u00eam os famosos espinhos que protegem a semente (da\u00ed o cuidado na hora de com\u00ea-lo!). Essa fruta agu\u00e7a nosso paladar, levando-nos a degust\u00e1-la com pressa.\n\nE \u00e9 na pressa que acontecem os acidentes. Os espinhos s\u00e3o avermelhados, e se confundem com a cor da pele, principalmente da l\u00edngua. Na maior parte dos frutos, os espinhos s\u00e3o externos, fazendo com que os animais se afastem de imediato. Uma prote\u00e7\u00e3o natural da planta.\n\n<strong>No pequi, \u00e9 diferente:<\/strong> eles ficam escondidos e pegam de surpresa os mais afoitos.\n\nAcidentes \u00e0 parte, o <strong>pequi<\/strong> \u00e9 saboroso e tamb\u00e9m saud\u00e1vel. Segundo estudos do bi\u00f3logo C\u00e9sar Gris\u00f3lia, da Universidade de Bras\u00edlia, o pequi tem 60% de \u00f3leo insaturado, que n\u00e3o faz mal ao organismo. Apesar de tanta gordura, o fruto n\u00e3o representa risco ao colesterol. \u00c9 rico em vitamina A, C e E, sais minerais (f\u00f3sforo, pot\u00e1ssio e magn\u00e9sio) e em caroteno. Seu consumo evita a forma\u00e7\u00e3o de radicais livres, ajuda na preven\u00e7\u00e3o de tumores e no desenvolvimento de doen\u00e7as cardiovasculares. Os estudos de Gris\u00f3lia provaram que, mesmo cozido ou congelado, o pequi n\u00e3o perde as propriedades devido \u00e0 grande concentra\u00e7\u00e3o de gordura.\n\nComida t\u00edpica ind\u00edgena, o <strong>pequi<\/strong> entrou rapidamente nos h\u00e1bitos alimentares dos bandeirantes, talvez devido \u00e0 escassez de comida naquela \u00e9poca. A cidade de Goi\u00e1s (antiga Goi\u00e1s Velho) e Piren\u00f3polis, ambas no interior goiano, j\u00e1 mostravam seu consumo abundante desde o s\u00e9culo XIX. As receitas s\u00e3o v\u00e1rias \u0096 pequi com frango, com arroz, com carne-seca, licor de pequi e pequi simplesmente. Em Goi\u00e1s, ao contr\u00e1rio de outras regi\u00f5es do pa\u00eds, n\u00e3o se usa pequi para fazer sab\u00e3o. Por aqui, entende-se que essa \u00e9 uma iguaria preciosa demais para ser usada dessa maneira.\n\nHoje, o <strong>pequi<\/strong> ganhou as mesas de todo o Brasil. A facilidade de congelamento fez com que os chefs de cozinha o utilizassem com mais freq\u00fc\u00eancia, criando pratos ex\u00f3ticos. A castanha do pequi, que fica abaixo dos espinhos, \u00e9 torrada e consumida de v\u00e1rias maneiras. A farinha da castanha \u00e9 base para condimentos em alguns pratos.\n\n<strong>Pequi<\/strong> \u00e9 fruta para comer lentamente. Quando crian\u00e7a, t\u00ednhamos o costume de contar os caro\u00e7os para saber quanto hav\u00edamos comido. Lembro-me, particularmente, da \u00e9poca das queimadas no cerrado, em outubro, quando tudo \u00e9 sequid\u00e3o, e todos aguardam a chegada das chuvas. Mas o cerrado \u00e9 como a terra prometida para os sertanejos. Com as primeiras chuvas, da terra \u00e1rida brotam, com uma for\u00e7a inexplic\u00e1vel, flores e frutos. Uma infinidade de insetos faz a poliniza\u00e7\u00e3o no maior ecossistema do mundo. E da pequena \u00e1rvore nascem as primeiras flores do pequizeiro. Isso, para os sertanejos, \u00e9 motivo de alegria.\n\nOutra coisa que todo sertanejo sabe \u00e9 do apre\u00e7o dos animais pelas flores do <strong>pequi<\/strong>. Debaixo de um pequizeiro, encontrava-se rastros de veados, pacas, tatus, raposas, que passavam por ali em busca das flores que caem. Sertanejo que \u00e9 sertanejo ficava ansioso vigiando o crescimento dos frutos, an\u00fancio de chegada do tempo de fartura \u00e0 mesa. N\u00e3o para todos, claro. Como costuma acontecer entre a popula\u00e7\u00e3o do interior, h\u00e1 muitas lendas sobre seu consumo. \u0093Voc\u00ea n\u00e3o pode comer porque est\u00e1 amamentando e isso vai dar dor de barriga na crian\u00e7a\u0094, diziam as av\u00f3s.\n\nEm \u00e9poca de colheita, o trabalho \u00e9 feito de dois em dois dias \u0096 isso para dar tempo de os frutos ca\u00edrem de maduros. <strong>Pequi<\/strong> bom \u00e9 colhido no ch\u00e3o. Tem-se de esperar amadurecer no p\u00e9 para n\u00e3o amargar. As trabalhadoras vestem uma cal\u00e7a comprida debaixo da saia, cal\u00e7am botinas para evitar mordida de cobras e v\u00e3o, ao nascer do sol, para o alto da serra para colher o pequi que caiu de noite. V\u00e3o conversando e colhendo as frutas pelo caminho.\n\nE, para completar a lista de qualidades do pequi, n\u00e3o d\u00e1 para esquecer que, segundo a cultura popular, essa fruta tem propriedades afrodis\u00edacas.\n\n<strong>A receita \u00e9 simples:<\/strong> basta cozinh\u00e1-la no leite e tomar quente, pela manh\u00e3, como um achocolatado. Quem sabe, n\u00e3o \u00e9 esse o chocolate do cerrado?\n<h4>Curiosidades e peculiaridades<\/h4>\nO <strong>pequi<\/strong> \u00e9 tamb\u00e9m conhecido como piqui, piqui\u00e1, am\u00eandoa-de-espinho, gr\u00e3o-pequi\u00e1, suari e pequerim, entre outros nomes.\n\n<strong>Do tupi:<\/strong> \u0093py\u0094 significa casca e \u0093qui\u0094, espinho.\n\nO fruto alcan\u00e7a at\u00e9 14 cent\u00edmetros de comprimento por 20 cent\u00edmetros de di\u00e2metro, podendo pesar 300 gramas.\n\nO sabor e o aroma s\u00e3o marcantes e peculiares. O cheiro do <strong>pequi<\/strong> \u00e9 frutado, perfumado e \u00e1cido, lembrando o maracuj\u00e1, e a polpa \u00e9 cremosa e saborosa.\n\nSeu caro\u00e7o tem muitos espinhos \u0096 cuidado com eles!\n\nO <strong>pequi<\/strong> \u00e9 cultivado em todo o cerrado brasileiro, que inclui os Estados do Par\u00e1, Mato Grosso, Goi\u00e1s, Distrito Federal, S\u00e3o Paulo, Minas Gerais e Paran\u00e1, como tamb\u00e9m nos Estados nordestinos, Piau\u00ed, Cear\u00e1 e Maranh\u00e3o. Sua safra ocorre entre os meses de novembro e fevereiro, mas encontram-se frutos fora desse per\u00edodo.\n\nEst\u00e3o sendo feitas pesquisas para a utiliza\u00e7\u00e3o de <strong>pequi<\/strong> como biocombust\u00edvel. Para cada quilo do fruto, \u00e9 poss\u00edvel obter pouco mais de 1 litro de biocombust\u00edvel, que pode substituir o \u00f3leo diesel. O mais interessante das pesquisas \u00e9 a demonstra\u00e7\u00e3o de que o pequi pode reduzir a emiss\u00e3o de poluentes em at\u00e9 30% e o motor n\u00e3o perde no rendimento.\n\n<strong>Telma Lopes Machado<\/strong>\n\nFonte: prazeresdamesa.uol.com.br\n<h6>Pequi<\/h6>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Pequi\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ppequi-16.jpg\" alt=\"Pequi\" width=\"291\" height=\"267\" \/><strong>\nPequi<\/strong><\/p>\nO <strong>Pequi<\/strong> ( Caryocar brasiliense ) \u00e9 uma \u00e1rvore de grande interesse econ\u00f4mico do cerrado brasileiro.\n\nFrut\u00edfera nativa do cerrado, com propriedades medicinais.\n\nApresenta ra\u00edzes profundas e desenvolve horizontalmente em solos rasos.\n\n\u00c9 uma angiosperma, dicotiled\u00f4nea com altura de 6 a 8m e di\u00e2metro copa de 6 a 8m.\n\nSua flora\u00e7\u00e3o ocorre entre agosto a novembro.\n\nOs frutos obt\u00e9m uma matura\u00e7\u00e3o entre novembro a in\u00edcio de fevereiro.\n\nA esp\u00e9cie tem grande valor nas regi\u00f5es do Cerrado onde naturalmente ocorre, o que torna importante o levantamento desta esp\u00e9cie com informa\u00e7\u00f5es sobre suas popula\u00e7\u00f5es e seu potencial produtivo em fragmentos de Cerrado e \u00e1reas manejadas de pasto, com a hip\u00f3tese de verificar se h\u00e1 import\u00e2ncia significativa nos dois s\u00edtios comparando as vari\u00e1veis.\n<h4>O Pequi<\/h4>\nMuito rico em vitamina A, o <strong>pequi<\/strong> encontra aplica\u00e7\u00f5es variadas na cozinha t\u00edpica do interior de Goi\u00e1s e Mato Grosso. Al\u00e9m de fornecer um \u00f3leo comest\u00edvel e um licor de gosto bem singular, \u00e9 o ingrediente b\u00e1sico do arroz de pequi, cozido e servido junto com seus caro\u00e7os espinhentos.\n\nPequi \u00e9 o fruto do pequizeiro (Caryocar brasiliensis), \u00e1rvore de maior valor econ\u00f4mico e uma das mais altas dentre as nativas do cerrado. Pertence \u00e0 fam\u00edlia das cariocar\u00e1ceas e pode atingir mais de dez metros de altura. O g\u00eanero Caryocar inclui cerca de 12 esp\u00e9cies, entre as quais o pequi\u00e1 (C. villosum), disperso na Amaz\u00f4nia e que atinge porte bem maior, e o pequirana (C. blobrum), encontrado da Amaz\u00f4nia \u00e0 Bahia.\n\nO <strong>pequizeiro<\/strong> t\u00edpico do Centro-Oeste \u00e9 t\u00e3o comum na regi\u00e3o que os pecuaristas o t\u00eam na conta de praga. Suas grandes flores amarelas desabrocham em novembro e dezembro, e a frutifica\u00e7\u00e3o ocorre de janeiro a abril. Os frutos, de casca esverdeada e do tamanho de uma laranja, t\u00eam polpa amarelada, farin\u00e1cea, oleosa e de cheiro ativo, que encerra de um a quatro caro\u00e7os. A polpa do pequi, separada dos caro\u00e7os mediante fervura, \u00e9 dilu\u00edda como condimento em \u00f3leo para frituras, ou consumida numa mistura quente com leite, cravo, canela e a\u00e7\u00facar. O \u00f3leo extra\u00eddo das am\u00eandoas atende a diversos fins e \u00e9 de uso consagrado na medicina popular como restaurador de energia.\n<h4>Informa\u00e7\u00f5es Nutricionais<\/h4>\n<strong>100 g cont\u00eam, em m\u00e9dia: <\/strong>\n<table class=\"tabelaCalorias\" border=\"0\" width=\"45%\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td rowspan=\"4\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Macrocomponentes<\/strong><\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\">Glic\u00eddios (g)<\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\">21<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Prote\u00ednas (g)<\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Lip\u00eddios (g)<\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">0<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Fibras alimentares (g)<\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td rowspan=\"5\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Vitaminas<\/strong><\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Vitamina A1 (mg)<\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">650<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Vitamina B1 (mg)<\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">10<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Vitamina B2 (mg)<\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">360<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Vitamina B3 (mg)<\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">0<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Vitamina C (mg)<\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">6<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td rowspan=\"5\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Minerais<\/strong><\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">S\u00f3dio (mg)<\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Pot\u00e1ssio (mg)<\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">C\u00e1lcio (mg)<\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">14<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">F\u00f3sforo (mg)<\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">10<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Ferro (mg)<\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<td colspan=\"2\" align=\"center\"><strong>Conte\u00fado energ\u00e9tico (kcal)<\/strong><\/td>\n<td class=\"tabela\" align=\"center\"><strong>89<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h4>Caracter\u00edsticas Qu\u00edmicas da polpa do Pequi<\/h4>\n<table border=\"0\" width=\"221\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<th scope=\"col\" width=\"176\">Par\u00e2metros<\/th>\n<th scope=\"col\" width=\"264\">Quantidade por por\u00e7\u00e3o de 100 g de polpa<\/th>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\" width=\"176\">Umidade (%)<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"264\">50,61<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\" width=\"176\">Proteinas (%)<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"264\">4,97<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\" width=\"176\">Gordura (%)<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"264\">21,76<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\" width=\"176\">Cinza (%)<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"264\">1,1<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\" width=\"176\">Fibra (%)<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"264\">12,61<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\" width=\"176\">Carboidratos (%)<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"264\">8,95<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\" width=\"176\">Calorias Kcal\/100g<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"264\">251,47<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\" width=\"176\">C\u00e1lcio (mg\/100g)<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"264\">0,1<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\" width=\"176\">F\u00f3sforo (mg\/100g)<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"264\">0,1<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\" width=\"176\">S\u00f3dio (mg\/100g)<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"264\">9,17<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\" width=\"176\">Vitamina C (mg\/100g)<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"264\">103,15<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h4 id=\"page-title\">Pequi cru<\/h4>\n<strong>TACO &#8211; Tabela Brasileira de Composi\u00e7\u00e3o de Alimentos<\/strong>\n\n<strong>Tabela de valor Nutricional<\/strong>\n\n<strong>Por\u00e7\u00e3o de 100 gramas<\/strong>\n<table id=\"customers\" border=\"0\" width=\"267\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<th colspan=\"2\"><\/th>\n<th class=\"centro\">% VD*<\/th>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Valor energ\u00e9tico<\/strong><\/td>\n<td>205.0kcal = 861kj<\/td>\n<td class=\"centro\">10%<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Carboidratos<\/strong><\/td>\n<td>13,0g<\/td>\n<td class=\"centro\">4%<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Prote\u00ednas<\/strong><\/td>\n<td>2,3g<\/td>\n<td class=\"centro\">3%<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Fibra alimentar<\/td>\n<td>19,0g<\/td>\n<td class=\"centro\">76%<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Fibras sol\u00faveis<\/strong><\/td>\n<td>0,1g<\/td>\n<td class=\"centro\">&#8211;<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>C\u00e1lcio<\/strong><\/td>\n<td>32,4mg<\/td>\n<td class=\"centro\">3%<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Vitamina C<\/strong><\/td>\n<td>8,3mg<\/td>\n<td class=\"centro\">18%<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Piridoxina B6<\/strong><\/td>\n<td>0,1mg<\/td>\n<td class=\"centro\">8%<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Mangan\u00eas<\/strong><\/td>\n<td>0,6mg<\/td>\n<td class=\"centro\">26%<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Magn\u00e9sio<\/strong><\/td>\n<td>29,8mg<\/td>\n<td class=\"centro\">11%<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Lip\u00eddios<\/strong><\/td>\n<td>18,0g<\/td>\n<td class=\"centro\">&#8211;<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>F\u00f3sforo<\/strong><\/td>\n<td>33,8mg<\/td>\n<td class=\"centro\">5%<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Ferro<\/strong><\/td>\n<td>0,3mg<\/td>\n<td class=\"centro\">2%<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Pot\u00e1ssio<\/strong><\/td>\n<td>297,8mg<\/td>\n<td class=\"centro\">&#8211;<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Cobre<\/strong><\/td>\n<td>0,2ug<\/td>\n<td class=\"centro\">0%<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Zinco<\/strong><\/td>\n<td>1,0mg<\/td>\n<td class=\"centro\">14%<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Niacina<\/strong><\/td>\n<td>2,6mg<\/td>\n<td class=\"centro\">14%<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Tiamina B1 <\/strong><\/td>\n<td>0,2mg<\/td>\n<td class=\"centro\">14%<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Riboflavina B2<\/strong><\/td>\n<td>0,5mg<\/td>\n<td class=\"centro\">38%<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<strong>* % <\/strong>Valores di\u00e1rios com base em uma dieta de 2.000 Kcal ou 8.400kj. Seus valores di\u00e1rios podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades.\n<h4>Como Comprar<\/h4>\nPrefira os de tonalidade semelhante a gema do ovo, com consist\u00eancia firme, superf\u00edcie n\u00e3o muito lisa, sem manchas escuras.\n<h4>Como Consumir<\/h4>\nPode ser consumido com arroz, carnes e na forma de licor\n\nFonte: www.ceasacampinas.com.br\n<h6>Pequi<\/h6>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Pequi\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ppequi-15.jpg\" alt=\"Pequi\" width=\"270\" height=\"216\" \/><strong>\nPequi<\/strong><\/p>\n\n<h4>Fruta nativa do cerrado<\/h4>\nO <strong>Pequi<\/strong>, \u00e1rvore da fam\u00edlia das carioc\u00e1ceas (Caryocar brasiliense; Caryocaraceae) \u00e9 o s\u00edmbolo m\u00e1ximo da goianidade, embora seja encontrada tamb\u00e9m nos Estados de Rond\u00f4nia (ao leste), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul (no nordeste), Minas Gerais (norte e oeste), Par\u00e1 (sudoeste), Tocantins, Maranh\u00e3o (extremo sul), Piau\u00ed (extremo sul), Bahia (oeste) e Distrito de Federal.\n\nEmbora seja encontrado em todos esses lugares, \u00e9 apenas em Goi\u00e1s que existem todas as esp\u00e9cies, as quais frutificam, no seu conjunto, de setembro a fevereiro. Mas dada a sua extrema import\u00e2ncia para a grande maioria dos goianos, ele \u00e9 conservado tanto em ess\u00eancia quanto em conserva.\n\nSua hist\u00f3ria de amor com a culin\u00e1ria goiana come\u00e7ou a s\u00e9culos, nas antigas vilas de Meia Ponte (hoje Piren\u00f3polis), e Vila Boa (Cidade de Goi\u00e1s), ainda no in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII. Entretanto, no rico sul goiano, mais especificamente na regi\u00e3o que cerca a cidade industrial de Catal\u00e3o, era este utilizado t\u00e3o somente para a fabrica\u00e7\u00e3o do lend\u00e1rio Sab\u00e3o de <strong>Pequi<\/strong>, de reconhecidas propriedades terap\u00eauticas, uma vez que a regi\u00e3o era influenciada pelos triangulinos &#8211; povo de origem paulista-goiana cujo territ\u00f3rio foi anexado por Minas Gerais no s\u00e9culo XIX, e que luta desde ent\u00e3o pela sua independ\u00eancia deste Estado.\n\n<strong>Atualmente \u00e9 a fruta utilizada das mais variadas formas:<\/strong> cozido, no arroz, no frango, com macarr\u00e3o, com peixe, com carnes das mais variadas, no leite, e na forma de um dos mais afamados liquores de Goi\u00e1s, ao lado do saboros\u00edssimo liquor de Jenipapo; seu grande atrativo, al\u00e9m do sabor, s\u00e3o os cristais que forma na garrafa, que dizem, s\u00e3o afrodis\u00edacos. Dela \u00e9 extraido um azeite denominado azeite de <strong>pequi<\/strong>. Seus frutos s\u00e3o tamb\u00e9m consumidos cozidos, puros ou juntamente com arroz e frango.\n\n<strong>Comer pequi al\u00e9m de saud\u00e1vel e agrad\u00e1vel, \u00e9 uma ci\u00eancia, quase uma arte: <\/strong>a polpa macia e saborosa deve ser comida com cuidado, uma vez que esta cobre uma camada de terr\u00edveis espinhos que, se mordidos, fincam-se sem piedade na l\u00edngua e no c\u00e9u da boca, provocando dores irritantes e levando o descuidado ao hospital. O sabor vale por\u00e9m, o risco; al\u00e9m disso, com o tempo, qualquer um domina a t\u00e9cnica.\n\nSeu caro\u00e7o \u00e9 dotado de muitos espinhos, e h\u00e1 necessidade de muito cuidado ao roer o fruto, evitando cravar nele os dentes, o que pode causar s\u00e9rios ferimentos nas gengivas.\n\n<strong>Algumas dicas de como se comer o pequi:<\/strong>\n<blockquote>Ele deve ser comido apenas com as m\u00e3os, jamais com talheres.\nEle deve ser levado a boca para ent\u00e3o ser &#8220;raspado&#8221; cuidadosamente com os dentes, at\u00e9 que a parte amarela comece a ficar esbranqui\u00e7ada, ou os espinhos possam ser vistos.\n<strong>Nunca jogue os caro\u00e7os no ch\u00e3o:<\/strong> eles secam r\u00e1pido e os espinhos podem se soltar. A prop\u00f3sito, a castanha dentro do caro\u00e7o \u00e9 uma del\u00edcia; para com\u00ea-la, basta deixar os caro\u00e7os secarem por uns dois dias e depois torr\u00e1-los.<\/blockquote>\n<strong>Important\u00edssimo:<\/strong> jamais, sob quaisquer circunst\u00e2ncias, morda o caro\u00e7o.\n\nFonte: www.senado.gov.br\n<h6>Pequi<\/h6>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Pequi\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ppequi-14.jpg\" alt=\"Pequi\" width=\"264\" height=\"247\" \/><strong>\nPequi<\/strong><\/p>\nO <strong>pequizeiro<\/strong>, assim como outras fruteiras nativas, \u00e9 base alimentar de popula\u00e7\u00f5es do cerrado brasileiro\n\n<strong>Nome popular da fruta: <\/strong>Pequi (piqui, piqui\u00e1, piqui\u00e1-bravo, am\u00eandoa-de-espinho, gr\u00e3o-de-cavalo, pequi\u00e1, pequi\u00e1-pedra, pequerim, suari)\n\n<strong>Nome cient\u00edfico:<\/strong> Caryocar brasiliense Camb.\n\n<strong>Origem:<\/strong> Brasil (cerrado)\n<h4>Fruto<\/h4>\nO <strong>pequi<\/strong> \u00e9 uma fruta nativa do cerrado brasileiro, muito utilizado na cozinha regional. Os frutos s\u00e3o do tipo drupa, com quatro l\u00f3culos. Possuem de 6 a 14 cm de comprimento por 6 a 20 cm de di\u00e2metro. O peso varia de 100 a 300 g. A planta produz de 500 a 2.000 frutos.\n\nPesquisas apontam teores de \u00f3leo entre 42,2% e 61,79% e teores de prote\u00edna de 6,71% a 24,6%, respectivamente, na am\u00eandoa e na polpa de frutos do Cerrado. Destaca-se a riqueza destes frutos em rela\u00e7\u00e3o a v\u00e1rios elementos minerais, quando comparados com diversas frutas economicamente cultivadas.\n\nApesar da grande variabilidade, estudos demonstram que cerca de um quarto da massa do fruto \u00e9 constitu\u00edda por caro\u00e7os e frutilhos (caro\u00e7os n\u00e3o desenvolvidos). Aproximadamente 40% do caro\u00e7o \u00e9 constitu\u00eddo de polpa fresca. O rendimento m\u00e9dio \u00e9 de 8,5% de polpa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 massa total do fruto.\n<h4>Planta<\/h4>\nO <strong>pequizeiro<\/strong> \u00e9 uma esp\u00e9cie arb\u00f3rea nativa do Cerrado brasileiro, pertencente \u00e0 fam\u00edlia Caryocaraceae. Ultrapassa normalmente os 10 m de altura e o di\u00e2metro da copa varia de 6 a 8 m. Ocorre geralmente em agrupamentos mais ou menos densos, tanto em forma\u00e7\u00f5es prim\u00e1rias como secund\u00e1rias e pioneiras. As folhas pilosas s\u00e3o formadas por 3 fol\u00edolos com as bordas recortadas. As flores s\u00e3o grandes e amarelas.\n\n<strong>A esp\u00e9cie C. brasiliense Camb. \u00e9 dividida em duas subesp\u00e9cies:<\/strong> C. brasiliense sp. brasiliense de porte arb\u00f3reo com ampla distribui\u00e7\u00e3o no Cerrado e C. brasiliense sp. intermedium, conhecido como <strong>pequi-an\u00e3o<\/strong>, de porte arbustivo com ocorr\u00eancia restrita a algumas partes deste ecossistema.\n\nO <strong>pequizeiro<\/strong> floresce durante os meses de agosto a novembro, com os frutos iniciando a matura\u00e7\u00e3o em meados de novembro, podendo ser encontrados at\u00e9 in\u00edcio de fevereiro.\n<h4>Cultivo<\/h4>\nO plantio de fruteiras do cerrado reduz a press\u00e3o da coleta extrativa e predat\u00f3ria dos frutos. O <strong>pequizeiro <\/strong>pode ser utilizado na recomposi\u00e7\u00e3o ambiental (recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas desmatadas), em reflorestamento, para prote\u00e7\u00e3o de nascentes, margens de rios e lagos, no sombreamento de pastagens, etc.\n\nComo n\u00e3o h\u00e1 disponibilidade de sementes selecionadas comerciais, o produtor dever\u00e1 iniciar o plantio a partir da coleta de frutos no campo. As plantas fornecedoras (matrizes) dever\u00e3o ser selecionadas criteriosamente, observando seu vigor, produtividade, qualidade dos frutos e aus\u00eancia de pragas. Essas plantas devem ser identificadas e preservadas, para futuras coletas. O <strong>pequizeiro<\/strong> frutifica de outubro a mar\u00e7o.\n\nOs frutos do <strong>pequi<\/strong> caem normalmente quando maduros e s\u00e3o coletados no ch\u00e3o, eliminando-se os frutos estragados e malformados. Caso a colheita seja feita na \u00e1rvore, deve-se observar se o fruto est\u00e1 completamente desenvolvido e maduro.\n\nExtra\u00edda a polpa, as sementes s\u00e3o lavadas e postas para secar em local ventilado e seco. As sementes devem ser selecionadas, procurando-se uniformizar os lotes por tamanho, cor e forma, eliminando-se sementes deformadas, sem am\u00eandoa ou com sintomas de ataque de pragas.\n\nO viveiro de mudas dever\u00e1 ser preparado para semeadura o mais breve poss\u00edvel ap\u00f3s a coleta das sementes. Essa \u00e1rea deve ser isolada e protegida da entrada de animais e pessoas que possam comprometer as mudas. As mudas de <strong>pequi<\/strong> devem ser produzidas em sacos de polietileno colocando-se 3 a 4 sementes por saco, enterradas a profundidade de 2 cm. A percentagem de germina\u00e7\u00e3o alcan\u00e7a 60% e o per\u00edodo de germina\u00e7\u00e3o \u00e9 de 60 a 300 dias. O plantio das mudas no campo pode ser feito com espa\u00e7amento de 8 x 8 metros.\n<h4>Usos<\/h4>\nSeus frutos t\u00eam uso na culin\u00e1ria, na extra\u00e7\u00e3o de \u00f3leos para a fabrica\u00e7\u00e3o de cosm\u00e9ticos e uso alimentar e fabrica\u00e7\u00e3o de licores.\n\nSua madeira \u00e9 de \u00f3tima qualidade e alta resist\u00eancia, moderadamente pesada e de boa durabilidade, sendo utilizada como moir\u00f5es e lenha; pr\u00f3pria para xilografia, constru\u00e7\u00e3o civil e naval, dormentes, fabrica\u00e7\u00e3o de m\u00f3veis e fonte de carv\u00e3o para siderurgias.\n<h4>Mercado<\/h4>\nA explora\u00e7\u00e3o da fruta \u00e9 baseada no extrativismo. Seu uso mais expressivo \u00e9 o aliment\u00edcio, com o aproveitamento da polpa do fruto. O caro\u00e7o \u00e9 normalmente descartado, apesar dos altos teores de \u00f3leo. Ainda n\u00e3o h\u00e1 iniciativas de grande escala para comercializa\u00e7\u00e3o ou industrializa\u00e7\u00e3o. Isto se deve \u00e0 aus\u00eancia de plantios comerciais, bem como da falta de pesquisas em melhoramento gen\u00e9tico, silvicultura e demais aspectos direcionados \u00e0 melhoria de sua produtividade.\n\nPara explora\u00e7\u00e3o comercial das plantas do cerrado, o produtor deve realizar previamente uma pesquisa de demanda no mercado, identificando potenciais compradores e sua real necessidade de produto. Pode realizar algum beneficiamento ou a industrializa\u00e7\u00e3o, desde que identifique claramente canais de distribui\u00e7\u00e3o para seus produtos.\n\nFonte: www.sebrae.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pequi, Fruta, Cerrado, Brasil, Usos, Origem, Tabela, Valor, Pequizeiro, Comprar, Planta, \u00c1rvore, Mercado, Caracter\u00edsticas, Pequi<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":27193,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[64],"tags":[65],"class_list":["post-27192","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-alimentos-2","tag-alimentos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Pequi - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Pequi - 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