{"id":26878,"date":"2016-01-18T00:00:00","date_gmt":"2016-01-18T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/filo-platelmintos-3\/"},"modified":"2026-09-01T18:07:16","modified_gmt":"2026-09-01T18:07:16","slug":"filo-platelmintos-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/filo-platelmintos-3\/","title":{"rendered":"Filo Platelmintos"},"content":{"rendered":"\n<p>Os membros do <strong>filo Platyhelminthes<\/strong>, conhecidos como vermes      planos, s\u00e3o animais de vida livre e parasitas. Aprersentam um achatamento      no sentido dorso-ventral e uma constitui\u00e7\u00e3o corporal acelomada. Muitos possuem      t\u00fabulos protonefridiais e s\u00e3o hermafroditas simult\u00e2neos.<\/p>\n   \n<h4>CLASSIFICA\u00c7\u00c3O<\/h4>\n   \n<p>Os <strong>Platyhelminthes <\/strong>de vida livre, membros da classe Turbellaria,      s\u00e3o provavelmente os mais primitivos dentre todos os animais bilaterais. Seu      pequeno tamanho, baixo n\u00edvel de cefaliza\u00e7\u00e3o, condi\u00e7\u00e3o acelomada, e a aus\u00eancia      de um orif\u00edcio retal s\u00e3o provavelmente caracter\u00edsticas primitivas. Al\u00e9m do      mais, existem algumas esp\u00e9cies com c\u00e9lulas epit\u00e9lio-musculares e um sistema      nervoso na forma de uma rede nervosa.<\/p>\n   \n<p>A grande maioria dos turbel\u00e1rios \u00e9 marinha, mas existem esp\u00e9cies de \u00e1gua      doce e algumas formas terrestres em ambientes \u00famidos. Os turbel\u00e1rios s\u00e3o animais      bent\u00f4nicos, vivendo sobre ou embaixo de pedras, algas e outros objetos. S\u00e3o      membros comuns da fauna intersticial.<\/p>\n   \n<p>A maioria dos turbel\u00e0rios move-se inteiramente atrav\u00e9s de cilios; as esp\u00e9cies      grandes (policladidos) s\u00e3o marcantemente achatados e movem-se atrav\u00e9s dos      cilios mais ondula\u00e7\u00e3o muscular sobre a grande superf\u00edcie ventral. Sistemas      de gl\u00e2ndulas duplas possibilitam a fixa\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria em muitas esp\u00e9cies.<\/p>\n   \n<p>Os<strong> turbel\u00e1rios<\/strong> s\u00e3o predadores e sapr\u00f3fagos. A digest\u00e3o \u00e9      inicialmente extracelular e posteriormente intracelular. As esp\u00e9cies pequenas      possuem um intestino simples com formato de saco com uma faringe simples ou      bulbosa. As esp\u00e9cies grandes t\u00eam um intestino ramificado e uma faringe plicada,      usualmente tubular.<\/p>\n   \n<p>O muco produzido pelos rabd\u00f3ides e pelas fl\u00e2ndulas epid\u00e9rmicas desempenha      um papel importante na vida dos turbel\u00e1rios, revestindo o substrato sobre      o qual o animal rasteja e envolvendo a presa. As fl\u00e2ndulas auxiliam o aprisionamento      da presa e no ato de engolir. <\/p>\n   \n<p>O pequeno tamanho, o formato achatado e o intestino ramificado (nas formas      maiores) formam sistemas especiais para o transporte interno, troca de gases      e excre\u00e7\u00e3o. Os protonefr\u00eddios est\u00e3o presentes em muitos platielmintes e est\u00e3o      provavelmente envolvidos no balan\u00e7o do fluido interno e na regula\u00e7\u00e3o osm\u00f3tica.<\/p>\n   \n<p>Um arranjo radial de quatro pares de cord\u00f5es nervosos longitudinais \u00e9 provavelmente      primitivo, e os arranjos com n\u00fameros menores provavelmente evolu\u00edram atrav\u00e9s      de perda. Ocelos em c\u00e1lices pigmentares, que podem ser numerosos, s\u00e3o os principais      \u00f3rg\u00e3os sensoriais.<\/p>\n   \n<p>Os <strong>turbel\u00e1rios<\/strong> s\u00e3o hermafroditas simult\u00e2neos com sistemas      reprodutores adaptados \u00e0 fertiliza\u00e7\u00e3o interna e \u00e0 deposi\u00e7\u00e3o de ovos.<\/p>\n   \n<p>Primitivamente (n\u00edvel onc\u00f3foro), os ovos s\u00e3o endol\u00e9citos, a clivagem \u00e9 espiral      e h\u00e1 uma larva de vida livre. Entretanto, na maioria das esp\u00e9cies onc\u00f3foros      o desenvolvimento \u00e9 direto. Muitos turbel\u00e1rios desenvolveram uma divis\u00e3o ovariana      de trabalho entre a produ\u00e7\u00e3o de \u00f3vulos e a produ\u00e7\u00e3o de vitelo (n\u00edvel ne\u00f3foro),      levando a ovos ectol\u00e9citos. A clivagem espiral foi perdida e o desenvolvimento      \u00e9 invariavelmente direto.<\/p>\n   \n<p>Duas classes de platielmintes, os Trematoda que cont\u00e9m as fasc\u00edolas, e os      Cestoda que cont\u00e9m as t\u00eanias, s\u00e3o inteiramente parasit\u00e1rias. Em contraste      com os turbel\u00e1rios, ambas apresentam um revestimento do corpo n\u00e3o-ciliado,      ou tegumento.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-platel63.jpg\" alt=\"Filo Platelmintos\" width=\"306\" height=\"289\" title=\"Filo Platelmintos\" \/><strong><br \/>\n     Tremat\u00f3deos<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os <strong>tremat\u00f3deos<\/strong> adultos s\u00e3o parasitas externos ou internos      de vertebrados. Partindo da condi\u00e7\u00e3o turbel\u00e1ria ancestral, apresentam-se menos      modificados se comparados \u00e0s t\u00eanias. O corpo oval a alongado \u00e9 achatado e      provido de uma ventosa ou de outros \u00f3rg\u00e3os de fixa\u00e7\u00e3o. O intestino est\u00e1 presente      e, em algumas esp\u00e9cies (Digenea), a boca anterior est\u00e1 associada a uma segunda      ventosa.<\/p>\n   \n<p>Os tremat\u00f3deos s\u00e3o hermafroditas, e os seus sistemas reprodutores est\u00e3o adaptados      \u00e0 copula\u00e7\u00e3o, \u00e0 fertiliza\u00e7\u00e3o interna, ao desenvolvimento ectol\u00e9cito e \u00e0 forma\u00e7\u00e3o      de cascas do ovo.<\/p>\n   \n<p>Os <strong>tremat\u00f3deos monog\u00eaneos<\/strong> s\u00e3o principalmente ectoparasitas      de peixes. O ciclo de vida envolve apenas um hospedeiro para o adulto, e um      novo hospedeiro \u00e9 atingido atrav\u00e9s de uma larva de vida livre denominada oncomirac\u00eddio.<\/p>\n   \n<p>Os<strong> tremat\u00f3deos dig\u00eaneos<\/strong> s\u00e3o endoparasitas e constituem o      maior grupo de platielmintes parasitas. O ciclo de vida envolve de dois a      quatro hospedeiros e um certo n\u00famero de distintos est\u00e1gios de desenvolvimento,      incluindo dois tipos de larvas (mirac\u00eddio e cerc\u00e1ria). O hospedeiro prim\u00e1rio      \u00e9 invariavelmente um vertebrado e os carac\u00f3is s\u00e3o comumente os hospedeiros      intermedi\u00e1rios. As esp\u00e9cies de esquistossomos (Schistosoma) est\u00e3o entre os      grupos de parasitas mais disseminados e mais danosos para o homem.<\/p>\n   \n<p><strong>Cest\u00f3ides<\/strong>, ou <strong>t\u00eanias<\/strong>, s\u00e3o parasitas intestinais      de vertebrados. S\u00e3o estruturalmente mais especializados que as fasc\u00edolas,      tendo um corpo composto de um esc\u00f3lex provido de \u00f3rg\u00e3os de fixa\u00e7\u00e3o, de um      colo e de um estr\u00f3bilo, o qual consiste de uma cadeia de segmentos (progl\u00f3tides)      que brotam da regi\u00e3o do colo.<\/p>\n   \n<h4>CLASSE TREMATODA<\/h4>\n   \n<p>S\u00e3o todos parasitas, principalmente de vertebrados. Usualmente possuem uma      ventosa ao redor da boca e uma ou mais na superf\u00edcie ventral. O corpo \u00e9 recoberto      por espessa cut\u00edcula.<\/p>\n   \n<h4>ORDEM MONOGENEA<\/h4>\n   \n<p><strong>\u00c9 representada por ectoparasitas que habitam apenas um hospedeiro,      que pode ser:<\/strong> peixes, anf\u00edbios ou r\u00e9pteis. Na extremidade superior      do corpo possuem um aparelho adesivo, constitu\u00eddo por ventosas e ganchos quitinosos.<\/p>\n   \n<p>Ex. Gyrodactylis sp &#8211; vive na nadadeira, pele e br\u00e2nquias de peixes, podendo      causar a morte de muitos deles.<\/p>\n   \n<h4>ORDEM DIGENEA <\/h4>\n   \n<p>S\u00e3o endoparasitas que necessitam de 2 ou 3 hospedeiros para completar o seu      ciclo vital. As larvas geralmente ocorrem em invertebrados. S\u00e3o providos de      uma ventosa oral e uma ventral.<\/p>\n   \n<p><strong>Fasciola hepatica <\/strong><\/p>\n   \n<p>\u00c9 um trematodo que possui o corpo em forma de folha, atingindo quando adulto,      cerca de 3 cm de comprimento. Parasita o f\u00edgado e canais biliares de ovinos,      caprinos, bovinos e su\u00ednos; podendo ocasionalmente ocorrer no homem.<\/p>\n   \n<p>O parasita \u00e9 encontrado em pastos com \u00e1reas pantanosas, onde os hospedeiros      intermedi\u00e1rios (caramujos do g\u00eanero Lymnea) ocorrem. O homem se infesta quando      ingere \u00e1gua ou verduras cruas contaminadas (agri\u00e3o por exemplo.)<\/p>\n   \n<p><strong>Schistosoma mansoni <\/strong><\/p>\n   \n<p>\u00c9 um trematodo de sexo separado e n\u00edtido dimorfismo sexual, o macho \u00e9 longo,      cerca de 1 cm de comprimento. Largo na por\u00e7\u00e3o mediana, afilando-se nas extremidades.      Distingue nitidamente no corpo duas por\u00e7\u00f5es distintas, uma anterior onde est\u00e3o      as duas ventosas, oral e ventral; outra posterior que forma ventralmente uma      dobra, o cretal ginec\u00f3foro onde se aloja a f\u00eamea. Esse cretal tem importante      papel na c\u00f3pula, pois o macho n\u00e3o possui \u00f3rg\u00e3o copulador . O esperma \u00e9 derramado      no cretal atingindo assim o orif\u00edcio genital da f\u00eamea. A cut\u00edcula que reveste      o corpo \u00e9 provida de pequenos espinhos que favorecem a locomo\u00e7\u00e3o no interior      das veias, mesmo contra a corrente sang\u00fc\u00ednea.<\/p>\n   \n<p>A f\u00eamea \u00e9 bem mais longa que o macho, cerca de 1,5 cm de comprimento e sua      cut\u00edcula \u00e9 lisa.<\/p>\n   \n<p>Atacam o homem causando esquistossomose ou barriga d&#8217;\u00e1gua.<\/p>\n   \n<h4>CLASSE CESTOIDEA<\/h4>\n   \n<p>Os cest\u00f3ides s\u00e3o parasitas obrigat\u00f3rios de muitos grupos de vertebrados.      Seu ciclo vital inclui um ou mais hospedeiros intermedi\u00e1rios (invertebrados      e\/ou vertebrados). Maior \u00eanfase \u00e9 dada \u00e0 subclasse Eucestoda, em virtude da      pouca informa\u00e7\u00e3o sobre representantes da subclasse Cestodaria no Brasil. O      padr\u00e3o de distribui\u00e7\u00e3o das diversas esp\u00e9cies de eucest\u00f3ides marinhos est\u00e1      associado ao padr\u00e3o de distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e temporal dos seus hospedeiros,      sejam estes intermedi\u00e1rios ou definitivos. A import\u00e2ncia ecol\u00f3gica est\u00e1 relacionada      \u00e0 associa\u00e7\u00e3o parasit\u00e1ria. A alta especificidade dos adultos por um hospedeiro      definitivo nem sempre ocorre na forma imatura, cujo grau de especificidade      varia. Presen\u00e7a de formas imaturas de eucest\u00f3ides em pescados constitui um      fator depreciativo, comprometendo a comercializa\u00e7\u00e3o do produto. A grande maioria      das esp\u00e9cies brasileiras \u00e9 conhecida apenas pela forma imatura retirada de      peixes de interesse comercial, enquanto que o conhecimento das formas adultas      \u00e9 muito menor. \u00c0 medida que os estudos envolverem novos hospedeiros intermedi\u00e1rios      e definitivos, de interesse comercial ou n\u00e3o, o n\u00famero de esp\u00e9cies de eucest\u00f3ides      marinhos para o Brasil certamente ser\u00e1 muito superior aos valores conhecidos.<\/p>\n   \n<p><strong>Taenia solium &#8211; ocorre no porco e no homem, medindo normalmente de      2 at\u00e9 8 metros de comprimentos quando madura; seu corpo \u00e9 constitu\u00edda por      3 por\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>ESC\u00d3LEX OU CABE\u00c7A &#8211;<\/strong> por\u00e7\u00e3o anterior destinada a fixar        a t\u00eania na superf\u00edcie da parede intestinal. \u00c9 globosa com cerca de 1mm de        di\u00e2metro, apresentando 4 ventosas e um rostro ou rostelo com uma coroa de        ganchos quitinosos, para fixa\u00e7\u00e3o no hospedeiro.<strong><br \/>\n       ZONA BROTAMENTO ou PESCO\u00c7O &#8211;<\/strong> \u00e9 uma por\u00e7\u00e3o mais fina e n\u00e3o segmentada        que liga o esc\u00f3lex ao corpo.<strong><br \/>\n       ESTR\u00d3BILO ou CORPO &#8211;<\/strong> consiste de uma s\u00e9rie de an\u00e9is ou proglotes        (800 a 1000). Na parte anterior ocorrem os an\u00e9is mais jovens ou imaturos,        seguindo-se an\u00e9is maduros e facilmente os gr\u00e1vidos.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>FECUNDA\u00c7\u00c3O <\/strong><\/p>\n   \n<p>Um conjunto de \u00f3rg\u00e3os masculinos e femininos desenvolve-se em cada proglote,      quando j\u00e1 est\u00e1 a certa dist\u00e2ncia do esc\u00f3lex. A fecunda\u00e7\u00e3o \u00e9 cruzada e pode      ser realizada entre an\u00e9is diferentes de um mesmo indiv\u00edduo que entram em contacto      atrav\u00e9s de movimentos do animal; ou de contacto de an\u00e9is de dois indiv\u00edduos      diferentes. Os ovos passam para o \u00fatero que gradualmente se torna um saco      ramificado repleto de milhares de ovos.<\/p>\n   \n<h4>Classe Turbellaria <\/h4>\n   \n<p>A primeira cita\u00e7\u00e3o para o Brasil foi de um verme desenhado por Fritz M\u00fcller      em carta enviada a Max Schultz, datada 13 de mar\u00e7o de 1864 (M\u00f6ller, 1921).      O verme desenhado foi determinado posteriormente por Marcus (1949) como Stenostomum      bicaudatum Kennel.<\/p>\n   \n<p>Grande estudioso de Turbellaria brasileiros, Marcus descreveu 84 esp\u00e9cies      entre 1944 e 1949, das quais 52 s\u00e3o novas. Apresentam vida livre, epit\u00e9lio      ciliado, sistema digestivo incompleto e ramificado, \u0093olhos\u0094 (ocelos),      aur\u00edculas (quimiorreceptoras).<\/p>\n   \n<p>S\u00e3o hermafroditas (mon\u00f3icos), com fecunda\u00e7\u00e3o cruzada e desenvolvimento direto.      Podem tamb\u00e9m fazer regenera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<h4>Posi\u00e7\u00e3o Sistem\u00e1tica<\/h4>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Reino: <\/strong>Animalia<strong><br \/>\n       Sub reino: <\/strong>Metazoa<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>Filo Platyhelminthes<\/h4>\n   \n<blockquote>      \n<p>Classe Turbellaria<br \/>\n       Classe Trematoda<br \/>\n       Classe Cestoidea <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>N\u00famero de esp\u00e9cies<\/h4>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>No mundo: <\/strong>15.000<strong><br \/>\n       No Brasil:<\/strong> n\u00e3o dispon\u00edvel<strong><br \/>\n       Grego:<\/strong> platys = achatado; helmis = verme<strong><br \/>\n       Nome vern\u00e1culo: <\/strong>platelminte<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Fonte:  www.biomania.com<\/p>\n   \n<h6>Filo Platelmintos<\/h6>\n    \n<p class=\"google\">  <\/p>\n     \n<h4>Platelmintos Vermes Achatados (Filo Platyhelminthes)<\/h4>\n   \n<p>Os <strong>platelmintos <\/strong>(do grego platy, \u0091chato\u0092, e helmins,      \u0091verme\u0092) compreendem uma s\u00e9rie de organismos inferiores considerados      vermes, com a particularidade de terem o corpo achatado dorso-ventralmente.      Assim s\u00e3o as plan\u00e1rias, as t\u00eanias ou solit\u00e1rias e o esquistossomo (somente      a f\u00eamea deste \u00faltimo constitui exce\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que \u00e9 cil\u00edndrica). Outros organismos      considerados vermes, mas sem essa particularidade, s\u00e3o enquadrados em filos      diversos deste.<\/p>\n   \n<p>Os platelmintos revelam grau mais elevado de evolu\u00e7\u00e3o quando comparados com      os por\u00edferos e cnid\u00e1rios. Enquanto as esponjas e os celenterados s\u00e3o animais      dibl\u00e1sticos ou diplobl\u00e1sticos (durante o desenvolvimento embrion\u00e1rio s\u00f3 formam      dois folhetos: ectoderma e endoderma), os platelmintos j\u00e1 s\u00e3o animais tribl\u00e1sticos      ou triplobl\u00e1sticos (formam tr\u00eas folhetos embrion\u00e1rios: ectoderma, mesoderma      e endoderma). Todavia, os platelmintos ainda se mostram acelomados, pois os      seu mesoderma n\u00e3o se organiza em duas camadas capazes de se separar. Dessa      maneira, n\u00e3o surge o celoma ou cavidade geral do corpo, espa\u00e7o que, na maioria      dos animais, separa as v\u00edsceras da parede corporal. Esses vermes tem, portanto,      o corpo &#8220;maci\u00e7o&#8221;.<\/p>\n   \n<p>Nos platelmintos, o espa\u00e7o entre a parede do corpo e os \u00f3rg\u00e3os \u00e9 preenchido      por uma par\u00eanquima de origem mesod\u00e9rmica.<\/p>\n   \n<p>Outro aperfei\u00e7oamento que os platelmintos revelam em rela\u00e7\u00e3o aos celenterados      \u00e9 a simetria bilateral do corpo. Eles s\u00e3o animais bilat\u00e9rios, isto \u00e9, um plano      que passe pelo meio do seu corpo (longitudinalmente) divide-o em duas metades      sim\u00e9tricas, sendo cada uma delas a imagem especular da outra.<\/p>\n   \n<p>Os animais de simetria radial n\u00e3o possuem uma &#8220;parte da frente&#8221;      e uma &#8220;parte de tr\u00e1s&#8221;, como sucede com os bilat\u00e9rios. Nestes, a      &#8220;parte da frente&#8221; acumula os \u00f3rg\u00e3os sensoriais e passa a proceder      como a regi\u00e3o do corpo que vai na frente e &#8220;investiga&#8221; o ambiente,      procurando alimentos ou percebendo de perigos. Na maioria das vezes, evidencia-se      como cabe\u00e7a. Ali tamb\u00e9m se alojam os centros nervosos do animal. \u00c0 semelhan\u00e7a      do que se observa com os ve\u00edculos (voc\u00ea n\u00e3o v\u00ea nenhum que se desloque fazendo      giros em torno do seu pr\u00f3prio eixo), os animais tamb\u00e9m encontraram mais sucesso      evolutivo no deslocamento orientado sempre num mesmo sentido (para a frente).<\/p>\n   \n<p>Quanto aos \u00f3rg\u00e3os e sistemas, eles s\u00e3o mais desenvolvidos nos platelmintos      do que nos celenterados. O sistema nervoso, por exemplo, j\u00e1 possui c\u00e9lulas      nervosas conglomeradas, formando g\u00e2nglios. Esses g\u00e2nglios se alojam na parte      anterior do corpo e se fundem, formando um rudimento de c\u00e9rebro, a que chamamos      g\u00e2nglios cerebr\u00f3ides. Cada platelmintos tem um par de g\u00e2nglios cerebr\u00f3ides      dos quais partem filetes nervosos laterais que percorrem todo o corpo, emitindo      ramifica\u00e7\u00f5es. Isso permite uma melhor coordena\u00e7\u00e3o do sistema muscular, muito      bem desenvolvido, o que disciplina os movimentos do animal e lhe d\u00e1 mais orienta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Ainda que os platelmintos n\u00e3o tenham sistema circulat\u00f3rio nem sejam dotados      de sangue, j\u00e1 revelam, contudo, um sistema excretor e um sistema reprodutor      bem definidos, al\u00e9m do sistema nervoso j\u00e1 descrito. O sistema excretor \u00e9 constitu\u00eddo      de um grande n\u00famero de pequenas unidades interligadas chamadas c\u00e9lulas-flama      ou solen\u00f3citos. Cada c\u00e9lula-flama \u00e9 realmente uma c\u00e9lula na qual h\u00e1 uma depress\u00e3o,      existe um tufo de flagelos (ou c\u00edlios, como mencionam muitos autores) cujos      movimentos lembram o bruxulear da chama de uma vela (da\u00ed o nome c\u00e9lula-flama).      Essas c\u00e9lulas recolhem o excesso de \u00e1gua e os produtos finais do metabolismo      das c\u00e9lulas vizinhas e, com o fluxo l\u00edquido provocado pelos movimentos dos      tufos flagelares, os descarregam num sistema de canais que ligam tais unidades      excretoras. Por esse sistema de canais, a \u00e1gua e os catab\u00f3litos s\u00e3o lan\u00e7ados      ao exterior, vertendo por numerosos poros na superf\u00edcie do corpo do animal.<\/p>\n   \n<p>Quanto \u00e0 respira\u00e7\u00e3o, os platelmintos ainda a realizam por difus\u00e3o (os de      vida livre, como a plan\u00e1ria) ou, ent\u00e3o, fazem a respira\u00e7\u00e3o anaer\u00f3bica (os      endoparasitas, como as t\u00eanias ou solit\u00e1rias).<\/p>\n   \n<p>Sobre a reprodu\u00e7\u00e3o, podemos dizer que a maioria \u00e9 hermafrodita, podendo ou      n\u00e3o fazer a autofecunda\u00e7\u00e3o. As plan\u00e1rias s\u00e3o hermafroditas (mon\u00f3icas), mas      s\u00f3 se reproduzem por fecunda\u00e7\u00e3o cruzada. As t\u00eanias s\u00e3o hermafroditas autofecundantes.      Os esquistossomos s\u00e3o di\u00f3icos, isto \u00e9, t\u00eam sextos distintos (do grego di,      \u0091dois\u0092, e oikos, \u0091casa\u0092).<\/p>\n   \n<p>H\u00e1 quem admita que os platelmintos evolu\u00edram e a partir de formas larv\u00e1rias      de celenterados. Lembre-se de que a larva dos celenterados \u0097 a pl\u00e2nula      \u0097 \u00e9 nadadora, achatada dorsoventralmente e coberta de c\u00edlios. Sob tais      aspectos, a plan\u00e1ria tem grande identidade com ela.<\/p>\n   \n<p><strong>O filo dos platelmintos \u00e9 dividido em tr\u00eas classes:<\/strong> Turbellaria,      Trematoda e Cestoidea.<\/p>\n   \n<h4>Classe Turbellaria<\/h4>\n   \n<p>A classe dos turbel\u00e1rios corresponde ao modelo mais t\u00edpico do filo. S\u00e3o todos      platelmintos de vida livre e t\u00eam como representante a conhecida plan\u00e1ria (Dugesia      tigrina, antigamente chamada Euplanaria tigrina), habitante da \u00e1gua doce.      Esses vermes t\u00eam epiderme ciliada com c\u00e9lulas glandulares secretoras de muco      na face ventral do corpo. Assim, o animal desliza sobre o &#8220;tapete&#8221;      viscoso que segrega, utilizando para isso a corrente de \u00e1gua que o seu epit\u00e9lio      ciliado produz. Em raras ocasi\u00f5es, a plan\u00e1ria desloca-se com movimentos de      &#8220;mede-palmos&#8221; e pode at\u00e9 nadar \u00e0 procura do alimento, quando provoca      uma certa agita\u00e7\u00e3o ou &#8220;turbilh\u00e3o&#8221; na \u00e1gua.<\/p>\n   \n<p>Na por\u00e7\u00e3o anterior do corpo (esbo\u00e7o de cabe\u00e7a), ela possui um par de ocelos      ou manchas ocelares, como se fossem dois pequenos olhos (aparentemente vesgos),      que n\u00e3o permitem realmente &#8220;ver&#8221; as coisas, mas t\u00e3o-somente perceber      a luz.<\/p>\n   \n<p><strong>Uma peculiaridade da plan\u00e1ria:<\/strong> a sua boca situa-se na regi\u00e3o      mediana da face ventral. Atrav\u00e9s dela, a faringe pode sofrer uma evers\u00e3o,      projetando-se para fora como uma tromba ou prob\u00f3scida a fim de sugar as partes      moles dos alimentos. N\u00e3o h\u00e1 est\u00f4mago e o intestino apresenta tr\u00eas ramos \u0097      um que se dirige para a frente e dois que se dirigem para tr\u00e1s. Essa trifurca\u00e7\u00e3o      \u00e9 amplamente ramificada, permitindo que os produtos da absor\u00e7\u00e3o digestiva      alcancem com facilidade (por difus\u00e3o) todas as c\u00e9lulas do corpo. O tubo digestivo      n\u00e3o possui orif\u00edcio retal e, por isso, os detritos n\u00e3o aproveitados s\u00e3o regurgitados      pela boca.<\/p>\n   \n<p>Apesar de hermafroditas (animais mon\u00f3icos), as plan\u00e1rias realizam a fecunda\u00e7\u00e3o      cruzada, trocando espermatoz\u00f3ides. Cada um injeta seus espermatoz\u00f3ides na      outra, numa ves\u00edcula receptora de esperma. Mas as plan\u00e1rias tamb\u00e9m t\u00eam alta      capacidade de regenera\u00e7\u00e3o, o que lhes permite a reprodu\u00e7\u00e3o assexuada, por      fragmenta\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea do corpo. A\u00ed, cada fragmento regenera o que falta      e se constitui em novo animal.<\/p>\n   \n<h4>Classe Trematoda<\/h4>\n   \n<p>Os tremat\u00f3deos, bem como os cest\u00f3deos, que veremos a seguir, s\u00e3o platelmintos      que perderam alguns caracteres comuns ao filo, sofrendo profundas transforma\u00e7\u00f5es,      com a atrofia ou regress\u00e3o de certos \u00f3rg\u00e3os e desenvolvimento de outros, com      a finalidade de melhor se adaptarem aos h\u00e1bitos parasit\u00e1rios. Por isso, dissemos      antes que os platelmintos de vida livre, aqu\u00e1ticos, como os turbel\u00e1rios, constituem      o modelo ou padr\u00e3o do filo Platyhelminthes.<\/p>\n   \n<p>Os tremat\u00f3deos (do grego trematos, \u0091dotado de buracos\u0092) s\u00e3o vermes      parasitas de carneiros, de outros animais vertebrados e do pr\u00f3prio homem.      Possuem ventosas (que lembram buracos, da\u00ed o nome da classe) com as quais      se fixam a certas estruturas do hospedeiro, podendo ou n\u00e3o alimentar-se por      elas.<\/p>\n   \n<p>Os exemplos mais expressivos da classe s\u00e3o a Fasciola hepatica, parasita      dos dutos biliares do carneiro, e o Schistosoma mansoni, parasita das veias      do intestino humano. Ambos, por seu aspecto, lembram uma folha de \u00e1rvore,      mas o esquistossomo, bem menor (10 a 15 mm), particulariza-se pelo fato de      possuir uma depress\u00e3o longitudinal no meio do corpo \u0097 o cretal ginec\u00f3foro      (do grego gynaikos, \u0091mulher\u0092, e phorus, \u0091portador\u0092) \u0097      onde, durante o ato sexual, se aloja a f\u00eamea, que \u00e9 cil\u00edndrica.<\/p>\n   \n<p>A fasc\u00edola e os esquistossomo possuem duas ventosas, uma anterior, com fun\u00e7\u00e3o      de boca, e outra ventral, destinada a alguma parte dos hospedeiros.<\/p>\n   \n<p>A fasc\u00edola e o esquistossomo possuem embri\u00f5es ciliados e nadadores que lembram      ainda o aspecto da larva dos celenterados. Na fase adulta, a sua epiderme      n\u00e3o \u00e9 mais ciliada, mas recoberta por uma cut\u00edcula resistente aos sucos digestivos      e outros humores do hospedeiro.<\/p>\n   \n<p>Daremos aqui a maior aten\u00e7\u00e3o ao esquistossomo, por ser um parasita da esp\u00e9cie      humana e causador de uma das mais graves endemias brasileira \u0097 a esquistossomose.<\/p>\n   \n<p>O Schistosoma mansoni, apesar de sua localiza\u00e7\u00e3o no interior das veias do      intestino, reproduz-se eliminando ovos que fistulam para dentro do tubo digestivo,      sendo eliminados com as fezes. Em locais de poucos recursos higi\u00eanicos e sanit\u00e1rios,      as fezes contaminadas por esses ovos s\u00e3o levadas at\u00e9 rios e ribeir\u00f5es. Na      \u00e1gua, os ovos se rompem e liberam o mir\u00e1cido, embri\u00e3o ciliado microsc\u00f3pico,      que nada \u00e0 procura de um hospedeiro intermedi\u00e1rio \u0097 o caramujo Biomphalaria      glabrata. Encontrado-o, o mir\u00e1cido penetra-lhe pelas antenas e, na cavidade      paleal do molusco, origina larvas que passam pelas fases de esporocistos e      cerc\u00e1rias. <\/p>\n   \n<p>Os esporocistos produzem gametas que se desenvolvem partenogeneticamente,      resultando na forma\u00e7\u00e3o das cerc\u00e1rias. Um mir\u00e1cido apenas pode originar milhares      de cerc\u00e1rias.<\/p>\n   \n<p>Com a morte do caramujo (hospedeiro intermedi\u00e1rio) as cerc\u00e1rias, que possuem      cauda bifurcada, passam \u00e0 \u00e1gua e nadam ativamente. Se tocarem a pele de uma      pessoa, atravessam-na e atingem os vasos sang\u00fc\u00edneos, pelos quais se deslocam,      arrastadas pela circula\u00e7\u00e3o, at\u00e9 as veias do plexo mesent\u00e9rico, no intestino,      onde se desenvolvem, dando vermes adultos.<\/p>\n   \n<p>Muitos esquistossomos migram para o f\u00edgado, provocando um processo de irrita\u00e7\u00e3o      cr\u00f4nico que leva \u00e0 cirrose hep\u00e1tica. Os vermes causam obstru\u00e7\u00e3o \u00e0 circula\u00e7\u00e3o      sang\u00fc\u00ednea no intestino, o que determina ruptura de vasos, com hemorragias      e passagem de plasma para a cavidade abdominal, levando \u00e0 barriga-d\u0092\u00e1gua      (ascite). A doen\u00e7a \u00e9 lenta, mas geralmente provoca a morte.<\/p>\n   \n<p>O combate \u00e0 esquistossomose se baseia no exterm\u00ednio dos moluscos e na orienta\u00e7\u00e3o      \u00e0s pessoas para n\u00e3o terem contato a \u00e1gua em locais suspeitos e contaminados.      \u00cb necess\u00e1ria a orienta\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es para n\u00e3o defecarem no campo ou sobre      rios. O tratamento da doen\u00e7a exige assist\u00eancia m\u00e9dica e hospitalar.<\/p>\n   \n<h4>Classe Cestoda ou Cestoidea<\/h4>\n   \n<p>Os cest\u00f3ides ou cest\u00f3dios (do rego kestos, \u0091fita\u0092 e eidos, \u0091semelhante\u0092)      s\u00e3o vermes platelmintos de corpo alongado em forma de fita. Podem medir de      alguns mil\u00edmetros a muitos metros de comprimento. <strong>Ex:<\/strong> Taenia      saginata, Taenia solium e Taenia echinococcus ou Echinococcus granulosus.<\/p>\n   \n<p>As t\u00eanias s\u00e3o popularmente conhecidas de solit\u00e1rias porque habitualmente      se mostram isoladas, uma apenas em cada indiv\u00edduo. Mas isso n\u00e3o exclui a possibilidade      de se encontrarem duas t\u00eanias num s\u00f3 hospedeiro. Todas as t\u00eanias s\u00e3o parasitas      digen\u00e9ticos, isto \u00e9, evoluem em dois hospedeiros \u0097 um intermedi\u00e1rio,      no qual se desenvolvem at\u00e9 a fase de larva, e um definitivo, no qual terminam      a evolu\u00e7\u00e3o, chegando \u00e0 fase adulta.<\/p>\n   \n<p>A Taenia saginata tem como hospedeiro intermedi\u00e1rio o boi. A Taenia solium      evolui at\u00e9 a fase da larva no porco. Elas t\u00eam not\u00e1vel prefer\u00eancia por esses      hospedeiros intermedi\u00e1rios espec\u00edficos, n\u00e3o admitindo &#8220;trocas&#8221;.      Mas ambas concluem a sua evolu\u00e7\u00e3o no mesmo hospedeiro definitivo \u0097 o      homem. A larva dessas t\u00eanias tem aspecto de uma pipoquinha branca que se aloja      na musculatura estriada (carne) daqueles animais. Essa larva recebe o nome      de cisticerco. Pode manter-se viva por muitos anos no m\u00fasculo hospedeiro intermedi\u00e1rio,      mas nunca evoluir\u00e1 para verme adulto se n\u00e3o passar para o hospedeiro definitivo.<\/p>\n   \n<p>Em circunst\u00e2ncias especiais, o homem pode receber no est\u00f4mago ovos de t\u00eania.      A\u00ed, ele corre o risco de fazer o papel do hospedeiro intermedi\u00e1rio. Se tal      acontecer, ele poder\u00e1 abrigar o cisticerco, revelando a cisticercose (que      pode ocorrer no c\u00e9rebro, num globo ocular, num pulm\u00e3o ou no f\u00edgado).<\/p>\n   \n<p><strong>O corpo de uma t\u00eania \u00e9 dividido em tr\u00eas partes:<\/strong> cabe\u00e7a ou      esc\u00f3lex, colo ou regi\u00e3o proglotog\u00eanica (geradora de proglotes) e tronco ou      estr\u00f3bilo. Sua cabe\u00e7a possui, al\u00e9m de quatro ventosas (nenhuma funciona como      boca), uma coroa de ganchos quitinosos \u0097 o rostro ou rostelum, que ajuda      a fixa\u00e7\u00e3o do parasita ao intestino da pessoa. Ali\u00e1s, \u00e9 oportuno comentar que      as t\u00eanias n\u00e3o possuem qualquer estrutura de sistema digestivo.<\/p>\n   \n<p>A partir do colo, s\u00e3o formados os an\u00e9is ou proglotes, que podem atingir grande      n\u00famero ao longo do corpo de uma solit\u00e1ria (a t\u00eania do boi ou Taenia saginata      pode atingir 12 m de comprimento, com cerca de 2 000 proglotes). O tronco      ou estr\u00f3bilo, apresenta an\u00e9is imaturos (di\u00e2metro transversal predominante),      an\u00e9is maduros (di\u00e2metros transversal e longitudinal equiparados) e an\u00e9is gr\u00e1vidos      (os terminais, com predom\u00ednio do di\u00e2metro longitudinal, portando de 30 mil      a 50 mil ovos embrionados cada um).<\/p>\n   \n<p>O ovo possui um embri\u00e3o dotado de seis ganchos e, por isso, chamado embri\u00e3o      hexacanto ou oncosfera. Esse embri\u00e3o fica envolto por uma massa de subst\u00e2ncia      nutritiva de reserva. Quando ingerido pelo animal hospedeiro intermedi\u00e1rio,      o ovo liberta o embri\u00e3o, que passa \u00e0 circula\u00e7\u00e3o sang\u00fc\u00ednea e vai encistar-se      na musculatura, mantendo-se na fase de larva ou cisticerco. A ingest\u00e3o dessa      carne mal cozida permite que a larva se libere e se desenvolva no intestino      humano, originando a t\u00eania adulta. <\/p>\n   \n<p>A forma\u00e7\u00e3o de proglotes \u00e9 cont\u00ednua pela regi\u00e3o do colo. Assim, a expuls\u00e3o      incompleta de uma t\u00eania, sem a cabe\u00e7a e colo, ser\u00e1 seguida a total regenera\u00e7\u00e3o      do parasita.<\/p>\n   \n<p>A profilaxia (preven\u00e7\u00e3o) da ten\u00edase consiste em principalmente e em evitar-se      a ingest\u00e3o de carne mal cozida. H\u00e1, contudo, tratamento espec\u00edfico para esse      tipo de verminose.<\/p>\n   \n<p>A t\u00eania Echinococcus granulosus \u00e9 parasita habitual do c\u00e3o. \u00c9 menor cest\u00f3dio      conhecido. <\/p>\n   \n<p><strong>Mede de 3 a 5 mm e possui apenas tr\u00eas ou quatro proglotes:<\/strong>      um imaturo, um maduro e um ou dois gr\u00e1vidos. Possui ventosas e rostro. A verminose      por ele causada \u00e9 chamada equinococose. Em casos raros e excepcionais, a larva      dessa t\u00eania pode parasitar a esp\u00e9cie humana, quando, ent\u00e3o, causa o aparecimento      de uma enorme tumora\u00e7\u00e3o cheia de l\u00edquidos, do tamanho de um coco-da-ba\u00eda \u0097      o cisto hid\u00e1tico. A hidatidose, assim descrita, pode instalar-se no c\u00e9rebro,      no f\u00edgado ou nos pulm\u00f5es, assumindo, conforme a localiza\u00e7\u00e3o, gravidade vari\u00e1vel,      que pode levar at\u00e9 \u00e0 morte.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  members.tripod.com<\/p>\n   \n<h6>Filo Platelmintos<\/h6>\n   \n<p>Os <strong>vermes<\/strong> apresentam consider\u00e1vel progresso em rela\u00e7\u00e3o aos      por\u00edferos e celenterados. <\/p>\n   \n<p><strong>Podemos constatar isso caracterizando os platelmintos:<\/strong> trata-se      de animais de simetria bilateral, tribl\u00e1sticos, acelomados, com sistema nervoso      centralizado, sistema digestivo incompleto e dispondo de sistema excretor      e g\u00f4nadas permanentes. <\/p>\n   \n<p>Compreendem cerca de 15.000 esp\u00e9cies, a maioria da classe Trematoda. Possuem      o corpo achatado dorso-ventralmente. A maioria das esp\u00e9cies \u00e9 parasita, vivendo      no trato digestivo de muitos animais, especialmente vertebrados. <\/p>\n   \n<p><strong>Os de vida livre encontram-se nos mais variados ambientes:<\/strong>      em todos os mares, na \u00e1gua doce e mesmo na terra, onde preferem a umidade      encontrada sob pedras, troncos podres e cascas de \u00e1rvores. Os platelmintos      marinhos de vida livre, que freq\u00fcentemente exibem cores vistosas, s\u00e3o carn\u00edvoros      e sapr\u00f3fagos; vivem tamb\u00e9m em locais protegidos, geralmente embaixo de pedras      e seixos, em fendas e entre algas. Os que parasitam organismos marinhos, como      peixes, podem ter um impacto econ\u00f4mico negativo. <\/p>\n   \n<p>Durante o desenvolvimento embrion\u00e1rio dos platelmintos, as c\u00e9lulas que surgem      por mitoses consecutivas do zigoto formam tr\u00eas camadas, os folhetos embrion\u00e1rios      ou germinativos. No desenvolvimento dos por\u00edferos e dos celenterados, formam-se      apenas dois folhetos e, por isso, s\u00e3o chamados animais dibl\u00e1sticos. Como os      demais animais se desenvolvem a partir de tr\u00eas folhetos, s\u00e3o tribl\u00e1sticos.    <\/p>\n   \n<p>O folheto mais externo, o ectoderma, origina a epiderme, tecido de revestimento      e que secreta um muco que mant\u00e9m o corpo \u00famido. O endoderma forma o revestimento      interno do sistema digestivo. O folheto intermedi\u00e1rio, ou mesoderma, origina      a massa muscular do corpo desses animais. <\/p>\n   \n<p><strong>Essa musculatura inclui dois tipos de fibras:<\/strong> as fibras      longitudinais e as fibras transversais. A contra\u00e7\u00e3o desses dois tipos de fibras      pode fazer o corpo do animal se encurtar ou se alongar, o que permite o seu      deslocamento. <\/p>\n   \n<p>O mesoderma tamb\u00e9m forma o mes\u00eanquima, massa esponjosa formada por c\u00e9lulas      indiferenciadas e com capacidade de se transformar em outras c\u00e9lulas do corpo.      A presen\u00e7a do mes\u00eanquima explica o grande poder de regenera\u00e7\u00e3o desses animais.    <\/p>\n   \n<h4>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/h4>\n   \n<p>Os platelmintos de menor porte podem se dividir por fiss\u00e3o. As plan\u00e1rias      sofrem fiss\u00e3o longitudinal, e cada metade se regenera e forma uma nova plan\u00e1ria.      Trata-se de uma forma de reprodu\u00e7\u00e3o assexual.<\/p>\n   \n<p>As plan\u00e1rias apresentam um gradiente de regenera\u00e7\u00e3o. Se uma plan\u00e1ria for      dividida transversalmente (perpendicularmente ao seu comprimento) em 3 partes,      todos os fragmentos ir\u00e3o formar uma plan\u00e1ria inteira. Entretanto, quanto mais      anterior for esse fragmento, mais rapidamente a regenera\u00e7\u00e3o se processa.<\/p>\n   \n<p>As plan\u00e1rias s\u00e3o hermafroditas, mas incapazes de realizar a autofecunda\u00e7\u00e3o.      Portanto, s\u00e3o hermafroditas di\u00f3icos. Duas plan\u00e1rias se aproximam e colocam      em contato orif\u00edcios que possuem na superf\u00edcie ventral, os poros genitais.      Por esses poros, elas trocam espermatoz\u00f3ides mutuamente. A fecunda\u00e7\u00e3o \u00e9 cruzada      e interna.<\/p>\n   \n<p>O zigoto, junto com c\u00e9lulas ricas em subst\u00e2ncias nutritivas, \u00e9 expelido do      corpo e se desenvolve sem passar por est\u00e1gio larval (desenvolvimento direto).<\/p>\n   \n<p>Os platelmintos parasitas se reproduzem sexualmente. O Shistosoma mansoni      tem sexos separados. \u00c9 di\u00f3ico e apresenta um evidente dimorfismo sexual. As      t\u00eanias s\u00e3o hermafroditas mon\u00f3icos e fazem autofecunda\u00e7\u00e3o. A reprodu\u00e7\u00e3o dos      platelmintos parasitas ser\u00e1 estudada juntamente com o ciclo evolutivo das      respectivas parasitoses.<\/p>\n   \n<p><strong>O Filo \u00e9 tradicionalmente subdividido em 3 classes: <\/strong>Turbellaria,      Trematoda e Cestoidea. <\/p>\n   \n<p>Os Turbellaria s\u00e3o de vida livre, apresentam o corpo achatado dorso-ventralmente,      ovalado ou alongado, comumente com proje\u00e7\u00f5es cef\u00e1licas; usualmente t\u00eam boca      em posi\u00e7\u00e3o ventral e n\u00e3o possuem ventosas. A epiderme \u00e9 ciliada e rica em      gl\u00e2ndulas mucosas. <\/p>\n   \n<p><strong>Os Trematoda, todos parasitas, s\u00e3o tamb\u00e9m achatados dorso-ventralmente,      o corpo \u00e9 ovalado ou arredondado, revestido por uma cut\u00edcula (sem epiderme      ou c\u00edlios) e com uma ou mais ventosas para fixa\u00e7\u00e3o. Subdividem-se em duas      subclasses: <\/strong>Digenea, com cerca de 11.000 esp\u00e9cies, endoparasitas      de todas as classes de vertebrados e Monogenea, com cerca de 1.100 esp\u00e9cies,      a maioria ectoparasita de vertebrados aqu\u00e1ticos. Os Trematoda marinhos s\u00e3o      comuns em br\u00e2nquias e na cavidade bucal de peixes. Copepoda parasitas tamb\u00e9m      t\u00eam trem\u00e1todes parasitas. <\/p>\n   \n<p>Os Cestoidea, com cerca de 3.400 esp\u00e9cies, t\u00eam o corpo despigmentado, sem      epiderme ou c\u00edlios, mas revestido por uma cut\u00edcula. <\/p>\n   \n<p><strong>A regi\u00e3o anterior possui estruturas de fixa\u00e7\u00e3o:<\/strong> escolex,      ventosas ou ganchos. S\u00e3o todos endoparasitas, geralmente com hospedeiros intermedi\u00e1rios,      os adultos no intestino de vertebrados de todas as classes. <\/p>\n   \n<h4>Estrutura Interna e Externa <\/h4>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Ectoderme: <\/strong>Origina a epiderme, tecido de revestimento        e que secreta um muco que mant\u00e9m o corpo \u00famido. <strong><br \/>\n       Endoderma:<\/strong> Forma o revestimento interno do sistema digestivo. <strong><br \/>\n       Mesoderma: Origina a massa muscular do corpo desses animais. Essa musculatura        inclui dois tipos de fibras: <\/strong>as fibras longitudinais e as fibras        transversais. A contra\u00e7\u00e3o desses dois tipos de fibras pode fazer o corpo        do animal se encurtar ou se alongar, o que permite o seu deslocamento. O        mesoderma tamb\u00e9m forma o mes\u00eanquima, massa esponjosa formada por c\u00e9lulas        indiferenciadas e com capacidade de se transformar em outras c\u00e9lulas do        corpo. A presen\u00e7a do mes\u00eanquima explica o grande poder de regenera\u00e7\u00e3o desses        animais. <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>Organiza\u00e7\u00e3o Estrutural<\/h4>\n   \n<p><strong>Sistema digestivo<\/strong><\/p>\n   \n<p>O intestino dos platelmintos \u00e9 incompleto e muitos deles s\u00e3o bastante ramificados.      Essas ramifica\u00e7\u00f5es facilitam a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos entre as c\u00e9lulas      do corpo, dentro das quais a digest\u00e3o se encerra. A digest\u00e3o \u00e9 extra e intracelular.      No revestimento interno do intestino, h\u00e1 c\u00e9lulas secretoras que produzem enzimas      digestivas. <\/p>\n   \n<p><strong>Sistema respirat\u00f3rio<\/strong><\/p>\n   \n<p>As trocas gasosas ocorrem por difus\u00e3o, pela superf\u00edcie corporal. Como o corpo      \u00e9 achatado, a entrada do O2 e a sa\u00edda do CO2 ocorrem com facilidade e rapidamente.    <\/p>\n   \n<p><strong>Sistema excretor<\/strong><\/p>\n   \n<p>Grande parte dos res\u00edduos metab\u00f3licos, como a am\u00f4nia, \u00e9 eliminada por difus\u00e3o,      pela superf\u00edcie corporal. Todo o corpo \u00e9 percorrido por um sistema de finos      canal\u00edculos que possuem, em uma extremidade, um orif\u00edcio que se abre no exterior,      e na outra extremidade c\u00e9lulas chamadas solen\u00f3citos (ou c\u00e9lulas-flama). O      batimento cont\u00ednuo dos c\u00edlios estabelece um fluxo permanente de \u00e1gua para      fora do corpo, o que \u00e9 \u00fatil na regula\u00e7\u00e3o osm\u00f3tica e auxilia na elimina\u00e7\u00e3o      de res\u00edduos metab\u00f3licos. <\/p>\n   \n<p><strong>Sistema nervoso<\/strong><\/p>\n   \n<p>Nos platelmintos, as c\u00e9lulas nervosas se agrupam, formando dois cord\u00f5es nervosos,      localizados ventralmente. Essa posi\u00e7\u00e3o do sistema nervoso \u00e9 uma caracter\u00edstica      comum a todos os invertebrados. Os cord\u00f5es nervosos se comunicam por meio      de fibras transversais, e o sistema nervoso assume o aspecto de uma escada.      Na regi\u00e3o anterior, est\u00e3o dois grandes g\u00e2nglios cerebr\u00f3ides, regi\u00f5es de maior      condensa\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas nervosas. Outros g\u00e2nglios s\u00e3o encontrados ao longo      dos cord\u00f5es nervosos. Esse tipo de sistema nervoso \u00e9 chamado ganglionar. <\/p>\n   \n<p>A tend\u00eancia evolutiva de se agrupar c\u00e9lulas nervosas na regi\u00e3o anterior do      corpo \u00e9 conhecida como cefaliza\u00e7\u00e3o, e se inicia com os platelmintos. <\/p>\n   \n<p><strong>Sistema circulat\u00f3rio<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os platelmintos s\u00e3o avasculares, ou seja, desprovidos de sistema circulat\u00f3rio.      Isso \u00e9 compensado pelo formato achatado do seu corpo, o que torna pequenas      as dist\u00e2ncias entre as diversas partes do corpo e facilita a difus\u00e3o de subst\u00e2ncias.<\/p>\n   \n<p><strong>O filo dos platelmintos \u00e9 dividido em tr\u00eas classes:<\/strong> Turbellaria,      Trematoda e Cestoidea.<\/p>\n   \n<h4>Classe Turbellaria<\/h4>\n   \n<p>A classe dos turbel\u00e1rios corresponde ao modelo mais t\u00edpico do filo. S\u00e3o todos      platelmintos de vida livre e t\u00eam como representante a conhecida plan\u00e1ria (Dugesia      tigrina, antigamente chamada Euplanaria tigrina), habitante da \u00e1gua doce.      Esses vermes t\u00eam epiderme ciliada com c\u00e9lulas glandulares secretoras de muco      na face ventral do corpo. Assim, o animal desliza sobre o &#8220;tapete&#8221;      viscoso que segrega, utilizando para isso a corrente de \u00e1gua que o seu epit\u00e9lio      ciliado produz. Em raras ocasi\u00f5es, a plan\u00e1ria desloca-se com movimentos de      &#8220;mede-palmos&#8221; e pode at\u00e9 nadar \u00e0 procura do alimento, quando provoca      uma certa agita\u00e7\u00e3o ou &#8220;turbilh\u00e3o&#8221; na \u00e1gua.<\/p>\n   \n<p>Na por\u00e7\u00e3o anterior do corpo (esbo\u00e7o de cabe\u00e7a), ela possui um par de ocelos      ou manchas ocelares, como se fossem dois pequenos olhos (aparentemente vesgos),      que n\u00e3o permitem realmente &#8220;ver&#8221; as coisas, mas t\u00e3o-somente perceber      a luz.<\/p>\n   \n<p><strong>Uma peculiaridade da plan\u00e1ria: <\/strong>a sua boca situa-se na regi\u00e3o      mediana da face ventral. Atrav\u00e9s dela, a faringe pode sofrer uma evers\u00e3o,      projetando-se para fora como uma tromba ou prob\u00f3scida a fim de sugar as partes      moles dos alimentos. N\u00e3o h\u00e1 est\u00f4mago e o intestino apresenta tr\u00eas ramos \u0097      um que se dirige para a frente e dois que se dirigem para tr\u00e1s. Essa trifurca\u00e7\u00e3o      \u00e9 amplamente ramificada, permitindo que os produtos da absor\u00e7\u00e3o digestiva      alcancem com facilidade (por difus\u00e3o) todas as c\u00e9lulas do corpo. O tubo digestivo      n\u00e3o possui orif\u00edcio retal e, por isso, os detritos n\u00e3o aproveitados s\u00e3o regurgitados      pela boca.<\/p>\n   \n<p>Apesar de hermafroditas (animais mon\u00f3icos), as plan\u00e1rias realizam a fecunda\u00e7\u00e3o      cruzada, trocando espermatoz\u00f3ides. Cada um injeta seus espermatoz\u00f3ides na      outra, numa ves\u00edcula receptora de esperma. Mas as plan\u00e1rias tamb\u00e9m t\u00eam alta      capacidade de regenera\u00e7\u00e3o, o que lhes permite a reprodu\u00e7\u00e3o assexuada, por      fragmenta\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea do corpo. A\u00ed, cada fragmento regenera o que falta      e se constitui em novo animal.<\/p>\n   \n<h4>Classe Trematoda<\/h4>\n   \n<p>Os tremat\u00f3deos, bem como os cest\u00f3deos, s\u00e3o platelmintos que perderam alguns      caracteres comuns ao filo, sofrendo profundas transforma\u00e7\u00f5es, com a atrofia      ou regress\u00e3o de certos \u00f3rg\u00e3os e desenvolvimento de outros, com a finalidade      de melhor se adaptarem aos h\u00e1bitos parasit\u00e1rios. Motivo pelo qual, dizemos      que os platelmintos de vida livre, aqu\u00e1ticos, como os turbel\u00e1rios, constituem      o modelo ou padr\u00e3o do filo Platyhelminthes.<\/p>\n   \n<p>Os tremat\u00f3deos (do grego trematos, \u0091dotado de buracos\u0092) s\u00e3o vermes      parasitas de carneiros, de outros animais vertebrados e do pr\u00f3prio homem.      Possuem ventosas (que lembram buracos, da\u00ed o nome da classe) com as quais      se fixam a certas estruturas do hospedeiro, podendo ou n\u00e3o alimentar-se por      elas.<\/p>\n   \n<p>Os exemplos mais expressivos da classe s\u00e3o a Fasciola hepatica, parasita      dos dutos biliares do carneiro, e o Schistosoma mansoni, parasita das veias      do intestino humano. Ambos, por seu aspecto, lembram uma folha de \u00e1rvore,      mas o esquistossomo, bem menor (10 a 15 mm), particulariza-se pelo fato de      possuir uma depress\u00e3o longitudinal no meio do corpo \u0097 o cretal ginec\u00f3foro      (do grego gynaikos, \u0091mulher\u0092, e phorus, \u0091portador\u0092) \u0097      onde, durante o ato sexual, se aloja a f\u00eamea, que \u00e9 cil\u00edndrica.<\/p>\n   \n<p>A fasc\u00edola e os esquistossomo possuem duas ventosas, uma anterior, com fun\u00e7\u00e3o      de boca, e outra ventral, destinada a alguma parte dos hospedeiros.<\/p>\n   \n<p>A fasc\u00edola e o esquistossomo possuem embri\u00f5es ciliados e nadadores que lembram      ainda o aspecto da larva dos celenterados. Na fase adulta, a sua epiderme      n\u00e3o \u00e9 mais ciliada, mas recoberta por uma cut\u00edcula resistente aos sucos digestivos      e outros humores do hospedeiro.<\/p>\n   \n<p>Daremos aqui a maior aten\u00e7\u00e3o ao esquistossomo, por ser um parasita da esp\u00e9cie      humana e causador de uma das mais graves endemias brasileira \u0097 a esquistossomose.<\/p>\n   \n<p>O Schistosoma mansoni, apesar de sua localiza\u00e7\u00e3o no interior das veias do      intestino, reproduz-se eliminando ovos que fistulam para dentro do tubo digestivo,      sendo eliminados com as fezes. Em locais de poucos recursos higi\u00eanicos e sanit\u00e1rios,      as fezes contaminadas por esses ovos s\u00e3o levadas at\u00e9 rios e ribeir\u00f5es. Na      \u00e1gua, os ovos se rompem e liberam o mir\u00e1cido, embri\u00e3o ciliado microsc\u00f3pico,      que nada \u00e0 procura de um hospedeiro intermedi\u00e1rio \u0097 o caramujo Biomphalaria      glabrata. Encontrado-o, o mir\u00e1cido penetra-lhe pelas antenas e, na cavidade      paleal do molusco, origina larvas que passam pelas fases de esporocistos e      cerc\u00e1rias. <\/p>\n   \n<p>Os esporocistos produzem gametas que se desenvolvem partenogeneticamente,      resultando na forma\u00e7\u00e3o das cerc\u00e1rias. Um mir\u00e1cido apenas pode originar milhares      de cerc\u00e1rias.<\/p>\n   \n<p><strong>Shistosoma mansoni &#8211; F\u00eamea e Macho<\/strong><\/p>\n   \n<p>Com a morte do caramujo (hospedeiro intermedi\u00e1rio) as cerc\u00e1rias, que possuem      cauda bifurcada, passam \u00e0 \u00e1gua e nadam ativamente. Se tocarem a pele de uma      pessoa, atravessam-na e atingem os vasos sang\u00fc\u00edneos, pelos quais se deslocarrastadas      pela circula\u00e7\u00e3o, at\u00e9 as veias do plexo mesent\u00e9rico, no intestino, onde se      desenvolvem, dando vermes adultos.<\/p>\n   \n<p>Muitos esquistossomos migram para o f\u00edgado, provocando um processo de irrita\u00e7\u00e3o      cr\u00f4nico que leva \u00e0 cirrose hep\u00e1tica. Os vermes causam obstru\u00e7\u00e3o \u00e0 circula\u00e7\u00e3o      sang\u00fc\u00ednea no intestino, o que determina ruptura de vasos, com hemorragias      e passagem de plasma para a cavidade abdominal, levando \u00e0 barriga-d\u0092\u00e1gua      (ascite). A doen\u00e7a \u00e9 lenta, mas geralmente provoca a morte.<\/p>\n   \n<p>O combate \u00e0 esquistossomose se baseia no exterm\u00ednio dos moluscos e na orienta\u00e7\u00e3o      \u00e0s pessoas para n\u00e3o terem contato a \u00e1gua em locais suspeitos e contaminados.      \u00cb necess\u00e1ria a orienta\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es para n\u00e3o defecarem no campo ou sobre      rios. O tratamento da doen\u00e7a exige assist\u00eancia m\u00e9dica e hospitalar.<\/p>\n   \n<h4>Classe Cestoda ou Cestoidea<\/h4>\n   \n<p>Os cest\u00f3ides ou cest\u00f3dios (do rego kestos, \u0091fita\u0092 e eidos, \u0091semelhante\u0092)      s\u00e3o vermes platelmintos de corpo alongado em forma de fita. Podem medir de      alguns mil\u00edmetros a muitos metros de comprimento. <strong>Ex: <\/strong>Taenia      saginata, Taenia solium e Taenia echinococcus ou Echinococcus granulosus.<\/p>\n   \n<p>As t\u00eanias s\u00e3o popularmente conhecidas de solit\u00e1rias porque habitualmente      se mostram isoladas, uma apenas em cada indiv\u00edduo. Mas isso n\u00e3o exclui a possibilidade      de se encontrarem duas t\u00eanias num s\u00f3 hospedeiro. Todas as t\u00eanias s\u00e3o parasitas      digen\u00e9ticos, isto \u00e9, evoluem em dois hospedeiros \u0097 um intermedi\u00e1rio,      no qual se desenvolvem at\u00e9 a fase de larva, e um definitivo, no qual terminam      a evolu\u00e7\u00e3o, chegando \u00e0 fase adulta.<\/p>\n   \n<p>A Taenia saginata tem como hospedeiro intermedi\u00e1rio o boi. A Taenia solium      evolui at\u00e9 a fase da larva no porco. Elas t\u00eam not\u00e1vel prefer\u00eancia por esses      hospedeiros intermedi\u00e1rios espec\u00edficos, n\u00e3o admitindo &#8220;trocas&#8221;.      Mas ambas concluem a sua evolu\u00e7\u00e3o no mesmo hospedeiro definitivo \u0097 o      homem. A larva dessas t\u00eanias tem aspecto de uma pipoquinha branca que se aloja      na musculatura estriada (carne) daqueles animais. Essa larva recebe o nome      de cisticerco. Pode manter-se viva por muitos anos no m\u00fasculo hospedeiro intermedi\u00e1rio,      mas nunca evoluir\u00e1 para verme adulto se n\u00e3o passar para o hospedeiro definitivo.<\/p>\n   \n<p>Em circunst\u00e2ncias especiais, o homem pode receber no est\u00f4mago ovos de t\u00eania.      A\u00ed, ele corre o risco de fazer o papel do hospedeiro intermedi\u00e1rio. Se tal      acontecer, ele poder\u00e1 abrigar o cisticerco, revelando a cisticercose (que      pode ocorrer no c\u00e9rebro, num globo ocular, num pulm\u00e3o ou no f\u00edgado).<\/p>\n   \n<p><strong>O corpo de uma t\u00eania \u00e9 dividido em tr\u00eas partes:<\/strong> cabe\u00e7a ou      esc\u00f3lex, colo ou regi\u00e3o proglotog\u00eanica (geradora de proglotes) e tronco ou      estr\u00f3bilo. Sua cabe\u00e7a possui, al\u00e9m de quatro ventosas (nenhuma funciona como      boca), uma coroa de ganchos quitinosos \u0097 o rostro ou rostelum, que ajuda      a fixa\u00e7\u00e3o do parasita ao intestino da pessoa. Ali\u00e1s, \u00e9 oportuno comentar que      as t\u00eanias n\u00e3o possuem qualquer estrutura de sistema digestivo.<\/p>\n   \n<p>A partir do colo, s\u00e3o formados os an\u00e9is ou proglotes, que podem atingir grande      n\u00famero ao longo do corpo de uma solit\u00e1ria (a t\u00eania do boi ou Taenia saginata      pode atingir 12 m de comprimento, com cerca de 2 000 proglotes). O tronco      ou estr\u00f3bilo, apresenta an\u00e9is imaturos (di\u00e2metro transversal predominante),      an\u00e9is maduros (di\u00e2metros transversal e longitudinal equiparados) e an\u00e9is gr\u00e1vidos      (os terminais, com predom\u00ednio do di\u00e2metro longitudinal, portando de 30 mil      a 50 mil ovos embrionados cada um).<\/p>\n   \n<p>O ovo possui um embri\u00e3o dotado de seis ganchos e, por isso, chamado embri\u00e3o      hexacanto ou oncosfera. Esse embri\u00e3o fica envolto por uma massa de subst\u00e2ncia      nutritiva de reserva. Quando ingerido pelo animal hospedeiro intermedi\u00e1rio,      o ovo liberta o embri\u00e3o, que passa \u00e0 circula\u00e7\u00e3o sang\u00fc\u00ednea e vai encistar-se      na musculatura, mantendo-se na fase de larva ou cisticerco. A ingest\u00e3o dessa      carne mal cozida permite que a larva se libere e se desenvolva no intestino      humano, originando a t\u00eania adulta.<\/p>\n   \n<p>A forma\u00e7\u00e3o de proglotes \u00e9 cont\u00ednua pela regi\u00e3o do colo. Assim, a expuls\u00e3o      incompleta de uma t\u00eania, sem a cabe\u00e7a e colo, ser\u00e1 seguida a total regenera\u00e7\u00e3o      do parasita.<\/p>\n   \n<p>A profilaxia (preven\u00e7\u00e3o) da ten\u00edase consiste em principalmente e em evitar-se      a ingest\u00e3o de carne mal cozida. H\u00e1, contudo, tratamento espec\u00edfico para esse      tipo de verminose.<\/p>\n   \n<p><strong>A t\u00eania Echinococcus granulosus \u00e9 parasita habitual do c\u00e3o. \u00c9 menor      cest\u00f3dio conhecido. Mede de 3 a 5 mm e possui apenas tr\u00eas ou quatro proglotes:<\/strong>      um imaturo, um maduro e um ou dois gr\u00e1vidos. Possui ventosas e rostro. A verminose      por ele causada \u00e9 chamada equinococose. Em casos raros e excepcionais, a larva      dessa t\u00eania pode parasitar a esp\u00e9cie humana, quando, ent\u00e3o, causa o aparecimento      de uma enorme tumora\u00e7\u00e3o cheia de l\u00edquidos, do tamanho de um coco-da-ba\u00eda \u0097      o cisto hid\u00e1tico. A hidatidose, assim descrita, pode instalar-se no c\u00e9rebro,      no f\u00edgado ou nos pulm\u00f5es, assumindo, conforme a localiza\u00e7\u00e3o, gravidade vari\u00e1vel,      que pode levar at\u00e9 \u00e0 morte.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.clubedobiologo.com.br<\/p>\n   \n<h6>Filo Platelmintos<\/h6>\n   \n<p>O <strong>filo Platyhelminthes<\/strong>, re\u00fane cerca de 20 mil esp\u00e9cies de      animais. <\/p>\n   \n<p><strong>Essas esp\u00e9cies de platelmintos s\u00e3o agrupadas em tr\u00eas classes principais:<\/strong><\/p>\n   \n<h4>Turbellaria (turbel\u00e1rios)<\/h4>\n   \n<p>Constitu\u00edda por esp\u00e9cies de vida livre (n\u00e3o parasitas), conhecidas popularmente      como plan\u00e1rias. A maioria vive no mar, mas h\u00e1 esp\u00e9cies de \u00e1gua doce e de terra      firme.<\/p>\n   \n<h4>Trematoda (tremat\u00f3deos)<\/h4>\n   \n<p>Constitu\u00edda por esp\u00e9cies ectoparasitas, que vivem na parte externa dos hospedeiros,      e endoparasitas, que vivem dentro de hospedeiros. A maioria dos tremat\u00f3deos      possui ventosas para a fixa\u00e7\u00e3o. Uma esp\u00e9cie endoparasita bastante conhecida      \u00e9 o esquistossomo, causador da esquistossomose.<\/p>\n   \n<h4>Cestoda (cest\u00f3ides)<\/h4>\n   \n<p>Re\u00fane as t\u00eanias, que s\u00e3o endoparsitas do intestino de animais vertebrados.      As t\u00eanias n\u00e3o possuem cavidade digest\u00f3ria e alimentam-se exclusivamente dos      nutrientes absorvidos da cavidade intestinal do hospedeiro.<\/p>\n   \n<h4>Doen\u00e7as Provocadas por Platelmintos<\/h4>\n   \n<p>Sintomas<\/p>\n   \n<p><strong>FASE AGUDA<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Coceiras e dermatites<br \/>\n       Febre<br \/>\n       Tosse<br \/>\n       Diarr\u00e9ia<br \/>\n       Enj\u00f4os e V\u00f4mitos<br \/>\n       Emagrecimento<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>FASE CR\u00d4NICA<\/strong><\/p>\n   \n<p>Diarr\u00e9ia alternada com pris\u00e3o-de-ventre; hematomegalia; esplenomegalia, hemorragias      e ascite (barriga d\u0092\u00e1gua)<\/p>\n   \n<p><strong>Tratamento<\/strong><\/p>\n   \n<p>H\u00e1 algumas drogas terap\u00eauticas capazes de matar o verme no organismo humano.      Entretanto a melhor maneira de combater a esquistossomose \u00e9 a preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>Preven\u00e7\u00e3o (profilaxia)<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>As medidas preventivas consistem em interromper o ciclo de vida do      verme, o que pode ser feito das seguintes maneiras:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Impedir que ovos do esquistossomo, presentes nas fezes, contaminem as \u00e1guas<br \/>\n       Combater os caramujos<br \/>\n       Evitar banhos em \u00e1guas que apresentem caramujos<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>TEN\u00cdASE<\/h4>\n   \n<p><strong>Sintomas<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>FASE AGUDA<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Diarr\u00e9ia<br \/>\n       Obstipa\u00e7\u00e3o (Pris\u00e3o de ventre)<br \/>\n       Ins\u00f4nia<br \/>\n       Irritabilidade<br \/>\n       Anemia<br \/>\n       Indisposi\u00e7\u00e3o e cansa\u00e7o<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Tratamento<\/strong><\/p>\n   \n<p>Subst\u00e2ncias laxantes s\u00e3o pouco eficazes contra as t\u00eanias, principalmente      no caso de Taenia solium. A fixa\u00e7\u00e3o do esc\u00f3lex no intestino \u00e9 t\u00e3o eficiente      que, muitas vezes, apesar de o verme ser eliminado quase por inteiro, essa      estrutura se mant\u00e9m e origina novas progl\u00f3tides. Atualmente existem tratamentos      eficazes para eliminar os vermes do intestino.<\/p>\n   \n<p><strong>Preven\u00e7\u00e3o (profilaxia) <\/strong><\/p>\n   \n<p>Para combater a ten\u00edase \u00e9 preciso adotar medidas preventivas que evitem ou      reduzam a infesta\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p><strong>S\u00e3o elas:<\/strong><\/p>\n   \n<p>Impedir que os ovos de t\u00eanias sejam ingeridos por animais como porcos e vacas,      para isso \u00e9 preciso construir instala\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias adequadas, com fossas      s\u00e9pticas ou sistemas de esgotos.<\/p>\n   \n<p>Evitar comer carne crua ou mal cozida, principalmente quando n\u00e3o se conhece      a proced\u00eancia.<\/p>\n   \n<h4>CISTICERCOSE<\/h4>\n   \n<p>\u00c9 outra doen\u00e7a causada pela mesma t\u00eania. Neste caso, o homem adquire a verminose      levando as m\u00e3os sujas \u00e0 boca ou consumindo alimentos, ambos contaminados por      fezes humanas com os ovos do verme. No corpo humano os ovos se desenvolvem      da mesma maneira que no organismo do porco, atingindo especialmente a musculatura,      o c\u00e9rebro etc. <\/p>\n   \n<p>Dependendo do n\u00famero de cisticercos e dos pontos em que se instalam nesses      \u00f3rg\u00e3os, podem ocorrer graves problemas e at\u00e9 a morte do indiv\u00edduo parasitado.<\/p>\n   \n<p>\u00c9 particularmente grave a cisticercose cerebral, pois a cirurgia nem sempre      \u00e9 poss\u00edvel, por causa dos riscos desse procedimento. <\/p>\n   \n<h4>PLATELMINTOS ( RESUMO )<\/h4>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Diagnose de um platelminto: <\/strong>Animal de corpo achatado de        simetria bilateral.<strong><br \/>\n       H\u00e1bitat:<\/strong> Terrestres ou aqu\u00e1ticos (\u00e1gua doce ou salgada); v\u00e1rias        esp\u00e9cies parasitas.<strong><br \/>\n       Exemplos:<\/strong> Turbel\u00e1rio Dugesia tigrina (plan\u00e1ria de\u00e1gua doce); Schistossoma        mansoni, (tremat\u00f3deo causador da esquistossomose); Taenia solium (cest\u00f3deo        causador da ten\u00edase).<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>Dados de Anatomia e Fisiologia<\/h4>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Sistema Digest\u00f3rio: <\/strong>Incompleto; cavidade gastrovascular        muito ramificada; digest\u00e3o extra e intracelular<strong><br \/>\n       Sistema Circulat\u00f3rio:<\/strong> Ausente; alimento distribu\u00eddo pela cavidade        gastrovascular a todas as c\u00e9lulas do corpo<strong><br \/>\n       Sistema Respirat\u00f3rio: <\/strong>Ausente; trocas gasosas diretamente entre        as c\u00e9lulas e o ambiente<strong><br \/>\n       Sistema Excretor: <\/strong>Presente; poros excretores localizados na superf\u00edcie        dorsal do corpo<strong><br \/>\n       Sistema Nervoso: <\/strong>Presente; um par de g\u00e2nglios cerebrais ligados        a dois cord\u00f5es nervosos longitudinais, de onde partem nervos<strong><br \/>\n       Sistema Sensorial: <\/strong>Presente; \u00f3rg\u00e3os especializados na capta\u00e7\u00e3o        de est\u00edmulos luminosos, mec\u00e2nicos e qu\u00edmicos. <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/h4>\n   \n<p>Plan\u00e1rias podem reproduzir-se assexuadamente por fragmenta\u00e7\u00e3o; reprodu\u00e7\u00e3o      sexuada com esp\u00e9cies mon\u00f3icas e desenvolvimento direto, sem est\u00e1gio larval;      h\u00e1 esp\u00e9cies di\u00f3icas e diversos platelmintos parasitas t\u00eam est\u00e1gios larvais.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.salesianonatal.com.br<\/p>\n   \n<h6>Filo Platelmintos<\/h6>\n   \n<p align=\"center\" class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-platel64.jpg\" alt=\"Filo Platelmintos\" width=\"290\" height=\"180\" title=\"Filo Platelmintos\" \/><strong><br \/>\n     Platelmintos<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os<strong> vermes achatados <\/strong>(gr. platys = plano + helminthes = verme      intestinal) s\u00e3o um grupo de animais bastante simples, parasitas (mais de 3000      esp\u00e9cies parasitam vertebrados e invertebrados) ou de vida livre, dos quais      a t\u00e9nia ou a plan\u00e1ria podem ser, respectivamente, exemplos reconhec\u00edveis.      No entanto, existem muitos outros, especialmente abundantes em costas rochosas      e recifes. <\/p>\n   \n<p>Estes animais s\u00e3o os mais simples dos que apresentam simetria bilateral e      tr\u00eas folhetos germinativos. <\/p>\n   \n<p>Outros importantes avan\u00e7os em rela\u00e7\u00e3o aos organismos do ramo Radiata s\u00e3o      o surgimento de \u00f3rg\u00e3os excretores, c\u00e9rebro e \u00f3rg\u00e3os reprodutores distintos.    <\/p>\n   \n<h4>Caracteriza\u00e7\u00e3o do filo<\/h4>\n   \n<p>Os platelmintes s\u00e3o achatados dorso-ventralmente e n\u00e3o apresentam verdadeira      segmenta\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>A sua <strong>epiderme <\/strong>pode ser ciliada ou revestida por uma cut\u00edcula,      apresentando ventosas e\/ou ganchos, em adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 vida parasit\u00e1ria. <\/p>\n   \n<p>Estes animais n\u00e3o apresentam celoma, estando o espa\u00e7o entre os \u00f3rg\u00e3os preenchido      com uma massa gelatinosa \u0096 mesogleia (C). As camadas musculares s\u00e3o,      apesar disso, bem desenvolvidas. <\/p>\n   \n<p>O aparelho digestivo \u00e9, de modo geral, incompleto, com boca mas sem orif\u00edcio      retal, excepto nos parasitas, onde pode n\u00e3o existir boca ou mesmo todo o sistema      digestivo pode estar ausente (t\u00e9nia, por exemplo, que absorve o alimento j\u00e1      digerido pelo hospedeiro directamente pelo tegumento). <\/p>\n   \n<p>Nos animais de vida livre, como as plan\u00e1rias, existe uma faringe (A) evers\u00edvel      e musculosa. Por vezes, o sistema digestivo \u00e9 extremamente ramificado a n\u00edvel      do intestino (B), formando geralmente um ramo anterior e dois posteriores,      e funcionando igualmente como \u00f3rg\u00e3o distribuidor dos produtos da digest\u00e3o.      A digest\u00e3o, iniciada na cavidade digestiva, \u00e9 terminada intracelularmente.      Os res\u00edduos da digest\u00e3o s\u00e3o eliminados pela boca, que funciona simultaneamente      como orif\u00edcio retal. <\/p>\n   \n<p><strong>N\u00e3o existem sistemas circulat\u00f3rio ou respirat\u00f3rio<\/strong>, sendo      as trocas realizadas directamente com o meio, por difus\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>O <strong>sistema nervoso<\/strong> \u00e9 composto por um par de g\u00e2nglios localizados      na parte anterior, bem diferenciada, que se ligam a pares de nervos longitudinais.      Associados a este sistema nervoso simples podem encontrar-se, nos animais      de vida livre, \u00f3rg\u00e3os dos sentidos rudimentares, nomeadamente ocelos, que      apenas permitem a percep\u00e7\u00e3o da luz\/sombra e de movimento. Em platelmintes      de vida livre terrestres, a cabe\u00e7a apresenta uma s\u00e9rie de pregas com numerosos      ocelos (como no g\u00e9nero Bipalium representado abaixo), o que lhes confere um      aspecto de leque. <\/p>\n   \n<p>A <strong>excre\u00e7\u00e3o<\/strong> \u00e9 realizada por protonefr\u00eddeos com c\u00e9lulas-flama.    <\/p>\n   \n<p>Fonte:  curlygirl.naturlink.pt<\/p>\n   \n<h6>Filo Platelmintos<\/h6>\n   \n<h4>Vem do grego: Platys=chato e helmins=verme<\/h4>\n   \n<p><strong>Conceito<\/strong><\/p>\n   \n<p>S\u00e3o animais achatados nos quais podemos distinguir uma regi\u00e3o ventral que      se encontra em contato com o substrato e uma regi\u00e3o dorsal, oposta; s\u00e3o os      primeiros animais a apresentarem cefaliza\u00e7\u00e3o. S\u00e3o animais com simetria bilateral,      triplobl\u00e1sticos, acelomados (sem qualquer cavidade entre os folhetos embrion\u00e1rios)      e podemos encontr\u00e1-los nas \u00e1guas doces, salgadas ou em terra \u00famida.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Sistema Muscular:<\/strong> Aparede do corpo dos Platelmintos \u00e9        constitu\u00edda pela epiderme e pelo tubo m\u00fasculo-derm\u00e1tico.<strong><br \/>\n       Sistema Digestivo: <\/strong>\u00c9 incompleto pelo fato de ter boca, faringe        e intestino ramificado, terminando em fundo cego. Nos Cest\u00f3dios est\u00e1 ausente,        o que os torna parasitas obrigat\u00f3rios.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>Animais de Simetria Bilateral<\/h4>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Sistema Excretor:<\/strong> Os platelmintos s\u00e3o os primeiros animais        da escala zool\u00f3gica, que apresentam um sistema excretor, cujo \u00f3rg\u00e3o fundamental        \u00e9 o protonefr\u00eddeo ou c\u00e9lula-em- flama. Os catab\u00f3litos s\u00e3o conduzidos a canais        excretores que desenbocam na superf\u00edcie do corpo, atrav\u00e9s de poros excretores.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>Filo Platyhelminthes<\/h4>\n   \n<p>Triplobl\u00e1sticos, os <strong>\u00fanicos acelomados<\/strong>, com uma simetria      bilateral. <\/p>\n   \n<p><strong>Vermes de formato achatado que apresentam o primeiro aparelho excretor      da escola zool\u00f3gica: <\/strong>as <strong>c\u00e9lulas em flama <\/strong>ou protonefridias.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Sistemas Respirat\u00f3rios:<\/strong> n\u00e3o apresentam um sistema respirat\u00f3rio        diferenciado. Nas esp\u00e9cies de vida livre a respira\u00e7\u00e3o \u00e9 aer\u00f3bica; as trocas        repirat\u00f3rias s\u00e3o efetuadas entre o animal e o meio atrav\u00e9s do ept\u00e9lio perme\u00e1vel.        Nos parasitas a respira\u00e7\u00e3o \u00e9 anaer\u00f3bica.<strong><br \/>\n       Sistema Nervoso:<\/strong> j\u00e1 ocorre maior concentra\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas nervosas        na regi\u00e3o anterior do animal. Essas c\u00e1lulas reunem-se formando os g\u00e2nglios        cerebrais. Este fato j\u00e1 \u00e9 uma tend\u00eancia \u00e0 cefaliza\u00e7\u00e3o do sistema nervoso,        que atinge o m\u00e1ximo no homem. Os platelmintos s\u00e3o primeiros animais da escala        zool\u00f3gica de evolu\u00e7\u00e3o providos de um sistema nervoso central.<strong><br \/>\n       Reprodu\u00e7\u00e3o: <\/strong>s\u00e3o animais geralmente hermafroditas (mon\u00f3icos). Em        algumas esp\u00e9cies encontramos formas de reprodu\u00e7\u00e3o assexuada.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>Classes<\/h4>\n   \n<p><strong>A) Tuberl\u00e1rios (c\u00edlios movimentam-se, agitam-se, sobre um muco)<\/strong><\/p>\n   \n<p>Indiv\u00edduos de vida livre. Excre\u00e7\u00e3o por c\u00e9lulas flama ou solen\u00f3citos. Reprodu\u00e7\u00e3o      assexuada por biparti\u00e7\u00e3o, sexuada com uma c\u00f3pula dupla entre indiv\u00edduos mon\u00f3icos,      isto \u00e9, cada indiv\u00edduo fecunda o parceiro. Este tipo de reprodu\u00e7\u00e3o sexuada      chama-se fertiliza\u00e7\u00e3o cruzada. O exemplo mais conhecido \u00e9 a Plan\u00e1ria, encontrada      em solos \u00famidos, ribeir\u00f5es ou po\u00e7as d&#8217;\u00e1gua.<\/p>\n   \n<p><strong>B) Tremat\u00f3dios (um orif\u00edcio para v\u00e1rias fun\u00e7\u00f5es)<\/strong><\/p>\n   \n<p>S\u00e3o exemplo parasitas como o Schistosoma, agente da nossos maior endemia,      a esquistossomose ou &#8220;barriga d&#8217;\u00e1gua&#8221;.<\/p>\n   \n<p><strong>Classe Trematoda<\/strong><\/p>\n   \n<p>O principal exemplo \u00e9 o <strong>Shistosoma mansoni<\/strong>, agente da &#8220;<strong>Barriga      d&#8217;\u00c1gua<\/strong>&#8220;, esquistossomose ou bilharziose (aumento volum\u00e9trico      do f\u00edgado e do ba\u00e7o )<\/p>\n   \n<p><strong>C)<\/strong> Cest\u00f3dios (em forma de fita, com o tronco subdividido      em an\u00e9is ou proglotes). Todas as t\u00eanias pertencem a este grupo. Um exemplo      comum \u00e9 a Taenia solium, a &#8220;t\u00eania do porco&#8221; e do homem, conhecida      desde a Antig\u00fcidade, medindo de 2 at\u00e9 7,5 metros de comprimento quando madura.      Ela possui uma \u0093cabe\u00e7a\u0094 diminuta em forma de bot\u00e3o, o esc\u00f3lex, com      quatro ventosas musculares nos lados e um circulo de ganchos na ponta elevada      ou rostelo. Um curto \u0093pesco\u00e7o\u0094, colo ou zona de brotamento, liga      o esc\u00f3lex ao tronco ou estr\u00f3bilo, o qual consiste de uma s\u00e9rie de at\u00e9 1.000      progl\u00f3tides.<\/p>\n   \n<p>As ventosas e ganchos servem para fixar o esc\u00f3lex \u00e0 parede intestinal do      hospedeiro e a cadeia de progl\u00f3tides permanece livre na cavidade intestinal.    <\/p>\n   \n<p>Novas progl\u00f3tides s\u00e3o constantemente formadas por brotamento transversal      no colo, estrobiliza\u00e7\u00e3o, permanecem unidas e s\u00e3o empurradas para tr\u00e1s pelo      crescimento de outras mais jovens. A medida que se movem para tr\u00e1s, as progl\u00f3tides      aumentam de tamanho, amadurecem sexualmente e finalmente destacam-se.<\/p>\n   \n<p><strong>Cestoda<\/strong><\/p>\n   \n<p>Principal exemplo \u00e9 a<strong> Taenia Solium<\/strong>, parasita digen\u00e9tica      que vive no intestino humano fica por ganchos quitonosos presentes no esc\u00f3lex      e com um tronco com centenas de <strong>proglotes.<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Fonte:<\/strong> www.marcobueno.net<\/p>\n   \n<h6>Filo Platelmintos<\/h6>\n   \n<h4>VERMES ACHATADOS <\/h4>\n   \n<p>Animais como as plan\u00e1rias, esquistossomos e os solit\u00e1rios pertecem ao filo      platylminthes ou platelmintos. Possuem o corpo achatado dorsoventralmente,      da\u00ed serem conhecidos como vermes achatados.<\/p>\n   \n<p><strong>Sob a designa\u00e7\u00e3o vermes incluem-se, al\u00e9m dos platerlmintos, dois      outros filos de animais que n\u00e3o possuem esqueleto:<\/strong> asquelmintos e      anel\u00eddeos. Os asquelmintos (lombriga) s\u00e3o os vermes cil\u00edndricos. Os anel\u00eddeos      (minhoca) t\u00eam o corpo constituido por an\u00e9is, da\u00ed serem conhecidos como vermes      segmentares.<\/p>\n   \n<p>Os vermes apresentam consider\u00e1vel progresso em rela\u00e7\u00e3o aos pol\u00edferos e celenterados. <\/p>\n   \n<p><strong>Podemos constatar isso caracterizando os platelmintos: <\/strong>trata-se      de animais de simetria bilateral, tribl\u00e1sticos, acelomados, com sistema nervoso      centralizado, sistema digestivo incompleto e dispondo de sistema excretor      e g\u00f4nadas permanentes.<\/p>\n   \n<p>A plan\u00e1ria \u00e9 um verme de vida livre encontrado nas \u00e1guas doces de rios, lagos      e fontes. Nesses locais vive junto a parte inferior de plantas, troncos submersos      e rochas.<\/p>\n   \n<p>O corpo \u00e9 revestido pela epiderme. Esta \u00e9 constitu\u00edda por uma camada \u00fanica      de c\u00e9lulas c\u00fabicas que repousam sobre uma menbrana basal. As c\u00e9lulas epidermicas      s\u00e3o ciliadas, absorvendo-se maior desenvolvimento da c\u00e9lula na parte ventral      do corpo.<\/p>\n   \n<p>Sob a menbrana basal, h\u00e1 3 camadas de fibras musculosas. A mais externa e      circular, a mediana diagonal, e a interna longitudinal. H\u00e1 tamb\u00e9m fibras musculares      dorsoventrais.<\/p>\n   \n<p>A plan\u00e1ria possue sistema digestivo incompleto. \u00c9 constituida por boca, faringe      e intestino com 3 ramos. N\u00e3o h\u00e1 orif\u00edcio retal. \u00c9 um animal carn\u00edvoro que      se alimenta de pequenos animais vivos ou mortos. Sobrep\u00f5e-se ao alimento por      suc\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>O alimento fundamental do sistema excretar \u00e9 a c\u00e9lula flama ou solen\u00f3cio.      Trata-se de uma c\u00e9lula com a forma de um tubo, em cujo interior h\u00e1 uma cavidade.      No interior da cavidade h\u00e1 um grupo de flagelos, cujo o movimento lembra a      chama de uma vela (da\u00ed o nome c\u00e9lula-flama).<\/p>\n   \n<p>A plan\u00e1ria possui sistema nervoso do tipo centralizado. Na regi\u00e3o cef\u00e1lica      existem dois g\u00e2nglios celibr\u00f3ides interligados, dos quais partem dois card\u00f5es      nervosos longitudinais. Estes possuem conex\u00e3o transversais e ramos perif\u00e9ricos.<\/p>\n   \n<p>N\u00e3o existe sistema respirat\u00f3rio e circulat\u00f3rio. O oxig\u00eanio e o gas carb\u00f4nico      atravessam a parte do corpo por simples difus\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>A plan\u00e1ria apresenta ao mesmo tempo genitais masculinos e femininos, sendo,      portanto, mon\u00f3ica ou hermafrodita. As estruturas reprodutivas s\u00e3o as mais      complexas encontradas em seu organismo ventral do corpo, h\u00e1 um \u00e1trio genital      masculino e feminino. O \u00e1trio comunica-se com o meio externo atrav\u00e9s de poucos      genitais. O genital feminino \u00e9 constituido por dois ov\u00e1rios.<\/p>\n   \n<p><strong>O filo platelminto \u00e9 dividido em tr\u00eas classes:<\/strong> tuberl\u00e1rios,      tremat\u00f3ides e ast\u00f3ides.<\/p>\n   \n<p><strong>Turbel\u00e1rios:<\/strong> s\u00e3o todos vermes de vida livre, como representantes      temos a plan\u00e1ria, cujas as caracteristicas j\u00e1 foram estudadas.<\/p>\n   \n<p><strong>Tremat\u00f3deos:<\/strong> seu corpo \u00e9 revestido por uma cut\u00edcula, estando      ausentes a epiderme e c\u00edlios. A boca \u00e9 anterior e o intestino bifurca-se em      dois ramos.<\/p>\n   \n<p><strong>Ast\u00f3ides:<\/strong> s\u00e3o vermes parasitas que vivem principalmente      no intestino de vertebrados. O corpo \u00e9 revestido por uma cut\u00edcula grossa e      dividido em segmentos denominados proglotes. N\u00e3o possuem boca nem aparelho      digestivo.<\/p>\n   \n<p>A esquistossomose ou barriga-d\u0092\u00e0gua \u00e9 a doen\u00e7a causada pelo verme shistesoma      manioni. Trata-se de um verme se sexo separado, cujos machos medem cerca de      12mm de comprimento por 0,44 mm de largura. No meio do corpo ele possui um      cretal denominado ginec\u00f3foro, onde se aloja a f\u00eamea no momento da reprodu\u00e7\u00e3o.      A f\u00eamea \u00e9 pouco mais comprida que o macho, mas tem o corpo mais fino. <\/p>\n   \n<p>Para compreender como os esqustossomose \u00e9 adquirida fa-se necess\u00e1rio o estudo      de ciclo vital do esquistossomose. Tudo come\u00e7a quando as larvas do verme,      as cerc\u00e1rias, penetram no organismo humano atrav\u00e9s da pele. Essas larvas s\u00e3o      encontradas principalmente em \u00e1guas paradas, de modo que o principal meio      de contamina\u00e7\u00e3o s\u00e3o as banhas em lagoas infestadas.<\/p>\n   \n<p>Os sinais e sintomas da esquistossomose t\u00eam rela\u00e7\u00e3o com a locomo\u00e7\u00e3o dos vermes      no organismo humano.<\/p>\n   \n<p>A profilacia da doen\u00e7a se faz pelo combate ao caramujo, que \u00e9 o hospedeiro      intermedi\u00e1rios. S\u00e3o tamb\u00e9m medidas impotentes \u00e0s relativas \u00e0 educa\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria,      desinsentivando o uso de \u00e1guas paradas como lugar para banho.<\/p>\n   \n<p>H\u00e1 dois tipos de solit\u00e1ria, te\u00f4nia solium e a te\u00f4nia saginata, ambas s\u00e3o      parasitas entestinais e causam a doen\u00e7a denominada teniose.<\/p>\n   \n<p>A toenia solium \u00e9 um verme hermafrodita com 3 a 9 m de comprimento em sua      fase adulta. <\/p>\n   \n<p><strong>Seu corpo tem 3 partes: <\/strong>cabe\u00e7a ou esc\u00e1lex, colo ou pesco\u00e7o      e estr\u00e1bilo ou corpo propriamente dito. <\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.superzap.com<\/p>\n   \n<h6>Filo Platelmintos<\/h6>\n   \n<h4>Platelmintos (Filo Platyhelminthes) <\/h4>\n   \n<h4>Caracter\u00edsticas<\/h4>\n   \n<p>O filo dos platelmintos re\u00fane animais de corpo achatado, desprovidos de ap\u00eandices      locomotores. Eles possuem simetria bilateral, ou seja, uma diferencia\u00e7\u00e3o da      cabe\u00e7a com \u00f3rg\u00e3os sensitivos e uma regi\u00e3o anterior (cabe\u00e7a) e posterior (calda).      S\u00e3o animais tribl\u00e1sticos, pois na sua fase embrion\u00e1ria, entre a ectoderme      e a endoderme, aparece uma terceira camada celular, a mesorderme. <\/p>\n   \n<p><strong>Esses vermes tem caracter\u00edsticas que os distinguem dos celenterados      e esponjas, sendo elas:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Sistema nevoso e digestivo mais especializados. <br \/>\n       M\u00fasculos mais desenvolvidos.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>Classifica\u00e7\u00e3o<\/h4>\n   \n<p><strong>O filo dos platelmintos \u00e9 dividido em tr\u00eas classes:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Turbell\u00e1ria <br \/>\n       Trematoda <br \/>\n       Cestoidea <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>A<strong> classe turbell\u00e1ria<\/strong> corresponde ao modelo mais t\u00edpico do      filo. S\u00e3o todos platelmintos de vida livre e tem como representantes as planarias      e as geoplanas<\/p>\n   \n<p>A classe trematoda s\u00e3o os platelmintos que perderam alguns caracteres comuns      ao filo, sofrendo profundas transforma\u00e7\u00f5es, como atrofia ou requess\u00e3o de certos      \u00f3rg\u00e3os e desenvolvimento de outros, com a finalidade de melhor se adaptarem      a os h\u00e1bitos parasit\u00e1rios. Eles s\u00e3o o0s vermes parasitas dos vertebrados.      Os animais que representam essa classe s\u00e3o os esquistossomos e as fas\u00edolas.<\/p>\n   \n<p>A classe cesto\u00eddea s\u00e3o os vermes platelmintos de corpo alongado em forma      de fita. Podem medir de alguns mil\u00edmetros \u00e0 metros de comprimento. Como exemplos      temos as solit\u00e1rias.<\/p>\n   \n<h4>Estrutura<\/h4>\n   \n<p>Na parte ventral h\u00e1 c\u00edlios que servem para locomo\u00e7\u00e3o. O sistema muscular      permite ao platelminto os mais variados movimentos. O sistema digestivo \u00e9      ramificado e incompleto, visto que falta o orif\u00edcio retal. A boca \u00e9 ventral.      Faltam os sistemas respirat\u00f3rios e circulat\u00f3rios, porem o sistema excretor      \u00e9 bem desenvolvido, consistindo de dois ou mais t\u00fabulos ramificados, que percorrem      o comprimento do corpo. <\/p>\n   \n<p>O sistema nervoso \u00e9 formado por dois g\u00e2nglios celebr\u00f3ides, localizados na      regi\u00e3o anterior, de onde partem dois cord\u00f5es nervosos longitudinais. Na regi\u00e3o      cef\u00e1lica h\u00e1 duas manchas pigmentadas, os ocelos, que s\u00e3o \u00f3rg\u00e3os fotorreceptores.      V\u00e1rios outros tipos de c\u00e9lula sensorial para percep\u00e7\u00e3o t\u00e1til e t\u00e9rmica distribuem-se      pela superf\u00edcie do corpo. <\/p>\n   \n<h4>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/h4>\n   \n<p><strong>Existem dois tipos de reprodu\u00e7\u00e3o nos platelmintos:<\/strong> assexuada      e sexuada. <\/p>\n   \n<p>A reprodu\u00e7\u00e3o assexuada, o verme se reproduz pela regenera\u00e7\u00e3o e pela biparti\u00e7\u00e3o      transversal.<\/p>\n   \n<p>A reprodu\u00e7\u00e3o sexuada acontece de forma que os animais platelmintos s\u00e3o geralmente      hermafroditas e a fecunda\u00e7\u00e3o \u00e9 cruzada e interna. Com a fecunda\u00e7\u00e3o, formam-se      os ovos que, ap\u00f3s a postura, passam por um desenvolvimento direto, ou seja,      sem est\u00e1gio laval.<\/p>\n   \n<p>Os animais que tem sexos separados podem apresentar dimorfismo sexual.<\/p>\n   \n<h4>Habitat<\/h4>\n   \n<p><strong>Os platelmintos de vida livre habitam os variados ambientes:<\/strong>      mar, agua doce e terra, preferindo a umidade encontrada sob pedras e troncos      podres.<\/p>\n   \n<p>Os vermes da classe turbell\u00e1ria s\u00e3o aqu\u00e1ticos, de \u00e1gua doce ou terrestres.      Vivem em lagos, corregos ou p\u00e3ntanos, onde se escondem da luz.<\/p>\n   \n<p>Os vermes da classe tremat\u00f3da e cestoda parasitam o homem, ou seja, vivem      no corpo do homem e ainda passam um dos seus est\u00e1gios dentro do caramujo de      \u00e1gua doce (esquistossomo). <\/p>\n   \n<p>Fonte:  paginas.terra.com.br<\/p>\n   \n<h6>Filo Platelmintos<\/h6>\n   \n<p>O <strong>filo dos platelmintos <\/strong>engloba os vermes achatados (platy      =chato, helmintes = verme) dorsoventralmente. <\/p>\n   \n<p>S\u00e3o organismos <strong>TRIBL\u00c1STICOS E ACELOMADOS<\/strong>. Acredita-se que      os platelmintos tenham evolu\u00eddo a partir de formas larv\u00e1rias dos celenterados.      Tal hip\u00f3tese \u00e9 refor\u00e7ada pela semelhan\u00e7a entre a plan\u00e1ria e a larva pl\u00e2nula,      achatada dorso-ventralmente.<\/p>\n   \n<p>Esses vermes apresentam ainda a simetria bilateral, com um plano de divis\u00e3o      do corpo em dois lados semelhantes, havendo uma regi\u00e3o anterior e outra posterior,      diferentemente da simetria radial dos celenterados. <\/p>\n   \n<p>Tal novidade evolutiva representa um avan\u00e7o, pois o animal apresenta um processo      de cefaliza\u00e7\u00e3o e a cabe\u00e7a passa a ser a sede dos \u00f3rg\u00e3os dos sentidos, analisando      o ambiente antes do restante do corpo.<\/p>\n   \n<p>Os platelmintos apresentam<strong> SISTEMA NERVOSO GANGLIONAR<\/strong>, representando      um avan\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o aos celenterados, que apresentam sistema nervoso difuso.    <\/p>\n   \n<h4>SISTEMA RESPIRAT\u00d3RIO<\/h4>\n   \n<p>N\u00e3o apresentam. As<strong> trocas gasosas <\/strong>ocorrem por difus\u00e3o (nos      organismos de vida livre) ou \u00e9 anaer\u00f3bica (parasitas). <\/p>\n   \n<h4>SISTEMA DIGEST\u00d3RIO<\/h4>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Incompleto<\/strong> (ex: turbel\u00e1rios)<br \/>\n<strong>Inexistente<\/strong> (ex: t\u00eanias).<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>SISTEMA CIRCULAT\u00d3RIO<\/h4>\n   \n<p><strong>Inexistente.<\/strong> O intestino se ramifica por todo o corpo, fazendo      a distribui\u00e7\u00e3o dos nutrientes.<\/p>\n   \n<h4>SISTEMA EXCRETOR<\/h4>\n   \n<p>\u00c9 do tipo<strong> protonefridial<\/strong>. A <strong>excre\u00e7\u00e3o \u00e9 feita por      C\u00c9LULAS-FLAMA ou SOLEN\u00d3CITOS<\/strong>. A c\u00e9lula-flama \u00e9 uma c\u00e9lula com uma      depress\u00e3o repleta de flagelos, cujos movimentos lembram uma chama de vela.    <\/p>\n   \n<p>Os <strong>excretas<\/strong> s\u00e3o eliminados juntamente com \u00e1gua no exterior      atrav\u00e9s de poros.<\/p>\n   \n<h4>REPRODU\u00c7\u00c3O<\/h4>\n   \n<p>A maioria \u00e9 mon\u00f3ica (o <strong>Schistosoma mansoni \u00e9 di\u00f3ico<\/strong>), podendo      ou n\u00e3o haver autofecunda\u00e7\u00e3o. A reprodu\u00e7\u00e3o assexuada est\u00e1 presente na maioria      das vezes, ocorrendo lacera\u00e7\u00e3o na plan\u00e1ria e estrobiliza\u00e7\u00e3o nas t\u00eanias.<\/p>\n   \n<p><strong>I) CLASSE TURBELARIA<\/strong><\/p>\n   \n<p>Inclui as plan\u00e1rias (<strong>Dugesia tigrina<\/strong>), vermes de vida livre,      encontrados na \u00e1gua doce ou no solo \u00famido. <\/p>\n   \n<p>Apresentam a superf\u00edcie do corpo repleta de c\u00edlios que facilitam o nado do      animal, formando um \u0093turbilh\u00e3o\u0094 na \u00e1gua (da\u00ed o nome turbel\u00e1ria).      Anteriormente o verme apresenta duas manchas ocelares que permitem a percep\u00e7\u00e3o      de intensidade luminosa.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-platel65.jpg\" alt=\"Filo Platelmintos\" width=\"296\" height=\"103\" title=\"Filo Platelmintos\" \/><strong><br \/>\n     Plan\u00e1rias<\/strong><\/p>\n   \n<p>As <strong>plan\u00e1rias <\/strong>apresentam uma boca ventral com faringe protr\u00e1til,      se abrindo em um intestino ramificado em forma de Y invertido. Os restos alimentares      s\u00e3o eliminados pela boca.<\/p>\n   \n<p>A <strong>reprodu\u00e7\u00e3o assexuada<\/strong> ocorre por lacera\u00e7\u00e3o (fiss\u00e3o) volunt\u00e1ria,      como o verme se \u0093esticando\u0094 at\u00e9 ocorrer uma separa\u00e7\u00e3o e cada parte      formando uma nova plan\u00e1ria.<\/p>\n   \n<p>Quando ocorre uma fratura completa causada por algum agente externo (homem,      por exemplo), dependendo do tamanho das partes, pode ocorrer regenera\u00e7\u00e3o de      2, 3 ou mais plan\u00e1rias. <\/p>\n   \n<p>Quando ocorre a<strong> reprodu\u00e7\u00e3o sexuada ocorre uma fecunda\u00e7\u00e3o m\u00fatua de      duas plan\u00e1rias<\/strong>, havendo fase de ovo, com desenvolvimento direto.<\/p>\n   \n<h4>CLASSE TREMATODA<\/h4>\n   \n<p>Nessa classe encontramos alguns platelmintos que sofreram v\u00e1rias modifica\u00e7\u00f5es      adaptando-os \u00e0 vida parasit\u00e1ria. <\/p>\n   \n<p>S\u00e3o parasitas que apresentam ventosas para fixa\u00e7\u00e3o (do grego trematos = dotados      de buraco) <\/p>\n   \n<p><strong>a) Fasciola hepatica<\/strong><\/p>\n   \n<p>\u00c9 um verme mon\u00f3ico que parasita o f\u00edgado do carneiro, perfurando-o diversas      vezes, podendo lev\u00e1-lo \u00e0 morte.<\/p>\n   \n<p>Os ovos do parasita chegam ao intestino atrav\u00e9s do cretal biliar. <\/p>\n   \n<p>Quando o carneiro elimina suas fezes, se os ovos chegarem at\u00e9 a \u00e1gua eles      eclodem, liberando a larva ciliada (MIRAC\u00cdDIO), a qual nada at\u00e9 encontrar      um caramujo do g\u00eanero Lymnaea, que \u00e9 o hospedeiro intermedi\u00e1rio. Nele se sucedem      etapas larv\u00e1rias (r\u00e9dias), havendo PEDOG\u00caNESE, at\u00e9 a forma\u00e7\u00e3o da larva CERC\u00c1RIA.      Essa deixa o caramujo e nada at\u00e9 a margem, encistando-se sobre a folhagem.<\/p>\n   \n<p>Um carneiro sadio se contamina ao ingerir os cistos juntamente com a folhagem.<\/p>\n   \n<p><strong>b) Schistosoma mansoni<\/strong><\/p>\n   \n<p>Esse verme \u00e9 o causador da<strong> ESQUISTOSSOMOSE <\/strong>ou <strong>barriga      d\u0092\u00e1gua <\/strong>no homem. <\/p>\n   \n<p>Os<strong> vermes adulto<\/strong>s s\u00e3o encontrados no sistema porta-hep\u00e1tico      (veias intestinais e f\u00edgado) das pessoas contaminadas. Ocorre o dimorfismo      sexual (di\u00f3icos). O macho \u00e9 mais volumoso, possuindo uma ventosa oral e outra      ventral. <\/p>\n   \n<p>Nela encontramos um longo sulco longitudinal, o <strong>CANAL GINEC\u00d3FORO<\/strong>,      no qual se aloja a f\u00eamea, mais delgada e tamb\u00e9m com ventosa oral e ventosa      ventral.<\/p>\n   \n<h4>Shistosoma mansoni \u0096 ciclo de vida<\/h4>\n   \n<p>Ap\u00f3s a<strong> fecunda\u00e7\u00e3o os ovos<\/strong> s\u00e3o depositados nos capilares      intestinais. Eles possuem um espinho que propicia o rompimento da parede do      capilar e do intestino, com os ovos se misturando com as fezes, sendo eliminados      juntamente com elas.<\/p>\n   \n<p>Caso os ovos cheguem \u00e0 \u00e1gua eles eclodem liberando uma larva ciliada, o MIRAC\u00cdDIO.      Ela nada at\u00e9 encontrar um caramujo (g\u00eanero Planorbis, Australorbis ou Biomphalaria),      penetrando geralmente pela antena.<\/p>\n   \n<p>O mirac\u00eddio tem um per\u00edodo curto para encontrar o caramujo (em geral, algumas      horas), morrendo caso n\u00e3o o encontre. No caramujo o mirac\u00eddio evolui para      outra fase, o <strong>ESPOROCISTO,<\/strong> um saco de c\u00e9lulas germinais.      Ap\u00f3s algumas gera\u00e7\u00f5es os esporocistos evoluem para a fase de larva (<strong>CERC\u00c1RIA<\/strong>),      que se caracteriza pela cauda bifurcada.<\/p>\n   \n<p>Acredita-se que cada mirac\u00eddio que penetre num caramujo pode produzir at\u00e9      trezentas mil cerc\u00e1rias. Elas abandonam o caramujo e nadam \u00e0 procura do hospedeiro      definitivo (no m\u00e1ximo por 48 horas).<\/p>\n   \n<p>A <strong>contamina\u00e7\u00e3o do homem <\/strong>ocorre com a penetra\u00e7\u00e3o de cercarias      atrav\u00e9s da pele, quando o homem toma banho, bebe ou lava roupas em \u00e1guas contaminadas,      causando intensa coceira no local (lagoas de coceira). Ap\u00f3s a penetra\u00e7\u00e3o,      as larvas perdem a cauda bifurcada ganham o sistema circulat\u00f3rio, passando      a se chamar esquistoss\u00f4mulos. <\/p>\n   \n<p>V\u00e3o at\u00e9 o sistema porta-hep\u00e1tico, evoluindo para a fase adulta.<\/p>\n   \n<h4>CLASSE CESTODA<\/h4>\n   \n<p>Inclui parasitas do intestino de vertebrados, com corpo formado por uma repeti\u00e7\u00e3o      de an\u00e9is, as t\u00eanias ou solit\u00e1rias. <\/p>\n   \n<p><strong>Esses vermes apresentam o corpo dividido em 3 partes:<\/strong> cabe\u00e7a      (ou esc\u00f3lex), colar e estr\u00f3bilo. <\/p>\n   \n<p>A cabe\u00e7a apresenta ventosas para a fixa\u00e7\u00e3o, sendo que a<strong> Taenia solium      <\/strong>apresenta ainda uma regi\u00e3o anterior (rostrum) com ganchos.<\/p>\n   \n<p>O colar fica logo abaixo do esc\u00f3lex e origina o estr\u00f3bilo, maior parte do      corpo, apresentando-se formado por centenas de segmentos, os an\u00e9is ou proglotes,      por estrobiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Cada proglote apresenta <strong>sistemas reprodutores masculino<\/strong>      e <strong>feminino funcionais<\/strong>. Portanto, n\u00e3o s\u00f3 a Taenia, mas cada      proglote pode ser considerado <strong>mon\u00f3ico<\/strong>.<\/p>\n   \n<p>A<strong> fecunda\u00e7\u00e3o<\/strong> pode ser <strong>autofecunda\u00e7\u00e3o de proglotes      diferentes ou de um mesmo proglote<\/strong>. \u00c9 dif\u00edcil esperarmos uma<strong>      fecunda\u00e7\u00e3o cruzada<\/strong>, pois o termo solit\u00e1ria j\u00e1 indica a presen\u00e7a de      apenas um animal, o qual impede a fixa\u00e7\u00e3o de outro no local.<\/p>\n   \n<p><strong>Podemos distinguir 3 tipos de an\u00e9is ou proglotes:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>JOVENS:<\/strong> logo abaixo do colar<strong><br \/>\n       MADUROS: <\/strong>localizam-se em posi\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria, geralmente j\u00e1 fecundados<strong><br \/>\n       GR\u00c1VIDOS: <\/strong>ocupam a posi\u00e7\u00e3o terminal, repletos de ovos. <strong>Entre        os diversos tipos de t\u00eanias estudaremos dois tipos:<\/strong> a t\u00eania de        porco e a de boi.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>a) Taenia solium<\/strong><\/p>\n   \n<p>Tamb\u00e9m conhecida como t\u00eania de porco, \u00e9 a mais perigosa. Apresenta geralmente      3 a 4 metros de comprimento. <\/p>\n   \n<p>Os <strong>vermes adultos <\/strong>se situam no intestino delgado, fixo \u00e0s      vilosidades pelos ganchos e pelas ventosas. <\/p>\n   \n<p>Os <strong>an\u00e9is gr\u00e1vidos <\/strong>s\u00e3o eliminados juntamente com as fezes.      O ciclo s\u00f3 continua se os ovos forem ingeridos pelo porco.<\/p>\n   \n<p>Os ovos apresentam-se com um embri\u00e3o portador de 6 espinhos, a larva <strong>ONCOSFERA<\/strong>      ou <strong>EMBRI\u00c3O<\/strong> HEXACANTO. A <strong>casca do ovo<\/strong> sofre      digest\u00e3o, liberando a oncosfera. Essa perfura a parede intestinal, ganhando      a corrente sang\u00fc\u00ednea, indo se fixar na musculatura. Ela perde os espinhos      e se transforma em uma ves\u00edcula com o esc\u00f3lex invaginado, a larva <strong>CISTICERCO<\/strong>.<\/p>\n   \n<p>O homem se <strong>contamina ao ingerir carne mal cozida ou crua <\/strong>contendo      <strong>cisticercos<\/strong> (carne com canjiquinha, por exemplo). No intestino      a<strong> larva cisticerco desin\u00f3rg\u00e3o genital feminino,<\/strong> evoluindo      para o <strong>verme adulto<\/strong>.<\/p>\n   \n<p>A<strong> ten\u00edase<\/strong> \u00e9 menos grave que o parasitismo efetuado pela      larva cisticerco, a <strong>CISTICERCOSE<\/strong>. A cisticercose ocorre quando      o homem se torna o hospedeiro intermedi\u00e1rio acidental da larva <strong>cisticerco      de T. solium<\/strong>. Isso pode ocorrer atrav\u00e9s da ingest\u00e3o de ovos do verme      (um ou mais).<\/p>\n   \n<p>A <strong>larva oncosfera<\/strong> perfura a parede intestinal, ganha a corrente      sang\u00fc\u00ednea, fixando-se preferencialmente no c\u00e9rebro, transformando-se em cisticerco.      A compress\u00e3o provocada pela larva e as subst\u00e2ncias t\u00f3xicas por ela liberadas      podem evoluir na pessoa ataques de epilepsia, loucura e morte. Mais raramente,      a larva pode se instalar atr\u00e1s do globo ocular.<\/p>\n   \n<p><strong>b) Taenia saginata<\/strong><\/p>\n   \n<p>Tamb\u00e9m conhecida como t\u00eania de boi, geralmente se apresenta bem maior que      a <strong>T. solium <\/strong>chegando, \u00e0s vezes, a <strong>medir mais de 12      metros<\/strong>. Seu esc\u00f3lex <strong>n\u00e3o apresenta ganchos.<\/strong><\/p>\n   \n<p>O seu ciclo de vida se diferencia do ciclo de<strong> T. solium <\/strong>no      que diz respeito ao hospedeiro intermedi\u00e1rio, aparecendo o boi no lugar do      porco e pelo fato de N\u00c3O causar a cisticercose.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.upvix.com.br<\/p>\n   \n<h6>Filo Platelmintos<\/h6>\n   \n<h4>Filo Platelminthes (Platelmintos)<\/h4>\n   \n<p>S\u00e3o animais que possuem corpo alongado e achatado, com aspecto de fita.<\/p>\n   \n<p>Existem esp\u00e9cies que vivem no mar, em \u00e1gua doce ou em solo \u00famido. No entanto      muitos s\u00e3o parasitas e habitam outros seres vivos, causando doen\u00e7as.<\/p>\n   \n<p><strong>Est\u00e3o divididos em tr\u00eas classes<\/strong>: Tubel\u00e1rios, Tremat\u00f3deos      e Cest\u00f3deos.<\/p>\n   \n<h4>Caracter\u00edsticas Gerais<\/h4>\n   \n<p>Apresentam<strong> sistema digestivo<\/strong> incompleto, n\u00e3o possuem orif\u00edcio      retal.<\/p>\n   \n<p><strong>Alimentam-se<\/strong> de pequenos animais ( as plan\u00e1rias) ou de alimentos      j\u00e1 digeridos (parasitas).<\/p>\n   \n<p><strong>N\u00e3o possuem \u00f3rg\u00e3os para respirar<\/strong> e para<strong> circula\u00e7\u00e3o<\/strong>,      esses processos s\u00e3o feitos de c\u00e9lula a c\u00e9lula.<\/p>\n   \n<p>O <strong>sistema nervoso <\/strong>apresenta dois cord\u00f5es nervosos longitudinal      unidos a um par de g\u00e2nglios cerebrais.<\/p>\n   \n<p>Possuem <strong>simetria bilatera<\/strong>l.<\/p>\n   \n<h4>Classe dos Tubel\u00e1rios<\/h4>\n   \n<p>Representado pelas Plan\u00e1rias, animal de vida livre.<\/p>\n   \n<p>Apresentam simetria bilateral, com regi\u00e3o anterior e posterior, dorsal e      ventral. <\/p>\n   \n<p>Na regi\u00e3o anterior encontra-se um par de ocelos, estruturas sens\u00edveis a luz,      n\u00e3o formam imagens, apenas percebe luminosidade do ambiente.<\/p>\n   \n<p>O alimento \u00e9 ingerido pela boca, situada na superf\u00edcie ventral do corpo.      Da boca passa para a cavidade digestiva, composta de faringe e intestino.      N\u00e3o possuem orif\u00edcio retal, os restos alimentares s\u00e3o eliminados pela boca.    <\/p>\n   \n<h4>Reprodu\u00e7\u00e3o das Plan\u00e1rias<\/h4>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Reprodu\u00e7\u00e3o Assexuada: Assexuada por regenera\u00e7\u00e3o ou fiss\u00e3o<\/strong>.        As plan\u00e1rias tem alto poder de regenera\u00e7\u00e3o.<strong><br \/>\n       Reprodu\u00e7\u00e3o Sexuada:<\/strong> <strong>Sexuada com fecunda\u00e7\u00e3o cruzada<\/strong>.        Por serem hermafroditas as plan\u00e1rias trocam espermatoz\u00f3ides. Os zigotos        formaram novas plan\u00e1rias. O desenvolvimento \u00e9 direto.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>Classe dos Tremat\u00f3dios<\/h4>\n   \n<p>Representado pelo esquistossomo, cientificamente conhecido como Schistosoma      mansoni, possui cerca de 1 cm e causa uma verminose grave e de dif\u00edcil cura,      chamada de<strong> esquistossomose<\/strong> ou <strong>barriga d\u0092\u00e1gua<\/strong>.<\/p>\n   \n<p>Alojam-se dentro dos vasos sang\u00fc\u00edneos do f\u00edgado ou do ba\u00e7o e se nutrem de      sangue. <\/p>\n   \n<p>Provocam um derramamento de l\u00edquidos no abdome do hospedeiro.<\/p>\n   \n<h4>Reprodu\u00e7\u00e3o dos Esquistossomos<\/h4>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>1. <\/strong>A f\u00eamea do esquistossomo vive alojada no sulco do corpo        do macho, e deposita seus ovos no intestino da pessoa doente (hospedeiro        definitivo).<strong><br \/>\n       2. <\/strong>Os ovos s\u00e3o eliminados com as fezes do hospedeiro e, ao cair        na \u00e1gua, liberam larvas chamadas <strong>Mirac\u00eddios<\/strong>.<strong><br \/>\n       3. <\/strong>Essas larvas penetram no corpo do caramujo do g\u00eanero Biomphalaria        (hospedeiro intermedi\u00e1rio) e nele se reproduzem assexuadamente, gerando        larvas chamadas <strong>Cerc\u00e1rias<\/strong>.<strong><br \/>\n       4. <\/strong>A cerc\u00e1ria deixa o corpo do caramujo e nada at\u00e9 penetrar na        pele de um ser humano. Ao penetrar na pele a cerc\u00e1ria pode causar irrita\u00e7\u00e3o<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>Classe dos Cest\u00f3dios<\/h4>\n   \n<p><strong>Representado pelas solit\u00e1rias existem duas esp\u00e9cies que parasitam      o intestino humano:<\/strong> a Taenia solium (transmitida pela carne do porco)      ea Taenia saginata (transmitida pela carne do boi). Esses animais s\u00e3o chamados      de t\u00eanias, e a doen\u00e7a causada pelas t\u00eanias chama-se ten\u00edase. Porco e boi s\u00e3o      hospedeiros intermedi\u00e1rio, enquanto que o ser humano o hospedeiro definitivo.<\/p>\n   \n<p>Essa doen\u00e7a causa preju\u00edzo a sa\u00fade por que a solit\u00e1ria nutri-se de parte      do alimento ingerido e digerido pelo hospedeiro.<\/p>\n   \n<p>As t\u00eanias n\u00e3o possuem sistema digestivo e podem atingir at\u00e9 8 metros de comprimento.<\/p>\n   \n<h4>Estrutura de uma t\u00eania<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-platel66.jpg\" alt=\"Filo Platelmintos\" width=\"214\" height=\"300\" title=\"Filo Platelmintos\" \/><strong><br \/>\n     Estrutura de uma t\u00eania<\/strong><\/p>\n   \n<p>O corpo das t\u00eanias est\u00e1 adaptado para a vida parasit\u00e1ria. Na regi\u00e3o anterior,      denominada esc\u00f3lex, existem estruturas que auxiliam a fixa\u00e7\u00e3o do parasita      no intestino humano.<\/p>\n   \n<p>No caso da <strong>Taenia solium<\/strong>, h\u00e1 ganchos e ventosas e, no caso      da <strong>Taenia saginata<\/strong>, h\u00e1 somente ventosas. <\/p>\n   \n<p>A <strong>regi\u00e3o posterior do corpo<\/strong> \u00e9 bastante alongada e formada      por estruturas chamadas Progl\u00f3tides, local onde existe <br \/>\n     estruturas reprodutoras masculina e feminina, s\u00e3o hermagroditas.<\/p>\n   \n<p>A<strong> fecunda\u00e7\u00e3o <\/strong>ocorre dentro das progl\u00f3tides, fen\u00f4meno chamado      Autofecunda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<h4>Reprodu\u00e7\u00e3o das T\u00eanias<\/h4>\n   \n<p>Cada<strong> progl\u00f3tide <\/strong>produz gametas masculino e femininos que      se fecundam, formando muitos ovos.<\/p>\n   \n<p>As <strong>progl\u00f3tides <\/strong>cheias de ovos se destacam do corpo da t\u00eania      e s\u00e3o eliminados com as fezes da pessoa infectada (hospedeiro definitivo).<\/p>\n   \n<p>Os ovos podem contaminar a \u00e1gua ou os alimentos e, se forem ingeridos por      bovinos e su\u00ednos (hospedeiros intermedi\u00e1rios), ir\u00e3o se alojar na carne desses      animais, formando larvas chamadas cistercercos.<\/p>\n   \n<p><strong>Ao comer carne mal cozida de animais infectados, o ser humano ingere      cistecercos, que em seu intestino dar\u00e3o origem a t\u00eanias adultas , causando      a doen\u00e7a: TEN\u00cdASE<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>OBS:<\/strong> A ingest\u00e3o de ovos origina a doen\u00e7a conhecida por <strong>CISTECERCOSE<\/strong>.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.escoladomestica.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Filo Platelmintos, Platelmintos, Animais, Classifica\u00e7\u00e3o, Vermes, Classe, Ordem, Esp\u00e9cies, Reprodu\u00e7\u00e3o, Sistema, Doen\u00e7as, Caracter\u00edsticas, Filo Platelmintos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18314,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-26878","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Filo Platelmintos - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Filo Platelmintos - Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Filo Platelmintos, Platelmintos, Animais, Classifica\u00e7\u00e3o, Vermes, Classe, Ordem, Esp\u00e9cies, Reprodu\u00e7\u00e3o, Sistema, Doen\u00e7as, Caracter\u00edsticas, Filo Platelmintos\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/filo-platelmintos-3\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2016-01-18T00:00:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-09-01T18:07:16+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-platel63.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"306\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"289\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"admin\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"admin\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. reading time\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"62 minutes\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/biologia-2\\\/filo-platelmintos-3\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/biologia-2\\\/filo-platelmintos-3\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"admin\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\"},\"headline\":\"Filo Platelmintos\",\"datePublished\":\"2016-01-18T00:00:00+00:00\",\"dateModified\":\"2026-09-01T18:07:16+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/biologia-2\\\/filo-platelmintos-3\\\/\"},\"wordCount\":12493,\"commentCount\":0,\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/biologia-2\\\/filo-platelmintos-3\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/filo-platel63.jpg\",\"articleSection\":[\"Biologia\"],\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/biologia-2\\\/filo-platelmintos-3\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/biologia-2\\\/filo-platelmintos-3\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/biologia-2\\\/filo-platelmintos-3\\\/\",\"name\":\"Filo Platelmintos - Portal S\u00e3o Francisco\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/biologia-2\\\/filo-platelmintos-3\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/biologia-2\\\/filo-platelmintos-3\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/filo-platel63.jpg\",\"datePublished\":\"2016-01-18T00:00:00+00:00\",\"dateModified\":\"2026-09-01T18:07:16+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/biologia-2\\\/filo-platelmintos-3\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/biologia-2\\\/filo-platelmintos-3\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/biologia-2\\\/filo-platelmintos-3\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/filo-platel63.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/filo-platel63.jpg\",\"width\":306,\"height\":289},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/biologia-2\\\/filo-platelmintos-3\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Filo Platelmintos\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/\",\"name\":\"Portal S\u00e3o Francisco\",\"description\":\"\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"en-US\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\",\"name\":\"admin\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"admin\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\"],\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/author\\\/admin\\\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Filo Platelmintos - Portal S\u00e3o Francisco","robots":{"index":"noindex","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"og_locale":"en_US","og_type":"article","og_title":"Filo Platelmintos - Portal S\u00e3o Francisco","og_description":"Filo Platelmintos, Platelmintos, Animais, Classifica\u00e7\u00e3o, Vermes, Classe, Ordem, Esp\u00e9cies, Reprodu\u00e7\u00e3o, Sistema, Doen\u00e7as, Caracter\u00edsticas, Filo Platelmintos","og_url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/filo-platelmintos-3\/","og_site_name":"Portal S\u00e3o Francisco","article_published_time":"2016-01-18T00:00:00+00:00","article_modified_time":"2026-09-01T18:07:16+00:00","og_image":[{"width":306,"height":289,"url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-platel63.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"admin","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Written by":"admin","Est. reading time":"62 minutes"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/filo-platelmintos-3\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/filo-platelmintos-3\/"},"author":{"name":"admin","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c"},"headline":"Filo Platelmintos","datePublished":"2016-01-18T00:00:00+00:00","dateModified":"2026-09-01T18:07:16+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/filo-platelmintos-3\/"},"wordCount":12493,"commentCount":0,"image":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/filo-platelmintos-3\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-platel63.jpg","articleSection":["Biologia"],"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/filo-platelmintos-3\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/filo-platelmintos-3\/","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/filo-platelmintos-3\/","name":"Filo Platelmintos - Portal S\u00e3o Francisco","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/filo-platelmintos-3\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/filo-platelmintos-3\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-platel63.jpg","datePublished":"2016-01-18T00:00:00+00:00","dateModified":"2026-09-01T18:07:16+00:00","author":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/filo-platelmintos-3\/#breadcrumb"},"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/filo-platelmintos-3\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/filo-platelmintos-3\/#primaryimage","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-platel63.jpg","contentUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-platel63.jpg","width":306,"height":289},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/filo-platelmintos-3\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Filo Platelmintos"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#website","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/","name":"Portal S\u00e3o Francisco","description":"","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"en-US"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c","name":"admin","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","caption":"admin"},"sameAs":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco"],"url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/author\/admin\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26878","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26878"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26878\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18314"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26878"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26878"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26878"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}