{"id":27063,"date":"2016-01-22T00:00:00","date_gmt":"2016-01-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/baunilha-2\/"},"modified":"2026-09-01T18:09:18","modified_gmt":"2026-09-01T18:09:18","slug":"baunilha-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/alimentos-2\/baunilha-2\/","title":{"rendered":"Baunilha"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n&nbsp;\n\nA <strong>baunilha<\/strong> \u00e9 uma planta herb\u00e1cea, perene e com h\u00e1bito trepador. Pertence a fam\u00edlia Orchidaceae, subfam\u00edlia Epidendroideae, tribo Vanillinae e g\u00eanero Vanilla.\n\nAs esp\u00e9cies que comp\u00f5em o g\u00eanero s\u00e3o origin\u00e1rias do sudeste do M\u00e9xico, da Guatemala e outras regi\u00f5es das Am\u00e9ricas Central e do Sul, incluindo o Brasil.\n\nEla \u00e9 considerada um aromatizante por interferir de forma ben\u00e9fica no sabor final da comida, al\u00e9m de permitir a conserva\u00e7\u00e3o dos alimentos. \u00c9 usada largamente na aromatiza\u00e7\u00e3o de sorvetes, chocolate, bebidas e produtos de confeitaria, al\u00e9m de ser tamb\u00e9m utilizada em perfumaria e, em pequena escala, como planta medicinal (TODAFRUTA, 2006).\n\nA Vanilla planifolia \u00e9 a principal fonte natural de <strong>baunilha<\/strong> sendo tamb\u00e9m a Vanilla trigonocarpa uma das melhores produtoras de baunilha. A ess\u00eancia de baunilha \u00e9 extra\u00edda dos frutos de algumas esp\u00e9cies de baunilha (n\u00e3o de todas), fazendo dela a \u00fanica orqu\u00eddea que possu\u00ed interesse comercial fora do contexto ornamental (DELFINADEARAUJO, 2006).\n\nA esp\u00e9cie mais cultivada no M\u00e9xico e Am\u00e9rica Central \u00e9 a V. planifolia sendo uma esp\u00e9cie de orqu\u00eddea com h\u00e1bito de trepadeira, nativa do pr\u00f3prio M\u00e9xico. De seus frutos secos extrai-se a vanilina, respons\u00e1vel pelo t\u00e3o conhecido sabor e aroma de &#8220;<strong>baunilha<\/strong>&#8220;. Embora V. planifolia seja a principal esp\u00e9cie produtora de vanilina, V. tahitiensis e V. pompona tamb\u00e9m s\u00e3o cultivadas para este fim (SHEEHAN &amp; FARACE, 2003). Desde o M\u00e9xico at\u00e9 as Guianas e Trinidad e Tobago encontramos a V. pompona, com frutos menores, mais grossos e carnudos. S\u00e3o pesados e com maior dificuldade na sua secagem. \u00c9 tamb\u00e9m consumida fresca, em pequenas embalagens &#8211; conhecidos popularmente como baunilh\u00e3o. A V. gardneri, que se assemelha \u00e0 V. pompona, vegeta no Brasil (WIKIPEDIA, 2006).\n\nPara o Brasil est\u00e3o listadas ao redor de 31 esp\u00e9cies, mas nenhuma delas explorada comercialmente, pois seu sabor \u00e9 muito diferente (ERVAS &amp; PLANTAS, 2006).\n\nA hist\u00f3ria da <strong>baunilha<\/strong> come\u00e7ou a ser registrada na Europa a partir da descoberta da Am\u00e9rica (DELFINADEARAUJO, 2006). Quando os e espanh\u00f3is entraram em contato com os antigos senhores do M\u00e9xico, os Aztecas surpreenderam-se com seu adiantado grau de civiliza\u00e7\u00e3o. Em suas observa\u00e7\u00f5es sobre os costumes desses habitantes, notaram que, na confec\u00e7\u00e3o de chocolate, juntavam determinada esp\u00e9cie de favas arom\u00e1ticas que o impregnavam de um odor muito agrad\u00e1vel. Tais favas &#8211; que tinham tamb\u00e9m variado emprego na culin\u00e1ria, no preparo de certas iguarias, assim como na elabora\u00e7\u00e3o dos primitivos, cosm\u00e9ticos que as mulheres usavam, principalmente, em ocasi\u00f5es de festas e de certos rituais religiosos &#8211; eram c\u00e1psulas colhidas em determinado ponto de matura\u00e7\u00e3o de Vanilla planifolia, planta nativa e abundante nas florestas daquele pa\u00eds, sobretudo na regi\u00e3o sul, vertente para o golfo do M\u00e9xico. Desde as primeiras refer\u00eancias liter\u00e1rias do s\u00e9culo XVI sobre os costumes astecas, fala-se do uso do &#8220;tlilxochitl&#8221; (flor preta) como um dos aromatizantes adicionados \u00e0 bebida, que era feita a partir do cacau (COE &amp; COE, 2000). Na verdade, &#8220;flor preta&#8221; \u00e9 como os Totonacs chamavam o fruto da vanila, que depois de seco assume uma tonalidade escura. Os Totonacs, j\u00e1 habitavam a regi\u00e3o antes do dom\u00ednio Asteca (1200 &#8211; 1500 d.C.), e vinham praticando a agricultura e o cultivo da baunilha h\u00e1 v\u00e1rios s\u00e9culos (DELFINADEARAUJO, 2006).\n\nA ess\u00eancia usada antigamente era obtida atrav\u00e9s da fermenta\u00e7\u00e3o dos frutos da orqu\u00eddea (vanilla). Ao terem seu primeiro contato com a vanilla, na costa sudoeste do M\u00e9xico, os espanh\u00f3is chamaram de &#8220;vainilla&#8221; (vagens pequenas) por que seus frutos alongados, contendo as sementes, lembravam-lhes as &#8220;vainas&#8221; (vagens) de certas plantas leguminosas. &#8220;Vaina&#8221; \u00e9 tamb\u00e9m o diminutivo da palavra latino genit\u00e1lia, significando &#8220;bainha&#8221;. At\u00e9 hoje n\u00e3o se sabe se o bot\u00e2nico sueco, Olof Schwartz, pensava no formato da vagem (bainha) ou em suas propriedades ditas afrodis\u00edacas quando ele deu o nome \u00e0 orqu\u00eddea de vanilla (DELFINADEARAUJO, 2006).\n\nHoje o M\u00e9xico n\u00e3o ocupa mais a posi\u00e7\u00e3o de maior produtor e poucas fam\u00edlias ainda vivem exclusivamente do cultivo da <strong>baunilha<\/strong>. Hoje a ilha de Madagascar \u00e9 respons\u00e1vel por 90% da produ\u00e7\u00e3o mundial, que \u00e9 calculada em cerca de 1200 toneladas por ano (TODAFRUTA, 2006; DELFINADEARAUJO, 2006).\n<h4>Caracter\u00edsticas Bot\u00e2nicas<\/h4>\nA baunilha somente \u00e9 cultivada pelo valor comercial de seus frutos, pois suas flores n\u00e3o s\u00e3o muito atrativas, comparando-se com a beleza de outras orqu\u00eddeas. Ela \u00e9 uma planta trepadeira, com caules cil\u00edndricos, de 2 cent\u00edmetros de espessura e colora\u00e7\u00e3o verde, que se ap\u00f3iam atrav\u00e9s de ra\u00edzes advent\u00edcias de comprimento vari\u00e1vel, para o seu desenvolvimento. Estes, na plenitude do desenvolvimento podem atingir 1,5 &#8211; 2,0 metros. Estes \u00f3rg\u00e3os de fixa\u00e7\u00e3o s\u00e3o chamados de caulinares, por aderirem aos troncos e galhos das \u00e1rvores, mantendo a planta segura. Devido ao seu tipo de crescimento, todas as esp\u00e9cies precisam de um suporte onde o caule possa se prender, como ocorre nas condi\u00e7\u00f5es no onde aderem suas ra\u00edzes as \u00e1rvores. Quando elevadas, elas deixam seus ramos pendentes e assim florescem. Suas folhas s\u00e3o curtopecioladas, ovais e lanceoladas, apresentando sulcos no sentido vertical de colora\u00e7\u00e3o verde mais escuro, de pec\u00edolo curto, mais ou menos suculento, cori\u00e1cea, verde-escuros, alternadas, algumas vezes reduzidas simplesmente a vest\u00edgios e ocasionalmente ausentes. Tem conforme a esp\u00e9cie, um comprimento de 15 a 24 cent\u00edmetros e 3 a 4 cent\u00edmetros de largura. Opostas as folhas, em cada n\u00f3, nascem uma ou mais ra\u00edzes a\u00e9reas, razoavelmente grossas (TODAFRUTA, 2006, WIKIPEDIA, 2006, DELFINADEARAUJO, 2006).\n\nSuas flores s\u00e3o produzidas a partir das axilas das folhas ou dos vest\u00edgios delas e s\u00e3o de colora\u00e7\u00e3o amarelo-can\u00e1rio, com labelo cor mais intensa e com cerca de 15 cent\u00edmetros de di\u00e2metro. S\u00e3o flores vistosas que se encontram ordenadas em cachos, mas, em quase todas as esp\u00e9cies, s\u00e3o de curta dura\u00e7\u00e3o e produzidas em sucess\u00e3o. As p\u00e9talas e as s\u00e9palas s\u00e3o livres e iguais. O labelo \u00e9 unido na base e uma coluna longa e estreita encoberta. Em todas as esp\u00e9cies o p\u00f3len \u00e9 macio e farinhento e n\u00e3o \u00e9 dividido em pol\u00edneas distintas. Suas sementes s\u00e3o muito diferentes das sementes de outras orqu\u00eddeas, pois apresentam um tegumento (epiderme) muito duro e opaco e externamente desenhada (esculpida). O fruto \u00e9 uma c\u00e1psula alongada medindo cerca de 20 a 25 cent\u00edmetros de comprimento e 3 cent\u00edmetros de espessura (chamada de vagem ou fava) e constitui seu verdadeiro valor econ\u00f4mico, pois \u00e9 justamente dele que se extrai <strong>baunilha<\/strong> (GUIAPR\u00c1TICO, 2001; TODAFRUTA, 2006; WIKIPEDIA, 2006; DELFINADEARAUJO, 2006).\n<h4>Constituintes qu\u00edmicos<\/h4>\nA baunilha contem em sua composi\u00e7\u00e3o os \u00e1cidos ac\u00e9ticos, \u00e1cidos vanilil et\u00edlico, a\u00e7ucares, \u00e1lcool et\u00edlico, ceras, cinamato, eugenol, fermentos, furfurol, gorduras, mucilagens, resinas, taninos e a vanilina (PLANTAMED, 2006).\n\n\u00c9 do interior da fava da <strong>baunilha<\/strong> que saem os min\u00fasculos gr\u00e3os que exalam um cheiro perfumado, doce e delicado da baunilha aut\u00eantica. A subst\u00e2ncia qu\u00edmica que d\u00e1 o aroma da baunilha \u00e9 a vanilina, que est\u00e1 presente nas ess\u00eancias em torno de 1,5% (TODAFRUTA, 2006).\n\nA vanilina (4-hidroxi-3-metoxibenzaldeido) \u00e9 um dos compostos arom\u00e1ticos mais apreciados no mundo e um importante flavorizante para alimentos, bebidas e \u00e9 usada tamb\u00e9m em produtos farmac\u00eauticos. Ela possui v\u00e1rios efeitos como preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as, antimutag\u00eanico, antioxidante, conservante e antimicrobiano.\n\nO aroma da <strong>baunilha<\/strong>, ou seja, a vanilina, \u00e9 obtida da planta Vanilla planifolia na forma de gluco-vanilina, na propor\u00e7\u00e3o de 2% em peso. A fonte natural da gluco-vanilina (a vagem da baunilha) pode fornecer apenas 20 t m\u00e9tricas das 12000 t m\u00e9tricas consumidas anualmente (cerca de 0,2%) (DAUGSCH &amp; PASTORE, 2005).\n\nPara se obter a vanilina, as vagens da <strong>baunilha<\/strong> precisam passar por um processo bastante longo. Primeiro devem ficar amadurecendo durante muitos meses antes de serem colhidas.\n\n<strong>O processo, propriamente dito para ressaltar o seu odor envolve muitas manipula\u00e7\u00f5es: <\/strong>calor inicial, secagem ao sol, ser curada na sombra, sele\u00e7\u00e3o e empacotamento. A titulo de curiosidade, numa das antigas maneiras de se obter a vanilina, as vagens eram curadas mergulhando-as em \u00e1gua quase fervente por 25 segundos. Depois as vagens eram colocadas entre tecidos para absor\u00e7\u00e3o da umidade e colocadas ao sol para secar. Elas ent\u00e3o eram enroladas em outro tecido e colocadas em uma caixa fechada, depois retiradas todos os dias e espalhadas ao sol por uma ou duas horas. Este processo prosseguia por 2 ou 3 semanas at\u00e9 que se as vagens se tornassem escuras e macias (DELFINADEARAUJO, 2006).\n\nO processo de cura das favas deve iniciar imediatamente ap\u00f3s a colheita das mesmas, sendo este um processo lento, dif\u00edcil, cheio de segredos, mas \u00e9 o que determinar\u00e1 a qualidade da <strong>baunilha<\/strong>.\n\nO processo de cura \u00e9 extremamente complicado e exige um grande conhecimento e paci\u00eancia para obter os melhores resultados. Existem v\u00e1rios m\u00e9todos utilizados hoje em dia, mas o princ\u00edpio b\u00e1sico \u00e9 tratar inicialmente as favas com calor e deix\u00e1-las posteriormente em processo de transpira\u00e7\u00e3o ou &#8220;deixar suar&#8221;.\n\nDesta forma as favas v\u00e3o perdendo \u00e1gua e inicia-se todo um processo de transforma\u00e7\u00e3o qu\u00edmica nos aromas, intensificando-os ainda mais (TODAFRUTA, 2006).\n<h4>Esp\u00e9cies<\/h4>\nA esp\u00e9cie mais plantada comercialmente e a que fornece produto de melhor qualidade \u00e9 a Vanilla planifolia, originaria do M\u00e9xico. As duas outras esp\u00e9cies mais conhecidas, Vanilla pompona e Vanilla tahitiensis, s\u00e3o pouco cultivadas e fornecem um produto de qualidade inferior (CEPLAC, 2006).\n<h4>Cultivo<\/h4>\nA <strong>baunilha<\/strong>, para bom desenvolvimento e frutifica\u00e7\u00e3o abundante, precisa ser plantada em ambiente meio sombrio, onde a luz solar direta deve penetrar na propor\u00e7\u00e3o ideal de 50%. Para atender a essa propor\u00e7\u00e3o, o plantio \u00e9 feito comumente dentro de bosques, capoeiras rareadas, sob plantas cultivadas especialmente para o fim em vista ou dentro de ripado. Uma planta\u00e7\u00e3o \u00e9 relativamente f\u00e1cil e barata para se organizar. Deve-se apenas atender o fato que s\u00e3o plantas que precisam de luminosidade moderada, umidade constante e freq\u00fcentes doses de fertilizantes. A rega deve ser regularmente mantida durante o ano todo, n\u00e3o havendo per\u00edodo de repouso marcado. Em raz\u00e3o de seu h\u00e1bito de trepadeira, precisa de muito espa\u00e7o para expandir e precisa de um suporte para se prender (DELFINADEARAUJO, 2006).\n\nA \u00e9poca de plantio tem in\u00edcio em setembro e pode ser prolongada at\u00e9 dezembro e janeiro.\n\nPrimeiramente, deve-se construir uma cobertura de madeira de 10 metros de largura por 30 metros de comprimento e 2 metros de altura, em terreno fresco e abundante de h\u00famus, sombreado e protegido de ventos fortes. Em cada esteio plantam-se peda\u00e7os hastes que tenham mais ou menos 1 metro de comprimento.\n\nEnterram-se 10 a 15 cent\u00edmetros e amarra-se onde a planta deva crescer. A planta\u00e7\u00e3o deve ser feita no inverno, nos meses mais \u00famidos, para que as mudas n\u00e3o desidratem com o calor (WIKIPEDIA, 2006).\n\nDas axilas das folhas ir\u00e3o surgir ra\u00edzes ou gavinhas que v\u00e3o se agarrar a madeira. N\u00e3o se deve plant\u00e1-las na encosta de grandes \u00e1rvores, como mangueiras ou jaqueiras. Por ser uma planta trepadeira, alcan\u00e7ando at\u00e9 20 metros de altura, ao se ramificar pelos galhos das \u00e1rvores fica dif\u00edcil, na \u00e9poca da flora\u00e7\u00e3o, a poliniza\u00e7\u00e3o de suas flores e a colheita de seus frutos. Ap\u00f3s dois ou tr\u00eas anos, essas coberturas estar\u00e3o entrela\u00e7adas de racimos e apresentar\u00e3o as primeiras flora\u00e7\u00f5es nos meses de outubro e novembro (WIKIPEDIA, 2006).\n\nNo M\u00e9xico, a flora\u00e7\u00e3o acontece normalmente entre abril e maio e, para aumentar a efici\u00eancia, hoje \u00e0s flores s\u00e3o manualmente autofecundadas. Em geral, de 12 flores fecundadas\/infloresc\u00eancia, selecionam-se apenas seis c\u00e1psulas para que se desenvolvam melhor. As c\u00e1psulas crescem at\u00e9 um comprimento de 18 a 22 cm e s\u00e3o colhidas em dezembro, no inicio do inverno mexicano. De sete quilos de c\u00e1psulas colhidas, ap\u00f3s a secagem obt\u00eam-se um quilo de c\u00e1psulas secas, que ser\u00e3o empacotadas e estar\u00e3o prontas para serem exportadas. A partir da\u00ed inicia-se o per\u00edodo de beneficiamento, que se prolongar\u00e1 por tr\u00eas meses, quando milhares de c\u00e1psulas ser\u00e3o espalhadas diariamente ao ar livre, para secarem ao sol e t\u00eam que ser recolhidas todas as tardes. Durante as noites as c\u00e1psulas s\u00e3o abafadas por cobertores e s\u00e3o armazenadas em grandes caixotes de madeira. Ap\u00f3s este per\u00edodo as c\u00e1psulas s\u00e3o anualmente selecionadas e minuciosamente limpas (DELFINADEARAUJO, 2006).\n\nO pre\u00e7o da <strong>baunilha<\/strong> no mercado internacional varia muito, de acordo com a oferta e a qualidade do produto. Em 2003 e 2004 tem oscilado entre U$ 95 e U$ 475 o quilo (DELFINADEARAUJO, 2006).\n<h4>Clima e Solo<\/h4>\nA <strong>baunilha<\/strong> \u00e9 uma planta tipicamente de clima tropical quente e \u00famido, vegetando bem em regi\u00f5es que apresentam temperatura m\u00e9dia superior \u00e0 21\u00baC e com precipita\u00e7\u00e3o anual m\u00ednima de 1800 mm. Um per\u00edodo seco de aproximadamente dois meses \u00e9 fundamental para induzir um bom florescimento. \u00c9 uma cultura que n\u00e3o se desenvolve em campo aberto, pois as plantas necessitam de um pouco de sombra nos per\u00edodos mais quentes e secos, al\u00e9m de prote\u00e7\u00e3o contra o vento direto. \u00c9 uma cultura normalmente consorciada com frut\u00edferas perenes, como por exemplo o cajueiro, na regi\u00e3o nordestina do Brasil (AGROV, 2006). O solo deve ser fresco, solto, profundo, f\u00e9rtil e rico em mat\u00e9ria org\u00e2nica (CEPLAC, 2006; ERVAS E PLANTAS, 2006).\n<h4>Propaga\u00e7\u00e3o e plantio<\/h4>\n\u00c9 feito por meio de enraizamento de estacas, cujo comprimento tem influ\u00eancia direta ao tempo necess\u00e1rio \u00e0 inicia\u00e7\u00e3o do florescimento e frutifica\u00e7\u00e3o. As estacas podem ser plantadas diretamente no campo e devem ter, no m\u00ednimo, 40 a 80 cm de comprimento.\n\nRemover de duas a tr\u00eas folhas na extremidade a ser plantada na cova de plantio, deixando para fora pelo menos dois n\u00f3s. Amarrar a por\u00e7\u00e3o das hastes acima do solo a suportes, at\u00e9 as ra\u00edzes a\u00e9reas terem bom agarramento ao suporte ou tutor. As estacas podem ser armazenadas ou transportadas por at\u00e9 duas semanas.\n\nEsse plantio deve ser feito em local sombreado, entre os meses de setembro a outubro (AGROV, 2006; CEPLAC, 2006).\n\nPara o plantio de um hectare ser\u00e3o necess\u00e1rias de 1000 a 2000 mudas (AGROV, 2006; CEPLAC, 2006). As estacas s\u00e3o plantadas em covas de 30 x 30 x 30 cm, ao lado de tutores vivos (\u00e1rvores) ou mortos (estacas com 1,5 m de altura). O espa\u00e7amento entre \u00e1rvores de sombra deve ser de 6 x 4 m, plantando-se de duas a quatro estacas por \u00e1rvore suporte (AGROV, 2006).\n\nPlanta-se de duas a tr\u00eas estacas, que s\u00e3o inclinadas em dire\u00e7\u00e3o ao tutor, e das quais se retiram apenas \u00e0s folhas que ficar\u00e3o embaixo da terra. A medida que as plantas crescem, \u00e9 preciso utilizar, por exemplo, varas horizontais entre os tutores, para conduzir o crescimento para elas e garantir que a cultura n\u00e3o cres\u00e7a alem de 1,5 m de altura (AGROV, 2006).\n\nQuando o plantio \u00e9 feito cedo, durante o primeiro ano, o comprimento das plantas pode atingir dois, tr\u00eas ou mais metros, aproximadamente. Sendo assim, as flores das baunilheiras precisam estar \u00e0 altura conveniente, para que o servi\u00e7o de poliniza\u00e7\u00e3o possa ser executado livremente, sem que se torne necess\u00e1rio subir \u00e0s \u00e1rvores-suporte ou usar escadas.\n\nOs restantes tratos culturais dispensados s\u00e3o simples, constituindo em ro\u00e7adas no mato que surgir prejudicando ou fazendo concorr\u00eancia \u00e0s baunilheiras. As capinas n\u00e3o s\u00e3o muito aconselh\u00e1veis, pois h\u00e1 o perigo de cortar grande n\u00famero de ra\u00edzes, que s\u00e3o muito superficiais. \u00c9 recomend\u00e1vel acumular, periodicamente, detritos vegetais sobre o local onde est\u00e3o as baunilheiras. O resultado dessa opera\u00e7\u00e3o \u00e9 de efeito surpreendente.\n\nA aduba\u00e7\u00e3o \u00e9 feita de mat\u00e9ria org\u00e2nica em cobertura (CEPLAC, 2006).\n<h4>Florescimento e poliniza\u00e7\u00e3o<\/h4>\nO florescimento ocorre a partir do segundo ano de plantio, mas s\u00f3 a partir do terceiro ano \u00e9 que a planta produz maiores cargas de frutos. A poliniza\u00e7\u00e3o praticamente n\u00e3o ocorre por dois meios naturais, tendo que ser feita manualmente. As flores surgem por infloresc\u00eancia nas axilas das folhas, formando cachos com 15 a 20 flores cada, que n\u00e3o florescem por inteiro. Por dia, abre-se de 1 a 2 flores, que permanecem abertas por 24 horas, aproveitando-se este per\u00edodo para realizar a poliniza\u00e7\u00e3o manual. A poliniza\u00e7\u00e3o manual \u00e9 feita, pois a flor possui uma membrana que separa o \u00f3rg\u00e3o reprodutor masculino do feminino o que dificulta a poliniza\u00e7\u00e3o natural realizada pelos insetos (AGROV, 2006). Al\u00e9m disso, nos plantios comerciais, recomenda-se \u00e0 poliniza\u00e7\u00e3o artificial a fim de aumentar a produ\u00e7\u00e3o (CEPLAC, 2006).\n\nA poliniza\u00e7\u00e3o manual consiste em localizar a coluna, parte da flor onde se localizam o estigma e os estames, e com um estilete pontiagudo de madeira retira-se a pol\u00ednea, uma massa onde os gr\u00e3os de p\u00f3len est\u00e3o agregados. A pol\u00ednea \u00e9 ent\u00e3o levada at\u00e9 a entrada do estigma para a fecunda\u00e7\u00e3o (AGROV, 2006).\n\nNa Bahia a flora\u00e7\u00e3o ocorre entre os meses de setembro a outubro. Geralmente, em plantas vigorosas, s\u00e3o polinizadas de 8 a 10 flores em cada infloresc\u00eancia e 10 a 20 infloresc\u00eancias em cada planta. O rendimento m\u00e9dio dessa pr\u00e1tica varia de 800 a 900 poliniza\u00e7\u00f5es di\u00e1rias. (CEPLAC, 2006).\n<h4>Tratos culturais<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Baunilha\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bbaunil21.jpg\" alt=\"Baunilha\" width=\"304\" height=\"229\" \/>\n<strong>Aspecto da planta Vanilla planifolia Jacks ex Andrews, Instituto Agron\u00f4mico, Campinas, SP, 2006.<\/strong><\/p>\nAs ra\u00edzes da <strong>baunilha<\/strong> s\u00e3o superficiais, por isso n\u00e3o se recomenda fazer capinas ap\u00f3s o plantio. Para o controle de plantas invasoras, \u00e9 recomendado somente realizar ro\u00e7adas, sempre que necess\u00e1rio, podendo-se inclusive acumular o material cortado pr\u00f3ximo a baunilheira, que al\u00e9m de ajudar a manter a umidade do solo, \u00e9 tamb\u00e9m boa fonte de mat\u00e9ria org\u00e2nica para a cultura, exigente neste material (AGROV, 2006).\n\nA pr\u00e1tica da poda \u00e9 bastante utilizada, cortando a extremidade da planta a cerca de 10 cm de comprimento entre janeiro e mar\u00e7o para estimular a produ\u00e7\u00e3o de infloresc\u00eancias nas axilas das folhas dos ramos pendentes. Ap\u00f3s a colheita, deve-se tamb\u00e9m podar as hastes velhas e fracas (CEPLAC, 2006).\n\nPor tratar-se de uma planta que necessita de sombreamento em torno de 50 a 70%, recomenda-se o cons\u00f3rcio com frut\u00edfera perenes de valor econ\u00f4mico. \u00c9 necess\u00e1rio conduzir a planta a uma altura conveniente para facilitar as poliniza\u00e7\u00f5es e colheitas. Deve-se enrolar as hastes em torno dos galhos baixos das \u00e1rvores que servem de suporte ou sobre tutores inertes de forma que fiquem pendentes (CEPLAC, 2006).\n\nOs produtores mexicanos fertilizam o solo, onde est\u00e1 plantada a baunilha, apensa com adubo org\u00e2nico (DELFINADEARAUJO, 2006). Mas \u00e9 importante realizar manualmente uma aduba\u00e7\u00e3o de cobertura do solo com mat\u00e9ria org\u00e2nica (AGROV, 2006; CEPLAC, 2006).\n\nOs inseticidas mais utilizados contra as eventuais pragas \u00e9 uma mistura de extrato papaia e sab\u00e3o. Bact\u00e9rias podem necrosar parte do tecido e s\u00e3o consideradas somo sendo o maior perigo para o cultivo (DELFINADEARAUJO, 2006).\n<h4>Preparo dos frutos e colheita<\/h4>\nA colheita normalmente ocorre de julho a agosto, quando as c\u00e1psulas est\u00e3o maduras com colora\u00e7\u00f5es mais claras, sem brilho (come\u00e7am a amarelar). Isto ocorre cerca de 8 a 10 meses ap\u00f3s a poliniza\u00e7\u00e3o. A planta inicia o florescimento no terceiro ano ap\u00f3s o plantio, dependendo do tamanho da estaca usada, e a m\u00e1xima produ\u00e7\u00e3o de flores \u00e9 alcan\u00e7ada com sete anos ap\u00f3s o plantio. A produ\u00e7\u00e3o m\u00e9dia normalmente varia de 200 a 400 quilos de favas por hectare, quando a planta atinge os sete anos de idade (AGROV, 2006; CEPLAC, 2006; ERVAS &amp; PLANTAS, 2006).\n\nNa \u00e9poca da colheita dos frutos h\u00e1 v\u00e1rios processos para prepar\u00e1-los, conservando e mantendo o aroma inalterado (\u0093cura\u0094). No M\u00e9xico adota-se o sistema de secagem ao sol e a sombra. Estende-se panos de l\u00e3, de cor escura, bem exposta ao sol, onde se coloca os frutos por alguma horas. Depois s\u00e3o envolvidos e deixados em local sombrio. No mesmo dia repete-se o processo (os frutos s\u00e3o colocados novamente ao sol e, durante a noite, envolvidos no pano de l\u00e3 e, assim, secam totalmente). \u00c9 um moroso processo de at\u00e9 2 meses, se n\u00e3o ocorrerem dias ensolarados seguidos (WIKIPEDIA, 2006).\n\nOutro processo bastante usado \u00e9 reunir algumas vagens, amarrando-as em pacotes e mergulhando-os por espa\u00e7os de 20 e 30 segundos em \u00e1gua fervente (em torno de 70\u00baC) \u0096 isso para inibir o poder germinativo de suas sementes. Espalham-se ou as penduram depois sobre esteiras para secar. Nos dias consecutivos, coloc\u00e1-las ao sol e \u00e0 sombra, por volta de 4 a 6 dias. A secagem em estufa dura em m\u00e9dia 14 dias, enquanto a secagem ao sol \u00e9 de 50 dias (WIKIPEDIA, 2006; CEPLAC, 2006).\n\nDepois de mergulhadas em \u00e1gua fervente, as vagens liberam subst\u00e2ncias viscosas, que devem ser separadas com cuidado para n\u00e3o romper as c\u00e1psulas. Para isso n\u00e3o acontecer, elas devem ser amarradas com fio de algod\u00e3o, envolvendo-as, em seguida, em um pano de l\u00e3, para transpirarem at\u00e9 o dia seguinte. Devem ser colocadas \u00e0 sombra durante algumas horas para uma perfeita aera\u00e7\u00e3o, antes de irem novamente ao sol para secar (WIKIPEDIA, 2006).\n\n<strong>Existe, ainda, um outro processo<\/strong>: untar as vagens com \u00f3leo de castanha de caju sem densa aplica\u00e7\u00e3o para evitar o ran\u00e7o dos frutos. Esse \u00f3leo \u00e9 aplicado com pincel e n\u00e3o como banho (\u00f3leo em excesso prejudica o aroma). Este processo \u00e9 empregado ap\u00f3s o banho na \u00e1gua fervente e ap\u00f3s as frutas come\u00e7arem a enrugar. Na ilha de Madagascar a secagem \u00e9 feita com cloreto de c\u00e1lcio (WIKIPEDIA, 2006).\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Baunilha\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bbaunil22.jpg\" alt=\"Baunilha\" width=\"227\" height=\"299\" \/>\n<strong>Frutos de Vanilla planifolia Jacks ex Andrews ap\u00f3s a cura, Instituto Agron\u00f4mico, Campinas, SP, 2006.<\/strong><\/p>\n\n<h4>Comercializa\u00e7\u00e3o<\/h4>\nA produ\u00e7\u00e3o de <strong>baunilha<\/strong> \u00e9 um processo trabalhoso e de alto custo (a vanilina de extrato natural rende US$ 4000 por kg). Existe tamb\u00e9m a vanilina artificial, comumente derivada de liquores de sulfito, produzidos durante o processamento da polpa de madeira para a fabrica\u00e7\u00e3o de papel.\n\nPorem, o extrato sint\u00e9tico de vanilina fornece apenas a nota sensorial principal do \u0093flavour\u0094 (aroma) de <strong>baunilha<\/strong>. Al\u00e9m disso, esse tipo de produ\u00e7\u00e3o rende somente US$ 12 por kg para a ind\u00fastria. Esses n\u00fameros demonstram o interesse industrial em encontrar novas alternativas para a produ\u00e7\u00e3o de vanilina natural, que poderiam fornecer um pre\u00e7o significativamente maior quando comparado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o sint\u00e9tica de vanilina (DAUGSCH &amp; PASTORE, 2005).\n\nO principal mercado comprador da produ\u00e7\u00e3o de <strong>baunilha<\/strong> do Sul ba Bahia \u00e9 o estado de S\u00e3o Paulo, sendo comercializado a um pre\u00e7o m\u00e9dio de US$ 250,00 por quilo (CEPLAC, 2006).\n<h4>Usos<\/h4>\nA <strong>baunilha<\/strong> \u00e9 usada largamente na aromatiza\u00e7\u00e3o de sorvetes, chocolates, bebidas e produtos de confeitaria, alem de ser tamb\u00e9m utilizada na perfumaria para a produ\u00e7\u00e3o de ess\u00eancias para a fabrica\u00e7\u00e3o de perfumes, sabonetes, talcos, cremes, etc. e, em pequena escala como medicinal. Alem de seu uso na culin\u00e1ria, os frutos de baunilha tamb\u00e9m s\u00e3o utilizados na confec\u00e7\u00e3o de artigos de artesanato no M\u00e9xico (CEPLAC, 2006; WIKIPEDIA, 2006).\n\nNa parte medicinal, a <strong>baunilha<\/strong> tem propriedades excitantes. Estudos t\u00eam indicado que a baunilha vem tendo certo sucesso no favorecimento da digest\u00e3o, no combate de afec\u00e7\u00f5es uterinas nervosas, diarr\u00e9ias, espasmos, esterilidade, flatul\u00eancia, impot\u00eancia, melancolia hist\u00e9rica, reumatismo cr\u00f4nico e admiti-se ser uma planta afrodis\u00edaca, anti-s\u00e9ptica, digestiva, estimulante, anti-espasm\u00f3dica e emenegoga (WIKIPEDIA, 2006).\n\n<strong>Andr\u00e9 May<\/strong>\n\n<strong>Andrea Rocha Almeida de Moraes<\/strong>\n\n<strong>Carlos Eduardo Ferreira de Castro<\/strong>\n\n<strong>Jo\u00e3o Paulo Furlan de Jesus<\/strong>\n\n<strong>Literatura citada<\/strong>\n\nAGROV, 2006. Dispon\u00edvel em Acessado em 21 de junho de 2006.\nCEPLAC, 2006. Dispon\u00edvel em Acessado em 15 de junho de 2006.\nCOE, S. D. &amp; COE, M. D. The True History of Chocolate. London, Thames &amp; Hudson Ltd. Ed. 2, 280p, 2000.\nDELFINADEARAUJO, 2006. Dispon\u00edvel em Acessado em 16 de junho de 2006.\nERVAS &amp; PLANTAS. Revista gera\u00e7\u00e3o Sa\u00fade, n.19, p.26-27, 2006.\nGUIAPR\u00c1TICO. Guia Pr\u00e1tico: Ervas Arom\u00e1ticas e Plantas Medicinais, Ed. Impala, p.26, 2001.\nTODAFRUTA, 2006. Dispon\u00edvel em Acessado em 15 de junho de 2006.\nPLANTAMED, 2006. Dispon\u00edvel em Acessado em 15 de junho de 2006.\nSHEEHAN, T.J. ; FARACE, N. Vanilla: the most versatile orchid. Orchids, n. 72, v.12, p.936-939, 2003.\nWIKIPEDIA, 2006. Dispon\u00edvel em Acessado em 15 de junho de 2006.\n\nFonte: www.seagri.ba.gov.br\n<h6>Baunilha<\/h6>\n<p class=\"google\"><\/p>\n<strong>Nome cient\u00edfico: <\/strong>Vanilla planifolia Andr.\n\n<strong>Fam\u00edlia:<\/strong> Orchidaceae\n\n<strong>Origem: <\/strong>Americana e Africana\n<h4>Fruto<\/h4>\nFruto de uma orqu\u00eddea trepadeira origin\u00e1ria do M\u00e9xico, a <strong>baunilha<\/strong> \u00e9 uma vagem muito utilizada na aromatiza\u00e7\u00e3o de cremes de pastelaria, biscoitos, bolachas, gelados, bavarois e chocolates, conferindo tamb\u00e9m um toque subtil e deliciosamente diferente \u00e0s carnes brancas, como a vitela, desde que empregue com modera\u00e7\u00e3o.\n\nDispon\u00edvel sob a forma de vagem, p\u00f3 ou ess\u00eancia, a <strong>baunilha<\/strong> deve o seu poder aromatizante \u00e0 vanilina, uma subst\u00e2ncia que apenas se revela depois de as vagens serem sujeitas a um processo de fermenta\u00e7\u00e3o e secagem, que j\u00e1 era praticado pelos Astecas.\n\nDe fato, \u00e9 dif\u00edcil de imaginar que as arom\u00e1ticas vagens de <strong>baunilha<\/strong> no momento da colheita s\u00e3o&#8230; perfeitamente inodoras!\n<h4>Caracter\u00edsticas da planta<\/h4>\nPlanta herb\u00e1cea e perene, que vegeta inicialmente como arbustos rastejantes e, em seguida, como trepadeiras. S\u00e3o as \u00fanicas orqu\u00eddeas que possuem esse h\u00e1bito. Possui caule cil\u00edndrico, glabro, verde, carnudo e nodoso, que atinge de 15 at\u00e9 30 m. As folhas s\u00e3o curtopecioladas, suculentas, medindo de 15 a 25 cm de comprimento por 3 a 4 cm de largura.\n<h4>Caracter\u00edsticas da flor<\/h4>\nFlores pedunculadas, grandes, de colora\u00e7\u00e3o amarelada e com uma linha saliente no centro do labelo. Est\u00e3o reunidas em cachos, com 3 a 5 flores, que surgem na axila das folhas.\n\nA <strong>baunilha<\/strong> \u00e9 uma trepadeira tropical da mesma fam\u00edlia das orqu\u00eddeas, encontrada em \u00e1reas tropicais do Brasil.\n\nAs flores se desenvolvem em frutos ou favas, dos quais se obt\u00e9m os cristais de vanila, que originam a ess\u00eancia natural de <strong>baunilha<\/strong>, muito utilizada no preparo de doces, principalmente doces finos e chocolates produzidos em pa\u00edses europeus, sendo assim muito exportada para a Europa. A ess\u00eancia natural, embora trabalhosa para ser obtida, tanto no aspecto de cultivo como no processamento para obten\u00e7\u00e3o dos cristais de vanila, atinge bom valor comercial. \u00c9 tamb\u00e9m utilizada na ind\u00fastria farmac\u00eautica e produ\u00e7\u00e3o de perfumes. Para o plantio comercial, cultiva-se a Vanilla planifolia andrews, uma variedade origin\u00e1ria do M\u00e9xico.\n<h4>Solo<\/h4>\nA baunilheira se desenvolve melhor em solos ricos em mat\u00e9ria org\u00e2nica sendo necess\u00e1rio a utiliza\u00e7\u00e3o de tutores, que s\u00e3o suportes (estacas) de mais ou menos 1,5 m de altura para a condu\u00e7\u00e3o das trepadeiras. Esta altura dos tutores \u00e9 importante, pois a poliniza\u00e7\u00e3o \u00e9 manual.\n<h4>Clima<\/h4>\nA temperatura m\u00e9dia deve ser superior a 21 0C e com precipita\u00e7\u00e3o pluviom\u00e9trica m\u00ednima de 1800 mm anuais. \u00c9 uma cultura que n\u00e3o se desenvolve em campo aberto, pois as plantas necessitam de um pouco de sombra nos per\u00edodos mais quentes e secos, al\u00e9m de prote\u00e7\u00e3o contra o vento. \u00c9 uma cultura normalmente consorciada com frut\u00edferas perenes, como por exemplo o cajueiro, na regi\u00e3o nordestina do Brasil.\n<h4>Propaga\u00e7\u00e3o<\/h4>\nAtrav\u00e9s de estacas de 40 a 80 cm de comprimento, plantadas em local sombreado, entre os meses de setembro a mar\u00e7o.\n<h4>Plantio<\/h4>\nAs estacas s\u00e3o plantadas em covas de 30 x 30 x 30 cm, ao lado de tutores vivos (\u00e1rvores) ou mortos (estacas com 1,5 m de altura). Planta-se de duas a tr\u00eas estacas, que s\u00e3o inclinadas em dire\u00e7\u00e3o ao tutor, e das quais se retiram apenas as folhas que ficar\u00e3o embaixo da terra. A medida que as plantas crescem, \u00e9 preciso utilizar, por exemplo, varas horizontais entre os tutores, para conduzir o crescimento para elas e garantir que a cultura n\u00e3o cres\u00e7a al\u00e9m de 1,5 m de altura.\n<h4>Tratos culturais<\/h4>\nPara o controle das invasoras \u00e9 recomendado somente realizar ro\u00e7adas, sempre que necess\u00e1rio, podendo-se inclusive acumular o material cortado pr\u00f3ximo \u00e0 baunilheira, que al\u00e9m de ajudar a manter a umidade do solo \u00e9 tamb\u00e9m boa fonte de mat\u00e9ria org\u00e2nica para a cultura, exigente neste material.\n<h4>Florescimento e poliniza\u00e7\u00e3o<\/h4>\nOcorre a partir do segundo ano do plantio, mas s\u00f3 a partir do terceiro ano \u00e9 que a planta produz maiores cargas de frutos. As flores surgem por infloresc\u00eancia nas axilas das folhas, formando cachos com 15 a 20 flores cada, que n\u00e3o florescem por inteiro. Por dia, abre-se de 1 a 2 flores, que permanecem abertas por 24 horas, aproveitando-se este per\u00edodo para se realizar a poliniza\u00e7\u00e3o manual. A poliniza\u00e7\u00e3o manual \u00e9 feita pois, a flor possui uma membrana que separa o \u00f3rg\u00e3o reprodutor masculino do feminino o que dificulta a poliniza\u00e7\u00e3o natural realizada pelos insetos.\n\nA poliniza\u00e7\u00e3o manual consiste em localizar a coluna, parte da flor onde se localizam o estigma e os estames, e com um estilete pontiagudo de madeira retira-se a pol\u00ednea, uma massa onde os gr\u00e3os de p\u00f3len est\u00e3o agregados. A pol\u00ednea \u00e9 ent\u00e3o levada at\u00e9 a entrada do estigma para a fecunda\u00e7\u00e3o.\n<h4>Matura\u00e7\u00e3o das favas<\/h4>\nOcorre entre 9 a 10 meses ap\u00f3s a poliniza\u00e7\u00e3o, sendo os frutos colhidos quando mudam da cor verde-claro para verde escuro. Devem ser colhidos nesta fase, para se evitar perdas, por se tratar de um fruto deiscente (os frutos se abrem deixando cair as sementes). Os frutos passam ainda por um processo de &#8220;cura&#8221;, para que as favas desenvolvam placas de cristais, onde se concentra a vanila. Para tanto, as favas s\u00e3o submetidas a um processo de desidrata\u00e7\u00e3o lenta, sendo primeiro rapidamente imersas em \u00e1gua aquecida, levando-as em seguida para secagem, inicialmente por 4-6 dias ao sol, terminando \u00e0 sombra em tabuleiros. Quando bem preparadas, depois de secas, as favas apresentam numerosos cristais de vanila. S\u00e3o ent\u00e3o embaladas para comercializa\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Melhor variedade: <\/strong>Planif\u00f3lia.\n\n<strong>\u00c9poca de plantio: <\/strong>Setembro &#8211; outubro.\n\n<strong>Espa\u00e7amento: <\/strong>Entre \u00e1rvores de sombra 6 x 4m (plantar duas a quatro estacas por \u00e1rvore&#8211;suporte.\n\n<strong>Mudas necess\u00e1rias: Estacas: <\/strong>1.000 a 2.000 \/hectare.\n\n<strong>Combate \u00e0 eros\u00e3o: <\/strong>Plantio em n\u00edvel, nas encostas.\n\n<strong>Aduba\u00e7\u00e3o: Anualmente:<\/strong> mat\u00e9ria org\u00e2nica em cobertura, sobretudo serapilheira.\n\n<strong>Tratos culturais: <\/strong>Ro\u00e7adas guiar os sarmentos \u00e0 altura de 1,80m.\n\n<strong>Combate a mol\u00e9stias e pragas: <\/strong>Dispens\u00e1vel.\n\n<strong>\u00c9poca de colheita: <\/strong>Junho &#8211; agosto.\n\n<strong>Produ\u00e7\u00e3o normal: <\/strong>200 a 300kg\/ha de favas.\n\n<strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong>\n\nA planta trepadora. Como suporte, necessita de \u00e1rvore de casca e folhas permanentes e de meia sombra, como o cajueiro.\nProspera bem tanto no litoral quanto no litoral sul paulista.\n\n<strong>Bibliografia<\/strong>\n\nGlobo Rural &#8211; Mar\u00e7o 1996, n0 125 &#8211; se\u00e7\u00e3o Ficha da Planta. Guia Rural Abril &#8211; 1986, 447 p.\n\nFonte: www.agrov.com\n<h6>Baunilha<\/h6>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Baunilha\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bbaunil30.jpg\" alt=\"Baunilha\" width=\"231\" height=\"194\" \/><strong>\nBaunilha <\/strong><\/p>\n\n<h4>O que \u00e9 a baunilha?<\/h4>\nA <strong>baunilha<\/strong> \u00e9 a vagem duma orqu\u00eddea trepadeira (o \u00fanico membro da fam\u00edlia das orqu\u00eddeas que d\u00e1 fruto). S\u00e3o polinizadas manualmente e crescem em planta\u00e7\u00f5es onde o processo de cultiva\u00e7\u00e3o pode levar at\u00e9 6 anos (a colheita \u00e9 feita s\u00f3 uma vez por ano). As vagens, de cor castanho escuro, longas e finas , cont\u00eam todo o aroma e sabor da planta da baunilha. Acabadas de colher n\u00e3o t\u00eam cheiro ou sabor mas depois de secas e curadas desenvolvem o aroma inconfund\u00edvel associado \u00e0 baunilha.\n<h4>Onde cresce a baunilha?<\/h4>\n<strong>A baunilha \u00e9 cultivada s\u00f3 em 4 pa\u00edses:<\/strong> Madagascar, Indon\u00e9sia, M\u00e9xico e Tahiti se bem que uma quantidade limitada seja tamb\u00e9m cultivada em Uganda, Jamaica, Costa Rica e India. Madagascar produz cerca de 60 por cento da produ\u00e7\u00e3o mundial pelo que \u00e9 este pa\u00eds que designa o pre\u00e7o da produ\u00e7\u00e3o mundial da baunilha no mercado aberto.\n<h4>O valor da baunilha<\/h4>\nA <strong>baunilha<\/strong> \u00e9 de fato classificada como uma especiaria e a seguir ao a\u00e7afr\u00e3o e ao cardamomo \u00e9 a terceira mais cara do mundo. A produ\u00e7\u00e3o de baunilha obriga a m\u00e2o de obra intensiva &#8211; uma das raz\u00f5es que levou \u00e0 expans\u00e3o duma imita\u00e7\u00e3o que correntemente custa 10 por cento do pre\u00e7o da baunilha verdadeira.\n<h4>O sabor da baunilha<\/h4>\nO seu sabor pode variar dependendo do pa\u00eds de origem, do processo de cultiva\u00e7\u00e3o, da maturidade da colheita e do processo de seca e cura usados.As vagens da <strong>baunilha<\/strong> s\u00e3o muito vers\u00e1teis e podem ser usadas, n\u00e3o s\u00f3 para dar sabor a confeitarias, biscoitos, leite-creme, pudins e sorvetes mas tamb\u00e9m para melhorar o gosto de pratos salgados. Uma pitada de baunilha pode ser usada para temperar, por exemplo, sopas de legumes ou de peixe e melhorar molhos de salada.\n<h4>O consumo da baunilha<\/h4>\nOs Estados Unidos consomem mais de metade da <strong>baunilha<\/strong> mundial, pois \u00e9 ainda o sabor favorito para gelados naquele pa\u00eds.\n<h4>A conserva\u00e7\u00e3o da baunilha<\/h4>\nA <strong>baunilha<\/strong> deve ser conservada \u00e0 temperatura ambiente e nunca no congelador ou em lugares frios.\n\nConservada no a\u00e7ucar e em recipiente fechado por 2 ou 3 semanas o a\u00e7ucar <strong>baunilhado<\/strong> pode ser usado em caf\u00e9 e receitas variadas. Desta maneira as vagens de baunilha conservam-se por bem mais de um ano.\n<h4>Usos<\/h4>\nA fragr\u00e2ncia da <strong>baunilha<\/strong> refor\u00e7a uma variedade de pratos doces como pudins, bolos, cremes, sufl\u00eas e, principalmente, sorvetes. O sabor da baunilha se destaca em muitos chocolates e produtos de confeitaria, tais como licor de chocolate e galliano. Pode ser ingrediente de caldo de carne, vitela, peixes e frutos do mar.\n\nEss\u00eancia e a\u00e7\u00facar baunilhado s\u00e3o acrescidos nas receitas conforme o orienta\u00e7\u00e3o do preparo. J\u00e1 as favas s\u00e3o fervidas junto a algum ingrediente l\u00edquido.\n\nFonte: www.ice-cream-recipes.com\n<h6>Baunilha<\/h6>\nEste maravilhoso condimento deriva das vagens de uma orqu\u00eddea mexicana. A melhor <strong>baunilha<\/strong> cresce em Madag\u00e1scar, e s\u00e3o os cristais brancos da vanilina que se agarram \u00e0 vagem que lhe d\u00e3o o seu sabor e magn\u00edfico aroma.\n\nAs vagens s\u00e3o caras, mas podem ser utilizadas v\u00e1rias vezes e guardadas num boi\u00e3o de a\u00e7\u00facar, a que transmitem o sabor, para utiliza\u00e7\u00e3o em pudins.\n\nO sabor da ess\u00eancia de <strong>baunilha<\/strong> sint\u00e9tica n\u00e3o se compara ao que se obt\u00e9m com a baunilha verdadeira, mas pode-se comprar ess\u00eancia de baunilha natural. A baunilha tamb\u00e9m pode ser usada para condimentar peixe estufado e molhos para peixe.\n<h4>A Baunilha<\/h4>\nArom\u00e1tica e de colora\u00e7\u00e3o marrom escuro a <strong>baunilha<\/strong> \u00e9 encontrada sob a forma de ess\u00eancia ou vagem. \u00c9 uma especiaria proveniente de algumas esp\u00e9cies espec\u00edficas de orqu\u00eddea do g\u00eanero Vanilla tais como a Planifolia, que se desenvolve apoiada em troncos.\n\nBaunilha e Vanilla derivam do espanhol vainilla, que significa &#8220;pequena vagem&#8221;, em alus\u00e3o \u00e0 forma do fruto que \u00e9 a pr\u00f3pria fava de baunilha. A ess\u00eancia de <strong>baunilha<\/strong> \u00e9 obtida a partir de suas flores atrav\u00e9s de um processo extremamente complicado e cheio de segredos. Por esta raz\u00e3o e para reduzir custos \u00e9 que se desenvolveram aromatizantes artificiais que simulam o aroma de baunilha, bastante utilizados na ind\u00fastria de alimentos.\n\nA <strong>baunilha<\/strong> \u00e9 utilizada para perfumar chocolates, doces, sorvetes, bolos, cremes, mingaus, pudins, fios de ovos, marrom glac\u00ea, bebidas, caf\u00e9 e gemadas.\n\nA fava tem colora\u00e7\u00e3o castanho-escuro, \u00e9 estreita, comprida, enrugada, cerosa e flex\u00edvel. Colocada em um recepiente com a\u00e7\u00facar, aromatiza o a\u00e7\u00facar, que depois pode ser utilizado em receitas de bolos, pudins, para ado\u00e7ar leite ou chocolate quente.\n<blockquote><strong>Franc\u00eas <\/strong>= vanille\n<strong>Ingl\u00eas <\/strong>= vanilla\n<strong>Espanhol <\/strong>= vainilla\n<strong>Italiano =<\/strong> vaniglia<\/blockquote>\n<strong>Partes Usadas:<\/strong> O fruto antes de amadurecer\n\n<strong>Fam\u00edlia:<\/strong> Orchidaceae\n\n<strong>Caracter\u00edsticas: <\/strong>Herb\u00e1cea perene que vegeta inicialmente como arbustos rastejantes, e, em seguida, como trepadeiras. S\u00e3o as \u00fanicas orqu\u00eddeas que possuem esse h\u00e1bito. Possui caule cil\u00edndrico, glabro, verde, carnudo e nodoso.\n\nAs folhas s\u00e3o curtopecioladas, suculentas, medindo de 15 a 25 cm de comprimento por 3 a 4 cm de largura. As flores se desenvolvem em frutos ou favas, dos quais se obt\u00e9m os cristais de vanila, que originam a ess\u00eancia natural de baunilha.\n\n<strong>Dicas de Cultivo:<\/strong> Desenvolvem-se melhor em solos ricos em mat\u00e9ria org\u00e2nica e propaga-se por estacas. Planta-se entre setembro e outubro.\n\n<strong>Outros Nomes:<\/strong> <strong>Port.:<\/strong> baunilha; <strong>Esp.:<\/strong> vainillero;<strong> Fr.:<\/strong> vanillier; <strong>Ing.:<\/strong> vanilla.\n\n<strong>Principio ativo:<\/strong> Glicos\u00eddeo (vanilosido) dentre outros.\n\n<strong>Propriedades:<\/strong> Aromatizante, digestiva, colet\u00e9rica, estimulante.\n\n<strong>Indica\u00e7\u00f5es: <\/strong>Aumenta a secre\u00e7\u00e3o de b\u00edlis e \u00e9 um estimulante suave e, segundo alguns, afrodis\u00edaco. A baunilha confere um sabor muito agrad\u00e1vel \u00e0s sobremesas, doces e infus\u00f5es de outras plantas, al\u00e9m de tonificar as fun\u00e7\u00f5es digestivas.\n<h4>Origin\u00e1ria do sul do M\u00e9xico<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Baunilha\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bbaunil25.jpg\" alt=\"Baunilha\" width=\"202\" height=\"273\" \/><strong>\nBaunilha &#8211; Vanilla fragrans<\/strong><\/p>\nQuando os espanh\u00f3is conquistaram o M\u00e9xico, os astecas j\u00e1 aro matizavam o seu &#8220;xoco-late&#8221; (chocolate quente) com <strong>baunilha<\/strong>, pr\u00e1tica que o Oriente copiou desde ent\u00e3o. Foram os astecas que desenvolveram a t\u00e9cnica de curar as favas, fazendo-as fermentar e secar repetidas vezes para obter a vanilina branca cristalizada, sem a qual as favas n\u00e3o t\u00eam sabor. As melhores favas s\u00e3o flex\u00edveis, mas resistentes, de cor castanho-escura e cobertas por uma camada de cristais arom\u00e1ticos. Por ser uma especiaria bastante cara, h\u00e1 uma quantidade enorme de imita\u00e7\u00f5es em forma l\u00edquida no mercado, muitas delas de origem qu\u00edmica. A melhor <strong>baunilha<\/strong> vem do M\u00e9xico. Tamb\u00e9m \u00e9 cultivada em Madagascar, Am\u00e9ricas do Sul e Central, Porto Rico e outras \u00e1reas com clima adequado.\n\nVagem de uma orqu\u00eddea trepadeira que pode atingir at\u00e9 30 metros de comprimento, a <strong>baunilha<\/strong> tem caule cil\u00edndrico, verde, com ra\u00edzes que surgem ao n\u00edvel dos n\u00f3s, para apoio em outros vegetais ou suportes. Suas folhas s\u00e3o de textura r\u00edgida e formato ovalado e suas flores, t\u00edpicas das orqu\u00eddeas, s\u00e3o formadas por seis partes.\n\nNos lugares onde cresce, o ar fica ricamente perfumado. Seu nome vem do espanhol vainilla, que significa &#8220;pequena vagem&#8221;. Como toda flor, necessita ser polinizada por um inseto, e no caso da <strong>baunilha<\/strong>, apenas um inseto encontrado no M\u00e9xico \u00e9 capaz de tal proeza. Dessa maneira, em todos os outros lugares onde \u00e9 cultivada, deve ser polimerizada artificialmente.\n<h4>Usos<\/h4>\nAs melhores favas s\u00e3o as cheias e tenras. Evite as que estiverem quebradi\u00e7as e secas. \u00c9 comum colocar uma fava no a\u00e7ucareiro para aromatizar o a\u00e7\u00facar.\n\nVai bem no chocolate, no caf\u00e9, em pudins, em sobremesas de fruta e, em pequenas quantidades, em pratos com vitela.\n\nFonte: www.fernandovillasboas.com.br\n<h6>Baunilha<\/h6>\n<h4>Baunilha &#8211; Vanilla fragrans<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Baunilha\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bbaunil24.jpg\" alt=\"Baunilha\" width=\"340\" height=\"221\" \/><strong>\nBaunilha &#8211; Vanilla fragrans<\/strong><\/p>\nComenta-se que os espanh\u00f3is levaram quase todos os tesouros dos Astecas, menos um, a <strong>baunilha<\/strong>.\n\nEsta era usada pelos Astecas para aromatizar uma bebida sagrada, que nada mais era que o chocolate. Os espanh\u00f3is tentaram levar a <strong>baunilha<\/strong> para ser cultivada na Espanha, mas por falta de insetos polarizadores n\u00e3o ocorria a forma\u00e7\u00e3o das favas. Somente em 1836, quando o bot\u00e2nico Charles Morren conseguiu a poliniza\u00e7\u00e3o artificial, \u00e9 que a baunilha se difundiu. Hoje a ilha de Madag\u00e1scar \u00e9 respons\u00e1vel por cerca de 90% da produ\u00e7\u00e3o mundial, que \u00e9 calculada em cerca de 1.200 toneladas por ano.\n\nJ\u00e1 no ano de 1510 a <strong>baunilha<\/strong> j\u00e1 era conhecida na Espanha e j\u00e1 estava sendo difundida pela Europa toda, e era muito bem aceita. A baunilha \u00e9 uma planta que pertence \u00e0 fam\u00edlia das orqu\u00eddeas, s\u00f3 a\u00ed j\u00e1 d\u00e1 para perceber que se trata de um produto caro. Possui ra\u00edzes grossas, que se ap\u00f3iam em troncos para o seu desenvolvimento. As folhas s\u00e3o ovais e lanceoladas, de pec\u00edolo curto e apresentam sulcos de sentido vertical de colora\u00e7\u00e3o verde mais escuro.\n\nPossuem flores de colora\u00e7\u00e3o verde amarelada, e os furtos, que \u00e9 a pr\u00f3pria \u0093fava\u0094 da <strong>baunilha<\/strong>, \u00e9 alongado, medindo cerca de 20 a 25 cm de comprimento. O nome em castelhano \u00e9 v\u00e1ina, que significa vagem, e acabou dando o nome de vainilla, e serviu de base para o nome do g\u00eanero. Devido o seu alto custo, produziu-se uma subst\u00e2ncia sint\u00e9tica chamada vanilina, mas que nem se aproxima do verdadeiro aroma de <strong>baunilha<\/strong>, isto devido \u00e0 presen\u00e7a de outras subst\u00e2ncias que d\u00e3o mais equil\u00edbrio e intensidade ao aroma natural. No mercado americano a ess\u00eancia natural de baunilha ocupa cerca de 90% do mercado, enquanto a sint\u00e9tica fica com o restante. No Brasil provavelmente ocorre o contr\u00e1rio. Dizem que quando uma pessoa experimenta a baunilha nunca mais esquece seu aroma e sabor.\n\nA <strong>baunilha<\/strong> \u00e9 nativa do sudeste do M\u00e9xico, da Guatemala e outras regi\u00f5es da Am\u00e9rica Central. Hoje j\u00e1 est\u00e1 um pouco mais difundida, na ilha de Madagascar, nas Ilhas Reuni\u00e3o e Comores. Existem algumas esp\u00e9cies nativas do Brasil, mas que n\u00e3o possuem mercado, pois seu flavor \u00e9 muito diferente.\n\nPara que ocorra a colheita \u00e9 indispens\u00e1vel a poliniza\u00e7\u00e3o artificial realizada manualmente. Colhem-se os frutos quando estes estiverem come\u00e7ando a amadurecer, quando sua ponta come\u00e7ar a amarelar. O processo de cura deve iniciar imediatamente, sendo este um processo lento, dif\u00edcil, cheio de segredos, mas \u00e9 o que determinar\u00e1 a qualidade da <strong>baunilha<\/strong>. O processo de cura \u00e9 extremamente complicado e exige um grande conhecimento e paci\u00eancia para obter os melhores resultados. Existem v\u00e1rios m\u00e9todos que s\u00e3o muitas vezes guardados em segredos, mas o princ\u00edpio b\u00e1sico \u00e9 tratar inicialmente as favas com calor e deix\u00e1-las posteriormente em processo de transpira\u00e7\u00e3o ou \u0093deixar suar\u0094. Desta forma as favas v\u00e3o perdendo \u00e1gua e inicia-se todo um processo de transforma\u00e7\u00e3o qu\u00edmica nos aromas, intensificando-os ainda mais.\n\nA subst\u00e2ncia qu\u00edmica que d\u00e1 o aroma da <strong>baunilha<\/strong> \u00e9 um alde\u00eddo chamado vanilina, que est\u00e1 presente nas ess\u00eancias em torno de 1,5%, ou no caso da ess\u00eancia produzida no Ceil\u00e3o em quase 3%, que \u00e9 sem d\u00favida a melhor. Para produzir esta ess\u00eancia colocam-se os frutos em macera\u00e7\u00e3o no \u00e1lcool. N\u00e3o confunda o termo ess\u00eancia empregado erroneamente para a baunilha, na verdade o que se prepara \u00e9 uma tintura em \u00e1lcool 90\u00ba.\n\nN\u00e3o se emprega a <strong>baunilha<\/strong> como medicamento, mas sim para aromatizar algum medicamento de gosto ruim, como xaropes e tinturas.\n\nA descoberta da <strong>baunilha<\/strong> foi de um significado enorme para o mundo da gastronomia. Hoje qualquer doce fino utiliza este aromatizante natural, principalmente os que utilizam cremes e ovos. No Brasil, devido ao custo, as pessoas usam as ess\u00eancias artificiais, e dificilmente n\u00e3o vamos encontrar um pequeno frasco escondido em algum canto da geladeira. Mas em pa\u00edses europeus e nos Estados Unidos utilizam a ess\u00eancia natural, principalmente para sorvetes, doces, tortas.\n\nUma forma simples de preparar uma deliciosa tintura arom\u00e1tica para uso culin\u00e1rio \u00e9 deixar macerando em meio litro de \u00e1lcool 90\u00ba GL cerca de 15 gramas de <strong>baunilha<\/strong> picada. Quanto mais picada a vagem estiver, maior ser\u00e1 a intensidade da tintura preparada. Deixar macerando por cerca de 15 a 20 dias, depois de coado deve-se armazenar em um frasco escuro ao abrigo do calor e da luz. Tamb\u00e9m pode-se preparar um a\u00e7\u00facar vanilado, para ado\u00e7ar caf\u00e9, leite, chocolates ou qualquer outra bebida ou doce. Pegue uma fava picada e misture em 2 quilos de a\u00e7\u00facar e guarde em uma lata bem tampada. Os aromas da fava ir\u00e3o volatilizar e se misturar\u00e3o ao a\u00e7\u00facar. Experimente colocar a baunilha em um cafezinho, e se deixe levar pelos prazeres dos Astecas.\n\n<strong>Ademar Menezes Jr <\/strong>\n\nFonte: www.alumiar.com\n<h6>Baunilha<\/h6>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Baunilha\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bbaunil23.jpg\" alt=\"Baunilha\" width=\"266\" height=\"248\" \/>\n<strong>A orqu\u00eddea Vanilla tahitensis vem de uma esp\u00e9cie cultivada originalmente\nna Am\u00e9rica Central pelos maias <\/strong><\/p>\nA <strong>baunilha<\/strong>, esta ess\u00eancia ex\u00f3tica e inimit\u00e1vel, \u00e9 a semente de uma orqu\u00eddea. H\u00e1 mais de 150 variedades. A mais rara e apreciada de todas s\u00f3 cresce no Taiti.\n\nNingu\u00e9m sabia como ela foi parar l\u00e1. At\u00e9 agora.\n\nEsque\u00e7a os frasquinhos com ess\u00eancia de <strong>baunilha<\/strong>. Se voc\u00ea nunca teve a oportunidade de provar um cr\u00e8me br\u00fbl\u00e9e ou um sorvete com cobertura de baunilha, baunilha de verdade, extra\u00edda da fava , n\u00e3o sabe o que est\u00e1 perdendo. \u00c9 como estar acostumado a tomar cidra e um belo dia descobrir que existe champanhe. O caminho \u00e9 sem volta. Esta ess\u00eancia de sabor e fragr\u00e2ncias inimit\u00e1veis deriva de mais de 200 subst\u00e2ncias presentes na semente, ou melhor, na fava de 10 a 20 cent\u00edmetros de uma orqu\u00eddea chamada Vanilla planifolia (vanilla, em latim, quer dizer genit\u00e1lia).\n\nIsso mesmo, a <strong>baunilha<\/strong> \u00e9 uma orqu\u00eddea. Origin\u00e1ria da Am\u00e9rica Central, esta trepadeira pode atingir mais de 35 metros e desabrochar mil flores ao mesmo tempo. Ela se espalhou pelos tr\u00f3picos de todo o mundo levada pelos gale\u00f5es espanh\u00f3is nos s\u00e9culos XVII e XVIII. Existem cerca de 150 variedades. Mas s\u00f3 duas t\u00eam valor comercial. A V. planif\u00f3lia bourbon \u00e9 cultivada em Madagascar e no entorno do oceano \u00cdndico. Madagascar respondeu por 60% das 11 mil toneladas colhidas em 2006.\n\nJ\u00e1 a rar\u00edssima Vanilla tahitensis, a mais cobi\u00e7ada <strong>baunilha<\/strong> dos gourmets, como o nome indica, s\u00f3 cresce no Taiti, na Polin\u00e9sia Francesa. S\u00e3o apenas 50 toneladas de favas por ano, ou menos de 0,5% da produ\u00e7\u00e3o mundial. At\u00e9 hoje, ela era considerada uma esp\u00e9cie diferente, pois suas folhas s\u00e3o mais estreitas do que as da V. planifolia. N\u00e3o mais. O bi\u00f3logo Pesach Lubinsky, da Universidade da Calif\u00f3rnia em Riverside, fez uso da gen\u00e9tica para revelar a origem desta preciosa orqu\u00eddea. Lubinsky conseguiu comprovar que a V. tahitensis \u00e9 um h\u00edbrido entre duas variedades de baunilha, a V. planif\u00f3lia, que era cultivada pelos maias na Am\u00e9rica Central antes da chegada dos conquistadores espanh\u00f3is, e a V. odorata, que cresce nas florestas da Guatemala e nunca foi cultivada.\n\nFonte: www.jardimdeflores.com.br\n<h6>Baunilha<\/h6>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Baunilha\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bbaunil26.jpg\" alt=\"Baunilha\" width=\"257\" height=\"275\" \/>\n<strong>VANILLA \u00e9 uma orqu\u00eddea bastante primitiva e sua origem data provavelmente de 120 milh\u00f5es de anos. A ess\u00eancia da baunilha \u00e9 extra\u00edda dos frutos de algumas esp\u00e9cies de Vanilla, fazendo dela a \u00fanica orqu\u00eddea que tem interesse comercial fora o valor ornamental. <\/strong><\/p>\nVanilla, foi descrito como g\u00eanero pela primeira vez por Miller, em seu &#8220;Gardener&#8217;s Dictionary&#8221;, datado de 1754, com o nome latinizado de Vanilla.\n\nO g\u00eanero foi descrito a partir da Vanilla mexicana Mill.\n\nElas est\u00e3o dispersas nas regi\u00f5es tropicais e subtropicais de todo o mundo (Indon\u00e9sia, Am\u00e9rica do Sul, Am\u00e9rica Central, M\u00e9xico e \u00c1frica) e esta distribui\u00e7\u00e3o refor\u00e7a a teoria de que seja um g\u00eanero muito antigo. A origem da fam\u00edlia orchidaceae est\u00e1 situada nos prim\u00f3rdios do per\u00edodo Cret\u00e1ceo (120 &#8211; 130 milh\u00f5es), tendo surgido ao mesmo tempo que as outras plantas flor\u00edferas (Robert Dressler, 1981). A Vanilla \u00e9 um dos mais primitivos representantes da fam\u00edlia Orchidaceae, com aproximadamente 120 milh\u00f5es de anos.\n\nGrande parte das pessoas conhece a <strong>baunilha<\/strong> e gosta de seu aroma e sabor, mas muitos desconhecem que a ess\u00eancia natural da baunilha \u00e9 extra\u00edda de uma orqu\u00eddea. \u00c9 comum o h\u00e1bito de preparar chocolates, sorvetes e sobremesas usando a baunilha para dar o sabor e perfume.\n\nPara se obter a vanilina, o princ\u00edpio ativo da <strong>baunilha<\/strong>, suas vagens precisam passar por um processo bastante longo, primeiro devem ficar amadurecendo durante muitos meses antes de serem colhidas.\n\n<strong>O processo propriamente dito para ressaltar o seu perfume envolve muitas manipula\u00e7\u00f5es<\/strong>: calor inicial, secagem ao sol, ser curada na sombra, sele\u00e7\u00e3o e empacotamento.\n\nAtualmente s\u00e3o descritas mais de 50 esp\u00e9cies (alguns livros citam entre 65 e 100) e as esp\u00e9cies mais usadas para fins comerciais s\u00e3o as esp\u00e9cies americanas (Vanilla planifolia e V. pompona) e a esp\u00e9cie taitiana (V. tahitensis). A Vanilla planifolia \u00e9 a principal fonte natural de <strong>baunilha<\/strong>. J\u00e1 a Vanilla pompona \u00e9 considerada uma fonte de qualidade inferior. Segundo Hoehne, a Vanilla trigonocarpa \u00e9 tamb\u00e9m uma das melhores produtoras de baunilha.\n\nExistem refer\u00eancias a ela na descoberta da Am\u00e9rica, mas j\u00e1 fazia parte do dia-a-dia da civiliza\u00e7\u00e3o pr\u00e9-colombiana. Ela \u00e9, na verdade, uma das plantas usadas desde os tempos imemoriais pelas civiliza\u00e7\u00f5es Maia e Azteca, mas era especialmente utilizada pelos aztecas mexicanos para dar sabor e aroma a bebidas feitas a partir do cacau, uma outra de suas descobertas.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Baunilha\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bbaunil27.jpg\" alt=\"Baunilha\" width=\"261\" height=\"270\" \/>\n<strong>AINDA hoje o cultivo \u00e9 considerado dif\u00edcil. S\u00e3o plantas que precisam de luminosidade intensa, umidade constante e freq\u00fcentes doses de fertilizantes. <\/strong><\/p>\nDurante a conquista do M\u00e9xico, quando Cortez visitou a corte de Montezuma, em 1520 ou 1540, ele tomou conhecimento de que o imperador azteca s\u00f3 tomava uma bebida chamada &#8220;chocolatl&#8221; que lhe era servida em ta\u00e7as douradas com colheres de ouro ou de tartaruga. Dizia-se tamb\u00e9m que ele tomava esta bebida antes de visitar suas esposas. O sabor era acentuado pela <strong>baunilha<\/strong> que os astecas chamavam de tlilxochitl, que significava &#8220;flor negra&#8221;, mais apropriadamente aplic\u00e1vel ao fruto (vagem madura). A ess\u00eancia usada era obtida atrav\u00e9s da fermenta\u00e7\u00e3o dos frutos da orqu\u00eddea posteriormente chamada Vanilla. Sua reputa\u00e7\u00e3o afrodis\u00edaca acompanhou-a nos diversos pa\u00edses onde ela foi introduzida. No in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII, na Europa, era costume aconselhar os jovens maridos a tomarem bebidas feitas com a Vanilla. Na corte do Rei Luiz XV adotou-se o costume de ressaltar o sabor do chocolate acrescentando a baunilha e o \u00e2mbar.\n\nNo final do s\u00e9culo XIX, o princ\u00edpio ativo da <strong>baunilha<\/strong> foi identificado e produzido artificialmente e a extra\u00e7\u00e3o natural do princ\u00edpio ativo foi substitu\u00edda em muitos casos pela produ\u00e7\u00e3o artificial. No entanto, sendo o produto natural o resultado de uma combina\u00e7\u00e3o complexa de muitas subst\u00e2ncias, tem uma qualidade nitidamente superior e, por esta raz\u00e3o, estas plantas continuam a ser cultivadas em alguns pa\u00edses tropicais.\n\nA maior parte da produ\u00e7\u00e3o comercializada vem do M\u00e9xico e das Ilhas de Madagascar e Comore e na falta de seus polinizadores naturais (insetos existentes em seu habitat de origem), a Vanilla precisa ser polinizada manualmente.\n\nAs esp\u00e9cies mais longas atingem 30 metros ou mais de comprimento. S\u00e3o plantas terrestres ou hum\u00edcolas e facilmente reconhecidas pelo seu h\u00e1bito monopodial de trepadeira com ra\u00edzes advent\u00edcias e flores relativamente grandes. Com exce\u00e7\u00e3o de uma esp\u00e9cie, todas s\u00e3o escandentes. Devido a este tipo de crescimento, todas as esp\u00e9cies precisam de um suporte onde seu caule possa se agarrar, como elas fazem na natureza ao aderir suas ra\u00edzes \u00e0s \u00e1rvores. Quando elevadas, elas deixam seus ramos pendentes e assim florescem.\n\nVanillas n\u00e3o possuem pseudobulbo e suas folhas s\u00e3o cori\u00e1ceas, verde-escuros, alternadas, algumas vezes reduzida simplesmente a vest\u00edgios e ocasionalmente ausentes. Opostas \u00e0s folhas, em cada n\u00f3, nascem uma ou mais ra\u00edzes a\u00e9reas, razoavelmente grossas. As flores, com bastante subst\u00e2ncia e razoavelmente grandes, s\u00e3o produzidas a partir das axilas das folhas ou dos vest\u00edgios delas. Elas podem ser muitas ou poucas, nascendo de r\u00e1cimos muito pequenos que por sua vez produzem poucas flores. S\u00e3o flores vistosas mas, em quase todas as esp\u00e9cies, s\u00e3o de curta dura\u00e7\u00e3o e produzidas em sucess\u00e3o.\n\nUma grande dificuldade no seu cultivo destinado \u00e0 obten\u00e7\u00e3o da vanilina \u00e9 justamente a necessidade de se fazer a poliniza\u00e7\u00e3o manual principalmente por causa da curta dura\u00e7\u00e3o de suas flores fazendo com que esta poliniza\u00e7\u00e3o tenha que ser feita dentro de um per\u00edodo muito curto, at\u00e9 mesmo de horas.\n\nAinda hoje seu cultivo \u00e9 considerado dif\u00edcil. S\u00e3o plantas que precisam de luminosidade intensa, umidade constante e freq\u00fcentes doses de fertilizantes. A rega deve ser regularmente mantida durante o ano todo, n\u00e3o havendo per\u00edodo de repouso muito marcado. Ao seu substrato (do tipo terrestre) pode-se acrescentar terra arenosa e detritos vegetais.\n\nFonte: www.orquideana.com.br\n<h6>Baunilha<\/h6>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Baunilha\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bbaunil28.jpg\" alt=\"Baunilha\" width=\"304\" height=\"221\" \/><strong>\nBaunilha &#8211; Vanilla fragrans<\/strong><\/p>\nA publica\u00e7\u00e3o deste g\u00eanero foi feita pela primeira vez , seguindo o sistema de Linneus, por Miller, em seu &#8220;Gardener&#8217;s Dictionary&#8221;, datado de 1754, com o nome latinizado de Vanilla.\n\nEste g\u00eanero foi descrito a partir da Vanilla mexicana Mill.\n\nSem d\u00favida nenhuma, uma grande parte das pessoas conhece a <strong>baunilha<\/strong> e gosta de seu aroma e sabor, mas o que nem todos t\u00eam conhecimento \u00e9 que a ess\u00eancia natural da baunilha \u00e9 extra\u00edda de uma orqu\u00eddea. At\u00e9 mesmo uma grande parte das pessoas que t\u00eam o h\u00e1bito de preparar chocolates, sorvetes e sobremesas usando a baunilha para dar o sabor e perfume caracter\u00edsticos n\u00e3o t\u00eam conhecimento deste fato.\n\nAtualmente s\u00e3o conhecidas mais de 50 esp\u00e9cies (alguns livros citam entre 65 e 100) e as esp\u00e9cies mais usadas para fins comerciais s\u00e3o as esp\u00e9cies americanas (Vanilla planifolia e V. pompona) e a esp\u00e9cie taitiana (V. tahitensis).\n\nA Vanilla planifolia \u00e9 a principal fonte natural de <strong>baunilha<\/strong>. A Vanilla pompona \u00e9 considerada uma fonte de qualidade inferior. Segundo Hoehne, a Vanilla trigonocarpa \u00e9 tamb\u00e9m uma das melhores produtoras de baunilha.\n\nA ess\u00eancia da <strong>baunilha<\/strong> \u00e9 extra\u00edda dos frutos de algumas esp\u00e9cies de Vanilla (n\u00e3o de todas), fazendo dela a \u00fanica orqu\u00eddea que tem interesse comercial fora do contexto ornamental.\n\nElas est\u00e3o dispersas nas regi\u00f5es tropicais e subtropicais de todo o mundo (Indon\u00e9sia, Am\u00e9rica do Sul, Am\u00e9rica Central, M\u00e9xico e \u00c1frica) e esta distribui\u00e7\u00e3o sustenta a teoria de que seja um g\u00eanero muito antigo. Esta cren\u00e7a \u00e9 tamb\u00e9m refor\u00e7ada pelo fato de que estas orqu\u00eddeas carregam um n\u00famero importante de tra\u00e7os caracter\u00edsticos antigos fazendo com que os estudiosos concluam que este g\u00eanero deve ter se diferenciado quando o primitivo continente dividiu-se h\u00e1 120 milh\u00f5es de anos. Esta dedu\u00e7\u00e3o, baseada na teoria das placas tect\u00f4nicas faz com que a origem da fam\u00edlia orchidaceae seja situada nos prim\u00f3rdios do per\u00edodo Cret\u00e1ceo (120 &#8211; 130 milh\u00f5es), tendo surgido ao mesmo tempo que as outras plantas flor\u00edferas (Robert Dressler, 1981). Por estas raz\u00f5es, pode-se dizer que a Vanilla \u00e9 uma orqu\u00eddea bastante primitiva e que sua origem data provavelmente de 120 milh\u00f5es de anos.\n\nA hist\u00f3ria desta orqu\u00eddea come\u00e7ou a ser registrada na Europa a partir da descoberta da Am\u00e9rica, mas fazia parte do dia a dia da civiliza\u00e7\u00e3o pr\u00e9-colombiana. Ela \u00e9, na verdade, uma das plantas usadas desde os tempos imemoriais pelas civiliza\u00e7\u00f5es Maia e Azteca, mas era especialmente utilizada pelos aztecas mexicanos para dar sabor e aroma a bebidas feitas a partir do cacau, uma outra de suas descobertas.\n\nDurante a conquista do M\u00e9xico, quando Cortez visitou a corte de Montezuma, em 1520 ou 1540, ele tomou conhecimento de que o imperador azteca s\u00f3 tomava uma bebida chama &#8216;chocolatl&#8217; que lhe era servida em ta\u00e7as douradas com colheres de ouro ou de tartaruga. Dizia-se tamb\u00e9m que ele tomava esta bebida antes de visitar suas esposas. O sabor do &#8216;chololatl&#8217; era acentuado pela <strong>baunilha<\/strong> que os astecas chamavam de tlilxochitl, que, literalmente, quer dizer flor negra, mais apropriadamente aplic\u00e1vel ao fruto (vagem madura).\n\nA ess\u00eancia usada era obtida atrav\u00e9s da fermenta\u00e7\u00e3o dos frutos da orqu\u00eddea posteriormente chamada Vanilla.\n\nAo terem seu primeiro contato com a Vanilla, na costa sudeste do M\u00e9xico, os espanh\u00f3is as chamaram de &#8220;Vainilla&#8221; (vagens pequenas) porque seus frutos alongados, contendo as sementes, lembravam-lhes as &#8220;vainas&#8221; (vagens) de certas plantas leguminosas. &#8220;Vaina&#8221; \u00e9 tamb\u00e9m um diminutivo para a palavra latina genit\u00e1lia, significando &#8220;bainha&#8221;.\n\nAt\u00e9 hoje n\u00e3o se sabe se o bot\u00e2nico sueco, Olof Schwartz, pensava no formato da vagem (bainha) ou em suas propriedades ditas afrodis\u00edacas quando ele deu o nome \u00e0 orqu\u00eddea de Vanilla.\n\nNo famoso Codex Badianus, publicado em 1522, que contem desenhos e textos preparados por um \u00edndio mexicano sobre o uso das plantas mexicanas, h\u00e1 um desenho da planta da Vanilla com o seu nome correspondente na linguagem N\u00e1huatl (tlilxochitl). H\u00e1 tamb\u00e9m uma descri\u00e7\u00e3o do processo (em Latim) para obten\u00e7\u00e3o da ess\u00eancia destas e de outras flores. Esta era a primeira representa\u00e7\u00e3o pict\u00f3rica de uma orqu\u00eddea do considerado Novo Mundo.\n\nEm 1651, uma planta da Vanilla foi novamente ilustrada e descrita no trabalho de Francisco Hern\u00e1ndez, &#8220;Rerum Medicarum Novae Hispaniae Thesaurus&#8221;, um bot\u00e2nico anterior a Linneus.\n\nSua introdu\u00e7\u00e3o na Europa, para onde foi levada por volta de 1500, foi praticamente instant\u00e2nea, mas seu cultivo n\u00e3o prosperou. A maior parte das plantas n\u00e3o floresceu ou floresceu mediocremente sob as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas europ\u00e9ias. Al\u00e9m da dificuldade do cultivo (ainda hoje s\u00e3o consideradas plantas de dif\u00edcil cultivo), o inseto que faz a sua poliniza\u00e7\u00e3o n\u00e3o existe na Europa.\n\nO primeiro cultivo bem sucedido s\u00f3 se deu em 1807 e nas d\u00e9cadas seguintes. Em 1819, foi levada para Caiena, na Ilha de La R\u00e9union, uma possess\u00e3o francesa, por um capit\u00e3o de um navio sob forma de pl\u00e2ntulas. Estas pl\u00e2ntulas foram cultivadas no jardim do rei em Saint-Denis de La R\u00e9union e logo prosperaram permitindo a distribui\u00e7\u00e3o a todos os plantadores da ilha. Infelizmente, n\u00e3o ocorreu nenhuma frutifica\u00e7\u00e3o pois seu polinizador espec\u00edfico n\u00e3o existe naquela ilha (uma abelha do g\u00eanero Eulaema, segundo Robert Dressler).\n\nDurante duas d\u00e9cadas as plantas continuaram a prosperar mas sem que se conseguisse uma c\u00e1psula sequer. Em 1837, em Li\u00e8ge, um bot\u00e2nico belga chamado Morren foi o primeiro a conseguir polinizar artificialmente a flor da Vanilla e, no ano seguinte, foi a vez do bot\u00e2nico franc\u00eas Neumann repetir a experi\u00eancia tamb\u00e9m com sucesso. Tentou-se executar o mesmo processo na ilha de La R\u00e9union mas n\u00e3o se obteve nenhum sucesso.\n\nEm 1841, um jovem escravo de 12 anos, chamado Edmond Albius descobriu, por ele mesmo, a t\u00e9cnica da poliniza\u00e7\u00e3o manual. Assim, em 1848, R\u00e9union exportou para a Fran\u00e7a cerca de 50 vagens (ou c\u00e1psulas). Devido ao grande sucesso deste cultivo, a cultura da Vanilla foi introduzida nas ilhas vizinhas (Madagascar, Comores, Santa Maria) e em 1898, cerca de 200 toneladas de vagens foram produzidas pelas col\u00f4nias francesas.\n\nA descoberta da poliniza\u00e7\u00e3o artificial e a venda de mudas permitiram o desenvolvimento do cultivo comercial da Vanilla nas regi\u00f5es tropicais e, al\u00e9m da Fran\u00e7a, a Inglaterra e a B\u00e9lgica cultivaram esta orqu\u00eddea em muitas de suas possess\u00f5es coloniais.\n\nSua reputa\u00e7\u00e3o afrodis\u00edaca acompanhou-a nos diversos pa\u00edses onde ela foi introduzida e no in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII, na Europa, era costume aconselhar os jovens maridos a tomarem bebidas feitas com a Vanilla.\n\nNa corte do Rei Luiz XV adotou-se o costume de ressaltar o sabor do chocolate acrescentando a <strong>baunilha<\/strong> e o \u00e2mbar. Diz-se que Madame Pompadour, amante de Napole\u00e3o, apreciava intensamente este costume.\nAt\u00e9 o fim do s\u00e9culo XVI, a Vanilla fazia parte integrante da farmacop\u00e9ia europ\u00e9ia onde era utilizada para tratar febres, histeria, melancolia e outros males por suas (pretensas) qualidades diur\u00e9ticas, afrodis\u00edacas, antipir\u00e9ticas, calmante e purificante.\n\nA medicina primitiva das ilhas de La R\u00e9union e Madagascar ainda hoje faz uso dela. Embora seja atualmente muito usada como um agente para dar sabor \u00e0s bebidas, doces e sorvetes, ningu\u00e9m mais acredita seriamente em sua reputa\u00e7\u00e3o como afrodis\u00edaca.\n\nNo final do s\u00e9culo XIX, o princ\u00edpio ativo da <strong>baunilha<\/strong> foi identificado e produzido artificialmente e a extra\u00e7\u00e3o natural do princ\u00edpio ativo foi substitu\u00edda em muitos casos pela produ\u00e7\u00e3o artificial. No entanto, sendo o produto natural o resultado de uma combina\u00e7\u00e3o complexa de muitas subst\u00e2ncias, tem uma qualidade nitidamente superior e, por esta raz\u00e3o, estas plantas continuam a ser cultivadas em alguns pa\u00edses tropicais. A maior parte da produ\u00e7\u00e3o comercializada vem do M\u00e9xico e das Ilhas de Madagascar e Comore e na falta de seus polinizadores naturais (insetos existentes em seu habitat de origem), a Vanilla precisa ser polinizada manualmente.\n\nEnquanto que em Madagascar as florestas s\u00e3o cortadas para expandir o cultivo destas plantas, as florestas do M\u00e9xico s\u00e3o destru\u00eddas pelos agricultores, reduzindo desta maneira a fonte do gene natural que, ao ser cruzado com a Vanilla cultivada, poderia aprimorar a produ\u00e7\u00e3o e aumentar a resist\u00eancia \u00e0s pestes e doen\u00e7as.\n\nEstas plantas parecem cip\u00f3s e s\u00e3o as orqu\u00eddeas mais longas atingindo 30 metros ou mais de comprimento. S\u00e3o planta terrestres ou hum\u00edcolas e facilmente reconhecidas pelo seu h\u00e1bito monopodial de trepadeira com ra\u00edzes advent\u00edcias e flores relativamente grandes. Com exce\u00e7\u00e3o de uma esp\u00e9cie, todas s\u00e3o escandentes. Devido a este tipo de crescimento, todas as esp\u00e9cies precisam de um suporte onde seu caule possa se agarrar, como elas fazem na natureza ao aderir suas ra\u00edzes \u00e0s \u00e1rvores. Quando elevadas, elas deixam seus ramos pendentes e assim florescem.\n\nElas n\u00e3o possuem pseudobulbo e suas folhas, mais ou menos suculentas, cori\u00e1ceas, verde-escuros, s\u00e3o alternadas, algumas vezes reduzida simplesmente a vest\u00edgios e ocasionalmente ausentes. Opostas \u00e0s folhas, em cada n\u00f3, nascem uma ou mais ra\u00edzes a\u00e9reas, razoavelmente grossas. As flores, com bastante subst\u00e2ncia e razoavelmente grandes, s\u00e3o produzidas a partir das axilas das folhas ou dos vest\u00edgios delas. Elas podem ser muitas ou poucas, nascendo de r\u00e1cimos muito pequenos que por sua vez produzem poucas flores. S\u00e3o flores vistosas mas, em quase todas as esp\u00e9cies, s\u00e3o de curta dura\u00e7\u00e3o e produzidas em sucess\u00e3o.\n\nAs p\u00e9talas e s\u00e9palas s\u00e3o livres e iguais. O labelo \u00e9 unido na base a uma coluna longa e estreita encoberta. Em todas as esp\u00e9cies o p\u00f3len \u00e9 macio e farinhento e n\u00e3o \u00e9 divido em pol\u00edneas distintas. Suas sementes s\u00e3o muito diferentes das sementes das outras orqu\u00eddeas, elas tem uma um tegumento (epiderme) muito duro e opaca e \u00e9 externamente desenhada (esculpida).\n\nExistem dois tipos de Vanilla, as de caules espessos e folhas carnosas, que s\u00e3o boas produtoras de <strong>baunilha<\/strong> e as que tem os caules mais finos, com folhas mais largas, as favas n\u00e3o s\u00e3o carnosas e n\u00e3o s\u00e3o boas produtoras de baunilha. O fruto \u00e9 uma c\u00e1psula alongada (chamada de vagem) e constitui seu verdadeiro valor econ\u00f4mico pois \u00e9 justamente dele que se extrai baunilha. Estas vagens precisam de uma longa prepara\u00e7\u00e3o para desenvolver seu sabor e perfume caracter\u00edsticos.\n\nPara se obter a vanilina, o princ\u00edpio ativo da <strong>baunilha<\/strong>, suas vagens precisam passar por um processo bastante longo, primeiro devem ficar amadurecendo durante muitos meses antes de serem colhidas.\n\n<strong>O processo propriamente dito para ressaltar o seu perfume envolve muitas manipula\u00e7\u00f5es: <\/strong>calor inicial, secagem ao sol, ser curada na sombra, sele\u00e7\u00e3o e empacotamento.\n\n<strong>A t\u00edtulo de curiosidade, uma antiga maneira de se obter a vanilina: <\/strong>As vagens s\u00e3o curadas mergulhando-as em \u00e1gua quase fervendo por 25 segundos.\n\nDepois s\u00e3o colocadas entre tecidos para absor\u00e7\u00e3o da umidade e colocadas ao sol para secar. Elas s\u00e3o ent\u00e3o enroladas em outro tecido e colocadas em uma caixa fechada, retiradas todos os dias e espalhadas ao sol por uma ou duas horas. Este processo prossegue por 2 ou 3 semanas at\u00e9 que se tornem escuras e macias.\n\nAinda hoje seu cultivo \u00e9 considerado dif\u00edcil. S\u00e3o plantas que precisam de luminosidade intensa, umidade constante e freq\u00fcentes doses de fertilizantes. A rega deve ser regularmente mantida durante o ano todo, n\u00e3o havendo per\u00edodo de repouso muito marcado. Em raz\u00e3o de seu h\u00e1bito de trepadeira, precisa de muito espa\u00e7o para se expandir e precisa de um suporte para se agarrar. Pode-se usar uma treli\u00e7a ou uma grade para facilitar o acesso \u00e0 flor j\u00e1 que a poliniza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 manual. A maior parte das esp\u00e9cies vegeta bem quando suas ra\u00edzes basais s\u00e3o colocadas num substrato com um eficiente sistema de drenagem mas, em raz\u00e3o da grande quantidade de ra\u00edzes a\u00e9reas, o recipiente onde ela ser\u00e1 instalada dever\u00e1 ser pequeno. Ao seu substrato (do tipo terrestre) pode-se acrescentar terra arenosa e detritos vegetais.\n\nUma grande dificuldade no seu cultivo destinado \u00e0 obten\u00e7\u00e3o da vanilina \u00e9 justamente a necessidade de se fazer a poliniza\u00e7\u00e3o manual principalmente por causa da curta dura\u00e7\u00e3o de suas flores fazendo com que esta poliniza\u00e7\u00e3o tenha que ser feita dentro de um per\u00edodo muito curto, at\u00e9 mesmo de horas.\n\nFonte: www.delfinadearaujo.com\n<h6>Baunilha<\/h6>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Baunilha\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bbaunil29.jpg\" alt=\"Baunilha\" width=\"267\" height=\"237\" \/><strong>\nBaunilha <\/strong><\/p>\nFruto de uma esp\u00e9cie rara de orqu\u00eddea origin\u00e1ria da Am\u00e9rica Central, a <strong>baunilha<\/strong> tem um aroma delicioso e pode ser usada em cremes, bolos, pudins e bebidas.\n<h4>Como utilizar<\/h4>\nPara extrair as sementes do interior das favas, use uma faca de corte e l\u00e2mina lisa. Corte a fava ao meio, no sentido do comprimento, e raspe com a ponta da faca as sementes. N\u00e3o jogue fora as favas, que tamb\u00e9m s\u00e3o perfumadas. Coloque-as no a\u00e7\u00facar para deix\u00e1-lo aromatizado. As sementes de <strong>baunilha<\/strong> podem ser usadas para aromatizar o leite que servir\u00e1 de base paea sorvetes ou cremes. Coe o leite em uma peneira antes de us\u00e1-lo.\n<h4>Como comprar<\/h4>\nAs favas de <strong>baunilha<\/strong> de boa qualidade devem ser de cor bem escura, brilhantes e carnosas.\n<h4>Ess\u00eancia de baunilha<\/h4>\nA <strong>baunilha<\/strong> pode ser sintetizada a partir de uma subst\u00e2ncia chamada eugenol, considerada um produto artificial, mas com sabor e aroma semelhantes ao natural.\n<h4>Como conservar<\/h4>\nPara preservar o aroma por mais tempo, coloque as favas de <strong>baunilha<\/strong> num pote de vidro limpo e seco e tampe bem.\n\nFonte: www.soreceitasculinarias.com\n<h6>Baunilha<\/h6>\nA baunilha (Vanilla flagrans) \u00e9 uma planta do tipo trepadeira, origin\u00e1ria das \u00e1reas tropicais do continente Americano. Dela \u00e9 extra\u00edda uma ess\u00eancia muito apreciada em todo o mundo, respons\u00e1vel pelo tradicional sabor <strong>baunilha<\/strong>, encontrado em sorvetes, balas e doces em geral. Sua utiliza\u00e7\u00e3o mais conhecida \u00e9 como aromatizante para chocolates. \u00c9, portanto, uma das principais mat\u00e9rias-primas utilizada na ind\u00fastria de doces.\n\nAl\u00e9m disso, sua utiliza\u00e7\u00e3o pelas ind\u00fastrias de cosm\u00e9ticos (perfumes) e farmac\u00eautica \u00e9 bastante significativa. Por estes motivos, o cultivo da baunilha pode ser considerada uma atividade comercial bastante interessante, desde que o produtor conhe\u00e7a e tenha acesso aos canais de vendas mais adequados.\n<h4>A Baunilha<\/h4>\nA Vanilla, Vainilla ou <strong>Baunilha<\/strong>, pertencente \u00e0 fam\u00edlia das Orquid\u00e1ceas, \u00e9 uma planta trepadeira, classificada em um g\u00eanero que congrega cerca de 50 esp\u00e9cies, todas de zonas tropicais. Linneu classificou-a inicialmente como Epidendrum, mas o bot\u00e2nico Scwartz (1799), mais tarde, passou-a para Vanilla.\n\n\u00c9 a \u00fanica esp\u00e9cie de orqu\u00eddea trepadeira.\n\n<strong>Baunilha<\/strong> \u00e9 a ess\u00eancia adocicada e arom\u00e1tica obtida dos frutos da orqu\u00eddea Vanilla planifolia. Tanto o nome do g\u00eanero Vanilla como &#8220;baunilha&#8221; derivam do espanhol vainilla, que significa &#8220;pequena vagem&#8221;, em alus\u00e3o \u00e0 forma do fruto.\n\nSuas flores, de cerca de 15 cent\u00edmetros de di\u00e2metro, s\u00e3o na maioria, de colora\u00e7\u00e3o amarelo-can\u00e1rio, com labelo de cor mais carregada. Planta trepadeira, com hastes florais cil\u00edndricas, de 2 cent\u00edmetros de espessura e colora\u00e7\u00e3o verde, emite ra\u00edzes advent\u00edcias de vari\u00e1vel comprimento. Suas ra\u00edzes descem at\u00e9 o solo \u00e0 procura de alimento. Seus \u00f3rg\u00e3os de fixa\u00e7\u00e3o s\u00e3o cauliares, que aderem aos troncos e galhos das \u00e1rvores, mantendo a planta segura.\n\nDepois de 30 dias, as favas parecem estar quase murchas, mas isso somente se d\u00e1 ap\u00f3s 6 ou 7 meses, quando chega a sua inteira matura\u00e7\u00e3o. Quando maduras, \u00e9 providenciada a colheita dos frutos. Eles chegam a ter de 20 a 25 cent\u00edmetros de comprimento e 3 cent\u00edmetros de grossura.\n\nExistem muitas esp\u00e9cies, principalmente as procedentes da Am\u00e9rica e da Ilha de Madagascar. Nessa ilha, desde que os franceses ali se instalaram, cultivaram a <strong>baunilha<\/strong> em grande escala, auxiliados pelo governo. Em 1898, exportaram cerca de 8 toneladas desse produto.\n\n\u00c9 composta de \u00f3leo graxo e \u00e1cido benz\u00f3ico. A vanilina tem propriedades excitantes. Favorece a digest\u00e3o e admite-se ser afrodis\u00edaca, antiespasm\u00f3dica, emenagoga. Pode ser encontrada em tabletes, em p\u00f3, em tintura e em por\u00e7\u00e3o. \u00c9 um dos excitantes mais agrad\u00e1veis da mat\u00e9ria m\u00e9dia e reputada afrodis\u00edaca por excel\u00eancia.\n\nAtualmente existe um aromatizante obtido artificialmente que simula o aroma de <strong>baunilha<\/strong>. Por ter uma produ\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e a baixo custo (enquanto a produ\u00e7\u00e3o de baunilha natural depende da flora\u00e7\u00e3o e frutifica\u00e7\u00e3o da planta), tem substitu\u00eddo o aroma natural na ind\u00fastria de alimentos. Entretanto, o aroma natural ainda \u00e9 artesanalmente usado em chocolates, doces, sorvetes, bebidas e confeitaria.\n\nTamb\u00e9m \u00e9 usada na perfumaria para a produ\u00e7\u00e3o de ess\u00eancias para a fabrica\u00e7\u00e3o de perfumes, sabonetes, talcos, cremes, etc.\n\nExperi\u00eancias feitas com hastes de <strong>baunilha<\/strong> introduzidas no \u00e2mago do tronco da bananeira mostraram que a planta se desenvolve com vi\u00e7o extraordin\u00e1rio e floresce logo no primeiro ano. Prova da semelhan\u00e7a da seiva que existe entre as duas plantas, servindo, deste modo, a bananeira como enxerto.\n\nNo Brasil, o Estado da Bahia \u00e9 um de seus maiores produtores e a planta\u00e7\u00e3o \u00e9 feita no per\u00edodo chuvoso com a m\u00e1xima produ\u00e7\u00e3o ocorrendo ap\u00f3s 6\/7 anos de cultivo.\n\nFonte: www.viaintegral.com\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Baunilha, Fruta, Planta, Ess\u00eancia, Uso, Hist\u00f3ria, Tipo, Flores, Aromatizante, Esp\u00e9cie, Caracter\u00edstica, Origem, Vanilla, O que \u00e9, Baunilha<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":24159,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[64],"tags":[],"class_list":["post-27063","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-alimentos-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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