{"id":27071,"date":"2016-01-22T00:00:00","date_gmt":"2016-01-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/cacau-2\/"},"modified":"2026-09-01T18:09:24","modified_gmt":"2026-09-01T18:09:24","slug":"cacau-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/alimentos-2\/cacau-2\/","title":{"rendered":"Cacau"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>O Cacau \u00e9 o fruto da \u00e1rvore Cacaueiro. \u00c9 desse      fruto que se origina o chocolate atrav\u00e9s de alguns processos. O nome      cient\u00edfico do cacau \u00e9 Theobroma cacao e pertence \u00e0 fam\u00edlia      das Sterculiaceae, onde \u00e9 encontrado em regi\u00f5es tropicais como      no Brasil. .<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccacau-1.jpg\" alt=\"Cacau\" width=\"262\" height=\"255\" title=\"Cacau\" \/><strong><br \/>\n     Cacau<\/strong><\/p>\n      \n<h4><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n   \n<p>O <strong>cacau<\/strong> \u00e9 conhecido por ser o fruto que da origem ao chocolate,      mas ningu\u00e9m tem id\u00e9ia de como \u00e9 dificil produzi cacau para fabricar o chocolate,      mas nesse trabalho vamos contar como que este fruto \u00e9 produzido. <\/p>\n   \n<p>O <strong>cacau<\/strong> tamb\u00e9m possui uma historia e esta bastante ligado      a uma cultura desenvolvida no interior da Bahia, o principal ponto onde ele      \u00e9 produzido no Brasil. N\u00f3s tamb\u00e9m vamos tratar sobre como o cacau \u00e9 cultivado      e tratado, alem de mostrar a respeito da doen\u00e7a que o cacaueiro sofre, chamada      vassoura de bruxa.<\/p>\n   \n<h4>O Cacau<\/h4>\n   \n<p>Fruto do <strong>cacaueiro<\/strong>, \u00e1rvore da fam\u00edlia das esterculi\u00e1ceas,      nativa da Am\u00e9rica Central e do Sul, principal mat\u00e9ria-prima na ind\u00fastria do      chocolate. <\/p>\n   \n<p>O <strong>cacau<\/strong> tem a forma de uma am\u00eandoa que cont\u00e9m de 20 a 40      sementes. <\/p>\n   \n<p>A semente do <strong>cacau<\/strong> \u00e9 amarga, arom\u00e1tica e oleosa. <\/p>\n   \n<p>Com o <strong>cacau<\/strong> prepara-se o chocolate, de uso comum como bebida,      os bombons, bolos, doces e sorvetes.<\/p>\n   \n<p>Al\u00e9m do seu efeito estimulante causado pela teobromina (2,2%) e a cafe\u00edna      (0,1%), o <strong>cacau<\/strong> \u00e9 um alimento concentrado contendo aproximadamente      43,3% de carboidratos, 22% manteiga, 18% de prote\u00ednas, 6,3% de cinzas e pequena      quantidade de \u00e1gua e subst\u00e2ncias fibrosas. Altamente energ\u00e9tico, possui aproximadamente      4.877 cal\/kg.<\/p>\n   \n<p>O<strong> cacaueiro<\/strong> \u00e9 nativo das regi\u00f5es tropicais da Am\u00e9rica central      e do Sul. Antes do descobrimento, ele existia em estado selvagem no Brasil      (Amazonas e Par\u00e1).<\/p>\n   \n<h4>Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica<\/h4>\n   \n<p>Embora muitas regi\u00f5es o cultivem, o grosso da produ\u00e7\u00e3o de <strong>cacau<\/strong>      procede atualmente de \u00e1reas situadas na Costa da Guin\u00e9 (\u00c1frica) e no Brasil,      particularmente no sul da Bahia. Gana (antiga Costa do Ouro), onde o cultivo      se iniciou em 1879, \u00e9 o maior produtor mundial. As terras a\u00ed utilizadas para      a cultura s\u00e3o baixas e bem drenadas, e o clima \u00e9 prevalentemente \u00famido e quente.      As chuvas distribuem-se regularmente durante o ano, atingindo \u00edndices da ordem      de 2.000mm; enquanto o curto per\u00edodo de estiagem favorece a colheita e a prepara\u00e7\u00e3o      dos frutos. Devido \u00e0 intensidade da insola\u00e7\u00e3o, pratica-se o sombreamento.<\/p>\n   \n<p>As lavouras de <strong>cacau<\/strong> de Gana, assim como as da Nig\u00e9ria,      s\u00e3o em grande parte de car\u00e1ter familiar, realizadas em superf\u00edcies que variam      de 1\/2 a 10ha. Quase todas as planta\u00e7\u00f5es pertencem aos ind\u00edgenas e como n\u00e3o      possuem instru\u00e7\u00e3o e desconfiam do homem branco, a qualidade da produ\u00e7\u00e3o \u00e9      prejudicaria Essa situa\u00e7\u00e3o tem sido atenuada gra\u00e7as aos esfor\u00e7os (respondidos      pelos Cocoa Marketing Boards e pelo West African Cocoa Research Institute,      que mant\u00eam uma esta\u00e7\u00e3o experimental em Tafe. As variedades a\u00ed cultivadas s\u00e3o      predominantemente h\u00edbridas, destacando-se o <strong>cacau<\/strong> roxo-rugoso,      denominado estrangeiro, resultante do cruzamento entre o venezuela roxo superior      e o S\u00e3o Tom\u00e9 de origem brasileira, e o cacau roxo-liso, denominado trinidad      liso que \u00e9 um h\u00edbrido do calabacillo (Theobroma cacao). O rendimento, consideravelmente      elevado no in\u00edcio da produ\u00e7\u00e3o (chega a atingir 350kg por hectare) cai com      relativa rapidez devido \u00e0 falta de cuidados com a planta e com o solo. H\u00e1      propriedades que depois de alguns anos n\u00e3o conseguem obter mais de 15kg por      hectare. H\u00e1 duas colheitas por ano. A mais importante realiza-se durante o      per\u00edodo seco, isto \u00e9, de setembro a fevereiro. A outra, denominada &#8216;meia colheita&#8217;,      \u00e9 realizada entre maio e junho. <\/p>\n   \n<p>As atividades da colheita s\u00e3o (desempenhadas por homens, mulheres e crian\u00e7as.    <\/p>\n   \n<p>O transporte do <strong>cacau<\/strong> da propriedade at\u00e9 a aldeia \u00e9 feito      pelo pr\u00f3prio homem, devido a impossibilidade da cria\u00e7\u00e3o de animais por causa      da mosca ts\u00e9-ts\u00e9 que infesta a regi\u00e3o. Da aldeia, o cacau \u00e9 transportado em      caminh\u00f5es para as esta\u00e7\u00f5es ferrovi\u00e1rias.<\/p>\n   \n<h4>Cultura no Brasil<\/h4>\n   \n<p>O Brasil j\u00e1 foi o maior produtor do mundo e a sua produ\u00e7\u00e3o encontra-se em      decad\u00eancia. <\/p>\n   \n<p>A maioria das lavouras situada no Estado da Bahia que pro(luz 94% do <strong>cacau<\/strong>      brasileiro; os 6% restantes s\u00e3o oriundos dos Estados do Amazonas, Par\u00e1, Maranh\u00e3o,      Pernambuco, Minas Gerais e Espirito Santo, e do Territ\u00f3rio do Amap\u00e1. A zona      cacaueira estende-se ao longo de uma estreita faixa paralela ao litoral, desde      as imdeia\u00e7\u00f5es de Ilh\u00e9us, na Bahia, at\u00e9 Linhares, no Esp\u00edrito Santo. A principal      zona de produ\u00e7\u00e3o corresponde \u00e0 regi\u00e3o de Ilh\u00e9us-Itabuna, caracterizada por      um clima quente e \u00famido com chuvas abundantes e regularmente distribu\u00eddas.      Nos vales dos rios Mucuri, Jequitinhonha, Pardo e Contas existem grandes manchas      de solos aluviais, anualmente refertilizados pelas inunda\u00e7\u00f5es. <\/p>\n   \n<p>A expans\u00e3o da lavoura <strong>cacaueira<\/strong> no sul da Bahia efetuou-se      atrav\u00e9s de lutas violentas. Essas lutas prolongaram-se da Segunda metade do      s\u00e9c. XIX at\u00e9 as primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX. Formaram-se, por meio da conquista      da terra, litif\u00fandios imensos, nos quais se desenrolaram dramas que passaram      a interessar romancistas e ensa\u00edstas, pelo seu significado de esc\u00e2ndalo social.      Foi a \u00e9poca em que floresceu o caxixe, nome com que se designaram as invas\u00f5es      de terras ou as v\u00e1rias aquisi\u00e7\u00f5es il\u00edcitas. Com o desaparecimento da maior      parte das oligarquias, os latif\u00fandios se dividiram por motivos de heran\u00e7a      ou simplesmente econ\u00f4micos, em fazendas organizadas, com nova ordem, a partir      da revolu\u00e7\u00e3o brasileira de 1930. Criou-se, em junho de 1931, o Instituto do      <strong>Cacau<\/strong> da Bahia, em moldes de cooperativa, sendo, em mar\u00e7o      de 1941, transformado em autarquia. <\/p>\n   \n<h4>A Planta e as suas Exig\u00eancias<\/h4>\n   \n<p>Caracterizada por um porte que chega a 4 metros de altura em seu ambiente      natural e primitivo. Nativo das regi\u00f5es tropicais da Am\u00e9rica Central e do      Sul, inclusive o Brasil (Amazonas e Par\u00e1), o <strong>cacaueiro <\/strong>(Theobroma      cacao) \u00e9 uma \u00e1rvore da fam\u00edlia das esterculi\u00e1ceas. <\/p>\n   \n<p><strong>O nome da planta \u00e9 de origem asteca:<\/strong> cacahuatl (cacau) ou      cacahuaquahuitl (cacaueiro); o da bebida, chocoatl (chocolate), de origem      maia. Cacau <\/p>\n   \n<p>Em cultivo, para facilitar a colheita, \u00e9 costume pod\u00e1-lo quando ultrapassa      os quatro metros. Tem tronco liso, de casca escura. Os ramos se esgalham,      formando grande copa. As folhas s\u00e3o grandes, cori\u00e1ceas e de cor verde-clara      nas duas faces, chegando a trinta cent\u00edmetros de comprimento por quinze de      largura. <\/p>\n   \n<p>As flores, pequenas, avermelhadas, inodoras e pouco atraentes, nascem unidas      ao tronco. Delas se originam as bagas ou frutos, que medem at\u00e9 25cm de comprimento      e adquirem, quando maduras, tonalidade esverdeada, amarela ou roxa ( \u00e0 depender      da variedade). Cont\u00eam cinq\u00fcenta ou mais sementes envoltas numa polpa viscosa.    <\/p>\n   \n<p>O <strong>cacaueiro <\/strong>pode viver mais de cem anos, come\u00e7a a frutificar      com tr\u00eas, produz abundantemente a partir dos oito e em geral at\u00e9 os trinta      mant\u00e9m uma produ\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria.<\/p>\n   \n<p>As regi\u00f5es com temperaturas m\u00e9dias anuais entre 24 e 28\u00ba C s\u00e3o as que apresentam      melhores condi\u00e7\u00f5es para o cultivo do <strong>cacaueiro<\/strong>. Temperaturas      inferiores a 12\u00ba C impedem ou reduzem a frutifica\u00e7\u00e3o. A planta requer solos      profundos, bem drenados e ricos em pot\u00e1ssio e nitrog\u00eanio, desenvolvendo-se      bem em regi\u00f5es com chuvas regularmente distribu\u00eddas durante o ano, de \u00edndice      acima de 1.500mm.<\/p>\n   \n<p>Nas \u00e1reas de plantio s\u00e3o abertos canais para o escoamento do excesso de \u00e1guas      pluviais. Criadas \u00e0 parte em sementeiras, as mudas s\u00e3o transplantadas para      o local definitivo entre o sexto e o oitavo m\u00eas. O sucesso do cultivo depende      da prote\u00e7\u00e3o contra os ventos e de um bom sombreamento, fornecido ora por bananeiras,      ora por \u00e1rvores de porte superior ao do <strong>cacaueiro<\/strong>; isto porque      o cacaueiro \u00e9 uma planta umbr\u00f3fila.<\/p>\n   \n<h4>O Cultivo Perfeito<\/h4>\n   \n<p>Ao lado da indiscut\u00edvel import\u00e2ncia econ\u00f4mica, o cacau tem um grande valor      ecol\u00f3gico. Cultivado racionalmente, em condi\u00e7\u00f5es que se assemelham \u00e0s do seu      &#8220;habitat&#8221; natural, a floresta, com um sombreamento permanente de      \u00e1rvores de maior porte, o <strong>cacaueiro <\/strong>protege o solo dos efeitos      da eros\u00e3o e da lixivia\u00e7\u00e3o (carreamento pelas \u00e1guas, de elementos nutritivos).      As suas planta\u00e7\u00f5es substituem a floresta original sem destruir o ambiente      ecol\u00f3gico existente, preservando a heterogeneidade e com ela o micro-clima      e a vida das esp\u00e9cies vegetais e animais das \u00e1reas cultivadas. Sob este aspecto      o cacaueiro difere e muito de outros cultivos brasileiros que, por suas pr\u00f3prias      caracter\u00edsticas, se transformaram em lavouras itinerantes, deixando ao longo      de sua passagem vastas \u00e1reas de terras esgotadas e improdutivas. Na paisagem      rural brasileira, v\u00e1rios s\u00e3o os exemplos de cultivos que empobrecem e degradam      o ambiente. <\/p>\n   \n<p>O <strong>cacaueiro<\/strong>, ao contr\u00e1rio, embora se mostre mais exigente      quanto \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de clima e solo, \u00e9 uma \u00e1rvore extremamente generosa. Restitui      \u00e0 terra grande parte daquilo que dela retira, mant\u00e9m o equil\u00edbrio ecol\u00f3gico      e se constitui num cultivo perene, renov\u00e1vel e permanente. Este car\u00e1ter de      lavoura eminentemente est\u00e1vel confere ao cacau uma significativa import\u00e2ncia      social. <\/p>\n   \n<p>A perman\u00eancia das plantas de porte superior, usadas como sombreamento do      <strong>cacaueiro <\/strong>somente foram aceitas agronomicamente ap\u00f3s muitos      argumentos dos t\u00e9cnicos extensionistas da CEPLAC em rela\u00e7\u00e3o aos agentes financeiros      que financiavam, na d\u00e9cada de 70, o PROCACAU \u0096 programa do Governo Federal      que ansiava ter o Brasil como o 1\u00ba produtor de cacau do mundo. Tal fato figura      como um dos fatores da preserva\u00e7\u00e3o do remanescente da Mata Atl\u00e2ntica do sul      da Bahia.<\/p>\n   \n<p>As lavouras de cacau n\u00e3o d\u00e3o origem a paisagens cont\u00ednuas e homog\u00eaneas, como      as de caf\u00e9 ou cana-de-a\u00e7\u00facar. Em aten\u00e7\u00e3o aos seus h\u00e1bitos nativos, o cacaueiro      \u00e9 normalmente plantado no interior de nesgas de mata ou, pelo menos, entre      \u00e1rvores deixadas de p\u00e9 durante a prepara\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de plantio. A limpeza      dos terrenos resume-se ao que os lavradores do sul da Bahia chamam de cabruca,      ou seja, remo\u00e7\u00e3o dos arbustos e vegeta\u00e7\u00e3o rasteira. Para a vegeta\u00e7\u00e3o natural,      os efeitos do plantio de <strong>cacau<\/strong>, por isso, s\u00e3o bem menos danosos      que o das esp\u00e9cies que exigem derrubadas de \u00e1rvores.<\/p>\n   \n<p>H\u00e1 estudiosos em conserva\u00e7\u00e3o de solo que atribuem ao <strong>cacaueiro<\/strong>      o t\u00edtulo de planta conservacionista e ecol\u00f3gica. Al\u00e9m de permitir a perman\u00eancia      das plantas nativas da mata, visto que necessita das suas copas para o proteger      do excesso de sol. Com as constantes quedas e renova\u00e7\u00e3o de folhas durante      o ano, proporciona a forma\u00e7\u00e3o de um verdadeiro &#8220;tapete&#8221; constitu\u00eddo      de mat\u00e9ria org\u00e2nica, abrigando uma infinidade de micro flora e fauna, enriquecendo      e umidificando o seu substrato.<\/p>\n   \n<h4>Produtos<\/h4>\n   \n<p>Os frutos do <strong>cacaueiro<\/strong> s\u00e3o colhidos bem maduros, para que      os elementos presentes em sua composi\u00e7\u00e3o j\u00e1 estejam plenamente elaborados.      Ap\u00f3s a colheita, os frutos ficam em repouso de dois a tr\u00eas dias. S\u00e3o a seguir      partidos, e as sementes, depois de extra\u00eddas e selecionadas, v\u00e3o para cochos      de fermenta\u00e7\u00e3o (caixas de madeira em local abrigado), onde permanecem de quatro      a sete dias, durante os quais s\u00e3o revolvidos diariamente para a homogeneiza\u00e7\u00e3o      das sementes . Nessa fase, perdem o gosto amargo e desprendem um agrad\u00e1vel      aroma de chocolate. A secagem pode durar at\u00e9 dez dias, se feita ao natural      (utilizando a luz solar nas barca\u00e7as), ou apenas 24 horas, se realizada por      secadores artificiais.<\/p>\n   \n<p>Gra\u00e7as \u00e0 interven\u00e7\u00e3o do homem, que procurou tornar mais produtivas e resistentes      as esp\u00e9cies silvestres, surgiram in\u00fameros h\u00edbridos que apresentam caracter\u00edsticas      mais apuradas. Entre os cultivares mais comuns destacam-se os <strong>cacaueiros<\/strong>      Crioulo, Calabacillo, Soconusco, Esmeralda, Trinatarios e Forastero. <\/p>\n   \n<p>O produto final do <strong>cacau<\/strong>, \u00e0 n\u00edvel da grande maioria das      fazendas, \u00e9 a semente seca com um teor de umidade em torno de 7%. Da\u00ed para      frente ocorrem as transforma\u00e7\u00f5es para a separa\u00e7\u00e3o dos sub-produtos que enriquecem      sobremaneira os grandes industriais, geralmente multinacionais. S\u00e3o os famosos      chocolateiros. <\/p>\n   \n<p><strong>O processo de transforma\u00e7\u00e3o sofrido pelo fruto e sementes de cacau,      segue o processo seguinte:<\/strong><\/p>\n   \n<p>Nas diversas fases de industrializa\u00e7\u00e3o do <strong>cacau<\/strong>, as sementes,      depois de limpas, s\u00e3o tostadas a uma temperatura entre 135 e 176\u00ba C, para      se apurar sua cor, sabor e aroma, e a seguir partidas e descascadas. As cascas      correspondem a at\u00e9 14% do peso das sementes e em geral s\u00e3o transformadas em      fertilizantes. Tais processos, assim como o que permite a extra\u00e7\u00e3o da gordura      natural ou manteiga de cacau, depois do cacau mo\u00eddo por meio de prensas, s\u00e3o      partes da fase de semi-industrializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Nas etapas seguintes, a pasta de cacau \u00e9 transformada em massa de chocolate.      Os diversos tipos de chocolate dependem da quantidade de manteiga de <strong>cacau<\/strong>      que entra em sua composi\u00e7\u00e3o, ou da ess\u00eancia arom\u00e1tica adicionada, como tamb\u00e9m      da dosagem de a\u00e7\u00facar.<\/p>\n   \n<p>O chocolate amargo \u00e9 simplesmente o cacau torrado, mo\u00eddo e depois fundido      em barras. O chocolate doce \u00e9 a massa de chocolate com a\u00e7\u00facar granulado ou      fino. A pasta resultante \u00e9 passada em m\u00e1quinas refinadoras. Como o acr\u00e9scimo      de a\u00e7\u00facar reduz o teor da gordura natural, adiciona-se mais manteiga de <strong>cacau<\/strong>.<\/p>\n   \n<p>O tipo padr\u00e3o de chocolate doce cont\u00e9m 42% de massa de chocolate, 42% de      a\u00e7\u00facar e 16% de manteiga de cacau. Depois de resfriado, \u00e9 moldado em barras.    <\/p>\n   \n<p>O chocolate de leite \u00e9 o chocolate doce com o sabor modificado pela adi\u00e7\u00e3o      de leite solidificado, numa propor\u00e7\u00e3o m\u00ednima de 12%.<\/p>\n   \n<p>De in\u00edcio, s\u00f3 se atribu\u00eda import\u00e2ncia ao cacau por sua transforma\u00e7\u00e3o em chocolate,      popularizado como um estimulante contra o frio. Mais tarde descobriram-se      as propriedades aliment\u00edcias e terap\u00eauticas que fizeram do cacau mat\u00e9ria-prima      das ind\u00fastrias aliment\u00edcia e farmac\u00eautica. Esta utiliza sobretudo a manteiga      de <strong>cacau<\/strong>, empregada para combater as rachaduras que o frio      causa nos l\u00e1bios, e a teobromina, alcal\u00f3ide b\u00e1sico na elabora\u00e7\u00e3o de diur\u00e9ticos.    <\/p>\n   \n<p>O <strong>cacau<\/strong> \u00e9 um produto agr\u00edcola com um larga faixa de utilidade      e de aproveitamento em benef\u00edcio do homem. Com ele pode-se fabricar n\u00e3o apenas      o chocolate, mas tamb\u00e9m gel\u00e9ia, vinho, vinagre, licores, aguardente, al\u00e9m      de sabonetes, cosm\u00e9ticos, e produtos farmac\u00eauticos. Basicamente, entretanto,      destina-se \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o de chocolate, nas suas diversas formas. Diferindo      de outros produtos como o caf\u00e9, o a\u00e7\u00facar e o milho, que podem ser consumidos      isoladamente, o chocolate resulta, principalmente, de uma mistura de massa      e manteiga de <strong>cacau<\/strong> com a\u00e7\u00facar e leite. Constitui-se, assim,      num alimento compacto, de excelente paladar e alto valor nutritivo e energ\u00e9tico.    <\/p>\n   \n<p><strong>Um tablete de 100 gramas de chocolate ao leite, cont\u00e9m:<\/strong>      Gluc\u00eddios 56 grs, Lip\u00eddios 34 grs, Prot\u00eddeos 6 grs, Celulose 0,5 gr, \u00c1gua      1,1 gr, Calorias 550, Pot\u00e1ssio 418 mg, Magn\u00e9sio 58 mg, C\u00e1lcio 216 mg, Ferro      4 mg, Vitamina B1 0,10 mg, Vitamina B2 0,38 mg, Vitamina PP 0,80 mg. Cem gramas      de chocolate equivalem, em valor aliment\u00edcio, a 6 ovos, ou 3 copos de leite,      ou 220 gramas de p\u00e3o branco, ou 750 gramas de peixe ou 450 gramas de carne      bovina. Embora seja um alimento sofisticado, que exige uma alta tecnologia      para a sua fabrica\u00e7\u00e3o, o chocolate \u00e9 amplamente consumido em in\u00fameros pa\u00edses,      especialmente de clima frio e de poder aquisitivo mais alto. <\/p>\n   \n<p><strong>Os maiores consumidores per capita s\u00e3o<\/strong>: Sui\u00e7a &#8211; Inglaterra      &#8211; Alemanha &#8211; B\u00e9lgica &#8211; Noruega &#8211; \u00c1ustria &#8211; Su\u00e9cia e Holanda, todos com mais      de 5 kgs. <\/p>\n   \n<h4>Tipos de Chocolate<\/h4>\n   \n<p><strong>Existem hoje, basicamente, os seguintes tipos de chocolate: <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Ao Leite:<\/strong> \u00c9 composto por massa de <strong>cacau<\/strong>,        manteiga de cacau, a\u00e7\u00facar e leite em p\u00f3 (568Kcal\/100g)<strong><br \/>\n       AMARGO:<\/strong> Chocolate muito pouco refinado, composto apenas por massa        de <strong>cacau<\/strong> e manteiga de cacau. Caracteriza-se pela cor escura        e paladar amargo<strong><br \/>\n       MEIO-AMARGO:<\/strong> Tamb\u00e9m apresenta colora\u00e7\u00e3o escura por n\u00e3o levar leite,        mas cont\u00e9m a\u00e7\u00facar, o que suaviza o sabor (550Kcal\/100g)<strong><br \/>\n       BRANCO:<\/strong> Feito com manteiga de <strong>cacau<\/strong>, a\u00e7\u00facar e        leite (549Kcal\/100g)<strong><br \/>\n       ALVO:<\/strong> \u00c9 mais claro que o branco convencional, pois passa por uma        t\u00e9cnica de branqueamento extra que trata a manteiga de cacau<strong><br \/>\n       COLORIDO:<\/strong> \u00c9 composto por manteiga de <strong>cacau<\/strong>, a\u00e7\u00facar,        leite e corantes especiais importados<strong><br \/>\n       DIET LEITE: <\/strong>\u00c9 composto por massa e manteiga de cacau, leite em        p\u00f3, sorbitol e sacarina (usados em substitui\u00e7\u00e3o do a\u00e7\u00facar) e vanilina (473Kcal\/100g)<strong><br \/>\n       DIET BRANCO:<\/strong> Feito com manteiga de cacau, leite em p\u00f3, sorbitol,        sacarina e vanilina.<strong><br \/>\n       CHOCOLATE EM P\u00d3:<\/strong> Am\u00eandoa de <strong>cacau<\/strong> ralada destitu\u00edda        da manteiga de cacau. Pode ser amargo, e a\u00ed possui o nome de cacau em p\u00f3,        meio amargo e doce (n\u00e3o confundir com chocolate sol\u00favel para misturar no        leite)<strong><br \/>\n       CHOCOLATE PARA COBERTURA<\/strong>: Com alto \u00edndice de manteiga de cacau,        que lhe d\u00e1 a propriedade de derreter com facilidade e que facilita o acabamento        e o brilho nas coberturas. <strong>S\u00e3o comercializados em tr\u00eas tipos: <\/strong>meio        amargo, branco e comum (leite) (567Kcal\/100g)<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Nota importante<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os chocolates diet\u00e9ticos n\u00e3o cont\u00eam a\u00e7\u00facar, mas cont\u00eam gorduras em grande      quantidade e ado\u00e7antes como o sorbitol que \u00e9 altamente cal\u00f3rico. Portanto,      os chocolates diet\u00e9ticos n\u00e3o s\u00e3o indicados em dietas para emagrecimento. <\/p>\n   \n<h4>Um pouco da hist\u00f3ria do cacau no mundo <\/h4>\n   \n<p>Com as sementes de cacau, os astecas preparavam uma pasta comest\u00edvel, a que      adicionavam farinha de milho e pimenta vermelha; com a polpa, faziam uma bebida      refrigerante. No Brasil amaz\u00f4nico os \u00edndios utilizavam apenas a polpa, de      cuja fermenta\u00e7\u00e3o obtinham uma bebida alco\u00f3lica.<\/p>\n   \n<p>Os conquistadores espanh\u00f3is interessaram-se pela bebida dos astecas e foram      os primeiros a adicionar-lhe mel (na aus\u00eancia do a\u00e7\u00facar) e, mais tarde, baunilha      e canela. Hern\u00e1n Cort\u00e9s, logo que a conheceu no M\u00e9xico, no come\u00e7o do s\u00e9culo      XVI, percebeu-lhe o valor nutritivo, dando ci\u00eancia do fato ao rei da Espanha.      No M\u00e9xico, o chocolate tornou-se t\u00e3o popular a ponto de ser servido at\u00e9 nas      igrejas. Mas era uma bebida bem diferente do chocolate que se bebe hoje.<\/p>\n   \n<p>Afirma-se que o primeiro carregamento de <strong>cacau<\/strong> enviado da      Am\u00e9rica \u00e0 Espanha data de 1585. A partir da\u00ed o produto foi se tornando conhecido      em outros pa\u00edses da Europa. Em 1657, instalou-se em Londres um estabelecimento      onde se servia chocolate. A bebida entrara tamb\u00e9m na corte francesa, com Maria      Teresa, que, casando-se com Lu\u00eds XIV, levou consigo uma criada h\u00e1bil em seu      preparo. Madame de S\u00e9vign\u00e9, em uma de suas cartas, refere-se ao chocolate      que, ap\u00f3s o jantar, ela tomava com agrado.<\/p>\n   \n<p>\u00c0 medida que seu consumo aumentou na Europa, o cultivo do <strong>cacau<\/strong>      generalizou-se em v\u00e1rias regi\u00f5es da Am\u00e9rica Central e do Sul. Em 1728, foi      criada a companhia Guip\u00fazcoa, especializada na produ\u00e7\u00e3o de cacau. Do continente,      o cacaueiro foi introduzido nas ilhas da Jamaica, Trinidad, S\u00e3o Domingos e      Martinica.<\/p>\n   \n<p>Mais tarde, chegou \u00e0s Filipinas e outras regi\u00f5es da \u00c1sia, tendo conhecido      sucessivos e not\u00e1veis \u00eaxitos desde que passou a ser plantado na \u00c1frica. Na      Am\u00e9rica, \u00e9 cultivado atualmente sobretudo no Brasil, Equador, M\u00e9xico, Col\u00f4mbia,      Venezuela e Rep\u00fablica Dominicana.<\/p>\n   \n<p>No Brasil, o cultivo de cacau foi ordenado por carta r\u00e9gia de 1678. Admite-se      que na Bahia, que chegaria a ser uma das mais importantes regi\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o      no mundo, tenha ocorrido uma primeira tentativa de plantio em 1665. Outra      vers\u00e3o afirma que em 1746 mal se iniciava ali a cultura cacaueira. As sementes      levadas do Par\u00e1, onde j\u00e1 em 1689 um franc\u00eas fabricava pela primeira vez chocolate      em Bel\u00e9m, foram plantadas no atual munic\u00edpio de Canavieiras, \u00e0 margem do rio      Pardo. No sul da Bahia o <strong>cacau<\/strong> encontrou um habitat perfeito.      Em 1783, a lavoura cacaueira j\u00e1 era importante na regi\u00e3o de Ilh\u00e9us. Em meio      a lutas violentas pela posse das terras, que se prolongaram at\u00e9 as primeiras      d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX, a produ\u00e7\u00e3o na Bahia firmou-se no s\u00e9culo XIX, constituindo      fator poderoso para o desenvolvimento regional e originando uma importante      fase econ\u00f4mica &#8212; o ciclo do cacau.<\/p>\n   \n<p>Levado do Par\u00e1, o cacau chegou \u00e0 Bahia na segunda metade do s\u00e9culo XVIII,      dando origem a um ciclo econ\u00f4mico que acarretou profundas muta\u00e7\u00f5es sociais.      E t\u00e3o violentas foram as disputas de terras para plantio do cacau que j\u00e1 se      disse que as fazendas do sul da Bahia foram adubadas com sangue humano.<\/p>\n   \n<p>Na floresta amaz\u00f4nica, os <strong>cacauais<\/strong> nativos s\u00e3o parte da      mata virgem. Desenvolvendo-se ao acaso, sem os cuidados necess\u00e1rios e de mistura      com \u00e1rvores as mais variadas, sua produ\u00e7\u00e3o era pequena, n\u00e3o chegando a pesar      na produ\u00e7\u00e3o mundial e pouco se fazendo sentir na brasileira. No sul da Bahia,      onde at\u00e9 ent\u00e3o alguns engenhos de a\u00e7\u00facar e inexpressivas ro\u00e7as de caf\u00e9 sustentavam      os habitantes, o cacau encontrou um habitat perfeito, gra\u00e7as aos ricos solos      de massap\u00ea e \u00e0 umidade ambiental resultante de chuvas muito freq\u00fcentes. As      facilidades de transporte, por via fluvial, e a alta cota\u00e7\u00e3o do cacau no mercado      externo foram fatores que pesaram para o incremento do cultivo dessa nova      fonte de lucro.<\/p>\n   \n<p>Coron\u00e9is, jagun\u00e7os e grapi\u00fanas. A conquista das terras no sul da Bahia motivou      lutas sanguin\u00e1rias que se alastraram por toda a regi\u00e3o &#8212; em lugares como      Itabuna, Belmonte, Coaraci, Itaju\u00edpe, Una e o porto de Ilh\u00e9us, escoadouro      das grandes safras. Essas disputas entre os grandes propriet\u00e1rios de terras      ou coron\u00e9is do <strong>cacau<\/strong>, travadas por verdadeiros ex\u00e9rcitos      de jagun\u00e7os a soldo, prolongaram-se at\u00e9 as duas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo      XX e levaram ao estabelecimento de imensos latif\u00fandios. Em seus limites, o      poder dos coron\u00e9is era total, permitindo-lhes decidir desde a comercializa\u00e7\u00e3o      do cacau at\u00e9 as eventuais tocaias que seus capangas executariam contra os      advers\u00e1rios molestos.<\/p>\n   \n<p>Al\u00e9m de resolverem pela for\u00e7a as quest\u00f5es de terras e as pend\u00eancias pol\u00edticas,      os jagun\u00e7os geralmente tamb\u00e9m trabalhavam nas fazendas, sob condi\u00e7\u00f5es apenas      ligeiramente melhores que as dos lavradores ditos &#8220;alugados&#8221;. Estes,      quase sempre flagelados da seca que desciam para o sul da Bahia em busca das      promessas da zona <strong>cacaueira<\/strong>, incumbiam-se da derrubada das      matas e do plantio das mudas, sendo v\u00edtimas de um sistema feudal de explora\u00e7\u00e3o.      Obrigados a comprar nos armaz\u00e9ns das fazendas suas roupas, v\u00edveres e as ferramentas      que usavam, os trabalhadores rec\u00e9m-chegados submetiam-se a pesadas d\u00edvidas      que s\u00f3 faziam crescer com o tempo. Somente a partir da revolu\u00e7\u00e3o de 1930,      cujas repercuss\u00f5es motivaram s\u00e9rias lutas dos assalariados, a explora\u00e7\u00e3o da      m\u00e3o-de-obra servil come\u00e7ou a tornar-se menos abusiva.<\/p>\n   \n<p>Apesar da rudeza das condi\u00e7\u00f5es de trabalho, o ciclo do cacau, com suas possibilidades      de ganhos, atraiu gente de toda parte. Aos brasileiros, sobretudo sergipanos,      que migravam para o sul da Bahia juntaram-se estrangeiros de proced\u00eancias      diversas &#8212; como \u00e1rabes, s\u00edrios e libaneses, todos tratados indistintamente      de &#8220;turcos&#8221; ou &#8220;gringos&#8221; &#8212; que desembarcavam em Ilh\u00e9us      \u00e1vidos de fortuna. A atividade comercial, implantada pelos mascates estrangeiros,      que a princ\u00edpio percorriam as planta\u00e7\u00f5es em lombo de burro para ofertar suas      mercadorias, solidificou-se pouco a pouco e floresceu em toda a regi\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>A \u00e9poca da conquista das terras e da dissemina\u00e7\u00e3o do <strong>cacau<\/strong>,      com o conseq\u00fcente surgimento de povoados e pequenas cidades, deixou marcas      bem definidas na psicologia e nos h\u00e1bitos do povo, dando ao sul da Bahia um      car\u00e1ter pr\u00f3prio, bem diferente do que prevalece, por exemplo, na capital do      estado e no Rec\u00f4ncavo. <\/p>\n   \n<p>O amor \u00e0 coragem, a entrega \u00e0 aventura e a cren\u00e7a no progresso s\u00e3o considerados      tra\u00e7os t\u00edpicos dos grapi\u00fanas, termo pelo qual s\u00e3o desde ent\u00e3o designados os      habitantes do sul da Bahia. N\u00e3o raro, tais habilidades originaram-se, em face      do significativo afluxo de estrangeiros, de gamas variadas de miscigena\u00e7\u00e3o      racial.<\/p>\n   \n<p>Os reflexos da crise econ\u00f4mica mundial de 1929, assim como, no plano interno,      os da revolu\u00e7\u00e3o de 1930, influ\u00edram nos destinos da lavoura cacaueira, traduzindo-se      com mais clareza, nos primeiros momentos, por sucessivas baixas nos pre\u00e7os      do produto. Com o desaparecimento da maior parte das oligarquias, os latif\u00fandios      fragmentaram-se, por motivos de heran\u00e7a ou simplesmente econ\u00f4micos, em fazendas      de menor porte e organiza\u00e7\u00e3o menos arcaica. Passada a era do caxixe, nome      pelo qual eram designadas as invas\u00f5es de terras ou as muitas aquisi\u00e7\u00f5es il\u00edcitas,      desapareceram de igual modo os jagun\u00e7os. A cria\u00e7\u00e3o do Instituto do <strong>Cacau<\/strong>      da Bahia, em moldes de cooperativa, em 1931, e a funda\u00e7\u00e3o do primeiro sindicato      de trabalhadores rurais reconhecido pelo governo, que data da mesma \u00e9poca,      foram fatos relevantes para a transforma\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de trabalho na zona      de produ\u00e7\u00e3o cacaueira.<\/p>\n   \n<h4>A doen\u00e7a Vassoura-de-Bruxa<\/h4>\n   \n<p>A vassoura-de-bruxa \u00e9 considerada uma das mais s\u00e9rias doen\u00e7as para a economia      dos pa\u00edses produtores de cacau, porque \u00e9 capaz de reduzir drasticamente a      produ\u00e7\u00e3o dos cacauais ou lev\u00e1-los a total debilita\u00e7\u00e3o se medidas de controle      fitossanit\u00e1rias n\u00e3o forem tomadas com persist\u00eancia. Um exemplo t\u00edpico do que      este infort\u00fanio pode fazer \u00e9 o caso do Equador, que apesar de ter ocupado      a primeira posi\u00e7\u00e3o no mercado internacional de <strong>cacau<\/strong> no s\u00e9culo      passado, chegando a produzir mais am\u00eandoas do que todo o continente africano,      at\u00e9 1905, reduziu a sua participa\u00e7\u00e3o para apenas 38% do mercado mundial, no      in\u00edcio deste s\u00e9culo. <\/p>\n   \n<p>No Brasil nos estados da Amaz\u00f4nia e Par\u00e1 onde a enfermidade existe h\u00e1 muito,      visto que o cacau \u00e9 origin\u00e1rio daquela regi\u00e3o, e \u00e9 bastante disseminada, as      perdas de frutos pela doen\u00e7a chegam a 40 %. Em Rond\u00f4nia, a situa\u00e7\u00e3o ainda      \u00e9 pior e as perdas j\u00e1 foram verificadas em at\u00e9 90 % dos frutos que poderiam      geram riquezas e rendas para os agricultores. <\/p>\n   \n<p>A doen\u00e7a \u00e9 causada pelo fungo Crinipellis perniciosa que infecta tecidos      vegetativos em crescimento (almofadas florais, brotos, lan\u00e7amentos de folhas      novas, flores e frutos); quando ocorre a infec\u00e7\u00e3o nestas partes da planta,      verifica-se um superbrotamento de tecidos e um &#8220;incha\u00e7o&#8221;, vulgarmente      conhecido como &#8220;vassoura-de-bruxa&#8221;.<\/p>\n   \n<p>Anteriormente restrita a Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica de onde nunca deveria ter escapado,      a doen\u00e7a foi detectada no sul da Bahia no ano de 1989, exatamente no munic\u00edpio      de Uru\u00e7uca, distante 40 km da cidade de Ilh\u00e9us. Inicialmente de forma t\u00edmida      e rara, mas que causou um verdadeiro alvoro\u00e7o entre os t\u00e9cnicos-cientistas,      produtores, e a popula\u00e7\u00e3o de maneira geral; a partir desta data a CEPLAC formou      um grupo de trabalho composto por fitopatologistas do Centro de Pesquisas      do <strong>Cacau<\/strong> e tamb\u00e9m da Amaz\u00f4nia, onde o \u00f3rg\u00e3o mant\u00e9m atividades      e possu\u00eda maior intimidade com o problema, visando dimensionar a \u00e1rea afetada      e estabelecer estrat\u00e9gias imediatas para tentar conter a doen\u00e7a.<\/p>\n   \n<p>O maior desastre para a cacauicultura baiana foi o fato de que o comportamento      da mol\u00e9stia na Bahia, ter sido diferente do que se verificava na regi\u00e3o norte      do Brasil. <\/p>\n   \n<p><strong>Atribui-se esse fato a diversos fatores: <\/strong>o relevo acidentado      predominante na propriedades baianas, a contig\u00fcidade das planta\u00e7\u00f5es de cacau      formando verdadeiros len\u00e7\u00f3is da cultura, favorecendo a dissemina\u00e7\u00e3o, o \u00edndice      pluviom\u00e9trico caracterizado por uma const\u00e2ncia de chuvas durante todo ano,      e a descapitaliza\u00e7\u00e3o dos produtores pelos baixos pre\u00e7os internacionais. Por      isso a &#8220;vassoura-de-bruxa&#8221;, doen\u00e7a de conviv\u00eancia vi\u00e1vel na regi\u00e3o      amaz\u00f4nica atrav\u00e9s de podas e remo\u00e7\u00f5es das partes afetadas, encontrou aqui      o seu ambiente ideal, tal como o pr\u00f3prio <strong>cacaueiro <\/strong>encontrou      as melhores condi\u00e7\u00f5es para vicejar, no final do s\u00e9culo passado \u00e0s margens      do Rio Pardo.<\/p>\n   \n<p>A &#8220;vassoura-de-bruxa&#8221; foi a respons\u00e1vel pelo abandono do cultivo      do cacau no Suriname e na Guiana. O fungo \u00e9 nativo da Bacia Amaz\u00f4nica de onde      propagou-se para a Bol\u00edvia, Amaz\u00f4nia brasileira, Col\u00f4mbia, Guiana, Equador,      Peru, Suriname, Venezuela e as ilhas indo-ocidentais de Grenada e Trinidad.      Era de esperar-se que a grande dist\u00e2ncia entre a regi\u00e3o norte e o sul da Bahia      limitasse a propaga\u00e7\u00e3o natural da doen\u00e7a; temendo a possibilidade desse cont\u00e1gio,      a CEPLAC estabeleceu barreiras contra o transporte de material bot\u00e2nico e      <strong>cacau<\/strong> em am\u00eandoas da Amaz\u00f4nia para a Bahia e o Esp\u00edrito Santo;      era a CAVAB que foi logicamente desativada quando ocorreu o cont\u00e1gio. A doen\u00e7a      ainda n\u00e3o foi detectada na Jamaica e nem no continente africano o que explica      a posi\u00e7\u00e3o elevada no mercado mundial dos pa\u00edses da \u00c1frica Ocidental.<\/p>\n   \n<p>A queda de produ\u00e7\u00e3o em todos os pa\u00edses infectados varia de ano \u00e0 ano, a depender      das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas de cada safra. Isto porque, uma vez instalada, n\u00e3o      \u00e9 poss\u00edvel livrar-se da enfermidade. Assim as perdas s\u00e3o acentuadas, por\u00e9m      vari\u00e1veis. Em Trinidad, por exemplo, em 1944, no auge da infec\u00e7\u00e3o, houve um      ataque de 68% do total da colheita. Em 1959, no Equador, 80% dos frutos estavam      quase ou totalmente danificados e imprest\u00e1veis para o aproveitamento.<\/p>\n   \n<p><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n   \n<p>O <strong>cacau<\/strong> \u00e9 importante na produ\u00e7\u00e3o de muitos produtos, alem      do mais conhecido que \u00e9 o chocolate. Apesar de sua produ\u00e7\u00e3o ser dif\u00edcil, s\u00e3o      produzidos outros tipos de produtos derivados do cacau, que s\u00e3o a manteiga      de cacau, vinagre, cosm\u00e9ticos, geleias e muitos outros.<\/p>\n   \n<p>O Brasil j\u00e1 foi o maio produtor de cacau do mundo, mas infelizmente perdeu      esse status para outros pa\u00edses que conseguem produzir mais e que n\u00e3o enfrentam      o problema da vassoura de bruxa, que ataca a planta e o fruto, causando uma      grande perda na produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.geocities.com<\/p>\n   \n<h6>Cacau<\/h6>\n    \n<p class=\"google\">  <\/p>\n     \n<h4>A Hist\u00f3ria do Cacau ao Chocolate <\/h4>\n   \n<h4>Cacau<\/h4>\n   \n<p>Semente do <strong>cacau<\/strong>, fruto do cacaueiro. <\/p>\n   \n<p>O cacaueiro \u00e9 uma planta da fam\u00edlia das Sterculi\u00e1ceae. Foi escrito com o      nome de Ca\u00e7\u00e3o Fructus. J\u00e1 em 1737 foi classificado como Theobroma Fructus,      se modificando em 1753 at\u00e9 hoje como Theobroma Cacau, cujo nome Theobroma      tem o significado em grego que quer dizer &#8220;Alimento dos deuses&#8221;.<\/p>\n   \n<p>\u00c9 uma \u00e1rvore equatorial a tropical que se desenvolve melhor a sombra de outras      \u00e1rvores maiores. Ela \u00e9 delicada e sens\u00edvel a extremos clim\u00e1ticos e \u00e9 tamb\u00e9m      fraca \u00e0s pragas e aos fungos. Sua altura chega a ser de 5 a 10 metros e os      primeiros frutos ocorrem por volta de cinco anos do seu plantio.<\/p>\n   \n<p>O chocolate \u00e9 origin\u00e1rio da Am\u00e9rica do Sul, onde nativos j\u00e1 utilizavam as      valiosas sementes de <strong>cacau<\/strong> como moeda.<\/p>\n   \n<p>O chocolate foi muito difundido pelo povo Maia que desenvolveu a cultura      do <strong>cacau<\/strong> na prov\u00edncia de Yucatan, no M\u00e9xico. Os Maias e Astecas      utilizaram as am\u00eandoas do cacau (sementes) para fazer uma bebida e a chamaram      de &#8220;Xocolatl&#8221; &#8220;. Lendas astecas dizem que o cacau surgiu do      para\u00edso, pois acreditavam que quem o bebesse adquiriria poder e magia&#8221;.<\/p>\n   \n<p>Em 1519, o explorador espanhol Hernando Cortez conheceu o chocolate em visita      \u00e0 corte de Montezuma, no M\u00e9xico. Montezuma II foi o imperador asteca que governou      de 1502 a 1520. <\/p>\n   \n<p>A tripula\u00e7\u00e3o da embarca\u00e7\u00e3o de Crist\u00f3v\u00e3o Colombo retornava da quarta viagem      ao Novo Mundo, quando levaram as primeiras sementes de <strong>cacau<\/strong>      para a Europa. Nos primeiros dois s\u00e9culos na Europa o chocolate era servido      como bebida. Os espanh\u00f3is misturavam as sementes com baunilha e outros aromas,      a\u00e7\u00facar e leite. No s\u00e9culo XVIII, a forma pastosa foi introduzida no desjejum      na Fran\u00e7a, cujos efeitos estimulantes eram \u00fateis para soldados que ficavam      de vigia. <\/p>\n   \n<p>Em 1838 o historiador William Hickling, descreve a historia da conquista      do M\u00e9xico e relata que j\u00e1 na corte do imperador Montezuma, o chocolate servido      era aromatizado com baunilha e outras especiarias. O fato do imperador Montezuma      consumir chocolate antes de entrar em seu har\u00e9m levou \u00e0 cren\u00e7a que o chocolate      era um afrodis\u00edaco. <\/p>\n   \n<p>Com o casamento da Maria Tereza filha de Felipe IV da Espanha o chocolate      saiu da cozinha dos conventos e dos castelos passando assim a ser industrializado.    <\/p>\n   \n<h4>A primeira loja de chocolates <\/h4>\n   \n<p>A abertura da primeira casa de chocolate ocorreu em Londres, em 1657, por      um franc\u00eas. At\u00e9 ent\u00e3o, o chocolate era considerado um produto nobre, destinado      \u00e0 elite. A Revolu\u00e7\u00e3o Industrial trouxe a produ\u00e7\u00e3o em s\u00e9rie e tornou o chocolate      um produto popular. Em 1765, John Hanan, introduziu o chocolate nos Estados      Unidos, ao levar sementes do oeste da \u00cdndia. A primeira f\u00e1brica de chocolate      foi instalada no estado de Massachusetts. A partir da\u00ed, o chocolate foi amplamente      difundido pelo mundo inteiro. <\/p>\n   \n<p>Mas foi s\u00f3 em 1910 que come\u00e7ou a ser vendida a barra de chocolate, que se      popularizou ap\u00f3s a utiliza\u00e7\u00e3o pelo ex\u00e9rcito americano como alimento de combate      durante a segunda Guerra Mundial. <\/p>\n   \n<h4>Onde \u00e9 produzido?<\/h4>\n   \n<p>Atualmente, cerca de \u00be do <strong>cacau<\/strong> fornecido para a industria      de chocolate s\u00e3o cultivados na \u00c1frica Ocidental e a maior parte da fra\u00e7\u00e3o      restante no Brasil, mais precisamente no estado da Bahia. Entretanto, a produ\u00e7\u00e3o      de cacau no Brasil teve uma queda acentuada devido ao aparecimento da &#8220;vassoura      de bruxa&#8221; doen\u00e7a que ataca a planta, suas folhas e seus frutos. O setor      cacaueiro vive uma crise e um momento de completa reestrutura\u00e7\u00e3o e os propriet\u00e1rios      de fazendas de cacau necessitam de alternativas para, em meio \u00e0 crise, continuar      com esta cultura t\u00e3o nobre. <\/p>\n   \n<p>Uma destas alternativas \u00e9, sem d\u00favida, a produ\u00e7\u00e3o de cacau org\u00e2nico. Pela      natureza da cultura e suas condi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o dentro da mata, a produ\u00e7\u00e3o      de cacau j\u00e1 est\u00e1 integrada com uma das bases da agricultura org\u00e2nica, que,      dentre outros princ\u00edpios, determina a preserva\u00e7\u00e3o do ambiente natural. Al\u00e9m      disso, a n\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos e adubos qu\u00edmicos, poder\u00e1 garantir      uma melhor qualidade nutricional para o fruto do <strong>cacau<\/strong>. A      constante reposi\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria org\u00e2nica, caracter\u00edstica da floresta, ir\u00e1 contribuir      para a manuten\u00e7\u00e3o de um solo rico, equilibrado e capaz de atender as necessidades      da planta.<\/p>\n   \n<p>A cultura do cacau \u00e9 considerada artesanal, pois necessita de m\u00e3o-de-obra      em todas as etapas de plantio e colheita at\u00e9 a entrega da am\u00eandoa para a industrializa\u00e7\u00e3o.      Nesse est\u00e1gio, depois de separadas, as am\u00eandoas entram na fase de fermenta\u00e7\u00e3o,      secagem e torrefa\u00e7\u00e3o em baixa temperatura. Destas etapas depender\u00e1 o sabor      do chocolate. V\u00e1rios processos de manuseio se seguem, dependendo de como se      queira o produto final. <\/p>\n   \n<p><strong>Os maiores importadores de cacau s\u00e3o:<\/strong> Estados Unidos, Holanda,      Alemanha, Inglaterra e Fran\u00e7a, juntos correspondem mais de 60% das importa\u00e7\u00f5es      mundiais. <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccacau-2.jpg\" alt=\"Cacau\" width=\"303\" height=\"225\" title=\"Cacau\" \/><strong><br \/>\n     Cacau<\/strong><\/p>\n   \n<h4>Frutas cobertas com chocolate&#8230; Huuum!!! <\/h4>\n   \n<p>As frutas s\u00e3o alimentos leves e refrescantes e que, combinadas com chocolate,      ficam mais saud\u00e1veis do que bombons e ovos de P\u00e1scoa feitos somente de chocolate      ou mesmo recheados com castanhas, avel\u00e3s, marshmallow, trufas, cremes, doce      de leite, entre outros. Nada melhor do que unir &#8216;o \u00fatil ao agrad\u00e1vel&#8217;, combinando      frutas com chocolate. O seu corpo, com certeza, agradecer\u00e1!<\/p>\n   \n<p><strong>Para entender como as frutas cobertas com chocolate t\u00eam um valor      cal\u00f3rico menor do que uma mesma quantidade s\u00f3 de chocolate, acompanhe a id\u00e9ia:<\/strong>      as frutas s\u00e3o alimentos de baixo valor cal\u00f3rico e cont\u00eam grande quantidade      de \u00e1gua e carboidrato, ao contr\u00e1rio dos chocolates que s\u00e3o alimentos essencialmente      gordurosos. <\/p>\n   \n<p>Pensando um pouco em valor cal\u00f3rico dos nutrientes, temos que cada grama      de carboidrato fornece 4Kcal enquanto que gordura \u00e9 capaz de fornecer 9Kcal\/g.    <\/p>\n   \n<p>Assim, como a maior parte dos nutrientes do chocolate \u00e9 gordura, o seu valor      cal\u00f3rico ser\u00e1 maior se comparado com uma mesma quantidade de frutas, j\u00e1 que,      na maioria delas, o nutriente predominante \u00e9 o carboidrato. <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccacau-3.jpg\" alt=\"Cacau\" width=\"185\" height=\"167\" title=\"Cacau\" \/><strong><br \/>\n     Chocolate<\/strong><\/p>\n   \n<h4>Que frutas combinam mais com chocolate? <\/h4>\n   \n<p><strong>\u00c9 evidente que &#8216;gosto n\u00e3o se discute&#8217;, talvez voc\u00ea tenha algumas      prefer\u00eancias por frutas que n\u00e3o est\u00e3o aqui selecionadas, entretanto, cabem      algumas sugest\u00f5es: <\/strong>abacaxi, banana, figo, morango, kiwi, uva, p\u00eassego,      p\u00eara, ma\u00e7\u00e3, cereja e ameixa. \u00c9 ideal que voc\u00ea escolha as frutas que est\u00e3o      na \u00e9poca da safra porque, assim, elas estar\u00e3o mais frescas e o custo ser\u00e1      menor. <\/p>\n   \n<p>Dispense as frutas em calda, dando prefer\u00eancia para as frescas, que s\u00e3o menos      cal\u00f3ricas. <\/p>\n   \n<p><strong>Informa\u00e7\u00e3o Nutricional do chocolate<\/strong><\/p>\n         \n<table width=\"40%\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"1\" bgcolor=\"#000000\">\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<td align=\"center\" colspan=\"2\" class=\"imgnoborder\"><strong>Por\u00e7\u00e3o de 100 g (1 unidade) <\/strong><\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\"><strong>Por\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td>\n         \n<td align=\"center\">%VD(*) <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\"><strong>Valor cal\u00f3rico<\/strong><\/td>\n         \n<td align=\"center\">150Kcal 6<\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\"><strong>Carboidratos<\/strong><\/td>\n         \n<td align=\"center\">22,0g 6<\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\"><strong>Prote\u00ednas<\/strong><\/td>\n         \n<td align=\"center\">5,0g 10<\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\"><strong>Gorduras Totais<\/strong><\/td>\n         \n<td align=\"center\">5,0g 6<\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\"><strong>Gorduras Saturadas<\/strong><\/td>\n         \n<td align=\"center\">3,0g 12<\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\"><strong>Colesterol <\/strong><\/td>\n         \n<td align=\"center\">15,0mg 5<\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\"><strong>Fibra alimentar<\/strong><\/td>\n         \n<td align=\"center\">0g 0<\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\"><strong>C\u00e1lcio<\/strong> <\/td>\n         \n<td align=\"center\">150,0mg 19<\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\"><strong>Ferro<\/strong><\/td>\n         \n<td align=\"center\">0 0<\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\" height=\"22\"><strong>S\u00f3dio<\/strong><\/td>\n         \n<td align=\"center\">78,0mg 3 <\/td>\n       <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" colspan=\"2\" bgcolor=\"#FFFFFF\" height=\"38\">Valores Di\u00e1rios de Refer\u00eancia com base em uma dieta de 2500            calorias. <\/td>\n       <\/tr>\n<\/table>\n   \n<h4>O teor cal\u00f3rico dos chocolates<\/h4>\n   \n<p><strong>TIPO DE CHOCOLATE CALORIAS POR 100 GRAMAS<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Amargo: <\/strong>544 Kcal<br \/>\n<strong>Ao leite:<\/strong> 568 Kcal<br \/>\n<strong>Branco (tipo Galak):<\/strong> 530 Kcal<br \/>\n<strong>Com castanhas:<\/strong> 534 Kcal<br \/>\n<strong>Crocante(tipo Diamante Negro): <\/strong>515 Kcal<br \/>\n<strong>Diet\u00e9tico:\u00a0 <\/strong>540 Kcal <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>Propriedades do Chocolate <\/h4>\n   \n<p>Todos os tipos de chocolate, principalmente, os que cont\u00eam leite, s\u00e3o uma      fonte de prote\u00ednas vitais para o crescimento, recupera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o do      corpo e do c\u00e1lcio, essencial para a forma\u00e7\u00e3o \u00f3ssea, contra\u00e7\u00e3o muscular, atividade      enzim\u00e1tica e coagula\u00e7\u00e3o do sangue. <\/p>\n   \n<p>O chocolate puro cont\u00e9m menos gordura, grande quantidade de magn\u00e9sio (essencial      para libera\u00e7\u00e3o de energia para as c\u00e9lulas), ferro (essencial para a produ\u00e7\u00e3o      de gl\u00f3bulos vermelhos), niacina (tamb\u00e9m envolvida na libera\u00e7\u00e3o de energia      para as c\u00e9lulas) e menor valor cal\u00f3rico que o chocolate de leite e branco.      O chocolate branco cont\u00e9m maior quantidade de c\u00e1lcio, zinco, caroteno e vitamina      B2 do que o puro.<\/p>\n   \n<p>Em geral, s\u00e3o alimentos altamente energ\u00e9ticos, pois possuem grande quantidade      de gorduras saturadas e carboidratos. Por este motivo, deve ter baixo consumo      por pessoas obesas e pessoas que tenham restri\u00e7\u00e3o de gorduras na alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Na sua composi\u00e7\u00e3o encontra-se uma quantidade \u00ednfima de cafe\u00edna e uma boa      quantidade de teobromina, subst\u00e2ncias estimulantes que agem sobre o hipot\u00e1lamo      (gl\u00e2ndula que controla o sistema nervoso central). A Teobramina existente      no <strong>cacau<\/strong> oferece est\u00edmulos para o sistema neuromuscular,      favorecendo as fun\u00e7\u00f5es renais, card\u00edacas e alivia o cansa\u00e7o intelectual.<\/p>\n   \n<p>A Feniletilamina, \u00e9 uma substancia natural, produzida pelo c\u00e9rebro humano,      que tem a sua produ\u00e7\u00e3o aumentada quando a pessoa est\u00e1 apaixonada. Esta subst\u00e2ncia      tamb\u00e9m pode ser encontrada na pigmenta\u00e7\u00e3o da am\u00eandoa do cacau. Logo, com a      ingest\u00e3o do chocolate, as suas taxas no organismo humano aumentam, atuando      como estimulante para o amor.<\/p>\n   \n<p>Quando consumido em grandes quantidades, pode provocar altera\u00e7\u00f5es emocionais.      No in\u00edcio traz euforia e melhora o humor, depois vem a depress\u00e3o e o organismo      passa a sentir falta do alimento. Portanto, verificamos que o maior mal \u00e9      o consumo em excesso. Com a devida modera\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel desfrutar do prazer      de comer chocolate sem trazer preju\u00edzos ao organismo. <\/p>\n   \n<p>Algumas pessoas na maioria mulheres t\u00eam uma tend\u00eancia a comer muito chocolate      depois de abalos emocionais. N\u00e3o existem explica\u00e7\u00f5es cientificas para este      comportamento, no entanto psiquiatras sup\u00f5em que os &#8220;choc\u00f3latras&#8221;      s\u00e3o pessoas com problemas no mecanismo de regulagem de feniletilamina do corpo.      Outros estudiosos atribuem os desejos por chocolate a mudan\u00e7as hormonais,      como as que ocorrem na puberdade ou no per\u00edodo pr\u00e9-menstrual.<\/p>\n   \n<p>Al\u00e9m dos atuais efeitos antidepressivos que se afirma ter o chocolate, quem      n\u00e3o fica com \u00e1gua na boca diante de uma sobremesa de chocolate? Uma coisa      \u00e9 certa, o chocolate \u00e9 um alimento que promove uma sensa\u00e7\u00e3o de sensualidade      e prazer. Mas com o aviso de n\u00e3o se empanturrar, este alimento pode ser um      excelente prel\u00fadio para outros prazeres. <\/p>\n   \n<h4>Chocolate su\u00ed\u00e7o &#8211; Lindt <\/h4>\n   \n<p>H\u00e1 120 anos, em Berna, na Su\u00ed\u00e7a, o mestre confeiteiro Rodolphe Lindt procurava      desenvolver uma massa de chocolate que fosse refinada e homog\u00eanea. Com muita      dedica\u00e7\u00e3o e um pouco de sorte, ele conseguiu transformar o gosto arenoso e      ligeiramente azedo de ent\u00e3o no sabor delicado e cremoso que tanto amamos.    <\/p>\n   \n<p>O pioneirismo de Lindt contribuiu para que os chocolates su\u00ed\u00e7os se transformassem      nos mais famosos do mundo. Em 1889, Rudolph Spr\u00fcngli comprou de Rodolphe Lindt      os segredos de fabrica\u00e7\u00e3o dos chocolates mais cobi\u00e7ados da \u00e9poca e formaram      a Lindt &amp; Spr\u00fcngli. Os chocolates Lindt s\u00e3o feitos com os mais puros gr\u00e3os      de <strong>cacau<\/strong>, combinados com os mais finos ingredientes, como      frutas, castanhas nobres, bebidas e licores, al\u00e9m de cremes elaborados artesanalmente.    <\/p>\n   \n<p>O resultado final s\u00e3o barras de chocolate com textura e sabor \u00fanicos, apreciadas      por conhecedores de todo o mundo. Para voc\u00ea, que tem paix\u00e3o por chocolate,      encante-se com essa indescrit\u00edvel suavidade que derrete na boca, numa atmosfera      de sedu\u00e7\u00e3o que se acentua com cada pedacinho degustado. <\/p>\n   \n<p><strong>A Lindt oferece variada e sofisticada linha de presentes, entre elas:      <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Lindor:<\/strong> <strong>Os famosos Lindor Balls , com seu inagual\u00e1vel        recheio cremoso, que dissolve na boca, est\u00e1 dispon\u00edvel em 3 embalagens<\/strong>:        200g, 250g e Gold Can &#8211; A tradicional leiteira dourada, estampada com s\u00edmbolos        do folclore su\u00ed\u00e7o. <strong><br \/>\n       Swiss Tradicional:<\/strong> Luxuosas caixas de pralin\u00e9s sortidos feitos        com ingredientes nobres como gianduia, creme de am\u00eandoas, nougat e macadamias.<strong><br \/>\n       Thins: Ideal ap\u00f3s as refei\u00e7\u00f5es, ou junto com caf\u00e9 ou licor, Thins s\u00e3o fin\u00edssimos        quadradinhos de chocolate, em tr\u00eas vers\u00f5es:<\/strong> Milk ( ao leite), Dark        (meio amargo) e Orange (aromatizado com laranja).<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Fonte:  www.emporiovillaborghese.com.br<\/p>\n   \n<h6>Cacau<\/h6>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccacau-4.jpg\" alt=\"Cacau\" width=\"204\" height=\"276\" title=\"Cacau\" \/><strong><br \/>\n     Cacau<\/strong><\/p>\n   \n<h4>Origem<\/h4>\n   \n<p>O cacau \u00e9 origin\u00e1rio do Norte do Brasil (Amaz\u00f4nia) &#8211; Am\u00e9rica Tropical.<\/p>\n   \n<h4>Classifica\u00e7\u00e3o Bot\u00e2nica<\/h4>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Nome popular:<\/strong> cacaueiro, cacau, \u00e1rvore-da-vida<br \/>\n<strong>Nome cient\u00edfico:<\/strong> Theobroma cacao L.<br \/>\n<strong>Fam\u00edlia bot\u00e2nica:<\/strong> Sterculiaceae<br \/>\n<strong>Origem:<\/strong> Brasil &#8211; Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica.<br \/>\n<strong>Cultivo: <\/strong>Preferem solos profundos, perme\u00e1veis, f\u00e9rteis        ou adubados, necessitando de sombra. O plantio deve ser feito na \u00e9poca das        chuvas.<br \/>\n<strong>Porte: <\/strong>pode atingir at\u00e9 6 metros de altura<br \/>\n<strong>Flora\u00e7\u00e3o:<\/strong> ver\u00e3o<br \/>\n<strong>Frutifica\u00e7\u00e3o:<\/strong> outono e inverno<br \/>\n<strong>Propaga\u00e7\u00e3o:<\/strong> sementes<br \/>\n<strong>Clima:<\/strong> quente e \u00famido<br \/>\n<strong>Solo ideal: <\/strong>arenoso <strong><br \/>\n       Caracter\u00edsticas da planta:<\/strong> \u00c1rvore de altura mediana com at\u00e9 6 m        de altura, muito ramificada.<strong><br \/>\n       Folhas longas<\/strong> com at\u00e9 35 cm de comprimento e pendentes. <strong><br \/>\n       Flores brancas<\/strong>, amarelas a r\u00f3seas, reunidas em grupos, surgindo        do caule, no per\u00edodo de dezembro a abril.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>Hist\u00f3ria do Cacau<\/h4>\n   \n<p>A hist\u00f3ria do <strong>cacau<\/strong> tem sua origem envolta por mitologia      e lenda. Querendo dar aos mortais algo que os enchesse de alegria e prazer,      o deus asteca Quetzalcoatl foi aos campos luminosos do Reino dos Filhos do      Sol para furtar as sementes da \u00e1rvore sagrada.<\/p>\n   \n<p>Dessa forma fant\u00e1stica, as sementes do cacaueiro teriam surgido na regi\u00e3o      dos astecas e a\u00ed frutificado, dando origem \u00e0 arvore. Por estar ligada \u00e0 religiosidade,      a \u00e1rvore foi primeiramente cultivada apenas pelos sacerdotes, que, com a polpa,      produziam uma bebida amarga a ser oferecida em ocasi\u00f5es muito especiais. Seu      alto valor fez com que os astecas usassem as sementes, ou favas, como moedas      &#8211; dez favas valiam um coelho! Al\u00e9m disso, a bebida amarga (o a\u00e7\u00facar ainda      n\u00e3o era conhecido) e com poderes especiais s\u00f3 poderia ser tomada em ta\u00e7as      de ouro puro. Era o cacahuatl.<\/p>\n   \n<p>A hist\u00f3ria conta que o primeiro europeu a descobrir as favas de <strong>cacau<\/strong>      foi Crist\u00f3v\u00e3o Colombo, em sua quarta viagem \u00e0s Am\u00e9ricas, em 1502. Quando conquistou      o M\u00e9xico (1519-1521), o comandante espanhol Hern\u00e1n Cort\u00e9s escreveu ao seu      soberano, Carlos V, contando que o imperador Montezuma n\u00e3o se servia mais      que uma vez na mesma ta\u00e7a de ouro puro. E confessou ter sido tomado de grande      estranheza ao notar que, mais que uma demonstra\u00e7\u00e3o de riqueza, esse h\u00e1bito      revelava a imensa estima que a bebida escura merecia. Cort\u00e9s narrou ainda      que bastava uma ta\u00e7a desse l\u00edquido para reconfortar um homem por todo um dia      de caminhada, sem necessidade de qualquer outro alimento.<\/p>\n   \n<p>Mas nem todo o entusiasmo de Cort\u00e9s conseguiu comover de imediato seus contempor\u00e2neos      europeus. As favas de <strong>cacau<\/strong>, quando introduzidas na corte      espanhola, geraram muitas controv\u00e9rsias. Uns chamavam o chocolate de bebida      do amor ou elixir da felicidade. Outros chegaram a consider\u00e1-lo imundo, vindo      diretamente de regi\u00f5es infernais. Somente a partir do s\u00e9culo XVIII \u00e9 que come\u00e7ou      a populariza\u00e7\u00e3o do chocolate na Europa.<\/p>\n   \n<p>Entre seus defensores mais aguerridos estava Brillat Savarin, considerado      o maior fil\u00f3sofo da gastronomia. <\/p>\n   \n<p><strong>Savarin afirmava:<\/strong> &#8220;quando me encontro naqueles dias      em que o peso da idade se faz sentir, quando penso com tristeza e sinto o      peito oprimido por uma for\u00e7a poderosa e desconhecida, misturo numa grande      x\u00edcara de chocolate uma fava de \u00e2mbar com a\u00e7\u00facar e tudo melhora&#8221;. .<\/p>\n   \n<p><strong>Foi o casamento de Lu\u00eds XIII da Fran\u00e7a com Ana da \u00c1ustria o fato      marcante para a difus\u00e3o do chocolate no mundo:<\/strong> os monges espanh\u00f3is      ofereceram chocolates de presente aos noivos. A corte francesa aderiu rapidamente      \u00e0 novidade, que chegou para transformar os h\u00e1bitos dos nobres de toda a Europa.      De in\u00edcio, o chocolate foi consumido segundo a receita asteca, ou seja, as      favas eram simplesmente secas, trituradas e amassadas. Mas logo se descobriu      que o mel e as especiarias combinavam bem com o chocolate, o que acelerou      ainda mais sua aceita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Quando Maria Tereza, filha de Filipe IV da Espanha, casou-se com Lu\u00eds XIV,      o chocolate saiu da cozinha dos conventos para entrar nos prim\u00f3rdios da industrializa\u00e7\u00e3o.      Em 1659, David Chaillon, oficial da rainha, recebeu o privil\u00e9gio exclusivo      de, durante 19 anos, &#8220;fazer, vender e debitar uma certa composi\u00e7\u00e3o denominada      chocolate&#8221;. O grande marco da industrializa\u00e7\u00e3o foi 1778, quando o franc\u00eas      Doret desenvolveu uma m\u00e1quina para moer, misturar e aglomerar a massa de <strong>cacau<\/strong>.<\/p>\n   \n<p>Em 1819, a Su\u00ed\u00e7a, pa\u00eds que se tornou o melhor produtor mundial de chocolate,      recebeu sua primeira f\u00e1brica, constru\u00edda por Fran\u00e7ois Louis Cailler, em Vevey.    <\/p>\n   \n<p>Tamb\u00e9m foi na Su\u00ed\u00e7a que Charles Amad\u00e9e Kohler instalou sua f\u00e1brica, em 1831.      A partir de ent\u00e3o, desenvolveu-se uma verdadeira ind\u00fastria chocolateira, com      os processos mec\u00e2nicos substituindo cada vez mais os m\u00e9todos artesanais. <\/p>\n   \n<p>A ind\u00fastria de conserva\u00e7\u00e3o do leite impulsionou decisivamente a do chocolate.      Em 1870, tamb\u00e9m em Vevey, Daniel Peter instalou sua pequena f\u00e1brica, de onde,      seis anos depois, saiu a barra de chocolate. E o grande salto ocorreu quando,      em 1895, Daniel Peter juntou leite \u00e0 pasta de <strong>cacau<\/strong> e a\u00e7\u00facar,      dando-lhe um sabor muito especial. Estava criado o chocolate moderno, o chocolate      ao leite, motivando Daniel Peter, Cailler e Kohler a uma associa\u00e7\u00e3o industrial      primeiro entre si e, mais tarde, em 1929, com a Nestl\u00e9.<\/p>\n   \n<h4>Processos do cacau<\/h4>\n   \n<p>Da colheita das favas \u00e0 embalagem do produto final nas f\u00e1bricas, o cacau      sofre um processo de transforma\u00e7\u00e3o rigoroso e preciso para alcan\u00e7ar o refinamento      indispens\u00e1vel para um chocolate de alto padr\u00e3o. A seguir, descrevemos cada      uma dessas etapas.<\/p>\n   \n<p><strong>Sele\u00e7\u00e3o e limpeza das favas<\/strong><\/p>\n   \n<p>Depois da colheita manual ocorrida nas fazendas, as frutas s\u00e3o quebradas      e do seu interior s\u00e3o retiradas as favas do <strong>cacau<\/strong>. <\/p>\n   \n<p>Cada fruto tem de 25 a 30 sementes &#8211; as favas de cacau. Elas ficam de seis      a nove dias em grandes caixas de madeira, ou cochos de fermenta\u00e7\u00e3o natural,      at\u00e9 que todo o l\u00edquido escorra e sobre apenas a fava. Depois, elas ficam expostas      ao sol em amplos terreiros para secagem, sendo posteriormente ensacadas e      enviadas aos armaz\u00e9ns. Na f\u00e1brica, as favas passam por um severo controle      de classifica\u00e7\u00e3o, segundo tamanho, formato, cor, odor e sabor caracter\u00edsticos,      e por uma rigorosa an\u00e1lise dos limites permitidos de umidade (n\u00e3o mais que      8%).<\/p>\n   \n<p><strong>Tritura\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p>No triturador, cilindros especiais separam as favas das cascas e as reduzem      a peda\u00e7os cada vez menores. O aroma fica ainda mais pronunciado. A casca e      a fava s\u00e3o separadas por peneiras sucessivas, comandadas eletronicamente,      com a ajuda de um sistema de ventila\u00e7\u00e3o e suc\u00e7\u00e3o. Dessa fase em diante, s\u00f3      a fava ser\u00e1 aproveitada.<\/p>\n   \n<p><strong>Torrefa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p>As favas passam para a torrefa\u00e7\u00e3o, processo que eliminar\u00e1 a umidade e desenvolver\u00e1      o aroma peculiar do <strong>cacau<\/strong>. Essa opera\u00e7\u00e3o \u00e9 important\u00edssima      e \u00e9 feita lentamente em torradores cont\u00ednuos. No ponto exato de torrefa\u00e7\u00e3o      do cacau est\u00e1 o segredo do aroma do chocolate. <\/p>\n   \n<p><strong>Moagem<\/strong><\/p>\n   \n<p>As favas trituradas e torradas passam por um moinho que as desintegra. Como      possuem alto teor de gordura (mais de 50%), d\u00e3o origem a uma massa pastosa,      com um aroma caracter\u00edstico de cacau, a massa de cacau, tamb\u00e9m conhecida como      Liquor de Cacau. <\/p>\n   \n<p><strong>A partir da\u00ed, a fabrica\u00e7\u00e3o segue por dois caminhos:<\/strong> uma      vez solubilizada e prensada, a massa se transforma em produtos distintos &#8211;      a manteiga de <strong>cacau<\/strong> e a torta de cacau. A manteiga segue      para outras unidades, para adi\u00e7\u00e3o no preparo de chocolates. <\/p>\n   \n<p>A torta de cacau, no formato de um queijo, acrescida de a\u00e7\u00facar, \u00e9 posteriormente      transformada em chocolate em p\u00f3. Depois de resfriada e acrescida de a\u00e7\u00facar,      a torta \u00e9 passada por um moinho, resultando num p\u00f3 fino. Gra\u00e7as \u00e0 sua solubilidade,      esse chocolate poder\u00e1 ser utilizado no preparo de bebidas quentes ou frias.    <\/p>\n   \n<p>Adicionado a outros ingredientes secos, como farinha e a\u00e7\u00facar, \u00e9 empregado      em doces, como bolos e tortas. <\/p>\n   \n<p><strong>J\u00e1 a massa de cacau, que n\u00e3o passou por solubiliza\u00e7\u00e3o, segue por      outro caminho:<\/strong> ap\u00f3s o processo de temperagem, \u00e9 moldada em tiras      e passa por um t\u00fanel de resfriamento. Quebrada em peda\u00e7os irregulares, transforma-se      no kibbled &#8211; tabletes de <strong>cacau<\/strong> integral usados no preparo      de chocolates.<\/p>\n   \n<h4>Produ\u00e7\u00e3o de chocolates pr\u00e9-moldados<\/h4>\n   \n<p><strong>Resumidamente, as principais etapas da fabrica\u00e7\u00e3o dos chocolates      moldados s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Mistura<br \/>\n       Refina\u00e7\u00e3o<br \/>\n       Conchagem<br \/>\n       Temperagem<br \/>\n       Moldagem <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>A <strong>mistura<\/strong> dos ingredientes \u00e9 feita segundo receitas previamente      determinadas. Grandes misturadores homogeneizam e transformam a mistura numa      pasta. <\/p>\n   \n<p>Na etapa seguinte, de <strong>refina\u00e7\u00e3o<\/strong>, o produto passa por cilindros      met\u00e1licos que reduzem as part\u00edculas de cacau e de a\u00e7\u00facar, tranformando-se      em um p\u00f3 fino, o que \u00e9 importante para que o chocolate fique bem macio. <\/p>\n   \n<p>Em seguida este p\u00f3 fino segue para uma nova etapa, a qual chamamos de <strong>conchagem<\/strong>,      fase durante a qual a massa recebe nova adi\u00e7\u00e3o de manteiga de cacau e \u00e9 revolvida      continuamente, at\u00e9 se transformar em uma massa l\u00edquida e cremosa, desenvolvendo      o aroma e o sabor que caracterizam um bom chocolate. <\/p>\n   \n<p>Ap\u00f3s esta etapa, a massa de chocolate j\u00e1 pronta segue para tanques de estocagem      (tanques de 10, 20, 30 e 50 toneladas); dos tanques segue para uma nova etapa      a qual chamamos de <strong>temperagem<\/strong>. <\/p>\n   \n<p>Nela, a mesma passa por um equipamento (Temperatriz) composto de 3 est\u00e1gios      de temperatura, que resfria e forma os cristais desej\u00e1veis para o chocolate.    <\/p>\n   \n<p>Nesse ponto, o chocolate est\u00e1 derretido e pronto para a <strong>moldagem<\/strong>,      feita em f\u00f4rmas espec\u00edficas para o tablete que est\u00e1 sendo fabricado, posicionadas      em esteiras submetidas a vibra\u00e7\u00f5es que eliminam bolhas de ar no interior da      massa. <\/p>\n   \n<p>Depois, as f\u00f4rmas passam por um t\u00fanel resfriado, para que os tabletes adquiram      a consist\u00eancia s\u00f3lida. Ap\u00f3s desmoldados, os tabletes seguem em esteiras para      o acondicionamento autom\u00e1tico.<\/p>\n   \n<p>Produ\u00e7\u00e3o do Galak, Suflair, tabletes com adi\u00e7\u00f5es e recheados<\/p>\n   \n<p>Para a produ\u00e7\u00e3o do chocolate branco, o Galak, o processamento \u00e9 parecido      com o dos tabletes de chocolate escuro &#8211; o que muda, apenas, \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o de      ingredientes (nele n\u00e3o entra a massa de cacau). Como a manteiga de cacau,      o a\u00e7\u00facar e o leite s\u00e3o claros, o Galak tem colora\u00e7\u00e3o branco-amarelada.<\/p>\n   \n<p>O Suflair, que \u00e9 um chocolate aerado, recebe tratamento especial para incorporar      ar \u00e0 massa, tornando o produto mais leve. Nele, \u00e9 injetado um g\u00e1s in\u00f3cuo para      que fique com as caracter\u00edsticas desejadas. Na fabrica\u00e7\u00e3o dos tabletes com      adi\u00e7\u00f5es &#8211; castanhas, am\u00eandoas, flocos de arroz etc. &#8211; os ingredientes complementares      s\u00e3o acrescentados \u00e0 massa na moldagem, antes do preenchimento das f\u00f4rmas.<\/p>\n   \n<p>No caso dos chocolates tipo confeitaria, ou barras, como o tradicional Prest\u00edgio,      os componentes do recheio s\u00e3o misturados e transformados numa massa, que \u00e9      cozida em recipientes especiais e resfriada, ganhando consist\u00eancia. Homogeneizada,      essa massa passa por cilindros que a fazem sair em fitas paralelas cont\u00ednuas,      sendo depois cortadas em peda\u00e7os, recebendo a cobertura de chocolate com leite      derretido e eventuais adi\u00e7\u00f5es. Em seguida passa por um t\u00fanel de refriamento,      que lhe d\u00e1 a consist\u00eancia definitiva, antes da embalagem.<\/p>\n   \n<p><strong>Chocolate em P\u00f3 Sol\u00favel<\/strong><\/p>\n   \n<p>Para a fabrica\u00e7\u00e3o do Chocolate em P\u00f3 Sol\u00favel Nestl\u00e9, o processo \u00e9 diferente      desde a separa\u00e7\u00e3o da massa em torta e manteiga de cacau. <\/p>\n   \n<p><strong>Apenas a torta \u00e9 utilizada:<\/strong> mo\u00edda por pulveriza\u00e7\u00e3o, ela      se transforma em p\u00f3 de cacau. Depois de resfriado, o cacau em p\u00f3 passa por      peneiras e recebe a adi\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar, transformando-se no tradicional Chocolate      do Padre. O processo se completa com um tratamento especial, que ajuda sua      solubiliza\u00e7\u00e3o na hora de usar. O cacau em p\u00f3 \u00e9 utilizado ainda na fabrica\u00e7\u00e3o      das bebidas achocolatadas Nescau e Nesquik.<\/p>\n   \n<h4>Tabletes<\/h4>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Adi\u00e7\u00e3o de ingredientes b\u00e1sicos: <\/strong>A massa do chocolate,        produto b\u00e1sico para a fabrica\u00e7\u00e3o dos diversos tipos de chocolate Nestl\u00e9,        come\u00e7a com a mistura das mat\u00e9rias-primas b\u00e1sicas: kibbled, manteiga de cacau,        leite e a\u00e7\u00facar.<strong><br \/>\n       Refinagem: <\/strong>A massa de chocolate \u00e9 levada para as refinadoras, onde        conjuntos de cilindros met\u00e1licos reduzem os cristais da mistura em part\u00edculas        microsc\u00f3picas, transformando-se em um p\u00f3 fino. Esse processo \u00e9 fundamental        para se ter um chocolate com uma textura cremosa.<strong><br \/>\n       Conchagem:<\/strong> Refinada, a massa \u00e9 transportada at\u00e9 as conchas, equipamento        onde gradativamente recebe nova adi\u00e7\u00e3o de manteiga de cacau, at\u00e9 se transformar        em uma massa liquida e cremosa. Agitadores as mant\u00eam em constante movimento,        at\u00e9 que parte da acidez, odores indesej\u00e1veis e umidade sejam eliminadas,        o que resultar\u00e1 em textura e sabor agrad\u00e1veis. O chocolate \u00e9 trabalhado        at\u00e9 ganhar sua textura e sabor caracter\u00edsticos.<strong><br \/>\n       Temperagem:<\/strong> Essa opera\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial \u00e0 estabilidade do chocolate.        Em m\u00e1quinas conhecidas como temperatrizes s\u00e3o feitas as trocas de temperatura,        exatamente controladas para favorecer a cristaliza\u00e7\u00e3o muito fina da manteiga        de cacau, o que garante a termoresist\u00eancia, ou seja evita a migra\u00e7\u00e3o da        gordura para a superf\u00edcie do chocolate, al\u00e9m de garantir um brilho perfeito        do produto. A partir da\u00ed, a massa j\u00e1 pode ser usada na fabrica\u00e7\u00e3o dos tabletes        ou para cobrir bombons. Para o preparo dos chocolates Nestl\u00e9, leite e a\u00e7\u00facar        s\u00e3o adicionados \u00e0 massa e \u00e0 manteiga de cacau. No caso de chocolates brancos,        s\u00e3o utilizados apenas manteiga de cacau, leite e a\u00e7\u00facar.<strong><br \/>\n       Moldagem e embalagem dos tabletes:<\/strong> A massa \u00e9 distribu\u00edda em moldes        para ganhar forma de cada tipo de chocolate e levada a um t\u00fanel de resfriamento        por uma esteira em constante vibra\u00e7\u00e3o, para que fique lisinha e sem nenhuma        bolha de ar. No caso de alguns chocolates crocantes, pode ocorrer nessa        fase, antes do enchimento dos moldes, a adi\u00e7\u00e3o de ingredientes como crocante        propriamente dito (a\u00e7\u00facar caramelizado, castanha de caju e mel), castanha        de caju torrada e triturada e flocos de arroz ou amendoim. Em se tratando        de tabletes recheados, o molde pode inicialmente receber uma fina casca        de chocolate. Essa casca recebe o recheio (fondant, por exemplo) e depois        \u00e9 envolta por outra camada de chocolate. <strong><br \/>\n       Degusta\u00e7\u00e3o:<\/strong> \u00c9 feita diariamente por um painel de avalia\u00e7\u00e3o sensorial        treinado, composto por aproximadamente 20 pessoas que provam e avaliam a        apresenta\u00e7\u00e3o final dos produtos antes da libera\u00e7\u00e3o. Todo esse cuidado para        que o consumidor tenha um chocolate com padr\u00e3o especial mundial de qualidade        &#8211; o chocolate Nestl\u00e9.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Fonte:  www.nestle.com.br<\/p>\n   \n<h6>Cacau<\/h6>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccacau-5.jpg\" alt=\"Cacau\" width=\"246\" height=\"240\" title=\"Cacau\" \/><strong><br \/>\n     Cacau<\/strong><\/p>\n   \n<p>A origem do <strong>cacau <\/strong>\u00e9 contada pelos povos pr\u00e9-colombianos.    <\/p>\n   \n<p><strong>O deus asteca dos ventos gelados e da lua prateada, Quetzalc\u00f3atl,      ofereceu aos seres humanos um presente:<\/strong> sementes de um fruto m\u00e1gico,      que era capaz de repor a energia das pessoas, aliviando o cansa\u00e7o. Quetzalc\u00f3alt      foi aos campos luminosos do Reino dos Filhos do Sol e roubou as sementes da      \u00e1rvore sagrada, o cacaueiro. <\/p>\n   \n<p>Os primeiros a cultivarem a \u00e1rvore foram os sacerdotes astecas. Os frutos      estavam intimamente ligados \u00e0 religiosidade, devido \u00e0 lenda. Das favas desses      frutos, os astecas produziam uma bebida amarga que, segundo a cren\u00e7a, possu\u00eda      &#8220;poderes especiais&#8221; e s\u00f3 podia ser tomada em ta\u00e7as de ouro. <\/p>\n   \n<p>O conquistador espanhol Fernando Cort\u00e9s, quando chegou ao M\u00e9xico em 1519,      teve contato com a bebida dos astecas. <\/p>\n   \n<p><strong>Em carta ao rei Carlos V, Cort\u00e9s relatou as propriedades energ\u00e9ticas      da maravilhosa bebida: <\/strong>bastava uma ta\u00e7a daquele precioso l\u00edquido      para que a pessoa recuperasse a energia perdida em um dia de caminhada, sem      necessidade de qualquer outro alimento. Cort\u00e9s afirmou que o imperador dos      astecas, Montezuma, nunca se servia da bebida sagrada na mesma ta\u00e7a de ouro.      Mais do que uma demonstra\u00e7\u00e3o de riqueza, tal pr\u00e1tica provava a enorme rever\u00eancia      que os astecas tinham pela bebida. <\/p>\n   \n<p>Da amarga bebida dos astecas ao delicioso chocolate apreciado nos dias de      hoje, o cacau teve uma trajet\u00f3ria bastante singular. O gosto amargo da bebida      n\u00e3o agradava aos europeus que, aos poucos, foram adicionando especiarias,      a\u00e7\u00facar e outros condimentos. A partir da\u00ed, a bebida, tomada quente, conquistou      todas as cortes europ\u00e9ias e se tornou privil\u00e9gio das elites. Logo depois,      o cacau passou a ser processado em tabletes, que eram facilmente transformados      em bebida. <\/p>\n   \n<p>A Espanha detinha praticamente toda a produ\u00e7\u00e3o de cacau e chocolate quando,      em 1778, estes passaram a ser industrializados nos Estados Unidos e na Holanda.      O holand\u00eas Van Houten foi pioneiro na ind\u00fastria de chocolate em seu pa\u00eds e,      segundo alguns estudiosos, produziu os primeiros ovos de chocolate consumidos      na P\u00e1scoa. <\/p>\n   \n<p>Theobroma Cacao, que em grego significa &#8220;alimento dos deuses&#8221;,      \u00e9 o nome cient\u00edfico do cacaueiro, esp\u00e9cie nativa da floresta tropical \u00famida      americana, que teve sua origem, provavelmente, nas nascentes dos rios Amazonas      e Orenoco, depois ultrapassou os Andes, atingindo Venezuela, Col\u00f4mbia, Equador,      pa\u00edses da Am\u00e9rica Central, M\u00e9xico e tamb\u00e9m o Brasil, ao longo do rio Amazonas.      O cacaueiro foi introduzido na Bahia, em 1746, pelo colono franc\u00eas Lu\u00eds Frederico      Warneaux, que trouxe as sementes do Par\u00e1. Atualmente, a Bahia \u00e9 o maior produtor      nacional de cacau, atendendo os mercados interno e externo.<\/p>\n   \n<h4>Uso<\/h4>\n   \n<p>O uso do<strong> cacau<\/strong> j\u00e1 era conhecido dos povos pr\u00e9-colombianos      da Am\u00e9rica Central, particularmente dos maias e astecas. <\/p>\n   \n<p>Entre esses povos, as sementes, torradas e mo\u00eddas, eram batidas em \u00e1gua quente      at\u00e9 fazerem espuma, aromatizada com especiarias. <\/p>\n   \n<p><strong>O nome da planta \u00e9 de origem asteca: <\/strong>cacahuatl (cacau) ou      cacahuaquahuitl (cacaueiro); o da bebida, chocoatl (chocolate), de origem      maia.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Madeira:<\/strong> Leve, mole, pouco resistente e pouco dur\u00e1vel        quando exposta \u00e0s intemp\u00e9ries. <strong><br \/>\n       Utilidade:<\/strong> A madeira \u00e9 utilizada apenas localmente para lenha e        carv\u00e3o. Os frutos s\u00e3o comest\u00edveis, tanto in natura quanto industrializados.        In natura, sua polpa \u00e9 utilizada para o preparo de refrescos, licores e        chocolate caseiro. Seu principal valor est\u00e1 nas castanhas (sementes), transformadas        industrialmente no chocolate e consumido em todo o mundo. O Brasil \u00e9 o maior        produtor mundial de <strong>cacau<\/strong>, o qual \u00e9 expotado na forma de        am\u00eandoas secas. <strong><br \/>\n       Florescimento: <\/strong>Duas vezes ao ano, por\u00e9m com maior intensidade nos        meses de dezembro a abril. <strong><br \/>\n       Frutifica\u00e7\u00e3o:<\/strong> Tamb\u00e9m ocorre duas vezes ao ano, principalmente no        per\u00edodo de abril a setembro<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Fonte:  www.paulinas.org.br\/www.vivaterra.org.br<\/p>\n   \n<h6>Cacau<\/h6>\n   \n<h4>O cacaueiro &#8211; Theobroma cacao<\/h4>\n   \n<p><strong>Cacaueiro: dos Astecas at\u00e9 os dias atuais, produzindo a mesma paix\u00e3o:      <\/strong>o chocolate<\/p>\n   \n<p>O <strong>cacaueiro <\/strong>\u00e9 uma planta estimulante, tropical, pertencente      a fam\u00edlia das Esterculi\u00e1ceas, encontrada em seu habitat, nas Am\u00e9ricas, tanto      nas terras baixas, dentro dos bosques escuros e \u00famidos sob a prote\u00e7\u00e3o de grandes      \u00e1rvores, como em florestas menos exuberantes e relativamente menos \u00famidas,      em altitudes vari\u00e1veis, entre 0 e 1.000 m do n\u00edvel do mar. Do fruto do cacaueiro      se extraem sementes que, ap\u00f3s sofrerem fermenta\u00e7\u00e3o, transformam-se em am\u00eandoas,      das quais s\u00e3o produzidos o cacau em p\u00f3 e a manteiga de cacau. Em fase posterior      do processamento, obt\u00e9m-se o chocolate, produto aliment\u00edcio de alto valor      energ\u00e9tico. <\/p>\n   \n<p>Envolvendo as sementes, encontra-se grande volume de polpa mucilaginosa,      branca e a\u00e7ucarada, com a qual se produzem sucos, refrescos e geleias. Da      casca extrai-se a pectina, que ap\u00f3s simples processamento mec\u00e2nico, se transformam      em ra\u00e7\u00e3o animal, ou ainda, por transforma\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas, pode ser usada como      fertilizante org\u00e2nico.<\/p>\n   \n<p>\u00c1rvore geralmente de at\u00e9 6 metros.<\/p>\n   \n<p>As folhas s\u00e3o relativamente grandes, simples e pendentes, lustrosas de at\u00e9      40 cm.<\/p>\n   \n<p>As flores pequenas, amarelo-avermelhadas, inodoras e pouco atraentes, nascem      unidas ao tronco.<\/p>\n   \n<p>Frutos grandes alongados, com casca grossa de cor amarela a vermelha, polpa      gelatinosa esbranqui\u00e7ada envolvendo as sementes.<\/p>\n   \n<p>Fructifica\u00e7\u00e3o duas vezes por ano, mais intensamente no outono e primavera.<\/p>\n   \n<p>O <strong>cacaueiro<\/strong> pode viver mais de cem anos, come\u00e7a a frutificar      com cerca de tr\u00eas anos, produz abundantemente a partir dos oito e em geral      at\u00e9 os trinta mant\u00e9m uma produ\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria. <\/p>\n   \n<p>O Brasil \u00e9 o maior produtor mundial de cacau.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccacau-8.jpg\" alt=\"Cacau\" width=\"236\" height=\"200\" title=\"Cacau\" \/><strong><br \/>\n     Cacau<\/strong><\/p>\n   \n<h4 align=\"left\"><strong>Hist\u00f3ria<\/strong><\/h4>\n   \n<p>Os primeiros registros sobre a hist\u00f3ria do <strong>cacau<\/strong> remontam      \u00e0 \u00e9poca pr\u00e9-colombiana na Am\u00e9rica. O povo maia foi o primeiro a cultivar sistematicamente      a \u00e1rvore do cacau e a utilizava em diversas cerim\u00f4nias. Acredita-se que a      partir dos maias, os astecas conheceram o cacaueiro e adotaram seu cultivo.      O povo asteca preparava com as sementes do cacau uma bebida espumante e espessa.      Essas sementes por sinal eram t\u00e3o valiosas que eram usadas at\u00e9 como moeda      corrente. <\/p>\n   \n<p>A bebida, chamada xocolatl &#8211; criada inicialmente para servir ao imperador      Montezuma, era obtida com a prensagem das sementes e uma mistura de mel e      baunilha. <\/p>\n   \n<p>Considerada sagrada, essa bebida era servida com cerim\u00f4nias e rituais, em      requintados banquetes. O <strong>cacau<\/strong> chegou \u00e0 Europa pelas m\u00e3os      de Crist\u00f3v\u00e3o Colombo, que o teria levado por simples curiosidade. Os espanh\u00f3is      foram os primeiros a aproveitar o valor comercial do cacau, levando sementes      a diversas ilhas do Caribe e da \u00c1frica. O consumo come\u00e7ou a propagar-se. Os      casamentos entre as cortes europ\u00e9ias contribu\u00edram para a difus\u00e3o da bebida      e a colocaram em moda nos c\u00edrculos mais elegantes. Na Inglaterra chegou-se      a abrir casas para tomar chocolate que concorriam com as que ofereciam ch\u00e1s.      Algumas farm\u00e1cias at\u00e9 vendiam o chocolate como produto medicinal. <\/p>\n   \n<p>Pouco a pouco o <strong>cacau<\/strong> foi ficando conhecido em diferentes      pa\u00edses europeus e atraiu a aten\u00e7\u00e3o dos bot\u00e2nicos desde 1582. O naturalista      sueco Lineu, considerado o &#8220;pai da bot\u00e2nica moderna&#8221;, classificou      o cacau com o nome grego &#8220;Theobroma&#8221;, que significa &#8220;bebida      dos deuses&#8221;. No Brasil, o cultivo de <strong>cacau<\/strong> foi ordenado      por carta r\u00e9gia de 1678. No sul da Bahia o cacau encontrou um habitat perfeito.      Em 1783, a lavoura cacaueira j\u00e1 era importante na regi\u00e3o de Ilh\u00e9us. <\/p>\n   \n<p>Em meio a lutas violentas pela posse das terras, que se prolongaram at\u00e9 as      primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX, a produ\u00e7\u00e3o na Bahia firmou-se no s\u00e9culo XIX,      tornando-se um fator importante para o desenvolvimento regional e originando      uma importante fase econ\u00f4mica &#8212; o ciclo do <strong>cacau<\/strong>. <\/p>\n   \n<h4>Alimento dos deuses <\/h4>\n   \n<p>E como a bebida dos astecas tornou-se essa maravilha comest\u00edvel que \u00e9 o chocolate?      Bem, ao que tudo indica, isso come\u00e7ou por volta de 1828, quando o qu\u00edmico      holand\u00eas Coenraad van Houten tentava obter uma bebida mais fina e menos espessa      que a original, criada pelos astecas. Por meio de prensagem, ele descobriu      que era poss\u00edvel eliminar dois ter\u00e7os da gordura e reduzir o material a um      p\u00f3 que, misturado com leite ou \u00e1gua, tornava-se uma bebida mais leve e fina.    <\/p>\n   \n<p>Do processo, resultava uma massa de gordura branca que se solidificava \u00e0      temperatura ambiente. Em 1847, a empresa inglesa Fry &amp; Sons come\u00e7ou a      misturar a esse &#8220;res\u00edduo&#8221;, pasta de <strong>cacau<\/strong> e a\u00e7\u00facar,      obtendo um produto s\u00f3lido, que mantinha o sabor original do chocolate. Come\u00e7ava      a\u00ed uma paix\u00e3o que conquistaria o mundo. <\/p>\n   \n<p>\u00c9 claro que o processo de fabrica\u00e7\u00e3o do chocolate mudou muito com o passar      dos anos. <\/p>\n   \n<p><strong>O que parece n\u00e3o ter mudado foi o poder de conquista deste alimento:<\/strong>      imbat\u00edvel, dos astecas at\u00e9 os dias atuais. <\/p>\n   \n<p><strong>Ficha da Planta:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Nome cient\u00edfico: <\/strong>Theobroma cacao<br \/>\n<strong>Nomes populares:<\/strong> cacaueiro, cacau, \u00e1rvore-da-vida<br \/>\n<strong>Fam\u00edlia: <\/strong>Sterculi\u00e1ceas<br \/>\n<strong>Origem:<\/strong> Am\u00e9rica Central, Brasil<br \/>\n<strong>Porte: <\/strong>pode atingir at\u00e9 6 metros de altura<br \/>\n<strong>Flora\u00e7\u00e3o:<\/strong> ver\u00e3o<br \/>\n<strong>Frutifica\u00e7\u00e3o:<\/strong> outono e inverno<br \/>\n<strong>Propaga\u00e7\u00e3o: <\/strong>sementes<br \/>\n<strong>Clima: <\/strong>quente e \u00famido<br \/>\n<strong>Solo ideal: <\/strong>arenoso <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>O <strong>cacaueiro <\/strong>\u00e9 uma pequena \u00e1rvore perene que cresce em zonas      de vegeta\u00e7\u00e3o densa e produz finas folhas lustrosas de at\u00e9 40 cm. <\/p>\n   \n<p>O tronco apresenta casca escura e os ramos se esgalham, formando grande copa.      As flores pequenas, amarelo-avermelhadas, inodoras e pouco atraentes, nascem      unidas ao tronco. Delas se originam as bagas ou frutos, que medem at\u00e9 25cm      de comprimento e adquirem, quando maduros, tonalidade esverdeada, amarela      ou roxa.<\/p>\n   \n<p>Cada fruto cont\u00e9m cinq\u00fcenta ou mais sementes envoltas numa polpa viscosa      e esbranqui\u00e7ada.<\/p>\n   \n<p>O <strong>cacaueiro<\/strong> pode viver mais de cem anos, come\u00e7a a frutificar      com cerca de tr\u00eas anos, produz abundantemente a partir dos oito e em geral      at\u00e9 os trinta mant\u00e9m uma produ\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria. As regi\u00f5es com temperaturas      m\u00e9dias anuais entre 24 e 28 graus C s\u00e3o as que apresentam melhores condi\u00e7\u00f5es      para o cultivo do cacaueiro. Temperaturas inferiores a 12 graus C impedem      ou reduzem a frutifica\u00e7\u00e3o. Em cultivo, para facilitar a colheita, \u00e9 costume      pod\u00e1-lo quando ultrapassa os quatro metros.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.jardimdeflores.com.br<\/p>\n   \n<h6>Cacau<\/h6>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccacau-7.jpg\" alt=\"Cacau\" width=\"211\" height=\"209\" title=\"Cacau\" \/><strong><br \/>\n     Cacau<\/strong><\/p>\n   \n<p>O uso do<strong> cacau <\/strong>na alimenta\u00e7\u00e3o e fabrica\u00e7\u00e3o de bebidas j\u00e1      era conhecido dos povos pr\u00e9-colombianos da Am\u00e9rica Central, particularmente      dos maias e astecas, que se serviam do fruto como meio de troca. <\/p>\n   \n<p>Entre esses povos, as sementes, torradas e mo\u00eddas, eram batidas em \u00e1gua quente      at\u00e9 fazerem espuma, sendo a infus\u00e3o aromatizada com especiarias. Nativo das      regi\u00f5es tropicais da Am\u00e9rica Central e do Sul, inclusive o Brasil (Amazonas      e Par\u00e1), o <strong>cacaueiro<\/strong> (Theobroma cacao) \u00e9 uma \u00e1rvore da fam\u00edlia      das esterculi\u00e1ceas. <\/p>\n   \n<p><strong>O nome da planta \u00e9 de origem asteca:<\/strong> cacahuatl (cacau) ou      cacahuaquahuitl (<strong>cacaueiro<\/strong>); o da bebida, chocoatl (chocolate),      de origem maia.<\/p>\n   \n<p>Em estado silvestre, o <strong>cacaueiro<\/strong> pode atingir mais de dez      metros de altura. Em cultivo, no entanto, para facilitar a colheita \u00e9 costume      pod\u00e1-lo quando ultrapassa os quatro metros. Tem tronco liso, de casca escura.      Os ramos se esgalham, formando grande copa. As folhas s\u00e3o grandes, cori\u00e1ceas      e de cor verde-clara nas duas faces, chegando a trinta cent\u00edmetros de comprimento      por quinze de largura. O cacaueiro perde as folhas em abril\/maio e em setembro\/outubro.<\/p>\n   \n<p>As flores, pequenas, avermelhadas e inodoras, nascem unidas ao tronco. Delas      se originam as bagas ou frutos, que medem at\u00e9 25cm de comprimento e adquirem,      quando maduras, tonalidade esverdeada, amarela ou roxa. Cont\u00eam cinq\u00fcenta ou      mais sementes envoltas numa polpa viscosa. <\/p>\n   \n<p>O <strong>cacaueiro<\/strong> pode viver mais de cem anos, come\u00e7a a frutificar      com tr\u00eas, produz abundantemente a partir dos oito e em geral at\u00e9 os trinta      mant\u00e9m uma produ\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria.<\/p>\n   \n<p>As regi\u00f5es com temperaturas m\u00e9dias anuais entre 24 e 28o C s\u00e3o as que apresentam      melhores condi\u00e7\u00f5es para o cultivo do <strong>cacaueiro<\/strong>. <\/p>\n   \n<p>Temperaturas inferiores a 12o C impedem ou reduzem a frutifica\u00e7\u00e3o. A planta      requer solos profundos, bem drenados e ricos em pot\u00e1ssio e nitrog\u00eanio, desenvolvendo-se      bem em regi\u00f5es com chuvas regularmente distribu\u00eddas durante o ano, de \u00edndice      acima de 1.500mm.<\/p>\n   \n<p>Nas \u00e1reas de plantio s\u00e3o abertos canais para o escoamento do excesso de \u00e1guas      pluviais. Criadas \u00e0 parte em sementeiras, as mudas s\u00e3o transplantadas para      o local definitivo entre o sexto e o oitavo m\u00eas. O sucesso do cultivo depende      da prote\u00e7\u00e3o contra os ventos e de um bom sombreamento, fornecido ora por bananeiras,      ora por \u00e1rvores de porte superior ao do <strong>cacaueiro<\/strong>.<\/p>\n   \n<p>As lavouras de <strong>cacau<\/strong> n\u00e3o d\u00e3o origem a paisagens cont\u00ednuas      e homog\u00eaneas, como as de caf\u00e9 ou cana-de-a\u00e7\u00facar. Em aten\u00e7\u00e3o aos seus h\u00e1bitos      nativos, o cacaueiro \u00e9 normalmente plantado no interior de nesgas de mata      ou, pelo menos, entre \u00e1rvores deixadas de p\u00e9 durante a prepara\u00e7\u00e3o das \u00e1reas      de plantio. A limpeza dos terrenos resume-se ao que os lavradores do sul da      Bahia chamam de cabrocamento, ou seja, remo\u00e7\u00e3o dos arbustos e vegeta\u00e7\u00e3o rasteira.      Para a vegeta\u00e7\u00e3o natural, os efeitos do plantio de cacau, por isso, s\u00e3o bem      menos danosos que o das esp\u00e9cies que exigem derrubada de \u00e1rvores.<\/p>\n   \n<p>Os frutos do <strong>cacaueiro<\/strong> s\u00e3o colhidos bem maduros, para que      os elementos presentes em sua composi\u00e7\u00e3o j\u00e1 estejam plenamente elaborados.      Ap\u00f3s a colheita, os frutos ficam em repouso de dois a tr\u00eas dias. S\u00e3o a seguir      partidos, e as sementes, depois de extra\u00eddas e selecionadas, v\u00e3o para cochos      de fermenta\u00e7\u00e3o, onde permanecem de quatro a sete dias. Nessa fase, perdem      o gosto amargo e desprendem um agrad\u00e1vel aroma de chocolate. A secagem pode      durar at\u00e9 dez dias, se feita ao natural, ou apenas 24 horas, se realizada      por secadores mec\u00e2nicos.<\/p>\n   \n<p>O <strong>cacau<\/strong> \u00e9 um alimento altamente concentrado. Al\u00e9m de teobromina      (2,2%) e cafe\u00edna (um por cento), subst\u00e2ncias de efeito estimulante, cont\u00e9m      cerca de 40,3% de carboidratos, 22% de gordura e 18,1% de prote\u00ednas. Muito      energ\u00e9tico, possui aproximadamente 4.877 cal\/kg.<\/p>\n   \n<p>As sementes do <strong>cacau<\/strong>, depois de limpas, s\u00e3o tostadas a uma      temperatura entre 135 e 176\u00baC, para se apurar sua cor, sabor e aroma, e a      seguir partidas e descascadas. As cascas correspondem a at\u00e9 14% do peso das      sementes e em geral s\u00e3o transformadas em fertilizantes. Tais processos, assim      como o que permite a extra\u00e7\u00e3o da gordura natural ou manteiga de <strong>cacau<\/strong>,      depois do <strong>cacau<\/strong> mo\u00eddo por meio de prensas.<\/p>\n   \n<p>Nas etapas seguintes, a pasta de <strong>cacau<\/strong> \u00e9 transformada em      massa de chocolate. Os diversos tipos de chocolate dependem da quantidade      de manteiga de cacau que entra em sua composi\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m da dosagem de a\u00e7\u00facar.<\/p>\n   \n<p>O chocolate amargo \u00e9 simplesmente o <strong>cacau<\/strong> torrado, mo\u00eddo      e depois fundido em barras. O chocolate doce \u00e9 a massa de chocolate com a\u00e7\u00facar      granulado ou fino. A pasta resultante \u00e9 passada em m\u00e1quinas refinadoras. Como      o acr\u00e9scimo de a\u00e7\u00facar reduz o teor da gordura natural, adiciona-se mais manteiga      de <strong>cacau<\/strong>. O tipo padr\u00e3o de chocolate doce cont\u00e9m 42% de massa      de chocolate, 42% de a\u00e7\u00facar e 16% de manteiga de <strong>cacau<\/strong>. Depois      de resfriado, \u00e9 moldado em barras. O chocolate de leite \u00e9 o chocolate doce      com o sabor modificado pela adi\u00e7\u00e3o, numa propor\u00e7\u00e3o m\u00ednima de 12%.<\/p>\n   \n<p>De in\u00edcio, s\u00f3 se atribu\u00eda import\u00e2ncia ao cacau por sua transforma\u00e7\u00e3o em chocolate,      popularizado como um estimulante contra o frio. Mais tarde descobriram-se      as propriedades aliment\u00edcias e terap\u00eauticas que fizeram do cacau mat\u00e9ria-prima      das ind\u00fastrias aliment\u00edcia e farmac\u00eautica. Esta utiliza sobretudo a manteiga      de cacau, empregada para combater as rachaduras que o frio causa nos l\u00e1bios,      e a teobromina, alcal\u00f3ide b\u00e1sico na elabora\u00e7\u00e3o de diur\u00e9ticos.<\/p>\n   \n<p>O uso do cacau atrav\u00e9s dos tempos. Com as sementes de cacau, os astecas preparavam      uma pasta comest\u00edvel, a que adicionavam farinha de milho e pimenta vermelha;      com a polpa, faziam uma bebida refrigerante. No Brasil amaz\u00f4nico os \u00edndios      utilizavam apenas a polpa, de cuja fermenta\u00e7\u00e3o obtinham uma bebida alco\u00f3lica.<\/p>\n   \n<p>Os conquistadores espanh\u00f3is interessaram-se pela bebida dos astecas e foram      os primeiros a adicionar-lhe mel (na aus\u00eancia do a\u00e7\u00facar) e, mais tarde, baunilha      e canela. Hern\u00e1n Cort\u00e9s, logo que a conheceu no M\u00e9xico, no come\u00e7o do s\u00e9culo      XVI, percebeu-lhe o valor nutritivo, dando ci\u00eancia do fato ao rei da Espanha.      No M\u00e9xico, o chocolate tornou-se t\u00e3o popular a ponto de ser servido at\u00e9 nas      igrejas. Mas era uma bebida bem diferente do chocolate que se bebe hoje.<\/p>\n   \n<p>Afirma-se que o primeiro carregamento de cacau enviado da Am\u00e9rica \u00e0 Espanha      data de 1585. A partir da\u00ed o produto foi se tornando conhecido em outros pa\u00edses      da Europa. Em 1657, instalou-se em Londres um estabelecimento onde se servia      chocolate. A bebida entrara tamb\u00e9m na corte francesa, com Maria Teresa, que,      casando-se com Lu\u00eds XIV, levou consigo uma criada h\u00e1bil em seu preparo. Madame      de S\u00e9vign\u00e9, em uma de suas cartas, refere-se ao chocolate que, ap\u00f3s o jantar,      ela tomava com agrado.<\/p>\n   \n<p>\u00c0 medida que seu consumo aumentou na Europa, o cultivo do cacau generalizou-se      em v\u00e1rias regi\u00f5es da Am\u00e9rica Central e do Sul. Em 1728, foi criada a companhia      Guip\u00fazcoa, especializada na produ\u00e7\u00e3o de cacau. Do continente, o cacaueiro      foi introduzido nas ilhas da Jamaica, Trinidad, S\u00e3o Domingos e Martinica.<\/p>\n   \n<p>Mais tarde, chegou \u00e0s Filipinas e outras regi\u00f5es da \u00c1sia, tendo conhecido      sucessivos e not\u00e1veis \u00eaxitos desde que passou a ser plantado na \u00c1frica. Na      Am\u00e9rica, \u00e9 cultivado atualmente sobretudo no Brasil, Equador, M\u00e9xico, Col\u00f4mbia,      Venezuela e Rep\u00fablica Dominicana.<\/p>\n   \n<p>No Brasil, o cultivo de cacau foi ordenado por carta r\u00e9gia de 1678. Admite-se      que na Bahia, que chegaria a ser uma das mais importantes regi\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o      no mundo, tenha ocorrido uma primeira tentativa de plantio em 1665. Outra      vers\u00e3o afirma que em 1746 mal se iniciava ali a cultura cacaueira. As sementes      levadas do Par\u00e1, onde j\u00e1 em 1689 um franc\u00eas fabricava pela primeira vez chocolate      em Bel\u00e9m, foram plantadas no atual munic\u00edpio de Canavieiras, \u00e0 margem do rio      Pardo. No sul da Bahia o cacau encontrou um habitat perfeito. Em 1783, a lavoura      cacaueira j\u00e1 era importante na regi\u00e3o de Ilh\u00e9us. Em meio a lutas violentas      pela posse das terras, que se prolongaram at\u00e9 as primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo      XX, a produ\u00e7\u00e3o na Bahia firmou-se no s\u00e9culo XIX, constituindo fator poderoso      para o desenvolvimento regional e originando uma importante fase econ\u00f4mica      &#8212; o ciclo do cacau.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.emdiv.com.br<\/p>\n   \n<h6>Cacau<\/h6>\n   \n<h4>Da planta ao cacau<\/h4>\n   \n<p><strong>Onde cresce?<\/strong><\/p>\n   \n<p>O ber\u00e7o da semente de <strong>cacau<\/strong> \u00e9 a bacia do Amazonas. Durante      s\u00e9culo 17 e 18 o cultivo espalha-se \u00e0s Filipinas e \u00cdndia. No s\u00e9culo 19 a \u00e1rvore      de cacau foi tamb\u00e9m introduzida na parte oeste de \u00c1frica e hoje em dia a Costa      do Marfim, Ghana e Nig\u00e9ria t\u00eam-se tornado os pa\u00edses com maior crescimento.    <\/p>\n   \n<p>Por\u00e9m, cerca de 20% da produ\u00e7\u00e3o mundial de cacau ainda vem da Am\u00e9rica Central      e do Sul, com o Brasil e o menos extenso Equador como principais fornecedores.      O restante vem da \u00c1sia, com a Mal\u00e1sia e Indon\u00e9sia (principalmente Java e Sumatra)      como os maiores produtores. <\/p>\n   \n<p><strong>Todas as \u00e1reas produtoras de cacau est\u00e3o centradas \u00e0 volta do equador,      e isto n\u00e3o \u00e9 uma coincid\u00eancia:<\/strong> a planta de cacau necessita de elevadas      temperaturas e altos n\u00edveis de humidade. <\/p>\n   \n<h4><strong>Uma \u00e1rvore \u00e9 conhecida pela sua fruta<\/strong><\/h4>\n   \n<p>A \u00e1rvore de cacau \u00e9 estreita e alta. O tronco e ramos s\u00e3o adornados durante      todo o ano, com flores cor-de-rosa ou brancas. No estado selvagem pode crescer      at\u00e9 20 metros de altura. Apenas 5% das \u00e1rvores produzem fruta e cada uma produz      um m\u00e1ximo de 30 frutas por ano. A \u00e1rvore que se cultiva hoje em dia cresce      de 4 a 10 metros e \u00e9 muito mais produtiva. Isto pode permitir colheitas at\u00e9      2500 kg por hectare, contrariamente aos 500 kg na \u00e1rvore tradicional. <\/p>\n   \n<p>Entre as permanentes flores da \u00e1rvore de <strong>cacau<\/strong> podemos ver      fruta em v\u00e1rios est\u00e1gios de desenvolvimento. O formato em ovo da fruta do      cacau mede entre 15 e 30 cent\u00edmetros e penduram-se nos troncos e ramos maiores.      Cada fruta cont\u00e9m entre 30 e 40 sementes de aproximadamente 1 cm de comprimento.<\/p>\n   \n<h4><strong>A colheita e o processo de fermenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n   \n<p>Depois de cerca de 4 meses a frutas de cacau ficam maduras e s\u00e3o cortadas      da \u00e1rvore. S\u00e3o abertas e a pele entre as filas de feij\u00f5es \u00e9 retirada e deitada      fora juntamente com a casca. Quando expostas \u00e0 luz, as cremosas e coloridas      sementes viram imediatamente uma matiz de roxo. Est\u00e3o agora prontas para o      processo de fermenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>As sementes s\u00e3o empilhadas em cima de folhas de banana ou em cestos e cobertos      com folhas de banana. Microorganismos alimentam-se do a\u00e7\u00facar na polpa circundando      cada semente e converte-a em \u00e1lcool e di\u00f3xido de carbono, e finalmente em      \u00e1cido ac\u00e9tico. Durante este processo as sementes s\u00e3o continuamente viradas      para permitir uma fermenta\u00e7\u00e3o uniforme. A fermenta\u00e7\u00e3o demora entre 4 e 9 dias      dependendo do tipo de semente. Separa as sementes da polpa, remove o seu poder      de germinar e d\u00e1 a cor e sabor.<\/p>\n   \n<p><strong>Secar e despachar<\/strong><\/p>\n   \n<p>Antes de poderem ser despachadas para o mercado, as sementes devem secar.      S\u00e3o colocadas em camadas espessas pranchas de madeira ou esteiras de bambu      e expostas ao sol durante aproximadamente 14 dias. Aqui tamb\u00e9m, s\u00e3o continuamente      viradas. <\/p>\n   \n<p>Uma vez secas as sementes s\u00e3o embaladas em sacos, armazenadas, numeradas      e da marcadas. S\u00e3o retiradas amostras de forma a garantir a qualidade. As      sementes s\u00e3o ent\u00e3o despachadas e comercializadas no mercado internacional.<\/p>\n   \n<p><strong>Limpar, tostar e esterilizar as sementes<\/strong><\/p>\n   \n<p>Sementes de diferentes origens t\u00eam as suas pr\u00f3prias qualidades. E \u00e9 necess\u00e1rio      ter conhecimento para saber que mistura ir\u00e1 produzir o melhor chocolate. <\/p>\n   \n<p>Mas antes de serem misturadas e processadas, as sementes de <strong>cacau<\/strong>      devem estar perfeitamente limpas. Por isso s\u00e3o seleccionadas, retira-se o      p\u00f3, pedras e passam por um detector de metais. Depois s\u00e3o tostadas. Isto \u00e9      um processo muito cr\u00edtico porque determina o aroma. Para al\u00e9m disso, quando      tostadas, a casca separa-se do n\u00facleo e a semente \u00e9 esterilizada ou, por outras      palavras, liberta de bact\u00e9rias. <\/p>\n   \n<p><strong>Quebrar as sementes e calibrar os &#8216;Nibs&#8217;<\/strong><\/p>\n   \n<p>Depois de tostadas, as sementes s\u00e3o esmagadas contra pratos, para quebrar,      e assim libertar os n\u00facleos ou &#8216;nibs&#8217;. Esses nibs s\u00e3o calibrados segundo o      seu tamanho, em m\u00e1quinas pr\u00f3prias. Os nibs e cascas s\u00e3o soprados atrav\u00e9s de      t\u00faneis de vento. O sopro do ar remove at\u00e9 mesmo os mais pequenos fragmentos      de peda\u00e7os de cascas que ainda se agarram ao nibs, enquanto o nibs cai para      o fundo. <\/p>\n   \n<p><strong>Preparando a massa de cacau<\/strong><\/p>\n   \n<p>Depois de mo\u00eddo obt\u00e9m-se uma mistura castanho-escuro de part\u00edculas de <strong>cacau<\/strong>      e manteiga de cacau. Isto \u00e9 chamado de massa de cacau. \u00c9 armazenado em tanques      e bombeado para as v\u00e1rias linhas de produ\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Neste ponto, a massa de cacau \u00e9 sujeita a alta press\u00e3o e a manteiga de cacau      \u00e9 espremida at\u00e9 se ficar apenas com cacau em p\u00f3 puro. A manteiga e o p\u00f3 podem      ent\u00e3o ser combinados para uso em chocolate, ou vendido e utilizado em outras      aplica\u00e7\u00f5es. <\/p>\n   \n<p><strong>Conching<\/strong><\/p>\n   \n<p>As caracter\u00edsticas finais do chocolate s\u00e3o obtidas atrav\u00e9s de um processo,      que \u00e9 conhecido como conching. De facto, conch \u00e9 uma m\u00e1quina gigante, que      amassa por v\u00e1rias horas, permitindo evaporar o excesso de humidade e \u00e1cidos.      Durante o processo de produ\u00e7\u00e3o a viscosidade e fluidez do chocolate \u00e9 regularmente      medido. <\/p>\n   \n<p>Depois deste processo s\u00e3o adicionados em quantidades medidas, lecitina e      manteiga de <strong>cacau<\/strong>. O chocolate agora tem fluidez requerida      para ser bombeada para os tanques de armazenamento, onde espera o seu destino      final.<\/p>\n   \n<p><strong>Liberalizar a comercializa\u00e7\u00e3o do cacau <\/strong><\/p>\n   \n<p>O IMF e o Banco Mundial montaram um programa especial para fornecer assist\u00eancia      excepcional para ajudar os pa\u00edses mais pobres a reduzir as suas d\u00edvidas externas.      A ajuda \u00e9 dada apenas se concordam seguir com pol\u00edticas econ\u00f3micas, que incluem      a liberaliza\u00e7\u00e3o no com\u00e9rcio internacional. <\/p>\n   \n<p>Em 1986 a Nig\u00e9ria liberalizou o seu mercado de <strong>cacau<\/strong> e em      1991 os Camar\u00f5es seguiram-lhe o caminho. A Costa do Marfim tem-se oposto aos      planos de reforma do IMF e Banco Mundial mas est\u00e1 agora a ceder a essa press\u00e3o.      Durante muitos anos a &#8216;Caisse de stabilisation&#8217; ou &#8216; Caistab&#8217; manteve os pre\u00e7os      agr\u00edcolas a um n\u00edvel razo\u00e1vel, escolhendo o momento oportuno para exportar      determinadas quantidades de cacau, diminuindo assim o impacto de flutua\u00e7\u00f5es      no pre\u00e7o internacional numa multid\u00e3o de pequenos produtores.<\/p>\n   \n<p>Desde 1 Outubro 1999 que o Caistab n\u00e3o est\u00e1 operacional e o maior produtor      de <strong>cacau<\/strong> do mundo est\u00e1 agora a sofrer todos os caprichos      do mercado livre. N\u00e3o est\u00e1 suficientemente claro que efeito ter\u00e1 este novo      desenvolvimento no mercado internacional e nos produtores de cacau da Costa      do Marfim. <\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.progelcone.com<\/p>\n   \n<h6>Cacau<\/h6>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccacau-6.jpg\" alt=\"Cacau\" width=\"234\" height=\"299\" title=\"Cacau\" \/><br \/>\n     Cacau<\/strong><\/p>\n   \n<p>A hist\u00f3ria do gr\u00e3o do <strong>cacau<\/strong> \u00e9 vasta como suas variedades.      Atualmente o cacau \u00e9 cultivado ao redor do mundo, mas sua origem nos leva      a Am\u00e9rica Central, onde ainda \u00e9 produzido. <\/p>\n   \n<p>O primeiro registro do uso do chocolate pr\u00e9-data os Maias. Em novembro de      2007, arque\u00f3logos encontraram evid\u00eancias do mais antigo cultivo e uso do cacau      na regi\u00e3o de Puerto Escondido, Honduras, datando de 1100 a 1400 A.C..<\/p>\n   \n<p>Por volta de 250 A.C. a civiliza\u00e7\u00e3o Maia iniciou o uso do <strong>cacau<\/strong>.      Acreditavam que era um alimento dos deuses, e foram os primeiros a usa-lo      para fazer a mistura de uma bebida sagrada, torrando e moendo suas sementes,      misturando o p\u00f3 com pimenta, ervas e mel silvestre.<\/p>\n   \n<p>O cacau fascinou Hern\u00e1n Cort\u00e9s, explorador espanhol que conquistou o Imp\u00e9rio      Asteca. Ele escreveu ao rei Carlos I , da Espanha \u0093A divina bebida de      chocolate aumenta a resist\u00eancia e combate \u00e0 fadiga. Com uma x\u00edcara dessa bebida      preciosa, um homem pode caminhar o dia inteiro sem comer\u0094. Ao voltar      para casa, em 1527, Cort\u00e9s levou sementes de <strong>cacau<\/strong> para o      monarca.<\/p>\n   \n<p>Durante duas gera\u00e7\u00f5es, o chocolate foi uma raridade misteriosa, encontrada      apenas com viajantes que o traziam de regi\u00f5es long\u00ednquas para seu pr\u00f3prio      consumo.<\/p>\n   \n<p> A partir de 1585, come\u00e7aram a chegar navios de Veracruz trazendo sementes      em quantidade suficiente para criar os primeiro choc\u00f3latras.<\/p>\n   \n<p>Por volta de 1615, o chocolate foi introduzido na Fran\u00e7a pela princesa Anne      da \u00c1ustria, que despachada para casar com o rei franc\u00eas Luis XIII, recusou-se      a partir para Paris sem suas sementes de <strong>cacau<\/strong> na bagagem.      N\u00e3o demorou muito, os franceses se apropriaram do chocolate. Durante os cem      anos seguintes, at\u00e9 a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, todos os \u0093Luises\u0094, na      linha de sucess\u00e3o, se viram envolvidos com c\u00f4njuges choc\u00f3latras.<\/p>\n   \n<p>Em 1828 se deu a primeira grande inova\u00e7\u00e3o, quando Coenrad Van Houten, qu\u00edmico      holand\u00eas, desenvolveu uma m\u00e1quina capaz de extrair a manteiga de cacau e depois      fazer um p\u00f3 com o restante da massa. Misturando parte da manteiga de cacau      separada com a\u00e7\u00facar e acrescentando o p\u00f3, era poss\u00edvel modelar o chocolate.      Em 1875, o inventor su\u00ed\u00e7o Daniel Peter descobriu como combinar leite com chocolate,      e para isso recebeu a ajuda de Henri Nestl\u00e9, cujas experi\u00eancias na ci\u00eancia      leiteira evolu\u00edram para um dos maiores imp\u00e9rios de alimentos no mundo. Outro      su\u00ed\u00e7o, Rodolphe Lindt, aperfei\u00e7oou o chocolate atrav\u00e9s de uma t\u00e9cnica chamada      \u0093conchagem\u0094.<\/p>\n   \n<p>No s\u00e9culo XX, as grandes ind\u00fastrias revolucionaram o exclusivo mundo dos      artes\u00e3os chocolatiers, com sua capacidade de produ\u00e7\u00e3o em massa, por\u00e9m com      produtos de qualidade comprometida que, conforme a declara\u00e7\u00e3o de Pierre Herm\u00e9,      conceituado chef-p\u00e2tissier franc\u00eas, \u0093Nada disso \u00e9 chocolate, \u00e9 confeito\u0094.<\/p>\n   \n<p>De delicadas trufas e elaboradas esculturas at\u00e9 os pequenos confeitos, o      chocolate \u00e9 hoje a iguaria mais apreciada do planeta, independente de ra\u00e7a,      credo ou idade.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccacau-9.jpg\" alt=\"Cacau\" width=\"266\" height=\"224\" title=\"Cacau\" \/><strong><br \/>\n     Chocolate<\/strong><\/p>\n   \n<h4>Benef\u00edcios do Chocolate<\/h4>\n   \n<blockquote>      \n<p>O Chocolate combate o envelhecimento<br \/>\n       O Chocolate faz bem ao cora\u00e7\u00e3o<br \/>\n       O Chocolate agiliza o racioc\u00ednio<br \/>\n       O Chocolate traz felicidade<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>O <strong>cacau<\/strong> \u00e9 rico em c\u00e1lcio, anti-oxidantes, vitaminas e AEA      (anandamide). A Universidade de Cornell (USA) recentemente registrou que o      cacau tem duas vezes mais anti-oxidantes que o vinho tinto, e at\u00e9 tr\u00eas vezes      mais que o ch\u00e1 verde. Baseado nessas conclus\u00f5es quanto maior a concentra\u00e7\u00e3o      de cacau, mais saud\u00e1vel ser\u00e1 o chocolate.<\/p>\n   \n<p>Permita-se desfrutar de uma fant\u00e1stica barra de chocolate da Kaebisch Schokoladen,      elas s\u00e3o deliciosas e a cada dia mais evid\u00eancias demonstram seus benef\u00edcios      \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n   \n<p>Os componentes para identificar um chocolate de alta qualidade \u00e9 similar      ao processo que os sommeliers utilizam para degustar os melhores vinhos do      mundo. Apar\u00eancia, aroma, textura e sabor s\u00e3o caracter\u00edsticas importantes na      avalia\u00e7\u00e3o de um chocolate.<\/p>\n   \n<p><strong>Abaixo cinco passos indicados para apreciar um chocolate superior:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>1 &#8211;<\/strong> Observe atentamente seu chocolate. Ele deve ter brilho        acentuado e textura uniforme<strong><br \/>\n       2 &#8211;<\/strong> Leve-o ao nariz e sinta os aromas iniciais do cacau<strong><br \/>\n       3 &#8211;<\/strong> Ou\u00e7a seu chocolate. Um bom produto faz um estrondo ao ser quebrado<strong><br \/>\n       4 &#8211;<\/strong> Coloque uma pequena por\u00e7\u00e3o na boca e deixe-a derreter por alguns        segundos. Procure identificar as nuances iniciais de sabor (a longa lista        inclui notas de am\u00eandoas, frutas vermelhas e caramelo)<strong><br \/>\n       5 <\/strong>&#8211; Ap\u00f3s engolir, aguarde alguns segundos e sinta o retrogosto.        Pode ser mais amargo ou adocicado, mas deve, necessariamente, ser agrad\u00e1vel        ao paladar.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Fonte:  www.kaebischschokoladen.com.br<\/p>\n   \n<h6>Cacau<\/h6>\n   \n<p><strong>A \u00e1rvore que d\u00e1 origem ao fruto chamado cacau, de nome cient\u00edfico      Theobroma cacao, popularmente chamado de cacaueiro, cacau, \u00e1rvore-da-vida,      \u00e9 recentemente considerada da fam\u00edlia Malvaceae, podendo atingir at\u00e9 6 metros      de altura e possui duas fases de produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> tempor\u00e3o (mar\u00e7o a agosto)      e safra (setembro a fevereiro). Sua propaga\u00e7\u00e3o \u00e9 por sementes.<\/p>\n   \n<p><strong>Os bot\u00e2nicos acreditam que \u00e9 origin\u00e1rio das cabeceiras do rio Amazonas,      tendo-se expandido em duas dire\u00e7\u00f5es principais, originando dois grupos importantes:      <\/strong>Criollo e Forastero. <\/p>\n   \n<p>O Criollo, que se espalhou em dire\u00e7\u00e3o ao norte, para o rio Orinoco, penetrando      na Am\u00e9rica Central e Sul do M\u00e9xico, produz frutos grandes, com superf\u00edcie      enrugada. Suas sementes s\u00e3o grandes, com o interior branco ou violeta p\u00e1lido.<\/p>\n   \n<p>Quando os primeiros colonizadores espanh\u00f3is chegaram \u00e0 Am\u00e9rica, o <strong>Cacau<\/strong>      j\u00e1 era cultivado pelos \u00edndios, principalmente os Astecas no M\u00e9xico, e os Maias      na Am\u00e9rica Central. De acordo com os historiadores, o cacaueiro, chamado cacahualt,      era considerado sagrado. No M\u00e9xico os Astecas acreditavam ser ele de origem      divina e que o pr\u00f3prio profeta Quatzalcault ensinara ao povo como cultiv\u00e1-lo      tanto para o alimento como para embelezar os jardins da cidade de Talzitapec.      Seu cultivo era acompanhado de solenes cerim\u00f4nias religiosas. Esse significado      religioso provavelmente influenciou o bot\u00e2nico sueco Carolus Linneu (1707      \u0096 1778), que denominou a planta de Theobroma cacao, chamando-a assim      de \u0093manjar dos deuses\u0094.<\/p>\n   \n<p>O mundo civilizado s\u00f3 tomou conhecimento da exist\u00eancia do cacau e de chocolate      depois que Crist\u00f3v\u00e3o Colombo descobriu a Am\u00e9rica. <\/p>\n   \n<p>Hoje, quase 5 s\u00e9culos depois, derivados do cacau s\u00e3o consumidos em muitas      formas, em quase todos os pa\u00edses, e fazem parte da vida do homem moderno.    <\/p>\n   \n<p><strong>Est\u00e3o presentes em todos os lugares:<\/strong> nas mochilas dos soldados      e nas bolsas dos estudantes, em barras de chocolate de alto valor nutritivo;      nos sal\u00f5es de beleza mais sofisticados, nas formas mais variadas de cosm\u00e9ticos;      e nas reuni\u00f5es sociais, atrav\u00e9s de vinhos e licores. Seus res\u00edduos s\u00e3o utilizados      como adubo e ra\u00e7\u00e3o para os animais.<\/p>\n   \n<p><strong>Cacau<\/strong> lembra chocolate, Sempre foi assim, desde os astecas,      que em suas cerim\u00f4nias religiosas inclu\u00edam o &#8220;Xocolatl&#8221;. Agora,      do fruto do cacaueiro come\u00e7a a se industrializar tamb\u00e9m o suco de cacau, a      partir da extra\u00e7\u00e3o da sua polpa. Com a polpa de cacau pode se fazer ainda      gel\u00e9ias, destilados finos, fermentados &#8211; a exemplo do vinho e do vinagre &#8211;      e xaropes para confeito, al\u00e9m de n\u00e9ctares, sorvetes, doces e uso para iogurtes.<\/p>\n   \n<p>Em 1838 o historiador William Hickling, descreve a historia da conquista      do M\u00e9xico e relata que na corte do imperador Montezuma, o chocolate servido      era aromatizado com baunilha e outras especiarias. O fato do imperador consumir      chocolate antes de entrar em seu har\u00e9m levou \u00e0 cren\u00e7a de que era um afrodis\u00edaco.<\/p>\n   \n<p> A partir da\u00ed, o chocolate come\u00e7ou a ser difundido no Velho Mundo. Durante      dois s\u00e9culos ap\u00f3s ser introduzido na Europa, o chocolate foi servido como      bebida; a forma pastosa foi introduzida como desjejum na Fran\u00e7a do s\u00e9culo      XVIII.<\/p>\n   \n<p>Cont\u00e9m prote\u00ednas, gorduras, c\u00e1lcio, magn\u00e9sio, ferro, zinco, caroteno, vitaminas      E, B1, B2, B3, B6, B12 e C. Estudos recentes sugerem a possibilidade de o      consumo moderado de chocolate preto e amargo trazer benef\u00edcios para a sa\u00fade      humana, nomeadamente devido \u00e0 presen\u00e7a de \u00e1cido g\u00e1lico e epicatecina, flavon\u00f3ides      com fun\u00e7\u00e3o cardioprotetora. Tem propriedades antioxidantes e constitui ainda      um estimulante devido \u00e0 teobromina, embora de fraca capacidade. <\/p>\n   \n<p>Tamb\u00e9m possui endorfina e cafe\u00edna. Um tablete de 100 gramas corresponde a      6 ovos ou 3 copos de leite ou 220 gramas de p\u00e3o branco ou 750 gramas de peixe      ou 450 gramas de carne bovina.<\/p>\n   \n<p>Um estudo apresentado em Amsterd\u00e3, na Holanda, durante um congresso da Sociedade      Europ\u00e9ia de Cardiologia concluiu que o chocolate \u00e9 o mais novo aliado do cora\u00e7\u00e3o.      Subst\u00e2ncias presentes no <strong>cacau<\/strong>, os flavon\u00f3ides, ajudam a      combater a oxida\u00e7\u00e3o da circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea, melhorando assim a sa\u00fade das      art\u00e9rias e do cora\u00e7\u00e3o. Os flavon\u00f3ides s\u00e3o encontrados tamb\u00e9m em v\u00e1rios tipos      de frutas, mas estudos recentes mostram que o cacau est\u00e1 entre suas fontes      mais ricas. Assim, um chocolate de boa qualidade apresenta capacidade anti-oxidante      tr\u00eas vezes maior que a do alho e dos morangos.<\/p>\n   \n<p>Na sociedade atual o chocolate possui uma caracter\u00edstica interessante servindo      como um substituto \u00e0 linguagem no relacionamento humano, estabelecendo rela\u00e7\u00e3o      de comunica\u00e7\u00e3o de la\u00e7os de amizade, solidariedade e amor.<\/p>\n   \n<p>Por ser plantado \u00e0 sombra da floresta o <strong>cacau<\/strong> foi respons\u00e1vel      pela preserva\u00e7\u00e3o de grandes corredores de Mata Atl\u00e2ntica, no sul da Bahia,      no Brasil. <\/p>\n   \n<p>O estado da Bahia \u00e9 o maior produtor do Brasil, por\u00e9m sua capacidade produtiva      foi reduzida em at\u00e9 60% com o advento da vassoura-de-bruxa, causada pelo fungo      fitopatog\u00eanico Crinipellis perniciosa. O Brasil ent\u00e3o passou do patamar de      pa\u00eds exportador de <strong>cacau<\/strong> para importador, n\u00e3o sendo completamente      auto-suficiente do produto.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.viaintegral.com<\/p>\n   \n<h6>Cacau<\/h6>\n   \n<p><strong>Nome cient\u00edfico:<\/strong> Theobroma cacao L.<\/p>\n   \n<p><strong>Fam\u00edlia:<\/strong> Sterculiaceae<\/p>\n   \n<p><strong>Origem: <\/strong>Brasil &#8211; Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica<\/p>\n   \n<h4>Caracter\u00edsticas da planta<\/h4>\n   \n<p>\u00c1rvore que pode alcan\u00e7ar de 5 a 7 m de altura m\u00e9dia. Os ramos apresentam      dimorfismo, podendo apresentar crescimento vertical (tronco e ramos &#8220;chup\u00f5es&#8221;)      ou crescimento obl\u00edquo (ramos laterais). As folhas tamb\u00e9m apresentam esse      dimorfismo correspondendo aos diferentes tipos de ramos que lhes deram origem.<\/p>\n   \n<p>O fruto \u00e9 uma baga indeiscente que apresenta um pericarpo carnoso e pode      contar de 30 a 40 sementes, que est\u00e3o envoltas por uma polpa mucilaginosa.<\/p>\n   \n<h4>Caracter\u00edsticas da flor<\/h4>\n   \n<p>As flores aparentemente originam-se diretamente da casca; por\u00e9m, na realidade,      s\u00e3o formadas a partir de infloresc\u00eancias muito pequenas, originadas das folhas.      O termo &#8220;almofada floral&#8221; \u00e9 comumente utilizado para se referir      ao local em que as infloresc\u00eancias aparecem. Cada almofada produz flores por      muitos anos. Essas s\u00e3o pequenas (di\u00e2metro de 0,5 a 1 cm), com p\u00e9talas de formato      caracter\u00edstico, colora\u00e7\u00e3o branca e apresentam interiormente duas linhas de      colora\u00e7\u00e3o violeta. <\/p>\n   \n<p><strong>Melhores variedades:<\/strong> <strong>Cultivares h\u00edbridos e prog\u00eanies      de clones selecionados: <\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>\u00c9poca de plantio:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Sementes em viveiros :<\/strong> setembro &#8211; maio<br \/>\n<strong>Mudas no campo :<\/strong> o ano todo.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Espa\u00e7amento: <\/strong>3 ,5 x 2 ,5m.<\/p>\n   \n<p><strong>Mudas necess\u00e1rias:<\/strong> 1.145\/ hectare<\/p>\n   \n<p><strong>Combate \u00e0 eros\u00e3o: <\/strong>Plantio em n\u00edvel. Nas encostas.<\/p>\n   \n<p><strong>Aduba\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Na cova: <\/strong>20 litros de esterco de curral ou 2kg de esterco        de galinha; 1.000g de calc\u00e1rio dolom\u00edtico; 500g de superfosfato simples        e 50g de cloreto de pot\u00e1ssio.<strong><br \/>\n       Em cobertura:<\/strong> parcelada, no 1.\u00ba ano 100g de sulfato de am\u00f4nio;        100g de superfosfato simples; 50 de cloreto de pot\u00e1ssio.Aumentar as doses        nos anos seguintes.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Tratos culturais:<\/strong> Capinas, desbrotas podas de forma\u00e7\u00e3o e      condu\u00e7\u00e3o. As plantas novas necessitam de prote\u00e7\u00e3o contra o sol e o vento.      As culturas intercalares s\u00e3o indispens\u00e1veis par atender a essas necessidades      durante os primeiros anos de cultivo.<\/p>\n   \n<p><strong>Combate \u00e0 mol\u00e9stias e pragas: <\/strong>Proteger as plantas, nos primeiros      anos, contra o ataque de formigas. Os insetos daninhos s\u00e3o facilmente controlados      com inseticidas fosforados. Pulverizar fungicidas c\u00fapricos para controlar      a incid\u00eancia de enfermidades.<\/p>\n   \n<p><strong>\u00c9poca de colheita: <\/strong>Praticamente o ano todo.<\/p>\n   \n<p><strong>Produ\u00e7\u00e3o normal:<\/strong> 1.500kg\/ha de semente secas. <\/p>\n   \n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n   \n<p>Cultura indicada para regi\u00e3o de clima tropical. As sementes devem ser plantadas      logo ap\u00f3s a abertura dos frutos, a 1cm de profundidade. As colheitas iniciam      ap\u00f3s o 2\u00ba ano. <\/p>\n   \n<h4>Cultivo<\/h4>\n   \n<p><strong>Clima<\/strong><\/p>\n   \n<p>\u00c1rvore origin\u00e1ria de clima tropical, quente e \u00famido, com temperatura m\u00e9dia      entre 21\u00ba e 28\u00baC, com chuvas bem distribu\u00eddas durante todo o ano, sem longos      per\u00edodos secos.<\/p>\n   \n<p><strong>Solo<\/strong><\/p>\n   \n<p>Prefere solos f\u00e9rteis, profundos, bem drenados e n\u00e3o expostos ao vento sul.<\/p>\n   \n<p>Canais para o escoamento do excesso de \u00e1guas pluviais s\u00e3o abertos nas \u00e1reas      de plantio. As mudas, criadas \u00e0 parte em sementeiras, entre o sexto e o oitavo      m\u00eas s\u00e3o transplantadas para o local definitivo. A prote\u00e7\u00e3o contra os ventos      e um bom sombreamento &#8211; fornecido por bananeiras ou por \u00e1rvores de porte maior      que o <strong>cacaueiro <\/strong>&#8211; s\u00e3o de grande import\u00e2ncia para o sucesso      do cultivo.<\/p>\n   \n<p>Para facilitar a colheita, costuma-se pod\u00e1-lo quando passa de quatro metros.<\/p>\n   \n<p>O cacaueiro pode viver mais de cem anos; aos tr\u00eas come\u00e7a a frutificar; a      partir do oitavo ano produz abundantemente e geralmente, at\u00e9 os trinta mant\u00e9m      uma produ\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria. <\/p>\n   \n<h4>O Cultivo Perfeito<\/h4>\n   \n<p>Al\u00e9m da indisc\u00fativel import\u00e2ncia econ\u00f4mica, o <strong>cacau<\/strong> tem      um grande valor ecol\u00f3gico. Cultivado racionalmente, em condi\u00e7\u00f5es semelhantes      \u00e0s da floresta, seu &#8220;habitat&#8221; natural, com um sombreamento permanente      de \u00e1rvores de maior porte, o cacaueiro protege o solo dos efeitos da eros\u00e3o.      Sem prejudicar o ambiente ecol\u00f3gico existente, suas planta\u00e7\u00f5es substituem      a floresta original, preservando a heterogeneidade. Sob este ponto de vista,      o cacaueiro \u00e9 muito diferente de outros cultivos brasileiros que se transformaram      em lavouras itinerantes, deixando por onde passam grandes \u00e1reas de terras      esgotadas e improdutivas. O cacaueiro, embora mais exigente quanto \u00e0s condi\u00e7\u00f5es      de clima e solo, \u00e9 uma \u00e1rvore que devolve \u00e0 terra boa parte daquilo que dela      retira.<\/p>\n   \n<p>Ao contr\u00e1rio das lavouras de cana-de-a\u00e7\u00facar e caf\u00e9, as de cacau n\u00e3o d\u00e3o origem      a paisagens cont\u00ednuas e homog\u00eaneas. As constantes quedas e renova\u00e7\u00e3o de folhas      durante o ano, proporcionam a forma\u00e7\u00e3o de um verdadeiro &#8220;tapete&#8221;      constitu\u00eddo de mat\u00e9ria org\u00e2nica, abrigando uma infinidade de micro flora e      fauna. <\/p>\n   \n<h4>Uso Medicinal<\/h4>\n   \n<p>Na Col\u00f4mbia a infus\u00e3o das folhas \u00e9 usada como t\u00f4nico card\u00edaco, em outros      lugares como diur\u00e9tico. Os \u00edndios Karijanas usam as sementes torradas, fervidas      no l\u00edquido que sai da mandioca (manipoera) para tratamento de problemas do      couro cabeludo (eczema). Os \u00edndios mexicanos aplicam o \u00f3leo das sementes em      feridas e na Venezuela ele \u00e9 usado nos casos de queimaduras, perebas, l\u00e1bios      rachados, feridas nos seios e genitais e irrita\u00e7\u00f5es retais.<\/p>\n   \n<p>Os \u00edndios da tribo San Blas, utilizam o cozimento da polpa do fruto verde      para ajudar no parto. <\/p>\n   \n<p>O cozimento da entrecasca \u00e9 usado para tratamento de infec\u00e7\u00f5es da pele.<\/p>\n   \n<p>Na ind\u00fastria farmac\u00eautica, a manteiga de <strong>cacau<\/strong> \u00e9 utilizada      como um dos melhores meios para confec\u00e7\u00e3o de \u00f3vulos vaginais, suposit\u00f3rios      e de produtos cosm\u00e9ticos. A ind\u00fastria qu\u00edmica utiliza as sementes do cacau      para a extra\u00e7\u00e3o de Teobromina, que tem a\u00e7\u00e3o vasodilatadora e diur\u00e9tica. <\/p>\n   \n<h4>Uso Nutricional <\/h4>\n   \n<p>A polpa de cor branca que envolve as sementes \u00e9 de sabor agridoce. \u00c9 usada      no preparo de gel\u00e9ias, refrescos e sucos. Submetida \u00e0 fermenta\u00e7\u00e3o produz o      vinho de <strong>cacau<\/strong>, vinagre e \u00e1lcool de boa qualidade. O capil\u00e9,      bebida produzida na regi\u00e3o amaz\u00f4nica, \u00e9 um xarope caseiro muito agrad\u00e1vel      que, guardado em garrafas fechadas, pode durar por muito tempo.<\/p>\n   \n<p>O chocolate comercial \u00e9 obtido pela fermenta\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea das sementes livres      da maior parte da polpa. \u00c9 neste per\u00edodo que se desenvolve o aroma e a cor.    <\/p>\n   \n<p>Depois s\u00e3o postos a secar e torrados em temperatura inferior a 40\u00baC. O cacau      seco \u00e9 de cor avermelhada pela oxida\u00e7\u00e3o de cacodonina, que \u00e9 um glicos\u00eddeo.      O chocolate \u00e9 produzido pela mistura de massa de <strong>cacau<\/strong> com      a\u00e7\u00facar, leite ou nozes, a quantidade de a\u00e7\u00facar usado pode chegar a 50%.<\/p>\n   \n<p>O valor nutricional do chocolate depende dos ingredientes adicionados \u00e0 massa      de <strong>cacau<\/strong>, em geral \u00e9 um produto que fornece um elevado percentual      de calorias e gorduras. O p\u00f3 de cacau cont\u00e9m menor propor\u00e7\u00e3o de gorduras saturadas,      sendo melhor consumir o cacau que o chocolate.<\/p>\n   \n<p>Embora o chocolate seja um alimento altamente energ\u00e9tico, deve ser usado      com precau\u00e7\u00f5es pelas pessoas que t\u00eam tend\u00eancia para azia, pois a presen\u00e7a      de teobromina relaxa o esfinter do est\u00f4mago, permitindo a subida do \u00e1cido      g\u00e1strico para o es\u00f4fago, causando azia.<\/p>\n   \n<p>As lactantes, especialmente nos primeiros meses de vida o beb\u00ea, teriam que      diminuir a ingest\u00e3o de chocolate, principalmente porque leites adicionados      no chocolate podem possuir prote\u00ednas prejudiciais ao beb\u00ea. Alimentos como      chocolate, ovos, peixes e nozes podem causar crizes repentinas de asma.<\/p>\n   \n<p>Pessoas com s\u00edndrome de c\u00f3lon irrit\u00e1vel devem evitar o consumo de chocolate      &#8211; entre outros alimentos &#8211; pois ele aumenta a dor intestinal. O chocolate,      pela sua riqueza em arginina, pode desencadear crise de herpes facial ou herpes      zoster, e pelo seu conte\u00fado em cafe\u00edna, \u00e9 contra indicado na doen\u00e7a benigna      fibroc\u00edstica de mama.<\/p>\n   \n<p>Em geral, o chocolate, por ser uma fonte de gordura saturada e calorias,      dever ser consumido com precau\u00e7\u00e3o por pessoas obesas, com hipercolesterolemia      (colesterol alto). Comer chocolate, de vez em quando, \u00e9 gostoso, d\u00e1 energia.      O que n\u00e3o se deve fazer, \u00e9 consumir permanente e em grande quantidade.<\/p>\n   \n<p>Para que os elementos de sua composi\u00e7\u00e3o j\u00e1 estejam totalmente elaborados,      os frutos do <strong>cacaueiro <\/strong>s\u00e3o colhidos bem maduros. Ap\u00f3s a colheita,      por dois ou tr\u00eas dias, os frutos ficam em repouso. Em seguida s\u00e3o partidos,      e as sementes, ap\u00f3s extra\u00eddas e selecionadas, v\u00e3o para cochos de fermenta\u00e7\u00e3o,      pelo per\u00edodo de quatro a sete dias, durante os quais s\u00e3o resolvidos diariamente      para a homogeneiza\u00e7\u00e3o das sementes. \u00c9 quando perdem o gosto amargo e soltam      um agrad\u00e1vel aroma de chocolate. A secagem pode durar at\u00e9 dez dias, caso seja      feita com a utiliza\u00e7\u00e3o de luz solar nas barca\u00e7as, ou apenas 24 horas, se forem      utilizados secadores artificiais.<\/p>\n   \n<p>Na grande maioria das fazendas, o produto final do cacau \u00e9 a semente seca      com um teor de umidade em torno de 7%.<\/p>\n   \n<p>No in\u00edcio, s\u00f3 se atribu\u00eda import\u00e2ncia ao <strong>cacau<\/strong> por sua transforma\u00e7\u00e3o      em chocolate. Mais tarde, foram descobertas as propriedades aliment\u00edcias e      terap\u00eauticas, fazendo do cacau mat\u00e9ria-prima das ind\u00fastrias aliment\u00edcia e      farmac\u00eautica.<\/p>\n   \n<p>Ao contr\u00e1rio de outros produtos como o caf\u00e9, o a\u00e7\u00facar e o milho, que podem      ser consumidos isoladamente, o chocolate \u00e9 resultado, principalmente, de uma      mistura de massa e manteiga de cacau com a\u00e7\u00facar e leite. <\/p>\n         \n<table width=\"58%\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"1\" bgcolor=\"#000000\">\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<td align=\"center\" colspan=\"4\"><b>Valor Nutritivo do Cacau<\/b><\/td>\n       <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" width=\"25%\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><b>Subst\u00e2ncias<\/b><\/td>\n         \n<td align=\"center\" width=\"25%\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><b>Cacau (Pasta)<\/b><\/td>\n         \n<td align=\"center\" width=\"17%\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><b>Cacau (P\u00f3)<\/b><\/td>\n         \n<td align=\"center\" width=\"33%\" bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<p class=\"imagem\"><b>Cacau              (P\u00f3) Desengordurado<\/b><\/p>\n<\/td>\n       <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" width=\"25%\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Calorias<\/td>\n         \n<td align=\"center\" width=\"25%\" bgcolor=\"#FFFFFF\">612,0<\/td>\n         \n<td align=\"center\" width=\"17%\" bgcolor=\"#FFFFFF\">365,1<\/td>\n         \n<td align=\"center\" width=\"33%\" bgcolor=\"#FFFFFF\">407,0<\/td>\n       <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" width=\"25%\" bgcolor=\"#FFFFFF\" height=\"15\">Glic\u00eddeos (g)<\/td>\n         \n<td align=\"center\" width=\"25%\" bgcolor=\"#FFFFFF\" height=\"15\">9,5<\/td>\n         \n<td align=\"center\" width=\"17%\" bgcolor=\"#FFFFFF\" height=\"15\">18,0<\/td>\n         \n<td align=\"center\" width=\"33%\" bgcolor=\"#FFFFFF\" height=\"15\">43,0<\/td>\n       <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" width=\"25%\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Prote\u00ednas (g)<\/td>\n         \n<td align=\"center\" width=\"25%\" bgcolor=\"#FFFFFF\">30,0<\/td>\n         \n<td align=\"center\" width=\"17%\" bgcolor=\"#FFFFFF\">21,0<\/td>\n         \n<td align=\"center\" width=\"33%\" bgcolor=\"#FFFFFF\">25,0<\/td>\n       <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" width=\"25%\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Lip\u00eddeos (g)<\/td>\n         \n<td align=\"center\" width=\"25%\" bgcolor=\"#FFFFFF\">45,0<\/td>\n         \n<td align=\"center\" width=\"17%\" bgcolor=\"#FFFFFF\">23,24<\/td>\n         \n<td align=\"center\" width=\"33%\" bgcolor=\"#FFFFFF\">15,0<\/td>\n       <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" colspan=\"4\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><b>O Cacau em p\u00f3 apresenta            ainda<\/b><\/td>\n       <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" colspan=\"2\" bgcolor=\"#FFFFFF\">C\u00e1lcio 92,0 mg<\/td>\n         \n<td align=\"center\" colspan=\"2\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Ferro 2,70 mg<\/td>\n       <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" colspan=\"2\" bgcolor=\"#FFFFFF\">F\u00f3sforo 455,0 mg<\/td>\n         \n<td align=\"center\" colspan=\"2\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Vitamina C 1,0 mg<\/td>\n       <\/tr>\n<\/table>\n   \n<h4>Composi\u00e7\u00e3o Qu\u00edmica<\/h4>\n   \n<p>As sementes fornecem 45 a 55% de uma gordura branca com sabor doce e agrad\u00e1vel      chamada &#8220;Manteiga de Cacau&#8221;, que ran\u00e7a com facilidade. <\/p>\n   \n<p><strong>Esta gordura \u00e9 rica em \u00e1cidos graxos saturados:<\/strong> \u00c1cido Este\u00e1rico      (30-35%), Palm\u00edtico (24-30%), Mir\u00edstico (2-3%), Ol\u00e9ico (30-40%), Linol\u00e9ico      (2-4%). <\/p>\n   \n<p><strong>Os constituintes predominantes da gordura s\u00e3o 77% de glicerol di-saturados      monoinsaturados:<\/strong> 52% de, b palmito-\u00f3leo estearina; 19% de b \u00f3leo-di-estearina      e 6% de b \u00f3leo-di-palmitina. <\/p>\n   \n<p><strong>Possui ainda 21% de gorduras mono-saturados di-insaturados:<\/strong>      9% b palmito-di-ol\u00e9ico, 12% de estearo-di-oleina. As sementes fermentadas      e trituradas possuem 1-2% de bases puricas, especialmente teobromina e pequenas      quantidades de cafe\u00edna; subst\u00e2ncias de natureza t\u00f4nica 5-8%, L-epicatequina,      leucocautocianidinas, flavon\u00f3ides e v\u00e1rios \u00e1cidos arom\u00e1ticos, pequenas quantidades      de a\u00e7\u00facares, mussilagem, pectinas, amido, ester\u00f3ides, \u00e1cidos graxos, subst\u00e2ncias      prot\u00e9icas 0.1 a 12%, vitaminas do grupo B (tiamina, lactoflavina, piridoxina,      pantotenato de c\u00e1lcio, nicotinamida, \u00e1cido f\u00f3lico, B12), tra\u00e7os de vitamina      D2 e \u00f3leo essencial.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.agrov.com<\/p>\n   \n<h6>Cacau<\/h6>\n   \n<p>O <strong>chocolate<\/strong> tem uma longa e nobre hist\u00f3ria.<\/p>\n   \n<p>Conta a lenda que o Deus asteca Quetzalcoatl descobriu o cacaueiro nos campos      do sol e o doou aos homens.<\/p>\n   \n<p>O cultivo do cacau come\u00e7ou nas civiliza\u00e7\u00f5es que habitavam os atuais territ\u00f3rios      do M\u00e9xico e da Guatemala, em 1500 a.C.<\/p>\n   \n<p>Os astecas e os maias, povos que habitavam aquelas regi\u00f5es, acreditavam que      o Deus Quetzalcoatl, personifica\u00e7\u00e3o da sabedoria e do conhecimento, trouxera      dos c\u00e9us as sementes sagradas.<\/p>\n   \n<p>O povo Maia foi o primeiro a cultivar de forma sistem\u00e1tica a \u00e1rvore do <strong>cacau<\/strong>      e a utilizava em diversas cerim\u00f4nias. Acreditava-se que a partir dos Maias,      os Astecas conheceram o cacaueiro e adotaram seu cultivo.<\/p>\n   \n<p>Os Astecas ocupavam o atual M\u00e9xico, e os Maias, habitavam onde atualmente      encontra-se a Guatemala, Honduras, Belize e sul do M\u00e9xico.<\/p>\n   \n<p>A civiliza\u00e7\u00e3o Maia era muito desenvolvida e tinha como atividade econ\u00f4mica      b\u00e1sica a agricultura e conhecia t\u00e9cnicas avan\u00e7adas de irriga\u00e7\u00e3o. Os Maias      plantavam <strong>cacau<\/strong>, colhiam, torravam as sementes e as transformavam      em uma pasta, que depois era misturada \u00e0 \u00e1gua, pimenta e algumas especiarias,      produzindo uma bebida que era apreciada pela realeza.<\/p>\n   \n<p>As sementes de cacau tamb\u00e9m eram consideradas muito valiosas e passaram a      ser usadas como dinheiro. Quando os Astecas dominaram grande parte da Am\u00e9rica      Central, por volta de 1400 d.C, exigiram que a popula\u00e7\u00e3o e os povos dominados      pagassem impostos com as sementes de cacau.<\/p>\n   \n<p>Os astecas tamb\u00e9m produziam com as sementes do cacau um l\u00edquido escuro que      chamavam de Tchocolatl, (\u00e1gua amarga). No ano de 1502, a ilha de Guanaja,      habitada pelos astecas recebeu a esquadra do navegador Colombo, que pela quarta      vez aportava em terras americanas e ele acabou se tornando o primeiro europeu      a provar o sabor do chocolate, nessa \u00e9poca era uma bebida amarga e fria, portanto      n\u00e3o deve ter agradado em nada o navegador que, inclusive n\u00e3o lhe deu muita      import\u00e2ncia. Mal podia imaginar que s\u00e9culos mais tarde se tornaria um alimento      maravilhoso e muito apreciado em todo o mundo.<\/p>\n   \n<p>O chocolate passou a ser difundido pelo mundo a partir do s\u00e9culo XVI, quando      o conquistador espanhol Hern\u00e1n Cort\u00e9s conheceu-o na corte de Moctezuma II      no M\u00e9xico e o levou para a Europa. Naquela \u00e9poca os Astecas tamb\u00e9m adicionavam      \u00e0quela bebida amarga, especiarias e at\u00e9 pimenta. Devia ser horr\u00edvel! <\/p>\n   \n<p>Portanto n\u00e3o caiu no agrado imediato dos europeus.<\/p>\n   \n<p>Foi na Espanha que o chocolate foi incrementado recebendo adi\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar,      canela e baunilha. Passou a ser servido como bebida quente, tornando-se uma      bebida favorita, primeiro nos c\u00edrculos aristocr\u00e1ticos e depois de forma geral.<\/p>\n   \n<p>No s\u00e9culo XVII, viajantes e comerciantes o introduziram na Alemanha, Fran\u00e7a      e It\u00e1lia.<\/p>\n   \n<p>Em 1825, o qu\u00edmico holand\u00eas, Van Houten, criou uma prensa que permitia separar      o licor, da manteiga de <strong>cacau<\/strong>. Com o licor, criou-se um chocolate      em p\u00f3 de melhor qualidade e com a manteiga, fizeram o primeiro chocolate em      barra.<\/p>\n   \n<p>A comercializa\u00e7\u00e3o do chocolate come\u00e7ou por volta de 1875 quando o su\u00ed\u00e7o,      Daniel Peter utilizou o leite em p\u00f3, inventado por seu conterr\u00e2neo, Henri      Nestl\u00e9, e apresentou ao mundo o chocolate ao leite.<\/p>\n   \n<p><strong>Na d\u00e9cada de 20 surgiram todas as marcas internacionais que conhecemos      atualmente, cada qual produzindo chocolates de diversas maneiras, ao leite,      amargo, meio amargo, crocante, trufado e com adi\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios ingredientes      como:<\/strong> nozes, avel\u00e3s, am\u00eandoas, amendoim, castanha de caju, uvas passas,      cerejas, outras frutas e outros tantos componentes, desde que permitam uma      boa combina\u00e7\u00e3o. Ali\u00e1s, o chocolate combina com muitos ingredientes, \u00e9 s\u00f3 inventar,      testar e apreciar!<\/p>\n   \n<p>O <strong>cacau<\/strong> \u00e9 fruto do cacaueiro, pertencente \u00e0 fam\u00edlia das      Sterculi\u00e1ceae. Theobrama Cacao \u00e9 o nome cient\u00edfico, de origem grega e que      significa \u0093alimento dos deuses\u0094.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  teresasilvestri.blogspot.com<\/p>\n   \n<h6>Cacau<\/h6>\n   \n<p align=\"left\"><strong>Nome popular: <\/strong>cacaueiro<br \/>\n<strong>Nome cient\u00edfico: <\/strong>Theobroma cacao L.<br \/>\n<strong>Fam\u00edlia bot\u00e2nica:<\/strong> Sterculiaceae<br \/>\n<strong>Origem:<\/strong> Brasil &#8211; Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica<\/p>\n   \n<h4>Fruto<\/h4>\n   \n<p>Alongado com sulcos longitudinais, de casca dura e colora\u00e7\u00e3odesde amarelo-esbranqui\u00e7ada      at\u00e9 vermelho-escura, atingindo cerca de 20 cm de comprimento. <\/p>\n   \n<p>Cont\u00e9m polpa mucilaginosa, branca ou r\u00f3sea, envolvendo cinco fileiras de      sementes avermelhadas. <\/p>\n   \n<p>Frutificam de abril a setembro.<\/p>\n   \n<h4>Cultivo<\/h4>\n   \n<p>Preferem solos profundos, perme\u00e1veis, f\u00e9rteis ou adubados, necessitando de      sombra. O plantio deve ser feito na \u00e9poca das chuvas. <\/p>\n   \n<p>O <strong>cacaueiro<\/strong>, \u00e1rvore de pouca altura, nasceu e cresceu nas      matas tropicais protegido do sol forte pelas sombras da floresta. Seus frutos,      bastante variados quanto \u00e0 forma, ruga, apar\u00eancia e colora\u00e7\u00e3o, pendem ao longo      de todo o tronco da \u00e1rvore, ficando quase totalmente ao alcance das m\u00e3os do      homem.<\/p>\n   \n<p>Sabe-se hoje que o <strong>cacau<\/strong> \u00e9 origin\u00e1rio do continente americano,      provavelmente das bacias dos rios Amazonas e Orenoco, de onde se espalhou      por toda regi\u00e3o e onde ainda se encontram algumas esp\u00e9cies em estado nativo.Uma      delas, conhecida como cacau-do-peru (Theobroma bicolor), floresce em \u00e1rvores      bem diferentes do cacaueiro comum. Bastante altas, as \u00e1rvores da cacaurana      chegam a mais de 20 metros de altura e fornecem um fruto amarelo totalmente      reticulado.<\/p>\n   \n<p>Antes, porem, da chegada dos europeus \u00e0 Am\u00e9rica, no final do s\u00e9culo XV apenas      os povos maia e asteca, habitantes da zona compreendida entre o M\u00e9xico e a      Am\u00e9rica Central, utilizavam o cacau de maneira completa e sistem\u00e1tica.<\/p>\n   \n<p><strong>Segundo Clara In\u00e9s Olaya, o processo utilizado por esses povos antigos      consistia basicamente no seguinte:<\/strong> primeiro, as am\u00eandoas do fruto      maduro do <strong>cacau<\/strong> eram retiradas e colocadas para secar ao      sol por alguns dias. Ap\u00f3s a secagem, as am\u00eandoas eram muito bem torradas.      Depois, eram mo\u00eddas e remo\u00eddas seguidas vezes em moinhos manuais de pedra.      Nesse processo, acrescentava- se \u00e1gua, pouco a pouco, at\u00e9 formar uma pasta      espessa. Essa pasta era ainda batida at\u00e9 se transformar numa esp\u00e9cie de bolo      firme, que podia ser armazenado e transportado.<\/p>\n   \n<p>Assim, o cacau &#8211; puro ou misturado com outros ingredientes, aromas e temperos      &#8211; transformava-se na bebida que ficou conhecida como chocolate, que encantou      todos aqueles que puderam prov\u00e1-la.<\/p>\n   \n<p>Com a adi\u00e7\u00e3o do a\u00e7\u00facar e das especiarias asi\u00e1ticas, essa bebida encontrou      ainda mais admiradores e ganhou o mundo. No entanto, foi apenas no in\u00edcio      deste s\u00e9culo que o su\u00ed\u00e7o Lindt desenvolveu as m\u00e1quinas e as t\u00e9cnicas necess\u00e1rias      para a produ\u00e7\u00e3o industrial da pasta sedosa, male\u00e1vel, quase l\u00edquida, que endurece      tomando a forma do recipiente em que \u00e9 colocado. <\/p>\n   \n<p><strong>Para tanto, associou \u00e0s modernidades da revolu\u00e7\u00e3o industrial o princ\u00edpio      b\u00e1sico descoberto pelos antigos povos americanos:<\/strong> quanto mais se      m\u00f3e e bate o <strong>cacau<\/strong>, mais suave e agrad\u00e1vel ao paladar ele      fica.<\/p>\n   \n<p>Da\u00ed em diante, o chocolate, como bebida, talvez tenha perdido um pouco de      sua aura ancestral. Por\u00e9m, converteu- se numa guloseima que, movimenta uma      das mais importantes e ricas ind\u00fastrias do mundo moderno.<\/p>\n   \n<p>Subprodutos anteriores \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do chocolate tais como a manteiga e o \u00f3leo      extraidos por press\u00e3o das am\u00eandoas do <strong>cacau<\/strong> e os res\u00edduos      dessa extra\u00e7\u00e3o s\u00e3o tamb\u00e9m componentes muito importantes na ind\u00fastria cosm\u00e9tica      e farmac\u00eautica.<\/p>\n   \n<p>Al\u00e9m disso, com a polpa esbranqui\u00e7ada que envolve as am\u00eandoas do cacau, pode      ser feito, industrializado e congelado um delicioso e nutritivo suco, sem      preju\u00edzo para o seu processamento posterior.<\/p>\n   \n<p>Por tudo isso, o cacau \u00e9 fruto de origem e destino nobres. <\/p>\n   \n<p><strong>Seu nome, por exemplo, vem de uma lenda asteca antiga:<\/strong> Quatzalcault      foi o deus I agricultor asteca que ensinou seu povo a cultivar e a utilizar      o cacaueiro. Manjar dos deuses, ou Theobroma em grego, foi o nome escolhido      pelo bot\u00e2nico Linneu, em 1737, para denominar essa esp\u00e9cie de frutos, que      tamb\u00e9m incluiu o amaz\u00f4nico cupua\u00e7u.<\/p>\n   \n<p>O fruto do <strong>cacaueiro<\/strong> e os produtos dele obtidos especialmente,      o chocolate &#8211; estiveram sempre, nos \u00faltimos dois mil anos da hist\u00f3ria ocidental,      intimamente ligados ao poderio econ\u00f4mico e \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o dos prazeres sofisticados.<\/p>\n   \n<p>Para os maias e astecas foi objeto de culto, riqueza e poder. Esses povos      aprenderam a domesticar e a cultivar a planta com o objetivo de extrair-lhe      a am\u00eandoa, \u00e0 qual foi dado valor de moeda. Com a mesma am\u00eandoa, pilada pacientemente      e transformada em pasta, inventaram o chocolate, bebida considerada afrodis\u00edaca.<\/p>\n   \n<p>Verdadeira \u00e1rvore de frutos de ouro &#8211; ouro vegetal &#8211; o <strong>cacaueiro<\/strong>      significou poder e riqueza para os espanh\u00f3is que chegaram \u00e0 Am\u00e9rica, enquanto      conseguiram manter o monop\u00f3lio sobre a produ\u00e7\u00e3o e a comercializa\u00e7\u00e3o de seus      frutos.<\/p>\n   \n<p>Introduzido por representantes da Igreja, que circulavam entre a Europa e      as terras americanas, o chocolate foi objeto de desejo, intrigas e mist\u00e9rios      nas cortes europ\u00e9ias, j\u00e1 a partir do in\u00edcio do s\u00e9culo XVI.<\/p>\n   \n<p>O cacau foi tamb\u00e9m, pouco mais tarde, objeto de contrabando e pirataria de      navegadores holandeses e ingleses, sempre em busca de grandes lucros. Foi      dessa forma que se quebrou o monop\u00f3lio espanhol sobre o produto e que os sabores      do <strong>cacau<\/strong> e do chocolate puderam se espalhar por todo o mundo      conhecido. Na Europa do final do s\u00e9culo XVII, o consumo do chocolate como      bebida se generalizou, ampliando enormemente a demanda pela produ\u00e7\u00e3o de cacau.<\/p>\n   \n<p>Assim estava o mundo, quando as primeiras sementes para cultivo em larga      escala foram introduzidas no Brasil, mais precisamente no sul da Bahia, ainda      no s\u00e9culo XVIII. Logo descobriu-se que o clima e o solo da regi\u00e3o eram excepcionais      para a dissemina\u00e7\u00e3o de grandes planta\u00e7\u00f5es de <strong>cacau<\/strong>. Ali,      a busca do ouro terminaria \u00e0 sombra dos cacauais. <\/p>\n   \n<p>A partir de ent\u00e3o, desde a metade do s\u00e9culo XIX &#8211; e por quase 150 anos &#8211;      o cacau se transformou em s\u00edmbolo de status, poder e riqueza entre os &#8220;coron\u00e9is&#8221;      que foram se instalando em ricas fazendas na regi\u00e3o de Ilh\u00e9us e de Itabuna,      na Bahia.<\/p>\n   \n<p>Nesse per\u00edodo, o Brasil tornou-se o maior produtor e exportador de <strong>cacau<\/strong>      do mundo, produzindo riquezas e dominando praticamente sozinho todo o mercado      internacional. Por muito tempo, no sul da Bahia, o cacau permaneceu sendo      uma atividade bastante rent\u00e1vel.<\/p>\n   \n<p><strong>A saga do cacau transformou a paisagem da regi\u00e3o:<\/strong> nasceram      bel\u00edssimos cacauais, bem formados, limpos e sombreados, com \u00e1rvores repletas      pelos frutos amarelos e vermelhos; desenvolveram-se cidades e portos movimentados,      de vida cultural intensa e protagonistas de muitas hist\u00f3rias de amor e \u00f3dio.<\/p>\n   \n<p>Por\u00e9m, os \u00faltimos 15 anos assistiram \u00e0 decad\u00eancia da produ\u00e7\u00e3o cacaueira no      sul da Bahia. <\/p>\n   \n<p><strong>Entre os principais motivos dessa transforma\u00e7\u00e3o destacam-se:<\/strong>      a baixa do prego do <strong>cacau<\/strong> no mercado internacional; a concorr\u00eancia      com os pa\u00edses africanos; o fim da possibilidade de expans\u00e3o das terras cultiv\u00e1veis      na regi\u00e3o; a falta de investimentos em t\u00e9cnicas modernas de plantio; e, para      culminar, a praga da &#8220;vassoura-de-bruxa&#8221; que infestou as planta\u00e7\u00f5es      baianas.<\/p>\n   \n<p><strong>Hoje em dia, o Brasil continua na lista dos principais exportadores      do mundo, mas o cacau \u00e9, tamb\u00e9m, produzido em outras paragens:<\/strong> na      Amaz\u00f4nia, nos Estados do Par\u00e1 e de Rond\u00f4nia, e no sudeste do pa\u00eds.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.bibvirt.futuro.usp.br<\/p>\n   \n<h6>Cacau<\/h6>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ccacau-11.jpg\" alt=\"Cacau\" width=\"212\" height=\"306\" title=\"Cacau\" \/><strong><br \/>\n     Cacaueiro<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Cacaueiro &#8211; Theobroma cacao<\/strong>, a princ\u00edpio, pode parecer um      nome um pouco estranho, mas n\u00e3o existe aquele que n\u00e3o adore comer um <strong>chocolate<\/strong>      de vez em quando. <\/p>\n   \n<p>Estamos falando do <strong>cacau<\/strong>, o principal componente do chocolate.      Essa del\u00edcia foi criada a partir de uma frutinha muito usada por sacerdotes      astecas. O cacau teria surgido da regi\u00e3o no M\u00e9xico, misturado a muita lenda.      O deus asteca da Lua, \u0093Quetzcoalt\u0094, ofertou aos homens um presente      roubado do pa\u00eds dos deuses para encher os mortais de energia e prazer. Esse      presente era o cacau. Por estar t\u00e3o atrelada \u00e0 quest\u00e3o religiosa, a bebida      feita do cacau s\u00f3 podia ser tomada em ta\u00e7as de ouro.<\/p>\n   \n<p>Mas essa frutinha n\u00e3o serve somente para fazer chocolate. Al\u00e9m do suco, \u00e9      poss\u00edvel fabricar a partir do cacau gel\u00e9ias, destilados finos, fermentados,      xaropes, sorvetes e doces. Al\u00e9m disso, alimentos para bovinos, su\u00ednos, aves      e at\u00e9 peixes podem ser feitos a partir da casca do cacau, o que comprova a      sua versatilidade.<\/p>\n   \n<p>No Brasil, a <strong>cacauicultura<\/strong> faz parte de nossa hist\u00f3ria,      principalmente na regi\u00e3o nordestina. O fruto criou uma civiliza\u00e7\u00e3o no sul      da Bahia e, no come\u00e7o de nossa coloniza\u00e7\u00e3o e at\u00e9 os dias de hoje, faz parte      de uma identidade cultural. A import\u00e2ncia do cacau \u00e9 t\u00e3o grande na Bahia que,      em 1931, \u00e9 criado o Instituto de Cacau da Bahia e em 1942, a Cooperativa Central      dos Agricultores do Sul da Bahia. <\/p>\n   \n<p>Em um congresso da Sociedade Europ\u00e9ia de Cardiologia, sediado em Amsterd\u00e3,      na Holanda, um estudo concluiu que o chocolate pode ser um grande aliado do      cora\u00e7\u00e3o. Isso, devido ao seu principal componente, o cacau que possui subst\u00e2ncias      chamadas flavon\u00f3ides que ajudam a combater a oxida\u00e7\u00e3o da circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea.<\/p>\n   \n<p>Fonte: UFGNet<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cacau, Fruta, Planta, Brasil, Chocolate, Hist\u00f3ria, Mundo, Benef\u00edcio, Propriedade, Uso, Alimento, Valor, Consumo, Origem, Cacau<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":24243,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[64],"tags":[],"class_list":["post-27071","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-alimentos-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Cacau - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Cacau - 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