{"id":27121,"date":"2016-01-22T00:00:00","date_gmt":"2016-01-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/mangaba-2\/"},"modified":"2026-09-01T18:10:08","modified_gmt":"2026-09-01T18:10:08","slug":"mangaba-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/alimentos-2\/mangaba-2\/","title":{"rendered":"Mangaba"},"content":{"rendered":"\n<p>A produ\u00e7\u00e3o da fruta requer regi\u00f5es quentes e com alta luminosidade,      mas vai bem mesmo em solos pobres e com car\u00eancia de \u00e1gua.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/mangab17.jpg\" alt=\"Mangaba\" width=\"252\" height=\"185\" title=\"Mangaba\" \/><strong><br \/>\n     Mangaba<\/strong><\/p>\n   \n<p>A <strong>mangaba<\/strong> \u00e9 desconhecida da maioria      dos brasileiros. \u00c9 uma fruta de sabor \u00fanico, muito consumida no norte e no      nordeste do pa\u00eds, in natura, e como polpa para sucos e sorvetes.<\/p>\n   \n<p>Tradicionalmente, a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 feita sob regime extrativista      no litoral nordestino e no cerrado. Atualmente, por\u00e9m, j\u00e1 \u00e9 encontrada em      pequenas lavouras nos estados de Sergipe, Para\u00edba, Rio Grande do Norte, Bahia      e Goi\u00e1s.<\/p>\n   \n<p>No passado, o l\u00e1tex extra\u00eddo do tronco da mangabeira      tinha valor comercial. No entanto, o produto obtido da seringueira &#8211; com propriedades      superiores &#8211; dominou o mercado e engoliu concorrentes; agora, apenas umas      poucas tribos ind\u00edgenas do Amazonas continuam extraindo o l\u00e1tex da mangabeira,      utilizado em produtos medicinais.<\/p>\n   \n<p>A produ\u00e7\u00e3o de mangaba \u00e9 considerada adequada a pequenos      agricultores. A planta tem resist\u00eancia a solos pobres e boa adapta\u00e7\u00e3o a restingas      e tabuleiros costeiros. \u00c1reas onde a temperatura \u00e9 elevada e bem iluminada      s\u00e3o suas preferidas, pois contribuem para um melhor desenvolvimento vegetativo      e produ\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p><strong>A mangabeira pode ainda ser consorciada com      outras culturas:<\/strong> nas entrelinhas da \u00e1rea de plantio e a 1,5 metro      da copa da \u00e1rvore, podem ser cultivados feij\u00e3o, melancia, ab\u00f3bora, mandioca,      leguminosas e outras fruteiras, como o coqueiro.<\/p>\n   \n<p>Para o consumidor, a fruta tamb\u00e9m tem caracter\u00edsticas      interessantes. \u00c9 rica em ferro e conta com boa quantidade de vitamina C. Al\u00e9m      de polpa para suco e sorvete, ainda se pode preparar com a fruta compotas,      cremes, pudins, licor e at\u00e9 vinagre.<\/p>\n   \n<p><strong>RAIO X<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>SOLO: <\/strong>arenoso e profundo<br \/>\n<strong>CLIMA:<\/strong> quente e \u00famido, entre 24 e 26 graus<br \/>\n<strong>\u00c1REA M\u00cdNIMA:<\/strong> um hectare (cerca de 200 \u00e1rvores)<br \/>\n<strong>COLHEITA: <\/strong>tr\u00eas anos ap\u00f3s o plantio<br \/>\n<strong>CUSTO:<\/strong> cada muda custa de dois a tr\u00eas reais<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>M\u00c3OS \u00c0 OBRA<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/mangab18.jpg\" alt=\"Mangaba\" width=\"276\" height=\"210\" title=\"Mangaba\" \/><strong><br \/>\n     Mangaba<\/strong><\/p>\n   \n<p><b>IN\u00cdCIO<\/b> <\/p>\n   \n<p>A planta \u00e9 resistente, tolerante \u00e0 falta de \u00e1gua por per\u00edodos curtos,      e apresenta bom desenvolvimento em regi\u00f5es com temperatura alta, na faixa      entre 24 a 26 graus.<\/p>\n   \n<p><b>PLANTIO<\/b><\/p>\n   \n<p>A mangabeira se adapta bem a solos pobres, arenosos e profundos,      e pode ser plantada em diferentes \u00e9pocas do ano. No in\u00edcio do ver\u00e3o ou fim      das chuvas, per\u00edodo de menor incid\u00eancia de doen\u00e7as. Recomenda-se cerca de      quatro litros de \u00e1gua a cada cinco dias.<\/p>\n   \n<p><b>PROPAGA\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n   \n<p>Deve ser feita seis meses antes do plantio definitivo, por semente      ou por enxertia. As sementes s\u00e3o extra\u00eddas dos frutos maduros e sadios; devem      ser mantidas em repouso, por 24 horas \u00e0 sombra, sobre papel absorvente ou      jornal. Selecione as mais saud\u00e1veis e plante-as no m\u00e1ximo em at\u00e9 tr\u00eas dias      para que n\u00e3o se desidratem. Use sacos pl\u00e1sticos de 12 x 18 cent\u00edmetros ou      14 x 16 cent\u00edmetros, perfurados. Preencha-os com substrato arenoso e fa\u00e7a      dois ou tr\u00eas buracos de um cent\u00edmetro de profundidade para acomodar uma semente      em cada. Mantenha o material coberto at\u00e9 o surgimento das mudas. Fa\u00e7a o desbaste      quando elas tiverem cerca de sete cent\u00edmetros.<\/p>\n   \n<p><b>TRANSPLANTIO<\/b><\/p>\n   \n<p>Quando as mudas atingirem de 15 a 30 cent\u00edmetros, ou contarem com      pelo menos dez folhas, \u00e9 hora de transplant\u00e1-las para o local definitivo.      Certifique-se de que o solo esteja \u00famido para facilitar o pegamento. Casca      de coco, galhos finos, palhas e folhas podem ser utilizados como cobertura      morta. Retire o saco pl\u00e1stico com cuidado, para n\u00e3o danificar o torr\u00e3o e as      ra\u00edzes.<\/p>\n   \n<p><b>COVAS<\/b><\/p>\n   \n<p>Abra covas de 30 x 30 x 30 ou 40 x 40 x 40 cent\u00edmetros, com espa\u00e7amentos      de 7 x 6 ou 7 x 7 metros entre covas e linhas. Retire metade de terra, separe,      depois retire o restante; no preenchimento, ap\u00f3s colocar a muda, inverta a      posi\u00e7\u00e3o das duas por\u00e7\u00f5es de terra. Isso porque a camada superficial \u00e9 mais      rica em nutrientes; se colocada na parte de baixo da cova, favorece o crescimento      das ra\u00edzes. \u00c9 indicado fazer a aduba\u00e7\u00e3o de funda\u00e7\u00e3o, com a adi\u00e7\u00e3o de um fertilizante      com f\u00f3sforo. Durante o per\u00edodo das chuvas, fa\u00e7a novas aplica\u00e7\u00f5es na \u00e1rea de      proje\u00e7\u00e3o da copa, no solo, em tr\u00eas parcelas. N\u00e3o use esterco de curral, que      pode matar a planta.<\/p>\n   \n<p><b>TUTORAMENTO<\/b> <\/p>\n   \n<p>Fa\u00e7a um piquete com 50 a 80 cent\u00edmetros de altura junto \u00e0 planta.      Amarre-a com um cord\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><b>PODA<\/b> <\/p>\n   \n<p>Mantenha a mangabeira limpa com a retirada manual de plantas invasoras      ao redor da \u00e1rvore. Quando atingir de oito e 12 meses, ou 1,5 metro de altura,      deve ser feita a poda de forma\u00e7\u00e3o. Corte o ramo principal para reduzir o crescimento      vertical e estimular o desenvolvimento dos ramos laterais. Elimine tamb\u00e9m      os galhos rasteiros. Depois do per\u00edodo de produ\u00e7\u00e3o, \u00e9 a vez de limpar os galhos      secos e doentes.<\/p>\n   \n<p><b>PRODU\u00c7\u00c3O<\/b> <\/p>\n   \n<p>A mangaba \u00e9 colhida ainda verde, ou &#8220;de vez&#8221;, com o aux\u00edlio      de um gancho ou mesmo manualmente. O amadurecimento ocorre de dois a quatro      dias depois, tempo para transportar a fruta com seguran\u00e7a para o local de      venda. Se o fruto cair do p\u00e9, est\u00e1 pronto para o consumo entre 12 e 24 horas.<\/p>\n   \n<p><strong>Jo\u00e3o Mathias<\/strong><\/p>\n   \n<p>Fonte:  revistagloborural.globo.com<\/p>\n   \n<h6>Mangaba<\/h6>\n    \n<p class=\"google\">  <\/p>\n     \n<p><strong>Partes usadas:<\/strong> Casca e frutos<\/p>\n   \n<p><strong>Fam\u00edlia: <\/strong>Apocinaceae<\/p>\n   \n<h4>Caracter\u00edsticas<\/h4>\n   \n<p>\u00c1rvore nativa do Brasil, de folhas grossas que pode atingir at\u00e9 7 metros      de altura, com folhas em formato el\u00edptico e flores grandes. <\/p>\n   \n<p>Seu fruto \u00e9 uma baga globosa, com polpa carnosa e comest\u00edvel, contendo muitas      sementes. <\/p>\n   \n<p>Com ela tamb\u00e9m s\u00e3o feitos doces, xaropes, compotas, vinhos e vinagres. <\/p>\n   \n<h4>A <strong>mangaba<\/strong><\/h4>\n   \n<p>A <strong>mangaba<\/strong> \u00e9 um fruto origin\u00e1rio do Nordeste que foi adaptado      facilmente nos campos naturais do munic\u00edpio devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es naturais prop\u00edcias.      Sua produ\u00e7\u00e3o chegou a ser grande no passado, motivo pelo qual Humait\u00e1 passou      a ser chamada Terra da Mangaba. <\/p>\n   \n<p>Da <strong>mangaba<\/strong> se faz saborosos licores, gel\u00e9ias e compotas.    <\/p>\n   \n<p>Atualmente as poucas mangabeiras que existem produzem muito pouco. <\/p>\n   \n<p>Conta a lenda que um \u00edndio muito corajoso chamado Dia\u00ed , lutou in\u00fameras vezes      para defender a natureza e protegeu principalmente a seringueira que os homens      brancos estavam destruindo. <\/p>\n   \n<p>Numa dessas lutas foi ferido e morreu, sendo aben\u00e7oado pela Lua. <\/p>\n   \n<p>Do seu cora\u00e7\u00e3o brotou a mangabeira que se tornou uma \u00e1rvore sagrada para      os \u00edndios, dando frutos doces e polpudos, cujo leite se parece com o l\u00e1tex.    <\/p>\n   \n<p>Um dia uma jovem \u00edndia chamada Ytaciara estava desesperada para salvar Koara      , seu grande amor, que estava para morrer. <\/p>\n   \n<p>Uma velha \u00edndia ensinou Ytaciara a preparar um ch\u00e1 da folha da mangabeira      para o seu amado. <\/p>\n   \n<p>Ao tomar o ch\u00e1, Koara sobreviveu e todos conheceram o poder de cura da planta.    <\/p>\n   \n<h4>A<strong> mangaba <\/strong>ou <strong>mangabeira<\/strong> <\/h4>\n   \n<p>A<strong> mangaba <\/strong>ou <strong>mangabeira<\/strong> \u00e9 uma      esp\u00e9cie muito conhecida no Nordeste brasileiro. <\/p>\n   \n<p>Sua \u00e1rvore enche nossos olhos com suas pequeninas, alvas e perfumadas      flores. <\/p>\n   \n<p>O fruto \u0096 a mangaba \u0096 \u00e9 bastante apreciado pela popula\u00e7\u00e3o.      \u00c9 regularmente comercializado nas feiras livres nordestinas e industrializado      na forma de sorvetes, doces e refrescos e agrada tamb\u00e9m a muitos animais silvestres.    <\/p>\n   \n<p>N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que seu nome, em tupi-guarani, significa \u0093coisa      boa de comer\u0094.<\/p>\n   \n<p>Floresce de setembro a novembro, ainda com os frutos da florada      anterior da planta, visto que eles amadurecem de novembro a janeiro.<br \/>\n     \u00c9 indicada na arboriza\u00e7\u00e3o de ruas estreitas, devido ao seu pequeno porte (de      5 a 7 metros de altura) e formato arredondado da copa. <\/p>\n   \n<p>\u00c9 encontrada na Regi\u00e3o Nordeste, no centro-oeste e em S\u00e3o Paulo,      em \u00e1reas de cerrado e caatinga. Pode ser vista inda em muitos estados do Norte      do pa\u00eds.<\/p>\n   \n<p>Sua madeira \u00e9 pouco resistente e esponjosa, sendo empregada para      fazer caixotes, lenha e carv\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>O caule, quando cortado, exsuda l\u00e1tex bastante utilizado para impermeabilizar      tecidos e para a confec\u00e7\u00e3o de bolas e materiais esportivos. <\/p>\n   \n<p>Devido a esse l\u00e1tex, o fruto, quando ainda verde, \u00e9 indigesto e      purgativo, raz\u00e3o do costume regional de comer apenas aqueles ca\u00eddos no ch\u00e3o.<\/p>\n   \n<h4>Dicas de Cultivo<\/h4>\n   \n<p>\u00c9 encontrada na regi\u00e3o Nordeste do pa\u00eds na caatinga e, nos estados centrais      at\u00e9 S\u00e3o Paulo e Mato Grosso do Sul no cerrado. E tamb\u00e9m encontrada na regi\u00e3o      litor\u00e2nea e em algumas regi\u00f5es do Par\u00e1 e no vale do Rio Tapaj\u00f3s na regi\u00e3o      amaz\u00f4nica. Tolera bem a seca e se desenvolve melhor nos per\u00edodos mais quentes.    <\/p>\n   \n<p>Propaga-se por sementes. <\/p>\n   \n<p><b>Princ\u00edpio ativo: <\/b>\u00a0Vitaminas, prote\u00ednas,      c\u00e1lcio e ferro, dentre outros.<\/p>\n   \n<p><b>Propriedades: <\/b>Nutritiva, digestiva, hep\u00e1tica,      purgativa.<\/p>\n   \n<p><b>Indica\u00e7\u00f5es: <\/b>O l\u00e1tex \u00e9 usado diversos males,      principalmente pancadas e fraturas. O extrato amargo da casca \u00e9 util nas dermatoses      e combate as afec\u00e7\u00f5es do f\u00edgado.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.humaita-am.com\/www.ibb.unesp.br<\/p>\n   \n<h6>Mangaba<\/h6>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/mangab20.jpg\" alt=\"Mangaba\" width=\"311\" height=\"228\" title=\"Mangaba\" \/><strong><br \/>\n     Mangaba<\/strong><\/p>\n   \n<p>A <strong>mangabeira<\/strong> (Harcornia speciosa), da fam\u00edlia das Apocin\u00e1ceas,      \u00e9 um arbusto de caule rugoso, cujos ramos se desenvolvem em c\u00edrculos. <\/p>\n   \n<p>A <strong>mangabeira<\/strong> \u00e9 uma \u00e1rvore de galhos pequenos que produz      flores claras e perfumadas, parecidas com o jasmim. \u00e9 t\u00edpica do litoral do      Norte e Nordeste. A fruta \u00e9 uma baga de cor vermelho-amarelada, muito usada      no preparo de sucos, refrescos e sorvetes.<\/p>\n   \n<p>O fruto \u00e9 piriforme, de polpa acidulada, amarelo, corado de vermelho. <\/p>\n   \n<p>Quando verde, \u00e9 cheio de leite. De suave sabor, deve ser comido bem maduro      sem se deitar nada fora, como figos. <\/p>\n   \n<p>\u00c9 de boa digest\u00e3o e faz bem ao est\u00f4mago. <\/p>\n   \n<p>A <strong>mangaba<\/strong>, quando verde, \u00e9 venenosa. Recomenda-se o seu      suco contra \u00falceras, tuberculose e herpes. <\/p>\n   \n<p>\u00c9 conhecida, no Estado de Sergipe, como \u00abfruto-de-doente\u00bb. <\/p>\n   \n<p>Fonte:  apostilas.netsaber.com.br<\/p>\n   \n<h6>Mangaba<\/h6>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/mangab21.jpg\" alt=\"Mangaba\" width=\"259\" height=\"187\" title=\"Mangaba\" \/><strong><br \/>\n     Mangaba<\/strong><\/p>\n   \n<p>Genuinamente brasileira, a planta \u00e9 t\u00edpica das restingas do litoral nordestino      e dos cerrados do Centro-Oeste; a fruta, muito procurada in natura e para      doces, compotas, sucos e sorvetes, ainda \u00e9 pouco produzida comercialmente.<\/p>\n   \n<p>No Nordeste brasileiro, quando alguma coisa \u00e9 f\u00e1cil demais, fala-se que \u00e9      \u0093<strong>mangaba<\/strong>\u0094. A fruta de mesmo nome faz jus \u00e0 g\u00edria.      Quando madura, quase desmancha na boca de t\u00e3o mole. \u00c9 doce e perfumada. O      nome, em tupi-guarani, significa \u0093fruta boa de comer\u0094. N\u00e3o h\u00e1 quem      n\u00e3o goste ou ache estranha, mesmo considerando-se que no Sul ainda tenha fama      de ex\u00f3tica. <\/p>\n   \n<p>Ali\u00e1s, \u00e9 dif\u00edcil explicar por que a saboros\u00edssima <strong>mangaba<\/strong>      ainda n\u00e3o se tornou uma fruta nacional. Ela \u00e9 genuinamente brasileira e nasce      que nem mato nos cerrados do Centro-Oeste e nas restingas do litoral nordestino.<\/p>\n   \n<p>R\u00fastica, vegeta bem em terras pobres e arenosas. Nos chamados tabuleiros      costeiros, planaltos pouco elevados do Nordeste, ocorre em grande densidade.      Na \u00e9poca da safra, h\u00e1 comunidades que vivem exclusivamente da coleta dos frutos.      Em algumas fazendas, \u00e9 costume os funcion\u00e1rios dormirem em meio \u00e0s mangabeiras      para colherem logo ao amanhecer. Se cochilarem, n\u00e3o as encontram mais. Fala-se      que mangabeira n\u00e3o tem dono pois foi Deus quem plantou. <\/p>\n   \n<p>Colhidas, as frutas s\u00e3o vendidas na beira das estradas e nos mercados. <\/p>\n   \n<p>O que n\u00e3o \u00e9 vendido in natura, as ind\u00fastrias de polpa e de sorvetes levam.      A <strong>mangaba<\/strong> \u00e9 o carro-chefe de grandes fabricantes de sorvetes      e picol\u00e9s do Nordeste. Eles costumam estocar a polpa na entressafra, pois      ela puxa a venda das outras e n\u00e3o pode faltar.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/mangab22.jpg\" alt=\"Mangaba\" width=\"294\" height=\"208\" title=\"Mangaba\" \/><strong><br \/>\n     Mangaba<\/strong><\/p>\n   \n<p>Hoje o volume de frutas que chegam no mercado n\u00e3o d\u00e1 conta da procura. De      olho nesse potencial econ\u00f4mico, as institui\u00e7\u00f5es de pesquisa agropecu\u00e1ria do      Nordeste t\u00eam se dedicado a realizar estudos com objetivo de domesticar a esp\u00e9cie,      verificar seu comportamento e fomentar o plantio comercial. <\/p>\n   \n<p>Em Sergipe, Estado onde a fruta \u00e9 s\u00edmbolo oficial, estima-se que este ano      cerca de 150 hectares de <strong>mangaba<\/strong> ser\u00e3o plantados. <\/p>\n   \n<p>As poucas informa\u00e7\u00f5es sobre t\u00e9cnicas de cultivo ainda limitam a expans\u00e3o      dos pomares comerciais.Uma grande preocupa\u00e7\u00e3o dos pesquisadores \u00e9 com a conserva\u00e7\u00e3o      da esp\u00e9cie. Ano a ano, a popula\u00e7\u00e3o de mangabeiras nativas vem diminuindo devido      \u00e0 devasta\u00e7\u00e3o dos ecossistemas onde ocorrem, principalmente pelo avan\u00e7o dos      canaviais, coqueirais e loteamentos. Contudo, existem \u00e1reas em que as mangabeiras      s\u00e3o preservadas mesmo ap\u00f3s o desmatamento da vegeta\u00e7\u00e3o nativa.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.severomoreira.net<\/p>\n   \n<h6>Mangaba<\/h6>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/mangab23.jpg\" alt=\"Mangaba\" width=\"290\" height=\"203\" title=\"Mangaba\" \/><strong><br \/>\n     Mangaba<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Nome Cient\u00edfico:<\/strong> Hancornia speciosa Gomes<\/p>\n   \n<p><strong>Nomes Populares: <\/strong>Mangabeira      e mangaba <\/p>\n   \n<p><strong>Fam\u00edlia Bot\u00e2nica:<\/strong> Apocynaceae<\/p>\n   \n<p><strong>Origem: <\/strong>Brasil<\/p>\n   \n<h4>Caracter\u00edsticas Gerais<\/h4>\n   \n<p><strong>A mangaba tem uma peculiaridade na sua venda:<\/strong> ela \u00e9 oferecida      aos consumidores em pequenos paneiros revestidos de folhas de bananeira, sendo      encontrada nas feiras e mercados nos meses do inverno amaz\u00f4nico (dezembro      a mar\u00e7o). <\/p>\n   \n<p>\u00c9 uma \u00e1rvore origin\u00e1ria do Brasil e pode ser encontrada desde o Amazonas      at\u00e9 S\u00e3o Paulo. No Par\u00e1, \u00e9 abundante na Ilha do Maraj\u00f3 e na Regi\u00e3o do Salgado,      mas existe, tamb\u00e9m, nas \u00e1reas do alto e m\u00e9dio Tapaj\u00f3s, Tocantins e Jari. O      fruto tem uma polpa mole, viscosa, com um sabor doce, acidulado, muito gostoso.      \u00c9 ideal para o preparo de sucos e sorvetes.<\/p>\n   \n<h4>Caracter\u00edsticas Morfol\u00f3gicas<\/h4>\n   \n<p>Planta lactescente, com 5-7m de altura, dotada de copa arredondada. Tronco      tortuoso, bastante ramificado, revestido por casca suberosa mais ou menos      \u00e1spera, de 20-30cm de di\u00e2metro. Folhas simples, glabras nas duas faces, brilhantes,      cori\u00e1ceas, de 7-10cm de comprimento por 3-4cm de largura, de colora\u00e7\u00e3o avermelhada      quando novas e ao ca\u00edrem. Infloresc\u00eancias fasciculadas, com flores perfumadas      de cor branca. Fruto baga globosa, glabra, com polpa carnosa e comest\u00edvel,      contendo muitas sementes. <\/p>\n   \n<p><strong>Ocorr\u00eancia: <\/strong>Regi\u00e3o nordeste do pa\u00eds na caatinga e, nos estados      centrais at\u00e9 S\u00e3o Paulo e Mato Grosso do Sul no cerrado. E tamb\u00e9m encontrada      na regi\u00e3o litor\u00e2nea e em algumas regi\u00f5es do Par\u00e1 e no vale do Rio Tapaj\u00f3s      na regi\u00e3o amaz\u00f4nica. <\/p>\n   \n<p><strong>Madeira: <\/strong>Madeira muito pesada (densidade 1,19 g\/cm3), de      grande resist\u00eancia mec\u00e2nica e praticamente imputresc\u00edvel; alburno diferenciado      do cerne e facilmente decomposto. <\/p>\n   \n<p>Floresce durante os meses de setembro-novembro, ainda com os frutos da florada      anterior na planta. Os frutos amadurecem em novembro-janeiro.<\/p>\n   \n<h4>Utilidade<\/h4>\n   \n<p>A madeira \u00e9 empregada apenas para caixotaria e para lenha e carv\u00e3o. Seus      frutos s\u00e3o comest\u00edveis e muito apreciados, pricipalmente na regi\u00e3o Nordeste      do pa\u00eds, onde s\u00e3o regularmente comercializados nas feiras e, industrializados      na forma de sorvete e doces. \u00c9 cultivada na caatinga para a industrializa\u00e7\u00e3o      de seus frutos. <\/p>\n   \n<p>Os frutos s\u00e3o tamb\u00e9m consumidos por algumas esp\u00e9cies de animais silvestres.      A \u00e1rvore, pelo porte e forma da copa pode ser utilizada na arboriza\u00e7\u00e3o de      ruas estreitas. <\/p>\n   \n<p>Fonte:  byfiles.storage.live.com\/www.clubedasemente.org.br<\/p>\n   \n<h6>Mangaba<\/h6>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/mangab24.jpg\" alt=\"Mangaba\" width=\"341\" height=\"224\" title=\"Mangaba\" \/><strong><br \/>\n     Mangaba<\/strong><\/p>\n   \n<p>A <strong>mangabeira<\/strong> \u00e9 uma planta de clima tropical, nativa do Brasil.      \u0093A mangabeira \u00e9 uma \u00e1rvore muito r\u00fastica. Ela produz muito bem em solo      arenoso, que \u00e9 um solo muito pobre. Ela n\u00e3o \u00e9 exigente em nutriente. Tamb\u00e9m      s\u00e3o poucos os tra\u00e7os culturais, basta uma limpeza do terreno para se ter uma      boa produ\u00e7\u00e3o\u0094 \u0096 explicou o agr\u00f4nomo da Embrapa, Josu\u00e9 Silva J\u00fanior.    <\/p>\n   \n<p>A arvore pode chegar a dez metros de altura e come\u00e7a a frutificar a partir      dos tr\u00eas anos de idade. Em Sergipe, a colheita \u00e9 feita pelas mo\u00e7as que alcan\u00e7am      as frutas com um gancho de metal e puxam. Depois, basta catar do ch\u00e3o e encher      os baldes. <\/p>\n   \n<p>\u0093A <strong>mangaba<\/strong> \u00e9 uma fruta que deve ser direcionada para      a ind\u00fastria. Ela \u00e9 muito utilizada como suco e como sorvete. Ela \u00e9 mais utilizada      em suco e sorvete porque trata-se de uma fruta muito perec\u00edvel. Ent\u00e3o, a explora\u00e7\u00e3o      comercial deve envolver sempre a quest\u00e3o do congelamento\u0094 \u0096 detalhou      Josu\u00e9 Silva J\u00fanior. <\/p>\n   \n<h4>Como se faz a muda da mangaba? <\/h4>\n   \n<p>Josu\u00e9 Silva J\u00fanior &#8211; A muda de <strong>mangaba<\/strong> \u00e9 feita atrav\u00e9s das      sementes. Pode-se que \u00e9 uma fruta bem mole e dentro h\u00e1 sementes envolvidas      pela polpa. S\u00e3o frutas pequenas. Elas dever\u00e3o ser muito bem lavadas porque      ela n\u00e3o germina se for semeada ainda com a polpa. Para retirar a polpa, deve-se      pass\u00e1-la na peneira com \u00e1gua e esfregar bem. <\/p>\n   \n<h4>Tem de deixar secar depois disso? <\/h4>\n   \n<p>Josu\u00e9 Silva J\u00fanior &#8211; Esse \u00e9 um dos segredos para a produ\u00e7\u00e3o da muda de mangaba.      As sementes n\u00e3o devem secar. Pode coloc\u00e1-las em uma sombra, sobre uma folha      de papel, de um a quatro dias. Mas n\u00e3o sem deixar que elas sequem. Elas devem      ficar um pouco \u00famidas e devem ser semeadas ainda \u00famidas. Se secar, a semente      de <strong>mangaba<\/strong> n\u00e3o germina. <\/p>\n   \n<p>O pessoal preparava os saquinhos para as mudas. O plantio das sementes \u00e9      feito em terra de barranco, sem adubo nem esterco. <\/p>\n   \n<p>\u0093A pessoa deve colocar quatro sementes por saquinho. Ent\u00e3o faz pequenos      furos com a profundidade de at\u00e9 um cent\u00edmetro, no m\u00e1ximo, e coloc\u00e1-se uma      semente por cada buraco. Cobre com uma leve camada de terra e pronto. Cinq\u00fcenta      dias ap\u00f3s o semeio, est\u00e1 na hora de fazer o desbaste. O desbaste \u00e9 feito escolhendo      a planta mais bonita e arrancando as demais\u0094 \u0096 ensinou Josu\u00e9 Silva      J\u00fanior. <\/p>\n   \n<p>Com quatro meses, a muda estar\u00e1 pronta para ir ao campo. A lagarta \u00e9 a principal      praga da mangabeira. Ela devora as folhas da mudinha, deixando apenas o caule.    <\/p>\n   \n<p>\u0093A lagarta pode ser controlada at\u00e9 mesmo com a cata\u00e7\u00e3o manual. O principal      problema das mudas \u00e9 a antracnose. Ela provoca uma queima generalizada nas      mudas e chega a matar as mudas. Uma forma de contornar o problema \u00e9 produzir      as mudas durante o per\u00edodo seco porque essa doen\u00e7a ocorre, principalmente,      devido \u00e0 alta umidade\u0094 \u0096 orientou Josu\u00e9 Silva J\u00fanior. <\/p>\n   \n<p><strong>Mangaba<\/strong> \u00e9 palavra tupi guarani e significa coisa boa de      comer. Para ver se \u00e9 boa mesmo, a equipe de reportagem pediu \u00e0 dona Ana, uma      das funcion\u00e1rias do viveiro, para fazer o suco da fruta e constatou que \u00e9      uma delicia mesmo. <\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.todafruta.com.br<\/p>\n   \n<h6>Mangaba<\/h6>\n   \n<p>Vegetando esponteamente em regi\u00f5es diversas do Brasil, a mangabeira &#8211; Hancornia      speciosa Muell &#8211; \u00e9 abundante em todos os tabuleiros e nas baixadas litor\u00e2neas      da regi\u00e3o Nordeste, onde se obt\u00e9m &#8211; de forma extrativista &#8211; a quase totalidade      dos frutos colhidos no pa\u00eds; os estados da Paraiba, Bahia e Sergipe ressaltam-se      como os maiores produtores. Conhecendo o fruto e fazendo dele uso, os indigenas      chamavam-no de <strong>mangaba<\/strong> &#8211; &#8220;coisa boa de comer&#8221;.A      planta alcan\u00e7a 5 a 6m. de altura, sua copa 4 a 5m. de di\u00e2metro, folhas verdes      lanceoladas, flores alvas com cheiro suave. O fruto tem forma de p\u00eara, muito      viscoso quando verde, cont\u00e9m suco leitoso que quase embriaga e pode matar;      a polpa \u00e9 branca, fibrosa e recobre sementes circulares. Maduro, o fruto tem      casca amarelada com manchas vermelhas, \u00e9 arom\u00e1tico, delicado, tem \u00f3timo sabor      mesmo sendo ainda um pouco viscoso.<\/p>\n   \n<h4>Utilidade da Planta<\/h4>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Tronco e folhas: <\/strong>Deles retira-se l\u00e1tex de qualidade inferior,        a madeira do tronco &#8211; de pouco valor econ\u00f4mico &#8211; \u00e9 usada na fabrica\u00e7\u00e3o de        m\u00f3veis e tamb\u00e9m para lenha.<strong><br \/>\n       Fruto: <\/strong>A polpa \u00e9 consumida diretamente ao natural ou \u00e9 mat\u00e9ria-prima        para o preparo de gel\u00e9ias, doces em calda, compotas, sorvetes, sucos, refrescos,        picol\u00e9s, licores, vinho e xaropes.O suco leitoso \u00e9 medicamento caseiro para        tratamento de tuberculose e \u00falceras.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Composi\u00e7\u00e3o de 100 gramas de polpa:<\/strong> 43 calorias, 0,7g. de      prot\u00e9inas, 41mg. de c\u00e1lcio, 18mg. de f\u00f3sforo, 28mg. de ferro, 30mmg. de Vit.A,      0,04mg. de Vit.B1 e 33mg. de Vit.C.<\/p>\n   \n<h4>Necessidades da Planta<\/h4>\n   \n<p>Planta de clima tropical, a mangabeira requer, para desenvolvimento ideal      \u00e1reas com temperatura m\u00e9dia anual em torno de 25\u00baC e chuvas entre 750mm. a      1.500mm. anuais bem distribu\u00eddas. A planta tolera per\u00edodos secos. Apesar de      ser encontrada vegetando em solos arenosos, \u00e1cidos, pobres em nutrientes e      em mat\u00e9ria org\u00e2nica, a mangabeira apresenta melhor desenvolvimento em solos      areno-argilosos profundos, drenados e com bom teor de mat\u00e9ria org\u00e2nica.<\/p>\n   \n<h4>Forma\u00e7\u00e3o de Mudas<\/h4>\n   \n<p>A mangabeira mutiplica-se por sementes; estas s\u00e3o obtidas de frutos somente      maduros &#8211; colhidos ainda &#8220;de vez&#8221;. Estes frutos devem ser sadios,      com quantidade de polpa de bom aspecto e colhidos de plantas precoces, vigorosas,      isentas de pragas e doen\u00e7as, e produtivas.Imediatamente ap\u00f3s retiradas dos      frutos as sementes devem ser lavadas para elimina\u00e7\u00e3o total da polpa e secadas      \u00e0 sombra sobre jornal por 24 horas. Devem ser semeadas at\u00e9 o quarto dia ap\u00f3s      a lavagem. <\/p>\n   \n<p>O semeio pode ser feito em canteiros de terra ou em sacos de polietileno      preto.<\/p>\n   \n<h4>Canteiro<\/h4>\n   \n<p>Com dimens\u00f5es de 1m. de largura, 30cm. de altura e 10cm. de comprimento,      deve ter o seu solo composto por tr\u00eas partes de terra comum e duas partes      de terra escura, vegetal. Cada m2 de superficie pode receber 400 sementes      enterradas a 1cm. de profundidade. A germina\u00e7\u00e3o inicia-se aos 25 dias ap\u00f3s,      estendendo-se por 30 dias; com 10cm. de altura &#8211; 60 dias ap\u00f3s o semeio as      plantinhas s\u00e3o repicadas, para ao atingir 20cm. de altura. (100 dias ap\u00f3s      a germina\u00e7\u00e3o), estarem aptas a ir para o campo.<\/p>\n   \n<h4>Sacos pl\u00e1sticos<\/h4>\n   \n<p>Com dimens\u00f5es14cm. x 16cm. ou 15cm. x 25cm. s\u00e3o enchidos com terra preta      e areia lavada &#8211; propo\u00e7\u00e3o 1:1 &#8211; e dispostos em canteiros de 1,2m. de largura      cobertos com palhas a 2m. de altura. Cada saco recebe duas sementes enterradas      a 1cm. de profundidade; 60 dias ap\u00f3s o semeio, plantinhas com 7cm. de altura      s\u00e3o desbastadas cortando-se rente ao solo a menos vigorosa. Ap\u00f3s p desbaste,      a cobertura \u00e9 gradativamente retirada para permitir exposi\u00e7\u00e3o total das plantinhas      ao sol duas a uma semana antes do plantio; 120 dias ap\u00f3s o semeio, a plantinha      com 20cm. de altura \u00e9 muda pronta e apta para plantio em local definitivo.<\/p>\n   \n<h4>Plantio<\/h4>\n   \n<p><strong>Preparo do solo: <\/strong>para plantios solteiros ou consorciados,      uma ara\u00e7\u00e3o e duas gradagens cruzadas; em \u00e1rea de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, limpa-se      o local do plantio com coroamento de 3m. de di\u00e2metro. <\/p>\n   \n<h4>Espa\u00e7amento\/Cons\u00f3rcios<\/h4>\n   \n<p>Espa\u00e7amento de 5m. x 4m. ou 6m. x 4m. ou 6m. x 5m. parecem adequar-seao porte      da planta; como cultura principal, a mangabeira pode ser consorciada ao milho      ou ao feij\u00e3o nos seus primeiros seis anos de vida e como cultura secund\u00e1ria      consorcia-se ao coqueiro e a outras.<\/p>\n   \n<h4>Coveamento\/Aduba\u00e7\u00e3o\/Plantio<\/h4>\n   \n<p>As covas podem ter dimens\u00f5es de 30cm. x 30cm.; na sua abertura, separar a      terra retirada dos primeiros 10cm. de altura.<\/p>\n   \n<p>Trinta dias antes do plantio misturam-se 20-25 litros de esterco de curral      bem curtido \u00e0 terra separada e coloca-se no fundo da cova; no dia anterior      ao plantio adiciona-se 200g. de superfosfato simples e 50g. de cloreto de      pot\u00e1ssio \u00e0 cova cobrindo-se ligeiramente com terra.<\/p>\n   \n<p>O plantio \u00e9 feito no in\u00edcio da esta\u00e7\u00e3o chuvosa, com terreno \u00famido e em dias      nublados; retirar o saco da muda e evitar quberar o torr\u00e3o; irrigar a cova      com 10-15 litros de \u00e1gua.<\/p>\n   \n<h4>Tratos Culturais\/Aduba\u00e7\u00f5es<\/h4>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Tutoramento: <\/strong>Deve-se realizar o escoramento da planta        no lado oposto \u00e0 incid\u00eancia dos ventos<strong><br \/>\n       Podas:<\/strong> Quando a planta alcan\u00e7ar 80cm. de altura, as ramifica\u00e7\u00f5es        existentes at\u00e9 35cm. de altura do solo s\u00e3o eliminadas. Galhos secos e doentes        s\u00e3o podados ao longo da vida da planta.<strong><br \/>\n       Controle de Ervas: <\/strong>Nas entrelinhas, usar enxada ou grade; se dificil        manter toda a \u00e1rea limpa, efetuar capina em coroamento &#8211; com di\u00e2metro pouco        maior qua a proje\u00e7\u00e3o da copa da planta sobre o solo &#8211; em torno da planta        manter o resto da \u00e1rea ro\u00e7ada.<strong><br \/>\n       Aduba\u00e7\u00f5es em Cobertura: <\/strong>30 dias ap\u00f3s o plantio, aplicar 30 gramas        de ur\u00e9ia fertilizante ou 65 gramas de sulfato de am\u00f4nia &#8211; misturados \u00e0 terra        &#8211; a 15cm. de dist\u00e2ncia do p\u00e9. As aduba\u00e7\u00f5es anuais devem seguir a tabela        abaixo<\/p>\n   <\/blockquote>\n        \n<table width=\"46%\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"1\" bgcolor=\"#000000\">\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<td align=\"center\" colspan=\"3\"><strong>ADUBA\u00c7\u00d5ES EM            COBERTURA<\/strong><\/td>\n     <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\"><strong>\u00c9pocas <\/strong><\/td>\n         \n<td align=\"center\" colspan=\"2\">Gramas de adubo por planta<\/td>\n     <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\">\u00a0<\/td>\n         \n<td align=\"center\">Ur\u00e9ia <\/td>\n         \n<td align=\"center\">Superfosfato triplo<\/td>\n     <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\"><strong>In\u00edcio do per\u00edodo de chuvas <\/strong><\/td>\n         \n<td align=\"center\">150<\/td>\n         \n<td align=\"center\">45 <\/td>\n     <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\"><strong>Fim do per\u00edodo de chuvas<\/strong><\/td>\n         \n<td align=\"center\">150 <\/td>\n         \n<td align=\"center\">&#8211;<\/td>\n     <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\"><strong>Trovoadas <\/strong><\/td>\n         \n<td align=\"center\">150<\/td>\n         \n<td align=\"center\">&#8211;<\/td>\n     <\/tr>\n<\/table>\n   \n<h4>Pragas<\/h4>\n   \n<p><strong>Pulg\u00e3o verde: <\/strong>Ataca principalmente a parte terminal da planta      notadamente nos viveiros causando o enrolamento das folhas; o controle qu\u00edmico      pode ser feito por pulveriza\u00e7\u00f5es quinzenais de produtos comerciais \u00e0 base      de pirimicarb, acefato, malation, paratiom.<\/p>\n   \n<p><strong>Lagartas: <\/strong>Ocasionalmente atacam desfolhando totalmente a      planta jovem; o controle pode ser efetuado pela pulveriza\u00e7\u00e3o de produtos comerciais      \u00e0 base de bacillus thuringiensis, triclofon, carbaryl.<\/p>\n   \n<h4>Doen\u00e7as<\/h4>\n   \n<p><strong>Em viveiro podem ocorrer doen\u00e7as por fungos causando manchas foliares,      apodrecimento de ra\u00edzes e morte das plantinhas:<\/strong> o controle delas      \u00e9 feito pelo uso conveniente da irriga\u00e7\u00e3o (sem encharcar o solo) e pulveriza\u00e7\u00e3o      com produtos comerciais \u00e0 base de hidr\u00f3xido de cobre e mancozeb.<\/p>\n   \n<h4>Colheita\/Rendimento<\/h4>\n   \n<p>Inicia-se cinco a seis anos ap\u00f3s o plantio, embora haja plantas em produ\u00e7\u00e3o      j\u00e1 aos 12 meses de vida; alcan\u00e7ando seu desenvolvimento m\u00e1ximo, o fruto cai      ao solo e amadurece em 12 a 24 horas. Este \u00e9 chamado &#8220;fruto de ca\u00edda&#8221;,      o mais valorizado; colhido &#8220;de vez&#8221;, amadurece em dois a quatro      dias. Diz-se que a mangabeira apresenta duas safras de fruto\/ano &#8211; no in\u00edcio      e meado do ano -.<\/p>\n   \n<p>A produ\u00e7\u00e3o de frutos da mangabeira \u00e9 estimada em quatro toneladas\/hectare\/ano.<\/p>\n   \n<p><strong>BIBLIOGRAFIA CONSULTADA<\/strong><\/p>\n   \n<p>Emdagro &#8211; Empresa de desenvolvimento Agr\u00edcola de Sergipe Aracaju\/Sergipe      &#8211; Cultura da Mangabeira &#8211; Circular T\u00e9cnica N\u00famero 2 &#8211; Jun\/94<br \/>\n     Editora Abril &#8211; S\u00e3o Paulo-SP &#8211; Guia Rural Plantar.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.seagri.ba.gov.br<\/p>\n   \n<h6>Mangaba<\/h6>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/mangab25.jpg\" alt=\"Mangaba\" width=\"303\" height=\"227\" title=\"Mangaba\" \/><strong><br \/>\n     Mangaba<\/strong><\/p>\n   \n<p>A <strong>mangabeira,<\/strong> (Hancornia speciosa Gomes), frut\u00edfera da fam\u00edlia      das apocin\u00e1ceas, \u00e9 planta arb\u00f3rea de porte m\u00e9dio, que atinge de 5 a 10 metros      de altura. Nativa do Brasil, \u00e9 encontrada vegetando espontaneamente em v\u00e1rias      regi\u00f5es do pa\u00eds, desde os Tabuleiros Costeiros e Baixadas Litor\u00e2neas do Nordeste,      onde \u00e9 mais abundante, at\u00e9 as \u00e1reas sob Cerrado da Regi\u00e3o Centro-Oeste; verifica-se      ainda sua ocorr\u00eancia nas Regi\u00f5es Norte e Sudeste.<\/p>\n   \n<p>No Nordeste, a mangabeira faz parte da vegeta\u00e7\u00e3o de Cerrado ou de Tabuleiro;      \u00e9 encontrada desde a faixa litor\u00e2nea at\u00e9 o Agreste, vegetando em solos profundos,      pobres e arenosos.<\/p>\n   \n<p>No litoral, a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria e a implanta\u00e7\u00e3o de monoculturas, a      exemplo dos coqueirais e canaviais, e pastagens s\u00e3o as principais causas da      redu\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa e conseq\u00fcentemente do n\u00famero de mangabeiras. Apesar      disso, em algumas regi\u00f5es esta frut\u00edfera \u00e9 preservada ap\u00f3s a erradica\u00e7\u00e3o da      vegeta\u00e7\u00e3o original, sendo encontrada em \u00e1reas de capoeira, pastagens e entre      a vegeta\u00e7\u00e3o cultivada.<\/p>\n   \n<p>Embora tamb\u00e9m seja produtora de l\u00e1tex, o fruto, denominado \u0093<strong>mangaba<\/strong>\u0094      \u00e9 o seu principal produto; este nome tem origem na l\u00edngua tupi-guarani e significa      \u0093coisa boa de comer\u0094. A mangaba apresenta \u00f3timo aroma e sabor, sendo      utilizada na produ\u00e7\u00e3o de doces, xarope, compotas, vinho, vinagre e principalmente      suco e sorvete. Sua utiliza\u00e7\u00e3o agroindustrial est\u00e1 sendo rapidamente difundida      devido \u00e0 grande aceita\u00e7\u00e3o, principalmente do suco e do sorvete. Acrescente-se      ainda o fato de que este fruto apresenta um alto rendimento de polpa, em torno      de 94%.<\/p>\n   \n<p>Apesar do potencial apresentado, o extrativismo ainda \u00e9 a sua principal forma      de explora\u00e7\u00e3o; durante parte do ano, in\u00fameras fam\u00edlias t\u00eam na colheita e comercializa\u00e7\u00e3o      da <strong>mangaba<\/strong> uma importante ocupa\u00e7\u00e3o e fonte de renda. De acordo      com dados oficiais, com exce\u00e7\u00e3o de Minas Gerais e Mato Grosso, s\u00f3 h\u00e1 registro      de colheita deste fruto na regi\u00e3o Nordeste, sendo Sergipe, Minas Gerais e      Bahia os maiores produtores. <\/p>\n   \n<h4>Clima<\/h4>\n   \n<p>A mangabeira \u00e9 planta de clima tropical, vegetando bem em \u00e1reas que apresentam      alta insola\u00e7\u00e3o, temperatura m\u00e9dia em torno de 25\u00baC e pluviosidade de 750mm      a at\u00e9 mais de 1.500mm anuais. \u00c9 tolerante a per\u00edodos de d\u00e9ficit h\u00eddrico e,      nas \u00e9pocas de temperaturas mais elevadas e de menor umidade relativa do ar,      apresenta melhor desenvolvimento vegetativo. \u00c9 encontrada em altitudes que      v\u00e3o desde o n\u00edvel do mar a at\u00e9 mais de 1.500 metros.<\/p>\n   \n<h4>Solos<\/h4>\n   \n<p>\u00c9 encontrada vegetando predominantemente em solos pobres em mat\u00e9ria org\u00e2nica,      \u00e1cidos e com baixos teores de nutrientes, geralmente naqueles classificados      como Neossolos Quartzar\u00eanicos (Areias Quartzozas) e Latossolo Vermelho Amarelo.      Explorada de forma extrativista, a produtividade alcan\u00e7ada \u00e9 geralmente baixa,      em torno de 2 a 4 toneladas por hectare, principalmente devido \u00e0 baixa fertilidade      do solo e manejo inadequado. Verifica-se, no entanto, que embora tolere bem      condi\u00e7\u00f5es de baixa fertilidade, esta cultura responde positivamente \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o      de fertilizantes, sendo o pot\u00e1ssio o nutriente que mais contribui para aumentar      a produ\u00e7\u00e3o de frutos. \u00c9 recomend\u00e1vel, portanto, o cultivo dessa esp\u00e9cie em      solos de boa fertilidade ou com aduba\u00e7\u00e3o complementar. <\/p>\n   \n<p><strong>Quanto \u00e0s caracter\u00edsticas de solo adequadas ao seu cultivo, verifica-se      que os requisitos imprescind\u00edveis para o seu bom desenvolvimento, est\u00e3o relacionados      aos atributos f\u00edsicos, como:<\/strong> elevada profundidade, aus\u00eancia de impedimento      (horizontes coesos), boa drenagem, suficiente para impedir qualquer possibilidade      de encharcamento, e altas taxas de aera\u00e7\u00e3o. Desta forma, no caso de utiliza\u00e7\u00e3o      de \u00e1reas de Tabuleiro para plantio dessa esp\u00e9cie, deve-se optar pelos solos,      sem horizontes coesos. Com esses cuidados, ser\u00e1 poss\u00edvel a explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica      da mangabeira nos Tabuleiros Costeiros para a qual contribuir\u00e1 ainda outros      fatores favor\u00e1veis do ecossistema como topografia, caracter\u00edsticas clim\u00e1ticas      e proximidade de grandes mercados consumidores. <\/p>\n   \n<p>Conclui-se, portanto, que a baixa fertilidade dos solos cultivados com mangabeira,      permite apenas a sobreviv\u00eancia dessa esp\u00e9cie, e que sua explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica,      est\u00e1 condicionada \u00e0 exist\u00eancia de solos bem drenados, arenosos ou n\u00e3o, por\u00e9m      ricos em nutrientes dispon\u00edveis. <\/p>\n   \n<p>S\u00f3 dessa forma, ser\u00e1 poss\u00edvel a esta esp\u00e9cie expressar todo o seu potencial      produtivo. <\/p>\n   \n<h4>Propaga\u00e7\u00e3o<\/h4>\n   \n<p>A mangabeira tem sido propagada por sementes, podendo ocorrer varia\u00e7\u00f5es de      porte e rendimento entre plantas. Apesar de a enxertia antecipar o in\u00edcio      da frutifica\u00e7\u00e3o e proporcionar a forma\u00e7\u00e3o de plantios mais uniformes, existem      poucas informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas sobre este m\u00e9todo de propaga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>As sementes devem ser obtidas de plantas matrizes produtivas e isentas de      pragas e doen\u00e7as e retiradas de frutos com bom aspecto e sabor que completem      naturalmente a matura\u00e7\u00e3o ou de frutos colhidos de vez, ou seja, pr\u00f3ximo da      matura\u00e7\u00e3o. Um quilo de frutos apresenta, em m\u00e9dia, 456 sementes e um quilo      de sementes, em m\u00e9dia, 7.692 unidades. <\/p>\n   \n<p>Para produzir 1.000 mudas, ser\u00e3o necess\u00e1rios 390g de sementes ou 6,6kg de      frutos.<\/p>\n   \n<p>Ap\u00f3s a extra\u00e7\u00e3o, as sementes dever\u00e3o ser lavadas imediatamente para a completa      retirada da polpa e dever\u00e3o ser espalhadas sobre folhas de jornal \u00e0 sombra      por 12 a 24 horas. As sementes de <strong>mangaba<\/strong> s\u00e3o recalcitrantes,      isto \u00e9, perdem rapidamente o poder germinativo assim que s\u00e3o retiradas dos      frutos. Desta forma para se obter aproximadamente 90% de germina\u00e7\u00e3o a semeadura      dever\u00e1 ser realizada at\u00e9 quatro dias ap\u00f3s o processo de extra\u00e7\u00e3o das sementes      dos frutos. <\/p>\n   \n<p>A produ\u00e7\u00e3o das mudas dever\u00e1 ser iniciada pelo menos 4 a 6 meses antes do      plantio definitivo no campo. Dever\u00e3o ser utilizados sacos de pl\u00e1stico preto      com as dimens\u00f5es aproximadas de 12cm x 18cm, furados no ter\u00e7o inferior para      facilitar o escoamento de \u00e1gua excedente da irriga\u00e7\u00e3o. O substrato deve ser      areno-argiloso, retirado de camadas do solo a partir de 20cm de profundidade.      Recomenda-se evitar o uso de esterco como componente do substrato, uma vez      que este favorece a incid\u00eancia de doen\u00e7as f\u00fangicas promovendo um mau desenvolvimento      e grande mortalidade de plantas.<\/p>\n   \n<p>Dever\u00e3o ser colocadas tr\u00eas a quatro sementes por saco, enterrando-as a 1cm      de profundidade. Os sacos dever\u00e3o ser colocados em canteiros com aproximadamente      1,2m de largura, com cobertura de palha ou sombrite, a 2m de altura. A emerg\u00eancia      das plantas inicia-se 21 dias ap\u00f3s a semeadura, estendendo-se por mais 30      dias. <\/p>\n   \n<p>Quando as plantas apresentarem cerca de 7cm de altura, aproximadamente aos      60 dias ap\u00f3s a semeadura, realiza-se o desbaste, deixando-se uma muda vigorosa      por saco. A cobertura do viveiro dever\u00e1 ser retirada gradativamente, ap\u00f3s      o desbaste, at\u00e9 as mudas ficarem completamente expostas ao sol, para a adapta\u00e7\u00e3o      das mesmas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de campo.<\/p>\n   \n<p>Durante a perman\u00eancia das mudas no viveiro, deve-se verificar, diariamente,      a umidade do substrato, de modo a evitar a falta ou o excesso de \u00e1gua e realizar      periodicamente a retirada de plantas invasoras. As ruas do viveiro dever\u00e3o      ser mantidas limpas, evitando a reinfesta\u00e7\u00e3o dos substratos pelas invasoras      e o conseq\u00fcente aumento de custos na produ\u00e7\u00e3o das mudas.<\/p>\n   \n<p>As mudas crescem de forma irregular, atingindo 20 a 30cm entre 120 e 180      dias ap\u00f3s o plantio, quando ent\u00e3o poder\u00e3o ser levadas ao campo. <\/p>\n   \n<h4>Plantio<\/h4>\n   \n<p>A mangabeira poder\u00e1 ser plantada no sistema solteiro, em cons\u00f3rcio com culturas      perenes e de ciclo curto ou mesmo utilizada no enriquecimento da vegeta\u00e7\u00e3o      nativa, da qual faz parte.<\/p>\n   \n<h4>Solteiro<\/h4>\n   \n<p>Nesse sistama de plantio, recomenda-se que se utilize os espa\u00e7amentos 7 x      6m ou 7 x 7m, o que corresponde a popula\u00e7\u00f5es de 238 e 204 plantas por hectare,      respectivamente. Esses espa\u00e7amentos parecem adequados ao porte da mangabeira      que, sendo de p\u00e9 franco (n\u00e3o enxertada), chega a atingir 5 a 10 metros de      altura e um di\u00e2metro de copa em torno de sete metros.<\/p>\n   \n<h4>Consorciado<\/h4>\n   \n<p>Embora n\u00e3o existam dados de pesquisa, verifica-se na pr\u00e1tica que at\u00e9 o terceiro      ano ap\u00f3s o plantio \u00e9 poss\u00edvel o cultivo de plantas de ciclo curto e porte      baixo entre as linhas de plantas. \u00c9 importante que as culturas intercalares      situem-se no m\u00ednimo a um metro e meio de dist\u00e2ncia da proje\u00e7\u00e3o da copa da      mangabeira. <\/p>\n   \n<p>Dessa maneira, \u00e0 medida que a mangabeira for crescendo, a faixa de cultivo      das culturas intercalares diminuir\u00e1. Poder\u00e3o ser utilizadas culturas como      a melancia, ab\u00f3bora, feij\u00e3o, leguminosas para aduba\u00e7\u00e3o verde e outras, desde      que sejam tomadas as precau\u00e7\u00f5es para evitar a competi\u00e7\u00e3o por luz, \u00e1gua e nutrientes.<\/p>\n   \n<p>Outra forma de cons\u00f3rcio \u00e9 com o coqueiro, no qual se plantam as mangabeiras      na mesma linha de cultivo dos coqueiros, observando o espa\u00e7amento de 10m x      10m em quadrado, para o coqueiro gigante, e 9m x 9m em quadrado, para o coqueiro      an\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>\u00c9 importante que tanto as mangabeiras quanto as culturas consorciadas recebam      os tratos de acordo com as suas necessidades, para que n\u00e3o ocorram preju\u00edzos      m\u00fatuos.<\/p>\n   \n<h4>Em meio \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o nativa<\/h4>\n   \n<p>A mangabeira poder\u00e1 ser utilizada na recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas ou at\u00e9      mesmo para o enriquecimento da vegeta\u00e7\u00e3o nativa da qual a mesma faz parte,      permitindo o manejo sustent\u00e1vel desta vegeta\u00e7\u00e3o. Nesta modalidade de plantio,      poder\u00e1 ser feita a limpa em faixas com largura em torno de 1,5m, distanciadas      10m entre si; as mangabeiras dever\u00e3o ser plantadas nessas faixas. Outra forma      seria o plantio de mangabeiras de forma aleat\u00f3ria, em locais onde existam      falhas de vegeta\u00e7\u00e3o; em ambos os casos, estas dever\u00e3o ser posicionadas de      maneira tal que recebam insola\u00e7\u00e3o durante a maior parte do dia. As faixas      de plantio dever\u00e3o preferencialmente ser abertas no sentido leste-oeste. As      \u00e1reas em torno das plantas dever\u00e3o ser mantidas livres de plantas daninhas,      por meio de limpas em faixas ou coroamento.<\/p>\n   \n<h4>Implanta\u00e7\u00e3o do mangabeiral<\/h4>\n   \n<p>Em primeiro lugar, realiza-se o preparo do solo atrav\u00e9s da ara\u00e7\u00e3o e gradagem.      Em seguida executa-se a marca\u00e7\u00e3o e a abertura das covas de plantio, que dever\u00e3o      ter as dimens\u00f5es de 30 x 30 x 30cm. Se o terreno for muito arenoso (neossolo      quartzar\u00eanico), recomenda-se que pelo menos 1\/5 da terra de enchimento da      cova seja constitu\u00edda de terra preta ou outro material com bom teor de argila;      isso ajuda a planta a atingir melhor desenvolvimento inicial, principalmente      por proporcionar ao substrato uma maior reten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua. Nesse caso, a terra      preta ou argila dever\u00e1 ser bem misturada ao restante do solo que encher\u00e1 a      cova. Ap\u00f3s o preparo do substrato, a cova, dever\u00e1 ser fechada, tendo o seu      local demarcado por meio de piquete. <\/p>\n   \n<p>Deve-se evitar utilizar esterco bovino na cova de plantio; em testes realizados,      verificou-se que em sua presen\u00e7a as plantas apresentaram menor altura, menor      di\u00e2metro de caule, menor produ\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria seca e maior mortandade de plantas,      tendo esta variado de 45% a 66%.<\/p>\n   \n<p>O plantio no local definitivo dever\u00e1 ser realizado quando as mudas tiverem      entre 20cm e 30cm de altura, ou seja, com no m\u00ednimo 10 pares de folhas. Dever\u00e1      ser feito em dia nublado, ou no fim da tarde, estando o solo ou pelo menos      a terra da cova com um bom teor de umidade, para facilitar o pegamento das      mudas. No momento do plantio, as covas dever\u00e3o ser reabertas o suficiente      para a coloca\u00e7\u00e3o das mudas. Retira-se o saco pl\u00e1stico para permitir o desenvolvimento      normal das ra\u00edzes, tendo-se o cuidado de n\u00e3o danificar o torr\u00e3o. A profundidade      de plantio dever\u00e1 ser ajustada, de forma que a superf\u00edcie superior do torr\u00e3o      fique 5cm acima do n\u00edvel normal do solo em solos areno-argilosos e ao n\u00edvel      do solo, em solos arenosos. Em seguida a muda \u00e9 firmada, chegando terra ao      torr\u00e3o, compactando-a suavemente. <\/p>\n   \n<p>O plantio pode ser realizado em diferentes \u00e9pocas do ano, a depender de alguns      aspectos que dever\u00e3o ser previamente analisados. Plantando no in\u00edcio das chuvas,      o produtor dever\u00e1 estar inicialmente preparado para a ocorr\u00eancia de veranico      per\u00edodo sem chuvas -, que pode durar de 15 dias a 30 dias; nesse per\u00edodo,      possivelmente ser\u00e1 necess\u00e1rio molhar as plantas de 2 a 4 vezes, para permitir      a sobreviv\u00eancia e o pegamento. Ap\u00f3s esse per\u00edodo, as chuvas retomam o seu      ritmo normal, devendo ent\u00e3o o produtor ficar atento para o poss\u00edvel surgimento      de doen\u00e7as f\u00fangicas, que dever\u00e3o ser combatidas, sob o risco de perda do sistema      foliar e morte das plantas. As plantas que chegarem no final do inverno em      boas condi\u00e7\u00f5es, tendo atingido em torno de 50 cm a 60cm de altura, estar\u00e3o      aptas a suportar o per\u00edodo seco.<\/p>\n   \n<p>Tem-se verificado sucesso em plantios realizados no per\u00edodo seco, durante      as chuvas de ver\u00e3o ou mesmo nos \u00faltimos meses do per\u00edodo chuvoso. Nesses casos,      eventualmente ser\u00e1 necess\u00e1ria a utiliza\u00e7\u00e3o de irriga\u00e7\u00e3o, ou pelo menos de      molha\u00e7\u00e3o com quantidade m\u00ednima de \u00e1gua, geralmente 3 litros a 4 litros, de      5 dias em 5 dias, se n\u00e3o houver chuvas no per\u00edodo. <\/p>\n   \n<p>Plantando-se nos per\u00edodos de menor pluviosidade, evita-se o desfolhamento      e morte de plantas ocasionados principalmente por doen\u00e7as foliares, al\u00e9m de      o desenvolvimento das plantas ser maior em condi\u00e7\u00f5es de menor umidade relativa      do ar e maior temperatura.<\/p>\n   \n<h4>Tratos culturais<\/h4>\n   \n<p><strong>Tutoramento<\/strong><\/p>\n   \n<p>O primeiro procedimento a ser adotado ap\u00f3s o plantio da muda \u00e9 introduzir,      junto ao torr\u00e3o, um piquete com 50 a 80cm de altura, no sentido vertical.      Quando a planta atingir de 35 a 40cm dever\u00e1 ser amarrada ao piquete, para      que o seu desenvolvimento se torne ereto, permitindo melhor forma\u00e7\u00e3o da copa.      O piquete poder\u00e1 ser o mesmo utilizado na marca\u00e7\u00e3o da \u00e1rea para a abertura      das covas.<\/p>\n   \n<p><strong>Controle de plantas invasoras <\/strong><\/p>\n   \n<p>\u00c9 importante manter as mangabeiras livres da competi\u00e7\u00e3o com plantas invasoras,      para permitir um melhor desenvolvimento. O m\u00e9todo de controle a ser adotado      depender\u00e1 do sistema de cultivo. Em plantios solteiros \u00e9 recomend\u00e1vel realizar      a limpa ao redor das plantas ou em faixas e manter o controle do mato na \u00e1rea      entre as linhas de plantio por meio de gradagens, ro\u00e7agens ou capina manual.      Na \u00e1rea entre as linhas tamb\u00e9m poder\u00e1 ser utilizado herbicida, tomando-se      cuidado para que a solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o atinja as partes verdes da mangabeira. Para      plantios consorciados as capinas dever\u00e3o ser manuais e ou \u00e0 tra\u00e7\u00e3o animal.<\/p>\n   \n<p><strong>Podas <\/strong><\/p>\n   \n<p>A mangabeira tem o h\u00e1bito de emitir grande n\u00famero de brota\u00e7\u00f5es, a partir      das partes mais baixas do caule, sendo necess\u00e1rio realizar uma poda de forma\u00e7\u00e3o      a partir dos 8 a 12 meses de idade (altura de 0,8 a 1,0m), dependendo do grau      de desenvolvimento da planta, eliminando-se os ramos laterais mais rasteiros      at\u00e9 uma altura de 0,4m a 0,5m. Em seguida, quando a planta atingir em torno      de 1,5m de altura, o broto apical do ramo principal dever\u00e1 ser cortado, visando      reduzir o crescimento vertical da planta e estimular a emiss\u00e3o de brota\u00e7\u00f5es      laterais. Ap\u00f3s a poda, selecionam-se tr\u00eas ramos bem distribu\u00eddos, que ser\u00e3o      respons\u00e1veis pela forma\u00e7\u00e3o da copa e que originar\u00e3o os ramos secund\u00e1rios.<\/p>\n   \n<p>Depois da frutifica\u00e7\u00e3o e antes do per\u00edodo chuvoso, \u00e9 importante fazer uma      poda de limpeza, eliminando e queimando ramos rasteiros, secos, quebrados,      praguejados e doentes.<\/p>\n   \n<p><strong>Cobertura morta<\/strong><\/p>\n   \n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o da cobertura morta, principalmente durante o primeiro per\u00edodo      seco ap\u00f3s o plantio, \u00e9 pr\u00e1tica de grande efeito no pegamento e sobreviv\u00eancia      de plantas jovens. \u00c9 feita com a utiliza\u00e7\u00e3o de material vegetal seco como      casca de coco, galhos, palhas e folhas, desde que n\u00e3o contenham sementes de      invasoras. <\/p>\n   \n<p>Essa pr\u00e1tica reduz a temperatura do solo em torno da planta, que chega a      ser extremamente alta, principalmente nas areias quartzozas e preserva a umidade      do solo em volta das plantas por maior per\u00edodo de tempo. A cobertura dever\u00e1      ser retirada no in\u00edcio das chuvas para evitar o efeito inverso, ou seja, proporcionar      o excessivo ac\u00famulo de umidade pr\u00f3ximo \u00e0s plantas, o que pode causar doen\u00e7as      foliares e radiculares.<\/p>\n   \n<p><strong>Nutri\u00e7\u00e3o e aduba\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p>Sendo planta t\u00edpica de solos extremamente pobres, a mangabeira \u00e9, aparentemente,      pouco exigente em nutrientes, por\u00e9m, sob condi\u00e7\u00f5es de campo, verifica-se que      o melhor desenvolvimento e produtividade est\u00e3o na depend\u00eancia da maior oferta      de nutrientes, uma vez que mangabeiras plantadas em solos com maior grau de      fertilidade apresentam crescimento mais r\u00e1pido e precocidade na produ\u00e7\u00e3o.    <\/p>\n   \n<p>Os macronutrientes encontrados em maior propor\u00e7\u00e3o na mangabeira s\u00e3o o nitrog\u00eanio      e o pot\u00e1ssio, sendo estes os mais exportados pelos frutos, por ocasi\u00e3o da      colheita; entre os micronutrientes, o ferro, \u00e9 o mais abundante.<\/p>\n   \n<p>Aduba\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas com formula\u00e7\u00f5es \u00e0 base de macro e micronutrientes t\u00eam      resultado em melhoria do desenvolvimento de plantas jovens. Esses adubos poder\u00e3o      ser aplicados dilu\u00eddos em \u00e1gua, via foliar, ou por rega ao redor das plantas;      podem ainda ser aplicados via solo, em cobertura, devendo-se observar a recomenda\u00e7\u00e3o      quanto \u00e0s dosagens para frut\u00edferas. <\/p>\n   \n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aduba\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, observa\u00e7\u00f5es em condi\u00e7\u00f5es de campo, t\u00eam demonstrado      que a utiliza\u00e7\u00e3o de esterco bovino dentro da cova de plantio tem resultado      em alta mortandade e preju\u00edzos ao desenvolvimento de plantas jovens, por\u00e9m      tem havido resposta positiva para aduba\u00e7\u00f5es em cobertura, na propor\u00e7\u00e3o de      2 litros e 30 litros por planta ao ano, para plantas rec\u00e9m plantadas e em      fase de produ\u00e7\u00e3o, respectivamente.<\/p>\n   \n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 calagem, verificou-se que, em solo do tipo Latossolo Vermelho-Amarelo,      com pH 5,5, a utiliza\u00e7\u00e3o de calc\u00e1rio na quantidade de 1,2 a 4 toneladas\/ha      reduziu a absor\u00e7\u00e3o de boro e inibiu o crescimento de mangabeiras. Sendo assim,      conclui-se que, nas condi\u00e7\u00f5es citadas, deve-se evitar a utiliza\u00e7\u00e3o da calagem      na cultura da mangabeira. <\/p>\n   \n<h4>Pragas<\/h4>\n   \n<p>Em virtude da mangabeira ainda encontrar-se em processo de domestica\u00e7\u00e3o e      da quase inexist\u00eancia de grandes cultivos comerciais, poucas pragas t\u00eam sido      registradas causando preju\u00edzo \u00e0 cultura. Os pulg\u00f5es s\u00e3o considerados as mais      significativas e, al\u00e9m desses, algumas pragas secund\u00e1rias tamb\u00e9m t\u00eam ocorrido      com certa freq\u00fc\u00eancia sem, no entanto, promover grandes perdas.<\/p>\n   \n<p><strong>Pulg\u00e3o-verde<\/strong><\/p>\n   \n<p>Dentre as esp\u00e9cies de pulg\u00f5es, o pulg\u00e3o-verde (Aphis gossypii) tem sido a      praga mais freq\u00fcentemente associada \u00e0 mangabeira. Ocorre em diversos Estados      brasileiros e ataca v\u00e1rias culturas. O inseto, com aproximadamente 1mm e colora\u00e7\u00e3o      verde-escura, suga a seiva das folhas mais jovens, brotos, hastes e flores,      causando o encarquilhamento das folhas e encurvamento da parte apical do caule,      podendo levar ao atrofiamento e morte das plantas jovens. Este inseto vive      em col\u00f4nias e ataca em todas as fases de desenvolvimento da planta, mas \u00e9      no viveiro onde os preju\u00edzos s\u00e3o maiores, sendo muitas vezes necess\u00e1rio o      controle qu\u00edmico.<\/p>\n   \n<p>O controle na fase de muda pode ser feito de forma eficiente com a aplica\u00e7\u00e3o      de Monocrotoph\u00f3s (Nuvacron 400\u00e2 a 0,1%), e outros inseticidas sist\u00eamicos,      embora n\u00e3o haja registro de produtos para a cultura no Minist\u00e9rio da Agricultura,      da Pecu\u00e1ria e do Abastecimento. Na fase adulta, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio efetuar o      controle, uma vez que as popula\u00e7\u00f5es s\u00e3o naturalmente reduzidas com a chegada      das chuvas.<\/p>\n   \n<p><strong>Cochonilhas<\/strong><\/p>\n   \n<p>Duas esp\u00e9cies de cochonilha t\u00eam sido observadas afetando a mangabeira, embora      de forma menos freq\u00fcente que os pulg\u00f5es. A cochonilha-verde (Coccus viridis)      \u00e9 um inseto de forma oval e achatada, medindo cerca de 5mm de comprimento      e de colora\u00e7\u00e3o verde-clara. Forma col\u00f4nias e ataca ramos novos, bem como a      face inferior das folhas ao longo da nervura principal. Outra esp\u00e9cie, a Pseudaonidia      trilobitiformis, que tamb\u00e9m ocorre em outras fruteiras como cajueiro e mangueira,      tem sido registrada esporadicamente atacando a mangabeira.<\/p>\n   \n<p>O controle poder\u00e1 ser feito utilizando-se os mesmos produtos destinados ao      controle dos pulg\u00f5es.<\/p>\n   \n<p><strong>Formiga-cortadeira<\/strong><\/p>\n   \n<p>As formigas cortadeiras do g\u00eanero Atta, conhecidas popularmente como sa\u00favas,      causam severos danos no viveiro e em plantas jovens quando levadas ao local      definitivo de plantio. Em plantas adultas n\u00e3o se observam danos significativos.<\/p>\n   \n<p>O controle \u00e9 feito com a elimina\u00e7\u00e3o dos formigueiros das proximidades, por      meio da utiliza\u00e7\u00e3o de formicidas granulados tipo isca ou em p\u00f3.<\/p>\n   \n<h4>Outras pragas<\/h4>\n   \n<p>Alguns insetos de import\u00e2ncia secund\u00e1ria tamb\u00e9m t\u00eam sido registrados afetando      esta cultura. A abelha arapu\u00e1, da esp\u00e9cie Trigona spinipes \u00e9 um inseto de      colora\u00e7\u00e3o preta de ocorr\u00eancia generalizada, que corta os ramos novos, flores      e folhas em busca do l\u00e1tex para a constru\u00e7\u00e3o de seus ninhos, prejudicando      sensivelmente o desenvolvimento das brota\u00e7\u00f5es e o crescimento das plantas      jovens. O percevejo (Theogonis stigma) \u00e9 um inseto que mede cerca de 20mm      de comprimento, de colora\u00e7\u00e3o escura e apresenta uma expans\u00e3o nas pernas posteriores      que lembram pequenas folhas. O adulto perfura o fruto verde em v\u00e1rios locais,      provocando o seu apodrecimento e queda precoce. Ocasionalmente, as plantas      podem sofrer o ataque de lagartas, como Erinnyis ello e Cocytius antaeus,      que causam o desfolhamento.<\/p>\n   \n<p>O controle qu\u00edmico desses insetos somente dever\u00e1 ser efetuado se houver infesta\u00e7\u00f5es      provocando danos econ\u00f4micos, ressaltando-se que n\u00e3o h\u00e1 inseticidas registrados      para essas pragas na cultura da mangabeira.<\/p>\n   \n<p>Os ratos tamb\u00e9m podem causar s\u00e9rios preju\u00edzos na fase de viveiro, uma vez      que desenterram e comem as sementes rec\u00e9m-plantadas ou em fase de germina\u00e7\u00e3o.    <\/p>\n   \n<p>O controle pode ser feito por meio do uso de iscas espec\u00edficas para esses      roedores. <\/p>\n   \n<h4>Doen\u00e7as<\/h4>\n   \n<p>Apesar da mangabeira (Hancornia speciosa Gomes) ser uma cultura relativamente      nova, esta j\u00e1 apresenta alguns problemas patol\u00f3gicos que merecem a devida      aten\u00e7\u00e3o do produtor. Estes ocorrem desde o estabelecimento de viveiros para      produ\u00e7\u00e3o de mudas at\u00e9 a implanta\u00e7\u00e3o da cultura definitiva no campo.<\/p>\n   \n<p><strong>Podrid\u00f5es-das-ra\u00edzes e Tombamento de mudas<\/strong><\/p>\n   \n<p>A produ\u00e7\u00e3o de mudas de H. speciosa pode fracassar devido ao alto \u00edndice (at\u00e9      100%) de mortalidade causada pelo fungo Cylindrocladium clavatum, que provoca      o apodrecimento das ra\u00edzes mesmo sob rega controlada. Em situa\u00e7\u00f5es graves      a aplica\u00e7\u00e3o de fungicidas benzimidaz\u00f3is demonstrou promover um bom n\u00edvel de      controle desta doen\u00e7a. Contudo, nenhum destes produtos est\u00e1 registrado para      a cultura.<\/p>\n   \n<p>O fungo Sclerotium rolfssii tamb\u00e9m tem sido relatado causando morte de pl\u00e2ntulas      no viveiro, principalmente devido ao excesso de \u00e1gua de irriga\u00e7\u00e3o. Ainda n\u00e3o      se obtiveram medidas de controle efetivas para essa doen\u00e7a, por\u00e9m recomenda-se      evitar o excesso de umidade no substrato e realizar o tratamento das sementes      com fungicidas. <\/p>\n   \n<p><strong>Queima das folhas<\/strong><\/p>\n   \n<p>Desde a forma\u00e7\u00e3o das primeiras folhas, estas podem apresentar les\u00f5es avermelhadas      que se tornam pardo escuras ao longo do tempo. Com a evolu\u00e7\u00e3o dos sintomas,      estas podem vir a apresentar queima generalizada, resultando inclusive na      morte de pl\u00e2ntulas, podendo haver perdas em torno de 70% em viveiros.<\/p>\n   \n<p>A etiologia da doen\u00e7a ainda n\u00e3o est\u00e1 totalmente esclarecida, apesar de j\u00e1      existirem registros de isolamento do fungo Colletotrichum sp. a partir de      tecidos com estes sintomas. Testes de patogenicidade encontram-se em andamento,      bem como estudos para defini\u00e7\u00e3o de medidas mais apropriadas de controle. Contudo,      sugere-se que, no viveiro, de forma paliativa seja realizada a pronta elimina\u00e7\u00e3o      das mudas infectadas para reduzir ou impedir sua dissemina\u00e7\u00e3o para as mudas      que ainda se encontram sadias. As plantas adultas, quando atacadas, geralmente      recuperam a folhagem no per\u00edodo seco, sem necessidade de tratamento.<\/p>\n   \n<p><strong>Fumagina<\/strong><\/p>\n   \n<p>Esta doen\u00e7a \u00e9 provocada pelo fungo Meliola hancorniana, que causa nas folhas      uma fumagina de revestimento. O fungo n\u00e3o causa sintomas necr\u00f3ticos ou de      queima nas folhas. Seu controle pode ser obtido com a aplica\u00e7\u00e3o de \u00f3leo mineral.<\/p>\n   \n<p><strong>Mancha Necr\u00f3tica dos Frutos<\/strong><\/p>\n   \n<p>\u00c9 comum a ocorr\u00eancia de manchas necr\u00f3ticas em frutos, cujo agente causal      foi identificado como Colletotrichum gloesporioides (Penz.) Sacc.<\/p>\n   \n<p>Os frutos apresentam, inicialmente, pequenas pontua\u00e7\u00f5es de colora\u00e7\u00e3o marrom      as quais evoluem para manchas circulares. Esse mesmo fungo, provavelmente      \u00e9 o causador da queima das folhas. Embora poss\u00edveis alternativas para o controle      de C. gloesporioides na mangabeira ainda n\u00e3o tenham sido desenvolvidas, recomenda-se,      que sejam recolhidos e enterrados os frutos afetados e que seja realizada      a elimina\u00e7\u00e3o e queima dos galhos secos, com o objetivo de se reduzir a fonte      de in\u00f3culo potencial e conseq\u00fcente agravamento dos sintomas.<\/p>\n   \n<p><strong>Seca-dos-ramos<\/strong><\/p>\n   \n<p>Mangabeiras de diferentes idades podem apresentar os sintomas desse mal,      cujo agente causal ainda est\u00e1 indeterminado. Os sintomas se iniciam nas partes      mais jovens dos ramos, com o murchamento e seca das folhas, que permanecem      presas aos ramos; em seguida, ocorre o secamento, come\u00e7ando pelas extremidades,      em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s \u00e1reas de maior di\u00e2metro. Se n\u00e3o forem tomadas medidas de controle,      a doen\u00e7a poder\u00e1 atingir toda a planta, causando a morte. O controle dever\u00e1      ser feito ap\u00f3s a constata\u00e7\u00e3o dos primeiros sintomas, atrav\u00e9s do corte dos      galhos afetados, 30cm a 40cm abaixo da margem inferior da les\u00e3o, tomando-se      o cuidado de proteger o corte com pasta c\u00faprica; em seguida, as partes cortadas      dever\u00e3o ser queimadas.<\/p>\n   \n<h4>Colheita e p\u00f3s-colheita<\/h4>\n   \n<p>A <strong>mangabeira <\/strong>inicia a sua produ\u00e7\u00e3o entre o terceiro e o      quinto ano ap\u00f3s o plantio. A partir do quinto ano, a cultura pode proporcionar      produtividades de 10 a 12 t\/ha, dependendo das condi\u00e7\u00f5es de clima e solo e      do manejo adotado. No litoral do Nordeste, de um modo geral, o principal per\u00edodo      de safra d\u00e1-se de novembro at\u00e9 abril.<\/p>\n   \n<p>A colheita \u00e9 feita manualmente, coletando-se os frutos ca\u00eddos no solo, ou      colhendo-se diretamente na \u00e1rvore os frutos de vez. Neste est\u00e1dio, os frutos      adquirem uma colora\u00e7\u00e3o mais amarelada e a pele torna-se menos \u00e1spera. Al\u00e9m      disso, mostram-se ligeiramente macios quando pressionados, podendo ser armazenados      at\u00e9 atingirem o completo amadurecimento, que ocorre entre 2 e 3 dias ap\u00f3s      a colheita. Os frutos coletados do ch\u00e3o, conhecidos como de ca\u00edda ou de queda,      s\u00e3o aqueles que desprendem-se da \u00e1rvore, completando o amadurecimento poucas      horas ap\u00f3s a queda. Esses frutos s\u00e3o os mais valorizados no mercado, embora      n\u00e3o possam ser armazenados \u00e0 temperatura ambiente, devendo serem logo beneficiados.      S\u00e3o muito moles e perec\u00edveis, o que dificulta a perfeita higieniza\u00e7\u00e3o por      meio da lavagem. Os frutos colhidos imaturos (verdes) n\u00e3o apresentam boa qualidade      ou apodrecem; isso faz com os consumidores prefiram comprar a <strong>mangaba<\/strong>      madura.<\/p>\n   \n<p>De uma forma geral, os frutos colhidos devem ser lavados e secados \u00e0 sombra      em local arejado, sendo em seguida acondicionados em caixas de pl\u00e1stico, quando      ent\u00e3o dever\u00e3o seguir para a agroind\u00fastria ou para as centrais de abastecimento.      Quando a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 destinada \u00e0 ind\u00fastria, os frutos maduros poder\u00e3o ser acondicionados      em sacos pl\u00e1sticos apropriados e congelados para posterior processamento.      Ou ainda, podem ser imediatamente despolpados e acondicionados em embalagens      que variam de 200g a 10kg, dependendo do destino. A fruta ou a polpa concentrada,      mantidas em temperatura adequada, conservam suas propriedades por mais de      um ano.<\/p>\n   \n<p>A <strong>mangaba<\/strong> \u00e9 utilizada, principalmente, para o fabrico de      sucos e sorvetes, sendo uma das mais importantes mat\u00e9rias-primas para a agroind\u00fastria      desses produtos no Nordeste.<\/p>\n   \n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n   \n<p>AGUIAR FILHO, S.P. de; BOSCO, J., ARA\u00daJO, I.A. de. A mangabeira      (Hancornia speciosa): domestica\u00e7\u00e3o e t\u00e9cnicas de cultivo. Jo\u00e3o Pessoa: Emepa-PB,      1998. 26p. (Emepa\u0096PB. Documentos, 24).<br \/>\n     ARA\u00daJO, I.A. de &amp; FRANCO, C.F. de O. Resposta da mangabeira (Hancornia      speciosa) \u00e0 calagem e n\u00edveis de aduba\u00e7\u00e3o mineral. 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Efeito da Aduba\u00e7\u00e3o e Calagem no Desenvolvimento de Mangabeiras.      Aracaju, EMBRAPA-EMDAGRO, 1995. 5p. (EMBRAPA-EMDAGRO. Pesquisa em Andamento).<br \/>\n     VIEIRA NETO R.D. Caracteriza\u00e7\u00e3o f\u00edsica de frutos de uma popula\u00e7\u00e3o de mangabeiras      (Hancornia speciosa Gomes). In: Revista Brasileira de Fruticultura, Cruz das      Almas, Ba, v.19, n.2, 1997, p.247-250. <br \/>\n     VIEIRA NETO, R.D. Efeito de diferentes substratos na forma\u00e7\u00e3o de mudas de      mangabeira (Hancornia speciosa Gomes). Revista Brasileira de Fruticultura,      Cruz das Almas, v.20, n.3, p.265-71, 1998.<br \/>\n     VIEIRA NETO, R. D. Recomenda\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas para o cultivo da mangabeira, Aracaju:      Embrapa Tabuleiros Costeiros, 2001, 26p. (Embrapa Tabuleiros Costeiros. Circular      T\u00e9cnica, 20).<br \/>\n     WISNIEWISKI, A. &amp; MELO, C. F. M. de. Borrachas Naturais Brasileiras. III      Borracha de Mangabeira. Bel\u00e9m, EMBRAPA-CPATU. 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