{"id":27072,"date":"2016-01-22T00:00:00","date_gmt":"2016-01-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/cagaita-2\/"},"modified":"2026-09-01T18:09:25","modified_gmt":"2026-09-01T18:09:25","slug":"cagaita-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/alimentos-2\/cagaita-2\/","title":{"rendered":"Cagaita"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Nome popular: <\/strong>cagaiteira<\/p>\n   \n<p><strong>Nome cient\u00edfico:<\/strong> Eugenia dysenterica DC<\/p>\n   \n<p><strong>Fam\u00edlia bot\u00e2nica:<\/strong> Myrtaceae<\/p>\n   \n<p><strong>Origem:<\/strong> Brasil &#8211; Cerrado<\/p>\n   \n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccagait12.jpg\" alt=\"Cagaita\" width=\"338\" height=\"252\" title=\"Cagaita\" \/><strong><br \/>\n     Cagaita<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Caracter\u00edsticas da planta<\/strong><\/p>\n   \n<p>\u00c1rvore de porte m\u00e9dio que pode atingir de 3 a 4 m de altura, com ramos tortuosos.      Folhas verdes, brilhantes e quando jovens verde-claras, chegando a ser ligeiramente      transl\u00facidas. Flores brancas e arom\u00e1ticas.<\/p>\n   \n<p><strong>Fruto<\/strong><\/p>\n   \n<p>Globoso e achatado, de colora\u00e7\u00e3o amarelo-p\u00e1lida, com I a 3 sementes brancas      envoltas em polpa de colora\u00e7\u00e3o creme, de sabor acidulado.<\/p>\n   \n<p><strong>Cultivo<\/strong><\/p>\n   \n<p>Ocorre de maneira silvestre em regi\u00f5es de cerrado.<\/p>\n   \n<p>A <strong>cagaita<\/strong> \u00e9 uma fruta nativa brasileira, origin\u00e1ria do Cerrado.<\/p>\n   \n<p>Sabe-se h\u00e1 muito tempo que os cerrados &#8211; que ocupam grande parte da regi\u00e3o      central do territ\u00f3rio brasileiro &#8211; apresentam alguns dos piores solos intertropicais      conhecidos.<\/p>\n   \n<p>Verdadeira fa\u00e7anha ecol\u00f3gica, como diz o Prof. Aziz Ab&#8217;Saber, a vegeta\u00e7\u00e3o      do Cerrado tem conseguido resistir \u00e0s queimadas naturais, e provocadas pelo      homem, renascendo a cada vez das pr\u00f3prias cinzas.<\/p>\n   \n<p>Estudos recentes, ao contr\u00e1rio do que se supunha at\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s, d\u00e3o      conta de que, sob uma apar\u00eancia de aridez e secura, o Cerrado \u00e9 capaz de surpreender      quanto \u00e0 diversidade e \u00e0 riqueza de seus recursos naturais.<\/p>\n   \n<p>Sabe-se hoje, tamb\u00e9m, que os cerrados, em suas distintas forma\u00e7\u00f5es vegetais      predominantes, constituem- se em um verdadeiro pomar natural. Mais de uma      centena de esp\u00e9cies vegetais nativas da regi\u00e3o fornecem aos homens que delas      souberem se aproveitar frutos saborosos e de altos teores nutritivos. Muitos      mais, al\u00e9m desses, s\u00e3o bastante aproveitados pelos animais silvestres.<\/p>\n   \n<p>Entre essas esp\u00e9cies destacam-se a mangaba, a marmelada-nativa, o bacupari,      o araticum e o marolo, o buriti, o pequi, o caju\u00ed, a guariroba, o jatob\u00e1,      o murici, o ara\u00e7\u00e1, o baru, o jaracati\u00e1, a curiola, a gabiroba e a cagaita,      entre outras.<\/p>\n   \n<p>Parente da pitanga, do ara\u00e7\u00e1 e da uvaia, a cagaita \u00e9 uma frutinha arredondada      de cor amarela suave. De fina casca, tem um sabor \u00e1cido e \u00e9 bastante suculenta,      apresentando cerca de 90% de suco em seu interior.<\/p>\n   \n<p>Apesar de seu sabor agrad\u00e1vel e de sua natureza refrescante, o povo da regi\u00e3o      dos cerrados sabe que, por um capricho da natureza, a cagaita \u00e9 uma fruta      que deve ser saboreada com modera\u00e7\u00e3o. Quem n\u00e3o quiser acreditar, ficar\u00e1 sabendo      que os nomes populares e cient\u00edficos das frutas t\u00eam sua raz\u00e3o de ser.<\/p>\n   \n<p>O fato \u00e9 que, consumida em excesso, a cagaita provoca uma fermenta\u00e7\u00e3o, estimuladora      do funcionamento intestinal e causadora de uma esp\u00e9cie de mal-estar semelhante      \u00e0 embriaguez. Por outro lado, a infus\u00e3o da folha e da casca da \u00e1rvore tem      efeito contr\u00e1rio, sendo muito utilizada pela medicina popular como anti- diarr\u00e9ico.<\/p>\n   \n<p>No Centro de Tecnologia Agroindustrial da EMBRAPA, com sede no Rio de Janeiro,      desenvolvem-se e testam-se novas receitas de sucos, gel\u00e9ias e doces, com amostras      de frutas do Cerrado. Ali, juntamente com a am\u00eandoa torrada do baru, o suco      de cagaita constitui um dos produtos da prefer\u00eancia dos visitantes e funcion\u00e1rios.<\/p>\n   \n<p><strong>Foi ali tamb\u00e9m que se comprovou aquilo que o nativo j\u00e1 sabia h\u00e1 tempos:<\/strong>      se a fruta in natura provoca rea\u00e7\u00f5es intestinais desagrad\u00e1veis, a sua polpa,      utilizada como ingrediente de sucos, gel\u00e9iasrefrescos, sorvetes, doces, gel\u00e9ias      e licores, conserva apenas as suas caracter\u00edsticas agrad\u00e1veis de sabor e perfume.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.bibvirt.futuro.usp.br<\/p>\n   \n<h6>Cagaita<\/h6>\n    \n<p class=\"google\">  <\/p>\n     \n<h4>Cagaiteira &#8211; Eugenia dysenterica DC <\/h4>\n   \n<p><strong>1 INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n   \n<p>O Cerrado \u00e9 uma forma\u00e7\u00e3o sav\u00e2nica tropical que ocupa aproximadamente 2,0      milh\u00f5es de Km2 e corresponde a 23,1% do territ\u00f3rio brasileiro.<\/p>\n   \n<p>Situa-se no Planalto Central, com pequena inclus\u00e3o no Paraguai e na Bol\u00edvia,      estendendo-se pelos estados de Goi\u00e1s, Tocantins, Distrito Federal e por\u00e7\u00f5es      dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, parte do Paran\u00e1, S\u00e3o Paulo,      Minas Gerais, Bahia, Piau\u00ed, Par\u00e1 e Rond\u00f4nia (BUSHBACHER, 2000).<\/p>\n   \n<p>Embora seja um bioma pouco estudado, sabe-se que se constitui em uma das      regi\u00f5es de maior biodiversidade do planeta.<\/p>\n   \n<p>Por apresentar relevo plano em quase toda a sua extens\u00e3o e facilitar o avan\u00e7o      de m\u00e1quinas agr\u00edcolas, grandes \u00e1reas deste bioma foram incorporadas ao sistema      produtivo, sendo ocupadas principalmente por extensas lavouras de gr\u00e3os e      pastagens de baixo n\u00edvel tecnol\u00f3gico. Este tipo de ocupa\u00e7\u00e3o vem contribuindo      de forma significativa para a descaracteriza\u00e7\u00e3o e degrada\u00e7\u00e3o destas \u00e1reas      e colocando em risco in\u00fameras esp\u00e9cies vegetais end\u00eamicas, a maioria ainda      n\u00e3o estudada.<\/p>\n   \n<p>Grande n\u00famero destas esp\u00e9cies apresenta elevado potencial econ\u00f4mico e ecol\u00f3gico,      al\u00e9m da import\u00e2ncia social, muitas vezes complementando a dieta e servindo      como fonte de medicamentos, fibras, madeira para constru\u00e7\u00f5es e energia para      os habitantes locais.<\/p>\n   \n<p>Segundo Barbosa (1996), algumas esp\u00e9cies vegetais do Cerrado podem constituir      potenciais fontes de explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, desde que a pesquisa e o desenvolvimento      de tecnologias viabilizem seu aproveitamento.<\/p>\n   \n<p>Neste contexto, insere-se a cagaiteira (Eugenia dysenterica DC.), uma esp\u00e9cie      frut\u00edfera nativa do Cerrado, aproveitada pela popula\u00e7\u00e3o local para uso alimentar      e medicinal.<\/p>\n   \n<p>Este boletim engloba, ao longo de suas p\u00e1ginas, as informa\u00e7\u00f5es mais relevantes      sobre essa frut\u00edfera, relacionando suas principais caracter\u00edsticas, utilidades,      aspectos nutricionais, relev\u00e2ncia, propaga\u00e7\u00e3o e usos na culin\u00e1ria.<\/p>\n   \n<h4><strong>2 CAGAITEIRA<\/strong><\/h4>\n   \n<p><strong>2.1 Caracter\u00edsticas, Ocorr\u00eancia e Fenologia<\/strong><\/p>\n   \n<p>A <strong>cagaiteira<\/strong>, tamb\u00e9m conhecida como cagaita em raz\u00e3o de      suas propriedades laxativas, \u00e9 uma \u00e1rvore frut\u00edfera natural do Cerrado, pertencente      \u00e0 fam\u00edlia Myrtaceae. Segundo Naves (1999), ocorre em maior densidade nos Latossolos      Vermelho- Amarelos, sendo freq\u00fcente em \u00e1reas com temperaturas m\u00e9dias anuais      variando entre 21\u00b0C e 25\u00b0C e altitudes de 380 a 1.100 m.<\/p>\n   \n<p>Sua distribui\u00e7\u00e3o \u00e9 bastante ampla, sendo mais comum nos estados de Goi\u00e1s,      Minas Gerais e Bahia, em cerrados e cerrad\u00f5es. Aparece com alta freq\u00fc\u00eancia      em algumas regi\u00f5es, formando consider\u00e1veis grupamentos. Em levantamento realizado      por Naves (1999), em 50 \u00e1reas amostrais, cada uma com 1,0 hectare de Cerrado      pouco antropizado do estado de Goi\u00e1s, esta esp\u00e9cie foi encontrada em 10 \u00e1reas,      sendo que, em uma delas, foi registrada a ocorr\u00eancia de 162 indiv\u00edduos com      di\u00e2metro acima de 3,0 cm, medido a 10 cm do solo.<\/p>\n   \n<p>Constitui-se em uma \u00e1rvore de porte m\u00e9dio, possuindo de 4 a 10 m de altura,      tronco tortuoso e cil\u00edndrico, com 20 a 40 cm de di\u00e2metro e uma casca suberosa      e fendada bem caracter\u00edstica (Figuras 1A e 1B).<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccagait24.jpg\" alt=\"Cagaita\" width=\"235\" height=\"287\" title=\"Cagaita\" \/><br \/>\n<strong>Figura 1 A &#8211; Cagaiteira adulta <\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccagait25.jpg\" alt=\"Cagaita\" width=\"233\" height=\"276\" title=\"Cagaita\" \/><br \/>\n     Figura 1 B &#8211; Detalhe de seu tronco.<br \/>\n     (MARTINOTTO, 2004 -UFLA).<\/strong><\/p>\n   \n<p>Sua copa \u00e9 alongada e densa, com ramos quadrangulares e glabros, exceto os      bot\u00f5es, pedicelos, folhas e ramos jovens que s\u00e3o pub\u00e9rulos. \u00c9 uma planta dec\u00eddua,      heli\u00f3fita e seletiva xer\u00f3fila. Apresenta folhas membran\u00e1ceas, opostas, ovadooblongas,      simples, curto-pecioladas a subss\u00e9sseis, glabras, arom\u00e1ticas e caducas na      flora\u00e7\u00e3o (DONADIO et al., 2002).<\/p>\n   \n<p>As flores, sempre axilares, solit\u00e1rias ou organizadas em arranjos de tr\u00eas,      s\u00e3o hermafroditas e completas, com 1,5 a 2 cm de di\u00e2metro, dotadas de p\u00e9talas      de colora\u00e7\u00e3o branca (LORENZI, 2000).<\/p>\n   \n<p>No Cerrado, o florescimento da cagaiteira d\u00e1-se de agosto a setembro, geralmente      sincronizado com o in\u00edcio das primeiras chuvas ou at\u00e9 mesmo antes delas, n\u00e3o      durando mais que uma semana. Juntamente com o florescimento surge um fluxo      de novas brota\u00e7\u00f5es ricas em pigmenta\u00e7\u00e3o vermelha (PROEN\u00c7A &amp; GIBBS, 1994).      No espa\u00e7o de um m\u00eas ocorre o florescimento, produ\u00e7\u00e3o de nova folhagem e frutifica\u00e7\u00e3o      (RIBEIRO et al., 1994; SANO et al., 1995). As abelhas constituem-se em seus      polinizadores preferenciais (PROEN\u00c7A &amp; GIBBS, 1994).<\/p>\n   \n<p>O fruto da cagaiteira \u00e9 uma baga globosa-achatada, amarelo-p\u00e1lida, de 2 a      3 cm de di\u00e2metro, contendo de 1 a 3 sementes brancas, envoltas em uma polpa      levemente \u00e1cida. Apresenta um c\u00e1lice seco aderido ao fruto, casca brilhante      membran\u00e1cea, mesocarpo e endocarpo suculentos (Figura 2).<\/p>\n   \n<p>Suas sementes, de colora\u00e7\u00e3o creme e formato oval, achatado ou elips\u00f3ide,      medem de 0,8 a 2,0 cm de di\u00e2metro. Apresentam superf\u00edcie lisa e tegumento      cori\u00e1ceo, constituindo-se quase que totalmente pelos dois cotil\u00e9dones. Apresenta      germina\u00e7\u00e3o hip\u00f3gea, com vigoroso desenvolvimento inicial do sistema radicular      (Figura 3). Um quilo de sementes cont\u00e9m cerca de 700 a 1600 unidades (DONADIO      et al., 2002).<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccagait26.jpg\" alt=\"Cagaita\" width=\"273\" height=\"312\" title=\"Cagaita\" \/><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccagait27.jpg\" alt=\"Cagaita\" width=\"268\" height=\"186\" title=\"Cagaita\" \/><br \/>\n     Figura 2 Aspecto visual dos frutos de cagaiteira. (MARTINOTTO, 2004 &#8211; UFLA).      <\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccagait28.jpg\" alt=\"Cagaita\" width=\"190\" height=\"263\" title=\"Cagaita\" \/><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccagait29.jpg\" alt=\"Cagaita\" width=\"216\" height=\"316\" title=\"Cagaita\" \/><br \/>\n     Figura 3 Aspecto das sementes de cagaiteira (A), (MARTINOTTO, 2004) e de sua      germina\u00e7\u00e3o<br \/>\n     (B), (ANDRADE et al., 2003).<\/strong><\/p>\n   \n<p>A dispers\u00e3o das sementes ocorre no in\u00edcio da esta\u00e7\u00e3o chuvosa, uma estrat\u00e9gia      aparentemente ligada ao estabelecimento da esp\u00e9cie. Segundo Sano et al. (1995),      h\u00e1 evid\u00eancias de que essa dispers\u00e3o seja zooc\u00f3rica, j\u00e1 que a cagaiteira apresenta      elevada produ\u00e7\u00e3o de frutos, podendo oferecer recompensa energ\u00e9tica para prov\u00e1veis      dispersores.<\/p>\n   \n<p>Possui um grande potencial produtivo e pouca altern\u00e2ncia de produ\u00e7\u00e3o, podendo-se      encontrar muitas \u00e1rvores com mais de 1.500 frutos na mesma safra. O peso destes      varia de 2,0 g a mais de 30 g, com maior concentra\u00e7\u00e3o entre 6,0 e 14 g, e      seu di\u00e2metro, de 2,0 cm a 3,0 cm.<\/p>\n   \n<h4><strong>2.2 Utiliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n   \n<p>A cagaiteira \u00e9 considerada uma esp\u00e9cie de interesse econ\u00f4mico, principalmente      por causa do aproveitamento de seus frutos na culin\u00e1ria. Al\u00e9m do consumo in      natura, s\u00e3o in\u00fameras as receitas de doces e bebidas que levam o sabor de sua      polpa. Esse aproveitamento \u00e9 bastante difundido entre os habitantes do Cerrado,      podendo ser encontrados, in\u00fameros pratos t\u00edpicos da regi\u00e3o confeccionados      com essa fruta, com destaque para os doces, gel\u00e9ias, licores, refrescos, sorvetes      e sucos.<\/p>\n   \n<p>Seus frutos, por\u00e9m, quando consumidos em excesso ou quentes, podem causar      diarr\u00e9ia e embriaguez. Ainda imaturos podem ser utilizados como forragem para      o gado (RIBEIRO et al., 1986). De sua polpa tamb\u00e9m s\u00e3o obtidos vinagre e \u00e1lcool      (CORR\u00caA, 1984).<\/p>\n   \n<p>A madeira do caule da cagaiteira \u00e9 pesada, com densidade de 0,82 g cm-2,      dura e de textura fina, mas de baixa qualidade, podendo ser usada como mour\u00e3o,      lenha e carv\u00e3o (CORR\u00caA, 1984).<\/p>\n   \n<p>A casca, al\u00e9m de servir \u00e0 ind\u00fastria de curtume, \u00e9 utilizada na medicina popular      como antidiarr\u00e9ica. Apresenta consider\u00e1vel quantidade de s\u00faber, com uma espessura      de 1,0 a 2,0 cm, sendo empregada tamb\u00e9m na ind\u00fastria de corti\u00e7a (MACEDO, 1991).<\/p>\n   \n<p>Suas folhas consituem-se em um excelente pasto arb\u00f3reo, convenientemente      aproveitado em algumas regi\u00f5es. Apresentam ainda propriedades medicinais,      sendo utilizadas na medicina popular como antidiarr\u00e9icas, para problemas do      cora\u00e7\u00e3o (BRAND\u00c3O, 1991) e tamb\u00e9m no tratamento de diabetes e icter\u00edcia (SILVA,      1999). Costa et al. (2000) verificaram alta atividade antif\u00fangica no \u00f3leo      hidrolisado de folhas de cagaiteira no controle de Cryptococcus neoformans<\/p>\n   \n<p>Pelo fato de apresentar florescimento exuberante, concentrado e, quase sem      folhas, a cagaiteira se mostra tamb\u00e9m, como uma \u00e1rvore de elevado potencial      paisag\u00edstico (RIBEIRO et al., 1994), sendo tamb\u00e9m citada por Brand\u00e3o &amp;      Ferreira (1991) como planta mel\u00edfera.<\/p>\n   \n<h4><strong>2.3 Aspectos Nutricionais<\/strong><\/h4>\n   \n<p>Estudos da composi\u00e7\u00e3o nutricional de diversas frutas nativas do Cerrado verificaram      que a cagaita possui um elevado teor de \u00e1gua (95,01%), sendo uma das frutas      que apresentam maior percentagem de \u00e1cidos graxos poliinsaturados (linol\u00e9ico      e linol\u00eanico), ficando atr\u00e1s apenas da am\u00eandoa do baru e da polpa da mangaba.      Possui maior teor de \u00e1cido linol\u00e9ico (10,5%) que o azeite de oliva e de dend\u00ea.      Quanto ao teor de \u00e1cido linol\u00eanico (11,86%), supera o do \u00f3leo de milho, girassol,      amendoim, soja, oliva e dend\u00ea. Os \u00e1cidos graxos possuem importante papel no      organismo humano, sendo o linol\u00e9ico e o linol\u00eanico essenciais. S\u00e3o precursores      de subst\u00e2ncias de papel importante na estrutura de membranas celulares, como      componentes de estruturas cerebrais, da retina e do sistema reprodutor (ALMEIDA,      1998a).<\/p>\n   \n<p>Os teores de vitamina C da cagaita (18,28 mg\/100 g) s\u00e3o superiores aos encontrados      em muitas frutas convencionalmente cultivadas, como a banana madura e a ma\u00e7\u00e3      Argentina, de 6,4 e 5,9 mg\/100 g, respectivamente (FRANCO, 1992).<\/p>\n   \n<p><strong>2.4 Propaga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>2.4.1 Propaga\u00e7\u00e3o assexuada<\/strong><\/p>\n   \n<p>Melo et al. (1998) e Ribeiro et al. (1996) n\u00e3o conseguiram resultados satisfat\u00f3rios      utilizando AIB e AIA no enraizamento de estacas caulinares de plantas adultas      dessa esp\u00e9cie.<\/p>\n   \n<p>Cunha (1986) tamb\u00e9m n\u00e3o obteve enraizamento tratando estacas de cagaiteira,      oriundas de material rejuvenescido a partir de brota\u00e7\u00f5es de ra\u00edzes e de tronco      de \u00e1rvores adultas, e tamb\u00e9m de material juvenil e de mudas de um ano e meio      de idade, com solu\u00e7\u00e3o de AIB de at\u00e9 10.000 ppm.<\/p>\n   \n<p>A enxertia seria uma t\u00e9cnica de propaga\u00e7\u00e3o vegetativa bastante indicada para      a forma\u00e7\u00e3o de mudas dessa esp\u00e9cie, por promover uniformidade nas caracter\u00edsticas      das plantas e dos frutos, bem como no seu desenvolvimento e produtividade.<\/p>\n   \n<p>Embora tenha apresentado sucesso inicial para algumas frut\u00edferas do Cerrado,      a efici\u00eancia dessa t\u00e9cnica para a cagaiteira ainda n\u00e3o foi devidamente comprovada.<\/p>\n   \n<p>M\u00e9todos alternativos de multiplica\u00e7\u00e3o vegetativa, como a propaga\u00e7\u00e3o in vitro,      representam uma possibilidade real para a obten\u00e7\u00e3o de mudas de cagaiteira      mais vigorosas e com melhor padr\u00e3o fitossanit\u00e1rio. Segundo Melo et al. (1998),      t\u00e9cnicas de cultura de tecidos s\u00e3o indicadas para determinadas esp\u00e9cies do      Cerrado, principalmente quando suas caracter\u00edsticas bot\u00e2nicas impedem ou dificultam      a propaga\u00e7\u00e3o pelas vias cl\u00e1ssicas.<\/p>\n   \n<p>V\u00e1rias s\u00e3o as aplica\u00e7\u00f5es da cultura de tecidos. Atualmente, a de maior interesse      na propaga\u00e7\u00e3o de plantas nativas do Cerrado \u00e9 a micropropaga\u00e7\u00e3o, que re\u00fane      caracter\u00edsticas importantes como, multiplica\u00e7\u00e3o r\u00e1pida de plantas selecionadas,      obten\u00e7\u00e3o de mudas livres de pat\u00f3genos que acompanham outros m\u00e9todos de propaga\u00e7\u00e3o      vegetativa, conserva\u00e7\u00e3o e transporte de germoplasma, entre outros.<\/p>\n   \n<p>A t\u00e9cnica de micropropaga\u00e7\u00e3o para a cagaiteira vem sendo objeto de estudo      do Laborat\u00f3rio deCultura deTecidos de Plantas doDepartamento deBiologia daUFLA.<\/p>\n   \n<p>Martinotto (2004) encontrou como a combina\u00e7\u00e3o mais eficiente para a indu\u00e7\u00e3o      de brota\u00e7\u00f5es em segmentos nodais de cagaiteira, as concentra\u00e7\u00f5es de 2,0 mg      L-1 de BAP (6-benzilaminopurina) e 0,1 mg L-1 de ANA (\u00e1cido naftalenoac\u00e9tico)      (Figura 4).<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccagait30.jpg\" alt=\"Cagaita\" width=\"294\" height=\"242\" title=\"Cagaita\" \/><br \/>\n     Figura 4 Aspecto visual de brota\u00e7\u00f5es obtidas a partir de segmentos nodais      de cagaiteira. (MARTINOTTO, 2004 &#8211; UFLA).<\/strong><\/p>\n   \n<p>Estudos desta natureza s\u00e3o importantes para a propaga\u00e7\u00e3o de clones superiores      e no melhoramento gen\u00e9tico da esp\u00e9cie, fixando caracteres desej\u00e1veis sem a      ocorr\u00eancia de segrega\u00e7\u00e3o. Atrav\u00e9s desta t\u00e9cnica \u00e9 poss\u00edvel obter maior uniformidade      no plantio e produ\u00e7\u00e3o de cultivos comerciais.<\/p>\n   \n<p><strong>2.4.2 Propaga\u00e7\u00e3o sexuada<\/strong><\/p>\n   \n<p>A cagaiteira apresenta tanto autofecunda\u00e7\u00e3o quanto fecunda\u00e7\u00e3o cruzada, sendo      a poliniza\u00e7\u00e3o, realizada principalmente no per\u00edodo da manh\u00e3 (PROEN\u00c7A &amp;      GIBBS, 1994). Segundo Zucchi et al. (2002), apresenta uma tend\u00eancia \u00e0 alogamia      que, invariavelmente, aumenta a variabilidade nas prog\u00eanies obtidas por via      sexuada.<\/p>\n   \n<p>V\u00e1rios autores, estudando caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas e gen\u00e9ticas de popula\u00e7\u00f5es      nativas desta esp\u00e9cie, revelaram grande variabilidade entre plantas, bem como      de frutos, tanto dentro quanto entre popula\u00e7\u00f5es (TELLES et al., 2001).<\/p>\n   \n<p>Souza et al. (2002), avaliando o desenvolvimento e crescimento inicial de      cagaiteira, observaram grande desuniformidade, tanto em altura como em di\u00e2metro,      de plantas propagadas sexuadamente. Estes dados indicam que a obten\u00e7\u00e3o de      mudas para plantios comerciais por via sexuada gera pomares desuniformes,      podendo comprometer tais empreendimentos.<\/p>\n   \n<p>Quanto \u00e0 germina\u00e7\u00e3o de sementes dessa esp\u00e9cie, alguns trabalhos relatam a      exist\u00eancia de certo grau de dorm\u00eancia de origem tegumentar. Rizzini (1970)      verificou que o extrato de embri\u00e3o de cagaiteira em germina\u00e7\u00e3o e o extrato      do tegumento de suas sementes inibem fortemente a germina\u00e7\u00e3o de feij\u00e3o-preto.<\/p>\n   \n<p>Al\u00e9m da presen\u00e7a de inibidores, este mesmo autor comenta que, embora o tegumento      das sementes de cagaita seja cori\u00e1ceo, n\u00e3o comp\u00f5e obst\u00e1culo para a passagem      de \u00e1gua. Por\u00e9m, ao embeber-se, torna-se imperme\u00e1vel \u00e0 trocas gasosas, o que      pode diminuir o aporte de oxig\u00eanio ao embri\u00e3o, retardando seu desenvolvimento.      Segundo ele, a germina\u00e7\u00e3o dessa esp\u00e9cie pode ser acelerada em at\u00e9 duas ou      tr\u00eas vezes pela escarifica\u00e7\u00e3o e ainda mais, pela remo\u00e7\u00e3o completa do tegumento      que envolve a semente, podendo alcan\u00e7ar 95% de germina\u00e7\u00e3o em 40-70 dias. Oga      et al. (1992) reportaram que as sementes escarificadas t\u00eam melhor germina\u00e7\u00e3o      quando plantadas entre 1 e 2 cm de profundidade. Nestas condi\u00e7\u00f5es, a emerg\u00eancia      das pl\u00e2ntulas teve in\u00edcio na terceira semana e atingiu seu ponto m\u00e1ximo at\u00e9      a d\u00e9cima semana.<\/p>\n   \n<p>Andrade et al. (2003) verificaram que as sementes de cagaiteira apresentam      elevado teor de \u00e1gua, entre 47% e 53% e, ao serem dessecadas, perdem completamente      a viabilidade ao atingirem entre 18% e 22% de umidade, o que demonstra sua      sensibilidade \u00e0 perda de \u00e1gua e seu car\u00e1ter recalcitrante.<\/p>\n   \n<p>Farias Neto et al. (1991), em seus estudos com formas de armazenamento, constataram      que o melhor tratamento para a conserva\u00e7\u00e3o da viabilidade das sementes de      cagaiteira foi o acondicionamento destas em sacos pl\u00e1sticos armazenados em      c\u00e2mara fria a 10\u00b0C e 60% de umidade.<\/p>\n   \n<p>O curto per\u00edodo de armazenamento de sementes de cagaiteira se torna um fator      limitante para a propaga\u00e7\u00e3o sexuada da esp\u00e9cie, exigindo r\u00e1pida semeadura      a fim de evitar grandes perdas na capacidade de germina\u00e7\u00e3o. Isto acarreta      um prolongado tempo de viveiro, tendo a muda que esperar at\u00e9 a pr\u00f3xima esta\u00e7\u00e3o      chuvosa para ir para o campo, aumentando assim, os custos de produ\u00e7\u00e3o (FARIAS      NETO et al., 1991).<\/p>\n   \n<p><strong>2.5 Produ\u00e7\u00e3o de Mudas e Plantio<\/strong><\/p>\n   \n<p>De acordo com recomenda\u00e7\u00f5es de Silva (1999), as sementes de cagaita devem      ser semeadas a 2 cm de profundidade. A germina\u00e7\u00e3o \u00e9 de 95% em um intervalo      de 40 a 60 dias, \u00edndice considerado elevado para fruteiras do cerrado.<\/p>\n   \n<p>Recomenda-se, preferencialmente, que, na produ\u00e7\u00e3o de mudas de cagaiteira,      a semeadura seja feita diretamente nos recipientes. Podem ser utilizados saquinhos      pl\u00e1sticos ou tubetes. Segundo Brito et al. (2003), embora as mudas de cagaiteira      apresentem lento crescimento inicial da parte a\u00e9rea no primeiro ano de viveiro,      sua raiz \u00e9 bastante desenvolvida, sendo recomend\u00e1vel a utiliza\u00e7\u00e3o de sacos      pl\u00e1sticos de 20 cm de largura e 30 cm de altura. A produ\u00e7\u00e3o de mudas de cagaiteira      em tubetes com capacidade para 280 cm3 de substrato \u00e9 vi\u00e1vel, j\u00e1 que, mesmo      tendo maior custo do que os sacos pl\u00e1sticos podem ser reaproveitados.<\/p>\n   \n<p>O substrato mais usado tem sido a terra de barranco (subsolo), enriquecida      com esterco de curral e adubos qu\u00edmicos (BRITO et al., 2003).<\/p>\n   \n<p>A <strong>cagaiteira<\/strong> \u00e9 uma esp\u00e9cie adaptada a solos relativamente      pobres, t\u00edpicos do Cerrado (SILVA, 1999). Mesmo com essa capacidade de adapta\u00e7\u00e3o,      reage bem \u00e0 aduba\u00e7\u00e3o de P e Ca, como comprovado por Melo (1999), em estudos      realizados em casa de vegeta\u00e7\u00e3o, utilizando vasos de 1,2 litros.<\/p>\n   \n<p>Para o plantio no local definitivo, \u00e9 recomendado o espa\u00e7amento de 6 metros      entre linhas e 5 metros entre plantas (SILVA et al., 2001).<\/p>\n   \n<p><strong>Silva et al. (2001) recomendam covas com dimens\u00f5es de 40x40x40 cm,      adubadas com:<\/strong> 64 g de calc\u00e1rio dolom\u00edtico ou magnesiano (PRNT=100%)      + 32 g de P2O5 + 6 g de K2O + 128 mg de zinco + 64 mg de mangan\u00eas + 32 mg      de boro + 3,2 mg de molibd\u00eanio e 3 a 6 litros de esterco de curral. Posteriormente      ao estabelecimento das mudas, recomenda-se a realiza\u00e7\u00e3o de aduba\u00e7\u00f5es em cobertura      com 5 g de N e 4 g de K2O por cova, a cada 30 dias, at\u00e9 o final do per\u00edodo      chuvoso.<\/p>\n   \n<p>A cagaiteira deve ser mantida sempre no limpo. Para isso, nas entrelinhas,      fazse uso de enxada ou grade. Se for dif\u00edcil a manuten\u00e7\u00e3o desta limpeza, deve-se      efetuar capina em coroamento, com di\u00e2metro um pouco maior que a proje\u00e7\u00e3o da      copa sobre o solo.<\/p>\n   \n<h4><strong>2.6 Doen\u00e7as e Pragas<\/strong><\/h4>\n   \n<p><strong>2.6.1 Doen\u00e7a<\/strong>s<\/p>\n   \n<p>Em viveiro, as mudas de cagaiteira podem ser acometidas por doen\u00e7as f\u00fangicas      que ocasionam manchas foliares, apodrecimento de ra\u00edzes e morte de pl\u00e2ntulas.<\/p>\n   \n<p>Em estado nativo, segundo Silva et al. (2001), entre as doen\u00e7as que acometem      a cagaiteira, destaca-se a mancha-parda, causada pelo fungo Phloeosporella      sp., encontrada tamb\u00e9m atacando as folhas de mudas em viveiro. O controle,      segundo Le\u00e3o et al. (1998) deve ser feito pelo uso conveniente da irriga\u00e7\u00e3o,      sempre visando a evitar o encharcamento do colo das plantas e pulveriza\u00e7\u00e3o      quinzenal com produtos \u00e0 base de tiofanato met\u00edlico (0,12%) ou oxicloreto      de cobre (11%).<\/p>\n   \n<p><strong>2.6.2 Pragas<\/strong><\/p>\n   \n<p>Ap\u00f3s o estabelecimento da cultura, deve-se ter o cuidado de iniciar o combate      \u00e0s formigas, cujos danos constituem um dos fatores limitantes do sucesso de      planta\u00e7\u00f5es recentes de cagaiteira. Entre os produtos com essa finalidade encontrados      no mercado, destacam-se os de forma s\u00f3lida (granulado ou p\u00f3), os l\u00edquidos      e os gasosos, que permitem combat\u00ea-las em qualquer situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Os frutos da cagaiteira s\u00e3o bastante atacados por moscas-das-frutas, principalmente,      da esp\u00e9cie Anastrepha obliqua (VELOSO, 1997), o que tem limitado o consumo      nacional e a exporta\u00e7\u00e3o destes.<\/p>\n   \n<p><strong>2.7 Colheita e P\u00f3s-Colheita<\/strong><\/p>\n   \n<p>A produ\u00e7\u00e3o de frutos de cagaiteira tem seu in\u00edcio ap\u00f3s o quarto ano de plantio      desta frut\u00edfera. A \u00e9poca de matura\u00e7\u00e3o destes frutos varia de outubro a dezembro,      dependendo do ano e do local (BRITO et al., 2003).<\/p>\n   \n<p>Segundo Almeida et al. (1987), os frutos est\u00e3o aptos para consumo ao ca\u00edrem      no ch\u00e3o ou quando apresentarem colora\u00e7\u00e3o verde amarelada ( de vez ), desprendendo-se      das \u00e1rvores ao sacudir levemente os ramos.<\/p>\n   \n<p>O grande problema dos frutos de cagaitera \u00e9 a sua conserva\u00e7\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es      ambientais naturais. Eles perecem em apenas tr\u00eas dias se conservados a 28\u00b0C,      mas podem ser conservados por at\u00e9 treze dias quando colocados em geladeira      a 15\u00b0C (CALBO et al., 1990). A polpa mant\u00e9m-se em condi\u00e7\u00f5es de consumo por      mais de um ano se for congelada (ALMEIDA et al., 1987).<\/p>\n   \n<p>Para a obten\u00e7\u00e3o da polpa, ap\u00f3s devidamente lavados e colocados em uma peneira,      sobre uma bacia, os frutos devem ser espremidos e pressionados. Na peneira      ficam retidas as cascas e as sementes da fruta (ALMEIDA et al., 1987).<\/p>\n   \n<p>O rendimento da cagaita para produ\u00e7\u00e3o de suco ou polpa depende da qualidade      do fruto (BRITO et al., 2003). De acordo com Siqueira et al. (1997), pode-se      obter rendimento de at\u00e9 60% de suco centrifugado ou 70% de polpa.<\/p>\n   \n<p><strong>2.8 Comercializa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p>A comercializa\u00e7\u00e3o da cagaita ocorre quase que exclusivamente em mercados      regionais, com produ\u00e7\u00e3o extrativista, oriunda de \u00e1reas de cerrado nativo.<\/p>\n   \n<p>Pequenas ind\u00fastrias aliment\u00edcias j\u00e1 t\u00eam explorado essa fruta como mat\u00e9riaprima,      com a utiliza\u00e7\u00e3o de sua polpa na fabrica\u00e7\u00e3o de refrescos e sorvetes.<\/p>\n   \n<p>O mercado consumidor dos produtos processados a partir da polpa de cagaita      est\u00e1 hoje restrito \u00e0 regi\u00e3o central do Brasil. A abertura de novos mercados      s\u00f3 dever\u00e1 ocorrer se for associada a uma ampla campanha de divulga\u00e7\u00e3o dessa      fruta.<\/p>\n   \n<p><strong>3 CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/strong><\/p>\n   \n<p>A melhoria do sistema de produ\u00e7\u00e3o da cagaiteira \u00e9 extremamente necess\u00e1ria,      j\u00e1 que se verifica um aumento na procura de esp\u00e9cies nativas para a explora\u00e7\u00e3o      comercial, atentando-se para um mercado em expans\u00e3o e \u00e0 necessidade de novas      alternativas econ\u00f4micas para popula\u00e7\u00f5es regionais.<\/p>\n   \n<p>Portanto, torna-se necess\u00e1rio investir em trabalhos de domestica\u00e7\u00e3o da mesma,      para que possa ser cultivada de forma comercial. Estudos de sua fisiologia,      levam a um melhor controle da produ\u00e7\u00e3o e a m\u00e9todos mais eficientes de propaga\u00e7\u00e3o,      desenvolvimento inicial da muda a campo, bem como aspectos de produ\u00e7\u00e3o e p\u00f3scolheita.      Assim, evita-se o extrativismo predat\u00f3rio e conserva-se a esp\u00e9cie em seu habitat.<\/p>\n   \n<p>Dessa forma, a cagaiteira se apresenta como uma esp\u00e9cie de grande potencial      econ\u00f4mico e social, o que a torna promissora para a explora\u00e7\u00e3o comercial.<\/p>\n   \n<p><strong>Cristiano Martinotto<br \/>\n     Renato Paiva<br \/>\n     Fernanda Pereira Soares<br \/>\n     Breno R\u00e9gis Santos<br \/>\n     Ra\u00edrys Cravo Nogueira<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>4. REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong><\/p>\n   \n<p>ALMEIDA, S. P. de. Cerrado: aproveitamento alimentar. Planaltina:      Embrapa-CPAC, 1998a. 188 p.<br \/>\n     ALMEIDA, S. P. de. Frutas nativas do Cerrado: caracteriza\u00e7\u00e3o f\u00edsico-qu\u00edmica      e fonte potencial de nutrientes. In: SANO, S. M.; ALMEIDA, S. P. de. Cerrado:      ambiente e flora. Planaltina: Embrapa-CPAC, 1998b. p. 247-285.<br \/>\n     ALMEIDA, S. P. de; SILVA, J. A. da; RIBEIRO, J. F. Aproveitamento alimentar      de esp\u00e9cies nativas dos Cerrados: araticum, baru, cagaita e jatob\u00e1. Planaltina:      Embrapa-CPAC, 1987. 83 p. (Documentos, 26).<br \/>\n     ANDRADE, A. C. S.; CUNHA, R.; SOUZA,A. F.; REIS, R. B.; ALMEIDA, K. J. Physiological      and morphological aspects of seed viability of a neotropical savannah tree,      Eugenia dysenterica DC. Seed Science &amp; Technology, Zurick, v. 31, n. 1,      p. 125-137, 2003.<\/p>\n   \n<p>BARBOSA, A. S. Sistema biogeogr\u00e1fico do cerrado: alguns elementos      para sua caracteriza\u00e7\u00e3o. Goi\u00e2nia: UCG, 1996. 44 p. (Contribui\u00e7\u00f5es, 3).<br \/>\n     BRAND\u00c3O, M. Plantas medicamentosas do cerrado mineiro. Informe Agropecu\u00e1rio,      Belo Horizonte, v. 15, n. 168, p. 15-20, 1991.<br \/>\n     BRAND\u00c3O, M.; FERREIRA, P. B. D. Flora ap\u00edcola do cerrado. Informe Agropecu\u00e1rio,      Belo Horizonte, v. 15, n. 168, p. 7-14, 1991.<br \/>\n     BRITO, M. A. de; PEREIRA, E. B. C.; PEREIRA, A. V.; RIBEIRO, J. F. Cagaita:      biologia e manejo. Planaltina, DF: Embrapa Cerrados, 2003. 80 p.<br \/>\n     BUSCHBACHER, R. Expans\u00e3o agr\u00edcola e perda da biodiversidade no cerrado: origens      hist\u00f3ricas e o papel do com\u00e9rcio internacional. Bras\u00edlia, DF: WWF Brasil,      2000. 104 p. (S\u00e9rie t\u00e9cnica, 7).<br \/>\n     CALBO, M. E. R.; LIMA, J. N. C.; CALBO, A. G. Fisiologia p\u00f3s-colheita de frutos      de cagaita. Revista Brasileira de Fisiologia Vegetal, Bras\u00edlia, v. 2, n. 2,      p. 15-18, 1990.<br \/>\n     CORR\u00caA, M. P. Dicion\u00e1rio de plantas \u00fateis do Brasil. Rio de Janeiro: IBDF,      1984. v. 1, 747 p.C<br \/>\n     OSTA, T. R.; FERNANDES, O. F. L.; SANTOS, S. C.; OLIVEIRA, C. M. A.;<br \/>\n     LI\u00c3O, L. M.; FERRI, P. H.; PAULA, J. R.; FERREIRA, H. D.; SALES, B. H. N.;<br \/>\n     SILVA, M. R. R. Antifungal activity of volatile constituents of Eugenia dysenterica      leaf oil. Journal of Ethnopharmacology, [S.l.], v. 72, p. 111-117, 2000.<br \/>\n     CUNHA, M. do C. L. Estudo de preserva\u00e7\u00e3o do poder germinativo de sementes,      enraizamento de estacas e anatomia da rizog\u00eanese em Eugenia dysenterica DC.      1986. 95 p. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado) Universidade Federal de Vi\u00e7osa, Vi\u00e7osa,      1986.<br \/>\n     DONADIO, L. C.; M\u00d4RO, F. V.; SERVIDONE, A. A. Frutas brasileiras. Jaboticabal:      Novos Talentos, 2002. 19<br \/>\n     FARIAS NETO, A. L.; FONSECA, C. E. L.; GOMIDE, C. C. C.; SILVA, J. A. Armazenamento      de sementes de cagaita (Eugenia dysenterica DC.). Revista Brasileira de Fruticultura,      Jaboticabal, v. 13, p. 55-62, 1991.<br \/>\n     FRANCO, G. Tabela de composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica dos alimentos. 9. ed. S\u00e3o Paulo: Atheneu,      1992. 307 p.<br \/>\n     LE\u00c3O, A. J. P.; JUNQUEIRA, N. T. V.; PEREIRA, A. V.; SILVA, J. A.;<br \/>\n     RODRIGUES, L. A.; ANSELMO, R. M.; REZENDE, M. E. Controle qu\u00edmico da mancha-parda      (Phloeosporella sp.) em mudas de cagaiteira. In:<br \/>\n     CONGRESSO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA, 15., 1998, Lavras. Anais&#8230; Lavras:      UFLA, 1998. p. 161-161.<br \/>\n     LORENZI, H. \u00c1rvores brasileiras: manual de identifica\u00e7\u00e3o e cultivo de plantas      arb\u00f3reas do Brasil. 3. ed. Nova Odessa: Plantarum, 2000. v. 2.<br \/>\n     MACEDO, J. F. Plantas corticosas do Cerrado e sua utiliza\u00e7\u00e3o. Informe Agropecu\u00e1rio,      Belo Horizonte, v. 15, n. 168, p. 33-37, 1991.<br \/>\n     MARTINOTTO, C. Cultivo in vitro e aspectos morfofisiol\u00f3gicos de cagaiteira      (Eugenia dysenterica DC.). 2004. 84 p. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Agronomia\/      Fisiologia Vegetal) &#8211; Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2004.<br \/>\n     MELO, J. T. de. Respostas de mudas de esp\u00e9cies arb\u00f3reas do cerrado a nutrientes      em latossolo vermelho escuro. 1999. 104 p. Tese (Doutorado) Universidade de      Bras\u00edlia, Bras\u00edlia, DF, 1999.<br \/>\n     MELO, J. T. de; SILVA, J. A. da; TORRES, R. A. de A.; SILVEIRA, C. E. dos      S. da; CALDAS, L. S. Coleta, propaga\u00e7\u00e3o e desenvolvimento inicial de esp\u00e9cies      do cerrado. In: SANO, S. M.; ALMEIDA, S. P. (Eds.). Cerrado: ambiente e flora.      Planaltina: Embrapa-CPAC, 1998. p. 195-243.<br \/>\n     NAVES, R. V. Esp\u00e9cies frut\u00edferas nativas dos cerrados de Goi\u00e1s: caracteriza\u00e7\u00e3o      e influ\u00eancias do clima e dos solos. 1999. 206 f. Tese (Doutorado) &#8211; Universidade      Federal de Goi\u00e1s, Goi\u00e2nia, 1999.<br \/>\n     OGA, F. M.; FONSECA, C. E. L. da; SILVA, J. A. da. Influ\u00eancia da profundidade      de semeadura e luminosidade na germina\u00e7\u00e3o de sementes de cagaita (Eugenia      dysenterica Mart.). Revista do Instituto Florestal, [S.l.], v. 4, n. 2, p.      634-639 1992. 20<br \/>\n     PROEN\u00c7A, C. E. B.; GIBBS, P. E. Reproductive biology of eight sympatric Myrtaceae      from central Brazil. New Phytologist, Cambridge, v. 126, p. 343-354, 1994.<br \/>\n     RIBEIRO, J. F.; FONSECA, C. E. L.; ALMEIDA, S. P.; PROEN\u00c7A, C. E. B.; SILVA,      J. A. da; SANO, S. M. Esp\u00e9cies arb\u00f3reas de usos m\u00faltiplos da regi\u00e3o do cerrado:      caracteriza\u00e7\u00e3o bot\u00e2nica, uso potencial e reprodu\u00e7\u00e3o. In: <br \/>\n     CONGRESSO BRASILEIRO SOBRE SISTEMAS AGROFLORESTAIS NOS PA\u00cdSES DO MERCOSUL,      1., 1994, Porto Velho. Anais&#8230; Colombo: Embrapa-CNPF; Porto Velho: Embrapa-CPAF-RO,      1994. p. 335-355.<br \/>\n     RIBEIRO, J. F.; FONSECA, C. E. L. da; MELO, J. T. de; ALMEIDA, S. P. de; SILVA,      J. A. da. Propaga\u00e7\u00e3o de fruteiras nativas do cerrado. In: PINTO, A. C. de      Q. (Coord.). Produ\u00e7\u00e3o de mudas frut\u00edferas sob condi\u00e7\u00f5es do ecossistema de      cerrados. Planaltina: Embrapa-CPAC, 1996. p. 55-80. (Documentos, 62).<br \/>\n     RIBEIRO, J. F.; PROEN\u00c7A, C. E. B.; ALMEIDA, S. P. Potencial frut\u00edfero de algumas      esp\u00e9cies frut\u00edferas nativas dos cerrados. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA,      8., 1986, Bras\u00edlia, DF. Anais&#8230; Bras\u00edlia, DF: Embrapa- DDT; CNPq, 1986. v.      2, p. 491-500.<br \/>\n     RIZZINI, C. T. Efeito tegumentar na germina\u00e7\u00e3o de Eugenia dysenterica DC (Myrtaceae).      Revista Brasileira de Biologia, Rio de Janeiro, v. 30, n. 3, p. 381- 402,      set. 1970.<br \/>\n     SANO, S. M.; FONSECA, C. E. L. da; RIBEIRO, J. F.; OGA, F. M.; LUIZ, A. J.<br \/>\n     B. Folha\u00e7\u00e3o, flora\u00e7\u00e3o, frutifica\u00e7\u00e3o e crescimento inicial da cagaiteira em      Planaltina, DF. Pesquisa Agropecu\u00e1ria Brasileira, Bras\u00edlia, v. 30, n. 1, p.      5-14, jan. 1995.<br \/>\n     SILVA, D. B.; SILVA, J. A.; JUNQUEIRA, N. T. V.; ANDRADE, L. R. M. Frutas      do Cerrado. Bras\u00edlia, DF: Embrapa Informa\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica, 2001. 178 p.<br \/>\n     SILVA, R. S. M. Caracteriza\u00e7\u00e3o de sub-popula\u00e7\u00f5es de cagaita (Eugenia dysenterica      DC.) da regi\u00e3o sudeste do estado de Goi\u00e1s, Brasil. 1999. 107 f.<br \/>\n     Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado) Universidade Federal de Goi\u00e1s, Goi\u00e2nia, 1999.<br \/>\n     SIQUEIRA, M. I. D. de; GERALDINE, R. M.; QUEIROZ, K. da S.; TORRES, M. C.      L.; SILVEIRA, M. F. A. Processamento de gel\u00e9ia, doce de corte e pastoso e      n\u00e9ctar de cagaita. Goi\u00e2nia: UFG, 1997. 21<br \/>\n     SOUZA, E. B.; NAVES, R. V.; CARNEIRO, I. F.; LEANDRO, W. M.; BORGES, J. D.      Crescimento e sobreviv\u00eancia de mudas de cagaiteira (Eugenia dysenterica DC.)      nas condi\u00e7\u00f5es de Cerrado. Revista Brasileira de Fruticultura, Jaboticabal,      v. 24, n. 2, p. 491-495, ago. 2002.<br \/>\n     TELLES, M. P. C.; DINIZ-FILHO, J. A. F.; COELHO, A. S. G.; CHAVES, L. J.<br \/>\n     Autocorrela\u00e7\u00e3o espacial das freq\u00fc\u00eancias al\u00e9licas em subpopula\u00e7\u00f5es de cagaiteira      (Eugenia dysenterica DC, Myrtaceae) no Sudeste de Goi\u00e1s. Revista Brasileira      de Bot\u00e2nica, S\u00e3o Paulo, v. 24, n. 2, p. 145-154, abr.\/jun. 2001.<br \/>\n     VELOSO, V. R. S. Din\u00e2mica populacional de Anastrepha spp e Ceratitis capitata      (Wied., 1824) (D\u00edptera, Tephritidae) nos cerrados de Goi\u00e1s. 115 f. Tese (Doutorado)      Universidade Federal de Goi\u00e1s, Goi\u00e2nia, 1997.<br \/>\n     ZUCCHI, M. I.; BRONDANI, R. P. V.; PINHEIRO, J. B.; CHAVES, L. J.; COELHO,<br \/>\n     . S. G.; VENCOVSKY, R. Estrutura gen\u00e9tica e fluxo g\u00eanico em Eugenia dysenterica      DC. utilizando marcadores microssat\u00e9lites. In: CONGRESSO NACIONAL DE GEN\u00c9TICA,      48., 2002, \u00c1guas de Lind\u00f3ia, SP. Anais&#8230; Ribeir\u00e3o Preto: Sociedade Brasileira      de Gen\u00e9tica, 2002.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.editora.ufla.br<\/p>\n   \n<h6>Cagaita<\/h6>\n   \n<p><strong>Nome cient\u00edfico:<\/strong> Eugenia dysenterica<\/p>\n   \n<p><strong>Fam\u00edlia: <\/strong>das Mirt\u00e1ceas<\/p>\n   \n<p><strong>Nome comum:<\/strong> Cagaita, Cagaiteira<\/p>\n   \n<p><strong>Origem:<\/strong> Brasil<\/p>\n   \n<h4><strong>Descri\u00e7\u00e3o e caracter\u00edstica da planta<\/strong><\/h4>\n   \n<p>A <strong>cagaiteira<\/strong> \u00e9 uma planta perene de ampla ocorr\u00eancia no      Brasil &#8211; Central, principalmente nos cerrados remanescentes que abrangem o      Distrito Federal e os estados da Bahia, Goi\u00e1s, Maranh\u00e3o, Mato Grosso, Mato      Grosso do Sul, Minas Gerais, Par\u00e1, Piau\u00ed, S\u00e3o Paulo e Tocantins. A \u00e1rvore      apresenta um tronco tortuoso, casca grossa, corticosa (corti\u00e7a), de cor cinza      ou castanha, com fissuras profundas, sinuosas, em todas as dire\u00e7\u00f5es, e formam      placas de diversas dimens\u00f5es. Sua altura pode chegar a 8 metros e o di\u00e2metro      da copa, 7 metros. <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccagait21.jpg\" alt=\"Cagaita\" width=\"339\" height=\"255\" title=\"Cagaita\" \/><strong><br \/>\n     Cagaita<\/strong><\/p>\n   \n<p>As folhas novas s\u00e3o avermelhadas e depois passam para esverdeadas. Elas s\u00e3o      simples, cori\u00e1ceas (aspecto de couro), forma oval, com 3 a 10 cent\u00edmetros      de comprimento por 1 a 5 cent\u00edmetros de largura e caem durante o inverno ou      no longo per\u00edodo da seca nas regi\u00f5es de clima quente o ano todo. <\/p>\n   \n<p>Ao amassarem, produz um odor agrad\u00e1vel, assim como a maioria das plantas      da fam\u00edlia das mirt\u00e1ceas. As flores s\u00e3o brancas, isoladas, vistosas, perfumadas,      axilares (regi\u00e3o de inser\u00e7\u00e3o das folhas nos ramos), em n\u00famero que varia de      3 a 6, em longos ped\u00fanculos (haste que sustenta a flor) de 1 a 2 cent\u00edmetros      de comprimento. As flores s\u00e3o hermafroditas (t\u00eam os dois sexos na mesma flor)      e autocompat\u00edveis. Os frutos s\u00e3o carnosos, suculentos, glob\u00f3ides, com cerca      de 4 cent\u00edmetros de di\u00e2metro. <\/p>\n   \n<p>A sua casca e a polpa s\u00e3o verdes durante o desenvolvimento, e amarelas, quando      maduros. Em cada fruto cont\u00e9m 1 a 4 sementes. <\/p>\n   \n<p><strong>As condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis ao seu bom desenvolvimento e frutifica\u00e7\u00e3o      s\u00e3o:<\/strong> temperatura amena a quente, solos profundos, bem drenados, n\u00e3o      \u00e9 exigente em fertilidade do solo e adaptada ao longo per\u00edodo sem chuva, durante      o inverno, porque apresenta um sistema radicular bem desenvolvido e profundo      nos solos do cerrado. A propaga\u00e7\u00e3o \u00e9 feita atrav\u00e9s de sementes.<\/p>\n   \n<h4><strong>Produ\u00e7\u00e3o e produtividade<\/strong><\/h4>\n   \n<p>Em se tratando de planta do cerrado e ainda explorado de forma extrativista,      n\u00e3o existem informa\u00e7\u00f5es mais concretas sobre a produtividade. Nas condi\u00e7\u00f5es      do cerrado da regi\u00e3o de Bras\u00edlia, DF, cada \u00e1rvore produz 500 a 2.000 frutos.      Possivelmente, essa produtividade pode ser bem maior, se cultivar em pomares      comerciais e com aduba\u00e7\u00f5es para aumentar o seu desempenho, mas pouco se sabe      sobre o comportamento dessa planta quanto \u00e0 ocorr\u00eancia de pragas e de doen\u00e7as.<\/p>\n   \n<h4><strong>Utilidade<\/strong><\/h4>\n   \n<p>Os frutos s\u00e3o comest\u00edveis ao natural e na forma de sucos, doces, sorvetes,      gel\u00e9ias e licores. Os frutos devem ser colhidos ainda na planta e n\u00e3o bem      maduros, nunca aproveitar os ca\u00eddos, porque podem provocar diarr\u00e9ia. O seu      consumo em excesso tamb\u00e9m pode causar dist\u00farbios intestinais. Devido seu efeito      laxante, vem a denomina\u00e7\u00e3o popular do nome da planta, cagaita. A planta e      os frutos s\u00e3o usados na medicina popular. A cagaiteira \u00e9 recomendada na arboriza\u00e7\u00e3o      de pra\u00e7as, parques e jardins e na recomposi\u00e7\u00e3o de matas em \u00e1reas degradadas,      al\u00e9m dos frutos servirem de alimentos a diversos animais e p\u00e1ssaros silvestres.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  globoruraltv.globo.com<\/p>\n   \n<h6>Cagaita<\/h6>\n   \n<h4>Cagaita &#8211; Eugenia dysenterica DC<\/h4>\n   \n<p>Fam\u00edlia Myrtaceae, mesma da jabuticaba, goiada, ara\u00e7\u00e1s, jambo e eucaliptos,      por exemplo.<\/p>\n   \n<p>O fruto da cagaita \u00e9 delicioso e muito suculento. Quando morava num s\u00edtio      em S\u00e3o Jo\u00e3o d\u0092Alian\u00e7a \u0096 Chapada dos Veadeiros, fiz um doce de cagaita      verde que ficou realmente uma beleza! Comi at\u00e9 o limite da satisfa\u00e7\u00e3o! Depois      deste epis\u00f3dio, aprendi que comer cagaita \u00e9 bom, mas com modera\u00e7\u00e3o! Seus efeitos      terap\u00eauticos s\u00e3o \u0093um estouro\u0094!<\/p>\n   \n<p>\u00c9 uma esp\u00e9cie t\u00edpica do Bioma Cerrado, ocorrendo em cerrados ralos at\u00e9 cerrad\u00f5es.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccagait13.jpg\" alt=\"Cagaita\" width=\"273\" height=\"256\" title=\"Cagaita\" \/><strong><br \/>\n     Cagaita<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Floresce de agosto a setembro.<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Frutifica de setembro a outubro.<\/strong><\/p>\n   \n<p>\u00c1rvore hermafrodita de at\u00e9 10 m de altura, copa compacta e avermelhada quando      com predomin\u00e2ncia de folhas jovens. Tronco com casca de cor castanho acinzentada,      com fissuras longitudinais e cristas sinuosas e descont\u00ednuas, veios castanhos.<\/p>\n   \n<p>Folhas simples, opostas, glabras (sem p\u00ealos), de margem lisa . Flores isoladas      ou reunidas em peuenos fasc\u00edculos, partindo nas axilas foliares.<\/p>\n   \n<p>Fruto \u00e9 uma baga de 2-3 cm de di\u00e2metro, amarelo quando maduro, com 1-4 sementes,      normalmente com remanescente do c\u00e1lice floral seco.<\/p>\n   \n<p>Os frutos s\u00e3o bastante consumidos, tanto ao natural como na forma de doces,      gel\u00e9ias, sorvetes e sucos, podendo ter sua polpa congelada por at\u00e9 um ano.    <\/p>\n   \n<p>Aten\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 quantidade de frutos ingeridos, principalmente quando quentes      ao sol, grande quantidade gera efeito laxante, respons\u00e1vel tanto pelo nome      popular como pelo cient\u00edfico.<\/p>\n   \n<p>A \u00e1rvore \u00e9 tamb\u00e9m medicinal, mel\u00edfera, ornamental e madeireira. A casca serve      para curtumes, sendo uma das corticeiras do Cerrado, com at\u00e9 mais de 2 cm      de espessura.<\/p>\n   \n<p>Al\u00e9m de efeito laxante dos frutos, seu uso medicinal est\u00e1 associado \u00e0 a\u00e7\u00e3o      anti-diarr\u00e9ica de suas folhas. <\/p>\n   \n<p>O aproveitamento alimentar da esp\u00e9cie \u00e9 popularmente consagrado na regi\u00e3o      e seu valor econ\u00f4mico\/comercial j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais potencial. Sorveterias de Goi\u00e2nia      e Bras\u00edlia fabricam sorvetes com os frutos da esp\u00e9cie, catados no ch\u00e3o. Os      frutos utilizados por uma das sorveterias de Bras\u00edlia s\u00e3o catados de \u00e1rvores      que comp\u00f5e a arboriza\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria cidade.<\/p>\n   \n<p>Bom exemplo de benef\u00edcios com a utiliza\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies fruteiras no paisagismo      p\u00fablico. Tais benef\u00edcios s\u00e3o especialmente aumentados quando a esp\u00e9cie em      quest\u00e3o \u00e9 nativa, uma vez que s\u00e3o atra\u00eddos polinizadores e dispersores, promovendo      uma integra\u00e7\u00e3o efetiva e positiva da cidade com o cerrado do entorno.<\/p>\n   \n<p><strong>Refer\u00eancias <\/strong><\/p>\n   \n<p>Almeida, S.P. 1998. Cerrado: Aproveitamento Alimentar. Planaltina:      EMBRAPA-CPAC. 188p.<br \/>\n     ALMEIDA, S.P.; PROEN\u00c7A, C.E.B.; SANO, S.M.; RIBEIRO, J.F. , 1998. Cerrado:      esp\u00e9cies vegetais \u00fateis. Planaltina: EMPRAPA-CEPAC.<br \/>\n     Silva, D.B. da; et al., 2001. Frutas do Cerrado. Bras\u00edlia: Emprapa Informa\u00e7\u00e3o      Tecnol\u00f3gica.<br \/>\n     Silva J\u00fanior, M.C. et al. 2005. 100 \u00c1rvores do Cerrado: guia de campo. Bras\u00edlia,      Ed. Rede de Sementes do Cerrado, 278p.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.biologo.com.br<\/p>\n   \n<h6>Cagaita<\/h6>\n   \n<h4>CAGAITA, CAGAITEIRA<\/h4>\n   \n<p><strong>Fam\u00edlia:<\/strong> MYRTACEAE<\/p>\n   \n<p><strong>Nome Cient\u00edfico:<\/strong> Eugenia dysenterica &#8211; DC<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccagait14.jpg\" alt=\"Cagaita\" width=\"219\" height=\"294\" title=\"Cagaita\" \/><strong><br \/>\n     Cagaita &#8211; Cagaiteira<\/strong><\/p>\n   \n<h4><strong>Caracter\u00edsticas Morfol\u00f3gicas<\/strong><\/h4>\n   \n<p>Altura de 4 a 8 metros, dotada de copa alongada e densa. <\/p>\n   \n<p>Tronco tortuoso e cil\u00edndrico, de 25 a 35 cm de di\u00e2metro, com casca grossa,      suberosa e profundamente sulcada nos sentidos vertical e horizontal. <\/p>\n   \n<p>Folhas arom\u00e1ticas, curto-pecioladas, glabras e luzidias na face superior,      cori\u00e1ceas, com nervuras vis\u00edveis, de 4 a 9 cm de comprimento por 3 a 5 cm      de largura. <\/p>\n   \n<p>Flores solit\u00e1rias, axilares, sobre pend\u00fanculos de 1 a 2 cm de comprimento,      ou reunidas em fasc\u00edculos axilares com 3 a 6 flores brancas e perfumadas.      Fruto baga globosa, grande, glabros, com polpa amarela, carnosa e acidulada,      comest\u00edvel, geralmente com 1 a 3 sementes.<\/p>\n   \n<p><strong>Ocorr\u00eancia<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Bahia, Minas Gerais, Goi\u00e1s, Tocantins, S\u00e3o<br \/>\n       Paulo e Mato Grosso do Sul, nos cerrados e cerrad\u00f5es de altitude.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Madeira<\/strong><\/p>\n   \n<p>Pesada (densidade 0,82 g\/c3), dura, de textura fina a m\u00e9dia, gr\u00e3 direta,      pouco resistente e moderadamente dur\u00e1vel.<\/p>\n   \n<p><strong>Utilidade<\/strong><\/p>\n   \n<p>A madeira \u00e9 empregada apenas localmente para pequenas obras de constru\u00e7\u00e3o      civil, para m\u00f3veis r\u00fasticos, estrados, para uso externo como moir\u00f5es, estacas,      bem como para lenha e carv\u00e3o. <\/p>\n   \n<p><strong>As flores s\u00e3o ap\u00edcolas. <\/strong><\/p>\n   \n<p>Os frutos s\u00e3o comest\u00edveis e medicinais embora um pouco laxantes, da\u00ed a raz\u00e3o      de seus nomes populares. <\/p>\n   \n<p>S\u00e3o tamb\u00e9m consumidos por algumas esp\u00e9cies de aves silvestres. <\/p>\n   \n<p>A casca foi outrora muito empregada na ind\u00fastria de curtume. A \u00e1rvore \u00e9 muito      ornamental quando em flor, podendo ser empregada na arboriza\u00e7\u00e3o paisag\u00edstica.<\/p>\n   \n<p><strong>Informa\u00e7\u00f5es Ecol\u00f3gicas<\/strong><\/p>\n   \n<p>Planta dec\u00eddua, heli\u00f3fita, seletiva xer\u00f3fita, secund\u00e1ria, caracter\u00edstica      e exclusiva dos cerrados de altitude (acima de 800 m), onde \u00e9 muito abundante,      por\u00e9m com dispers\u00e3o bastante descont\u00ednua e irregular. <\/p>\n   \n<p>Ocorre preferencialmente em forma\u00e7\u00f5es prim\u00e1rias e em capoeir\u00f5es de terrenos      elevados, com solo argiloso ou arenoso bem drenados. Produz anualmente grande      quantidade de sementes vi\u00e1veis.<\/p>\n   \n<p><strong>Fenologia<\/strong><\/p>\n   \n<p>Floresce exuberadamente durante os meses de agosto \/ setembro, geralmente      com a planta totalmente destitu\u00edda de sua folhagem. Os frutos amadurecem a      partir de outubro \/ novembro.<\/p>\n   \n<p><strong>Obten\u00e7\u00e3o de Sementes<\/strong><\/p>\n   \n<p>Colher os frutos diretamente da \u00e1rvore quando iniciarem a queda espont\u00e2nea      ou recolh\u00ea-los no ch\u00e3o logo ap\u00f3s a queda. <\/p>\n   \n<p>Em seguida deix\u00e1-los amontoados em saco pl\u00e1stico at\u00e9 a decomposi\u00e7\u00e3o parcial      da polpa para facilitar a remo\u00e7\u00e3o das sementes atrav\u00e9s de lavagem em \u00e1gua      corrente. Tamb\u00e9m pode ser removida manualmente de frutos frescos..<\/p>\n   \n<p>Um kg de sementes cont\u00e9m aproximadamente 1.600 unidades.<\/p>\n   \n<p><strong>Produ\u00e7\u00e3o de Mudas<\/strong><\/p>\n   \n<p>Colocar as sementes para germina\u00e7\u00e3o logo que colhidas diretamente em embalagens      individuais contendo substrato organo-arenoso e mantidas a pleno sol.<\/p>\n   \n<p>Em seguida cobri-las com uma camada de 0,5 cm do substrato peneirado e irrigar      duas vezes ao dia. <\/p>\n   \n<p>A emerg\u00eancia ocorre em 10 a 15 dias e a taxa de germina\u00e7\u00e3o geralmente \u00e9 baixa.      O desenvolvimento das plantas no campo \u00e9 considerado lento.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.uniceub.br<\/p>\n   \n<h6>Cagaita<\/h6>\n   \n<p><strong>Nome cient\u00edfico: <\/strong>Eugenia dysenterica<\/p>\n   \n<p><strong>Fam\u00edlia bot\u00e2nica: <\/strong>Myrtaceae<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccagait15.jpg\" alt=\"Cagaita\" width=\"392\" height=\"296\" title=\"Cagaita\" \/><strong><br \/>\n     Cagaita<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os frutos da cagaita cont\u00eam polpa carnosa e suculenta, sendo bastante consumidos      tanto ao natural como na forma de doces, geleias, sorvetes e sucos. <\/p>\n   \n<p>Quando consumidas ao natural, estando fermentadas ao sol pleno, as frutas      funcionam como laxante. <\/p>\n   \n<p>Da\u00ed o nome <strong>cagaita<\/strong>. <\/p>\n   \n<p>A \u00e1rvore \u00e9 medicinal, mel\u00edfera, ornamental e madeireira. <\/p>\n   \n<p>A cagaita \u00e9 bastante apreciada por animais e tamb\u00e9m pelo homem.<\/p>\n   \n<p>\u00c9 uma fruta de sabor agradavelmente \u00e1cido e refrescante devido a seu teor      de aproximadamente 90% de suco. <\/p>\n   \n<p>\u00c9 \u00f3tima fonte de vitaminas B2 e C. <\/p>\n   \n<p>A composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e valor energ\u00e9tico de 100g de polpa da fruta correspondem      a 5,04g de glic\u00eddios, 0,50g de prote\u00ednas, 421mcg de vitamina B2, 72mcg de      vitamina C e 0,37mcg de Niacina. <\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.sabordocerrado.com.br<\/p>\n   \n<h6>Cagaita<\/h6>\n   \n<h4>Cagaita &#8211; Eugenia dysenterica DC.<\/h4>\n   \n<p>A <strong>cagaita ou Cagaiteira<\/strong> \u00e9 um belo esp\u00e9cime pertencente \u00e0      fam\u00edlia Myrtaceae, encontrada nos estados de Goi\u00e1s, Minas Gerais, Tocantins,      Bahia, Mato Grosso do Sul e S\u00e3o Paulo, nos Cerrados e Cerrad\u00f5es de altitude.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccagait16.jpg\" alt=\"Cagaita\" width=\"324\" height=\"222\" title=\"Cagaita\" \/><strong><br \/>\n     Cagaita<\/strong><\/p>\n   \n<p>Possui uma altura de 4 a 8m de altitude dotada de copa densa e alongada.      O tronco \u00e9 tortuoso e cil\u00edndrico, de 25 a 35cm de di\u00e2metro, de casca suberosa      (grossa) e muito sulcada nos sentidos vertical e horizontal. Suas folhas s\u00e3o      arom\u00e1ticas, de pec\u00edolos curtos, com colora\u00e7\u00e3o mais clara na superf\u00edcie superior,      glabra (aus\u00eancia de p\u00ealos) e com textura cori\u00e1cea (semelhante ao couro).<\/p>\n   \n<p><strong>Cagaita &#8211; Eugenia dysenterica DC.<\/strong><\/p>\n   \n<p>As flores s\u00e3o solit\u00e1rias ou organizadas em arranjos de tr\u00eas. S\u00e3o sempre axilares      (encontradas nas regi\u00f5es terminais dos galhos) e apresentando perfume. Por      essa raz\u00e3o, \u00e9 bastante visitada por abelhas.<\/p>\n   \n<p>O fruto \u00e9 uma baga (semente separada do mesocarpo do fruto), globosa, grande,      glabra, de poupa carnosa e suculenta. \u00c9 bastante apreciado por animais e tamb\u00e9m      pelo homem. Nos frutos geralmente encontramos de 1 a 3 sementes.<\/p>\n   \n<p>Sua madeira \u00e9 pesada (0.82 g\/cm3) , dura e moderadamente dur\u00e1vel. \u00c9 empregada      em fazendas na constru\u00e7\u00e3o civil, para moveis r\u00fasticos, estacas, para lenha      e carv\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Os frutos s\u00e3o empregados na medicina popular como laxantes. A casca outrora      foi largamente utilizada na industria de curtumes. Por ser muito bonita quando      na \u00e9poca de flora\u00e7\u00e3o (agosto a setembro), a cagaita \u00e9 utilizada para arboriza\u00e7\u00e3o      paisag\u00edstica<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.4elementos.bio.br<\/p>\n   \n<h6>Cagaita<\/h6>\n   \n<p>A<strong> Cagaiteira<\/strong> \u00e9 uma esp\u00e9cie t\u00edpica do bioma cerrado. Em nossa      regi\u00e3o as flores aparecem nos meses de agosto e setembro, e no final desse      per\u00edodo s\u00e3o vistos muitos frutos nas \u00e1rvores. <\/p>\n   \n<p>Estamos no final de setembro j\u00e1 temos frutos ca\u00eddos no ch\u00e3o. Assim podemos      afirmar que em nossas condi\u00e7\u00f5es, a cagaita floresce de agosto a setembro e      os frutos j\u00e1 podem ser colhidos de setembro a outubro. Em Formiga, Arcos,      Pains, C\u00f3rrego Fundo e praticamente todo o centro-oeste poucos s\u00e3os os que      aproveitam os frutos. <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccagait17.jpg\" alt=\"Cagaita\" title=\"Cagaita\" \/><strong><br \/>\n     Cagaiteira<\/strong><\/p>\n   \n<p>At\u00e9 o gado bovino daqui s\u00e3o seletivos e s\u00f3 comem os melhores frutos que caem      ao ch\u00e3o. As formigas sempre s\u00e3o vistas debaixo dessas \u00e1rvores nessa \u00e9poca.    <\/p>\n   \n<p>A cagaita \u00e9 da mesma fam\u00edlia da jabuticaba, ara\u00e7\u00e1s, goiada, eucalipto e jambo.      O fruto \u00e9 suculento e gostoso. <\/p>\n   \n<p>A planta \u00e9 hermafrodita( possui os dois sexos na mesma planta). Em nossa      regi\u00e3o a altura pode chegar at\u00e9 15 metros, apresentando uma copa variando      de menos a mais compacta e avermelhada quando com predomin\u00e2ncia de folhas      jovens e totalmente verde quando as folhas ficam mais velhas. Essa fase de      folhas avermelhadas \u00e9 r\u00e1pida e \u00e9 mais comum no per\u00edodo de aparecimento das      flores. <\/p>\n   \n<h4><strong>AS FOLHAS <\/strong><\/h4>\n   \n<p>As folhas s\u00e3o simples e opostas, s em p\u00ealos (glabras) com margem lisa. As      folhas verdes s\u00e3o vistas j\u00e1 com os frutos em ponto \u0093de v\u00eas\u0094 com      a cor verde claro quando h\u00e1 prefer\u00eancia de serem comidos por pessoas que n\u00e3o      gostam do teor de tanino presente no fruto maduro. O tronco apresenta casca      de cor castanho acinzentada apresentando fissuras longitudinais e cristas      sinuosas e descont\u00ednuas, veios castanhos. A expessura da casca e a constitui\u00e7\u00e3o      ajudam a proteger a \u00e1rvore dos inc\u00eandios t\u00e3o comuns em nossa regi\u00e3o. <\/p>\n   \n<h4>AS FLORES <\/h4>\n   \n<p>As flores podem ser isoladas ou, a mais comum em nossa regi\u00e3o, reunidas em      fasc\u00edculos, partindo nas axilas foliares. <\/p>\n   \n<h4><strong>O FRUTO <\/strong><\/h4>\n   \n<p>Fruto \u00e9 uma baga de 2-3 cm de di\u00e2metro, amarelo quando maduro, com 1-4 sementes,      normalmente com remanescente do c\u00e1lice floral seco. Apesar de termos not\u00edcias      de serem bastante consumidos, tanto ao natural como na forma de doces, gel\u00e9ias,      sorvetes e sucos, em nossa regi\u00e3o o consumo \u00e9 muito baixo chegando a \u0093perder\u0094      mais de 95% da produ\u00e7\u00e3o natural. <\/p>\n   \n<p><strong>CUIDADOS <\/strong><\/p>\n   \n<p>Ingerir os frutos de prefer\u00eancia com a temperatura natural (evitar aqueles      muito quentes pelo calor do sol) Grandes quantidades e quentes podem ter efeito      laxante, o que justifica o nome popular (cagaita) como pelo cient\u00edfico -(dysenterica).    <\/p>\n   \n<p><strong>CURIOSIDADE <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Em nossa regi\u00e3o o nome do fruto \u00e9 \u0093CAGAITEIRA\u0094 e que tamb\u00e9m \u00e9        utilizado para designar a planta.<br \/>\n       Portanto uma pessoa que comeu o fruto vai dizer para a outra \u0093Ontem,        l\u00e1 na ro\u00e7a, eu comi cagaiteira madurinha. O p\u00e9 de cagaiteira estava carregadinho\u0094.        <br \/>\n<strong>Curioso, mas respeitando o regionalismo perguntei a uma senhora        de idade o por que de chamarem o fruto que tem o nome cagaita de cagaiteira        ao que ela respondeu: <\/strong>\u0093 \u00e9 que cagaita lembra aquela situa\u00e7\u00e3o        de evacuar. A gente falando cagaiteira j\u00e1 disfar\u00e7a. Lembra leiteira, porteira,        figueira, e outras eiras\u0094. <br \/>\n       Portanto aqui quando algu\u00e9m disser que comeu cagaiteira fiquem tranquilos        que n\u00e3o est\u00e3o comendo a planta mas, o fruto. <br \/>\n       Mais uma da riqueza do bioma cerrado. <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Zenaido Lima da Fonseca<\/strong><\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.griootzen.com<\/p>\n   \n<h6>Cagaita<\/h6>\n   \n<p>A <strong>cagaita<\/strong> \u00e9 uma fruta nativa brasileira, presente em todo      o bioma Cerrado, na regi\u00e3o centro-oeste do Brasil. <\/p>\n   \n<p>Sua \u00e1rvore \u00e9 de porte m\u00e9dio, de tr\u00eas a quatro metros de altura, com ramos      tortuosos, tem tronco enrugado e folhas que lembram as da goiabeira. <\/p>\n   \n<p>A \u00e1rvore floresce de agosto a setembro e frutifica de setembro a outubro.    <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccagait18.jpg\" alt=\"Cagaita\" width=\"335\" height=\"254\" title=\"Cagaita\" \/><strong><br \/>\n     Cagaita<\/strong><\/p>\n   \n<p>A fruta \u00e9 globosa e achatada, de dois a tr\u00eas cent\u00edmetros de di\u00e2metro, de      colora\u00e7\u00e3o amarelo-p\u00e1lida, com uma a tr\u00eas sementes brancas envoltas em polpa      de colora\u00e7\u00e3o creme, de sabor acidulado.<\/p>\n   \n<p>Os frutos s\u00e3o bastante consumidos, tanto ao natural como na forma de doces,      gel\u00e9ias, sorvetes e sucos, podendo ter sua polpa congelada por at\u00e9 um ano.    <\/p>\n   \n<p>O fruto \u00e9 bastante perec\u00edvel quando maduro, devendo ser comido ou processado      logo ap\u00f3s colhido, para que n\u00e3o ocorra oxida\u00e7\u00e3o do mesmo. <\/p>\n   \n<p>Especial aten\u00e7\u00e3o \u00e9 dada quanto \u00e0 quantidade de frutos ingeridos, principalmente      quando quentes ao sol, grande quantidade gera efeito laxante, respons\u00e1vel      tanto pelo nome popular como pelo cient\u00edfico.<\/p>\n   \n<p>A \u00e1rvore \u00e9 tamb\u00e9m medicinal, mel\u00edfera, ornamental e madeireira.<\/p>\n   \n<p>A casca serve para curtumes, sendo uma das corticeiras do Cerrado, com at\u00e9      mais de 2 cm de espessura. Al\u00e9m de efeito laxante dos frutos, seu uso medicinal      est\u00e1 associado \u00e0 a\u00e7\u00e3o anti-diarr\u00e9ica de suas folhas. <\/p>\n   \n<p>\u00c1rea tradicional de produ\u00e7\u00e3o, detalhes sobre a origem do produto e liga\u00e7\u00e3o      com grupos locais<\/p>\n   \n<p>Como \u00e1rvore nativa do cerrado a cagaita faz parte da vida de muitas comunidades.    <\/p>\n   \n<p>Com o avan\u00e7o da pecu\u00e1ria e da agricultura intensiva em grande parte da regi\u00e3o      centro-oeste por onde se extende o bioma, as cagaiteiras come\u00e7aram a ser derrubadas      o que come\u00e7ou a preocupar os produtores. <\/p>\n   \n<p>O beneficiamento dos frutos do cerrado, sua comercializa\u00e7\u00e3o e replantio tem      sido estrat\u00e9gias usadas por estes grupos para tentar preservar suas riquezas      naturais e culturais, j\u00e1 que o h\u00e1bito de catar e comer frutos do cerrado faz      parte da hist\u00f3ria de conviv\u00eancia das comunidades com seu habitat. <\/p>\n   \n<h4><strong>O produto \u00e9 tradicional da \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/h4>\n   \n<p>O fruto faz parte dos h\u00e1bitos alimentares da regi\u00e3o do Caxambu, sendo lembrado      pelos mais velhos que j\u00e1 costumavam com\u00ea-lo. <\/p>\n   \n<p>Atualmente o trabalho de beneficiamento do fruto \u00e9 desenvolvido por um grupo      de 8 mulheres, que coletam as frutas e fazem o seu beneficiamento na pequena      agroindustria que possuem. <\/p>\n   \n<p>A tarefa de coleta da fruta \u00e9 realizada n\u00e3o somente em suas propriedades,      mas tamb\u00e9m nas imedia\u00e7\u00f5es e at\u00e9 mesmo no povoado. Desta tarefa muitas vezes      participam tamb\u00e9m outros membros da fam\u00edlia, principalmente os filhos. <\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.slowfoodbrasil.com<\/p>\n   \n<h6>Cagaita<\/h6>\n   \n<p><strong>Frutas e flores: Cagaita:<\/strong> fruta ex\u00f3tica do cerrado<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccagait19.jpg\" alt=\"Cagaita\" width=\"300\" height=\"260\" title=\"Cagaita\" \/><strong><br \/>\n     Cagaita<\/strong><\/p>\n   \n<p>A <strong>cagaita, ou cagaitera<\/strong>, como \u00e9 popularmente chamada, \u00e9      uma fruta nativa brasileira, origin\u00e1ria do Cerrado. Sua \u00e1rvore \u00e9 de porte      m\u00e9dio, de tr\u00eas a quatro metros de altura, com ramos tortuosos, tem tronco      enrugado e folhas que lembram as da goiabeira.<\/p>\n   \n<p>A fruta \u00e9 globosa e achatado, de dois a tr\u00eas cent\u00edmetros de di\u00e2metro, de      colora\u00e7\u00e3o amarelo-p\u00e1lida, com uma a tr\u00eas sementes brancas envoltas em polpa      de colora\u00e7\u00e3o creme, de sabor acidulado.<\/p>\n   \n<p>A cagaita serve para fazer gel\u00e9ia, suco e sorvete. <\/p>\n   \n<p><strong>Tanto o nome popular como o cient\u00edfico s\u00e3o bem sugestivos: <\/strong>Eugenia      Dysenterica ou, simplesmente, cagaita.<\/p>\n   \n<p>\u00c9 que dependendo da quantidade e da situa\u00e7\u00e3o, a fruta causa diarr\u00e9ia, pois      acelera o funcionamento do intestino e, geralmente, se consumida em excesso      gera sensa\u00e7\u00e3o de embriaguez.<\/p>\n   \n<p><strong>Apesar dos poucos estudos sobre ela, h\u00e1 uma certeza:<\/strong> a mesma      \u00e1rvore que pode causar dor de barriga traz a solu\u00e7\u00e3o para o problema em forma      de ch\u00e1.<\/p>\n   \n<p>A medicina popular utiliza tanto a casca da \u00e1rvore quanto a folha pra curar      a diarr\u00e9ia.<\/p>\n   \n<p>A cagaiteira \u00e9 parente da goiaba, e se se espremer uma folha dela, ela solta      um perfume caracter\u00edstico do eucalipto. Ela tamb\u00e9m \u00e9 da fam\u00edlia da pitanga,      do ara\u00e7\u00e1 e da uvaia.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.folhadaregiao.com.br<\/p>\n   \n<h6>Cagaita<\/h6>\n   \n<h4>Eugenia dysenterica \/ cagaita<\/h4>\n   \n<p><strong>Origem: <\/strong>\u00c0reas de Cerrado nos estados da Bahia, Goi\u00e1s, Maranh\u00e3o,      Mato Grosso, Minas Gerais, Piau\u00ed, S\u00e3o Paulo e Tocantins.<\/p>\n   \n<p><strong>Fam\u00edlia:<\/strong> Myrtaceae<\/p>\n   \n<p>Frutos globosos de 3-4 cm, de casca amarelo-alaranjada fin\u00edssima. <\/p>\n   \n<p>Polpa espessa e suculenta, muito arom\u00e1tica. A \u00e1rvore tem uma altura mediana      (4-8 m), e perde as folhas durante o inverno (caducif\u00f3lia), ocasi\u00e3o em que      recobre-se completamente de perfumad\u00edssimas flores alvas.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccagait20.jpg\" alt=\"Cagaita\" width=\"311\" height=\"232\" title=\"Cagaita\" \/><strong><br \/>\n     Cagaita<\/strong><\/p>\n   \n<h4><strong>Usos<\/strong><\/h4>\n   \n<p>O fruto \u00e9 muito saboroso ao natural, desde que se tome o cuidado de nunca      consumi-lo fermentado (ap\u00f3s a queda), quando se torna laxativo (da\u00ed os nomes      popular e cient\u00edfico). <\/p>\n   \n<p>A polpa \u00e9 usada com \u00f3tima aceita\u00e7\u00e3o para o preparo de doces, gel\u00e9ias, sorvetes,      sucos e licores, podendo ser mantida congelada por at\u00e9 12 meses sem perda      de sabor.<\/p>\n   \n<p>A \u00e1rvore \u00e9 mel\u00edfera, e de excepcional aplica\u00e7\u00e3o paisag\u00edstica em climas semi-secos.<\/p>\n   \n<h4><strong>Cultivo<\/strong><\/h4>\n   \n<p>Climas tropicais e subtropicais, em solos muit\u00edssimo bem drenados. <\/p>\n   \n<p>N\u00e3o tolera a combina\u00e7\u00e3o de baixas temperaturas com solos \u00famidos, o que propicia      o r\u00e1pido surgimento de fungos nas ra\u00edzes, facilmente dect\u00e1vel pelo aparecimento      de manchas escuras nas folhas. <\/p>\n   \n<p>Em regi\u00f5es de inverno \u00famido deve ser cultivada em vasos grandes (50 litros      ou mais), e protegidos da chuva nesta \u00e9poca.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.e-jardim.com<\/p>\n   \n<h6>Cagaita<\/h6>\n   \n<p>A <strong>Cagaita<\/strong> (Eugenia Dysenterica) \u00e9 uma fruta muito gostosa,      chegando a ser doce quando verde e azeda quando madura.<\/p>\n   \n<p>A Cagaita \u00e9 da fam\u00edlia das Myrtaceae (a mesma fam\u00edlia da jabuticaba). <\/p>\n   \n<p>As Cagaiteiras s\u00e3o \u00e1rvores de m\u00e9dio a grande porte, chegando a atingir 9      a 10 metros de altura.<\/p>\n   \n<p><strong>Partes Usadas<\/strong><\/p>\n   \n<p>Folhas e frutos<\/p>\n   \n<p><strong>Fam\u00edlia<\/strong><\/p>\n   \n<p>Mirtaceae<\/p>\n   \n<h4><strong>Caracter\u00edsticas<\/strong><\/h4>\n   \n<p>\u00c1rvore do cerrado que chega a at\u00e9 dez metros de altura. <\/p>\n   \n<p>Tem tronco enrugado, galhos tortos e uma folha que lembra a da goiabeira.      Seu fruto \u00e9 uma baga de 2-3 cm de di\u00e2metro, amarelo quando maduro, com 1-4      sementes, normalmente com remanescente do c\u00e1lice floral seco.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccagait22.jpg\" alt=\"Cagaita\" width=\"268\" height=\"287\" title=\"Cagaita\" \/><strong><br \/>\n     Cagaita<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccagait23.jpg\" alt=\"Cagaita\" width=\"303\" height=\"229\" title=\"Cagaita\" \/><br \/>\n     Cagaita<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Dicas de Cultivo: <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>A flora\u00e7\u00e3o acontece entre julho e setembro, dependendo da regi\u00e3o. <br \/>\n       Reproduz-se por sementes, sendo pouco exigentes quanto a \u00e1gua, solo e cuidados        gerais. <br \/>\n       A cagaita \u00e9 usada na produ\u00e7\u00e3o de gel\u00e9ias, sucos e sorvetes.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Outros Nomes: <\/strong>Cagaiteira.<\/p>\n   \n<p><strong>Propriedades: <\/strong>Depurativa , adstringente, antidisent\u00e9rica,      diur\u00e9tica.<\/p>\n   \n<p><strong>Indica\u00e7\u00f5es: <\/strong>Usam-se os frutos ao natural para combater as      diarr\u00e9ias e disenterias.<\/p>\n   \n<p><strong>Toxicologia: <\/strong>Os frutos comidos em excesso provocam diarr\u00e9ia.<\/p>\n   \n<p><strong>Curiosidade: <\/strong>Enquanto a fruta possui efeito laxantivo, as      folhas dessa planta possui a\u00e7\u00e3o anti-diarr\u00e9ica.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.cantoverde.org<\/p>\n \n<p>  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cagaita, Fruta, Cagaiteira, Planta, Cerrado, Origem, Brasil, Usos, \u00c1rvore, Cultivo, Propriedade, Utiliza\u00e7\u00e3o, Utilidade, Caracter\u00edstica, Cagaita<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":24255,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[64],"tags":[],"class_list":["post-27072","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-alimentos-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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