{"id":27054,"date":"2016-01-22T00:00:00","date_gmt":"2016-01-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/arroz-2\/"},"modified":"2026-09-01T18:09:12","modified_gmt":"2026-09-01T18:09:12","slug":"arroz-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/alimentos-2\/arroz-2\/","title":{"rendered":"Arroz"},"content":{"rendered":"\n&nbsp;\n<h4>Hist\u00f3ria do Arroz<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arroz\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/aarroz-30.jpg\" alt=\"Arroz\" width=\"360\" height=\"265\" \/><strong>\nArroz<\/strong><\/p>\nO <strong>arroz<\/strong> \u00e9 um cereal da fam\u00edlia das gram\u00edneas, riqu\u00edssimo em carboidratos.\n\n\u00c9 uma planta anual, que chega a atingir um metro de altura e que tem desenvolvimento mais vigoroso em clima tropical (quente e \u00famido).\n\nSeu caule \u00e9 um colmo, esp\u00e9cie com n\u00f3s bem marcados, t\u00edpico das gram\u00edneas, e suas folhas s\u00e3o compridas e pontiagudas.\n\nSuas sementes, a parte comest\u00edvel da planta, nascem em espigas densas e compactas, distribu\u00eddas em diferentes hastes.\n\n<strong>Como todo cereal, \u00e9 constitu\u00eddo por tr\u00eas elementos principais: <\/strong>um gr\u00e3o farin\u00e1ceo, um germe rico em prote\u00ednas e dois revestimentos que protegem o gr\u00e3o (o farelo, comest\u00edvel, e a casca externa).\n\nSeu cultivo data de 3.000 a.C., em terrenos secos ou irrigados da China.\n\nA esp\u00e9cie Oryza Sativa, no entanto, pode ter surgido no sul da \u00cdndia para, depois, se espalhar por toda a China e, mais tarde, Cor\u00e9ia, Filipinas (2.000 a.C.), Jap\u00e3o e Indon\u00e9sia (1.000 a.C.).\n\nA partir da\u00ed, o cereal foi disseminado pelo mundo, primeiro com a importa\u00e7\u00e3o dos Persas para a Mesopot\u00e2mia e a Turquia. Posteriormente, Alexandre, o Grande, invadiria a \u00cdndia e o levaria at\u00e9 a Gr\u00e9cia. Os viajantes \u00e1rabes apresentaram o arroz ao Egito, Marrocos e Espanha, enquanto Portugal e Holanda foram respons\u00e1veis por introduzi-lo em pa\u00edses da \u00c1frica Ocidental e das Am\u00e9ricas, entre os s\u00e9culos 15 e 17.\n\nAcredita-se que o Brasil foi o primeiro pa\u00eds da Am\u00e9rica a cultivar o arroz, j\u00e1 que o cereal teria surgido de forma espont\u00e2nea anteriormente ao descobrimento do pa\u00eds.\n\nJ\u00e1 no s\u00e9culo 16, lavouras e arrozeiras ocupavam terras da Bahia, seguindo, um s\u00e9culo depois, para o Estado de S\u00e3o Paulo. Mas foi somente com a abertura dos portos, em 1808, que o cereal passou a entrar em grande quantidade no Pa\u00eds.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arroz\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/aarroz-33.jpg\" alt=\"Arroz\" width=\"382\" height=\"286\" \/><strong>\nArroz<\/strong><\/p>\n\n<h4>Cultivo<\/h4>\nOs cuidados com a colheita do arroz come\u00e7am na programa\u00e7\u00e3o do plantio. Para bons resultados, o gr\u00e3o deve ser cultivado em temperatura amena, superior aos 12\u00ba C.\n\n<strong>A \u00e1rea de plantio deve ser escolhida de acordo com sua capacidade de colheita, j\u00e1 que o arroz tem \u00e9poca certa para ser colhido:<\/strong> antes da matura\u00e7\u00e3o, o gr\u00e3o \u00e9 de baixa qualidade, impr\u00f3prio para o consumo; depois do processo, boa parte \u00e9 desperdi\u00e7ada por cair no solo.\n\nAp\u00f3s a colheita, vem a secagem, que pode ser feita em terreiros ou secadores.\n\n<strong>Nas pequenas propriedades, \u00e9 mais comum a secagem em terreiros:<\/strong> o <strong>arroz<\/strong> \u00e9 remexido continuamente para evitar fermenta\u00e7\u00f5es prejudiciais. Quando os gr\u00e3os atingem 13% a 14% de umidade, a secagem est\u00e1 finalizada e os gr\u00e3os devem ser recolhidos.\n\nO processo n\u00e3o pode ser muito r\u00e1pido, para evitar o trincamento do gr\u00e3o. Em grandes lavouras, usa-se o secador mec\u00e2nico pois o arroz \u00e9 colhido com alto grau de umidade.\n\nNa seq\u00fc\u00eancia, o arroz entra no processo de beneficiamento, onde s\u00e3o removidas cascas e feito o polimento dos gr\u00e3os. Assim, o produto ganha um aspecto de maior cota\u00e7\u00e3o comercial, com a uniformidade e o brilho dos gr\u00e3os.\n\nOs que ficam muito secos viram quirera. Embora seja muito mais rico em sua forma integral, \u00e9 mais apreciado ap\u00f3s o beneficiamento e polimento, sob a forma de arroz branco.\n<h4>Tipos<\/h4>\n<h4>Arroz Polido<\/h4>\nTamb\u00e9m conhecido como arroz branco, \u00e9 o gr\u00e3o que foi descascado e polido, j\u00e1 sem importantes nutrientes.\n\nO gr\u00e3o curto e redondo tende a empapar quando cozido, n\u00e3o fica bom em pratos salgados, por isso \u00e9 mais usado para fazer arroz-doce. O gr\u00e3o m\u00e9dio, com comprimento tr\u00eas vezes maior do que sua espessura, pode ser usado em receitas salgadas ou doces, mas \u00e9 especialmente indicado para o preparo de risotos.\n\nO arroz tipo arb\u00f3reo \u00e9 uma deriva\u00e7\u00e3o do gr\u00e3o m\u00e9dio e \u00f3timo para risotos. O gr\u00e3o longo \u00e9 a escolha ideal para a maioria dos pratos salgados. Eles s\u00e3o de quatro a cinco vezes mais longos do que espessos. Quando cozido corretamente, fica leve e fofo, com gr\u00e3os bem soltos.\n<h4>Arroz Parboilizado<\/h4>\nConhecido como arroz de gr\u00e3o separado ou arroz que n\u00e3o empapa.\n\nQuando cru, \u00e9 mais amarelado do que o arroz branco, mas essa diferen\u00e7a desaparece com o cozimento.\n\nEm geral, \u00e9 arroz de gr\u00e3o longo, que \u00e9 submetido a vapor, sob press\u00e3o, antes do beneficiamento. Esse processo facilita o cozimento e aumenta o valor nutritivo do cereal, pois beneficia os minerais existentes nas camadas externas.\n<h4>Arroz Instant\u00e2neo<\/h4>\nAp\u00f3s o beneficiamento, \u00e9 completamente cozido e tem toda sua umidade retirada. Para reconstitu\u00ed-lo, basta juntar \u00e1gua fervente, cozinhando por pouco tempo. \u00c9 muito pr\u00e1tico, por\u00e9m tem custo um pouco mais alto.\n<h4>Arroz Selvagem<\/h4>\nApesar do nome, n\u00e3o \u00e9 arroz verdadeiro, mas sim uma gram\u00ednea aqu\u00e1tica, com longas sementes escuras. Por ser caro, em geral \u00e9 misturado ao arroz integral.\n\nMais nutritivo e rico em prote\u00ednas, sais minerais e vitamina B do que o arroz comum. Bom acompanhamento para carnes e aves.\n<h4>Arroz Integral<\/h4>\nTem um gosto mais definido do que o arroz branco e demora mais para cozinhar.\n<h4>Arroz Patna<\/h4>\n\u00c9 o nome dado a uma variedade particular de arroz indiano, de gr\u00e3o longo.\n<h4>Arroz Basmati<\/h4>\nOutra variedade de arroz indiano longo, cultivado perto do Himalaia. Tem sabor peculiar e \u00e9 o acompanhamento ideal para os pratos indianos.\n<h4>Classifica\u00e7\u00e3o e Conserva\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<blockquote>A classifica\u00e7\u00e3o num\u00e9rica encontrada nas embalagens &#8211; Tipo 1 e Tipo 2 &#8211; determina a apar\u00eancia e o grau de inteireza do gr\u00e3o de arroz.\nEm casa, o arroz deve ser mantido em recipiente bem fechado e armazenado em local seco e arejado.\nPara guardar o arroz j\u00e1 cozido, coloque-o em recipiente que feche hermeticamente e mantenha na geladeira.<\/blockquote>\n<strong>Curiosidades<\/strong>\n\nA palavra arroz vem do \u00e1rabe al-ruz.\n\nO tradicional costume de se atirar arroz aos noivos, ap\u00f3s uma cerim\u00f4nia nupcial, vem da China, onde o gr\u00e3o \u00e9 sagrado e considerado s\u00edmbolo de fartura e felicidade.\n\nMetade da popula\u00e7\u00e3o mundial depende do arroz para sua subsist\u00eancia.\n\nA \u00e1gua do arroz \u00e9 boa para amaciar a pele do rosto. Depois de umedecer com o l\u00edquido e deixar secar, \u00e9 s\u00f3 enxaguar com \u00e1gua fria.\n\nO l\u00edquido esbranqui\u00e7ado, formado depois que a \u00e1gua do arroz come\u00e7a a ferver, \u00e9 \u00f3timo para conter o intestino solto dos beb\u00eas.\n\n<strong>O arroz<\/strong>\n\nMais da metade da popula\u00e7\u00e3o do mundo come arroz. E boa parte desse mundo diz, tamb\u00e9m, que o integral \u00e9 mais saud\u00e1vel do que o branco.\n\nMas esse \u00e9 s\u00f3 um dos detalhes que envolvem esse cereal. Para voc\u00ea conhecer melhor o que anda comendo, convidamos a Doutora Maria Mercedes Granja, nutr\u00f3loga, cosmiatra e professora da Sociedade Brasileira de Medicina Est\u00e9tica, para apresentar com profundidade esse companheiro quase di\u00e1rio de todos n\u00f3s.\n<h4>Hist\u00f3ria<\/h4>\nA explica\u00e7\u00e3o mais prov\u00e1vel \u00e9 que o arroz seja origin\u00e1rio da \u00c1sia e que as primeiras culturas tenham sido iniciadas h\u00e1 sete mil anos, na China. \u0093Atrav\u00e9s dos mouros, chegou, inicialmente, \u00e0 pen\u00ednsula ib\u00e9rica no s\u00e9culo VIII e, em sete s\u00e9culos, espalhou-se pelo resto da Europa\u0094, diz a nutr\u00f3loga. Com a descoberta e coloniza\u00e7\u00e3o das Am\u00e9ricas, seu cultivo tornou-se popular no mundo inteiro.\n\n\u0093Hoje, o arroz \u00e9 a terceira maior cultura de cereais do mundo, ficando atr\u00e1s do milho e do trigo\u0094.\n<h4>Casca<\/h4>\nO arroz \u00e9 composto por tr\u00eas partes. A primeira delas, a casca, representa 22% do volume de cada gr\u00e3o e \u00e9 composta quase exclusivamente por fibras e carboidratos. \u0093\u00c9 aproveitada para a alimenta\u00e7\u00e3o de fornalhas, adubo e ra\u00e7\u00e3o animal\u0094, explica Maria Mercedes.\n\nA segunda \u00e9 o germe (ou farelo) que merece uma explica\u00e7\u00e3o \u00e0 parte (abaixo). E, por \u00faltimo, o gr\u00e3o ou miolo. \u0093\u00c9 a parte mais consumida do cereal e representa cerca de 70% dele\u0094.\n<h4>Germe<\/h4>\nLogo abaixo da casca, est\u00e1 o germe ou farelo. Ele comp\u00f5e 8% de cada gr\u00e3o, e \u00e9 a parte mais nutritiva dele, pois cont\u00e9m prote\u00ednas, cinzas, fibras, gorduras e carboidratos. \u0093Apesar das altas concentra\u00e7\u00f5es, suas prote\u00ednas n\u00e3o apresentam alto valor biol\u00f3gico, por isso n\u00e3o s\u00e3o muito importantes\u0094, diz a m\u00e9dica. J\u00e1 as cinzas concentram a quase totalidade dos sais minerais e vitaminas do complexo B. \u0093Juntamente com as cinzas, as fibras tamb\u00e9m s\u00e3o importantes ao auxiliarem na digest\u00e3o. Por\u00e9m, elas se perdem quando o farelo \u00e9 processado de forma incorreta\u0094.\n<h4>Nutri\u00e7\u00e3o<\/h4>\nO arroz polido \u00e9 constitu\u00eddo principalmente por amido, apresentando quantidades menores de prote\u00ednas, lip\u00eddios, fibras e cinzas. \u0093Pelo seu alto conte\u00fado em carboidratos na forma de amido, sua principal fun\u00e7\u00e3o \u00e9 energ\u00e9tica. Nesse aspecto n\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7a entre o integral e o polido\u0094.\n\nPor\u00e9m, a velocidade com que essa energia \u00e9 absorvida, provocando picos do horm\u00f4nio insulina, \u00e9 muito maior para o arroz polido do que para o integral e, por isso, o segundo \u00e9 mais indicado. \u0093Isso porque a casca do arroz faz com que o amido seja menos digerido e, consequentemente, menos absorvido, o que torna o integral importante na preven\u00e7\u00e3o e no tratamento de doen\u00e7as como o diabetes e hiperlipidemias\u0094.\n<h4>Rem\u00e9dio<\/h4>\nA m\u00e9dica diz que, em quadros de intestino solto, o arroz branco puro \u00e9 o melhor alimento s\u00f3lido para aliviar o est\u00f4mago e regular a evacua\u00e7\u00e3o, at\u00e9 a melhora do quadro cl\u00ednico. Segundo a nutr\u00f3loga, \u00e9 indicado devido ao alto teor de amido. \u0093Um rem\u00e9dio caseiro simples e eficiente \u00e9 a \u00e1gua de arroz, obtida pela fervura de 1 x\u00edcara do gr\u00e3o e uma cenoura grande, sem pele, cozida em um litro e meio de \u00e1gua com sal\u0094, ensina Maria Mercedes.\n<h4>Descascados<\/h4>\nQuando o arroz \u00e9 descascado, ele perde toda a fibra que o reveste e o germe. \u0093Com isso, fica perdido um importante aliado \u00e0 sa\u00fade, pois sua capacidade de reten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua auxilia na preven\u00e7\u00e3o da constipa\u00e7\u00e3o e no desenvolvimento da microflora do intestino grosso, com importantes efeitos sobre a sa\u00fade\u0094. Al\u00e9m disso, a subst\u00e2ncia reduz a press\u00e3o arterial, a concentra\u00e7\u00e3o do colesterol e triglic\u00e9rides, controla a glicose sangu\u00ednea e auxilia na preven\u00e7\u00e3o e no controle de algumas doen\u00e7as cr\u00f4nicas.\n\nMas a m\u00e9dica faz uma observa\u00e7\u00e3o. \u0093O excesso de fibras pode diminuir a absor\u00e7\u00e3o de minerais da dieta\u0094. A perda do germe tamb\u00e9m \u00e9 um fator negativo, pois nele est\u00e3o concentrados outros nutrientes (j\u00e1 citados).. \u0093Os polifen\u00f3is e o \u00e1cido f\u00edtico, antioxidantes, est\u00e3o principalmente nas camadas externas, sendo a maior parte removida durante o polimento\u0094.\n\n<strong>Conclus\u00e3o: <\/strong>s\u00f3 o arroz integral conserva essa caracter\u00edstica.\n<h4>Os tipos de arroz<\/h4>\nPoucos pratos n\u00e3o t\u00eam arroz. H\u00e1 quem o sirva os gr\u00e3os branquinhos at\u00e9 acompanhado de macarr\u00e3o. E h\u00e1 tamb\u00e9m as receitas feitas com o cereal, como os italianos risotos ou os japoneses sushis e temakis. E s\u00e3o v\u00e1rios tipos diferentes.\n<h4>Tipos<\/h4>\n<blockquote><strong>Integral: <\/strong>\u00c9 o pr\u00f3prio gr\u00e3o, in natura, antes de sofrer qualquer beneficiamento, pois conserva sua casca externa. \u0093\u00c9 o preferido dos adeptos da alimenta\u00e7\u00e3o macrobi\u00f3tica\u0094.<strong>\nMalequizado:<\/strong> Trata-se de um arroz semi-integral, pois \u00e9 macerado com casca e, posteriormente, submetido a vapor d&#8217; \u00e1gua, que chega a 700\u00baC. \u0093Com isso, os nutrientes da cut\u00edcula s\u00e3o transferidas para o interior do gr\u00e3o. Depois, s\u00e3o retirados a casca e o germe\u0094.<strong>\nParbolizado: <\/strong>\u00c9 um arroz parcialmente fervido, o que faz com que seus nutrientes tamb\u00e9m sejam transferidos para a parte interna. \u0093Neste tipo de tratamento, de 30% a 60% das vitaminas e sais minerais s\u00e3o conservados\u0094.<strong>\nPolido:<\/strong> Ap\u00f3s descascado, o arroz \u00e9 polido para tornar-se branco. Em seguida, entra em contato com um \u00f3leo, para que fique brilhante. \u0093Ent\u00e3o, s\u00e3o selecionados em cinco tipos. E j\u00e1 h\u00e1 vers\u00f5es enriquecidas com zinco e ferro\u0094.<strong>\nNegro: <\/strong>Macio e delicado, sua cor deve-se a seu alto conte\u00fado em antioxidantes, importantes na preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer, envelhecimento e beneficiando a circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea e os vasos. \u0093Seu gr\u00e3o apresenta um teor de fibras e prote\u00ednas muito superior ao arroz branco, e menos gordura que o arroz integral\u0094.<strong>\nSelvagem: <\/strong>N\u00e3o \u00e9 arroz e, sim, um tipo de gram\u00ednea, muito saborosa e adocicada. \u0093Cont\u00e9m pouco amido, por\u00e9m alto teor de fibras, minerais, vitaminas do complexo B e prote\u00ednas\u0094. Sua apar\u00eancia \u00e9 de pequenos e compridos talos escuros (marrons e negros).<\/blockquote>\n<h4>Uso<\/h4>\n<strong>Mais comumente, s\u00e3o encontradas tr\u00eas variedades de arroz polido:<\/strong> longo ou agulha, o gr\u00e3o mais comum; m\u00e9dio ou arb\u00f3reo, com gr\u00e3os levemente amarelados, um pouco alongados.\n<blockquote>\u0093Durante o cozimento, ele adquire uma cremosidade pr\u00f3pria, o que o torna mais indicado para risotos\u0094. <strong>Por fim, o curto:<\/strong> cujos gr\u00e3os s\u00e3o arredondados e ap\u00f3s o cozimento ficam unidos.\n\u0093Eles permitem a modelagem em sushis e outras iguarias orientais\u0094, ensina a nutr\u00f3loga.<\/blockquote>\n<strong>Parceiro<\/strong>\n\n<strong>Arroz e feij\u00e3o formam uma excelente combina\u00e7\u00e3o: <\/strong>o arroz polido \u00e9 pobre em prote\u00ednas e o feij\u00e3o \u00e9 muito rico. \u0093Quando ingeridos juntos, suas prote\u00ednas se completam e atingem um alto valor biol\u00f3gico. Al\u00e9m disso, o amido do arroz facilita a absor\u00e7\u00e3o das prote\u00ednas do feij\u00e3o\u0094, defende Maria Mercedes.\n\n<strong>Turbinados<\/strong>\n\nOs nutrientes do arroz podem ser incrementados atrav\u00e9s da adi\u00e7\u00e3o de outros alimentos durante o seu preparo, como leite, carnes, aves, ovos, peixes, legumes e queijos. \u0093Como risoto, podemos consumi-lo em in\u00fameras combina\u00e7\u00f5es, aproveitando sobras de alimentos j\u00e1 preparados\u0094. A m\u00e9dica aconselha, inclusive, que at\u00e9 na salada ele pode ser usado. \u0093Misturado a folhas e legumes, o arroz do tipo sete cereais \u00e9 muito saboroso e altamente nutritivo\u0094.\n\n<strong>Armazenamento<\/strong>\n\nRoseli Rossi ensina que quando o arroz estiver cru, retire da embalagem original e tome alguns cuidados. \u0093O ideal \u00e9 mant\u00ea-lo em frascos com tampa, identificar sua data de fabrica\u00e7\u00e3o e validade e deixar em local seco e com boa ventila\u00e7\u00e3o\u0094. O cozido deve ser muito bem reaquecido antes de ir novamente ao prato. \u0093Quando h\u00e1 sobras, coloque em um refrat\u00e1rio limpo, etiquetado com a data de preparo e leve diretamente \u00e0 geladeira. Assim, ele vale por 48 horas\u0094.\n\n<strong>Vladimir Maluf<\/strong>\n\nPlanta herb\u00e1cea pertencente \u00e0 fam\u00edlia das gram\u00edneas, cuja esp\u00e9cie cultivada ( Oryza sativa ) \u00e9 empregada na alimenta\u00e7\u00e3o humana.\n\nO arroz \u00e9 origin\u00e1rio da \u00c1sia, mais precisamente do sul da China, onde \u00e9 cultivado h\u00e1 pelo menos 7 mil anos. No s\u00e9culo VII foi levado \u00e0 Europa pelas m\u00e3os dos \u00e1rabes, de l\u00e1 chegou ao Brasil, trazido pelos portugueses. Hoje, \u00e9 um dos alimentos mais consumidos no mundo, sendo ingrediente principal de v\u00e1rios pratos t\u00edpicos de diferentes culturas.\n\nPor isso, este ambiente de aprendizagem foi elaborado para ajud\u00e1-lo a entender melhor os aspectos da ci\u00eancia e tecnologia relacionados com este gr\u00e3o, como o seu processamento, seus aspectos agron\u00f4micos e nutricionais, entre outras coisas.\n\nEle foi desenvolvido de maneira que voc\u00ea decidir\u00e1 o rumo das coisas, apesar de existir um &#8220;caminho certo&#8221; para seguir, este poder\u00e1 ser alterado de acordo com seus conhecimentos sobre o arroz.\n\n<strong>H\u00e1 dois tipos b\u00e1sicos de arroz:<\/strong>\n<blockquote>O de \u0093sequeiro\u0094, cultivado em terras altas ou um tanto enxutas.\nO \u0093irrigado\u0094, cultivado em \u00e1reas que s\u00e3o alagadas ap\u00f3s a semeadura.<\/blockquote>\n<strong>Cultivo do Arroz de sequeiro:<\/strong> O plantio do arroz, em terras altas, n\u00e3o irrigadas artificialmente, ocorre de outubro a dezembro. A irriga\u00e7\u00e3o \u00e9 feita atrav\u00e9s de chuvas que ocorrem no per\u00edodo de outubro e se estende at\u00e9 maio. A colheita inicia \u0096 se de janeiro at\u00e9 maio, de pendendo da variedade e local de plantio.\n\n<strong>Cultivo do Arroz Irrigado:<\/strong> O plantio do arroz, no Rio Grande do Sul &#8211; Brasil, ocorre nos meses de Outubro, e nos meses de Novembro, Dezembro e Janeiro a lavoura \u00e9 alagada, exigindo uma grande quantidade de \u00e1gua, normalmente oriunda de a\u00e7udes, ou bombeada de rios. A colheita \u00e9 realizada no per\u00edodo de Mar\u00e7o a Maio.\n<h4>Beneficiamento<\/h4>\nAp\u00f3s a colheita, o arroz \u00e9 armazenado em silos, sofrendo o processo de secagem.\n\nQuando o grau de umidade do cereal atinge 12%, o arroz est\u00e1 pronto para ser beneficiado.\n\n<strong>No processo industrial de beneficiamento, o arroz \u00e9 separado das impurezas e descascado, resultando em:<\/strong>\n<blockquote>Arroz inteiro\nGr\u00e3os quebrados (quirera e canjic\u00e3o)\nFarelo\nCasca<\/blockquote>\n<h4>Aproveitamento<\/h4>\nO Arroz Inteiro \u00e9 comercializado para consumo dom\u00e9stico.\n\n<strong>O canjic\u00e3o (arroz quebrado de tamanho m\u00e9dio e grande) \u00e9 adicionado ao arroz inteiro e em fun\u00e7\u00e3o do percentual dessa adi\u00e7\u00e3o se tipifica o arroz, conforme as entidades reguladoras:<\/strong>\n<blockquote><strong>TIPO 1 <\/strong>&#8211; pode ter no m\u00e1ximo 10 % de canjic\u00e3o.\n<strong>TIPO 2 <\/strong>&#8211; pode ter no m\u00e1ximo 20 % de canjic\u00e3o.\n<strong>TIPO 3 &#8211;<\/strong> pode ter no m\u00e1ximo 30 % de canjic\u00e3o.<\/blockquote>\n<strong>Quirera: <\/strong>\u00c9 utilizada na fabrica\u00e7\u00e3o de ra\u00e7\u00e3o animal e na fermenta\u00e7\u00e3o de cerveja.\n\n<strong>Casca:<\/strong> Serve como combust\u00edvel para fornos, fornalhas e caldeiras, pois seu poder calor\u00edfico \u00e9 30 % superior ao da madeira.\n\n<strong>Farelo:<\/strong> Extrai-se \u00f3leo comest\u00edvel, e o que resta \u00e9 aproveitado na fabrica\u00e7\u00e3o de ra\u00e7\u00e3o animal.\n\n<strong>Palha: <\/strong>\u00damida ou transformada em ensilagem serve de alimento para o gado. Misturada com melado, \u00e9 excelente alimenta\u00e7\u00e3o para vacas leiteiras.\n\n<strong>Hastes:<\/strong> Prestam para fazer celulose e papel de boa qualidade.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arroz\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/aarroz-32.jpg\" alt=\"Arroz\" width=\"303\" height=\"232\" \/><strong>\nArroz<\/strong><\/p>\n\n<h4>Hist\u00f3ria do Arroz<\/h4>\nO arroz frequenta a mesa de dois ter\u00e7os da popula\u00e7\u00e3o mundial, constituindo-se no alimento mais cultivado e consumido em v\u00e1rios pa\u00edses. O seu cultivo \u00e9 t\u00e3o antigo quanto \u00e0 pr\u00f3pria civiliza\u00e7\u00e3o, remontando \u00e0 Antiguidade.\n\nNo entanto, a data e o local exatos de sua origem n\u00e3o s\u00e3o precisos. A maioria dos autores acredita que ele seja origin\u00e1rio da \u00c1sia Sul-Oriental, regi\u00e3o que inclui a China, a \u00cdndia e a Indochina. Evid\u00eancias arqueol\u00f3gicas na China e na \u00cdndia atestam a exist\u00eancia do arroz h\u00e1 cerca de 7000 anos.\n\nIn\u00fameros bot\u00e2nicos defendem tamb\u00e9m a ideia do aparecimento do gr\u00e3o no Sudeste asi\u00e1tico. Em favor dessas hip\u00f3teses, existem as tradi\u00e7\u00f5es antipatiqu\u00edssimas da China, os nomes com que esse vegetal \u00e9 conhecido nas antigas l\u00ednguas da \u00c1sia e as informa\u00e7\u00f5es de escritores gregos e romanos. Tudo isso refor\u00e7a a opini\u00e3o daqueles que excluem qualquer outra origem a n\u00e3o ser a asi\u00e1tica.\n\nAs refer\u00eancias mais concretas, entretanto, remontam ao ano de 2822 a.C., durante a c\u00e9lebre cerim\u00f4nia institu\u00edda pelo imperador da China, que consistia em semear, ele pr\u00f3prio, anualmente, as sementes de arroz.\n\nE justamente por n\u00e3o haver ind\u00edcios seguros sobre a origem do arroz, os estudiosos passaram a buscar respostas na sinon\u00edmia da planta, ou seja, os nomes com que o cereal fora conhecido pelos povos antigos. Tais investiga\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, apontam para diversos rumos, como \u00c1sia, Europa e Am\u00e9rica.\n\nO arroz, que os latinos denominavam Oryza, e que os antigos gregos chamavam de Oruzon e Oruza, em certas l\u00ednguas era identificado por nomes que muito se aproximam dessas palavras, como por exemplo, Oriz. Para os \u00e1rabes era Eruz, Uruz, Rouz ou Arous, de onde, sem d\u00favida, derivou o nome arroz dos portugueses e espanh\u00f3is.\n\nNa Europa, a introdu\u00e7\u00e3o do arroz na cultura de seus povos se deu atrav\u00e9s dos mouros no s\u00e9culo VIII, na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica. A partir da\u00ed, difundiu-se nos demais pa\u00edses. Sete s\u00e9culos depois, no final do S\u00e9culo XV, a cultura do arroz \u00e9 introduzida, que a cultura mais se difundiu nas regi\u00f5es da Lombardia, Veneto e Piemonte.\n\nNa Am\u00e9rica, n\u00e3o existem documentos seguros para afirmar a \u00e9poca precisa do in\u00edcio do cultivo do arroz no continente americano. Contudo, as informa\u00e7\u00f5es que se t\u00eam datam de 1694, na Carolina, e em 1718, na Louisiana, ambas nos Estados Unidos.\n\nO arroz \u00e9 um dos alimentos mais populares de todo o Brasil. Apesar disso, at\u00e9 o come\u00e7o do s\u00e9culo IX, ele era bem pouco conhecido por aqui.\n\nArroz e presunto foram os alimentos que os portugueses deram aos \u00edndios, no seu \u00faltimo encontro, ao chegarem aqui h\u00e1 500 anos atr\u00e1s, como informa Pero Vaz de Caminha em sua famosa carta. J\u00e1 na capitania de S\u00e3o Vicente o arroz era plantado, mas a lavoura empresarial surgiu em Pelotas, no Rio Grande do Sul, em 1904.\n\nNo Brasil, as not\u00edcias sobre cultivo do arroz remontam ao in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o, em especial na Capitania de S\u00e3o Vicente (1530-1540). Mais tarde o produto se espalha por outras regi\u00f5es do litoral e, especialmente, no Nordeste brasileiro. Em todos esses locais, s\u00e3o pequenas lavouras, para subsist\u00eancia.\n\n<strong>Somente com a abertura dos portos por D. Jo\u00e3o VI, em 1808, \u00e9 que o cereal come\u00e7ou a entrar em grandes levas no pa\u00eds, fazendo sucesso a ponto de modificar os h\u00e1bitos alimentares da popula\u00e7\u00e3o da \u00e9poca:<\/strong> o angu e a batata doce, que eram os alimentos mais consumidos no Brasil, cederam ent\u00e3o lugar ao rec\u00e9m-chegado cereal.\n\nQuanto ao Rio Grande do Sul, atual estado maior produtor de arroz, Auguste de Saint Hilaire, em sua viagem ao Estado, realizada nos anos de 1820\/21, j\u00e1 fala da ocorr\u00eancia de lavouras desse cereal. Outros autores citam os colonos alem\u00e3es de Santa Cruz do Sul e Taquara como os introdutores da cultura no Estado, sempre em pequenas lavouras, em estilo colonial.\n\nMas \u00e9, em 1904, no munic\u00edpio de Pelotas, que surge a primeira lavoura empresarial, j\u00e1 ent\u00e3o irrigada. Depois, a cultura chegou a Cachoeira do Sul e, a partir de 1912, teve um grande impulso, gra\u00e7as aos locom\u00f3veis fabricados pela empresa Mernak, que eram ve\u00edculos movidos a vapor, produzido pela queima da lenha. Os locom\u00f3veis acionavam bombas de irriga\u00e7\u00e3o, o que facilitava a inunda\u00e7\u00e3o das lavouras de arroz.\n\nO desenvolvimento gen\u00e9tico que as pesquisas propiciaram, o aprimoramento do cultivo e as tecnologias empregadas, do plantio \u00e0 colheita, permitiram a redu\u00e7\u00e3o do tempo de desenvolvimento e matura\u00e7\u00e3o da planta, enriqueceram substancialmente a qualidade do gr\u00e3o tanto na sua massa quanto na sua constitui\u00e7\u00e3o nutritiva.\n\nEm 1940, com 90% da popula\u00e7\u00e3o vivendo na zona Rural, o processo de beneficiamento era obtido atrav\u00e9s da pilagem. Era preciso muito esfor\u00e7o para pouco rendimento, com baixos resultados.\n\nPor\u00e9m, com o crescimento da popula\u00e7\u00e3o e da demanda de alimento, apareceram meios mais sofisticados que praticamente aposentaram as tradicionais m\u00e1quinas de arroz.\n\nFonte: www.camil.com.br\/gourmet.ig.com.br\/www.cereaisnet.com\/www.arrozcristal.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Arroz, Tipos, Cereal, Planta, Brasil, Hist\u00f3ria, Classifica\u00e7\u00e3o, Uso, Variedades, Benef\u00edcios, Integral, Propriedade, Alimento, Origem, Arroz<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":24059,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[64],"tags":[],"class_list":["post-27054","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-alimentos-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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