{"id":27119,"date":"2016-01-22T00:00:00","date_gmt":"2016-01-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/mamona-2\/"},"modified":"2026-09-01T18:10:07","modified_gmt":"2026-09-01T18:10:07","slug":"mamona-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/alimentos-2\/mamona-2\/","title":{"rendered":"Mamona"},"content":{"rendered":"\n<p>A<strong> mamona<\/strong> \u00e9 cientificamente denominada Ricinus communis L.,      \u00e9 planta da fam\u00edlia euphorbi\u00e1ceas. <\/p>\n   \n<p>No Brasil, conhece-se a mamona sob as denomina\u00e7\u00f5es de <strong>mamoneira<\/strong>,      r\u00edcino, carrapateira, bafureira, baga e palma-criste; na Inglaterra e Estados      Unidos, pelo nome de &#8220;castor bean&#8221; e &#8220;castor seed&#8221;. <\/p>\n   \n<p>O \u00f3leo \u00e9 o mais importante constituinte da semente de <strong>mamona<\/strong>.<\/p>\n   \n<h4>A Planta<\/h4>\n   \n<p>Tem ra\u00edzes laterais e uma raiz principal que pode atingir 1,50 m de profundidade.    <\/p>\n   \n<p>As variedades cultivadas no Brasil podem ser de porte an\u00e3o ou baixo (at\u00e9      1,60 m), m\u00e9dio (1,60 a 2,00 m) ou alto (acima de 2,00 m). <\/p>\n   \n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m variedades com frutos deiscentes (quando maduro se abrem, deixando      cair as sementes) e indeiscentes. O fruto \u00e9 uma c\u00e1psula com espinhos, com      tr\u00eas divis\u00f5es e uma semente em cada uma.<\/p>\n   \n<p>A <strong>mamoneira<\/strong> desenvolveu-se nas regi\u00f5es Sudeste, Sul e Nordeste      do Brasil. Nas regi\u00f5es Sudeste e Sul, para se garantir a competitividade com      outros produtos concorrentes tornou-se necess\u00e1rio o desenvolvimento de t\u00e9cnicas      que facilitassem a mecaniza\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento de variedades mais rent\u00e1veis.      Deste modo tornou-se poss\u00edvel cultivar variedades an\u00e3s eindeiscentes, cuja      matura\u00e7\u00e3o ocorre aproximadamente ao mesmo tempo em todas as bagas. Isto permite      colheita mec\u00e2nica \u00fanica anual.<\/p>\n   \n<p>No Nordeste a miscigena\u00e7\u00e3o de variedades provocou um hibridismo espont\u00e2neo,      os frutos s\u00e3o deiscentes, requerendo m\u00faltiplas colheitas por ano, em opera\u00e7\u00e3o      manual.<\/p>\n   \n<p>Mesmo sendo uma cultura tropical equatorial, seu cultivo tem sido intensificado      fora at\u00e9 mesmo dos tr\u00f3picos e subtr\u00f3picos. Nas regi\u00f5es tropicais, equatoriais,      geralmente cultivam-se variedades arb\u00f3reas e nas regi\u00f5es subtropicais e temperadas,      variedades an\u00e3s e precoces.<\/p>\n   \n<h4>Hist\u00f3ria e Biodiesel<\/h4>\n   \n<p>Em 1859 foi descoberto petr\u00f3leo na Pennsylvania tendo sido utilizado principalmente      para produ\u00e7\u00e3o de querosene de ilumina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Durante a Exposi\u00e7\u00e3o Mundial de Paris, em 1900, um motor diesel foi apresentado      ao p\u00fablico funcionando com \u00f3leo de amendoim. Os primeiros motores tipo diesel      eram de inje\u00e7\u00e3o indireta. Tais motores eram alimentados por petr\u00f3leo filtrado,      \u00f3leos vegetais e at\u00e9 mesmo por \u00f3leos de peixe. <\/p>\n   \n<p>O combust\u00edvel especificado como &#8220;\u00f3leo diesel&#8221; somente surgiu com      o advento dos motores diesel de inje\u00e7\u00e3o direta, sem pr\u00e9-c\u00e2mara. A dissemina\u00e7\u00e3o      desses motores se deu na d\u00e9cada de 50, com a forte motiva\u00e7\u00e3o de rendimento      muito maior, resultando em baixos consumos de combust\u00edvel. Al\u00e9m dos baixos      n\u00edveis de consumos espec\u00edficos, os motores diesel modernos, produzem emiss\u00f5es,      de certa forma aceit\u00e1veis, dentro de padr\u00f5es estabelecidos. <\/p>\n   \n<p>Historicamente, o uso direto de \u00f3leos vegetais como combust\u00edvel foi rapidamente      superado pelo uso de \u00f3leo diesel derivado de petr\u00f3leo por fatores tanto econ\u00f4micos      quanto t\u00e9cnicos. \u00c0quela \u00e9poca, os aspectos ambientais, que hoje privilegiam      os combust\u00edveis renov\u00e1veis como o \u00f3leo vegetal, n\u00e3o foram considerados importantes.    <\/p>\n   \n<p>O petr\u00f3leo assim, foi adquirindo com o aumento do uso de motores a diesel,      grande import\u00e2ncia. A dimens\u00e3o da import\u00e2ncia que o petr\u00f3leo adquiriu p\u00f4de      ser vista com a crise do petr\u00f3leo, que elevou os pre\u00e7os em mais de 300% entre      1973 e 1974, porque os pa\u00edses do Oriente M\u00e9dio descobriram que o petr\u00f3leo      \u00e9 um bem n\u00e3o-renov\u00e1vel e que, por isso, iria acabar algum dia. <\/p>\n   \n<p>Os produtores de petr\u00f3leo ent\u00e3o diminu\u00edram a produ\u00e7\u00e3o, elevando o pre\u00e7o do      barril de US$ 2,90 para US$ 11,65 em apenas tr\u00eas meses. As vendas para os      EUA e a Europa tamb\u00e9m foram embargadas nessa \u00e9poca devido ao apoio dado Israel      na Guerra do Yom Kippur (Dia do Perd\u00e3o). Com isso, as cota\u00e7\u00f5es chegaram a      um valor equivalente a US$ 40 nos dias de hoje (essa crise aumentou d\u00edvida      externa brasileira em mais de 40%). <\/p>\n   \n<p>Essa crise representou um verdadeiro marco na hist\u00f3ria energ\u00e9tica do Planeta,      pois o homem passou a valorizar as energias, posicionando-as em destaque,      com rela\u00e7\u00e3o aos bens de sua conviv\u00eancia. <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/mamona30.jpg\" alt=\"Mamona\" width=\"192\" height=\"257\" title=\"Mamona\" \/><\/p>\n   \n<p><strong>No mundo todo, muitos esfor\u00e7os foram dedicados \u00e0 supera\u00e7\u00e3o da crise,      os quais incidiram, basicamente, em dois grupos de a\u00e7\u00f5es: <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>(a) <\/strong>conserva\u00e7\u00e3o ou economia de energia<br \/>\n<strong>(b) <\/strong>usos de fontes alternativas de energia<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>A crise do petr\u00f3leo, juntamente com a crise do a\u00e7\u00facar impulsionou o pr\u00f3-\u00e1lcool      comandados pelo professor Jos\u00e9 Walter Bautista Vidal, que era o ent\u00e3o secret\u00e1rio      de Tecnologia Industrial, com o aux\u00edlio de uma equipe de profundos conhecedores      do setor, passaram a adaptar motores para o uso de combust\u00edveis de origem      vegetal, alternativos aos derivados do petr\u00f3leo. <\/p>\n   \n<p>Da\u00ed surgiu o Pro-\u00e1lcool, com tecnologia 100% nacional. O programa do Pro-\u00e1lcool      consistia em transformar energia armazenada por meio de organismos vegetais      (processo de fotoss\u00edntese) em energia mec\u00e2nica &#8211; forma renov\u00e1vel de se obter      energia e, principalmente, um m\u00e9todo que n\u00e3o agride o meio ambiente. <\/p>\n   \n<p>Em 79, a paralisa\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o iraniana, conseq\u00fc\u00eancia da revolu\u00e7\u00e3o Isl\u00e2mica      liderada pelo aiatol\u00e1 Khomeini, provocou o segundo grande choque do petr\u00f3leo,      elevando o pre\u00e7o m\u00e9dio do barril ao equivalente a US$ 80 atuais. Os pre\u00e7os      permaneceram altos at\u00e9 1986, quando voltaram a cair. <\/p>\n   \n<p><strong>Depois das crises do petr\u00f3leo de 1974 e de 1979, o mundo &#8220;resolveu&#8221;      a quest\u00e3o do petr\u00f3leo de duas formas:<\/strong> aumentando a produtividade      da energia e aumentando as taxas de juros a n\u00edveis in\u00e9ditos. Como resultado,      os donos das reservas aumentaram a taxa de extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo. <\/p>\n   \n<p>Al\u00e9m disso, a maioria dos pa\u00edses consumidores criou impostos sobre o petr\u00f3leo,      transformando-se em s\u00f3cios na valoriza\u00e7\u00e3o do produto, o que antes pertencia      apenas aos pa\u00edses da Opep. <\/p>\n   \n<p>Entretanto, embora o Pro-\u00e1lcool tenha sido implementado em 1975, somente      a partir de 1979 ap\u00f3s o segundo choque do petr\u00f3leo, que o Brasil, de forma      mais ousada, lan\u00e7ou a Segunda Fase do Pro-\u00e1lcool, possuindo uma meta de produ\u00e7\u00e3o      de 7,7 bilh\u00f5es de litros em cinco anos. <\/p>\n   \n<p>Os financiamentos chegavam a cobrir at\u00e9 80% do investimento fixo para destilarias      \u00e0 base de cana-de-a\u00e7\u00facar e at\u00e9 90% para destilarias envolvendo outras mat\u00e9rias-primas,      como a mandioca, sorgo sacarino, baba\u00e7u, e outros. Quanto \u00e0 parte agr\u00edcola,      os financiamentos chegavam at\u00e9 100% do valor do or\u00e7amento, respeitando os      limites de 80% e 60% do valor da produ\u00e7\u00e3o esperada, respectivamente nas \u00e1reas      da SUDAM \/ SUDENE.<\/p>\n   \n<p>A inten\u00e7\u00e3o do Estado, ao implementar o Pro-\u00e1lcool era, al\u00e9m das metas de      aumentar a produ\u00e7\u00e3o de alimentos e export\u00e1veis do setor rural, buscando a      estabilidade interna e tamb\u00e9m equil\u00edbrio nas contas externas, tamb\u00e9m de transferir      para a agricultura a responsabilidade de tentar superar a crise do petr\u00f3leo,      que afetara profundamente o Brasil, j\u00e1 que este era grande importador do produto.    <\/p>\n   \n<p>A chamada &#8220;crise do petr\u00f3leo&#8221; de 1972 foi a mola propulsora das      pesquisas realizadas na \u00e9poca. O lobby canavieiro garantiu o Pro-\u00e1lcool, mas      o desenvolvimento de outros combust\u00edveis alternativos n\u00e3o teve a mesma sorte,      apesar dos fatores agroclim\u00e1ticos, econ\u00f4micos e log\u00edsticos positivos. O Brasil      passou a produzir \u00e1lcool em grande escala e, em 1979, quase que 80% da frota      de ve\u00edculos produzida no pa\u00eds eram com motores a \u00e1lcool. <\/p>\n   \n<p>Porem o governo brasileiro arquivava estudos sobre combust\u00edveis alternativos,      enquanto a Comunidade Econ\u00f4mica Europ\u00e9ia investia, com sucesso, na pesquisa      de combust\u00edveis alternativos vegetais, entre eles o BIODIESEL de \u00f3leo de canola      (colza), a mat\u00e9ria prima mais utilizada na Europa. Na Mal\u00e1sia e nos Estados      Unidos foram realizados experimentos bem sucedidos com palma e soja, respectivamente.    <\/p>\n   \n<p>A partir de 1986, o pre\u00e7o do petr\u00f3leo caiu muito. Os pre\u00e7os deixaram de criar      press\u00e3o para economizar energia e aumentar a produtividade. <\/p>\n   \n<p>No Brasil, por v\u00e1rias raz\u00f5es, incluindo -se a diminui\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo      e o desinteresse da PETROBRAS, as atividades de produ\u00e7\u00e3o experimental de \u00f3leo      diesel vegetal, foram paralisadas. <\/p>\n   \n<p>Quanto ao pr\u00f3-\u00e1lcool, ele foi ficando de lado nas pol\u00edticas governamentais      e por press\u00f5es internacionais, o programa foi paralisado. (j\u00e1 que n\u00e3o \u00e9 interesse      internacional a independ\u00eancia energ\u00e9tica do Brasil). <\/p>\n   \n<p>Se o programa n\u00e3o tivesse sido interrompido, hoje, com toda certeza, ser\u00edamos      independentes dos combust\u00edveis f\u00f3sseis e talvez n\u00e3o t\u00e3o submissos aos organismos      econ\u00f4micos internacionais.<\/p>\n   \n<h4><strong>\u00d3leos Vegetais e o Biodiesel no Brasil<\/strong><\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/mamona31.jpg\" alt=\"Mamona\" width=\"343\" height=\"250\" title=\"Mamona\" \/><\/p>\n   \n<p>No Brasil, desde a d\u00e9cada de 20, o Instituto Nacional de Tecnologia \u0096      INT j\u00e1 estudava e testava combust\u00edveis alternativos e renov\u00e1veis. <\/p>\n   \n<p>Nos anos 60, as Ind\u00fastrias Matarazzo buscavam produzir \u00f3leo atrav\u00e9s dos gr\u00e3os      de caf\u00e9. Para lavar o caf\u00e9 de forma a retirar suas impurezas, impr\u00f3prias para      o consumo humano, foi usado o \u00e1lcool da cana de a\u00e7\u00facar. A rea\u00e7\u00e3o entre o \u00e1lcool      e o \u00f3leo de caf\u00e9 resultou na libera\u00e7\u00e3o de glicerina, redundando em \u00e9ster et\u00edlico,      produto que hoje \u00e9 chamado de biodiesel. <\/p>\n   \n<p>Desde a d\u00e9cada de 70, por meio do INT, do Instituto de Pesquisas Tecnol\u00f3gicas      \u0096 IPT e da Comiss\u00e3o Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira \u0096 CEPLAC,      v\u00eam sendo desenvolvidos projetos de \u00f3leos vegetais como combust\u00edveis, com      destaque para o DENDIESEL.<\/p>\n   \n<p>Na d\u00e9cada de 70, a Universidade Federal do Cear\u00e1 \u0096 UFCE desenvolveu      pesquisas com o intuito de encontrar fontes alternativas de energia. As experi\u00eancias      acabaram por revelar um novo combust\u00edvel origin\u00e1rio de \u00f3leos vegetais e com      propriedades semelhantes ao \u00f3leo diesel convencional, o biodiesel. <\/p>\n   \n<p>O uso energ\u00e9tico de \u00f3leos vegetais no Brasil foi proposto em 1975, originando      o Pr\u00f3-\u00f3leo \u0096 Plano de Produ\u00e7\u00e3o de \u00d3leos Vegetais para Fins Energ\u00e9ticos.      Seu objetivo era gerar um excedente de \u00f3leo vegetal capaz de tornar seus custos      de produ\u00e7\u00e3o competitivos com os do petr\u00f3leo. Previa-se uma mistura de 30%      de \u00f3leo vegetal no \u00f3leo diesel, com perspectivas para sua substitui\u00e7\u00e3o integral      em longo prazo. <\/p>\n   \n<p>Com o envolvimento de outras institui\u00e7\u00f5es de pesquisas, da Petrobr\u00e1s e do      Minist\u00e9rio da Aeron\u00e1utica, foi criado o PRODIESEL em 1980. O combust\u00edvel foi      testado por fabricantes de ve\u00edculos a diesel. A UFCE tamb\u00e9m desenvolveu o      querosene vegetal de avia\u00e7\u00e3o para o Minist\u00e9rio da Aeron\u00e1utica. Ap\u00f3s os testes      em avi\u00f5es a jato, o combust\u00edvel foi homologado pelo Centro T\u00e9cnico Aeroespacial.<\/p>\n   \n<p>Em 1983, o Governo Federal, motivado pela alta nos pre\u00e7os de petr\u00f3leo, lan\u00e7ou      o Programa de \u00d3leos Vegetais \u0096 OVEG, no qual foi testada a utiliza\u00e7\u00e3o      de biodiesel e misturas combust\u00edveis em ve\u00edculos que percorreram mais de 1      milh\u00e3o de quil\u00f4metros. \u00c9 importante ressaltar que esta iniciativa, coordenada      pela Secretaria de Tecnologia Industrial, contou com a participa\u00e7\u00e3o de institutos      de pesquisa, de ind\u00fastrias automobol\u00edsticas e de \u00f3leos vegetais, de fabricantes      de pe\u00e7as e de produtores de lubrificantes e combust\u00edveis.<\/p>\n   \n<p>Embora tenham sido realizados v\u00e1rios testes com biocombust\u00edveis, dentre os      quais com o biodiesel puro e com uma mistura de 70% de \u00f3leo diesel e de 30%      de biodiesel (B30), cujos resultados constataram a viabilidade t\u00e9cnica da      utiliza\u00e7\u00e3o do biodiesel como combust\u00edvel, os elevados custos de produ\u00e7\u00e3o,      em rela\u00e7\u00e3o ao \u00f3leo diesel, impediram seu uso em escala comercial.<\/p>\n   \n<p><strong>D\u00e9cada de 90<\/strong><\/p>\n   \n<p>A Primeira guerra do golfo come\u00e7ou em agosto de 1990 com a tentativa do Iraque      de anexar seu vizinho Kuwait. Os Estados Unidos, que at\u00e9 ent\u00e3o eram aliados      do Iraque contra o Ir\u00e3, decidiram intervir na regi\u00e3o. <\/p>\n   \n<p><strong>Com a guerra, o golfo p\u00e9rsico foi fechado e os EUA perderam dois      fornecedores de petr\u00f3leo:<\/strong> Iraque e o Kuwait. <\/p>\n   \n<p>As especula\u00e7\u00f5es sobre o desenrolar da guerra levaram os pre\u00e7os do petr\u00f3leo      a subir ao patamar pr\u00f3ximo aos US$ 40 atuais. <\/p>\n   \n<p>Com a rendi\u00e7\u00e3o de Saddam Hussein, os pre\u00e7os do petr\u00f3leo voltaram a cair.    <\/p>\n   \n<p>No final da d\u00e9cada de 90 foram realizados testes em frotas de \u00f4nibus no Brasil      com BIODIESEL (de soja) dos EUA, doado pela American Soybean Association (ASA).    <\/p>\n   \n<p>Qual seria o interesse da ASA em promover combust\u00edveis de \u00f3leo de soja no      Brasil? <\/p>\n   \n<p>A raz\u00e3o \u00e9 muito simples e encontra explica\u00e7\u00e3o na a\u00e7\u00e3o geopol\u00edtica dos EUA,      que consiste em estimular seu maior concorrente a utilizar a produ\u00e7\u00e3o local      de \u00f3leo de soja como combust\u00edvel, deixando de exportar, isto \u00e9, de competir      com o produto americano no mercado mundial de \u00f3leos aliment\u00edcios. Por\u00e9m n\u00f3s      temos um potencial gigantesco para produzir biodiesel a partir de outras fontes      que n\u00e3o a soja.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/mamona35.jpg\" alt=\"Mamona\" width=\"308\" height=\"230\" title=\"Mamona\" \/><\/p>\n   \n<p><strong>Futuro<\/strong><\/p>\n   \n<p>Efeito estufa, guerra, desenvolvimento do setor prim\u00e1rio e fixa\u00e7\u00e3o do homem      no campo, fazem com que o investimento na pesquisa, produ\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o      do biodiesel se espalhem por todo o pa\u00eds atrav\u00e9s de feiras, encontros, semin\u00e1rios,      etc. <\/p>\n   \n<p>A atual crise do petr\u00f3leo n\u00e3o \u00e9 resultado das tens\u00f5es geradas por alguns      pa\u00edses \u00e1rabes em conflito com pot\u00eancias ocidentais, mas um problema de aumento      da demanda e falta de estoques. <\/p>\n   \n<p>O crescimento acelerado nos EUA, aliado ao reaquecimento da economia mundial      e \u00e0s baixas cota\u00e7\u00f5es que o produto vinha apresentando nos \u00faltimos dez anos,      gerou um forte aumento do consumo de derivados de petr\u00f3leo. <\/p>\n   \n<p>A institui\u00e7\u00e3o americana World Watch Institute, j\u00e1 prognosticou que o Brasil      liderar\u00e1 as na\u00e7\u00f5es do mundo ao lado dos Estados Unidos e da China como integrante      dos GE-8 (&#8220;e&#8221; significa environment em ingl\u00eas e trata da ecologia),      bem superior ao G-7 composto pelas na\u00e7\u00f5es ricas dominantes deste final de      s\u00e9culo no hemisf\u00e9rio norte. <\/p>\n   \n<p><strong>Pol\u00edticas mundiais com rela\u00e7\u00e3o ao biodiesel: <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>A pr\u00e1tica de um menor pre\u00e7o para o biodiesel na Alemanha \u00e9 explic\u00e1vel pela        completa isen\u00e7\u00e3o dos tributos em toda a cadeia produtiva desse bio-combust\u00edvel        <br \/>\n       Os EUA criaram o Programa de Biodiesel com a meta de produ\u00e7\u00e3o de cinco bilh\u00f5es        de gal\u00f5es anuais (20 bilh\u00f5es de litros por ano). Considerando que um litro        de biodiesel equivale em capacidade energ\u00e9tica veicular a 2,5 litros de        \u00e1lcool et\u00edlico, o programa americano de biodiesel equivale a sete vezes        o m\u00e1ximo atingido do programa brasileiro do \u00e1lcool. <br \/>\n       Alguns estados americanos obrigam que seja adicionado, pelo menos 2% de        biodiesel no \u00f3leo diesel mineral. <br \/>\n       Para incentivar e divulgar o biodiesel, A NASA e as For\u00e7as Armadas Americanas        consideraram oficialmente o biodiesel, um combust\u00edvel de excel\u00eancia para        qualquer motor do ciclo diesel. O Programa Americano de Biodiesel \u00e9 todo        baseado em pequenos produtores e consumidores. <br \/>\n       Depois de amplamente testado e aprovado na Europa e nos EUA, a aceita\u00e7\u00e3o        brasileira para o biodiesel se torna mais f\u00e1cil. <br \/>\n       N\u00e3o se trata simplesmente de adicionar biodiesel, ou substituir o petrodiesel.        \u00c9 necess\u00e1rio entender a revolu\u00e7\u00e3o que ocorreria no campo, na ind\u00fastria,        no ambiente, na forma\u00e7\u00e3o de renda, no n\u00edvel de emprego, na oferta de alimentos        e outros derivados de oleaginosas ap\u00f3s a extra\u00e7\u00e3o do \u00f3leo, no impacto no        pre\u00e7o internacional, entre outros aspectos.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Solu\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n   \n<p>Para que possamos aproveitar todo o potencial energ\u00e9tico brasileiro, devemos      isentar dos impostos toda a cadeia produtiva do biodiesel, constitui uma provid\u00eancia      a ser tomada, sem a qual n\u00e3o haver\u00e1 possibilidade de competi\u00e7\u00e3o desse novo      combust\u00edvel com \u00f3leo diesel mineral. <\/p>\n   \n<p>Deve-se eliminar qualquer restri\u00e7\u00e3o sem justificativas t\u00e9cnicas ou s\u00f3cio-ambientais.      Promover um maior apoio a programas regionais. N\u00e3o se deve dar prioridade      para aqueles que concentram os interesses nos neg\u00f3cios de combust\u00edveis no      Brasil. Uma alternativa vi\u00e1vel seria a produ\u00e7\u00e3o de biodiesel em sistemas integrados      em regi\u00f5es remotas, pois sabe -se que o custo de transportes do \u00f3leo diesel      mineral para tais regi\u00f5es pode atingir valores exorbitantes. N\u00e3o tem sentido      privilegiar meia d\u00fazia de usineiros e corpora\u00e7\u00f5es. <\/p>\n   \n<p>\u00c9 necess\u00e1rio trabalhar com comunidades, incentivando o trabalhador rural      a produzir produtos para biomassa. J\u00e1 que a oferta de mat\u00e9rias prima parece      ser uma das principais dificuldades restritivas para a implementa\u00e7\u00e3o de um      programa de produ\u00e7\u00e3o extensiva de biodiesel. <\/p>\n   \n<p>Devemos pensar estrategicamente nossa pol\u00edtica de combust\u00edveis vegetais alternativos,      avaliando as potencialidades da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola de cada regi\u00e3o, o desempenho      energ\u00e9tico e ambiental de cada cultura, n\u00e3o abrindo m\u00e3o dos mercados internacionais      j\u00e1 conquistados para nossas commodities tradicionais. <\/p>\n   \n<p>A reativa\u00e7\u00e3o de programas de bioenergia \u00e9 fundamental para encontrarmos o      caminho para o desenvolvimento e soberania nacional. <\/p>\n   \n<p>\u00c9 preciso que os governantes tenham pol\u00edticas de desenvolvimento diretamente      ligadas aos nossos interesses, dizer n\u00e3o aos interesses internacionais, dizer      n\u00e3o \u00e0s pol\u00edticas neoliberais e passar a acreditar mais no nosso potencial      t\u00e9cnico e humano. Agora \u00e9 hora de colocar as id\u00e9ias em pr\u00e1tica.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.biodieselbr.com<\/p>\n   \n<h6>Mamona<\/h6>\n    \n<p class=\"google\">  <\/p>\n     \n<p><strong>Nome cient\u00edfico: <\/strong>Ricinus communis L.<br \/>\n<strong>Fam\u00edlia bot\u00e2nica:<\/strong> Euphorbiaceae<br \/>\n<strong>Outros nomes populares:<\/strong> carrapateira, r\u00edcino, palma-de-cristo<strong><br \/>\n     Partes usadas:<\/strong> \u00d3leo das sementes e as flores.<\/p>\n   \n<p>Arbusto com 2,5m de altura, caule ramificado, colora\u00e7\u00e3o verde ou avermelhada.    <\/p>\n   \n<p>Folhas simples, longo-pecioladas, palmatilobadas com 7 a 11 lobos de bordos      serrados e \u00e1pice acuminado.<\/p>\n   \n<p>Flores em racemos terminais, com flores femininas ocupando a por\u00e7\u00e3o superior      da infloresc\u00eancia. Frutos c\u00e1psulas tricocas, espinhosas, triloculares, com      uma semente em cada l\u00f3culo.<\/p>\n   \n<p>Sementes lisas, brilhantes, negras com manchas brancas.<\/p>\n   \n<p>A <strong>mamona<\/strong> \u00e9 origin\u00e1ria da \u00c1sia meridional e foi introduzida      em quase todo o mundo, principalmente nas regi\u00f5es tropicais e subtropicais.      \u00c9 largamente difundida por todo o Brasil, n\u00e3o havendo praticamente terreno      baldio, mata ou lavoura abandonada onde ela n\u00e3o cres\u00e7a. <\/p>\n   \n<p>Em v\u00e1rios pa\u00edses a <strong>mamona<\/strong> \u00e9 cultivada para a extra\u00e7\u00e3o do      \u00f3leo das sementes, o \u00f3leo de r\u00edcino, cujo principal emprego \u00e9 na lubrifica\u00e7\u00e3o      de motores de alta rota\u00e7\u00e3o, como \u00e9 o caso dos motores de avi\u00f5es. O \u00f3leo de      r\u00edcino \u00e9 usado, tamb\u00e9m, como purgativo, na fabrica\u00e7\u00e3o de tinta, verniz e pl\u00e1stico,      enquanto a torta, subproduto da extra\u00e7\u00e3o do \u00f3leo, \u00e9 usada como adubo (Scavone      &amp; Panizza, 1980). <\/p>\n   \n<p>Apesar da alta toxicidade das sementes de mamona, o \u00f3leo de r\u00edcino n\u00e3o \u00e9      t\u00f3xico, visto que a ricina, prote\u00edna t\u00f3xica das sementes, n\u00e3o \u00e9 sol\u00favel em      lip\u00eddios, ficando todo o componente t\u00f3xico restrito \u00e1 torta (Gaillard &amp;      Pepin, 1999).<\/p>\n   \n<p>A toxicidade da planta \u00e9 conhecida desde tempos remotos. Segundo Lord et      al.(1994), h\u00e1 mais de um s\u00e9culo atr\u00e1s foi isolada das sementes da <strong>mamona<\/strong>      uma prote\u00edna denominada ricina. Nesta \u00e9poca, acreditava-se que a toxicidade      desta prote\u00edna resultava de sua habilidade de aglutinar, in vitro, c\u00e9lulas      vermelhas do sangue.<\/p>\n   \n<p>Estudos mais recentes mostraram que as prepara\u00e7\u00f5es de ricina daquela \u00e9poca      eram, na verdade, uma mistura de uma potente citotoxina, a ricina, e uma hematoaglutinina,      a Ricinus communis aglutinina (RCA). Por\u00e9m, sabe-se que esta hematoaglutinina      \u00e9 oralmente inativa, e s\u00f3 apresenta a\u00e7\u00e3o aglutinante de hem\u00e1cias in vitro,      ou quando administrada intravenosamente (Lampe, 1991). Assim, descarta-se      a hip\u00f3tese da intoxica\u00e7\u00e3o ser causada por aglutina\u00e7\u00e3o de eritr\u00f3citos.<\/p>\n   \n<p>V\u00e1rios trabalhos tentaram elucidar a a\u00e7\u00e3o da ricina em c\u00e9lulas animais. Foi      assim que em 1988, Endo &amp; Tsurugi divulgaram um trabalho decisivo, no      qual descreveram o mecanismo da a\u00e7\u00e3o catal\u00edtica da ricina na unidade 60S dos      ribossomos das c\u00e9lulas eucari\u00f3ticas. <\/p>\n   \n<p>Ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o deste trabalho, v\u00e1rias prote\u00ednas estrutural e funcionalmente      relacionadas \u00e0 ricina foram descritas para uma grande variedade de plantas      superiores. Estas prote\u00ednas, juntamente com a ricina, formam um grupo e s\u00e3o      coletivamente conhecidas como \u0093prote\u00ednas inativadoras de ribossomos\u0094      (RIPs). <\/p>\n   \n<p>Estas enzimas inativam especificamente e irreversivelmente ribossomos eucari\u00f3ticos,      impedindo a s\u00edntese prot\u00e9ica. <\/p>\n   \n<p>Elas podem ocorrer como mon\u00f4meros de aproximadamente 30kDa (chamadas RIPS      tipo I), ou, em certos tecidos vegetais, como um heterod\u00edmero, no qual uma      RIP tipo I est\u00e1 covalentemente unida atrav\u00e9s de uma ponte dissulfeto a um      segundo polipet\u00eddeo, cuja massa tamb\u00e9m est\u00e1 em torno de 30 kDa. Este segundo      polipet\u00eddeo \u00e9 descrito como uma lectina ligadora de galactose, e o heterod\u00edmero      formado \u00e9 chamado de RIP tipo II (Lord et al., 1994).<\/p>\n   \n<p>Como mon\u00f4meros, as RIPs n\u00e3o s\u00e3o citot\u00f3xicas, pois n\u00e3o atravessam a membrana      celular eucari\u00f3tica. Na verdade, certos tecidos vegetais ricos em RIPs tipo      I, como o germe de trigo e o gr\u00e3o de cevada, s\u00e3o largamente consumidos por      seres humanos e animais sem nenhum dano celular. Por\u00e9m, RIPs tipo II ligam-se      \u00e0s c\u00e9lulas eucari\u00f3ticas atrav\u00e9s de intera\u00e7\u00f5es com galactos\u00eddeos da superf\u00edcie      celular e, ap\u00f3s subseq\u00fcente entrada no citosol, promovem a morte celular por      inibi\u00e7\u00e3o da s\u00edntese de prote\u00ednas (Lord et al., 1994).<\/p>\n   \n<p>A ricina \u00e9 uma RIP tipo II heterodim\u00e9rica composta de uma enzima inibidora      de ribossomo (32kDa, designada cadeia A, ou RTA) ligada, atrav\u00e9s de uma ponte      dissulfeto, a uma lectina galactose\/N-acetilgalactosamina-ligadora (34kDa,      a cadeia B ou RTB). A cadeia B da ricina liga-se a componentes contendo res\u00edduos      terminais de galactose da superf\u00edcie celular e, subseq\u00fcentemente, a mol\u00e9cula      de ricina entra na c\u00e9lula eucari\u00f3tica por endocitose.<\/p>\n   \n<p>Acredita-se que ap\u00f3s a endocitose, a cadeia B da ricina realize um papel      secund\u00e1rio, facilitando a localiza\u00e7\u00e3o do substrato ribossomal pela cadeia      A. <\/p>\n   \n<p>Esta, ap\u00f3s localizar seu substrato, liga-se a ele, catalisando enzimaticamente      a quebra N-glicos\u00eddica de um res\u00edduo de adenina espec\u00edfico localizado no RNA      ribossomal 28S, contido na unidade 60S do ribossomo. Sendo assim, a atividade      enzim\u00e1tica da cadeia A impossibilita a s\u00edntese de prote\u00ednas da c\u00e9lula por      depurina\u00e7\u00e3o do RNAr 28S, culminando em morte celular (Lord et al., 1994).      Lampe (1991), cita que apenas a cadeia A da ricina entra no citosol, enquanto      a cadeia B permanece ligada \u00e0 superf\u00edcie celular. <\/p>\n   \n<p>As c\u00e9lulas da parede gastrintestinal s\u00e3o as mais atingidas, sendo que uma      \u00fanica mol\u00e9cula da toxina \u00e9 suficiente para causar a morte destas c\u00e9lulas.      As sementes possuem, tamb\u00e9m, um alcal\u00f3ide brandamente t\u00f3xico, a ricinina.    <\/p>\n   \n<p>H\u00e1 isoformas da ricina incluindo ricina D, ricina E e a anteriormente citada      Ricinus communis aglutinina (RCA). Juntas, somam mais de 5% do total de prote\u00ednas      presentes nas sementes maduras de Ricinus. <\/p>\n   \n<p>RCA \u00e9 estrutural e funcionalmente diferente da ricina. A primeira \u00e9 tetram\u00e9rica,      composta de dois heterod\u00edmeros an\u00e1logos de ricina, cada um dos quais cont\u00e9m      uma cadeia A (32kDa) e uma cadeia B galactose-ligadora (36kDa). Em adi\u00e7\u00e3o      as suas diferen\u00e7as estruturais, estas duas prote\u00ednas tamb\u00e9m diferem em suas      propriedades biol\u00f3gicas. A ricina \u00e9 uma citotoxina potente, mas uma ineficaz      hematoaglutinina, enquanto a RCA \u00e9 pouco t\u00f3xica para c\u00e9lulas intactas, mas      apresenta uma alta atividade hematoaglutinadora in vitro (Lord et al., 1994).<\/p>\n   \n<p>A ricina e seus hom\u00f3logos s\u00e3o sintetizados em c\u00e9lulas endosperm\u00e1ticas de      sementes maduras de Ricinus, onde as RIPs s\u00e3o levadas para uma organela chamada      corpo prot\u00e9ico (an\u00e1logo a um compartimento vacuolar), para serem estocadas      na c\u00e9lula madura. Quando as sementes germinam, as toxinas s\u00e3o rapidamente      destru\u00eddas em poucos dias ap\u00f3s a germina\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>As sementes desta planta s\u00e3o extremamente atrativas para crian\u00e7as, levando-as      a ingerir quantidades consider\u00e1veis destas sementes. Os sintomas da intoxica\u00e7\u00e3o      aparecem depois de algumas horas, ou at\u00e9 mesmo dias ap\u00f3s a ingest\u00e3o. Neste      intervalo de tempo, nota-se a perda do apetite, o aparecimento de n\u00e1useas,      v\u00f4mitos e diarr\u00e9ia. Subseq\u00fcentemente, estes sintomas se agravam. Os v\u00f4mitos      tornam-se persistentes e a diarr\u00e9ia passa a ser sanguinolenta (Ellenhorn &amp;      Barceloux, 1988).<\/p>\n   \n<p>N\u00e3o existem ant\u00eddotos para a intoxica\u00e7\u00e3o com ricina. O tratamento \u00e9 sintom\u00e1tico,      devendo sempre ser iniciado com lavagem g\u00e1strica e com a administra\u00e7\u00e3o de      carv\u00e3o ativado ou de outros adsorventes.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  br.geocities.com<\/p>\n   \n<h6>Mamona<\/h6>\n   \n<p>A <strong>mamoneira<\/strong> pertence \u00e0 fam\u00edlia Euphorbiaceae, que engloba      vasto n\u00famero de tipos de plantas nativas da regi\u00e3o tropical. <\/p>\n   \n<p>\u00c9 uma planta de h\u00e1bito arbustivo, com diversas colora\u00e7\u00f5es de caule, folhas,      podendo ou n\u00e3o possuir cera no caule e pec\u00edolo. <\/p>\n   \n<p>Os frutos, em geral, possuem espinhos e, em alguns casos, s\u00e3o inermes. As      sementes apresentam-se com diferentes tamanhos, formatos e grande variabilidade      de colora\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Destas, extrai-se o \u00f3leo de <strong>mamona<\/strong> ou r\u00edcino, que cont\u00e9m      90% de \u00e1cido ricinol\u00e9ico, o que representa uma fonte praticamente pura deste      \u00e1cido graxo, fato raro na natureza. <\/p>\n   \n<p>Esse componente confere ao \u00f3leo de <strong>mamona<\/strong> ampla gama de      aplica\u00e7\u00e3o industrial, inclusive como fonte alternativa de combust\u00edvel, tornando      a cultura da <strong>mamoneira<\/strong> importante potencial econ\u00f4mico e estrat\u00e9gico      ao Pa\u00eds.<\/p>\n   \n<h4>Caracter\u00edsticas<\/h4>\n   \n<p>Caracteriza-se por folhas grandes palmadas e frutos rodeados de espinhos      e contendo tr\u00eas sementes em seu interior.<\/p>\n   \n<p>De seus frutos, extrai-se o \u00f3leo de mamona ou de r\u00edcino, que encerra em sua      composi\u00e7\u00e3o 90% de \u00e1cido graxo ricinol\u00e9ico, o que representa uma fonte praticamente      pura desse \u00e1cido, fato raro na natureza. \u00c9 tamb\u00e9m conhecida como mamoneira,      palma-Christi, carrapateiro e r\u00edcino.<\/p>\n   \n<p><strong>Princ\u00edpio ativo: <\/strong>Alcal\u00f3ides (ricinina), glucoprote\u00edna (ricina),      dentre outros.<\/p>\n   \n<p><strong>Propriedades: <\/strong>Verm\u00edfugo, purgante (uso interno), emoliente      e cicatrizante (uso externo).<\/p>\n   \n<p><strong>Indica\u00e7\u00f5es: <\/strong>Combate a parasitos intestinais e externamente      \u00e9 usado para combater eczemas, herpes, erup\u00e7\u00f5es, feridas, queimaduras e calv\u00edcie.<\/p>\n   \n<p><strong>Toxicologia: <\/strong>A ingest\u00e3o de suas sementes pode ser mortal,      tanto para crian\u00e7as (3 sementes) como para adultos (15 sementes).<\/p>\n   \n<p><strong>Cultivares:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>IAC 80 &#8211;<\/strong> cultivar de frutos deiscentes, porte alto, altura        m\u00e9dia de 2,50 a 3,50 m, ciclo vegetativo de 240 dias, potencial produtivo        de 1.500 a 4.000kg\/ha, quatro a cinco repasses de colheita, 47% de \u00f3leo        nas sementes, peso de 100 sementes: 43 g; <strong><br \/>\n       GUARANI &#8211;<\/strong> cultivar de frutos indeiscentes, porte m\u00e9dio, altura        m\u00e9dia de 1,80 a 2,00m, ciclo vegetativo de 180 dias, potencial produtivo        de 1.500 a 4.000kg\/ha, colheita \u00fanica, 47% de \u00f3leo nas sementes, peso de        100 sementes: 43 g; <strong><br \/>\n       IAC 226 &#8211;<\/strong> cultivar de frutos indeiscentes &#8211; porte alto, altura        m\u00e9dia de 2,50 a 3,50m, ciclo vegetativo de 180 dias, potencial produtivo        de 1.500 a 4.000kg\/ha, colheita \u00fanica, 47% de \u00f3leo nas sementes, peso de        100 sementes: 34g.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>\u00c9poca de plantio:<\/strong> outubro a novembro. A medida que o plantio      se afasta desse per\u00edodo h\u00e1 queda na produtividade.<\/p>\n   \n<h4>Espa\u00e7amento<\/h4>\n   \n<p>Vari\u00e1vel conforme a altura da planta. Para cultivo de porte alto, cultura      solteira, o espa\u00e7amento de 2,5 a 3,0m entre as plantas. A necessidade de sementes      para um hectare de 3 a 4kg. O cultivar de porte m\u00e9dio Guarani deve ser plantado      no espa\u00e7amento de 1 x 1 m ou 1,50 x 0,50m. <\/p>\n   \n<p>O gasto de sementes por hectare de 8 a 10kg. No espa\u00e7amento indicado, deve-se      deixar, ap\u00f3s a germina\u00e7\u00e3o, uma planta por cova. <\/p>\n   \n<p><strong>Calagem e aduba\u00e7\u00e3o:<\/strong> aplicar calc\u00e1rio dolom\u00edtico 90 dias      antes do plantio, de acordo com a an\u00e1lise de solo, para elevar o \u00edndice de      satura\u00e7\u00e3o por bases a 60% e o teor de magn\u00e9sio a um m\u00ednimo de 4mmolc\/dm3.    <\/p>\n   \n<p>No plantio, aplicar 15kg\/ha de N, 40 a 80kg\/ha de P2O5 e 20 a 40kg\/ha de      K2O. Em cobertura, aplicar 30 a 60kg\/ha de N, 30 a 40 dias ap\u00f3s a germina\u00e7\u00e3o.    <\/p>\n   \n<p>A <strong>mamona<\/strong> sens\u00edvel \u00e0 acidez do solo e exigente em nutrientes,      apresentando boa resposta em produtividade \u00e0 corre\u00e7\u00e3o do solo com calc\u00e1rio      e fertilizantes.<\/p>\n   \n<p><strong>Controle da eros\u00e3o:<\/strong> Plantio em n\u00edvel<\/p>\n   \n<p><strong>Tratos culturais:<\/strong> O crescimento da <strong>mamoneira<\/strong>      lento, exigindo duas ou mais opera\u00e7\u00f5es de cultivo mec\u00e2nico ou manual para      mant\u00ea-la livre de mato nos primeiros sessenta dias do desenvolvimento da cultura.<\/p>\n   \n<h4>Sistema de produ\u00e7\u00e3o<\/h4>\n   \n<p><strong>Os cultivares de porte alto s\u00e3o indicados para plantio em consorcia\u00e7\u00e3o      com culturas aliment\u00edcias e de ciclo curto, como milho, arroz, feij\u00e3o, ab\u00f3bora:<\/strong>      plantar a <strong>mamoneira<\/strong> em fileira dupla, espa\u00e7ando 1m entre      as linhas e 1 m entre as plantas. <\/p>\n   \n<p>Deixar espa\u00e7o de 4 a 5m entre as fileiras duplas de <strong>mamoneira<\/strong>,      para outra cultura, de acordo com as recomenda\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas. Esse sistema      de produ\u00e7\u00e3o possibilita aproveitamento racional da pequena propriedade, com      aumento do rendimento por \u00e1rea.<\/p>\n   \n<h4>Controle de pragas e doen\u00e7as<\/h4>\n   \n<p>Fusariose, bacteriose das folhas e mofo cinzento devem ser controlados com      rota\u00e7\u00e3o de culturas, erradica\u00e7\u00e3o e queima das plantas. O mofo cinzento ocorre      nas infloresc\u00eancias e frutos e provoca o achatamento das sementes. <\/p>\n   \n<p>Pode ter a incid\u00eancia diminu\u00edda quando se adotam espa\u00e7amentos mais largos      em anos e\/ou locais de pluviosidade alta, podendo tamb\u00e9m ser controlado com      iprodione. <\/p>\n   \n<p>Quando se cultiva <strong>mamona<\/strong> em regi\u00f5es em que predominam as      culturas da soja e feij\u00e3o, poder haver ocorr\u00eancia do percevejo verde Nezara,      por\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 inseticidas registrados at\u00e9 janeiro\/95.<\/p>\n   \n<h4>Colheita<\/h4>\n   \n<p>No cultivar deiscente IAC 80, deve ser parcelada retirando-se os racemos      do campo quando 70% dos frutos estiverem secos, completando-se a secagem no      terreiro. Ap\u00f3s a secagem, os frutos abrem deixando as sementes livres, e com      abana\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica ou manual separam-se das cascas. <\/p>\n   \n<p>Os cultivares indeiscentes Guarani e IAC 226, possibilitam colheita \u00fanica      dos racemos j\u00e1 secos, dispensando a opera\u00e7\u00e3o de secagem no terreiro. Entretanto,      o descascamento obrigatoriamente mec\u00e2nico, em descascadeira espec\u00edfica para      este tipo de <strong>mamona<\/strong>.<\/p>\n   \n<h4>Rota\u00e7\u00e3o de culturas<\/h4>\n   \n<p>A <strong>mamoneira<\/strong> n\u00e3o deve ser plantada por mais de dois anos      no mesmo local para se evitar aumento da incid\u00eancia de doen\u00e7as f\u00fangicas, principalmente      a fusariose, que quando ocorre durante a germina\u00e7\u00e3o, pode inutilizar a cultura.    <\/p>\n   \n<p><strong>As culturas indicadas s\u00e3o:<\/strong> milho, amendoim, adubos verdes.<\/p>\n   \n<p><strong>Recomenda\u00e7\u00e3o geral<\/strong><\/p>\n   \n<p>A <strong>mamoneira<\/strong> deve ser plantada em solos bem preparados, f\u00e9rteis      e profundos, livre de compacta\u00e7\u00e3o para possibilitar o desenvolvimento do sistema      radicular profundo e denso. <\/p>\n   \n<p>A semeadura na profundidade de 5cm, semeando-se 2 sementes e deslocando-se      uma planta ap\u00f3s a germina\u00e7\u00e3o. A pr\u00e1tica da capa\u00e7\u00e3o ou desbrota da gema apical      n\u00e3o deve ser realizada com os cultivares deiscentes, sob pena de queda na      produtividade. <\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.agrov.com<\/p>\n   \n<h6>Mamona<\/h6>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/mamona32.jpg\" alt=\"Mamona\" width=\"190\" height=\"291\" title=\"Mamona\" \/><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/mamona33.jpg\" alt=\"Mamona\" width=\"343\" height=\"278\" title=\"Mamona\" \/><\/p>\n   \n<p>A <strong>mamoneira<\/strong> \u00e9 uma das 7.000 esp\u00e9cies da fam\u00edlia das euforbi\u00e1ceas,      possivelmente origin\u00e1ria da Eti\u00f3pia, no continente africano. Chamada tamb\u00e9m      de r\u00edcino, carrapateira, palma criste \u00e9 um arbusto de cujo fruto se extrai      um \u00f3leo de excelente qualidade e com in\u00fameras aplica\u00e7\u00f5es industriais. <\/p>\n   \n<p>Conhecido desde a Antig\u00fcidade por suas propriedades medicinais e como azeite      para ilumina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>A extra\u00e7\u00e3o do \u00f3leo da semente ou da baga (semente descascada) \u00e9 realizada      por meio de m\u00e1quinas que promovem a prensagem, a frio ou a quente, ou ainda      pela extra\u00e7\u00e3o utilizando solventes. Do esmagamento da <strong>mamona<\/strong>,      obtem-se, como produto principal, o \u00f3leo e, como co-produto, a torta de <strong>mamona<\/strong>      que pode ser utilizada como adubo (fertilizante) e caso seja desintoxicada      poder\u00e1 ser utilizada na alimenta\u00e7\u00e3o animal. <\/p>\n   \n<p>Hoje o \u00f3leo da <strong>mamona<\/strong> tem larga utiliza\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria      qu\u00edmica, farmac\u00eautica e cosm\u00e9tica. <\/p>\n   \n<p><strong>Utilizado para a fabrica\u00e7\u00e3o de vernizes, tintas, sab\u00f5es, pl\u00e1sticos,      fibras sint\u00e9ticas lubrificantes e como mat\u00e9ria-prima para a produ\u00e7\u00e3o de combust\u00edvel      renov\u00e1vel:<\/strong> o biodiesel.<\/p>\n   \n<p>As folhas da <strong>mamoneira<\/strong> servem de alimento para o bicho-da-seda      e, misturadas \u00e0 forragem, aumentam a secre\u00e7\u00e3o l\u00e1ctea das vacas. Da haste pode-se      produzir celulose, pr\u00f3pria para a fabrica\u00e7\u00e3o de papel, e tecidos grosseiros.      Outro uso do \u00f3leo de <strong>mamona<\/strong> \u00e9 na biomedicina, na elabora\u00e7\u00e3o      de pr\u00f3teses e implantes, substituindo o silicone.<\/p>\n   \n<p>\u00cdndia, China e Brasil s\u00e3o os tr\u00eas principais pa\u00edses produtores, em \u00e1rea e      produ\u00e7\u00e3o de <strong>mamona<\/strong>.<\/p>\n   \n<p>No Brasil destaca-se a o Estado da Bahia como maior produtor desta oleaginosa,      com aproximadamente 92% da produ\u00e7\u00e3o Nacional. Segundo o zoneamento agroecol\u00f3gico      elaborado pela Embrapa Algod\u00e3o, foram identificados na Regi\u00e3o Nordeste 452      munic\u00edpios aptos para o cultivo desta oleaginosa. Desse total, 189 munic\u00edpios      est\u00e3o localizados no Estado da Bahia, representando 41,8%.<\/p>\n   \n<p>A <strong>mamoneira<\/strong> \u00e9 cultivada tradicionalmente em praticamente      todo o Estado da Bahia, concentrando-se nos territ\u00f3rios Irec\u00ea e Chapada Diamantina.    <\/p>\n   \n<p>O cultivo \u00e9 feito, em grande parte, por agricultores familiares, que utilizam      a <strong>mamoneira<\/strong> como cultura principal, em cons\u00f3rcio com cultivos      alimentares.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.rbb.ba.gov.br<\/p>\n   \n<h6>Mamona<\/h6>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/mamona34.jpg\" alt=\"Mamona\" width=\"209\" height=\"327\" title=\"Mamona\" \/><\/p>\n   \n<p>A <strong>mamoneira<\/strong> \u00e9 xer\u00f3fila e heli\u00f3fila, provavelmente origin\u00e1ria      da \u00c1sia, explorada comercialmente entre as latitudes 40\u00baN e 40\u00baS. <\/p>\n   \n<p>No Brasil, sua introdu\u00e7\u00e3o se deu durante a coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa, por ocasi\u00e3o      da vinda dos escravos africanos.<\/p>\n   \n<p>A origem desta planta \u00e9 muito discutida, j\u00e1 que existem relatos, em \u00e9pocas      bastante long\u00ednquas, de se cultivo na \u00c1sia e na \u00c1frica. A diversifica\u00e7\u00e3o de      um grande n\u00famero de variedades desta planta, encontradas tanto no continente      africano, como no asi\u00e1tico, impossibilita qualquer tentativa de estabelecer      uma proced\u00eancia efetiva da <strong>mamona<\/strong>. <\/p>\n   \n<p>Alguns pesquisadores acreditam que a <strong>mamona<\/strong> tenha sido origin\u00e1ria      da \u00c1frica, mais precisamente da Eti\u00f3pia; essa regi\u00e3o situa-se entre os paralelos      5\u00ba e 15\u00baS. <\/p>\n   \n<p>A facilidade de propaga\u00e7\u00e3o e de adapta\u00e7\u00e3o em diferentes condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas      propiciou a <strong>mamona<\/strong> ser encontrada ou cultivada nas mais variadas      regi\u00f5es do mundo, como no norte dos Estados Unidos da Am\u00e9rica e Esc\u00f3cia. No      Brasil a <strong>mamona<\/strong> foi trazida pelos portugueses com a finalidade      de utilizar seu \u00f3leo para ilumina\u00e7\u00e3o e lubrifica\u00e7\u00e3o dos eixos das carro\u00e7as.      O clima tropical e, predominante no Brasil, facilitou o seu alastramento.      Assim, hoje podemos encontrar a <strong>mamoneira<\/strong> em quase toda extens\u00e3o      territorial, como se fosse uma planta nativa e em cultivos destinados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o      de \u00f3leo. <\/p>\n   \n<p>De qualquer forma, men\u00e7\u00e3o dela \u00e9 feita desde a mais remota antig\u00fcidade, pois      segundo autores cl\u00e1ssicos j\u00e1 era conhecida \u00e0 \u00e9poca dos antigos eg\u00edpcios que      a apreciavam como planta milagrosa, sendo igualmente utilizada na lndia desde      os tempos imemoriais para os mais diversos fins. No Brasil a <strong>mamona<\/strong>      \u00e9 conhecida desde a era colonial quando dela se extra\u00eda o \u00f3leo para lubrificar      as engrenagens e os mancais dos in\u00fameros engenhos de cana.<\/p>\n   \n<h4>Planta<\/h4>\n   \n<p>Planta medicinal de cujas sementes se extrai o \u00f3leo de r\u00edcino. \u00c9 origin\u00e1ria      do norte da \u00c1frica, mas cultivada na maioria dos pa\u00edses tropicais e temperados      mais quentes. <\/p>\n   \n<p>Trata-se de uma planta perene, isto \u00e9, cresce em todas as \u00e9pocas do ano.      Seu fruto s\u00e3o c\u00e1psula ov\u00f3ide de tamanho vari\u00e1vel, e superf\u00edcie lisa, brilhante      e acinzentada. Em geral, possuem espinhos. Cada fruto cont\u00e9m tr\u00eas sementes.    <\/p>\n   \n<p>As bagas de <strong>mamona<\/strong> podem ser colhidas manualmente ou com      m\u00e1quinas. Depois de secas, s\u00e3o cortadas, ventiladas e classificadas. <\/p>\n   \n<p>O \u00f3leo de r\u00edcino ou de <strong>mamona<\/strong> \u00e9 extra\u00eddo por press\u00e3o, a      frio (para fins medicinais) ou a quente (para fins industriais).<\/p>\n   \n<p>Ele constitui um excelente lubrificante para motores de alta rota\u00e7\u00e3o e \u00e9      usado na fabrica\u00e7\u00e3o de sabonetes finos, pomadas, tintas, vernizes, pergaminhos,      perfumes, pl\u00e1sticos e m\u00e1scaras contra gases.<\/p>\n   \n<p>O Brasil \u00e9 um dos maiores produtores mundiais de sementes de <strong>mamona<\/strong>      e de \u00f3leo de r\u00edcino.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  iaracaju.infonet.com.br\/www.klickeducacao.com.br<\/p>\n   \n<h6>Mamona<\/h6>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/mamona36.jpg\" alt=\"Mamona\" width=\"223\" height=\"176\" title=\"Mamona\" \/><\/p>\n   \n<p>A <strong>mamona<\/strong> \u00e9 planta da fam\u00edlia euphorbi\u00e1ceas. No Brasil, \u00e9      conhecida sob as denomina\u00e7\u00f5es de <strong>mamoneira<\/strong>, r\u00edcino, carrapateira,      bafureira, baga e palma-criste.<\/p>\n   \n<p>A <strong>mamona<\/strong> \u00e9 planta da fam\u00edlia euphorbi\u00e1ceas. No Brasil, \u00e9      conhecida sob as denomina\u00e7\u00f5es de <strong>mamoneira<\/strong>, r\u00edcino, carrapateira,      bafureira, baga e palma-criste. Na Inglaterra e Estados Unidos, pelo nome      de &#8220;castor bean&#8221; e &#8220;castor seed&#8221;. O \u00f3leo \u00e9 o mais importante      constituinte da semente de <strong>mamona<\/strong>.<\/p>\n   \n<h4>Plantio<\/h4>\n   \n<p>A <strong>mamoneira<\/strong> \u00e9 uma planta heli\u00f3fila, ou seja, deve ser plantada      exposta diretamente ao sol e n\u00e3o tolera sombreamento. Tem grande toler\u00e2ncia      ao estresse h\u00eddrico, mas \u00e9 exigente em fertilidade do solo. Embora tolere      a seca, com boa disponibilidade de \u00e1gua sua produtividade \u00e9 muito maior. Tamb\u00e9m      pode ser plantada sob irriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Para cada condi\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica e n\u00edvel tecnol\u00f3gico, deve-se procurar escolher      uma cultivar apropriada, pois h\u00e1 grande varia\u00e7\u00e3o nas caracter\u00edsticas das variedades      plantadas no Brasil. Os principais detalhes sobre o cultivo de <strong>mamona<\/strong>      s\u00e3o detalhados a seguir.<\/p>\n   \n<p>A condi\u00e7\u00e3o ideal para cultivo de <strong>mamona<\/strong> inclui altitudes      entre 300 e 1.500m, temperatura m\u00e9dia entre 20 e 30\u00baC e chuvas anuais entre      500 e 1.500 mm.<\/p>\n   \n<p>Quando cultivada em baixas altitudes, devido \u00e0 temperatura mais alta, a planta      tende a perder energia pela respira\u00e7\u00e3o noturna e sofrer redu\u00e7\u00e3o na produtividade.<\/p>\n   \n<p>Temperaturas muito altas tamb\u00e9m podem provocar perda da viabilidade do p\u00f3len,      revers\u00e3o sexual e outras mudan\u00e7as fisiol\u00f3gicas que prejudicam a produ\u00e7\u00e3o,      enquanto temperaturas menores que 20\u00baC podem favorecer a ocorr\u00eancia de doen\u00e7as      e at\u00e9 paralisar o crescimento da planta.<\/p>\n   \n<p>Quanto \u00e0 pluviosidade, a planta pode produzir com quantidade de chuva inferior      a 500mm, devido a sua grande toler\u00e2ncia \u00e0 seca, mas a produ\u00e7\u00e3o pode ser muito      baixa para obter viabilidade econ\u00f4mica. Chuva superior a 1.500mm s\u00e3o consideradas      excessivas para essa planta, podendo provocar diversos problemas como crescimento      excessivo, doen\u00e7as e encharcamento do solo.<\/p>\n   \n<h4>Colheita<\/h4>\n   \n<p>Uma das principais caracter\u00edsticas da <strong>mamoneira<\/strong> relacionada      \u00e0 colheita \u00e9 o n\u00edvel de deisc\u00eancia dos frutos. A colheita de variedades deiscentes      \u00e9 uma das opera\u00e7\u00f5es mais dispendiosa e que mais consome m\u00e3o-de-obra, em fun\u00e7\u00e3o      da necessidade de se repetir o processo de colheita 5 a 6 vezes durante o      ano. <\/p>\n   \n<p>Nas cultivares de frutos indeiscentes, a opera\u00e7\u00e3o de colheita \u00e9 feita em      uma \u00fanica vez, quando todos os cachos da planta atingirem a maturidade fisiol\u00f3gica.      Neste est\u00e1gio de desenvolvimento, a semente apresenta o m\u00e1ximo vigor, teor      de \u00f3leo e poder germinativo.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.sebrae.com.br<\/p>\n   \n<h6>Mamona<\/h6>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/mamona37.jpg\" alt=\"Mamona\" width=\"332\" height=\"232\" title=\"Mamona\" \/><\/p>\n   \n<p>A mamoneira \u00e9 uma planta de alto valor econ\u00f4mico. \u00c9 o melhor \u00f3leo vegetal      para fins industriais, pois, n\u00e3o muda as suas caracter\u00edsticas, em altas e      baixas temperaturas.<\/p>\n   \n<h4>A mamona<\/h4>\n   \n<p>A mamona \u00e9 uma planta origin\u00e1ria de regi\u00f5es onde ocorrem chuvas tropicais      de ver\u00e3o na \u00c1frica, sendo cultivada atualmente em regi\u00f5es \u00famidas mas tamb\u00e9m      em regi\u00f5es semi-\u00e1ridas. <\/p>\n   \n<p>No Nordeste do Brasil a mamona adquiriu relativa toler\u00e2ncia \u00e0 seca. Nos anos      1970 teve grande import\u00e2ncia para a agricultura e a economia do semi-\u00e1rido      brasileiro, num tempo em que era muito comum o seu plantio e numa \u00e9poca em      que o mercado para a mamona era seguro. <\/p>\n   \n<p>Ou seja, o que se plantava se vendia. Depois o mercado entrou em decad\u00eancia      e as fam\u00edlias foram abandonando o plantio da mamona na maior parte do Nordeste.<\/p>\n   \n<p>Atualmente o plantio e o beneficiamento da mamona podem ser fatores importantes      para melhorar a vida de centenas de milhares de agricultores familiares do      Nordeste brasileiro. A semente da mamona produz um dos \u00f3leos mais din\u00e2micos      que conhecemos. <\/p>\n   \n<p><strong>A partir do \u00f3leo de mamona pode-se fazer v\u00e1rios produtos como:<\/strong>      pr\u00f3teses para ossos humanos, cosm\u00e9ticos, lubrificantes, inclusive para turbinas      de avi\u00e3o e biodiesel, um combust\u00edvel para usar em autom\u00f3veis, na ind\u00fastria      e na gera\u00e7\u00e3o de energia. <\/p>\n   \n<p>O biodiesel pode ser uma alternativa brasileira para a redu\u00e7\u00e3o da importa\u00e7\u00e3o      e do uso de petr\u00f3leo, bem como para a redu\u00e7\u00e3o da emiss\u00e3o de poluentes na atmosfera.<\/p>\n   \n<p>A regi\u00e3o Nordeste possui mais de 85% da \u00e1rea plantada do pa\u00eds. A produ\u00e7\u00e3o      do Nordeste corresponde a 78% da produ\u00e7\u00e3o nacional de bagas, sendo que a maior      parte \u00e9 proveniente do Estado da Bahia.<\/p>\n   \n<p>Com a pol\u00edtica de incentivo do Governo Federal em adicionar biodiesel ao      leo Diesel convencional, abrem-se grandes possibilidades concretas de gera\u00e7\u00e3o      de renda para as fam\u00edlias agricultoras do semi-\u00e1rido brasileiro, a partir      do cultivo da mamona para a venda de bagas, mas tamb\u00e9m para a participa\u00e7\u00e3o      dessas fam\u00edlias na cadeia da fabrica\u00e7\u00e3o do biodiesel.<\/p>\n   \n<p>Assim, \u00e9 importante considerar que a mamona pode voltar a ter grande import\u00e2ncia      econ\u00f4mica para a agricultura familiar do Nordeste, j\u00e1 que um dos grandes fatores      para sua diminui\u00e7\u00e3o ou quase abandono, enquanto cultivo que gera renda, foi      a falta de compradores.<\/p>\n   \n<h4>ORIGEM<\/h4>\n   \n<p>A mamona (<em>Ricinus communis L.),<\/em> pertence \u00e0 fam\u00edlia Euphorbiaceae.    <\/p>\n   \n<p>A mamoneira, mais conhecida como \u0093carrapateira\u0094, \u0093r\u00edcino\u0094,      &#8220;castor seed&#8221; ou \u0093 planta christi\u0094 \u00e9 uma planta muito      ex\u00f3tica de origem afro-asi\u00e1tica. <\/p>\n   \n<p>Nativa e muito resistente ela \u00e9 encontrada em grande quantidade na Eti\u00f3pia,      na regi\u00e3o do Sennaar e \u00cdndia. <\/p>\n   \n<h4>CARACTER\u00cdSTICAS<\/h4>\n   \n<p>\u00c9 uma planta de h\u00e1bito arbustivo, com diversas colora\u00e7\u00f5es de caule, folhas      e racemos (cachos), podendo ou n\u00e3o possuir cera no caule e pec\u00edolo. <\/p>\n   \n<p>Os frutos, em geral, possuem espinhos e, em alguns casos, s\u00e3o inermes. As      sementes apresentam-se com diferentes tamanhos, formatos e grande variabilidade      de colora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>O \u00f3leo de mamona ou de r\u00edcino, extra\u00eddo pela prensagem das sementes, cont\u00e9m      90% de \u00e1cido graxo ricinol\u00e9ico, o qual confere ao \u00f3leo suas caracter\u00edsticas      singulares, possibilitando ampla gama de utiliza\u00e7\u00e3o industrial, tornando a      cultura da mamoneira importante potencial econ\u00f4mico e estrat\u00e9gico ao Pa\u00eds.\u00a0    <\/p>\n   \n<p>A torta de mamona \u00e9 utilizada como adubo org\u00e2nico possuindo, tamb\u00e9m, efeito      nematicida.<\/p>\n   \n<h4>PLANTIO<\/h4>\n   \n<p>O per\u00edodo \u00f3timo de plantio est\u00e1 compreendido entre outubro e novembro, com      queda na produtividade com o afastamento dessa \u00e9poca.<\/p>\n   \n<p>Para cultivares de porte alto o espa\u00e7amento \u00e9 de 2,50 a 3,00 m entre linhas      e 1,00 m entre plantas. Gasto de sementes de 4 kg\/h\u00e1. <\/p>\n   \n<p>Para cultivares de porte baixo o espa\u00e7amento \u00e9 de 1,00&#215;1,00 m ou 1,50&#215;0,50      m. Gasto de sementes de 8 a 10 kg\/ha. A semeadura \u00e9 na profundidade de 5 cm,      semeando-se duas sementes e desbaste de uma planta ap\u00f3s a germina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Recomenda-se o plantio dos cultivares de porte alto de mamona, em fileira      dupla, em consorcia\u00e7\u00e3o com culturas de ciclo curto. O espa\u00e7amento para a mamona      \u00e9 de 1,00&#215;1,00 m deixando-se de 3 a 4 m entre as fileiras duplas para as culturas      intercalares. A t\u00e9cnica possibilita o aproveitamento racional do solo otimizando      o retorno econ\u00f4mico por unidade de \u00e1rea.<\/p>\n   \n<h4>PRODU\u00c7\u00c3O<\/h4>\n   \n<p>No Brasil, a produtividade m\u00e9dia da mamona est\u00e1 em torno de 646\u00a0kg\u00a0ha-1,      ainda muito baixa ao se considerar, por exemplo, que no Estado de S\u00e3o Paulo,      na safra 2002\/2003, a m\u00e9dia de produtividade ficou em torno de 1.600\u00a0kg\u00a0ha-1      (Conab, 2006).<\/p>\n   \n<p>Segundo dados do IBGE (2004), o Estado da Bahia \u00e9 o principal produtor nacional      de mamona com cerca de 149,5 mil hectares plantados na safra 2003\/04 (90%      da \u00e1rea total do pa\u00eds) e uma produ\u00e7\u00e3o estimada de 134,9 mil toneladas (89%      da produ\u00e7\u00e3o nacional). <\/p>\n   \n<p>Segundo Beltr\u00e3o, da Embrapa, a am\u00eandoa representa 75% em peso da baga e cont\u00e9m      entre 43% e 49% de \u00f3leo. <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/mamona38.jpg\" alt=\"Mamona\" width=\"306\" height=\"224\" title=\"Mamona\" \/><\/p>\n   \n<h4>UTILIZA\u00c7\u00c3O<\/h4>\n   \n<p><strong>O \u00f3leo de mamona possui uma gama muito extensa de aplica\u00e7\u00f5es:<\/strong>      \u00e9 utilizado como mat\u00e9ria prima para fabrica\u00e7\u00e3o de batom, \u00e9 utilizado como      lubrificante de motores, incluindo turbinas de avi\u00e3o a jato, motores de foguetes      e etc. <\/p>\n   \n<p>Tem larga aplica\u00e7\u00e3o de tintas, vernizes, sab\u00f5es, detergentes, inseticidas,      fungicidas, bactericidas, papel carbono, velas, crayon, produtos sint\u00e9ticos,      pl\u00e1sticos, produtos farmac\u00eauticos, nylons, desinfetantes, revestimentos protetores,      adesivos, borrachas isolantes, colas especiais, tubos especiais para irriga\u00e7\u00e3o,      graxas especiais para navios e avi\u00f5es, chapas e engrenagens, aditivos para      combust\u00edveis, cosm\u00e9ticos, lentes de contacto, flu\u00eddos especiais para transmitir      press\u00f5es hidr\u00e1ulicas.\u00a0<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.ruralbioenergia.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mamona, Planta, Folhas, Variedade, Origem, Brasil, Biodiesel, Combust\u00edvel, \u00d3leo, Produ\u00e7\u00e3o, Utiliza\u00e7\u00e3o, Import\u00e2ncia, Hist\u00f3ria, Mamona<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":24850,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[64],"tags":[65],"class_list":["post-27119","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-alimentos-2","tag-alimentos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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