{"id":27060,"date":"2016-01-22T00:00:00","date_gmt":"2016-01-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/bacuri-2\/"},"modified":"2026-09-01T18:09:16","modified_gmt":"2026-09-01T18:09:16","slug":"bacuri-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/alimentos-2\/bacuri-2\/","title":{"rendered":"Bacuri"},"content":{"rendered":"\n&nbsp;\n<p class=\"imagem\"><strong> Bacuri<\/strong><\/p>\nO <strong>Bacuri <\/strong>\u00e9 uma \u00e1rvore, at\u00e9 15m de altura ou mais e cerca de 1m de di\u00e2metro, folhas opostas, pecioladas, lanceoladas, peninervias, cori\u00e1ceas, inteiras, luzidias e glabras.\n\nFlores branco-roseas, solit\u00e1rias, grandes, terminais, fruto baga globosa, amarelo-citrina, de 7 cm de di\u00e2metro longitudinal, contendo polpa branco-amarelada, mucilaginosa, agridoce, comest\u00edvel e agrad\u00e1vel, envolvendo sementes de 3cm ou mais.\n\nFornece madeira de lei (<strong>bacuri<\/strong> amarelo) com alburno pardo e cerme amarelado, compacta, dura, el\u00e1stica, recebendo bem o verniz, pr\u00f3pria para obras hidr\u00e1ulicas, constru\u00e7\u00e3o naval e civil, t\u00e1bua de assoalho e carpintaria. A casca serve para calafetagem de embarca\u00e7\u00f5es e a resina que ela exsuda tem emprego na veterin\u00e1ria.\n\nOs frutos (<strong>bacuri<\/strong>), apesar de seu sabor delicioso e de conterem 9% de glucose (Peckolt), s\u00e3o de dif\u00edcil digest\u00e3o e por isso aproveitam-nos mais para doces, compotas, geleias, xaropes e refrescos, de larga extra\u00e7\u00e3o nos Estados do Norte.\n\nAs sementes, feculentas e comest\u00edveis, tem sabor de am\u00eandoa verdadeira e encerram, quando secas, 6% de \u00f3leo de <strong>bacuri<\/strong>, com aplica\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas.\n\nExperi\u00eancias feitas nos Estados Unidos demonstraram que esta planta \u00e9 o melhor cavalo para os enxertos de Garcinia Mangostana L., que, como se sabe, produz uma das mais finas frutas conhecidas.\n\nMuito comum em estado silvestre na regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, estende-se ao Maranh\u00e3o, Goi\u00e1s, Mato Grosso, indo at\u00e9 o Paraguai. Seu centro e dispers\u00e3o \u00e9, entretanto, o Estado do Par\u00e1, ocorrendo em quase todos os munic\u00edpios, sempre em \u00e1reas mais ou menos descampadas ou de vegeta\u00e7\u00e3o baixa. Na ilha de Maraj\u00f3 e regi\u00e3o do Salgado encontram-se as maiores concentra\u00e7\u00f5es de &#8220;<strong>bacurizieros<\/strong>&#8220;. Prolifera com estrema facilidade, tanto de sementes abandonadas como de brota\u00e7\u00f5es das ra\u00edzes, sendo, porisso, considerando at\u00e9 como um vegetal nocivo, invasor e dif\u00edcil de exterminar (Huber, id.: 391).\n\nFloresce regularmente entre junho e julho, seguindo-se a queda das folhas. Geralmente a queda dos frutos tem in\u00edcio em dezembro, prolongando-se at\u00e9 maio do ano seguinte; o cl\u00edmax da safra est\u00e1 nos meses de fevereiro e mar\u00e7o.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Bacuri\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bbacuri14.jpg\" alt=\"Bacuri\" width=\"259\" height=\"225\" \/>\n<strong>Flor sem o perianto<\/strong> <strong>de Bacuri<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Bacuri\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bbacuri15.jpg\" alt=\"Bacuri\" width=\"275\" height=\"192\" \/>\n<strong>Bot\u00f5es florais de Bacuri<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Bacuri\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bbacuri16.jpg\" alt=\"Bacuri\" width=\"242\" height=\"273\" \/>\nFlor de Bacuri<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Bacuri\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bbacuri17.jpg\" alt=\"Bacuri\" width=\"229\" height=\"273\" \/>\n<strong>Ramo de Bacuri<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Bacuri\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bbacuri18.jpg\" alt=\"Bacuri\" width=\"128\" height=\"196\" \/>\n<strong>Semente de Bacuri<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Bacuri\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bbacuri19.jpg\" alt=\"Bacuri\" width=\"310\" height=\"249\" \/>\n<strong>Frutos, inteiro e aberto de Bacuri<\/strong><\/p>\nFonte: www.geocities.com\n<h6>Bacuri<\/h6>\n<h4>ASPECTOS BOT\u00c2NICOS, ORIGEM E DISTRIBUI\u00c7\u00c3O GEOGR\u00c1FICA DO BACURIZEIRO<\/h4>\n<strong>1. NOMES VERNACULARES<\/strong>\n\nO bacurizeiro, nas \u00e1reas de ocorr\u00eancia natural, recebe diferentes denomina\u00e7\u00f5es comuns. Loureiro et al. (1979) compilou 28 sinon\u00edmias populares.\n\nEssa multiplicidade de nomes comuns indica que n\u00e3o se trata de uma esp\u00e9cie muito abundante ou de import\u00e2ncia econ\u00f4mica reconhecida em todos os locais onde ocorre de forma espont\u00e2nea (Marchiori, 1995).\n\nA prop\u00f3sito, nas \u00e1reas de ocorr\u00eancia natural da esp\u00e9cie, o extrativismo dos frutos e secundariamente da madeira s\u00f3 tem alguma import\u00e2ncia econ\u00f4mica no Par\u00e1,Maranh\u00e3o e Piau\u00ed. Nesses estados,o nome de uso mais corrente \u00e9 bacuri, palavra de origem tupi que significa \u0093o que cai logo que amadurece\u0094 (Fonseca, 1954), em alus\u00e3o ao fato de que o fruto \u00e9 normalmente coletado, n\u00e3o colhido, em decorr\u00eancia do porte elevado das plantas e, de certa forma, por ser dif\u00edcil a identifica\u00e7\u00e3o do ponto de matura\u00e7\u00e3o adequado para a colheita.\n\nTr\u00eas outras esp\u00e9cies da mesma fam\u00edlia do bacurizeiro (Symphonia globulifera L., Moronobea pulchra Ducke e Moronobea coccinea Aubl.), uma Sapotaceae (Ecclinusa bacuri Aubr\u00e9v. &amp; Pellegr.) e, ainda, uma Arecaceae (Attalea phalerata Mart. ex. Spreng), s\u00e3o tamb\u00e9m conhecidas na Amaz\u00f4nia como bacuri (Maineri &amp; Loureiro, 1964; Lorenzi et al., 1996). Ressalta-se, por\u00e9m, que todas elas recebem outras denomina\u00e7\u00f5es comuns de uso mais generalizado na regi\u00e3o, sendo a denomina\u00e7\u00e3o de bacuri usada, nas quatro primeiras esp\u00e9cies, em decorr\u00eancia da semelhan\u00e7a de suas madeiras com a do bacurizeiro. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Arecaceae, a denomina\u00e7\u00e3o \u00e9 uma varia\u00e7\u00e3o do nome comum acuri, pelo qual \u00e9 mais conhecida tanto na Amaz\u00f4nia como no Pantanal Mato-Grossense.\n\nOutras denomina\u00e7\u00f5es, de uso mais restrito na Amaz\u00f4nia Brasileira, tais como bacuri-grande e bacuri-a\u00e7u, enfatizam o tamanho do fruto (o maior dentro das diferentes esp\u00e9cies amaz\u00f4nicas da fam\u00edlia Clusiaceae, conhecidas como bacuri). Para ilustrar, o sufixo \u0093a\u00e7u\u0094, na linguagem ind\u00edgena, significa grande.\n\nNo Suriname, \u00e9 de uso mais generalizado a denomina\u00e7\u00e3o pakoeli. Na Guiana Francesa \u00e9 denominado de parcouri, parcori e manil; na Guiana \u00e9 conhecido como pakuri, pakoori, pakoeli, geelhart, ger\u0092ati, makasoe, mongomataaki e wild mammee apple.No Equador, recebe a denomina\u00e7\u00e3o \u00fanica de matazama. Na l\u00edngua inglesa \u00e9 mais comumente grafado como bakuri (Record &amp; Mell, 1924; Loureiro et al., 1979;Roosmalen,1985;Cavalcante,1996).\n\n<strong>2.TAXONOMIA<\/strong>\n\nO bacurizeiro pertence \u00e0 fam\u00edlia Clusiaceae, subfam\u00edlia Clusioideae e ao g\u00eanero Platonia, que \u00e9 monotipo. A fam\u00edlia bot\u00e2nica Clusiaceae engloba aproximadamente 1000 esp\u00e9cies subordinadas a 47 g\u00eaneros, dispersos em regi\u00f5es tropicais e subtropicais do mundo (Barroso et al., 2002, 1978; Brummit, 1992; Cronquist, 1981), e um g\u00eanero que alcan\u00e7a as regi\u00f5es temperadas (Joly, 1993). Em nove desses g\u00eaneros, cerca de 90 esp\u00e9cies s\u00e3o de plantas cujos frutos s\u00e3o comest\u00edveis (Yaacob &amp; Tindall, 1995).\n\nNo Brasil, essa fam\u00edlia est\u00e1 representada por cerca de 20 g\u00eaneros e 183 esp\u00e9cies, distribu\u00eddas nas diferentes regi\u00f5es do Pa\u00eds (Barroso, 2002). Na Amaz\u00f4nia, a fam\u00edlia \u00e9 representada por aproximados 17 g\u00eaneros e n\u00famero de esp\u00e9cies superior a 50.\n\nEntre as esp\u00e9cies frut\u00edferas nativas da Amaz\u00f4nia Brasileira, s\u00e3o encontrados cinco representantes dessa fam\u00edlia, sendo a mais importante, do ponto de vista econ\u00f4mico, o bacurizeiro (Platonia insignis Mart.).As outras pertencem ao g\u00eanero Rheedia e s\u00e3o conhecidas como bacuri-mirim (R. gardneriana Miers. ex. Pl. et.Tr.), bacuripari liso (R.brasiliensis (Mart.) Pl.et.Tr.), bacurizinho (R. acuminata (R. et. P.) Pl. et. Tr.) e bacuripari (R. macrophylla (Mart.) Pl. et. Tr.), todas de porte e frutos bem menores, e de qualidade inferior, que o bacurizeiro (Platonia insignis Mart.). Al\u00e9m disso, essas esp\u00e9cies levam, na terminologia vulgar, alus\u00e3o \u00e0 esp\u00e9cie mais conhecida.\n\nO bacurizeiro foi primeiramente descrito pelo bot\u00e2nico brasileiro Manuel Arruda da C\u00e2mara, em 1816, que o enquadrou no t\u00e1xon gen\u00e9rico Moronobea e o denominou de Moronobea esculenta Arruda da C\u00e2mara.Em 1832, o bot\u00e2nico alem\u00e3o Karl Friedrich Phillip von Martius, reconhecendo a impropriedade da inclus\u00e3o do bacurizeiro no g\u00eanero Moronobea, criou o g\u00eanero Platonia e o denominou de Platonia insignis Mart. Essa designa\u00e7\u00e3o, de uso generalizado no Brasil, pois \u00e9 como a esp\u00e9cie est\u00e1 grafada na Flora Brasiliensis (Engler, 1888), foi considerada como ileg\u00edtima, em meados do S\u00e9culo XX, pelos bot\u00e2nicos H.W. Rickett e F. A. Stafleu, pelo n\u00e3o-reconhecimento do ep\u00edteto espec\u00edfico b\u00e1sico, que deve ser respeitado por direito de propriedade quando uma esp\u00e9cie \u00e9 transferida para outro t\u00e1xon gen\u00e9rico, conforme assinala Fernandes (1996).\n\nDiante desse fato, Rickett &amp; Stafleu (1959) propuseram uma nova combina\u00e7\u00e3o \u0096 Platonia esculenta (Arruda da C\u00e2mara) Rickett et Stafleu \u0096, reconhecendo, nesse caso, o bas\u00f4nimo. No entanto, essa nova combina\u00e7\u00e3o, desde a sua proposi\u00e7\u00e3o, foi de uso bastante limitado,pois persistia a d\u00favida se o tipo descrito por Manuel Arruda da C\u00e2mara correspondia, efetivamente, a Platonia insignis Mart. A d\u00favida era decorrente do fato de que algumas caracter\u00edsticas descritas para Platonia esculenta (Arruda da C\u00e2mara) divergiam completamente de Platonia insignis Mart.\n\nRecentemente, Rijckevorsel (2002), ap\u00f3s an\u00e1lise criteriosa e detalhada das monografias publicadas sobre o bacurizeiro no S\u00e9culo XIX, concluiu pela validade do nome Platonia insignis Mart. Essa conclus\u00e3o foi baseada no fato de que o nome Moronobea esculenta est\u00e1 associado a uma publica\u00e7\u00e3o duvidosa, com descri\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria, sem diagnose e com somente uma ilustra\u00e7\u00e3o servindo como tipo, enquanto que o nome Platonia insignis est\u00e1 suportado por descri\u00e7\u00e3o e diagnose precisas, com ilustra\u00e7\u00f5es e bom material de herb\u00e1rio.\n\nO nome gen\u00e9rico Platonia \u00e9 uma homenagem ao fil\u00f3sofo grego Plat\u00e3o (Barroso, 2002). O ep\u00edteto espec\u00edfico insignis significa not\u00e1vel, insigne, importante, grande, aquele que chama a aten\u00e7\u00e3o (Rizzini &amp; Rizzini, 1983; Ferreira, 1998), isso em alus\u00e3o ao porte e \u00e0 utilidade da planta, e tamb\u00e9m ao tamanho, sabor e aroma do fruto.\n\n<strong>3. CENTRO DE ORIGEM<\/strong>\n\nNa concep\u00e7\u00e3o de Huber (1904), n\u00e3o existem d\u00favidas sobre a origem amaz\u00f4nica do bacurizeiro, assinalando, ainda, que no in\u00edcio do S\u00e9culo XX era encontrado tanto na margem esquerda quanto na margem direita do Rio Par\u00e1, e abundante na costa sudeste da Ilha de Maraj\u00f3, onde se constituiu em \u00e1rvore caracter\u00edstica das matas marginais e dos tesos e campos altos.\n\nCavalcante (1996) postula origem paraense pelo fato de que, em toda a Amaz\u00f4nia, a \u00e1rea de maior concentra\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie localiza-se no estu\u00e1rio do Rio Amazonas, com ocorr\u00eancia mais acentuada na microrregi\u00e3o Salgado e na Ilha de Maraj\u00f3, principalmente na microrregi\u00e3o Arari.\n\nNa mesorregi\u00e3o Nordeste Paraense, que engloba as microrregi\u00f5es Salgado, Bragantina, Camet\u00e1, Tom\u00e9-A\u00e7u e Guam\u00e1, consider\u00e1veis fragmentos de floresta secund\u00e1ria s\u00e3o do tipo olig\u00e1rquico, tendo como esp\u00e9cie dominante o bacurizeiro. Nessas microrregi\u00f5es, em particular nas tr\u00eas primeiras, o bacurizeiro prolifera em multiplicidade de tipos que se distinguem entre si pela colora\u00e7\u00e3o das flores, tamanho, cor e formato do fruto; espessura da casca, tamanho das sementes, n\u00famero de sementes por fruto e rendimentos porcentuais de casca, polpa e sementes, entre outras caracter\u00edsticas.\n\nNa microrregi\u00e3o Arari, na Ilha de Maraj\u00f3, a esp\u00e9cie ocorre predominantemente em \u00e1reas abertas e mais raramente em floresta prim\u00e1ria.\n\nO car\u00e1ter olig\u00e1rquico desses fragmentos de floresta \u00e9 determinado pela not\u00e1vel capacidade de regenera\u00e7\u00e3o natural do bacurizeiro, que se processa tanto por sementes e, principalmente, por brota\u00e7\u00f5es oriundas de ra\u00edzes de plantas adultas, mesmo ap\u00f3s a derrubada da planta-m\u00e3e. Essa caracter\u00edstica da esp\u00e9cie permite a transforma\u00e7\u00e3o de fragmentos de floresta secund\u00e1ria em pomares homog\u00eaneos de bacurizeiro (Figura abaixo). Essa pr\u00e1tica vem sendo efetuada, empiricamente, ao longo dos tempos, por agricultores extrativistas, e consiste na remo\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o concorrente e na redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de bacurizeiros por hectare.\n\nEm ecossistemas de vegeta\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, o bacurizeiro ocorre em agrupamentos de cinco a sete plantas. Por\u00e9m, quando se considera toda a \u00e1rea de ocorr\u00eancia, a densidade de bacurizeiros por hectare \u00e9 muito baixa (bastante inferior a um indiv\u00edduo por hectare), a exemplo do que ocorre com a maioria das esp\u00e9cies arb\u00f3reas da floresta amaz\u00f4nica.\n\nConsiderando-se os dez centros de diversidade gen\u00e9tica, propostos por Giacometti (1993) para as esp\u00e9cies frut\u00edferas nativas do Brasil, o bacurizeiro \u00e9 origin\u00e1rio do Centro 2, que corresponde \u00e0 Costa Atl\u00e2ntica e ao Baixo Amazonas. Essa \u00e1rea envolve o delta do Rio Orinoco, na Venezuela, e se estende do Oiapoque, no Amap\u00e1, aos limites leste da Amaz\u00f4nia no Maranh\u00e3o, incluindo a Ilha de Maraj\u00f3, e oeste do Rio Tapaj\u00f3s (latitude entre 5\u00b0 N e 4\u00b0 S e longitude entre 45\u00b0 W e 55\u00b0 W).\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Bacuri\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bbacuri20.jpg\" alt=\"Bacuri\" width=\"265\" height=\"380\" \/><strong>\n\u00c1rea de vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria no munic\u00edpio de Maracan\u00e3, transformada em pomar de bacurizeiro.<\/strong><\/p>\n<strong>4. DISTRIBUI\u00c7\u00c3O GEOGR\u00c1FICA<\/strong>\n\nDo Estado do Par\u00e1, o bacurizeiro se dispersou em dire\u00e7\u00e3o ao Nordeste do Brasil, alcan\u00e7ando os cerrados e os chapad\u00f5es dos estados do Maranh\u00e3o e do Piau\u00ed, onde forma povoamentos densos em \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria. Na dire\u00e7\u00e3o sul, a dispers\u00e3o atingiu os estados do Tocantins e do Mato Grosso, chegando a romper as fronteiras do Brasil ao atingir o Paraguai (Cavalcante, 1996).\n\nNa distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica do bacurizeiro, proposta por Cavalcante (1996), alguns pontos merecem considera\u00e7\u00e3o especial, como a presen\u00e7a da esp\u00e9cie no Paraguai e a n\u00e3o-considera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas em locais em que n\u00e3o \u00e9 encontrado em estado nativo.\n\nEstudos efetuados por M\u00fcller et al. (2000), conforme consta das cartas elaboradas pelo Projeto RADAMBRASIL, em herb\u00e1rios, em levantamentos flor\u00edsticos e em invent\u00e1rios florestais, indicaram dispers\u00e3o bem mais ampla na Amaz\u00f4nia Brasileira, chegando a atingir os estados de Roraima e Acre, e n\u00e3o t\u00e3o expressiva no Estado do Amazonas. Nesses locais, o bacurizeiro \u00e9 encontrado em ecossistemas de floresta prim\u00e1ria, com densidade muito inferior a um indiv\u00edduo por hectare, o que \u00e9 comum quando a esp\u00e9cie ocorre nessa situa\u00e7\u00e3o.\n\nSegundo M\u00fcller et al. (2000), o bacurizeiro, no Estado do Par\u00e1, predomina na mesorregi\u00e3o Nordeste Paraense com grande freq\u00fc\u00eancia e abund\u00e2ncia nas microrregi\u00f5es Salgado,Bragantina e Camet\u00e1; e com menor freq\u00fc\u00eancia e abund\u00e2ncia nas microrregi\u00f5es Tom\u00e9-a\u00e7u e Guam\u00e1. Na mesorregi\u00e3o Maraj\u00f3, s\u00f3 \u00e9 encontrado na microrregi\u00e3o Arari. Na primeira mesorregi\u00e3o citada, \u00e9 encontrado formando popula\u00e7\u00f5es densas em alguns s\u00edtios com n\u00famero de indiv\u00edduos adultos por hectare superior a 400. Na segunda, embora ocorrendo em abund\u00e2ncia, as plantas encontram-se mais dispersas, com densidade de 50 a 70 indiv\u00edduos adultos por hectare.\n\nA dispers\u00e3o natural, na Amaz\u00f4nia brasileira, atingiu os estados do Acre, Amap\u00e1, Amazonas, Roraima e Tocantins. Nos quatro primeiros estados, a ocorr\u00eancia \u00e9 sempre em \u00e1reas de floresta prim\u00e1ria e com reduzido n\u00famero de indiv\u00edduos por hectare, enquanto no Estado do Tocantins \u00e9 encontrado tanto em \u00e1reas de floresta prim\u00e1ria como de floresta secund\u00e1ria.\n\nNesse \u00faltimo caso, ocorre em aglomerados, particularmente nos munic\u00edpios de Araguatins, Cachoeirinha, Darcin\u00f3polis, Luzin\u00f3polis, Mauril\u00e2ndia, Palmeiras do Tocantins e Tocantin\u00f3polis, todos no norte do Estado.\n\nConquanto n\u00e3o haja registros de ocorr\u00eancia da esp\u00e9cie em Rond\u00f4nia, \u00e9 prov\u00e1vel que a dispers\u00e3o tamb\u00e9m tenha atingido esse Estado, pois n\u00e3o existem barreiras f\u00edsicas, clim\u00e1ticas e ed\u00e1ficas que impossibilitem a presen\u00e7a da esp\u00e9cie na localidade. Al\u00e9m disso, Rond\u00f4nia limita-se ao norte com o Estado do Amazonas, ao leste com o Mato Grosso e ao oeste e ao sul com a Bol\u00edvia, locais em que a esp\u00e9cie j\u00e1 foi assinalada em estado espont\u00e2neo.\n\nNa dire\u00e7\u00e3o da Regi\u00e3o Nordeste do Brasil, a dispers\u00e3o alcan\u00e7ou os estados do Maranh\u00e3o e do Piau\u00ed. No primeiro estado, ocorre em \u00e1reas lim\u00edtrofes com o Tocantins e o Par\u00e1, acompanhando, respectivamente, os cursos dos rios Tocantins e Gurupi. \u00c9 abundante no munic\u00edpio de Carutapera, onde, em algumas \u00e1reas, \u00e9 poss\u00edvel encontrar n\u00famero superior a 200 indiv\u00edduos adultos por hectare. Tamb\u00e9m \u00e9 encontrado em S\u00e3o Lu\u00eds do Maranh\u00e3o e na regi\u00e3o mais ao leste desse estado, sobretudo nos munic\u00edpios Mirador, Mat\u00f5es, Timon, Caxias, Aldeias Altas e Coelho Neto, entre outros. No Piau\u00ed, a distribui\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie est\u00e1 limitada s microrregi\u00f5es do Baixo Parna\u00edba Piauiense,Campo Maior,Teresina, M\u00e9dio Parna\u00edba Piauiense, Valen\u00e7a do Piau\u00ed e Floriano, concentrando-se, segundo Souza et al. (2000), em \u00e1rea delimitada ao norte pelo munic\u00edpio de Buriti dos Portelas (3\u00b019&#8242; de latitude Sul); ao sul, pelo munic\u00edpio de Amarante (6\u00b015&#8242; de latitude Sul); e a leste e a oeste pelos munic\u00edpios de Barras (42\u00b018&#8242; de longitude Oeste) e Palmeirais (43\u00b04&#8242; de longitude Oeste), respectivamente.\n\nEm muitos locais de ocorr\u00eancia espont\u00e2nea do bacurizeiro, no Piau\u00ed e, em especial, no Maranh\u00e3o, s\u00e3o encontradas outras esp\u00e9cies da Hil\u00e9ia Amaz\u00f4nica (Cecropia, Cedrela, Copaifera, Dipteryx, Genipa, Lecythis, Parkia e Schizolobium).\n\nNo Estado do Cear\u00e1, na serra da Ibiapaba, s\u00e3o encontrados alguns exemplares isolados em ch\u00e1caras e quintais. A presen\u00e7a da esp\u00e9cie nesse local, n\u00e3o obstante situar-se pr\u00f3ximo de alguns munic\u00edpios piauienses, onde o surgimento do bacurizeiro \u00e9 espont\u00e2neo, n\u00e3o se trata de produto de dispers\u00e3o natural, mas de introdu\u00e7\u00f5es efetuadas por cearenses que durante o ciclo da borracha dirigiram-se para a Amaz\u00f4nia e, ao retornarem, trouxeram consigo sementes e mudas de algumas esp\u00e9cies da Amaz\u00f4nia.\n\nO relato tem fundamento no fato de que os bacurizeiros presentes nessa \u00e1rea s\u00e3o bastante raros e encontrados em \u00e1reas com forte a\u00e7\u00e3o antr\u00f3pica, convivendo com outras esp\u00e9cies nativas da Amaz\u00f4nia brasileira como o a\u00e7aizeiro (Euterpe oleracea Mart.), o cacaueiro (Theobroma cacao L.), a pupunheira (Bactris gasipaes Kunth) e a seringueira (Hevea brasiliensises Muell. Arg.), al\u00e9m de esp\u00e9cies de outros continentes cultivadas na Amaz\u00f4nia (Piper nigrum L., conhecida como pimenteira-do-reino).\n\nOs exemplares presentes em Pernambuco tamb\u00e9m s\u00e3o produtos de introdu\u00e7\u00f5es efetuadas por nordestinos durante o ciclo da borracha, tese diferente ao que afirmam Guimar\u00e3es et al. (1993), que incluem esse estado na \u00e1rea de ocorr\u00eancia natural da esp\u00e9cie.\n\nA ocorr\u00eancia espont\u00e2nea fora do territ\u00f3rio brasileiro \u00e9 registrada no Suriname (Roosmalem, 1985), Guiana (Steege &amp; Persaud, 1993), Guiana Francesa (Fouque, 1989) e, de forma mais rara, na Amaz\u00f4nia Peruana, Equatoriana, Colombiana (Brako &amp; Zaruchi, 1993; Villachica et al.,1996) e Venezuelana (Kearns et al., 1998). Em todos esses pa\u00edses, a esp\u00e9cie ocorre de forma rara e sempre em \u00e1reas de floresta prim\u00e1ria, n\u00e3o tendo express\u00e3o econ\u00f4mica frut\u00edfera ou madeireira.\n\nCom rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ocorr\u00eancia no Paraguai, n\u00e3o h\u00e1 registros que comprovem sua presen\u00e7a nesse pa\u00eds, seja em estado nativo, seja cultivado, podendo-se admitir que, na dire\u00e7\u00e3o sul, a dispers\u00e3o atingiu somente o Estado do Mato Grosso, com a localiza\u00e7\u00e3o de diminuto n\u00famero de indiv\u00edduos nas margens do rio Guapor\u00e9, conforme constatou Macedo (1995). H\u00e1 tamb\u00e9m o registro em herb\u00e1rio de coleta de material bot\u00e2nico no munic\u00edpio de Pocon\u00e9.\n\n<strong>Jos\u00e9 Edmar Urano de Carvalho<\/strong>\n\n<strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong>\n\nBARROSO, G. M.; PEIXOTO, A. L.; ICHASO, C. L. F.; GUIMAR\u00c3ES, E. F.; COSTA, C. G. 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Os centros de origem e de diversidade da esp\u00e9cie est\u00e3o localizados no Par\u00e1, onde \u00e9 encontrada ampla varia\u00e7\u00e3o de forma e tamanho de frutos, rendimento e qualidade de polpa, al\u00e9m de outras caracter\u00edsticas de interesse econ\u00f4mico (Cavalcante, 1996; Macedo, 1995; Villachica et al., 1996).\n\nPor n\u00e3o constituir ainda uma cultura comercialmente estabelecida, a produ\u00e7\u00e3o de frutos \u00e9 decorrente, na quase totalidade, de atividades extrativistas, sendo raros os pomares com essa esp\u00e9cie.\n\nO <strong>bacurizeiro <\/strong>\u00e9 considerada uma esp\u00e9cie ainda n\u00e3o domesticada (Giacometti, 1990), mas de elevado potencial de uso. Nas principais \u00e1reas de ocorr\u00eancia da esp\u00e9cie, i.\u00e9., nas regi\u00f5es Amaz\u00f4nica e Meio-Norte, existe uma grande diversidade gen\u00e9tica, manifestada, principalmente, por diversas caracter\u00edsticas fenot\u00edpicas do fruto, como formato (ovalado, arredondado, achatado, periforme), tamanho (150-1000 g de peso m\u00e9dio), percentagem de polpa (3,5-30,6%), espessura (0,72 a 2,06 cm) e colora\u00e7\u00e3o da casca (verde a amarelo-citrino, passando, tamb\u00e9m, pelo marrom-avermelhado), n\u00famero de sementes por fruto, sabor e aroma, bem como nas caracter\u00edsticas bromatol\u00f3gicas (Moraes et al., 1994; Mour\u00e3o &amp; Beltrati, 1995a, 1995b). Alta varia\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 encontrada em produtividade.\n\n\u00c1rvores entre 15 e 20 anos de idade produzindo de 800-1000 frutos t\u00eam sido reportadas (FAO, 1987).\n\nPor outro lado, apesar da import\u00e2ncia que se reveste a esp\u00e9cie em ep\u00edgrafe e do seu elevado potencial econ\u00f4mico, muito pouco tem sido feito para o conhecimento e uso da mesma, quer seja na \u00e1rea de coleta, conserva\u00e7\u00e3o, caracteriza\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o de germoplasma, quer seja na de melhoramento gen\u00e9tico, visando o desenvolvimento de cultivares, ou na de manejo cultural, objetivando o desenvolvimento de pr\u00e1ticas adequadas de cultivo e manejo da esp\u00e9cie.\n\nAtualmente, um banco ativo de germoplasma (BAG) est\u00e1 sendo formado na \u00e1rea experimental da Embrapa Meio-Norte, em Teresina, PI, o qual conta com acessos de 45 matrizes coletadas em diversos pontos de ocorr\u00eancia das esp\u00e9cies no Meio-Norte (Souza et al., 2000).\n\n\u00c1rvore de porte elevado, com altura entre 15 m e 25 m, podendo atingir, nos indiv\u00edduos mais desenvolvidos, altura superior a 30 m e di\u00e2metro na altura do peito em torno de 1,00 m. O fuste \u00e9 retil\u00edneo e a copa ampla e aberta, em forma de cone invertido. As folhas s\u00e3o simples, el\u00edpticas e com disposi\u00e7\u00e3o oposta cruzada.\n\nPadr\u00e3o de vena\u00e7\u00e3o do tipo paxilato, ou seja, com nervuras secund\u00e1rias copiosas, e pr\u00f3ximas, terminando em uma nervura que acompanha toda a periferia da folha. Pec\u00edolos curtos com comprimento variando entre 1 e 2 cm. As flores s\u00e3o hermafrofitas, constitu\u00eddas de cinco p\u00e9talas de cor r\u00f3sea intensa, mais raramente de colora\u00e7\u00e3o creme quase branca ou, ainda, com todas as tonalidades entre o r\u00f3seo e o creme. Os estames est\u00e3o agrupados em cinco feixes, uniformemente distribu\u00eddos, coalescentes na base, cada feixe contendo em m\u00e9dia 82 estames. A deisc\u00eancia da antera \u00e9 longitudinal, com abund\u00e2ncia de gr\u00e3os de p\u00f3len. O ov\u00e1rio \u00e9 s\u00fapero, geralmente pentaloculado, contendo cada l\u00f3culo elevado n\u00famero de \u00f3vulos, que apresentam placenta\u00e7\u00e3o axial e est\u00e3o dispostos em duas fileiras.\n\nO estigma \u00e9 pentalobulado e, juntamente com estilete, apresentam cor verde-clara. O fruto \u00e9 do tipo bac\u00e1ceo, uniloculado, com formato arredondado, ovalado, piriforme ou achatado, nesse \u00faltimo caso com cinco sulcos vis\u00edveis na parte externa. O epicarpo \u00e9 delgado, com maior freq\u00fc\u00eancia de cor amarela e mais raramente com colora\u00e7\u00e3o verde-amarelada, marrom-avermelhada ou mais raramente verde.\n\nO mesocarpo \u00e9 espesso e de consist\u00eancia cori\u00e1cea, repleto de vasos lact\u00edferos, exudando subst\u00e2ncia resinosa de cor amarela, quando cortado ou ferido. O conjunto formado pelo epicarpo e mesocarpo, popularmente denominado de casca, representa em m\u00e9dia 70% do peso do fruto e apresenta espessura que varia entre 0,7 e 1,6 cm. A parte comest\u00edvel \u00e9 corresponde ao endocarpo, e representa em m\u00e9dia 13% do peso do fruto. \u00c9 de cor branca, com aroma forte e sabor adocicado e desprovido de vasos lact\u00edferos. As sementes s\u00e3o volumosas, de colora\u00e7\u00e3o amarronzada e representam, aproximadamente, 17% do peso fruto. Tipos raros apresentam frutos desprovidos de sementes ou com n\u00famero de sementes igual ou superior a seis.\n\nDe acordo com Souza et al. (2000), o <strong>bacurizeiro <\/strong>apresenta as fenofases de folia\u00e7\u00e3o, queda de folhas, flora\u00e7\u00e3o e frutifica\u00e7\u00e3o.\n\nSendo uma esp\u00e9cie caducif\u00f3lia, o <strong>bacurizeiro <\/strong>apresenta senesc\u00eancia de folhas em determinada \u00e9poca do seu ciclo anual de produ\u00e7\u00e3o, caracterizada, inicialmente, pela descolora\u00e7\u00e3o das folhas, as quais passam do verde para o amarronzado, seguida pela sua queda. Em fun\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter silvestre da esp\u00e9cie, o que implica em alta variabilidade entre os indiv\u00edduos, as fenofases nem sempre s\u00e3o simult\u00e2neas entre indiv\u00edduos, observando-se plantas em diferentes est\u00e1gios fenol\u00f3gicos numa mesma \u00e1rea.\n\nO <strong>bacurizeiro <\/strong>\u00e9 uma planta que se desenvolve bem em regi\u00f5es de clima \u00famido e sub\u00famido e, tamb\u00e9m, em regi\u00f5es de cerrado e cerrad\u00e3o.\n\nA ocorr\u00eancia do <strong>bacurizeiro <\/strong>em mata virgem \u00e9 rara, sendo mais comum em \u00e1reas alteradas, onde a esp\u00e9cie se localiza em mata secund\u00e1ria ou em pastagens, onde apresenta um porte menor (Souza et al., 2000).\n\nAs caracter\u00edsticas organol\u00e9pticas do fruto de <strong>bacuri<\/strong> permitem enquadr\u00e1-lo tanto no grupo de frutas para consumo in natura como no grupo de frutas industriais. A parte comest\u00edvel ou industrializ\u00e1vel do fruto \u00e9 a polpa (endocarpo), que \u00e9 usada na fabrica\u00e7\u00e3o de refresco, n\u00e9ctar, gel\u00e9ia, doce em pasta, compota, licor, iogurte, sorvete, picol\u00e9, bombom e, at\u00e9 mesmo, de uma cerveja com sabor da fruta.\n\nNa culin\u00e1ria dom\u00e9stica, o <strong>bacuri<\/strong> tem larga aplica\u00e7\u00e3o, sendo utilizado na elabora\u00e7\u00e3o de cremes, pudins, recheio de bolos, biscoitos e outras iguarias. Em algumas dessas formas de consumo, a casca do fruto, pr\u00e9-cozida, \u00e9 usada como ingrediente. Cada quilograma de polpa \u00e9 suficiente para elabora\u00e7\u00e3o de cinco litros de refresco de boa qualidade organol\u00e9ptica.\n\nO <strong>bacurizeiro <\/strong>destaca-se entre as fruteiras nativas do Norte e Nordeste do Pa\u00eds pela nobreza e fineza de seus frutos, os quais s\u00e3o intensamente disputados por coletores e consumidores. A polpa de seus frutos alcan\u00e7a alta cota\u00e7\u00e3o nos mercados da regi\u00e3o e j\u00e1 despertou a aten\u00e7\u00e3o do mercado americano (Souza et al., 2000). Segundo Campbell (1996), suas caracter\u00edsticas organol\u00e9pticas s\u00e3o excelentes, sendo doce, arom\u00e1tico e altamente apreciado.\n\nA parte comest\u00edvel do fruto (polpa) apresenta pH variando entre 2,80 e 3,50, acidez total titul\u00e1vel entre 0,32% e 1,60% e teores de s\u00f3lidos sol\u00faveis totais entre 10,2\u00b0Brix e 19,1\u00b0Brix. Essas caracter\u00edsticas, embora sofram influ\u00eancia do ambiente, apresentam forte componente gen\u00e9tico. Assim sendo, \u00e9 poss\u00edvel a sele\u00e7\u00e3o de gen\u00f3tipos cuja polpa dos frutos apresentem caracter\u00edsticas f\u00edsico-qu\u00edmicas desej\u00e1veis. Por exemplo, para o consumo in natura \u00e9 importante que o teor de s\u00f3lidos sol\u00faveis totais seja superior a 16 \u00b0Brix e que a acidez total titul\u00e1vel seja, no m\u00e1ximo, de 1,0%.\n\nO valor energ\u00e9tico da polpa de <strong>bacuri<\/strong> \u00e9 de 105 kcal\/100g de polpa, na sua maior parte determinado pelos a\u00e7\u00facares presentes, pois os teores de lip\u00eddios e, particularmente, de prote\u00ednas, s\u00e3o baixos. Dentro dos a\u00e7\u00facares totais a participa\u00e7\u00e3o relativa da sacarose \u00e9 de 1,12%, e da glucose e frutose, de 13,15% e 16,15%, respectivamente.\n\nA polpa de <strong>bacuri<\/strong> \u00e9 um alimento rico em pot\u00e1ssio, f\u00f3sforo e c\u00e1lcio e com razo\u00e1vel teor de ferro (Teixeira, 2000). Diversas vitaminas est\u00e3o presentes no bacuri, todas, por\u00e9m, em baixas concentra\u00e7\u00f5es.\n\nA forma\u00e7\u00e3o de mudas de <strong>bacurizeiro <\/strong>pode ser efetuada por sementes, pela regenera\u00e7\u00e3o da raiz prim\u00e1ria de sementes em in\u00edcio de germina\u00e7\u00e3o ou por enxertia. O processo em que se utiliza a raiz prim\u00e1ria de sementes em in\u00edcio de germina\u00e7\u00e3o, quando comparado com a propaga\u00e7\u00e3o tradicional por sementes, \u00e9 melhor por possibilitar a forma\u00e7\u00e3o de mudas ou porta-enxertos no prazo de um ano, enquanto que por sementes esse prazo \u00e9 de dois a tr\u00eas anos. Plantas propagadas por esses m\u00e9todos s\u00f3 entram em fase de produ\u00e7\u00e3o 10 a 12 anos ap\u00f3s o plantio, sendo que em alguns casos esse tempo pode chegar at\u00e9 15 anos.\n\nA propaga\u00e7\u00e3o por enxertia, por sua vez, al\u00e9m de ser um processo que conserva todas as caracter\u00edsticas gen\u00e9ticas da planta-matriz, possibilita a redu\u00e7\u00e3o do per\u00edodo de juvenilidade da planta. Por este m\u00e9todo, normalmente, as plantas entram em fase de produ\u00e7\u00e3o cinco a seis anos ap\u00f3s o plantio, embora o in\u00edcio do florescimento j\u00e1 ocorra aos tr\u00eas anos de idade. A enxertia pode ser efetuada utilizando a garfagem no topo em fenda cheia, a garfagem no topo em bisel (\u00e0 inglesa simples) ou a garfagem lateral em fenda cheia. Recomenda-se, entretanto, a utiliza\u00e7\u00e3o das duas primeiras, por proporcionarem maiores percentagens de pegamento do enxerto.\n\nAo escolher a \u00e1rea para implanta\u00e7\u00e3o do pomar deve-se ter em mente a proximidade de uma fonte de \u00e1gua para irriga\u00e7\u00e3o. Em termos de solo, o <strong>bacurizeiro <\/strong>\u00e9 uma planta r\u00fastica, n\u00e3o havendo restri\u00e7\u00f5es quanto ao tipo de terreno, desde que n\u00e3o seja sujeito a encharcamento (Souza et al., 2000). As atividades de preparo da \u00e1rea consistem em desmatamento e limpeza; ara\u00e7\u00e3o e gradagem; marca\u00e7\u00e3o, preparo e aduba\u00e7\u00e3o das covas (Calzavara, 1970).\n\nRecomenda-se utilizar covas com 0,50 m nas tr\u00eas dimens\u00f5es, quando se tratar de solos de textura leve a m\u00e9dia, ou 0,60 m para solos pesados.\n\n<strong>Em fun\u00e7\u00e3o do porte da planta e das pr\u00e1ticas culturais que se pretende dar ao pomar, os seguintes espa\u00e7amentos podem ser indicados:<\/strong> 8,0 x 7,0 m ou 7,0 x 7,0 m, quando se tratar de plantio com mudas enxertadas; e 9,0 x 9,0 m, quando a implanta\u00e7\u00e3o do pomar for feita com mudas originadas de sementes ou de \u0093p\u00e9 franco\u0094. Na realidade, por se tratar de uma esp\u00e9cie ainda n\u00e3o domesticada, informa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, principalmente na \u00e1rea de manejo agron\u00f4mico, s\u00e3o raras e frutos, na maioria das vezes, da observa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o da experimenta\u00e7\u00e3o (Souza et al., 2000).\n\nEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aduba\u00e7\u00e3o, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que esta deve, preferencialmente, ser realizada com base nos resultados da an\u00e1lise de solo (Souza et al., 2000). No entanto, na aus\u00eancia de informa\u00e7\u00f5es sobre a cultura, tentou-se, inicialmente, na Embrapa Meio-Norte, utilizar recomenda\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximas das usadas para a cultura da mangueira.\n\n<strong>Assim, nas primeiras \u00e1reas de plantio implantadas na Embrapa Meio-Norte, em Teresina-PI, foi utilizada a seguinte aduba\u00e7\u00e3o de funda\u00e7\u00e3o<\/strong>: 20 a 30 L de esterco de curral curtido\/cova; 400 a 500 g de calc\u00e1rio dolom\u00edtico\/cova; e 500 a 600 g de superfosfato simples\/cova.\n\nEntretanto, com a utiliza\u00e7\u00e3o dessa aduba\u00e7\u00e3o observou-se elevado \u00edndice de mortalidade das mudas, tendo este chegado at\u00e9 65% do estande inicial no primeiro ano do plantio. Ao arrancar as mudas mortas, detectou-se a completa podrid\u00e3o de seu sistema radicular. Por outro lado, observou-se que mudas plantadas sem o uso de qualquer tipo de aduba\u00e7\u00e3o apresentavam \u00edndice de mortalidade bem menor. Assim, chegou-se a conclus\u00e3o que, na verdade, o esterco de curral devia estar propiciando um ambiente favor\u00e1vel \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o de um fungo (ainda n\u00e3o identificado), o qual, provavelmente, \u00e9 o respons\u00e1vel pela podrid\u00e3o das ra\u00edzes das plantas. Em fun\u00e7\u00e3o desse problema, parou-se de utilizar esterco, at\u00e9 que se tenham dados experimentais que comprovem o contr\u00e1rio.\n\nDe acordo com Calzavara (1970), a alta rusticidade do <strong>bacurizeiro<\/strong>, aliada \u00e0s necessidades de poucos cuidados operacionais, fazem do mesmo uma esp\u00e9cie ideal para o desenvolvimento da fruticultura em \u00e1reas litor\u00e2neas.\n\nNo entanto, mesmo em se tratando de uma planta r\u00fastica e pouco exigente em condi\u00e7\u00f5es naturais, pr\u00e1ticas culturais espec\u00edficas s\u00e3o necess\u00e1rias e essenciais para o bom desenvolvimento e produ\u00e7\u00e3o do pomar de <strong>bacuri<\/strong>, assim como acontece com as demais fruteiras (Villachica et al., 1996).\n\n<strong>Neste contexto, as seguintes pr\u00e1ticas culturais s\u00e3o recomendadas: <\/strong>podas, manejo do mato, aduba\u00e7\u00f5es de cobertura, irriga\u00e7\u00e3o e controle fitossanit\u00e1rio.\n\nOs frutos de <strong>bacuri<\/strong> atingem o ponto de colheita em torno de 120 a 150 dias ap\u00f3s a flora\u00e7\u00e3o\/frutifica\u00e7\u00e3o (Calzavara, 1970).\n\nNormalmente, em <strong>bacurizeiros <\/strong>nativos os frutos s\u00e3o coletados ap\u00f3s sua queda natural, em virtude da grande altura que a planta atinge. Villachica et al. (1996) relatam que o uso de plantas enxertadas resulta em \u00e1rvores menores, tornando conveniente o estudo de m\u00e9todos mais adequados de colheita, o que j\u00e1 vem sendo observado nos trabalhos realizados no Brasil, principalmente pela Embrapa Meio-Norte e Embrapa Amaz\u00f4nia Oriental (Souza et al., 2000).\n\nDevido \u00e0 prote\u00e7\u00e3o dada pela casca grossa, os frutos n\u00e3o se danificam facilmente e podem ser transportados a grandes dist\u00e2ncias, mantendo boas condi\u00e7\u00f5es (Calzavara, 1970). A polpa mant\u00e9m sua qualidade para o consumo direto por 5 a 10 dias, contados desde o momento da queda do fruto. Este per\u00edodo pode ser prolongado quando os frutos s\u00e3o colhidos nas \u00e1rvores (Villachica et al., 1996).\n\nA industrializa\u00e7\u00e3o do fruto de <strong>bacuri<\/strong> tem sido efetuada atrav\u00e9s de pequenas ind\u00fastrias, que se utilizam, principalmente, das se\u00e7\u00f5es partenoc\u00e1rpicas dos frutos para a produ\u00e7\u00e3o de diferentes produtos.\n\nAl\u00e9m da gel\u00e9ia e do sorvete, usa-se a polpa para a fabrica\u00e7\u00e3o de suco, doce, pudim e compota (Villachica et al., 1996). Um produto tradicional na regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, e que atrai a aten\u00e7\u00e3o de visitantes, \u00e9 o chocolate com recheio de <strong>bacuri<\/strong>. O recheio oferece um contraste interessante com o chocolate e torna o produto muito apreciado.\n\nA polpa, mat\u00e9ria-prima para as ind\u00fastrias de processamento da regi\u00e3o, pode ser encontrada durante todo o ano, sendo mantida em freezers ou c\u00e2maras frigor\u00edficas em temperaturas de -10 \u00baC a -20 \u00baC, sem que ocorram altera\u00e7\u00f5es muito significativas por per\u00edodos de at\u00e9 oito meses (Santos, 1982).\n\nFonte: www.cnip.org.br\n<h6>Bacuri<\/h6>\n<strong>Nome cient\u00edfico:<\/strong> Platonia Insignus Mat\n\n<strong>Origem: <\/strong>Nordeste do Brasil\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Bacuri\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bbacuri23.jpg\" alt=\"Bacuri\" width=\"307\" height=\"176\" \/><strong>\nBacuri \u0096 fruto <\/strong><\/p>\nMuitas lendas remetem a origem do <strong>bacuri<\/strong>, proveniente de uma \u00e1rvore frondosa, com folhas grandes e brilhantes, que da origem ao fruto de sabor e aroma inigual\u00e1veis. Muito apreciado pelos moradores da regi\u00e3o durante a safra que vai de dezembro a abril.\n\nO cultivo do <strong>bacuri<\/strong> ainda \u00e9 extrativista pela dificuldade de propaga\u00e7\u00e3o e pelo crescimento relativamente lento da planta, o que torna o seu pre\u00e7o elevado.\n\n<strong>No Piau\u00ed \u00e9 poss\u00edvel encontrar diversas prepara\u00e7\u00f5es a partir do bacuri: <\/strong>sorvetes, compotas, gel\u00e9ias, torta.\n\n\u0094Conta uma lenda que certo dia apareceu uma cabe\u00e7a de um \u00edndio kaxinau\u00e1 rolando pela selva, decepada sem motivo por um de seus companheiros. Trazia a cabe\u00e7a rolante teimosas exig\u00eancias, como recompensa pela morte n\u00e3o merecida. Uma delas era que os \u00edndios de sua tribo sa\u00edssem pela floresta colhendo todos os exemplares de um fruto amarelo escuro todo manchado, de casca grossa e dura, polpa deliciosamente arom\u00e1tica, ca\u00eddos de uma \u00e1rvore ponteada de flores rosas e vermelhas.\n\nTratava-se do <strong>bacuri<\/strong>, que daquele momento em diante, haveria de ser s\u00f3 dela. Por muito tempo os kaxinau\u00e1s obedeceram tal ordem, colhendo-os exclusivamente do ch\u00e3o. Certo dia um dos \u00edndios resolveu desobedecer a ordem e provar o fruto, sendo seguido por seus companheiros.\n\nA cabe\u00e7a, furiosa e contrariada, retirou-se aos c\u00e9us, convertendo-se na Lua. Desde ent\u00e3o, diz-se \u00e0queles que provam o <strong>bacuri<\/strong> que conv\u00e9m dar as costas a Lua para que ela n\u00e3o se zangue, prejudicando a safra da fruta\u0094 (Frutas Brasil Frutas &#8211; TASSARA, Helena; SILVA, Silvestre).\n\n<strong>Propriedades terap\u00eauticas:<\/strong> digestivo, diur\u00e9tico e cicatrizante.\n\n<strong>Informa\u00e7\u00f5es Nutricionais: <\/strong>100g possui 125 cal (kcal).\n<h4>O <strong>bacuri<\/strong><\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Bacuri\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bbacuri22.jpg\" alt=\"Bacuri\" width=\"307\" height=\"208\" \/><strong>\nBacuri \u0096 fruto <\/strong><\/p>\nO <strong>bacuri<\/strong> \u00e9 uma das frutas mais populares da regi\u00e3o norte e dos estados vizinhos \u00e0 regi\u00e3o Amaz\u00f4nica. A fruta mede cerca de 10 cm e apresenta uma casca dura e resinosa. Sua polpa \u00e9 branca, de aroma agrad\u00e1vel e sabor intenso.\n\nO <strong>bacurizeiro<\/strong> \u00e9 nativo da regi\u00e3o Amaz\u00f4nica \u0096 que inclui parte do Maranh\u00e3o \u0096 e se adapta melhor ao solo pobre, argiloso ou arenoso. A \u00e1rvore pode ultrapassar os 30 metros de altura e produz frutos apenas depois dos 15 anos de idade.\n\nCada <strong>bacurizeiro <\/strong>produz em m\u00e9dia de 200 a 300 frutos por ano. Quando maduros, os bacuris caem ao ch\u00e3o, geralmente entre os meses de dezembro e maio.\n\nDelicioso in natura, quando maduro, o bacuri tamb\u00e9m pode ser saboreado em sorvetes, sucos, compotas, gel\u00e9ias e licores.\n\nFonte: www.alimentares.com\/www.brasilsabor.com.br\n<h6>Bacuri<\/h6>\nAssim como a banana, o <strong>bacuri<\/strong> \u0096 fruta originaria do norte da Am\u00e9rica do Sul \u0096 tamb\u00e9m \u00e9 rico em f\u00f3sforo, c\u00e1lcio e carboidratos.\n\nSeu nome, em ind\u00edgena, significa \u0093fruta que cai da \u00e1rvore quando amadurece\u0094, j\u00e1 que a \u00e1rvore do <strong>bacuri<\/strong> pode chegar a 25 metros.\n\nO <strong>bacuzeiro <\/strong>\u00e9 uma esp\u00e9cie frut\u00edfera e madeireira, encontrado principalmente no Par\u00e1, Maranh\u00e3o, Piau\u00ed, Tocantins e Mato Grosso. Al\u00e9m do Brasil, o <strong>bacuri<\/strong> tamb\u00e9m \u00e9 encontrado nas Guianas, Peru, Bol\u00edvia, Col\u00f4mbia e Equador.\n\nO <strong>bacuri<\/strong> tem a forma ov\u00f3ide, mede cerca de 12 cm e pesa aproximadamente um quilo.\n\nA casca \u00e9 grossa e a polpa macia, de sabor agridoce e com quatro sementes A demora em come\u00e7ar a produzir \u0096 ap\u00f3s 10 anos do plantio \u0096 n\u00e3o estimula a produ\u00e7\u00e3o e eleva muito o pre\u00e7o da polpa. \u00c9 uma fruta muito delicada e que estraga com facilidade. Com a polpa do <strong>bacuri<\/strong> \u00e9 feito gel\u00e9ia, doce em pasta, compota, licor, iogurte, sorvete, recheio de bolos, cremes e pudins.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Bacuri\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bbacuri24.jpg\" alt=\"Bacuri\" width=\"274\" height=\"203\" \/><strong>\nBacuri \u0096 fruto <\/strong><\/p>\n\n<h4>Origem<\/h4>\nNorte da Am\u00e9rica do Sul \u0096 difundiu-se a partir do Par\u00e1, para o Maranh\u00e3o, chegando tamb\u00e9m a Goi\u00e1s, Mato Grosso e indo at\u00e9 o Paraguai.\n<h4>Outros nomes<\/h4>\nIb\u00e1-cur\u00ed, bacori, pacuri-uva, uvas-de-bacuri. O nome \u00e9 ind\u00edgena e significa \u0093fruta que cai da \u00e1rvore quando amadurece\u0094, pois o <strong>bacurizeiro <\/strong>pode atingir 25 metros\n<h4>Caracter\u00edsticas<\/h4>\nTem a forma ov\u00f3ide, mede cerca de 12 cent\u00edmetros e pesa, mais ou menos, um quilo; a casca \u00e9 grossa, amarelada, a polpa \u00e9 branca (mas fica amarelada, quando exposta ao ar, logo que a fruta \u00e9 aberta), macia, de sabor agridoce muito agrad\u00e1vel \u0096 com ligeiro gosto de flor; tem cerca de quatro sementes (que tamb\u00e9m podem ser comidas), mas uma delas nunca se desenvolve. Logo que o fruto \u00e9 colhido, desprende uma resina amarela e avermelhada. S\u00f3 come\u00e7a a produzir, depois de 10 anos de plantado, o que n\u00e3o incentiva o cultivo, elevando bastante o pre\u00e7o da polpa.\n<h4>Dicas para comprar<\/h4>\n<strong>Encontrada nas feiras e mercados no norte do Brasil e nos demais Estados citados, deve-se observar o aspecto geral da fruta<\/strong>: sem manchas, marcas ou les\u00f5es na casca, al\u00e9m das demais caracter\u00edsticas abordadas acima. \u00c9 uma fruta delicada e facilmente perec\u00edvel, e cuidados especiais precisam ser tomados como, por exemplo, o fato de que deve ser colhida e comida no mesmo dia, porque, caso contr\u00e1rio, perder\u00e1 seu frescor, azedando e apodrecendo.\n<h4>Dicas para consumo<\/h4>\n<strong>Tem grande variedade de uso:<\/strong> refresco, sorvete, licor, gel\u00e9ia, torta, creme, bolo e outros doces.\n<h4>Composi\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<strong>Em 100 gramas da polpa, s\u00e3o encontradas: <\/strong>\n<blockquote>Vitaminas (A, B1, B2, Niacina);\nGlic\u00eddios;\nProte\u00ednas;\nLip\u00eddios;\nSais Minerais (C\u00e1lcio, F\u00f3sforo, Ferro)<\/blockquote>\n<h4>Indica\u00e7\u00f5es Terap\u00eauticas<\/h4>\n\u00c9 digestivo, diur\u00e9tico e cicatrizante.\n\nFonte: blig.ig.com.br\/www.paty.posto7.com.br\n<h6>Bacuri<\/h6>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Bacuri\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bbacuri25.jpg\" alt=\"Bacuri\" width=\"308\" height=\"229\" \/><strong>\nBacurizeiro<\/strong><\/p>\nEmbora o <strong>bacurizeiro <\/strong>possa ser encontrado em todo o Brasil, \u00e9 no Par\u00e1 que est\u00e3o as maiores concentra\u00e7\u00f5es dessa \u00e1rvore.\n\nH\u00e1 muitas variedades de <strong>bacuri<\/strong>, sendo que as mais conhecidas s\u00e3o o bacuri-vermelho, o bacuri-de-folha-mi\u00fada e o bacuri-de-folha-larga.\n\nO fruto pode ser redondo ou comprido.\n\nO primeiro se parece com uma laranja grande, pesa cerce de 300 gramas e tem sementes recobertas por uma polpa clara, doce e perfumada. Uma particularidade do <strong>bacuri<\/strong> \u00e9 que algumas partes da polpa \u0096 chamadas &#8220;filhos do bacuri&#8221; \u0096 n\u00e3o t\u00eam sementes e s\u00e3o mais doces que o resto da fruta, sendo por isso muito apreciadas.\n\nO <strong>bacuri<\/strong> comprido diferencia-se do redondo n\u00e3o s\u00f3 pela forma como por ter maior quantidade de &#8220;filhos&#8221;. Embora possa ser comido ao natural, o bacuri \u00e9 mais consumido em doces, em gel\u00e9ias e refrescos.\n\n<strong>Um detalhe importante em rela\u00e7\u00e3o ao bacuri:<\/strong> ele n\u00e3o deve ser colhido no p\u00e9, pois cont\u00e9m uma resina que estraga seu sabor. Portanto, recomenda-se apenas recolher o fruto depois que ele cair no ch\u00e3o.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Bacuri\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bbacuri26.jpg\" alt=\"Bacuri\" width=\"303\" height=\"224\" \/><strong>\nBacuri \u0096 fruto <\/strong><\/p>\n\n<h4>Caracter\u00edsticas Gerais<\/h4>\nHumilde ante seu parente mais famoso, o <strong>BACURI<\/strong>, este fruto \u00e9, entretanto, deveras apreciado pela maioria da popula\u00e7\u00e3o, sendo consumido em estado natural. Bem menos carnudo, cont\u00e9m at\u00e9 quatro sementes envolvidas por uma polpa branca, mucilaginosa e, \u00e0s vezes, bastante \u00e1cida. Embora esteja disperso at\u00e9 o Paraguai, \u00e9, provavelmente, de origem amaz\u00f4nica, pois, em estado silvestre, pontifica n\u00e3o s\u00f3 as matas de terra firme, como tamb\u00e9m na v\u00e1rzea, nos igap\u00f3s, nas capoeiras, etc., sendo, de todos os bacuris, o mais cultivado por toda a regi\u00e3o. O per\u00edodo de flora\u00e7\u00e3o ocorre entre junho e novembro, e o amadurecimento dos frutos vai de agosto a fevereiro do ano subseq\u00fcente.\n<p class=\"ftconteudo\"><strong>Tabela Nutricional Informa\u00e7\u00e3o nutricional referente \u00e0 por\u00e7\u00e3o de 100g<\/strong><\/p>\n\n<table border=\"0\" width=\"227\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<td class=\"style6\"><strong>Valor Cal\u00f3rico<\/strong><\/td>\n<td><strong>39Kcal=163kJ<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td class=\"style6\">Carboidratos<\/td>\n<td>7,1g<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td class=\"style6\">Proteina<\/td>\n<td>1,0g<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td class=\"style6\">Fibra Alimentar<\/td>\n<td>2,0g<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td class=\"style6\">Gordura Total<\/td>\n<td>1,0g<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td class=\"style6\">Gordura Saturadas<\/td>\n<td>0,0g<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td class=\"style6\">Gordura Trans<\/td>\n<td>0,0g<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td class=\"style6\">S\u00f3dio<\/td>\n<td>0,0mg<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\nFonte: www.horti.com.br\/www.todafruta.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bacuri, Fruta, Amaz\u00f4nica, \u00c1rvore, Tipo, Origem, Uso, Propriedade, Composi\u00e7\u00e3o, Bacurizeiro, Caracter\u00edstica, Descri\u00e7\u00e3o, Bacuri<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":24133,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[64],"tags":[],"class_list":["post-27060","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-alimentos-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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