{"id":26956,"date":"2016-01-20T00:00:00","date_gmt":"2016-01-20T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/historia-do-bacalhau-2\/"},"modified":"2026-09-01T18:07:59","modified_gmt":"2026-09-01T18:07:59","slug":"historia-do-bacalhau-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/culinaria-2\/historia-do-bacalhau-2\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria do Bacalhau"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma vez que, por raz\u00f5es anat\u00f4micas \u00f3bvias, \u00e9 imposs\u00edvel falar em impress\u00e3o      digital de bom\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0, podemos      dizer portugueses, ou ainda lomitos, como preferem espanh\u00f3is &#8211; \u00e9 uma das comprova\u00e7\u00f5es      de identidades do Gadus Morhua. <\/p>\n   \n<p align=\"center\" class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bacalh28.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" width=\"198\" height=\"130\" title=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" \/><\/p>\n   \n<p>\u00c9 verdade que com o passar de tantos anos, o produto mudou, e certamente      o que se come hoje tem pouco a ver com os primeiros peixes fisgados pelos      vikings. A antiga salga ao ar livre foi substitu\u00edda por processos em estufa      &#8211; o que deixa a cor do Gadus Morhua mais clara, e com o sabor nem t\u00e3o concentrado. <\/p>\n   \n<p>E mais, o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0de cativeiro tem      conquistado espa\u00e7o, uma vez que a pesca excessiva j\u00e1 h\u00e1 v\u00e1rios anos vem colocando      em risco o futuro do peixe &#8211; raz\u00e3o pela qual outras esp\u00e9cies aparentadas v\u00eam      sendo mais consumidas. Nem por isso, por\u00e9m, o mundo deixou de apreciar a iguaria      e nunca foram tanto e tantos diferentes os m\u00e9todos e receitas para prepar\u00e1-la. <\/p>\n   \n<p>Como reconhecer um peixe fresco quando sua vers\u00e3o mais famosa \u00e9 vendida      sem cabe\u00e7a e curada? Paracome\u00e7ar, \u00e9 bom esclarecer \u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0bom      mesmo \u00e9 o GADUS MORHUA, da familia dos gad\u00eddeos, que conta com maus de 200      esp\u00e9cies. Devido a alguns fatores, entre eles a escassez do &#8220;original&#8221;      outros quatro primos &#8211; GADUS MACROCEPHALUS, POLLACHIUS VIRENS (Saithe), MOLVA      MOLVA(Ling), BROSMIUS BROSME(Zarbo), UROPHYCIS BRASILIENSIS(Abr\u00f3tea). <\/p>\n   \n<h4>Gadus Macrocephalus <\/h4>\n   \n<p>H\u00e1 dez anos no mercado brasileiro, tamb\u00e9m conhecido como\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0do      Pac\u00edfico. <\/p>\n   \n<p>Se comprado ao morhua, sua posta \u00e9 mais branca e n\u00e3o se desmancha,      desfia. <\/p>\n   \n<h4>Pollachius Virens(Saithe) <\/h4>\n   \n<p>A carne dessa variedade apresenta sabor mais acentuado e colora\u00e7\u00e3o      mais suave. Por desfiar f\u00e1cil, \u00e9 o mais indicado para virar bolinho. <\/p>\n   \n<h4>Molva Molva(Ling) <\/h4>\n   \n<p>O mais delgado dos primos. Possui carne branca e saborosa, recomendado      para forno e fog\u00e3o. <\/p>\n   \n<h4>Brosmius Brosme(Zarbo) <\/h4>\n   \n<p>O &#8220;David&#8221; da familia. O menor e mais robusto entre os cinco.      \u00d3tima op\u00e7\u00e3o quando o preparo pede carne desfiada. <\/p>\n   \n<h4>Urophycis Brasiliensis(Abr\u00f3tea)<\/h4>\n   \n<h5> <\/h5>\n   \n<p>Como s\u00e3o raros aqueles que conhecem a cara do\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0,      muitas vezes leva-se um exemplar das outras 195 esp\u00e9cies em seu lugar. <\/p>\n   \n<p>E no Brasil, \u00e9 a abr\u00f3tea que vai ser enrolada no jornal. Aqui, costuma-se      chamar a abr\u00f3tea de\u00a0<strong>bacalhau fresc<\/strong><b>o<\/b>,      um erro. Ela \u00e9 pescada nos mares do Rio Grande do Sul e por fazer parte da      fam\u00edlia dos dad\u00eddeos o apelido pega f\u00e1cil. Quando a merluza (outro gad\u00eddeo)      andava em moda nas panelas, fil\u00e9s j\u00e1 limpos de abr\u00f3tea recebiam a denomina\u00e7\u00e3o      merluza <\/p>\n   \n<h4>A Linha do tempo do bacalhau <\/h4>\n   \n<p><strong>S\u00e9culo 8 &#8211; Escandin\u00e1via <\/strong> <\/p>\n   \n<p>Os vikings foram os grandes precursores do consumo do Gadus morhua.      Eles o conservavam seco &#8211; curavam ao ar livre at\u00e9 que o peixe perdesse cerca      de 1\/5 de seu peso. No s\u00e9culo seguinte, registros hist\u00f3ricos j\u00e1 relatavam      a exist\u00eancia do processamento de \u00a0<strong>bacalhau na Isl\u00e2ndia<\/strong>\u00a0e      na Noruega. <\/p>\n   \n<p><strong>S\u00e9culo 11 &#8211; Pa\u00eds Basco <\/strong> <\/p>\n   \n<p>Os bascos, que dominavam a t\u00e9cnica do sal para a conserva\u00e7\u00e3o (por volta      do ano 1000), aplicaram sua sabedoria ao\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0. <\/p>\n   \n<p>Na costa do Mar Cant\u00e1brico, os peixes come\u00e7aram a ser salgados e expostos      sobre as rochas, para a cura. O com\u00e9rcio mundial do produto se expandiu; nascia      o\u00a0<strong>bacalhau moderno<\/strong>\u00a0. <\/p>\n   \n<p><strong>S\u00e9c. 16 &#8211; Portugal <\/strong> <\/p>\n   \n<p>At\u00e9 hoje o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0\u00e9 o \u0093fiel      amigo\u0094 dos portugueses. Sua introdu\u00e7\u00e3o na dieta lusitana data do per\u00edodo      das grandes navega\u00e7\u00f5es &#8211; o Gadus morhua mostrou ser o peixe ideal para suportar      as longas viagens. Em 1516, D. Manuel mandava cobrar o d\u00edzimo da pescaria      na Terra Nova (Canad\u00e1), descoberta por seus patr\u00edcios. <\/p>\n   \n<p><strong>Hoje &#8211; Brasil <\/strong> <\/p>\n   \n<p>Introduzido pelos portugueses na ent\u00e3o col\u00f4nia, o peixe se difundiu      com a vinda da fam\u00edlia real (1808). Atualmente \u00e9 muito consumido durante a      quaresma e o Natal. Em 2004, as importa\u00e7\u00f5es brasileiras superaram as portuguesas.      Atualmente somos os maiores importadores de\u00a0<strong>bacalhau do      mundo. <\/strong>\u00a0<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.casaportuguesarestaurante.com.br<\/p>\n   \n<h6>Hist\u00f3ria do Bacalhau<\/h6>\n    \n<p class=\"google\">  <\/p>\n     \n<p>O\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0\u00e9 de primordial import\u00e2ncia nos h\u00e1bitos      alimentares portugueses, mas na quadra natal\u00edcia que vivemos, assume o papel      de protagonista \u00e0 mesa da maioria das pessoas.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bacalh3.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" width=\"242\" height=\"294\" title=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" \/><\/p>\n   \n<p>Portugal o \u00e9 primeiro importador no mundo de\u00a0<strong>Bacalhau da Noruega<\/strong>\u00a0.      De qualidade reconhecida, o Bacalhau da Noruega \u00e9 tamb\u00e9m o mais vendido em      todo o mundo.<\/p>\n   \n<p>Textura, sabor, aroma prolongado, entre outras propriedades, fazem dele um      produto altamente apreciado e utilizado nas confec\u00e7\u00f5es culin\u00e1rias.<\/p>\n   \n<p>O\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0\u00e9 conhecido na g\u00edria como o &#8216;porco      do mar&#8217; devido ao aproveitamento de todas as partes do peixe. O sol, a temperatura,      o congelamento, e muitos outros fatores, podem interferir na respectiva qualidade.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bacalh4.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" width=\"246\" height=\"162\" title=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" \/><\/p>\n   \n<p>Cada pa\u00eds tem peculiaridades em termos de Ceia de Natal: os russos comem      apenas peixe, os jamaicanos refor\u00e7am a dose de ervilhas, os alem\u00e3es comem      carne de porco e os portugueses comem\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0.<\/p>\n   \n<p>O\u00a0<strong>Bacalhau da Noruega<\/strong>\u00a0\u00e9 extremamente apreciado,      sendo Portugal o pa\u00eds que mais importa o mesmo.<\/p>\n   \n<p>O primeiro segredo para conhecer um bom\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0,      da forma como os portugueses o consomem, \u00e9 saber se ele est\u00e1 bem seco. Para      isso pega-se pr\u00f3ximo da cauda e este deve manter-se firme sem se dobrar. Neste      caso, os olhos n\u00e3o enganam e, \u00e0 vista desarmada, n\u00e3o se podem avistar mazelas      como cortes estranhos no lombo central do\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0.<\/p>\n   \n<p>Este pormenor \u00e9 essencial para saber se o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0foi      arranjado em fresco ou teve congela\u00e7\u00e3o pr\u00e9via em alto mar. Quando escalado      em fresco seca harmoniosamente. Quando o escalamento se faz depois da congela\u00e7\u00e3o      em alto mar resulta geralmente num desprender de peda\u00e7os da carne ao longo      da espinha central.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bacalh5.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" width=\"244\" height=\"96\" title=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" \/><\/p>\n   \n<p>O tradicional corte em tr\u00eas bicos na parte mais larga do\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0seco      mostra que foi preparado mal acabou de ser pescado.<\/p>\n   \n<p>Assim que o peixe \u00e9 descarregado na f\u00e1brica de transforma\u00e7\u00e3o \u00e9-lhe retirada      a cabe\u00e7a, o corte \u00e9 feito \u00e0 faca ao longo da abertura das guelras, mantendo      o lombo que termina junto \u00e0 parte posterior da cabe\u00e7a.<\/p>\n   \n<p>Quando o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0\u00e9 capturado por &#8216;navios-f\u00e1brica&#8217;,      \u00e9 congelado de imediato e s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel separar a cabe\u00e7a com um corte feito      com serra.<\/p>\n   \n<p>Duas horas depois de pescado, o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0\u00e9 descarregado      nas f\u00e1bricas situadas nos cais dos portos.<\/p>\n   \n<p>Segue-se a degola e limpeza das tripas. J\u00e1 sem cabe\u00e7a e v\u00edsceras, o peixe      \u00e9 lavado e segue para uma m\u00e1quina de escalar, que o espalma, retirando dois      ter\u00e7os da espinha central. \u00c9 empilhado em grandes fardos com sal entre cada      camada. Estes fardos permanecem assim durante oito dias.<\/p>\n   \n<p>Est\u00e1 pronto o\u00a0<strong>bacalhau verde<\/strong>\u00a0(com pelo menos 16%      de sal e 51 a 58% de humidade), que \u00e9 exportado para Portugal onde ser\u00e1 submetido      ao processo de secagem.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bacalh6.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" width=\"250\" height=\"177\" title=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" \/><\/p>\n   \n<p>Parte das tripas s\u00e3o exportadas para o Jap\u00e3o, onde fazem delas um manjar.      O f\u00edgado e restantes tripas servem para fazer \u00f3leo. As ovas s\u00e3o colocadas      dentro de barricas numa mistura de sal e a\u00e7\u00facar e passado um ano s\u00e3o exportadas      para se fazerem pat\u00e9s e suced\u00e2neos de caviar. A espinha dorsal tamb\u00e9m \u00e9 recolhida      para se elaborarem cosm\u00e9ticos.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bacalh7.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" width=\"250\" height=\"143\" title=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" \/><\/p>\n   \n<p>O chamado\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0de cura amarela (bacalhaus      com teor de sal de 12 a 16% e com humidade igual ou inferior a 47%) ganha      a prefer\u00eancia dos consumidores.<\/p>\n   \n<p>Consegue-se com uma cura de sol prolongada, mas para que a cor amarela exista,      o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0dever\u00e1 ter sido gordo. Menos teor de      sal e de humidade s\u00e3o caracter\u00edsticas comuns aos\u00a0<strong>bacalhaus secos<\/strong>\u00a0.<\/p>\n   \n<p>Sal e sol intensos, mas sem torrar, s\u00e3o os ingredientes de base para um bom      resultado. Habitualmente estes\u00a0<strong>bacalhaus<\/strong>\u00a0s\u00e3o grandes      e d\u00e3o postas suculentas, mas usualmente mais dispendiosos.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bacalh8.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" width=\"241\" height=\"167\" title=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" \/><\/p>\n   \n<p>A seca passou a fazer-se em estufa mais do que ao sol. Diz-se que a secagem      ao sol permite uma seca regular. No entanto, s\u00e3o poucos os industriais que      concordam com essa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>A seca ao sol \u00e9 eficaz at\u00e9 \u00e0 Primavera quando o sol ainda n\u00e3o \u00e9 intenso porque      expor o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0a temperaturas superiores a 24\u00ba      C \u00e9 correr o risco de queimar as partes da carne e da pele. Para uma seca      de sol eficaz, s\u00e3o necess\u00e1rias cerca de 10 a 15 semanas. Na estufa consegue-se      uma seca perfeita no espa\u00e7o de tr\u00eas a cinco dias, uma vez que a passagem do      ar \u00e9 cont\u00ednua e a temperatura sem oscila\u00e7\u00f5es.<\/p>\n   \n<p>A higiene \u00e9 um outro fator favor\u00e1vel nas estufas dado que o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0n\u00e3o      est\u00e1 exposto \u00e0 polui\u00e7\u00e3o, aves, insetos e outras intemp\u00e9ries. A m\u00e3o-de-obra      necess\u00e1ria em estufa tamb\u00e9m \u00e9 consideravelmente menor.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bacalh9.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" width=\"247\" height=\"157\" title=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" \/><\/p>\n   \n<h4>A FAM\u00cdLIA BACALHAU<\/h4>\n   \n<p>Apenas tr\u00eas esp\u00e9cies s\u00e3o consideradas\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0leg\u00edtimo:      Bacalhau do Atl\u00e2ntico (gadus morhua), o chamado\u00a0<strong>Bacalhau da Noruega<\/strong>\u00a0,      abrangendo ainda o da Isl\u00e2ndia e da R\u00fassia; o\u00a0<strong>Bacalhau<\/strong>\u00a0da      Gronel\u00e2ndia (gadus ogac), pescado nas costas do pa\u00eds com o mesmo nome; o\u00a0<strong>Bacalhau      do Pac\u00edfico<\/strong>\u00a0(gadus macrocephalus), um bacalhau com menor valor      comercial e mesmo depois de cozinhado a carne n\u00e3o se desprende em lascas t\u00e3o      definidas como outros\u00a0<strong>bacalhaus<\/strong>\u00a0.<\/p>\n   \n<p>As esp\u00e9cies afins s\u00e3o a Abr\u00f3tea, Arinca,\u00a0<strong>Bacalhau do \u00c1rtico<\/strong>\u00a0,      Bacalhau Polar, Escamudo, Lingue, Paloco ou Juliana, Paloco do Pac\u00edfico ou      Escamudo do Alasca e Zarbo ou Bolota.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bacalh10.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" width=\"158\" height=\"244\" title=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" \/><\/p>\n   \n<p>O chamado\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0Asa Branca tamb\u00e9m goza de alguma      reputa\u00e7\u00e3o entre os portugueses que, conv\u00e9m referir, consomem bacalhau desde      o s\u00e9culo XIV.<\/p>\n   \n<p>\u00c9 um\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0excelente cujo nome se convencionou      porque se retira uma pele escura (peritoneu) que cobre o interior da barriga,      permitindo ver a carne mesmo em seco, pronta a lascar. Esta pr\u00e1tica vem da      Comiss\u00e3o Reguladora do Com\u00e9rcio do\u00a0<strong>Bacalhau<\/strong>\u00a0.<\/p>\n   \n<p>O\u00a0<strong>Bacalhau Asa Branca<\/strong>\u00a0ganhou fama de ser melhor      quando na realidade n\u00e3o \u00e9 esse o significado desta denomina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bacalh11.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" width=\"252\" height=\"172\" title=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" \/><\/p>\n   \n<p>O\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0possui valores nutritivos interessantes.      Por cada 100 g apresenta 17.4 g de prote\u00ednas, 0.7 g l\u00edpidos, 0.0 g de hidratos      de carbono, 16 mg de c\u00e1lcio, 0.008 mg Vitamina B1, 0.07 mg Vitamina B2, 0.33      Vitamina B6 e 12 mg de folatos.A salga permite reter todos os nutrientes,      eliminando qualquer germe durante a seca.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bacalh12.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" width=\"161\" height=\"238\" title=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" \/><\/p>\n   \n<h4>O MAR DA NORUEGA<\/h4>\n   \n<p>A Noruega \u00e9 o pa\u00eds mais setentrional da Europa.As caracter\u00edstica f\u00edsicas      e a elevada percentagem de costa fazem com que se encontre virada para o mar      de onde extrai grande parte das respectivas riquezas.A chamada corrente do      golfo permite desfrutar de temperaturas mais suaves do que a situa\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica      poderia levar a pensar. As \u00e1guas do mar da Noruega acolhem um grande n\u00famero      de esp\u00e9cies pisc\u00edcolas de extrema import\u00e2ncia cultural e gastron\u00f3mica.<\/p>\n   \n<p>Para melhor usufruir desta riqueza natural, a Noruega desenvolveu t\u00e9cnicas      e sistemas espec\u00edficos, isto \u00e9, apesar das quantidades elevadas de peixe exportado,      utiliza as imensas reservas pesqueiras de forma a n\u00e3o prejudicar a manuten\u00e7\u00e3o      dos recursos naturais. Bergen, Tromso e outros portos s\u00e3o marcos na hist\u00f3ria      da tradi\u00e7\u00e3o pesqueira norueguesa, tanto para o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0como      para o salm\u00e3o, entre outros. Recentemente o Caranguejo Real e o Alabote da      Noruega foram seleccionados para o Bocuse d&#8217; Or 2007 como &#8216;ingredientes-chave&#8217;      desta competi\u00e7\u00e3o famosa internacionalmente.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bacalh13.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" width=\"246\" height=\"191\" title=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" \/><\/p>\n   \n<p>A navega\u00e7\u00e3o e a pesca na Noruega t\u00eam mais de mil anos de hist\u00f3ria. A Noruega      ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de exportadores de peixe e marisco      e tem no setor das pescas a 2\u00aa for\u00e7a exportadora do pa\u00eds. Portugal e Noruega      revelam-se parceiros ideais.<\/p>\n   \n<h4>AS MORADAS DO BACALHAU<\/h4>\n   \n<p>A Casa do Bicos em Lisboa foi mandada construir por Br\u00e1s de Albuquerque,      filho de Afonso de Albuquerque, presidente do Senado em Lisboa e protegido      do rei D. Manuel. Localizada no atual Campo das Cebolas, antiga Ribeira Velha,      era destinada a habita\u00e7\u00e3o. Nos tempos de constru\u00e7\u00e3o, a dist\u00e2ncia da Casa at\u00e9      ao rio era de apenas 100 metros. Antes do Terramoto, o mercado peixe funcionava      no terra\u00e7o em frente e chegou a ser utilizada como armaz\u00e9m de\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0,      depois de comprada por um comerciante de peixe. Situada na Rua dos Bacalhoeiros,      a casa foi baptizada desta forma no s\u00e9culo XIX em homenagem \u00e0s gentes da faina      do alto mar.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bacalh14.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" width=\"250\" height=\"181\" title=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" \/><\/p>\n   \n<p>A Rua do Arsenal \u00e9 outra refer\u00eancia a ter em conta. Os comerciantes de secos      e molhados come\u00e7aram a instalar-se nesta art\u00e9ria da capital durante os finais      do s\u00e9culo XIX. Ap\u00f3s o sucesso do primeiro comerciante, outros ter\u00e3o seguido      o exemplo, procurando aquela localiza\u00e7\u00e3o, uma vez que a estrutura social da      baixa lisboeta fazia com que se concentrasse todo o com\u00e9rcio de excel\u00eancia      naquela zona. Aquelas casas, das quais algumas resistem hoje, oferecem numerosas      variedades de\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0, assim como caras, l\u00ednguas      e, por vezes, ovas de conserva.<\/p>\n   \n<p>O Mercado da Ribeira foi uma outra refer\u00eancia no \u00e2mbito do\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0,      inicialmente constru\u00eddo sobre o forte de S. Paulo, demolido nos finais do      s\u00e9culo XIX.<\/p>\n   \n<h4>BACALHAU COZIDO PARA A CONSOADA<\/h4>\n   \n<p>Dessalgar bem o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0, p\u00f4-lo numa panela coberto      com \u00e1gua fria e deixar cozer em lume brando; levantar fervura, espumar e afastar      para o lado de modo a continuar a cozedura sem ferver durante cerca de quinze      minutos com a panela sempre tapada. Servir acompanhado de batatas cozidas,      vagens, cebolas, couves, nabos e porque n\u00e3o p\u00earas e batatas-doces?!<\/p>\n   \n<p>Fonte: www.chefesdecozinha.com<\/p>\n   \n<h6>Hist\u00f3ria do Bacalhau<\/h6>\n   \n<p>Apesar dos portugueses levarem o cr\u00e9dito de aprender a salgar e a secar o\u00a0<strong>bacalhau      no mar<\/strong>\u00a0, logo ap\u00f3s a descoberta da Am\u00e9rica, nas costas da Terra      Nova, no Canad\u00e1, diz a hist\u00f3ria que j\u00e1 no ano 1000, o peixe salgado foi introduzido      na alimenta\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia atrav\u00e9s dos pescadores bascos que haviam se fixado      nas costas da Irlanda, na \u00e9poca uma possess\u00e3o francesa.<\/p>\n   \n<p>De qualquer maneira, foi por muito tempo o alimento da popula\u00e7\u00e3o portuguesa,      pois era muito barato, da\u00ed as receitas maravilhosas dos nossos patr\u00edcios.      Mas os portugueses ainda s\u00e3o os maiores consumidores de\u00a0<strong>bacalhau      no mundo<\/strong>\u00a0.<\/p>\n   \n<p>Mas hoje, mesmo na Europa \u00e9 um peixe caro e at\u00e9 os portugueses o importam      quase totalmente da Noruega, que passou a ser o principal p\u00f3lo mundial de      pesca e exporta\u00e7\u00e3o do produto. Isto acontece porque \u00e9 um peixe que precisa      de \u00e1guas frias e por isso est\u00e1 sempre em movimento. E o mar da Noruega \u00e9 onde      mais se concentram, pois encontram as condi\u00e7\u00f5es ideais. No Brasil, por influ\u00eancia      da coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa, tamb\u00e9m passou a fazer parte do card\u00e1pio, principalmente      na P\u00e1scoa.<\/p>\n   \n<p>O\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0\u00e9 um peixe onde se aproveita tudo,      at\u00e9 as bochechas e a l\u00edngua. Com baixo teor de gorduras e alto valor prot\u00e9ico      s\u00f3 deve ser evitado pelos hipertensos, por causa do sal. Tem um m\u00ednimo de      colesterol e \u00e9 rico em c\u00e1lcio, ferro e vitaminas do complexo B. Al\u00e9m disso,      possui Vit. E e \u00d4mega 3, subst\u00e2ncias que ajudam a controlar os n\u00edveis de colesterol      no sangue. Tem em m\u00e9dia 160 calorias por cada 100g.<\/p>\n   \n<p>O processo de dessalga deve ser bem feito para trazer de volta o seu sabor      delicado e \u00fanico. \u00c9 bom alertar que a dessalga deve ser feita por pelo menos      24 horas, trocando-se a \u00e1gua v\u00e1rias vezes e n\u00e3o deixando em temperatura ambiente,      pois existe o perigo de contamina\u00e7\u00e3o. Lembre-se que a \u00e1gua \u00e9 um \u00f3timo meio      de cultura para bact\u00e9rias. E sem a prote\u00e7\u00e3o do sal, \u00e9 f\u00e1cil o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0se      estragar.<\/p>\n   \n<p>E porque o\u00a0<strong>bacalhau do Porto<\/strong>\u00a0\u00e9 t\u00e3o famoso no mundo      todo? Na verdade, a cidade do Porto foi a primeira a receber e preparar o      bacalhau que os pescadores portugueses buscavam nas \u00e1guas geladas da Terra      Nova, Isl\u00e2ndia e Groenl\u00e2ndia. Ainda hoje o Porto \u00e9 a principal cidade culin\u00e1ria      do bacalhau. Atualmente, o &#8220;Bacalhau do Porto&#8221; que encontramos no      mercado brasileiro, pode ser de origem norueguesa, portuguesa, islandesa,      espanhola ou francesa.<\/p>\n   \n<p>\u00a0<strong>S\u00f3 por curiosidade, o termo \u0093bacalhau\u0094 se refere      \u00e0 quatro tipos de peixes:<\/strong>\u00a0<\/p>\n   \n<p>\u00a0<strong>Cod ou Porto<\/strong>\u00a0<\/p>\n   \n<p>O mais caro e o de melhor qualidade. Tem peso acima de 3 kg, sua carne \u00e9      mais clara e ao ser cortado apresenta lascas grossas e naturais e sua textura      chega a ser macia.<\/p>\n   \n<p>\u00a0<strong>Saithe<\/strong>\u00a0<\/p>\n   \n<p>\u00c9 o mais parecido com o Cod. Apesar de desfiar facilmente, \u00e9 mais escuro      e o seu sabor \u00e9 mais forte. Um dos pontos que o diferencia \u00e9 a cauda. A do      cod \u00e9 mais reta e a do saithe \u00e9 em forma de V.<\/p>\n   \n<p>\u00a0<strong>Ling<\/strong>\u00a0<\/p>\n   \n<p>Seu formato \u00e9 mais estreito, mas no Brasil costuma ser muito consumido. A      carne tamb\u00e9m \u00e9 branca. E o custo \u00e9 menor, fazendo com que seja um dos preferidos.<\/p>\n   \n<p>\u00a0<strong>Zabo<\/strong>\u00a0<\/p>\n   \n<p>O mais barato e popular. Quando desfiado as lascas s\u00e3o mais duras. \u00c9 melhor      para fazer bolinhos, tortas ou quando a sua textura n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.drashirleydecampos.com.br<\/p>\n   \n<h6>Hist\u00f3ria do Bacalhau<\/h6>\n   \n<p>Origin\u00e1rio das \u00e1guas frias e l\u00edmpidas dos mares que circulam o P\u00f3lo Norte,      o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0\u00e9 um alimento milenar: registros mostram      a exist\u00eancia de f\u00e1bricas para seu processamento na Isl\u00e2ndia e na Noruega desde      o s\u00e9culo IX.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bacalh15.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" width=\"173\" height=\"112\" title=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" \/><\/p>\n   \n<p>O mercador holand\u00eas Yapes Ypess foi o primeiro a fundar uma ind\u00fastria de      transforma\u00e7\u00e3o na Noruega, por isso, \u00e9 considerado o pai da comercializa\u00e7\u00e3o      do peixe industrializado. A partir de ent\u00e3o, a demanda pelo peixe passou a      crescer na Europa, Am\u00e9rica e \u00c1frica, o que proporcionou o aumento do n\u00famero      de barcos pesqueiros e de pequenas e m\u00e9dias ind\u00fastrias pela costa norueguesa,      transformando a Noruega no principal p\u00f3lo mundial de pesca e exporta\u00e7\u00e3o do\u00a0<strong>      bacalhau<\/strong>\u00a0.<\/p>\n   \n<p><strong>Secar ao ar livre<\/strong><\/p>\n   \n<p>Mas os grandes pioneiros no consumo do\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0s\u00e3o      os Vikings que, ao descobrirem o peixe, passaram a sec\u00e1-lo ao ar livre (na      \u00e9poca o sal n\u00e3o existia) at\u00e9 endurecer \u0096 perdendo cerca da quinta parte      de seu peso \u0096 para poder consumi-lo aos peda\u00e7os em suas longas viagens      mar\u00edtimas.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bacalh16.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" width=\"193\" height=\"95\" title=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" \/><\/p>\n   \n<p>Antes da industrializa\u00e7\u00e3o do\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0, os bascos      \u0096 cujo territ\u00f3rio atualmente est\u00e1 espalhado em prov\u00edncias da Espanha      e da Fran\u00e7a \u0096 j\u00e1 comercializavam o bacalhau.<\/p>\n   \n<p>Como j\u00e1 conheciam o sal, eles come\u00e7aram a salgar o pescado para aumentar      sua durabilidade.<\/p>\n   \n<p>O\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0passou a ser comercializado curado      e salgado por volta do ano 1000.<\/p>\n   \n<p>Os bascos expandiram o mercado do\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0, tornando-o      um neg\u00f3cio internacional porque o sal n\u00e3o deixava que o peixe estragasse com      facilidade. Quanto mais dur\u00e1vel o produto, mais f\u00e1cil era sua comercializa\u00e7\u00e3o.      Como a geladeira s\u00f3 foi inventada no s\u00e9culo XX, os alimentos que estragavam      rapidamente tinham com\u00e9rcio limitado.<\/p>\n   \n<p><strong>Alimento dur\u00e1vel e &#8220;frio&#8221;<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bacalh17.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" width=\"170\" height=\"211\" title=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" \/><\/p>\n   \n<p>Ent\u00e3o, j\u00e1 na idade medieval, o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0ganhou      o t\u00edtulo de alimento dur\u00e1vel e com sabor mais agrad\u00e1vel que o dos outros pescados      salgados.<\/p>\n   \n<p>Para a popula\u00e7\u00e3o pobre que raramente podia comprar peixe fresco, o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0era      um prato &#8220;cheio&#8221; porque era barato e tinha alto valor nutritivo.<\/p>\n   \n<p>A soberania da Igreja Cat\u00f3lica foi outro facilitador para seu com\u00e9rcio: o      catolicismo impunha dias de jejum \u0096 que compreendiam as sextas-feiras,      os quarenta dias da quaresma e muitos outros dias do calend\u00e1rio crist\u00e3o \u0096      nos quais se proibia a ingest\u00e3o de comidas &#8220;quentes&#8221; como as carnes;      somente as comidas &#8220;frias&#8221;, como os peixes, eram permitidas. Assim,      a carne passou a ser proibida em quase metade dos dias do ano, e os dias de      jejum acabaram se tornando dias de\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0salgado.<\/p>\n   \n<h5>Desde 1843<\/h5>\n   \n<p>O h\u00e1bito brasileiro de saborear\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0\u00e9 heran\u00e7a      da coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa, que come\u00e7ou a se disseminar a partir do descobrimento      do Brasil. Mas somente com a chegada da corte portuguesa e dos comerciantes      lusos no pa\u00eds, no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, que o consumo do pescado foi impulsionado      e difundido entre a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>No mesmo per\u00edodo, o Brasil estreita os la\u00e7os comerciais com a Noruega e come\u00e7a      a importar o\u00a0<strong>Bacalhau<\/strong>\u00a0: a primeira exporta\u00e7\u00e3o oficial      do produto aconteceu em 1843. Hoje cerca de 95 porcento do bacalhau consumido      no Brasil tem sua origem na Noruega.<\/p>\n   \n<p><strong>Enraizou \u00e0 culin\u00e1ria do pa\u00eds<\/strong><\/p>\n   \n<p>Caracterizado inicialmente como um alimento barato, sempre presente nas mesas      das camadas populares, o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0virou artigo      elitizado depois da Segunda Guerra Mundial. Como havia escassez de alimentos      em toda a Europa, o pre\u00e7o do pescado subiu e seu consumo ficou restrito: passou      a ser consumido apenas nas principais festas crist\u00e3s.<\/p>\n   \n<p>Com o passar dos anos, o peixe se enraizou \u00e0 culin\u00e1ria do pa\u00eds e conquistou      definitivamente o paladar dos brasileiros, estimulando chefs e apreciadores      a prepararem receitas criativas e saborosas. Tanto que se tornou tradi\u00e7\u00e3o      comer\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0em \u00e9pocas festivas e de confraterniza\u00e7\u00e3o      como Semana Santa e Natal<\/p>\n   \n<p>Iguarias com o nobre pescado est\u00e3o sempre presentes nos bons restaurantes      e nos cadernos de receitas das donas-de-casa brasileiras. Gra\u00e7as a sua versatilidade,      o peixe pode ser preparado de diversas formas e se adapta a uma infinidade      de receitas. O bolinho de\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0, por exemplo,      \u00e9 preparado de forma muito peculiar no Brasil e se tornou uma prefer\u00eancia      nacional.<\/p>\n   \n<p>Fonte: www.noruega.org.br<\/p>\n   \n<h6>Hist\u00f3ria do Bacalhau<\/h6>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bacalh18.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" width=\"207\" height=\"351\" title=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" \/><\/p>\n   \n<p>O\u00a0<strong>Bacalhau<\/strong>\u00a0tem sua origem em um peixe nobre que      vive nos mares limpos e frios do Atl\u00e2ntico Norte cuja carne, seca e salgada,      \u00e9 muito apreciada na culin\u00e1ria internacional, h\u00e1 centenas de anos.<\/p>\n   \n<p>O peixe se transforma em\u00a0<strong>Bacalhau<\/strong>\u00a0ap\u00f3s passar      por um processo de salga e cura, onde \u00e9 retirada em m\u00e9dia 50% da sua umidade.<\/p>\n   \n<p>O\u00a0<strong>Bacalhau<\/strong>\u00a0\u00e9 pescado no Atl\u00e2ntico Norte e processado      em ind\u00fastrias de v\u00e1rios pa\u00edses.<\/p>\n   \n<p>Os maiores produtores s\u00e3o: Noruega, Isl\u00e2ndia, Portugal, Espanha, It\u00e1lia,      Fran\u00e7a e Canad\u00e1.<\/p>\n   \n<p>O maior exportador de\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0para o Brasil \u00e9      a Noruega.<\/p>\n   \n<p>\u00a0<strong>Existem cinco tipos de peixes salgados e secos no mercado brasileiro,      importados da Noruega e de outros pa\u00edses, e recebem a denomina\u00e7\u00e3o de bacalhau:<\/strong>\u00a0<\/p>\n   \n<p>\u00a0<strong>Cod<\/strong>\u00a0&#8211; Gadus Morhua<br \/>\n     \u00a0<strong>Saithe<\/strong>\u00a0&#8211; Pollachius Virens<br \/>\n     \u00a0<strong>Ling<\/strong>\u00a0&#8211; Molva-Molva<br \/>\n     \u00a0<strong>Zarbo<\/strong>\u00a0&#8211; Brosme-Brosme<br \/>\n     \u00a0<strong>Cod\/Porto<\/strong>\u00a0&#8211; Gadus Macrocephalu<\/p>\n   \n<h4>CLASSIFICA\u00c7\u00c3O<\/h4>\n   \n<h5>Todos os 5 tipos s\u00e3o classificados em 3 categorias:<\/h5>\n   \n<h5>Imperial<\/h5>\n   \n<p>\u00c9 a melhor classifica\u00e7\u00e3o. Significa que o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0est\u00e1      bem cortado, bem escovado e bem curado. O Porto Imperial \u00e9 exemplo do melhor      dos melhores.<\/p>\n   \n<h5>Universal<\/h5>\n   \n<p>Classifica\u00e7\u00e3o que identifica o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0que apresenta      pequenos defeitos, que n\u00e3o chegam a comprometer sua qualidade, visto que o      paladar \u00e9 o mesmo do Imperial;<\/p>\n   \n<h5>Popular<\/h5>\n   \n<p>\u00c9 o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0que apresenta manchas e do qual faltam      pequenos peda\u00e7os, extirpados pelo arp\u00e3o na hora da pesca.<\/p>\n   \n<h4>A PESCA DO BACALAHU<\/h4>\n   \n<p>Com 06 \u00e1 07 anos de idade os cardumes migram para o Lofoten, regi\u00e3o ao Noroeste      do Mar da Noruega, onde se realizam as maiores pescarias de\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0do      mundo, especialmente no Mar de Barents.<\/p>\n   \n<p>87% do\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0que \u00e9 consumido no Brasil tem      sua origem na Noruega, pa\u00eds que \u00e9 pioneiro no planejamento da pesca a longo      prazo. A cidade de Aalesund \u00e9 considerada a capital mundial do bacalhau, pela      concentra\u00e7\u00e3o de um grande n\u00famero de ind\u00fastrias de transforma\u00e7\u00e3o e por ter      um dos principais portos de exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<h4>O BACALHAU FAZ BEM \u00c0 SA\u00daDE<\/h4>\n   \n<p>O\u00a0<strong>Bacalhau<\/strong>\u00a0\u00e9 \u00c9 um alimento muito nutritivo, saboroso,      rico em sais minerais, vitaminas e prote\u00ednas, al\u00e9m de ter baix\u00edssimos teores      de colesterol e gordura e ser de f\u00e1cil digest\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>\u00c9 processado sem nenhum aditivo qu\u00edmico e indicado na maioria das dietas.<\/p>\n   \n<p>Restri\u00e7\u00e3o apenas para pessoas que t\u00eam hipertens\u00e3o: para estas o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0tem      que ser dessalgado ao m\u00e1ximo, at\u00e9 ficar praticamente sem sal.<\/p>\n   \n<p>O valor nutritivo de 1kg de\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0equivale      a 3,2 Kg de peixe! Rende mais, podendo alimentar de 6 a 8 pessoas.<\/p>\n   \n<p>O\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0\u00e9 mais nutritivo que o peixe, a carne      e o frango. E permite in\u00fameras varia\u00e7\u00f5es na cozinha do dia-a-dia, com receitas      pr\u00e1ticas que n\u00e3o deixam a rotina do feij\u00e3o com arroz acabar com seu prazer      de comer .<\/p>\n   \n<h5>Conte\u00fado de Nutrientes por 1 kg de bacalhau salgado e seco:<\/h5>\n         \n<table width=\"80%\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"1\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\">\u00a0<strong>Prote\u00ednas<\/strong>\u00a0<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">de 365 a 380g<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\">\u00a0<strong>Gordura<\/strong>\u00a0<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">10g<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\">\u00a0<strong>C\u00e1lcio<\/strong>\u00a0<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">de 3,1 a 4,0g<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\">\u00a0<strong>Ferro<\/strong>\u00a0<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">0,16g<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\">\u00a0<strong>Vitamina B2<\/strong>\u00a0<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">0,23g<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\">\u00a0<strong>Vitamina B12<\/strong>\u00a0<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">0,04g<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\">\u00a0<strong>Energia\/cal<\/strong>\u00a0<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1600<\/td>\n         <\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n   \n<p>Fonte:  www.bolinhodebacalhau.com.br<\/p>\n   \n<h6>Hist\u00f3ria do Bacalhau<\/h6>\n   \n<h4>Um Alimento Milenar<\/h4>\n   \n<h5>O in\u00edcio do Bacalhau com os Espanh\u00f3is e os Vikings<\/h5>\n   \n<p>\u00a0<strong>Bacalhau<\/strong>\u00a0para os povos de l\u00edngua portuguesa;      Stockfish para os anglo-sax\u00f4nicos; Torsk para os dinamarqueses; Baccal\u00e0 para      os italianos; Bacalao para os espanh\u00f3is; Morue, Cabillaud para os franceses;      Codfish para os ingleses.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bacalh19.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" width=\"251\" height=\"176\" title=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" \/><\/p>\n   \n<p>O nome bacalhau, de acordo com o Dicion\u00e1rio Universal da L\u00edngua Portuguesa,      tem origem no latim baccalaureu.<\/p>\n   \n<p>Mundialmente apreciado, a\u00a0<strong>hist\u00f3ria do bacalhau<\/strong>\u00a0\u00e9      milenar. Existem registros de existirem f\u00e1bricas para processamento do\u00a0<strong>Bacalhau<\/strong>\u00a0na      Isl\u00e2ndia e na Noruega no S\u00e9culo IX. Os Vikings s\u00e3o considerados os pioneiros      na descoberta do cod gadus morhua, esp\u00e9cie que era farta nos mares que navegavam.      Como n\u00e3o tinham sal, apenas secavam o peixe ao ar livre, at\u00e9 que perdesse      quase a quinta parte de seu peso e endurecesse como uma t\u00e1bua de madeira,      para ser consumido aos peda\u00e7os nas longas viagens que faziam pelos oceanos.<\/p>\n   \n<p>Mas deve-se aos bascos, povo que habitava as duas vertentes dos Pirineus      Ocidentais, do lado da Espanha e da Fran\u00e7a, o com\u00e9rcio do\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0.<\/p>\n   \n<p>Os bascos conheciam o sal e existem registros de que j\u00e1 no ano 1000, realizavam      o com\u00e9rcio do\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0curado, salgado e seco.      Foi na costa da Espanha, portanto, que o bacalhau come\u00e7ou a ser salgado e      depois seco nas rochas, ao ar livre, para que o peixe fosse melhor conservado.<\/p>\n   \n<p class=\"texto_definir\">\u00a0<strong>Seca do bacalhau &#8211; E. Ulving<\/strong>\u00a0<\/p>\n   \n<p><strong>As Guerras do Bacalhau<\/strong><\/p>\n   \n<p>O\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0foi uma revolu\u00e7\u00e3o na alimenta\u00e7\u00e3o, porque      na \u00e9poca os alimentos estragavam pela prec\u00e1ria conserva\u00e7\u00e3o e tinham sua comercializa\u00e7\u00e3o      limitada ( a geladeira surgiu no s\u00e9culo XX). O m\u00e9todo de salgar e secar o      alimento, al\u00e9m de garantir a sua perfeita conserva\u00e7\u00e3o mantinha todos os nutrientes      e apurava o paladar. A carne do bacalhau ainda facilitava a sua conserva\u00e7\u00e3o      salgada e seca, devido ao baix\u00edssimo teor de gordura e \u00e0 alta concentra\u00e7\u00e3o      de prote\u00ednas.<\/p>\n   \n<p>Um produto de tamanho valor sempre despertou o interesse comercial dos pa\u00edses      com frotas pesqueiras. Em 1510, Portugal e Inglaterra firmaram um acordo contra      a Fran\u00e7a. Em 1532, o controle da pesca do\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0na      Isl\u00e2ndia deflagrou um conflito entre ingleses e alem\u00e3es conhecido como as      &#8220;Guerras do Bacalhau&#8221;. Em 1585, outro grande conflito envolveu ingleses      e espanh\u00f3is.<\/p>\n   \n<p>Por isso, ao longo dos s\u00e9culos, v\u00e1rias legisla\u00e7\u00f5es e tratados internacionais      foram assinados para regular os direitos de pesca e comercializa\u00e7\u00e3o do t\u00e3o      cobi\u00e7ado pescado. Atualmente, com a esp\u00e9cie amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o em v\u00e1rios      pa\u00edses, como o Canad\u00e1, tratados internacionais de controle da pesca est\u00e3o      sendo revistos, com o objetivo de assegurar a reprodu\u00e7\u00e3o e a preserva\u00e7\u00e3o do      &#8220;Pr\u00edncipe dos Mares&#8221;.<br \/>\n     A industrializa\u00e7\u00e3o na Noruega<\/p>\n   \n<p>Foi o mercador holand\u00eas Yapes Ypess que fundou a primeira ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o      na Noruega e \u00e9 considerado o pioneiro na industrializa\u00e7\u00e3o do peixe.<\/p>\n   \n<p>A partir da\u00ed, a crescente demanda na Europa, Am\u00e9rica e \u00c1frica foi aumentando      o n\u00famero de barcos pesqueiros e de pequenas e m\u00e9dias ind\u00fastrias pela costa      norueguesa, transformando a Noruega no principal p\u00f3lo mundial de pesca e exporta\u00e7\u00e3o      do\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0.<\/p>\n   \n<p>&#8220;Se o bacalhau nos abandonar, a que nos agarraremos? O que levaremos      a Bergen para trocar por ouro?&#8221;<\/p>\n   \n<p class=\"texto_definir\">Peter Daas, Trumpet of Nordland, Noruega, 1735<\/p>\n   \n<p><strong>Portugal e o &#8220;fiel amigo&#8221;<\/strong><\/p>\n   \n<p>Devemos aos portugueses o reconhecimento por terem sido os primeiros a introduzir,      na alimenta\u00e7\u00e3o, este peixe precioso, universalmente conhecido e apreciado&#8221;.<\/p>\n   \n<p>(Auguste Escoffier, chef-de-cuisine franc\u00eas, 1903).<\/p>\n   \n<p>Os portugueses descobriram o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0no s\u00e9culo      XV, na \u00e9poca das grandes navega\u00e7\u00f5es. Precisavam de produtos que n\u00e3o fossem      perec\u00edveis, que suportassem as longas viagens, que levavam \u00e0s vezes mais de      3 meses de travessia pelo Atl\u00e2ntico.<\/p>\n   \n<p>Fizeram tentativas com v\u00e1rios peixes da costa portuguesa, mas foram encontrar      o peixe ideal perto do P\u00f3lo Norte. Foram os portugueses os primeiros a ir      pescar o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0na Terra Nova ( Canad\u00e1 ), que      foi descoberta em 1497. Existem registros de que em 1508 o bacalhau correspondia      a 10% do pescado comercializado em Portugal.<\/p>\n   \n<p>J\u00e1 em 1596, no reinado de D. Manuel, se mandava cobrar o d\u00edzimo da pescaria      da Terra Nova nos portos de Entre Douro e Minho. Tamb\u00e9m pescavam o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0na      costa da \u00c1frica.<\/p>\n   \n<p>O\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0foi imediatamente incorporado aos h\u00e1bitos      alimentares e \u00e9 at\u00e9 hoje uma de suas principais tradi\u00e7\u00f5es. Os portugueses      se tornaram os maiores consumidores de bacalhau do mundo, chamado por eles      carinhosamente de &#8220;fiel amigo&#8221;. Este termo carinhoso d\u00e1 bem uma      id\u00e9ia do papel do bacalhau na alimenta\u00e7\u00e3o dos portugueses.<\/p>\n   \n<p>\u0093Os meus romances, no fundo, s\u00e3o franceses, como eu sou, em quase tudo,      um franc\u00eas \u0096 excepto num certo fundo sincero de tristeza l\u00edrica que \u00e9      uma caracter\u00edstica portuguesa, num gosto depravado pelo fadinho, e no justo      amor do\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0de cebolada!\u0094<\/p>\n   \n<p align=\"right\"><strong>E\u00e7a de Queiroz ( carta a Oliveira Martins )<\/strong><\/p>\n   \n<p align=\"left\"><strong>\u00a0A Pesca do Bacalhau em Portugal\u00a0<\/strong><\/p>\n   \n<p>O\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0chegava a Portugal de v\u00e1rias formas.      At\u00e9 o meio do s\u00e9culo XX, os pr\u00f3prios portugueses aventuravam-se pelos perigosos      mares da Terra Nova, no Canad\u00e1, para a pesca do bacalhau.<\/p>\n   \n<p>&#8220;Nos finais do s\u00e9c. XIX, as embarca\u00e7\u00f5es portuguesas enviadas \u00e0 pesca      do\u00a0<strong>Bacalhau<\/strong>\u00a0eram de madeira e \u00e0 vela, sendo praticada      a pesca \u00e0 linha. Tratava-se de uma pr\u00e1tica muito trabalhosa, apenas rent\u00e1vel      em regi\u00f5es onde abundava o peixe. Este tipo de pesca era praticado a partir      dos d\u00f3ri: pequenas embarca\u00e7\u00f5es de fundo chato e tabuado rincado, introduzidas      em Portugal nos finais do s\u00e9culo passado.&#8221;( Extra\u00eddo de Apontamentos      Etnogr\u00e1ficos de Aveiros &#8211; Universidade de Aveiros &#8211; http:\/\/www.dlc.ua.pt\/etnografia).<\/p>\n   \n<p>\u00a0<strong>O artigo de Teresa Reis, sobre a Pesca do Bacalhau, retrata      um pouco desta aventura:<\/strong>\u00a0<\/p>\n   \n<p>&#8220;Na pesca do\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0, tudo era duplamente      complicado. Maus tratos, m\u00e1 comida, m\u00e1 dormida&#8230;Trabalhavam vinte horas,      com quatro horas de descanso e isto, durante seis meses. A fragilidade das      embarca\u00e7\u00f5es amea\u00e7ava a vida dos tripulantes&#8221; dizia M\u00e1rio Neto, um pescador      que viveu estes epis\u00f3dios e pode falar deles com conhecimento de causa.<\/p>\n   \n<p>Quando chegava \u00e0 Terra Nova ou Groenl\u00e2ndia, o navio ancorava e largava os      botes. Os pescadores sa\u00edam do navio \u00e0s quatro da manh\u00e3 e s\u00f3 regressavam \u00e0      mesma hora do dia seguinte, com ou sem peixe e uma m\u00ednima refei\u00e7\u00e3o: ch\u00e1 num      termo, p\u00e3o e peixe frito. No navio, o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0era      preparado at\u00e9 \u00e0s duas ou tr\u00eas da manh\u00e3. \u00c0s cinco ou seis horas retomava-se      a mesma faina. Isto, dias e dias a fio, rodeados apenas de mar e c\u00e9u. &#8230;      Vidas duras&#8230;!&#8221;<\/p>\n   \n<p>Nos dias atuais, Portugal importa praticamente todo o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0salgado      e seco que consome. Tamb\u00e9m importa muito bacalhau &#8220;verde&#8221;, que \u00e9      salgado e curado nas pr\u00f3prias ind\u00fastrias portuguesas, como a Riberalves, localizada      em Torres Vedras.<\/p>\n   \n<p>\u00a0<strong>O come\u00e7o do bacalhau no Brasil<\/strong>\u00a0<\/p>\n   \n<p>O h\u00e1bito de comer\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0veio para o Brasil      com os portugueses, j\u00e1 na \u00e9poca do descobrimento. Mas foi com a vinda da corte      portuguesa, no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, que este h\u00e1bito alimentar come\u00e7ou a se      difundir. Data dessa \u00e9poca a primeira exporta\u00e7\u00e3o oficial de bacalhau da Noruega      para o Brasil, que aconteceu em 1843.<\/p>\n   \n<p>Na edi\u00e7\u00e3o do Jornal do Brasil de 1891 est\u00e1 registrado que os intelectuais      da \u00e9poca, liderados por Machado de Assis, reuniam-se todos os domingos em      restaurantes do centro do Rio de Janeiro para comer um aut\u00eantico &#8221;\u00a0<strong>Bacalhau<\/strong>\u00a0do      Porto&#8221; e discutir os problemas brasileiros. Mais de um s\u00e9culo depois,      ainda s\u00e3o muito comuns nos restaurantes especializados estes &#8220;almo\u00e7os      executivos&#8221;, onde a conversa sobre neg\u00f3cios \u00e9 feita saboreando um bom      bacalhau.<\/p>\n   \n<p>\u00a0<strong>A tradi\u00e7\u00e3o popular do bacalhau<\/strong>\u00a0<\/p>\n   \n<p>Durante muitos anos o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0foi um alimento      barato, sempre presente nas mesas das camadas populares. Era comum nas casas      brasileiras o bacalhau servido \u00e0s sextas-feiras, dias santos e festas familiares.<\/p>\n   \n<p>Ap\u00f3s a 2\u00aa Guerra Mundial, com a escassez de alimentos em toda a Europa, o      pre\u00e7o do\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0aumentou, restringindo o consumo      popular. Ao longo dos anos foi mudando o perfil do consumidor do bacalhau,      e o consumo popular do peixe se concentrou, principalmente, nas principais      festas crist\u00e3s: a P\u00e1scoa e o Natal.<\/p>\n   \n<p>Atualmente, o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0est\u00e1 totalmente incorporado      \u00e0 cultura culin\u00e1ria brasileira. Todos os bons restaurantes oferecem em sua      carta o nobre pescado, e o bolinho de bacalhau \u00e9 prefer\u00eancia nacional nos      bares e botequins. Como em Portugal, tamb\u00e9m desperta paix\u00f5es e inspira famosos      escritores.<\/p>\n   \n<p><em>&#8220;Gosto de<\/em><em>\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0<\/em><em>seco,      compacto. Sempre esque\u00e7o que \u00e9 um peixe que singrou outrora os mares at\u00e9 cair      nas malhas e na gan\u00e2ncia dos pescadores. Presente raro dos deuses, o bacalhau,      para mim, nasceu simplesmente salgado, sempre em postas e, neste estado, gra\u00e7as      ao engenho humano, \u00e9 levado \u00e0 mesa e entregue \u00e0 sanha de nossa gula.&#8221;<\/em><\/p>\n   \n<p class=\"texto_definir\">N\u00e9lida Pi\u00f1on, Brasil, 1996<\/p>\n   \n<h4>A tradi\u00e7\u00e3o religiosa do Bacalhau na P\u00e1scoa e no Natal<\/h4>\n   \n<p>A Igreja Cat\u00f3lica, na \u00e9poca da Idade M\u00e9dia, mantinha um rigoroso calend\u00e1rio      onde os crist\u00e3os deveriam obedecer os dias de jejum, excluindo de sua dieta      alimentar as carnes consideradas &#8220;quentes&#8221;. O\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0era      uma comida &#8220;fria&#8221; e seu consumo era incentivado pelos comerciantes      nos dias de jejum. Com isso, passou a ter forte identifica\u00e7\u00e3o com a religiosidade      e a cultura do povo portugu\u00eas.<\/p>\n   \n<p>Conforme relatam os autores do livro &#8220;O\u00a0<strong>Bacalhau<\/strong>\u00a0na      Vida e na Cultura dos Portugueses&#8221;:<\/p>\n   \n<p>&#8220;O n\u00famero de dias de jejum e abstin\u00eancia a que se sujeitavam anualmente      os portugueses era consider\u00e1vel, n\u00e3o se limitando ao per\u00edodo da Quaresma,      a \u00e9poca do ano em que o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0era &#8220;rei&#8221;      \u00e0 mesa. Segundo Carlos Veloso, durante mais de um ter\u00e7o do ano n\u00e3o se podia      comer carne. Assim era na &#8220;Quarta-Feira de Cinzas e todas as Sextas e      S\u00e1bados da Quaresma, nas Quartas, Sextas e S\u00e1bados das T\u00eamperas, (n)as v\u00e9speras      do Pentecostes, da Assun\u00e7\u00e3o, de Todos-os-Santos e do dia de Natal e ainda      nos dias de simples abstin\u00eancia, ou seja, todas as Sextas-Feiras do ano n\u00e3o      coincidentes com dias enumerados para as solenidades, os restantes dias da      Quaresma, a Circuncis\u00e3o, a Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, a Bem-Aventurada Virgem Maria      e os Santos Ap\u00f3stolos Pedro e Paulo.&#8221;<\/p>\n   \n<p>O rigoroso calend\u00e1rio de jejum foi aos poucos sendo desfeito, mas a tradi\u00e7\u00e3o      do\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0se mant\u00e9m forte nos pa\u00edses de l\u00edngua      portuguesa at\u00e9 os dias de hoje, principalmente no Natal e na P\u00e1scoa, as datas      mais expressivas da religi\u00e3o cat\u00f3lica, onde se comemoram o Nascimento e a      Ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo.<\/p>\n   \n<p><strong>Tabela de Nutrientes<\/strong><\/p>\n   \n<p>O\u00a0<strong>Bacalhau<\/strong>\u00a0\u00e9 um peixe salgado, seco e naturalmente      preparado, conservando todas as propriedades do peixe fresco.<\/p>\n   \n<p>\u00c9 nutritivo, saboroso, de f\u00e1cil digest\u00e3o, rico em minerais e vitaminas, e      com colesterol quase zero.<\/p>\n   \n<p>\u00c9 saud\u00e1vel e totalmente natural.<\/p>\n   \n<p>\u00a0<strong>Veja o conte\u00fado de nutrientes por 100g de parte comest\u00edvel      de bacalhau<\/strong>\u00a0<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\">\u00a0<strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/tabela.gif\" alt=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" width=\"285\" height=\"303\" title=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" \/><\/strong>\u00a0<\/p>\n   \n<p>Al\u00e9m disso tudo, o valor nutritivo de 1kg de\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0equivale      a 3,2 Kg de peixe! Rende mais, podendo alimentar de 6 a 8 pessoas.<\/p>\n   \n<p>O\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0\u00e9 mais nutritivo que o peixe, a carne      e o frango. E permite in\u00fameras varia\u00e7\u00f5es na cozinha do dia-a-dia, com receitas      pr\u00e1ticas que n\u00e3o deixam a rotina do feij\u00e3o com arroz acabar com seu prazer      de comer.<\/p>\n   \n<p>Coma mais\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0: \u00e9 gostoso e s\u00f3 faz bem.<\/p>\n   \n<h4>Os 5 tipos de bacalhau salgado e seco<\/h4>\n   \n<p>Do ponto de vista t\u00e9cnico, entende-se por peixe salgado e seco o produto      elaborado com peixe limpo, eviscerado, com ou sem cabe\u00e7a e convenientemente      tratado pelo sal ( cloreto de s\u00f3dio ) , devidamente seco, n\u00e3o podendo conter      mais de 40% de umidade para as esp\u00e9cies consideradas gordas, tolerando-se      5% a mais para as esp\u00e9cies consideradas magras.<\/p>\n   \n<p>Dentro destas caracter\u00edsticas, existem 5 tipos diferentes de peixes salgados      secos no mercado brasileiro : Cod Gadus Morhua, Cod Gadus Macrocephalus, Saithe,      Ling e Zarbo.<\/p>\n   \n<p>Pela legisla\u00e7\u00e3o que est\u00e1 sendo aprovada, apenas dois tipos poder\u00e3o utilizar      a designa\u00e7\u00e3o\u00a0<strong>Bacalhau<\/strong>\u00a0: o Cod Gadus Morhua, o Leg\u00edtimo      Bacalhau, e o Cod Gadus Macrocephalus, o bacalhau do Pac\u00edfico. Os demais dever\u00e3o      receber a designa\u00e7\u00e3o&#8221;pescado salgado seco&#8221;.<\/p>\n   \n<p><strong>LEG\u00cdTIMO BACALHAU<\/strong><\/p>\n   \n<p>O Cod Gadus Morhua \u00e9 o Leg\u00edtimo\u00a0<strong>Bacalhau<\/strong>\u00a0, tamb\u00e9m      conhecido no Brasil como &#8220;PORTO&#8221;, &#8220;PORTINHO&#8221; ou &#8220;CODINHO&#8221;      ( Porto \u00e9 uma denomina\u00e7\u00e3o tradicional e comercial do\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0Cod      quando o peixe apresenta um tamanho superior a 3,5kg). \u00c9 pescado no Atl\u00e2ntico      Norte e considerado o mais nobre bacalhau.<\/p>\n   \n<p>Normalmente, \u00e9 o maior, o mais largo e com postas mais altas. Tem colora\u00e7\u00e3o      palha e uniforme quando salgado e seco; quando cozido, desfaz-se em lascas      claras e tenras, de sabor inconfund\u00edvel e sublime. \u00c9 o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0recomendado      em todos os pratos da cozinha internacional.<\/p>\n   \n<p><strong>BACALHAU MACROCEPHALUS<\/strong><\/p>\n   \n<p>O Cod Gadus Macrocephalus, ou\u00a0<strong>Bacalhau<\/strong>\u00a0do Pac\u00edfico,      \u00e9 muito semelhante em aspecto com o Cod Gadus Morhua, e vem sendo comercializado      h\u00e1 cerca de 10 anos no Brasil. No entanto, \u00e9 diferente do Leg\u00edtimo Bacalhau,      com diferen\u00e7as fundamentais: n\u00e3o se desmancha em lascas, \u00e9 fibroso e n\u00e3o tem      o mesmo paladar.<\/p>\n   \n<p>Por isso, \u00e9 um peixe mais barato e tem sido vendido em muitos pontos de venda,      devido \u00e0 semelhan\u00e7a, como sendo Leg\u00edtimo Porto.<\/p>\n   \n<p>N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil diferenciar um do outro: uma das formas \u00e9 observando bem o rabo      e as barbatanas &#8211; se tiverem uma esp\u00e9cie de bordado branco nas extremidades,      \u00e9 macrocephalus. Outra forma \u00e9 pela colora\u00e7\u00e3o: o macro \u00e9 um peixe bem mais      claro (quase branco) que o Leg\u00edtimo Porto, o que confunde boa parte dos compradores.<\/p>\n   \n<h4>O que \u00e9 o Bacalhau do Porto?<\/h4>\n   \n<p>Historicamente, a cidade do Porto foi a primeira a receber e preparar o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0que      os pescadores portugueses buscavam nas \u00e1guas geladas da Terra Nova, Isl\u00e2ndia      e Groenl\u00e2ndia. Ainda hoje o Porto \u00e9 a principal cidade culin\u00e1ria do\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0.<\/p>\n   \n<p>Por tradi\u00e7\u00e3o cultural, no Brasil o nome &#8220;Porto&#8221; passou a identificar      o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0de melhor qualidade. Era o bacalhau      que vinha da Cidade do Porto, e era comercilizado no porto das capitais do      Rio e Salvador.<\/p>\n   \n<p>Usava-se chamar &#8220;Porto&#8221; apenas o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0tipo      Cod Gadus Morhua acima de 3 kg, que quando cortado apresenta grossas lascas,      de bela cor e suave textura.<\/p>\n   \n<p>No entanto, exportadores e supermercados tamb\u00e9m utilizam a denomina\u00e7\u00e3o &#8220;Porto&#8221;      para o Cod Gadus Macrocephalus, o que confunde o consumidor.<\/p>\n   \n<p>Atualmente, o &#8221;\u00a0<strong>Bacalhau Porto<\/strong>\u00a0&#8221; que      identificamos no mercado brasileiro, pode ser de origem norueguesa, portuguesa,      islandesa, espanhola ou francesa ( principais pa\u00edses exportadores). E pode      ser do tipo Cod Gadus Morhua e Cod Gadus Macrocephalus, com peso superior      a 3 kg.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  bacalhau.com.br<\/p>\n   \n<h6>Hist\u00f3ria do Bacalhau<\/h6>\n   \n<p>A\u00a0<strong>hist\u00f3ria do bacalhau<\/strong>\u00a0remonta aos Vikings, os      primeiros a descobrir, pescar e secar ao sol esta esp\u00e9cie. Foram, por\u00e9m os      portugueses que disseminaram no mundo a utiliza\u00e7\u00e3o culin\u00e1ria do bacalhau no      s\u00e9culo XV, quando se lan\u00e7aram na aventura das descobertas uma vez que necessitavam      de produtos alimentares que n\u00e3o se estragassem no decurso das suas longas      travessias mar\u00edtimas.<\/p>\n   \n<p>O Porto \u00e9 a capital culin\u00e1ria do\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0e foi      o primeiro a receb\u00ea-lo e prepar\u00e1-lo quando proveniente da Terra Nova, Isl\u00e2ndia      e Gronel\u00e2ndia. A fama da capital nortenha associada ao bacalhau estendeu-se      ao Brasil onde, durante muito tempo a express\u00e3o &#8220;Bacalhau Porto&#8221;      designou as pe\u00e7as da melhor qualidade e sabor, normalmente acima de tr\u00eas quilos,      importadas da cidade do Porto.<\/p>\n   \n<p>A principal explica\u00e7\u00e3o para a popularidade do\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0reside      no fato de at\u00e9 h\u00e1 muito pouco tempo, o seu pre\u00e7o ser muito acess\u00edvel, da\u00ed      a express\u00e3o &#8220;para quem \u00e9\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0basta&#8221;      e de ser cuidadosamente tratado pelo nosso povo como o fiel amigo. Hoje, por\u00e9m,      e principalmente nas alturas do Natal e da P\u00e1scoa, atinge pre\u00e7os muito elevados.<\/p>\n   \n<p>Se at\u00e9 metade do S\u00e9culo XX eram os pr\u00f3prios portugueses que se aventuravam      na pesca do\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0no perigoso mar da Terra Nova,      hoje importamos praticamente tudo o que consumimos, quer salgado, quer fresco,      para depois ser curado e salgado pela industria bacalhoeira.<\/p>\n   \n<p>Foram tamb\u00e9m os portugueses que popularizaram esta especialidade culin\u00e1ria      em todo o mundo, nomeadamente no Brasil onde foi introduzido no s\u00e9culo XVI,      salientando-se o fato de o consumo ter disparado no s\u00e9culo XIX, quando a corte      portuguesa ali se sediou.<\/p>\n   \n<p>Data de 1843 a primeira exporta\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0para      o Brasil. Desde ent\u00e3o, o seu consumo n\u00e3o mais parou e hoje, o pa\u00eds irm\u00e3o,      \u00e9 j\u00e1 o maior importador mundial deste pit\u00e9u.<\/p>\n   \n<h4>DO ARMAZ\u00c9M AT\u00c9 AO PONTO DE VENDA<\/h4>\n   \n<p><strong>TRANSPORTE<\/strong><\/p>\n   \n<p>O transporte do\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0entre a origem e o Brasil      \u00e9 feito em containers secos e refrigerados, entre +2 e +5 graus cent\u00edgrados.      Ao chegar ao porto, e ap\u00f3s o desembarque, o bacalhau mant\u00e9m a mesma temperatura.<\/p>\n   \n<p><strong>CUIDADOS NA ARMAZENAGEM<\/strong><\/p>\n   \n<p>Jamais armazenar o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0ao sol; o calor e      a humidade podem chegar, praticamente, a cozinhar o bacalhau. A exposi\u00e7\u00e3o      direta pode, inclusive, queim\u00e1-lo em pouco tempo.<\/p>\n   \n<p>\u00c9 muito importante para a manuten\u00e7\u00e3o da qualidade original do produto, que      a refrigera\u00e7\u00e3o seja continuamente controlada entre +2\u00b0 e +5\u00b0 graus cent\u00edgrados,      que a armazenagem das caixas seja feita com uma certa eleva\u00e7\u00e3o do solo, a      fim de evitar a humidade nas caixas inferiores e que n\u00e3o haja um excesso de      caixas de papel\u00e3o empilhadas umas sobre as outras (devido ao excesso de peso      sobre as caixas inferiores).<\/p>\n   \n<p>Com estes cuidados, o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0manter\u00e1 a sua excepcional      qualidade.<\/p>\n   \n<p><strong>CUIDADOS NA ARMAZENAGEM AP\u00d3S A COLOCA\u00c7\u00c3O NOS PONTOS-DE-VENDA<\/strong><\/p>\n   \n<p>O\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0\u00e9 um produto nobre e, portanto deve      ser apresentado em bancadas exclusivas.<\/p>\n   \n<p>Quando de sua coloca\u00e7\u00e3o nos pontos-de-venda, \u00e9 muito importante n\u00e3o &#8220;empilhar&#8221;      muito os peixes, pois isto poder\u00e1 estragar as pe\u00e7as de\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0que      est\u00e3o em baixo da pilha.<\/p>\n   \n<p><strong>COMO PRESERVAR A QUALIDADE E OBTER MAIOR DURABILIDADE DO PRODUTO      ARMAZENADO<\/strong><\/p>\n   \n<p>Recomenda-se que o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0seja acondicionado      em c\u00e2maras frigor\u00edficas com temperatura m\u00e9dia de +2\u00b0 a +5\u00b0c, e que n\u00e3o haja      humidade no local.<\/p>\n   \n<p>Sabe-se que, quanto menor a temperatura da c\u00e2mara frigorifica, maior \u00e9 a      durabilidade e conserva\u00e7\u00e3o do produto.<\/p>\n   \n<p>+ 2\u00b0 a + 5\u00b0C &#8211; mais de um ano<br \/>\n     + 8\u00b0 a +10\u00b0C &#8211; de 3 a 6 meses<br \/>\n     +12\u00b0 a +14\u00b0C &#8211; at\u00e9 2 meses<br \/>\n     +18\u00b0 a +20\u00b0C &#8211; at\u00e9 1 m\u00eas<\/p>\n   \n<p>Aconselha-se aos clientes que n\u00e3o possuam c\u00e2mara frigor\u00edfica e que tenham      costume de fazer suas compras mensais, que mudem para compras semanais ou      quinzenais, evitando desta maneira preju\u00edzos que possam ocorrer, devido ao      armazenamento inadequado do produto.<\/p>\n   \n<h4>DO PONTO DE VENDA \u00c0 SUA MESA<\/h4>\n   \n<p><strong>PREPARO<\/strong><\/p>\n   \n<p>Dessalgar, embalar e congelar.<\/p>\n   \n<p>A forma pr\u00e1tica de armazenar o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0.<\/p>\n   \n<p><strong>PARA DESSALGAR<\/strong><\/p>\n   \n<p>Deixe o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0sob a \u00e1gua corrente durante 10      minutos, para extra\u00edr o excesso de sal.<\/p>\n   \n<p>Depois coloque em bastante \u00e1gua fria, na geladeira. Quanto maior o peixe,      mais tempo dever\u00e1 ficar de molho, dessalgando.<\/p>\n   \n<p>Use o tempo entre 24 e 48 horas, dependendo da grossura do peixe, trocando      a \u00e1gua fria v\u00e1rias vezes (entre 6 e 8 vezes).<\/p>\n   \n<p>Para limpar, escalde em \u00e1gua quente (evite ferver). Deixe esfriar e limpe.<\/p>\n   \n<p><strong>DESSALGUE R\u00c1PIDO<\/strong><\/p>\n   \n<p>Cubra o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0com leite fervente e deixe em      fogo baixissimo por 10 minutos. Retire e deixe esfriar. Aten\u00e7\u00e3o: utilize esta      forma de dessalgue somente quando n\u00e3o dispuser de tempo.<\/p>\n   \n<p><strong>CONGELAMENTO<\/strong><\/p>\n   \n<p>Dessalgue, enxague com um pano, aperte levemente.<\/p>\n   \n<p>Pincele com azeite para evitar o ressecamento. Depois, divida em por\u00e7\u00f5es,      embale em filme pl\u00e1stico e congele.<\/p>\n   \n<p><strong>TRUQUES<\/strong><\/p>\n   \n<p>Pergunte qual o tipo de\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0que est\u00e1 a ser      vendido e a sua classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Verifique se est\u00e1 bem escovado e bem curado; deve apresentar-se limpo, sem      manchas escuras e completamente seco.<\/p>\n   \n<p>Guarde o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0seco dentro de um saco pl\u00e1stico      com um lim\u00e3o, na parte menos fria da geladeira, ver\u00e1 que n\u00e3o libertar\u00e1 odor.<\/p>\n   \n<p>Cubra o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0com o leite a ferver e deixe-o      neste preparado durante alguns minutos, ver\u00e1 que consegue dess\u00e1-lo com a rapidez      que precisa.<\/p>\n   \n<p>N\u00e3o deixe nunca cozer o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0com \u00e1gua a ferver.<\/p>\n   \n<h4>RENDIMENTO \/ VALOR NUTRITIVO<\/h4>\n   \n<p align=\"center\" class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bacalh23.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" width=\"201\" height=\"384\" title=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" \/><\/p>\n   \n<p><strong>RENDIMENTO<\/strong><\/p>\n   \n<h5>Para se ter uma ideia do seu rendimento, basta saber que:<\/h5>\n   \n<p>1 kg de\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0equivale a 3 kg de peixe fresco<\/p>\n   \n<p>Depois de dessalgado, 1 kg de\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0\u00e9 suficiente      para alimentar 6 a 8 pessoas, enquanto 1 kg de peixe fresco \u00e9 suficiente para      no m\u00e1ximo 4 pessoas.<\/p>\n   \n<p>O rendimento do\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0\u00e9 excelente tamb\u00e9m porque      dele tudo se aproveita. Al\u00e9m das postas, lombo e abas, at\u00e9 mesmo as aparas,      pele e espinhas podem ser utilizadas para fazer um delicioso caldo.<\/p>\n   \n<p>Com um pouco de tempero, voc\u00ea prepara arroz, batatas, pir\u00e3o, etc., com um      sabor todo especial.<\/p>\n   \n<p>Seguindo os cortes dos\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0s ao lado, voc\u00ea      ter\u00e1 um maior rendimento.<\/p>\n   \n<p><strong>VALOR NUTRITIVO<\/strong><\/p>\n   \n<p>Todos os tipos de\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0s\u00e3o processados da      mesma maneira, sem nenhum aditivo qu\u00edmico. Por isso \u00e9 um alimento saud\u00e1vel,      rico em sais minerais, vitaminas e proteinas, al\u00e9m de ter baix\u00edssimos teores      de colesterol e gordura.<\/p>\n   \n<p><strong>CONTE\u00daDOS DE NUTRIENTES POR 1 KG DE BACALHAU SECO\/SALGADO (PARTE      COMEST\u00cdVEL)<\/strong><\/p>\n   \n<p>Prote\u00ednas de 365 a 380g<br \/>\n     Gordura 10g<br \/>\n     C\u00e1lcio de 3,1 a 4,0g<br \/>\n     Ferro 0,16g<br \/>\n     Vitamina B2 0,23kg<br \/>\n     Vitamina B12 0,04g<br \/>\n     Energia\/cal 1600<\/p>\n   \n<h4>QUALIDADE DO BACALHAU<\/h4>\n   \n<p><strong>COMO DISTINGUIR O VERDADEIRO BACALHAU<\/strong><\/p>\n   \n<p>O verdadeiro\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0(Gadus Morhua) \u00e9 largo e      permite o corte em lombos. O rabo do peixe deve ser quase reto ou ligeiramente      curvo para dentro, com uma cor uniforme. A sua cor \u00e9 &#8220;palha&#8221; e nunca      excessivamente branco. Deve ficar bem seco, isto \u00e9, pegando o bacalhau firmemente      pela &#8220;cabe\u00e7a&#8221;, ao soltar a cauda, dever\u00e1 ficar quase reto, sem dobrar.      A humidade dar\u00e1 com que ele se dobre &#8220;caindo&#8221; para baixo.<\/p>\n   \n<p>\u00a0<strong>IMPERIAL<\/strong>\u00a0<\/p>\n   \n<p>S\u00e3o os peixes processados perfeitamente, sem defeitos (rebarbas, cortes malfeitos,      etc.)<\/p>\n   \n<p>\u00a0<strong>UNIVERSAL<\/strong>\u00a0<\/p>\n   \n<p>S\u00e3o peixes processados com pequenas imperfei\u00e7\u00f5es (rebarbas, cortes malfeitos,      etc.<br \/>\n<br \/>\n     \u00c9 importante salientar que ambos os peixes (imperial\/universal) s\u00e3o iguais      em tudo, menos esteticamente.<\/p>\n   \n<p>\u00a0<strong>Na importa\u00e7\u00e3o como tamb\u00e9m na distribu\u00ed\u00e7\u00e3o (vendas) ficam acondicionados      nas propor\u00e7\u00f5es abaixo descritas:<\/strong>\u00a0<\/p>\n         \n<table width=\"300\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"1\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<th colspan=\"3\" style=\"padding: 0px; margin: 0px; border: 0px;\">BACALHAUS<\/th>\n         <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<th style=\"padding: 0px; margin: 0px; border: 0px;\">TIPO<\/th>\n           \n<th style=\"padding: 0px; margin: 0px; border: 0px;\">IMPERIAL<\/th>\n           \n<th style=\"padding: 0px; margin: 0px; border: 0px;\">UNIVERSAL<\/th>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Porto<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">80%<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">20%<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Cod<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">80%<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">20%<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Zarbo<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">80%<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">20%<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Ling<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">90%<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">10%<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Saithe<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">70%<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">30%<\/td>\n         <\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n   \n<h5>APRESENTA\u00c7\u00c3O DO PRODUTO<\/h5>\n   \n<p>\u00a0<strong>Existem atualmente 2 tipos de embalagens de consumo, para acondicionamento      dos seguintes tipos de bacalhaus:<\/strong>\u00a0<\/p>\n   \n<h5>Caixas de cart\u00e3o de 25 kg<\/h5>\n   \n<blockquote>      \n\t<li>Cod<\/li>\n     \n\t<li>Zarbo<\/li>\n     \n\t<li>Saithe<\/li>\n     \n\t<li>Linguinho<\/li>\n   <\/blockquote>\n   \n<h5>Caixas de Madeira de 50 Kg<\/h5>\n   \n<blockquote>      \n\t<li>Cod<\/li>\n     \n\t<li>Ling<\/li>\n   <\/blockquote>\n   \n<h5>ESP\u00c9CIES \/ TIPOS<\/h5>\n   \n<h5>ORIGEM<\/h5>\n   \n<p>O\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0, cujo nome cient\u00edfico \u00e9 Gadus Morhua,      surgiu nos pa\u00edses n\u00f3rdicos, nas \u00e1guas frias do Norte da Europa e pensava-se      que os Vikings foram os pioneiros da sua descoberta. Sem sal, estes secavam      o peixe ao ar livre, para ser consumido nas longas viagens que faziam pelos      oceanos.<\/p>\n   \n<p>Mais tarde tamb\u00e9m os Romanos se habituaram a consumir o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0.<\/p>\n   \n<h5>TIPOS DE BACALHAU<\/h5>\n   \n<p>S\u00e3o 4 os tipos de peixes usados na produ\u00e7\u00e3o do\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0:      o Cod (Porto ou Codinho), o Saithe, o Ling e o Zarbo. Diferentes na apar\u00eancia,      por\u00e9m muito semelhantes na utiliza\u00e7\u00e3o, no sabor e nos resultados culin\u00e1rios.<\/p>\n   \n<p>Entre outras diferen\u00e7as, como cor, tamanho, etc, as caudas permitem identificar      mais facilmente cada um dos peixes.<\/p>\n   \n<h5>PORTO\/COD<\/h5>\n   \n<p>Existem 2 fam\u00edlias distintas do peixe com que \u00e9 produzido o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0Porto\/Cod,      que s\u00e3o: Gadus Morhua e Gadus Macrocephalus.<\/p>\n   \n<h5>GADUS MORHUA<\/h5>\n   \n<p>S\u00e3o peixes pescados no Oceno Atl\u00e2ntico Norte, de carne consistente e firme,      que proporcionam um maior rendimento ao cort\u00e1-los em postas.<\/p>\n   \n<p>Apesar da carne ter tonalidade areia, \u00e9 considerada a mais saborosa de todas      as carnes de peixe.<\/p>\n   \n<h5>GADUS MACROCEPHALUS<\/h5>\n   \n<p>S\u00e3o peixes pescados no Oceno Pac\u00edfico Norte, de carne menos consistente,      que proporcionam um menor rendimento ao cort\u00e1-los em postas, pois desmancham-se      mais facilmente.<\/p>\n   \n<p>A tonalidade da carne branca, dando assim uma apar\u00eancia melhor ao produto.      Tamb\u00e9m possiu uma carne saborosa.<\/p>\n   \n<p>Fonte: www.brascod.com.br<\/p>\n   \n<h6>Hist\u00f3ria do Bacalhau<\/h6>\n   \n<h5>Tipos de Bacalhau<\/h5>\n   \n<p>\u00a0<strong>Existem 5 tipos diferentes de bacalhau no mercado brasileiro:<\/strong>\u00a0<\/p>\n   \n<p>O COD \u00e9 o Leg\u00edtimo\u00a0<strong>Bacalhau<\/strong>\u00a0, tamb\u00e9m conhecido      no Brasil como &#8220;PORTO&#8221; ( Porto \u00e9 a denomina\u00e7\u00e3o tradicional e popular      do bacalhau cod quando o peixe apresenta um tamanho superior a 2,5kg).<\/p>\n   \n<p>O Saithe, o Ling e o Zarbo s\u00e3o peixes que passam pelo mesmo processo de salga      e cura. Por isso, tamb\u00e9m s\u00e3o considerados\u00a0<strong>bacalhaus<\/strong>\u00a0.<\/p>\n   \n<p>Existe um quinto tipo que vem sendo introduzido no Brasil, o &#8220;Pacific      Cod&#8221;, ou Gadus Macrocephalus, muito semelhante em aspecto com o Cod Gadus      Mohrua.<\/p>\n   \n<h5>O LEG\u00cdTIMO BACALHAU &#8220;PORTO&#8221;<\/h5>\n   \n<p align=\"center\" class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bacalh24.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" width=\"347\" height=\"113\" title=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" \/><\/p>\n   \n<p>O\u00a0<strong>bacalhau do tipo Cod ou Porto<\/strong>\u00a0\u00e9 conhecido cientificamente      como &#8220;Gadus Mohrua&#8221;.<\/p>\n   \n<p>\u00c9 o nobre e o leg\u00edtimo\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0, o que se desfaz      em lascas. Normalmente \u00e9 o maior, o mais largo e com postas mais altas. Tem      colora\u00e7\u00e3o palha e uniforme quando salgado e seco; quando cozido, abre-se em      lascas clares e tenras, de sabor inconfund\u00edvel e sublime.<\/p>\n   \n<p>\u00c9 o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0recomendado em todos os pratos da      cozinha internacional.<\/p>\n   \n<p align=\"center\" class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bacalh25.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" width=\"353\" height=\"119\" title=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" \/><\/p>\n   \n<p>O\u00a0<strong>tipo Saithe<\/strong>\u00a0\u00e9 o mais escuro e de sabor mais      forte. Muito mais barato que o Cod, \u00e9 o campe\u00e3o de vendas no Nordeste brasileiro.      \u00c9 utilizado para bolinhos, saladas e ensopados de\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0,      porque quando cozido sua carne desfia com facilidade.<br \/>\n<\/p>\n   \n<p align=\"center\" class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bacalh26.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" width=\"351\" height=\"109\" title=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" \/><\/p>\n   \n<p>O\u00a0<strong>tipo Ling<\/strong>\u00a0\u00e9 bem claro e mais estreito que os      demais. Tem um bom corte e \u00e9 muito apreciado no Brasil. Sua carne \u00e9 clara,      bonita e por isso atrai muitos compradores.<\/p>\n   \n<p align=\"center\" class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bacalh27.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" width=\"352\" height=\"120\" title=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" \/><\/p>\n   \n<p>O\u00a0<strong>tipo Zarbo<\/strong>\u00a0\u00e9 o mais popular e os peixes, geralmente,      s\u00e3o menores que os demais tipos.<\/p>\n   \n<h5>O BACALHAU &#8220;MACROCEPHALUS&#8221;<\/h5>\n   \n<p>Existe um tipo de\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0denominado &#8220;Pacific      Cod&#8221;, ou &#8220;gadus macrocephalus&#8221;, que est\u00e1 sendo bastante comercializado      no mercado brasileiro.<\/p>\n   \n<p>\u00c9 muito parecido com o\u00a0<strong>Bacalhau<\/strong>\u00a0Cod (Porto), mas      com diferen\u00e7as fundamentais: n\u00e3o se desmancha em lascas, \u00e9 fibroso e n\u00e3o tem      o mesmo paladar. Por isso, \u00e9 um peixe mais barato e tem sido vendido em muitos      pontos-de-venda, devido \u00e0 semelhan\u00e7a, como sendo Leg\u00edtimo Porto.<\/p>\n   \n<p>\u00c9 dif\u00edcil de identificar o falso Porto: uma das formas \u00e9 observando bem o      rabo e as barbatanas &#8211; se tiverem uma esp\u00e9cie de bordado branco nas extremidades,      \u00e9 &#8220;macrocephalus&#8221;.<\/p>\n   \n<p>Outra forma \u00e9 pela colora\u00e7\u00e3o: o macro \u00e9 um peixe bem mais claro (quase branco)      que o Leg\u00edtimo Porto, o que ilude boa parte dos compradores.<\/p>\n   \n<h5>As qualidades nutrientes<\/h5>\n   \n<p>O\u00a0<strong>Bacalhau<\/strong>\u00a0da Noruega \u00e9 um peixe salgado, seco      e naturalmente preparado, conservando todas as propriedades do peixe fresco.<\/p>\n   \n<p>\u00c9 nutritivo, saboroso, de f\u00e1cil digest\u00e3o, rico em minerais e vitaminas.<\/p>\n   \n<p>\u00c9 saud\u00e1vel e diet por natureza.<\/p>\n         \n<table width=\"75%\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"1\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<td align=\"center\"> \n<h5 align=\"center\">Nutrientes por 100g<\/h5>\n<\/td>\n           \n<td align=\"center\"> \n<h5 align=\"center\">Bacalhau<\/h5>\n<\/td>\n           \n<td align=\"center\"> \n<h5 align=\"center\">Fil\u00e9 bovino<\/h5>\n<\/td>\n           \n<td align=\"center\"> \n<h5 align=\"center\">Frango<\/h5>\n<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\">Prote\u00edna<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">38g<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">19g<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">21g<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\">Gordura<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1g<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">13g<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">7g<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\">C\u00e1lcio<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">60g<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">10g<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">15g<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\">Ferro<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1,6g<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">2,1g<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1,1g<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\">Vitamina B<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">2,61 mg<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">3,84 mg<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">7,87 mg<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\">Por\u00e7\u00e3o comest\u00edvel<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">85%<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">77%<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">70%<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\">\u00c1gua<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">49g<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">66g<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">71g<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\">Energia Kcal<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">160<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">195<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">145<\/td>\n         <\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n   \n<p>Al\u00e9m disso tudo, o valor nutritivo de 1kg de\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0equivale      a 3,2 Kg de peixe! Rende mais, podendo alimentar de 6 a 8 pessoas.<\/p>\n   \n<p>O\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0\u00e9 mais nutritivo que o peixe, a carne      e o frango. E permite in\u00fameras varia\u00e7\u00f5es na cozinha do dia-a-dia, com receitas      pr\u00e1ticas que n\u00e3o deixam a rotina do feij\u00e3o com arroz acabar com seu prazer      de comer.<\/p>\n   \n<h5>Coma mais bacalhau: \u00e9 gostoso e s\u00f3 faz bem.<\/h5>\n   \n<p>\u00c9 obriga\u00e7\u00e3o do cliente conferir a qualidade dos produtos, especialmente do\u00a0<strong>Bacalhau<\/strong>\u00a0e      dos Peixes Salgados no ato da entrega.<\/p>\n   \n<p>Recomendamos que o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0e os peixes salgados      sejam armazenados em temperaturas pr\u00f3ximas a 5 graus positivos.<\/p>\n   \n<p>Na \u00e1rea de venda, o produto pode ficar a temperaturas ambientes durante 72      horas. Por isso, na reposi\u00e7\u00e3o di\u00e1ria de estoque, recomendamos colocar sempre      o novo produto em baixo para evitar perman\u00eancia prolongada do produto fora      da c\u00e2mara e sua poss\u00edvel deteriora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Fonte: www.stelamar.com.br<\/p>\n   \n<h6>Hist\u00f3ria do Bacalhau<\/h6>\n   \n<h5>Em Portugal<\/h5>\n   \n<p>&#8220;A pesca do\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0realizada pelos pescadores      portugueses na Terra Nova e Gronel\u00e2ndia, encontra-se intimamente associada      \u00e0 saga das navega\u00e7\u00f5es e descobertas, datando do s\u00e9c. XIV. H\u00e1 registo da partida,      da ilha do Faial, de Diogo, de Teive em 1452. A partir da viagem dos Corte-Real,      em meados do s\u00e9culo XVI, foi elaborado o Planisf\u00e9rio de Cantino, onde se divulgava      um primeiro mapa menos fantasioso dessas regi\u00f5es (Terra Nova e Labrador) e      com o qual a navega\u00e7\u00e3o se tornou mais segura e maior a presen\u00e7a portuguesa      na pesca do\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0.<\/p>\n   \n<p>Em 1504 havia na Terra Nova col\u00f3nias de pescadores de Aveiro e de Viana do      Minho. Em 1506 um dos principais portos bacalhoeiros era Aveiro. Entre 1520      e 1525 existiu, na Terra Nova, uma col\u00f3nia de pescadores de Viana do Minho      que se dedicava \u00e0 pesca sedent\u00e1ria &#8211; pescavam e secavam o peixe ali mesmo.<br \/>\n     A perman\u00eancia ia de Abril a Setembro.<\/p>\n   \n<p>No reinado de D. Manuel I (1465-1521) Aveiro foi o porto que mais navios      enviou para a Terra Nova (cerca de 60 naus) e em 1550 sa\u00edram cerca de 150      naus.<\/p>\n   \n<p>O per\u00edodo de domina\u00e7\u00e3o dos Filipes (1580-1640) levou quase \u00e0 extin\u00e7\u00e3o da      pesca do\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0(em 1624 n\u00e3o havia qualquer barco      nos portos de Aveiro).<\/p>\n   \n<p>A recupera\u00e7\u00e3o da Pesca do\u00a0<strong>Bacalhau<\/strong>\u00a0s\u00f3 se faz no      s\u00e9c. XIX. At\u00e9 l\u00e1, 90% do consumo interno do bacalhau \u00e9 importado. Em 1830      foram criados incentivos \u00e0 pesca com a extin\u00e7\u00e3o do pagamento dos d\u00edzimos e      com a constru\u00e7\u00e3o de 19 barcos.<\/p>\n   \n<p>\u00a0<strong>Sem altera\u00e7\u00f5es not\u00f3rias, atrav\u00e9s dos s\u00e9culos, a tripula\u00e7\u00e3o      dos Bacalhoeiros era composta por:<\/strong>\u00a0<\/p>\n   \n<blockquote>      \n\t<li>Capit\u00e3o<\/li>\n     \n\t<li>Piloto<\/li>\n     \n\t<li>Marinheiros (pescadores)<\/li>\n     \n\t<li>Cozinheiro<\/li>\n     \n\t<li>1 ou 2 mo\u00e7os (mais recentemente passaram a ser 6, 8 ou 10) conforme a        capacidade do navio.<\/li>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Entre os marinheiros &#8211; Pescadores, a divis\u00e3o era:<\/p>\n   \n<blockquote>      \n\t<li>Escalador<\/li>\n     \n\t<li>Salgador<\/li>\n     \n\t<li>Simples pescador<\/li>\n     \n\t<li>&#8220;Os verdes&#8221; (os que se iniciavam na faina)<\/li>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Havia tripulantes com fun\u00e7\u00f5es espec\u00edficas: &#8220;troteiro&#8221;, &#8220;cabe\u00e7as&#8217;,      &#8220;por\u00e3o&#8221;, &#8220;garfo&#8221;, &#8220;celhas&#8221;, etc. E muitos est\u00e3o      enterrados num cemit\u00e9rio em St. John&#8217;s, do qual ningu\u00e9m fala, nem sequer atrai      visitantes.<br \/>\n     As iscas usadas eram am\u00eaijoas, lulas&#8230;. S\u00f3 na d\u00e9cada de 20, apareceu a assist\u00eancia      aos barcos feita por 2 barcos a vapor &#8211; Carvalho Ara\u00fajo, em 1923, e Gil Eanes,      em 1927.<\/p>\n   \n<p>O atraso portugu\u00eas no processo de industrializa\u00e7\u00e3o determinou que esta pesca      se prolongasse pelo s\u00e9culo XX (at\u00e9 25 de Abril de 1974) com base numa tecnologia      ultrapassada: pesca \u00e0 linha de m\u00e3o, munida dum \u00fanico anzol, a bordo dos d\u00f3ris,      pequenas embarca\u00e7\u00f5es individuais de fundo chato e tabuado rincado, com um      comprimento de 4 a 5 metros e 80 a 100 Kg de peso, apoiando-se nos tradicionais      veleiros de madeira. Tratava-se, contudo, de uma t\u00e9cnica de pesca bastante      menos agressiva dos recursos dos que as redes de emalhar ou de arrasto.<\/p>\n   \n<p>Em 1934 foi feita a organiza\u00e7\u00e3o corporativa da Ind\u00fastria Bacalhoeira.<\/p>\n   \n<p>\u00a0<strong>Planeou-se uma grande reorganiza\u00e7\u00e3o da Pesca do Bacalhau, atrav\u00e9s      de:<\/strong>\u00a0<\/p>\n   \n<p>Empr\u00e9stimos do Estado a armadores portugueses<\/p>\n   \n<p>Cria\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Reguladora do Com\u00e9rcio do Bacalhau e da Cooperativa dos      Armadores de Navios de Pesca do Bacalhau entre outras.<\/p>\n   \n<p>Renova\u00e7\u00e3o da frota<\/p>\n   \n<p>Desenvolvimento da Pesca do Arrasto<\/p>\n   \n<p>Mas em Portugal continuou-se a insistir na pesca \u00e0 linha.<\/p>\n   \n<p>\u00a0<strong>Os \u00faltimos grandes veleiros foram constru\u00eddos em 1937:<\/strong>\u00a0<\/p>\n   \n<p>Argus, Santa Maria Manuela e Creoula, mas poucos anos se mantiveram nesta      faina.<\/p>\n   \n<p>A \u00faltima viagem dum lugre &#8211; o Gazela Primeiro &#8211; ocorreu em 1969.<\/p>\n   \n<p>As capturas tinham come\u00e7ado a diminuir e em 1974 a situa\u00e7\u00e3o estava num caos.      Era dif\u00edcil recrutar pescadores, que preferiam emigrar, o que lhes proporcionava      menos sofrimento e melhor perspectiva de vida.<\/p>\n   \n<p>O total de barcos era ent\u00e3o de 55, sendo 5 de pesca \u00e0 linha, 13 com redes      de malha e 37 de arrasto.&#8221;<\/p>\n   \n<p>Na pesca do\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0, tudo era duplamente complicado.      &#8220;Maus tratos, m\u00e1 comida, m\u00e1 dormida&#8230; Trabalhavam vinte horas, com quatro      horas de descanso e isto, durante seis meses. A fragilidade das embarca\u00e7\u00f5es      amea\u00e7ava a vida dos tripulantes&#8221; dizia M\u00e1rio Neto, um pescador que viveu      estes epis\u00f3dios e pode falar deles com conhecimento de causa.<\/p>\n   \n<p>Quando chegava \u00e0 Terra Nova ou Gronel\u00e2ndia, o navio ancorava e largava os      botes. Os pescadores sa\u00edam do navio \u00e0s quatro da manh\u00e3 e s\u00f3 regressavam \u00e0      mesma hora do dia seguinte, com ou sem peixe e uma m\u00ednima refei\u00e7\u00e3o: ch\u00e1 num      termo, p\u00e3o e peixe frito. No navio, obacalhauera preparado at\u00e9 \u00e0s duas ou      tr\u00eas da manh\u00e3. \u00c0s cinco ou seis horas retomava-se a mesma faina. Isto, dias      e dias a fio, rodeados apenas de mar e c\u00e9u.<\/p>\n   \n<p>Fonte: sapo.pt<\/p>\n   \n<h6>Hist\u00f3ria do Bacalhau<\/h6>\n   \n<p>\u00a0<strong>Bacalhau<\/strong>\u00a0\u00e9 o nome comum para os peixes do g\u00eanero      Gadus , pertencente \u00e0 fam\u00edlia Gadidae. Seu nome tem origem no latim baccalarius.<\/p>\n   \n<p>Atualmente, este peixe encontra-se em vias de extin\u00e7\u00e3o devido ao consumo      excessivo, sendo que Portugal \u00e9 o maior e principal consumidor a n\u00edvel mundial,      possuindo na sua gastronomia centenas de maneiras diferentes de o confeccionar.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bacalh29.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" width=\"241\" height=\"89\" title=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" \/><\/p>\n   \n<p>O\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0foi introduzido na alimenta\u00e7\u00e3o inicialmente      pelos portugueses, que o descobriram no s\u00e9culo XV, \u00e9poca das grandes navega\u00e7\u00f5es.      O peixe foi descoberto e se adequava as necessidades da \u00e9poca, de um produto      n\u00e3o perec\u00edvel (pelo fato de poder ser salgado, e manter suas caracter\u00edsticas      gustativas) que aguentasse longas jornadas.<\/p>\n   \n<p>As longas travessias pelo Atl\u00e2ntico duravam mais de tr\u00eas meses e ap\u00f3s diversas      tentativas com os peixes da costa local os portugueses encontraram o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0perto      do P\u00f3lo Norte. Iniciaram tempos depois sua pesca na costa do Canad\u00e1, descoberta      em 1497.<\/p>\n   \n<p>Dur\u00e1vel e acess\u00edvel a uma parte da popula\u00e7\u00e3o que raramente podia comprar      peixe fresco, seu sabor era mais agrad\u00e1vel do que o de outros pescados salgados.      Imediatamente o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0passou a fazer parte da      cultura daquele povo, que rapidamente passou a ser o maior consumidor de Bacalhau      do mundo. Incorporado aos seus h\u00e1bitos e sua culin\u00e1ria foi consagrado como      &#8220;fiel amigo&#8221; dos portugueses, sendo hoje uma das suas principais      tradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/bacalh30.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" width=\"199\" height=\"142\" title=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau\" \/><br \/>\n     \u00a0<strong>Bacalhoada<\/strong>\u00a0<\/p>\n   \n<p>Apesar disso, alguns registros d\u00e3o conta da exist\u00eancia de f\u00e1bricas de processamento      do\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0na Isl\u00e2ndia e Noruega no s\u00e9culo IX.      Os vikings s\u00e3o assim considerados os pioneiros na descoberta da esp\u00e9cie. A      diferen\u00e7a se deu no tratamento: os vikings ainda n\u00e3o haviam descoberto o sal      e apenas secavam o peixe ao relento. No momento em que o peixe estivesse pesando      5 vezes menos e endurecesse, estaria pronto para ser consumido nas longas      viagens pelos oceanos.<\/p>\n   \n<p>O\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0come\u00e7ou a ser comercializado pelos      bascos, habitantes da Espanha e da Fran\u00e7a. Eles j\u00e1 conheciam o sal e registros      apontam que por volta do in\u00edcio do primeiro mil\u00eanio o bacalhau j\u00e1 era comercializado      curado, salgado e seco sobre as rochas. Este processo aumentava significantemente      a capacidade de conserva\u00e7\u00e3o do alimento.<\/p>\n   \n<p>Nas tradi\u00e7\u00f5es crist\u00e3s, os adeptos da religi\u00e3o deveriam manter um regime rigoroso,      que excluia o consumo de carnes vermelhas (comidas quentes), devendo seguir      uma dieta de comidas frias, como os peixes. O consumo de\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0era      extremamente incentivado pelos comerciantes, como substituto dos alimentos      proibidos. O bacalhau ent\u00e3o passou a ter uma liga\u00e7\u00e3o estreita com a cultura      do povo portugu\u00eas.<\/p>\n   \n<p>Atualmente, o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0\u00e9 um alimento amplamente      consumido no Brasil durante a sexta-feira santa. Tradicionalmente, durante      esta data \u00e9 comum \u00e0s fam\u00edlias se reunirem ao redor de uma mesa e saborearem      uma das receitas, muitas vezes familiares, da bacalhoada.<\/p>\n   \n<p>Antigamente no entanto, o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0era um alimento      bastante popular, acess\u00edvel a todas as camadas e era sempre servido nas mesas      brasileiras e portuguesas, principalmete em dias santos, sextas feiras e festas      familiares.<\/p>\n   \n<p>Ap\u00f3s a segunda guerra mundial este e outros alimentos tornaram-se escassos      na Europa, e o pre\u00e7o do\u00a0<strong>Bacalhau<\/strong>\u00a0aumentou. Ao longo      dos anos o seu perfil de consumo foi sendo remoldado e hoje \u00e9 um alimento      tido como nobre no Brasil, consumido apenas durante as principais festas crist\u00e3s,      no Natal e na P\u00e1scoa.<\/p>\n   \n<p>O peixe \u00e9 hoje em dia muito integrado na gastronomia portuguesa, fazendo      dos portugueses os maiores consumidores de\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0do      mundo. Neste pa\u00eds, o bacalhau tornou-se (apesar da escasses provocada pelo      excesso de consumo) um alimento universal e acess\u00edvel a quase toda a popula\u00e7\u00e3o.      No Brasil, o alimento hoje est\u00e1 muito associado a cultura e aos h\u00e1bitos brasileiros,      oferecido em restaurantes nobres, em diversas receitas e servidos em bares      e botequins na forma de bolinhos de bacalhau.<\/p>\n   \n<p>Em Portugal, o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0\u00e9 cozido na Consoada de      Natal, juntamente com batatas e couves ou grelos cozidos, sendo quase uma      regra inquebr\u00e1vel nos h\u00e1bitos alimentares portugueses para este dia.<\/p>\n   \n<p>Se no in\u00edcio de sua descobeta o\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0vinha      de dificultosas pescas na Terra Nova, hoje em Portugal grande parte do que      \u00e9 consumido \u00e9 importado da Noruega, salgado e seco, ou mesmo fresco, salgado      e curado pelas ind\u00fastrias portuguesas.<\/p>\n   \n<p>Durante o reinado de D. Jo\u00e3o III, sua pesca era bastante explorada e a frota      de navios pesqueiros chegou a beirar os 150. Sa\u00edam em Maio e regressavam em      Outubro aproveitando o per\u00edodo de desova do Peixe em \u00e1guas menos profundas.<\/p>\n   \n<p>A perda da independ\u00eancia para os Espanh\u00f3is em 1580 dificultou a pesca no      novo mundo, tornando-a um tanto perigosa, amea\u00e7ada por Franceses e Ingleses,      inimigos da Espanha. A pesca naquela regi\u00e3o foi ent\u00e3o interrompida e Portugal      passou a importar o pescado.<\/p>\n   \n<p>Por volta do s\u00e9culo XIX, ap\u00f3s quase 300 anos a pesca do\u00a0<strong>Bacalhau<\/strong>\u00a0se      reanima, por\u00eam nunca retornou a ser feita na mesma intensidade. Em 1891 constituiu-se      a Parceria Geral de Pescarias, Lda. e sob forma de parceria mar\u00edtima as pescas      voltaram a acontecer. Dos anos 30 aos 60 do s\u00e9culo XX a pesca de Bacalhau      passa a ser feita tamb\u00e9m nas proximidades da Groenl\u00e2ndia e volta a fornecer      a Portugal mais de 80% de sua demanda pelo produto.<\/p>\n   \n<p>Na decada de 30 Portugal j\u00e1 tinha 51 navios respons\u00e1veis pela pesca do\u00a0<strong>Bacalhau<\/strong>\u00a0,      por\u00e9m a frota j\u00e1 mostrava-se antiquada, em madeira, com alguns navios sem      ao menos um motor auxiliar. Da\u00ed at\u00e9 1940 a frota aumentou em mais 15 navios,      por\u00e9m, nesta mesma \u00e9poca os primeiros arrast\u00f5es come\u00e7aram a participar da      pescaria, aumentando consideravelmente a concorr\u00eancia. Pr\u00f3ximo a 1960 os resutados      das pescarias j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o os mesmos e a frota de navios come\u00e7a a diminuir consideravelmente,      at\u00e9 que em 1970 as \u00e1guas territoriais do Canad\u00e1 s\u00e3o alargadas e s\u00e3o estabelecidas      cotas m\u00e1ximas de pesca para frotas estrangeiras. Com tudo isso, atualmente      apenas um n\u00famero pequeno de navios Portugueses se dedica a pesca do peixe,      que passou a ser importado na sua maior parte, al\u00e9m de substituido pelo peixe      congelado.<\/p>\n   \n<h5>Reconhecendo o verdadeiro Bacalhau<\/h5>\n   \n<p>\u00c9 muito comum que se encontre para vender nos mercados brasileiros peixes      semelhantes ao\u00a0<strong>Bacalhau<\/strong>\u00a0, que por\u00e9m n\u00e3o o s\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>O\u00a0<strong>bacalhau<\/strong>\u00a0verdadeiro \u00e9 largo e alto, com lombos      bem grossos. Seu rabo possui cor uniforme e bordas brancas indicam que o peixe      n\u00e3o \u00e9 o verdadeiro Bacalhau do Porto. A cor de seu corpo \u00e9 puramente branca,      sendo os peixes mais amarelados de uma outra esp\u00e9cie.<\/p>\n   \n<p>Fonte: \u00a0pt.wikipedia.org<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria do Bacalhau, Origem, Tipos, Classifica\u00e7\u00e3o, Porto, Portugal, Noruega, Preparo, Dessalgue, Rendimento, Qualidade, Hist\u00f3ria do Bacalhau<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":22767,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-26956","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-culinaria-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Hist\u00f3ria do Bacalhau - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Hist\u00f3ria do Bacalhau - 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