{"id":27084,"date":"2016-01-22T00:00:00","date_gmt":"2016-01-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/carnauba-2\/"},"modified":"2026-09-01T18:09:34","modified_gmt":"2026-09-01T18:09:34","slug":"carnauba-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/alimentos-2\/carnauba-2\/","title":{"rendered":"Carna\u00faba"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Nome cient\u00edfico:<\/strong> Copernicia prunifera (sinon\u00edmia: Copernicia      cerifera; Arrundaria cerifera; Corypha cerifera)<\/p>\n   \n<p><strong>Fam\u00edlia:<\/strong> Palmas<\/p>\n   \n<p><strong>Nome comum:<\/strong> Carna\u00faba, carnaubeira<\/p>\n   \n<p><strong>Origem: <\/strong>Nordeste brasileiro<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccarnau33.jpg\" alt=\"Carna\u00faba\" width=\"201\" height=\"303\" title=\"Carna\u00faba\" \/><strong><br \/>\n     Carna\u00faba<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccarnau34.jpg\" alt=\"Carna\u00faba\" width=\"245\" height=\"306\" title=\"Carna\u00faba\" \/><strong><br \/>\n     Carna\u00faba<\/strong><\/p>\n   \n<h4>Descri\u00e7\u00e3o e caracter\u00edstica da planta<\/h4>\n   \n<p>A carnaubeira \u00e9 a \u00e1rvore s\u00edmbolo do estado do Cear\u00e1, l\u00edder na produ\u00e7\u00e3o de      cera extra\u00edda de suas folhas. A planta \u00e9 perene com um tronco (estipe) simples,      ereto, com numerosas folhas no seu topo, formando uma copa globosa. <\/p>\n   \n<p>As folhas t\u00eam formato de um leque, palmadas, cor cinza-esverdeada e cerosa      na face inferior. As infloresc\u00eancias intrafoliares s\u00e3o ramificadas e mais      longas que as folhas. Os frutos podem ser ov\u00f3ides ou globosos e de cor roxo-escura,      quando maduros. <\/p>\n   \n<p>As plantas se desenvolvem bem no Nordeste brasileiro, em terrenos baixos      de v\u00e1rzea, beira de rios e lagos ou em terrenos sujeitos a inunda\u00e7\u00e3o. A propaga\u00e7\u00e3o      \u00e9 feita atrav\u00e9s de sementes.<\/p>\n   \n<h4>Produ\u00e7\u00e3o e produtividade<\/h4>\n   \n<p>O <strong>Brasil<\/strong> \u00e9 o \u00fanico pa\u00eds do mundo que produz cera de <strong>carna\u00faba<\/strong>.      A produ\u00e7\u00e3o \u00e9 estimada em 18.000 toneladas de cera por ano. Os estados de Cear\u00e1,      Piau\u00ed, Rio Grande do Norte e Maranh\u00e3o s\u00e3o os maiores produtores. <\/p>\n   \n<h4>Utilidade<\/h4>\n   \n<p>Em regi\u00f5es de clima quente, a planta pode ser utilizada na arboriza\u00e7\u00e3o urbana      e no paisagismo de pra\u00e7as e jardins. Sua madeira \u00e9 resistente e usada nas      constru\u00e7\u00f5es rurais. <\/p>\n   \n<p>As folhas servem como alimento para gado, adubo, muito usadas na confec\u00e7\u00e3o      de artesanato, como esteiras, bolsas, cestos e chap\u00e9us. A castanha dos frutos      \u00e9 comest\u00edvel. A cera de <strong>carna\u00faba<\/strong> extra\u00edda de suas folhas      \u00e9 uma das principais fontes de renda dessa planta. <\/p>\n   \n<p>Fonte:  globoruraltv.globo.com<\/p>\n   \n<h6>Carna\u00faba<\/h6>\n    \n<p class=\"google\">  <\/p>\n     \n<p>A <strong>carna\u00faba<\/strong> (Copernicia cerifera Miller) \u00e9 uma palmeira nativa      do Semi-\u00c1rido do Nordeste brasileiro (faixa setentrional dos Estados do Piau\u00ed,      Cear\u00e1 e Rio Grande do Norte). Trata-se de uma planta xer\u00f3fila, adaptada ao      clima quente e seco. <\/p>\n   \n<p>A cultura \u00e9 a principal alternativa para gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda das comunidades      rurais da regi\u00e3o, principalmente no per\u00edodo de estiagem, quando n\u00e3o h\u00e1 outras      possibilidades de emprego. <\/p>\n   \n<p><strong>\u00c9 conhecida como \u0093\u00c1rvore da Vida\u0094, pois oferece uma infinidade      de usos econ\u00f4micos:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>As ra\u00edzes e as sementes t\u00eam uso medicinal; a primeira como diur\u00e9tico, a        segunda como ch\u00e1 energ\u00e9tico.<br \/>\n       Os frutos s\u00e3o um rico nutriente para ra\u00e7\u00e3o animal.<br \/>\n       O estambre da palha \u00e9 utilizado na produ\u00e7\u00e3o de m\u00f3veis.<br \/>\n       As palhas s\u00e3o utilizadas na produ\u00e7\u00e3o artesanal de chap\u00e9us,vassouras, bolsas        e uma infinidade de cria\u00e7\u00f5es.<br \/>\n       Os usos econ\u00f4micos principais s\u00e3o a extra\u00e7\u00e3o do p\u00f3 cer\u00edfero para beneficiamento        da cera e a bagana (palha triturada) que tem elevado valor para a prote\u00e7\u00e3o        e resfriamento dos solos na agricultura.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>A bagana vem sendo utilizada como cobertura morta na proje\u00e7\u00e3o da      copa das seguintes fruteiras<\/strong>: coqueiro, cajueiro, ateira, gravioleira,      sapotizeiro, entre outras, com significativa economia de \u00e1gua de irriga\u00e7\u00e3o      e capinas.<\/p>\n   \n<h4>Benef\u00edcios do uso da bagana de carna\u00faba<\/h4>\n   \n<p>O manejo correto da muda de fruteira no campo come\u00e7a com uma eficaz cobertura      do solo onde esta foi plantada.<\/p>\n   \n<p><strong>Essa cobertura \u00e9 a principal respons\u00e1vel pelos benef\u00edcios, tanto      para a planta quanto para o solo:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Incrementa a produtividade dos cultivos.<br \/>\n       Mant\u00e9m a umidade do solo.<br \/>\n       Diminui a varia\u00e7\u00e3o de temperatura do solo.<br \/>\n       Protege os agregados do solo contra os efeitos erosivos da chuva.<br \/>\n       Aumenta o armazenamento de \u00e1gua na zona de cobertura.<br \/>\n       Controla a germina\u00e7\u00e3o de ervas daninhas.<br \/>\n       Mant\u00e9m a fertilidade do solo.<br \/>\n       Reduz o turno de rega em fruteiras irrigadas.<br \/>\n       Reduz os custos no manejo do pomar.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>Import\u00e2ncia da bagana de carna\u00faba<\/h4>\n   \n<p>Estudos realizados pela Embrapa Agroind\u00fastria Tropical em manejo do solo      e observa\u00e7\u00f5es feitas em \u00e1reas de fruticultura, tanto no litoral como no semi-\u00e1rido,      t\u00eam mostrado que a morte de plantas jovens no campo est\u00e1 relacionada, quase      sempre, com a baixa umidade e a temperatura do solo superficial. <\/p>\n   \n<p>Solos com essas condi\u00e7\u00f5es submetidos a uma esta\u00e7\u00e3o seca de seis a sete meses      e elevado n\u00famero de horas de insola\u00e7\u00e3o di\u00e1rias inibem o crescimento das ra\u00edzes      e causam o dessecamento destas.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.pronaf.gov.br<\/p>\n   \n<h6>Carna\u00faba<\/h6>\n   \n<p><strong>Nome cient\u00edfico:<\/strong> Copernicia prunifera (Miller) H.E. Moore    <\/p>\n   \n<p><strong>Fam\u00edlia:<\/strong> Palmae (Arecaceae) <\/p>\n   \n<p><strong>Sinon\u00edmia:<\/strong> Copernicia cerifera Mart. <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccarnau35.jpg\" alt=\"Carna\u00faba\" width=\"252\" height=\"329\" title=\"Carna\u00faba\" \/><strong><br \/>\n     Carna\u00faba<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Etimologia<\/strong><\/p>\n   \n<p>O nome do g\u00eanero \u0093Copernicia\u0094 \u00e9 uma homenagem ao astr\u00f4nomo italiano      Cop\u00e9rnico que concluiu que a forma da terra era globosa, em alus\u00e3o a essa      forma apresentada pela copa da planta.<\/p>\n   \n<h4>Ocorr\u00eancia<\/h4>\n   \n<p>Ocorre no Nordeste Brasileiro nos vales dos rios da regi\u00e3o da caatinga, principalmente      do Parna\u00edba e seus afluentes, do Jaguaribe, do Acara\u00fa, do Apodi e do m\u00e9dio      S\u00e3o Francisco. Tamb\u00e9m nos estados do Par\u00e1, Tocantins, Maranh\u00e3o, Piau\u00ed e Goi\u00e1s.    <\/p>\n   \n<p>Na regi\u00e3o do Pantanal Matogrossense ocorre a esp\u00e9cie afim Copernicia alba      (carand\u00e1), considerada por muitos autores como a mesma esp\u00e9cie, diferindo      da carnaubeira apenas pela aus\u00eancia de cera em suas folhas, o que \u00e9 compreens\u00edvel      devido ao excesso de umidade relativa do ar da regi\u00e3o, em contraste com a      regi\u00e3o Nordeste.<\/p>\n   \n<p><strong>Aspectos ecol\u00f3gicos<\/strong><\/p>\n   \n<p>A <strong>carnaubeira<\/strong> tem prefer\u00eancia por solos argilosos (pesados),      aluviais (de margens de rios), suportando alagamento prolongado durante a      \u00e9poca de chuvas. Resiste tamb\u00e9m a um elevado teor de salinidade, o que \u00e9 comum      nos solos aluviais da regi\u00e3o da caatinga. Geralmente ocorre em comunidades      quase puras, principalmente nos pontos mais pr\u00f3ximos dos rios. <\/p>\n   \n<p>Margeando essas comunidades, com freq\u00fc\u00eancia ocorrem outras esp\u00e9cies como      a oiticica (Licania rigida), o marizeiro (Geoffroea striata) e algumas cacat\u00e1ceas      como o xiquexique. Em certas situa\u00e7\u00f5es esses cactos podem ocorrer como ep\u00edfitas      no caule da pr\u00f3pria carnaubeira, ou germinam e crescem na base das bainhas      de suas folhas. Floresce principalmente durante os meses de julho-outubro,      com seus frutos amadurecendo de novembro a mar\u00e7o.<\/p>\n   \n<h4>Caracter\u00edsticas gerais<\/h4>\n   \n<p><strong>Palmeira<\/strong> de tronco \u00fanico de 7-10 m de altura, podendo excepcionalmente      atingir 15 m, com tronco (espique) perfeitamente reto e cil\u00edndrico de 15-25      cm de di\u00e2metro. Folhas dispostas em capitel, formando um conjunto esferoidal      bastante elegante, de tonalidade verde levemente glauco em conseq\u00fc\u00eancia da      cera que recobre a l\u00e2mina. <\/p>\n   \n<p>Esta tem forma de leque de at\u00e9 1,5 m de comprimento, de superf\u00edcie plissada      com a extremidade segmentada em longos filamentos mais ou menos eretos e r\u00edgidos.      A l\u00e2mina \u00e9 afixada ao tronco por pec\u00edolos r\u00edgidos de at\u00e9 2 m de comprimento,      recobertos parcialmente, principalmente nos bordos, de espinhos r\u00edgidos em      forma de \u0093unha-de-gato\u0094. <\/p>\n   \n<p>A base do pec\u00edolo, denominada de \u0093bainha\u0094, permanece presa ao caule      na fase jovem da planta ap\u00f3s o secamento e queda da folha, conferindo \u00e0 planta      aspecto agressivo, recebendo o nome vulgar de \u0093quandu\u0094, pela semelhan\u00e7a      da planta com aquele animal recoberto de espinhos. Infloresc\u00eancias mais longas      que as folhas, de at\u00e9 4 m de comprimento, afixadas nas axilas das folhas do      capitel, ramificadas, por\u00e9m ralas, lenhosas, com flores pequenas de cor creme,      dispostas em espigas de 4-7 cm de comprimento. Frutos ovalados ou globosos,      de cerca de 1,5 cm de comprimento, de cor verde escura no amadurecimento.<\/p>\n   \n<h4>Utilidade<\/h4>\n   \n<p>\u00c9 voz corrente entre a popula\u00e7\u00e3o nordestina que da carnaubeira tudo se aproveita.      A grande considera\u00e7\u00e3o por essa planta ficou imortalizada na denomina\u00e7\u00e3o da      cidade de \u0093Carnaubal\u0094 no interior do Cear\u00e1, onde ocorre com grande      frequ\u00eancia. O caule (tronco), de madeira moderadamente pesada (densidade 0,94      g\/cm3), \u00e9 muito empregado na constru\u00e7\u00e3o das casas da regi\u00e3o, principalmente      para vigamentos. Trabalhado ou serrado pode ser utilizado na constru\u00e7\u00e3o de      m\u00f3veis, na constru\u00e7\u00e3o civil como caibros, barrotes e ripas, na confec\u00e7\u00e3o de      artefatos torneados como bengalas, utens\u00edlios dom\u00e9sticos, caixas, etc. <\/p>\n   \n<p>\u00c9 considerada muito dur\u00e1vel quando em contato com a \u00e1gua salgada. No Pantanal      Matogrossense \u00e9 muito utilizado para constru\u00e7\u00e3o de cercas e porteiras, para      postes e pontes, onde se acredita que sua durabilidade seja eterna se utilizada      de troncos completamente maduros. Entretanto, sua principal riqueza est\u00e1 na      cera que recobre as folhas, principalmente as mais jovens, e conhecida internacionalmente      como \u0093cera-de-<strong>carna\u00faba<\/strong>\u0094. Sua import\u00e2ncia foi muito      importante no passado como produto de exporta\u00e7\u00e3o, chegando a caracterizar      um ciclo econ\u00f4mico para o Nordeste. <\/p>\n   \n<p>No passado foi muito empregada na ilumina\u00e7\u00e3o de resid\u00eancias na forma de velas      e atualmente \u00e9 utilizada industrialmente na confec\u00e7\u00e3o de graxas de sapato,      vernizes, \u00e1cido p\u00edcrico, lubrificantes, sabonetes, f\u00f3sforos, isolantes, discos,      etc.<\/p>\n   \n<p>Suas folhas secas, al\u00e9m da utiliza\u00e7\u00e3o local para cobertura de constru\u00e7\u00f5es      r\u00fasticas \u00e9 muito utilizada na confec\u00e7\u00e3o artesanal de chap\u00e9us, cestas, esteiras,      bolsas, cordas, colch\u00f5es, etc. Suas am\u00eandoas (sementes) cont\u00e9m \u00f3leo. A palmeira      \u00e9 muito elegante e vem sendo muito utilizada no paisagismo nas cidades nordestinas      e na arboriza\u00e7\u00e3o urbana, principalmente em Fortaleza, Teresina e Iguatu. Suas      folhas verdes s\u00e3o largamente utilizadas durante o per\u00edodo de estiagem prolongada      no Nordeste como forrageira para o gado.<\/p>\n   \n<h4>Produ\u00e7\u00e3o de mudas<\/h4>\n   \n<p>Para produ\u00e7\u00e3o de mudas a partir de sementes, os seus frutos devem ser colhidos      diretamente da \u00e1rvore quando maduros (novembro a mar\u00e7o) ou recolh\u00ea-los no      ch\u00e3o ap\u00f3s sua queda espont\u00e2nea. Os frutos assim obtidos podem ser semeados      sem qualquer preparo ou tratamento como se fossem as pr\u00f3prias sementes. Um      kg de frutos cont\u00e9m aproximadamente 380 unidades. Seme\u00e1-los logo ap\u00f3s a colheita      em canteiros a meia-sombra contendo substrato organo-arenoso e cobri-los com      uma camada de 1 cm do substrato peneirado, irrigando-se duas vezes ao dia.      A emerg\u00eancia \u00e9 lenta, podendo demorar at\u00e9 5 meses. <\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.carnauba.org.br<\/p>\n   \n<h6>Carna\u00faba<\/h6>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccarnau36.jpg\" alt=\"Carna\u00faba\" width=\"310\" height=\"231\" title=\"Carna\u00faba\" \/><strong><br \/>\n     Carna\u00faba<\/strong><\/p>\n   \n<p>A <strong>Carnaubeira<\/strong> (Copernicia prunifera) \u00e9 uma \u00e1rvore que pertence      \u00e0 fam\u00edlia das palmeiras, plantas de grande beleza, tanto pelo porte como pela      fronde. Com alto potencial paisag\u00edstico, a <strong>carna\u00faba<\/strong> confere      uma apar\u00eancia distinta ao cen\u00e1rio local, devido a seu tamanho e ao fato de      que elas crescem em aglomerados uniformes. <\/p>\n   \n<p>Seu nome \u0093<strong>carna\u00faba<\/strong>\u0094 vem da l\u00edngua ind\u00edgena tupi      e significa literalmente \u0093\u00e1rvore que arranha\u0094. A resist\u00eancia e longevidade      da <strong>carna\u00faba<\/strong> sempre foi motivo de orgulho e satisfa\u00e7\u00e3o para      os residentes dos sert\u00f5es do interior. Sir. Humboldt, famoso naturalista,      chamou-a de \u0093a \u00e1rvore da vida\u0094. <\/p>\n   \n<p>As mais altas carnaubeiras atingem 15m de altura. Sua copa \u00e9 formada de leques,      o tronco \u00e9 parcialmente coberto por uma base de sulcos, em forma de h\u00e9lices.      Possui numerosas flores extremamente pequenas e frutos ov\u00f3ides, com cerca      de 3cm de cumprimento.<\/p>\n   \n<p>As maiores popula\u00e7\u00f5es concentram-se nos Estado do Piau\u00ed e Cear\u00e1, sempre nos      vales dos rios e terrenos arenosos e mal drenados. A principal raz\u00e3o para      alta concentra\u00e7\u00e3o da planta nesses estados \u00e9 a baixa taxa de chuvas, pois      a mesma possui uma casca de cera necess\u00e1ria para manter a umidade, impedindo      a evapora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua pelo sol tropical. <\/p>\n   \n<p>Intimamente adaptada a seu &#8220;habitat&#8221;, a <strong>carna\u00faba<\/strong>      \u00e9 uma planta de grande longevidade (presume-se que viva at\u00e9 200 anos), capaz      de viver por longas esta\u00e7\u00f5es secas sem qualquer inconveni\u00eancia aparente.<\/p>\n   \n<h4>Utilidades da Carna\u00faba<\/h4>\n   \n<p>V\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es de habitantes do sert\u00e3o, desde os \u00edndios, usam o tronco da      <strong>carna\u00faba<\/strong> para levantar suas casas. <\/p>\n   \n<p>As folhas s\u00e3o usadas na confec\u00e7\u00e3o de esteiras, chap\u00e9us, cobertura de casas      e abrigos e cordas. Cestas, redes, etc. <\/p>\n   \n<p><strong>Depois de secas, delas se retira o produto mais nobre da carna\u00faba:<\/strong>      a cera. Esta reveste a palha e vira um p\u00f3. As folhas ent\u00e3o s\u00e3o rasgadas e      batidas para a retirada do p\u00f3, que por sua vez \u00e9 levado ao fogo com um pouco      de \u00e1gua para a produ\u00e7\u00e3o de uma cera l\u00edquida. <\/p>\n   \n<p><strong>O mercado atendido hoje pela produ\u00e7\u00e3o da cera de carna\u00faba vem, ao      longo de dois s\u00e9culos, ampliando suas aplica\u00e7\u00f5es na industrializa\u00e7\u00e3o de diversos      produtos, entre eles:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Polidores: <\/strong>Utilizados principalmente na fabrica\u00e7\u00e3o de        ceras para polimento de autom\u00f3veis, assoalhos, sapatos, m\u00f3veis, frutas e        queijos finos <strong><br \/>\n       Fundi\u00e7\u00e3o: <\/strong>Isolantes e moldes <strong><br \/>\n       Acabamento: <\/strong>Couros para cal\u00e7ados e afins <strong><br \/>\n       Cosm\u00e9ticos: <\/strong>Cremes e batons <strong><br \/>\n       Revestimento: <\/strong>Esmalte, cola, verniz, papel, bombons, goma de mascar        e porcelanas <strong><br \/>\n       Lubrificantes: <\/strong>Graxas e \u00f3leos finos <strong><br \/>\n       Escrit\u00f3rios: <\/strong>Papel carbono, escritas e tintas <strong><br \/>\n       Limpeza: <\/strong>Detergentes e aromatizantes <strong><br \/>\n       Medicinais: <\/strong>C\u00e1psula de comprimidos <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>Colheita da Carna\u00faba<\/h4>\n   \n<p><strong>A colheita da palha de carna\u00faba coincide com o per\u00edodo de entressafra      de gr\u00e3os tais como:<\/strong> <strong>arroz, feij\u00e3o e milho, e est\u00e1 dividida      em duas fases de produ\u00e7\u00e3o: <\/strong>colheita da palha do olho e da palha verde      e produ\u00e7\u00e3o da cera de origem (n\u00e3o refinada).<\/p>\n   \n<p><strong>A Lenda da Carna\u00faba<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Carnaubeira<br \/>\n       A \u00c1rvore da Vida<br \/>\n       A tribo vivia feliz <br \/>\n       O sol aquecia as cabanas, amadurecia os frutos.<br \/>\n       De vez em quando as nuvens cobriam o sol, e a chuva caia, molhando as planta\u00e7\u00f5es,        aumentando os rios.<br \/>\n       Mas depois, o sol come\u00e7ou a ficar muito quente, muito quente.<br \/>\n       T\u00e3o quente, que foi secando os rios e matando as plantas e os animais.<br \/>\n       Os \u00edndios rezavam e dan\u00e7avam, pedindo a tup\u00e3 que lhes mandasse outra vez        a chuva que mata a sede das plantas e dos animais.<br \/>\n       Mas era tudo em v\u00e3o<br \/>\n       O sol continuava queimando&#8230;<br \/>\n       Os \u00edndios e animais morriam, os urubus devoravam os corpos abandonados.<br \/>\n       Daqueles homens t\u00e3o fortes s\u00f3 restava um casal com o filho, que foram obrigados        a abandonar a taba em busca de terras mais felizes <br \/>\n       Caminharam toda a noite, mastigando ra\u00edzes.<br \/>\n       O sol queimava novamente no c\u00e9u quando o menino avistou uma palmeira sozinha        naquele deserto, balan\u00e7ando como ventarolas suas palmas verdes.<br \/>\n       Aproveitaram para descansar \u00e0 sombrinha daquela palmeira <br \/>\n       Vencidos pelo cansa\u00e7o, os velhos adormeceram.<br \/>\n       S\u00f3 o indiozinho continuava acordado e preocupado&#8230;<br \/>\n<strong>Pedia o aux\u00edlio de tup\u00e3, quando ouviu uma voz que chamava por ele        e viu no topo da palmeira uma \u00edndia, que lhe disse: <\/strong><br \/>\n       \u0093Eu me chamo carnaubeira<br \/>\n       Estou aqui para te ajudar. H\u00e1 muitos anos a minha tribo tamb\u00e9m foi atormentada        pela seca.\u0094<br \/>\n       \u0093Socorri a todos, e, quando morri, a lua me transformou nesta \u00e1rvore        destinada a salvar os desamparados <br \/>\n       Faze o que te aconselho e ainda ser\u00e1s feliz\u0094<br \/>\n       \u0093Talha o meu tronco, e, com a minha seiva, mata a sede de teus pais        e a tua\u0094<br \/>\n       \u0093Come os meus frutos, e n\u00e3o sentir\u00e1s mais fome\u0094<br \/>\n       \u0093Cozinha um pouco as minhas ra\u00edzes <br \/>\n       \u00c9 rem\u00e9dio que, bebido, fecha as feridas\u0094<br \/>\n       \u0093P\u00f5e a secar minhas folhas e bate-as<br \/>\n       Delas sair\u00e1 um p\u00f3 cinzento e perfumado, a minha cera, <br \/>\n       com que poder\u00e1s iluminar o teu caminho nas noites sem lua\u0094<br \/>\n       \u0093Da palha que ficar, tece teu chap\u00e9u e tua esteira\u0094<br \/>\n       \u0093<strong>Agora fa\u00e7o-te um pedido: <\/strong>planta os meus coquinhos        para que tenhas um carnaubal\u0094<br \/>\n       \u0093E poder\u00e1s, ent\u00e3o, construir a tua cabana com a madeira do meu tronco\u0094<br \/>\n       O menino fez tudo o que a \u00edndia lhe aconselhou. Dentro de alguns anos, <br \/>\n       um carnaubal imenso balan\u00e7ava-se ao vento.<br \/>\n       E o indiozinho j\u00e1 homem despedia-se dos seus pais para levar a todas as        tabas os cocos da boa \u00e1rvore da provid\u00eancia, como a chamam hoje os caboclos        felizes.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Fonte:  www.acaatinga.org.br<\/p>\n   \n<h6>Carna\u00faba<\/h6>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccarnau37.jpg\" alt=\"Carna\u00faba\" width=\"227\" height=\"325\" title=\"Carna\u00faba\" \/><strong><br \/>\n     Carna\u00faba<\/strong><\/p>\n   \n<h4>Cera Carna\u00faba<\/h4>\n   \n<p>A cera de <strong>Carna\u00faba<\/strong> \u00e9 um produto natural obtido pelo o processamento      do p\u00f3 cer\u00edfero bruto, exudado nas palhas da palmeira do mesmo nome, cujo nome      latino \u00e9 Copernicia prunifera M. <\/p>\n   \n<p>A palmeira forma essa pel\u00edcula cerosa recobrindo as suas palhas para protege-las      contra a desidrata\u00e7\u00e3o provocada pela intensidade do calor solar na \u00e1rea geogr\u00e1fica      onde essa planta \u00e9 nativa. <\/p>\n   \n<p>Ap\u00f3s o seu corte, as palhas s\u00e3o postas a secar ao sol, em lastros improvisados      sobre o terreno, e, ao secarem, as palhas apresentam l\u00e2minas de material cer\u00edfero      que s\u00e3o separadas das palhas por meio de bati\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica. <\/p>\n   \n<p>Variando de acordo com o n\u00edvel t\u00e9cnico do processador desse p\u00f3 para a produ\u00e7\u00e3o      da cera s\u00f3lida, esse p\u00f3 bruto \u00e9 submetido a diferentes opera\u00e7\u00f5es de derretimento,      filtra\u00e7\u00e3o e branqueio qu\u00edmico, quando for este o caso. No processo de secagem,      todavia, o vento carrega uma parte do p\u00f3 cer\u00edfero e deposita nas palhas, antes      da bati\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica, muitas impurezas, normalmente argilas do terreno dos      lastros. <\/p>\n   \n<p>Uma tentativa de melhoria desta etapa da produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 em curso, em continua\u00e7\u00e3o      a uma proposta feita pelas nossas empresas, para a ado\u00e7\u00e3o de estufas dotadas      de cobertura e laterais constru\u00eddas em material pl\u00e1stico transparente (projeto      dispon\u00edvel mediante solicita\u00e7\u00e3o).<\/p>\n   \n<p>A generaliza\u00e7\u00e3o do uso dessas estufas, entretanto, demandar\u00e1 tempo. Entre      60 e 90 palhas s\u00e3o cortadas por palmeira a <br \/>\n     cada ano e cerca de 4.600.000.000 (quatro bilh\u00f5es e seiscentas milh\u00f5es) de      palhas s\u00e3o cortadas a cada ano, secadas e batidas, produzindo o p\u00f3 bruto a      ser processado nos diversos tipos de cera conhecidos no mercado \u0096 tipos      1, 2, 3 e 4.<\/p>\n   \n<p>A produ\u00e7\u00e3o no \u00faltimo dec\u00eanio cresceu a uma m\u00e9dia estimada de 8% ao ano e      \u00e9 hoje de cerca de vinte mil toneladas anuais, havendo um mercado at\u00e9 aqui,      demandante do produto. As palhas secas e batidas n\u00e3o tiveram at\u00e9 agora um      aproveitamento maior, sendo usadas para cobertura do solo em culturas agr\u00edcolas,      de modo a preservar a umidade do solo e, pela sua decomposi\u00e7\u00e3o lenta e gradual,      impregnar nutrientes ao solo. <\/p>\n   \n<p>S\u00e3o cortadas palhas da fronte da palmeira \u0096 chamadas de olhos \u0096      e do restante da copa. As primeiras ainda est\u00e3o fechadas e o p\u00f3 que elas produzem      resulta em uma cera naturalmente amarela. As palhas da copa, j\u00e1 maduras, em      forma de leques, produzem a cera parda e pelo refino a cera parda clara. O      processo de refino compreende, muitas vezes, numerosas etapas de filtra\u00e7\u00e3o      para adequar a cera ao tipo desejado.<\/p>\n   \n<p>De acordo com o grau de pureza, a cor, e o processo de produ\u00e7\u00e3o adotado,      h\u00e1 diferentes tipos de ceras de <strong>carna\u00faba<\/strong> conhecidos no mercado,      e alguns tipos especiais que se destacam, por suas caracter\u00edsticas, dos tipos      usuais do mercado.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.tropicalceras.com.br<\/p>\n   \n<h6>Carna\u00faba<\/h6>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccarnau38.jpg\" alt=\"Carna\u00faba\" width=\"343\" height=\"227\" title=\"Carna\u00faba\" \/><br \/>\n     Palmeira de Carna\u00faba, gravura de Bocher. <br \/>\n     Esta \u00e1rvore atinge 40 m de altura.<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Palmeira <\/strong>brasileira do Nordeste e dos estados do Par\u00e1 e      Goi\u00e1s. <\/p>\n   \n<p>Agrupa-se em grandes conjuntos, os carnaubais, freq\u00fcentes no Cear\u00e1 e no Rio      Grande do Norte. <\/p>\n   \n<p>Mede de 20 a 40 m de altura e possui caule reto e cil\u00edndrico. D\u00e1 um fruto      pequeno, de formato oval, que se torna roxo quando maduro. <\/p>\n   \n<p>As folhas s\u00e3o grandes e abertas em forma de leque, com pec\u00edolos de mais ou      menos 1 m de comprimento, cobertos de espinhos. <\/p>\n   \n<p>Por sua import\u00e2ncia econ\u00f4mica no Nordeste, a <strong>carna\u00faba<\/strong> foi      chamada de \u00e1rvore da vida. <\/p>\n   \n<p>Das folhas se extrai a cera de carna\u00faba, que \u00e9 o seu principal produto.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.klickeducacao.com.br<\/p>\n   \n<h6>Carna\u00faba<\/h6>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccarnau39.jpg\" alt=\"Carna\u00faba\" width=\"132\" height=\"321\" title=\"Carna\u00faba\" \/><strong><br \/>\n     Carna\u00faba<\/strong><\/p>\n   \n<h4>Copernicia prunifera<\/h4>\n   \n<p><strong>Ocorr\u00eancia:<\/strong> Nordeste <\/p>\n   \n<p><strong>Outros nomes: <\/strong>Carna\u00edba, carna\u00edva, carna\u00fava, carnanda\u00faba,      carnaubeira <\/p>\n   \n<h4>Caracter\u00edsticas <\/h4>\n   \n<p>Estipe reto e cil\u00edndrico, atingindo de 10 a 15 m de altura, com 15 a 25 cm      de di\u00e2metro, formando sali\u00eancias espiraladas em sua superf\u00edcie, decorrentes      dos restos das folhas que ca\u00edram. Folhas em forma de leque, de segmentos r\u00edgidos,      divididos at\u00e9 a metade da l\u00e2mina, sustentadas por pec\u00edolo espinhoso, com at\u00e9      1 m de comprimento. Flores amarelas em cachos pendentes que surgem de julho      a outubro. <\/p>\n   \n<p>Cacho de 3 a 4 m de comprimento, com centenas de frutos ov\u00f3ides a globosos,      brilhantes, esverdeados quando jovens e roxos quando maduros, com cerca de      3 cm de comprimento. Um kg de frutos cont\u00e9m cerca de 91 unidades. <\/p>\n   \n<p><strong>Habitat: <\/strong>Vales dos rios e terrenos salinizados e mal drenados    <\/p>\n   \n<p><strong>Propaga\u00e7\u00e3o: <\/strong>Sementes <\/p>\n   \n<h3>Utilidade <\/h3>\n   \n<p>Os frutos da <strong>carna\u00faba<\/strong>, inteiros, s\u00e3o basicamente aproveitados      pelos animais de cria\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Da polpa, extrai-se uma esp\u00e9cie de farinha e um leite que, \u00e0 semelhan\u00e7a do      leite extra\u00eddo do baba\u00e7u, pode substituir o leite do coco-da-bula. A am\u00eandoa      da <strong>carna\u00faba<\/strong>, quando torrada e mo\u00edda, costuma at\u00e9 mesmo ser      aproveitada localmente em substitui\u00e7\u00e3o ao p\u00f3 de caf\u00e9. <\/p>\n   \n<p>O lenho da <strong>carna\u00faba<\/strong> \u00e9 resistente, podendo ser usado no fabrico      de moir\u00f5es, na constru\u00e7\u00e3o de edifica\u00e7\u00f5es r\u00fasticas e como lenha pesada. Inteiro,      o estipe da <strong>carna\u00faba<\/strong> costuma ser usado como poste. Fragmentado      ou serrado, fornece \u00f3timos caibros, barrotes ou ripas, podendo tamb\u00e9m ser      aplicado na marcenaria de artefatos torneados, tais como bengalas e objetos      de uso dom\u00e9stico. <\/p>\n   \n<p>No Nordeste brasileiro, habita\u00e7\u00f5es inteiras s\u00e3o constru\u00eddas com materiais      retirados da <strong>carna\u00faba<\/strong>. Tamb\u00e9m com suas folhas fazem-se telhados      e coberturas de casas e abrigos. Com suas fibras confeccionam-se cordas, sacos,      esteiras, chap\u00e9us, balaios, cestos, redes e mantas. <\/p>\n   \n<p>Das folhas da <strong>carna\u00faba<\/strong> obt\u00e9m-se uma cera de grande import\u00e2ncia      industrial. As folhas da palmeira carna\u00faba s\u00e3o revestidas externamente por      uma cobertura cer\u00edfera. A cera, principal produto obtido da <strong>carna\u00faba<\/strong>,      \u00e9, ainda hoje e na maioria dos carnaubais, extra\u00edda por processos manuais      bastante rudimentares. <\/p>\n   \n<p><strong>\u00c9 vendida para as ind\u00fastrias e usinas como mat\u00e9ria- prima para a      fabrica\u00e7\u00e3o de uma variedade infinita de produtos:<\/strong> graxas para sapatos,      lubrificantes, velas, vernizes, \u00e1cidos, sabonetes, f\u00f3sforos, isolantes t\u00e9rmicos,      matrizes de discos, l\u00e2mpadas incandescentes, papel carbono, batom, etc. <\/p>\n   \n<p>O Piaui \u00e9 o principal fornecedor, seguido pelo Cear\u00e1 e pelo Rio Grande do      Norte. Os maiores e mais densos carnaubais do pais encontram-se nessa regi\u00e3o      que, ano ap\u00f3s ano, \u00e9 sempre a mais atingida pelas secas no Brasil. <\/p>\n   \n<p><strong>Florescimento <\/strong>\u0096 julho a outubro <\/p>\n   \n<p><strong>Frutifica\u00e7\u00e3o <\/strong>&#8211; novembro a mar\u00e7o<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.vivaterra.org.br<\/p>\n   \n<h6>Carna\u00faba<\/h6>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccarnau40.jpg\" alt=\"Carna\u00faba\" width=\"331\" height=\"256\" title=\"Carna\u00faba\" \/><strong><br \/>\n     Carna\u00faba<\/strong><\/p>\n   \n<p>\u00c9 uma palmeira que vegeta nos terrenos arenosos. Flores mon\u00f3icas, em grande      numero.. <\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>&#8220;A flor consta de dois c\u00e1lices: um exterior, verde, formado por tr\u00eas        fol\u00edolos de pouca extens\u00e3o, outro interior, de cor vari\u00e1vel, em forma de        corola, contendo um tubo curto, infundibuliforme, com tr\u00eas divis\u00f5es na extremidade,        e alternado com as do c\u00e1lice exterior. Seu fruto \u00e9 cor de azeitona no come\u00e7o        de sua maturidade e azul violeta, quase preto, quando est\u00e1 completamente        maduro&#8221; <strong>Notas Sobre Plantas Brasileiras, pag. 110. <\/strong><\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>Aplica\u00e7\u00f5es<\/h4>\n   \n<p><strong>Cobertura de habita\u00e7\u00f5es, de suas folhas se fazem cordas, sacos e      chap\u00e9us, e produz uma cera que tem numerosas aplica\u00e7\u00f5es:<\/strong> serve como      isolante e entra na fabrica\u00e7\u00e3o de vernizes, lubrificantes. Fornece madeira      para as constru\u00e7\u00f5es. Seu fruto, cuja polpa se aproveita para fazer doces,      encerra um carro\u00e7o de que se extrai um \u00f3leo. E sua raiz \u00e9 usada como medicamento.    <\/p>\n   \n<h4>PROPRIEDADES MEDICINAIS<\/h4>\n   \n<p>\u00c9 diur\u00e9tica. Usa-se para combater a hidropisia, o reumatismo e a s\u00edfilis.    <\/p>\n   \n<p><strong>PARTE USADA:<\/strong> Raiz, por decoc\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.planetamedicinal.hpg.ig.com.br<\/p>\n   \n<h6>Carna\u00faba<\/h6>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccarnau32.jpg\" alt=\"Carna\u00faba\" width=\"335\" height=\"253\" title=\"Carna\u00faba\" \/><strong><br \/>\n     Carna\u00faba<\/strong><\/p>\n   \n<p>A <strong>carna\u00faba<\/strong>, tamb\u00e9m chamada de &#8220;\u00e1rvore da provid\u00eancia&#8221;      ou de &#8220;\u00e1rvore da vida&#8221; por que dela se aproveita praticamente tudo.      Da raiz extraem-se medicamentos; do caule se extrai madeira; das folhas s\u00e3o      feitas coberturas para casas, cordas, chap\u00e9us, cal\u00e7ados e outros objetos,      al\u00e9m de ser extra\u00eddo cera; o fruto serve de comida para o gado; da polpa s\u00e3o      feitos doces e depois do caro\u00e7o \u00e9 extra\u00eddo \u00f3leo.<\/p>\n   \n<p><strong>Carna\u00faba<\/strong>, nome comum de uma esp\u00e9cie de palmeira. \u00c9 uma \u00e1rvore      elegante, encontrada desde o Brasil at\u00e9 a Argentina. Os carnaubais ocupam      solos argilosos e \u00famidos, geralmente nas v\u00e1rzeas dos rios. <\/p>\n   \n<p>No Brasil, os maiores carnaubais encontram-se no Cear\u00e1 e no Piau\u00ed, os principais      produtores dessa planta que j\u00e1 foi chamada de &#8220;\u00e1rvore da vida&#8221;,      devido aos benef\u00edcios que oferece. <\/p>\n   \n<p>O <strong>fruto<\/strong> \u00e9 negro, doce e comest\u00edvel, tanto cru como cozido.<\/p>\n   \n<p>A cera, tamb\u00e9m chamada <strong>carna\u00faba<\/strong>, que se acumula no avesso      de suas folhas, \u00e9 utilizada na fabrica\u00e7\u00e3o de velas, vernizes, ceras para assoalho,      polidores para m\u00f3veis, impermeabilizantes de embalagens e isolante para materiais      el\u00e9tricos. As folhas s\u00e3o usadas para cobrir constru\u00e7\u00f5es r\u00fasticas e para fabricar      esteiras, cestos, abanos, chap\u00e9us, redes, cordas e tecidos. <\/p>\n   \n<p>Os pec\u00edolos servem para fazer escovas e vassouras e a madeira, muito dur\u00e1vel,      \u00e9 empregada em postes, traves e caibros. Do broto, extrai-se um palmito comest\u00edvel.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.vestibular1.com.br<\/p>\n   \n<h6>Carna\u00faba<\/h6>\n   \n<p>A <strong>carna\u00faba<\/strong> \u00e9 uma das palmeiras mencionadas por Von Martius,      o naturalista e bot\u00e2nico alem\u00e3o; Imponente, esbelta como a maioria das palmeiras      brasileiras, a carna\u00faba possui utilidades variadas, tanto que \u00e9 voz corrente      entre a popula\u00e7\u00e3o nordestina que da carnaubeira tudo se aproveita. <\/p>\n   \n<p>Seu caule (tronco), de madeira moderadamente pesada (densidade 0,94 g\/cm3),      \u00e9 muito empregado na constru\u00e7\u00e3o das casas da regi\u00e3o, principalmente para vigamentos.      Trabalhado ou serrado pode ser utilizado na constru\u00e7\u00e3o de m\u00f3veis, na constru\u00e7\u00e3o      civil como caibros, barrotes e ripas, na confec\u00e7\u00e3o de artefatos torneados      como bengalas, utens\u00edlios dom\u00e9sticos, caixas, lenha, etc. <\/p>\n   \n<p>\u0093 A <strong>carna\u00faba<\/strong> \u00e9 a grande riqueza do Piau\u00ed. Ela produz      uma cera que cobra as f\u00f4lhas da palmeira e que empregada em v\u00e1rias ind\u00fastrias.      A madeira \u00e9 utilizada em pequenas constru\u00e7\u00f5es. Os frutos constituem uma parte      consideravel da alimenta\u00e7\u00e3o do povo. <\/p>\n   \n<p>A exporta\u00e7\u00e3o da c\u00eara de <strong>carna\u00faba<\/strong> \u00e9 de grande import\u00e2ncia      econ\u00f4mica para o Piau\u00ed.\u0094 Entretanto, sua principal riqueza est\u00e1 na cera      que recobre as folhas, principalmente as mais jovens, \u00e9 conhecida internacionalmente      como \u0093cera-de-<strong>carna\u00faba<\/strong>\u0094. <\/p>\n   \n<p>Sua import\u00e2ncia foi muito importante no passado como produto de exporta\u00e7\u00e3o,      chegando a caracterizar um ciclo econ\u00f4mico para o Nordeste. No passado foi      muito empregada na ilumina\u00e7\u00e3o de resid\u00eancias na forma de velas e atualmente      \u00e9 utilizada industrialmente na confec\u00e7\u00e3o de graxas de sapato, vernizes, \u00e1cido      p\u00edcrico, lubrificantes, sabonetes, f\u00f3sforos, isolantes, discos, etc. <\/p>\n   \n<p>Suas am\u00eandoas (sementes), s\u00e3o basicamente aproveitadas pelos animais de cria\u00e7\u00e3o;      de sua polpa, extrai-se uma esp\u00e9cie de farinha e um leite que, \u00e0 semelhan\u00e7a      do leite extra\u00eddo do baba\u00e7u, pode substituir o leite do coco-da-bula. Exemplo      m\u00e1ximo da adapta\u00e7\u00e3o do homem \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de subsist\u00eancia, a am\u00eandoa da <strong>carna\u00faba<\/strong>,      quando torrada e mo\u00edda, costuma at\u00e9 mesmo ser aproveitada localmente em substitui\u00e7\u00e3o      ao p\u00f3 de caf\u00e9. <\/p>\n   \n<p>Ocorre no Nordeste Brasileiro nos vales dos rios da regi\u00e3o da caatinga, principalmente      do Parna\u00edba e seus afluentes, do Jaguaribe, do Acara\u00fa, do Apodi e do m\u00e9dio      S\u00e3o Francisco. Tamb\u00e9m nos estados do Par\u00e1, Tocantins, Maranh\u00e3o, Piau\u00ed e Goi\u00e1s.    <\/p>\n   \n<p>A carnaubeira tem prefer\u00eancia por solos argilosos (pesados), aluviais (de      margens de rios), suportando alagamento prolongado durante a \u00e9poca de chuvas.    <\/p>\n   \n<p>Resiste tamb\u00e9m a um elevado teor de salinidade, o que \u00e9 comum nos solos aluviais      da regi\u00e3o da caatinga. Geralmente ocorre em comunidades quase puras, principalmente      nos pontos mais pr\u00f3ximos dos rios. <\/p>\n   \n<p>Floresce principalmente durante os meses de julho-outubro, com seus frutos      amadurecendo de novembro a mar\u00e7o. Palmeira de tronco \u00fanico de 7-10 m de altura,      podendo excepcionalmente atingir 15 m, com tronco (estipe) perfeitamente reto      e cil\u00edndrico de 15-25 cm de di\u00e2metro. <\/p>\n   \n<p>Folhas dispostas em capitel, formando um conjunto esferoidal bastante elegante      tanto que o nome do g\u00eanero \u0093Copernicia\u0094 \u00e9 uma homenagem ao astr\u00f4nomo      italiano Cop\u00e9rnico que concluiu que a forma da terra era globosa, em alus\u00e3o      a essa forma apresentada pela copa desta palmeira. <\/p>\n   \n<p>Sua Copa de tonalidade verde levemente azulada em conseq\u00fc\u00eancia da cera que      recobre a l\u00e2mina, e forma de leque de at\u00e9 1,5 m de comprimento, de superf\u00edcie      plissada com a extremidade segmentada em longos filamentos mais ou menos eretos      e r\u00edgidos. <\/p>\n   \n<p>A l\u00e2mina \u00e9 afixada ao tronco por pec\u00edolos r\u00edgidos de at\u00e9 2 m de comprimento,      recobertos parcialmente, principalmente nos bordos, de espinhos r\u00edgidos em      forma de \u0093unha-de-gato\u0094. A base do pec\u00edolo, denominada de \u0093bainha\u0094,      permanece presa ao caule na fase jovem da planta ap\u00f3s o secamento e queda      da folha, conferindo \u00e0 planta aspecto agressivo.<\/p>\n   \n<p>As infloresc\u00eancias s\u00e3o mais longas que as folhas, mede at\u00e9 4 m de comprimento,      afixadas nas axilas das folhas do capitel, ramificadas, por\u00e9m ralas, lenhosas,      com flores pequenas de cor creme, dispostas em espigas de 4-7 cm de comprimento.      Frutos ovalados ou globosos, de cerca de 1,5 cm de comprimento, de cor verde      escura no amadurecimento. <\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.brasilcult.pro.br<\/p>\n   \n<h6>Carna\u00faba<\/h6>\n   \n<p><strong>Nome popular: <\/strong>Carnaubeira<\/p>\n   \n<p><strong>Nome cient\u00edfico: <\/strong>Copernicia prunifera (Miller) H.E. Moore    <\/p>\n   \n<p><strong>Fam\u00edlia bot\u00e2nica: <\/strong>Palmae<\/p>\n   \n<p><strong>Origem: <\/strong>Brasil, no Nordeste e Pantanal.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccarnau41.jpg\" alt=\"Carna\u00faba\" width=\"253\" height=\"348\" title=\"Carna\u00faba\" \/><strong><br \/>\n     Carna\u00faba<\/strong><\/p>\n   \n<h4>Fruto<\/h4>\n   \n<p>Cacho com centenas de frutos ov\u00f3ides a globosos, brilhantes, esverdeados      quando jovens e roxos quando maduros. Frutifica de novembro a mar\u00e7o. <\/p>\n   \n<h4>Cultivo<\/h4>\n   \n<p>Na regi\u00e3o de seu habitat se multiplicam espontaneamente. Prefere solos arenosos      e alagadi\u00e7os, v\u00e1rzeas e margens dos rios de regi\u00f5es de clima quente. <\/p>\n   \n<p>A <strong>carna\u00faba<\/strong> \u00e9 uma das palmeiras mencionadas por Martius,      o naturalista e bot\u00e2nico tomado pela exuber\u00e2ncia da terra. <\/p>\n   \n<p><strong>Mas n\u00e3o \u00e9 apenas mais uma delas<\/strong>: \u00e9 especial. T\u00e3o especial      que n\u00e3o escapou \u00e0 aten\u00e7\u00e3o de escritores como M\u00e1rio de Andrade, Guimar\u00e3es Rosa,      Jos\u00e9 de Alencar e Euclides da Cunha, entre outros, que souberam destacar,      em sua obra liter\u00e1ria, a total integra\u00e7\u00e3o do homem regional ao ambiente em      que vive. <\/p>\n   \n<p>E a <strong>carna\u00faba<\/strong>, planta de grande longevidade, tem sido testemunha      viva e participante ativa dessa integra\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Quando no s\u00e9culo XVIII, o tamb\u00e9m naturalista Humboldt conheceu a <strong>carna\u00faba<\/strong>      em terras brasileiras, impressionou-se de tal forma com as numerosas e importantes      finalidades da planta, que passou a cham\u00e1-la de &#8220;\u00e1rvore da vida&#8221;.    <\/p>\n   \n<p>Os frutos da <strong>carna\u00faba<\/strong>, inteiros, s\u00e3o basicamente aproveitados      pelos animais de cria\u00e7\u00e3o; de sua polpa, extrai-se uma esp\u00e9cie de farinha e      um leite que, \u00e0 semelhan\u00e7a do leite extra\u00eddo do baba\u00e7u, pode substituir o      leite do coco-da-bula. <\/p>\n   \n<p>Exemplo m\u00e1ximo da adapta\u00e7\u00e3o do homem \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de subsist\u00eancia, a am\u00eandoa      da <strong>carna\u00faba<\/strong>, quando torrada e mo\u00edda, costuma at\u00e9 mesmo ser      aproveitada localmente em substitui\u00e7\u00e3o ao p\u00f3 de caf\u00e9. <\/p>\n   \n<p>O lenho da <strong>carna\u00faba<\/strong> \u00e9 resistente, podendo ser usado no fabrico      de moir\u00f5es, na constru\u00e7\u00e3o de edifica\u00e7\u00f5es r\u00fasticas e como lenha pesada. Inteiro,      o estipe da <strong>carna\u00faba<\/strong> costuma ser usado como poste; fragmentado      ou serrado, fornece \u00f3timos caibros, barrotes ou ripas, podendo tamb\u00e9m ser      aplicado na marcenaria de artefatos torneados, tais como bengalas e objetos      de uso dom\u00e9stico. <\/p>\n   \n<p>No Nordeste brasileiro, habita\u00e7\u00f5es inteiras s\u00e3o constru\u00eddas com materiais      retirados da <strong>carna\u00faba<\/strong>, da mesma forma como se retiram materiais      do baba\u00e7u e do buriti. Tamb\u00e9m com suas folhas fazem-se telhados e coberturas      de casas e abrigos; com suas fibras confeccionam-se cordas, sacos, esteiras,      chap\u00e9us, balaios, cestos, redes e mantas. <\/p>\n   \n<p>Imponente, esbelta como a maioria das palmeiras brasileiras, a <strong>carna\u00faba<\/strong>      \u00e9 mais alta do que o baba\u00e7u e economicamente mais rent\u00e1vel do que o buriti.      Isto porque, al\u00e9m dos frutos, das am\u00eandoas, do estipe, das folhas e das fibras      de utilidades variadas, das folhas da carna\u00faba obt\u00e9m-se uma cera de grande      import\u00e2ncia industrial. <\/p>\n   \n<p>As folhas da palmeira <strong>carna\u00faba<\/strong> s\u00e3o revestidas externamente      por uma cobertura cer\u00edfera. <\/p>\n   \n<p>A presen\u00e7a de cera nas folhas de algumas plantas, como ocorre com a <strong>carna\u00faba<\/strong>,      \u00e9 possivelmente conseq\u00fc\u00eancia de sua adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s regi\u00f5es secas, uma vez que      essa camada cer\u00edfera dificulta a perda de \u00e1gua por transpira\u00e7\u00e3o e protege      a planta contra o ataque de fungos. <\/p>\n   \n<p>A cera, principal produto obtido da <strong>carna\u00faba<\/strong>, \u00e9, ainda hoje      e na maioria dos carnaubais, extra\u00edda por processos manuais bastante rudimentares.    <\/p>\n   \n<p><strong>Em geral, o procedimento adotado \u00e9 o seguinte: <\/strong>depois de      cortadas, as folhas jovens das palmeiras s\u00e3o estendidas pelo ch\u00e3o e postas      ao sol, por v\u00e1rios dias, para secar. <\/p>\n   \n<p>Quando as folhas secam e a pel\u00edcula de cera que as recobre se transforma      em um p\u00f3 esfarinhado, elas s\u00e3o levadas para um quarto escuro, sem janelas,      de constru\u00e7\u00e3o simples. <\/p>\n   \n<p><strong>Ali, s\u00e3o rasgadas com grandes garfos de madeira e come\u00e7a a &#8220;batedura&#8221;:<\/strong>      as folhas s\u00e3o violentamente batidas at\u00e9 que toda a cera se desprenda, na forma      de min\u00fasculas escamas brancas, e possa ser separada da palha rasgada. Depois      que esse p\u00f3 se assenta, ele \u00e9 varrido, recolhido e levado ao fogo, com um      pouco de \u00e1gua, em grandes lat\u00f5es de querosene. Essa calda transforma-se em      uma pasta esverdeada, que \u00e9 jogada em uma prensa r\u00fastica de madeira, a partir      da qual se obt\u00e9m uma cera liquida que, depois, \u00e9 despejada em gamelas de barro      ou de madeira at\u00e9 esfriar.<\/p>\n   \n<p>Assim \u00e9 obtido o chamado &#8220;p\u00e3o de cera de <strong>carna\u00faba<\/strong>&#8220;<\/p>\n   \n<p>Palmeiras &#8211; disse Martius &#8211; abundam na terra bras\u00edlica, medram nas areias      do litoral,crescem nas campinas infindas , levantam-se destemidas e orgulhosas      nos paius e brejos, expandem sobranceirassuas lindas frondes por entre o verdume      me das florestas e vivem mesmo no ressequido solo das caatingas&#8230;Grandes      ou pequenas surgem em toda parte, nas praias sobre os c\u00f4mores, nas encarpas      das rochas, no solo f\u00e9rtil e no est\u00e9ril. <\/p>\n   \n<p><strong>&#8221; PLANTAS E SUBST\u00c2NCIAS VEGETAIS T\u00d3XICAS E MEDICINAIS F. C.      Hoehne ( 1939) citado por Greg\u00f3rio Bondar que \u00e9 vendido para as ind\u00fastrias      e usinas como mat\u00e9ria- prima para a fabrica\u00e7\u00e3o de uma variedade infinita de      produtos<\/strong>: graxas para sapatos, lubrificantes, velas, vernizes, \u00e1cidos,      sabonetes, f\u00f3sforos, isolantes t\u00e9rmicos, matrizes de discos, l\u00e2mpadas incandescentes,      papel carbono, batom, etc. <\/p>\n   \n<p>Apesar de ter tantas qualidades, de oferecer tantos produtos diferentes e      de crescer com facilidade em qualquer clima tropical, \u00e9 apenas no particular      ambiente seco das caatingas do Nordeste do Brasil que a <strong>carna\u00faba<\/strong>      produz a cera em condi\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. <\/p>\n   \n<p>Por\u00e9m, o processo de fabrica\u00e7\u00e3o da cera envolve um conjunto de opera\u00e7\u00f5es      que, em virtude das t\u00e9cnicas rudimentares utilizadas no Nordeste brasileiro,      geram um produto de qualidade inferior ao exigido pelos processos industriais.    <\/p>\n   \n<p>Mesmo assim, o Brasil \u00e9 um grande produtor e exportador do p\u00f3 e da cera de      <strong>carna\u00faba<\/strong>, sendo o Estado do Piaui o seu principal fornecedor,      seguido pelo Cear\u00e1 e pelo Rio Grande do Norte. <\/p>\n   \n<p>Os maiores e mais densos carnaubais do pais encontram-se nessa regi\u00e3o que,      ano ap\u00f3s ano, \u00e9 sempre a mais atingida pelas secas no Brasil. Ali, os carnaubais      estendem-se por l\u00e9guas e l\u00e9guas, margeando as estradas que ligam o interior      ou acompanhando as v\u00e1rzeas dos rios intermitentes, que alagam quando chegam      as chuvas. <\/p>\n   \n<p>O carnaubal \u00e9, em geral, espa\u00e7ado e ensolarado. As folhas da <strong>carna\u00faba<\/strong>,      de cor verde-azulada, s\u00e3o amplas e, dispostas no alto da palmeira, comp\u00f5em      um elegante cocar. <\/p>\n   \n<p>Os restos curtos e duros das hastes das folhas antigas ficam dispostos em      espiral ao redor do estipe, formando desenhos bastante n\u00edtidos.<\/p>\n   \n<p><strong>Na cobertura vegetal que caracteriza toda a regi\u00e3o seca do nordeste      &#8211; e que inclui, tamb\u00e9m, parte dos territ\u00f3rios dos Estados do Maranh\u00e3o, da      Para\u00edba, da Bahia e de Pernambuco &#8211; os imensos carnaubais, nativos e cultivados,      s\u00e3o muito impressionantes:<\/strong> quem n\u00e3o conhece a regi\u00e3o, nem a planta,      pode at\u00e9 pensar que se trata de uma bela miragem.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.bibvirt.futuro.usp.br<\/p>\n   \n<h6>Carna\u00faba<\/h6>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccarnau42.jpg\" alt=\"Carna\u00faba\" width=\"229\" height=\"343\" title=\"Carna\u00faba\" \/><strong><br \/>\n     Carna\u00faba<\/strong><\/p>\n   \n<p>Planta da fam\u00edlia das palm\u00e1ceas (Copernicia prunifera), a carna\u00faba possui      uma altura m\u00e9dia vari\u00e1vel entre 15-20 metros e pode atingir at\u00e9 40 metros.      Seu espique \u00e9 cil\u00edndrico, de di\u00e2metro pouco vari\u00e1vel entre as extremidades.      Possui uma copa formada por cerca de 45-60 folhas ou palmas com um comprimento      m\u00e9dio igual a um metro com um limbo tamb\u00e9m de um metro de cor verde-esbranqui\u00e7ada.<\/p>\n   \n<p>O nome comum \u0097<strong>carna\u00faba<\/strong>\u0093\u00e9 derivado do Tupi e significa      \u00e1rvore que arranha, em raz\u00e3o da camada espinhosa quecobre a partemais baixa      do tronco. <\/p>\n   \n<p><strong>Podendo-se encontrar outros nomes tais como: <\/strong>carana\u00edba\u0093,      caranda\u00faba\u0093, carnaba\u0093, carnahyba\u0093e carna\u00fava\u0093. <\/p>\n   \n<p><strong>Tamb\u00e9m conhecida como:<\/strong> \u00carvore da Vida\u0093devido aosmuitosbenef\u00edciosque      elasupre.<\/p>\n   \n<p>A cultura da <strong>carna\u00faba<\/strong> \u00e9 um perfeito exemplo da utiliza\u00e7\u00e3o      sustent\u00e1vel dos recursos naturais. <\/p>\n   \n<p>N\u00e3o agredindo o meio ambiente em nenhuma das etapas do seu processo. <\/p>\n   \n<p>O corte das palhas nada mais \u00e9 do que uma poda n\u00e3o prejudicando a palmeira      e ainda retardando o seu envelhecimento.<\/p>\n   \n<p>A secagem das palhas \u00e9 feita com a utiliza\u00e7\u00e3o da luz solar. <\/p>\n   \n<p>Na extra\u00e7\u00e3o do p\u00f3cer\u00edfero o rejeito das palhas se transforma em adubo org\u00e2nico.      Na produ\u00e7\u00e3o da cera bruta a \u00e1gua \u00e9 utilizada como solvente.<\/p>\n   \n<p>Nas ind\u00fastrias os rejeitos da filtra\u00e7\u00e3o s\u00e3o reciclados produzindo cera e      adubo org\u00e2nico ( bagana ).<\/p>\n   \n<p>Noclareamentoa rea\u00e7\u00e3odoper\u00f3xidode hidrog\u00eanio libera no ambiente \u00e1gua (vapor      d\u00e1gua)e oxig\u00eanio. <\/p>\n   \n<p>Recurso natural com explora\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel, fonte de gera\u00e7\u00e3o de emprego,      renda e divisa com elevado fator social, devido ao grande volume de m\u00e3o de      obra empregada na esta\u00e7\u00e3o seca, com fixa\u00e7\u00e3o do homem no campo. <\/p>\n   \n<h4>Origem da cera <\/h4>\n   \n<p>Todas as plantas produzem cera para se proteger das agress\u00f5es ambientais.      A carna\u00faba, exposta a um ambiente in\u00f3spito, tem essa capacidade maximizada.      A cera \u00e9 produzida nas c\u00e9lulas internas da folha e migra para a sua superf\u00edcie.      Ela forma uma pel\u00edcula na folha impossibilitando que a planta perca muita      \u00e1gua por transpira\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o impede a realiza\u00e7\u00e3o da fotoss\u00edntese. Na extra\u00e7\u00e3o      do p\u00f3 cer\u00edfero, o rejeito das palhas se transforma em adubo org\u00e2nico. J\u00e1 na      produ\u00e7\u00e3o da cera bruta, a \u00e1gua \u00e9 utilizada como solvente e os rejeitos da      filtra\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria s\u00e3o reciclados, produzindo cera e adubo org\u00e2nico (bagana).<\/p>\n   \n<p><strong>Al\u00e9m disso,a carna\u00faba fornece ao nordestino:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>1. <\/strong>Fonte de alimento atrav\u00e9sdo seu fruto que \u00e9 comest\u00edvele        pode se extrair\u00f3leo,dopalmitoesuasra\u00edzestamb\u00e9m tem usomedicinal<strong><br \/>\n       2. <\/strong>Fontedemadeira atrav\u00e9sda utiliza\u00e7\u00e3odeseustroncospara constru\u00e7\u00e3o        decasas,postes,cata-ventos,prensas,ponteseoutrasestruturas<strong><br \/>\n       3. <\/strong>Fontedefibraspara fabricodecobertas,cordas,redes,chap\u00e9us,cestos        eoutrosartesanatos<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>A cera \u00e9 o primordial produto extra\u00eddo da <strong>carna\u00faba<\/strong>, \u00e9 comercializada      h\u00e1 mais de um s\u00e9culo eesteve presente na lista dos dez principais produtos      de exporta\u00e7\u00e3o do Brasil.<\/p>\n   \n<p><strong>As principais aplica\u00e7\u00f5es da cera de carna\u00faba s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Inform\u00e1tica (chips,tonners,c\u00f3digodebarras&#8230;)<br \/>\n       Polidores(pisos,m\u00f3veis,carros,couro&#8230;)<br \/>\n       Ind\u00fastria aliment\u00edcia,farmac\u00eautica,cosm\u00e9tica<br \/>\n       Tintas<br \/>\n       Papelcarbono<br \/>\n       Filmespl\u00e1sticos<br \/>\n       Outros<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Fonte:  www.conab.gov.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carna\u00faba, Fruta, \u00c1rvore, Cera, Brasil, Origem, Planta, Carnaubeira, Palmeira, Utilidade, Benef\u00edcio, Uso, Propriedade, Caracter\u00edstica, Carna\u00faba<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":24400,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[64],"tags":[],"class_list":["post-27084","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-alimentos-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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