{"id":26881,"date":"2016-01-18T00:00:00","date_gmt":"2016-01-18T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/classe-reptilia-3\/"},"modified":"2026-09-01T18:07:17","modified_gmt":"2026-09-01T18:07:17","slug":"classe-reptilia-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/classe-reptilia-3\/","title":{"rendered":"Classe Reptilia"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>R\u00e9pteis<\/strong> n\u00e3o formam um grupo evolutivo distinto como aves      e mam\u00edferos fazem. Em vez disso, a <strong>classe Reptilia<\/strong> consiste      de quatro ordens que s\u00e3o muito diferentes uns dos outros.<\/p>\n   \n<p><strong>A classe Reptilia inclui as ordens:<\/strong> <b><i>Testudines<\/i><\/b> (tartarugas e <b><i>tartarugas),      Crocodylia<\/i><\/b> (jacar\u00e9s e crocodilos), <b><i>Rhynchocephalia<\/i><\/b> (Tuatara),      e <b><i>Squamata<\/i><\/b> <b><i>Squamata<\/i><\/b> inclui o subordens <b><i>Sauria<\/i><\/b> (lagartos) e <b><i>Serpentes<\/i><\/b>      (cobras).<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/classe-reptilia-09.jpg\" alt=\"Classe Reptilia\" title=\"Classe Reptilia\" \/><br \/>\n     R\u00e9pteis<\/strong><\/p>\n   \n<p>A <strong>Classe Reptilia<\/strong> surgiu sobre a Terra h\u00e1 cerca de 320 milh\u00f5es      de anos no Per\u00edodo Carbon\u00edfero. Re\u00fane animais com escamas e \u00e9 dividida em      4 ordens que incluem as tartarugas, c\u00e1gados e jabotis (Ordem Chelonia), com      cerca de 225 esp\u00e9cies, anfisb\u00eanios, cobras e lagartos (Ordem Squamata), com      cerca de 5.800 esp\u00e9cies, a tuatara da Nova Zel\u00e2ndia (Ordem Rhynchocephalia),      com 2 esp\u00e9cies e os crocodilos e jacar\u00e9s (Ordem Crocodilia), com 21 esp\u00e9cies.<\/p>\n   \n<p>Existem, portanto, apenas 4 ordens viventes, diferentemente das 16 ordens      conhecidas, que floresceram no Mesoz\u00f3ico, a era dos r\u00e9pteis. Embora constitu\u00eddos      por linhagens distintas, os r\u00e9pteis constituem os primeiros vertebrados adaptados      \u00e0 vida em lugares de baixa umidade na terra, visto que sua pele seca e c\u00f3rnea      reduz a perda de umidade do corpo. Al\u00e9m da pele c\u00f3rnea, os ovos de r\u00e9pteis      apresentam anexos embrion\u00e1rios complexos (\u00e2mnion, c\u00f3rion e alant\u00f3ide) que      lhes conferem independ\u00eancia da \u00e1gua para a reprodu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>A <strong>Classe dos R\u00e9pteis<\/strong> torna-se muito artificial, pois a rela\u00e7\u00e3o      destes grupos ainda encontra-se em fase de defini\u00e7\u00e3o. Como exemplo, os crocodilianos      (crocodilos e jacar\u00e9s), s\u00e3o mais aparentados das Aves do que com os demais      R\u00e9pteis existentes. Pesquisas com o DNA comprovam isso. \u00c9 estranho? Saiba      que os crocodilianos constr\u00f3em ninhos e fornecem um grande cuidado parental      com os filhotes e, tantos os filhotes como os adultos apresentam alguns tipos      de vocaliza\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, o cora\u00e7\u00e3o de um crocodiliano, \u00e9 dividido em 2      \u00e1trios e 2 ventr\u00edculos, diferentemente dos demais R\u00e9pteis, que \u00e9 dividido      em 2 \u00e1trios e 1 ventr\u00edculo.<\/p>\n   \n<p>Ao contr\u00e1rio das Aves e Mam\u00edferos, que mant\u00e9m a temperatura corp\u00f3rea atrav\u00e9s      do calor produzido pelo metabolismo, estes animais precisam de fontes externas      de calor (sol) para regularem sua temperatura. Algumas esp\u00e9cies botam ovos      (ov\u00edparas), como os jacar\u00e9s, as tartarugas e algumas cobras e lagartos. <\/p>\n   \n<p>Outras esp\u00e9cies s\u00e3o viv\u00edparas, onde nascem filhotes durante o parto (ex.      algumas cobras e lagartos).<\/p>\n   \n<p>A maioria das esp\u00e9cies \u00e9 terrestre (terr\u00edcolas, foss\u00f3rios e arbor\u00edcolas),      mas h\u00e1 esp\u00e9cies em \u00e1gua doce e marinhas. O tamanho dos r\u00e9pteis atuais varia      de 5 cm a 10 m, mas a maioria mede entre 25 e 150 cm.<\/p>\n   \n<p>Muitas esp\u00e9cies de serpentes das fam\u00edlias Colubridae, Boidae e Viperidae      apresentam h\u00e1bito alimentar rodent\u00edvoro, sendo vertebrados predadores de pragas.    <\/p>\n   \n<p>Cerca de 70 esp\u00e9cies das fam\u00edlias Viperidae (g\u00eaneros Bothrops , Crotalus      e Lachesis ) e Elapidae (g\u00eanero Micrurus ) s\u00e3o pe\u00e7onhentas e potencialmente      perigosas aos humanos, pois podem causar acidentes of\u00eddicos.<\/p>\n   \n<p>Os<strong> r\u00e9pteis <\/strong>apresentam esp\u00e9cies sens\u00edveis a altera\u00e7\u00f5es ambientais,      principalmente \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitat. \u00c9 prov\u00e1vel que decl\u00ednios populacionais      de serpentes como Lystrophis nattereri, Bothrops itapetiningae e B. cotiara      no estado de S\u00e3o Paulo estejam relacionados \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o dos h\u00e1bitats. A ca\u00e7a      tamb\u00e9m pode ter contribu\u00eddo para o decl\u00ednio de esp\u00e9cies maiores como os jacar\u00e9s,      especialmente Caiman latirostris . Programas de manejo, conserva\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o      ambiental t\u00eam sido aplicados a esp\u00e9cies de quel\u00f4nios, principalmente as tartarugas      marinhas. <\/p>\n   \n<h4>Classe Reptilia &#8211; Animais<\/h4>\n   \n<p>Os<strong> r\u00e9pteis<\/strong> formam um grupo de animais muito variado e colorido      e est\u00e3o representados em todos os continentes, exceto da Ant\u00e1rtica. Os r\u00e9pteis      mais conhecidos s\u00e3o as cobras e os lagartos, principalmente porque eles est\u00e3o      melhores distribu\u00eddos do que os crocodilianos, tartarugas e tuataras, que      tamb\u00e9m pertencem \u00e0 classe reptiliana. Na verdade, muitas pessoas desconhecem      que as tartarugas tamb\u00e9m s\u00e3o r\u00e9pteis de verdade. Mais de 7.000 esp\u00e9cies de      r\u00e9pteis t\u00eam sido classificadas, a maioria delas encontrada nos climas tropicais      e subtropicais.<\/p>\n   \n<p>Todos os <strong>r\u00e9pteis<\/strong> t\u00eam algum tipo de escama. A<strong> carapa\u00e7a      da tartaruga <\/strong>\u00e9 formada por um grupo de escamas grandes e fortes.<\/p>\n   \n<p>Os<strong> r\u00e9pteis <\/strong>s\u00e3o quase sempre f\u00e1ceis de identificar, gra\u00e7as      a algumas caracter\u00edsticas em comum que os diferenciam dos outros animais terrestres      ou semiterrestres.<\/p>\n   \n<p>O sinal que mais identifica um r\u00e9ptil \u00e9 a pele escamosa que cobre quase todo      o seu corpo. Todos os r\u00e9pteis possuem algum tipo de escamas, cada uma delas      adaptada de acordo \u00e0s circunst\u00e2ncias. A carapa\u00e7a da tartaruga \u00e9 recoberta      por placas \u00f3sseas e tem evolu\u00eddo para proteg\u00ea-la. Outros r\u00e9pteis t\u00eam conchas      t\u00e3o pequenas que podem parecer invis\u00edveis ao olho nu.<\/p>\n   \n<p>Todos os <strong>r\u00e9pteis <\/strong>t\u00eam coluna vertebral, respiram ar (inclusive      aqueles que passam a maior parte do tempo na \u00e1gua) e quase todos possuem quatro      membros externos, embora n\u00e3o sejam vis\u00edveis externamente nas cobras e alguns      lagartos. Eles tamb\u00e9m s\u00e3o todos amni\u00f3ticos, o que significa que o embri\u00e3o      em desenvolvimento \u00e9 protegido por uma s\u00e9rie de membranas e uma concha dura,      evitando que os ovos sequem, protegendo-os dos predadores.<\/p>\n   \n<p>Os<strong> r\u00e9pteis <\/strong>tamb\u00e9m s\u00e3o definidos por caracter\u00edsticas ausentes      e presentes. Diferentes dos mam\u00edferos e p\u00e1ssaros, que evolu\u00edram dos pr\u00f3prios      r\u00e9pteis, os animais reptilianos s\u00e3o incapazes de regularem a pr\u00f3pria temperatura      do corpo e dependem do ambiente para obter calor corporal. Eles tamb\u00e9m n\u00e3o      t\u00eam pelos e plumas.<\/p>\n   \n<h4>Classe Reptilia &#8211; R\u00e9pteis<\/h4>\n   \n<p>Os <strong>repteis<\/strong> constituem o primeiro grupo de vertebrados adaptados      a vida em lugares secos da Terra. A pele seca, a c\u00f3rnea e as escamas resistem      a perda de umidade do corpo e facilitam a vida em superf\u00edcies \u00e1speras. <\/p>\n   \n<p><strong>O nome da classe se refere ao modo de locomo\u00e7\u00e3o:<\/strong> reptum,      que significa rastejar e o estudo dos r\u00e9pteis \u00e9 chamado de herpetologia (do      grego herpeton , r\u00e9ptil).<\/p>\n   \n<h4>A Hist\u00f3ria Natural dos R\u00e9pteis<\/h4>\n   \n<p>Durante o <strong>Mesoz\u00f3ico <\/strong>ou <strong>Idade dos R\u00e9pteis<\/strong>      (Tri\u00e1ssico at\u00e9 Cret\u00e1ceo Superior),foram esses vertebrados que dominaram e      ocuparam a maioria dos habitats animais dispon\u00edveis, desde semidesertos e      planaltos secos atrav\u00e9s de p\u00e2ntanose brejos at\u00e9 o oceano aberto. Variavam      bastante de tamanho, estruturas e h\u00e1bitos.A realiza\u00e7\u00e3o evolucion\u00e1ria dos r\u00e9pteis      mais importantes foi a de adaptar-se a vida terrestre longe da \u00e1gua. A aquisi\u00e7\u00e3o      de uma pele seca e cornificada para evitar a perda de umidade do corpo e a      produ\u00e7\u00e3o de ovos capazes de se desenvolver na terra foram significantes nessa      adapta\u00e7\u00e3o. Os pequenos repteis primitivos tinham o corpo e calda delgados      e quatro pequenas pernas com cinco dedos. <\/p>\n   \n<p><strong>Desta forma generalizada algumas linhas de radia\u00e7\u00e3o ou especializa\u00e7\u00e3o      foram:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Aumento de tamanho, at\u00e9 as enormes propor\u00e7\u00f5es dos apatossauros <br \/>\n       Aquisi\u00e7\u00e3o de armadura defensiva, incluindo placas na pele ou chifres ou        espinhos na cabe\u00e7a <br \/>\n       Constru\u00e7\u00e3o leve, como nos dinossauros, para correr rapidamente com quatro        ou duas pernas <br \/>\n       Adapta\u00e7\u00e3o ao v\u00f4o, pelo aumento do comprimento das extremidades pares anteriores        (e da calda) e desenvolvimento de pat\u00e1gios de pele nos pterod\u00e1ctilos .<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Os<strong> r\u00e9pteis do Mesoz\u00f3ico<\/strong> inclu\u00edam tanto esp\u00e9cies herb\u00edvoras      quanto carn\u00edvoras. Ninhos de ovos de dinossauro descobertos na Mong\u00f3lia provam      que algumas esp\u00e9cies de r\u00e9pteis antigos punham ovos em ninhos, mas os ictiossauros      marinhos erma ovoviv\u00edparos. Restos de r\u00e9pteis f\u00f3sseis foram encontrados em      todos os continentes do mundo menos na Ant\u00e1rtida. Ainda h\u00e1 muita especula\u00e7\u00e3o      para saber o porque do desaparecimento dos dinossauros, sendo a explica\u00e7\u00e3o      mais plaus\u00edvel \u00e9 a da mudan\u00e7a de clima que alterou seus habitats e consequentemente      os pr\u00f3prios r\u00e9pteis. De qualquer maneira, no final do Cret\u00e1ceo apenas quatro      das dezesseis ordens de repteis existentes sobreviveram o que possibilitou      o desenvolvimento dos mam\u00edferos.<\/p>\n   \n<h4>Caracter\u00edsticas dos R\u00e9pteis<\/h4>\n   \n<p><strong>Os r\u00e9pteis possuem:<\/strong><\/p>\n   \n<p>Um corpo coberto com pele seca cornificada (n\u00e3o mucosa) geralmente com escamas      ou escudos e possuem poucas gl\u00e2ndulas superficiais ;<\/p>\n   \n<p>Dois pares de extremidades, cada uma tipicamente com cinco dedos terminando      em garras c\u00f3rneas e adaptadas para correr, rastejar ou trepar ; pernas semelhantes      a remos nas tartarugas marinhas, reduzidas em alguns lagartos, ausentes em      alguns outros lagartos e em todas as cobras <\/p>\n   \n<p><strong>Esqueleto <\/strong>completamente ossificado; cr\u00e2nio com um c\u00f4ndilo      occipital<\/p>\n   \n<p><strong>Cora\u00e7\u00e3o <\/strong>imperfeitamente dividido em quatro c\u00e2maras, duas      aur\u00edculas e um ventr\u00edculo parcialmente dividido (ventr\u00edculos separados nos      crocodilianos ) ; um par de arcos a\u00f3rticos; gl\u00f3bulos vermelhos nucleados,      biconvexos e ovais <\/p>\n   \n<p><strong>Respira\u00e7\u00e3o <\/strong>sempre pulmonar; respira\u00e7\u00e3o coaclal em tartarugas      marinhas<\/p>\n   \n<p>Doze pares de nervos cranianos <\/p>\n   \n<p>Temperatura corporal vari\u00e1vel (pecilotermos), de acordo com o ambiente<\/p>\n   \n<p><strong>Fecunda\u00e7\u00e3o interna<\/strong>, geralmente por \u00f3rg\u00e3os copuladores; ovos      grandes, com grandes vitelos, em cascas c\u00f3rneas ou calc\u00e1rias geralmente postos,      mas retidos pela f\u00eamea para o desenvolvimento em alguns lagartos e cobras<\/p>\n   \n<p><strong>Segmenta\u00e7\u00e3o merobl\u00e1stica<\/strong>; envolt\u00f3rios embrion\u00e1rios (\u00c2mnio,      c\u00f3rio, saco vitelino e alant\u00f3ide) presentes durante o desenvolvimento; filhotes      quando eclodem (nascem) assemelham-se aos adultos; sem metamorfose.<\/p>\n   \n<p><strong>A Distribui\u00e7\u00e3o dos R\u00e9pteis pelo Planeta<\/strong><\/p>\n   \n<p>A maioria dos<strong> r\u00e9pteis<\/strong>, tanto em esp\u00e9cies quanto em indiv\u00edduos,      vivem em regi\u00f5es tropicais e subtropicais; seu n\u00famero declina rapidamente      em dire\u00e7\u00e3o aos p\u00f3los e das altas altitudes. Os repteis ocupam grande variedade      de habitats. <\/p>\n   \n<p>Grandes p\u00edtons e jib\u00f3ias vivem nos tr\u00f3picos, os crocodilianos nos brejos      ou rios ou ao longo de costas marinhas, as maiores tartarugas no mar e os      jabutis gigantes em ilhas oce\u00e2nicas \u00e1ridas. A maioria dos lagartos e cobras      s\u00e3o terrestres, mas algumas sobem em rochas e \u00e1rvores. Serpentes tropicais      s\u00e3o predominantemente arbor\u00edcolas. Largatixas e outros lagartos procuram abrigo      em fendas de rochas, arvores ou casas e Cobras freq\u00fcentemente usam buracos      de roedores. <\/p>\n   \n<p>Alguns <strong>lagartos<\/strong> e <strong>cobras<\/strong> enterram-se na      areia com o aux\u00edlio de uma placa do focinho, virada para cima (placa rostral).      A maioria das tartarugas vivem perto ou dentro da \u00e1gua e as cobras marinhas      vivem nos oceanos tropicais.<\/p>\n   \n<p><strong>As atividades<\/strong><\/p>\n   \n<p>Sendo animais de sangue frio (pecilotermos),sem meios de regular a temperatura      do corpo, os r\u00e9pteis s\u00e3o grandemente influenciados pela temperatura do ambiente.      Nos tr\u00f3picos podem ser ativos durante todas as esta\u00e7\u00f5es, mas nas regi\u00f5es temperadas      apenas nos meses mais quentes. Nos desertos e semidesertos exp\u00f5em-se \u00e0 luz      do dia nos quentes da primavera \u00e0s vezes no outono, mas no ver\u00e3o evitam o      calor excessivo do meio-dia, aparecendo apenas nas primeiras horas da manh\u00e3      ou do fim do dia. Os r\u00e9pteis, principalmente cobras e lagartos, saem e se      aquecem por exposi\u00e7\u00e3o ao Sol antes de se locomover. S\u00e3o mais \u00e1geis quando      a temperatura corporal \u00e9 apenas alguns graus abaixo do limite cr\u00edtico (em      torno dos 45\u00b0C ), no qual a morte ocorre rapidamente por superaquecimento.<\/p>\n   \n<p>No inverno os r\u00e9pteis hibernam por um per\u00edodo que depende da dura\u00e7\u00e3o e da      severidade da esta\u00e7\u00e3o fria. Lagartos e cobras hibernam em fendas ou cavidades      do solo, cascav\u00e9is e algumas outras cobras vivem em grupos em cavernas ou      grandes buracos e tartarugas de \u00e1gua doce v\u00e3o para o fundo dos lagos.<\/p>\n   \n<p><strong>Alimenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p>A maioria dos r\u00e9pteis alimentam-se principalmente de outros animais; jabutis      grandes ou pequenos, algumas tartarugas e uns poucos lagartos comem vegetais.<\/p>\n   \n<p><strong>Lagartos<\/strong> e pequenas cobras pegam insetos e outros pequenos      invertebrados; pequenas tartarugas comem invertebrados aqu\u00e1ticos; grandes      lagartos, tartarugas, cobras e crocodilianos comem v\u00e1rios vertebrados, desde      peixes at\u00e9 mam\u00edferos. A tomada total de alimento \u00e9 pequena quando comparada      com a necess\u00e1ria para aves e mam\u00edferos. Em temperaturas altas os r\u00e9pteis comem      mais e sua digest\u00e3o \u00e9 mais r\u00e1pida. Presas pequenas s\u00e3o agarradas com os dentes      e engolidas, sendo mortas pelos sucos digestivos. Muitas cobras sufocam presas      maiores, mantendo-as entre seus maxilares ou apertando-as contra o solo. Jib\u00f3ia      e outras cobras enrolam-se rapidamente em torno da presa, ent\u00e3o &#8220;constringem&#8221;      a v\u00edtima at\u00e9 que sobrevenha a morte por asfixia. Cobras pe\u00e7onhentas matam      com suas presas, injetando veneno e a v\u00edtima morre rapidamente. <\/p>\n   \n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o de vida<\/strong><\/p>\n   \n<p>Em <strong>cativeiro<\/strong>, alguns jabutis sobreviveram al\u00e9m dos cem anos,      v\u00e1rias tartarugas de vinte a noventa anos, alguns crocodilos e cobras grandes      de vinte e cinco a quarenta anos e esp\u00e9cies menores de dez a vinte anos. Em      contraste, em popula\u00e7\u00f5es selvagens marcadas de pequenos lagartos mais de 90%      desapareceram dentro de um ano.<\/p>\n   \n<p><strong>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os <strong>r\u00e9pteis <\/strong>s\u00e3o intermedi\u00e1rios entre os peixes e os anf\u00edbios      e os mam\u00edferos na maneira de se reproduzirem. A fecunda\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre interna,      mas a maioria das esp\u00e9cies deposita seus ovos para o desenvolvimento fora      de seu corpo. O desenvolvimento interno entre os vertebrados terrestres pode      ter come\u00e7ado com um fen\u00f4meno regular nos r\u00e9pteis, visto que algumas tartarugas      e cobras estritamente ov\u00edparas ret\u00eam seus ovos temporariamente quando as condi\u00e7\u00f5es      para a ovipustura s\u00e3o desfavor\u00e1veis. Quando isso acontece em Tropidonotus,      uma cobra da Europa, os embri\u00f5es se desenvolvem , tanto que ap\u00f3s a ovipustura      decorrem apenas tr\u00eas semanas para a eclos\u00e3o. O desenvolvimento interno \u00e9 regra      para v\u00edboras, cascav\u00e9is, algumas outras cobras e cobras marinhas. Em certos      g\u00eaneros de lagartos, algumas esp\u00e9cies p\u00f5em ovos e outras produzem filhotes      vivos; os &#8220;sapos de chifre&#8221; s\u00e3o ovoviv\u00edparos, com exce\u00e7\u00e3o de uma      esp\u00e9cie, mas ao contr\u00e1rio ocorre com Sceloporus.<\/p>\n   \n<p>Em<strong> adapta\u00e7\u00e3o a vida terrestre<\/strong>, os ovos dos<strong> r\u00e9pteis<\/strong>      assemelham-se um pouco as das aves, sendo encerrados numa casca resistente      e flex\u00edvel, com uma membrana interna. As cascas s\u00e3o endurecidas por sais calc\u00e1rios      nos crocodilianos e algumas tartarugas. A forma gral \u00e9 de um ovo longo, mas      \u00e9 esf\u00e9rica nos jabutis e tartarugas marinhas. H\u00e1 muito vitelo para nutrir      o embri\u00e3o e os ovos freq\u00fcentemente s\u00e3o grandes em propor\u00e7\u00e3o ao tamanho da      f\u00eamea. Durante o desenvolvimento o embri\u00e3o \u00e9 circundado por membranas embrion\u00e1rias,      \u00e2mnio, c\u00f3rio e alant\u00f3ide; essas &#8220;novas&#8221; forma\u00e7\u00f5es de vertebrados,      que ocorrem pela primeira vez no r\u00e9pteis, s\u00e3o uma adapta\u00e7\u00e3o para proteger      o delicado embri\u00e3o contra a desseca\u00e7\u00e3o e choque f\u00edsico durante o desenvolvimento.      Um dente calc\u00e1rio desenvolve-se na extremidade do maxilar superior, como nas      aves; serve para cortar a membrana e a casca do ovo durante a eclos\u00e3o, depois      cai. O filhote, ao eclodir, \u00e9 geralmente semelhante ao adulto e torna-se imediatamente      independente.<\/p>\n   \n<p>O <strong>n\u00famero de ovos<\/strong> produzidos por uma f\u00eamea anualmente varia      de cerca de 400 numa tartaruga marinha ( caretta ) a um \u00fanico ovo numa lagartixa      caseira. <\/p>\n   \n<p>Pequenos c\u00e1gados p\u00f5em de 5 a 11 ovos, cobras e lagartos cerca de 10 a 20      e o alig\u00e1tor americano de 30 a 60; uma cobra ( Thamnophis ) produziu cerca      de 70 filhotes em uma s\u00f3 ninhada. Os ovos s\u00e3o depositados em cavidades naturais,      embaixo de pedras ou dentro de troncos, por baixo de restos vegetais ou na      terra ou na areia. As f\u00eameas das tartarugas procuram bancos de areia ou barrancos      para escavar cavidades, cavando com as pernas posteriores, cobrindo os ovos      mais tarde. A dura\u00e7\u00e3o do desenvolvimento nos diferentes r\u00e9pteis \u00e9 de algumas      semanas at\u00e9 alguns meses; a tuatara da Nova Zel\u00e2ndia distingui-se por levar      aproximadamente 13 meses.<\/p>\n   \n<p>Nos<strong> r\u00e9pteis ovoviv\u00edparos <\/strong>que ret\u00eam os ovos no oviduto da      f\u00eamea para o desenvolvimento, a &#8220;casca&#8221; \u00e9 apenas uma fina membrana.      Vasos sang\u00fc\u00edneos do embri\u00e3o logo crescem para fora, do saco vitelino ou do      c\u00f3rio, e ficam perto dos vasos maternos da superf\u00edcie interna do oviduto &#8220;\u00fatero&#8221;,      garantindo a respira\u00e7\u00e3o do embri\u00e3o num arranjo funcionalmente equivalente      da placenta dos mam\u00edferos. Quando se completa o desenvolvimento, estes ovos      s\u00e3o &#8220;postos&#8221; e os filhotes &#8220;eclodem&#8221; imediatamente.<\/p>\n   \n<p><strong>Rela\u00e7\u00f5es com homem<\/strong><\/p>\n   \n<p>Muitas esp\u00e9cies de cobras e lagartos beneficiam o homem alimentando-se de      roedores e de insetos prejudiciais, mas algumas cobras comem os ovos de aves      de ca\u00e7a e de p\u00e1ssaros can\u00e1rios.<\/p>\n   \n<p>Peles de crocodilianos e alig\u00e1tores s\u00e3o usadas h\u00e1 muito tempo como couro,      e em anos recentes as de grandes cobras e lagartos t\u00eam sido transformados      em sapatos, bolsas e artigos similares. Cerca de 2.500.000 peles foram preparadas      para tais fins na \u00cdndia apenas durante 1932, com outras na Mal\u00e1sia, Filipinas,      \u00c1frica e Am\u00e9rica do Sul. Tartarugas s\u00e3o \u00fateis principalmente como alimento.      A carne de tartaruga verde, tanto fresca quanto seca, tem sido t\u00e3o procurada      que a sua pesca nas ilhas tropicais foi quase esgotada. As tartarugas gigantes      de Gal\u00e1pagos, outrora enormemente abundantes, foram coletadas por marinheiros      do Oceano Pac\u00edfico durante tr\u00eas s\u00e9culos como fonte de carne fresca. Outras      tartarugas pequenas s\u00e3o de certa forma \u00fateis nos laborat\u00f3rios biol\u00f3gicos.      A tartaruga verdadeira para pentes e outros artigos de adorno \u00e9 obtida da      Eretmochelys, uma esp\u00e9cie marinha.<\/p>\n   \n<p>Durante muito tempo as cobras foram objetos de medo e supersti\u00e7\u00e3o para a      humanidade. Foram adoradas e veneradas por muitos povos primitivos. Muitas      cren\u00e7as erradas sobre cobras ainda persistem nos pa\u00edses civilizados, apesar      do grande n\u00famero de conhecimentos atuais sobre a estrutura e biologia das      cobras e de seu lugar na natureza como um grupo de animais predadores.<\/p>\n   \n<p><strong>R\u00e9pteis pe\u00e7onhentos<\/strong><\/p>\n   \n<p>As duas<strong> esp\u00e9cies de Heloderma<\/strong>, uma das quais \u00e9 o monstro-de-gila      do Sudoeste s\u00e3o os \u00fanicos r\u00e9pteis pe\u00e7onhentos al\u00e9m das cobras. O veneno destes      lagartos \u00e9 t\u00e3o pe\u00e7onhento quanto o das cascav\u00e9is, mas o mecanismo da inocula\u00e7\u00e3o      \u00e9 pouco desenvolvido e s\u00f3 raramente homens s\u00e3o feridos ou mortos. Cobras pe\u00e7onhentas      ocorrem em todos os continentes e em muitas grandes ilhas, com exce\u00e7\u00e3o de      Madagascar e Nova Zel\u00e2ndia. O veneno serve para capturar suas pequenas presas,      mas \u00e9 usado definitivamente contra grandes animais e contra o homem.<\/p>\n   \n<p>O veneno \u00e9 secretado por um par de gl\u00e2ndulas, uma em cada lado do maxilar      superior, cada uma ligada por um ducto \u00e0 presa. Presas de reserva desenvolvem-se      atr\u00e1s do par funcional para substitu\u00ed-lo quando perdido ( como acontece com      os dentes de todas as cobras ). O veneno \u00e9 um complexo de mat\u00e9rias org\u00e2nicas      com v\u00e1rios efeitos fisiol\u00f3gicos e cada esp\u00e9cie de veneno tem caracter\u00edsticas      e toxidade diferentes. O veneno da Naja e parentes afeta particularmente os      centros respirat\u00f3rios e a morte sobrev\u00eam por asfixia; o das cascav\u00e9is e v\u00edboras      afeta mais severamente o cora\u00e7\u00e3o e o sistema nervoso.<\/p>\n   \n<p>As cascav\u00e9is e outras cobras de quatro ventas atacam numa postura em forma      de S do corpo; as presas s\u00e3o enterradas na v\u00edtima, a mand\u00edbula da cobra aperta      para cima, os m\u00fasculos em volta da gl\u00e2ndula de veneno for\u00e7am-no atrav\u00e9s das      presas ocas para dentro da carne, ent\u00e3o a cabe\u00e7a \u00e9 retirada &#8211; tudo isso com      rapidez incr\u00edvel. O veneno das v\u00edboras e cascav\u00e9is usualmente caminha lentamente      pela circula\u00e7\u00e3o linf\u00e1tica.<\/p>\n   \n<h4>A Classe Reptilia<\/h4>\n   \n<p><strong>Dentro do filo dos Cordados, a seq\u00fc\u00eancia evolutiva dos vertebrados      \u00e9 a seguinte:<\/strong> um ramo de peixes deu origem aos anf\u00edbios; um ramo      de anf\u00edbios deu <strong>origem aos r\u00e9pteis<\/strong>; um ramo de r\u00e9pteis deu      origem aos mam\u00edferos e outro ramo, \u00e0s aves. <\/p>\n   \n<p>Os r\u00e9pteis foram os primeiros vertebrados que se &#8220;desligaram&#8221; da      \u00e1gua. Tiveram assim sua disposi\u00e7\u00e3o de um ambiente totalmente novo, e com isso      houve uma grande diversifica\u00e7\u00e3o de formas. Num segundo momento, muitos retornaram      \u00e0 \u00e1gua. O nome dessa classe, Reptilia, vem de reptile, que significa &#8220;que      se rasteja&#8221;. <\/p>\n   \n<p><strong>Abrange esp\u00e9cies que apresentam as seguintes caracter\u00edsticas: corpo      coberto por um tegumento seco e cornificado, freq\u00fcentemente com escamas c\u00f3rneas      ou outras estruturas de prote\u00e7\u00e3o; dois pares de pata; esqueleto ossificado;      um c\u00f4ndulo occipital; doze pares de nervos cranianos; cora\u00e7\u00e3o incompletamente      dividiso em quatro c\u00e2maras:<\/strong> duas aur\u00edculas e um ventr\u00edculo parcialmente      dividido; um par de arcos a\u00f3rticos; respira\u00e7\u00e3o por meio de pulm\u00f5es; temperatura      do corpo vari\u00e1vel; fecunda\u00e7\u00e3o interna; ov\u00edparas; \u00e0s vezes os ovos s\u00e3o retidos      na f\u00eamea para completar o desenvolvimento (ovoviv\u00edparas); em geral os filhotes      desenvolvem-se fora da \u00e1gua.<\/p>\n   \n<p>Ao longo da evolu\u00e7\u00e3o, os r\u00e9pteis apresentaram dormas gigantescas. Foi o caso      do dinossauro, alguns dos quais ultrapassavam os 20 metros de comprimento.<\/p>\n   \n<p>Atualmente, temos ainda animais muito grandes. <\/p>\n   \n<p><strong>Por exemplo:<\/strong> a sucuri, com mais de 9 metros de comprimento;      o p\u00edton-reticulado, com 6 a 9 m; o gavial-do-gangues, com 7 m; o crocodilo-marinho,      com mais de 6 m. Os r\u00e9pteis atingiram o seu auge de desenvolvimento na era      Mesoz\u00f3ica, durante o per\u00edodo Jur\u00e1ssico (h\u00e1 cerca de 140 milh\u00f5es de anos).<\/p>\n   \n<h4>Classe Reptilia &#8211; Estrutura<\/h4>\n   \n<p>Vertebrados que conquistaram efetivamente o meio terrestre, pois s\u00e3o de fecunda\u00e7\u00e3o      interna, ov\u00edparos (ovos com casca) na maioria, viv\u00edparos (sucuri) ou ovoviv\u00edparos      (Crotalus &#8211; cascavel; Bothrops &#8211; jararaca; urutu). <\/p>\n   \n<p><strong>Possuem anexos embrion\u00e1rios:<\/strong> saco vitelino, c\u00f3rion, \u00e2mnion,      alant\u00f3ide. Excretam \u00e1cido \u00farico. N\u00e3o sofrem metamorfose e a pele \u00e9 seca e      imperme\u00e1vel, protegida por escamas ou placas de queratina (prote\u00edna). A respira\u00e7\u00e3o      \u00e9 sempre pulmonar, desde o nascimento, inclusive nos aqu\u00e1ticos.<\/p>\n   \n<p>S\u00e3o cordados, vertebrados, deuterost\u00f4mios, tetr\u00e1podes, celomados, amniotas,      alantoidianos, pecilot\u00e9rmicos. O esqueleto \u00e9 predominantemente \u00f3sseo.<\/p>\n   \n<p>S\u00e3o di\u00f3icos, exceto a jararaca-ilhoa (Bothrops insularis) da ilha da Queimada      Grande, que \u00e9 mon\u00f3ica (hermafrodita).<\/p>\n   \n<p>Est\u00e3o adaptados para viverem na \u00e1gua (tartaruga, jacar\u00e9s) ou na terra (cobras,      lagartos, lagartixas), mas todos respiram por pulm\u00f5es.<\/p>\n   \n<p><strong>Denti\u00e7\u00e3o dos of\u00eddios:<\/strong> \u00e1glifas (jib\u00f3ia, sucuri), opist\u00f3glifas      (mu\u00e7urana, falsa coral), proter\u00f3glifas (Micrurus \u0096 fam\u00edlia Elapidae),      solen\u00f3glifas (Crotalus, Bothrops).<\/p>\n   \n<p>O padr\u00e3o circulat\u00f3rio dos r\u00e9pteis \u00e9 semelhante ao dos anf\u00edbios. <\/p>\n   \n<p><strong>Seu cora\u00e7\u00e3o tem tr\u00eas c\u00e2maras (dois \u00e1trios e um ventr\u00edculo),e s\u00e3o      os mesmos dois circuitos:<\/strong> circula\u00e7\u00e3o pulmonar e circula\u00e7\u00e3o sist\u00eamica.<\/p>\n   \n<p>Entretanto, o ventr\u00edculo \u00fanico dos r\u00e9pteis \u00e9 parcialmente dividido pelo septo      de Sabatier, o que torna a mistura de sangue arterial e venoso apenas parcial.      O sangue que flui pela circula\u00e7\u00e3o sist\u00eamica para os tecidos do corpo \u00e9 mais      saturado em oxig\u00eanio que aquele recebido pelos tecidos dos anf\u00edbios.<\/p>\n   \n<p>Apesar dessa diferen\u00e7a anat\u00f4mica e funcional, a circula\u00e7\u00e3o dos r\u00e9pteis tamb\u00e9m      \u00e9 dupla e incompleta, pelos mesmos motivos expostos anteriormente para a circula\u00e7\u00e3o      dos anf\u00edbios.<\/p>\n   \n<p>A exce\u00e7\u00e3o \u00e9 a circula\u00e7\u00e3o dos r\u00e9pteis crocodilianos, como os crocodilos e      os jacar\u00e9s. <\/p>\n   \n<p><strong>O ventr\u00edculo desses animais \u00e9 completamente dividido, e o cora\u00e7\u00e3o      perfaz quatro c\u00e2maras:<\/strong> doi \u00e1trios e dois ventr\u00edculos. Entretanto,      na emerg\u00eancia das art\u00e9rias pulmonar e aorta, h\u00e1 uma comunica\u00e7\u00e3o, o forame      de Panizza, pelo qual ainda ocorre mistura de sangue arterial e venoso.<\/p>\n   \n<p>A articula\u00e7\u00e3o do cr\u00e2nio com a 1a v\u00e9rtebra \u00e9 feita por um c\u00f4ndilo ocipital,      o que permite movimentos da cabe\u00e7a mais amplos, quando comparados com os anf\u00edbios.    <\/p>\n   \n<p>Possuem boca com dentes, exceto as tartarugas que possuem bico. O tubo digestivo      \u00e9 completo e termina na cloaca, juntamente com os aparelhos reprodutor e excretor.<\/p>\n   \n<p>Enquanto peixes e anf\u00edbios apresentam rins mesonefros (tor\u00e1cicos), de r\u00e9pteis      em diante os rins ser\u00e3o metanefros (abdominais), melhorando muito a capacidade      filtradora do sangue.<\/p>\n   \n<p>Ovo com estruturas que protejam o embri\u00e3o contra a perda excessiva de \u00e1gua.<\/p>\n   \n<p>Esse tipo de ovo, citado nesse \u00faltimo item, \u00e9 chamado genericamente de ovo      terrestre. <\/p>\n   \n<p><strong>Possui uma casca protetora, resistente e porosa, e um sistema de      membranas e de bolsas internas, os anexos embrion\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>C\u00f3rio: <\/strong>Protege contra abalos mec\u00e2nicos e contra a penetra\u00e7\u00e3o        de microorganismos.<strong><br \/>\n       \u00c2mnio: <\/strong>Evita a evapora\u00e7\u00e3o.<strong><br \/>\n       Saco vitel\u00ednico: <\/strong>Cont\u00e9m o vitelo, que alimenta o embri\u00e3o durante        o seu desenvolvimento.<strong><br \/>\n       Alant\u00f3ide: <\/strong>Permite o armazenamento de res\u00edduos metab\u00f3licos, na        forma de uma pasta semi-s\u00f3lida, e realiza trocas gasosas com o ar que penetra        atrav\u00e9s da casca porosa. <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Na realidade, as trocas gasosas acontecem na regi\u00e3o de fus\u00e3o do alant\u00f3ide      com o c\u00f3rio.<\/p>\n   \n<h4><strong>Sistema Nervoso dos Repteis<\/strong><\/h4>\n   \n<p>No<strong> sistema nervoso dos r\u00e9pteis <\/strong>ocorre uma mudan\u00e7a do centro      de atividade encef\u00e1lica que nos anf\u00edbios estava situado no mesenc\u00e9falo e nos      r\u00e9pteis muda para os hemisf\u00e9rios cerebrais (c\u00e9rebro). Tal mudan\u00e7a resulta      da invas\u00e3o do palio por muitas c\u00e9lulas nervosas (camada cinzenta) para come\u00e7ar      a formar o neopalio. O cerebelo dos r\u00e9pteis \u00e9 mais desenvolvido do que dos      anf\u00edbios por\u00e9m n\u00e3o se compara ao das aves e mam\u00edferos. <\/p>\n   \n<p>O<strong> enc\u00e9falo <\/strong>apresenta dois longos lobos olfativos ligados      aos grandes hemisf\u00e9rios cerebrais; atr\u00e1s destes ficam dois lobos \u00f3pticos ovais.      Depois vem o cerebelo mediano, com forma de p\u00eara, maior que nos anf\u00edbios.      O mielenc\u00e9falo expande-se lateralmente por baixo do cerebelo, depois estreita-se      formando a medula espinal. Ventralmente, entre as bases dos hemisf\u00e9rios cerebrais      est\u00e3o os tratos \u00f3pticos e nervos \u00f3pticos, seguidos pelo infund\u00edbulo e pela      hip\u00f3fise. H\u00e1 12 pares de nervos cranianos e nervos espinais pares para cada      somito do corpo. H\u00e1 bot\u00f5es gustativos na l\u00edngua e \u00f3rg\u00e3os olfativos a cavidade      nasal. Os olhos t\u00eam gl\u00e2ndulas lacrimais para manter a c\u00f3rnea \u00famida fora da      \u00e1gua. Os ouvidos s\u00e3o do tipo caracter\u00edstico de vertebrados terrestres. <\/p>\n   \n<p><strong>C\u00e9lulas Nervosas dos R\u00e9pteis<\/strong><\/p>\n   \n<p>As<strong> c\u00e9lulas<\/strong> tem origem de ramifica\u00e7\u00f5es ventrais n\u00e3o cruzadas,      que tem uma posi\u00e7\u00e3o similar \u00e0 das c\u00e9lulas hom\u00f3loga nos anf\u00edbios, constituindo      grupos que s\u00e3o um pouco diferente arranjadas no canal central e bordas mais      ou menos pr\u00f3ximas \u00e0 subst\u00e2ncia branca. Determinados dendritos agem atrav\u00e9s      dessa subst\u00e2ncia branca e formam ramifica\u00e7\u00f5es (rede) nervosas que n\u00e3o se apresentam      t\u00e3o grandes como em anf\u00edbios, estando mais concentradas \u00e0s partes laterais      e ventrais da coluna.<\/p>\n   \n<p><strong>As c\u00e9lulas que contribuem para essa forma\u00e7\u00e3o ou um in\u00edcio de rede      nervosa apresentam-se de v\u00e1rios tipos:<\/strong> c\u00e9lulas de proje\u00e7\u00e3o ventral,      c\u00e9lulas funiculares, c\u00e9lulas de jun\u00e7\u00e3o ventral ou anterior, c\u00e9lulas de von      Lenhoss\u00e9k na medula cervical e possivelmente alguns outros neur\u00f4nios. O arranjo      das proje\u00e7\u00f5es dos nervos ventrais, variam de animal para animal e, em um n\u00edvel      consideravelmente grande.<\/p>\n   \n<p>Existe a possibilidade das ramifica\u00e7\u00f5es ventrais n\u00e3o serem limitadas por      somente um mi\u00f3tomo (c\u00e9lula muscular em desenvolvimento embrion\u00e1rio), por\u00e9m,      pode conter algumas fibras miotomais adjacentes. Na medula tor\u00e1cica das tartarugas,      as c\u00e9lulas originadas de fibras som\u00e1ticas eferentes est\u00e3o ausentes devido      \u00e0 falta de musculatura r\u00edgida. A maioria dos grupos de c\u00e9lulas, consistem      em corpos celulares de neur\u00f4nios no pesco\u00e7o, e musculatura dorsal com grupos      de c\u00e9lulas mais laterais particularmente bem desenvolvidas na sua forma, que      est\u00e3o presentes na medula cervical e lombar concentrando-se na regi\u00e3o de enerva\u00e7\u00e3o      motora dos membros.<\/p>\n   \n<p>Nas serpentes a subst\u00e2ncia cinza tem arranjo regular, as proje\u00e7\u00f5es laterais      mostram alguma similaridade com os tubar\u00f5es. Essas c\u00e9lulas motoras s\u00e3o provavelmente      compar\u00e1veis a grupos m\u00e9dios de tartarugas e crocodilos.<\/p>\n   \n<p>Nos crocodilos a enerva\u00e7\u00e3o da musculatura r\u00edgida se apresenta pelo prolongamento      da medula, assim como em serpentes, onde grupos laterais aparecem na regi\u00e3o      lombar, e um alongamento cervical como em tartarugas. A medula espinhal de      crocodilos apresenta algumas peculiaridades. Em primeiro a posi\u00e7\u00e3o frontal      diferente do canal central. onde a subst\u00e2ncia cinza aparece na proje\u00e7\u00e3o ventral,      bem abaixo do canal. Segundo, o aparecimento de n\u00facleos na periferia das c\u00e9lulas.<\/p>\n   \n<p>Os neur\u00f4nios que constituem o grupo de c\u00e9lulas perif\u00e9ricas afiladas, formam      feixes funiculares laterais.<\/p>\n   \n<h4>A Evolu\u00e7\u00e3o dos R\u00e9pteis<\/h4>\n   \n<p>O surgimento dos r\u00e9pteis deu-se h\u00e1 aproximadamente 300 milh\u00f5es de anos, a      partir de um grupo de anf\u00edbios primitivos.<\/p>\n   \n<p><strong>Dos r\u00e9pteis primitivos, surgiram dois grandes grupos:<\/strong> os      terapsidas e os tecodontes. Os terapsidas deram origem aos atuais mam\u00edferos,      e os tecodontes originaram os dinossauros (extintos), as aves e os atuais      crocodilianos.<\/p>\n   \n<p>Os dinossauros dominaram os ambientes terrestres por cerca de 150 milh\u00f5es      de anos, durante o Per\u00edodo Jur\u00e1ssico, a &#8220;Idade dos R\u00e9pteis&#8221;. Uma      grande onda de extin\u00e7\u00f5es em massa aconteceu h\u00e1 aproximadamente 65 milh\u00f5es      de anos, e as suas causas ainda n\u00e3o s\u00e3o completamente claras. N\u00e3o apenas muitos      r\u00e9pteis foram eliminados, mas cerca de 25% de todos os animais aqu\u00e1ticos,      como mostram os registros f\u00f3sseis. <\/p>\n   \n<p>A extin\u00e7\u00e3o dos grandes r\u00e9pteis permitiu a explos\u00e3o populacional das aves      e dos mam\u00edferos, que ocorreu a partir dessa \u00e9poca.<\/p>\n   \n<p><strong>Os r\u00e9pteis apresentam cerca de 6.000 esp\u00e9cies atuais que est\u00e3o divididas      em 4 ordens: <\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>a) Ordem Chelonia:<\/strong> Os quel\u00f4nios s\u00e3o animais dotados de ossos      d\u00e9rmicos resistentes, que formam escudos inteiri\u00e7os. N\u00e3o t\u00eam dentes, mas um      bico c\u00f3rneo, com o qual podem prender e fragmentar os alimentos. <strong>Exemplos:<\/strong>      tartarugas, jabutis, c\u00e1gados e tracaj\u00e1s.<\/p>\n   \n<p><strong>b) Ordem Squamata:<\/strong> Divide-se em duas subordens.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Subordem Lacertilia:<\/strong> Lagartos e cobras-de-vidro.<strong><br \/>\n       Subordem Ophidia: <\/strong>Cobras<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>c) Ordem Crocodilia:<\/strong> Jacar\u00e9s, crocodilos e gaviais.<\/p>\n   \n<p><strong>d) Ordem Rinchocephala: (rincoc\u00e9falos):<\/strong> Tem apenas uma esp\u00e9cie      atual, o tuatara (Sphenodon punctatum) da Nova Zel\u00e2ndia, com at\u00e9 60 cm de      comprimento \u0096 apresentam ainda o 3\u00ba olho na cabe\u00e7a, que evolutivamente      formar\u00e1 a gl\u00e2ndula pineal!<\/p>\n   \n<p><strong>As Cobras<\/strong><\/p>\n   \n<p>O veneno (ou pe\u00e7onha) das serpentes \u00e9 secretado por gl\u00e2ndulas salivares especiais,      situadas ao lado dos maxilares. Cada gl\u00e2ndula \u00e9 ligada por um canal ao dente      inoculador.<\/p>\n   \n<p>O que caracteriza uma cobra como pe\u00e7onhenta \u00e9 menos a produ\u00e7\u00e3o do veneno      e mais a presen\u00e7a e a disposi\u00e7\u00e3o dos dentes inoculadores. <\/p>\n   \n<p><strong>As cobras classificam-se em:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>\u00c1glifas: <\/strong>Desprovidas de dentes inoculadores, n\u00e3o oferecem        risco \u00e0s pessoas. <strong>Exemplo: <\/strong>Sucuri, jib\u00f3ia, etc.<strong><br \/>\n       Opist\u00f3glifas:<\/strong> Possuem dentes sulcados, na parte posterior da arcada        superior. T\u00eam dificuldade para inocular o veneno, a menos que a presa esteja        dentro da boca. <strong>Exemplo:<\/strong> falsas-corais.<strong><br \/>\n       Prater\u00f3glifas: <\/strong>Possuem presas sulcadas anteriores, fixos na arcada.        <strong>Exemplos: <\/strong>Corais verdadeiras. <strong><br \/>\n       Solen\u00f3glifas:<\/strong> t\u00eam dentes ocos, e n\u00e3o sulcados, que funcionam como        uma agulha inoculadora. Esses dentes s\u00e3o retr\u00e1teis. <strong>Exemplos: <\/strong>Cascavel,        jararaca, urutu e surucucu.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Essas cobras apresentam a fosseta loreal, pequena depress\u00e3o localizada entre      os olhos e as narinas, sens\u00edvel a fontes de emiss\u00e3o de calor, como animais      de sangue quente.<\/p>\n   \n<p>Os venenos s\u00e3o, geralmente, de natureza prot\u00e9ica. <\/p>\n   \n<p><strong>Classificam-se de acordo com seus principais efeitos em:<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Neurot\u00f3xico: <\/strong>Exercem a\u00e7\u00e3o sobre o sistema nervoso, causando      paralisia, ptose palpebral (queda das p\u00e1lpebras), depress\u00e3o respirat\u00f3ria e      morte. <strong>Exemplo: <\/strong>Veneno da Naja. <\/p>\n   \n<p><strong>Neurot\u00f3xico e hemol\u00edtico:<\/strong> Al\u00e9m da a\u00e7\u00e3o neurot\u00f3xica, j\u00e1 mencionada,      esses venenos destroem os gl\u00f3bulos vermelhos do sangue. A hem\u00f3lise decorrente      provoca uma descarga maci\u00e7a de hemoglobina na circula\u00e7\u00e3o. Les\u00f5es renais e      do f\u00edgado podem ocorrer. <strong>Exemplo: <\/strong>Veneno da cascavel.<\/p>\n   \n<p><strong>Proteol\u00edtico:<\/strong> Provocam destrui\u00e7\u00e3o das prote\u00ednas teciduais,      causando intensa dor local, necrose e gangrena das regi\u00f5es afetadas. <strong>Exemplo:<\/strong>      veneno da jararaca e da urutu.<\/p>\n   \n<h4>Classe Reptilia &#8211; <strong>Evolu\u00e7\u00e3o <\/strong><\/h4>\n   \n<p>Os <strong>r\u00e9pteis <\/strong>est\u00e3o entre os mais antigos grupos de animais      terrestres do mundo. Os primeiros r\u00e9pteis, como s\u00e3o conhecidos hoje em dia,      evolu\u00edram dos anf\u00edbios h\u00e1 250 ou 300 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s e proliferaram      com rapidez at\u00e9 se transformarem numa criatura terrestre. Provavelmente, os      primeiros r\u00e9pteis eram fisicamente parecidos com os que existem hoje em dia.      Suas peles grossas e imperme\u00e1veis os ajudaram a manter a umidade e os ovos      em conchas permitiram-lhes se desenvolver em ambientes secos. Estas adapta\u00e7\u00f5es      os ajudaram a completar seus ciclos de vida na terra. Dessa forma, eles foram      capazes de colonizar quase todo o ambiente terrestre muito rapidamente.<\/p>\n   \n<p>Os <strong>r\u00e9pteis <\/strong>que conhecemos hoje em dia representam um pequeno      exemplo daquelas primeiras criaturas, a maioria evoluiu rapidamente em outras      dire\u00e7\u00f5es. <\/p>\n   \n<p>Registros de f\u00f3sseis mostram que os dinossauros e seus parentes, por exemplo,      foram descendentes dos primeiros r\u00e9pteis, e n\u00e3o ao contr\u00e1rio. Com o tempo,      v\u00e1rios grupos de r\u00e9pteis se diversificaram. Nos registros comparativos de      f\u00f3sseis, aparecem r\u00e9pteis parecidos aos mam\u00edferos. A descoberta do famoso      f\u00f3ssil do Archaeopteryx , em 1861, demonstrou que os p\u00e1ssaros tamb\u00e9m evolu\u00edram      destes primeiros reptilianos.<\/p>\n   \n<p><strong>Reprodu\u00e7\u00e3o dos R\u00e9pteis<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os <strong>r\u00e9pteis<\/strong> se reproduzem sexualmente da mesma forma que      outros vertebrados. Antes de procriar, muitas esp\u00e9cies de r\u00e9pteis entram em      rituais de acasalamento que podem levar horas ou at\u00e9 dias. O comportamento      entre eles durante o acasalamento \u00e9 amplo e varia entre as diferentes ordens.      Os lagartos machos podem mudar de cor ou esvoa\u00e7ar a pele localizada ao redor      da garganta; algumas cobras entram em processos complexos de entrela\u00e7amento      e persegui\u00e7\u00e3o; as tartarugas e jabutis podem golpear seus prov\u00e1veis companheiros      com as suas patas e os crocodilos e jacar\u00e9s costumam a berrar ou rosnar, indicando      que est\u00e3o prontos para o acasalamento. Em muitas esp\u00e9cies, as demonstra\u00e7\u00f5es      de acasalamento dos machos est\u00e3o feitas para intimidar outros machos e atrair      as f\u00eameas. O ato de acasalamento pode ser inc\u00f4modo e muito perigoso, principalmente      entre as grandes tartarugas e crocodilos, pois est\u00e3o menos preparados para      movimentos \u00e1geis na terra. As tartarugas marinhas costumam a acasalar na \u00e1gua,      pois o meio ajuda a suportar seus corpos pesados.<\/p>\n   \n<p>A maioria dos r\u00e9pteis coloca ovos. As f\u00eameas defendem seus ovos com viol\u00eancia      at\u00e9 os filhotes nascerem.<\/p>\n   \n<p>A maioria dos r\u00e9pteis \u00e9 ov\u00edparo, isto significa que colocam ovos. A desova      pode ser feita de muitas maneiras no mundo dos r\u00e9pteis. Algumas esp\u00e9cies podem      colocar grandes quantidades de ovos, que se desenvolvem sozinhos, muitas vezes      em ninhos escondidos e bem protegidos, embaixo da terra ou na areia. <\/p>\n   \n<p>Tartarugas marinhas como as tartarugas-verdes, por exemplo, chegam na praia      para desovar na areia, onde os ovos s\u00e3o deixados para se desenvolverem sozinhos.      Em outras esp\u00e9cies como as dos crocodilos ou p\u00edtons, as f\u00eameas defendem o      ninho com agressividade, passando longos per\u00edodos ao redor do local e afastando      qualquer predador. <\/p>\n   \n<p>A maioria das esp\u00e9cies de r\u00e9pteis \u00e9 ovoviv\u00edpara, o que significa que os embri\u00f5es      se desenvolvem em ovos de casca fina dentro do corpo da m\u00e3e. Os ovos chocam      antes de serem colocados para fora do corpo, por isso pode parecer que as      esp\u00e9cies ovoviv\u00edparas geram os filhotes vivos. A Ovoviviparidade pode ser      encontrada em v\u00e1rias esp\u00e9cies de lagartos e cobras.<\/p>\n   \n<p><strong>Fobias de R\u00e9pteis<\/strong><\/p>\n   \n<p>O medo generalizado aos r\u00e9pteis \u00e9 chamado de herpetofobia. Apesar de existirem      tipos mais espec\u00edficos de fobias relacionadas aos r\u00e9pteis, o medo irracional      \u00e0s cobras \u0096conhecido como ofidiofobia \u0096 \u00e9 de longe o mais comum.      Alguns psic\u00f3logos, incluindo Sigmund Freud, t\u00eam considerado o medo generalizado      de cobras como uma condi\u00e7\u00e3o humana universal, explicado com freq\u00fc\u00eancia pelo      fato de existirem raz\u00f5es pr\u00e1ticas e boas para que os seres humanos sintam      medo das cobras. As pessoas t\u00eam vivido uma proximidade m\u00f3rbida com as cobras      venenosas por milhares de anos, comentam os psic\u00f3logos, o que n\u00e3o surpreende      as rea\u00e7\u00f5es de hostilidade e medo. <\/p>\n   \n<p>Sendo este ultimo argumento leg\u00edtimo ou n\u00e3o, o certo \u00e9 que muitas pessoas      t\u00eam tanto medo de cobras que se recusam a andar em gramas altos ou em outras      \u00e1reas onde elas possam estar escondidas, inclusive em regi\u00f5es onde se desconhece      a presen\u00e7a delas. Muitas dessas pessoas n\u00e3o podem ver fotos ou assistir filmes      de cobras sem ter rea\u00e7\u00f5es de p\u00e2nico. Alguns soci\u00f3logos argumentam que os anos      de aprendizado sobre a periculosidade das cobras, refor\u00e7adas principalmente      pelo cinema e a televis\u00e3o que as apresentam de forma antip\u00e1tica, s\u00e3o os maiores      respons\u00e1veis por estes tipos de rea\u00e7\u00f5es, embora isto raramente explica porque      algumas pessoas reagem de forma t\u00e3o violenta. O tratamento de fobias de cobras      ou qualquer outro medo patol\u00f3gico de r\u00e9pteis \u00e9 normalmente o mesmo realizado      em outros casos de medos irracionais, como p\u00e2nico a voadores ou aranhas. A      hipnose, a terapia comportamental e os medicamentos t\u00eam sido usados com sucesso.      Muitos zool\u00f3gicos oferecem cursos para tratar fobias de cobras, expondo a      verdade sobre elas, mostrando-as e permitindo at\u00e9 que sejam tocadas.<\/p>\n   \n<p><strong>Lagartos<\/strong><\/p>\n   \n<p>Hoje em dia, os lagartos talvez sejam os tipos de r\u00e9pteis mais abundantes,      bem sucedidos e variados. <\/p>\n   \n<p>Pertencem \u00e0 ordem dos squamatas, que eles dividem com as cobras e os amphisbaenas.      Mais de 4.000 esp\u00e9cies de 26 fam\u00edlias, aproximadamente, t\u00eam sido catalogadas      no mundo, em todos os tios de climas, exceto nas regi\u00f5es polares.<\/p>\n   \n<p><strong>Eles variam em tamanho:<\/strong> de menos de 2cm no caso do dwarf      gecko a mais de 3 metros como o <strong>drag\u00e3o de Komodo<\/strong>. Os lagartos      tamb\u00e9m podem viver em qualquer lugar, em \u00e1rvores ou desertos, e comer de tudo,      de insetos a cabras. Em alguns casos, eles podem mudar de cor para se adaptar      ao seu entorno ou planar sobre as florestas, usando o excesso de pele existente      nos flancos como p\u00e1ra-quedas. <\/p>\n   \n<p>Os <strong>lagartos <\/strong>se diferenciam das cobras principalmente pelas      patas, embora eles tamb\u00e9m tenham aberturas auditivas, p\u00e1lpebras mov\u00edveis e      mand\u00edbulas menos flex\u00edveis. A maioria dos lagartos tem quatro patas com cinco      dedos em cada p\u00e9, apesar de existirem v\u00e1rias esp\u00e9cies que perdem seus membros      externos do corpo. <\/p>\n   \n<p>Os lagartos s\u00e3o famosos pela rapidez, pelo estado de alerta e pela habilidade      para subir ou correr em volta de obst\u00e1culos, o que os ajudam a evitar muitos      predadores perigosos. Muitas esp\u00e9cies podem deixar cair suas caudas quando      s\u00e3o amea\u00e7adas ou pegas. Embora sejam geralmente inofensivos, a maioria das      esp\u00e9cies morde quando \u00e9 capturada, causando dor intensa nos seus captores.      Duas esp\u00e9cies, o lagarto-de-contas e o monstro de gila, possuem um veneno      muito parecido ao de algumas cobras, embora apresentem pouco risco para os      humanos.<\/p>\n   \n<p><strong>TARTARUGAS<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Tartarugas e jabutis<\/strong> pertencem \u00e0 ordem Chelonia, um dos      tipos mais antigos de r\u00e9pteis. As primeiras tartarugas evolu\u00edram h\u00e1 mais de      200 milh\u00f5es de anos, aproximadamente na \u00e9poca dos primeiros dinossauros, e      muitas fam\u00edlias t\u00eam mudado pouco desde ent\u00e3o. As tartarugas s\u00e3o criaturas      com caracter\u00edsticas definidas, com suas mand\u00edbulas com bico, aus\u00eancia de dentes      e carapa\u00e7as feitas de placas \u00f3sseas sobrepostas. A maioria das tartarugas      aqu\u00e1ticas, como as terrapins e as pond turtles, tem p\u00e9s com solas e conchas      mais baixas que as auxiliam na hora de nadar. As esp\u00e9cies terrestres, como      os jabutis, t\u00eam p\u00e9s mais pesados e voltados para dentro e possuem conchas      em forma de domos .<\/p>\n   \n<p>Existem mais de 300 esp\u00e9cies de tartarugas no mundo inteiro, muitas delas      perto ou dentro de ambientes aqu\u00e1ticos. Os exemplos mais conhecidos talvez      sejam as tartarugas marinhas, apesar de que a grande maioria \u00e9 associada com      tipos de vida terrestre ou de \u00e1gua doce. Sem importar seu modo de vida, todas      as tartarugas respiram ar e colocam seus ovos na terra. <\/p>\n   \n<p>Embora muitas pessoas considerem as tartarugas criaturas pac\u00edficas, muitas      s\u00e3o ca\u00e7adoras carn\u00edvoras e comem qualquer coisa, desde pequenos invertebrados      at\u00e9 peixes e outros animais maiores. Algumas, como a extraordin\u00e1ria matamat\u00e1      da Am\u00e9rica do Sul e o American alligator snapper, t\u00eam evolu\u00eddo formas de camuflagem      altamente sofisticadas que as ajudam a capturar os peixes com mais efici\u00eancia.      Outras s\u00e3o conhecidas por sua lentid\u00e3o, caminhando vagarosamente pela vegeta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>As tartarugas s\u00e3o consumidas como alimentos em v\u00e1rias partes do mundo, principalmente      pela carne e os ovos. Muitas esp\u00e9cies est\u00e3o amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, devido      \u00e0 ca\u00e7a e \u00e0 perda do h\u00e1bitat. Outras s\u00e3o tidas como animais de estima\u00e7\u00e3o, o      que contribui para a diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de suas esp\u00e9cies.<\/p>\n   \n<h4><strong>R\u00e9pteis<\/strong> &#8211; Animais Vertebrados<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/classe-reptilia-08.jpg\" alt=\"Classe Reptilia\" title=\"Classe Reptilia\" \/><br \/>\n     R\u00e9pteis<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>R\u00e9pteis<\/strong> s\u00e3o animais vertebrados que possuem patas curtas      e que, por isso, parecem rastejar quando andam; \u00e9 o caso dos jacar\u00e9s, dos      lagartos e das tartarugas. <\/p>\n   \n<p><strong>Um importante grupo de r\u00e9pteis n\u00e3o tem patas, e rastejam mesmo: <\/strong>\u00e9      o grupo das cobras. Os r\u00e9pteis s\u00e3o, portanto, animais que rastejam, ou parecem      rastejar. <\/p>\n   \n<p>S\u00e3o vertebrados por possu\u00edrem endoesqueleto cartilaginoso ou \u00f3sseo, composto      por um cr\u00e2nio abrigando um enc\u00e9falo dividido em tr\u00eas partes e uma coluna vertebral      que se disp\u00f5e de maneira a formar uma coluna de sustenta\u00e7\u00e3o do corpo.<\/p>\n   \n<p>Os<strong> r\u00e9pteis<\/strong> foram os primeiros vertebrados bem adaptados      \u00e0 vida terrestre, ao contr\u00e1rio dos anf\u00edbios que ainda dependem do meio aqu\u00e1tico      para se reproduzirem. Os r\u00e9pteis s\u00e3o independentes da \u00e1gua porque seus ovos      possuem casca (que evita a perda de \u00e1gua para o exterior) e anexos embrion\u00e1rios.      O anexo mais importante \u00e9 o \u00e2mnion, cheio de l\u00edquido, que protege o embri\u00e3o      contra choques. Outro anexo de muita import\u00e2ncia \u00e9 o alant\u00f3ide, uma ves\u00edcula      que possui vasos sangu\u00edneos e \u00e9 respons\u00e1vel pela respira\u00e7\u00e3o do embri\u00e3o, al\u00e9m      de armazenar os excretas. Nem todos os r\u00e9pteis possuem bexiga urin\u00e1ria. Esta      estrutura \u00e9 encontrada apenas em tartarugas e lagartos, sendo que ela \u00e9 formada      a partir da ves\u00edcula alant\u00f3dea.<\/p>\n   \n<h4>ORIGEM E EVOLU\u00c7\u00c3O<\/h4>\n   \n<p>Conforme a literatura pertinente os r\u00e9pteis surgiram de um ancestral anf\u00edbio,      provavelmente dentro da ordem Anthracosauria durante o Carbon\u00edfero (\u00b1 315      milh\u00f5es de anos). Eram criaturas pequenas, semelhantes a lagartos e, provavelmente,      foram os ancestrais da maioria dos grupos de r\u00e9pteis. <\/p>\n   \n<p><strong>Nessa \u00e9poca, os r\u00e9pteis j\u00e1 se diferenciaram em duas grandes linhagens:      <\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Synapsida <\/strong><\/p>\n   \n<p>Que daria origem aos mam\u00edferos em cerca de 190 milh\u00f5es de anos; Anapsida      \u0096 grupo de r\u00e9pteis primitivos, que daria origem \u00e0s demais categorias      da classe Reptilia, onde se encontram os quel\u00f4nios.<\/p>\n   \n<p>Os ossos da regi\u00e3o temporal s\u00e3o importantes na classifica\u00e7\u00e3o reptiliana.      Uma caracter\u00edstica-chave que distingue as v\u00e1rias categorias de r\u00e9pteis \u00e9 o      n\u00famero e a natureza dos orif\u00edcios nessa regi\u00e3o. Nos r\u00e9pteis mais primitivos,      o n\u00famero est\u00e1 representado por um osso \u00fanico sem aberturas (ou apses), denominado      Anapsida. <\/p>\n   \n<p><strong>Diapsida <\/strong><\/p>\n   \n<p>Grupo de r\u00e9pteis, cujo cr\u00e2nio apresenta duas aberturas temporais, contendo      a maioria dos r\u00e9pteis, extintos e viventes.que apareceram durante o Permiano      (280 \u0096 225 milh\u00f5es de anos).<\/p>\n   \n<p><strong>Duas linhagens de diapsidas se tornaram numerosos e diversos no final      do per\u00edodo Tri\u00e1ssico, que s\u00e3o: <\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>a) Lepidosauria <\/strong><\/p>\n   \n<p>Que cont\u00e9m a maioria dos r\u00e9pteis viventes nas ordens Rhychocephalia e Squamata      (anfisbenias, lagartos e serpentes); a ordem Rhynchocephalia que apareceu      durante o Tri\u00e1ssico na Europa, \u00c1sia, Am\u00e9ricas e \u00c1frica, tem todos os membros      desaparecidos antes do final desse per\u00edodo (65 milh\u00f5es de anos), exceto um      \u00fanico g\u00eanero (Sphenodon), considerado um \u0093f\u00f3ssil vivo\u0094 restrito      \u00e0 Nova Zel\u00e2ndia.<\/p>\n   \n<p><strong>b) Archosauria <\/strong><\/p>\n   \n<p>Extremamente bem sucedidos durante os per\u00edodos jur\u00e1ssico e Cret\u00e1ceo (entre      190 e 65 milh\u00f5es de anos) = Era dos R\u00e9pteis. Os mais espetaculares arcos\u00e1urios      foram os dinossauros, com duas ordens distintas \u0096 Saurischia e Ornithischia.      (r\u00e9pteis voadores), que deram origem aos crocodilos e jacar\u00e9s. Na ordem Crocodylia      encontra-se os \u00fanicos arcosaurios sobreviventes. <\/p>\n   \n<p>A <strong>Ordem Chelonia<\/strong> surgiu por volta de 200 milh\u00f5es de anos      atr\u00e1s, antes da exist\u00eancia de mam\u00edferos, p\u00e1ssaros, lagartos e serpentes; tartarugas      com casco completamente formado apareceram abruptamente no registro f\u00f3ssil,      como contempor\u00e2neos dos dinossauros. Os quel\u00f4nios mais antigos s\u00e3o encontrados      em dep\u00f3sitos do Tri\u00e1ssico superior da Alemanha, Tail\u00e2ndia e Argentina. Diferentemente      das esp\u00e9cies viventes, elas tinham dentes e n\u00e3o conseguiam retrair suas cabe\u00e7as,      mas eram, sem d\u00favida, tartarugas. A caracter\u00edstica identificadora desse t\u00e1xon      \u00e9 o casco. Nenhum outro vertebrado desenvolveu uma armadura como o casco das      tartarugas. Por causa do casco, as caracter\u00edsticas de correr, saltar e voar      n\u00e3o foram op\u00e7\u00f5es evolutivas vi\u00e1veis, mas uma radia\u00e7\u00e3o adaptativa moderada      ocorreu dentro do grupo. Inicialmente como seres semi-aqu\u00e1ticos, alguns membros      evolu\u00edram para a vida completamente terrestre, habitando florestas, campos      e desertos. Outros se tornaram mais exclusivamente aqu\u00e1ticos, invadindo lagos,      rios, estu\u00e1rios e os oceanos. Em todos esses processos houve uma adapta\u00e7\u00e3o      do formato, peso e constitui\u00e7\u00e3o dos cascos. Os lagartos, provavelmente primeiro      apareceram no per\u00edodo Tri\u00e1ssico (245-240 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s), mas f\u00f3sseis      seguramente pertencentes a fam\u00edlias de lagartos existentes hoje em dia s\u00e3o      datados da segunda metade do Cret\u00e1ceo, a cerca de 120 a 100 milh\u00f5es de anos      atr\u00e1s.<\/p>\n   \n<p>No entanto, a presen\u00e7a de f\u00f3sseis de lagartos muito parecidos com grupos      que viveram no Jur\u00e1ssico (200-145 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s), sugere que a maioria      das caracter\u00edsticas presentes nos lagartos de hoje foram adquiridas a quase      200 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. A maioria dos lagartos possui p\u00e1lpebras e ouvidos      externos abertos (as serpentes n\u00e3o possuem) e esses tra\u00e7os refletem a conserva\u00e7\u00e3o      de caracter\u00edsticas primitivas. Portanto, os lagartos podem ser definidos como      aqueles escamados com car\u00eancia de \u00f3rg\u00e3os e tra\u00e7os altamente especializados,      diferentemente das serpentes e dos anfisben\u00eddeos.<\/p>\n   \n<h4>A CLASSE REPTILIA<\/h4>\n   \n<p><strong>A classe reptilia engloba as seguintes ordens:<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Ordem Squamata \u0096 ou &#8220;r\u00e9pteis de escamas&#8221; <\/strong><\/p>\n   \n<p>Representada pelos lagartos e cobras; Ordem Crocodilia \u0096 representada      pelos crocodilos e jacar\u00e9s Ordem Chelonia \u0096 representada pelas tartarugas,      c\u00e1gados, e jabutis; e Ordem Rhynchocephalia \u0096 cuja \u00fanica esp\u00e9cie representante      \u00e9 o \u0093Tuatara\u0094 da Nova Zel\u00e2ndia<\/p>\n   \n<p>Estas ordens representam apenas quatro das dezesseis ordens conhecidas que      floresceram durante o Mesoz\u00f3ico, a era dos r\u00e9pteis, quando os mesmos eram      ainda dominantes. <\/p>\n   \n<p><strong>Evolutivamente, os estudiosos (principalmente Pritchard) dividiram      a Ordem Chelonia em duas Sub-Ordens:<\/strong> Cryptodiros (mais evolu\u00edda)      e Pleurodiros. <\/p>\n   \n<p><strong>Os crit\u00e9rios adotados para esta classifica\u00e7\u00e3o foram os seguintes:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>1\u00ba Crit\u00e9rio: <\/strong>o movimento do pesco\u00e7o.<strong><br \/>\n       2\u00ba Crit\u00e9rio:<\/strong> fus\u00e3o da pelve com o plastr\u00e3o.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Assim, os Cryptodiros s\u00e3o os que retraem o pesco\u00e7o num plano vertical e possuem      a pelve n\u00e3o unida ao plastr\u00e3o. Cerca de 10 fam\u00edlias est\u00e3o inclu\u00eddas nesta      Sub-Ordem, entre elas as tartarugas marinhas, os jabutis e o mu\u00e7u\u00e3.<\/p>\n   \n<p>J\u00e1 os Pleurodiros s\u00e3o os que apenas flexionam o pesco\u00e7o num plano lateral      e possuem a pelve unida ao plastr\u00e3o. Os Pleurodiros s\u00f3 ocorrem no hemisf\u00e9rio      sul, embora no cret\u00e1ceo e terci\u00e1rio superior era encontrado no hemisf\u00e9rio      norte, mas, foram deslocados pelos Cryptodiros da Am\u00e9rica do Norte, Europa      e \u00c1sia. <\/p>\n   \n<p><strong>Esta Sub-Ordem encontra-se atualmente dividida em 03 fam\u00edlias:<\/strong>      Pelomedusidae, Podocnemidae e Chelidae, que englobam juntas cerca de 50 esp\u00e9cies.<\/p>\n   \n<p>Atualmente s\u00e3o conhecidos no mundo, cerca de 300 esp\u00e9cies de quel\u00f4nios entre      tartarugas marinhas, tartarugas de \u00e1gua-doce e tartarugas terrestres, ocorrendo      em territ\u00f3rio brasileiro 33 esp\u00e9cies, sendo 5 marinhas, 26 de \u00e1gua-doce e      apenas 2 terrestres, os jubitis. <\/p>\n   \n<h4>Ataques de R\u00e9pteis<\/h4>\n   \n<p>A maioria dos r\u00e9pteis \u00e9 calma e prefere escapar em lugar de atacar os humanos,      mesmo quando \u00e9 amea\u00e7ada. \u00c9 mais prov\u00e1vel que voc\u00ea morra num acidente de tr\u00e2nsito      ou por uma picada de abelha do que por uma picada de cobra, n\u00e3o importando      onde voc\u00ea morar. Mesmo assim, milhares de ataques \u00e0s pessoas s\u00e3o registrados      no mundo inteiro a cada ano, muitos feitos por cobras venenosas e n\u00e3o venenosas.      Como esses ataques acontecem em \u00e1reas rurais afastadas e em planta\u00e7\u00f5es, \u00e9      muito dif\u00edcil fazer uma estat\u00edstica correta. Muitas picadas de cobras n\u00e3o      s\u00e3o reportadas, at\u00e9 mesmo as fatais. Segundo estimativas, 5 milh\u00f5es de pessoas      s\u00e3o picadas por cobras todos os anos, das quais 125.000 morrem por envenenamento.    <\/p>\n   \n<p>\u00c1sia, \u00c1frica e Am\u00e9rica do Sul s\u00e3o os lugares com maiores probabilidades para      picadas de cobras, principalmente fatais. Estima-se que 35.000 a 50.000 pessoas      morrem por picadas de cobra por ano somente na \u00cdndia, devido \u00e0 enorme popula\u00e7\u00e3o      do pa\u00eds e ao grande n\u00famero de trabalhadores na agricultura e nas florestas,      que podem ter um contato mais freq\u00fcente com cobras venenosas. Em muitas regi\u00f5es,      o desmatamento para a agricultura tem incrementado muito o n\u00famero de roedores      e r\u00e3s, atraindo grandes quantidades de cobras. Normalmente, muitos trabalhadores      s\u00e3o picados nessas \u00e1reas por cobras muito bem camufladas, que se escondem      na vegeta\u00e7\u00e3o densa. As principais culpadas do alto risco nos pa\u00edses asi\u00e1ticos      s\u00e3o as najas e as jararacas, principalmente a perigosa V\u00edbora de Russell.    <\/p>\n   \n<p>Na \u00cdndia, no Oriente M\u00e9dio e na \u00c1frica, a pequena e agressiva v\u00edbora Echis      carinatus \u00e9 respons\u00e1vel por muitas mortes que acontecem anualmente. <\/p>\n   \n<p>A picada de cobra tamb\u00e9m acontece nos pa\u00edses do Primeiro Mundo, principalmente      na Am\u00e9rica do Norte e Austr\u00e1lia. Mas gra\u00e7as ao bom atendimento m\u00e9dico e a      disponibilidade de conseguir ant\u00eddotos caros, \u00e9 poss\u00edvel evitar o aumento      do n\u00famero de v\u00edtimas fatais. Mesmo sendo a Austr\u00e1lia o lugar que tem o maior      n\u00famero de cobras venenosas, o pa\u00eds possui um baixo percentual de mortes por      picadas de cobras; em m\u00e9dia, apenas uma morte por ano. Dos 8.000 casos de      v\u00edtimas de cobras venenosas nos Estados Unidos, morrem entre cinco a dez pessoas      anualmente, principalmente por picadas de cascav\u00e9is, copperheads e moccasins.    <\/p>\n   \n<p>Os crocodilos tamb\u00e9m s\u00e3o outros r\u00e9pteis que podem atacar as pessoas. Centenas      de indiv\u00edduos s\u00e3o mortos por crocodilos na \u00c1frica todos os anos, devido \u00e0      invas\u00e3o do seu h\u00e1bitat pelo aumento da popula\u00e7\u00e3o humana. Na Austr\u00e1lia, os      ataques dos crocodilos de \u00e1gua salgada atraem a m\u00eddia, mas s\u00e3o muito raros.      Em m\u00e9dia, apenas uma morte por ano \u00e9 reportada, gra\u00e7as \u00e0 boa divulga\u00e7\u00e3o sobre      o seu h\u00e1bitat e sua agressividade.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  br.geocities.com\/www.vivaterra.org.br\/animalplanetbrasil.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Classe Reptilia, Animais, R\u00e9pteis, Caracter\u00edsticas, Vertebrados, Grupo, Vida, Alimenta\u00e7\u00e3o, Reprodu\u00e7\u00e3o, Sistema, Origem, Evolu\u00e7\u00e3o, Estrutura, Classe Reptilia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18334,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-26881","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Classe Reptilia - 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