{"id":26876,"date":"2016-01-18T00:00:00","date_gmt":"2016-01-18T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/esponjas-3\/"},"modified":"2026-09-01T18:07:14","modified_gmt":"2026-09-01T18:07:14","slug":"esponjas-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/esponjas-3\/","title":{"rendered":"Esponjas"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Esponjas (por\u00edferos) <\/strong>s\u00e3o animais muito simples que vivem      permanentemente ligados a uma localiza\u00e7\u00e3o na \u00e1gua &#8211; eles s\u00e3o s\u00e9sseis como      adultos. <\/p>\n   \n<p>H\u00e1 de 5.000 a 10.000 esp\u00e9cies conhecidas de esponjas. <\/p>\n   \n<p>A maioria das esponjas vivem em \u00e1gua salgada &#8211; apenas cerca de 150 esp\u00e9cies      vivem em \u00e1gua doce. Esponjas evoluiu mais de 500 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s.<\/p>\n   \n<p>O corpo deste animal primitivo tem milhares de poros que permitem o fluxo      de \u00e1gua atrav\u00e9s dele continuamente. <\/p>\n   \n<p>As <strong>Esponjas<\/strong> obtem alimentos e oxig\u00eanio a partir desta \u00e1gua      corrente. A \u00e1gua que flui tamb\u00e9m realiza res\u00edduos.<\/p>\n   \n<p><strong>Anatomia<\/strong><\/p>\n   \n<p>O corpo de uma <strong>esponja <\/strong>tem duas camadas exteriores separadas      por uma acelular (n\u00e3o tendo c\u00e9lulas) camada de gel chamado o mes\u00eanquima ou      como mesogleia.<\/p>\n   \n<p>Na camada de gel s\u00e3o ou esp\u00edculas (agulhas de suporte feitas de carbonato      de c\u00e1lcio) ou fibras espongina (um material esquel\u00e9tico flex\u00edvel feito de      prote\u00edna). <\/p>\n   \n<p><strong>Esponjas<\/strong> n\u00e3o t\u00eam nem tecidos nem \u00f3rg\u00e3os. <\/p>\n   \n<p>Diferentes esponjas formam formas diferentes, incluindo v\u00e1lvulas, ventiladores,      copos, cones, blobs, barris e crostas. Estes invertebrados variam em tamanho      de poucos mil\u00edmetros a 2 metros de altura.<\/p>\n   \n<p><strong>Dieta<\/strong><\/p>\n   \n<p>As <strong>Esponjas <\/strong>s\u00e3o filtradores. A maioria das esponjas comem      min\u00fasculas part\u00edculas org\u00e2nicas flutuando e pl\u00e2ncton que filtram da \u00e1gua os      fluxos atrav\u00e9s de seu corpo. <\/p>\n   \n<p>A comida \u00e9 coletado em c\u00e9lulas especializadas chamadas choanocytes conhecidos      como &#8220;c\u00e9lulas colarinho&#8221; e trouxe a outras c\u00e9lulas por ameb\u00f3citos.<\/p>\n   \n<p><strong>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p>A maioria das <strong>esponjas<\/strong> s\u00e3o hermafroditas (cada adulto pode      atuar tanto como a f\u00eamea ou o macho na reprodu\u00e7\u00e3o). <\/p>\n   \n<p>A fecunda\u00e7\u00e3o \u00e9 interna na maioria das esp\u00e9cies; alguns esperma liberado flutuam      aleatoriamente para outro esponja com \u00e1gua corrente. Se um espermatoz\u00f3ide      \u00e9 capturado por c\u00e9lulas colarinho de outra esponja (choanocytes), fertiliza\u00e7\u00e3o      de um \u00f3vulo pelo espermatoz\u00f3ide viaja ocorre dentro da esponja. <\/p>\n   \n<p>A larva min\u00fascula resultante \u00e9 liberado e \u00e9 livre de nata\u00e7\u00e3o; ele usa min\u00fasculos      c\u00edlios (p\u00ealos) para impulsionar-se atrav\u00e9s da \u00e1gua. A larva eventualmente,      se instala no fundo do mar, torna-se sessile e cresce em um adulto.<\/p>\n   \n<p>Algumas <strong>esponjas<\/strong> tamb\u00e9m se reproduzem assexuadamente; fragmentos      do seu corpo (gomos) s\u00e3o quebrados pelas correntes de \u00e1gua e levado para outro      local, onde a esponja vai crescer em um clone da esponja-m\u00e3e (o seu DNA \u00e9      id\u00eantica ao DNA do pai).<\/p>\n   \n<p><strong>Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Reino Animalia <\/strong>(animais)<strong><br \/>\n       Filo<\/strong> Porifera (esponjas)<strong><br \/>\n       Classes: <\/strong>Calcarea (esponjas calcerous &#8211; tendo esp\u00edculas), (esponjas        chifre, como o banho de esponja) Demospongiae, Scleropongiae (coralinas        ou esponjas de recifes tropicais), e Hexactinellida (esponjas de vidro).      <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>Esponjas &#8211; Animais<\/h4>\n   \n<p>Os e<strong>spongi\u00e1rios ou por\u00edferos<\/strong> s\u00e3o animais aqu\u00e1ticos e s\u00e9sseis,      isto \u00e9, vivem permanentemente fixados em rochas, no solo submarino, em pilares      de ancoradouros, etc. <\/p>\n   \n<p>A maioria das esp\u00e9cies vive no mar, apenas uma fam\u00edlia \u00e9 encontrada na \u00e1gua      doce. Habitualmente vivem agrupados formando col\u00f4nias coloridas, lembrando      vegetais, com os quais j\u00e1 foram confundidos. A sua natureza animal s\u00f3 foi      evidenciada em 1765.<\/p>\n   \n<p><strong>a) A estrutura de uma esponja<\/strong><\/p>\n   \n<p>O corpo de uma esponja, de estrutura mais simples, \u00e9 semelhante a um vaso,      preso ao solo, a uma rocha ou a um objeto submerso. Na parte superior do corpo      existe uma abertura, o \u00f3sculo.<\/p>\n   \n<p>A parede do corpo, constitu\u00edda por duas camadas celulares, \u00e9 provida de numerosos      poros. A camada celular interna \u00e9 constitu\u00edda por coan\u00f3citos, c\u00e9lulas providas      de um flagelo envolvido por uma membrana chamada colarinho. A parede corp\u00f3rea      envolve uma cavidade central, o \u00e1trio.<\/p>\n   \n<p>Dentre as duas camadas celulares, constituintes da parede do corpo, existe      uma subst\u00e2ncia gelatinosa na qual aparece um esqueleto mineral ou org\u00e2nico.      O esqueleto mineral \u00e9 constitu\u00eddo por esp\u00edculas, enquanto o org\u00e2nico \u00e9 formado      por uma rede de uma subst\u00e2ncia conhecida por espongina. Extremamente macia,      tal subst\u00e2ncia constitui as chamadas esponjas de banho.<\/p>\n   \n<p><strong>b) A nutri\u00e7\u00e3o das esponjas<\/strong><\/p>\n   \n<p>A vibra\u00e7\u00e3o dos flagelos dos coan\u00f3citos provoca uma corrente l\u00edquida que penetra      pelos poros, atinge o \u00e1trio e sai atrav\u00e9s do \u00f3sculo. Tal corrente traz part\u00edculas      alimentares, que s\u00e3o capturadas e digeridas pelos coan\u00f3citos.<\/p>\n   \n<p>Elas obt\u00eam alimento filtrando a \u00e1gua que fica ao seu redor. O batimento cont\u00ednuo      dos COAN\u00d3CITOS (c\u00e9lulas flageladas, dotadas de uma expans\u00e3o membranosa em      forma de colarinho, que revestem o \u00e1trio das esponjas. \u00c9 o movimento dos flagelos      dos coan\u00f3citos que cria a corrente l\u00edquida que circula atrav\u00e9s do corpo das      esponjas, trazendo part\u00edculas nutritivas e oxig\u00eanio) , que revestem a cavidade      atrial, for\u00e7a a sa\u00edda de \u00e1gua atrav\u00e9s do \u00f3sculo(orif\u00edcio oposto \u00e0 base) e,      em conseq\u00fc\u00eancia, faz com que a \u00e1gua ao redor da esponja seja sugada e penetre      pelos POR\u00d3CITOS. <\/p>\n   \n<p><strong>OBS: <\/strong>Este COAN\u00d3CITO tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel pelo deslocamento      do espermatoz\u00f3ide.<\/p>\n   \n<p><strong>c) A reprodu\u00e7\u00e3o dos espongi\u00e1rios<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os espongi\u00e1rios reproduzem-se assexuada e sexuadamente. <\/p>\n   \n<p>A r<strong>eprodu\u00e7\u00e3o assexuada ocorre por dois m\u00e9todos:<\/strong> brotamento      e regenera\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>No brotamento, o corpo, por meio da regi\u00e3o basal, produz brotos, expans\u00f5es      do corpo que crescem e formam novas esponjas.<\/p>\n   \n<p>Normalmente, o brotamento origina uma col\u00f4nia, pois os novos indiv\u00edduos formados      permanecem ligados aos ancestrais.<\/p>\n   \n<p>Regenera\u00e7\u00e3o \u00e9 a capacidade de os organismos reconstitu\u00edrem partes acidentalmente      perdidas. Nos espongi\u00e1rios, o processo de regenera\u00e7\u00e3o \u00e9 particularmente not\u00e1vel,      j\u00e1 que pequenos fragmentos conseguem regenerar animais completos.<\/p>\n   \n<p>Na reprodu\u00e7\u00e3o sexuada, c\u00e9lulas situadas na camada gelatinosa produzem os      espermatoz\u00f3ides e os \u00f3vulos, c\u00e9lulas reprodutoras que se unem, originando      os ovos. <\/p>\n   \n<p>O desenvolvimento do ovo produz uma larva que se locomove por meio de c\u00edlios      e origina uma nova esponja.<\/p>\n   \n<p><strong>Esponjas, animais quase sem inimigos<\/strong><\/p>\n   \n<p>Por causa das esp\u00edculas, poucos animais se alimentam de esponjas.<\/p>\n   \n<p>Em certas \u00e9pocas do ano, os banhistas n\u00e3o freq\u00fcentam as praias do Rio Negro,      na Amaz\u00f4nia. \u00c9 porque as \u00e1guas est\u00e3o infestadas de esp\u00edculas de esponjas.<\/p>\n   \n<p>Na regi\u00e3o de Manaus, a coceira desagrad\u00e1vel provocada pelas esp\u00edculas \u00e9 tratada      com banho demorado. A pessoa usa sab\u00e3o, pir\u00e3o de farinha-d\u0092-\u00e1gua ou suco      de lim\u00e3o para se livrar da coceira.<\/p>\n   \n<p><strong>Outro fato curioso:<\/strong> voc\u00ea pode desmanchar uma esponja inteirinha      usando uma tela bem fina para separar as c\u00e9lulas. Essas c\u00e9lulas separadas      se movimentam e se juntam e, depois de algumas semanas, formam novamente a      esponja.<\/p>\n   \n<p>As <strong>esponjas<\/strong> s\u00e3o animais que vivem fixos na vegeta\u00e7\u00e3o submarina      ou nas rochas, assemelhando-se a plantas. S\u00e3o raras as contra\u00e7\u00f5es do animal      e poss\u00edveis de observar somente pela an\u00e1lise microsc\u00f3pica de seus poros. Por      isso, n\u00e3o se pode perceber a sua natureza animal, raz\u00e3o pela qual apenas em      1765 descobriu-se n\u00e3o serem plantas, estabelecendo-se, em 1857, o seu lugar      na escala zool\u00f3gica.<\/p>\n   \n<p><strong>Dentre outras formas de aproveitamento, pode-se citar a sua utiliza\u00e7\u00e3o      na cer\u00e2mica amazonense:<\/strong> a cinza das esponjas \u00e9 misturada com barro      para o fabrico de potes, panelas, etc. Na R\u00fassia, as esponjas secas e pulverizadas      s\u00e3o vendidas como p\u00f3 de bandagem, que \u00e9 utilizado como anti-reum\u00e1tico ou substituto      do ruge.<\/p>\n   \n<h4>Caracter\u00edsticas Gerais<\/h4>\n   \n<p>As <strong>esponjas (Filo Porifera)<\/strong> s\u00e3o animais bent\u00f4nicos s\u00e9sseis      (fixos no substrato). Possuem uma fisiologia bastante simples na sua contru\u00e7\u00e3o.      Utilizam c\u00e9lulas flageladas chamadas coan\u00f3citos para promover a circula\u00e7\u00e3o      da \u00e1gua atrav\u00e9s de um sistema de canais exclusivo do filo, o sistema aqu\u00edfero      (anima\u00e7\u00e3o em Flash!), ao redor do qual se corpo \u00e9 constru\u00eddo. Esta corrente      de \u00e1gua traz part\u00edculas org\u00e2nicas que s\u00e3o filtradas e digeridas. S\u00e3o geralmente      sustentadas por um esqueleto mineral formado por esp\u00edculas, que s\u00e3o estruturas      de s\u00edlica ou carbonato de c\u00e1lcio cujo tamanho pode variar de poucos micrometros      a cent\u00edmetros. <\/p>\n   \n<p>Existem no entanto diversas varia\u00e7\u00f5es. Em algumas este esqueleto pode ser      contitu\u00eddo por calc\u00e1reo maci\u00e7o, naquelas que s\u00e3o chamadas esponjas coralinas.      Em outros, conhecidas como esponjas c\u00f3rneas, por fibras de espongina, uma      prote\u00edna do tipo do col\u00e1geno. <\/p>\n   \n<p><strong>A defini\u00e7\u00e3o simples que \u00e9 geralmente mais aceita para este grupo      \u00e9:<\/strong> &#8220;Animais filtradores e sedent\u00e1rios, que se utilizam de uma      \u00fanica camada de c\u00e9lulas flageladas para bombear \u00e1gua atrav\u00e9s de seu corpo&#8221;      (Bergquist, 1980). At\u00e9 recentemente as esponjas conhecidas se enquadravam      t\u00e3o bem nesta defini\u00e7\u00e3o que a descoberta de uma exce\u00e7\u00e3o &#8211; a fam\u00edlia Cladorhizidae,      de altas profundidades, que s\u00e3o carn\u00edvoras e n\u00e3o t\u00eam sistema aqu\u00edfero &#8211; mereceu      uma publica\u00e7\u00e3o e a capa na respeitada revista cient\u00edfica brit\u00e2nica Nature      (Vacelet et al, 1995). No Brasil temos uma esp\u00e9cie de Cladorhizidae coletada      a 4450 m de profundidade por uma expedi\u00e7\u00e3o sueca, a cerca de 500 km da costa,      Chondrocladia albatrossi.<\/p>\n   \n<p>Esponjas n\u00e3o possuem tecidos t\u00edpicos, como encontrados em outros animais      multicelulares, e suas c\u00e9lulas ainda ret\u00e9m um alto grau de totipot\u00eancia (capacidade      de diferencia\u00e7\u00e3o celular) e independ\u00eancia. Apesar de serem animais capazes      de alcan\u00e7ar grande porte, com mais de 1 metro de altura ou recobrir largas      \u00e1reas de substrato, alguns dos seus processos org\u00e2nicos s\u00e3o por vezes mais      semelhantes aos encontrados nos Protozoa (animais unicelulares) que nos Metazoa      (animais multicelulares). Alguns autores usam estas caracter\u00edsticas para separar      as esponjas num grau de organiza\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1rio, Parazoa, mas atualmente      pelo n\u00famero de elementos em comum j\u00e1 encontrados s\u00e3o colocadas entre os metazo\u00e1rios.      Cerca de 6000 esp\u00e9cies de esponjas j\u00e1 foram descritas de todo o mundo, a maioria      proveniente de ambientes bent\u00f4nicos marinhos. Apesar de ocorrem em todos os      mares e em todas as profundidades, os litorais rochosos de \u00e1reas n\u00e3o polu\u00eddas      abrigam faunas de esponjas particularmente ricas. Quase todas as esponjas      litorais s\u00e3o incrustantes, formando camadas de espessura variada em substratos      duros, em geral rochas mas tamb\u00e9m em qualquer outro como madeiras, metal ou      cimento. As poucas esp\u00e9cies encontradas em substratos m\u00f3veis como lama, areia      ou cascalho s\u00e3o geralmente eretas e finas para evitar o soterramento pelo      sedimento, podendo ter um ped\u00fanculo ou raiz para ancoragem no substrato. <\/p>\n   \n<p>Apesar de sua morfologia simples e do seu baixo grau de organiza\u00e7\u00e3o, as esponjas      apresentam uma enorme diversidade de formas e cores nas mais diferentes tonalidades.      Est\u00e3o sem sombra de d\u00favida entre os mais belos e admirados invertebrados marinhos,      apesar de raramente serem reconhecidas por olhos n\u00e3o-treinados. Esponjas marinhas      s\u00e3o frequentemente confundidas com asc\u00eddias coloniais, briozo\u00e1rios, e em menor      grau com algas carnosas ou globulares, organismos que tem em geral uma apar\u00eancia      externa semelhante. De modo geral, esponjas t\u00eam uma ou mais aberturas exalantes      circulares (\u00f3sculos), e muitas esp\u00e9cies t\u00eam sistemas de canais subsuperficiais      semelhantes a veias. Muitas esp\u00e9cies s\u00e3o compress\u00edveis, e a superf\u00edcie \u00e9 frequentemente      h\u00edspida (com extremidades das esp\u00edculas atravessando parcialmente a superf\u00edcie)      ou conulosa (com pequenas eleva\u00e7\u00f5es c\u00f4nicas). As asc\u00eddias coloniais se diferenciam      das esponjas pela presen\u00e7a de um sistema regular de orif\u00edcios de ingest\u00e3o      e egest\u00e3o; elas s\u00e3o normalmente lisas ao toque e incompress\u00edveis. Os briozo\u00e1rios      apresentam zo\u00f3ides individuais com lof\u00f3foros e as algas globulares se distinguem      pela compressibilidade e pela aus\u00eancia total de caracteres da superf\u00edcie.    <\/p>\n   \n<p><strong>Hist\u00f3rico e Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p>Conhecidas e utilizadas desde a antiguidade pelos povos primitivos as esponjas      foram inclu\u00eddas j\u00e1 no primeiro tratado sobre classifica\u00e7\u00e3o de organismos,      escrito em 350 A.C. na Gr\u00e9cia cl\u00e1ssica por Arist\u00f3teles. Consideradas inicialmente      como plantas, sua natureza animal s\u00f3 foi reconhecida no final do s\u00e9culo XVIII,      quando se observaram as correntes de \u00e1gua no seu corpo. No entanto, os grandes      naturalistas da \u00e9poca (Lammarck, Lineu, Cuvier) classificavam as esponjas      como Zoophyta (animais-plantas) ou P\u00f3lipos (considerando-as como pr\u00f3ximas      dos cnid\u00e1rios). Foi o naturalista ingl\u00eas R.E. Grant quem primeiro compreendeu      a anatomia e fisiologia das esponjas e criou o nome Porifera. A eleva\u00e7\u00e3o de      Porifera ao n\u00edvel de Filo, sugerida por Huxley em 1875 e por Sollas em 1884,      s\u00f3 foi aceita no in\u00edcio do s\u00e9culo XX. Ainda assim, os debates a respeito de      sua posi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos protozo\u00e1rios e metazo\u00e1rios permaneceram at\u00e9 recentemente.<\/p>\n   \n<p>Do n\u00edvel de ordem at\u00e9 esp\u00e9cie, os principais caracteres de import\u00e2ncia sistem\u00e1tica      ou seja, auxiliares no reconhecimento de grupos de parentesco, s\u00e3o a cor,      a forma, a textura da superf\u00edcie, a forma das aberturas inalantes e exalantes,      a consist\u00eancia, o esqueleto e os tipos de esp\u00edculas. Estes caracteres s\u00e3o      muito importantes para a distin\u00e7\u00e3o a n\u00edvel espec\u00edfico e devem ser obrigatoriamente      anotados durante a coleta, pois frequentemente se perdem ap\u00f3s a fixa\u00e7\u00e3o. Portanto,      a fotografia submarina tem uma import\u00e2ncia fundamental para a identifica\u00e7\u00e3o      das esp\u00e9cies de esponjas, j\u00e1 que \u00e9 o \u00fanico meio de preservar as carater\u00edsticas      externas da esponja como elas eram em vida. A utiliza\u00e7\u00e3o exclusiva dos dados      de forma, cor e caracter\u00edsticas da superf\u00edcie raramente no entanto permite      uma identifica\u00e7\u00e3o completa das esp\u00e9cies. Para que uma esp\u00e9cie de esponja seja      identificada com seguran\u00e7a \u00e9 necess\u00e1rio que se fa\u00e7am prepara\u00e7\u00f5es do esqueleto      e das esp\u00edculas dissociadas, montados em l\u00e2minas de microscopia para observa\u00e7\u00e3o      em microsc\u00f3pio \u00f3tico (100-400x de aumento). <\/p>\n   \n<p><strong>Para a observa\u00e7\u00e3o do esqueleto um m\u00e9todo simples \u00e9 fazer dois cortes      finos com l\u00e2mina de barbear ou bisturi: <\/strong>um tangencial \u00e0 superf\u00edcie      e outro perpendicular. <\/p>\n   \n<p>Em seguida, imergir estes cortes em etanol 96% por alguns minutos, sec\u00e1-los      e mont\u00e1-los em l\u00e2mina de microscopia com b\u00e1lsamo do Canad\u00e1 ou outro meio de      montagem. Para observar as esp\u00edculas dissociadas, pode-se banhar um peda\u00e7o      pequeno da esponja em \u00e1gua sanit\u00e1ria (hipoclorito de s\u00f3dio) para remover todo      o material org\u00e2nico. Em seguida o res\u00edduo, que cont\u00e9m as esp\u00edculas e outras      part\u00edculas inorg\u00e2nicas, \u00e9 lavado v\u00e1rias vezes por decanta\u00e7\u00e3o em \u00e1gua doce.      Por \u00faltimo, as esp\u00edculas s\u00e3o ent\u00e3o colocadas nas l\u00e2minas, secas e montadas      com b\u00e1lsamo do Canad\u00e1, podendo assim ser observadas em maior detalhe. <\/p>\n   \n<p>A classifica\u00e7\u00e3o do Filo Porifera \u00e9 ainda hoje muito debatida, desde a defini\u00e7\u00e3o      das esp\u00e9cies at\u00e9 as rela\u00e7\u00f5es entre as classes e subclasses. Os caracteres      morfol\u00f3gicos e esquel\u00e9ticos, insuficientes para um estudo filogen\u00e9tico amplo      do grupo, v\u00eam sendo complementados por uma diversidade cada vez maior de crit\u00e9rios      alternativos (incluindo m\u00e9todos bioqu\u00edmicos, moleculares, embriol\u00f3gicos, histol\u00f3gicos      e citol\u00f3gicos) para a taxonomia de Porifera. A grande variabilidade morfol\u00f3gica      das esponjas e a dificuldade de se estabelecerem os limites das esp\u00e9cies ainda      hoje leva muitos estudantes de taxonomia de esponjas \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o muito cedo      em suas carreiras.<\/p>\n   \n<p>A fauna de por\u00edferos da costa Atl\u00e2ntica da Am\u00e9rica do Sul \u00e9 uma das menos      conhecidas do mundo, e a maior parte do conhecimento sobre a espongofauna      brasileira v\u00eam de dragagens na plataforma continental efetuadas por expedi\u00e7\u00f5es      estrangeiras (p.ex. navios &#8220;Challenger&#8221; e &#8220;Calypso&#8221;).      Das esp\u00e9cies de Demospongiae conhecidas para a Costa Brasileira, cerca de      73% (194\/267) foram registradas por pesquisadores estrangeiros. As esp\u00e9cies      litorais, de f\u00e1cil acesso por mergulho livre, t\u00eam sido pouco estudadas, com      coletas esparsas ao longo da costa. Recentemente essa tend\u00eancia vem se invertendo,      e os poucos grupos de pesquisa dedicados ao estudo das esponjas marinhas do      Brasil (coordenados por Beatriz Mothes e Ros\u00e1ria de Rosa Barbosa na Funda\u00e7\u00e3o      Zoobot\u00e2nica de Porto Alegre; por Eduardo Hajdu e Guilherme Muricy no Museu      Nacional, e por Solange Peixinho na Universidade Federal da Bahia) come\u00e7am      a intensificar o estudo taxon\u00f4mico das esp\u00e9cies litorais, principalmente atrav\u00e9s      de coletas por mergulho aut\u00f4nomo. <\/p>\n   \n<p><strong>Ecologia<\/strong><\/p>\n   \n<p>Esponjas s\u00e3o organismos dominantes em muitos habitats marinhos bent\u00f4nicos.      A maioria dos litorais rochosos abrigam um grande n\u00famero de esp\u00e9cies, e elas      s\u00e3o tamb\u00e9m abundantes em t\u00f4rno da Ant\u00e1rtida, onde boa parte do substrato consolidado      deve-se a uma espessa camada de esp\u00edculas silicosas. Pouco se sabe sobre suas      taxas de crescimento, mas os dados dispon\u00edveis sugerem uma grande varia\u00e7\u00e3o      entre as esp\u00e9cies. Por exemplo, a esponja Terpios sp. das Filipinas cresce      at\u00e9 2.3 cm por m\u00eas sobre corais, hidrocorais, moluscos e algas, matando-os      atrav\u00e9s da libera\u00e7\u00e3o de uma toxina e por sufocamento. De modo geral as esponjas      parecem ser animais bastante est\u00e1veis e de vida longa. Embora algumas esp\u00e9cies      tenham um ciclo de vida anual (por exemplo, Sycon sp), estimativas baseadas      em taxas de crescimento conferem idades acima de 1500 anos a indiv\u00edduos algumas      esp\u00e9cies (Lehnert &amp; Reitner, 1997). Se confirmadas estas estimativas as      esponjas seriam os animais com tempo de vida mais longa do planeta.<\/p>\n   \n<p>V\u00e1rios animais se alimentam de esponjas, embora o dano causado por estes      predadores seja geralmente pequeno. Alguns moluscos, ouri\u00e7os e estrelas-do-mar,      al\u00e9m de peixes tropicais (donzelas, peixes-borboleta) e tartarugas, comem      esponjas. Muitas esp\u00e9cies s\u00e3o totalmente expostas aos predadores, e na impossibilidade      de bater em retirada apresentam mecanismos alternativos de defesa contra a      preda\u00e7\u00e3o excessiva. O mecanismo prim\u00e1rio de defesa das esponjas \u00e9 de natureza      qu\u00edmica. As esponjas produzem uma ampla gama de compostos t\u00f3xicos, alguns      bastante potentes. Esp\u00e9cies de alguns g\u00eaneros como Tedania e Neofibularia,      podem mesmo causar dermatites dolorosas em seres humanos. Muitas esp\u00e9cies      produzem compostos com atividade antimicrobiana (antibacteriana, antif\u00fangica,      antiviral). Al\u00e9m de defesas antipreda\u00e7\u00e3o e contra infec\u00e7\u00f5es microbianas, as      toxinas de esponjas servem tamb\u00e9m para a competi\u00e7\u00e3o por espa\u00e7o com outros      invertebrados, como briozo\u00e1rios, asc\u00eddias, corais e at\u00e9 mesmo outras esponjas.      Isto permite a algumas esponjas crescer rapidamente e recobrir a fauna e a      flora adjacentes. <\/p>\n   \n<p>Rela\u00e7\u00f5es de comensalismo envolvendo esponjas s\u00e3o muito comuns. O intrincado      sistema de canais das esponjas e suas defesas antipreda\u00e7\u00e3o as tornam excelentes      ref\u00fagios para uma horda de invertebrados menores (crust\u00e1ceos, ofiur\u00f3ides,      poliquetos) e alguns peixes (gob\u00eddeos e blenn\u00eddeos). V\u00e1rias esp\u00e9cies dependem      dessa prote\u00e7\u00e3o das esponjas em sua fase de juvenis para manterm suas popula\u00e7\u00f5es      em n\u00edveis est\u00e1veis. Por exemplo, conhece-se um peixe no Jap\u00e3o que desova dentro      de uma esponja (Mycale adhaerens), valendo-se da qu\u00edmica desta esp\u00e9cie para      a prote\u00e7\u00e3o de seus ovos. Outros organismos usam as esponjas como cobertura      ou camuflagem, como os caranguejos do g\u00eanero Dromia, que recortam peda\u00e7os      de esponjas de diversas esp\u00e9cies e os posicionam sobre sua carapa\u00e7a. Outras      associa\u00e7\u00f5es muito comuns s\u00e3o aquelas envolvendo esponjas e microorganismos      endossimbiontes, principalmente bact\u00e9rias e cianof\u00edceas. Presumivelmente,      a matriz extracelular das esponjas prov\u00ea um meio rico para o crescimento das      bact\u00e9rias, e o hospedeiro se beneficia de um estoque de bact\u00e9rias utiliz\u00e1vel      em sua nutri\u00e7\u00e3o. As esponjas s\u00e3o os \u00fanicos metazo\u00e1rios conhecidos a manter      rela\u00e7\u00f5es simbi\u00f3ticas com cianof\u00edceas, que produzem glicerol e compostos fosfatados      para a nutri\u00e7\u00e3o das esponjas. Esponjas portadoras de cianobact\u00e9rias funcionam      como produtores prim\u00e1rios, e apresentam um crescimento r\u00e1pido e alta produtividade      prim\u00e1ria em recifes de coral. <\/p>\n   \n<p>As esponjas perfurantes (g\u00eaneros Cliona e Aka) escavam galerias complexas      em substratos calc\u00e1reos como corais e conchas de moluscos. Apesar de causarem      danos significativos \u00e0s culturas comerciais de ostras, a bioros\u00e3o causada      por estas esponjas em recifes de coral auxiliam no processo de crescimento      do recife. O processo de perfura\u00e7\u00e3o envolve a remo\u00e7\u00e3o qu\u00edmica de pastilhas      de carbonato de c\u00e1lcio que contribuem para a deposi\u00e7\u00e3o de sedimentos no local.      Esse sedimento ser\u00e1 depois reincorporado ao recife pelo processo de cimenta\u00e7\u00e3o,      que envolve fatores f\u00edsicos, qu\u00edmicos e biol\u00f3gicos e que \u00e9 fundamental para      o crescimento do recife de coral. As esponjas auxiliam tamb\u00e9m por crescerem      sobre os gr\u00e3os de sedimento, mantendo-os agregados e estabilizados por mais      tempo e facilitando a a\u00e7\u00e3o de microorganismos cimentadores.<\/p>\n   \n<p><strong>Import\u00e2ncia Econ\u00f4mica<\/strong><\/p>\n   \n<p>Algumas esp\u00e9cies de esponjas, principalmente do g\u00eanero Spongia e Hippospongia,      s\u00e3o ainda hoje usadas como esponjas de banho apesar da concorr\u00eancia das esponjas      artificiais. Este uso data da antiguidade, tendo v\u00e1rias men\u00e7\u00f5es ao fato sido      feitas pelo fil\u00f3sofo grego Homero. O apogeu da pesca e cultivo comercial de      esponjas deu-se na d\u00e9cada de 1930, tendo feito muitas fortunas na Fl\u00f3rida,      em Cuba, nas Bahamas, e na Tun\u00edsia. No Caribe este apogeu foi seguido por      duas epidemias, causadas por um agente n\u00e3o determinado, em 1938 e 1947. Ap\u00f3s      isso as popula\u00e7\u00f5es locais nunca mais voltaram \u00e0 abund\u00e2ncia anterior e o consequente      aumento da coleta no Mediterr\u00e2neo acarretou um decl\u00ednio nas popula\u00e7\u00f5es nativas      deste local. A isso somaram-se infesta\u00e7\u00f5es bacterianas entre 1986 e 1990,      que colocaram a pesca de esponjas e a ind\u00fastria da espongicultura nos modestos      n\u00edveis de atividade atuais, ou seja, produzindo cerca de 10% do material comercializado      nos anos 30. Ainda assim, as esponjas naturais s\u00e3o de qualidade superior \u00e0s      sint\u00e9ticas, sendo muito valorizadas. Para se ter uma id\u00e9ia, em 1985 o pre\u00e7o      do kilograma de esponja bruta importada pela Fran\u00e7a variava entre US$ 16 e      US$ 86, dependendo de sua qualidade. N\u00e3o se conhecem no Brasil localidades      com abund\u00e2ncia de esponjas de banho, mas \u00e9 poss\u00edvel que uma espongicultura      fosse vi\u00e1vel.<\/p>\n   \n<p>Por serem organismos s\u00e9sseis e filtradores, a reparti\u00e7\u00e3o espacial das esponjas      \u00e9 fortemente influenciada pela qualidade da \u00e1gua, especialmente pelo seu conte\u00fado      em part\u00edculas org\u00e2nicas e minerais, poluentes e materiais org\u00e2nicos dissolvidos.      Elas s\u00e3o portanto boas indicadoras da qualidade da \u00e1gua, e seu uso no monitoramento      ambiental tem sido recomendado por alguns pesquisadores. <\/p>\n   \n<p>As <strong>esponjas<\/strong> produzem uma grande diversidade de metab\u00f3litos      secund\u00e1rios, muitos dos quais t\u00eam estruturas originais de grande interesse      para a farmacologia e a pesquisa biom\u00e9dica. Esses compostos representam um      importante recurso natural, pois podem levar \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de medicamentos mais      eficazes contra o c\u00e2ncer e outras doen\u00e7as graves, como as causadas por v\u00edrus,      bact\u00e9rias ou fungos. As esponjas s\u00e3o um dos grupos de organismos com maior      percentagem de esp\u00e9cies produtoras de compostos antibi\u00f3ticos, antitumorais      e antivirais. Outros invertebrados como briozo\u00e1rios, asc\u00eddias e cnid\u00e1rios      n\u00e3o t\u00eam tantas esp\u00e9cies com compostos ativos, nem um espectro t\u00e3o amplo de      atividades quanto as esponjas.<\/p>\n   \n<p>A atividade antif\u00fangica \u00e9 menos frequente em esponjas do que a antibacteriana.      Cerca de uma d\u00fazia de esp\u00e9cies do litoral sudeste t\u00eam atividade antif\u00fangica      demonstrada. <\/p>\n   \n<p><strong>Estes recursos podem ser explorados por meio de cinco m\u00e9todos b\u00e1sicos:<\/strong>      extrativismo direto, s\u00edntese qu\u00edmica, aquacultura, engenharia gen\u00e9tica, e      cultura de c\u00e9lulas. Cada um destes m\u00e9todos tem suas vantagens e dificuldades,      e a forma mais eficaz de explora\u00e7\u00e3o pode ser diferente para cada esp\u00e9cie ou      envolver o emprego de mais de uma t\u00e9cnica entre as cinco citadas acima. Suas      peculiaridades fazem das esponjas de modo geral um recurso renov\u00e1vel com amplo      espectro de aplica\u00e7\u00f5es. <\/p>\n   \n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o efetiva desses animais no Brasil \u00e9 por\u00e9m ainda bastante reduzida.    <\/p>\n   \n<h4>Esponjas &#8211; Filo Porifera<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/esponjas-02.jpg\" alt=\"Esponjas \" title=\"Esponjas \" \/><strong><br \/>\n     Esponjas<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os animais do <strong>Filo Porifera<\/strong> s\u00e3o as <strong>esponjas<\/strong>.      S\u00e3o os animais mais primitivos.<\/p>\n   \n<p>As esponjas originaram-se antes do C\u00e2mbrico.<\/p>\n   \n<p>Os por\u00edferos s\u00e3o um grupo de grande \u00eaxito evolutivo.<\/p>\n   \n<p>Apresentam uma grande capacidade de regenera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>As principais caracter\u00edsticas deste filo s\u00e3o as seguintes:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Pluricelulares<br \/>\n       S\u00e3o s\u00e9sseis filtradores<br \/>\n       Estrutura pode ser r\u00edgida ou mole<br \/>\n       Corpo perfurado por poros (ost\u00edolos) com canais e c\u00e2maras por onde circula        a \u00e1gua com auxilio dos coan\u00f3citos<br \/>\n       S\u00e3o todos aqu\u00e1ticos, a maioria dos animais s\u00e3o marinhos<br \/>\n       Quanto \u00e0 simetria ou n\u00e3o t\u00eam ou \u00e9 radiada<br \/>\n       Esqueleto formado por esp\u00edculas<br \/>\n       N\u00e3o t\u00eam verdaddeiros \u00f3rg\u00e3os nem tecidos<br \/>\n       Digest\u00e3o \u00e9 intracelular<br \/>\n       A excrec\u00e7\u00e3o e a osmoregula\u00e7\u00e3o ocorrem por simples difus\u00e3o<br \/>\n       N\u00e3o t\u00eam sistema nervoso<br \/>\n       Reprodu\u00e7\u00e3o assexuada por gema\u00e7\u00e3o<br \/>\n       Reprodu\u00e7\u00e3o sexuada por \u00f3vulos e espermatoz\u00f3ides.<\/p>\n     \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/esponjas-03.jpg\" alt=\"Esponjas \" title=\"Esponjas \" \/><strong><br \/>\n       Esquema de uma esponja<\/strong><\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p align=\"left\"> \u00a0<\/p>\n   \n<p>As esponjas t\u00eam o corpo constitu\u00eddo por esp\u00edculas cristalinas.<\/p>\n   \n<p><strong>Estes animais t\u00eam dois tipos de poros:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>1. Ost\u00edolos \u0096 <\/strong>s\u00e3o poros pequenos existentes em grande        n\u00famero e por onde entra a \u00e1gua carregada de oxig\u00e9nio e part\u00edculas alimentares        <strong><br \/>\n       2. \u00d3sculo \u0096<\/strong> poro grande por onde sai a \u00e1gua carregada de di\u00f3xido        de carbono e outros produtos.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>A forrar a superf\u00edcie interna do corpo, pelo menos em parte, existem coan\u00f3citos      que s\u00e3o c\u00e9lulas flageladas que possuem colar e um flagelo. A fun\u00e7\u00e3o dos coan\u00f3citos      \u00e9 provocar correntes de \u00e1gua atrav\u00e9s dos canais e tamb\u00e9m t\u00eam a fun\u00e7\u00e3o de captar      as part\u00edculas alimentares em suspens\u00e3o na \u00e1gua. A digest\u00e3o das part\u00edculas      ou \u00e9 feita pelos coan\u00f3citos ou por c\u00e9lulas do mes\u00eanquima.<\/p>\n   \n<p>A forrar externamente o corpo, nalgumas esp\u00e9cies, existem c\u00e9lulas achatadas      denominadas pinac\u00f3citos.<\/p>\n   \n<p>Quer os coan\u00f3citos quer os pinac\u00f3citos podem mudar de forma e passar a desempenhar      outra fun\u00e7\u00e3o como passar a amib\u00f3citos. Da\u00ed que se diga que n\u00e3o existem verdadeiros      tecidos nas esponjas.<\/p>\n   \n<p><strong>A estrutura das esponjas pode ser de tr\u00eas tipos:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Ascon \u0096<\/strong> a mais simples, com um \u00fanico \u00f3sculo<strong><br \/>\n       Sicon \u0096<\/strong> de estrutura mais complexa<strong><br \/>\n       Leucon \u0096 <\/strong>a maior parte forma col\u00f3nias.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/esponjas-04.jpg\" alt=\"Esponjas \" title=\"Esponjas \" \/><br \/>\n     Ascon<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/esponjas-05.jpg\" alt=\"Esponjas \" title=\"Esponjas \" \/><br \/>\n     Sicon<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/esponjas-06.jpg\" alt=\"Esponjas \" title=\"Esponjas \" \/><br \/>\n     Leucon<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>A reprodu\u00e7\u00e3o assexuada faz-se geralmente por:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Brotos, <\/strong>ou seja quebra acidental de um bocado<strong><br \/>\n       Gema\u00e7\u00e3o \u0096<\/strong> forma\u00e7\u00e3o de gemas internas<strong><br \/>\n       Gemula\u00e7\u00e3o &#8211;<\/strong> forma\u00e7\u00e3o de gemas internas.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>A reprodu\u00e7\u00e3o sexuada<\/strong><\/p>\n   \n<p>A maioria das esponjas s\u00e3o mon\u00f3icas (t\u00eam g\u00e2metas femininos e masculinos no      mesmo indiv\u00edduo). Os espermatoz\u00f3ides produzem-se a partir dos coan\u00f3citos,      assim como os o\u00f3citos, nalgumas esponjas.<\/p>\n   \n<p>A maior parte das esponjas s\u00e3o viv\u00edparas. Por fecunda\u00e7\u00e3o dos g\u00e2metas formase      o zigoto que vai originar uma larva ciliada. Posteriormente esta vai-se fixar      e dar origem a um organismo adulto.<\/p>\n   \n<p>H\u00e1 diversos tipos de esp\u00edculas que v\u00e3o permitir dividir as esponjas por classes.<\/p>\n   \n<p><strong>O filo Porifera tem tr\u00eas classes:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Calcarea \u0096<\/strong> que apresenta esp\u00edculas calc\u00e1rias.<strong><br \/>\n       Hexactinellida \u0096 <\/strong>esponjas com esqueleto silicioso em que as        esp\u00edculas t\u00eam seis raios.<strong><br \/>\n       Demospongiae \u0096 <\/strong>t\u00eam esp\u00edculas siliciosas, esp\u00edculas siliciosas        e espongina ou s\u00f3 por espongina (que s\u00e3o as esponjas de tomar banho).<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4><strong>Esponja Vermelha<\/strong><\/h4>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Nome: <\/strong>Esponja Vermelha<br \/>\n<strong>Nome cient\u00edfico: <\/strong>Mycale microsigmatosa<br \/>\n<strong>Classe:<\/strong> Desmospongias<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/esponjas-07.jpg\" alt=\"Esponjas \" title=\"Esponjas \" \/><strong><br \/>\n     Esponja Vermelha<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Caracter\u00edsticas Gerais<\/strong><\/p>\n   \n<p>O filo Por\u00edfera \u00e9 constitu\u00eddo por animais pluricelulares que apresentam poros      na parede do corpo. S\u00e3o conhecidas cerca de 5 mil esp\u00e9cies de por\u00edferos,todos      aqu\u00e1ticos.<\/p>\n   \n<p>Eles s\u00e3o predominantemente marinhos (minoria em \u00e1gua doce), sendo encontrados      desde o n\u00edvel das praias at\u00e9 uma profundidade de 6 mil metros.<\/p>\n   \n<p>Os<strong> por\u00edferos<\/strong> s\u00e3o animais s\u00e9sseis, fixando-se sobre rochas,      conchas, etc. Apresentam formas variadas, sendo assim\u00e9tricos ou de simetria      radial. As maiores esponjas medem 2 metros, mas h\u00e1 esp\u00e9cies min\u00fasculas de      l mm.<\/p>\n   \n<p>Os Por\u00edferos n\u00e3o precisam de \u00f3rg\u00e3os para a digest\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Os Por\u00edferos se regeneram, tem capacidade de refazer seu corpo<\/p>\n   \n<p><strong>A esponja e o Zool\u00f3gico Virtual<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Como tratar da esponja no zool\u00f3gico?<\/strong><\/p>\n   \n<p>A esponja tem como seu habitat natural e geralmente s\u00e3o de \u00e1gua salgada.<\/p>\n   \n<p>Com essa informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o ter\u00edamos muitas escolha sen\u00e3o o aqu\u00e1rio com \u00e1gua      salgada , um aqu\u00e1rio expositor para a observa\u00e7\u00e3o do publico e de seus criadores.<\/p>\n   \n<p><strong>Como \u00e9 a sua alimenta\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os por\u00edferos obt\u00eam alimento filtrando a \u00e1gua que fica ao seu redor. O batimento      cont\u00ednuo dos flagelos dos coan\u00f3citos, que reveste a cavidade atrial, for\u00e7a      a saida da \u00e1gua atrav\u00e9s do \u00f3sculo e, em conseq\u00fc\u00eancia, faz com que a \u00e1gua ao      redor do por\u00edfero seja sugada e penetre pelos por\u00f3citos.<\/p>\n   \n<p>Juntamente com a \u00e1gua chegam ao \u00e1trio part\u00edculas alimentares microsc\u00f3picas,      al\u00e9m de oxig\u00eanio dissolvido.<\/p>\n   \n<p>As part\u00edculas alimentares, na maior parte algas e protozo\u00e1rios planct\u00f4nicos,      s\u00e3o capturadas e ingeridas pelos coan\u00f3citos. O alimento \u00e9 digerido no citoplasma      dos coan\u00f3citos.<\/p>\n   \n<p>A digest\u00e3o \u00e9, portanto, intracelular. Os nutrientes excedentes difundem-se      a outras c\u00e9lulas do corpo. Res\u00edduos n\u00e3o-digeridos s\u00e3o lan\u00e7ados no \u00e1trio e      eliminados atrav\u00e9s do \u00f3sculo, juntamente com a \u00e1gua que sai.<\/p>\n   \n<p>Os por\u00edferos n\u00e3o apresentam sistema digestivo, respirat\u00f3rio, circulat\u00f3rio,      excretor. Sua estrat\u00e9gia de sobreviv\u00eancia tem por base a circula\u00e7\u00e3o de \u00e1gua      atrav\u00e9s do corpo. A \u00e1gua que chega traz nutrientes e g\u00e1s oxig\u00eanio, e a \u00e1gua      que sai se encarrega de levar as excress\u00f5es e o g\u00e1s carb\u00f4nico produzidos pela      c\u00e9lula.<\/p>\n   \n<p><strong>Onde encontra Por\u00edferos?<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os Por\u00edferos s\u00e3o aqu\u00e1ticos e a maioria vive no mar. A maneira mais f\u00e1cil      de se achar um \u00e9 procurando em rochas e madeiras submersas no litoral de regi\u00f5es      tropicais e subtropicais. As esp\u00e9cies mais comuns de esponjas formam crostas      amarela, laranja ou cinza. <\/p>\n   \n<p><strong>Exemplo de esponja:<\/strong> Spongia, por\u00edfero marinho muito usado      antigamente para lavar e esfregar.<\/p>\n   \n<p><strong>Para aumentar o seu n\u00famero dentro do zool\u00f3gico?<\/strong><\/p>\n   \n<p>Algumas esp\u00e9cies de esponjas tem sexos separados, enquanto outras s\u00e3o hermafroditas.      Nos dois casos, na \u00e9poca da reprodu\u00e7\u00e3o algumas c\u00e9lulas das esponjas transformam      \u0096 se em gametas masculinos, os espermatoz\u00f3ides, que v\u00e3o para o \u00e1trio      e saem do corpo das esponjas pelo \u00f3sculo, juntamente com a corrente de \u00e1gua.<\/p>\n   \n<p>Dizemos que a fecunda\u00e7\u00e3o \u00e9 interna, pois a uni\u00e3o do espermatoz\u00f3ide com o      \u00f3vulo ocorre no interior do corpo do animal.<\/p>\n   \n<p>As esponjas podem se reproduzir de forma sexuada ou assexuada.<\/p>\n   \n<p><strong>Reprodu\u00e7\u00e3o sexuada<\/strong><\/p>\n   \n<p>As <strong>Esponjas<\/strong> de Sexo separado compreende na uni\u00e3o dos gametas      masculino e feminino, com a conseq\u00fcente forma\u00e7\u00e3o de um zigoto. Este por sua      vez se origina uma larva ciliada e natante, que se fixa em um substrato originando      uma esponja adulta. Ou seja, pela fecunda\u00e7\u00e3o dos \u00f3vulos por espermatoz\u00f3ides      trazidos pela \u00e1gua .<\/p>\n   \n<p><strong>Reprodu\u00e7\u00e3o assexuada<\/strong><\/p>\n   \n<p>Pode ocorrer por brotamento ou regenera\u00e7\u00e3o ( tem grande capacidade de regenera\u00e7\u00e3o      ) e atrav\u00e9s de g\u00eamulas, estas mais comuns em esponjas de \u00e1gua doce. <\/p>\n   \n<p>Quando se trata de regenera\u00e7\u00e3o, min\u00fasculos fragmentos originam um individuo      inteiro o que demonstra a elevada capacidade regenerativa desses animais.      As g\u00eamulas \u0096 aglomerados celulares t\u00edpicos de esponjas dulc\u00edcolas \u0096      s\u00e3o consideradas formas de resist\u00eancia ou de repouso que , em condi\u00e7\u00f5es adequadas,      organizam uma nova esponja. <\/p>\n   \n<p><strong>O espa\u00e7o onde ela vai ser criada prejudicar\u00e1 no seu crescimento?<\/strong><\/p>\n   \n<p>Sim ,porque a forma de crescimento das esponjas \u00e9, em grande parte, uma resposta      adaptativa \u00e0 disponibilidade de espa\u00e7o, \u00e0 inclina\u00e7\u00e3o do substrato e \u00e0 velocidade      da corrente de \u00e1gua.<\/p>\n   \n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>S\u00e3o considerados parazoas: <\/strong>animais fora do padr\u00e3o normal      , sem \u00f3rg\u00e3os , boca ou orificio retal. N\u00e3o possuem tecidos verdadeiros , as      c\u00e9lulas formam um aglomerado trabalhando de forma integrada.<\/p>\n   \n<p><strong>Curiosidade<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>As Esponjas tamb\u00e9m comem carne?<\/strong><\/p>\n   \n<p>Uma equipe de zo\u00f3logos franceses da Universidade do Mediterr\u00e2neo descobriu      numa caverna submarina a primeira esp\u00e9cie de esponja carn\u00edvora .<\/p>\n   \n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, as esponjas eram vistas como criaturas muitos simples, que se      limitavam a filtrar vegetais microsc\u00f3picos da \u00e1gua do mar. As esp\u00e9cies rec\u00e9m      \u0096 descobertas n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o inofensivas.<\/p>\n   \n<p><strong>Elas descobriram um meio de agarrar os alimentos por uma necessidade      de adapta\u00e7\u00e3o:<\/strong> nas cavernas onde se prendem , a \u00e1gua parada dificulta      a filtragem. Isso deu uma vantagem evolutiva as esponjas, que desenvolveram      tent\u00e1culos.<\/p>\n   \n<p>Revestidos com uma substancia parecida com o Velcro , usado para fechar t\u00eanis      e jaquetas , eles passaram a ser usados para capturar min\u00fasculos animais,      de menos de meio cent\u00edmetro , que d\u00e3o sopa por ali.<\/p>\n   \n<p><strong>Alimenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>As esponjas s\u00e3o animais filtradores:<\/strong> as part\u00edculas alimentares      que est\u00e3o suspensas na \u00e1gua penetram no corpo da esponja atrav\u00e9s de poros      microsc\u00f3picos \u0096 poros inalantes \u0096 e cai no \u00e1trio &#8211; cavidade central      &#8211; onde c\u00e9lulas especializadas chamadas coan\u00f3citos retiram g\u00e1s oxig\u00eanio e capturam      part\u00edculas alimentares presentes na \u00e1gua (como a digest\u00e3o ocorre no interior      destas c\u00e9lulas diz-se que os por\u00edferos t\u00eam digest\u00e3o intracelular), ao mesmo      tempo em que elimina res\u00edduos n\u00e3o aproveit\u00e1veis e g\u00e1s carb\u00f4nico. Essa \u00e1gua      sai do corpo da esponja atrav\u00e9s do \u00f3sculo, que se encontra sempre acima do      resto do corpo do animal, uma adapta\u00e7\u00e3o importante, pois evita a recircula\u00e7\u00e3o      da \u00e1gua onde j\u00e1 foram retirados alimento e oxig\u00eanio e adicionados res\u00edduos.<\/p>\n   \n<p>Em nenhum outro animal a abertura principal do corpo \u00e9 exalante como no caso      das esponjas, mais uma caracter\u00edstica particular destas.<\/p>\n   \n<p align=\"center\" class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/esponjas-08.jpg\" alt=\"Esponjas \" title=\"Esponjas \" \/><strong><br \/>\n     Coan\u00f3citos<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p>Todas as <strong>esponjas<\/strong> s\u00e3o sedent\u00e1rias podendo viver individualmente      ou em col\u00f4nias. Vivem em meio aqu\u00e1tico (tanto \u00e1gua doce como salgada), geralmente      na linha da mar\u00e9 baixa at\u00e9 a profundidade onde atingem os 5550 metros.<\/p>\n   \n<p>As esponjas crescem sempre aderidas a substratos imersos, como madeiras,      conchas, rochas, etc. Muitas apresentam um aspecto quase vegetal (p\u00f3 isso      foram consideradas plantas durante muitos s\u00e9culos), embora possam se brilhantemente      coloridas.<\/p>\n   \n<p>Podem ser encontradas em todo o litoral, desde Pernambuco at\u00e9 s\u00e3o Paulo.<\/p>\n   \n<p><strong>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p>A reprodu\u00e7\u00e3o das esponjas pode ser assexuada ou sexuada.<strong> <\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>No caso da assexuada, reconhecem-se tr\u00eas processos<\/strong>:<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Regenera\u00e7\u00e3o:<\/strong> os por\u00edferos possuem grande poder de regenerar        partes perdidas do corpo. Qualquer parte cortada de uma esponja tem a capacidade        de se tornar uma nova esponja completa.<br \/>\n<strong>Brotamento: <\/strong>consiste na forma\u00e7\u00e3o de um broto a partir da        esponja-m\u00e3e. Os brotos podem se separar, constituindo novos animais.<br \/>\n<strong>Gemula\u00e7\u00e3o:<\/strong> \u00e9 um processo realizado pelas esp\u00e9cies de \u00e1gua        doce e alguns marinhos. Consiste na produ\u00e7\u00e3o de g\u00eamulas, um grupo de ameb\u00f3ides        que s\u00e3o envolvidos por uma membrana grossa e resistente.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Quando a reprodu\u00e7\u00e3o \u00e9 sexuada, observa-se que a maioria das esponjas \u00e9 hermafrodita,      embora existam esp\u00e9cies com sexo separado, n\u00e3o h\u00e1 g\u00f4nadas para a forma\u00e7\u00e3o      de gametas, sendo estes originados pelos asque\u00f3citos. A fecunda\u00e7\u00e3o (interna)      e as primeiras fases do desenvolvimento embrion\u00e1rio ocorrem no interior do      organismo materno.<\/p>\n   \n<p><strong>Curiosidades<\/strong><\/p>\n   \n<p>As <strong>esponjas<\/strong> podem filtrar em uma hora um volume de \u00e1gua      centenas de vezes maiores que o volume de seu corpo.<\/p>\n   \n<h4><strong>Esponjas &#8211; <\/strong>Filo Por\u00edfero<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/esponjas-01.jpg\" alt=\"Esponjas \" title=\"Esponjas \" \/><strong><br \/>\n     Esponjas (por\u00edferos) <\/strong><\/p>\n   \n<p>Os<strong> por\u00edferos ou espongi\u00e1rios (esponjas) <\/strong>constituem-se nos      animais menos evolu\u00eddos de todos. S\u00e3o multicelulares, mas suas c\u00e9lulas n\u00e3o      formam tecidos bem definidos e muito menos se estruturam em \u00f3rg\u00e3os. A sua      constitui\u00e7\u00e3o \u00e9 muito simples.<\/p>\n   \n<p><strong>Por isso, muitos especialistas preferem distingui-lo dos outros grupos      de animais, dividindo o reino Metazoa em dois sub-reinos:<\/strong> O Parazoa      (onde se situam os por\u00edferos) e o Eumetazoa (que engloba todos os demais filos).<\/p>\n   \n<p>Os por\u00edferos (do latim porus, \u0091poro\u0092, \u0091orif\u00edcio\u0092, e ferre,      \u0091que transporta\u0092, \u0091portador\u0092) s\u00e3o todos de habitat aqu\u00e1tico,      predominantemente marinhos, vivendo presos \u00e0s rochas ou outros substratos      do fundo do mar ou dos rios. T\u00eam o corpo perfurado por grande n\u00famero de poros,      por onde entra a \u00e1gua (poros inalantes ou \u00f3stios) e um \u00fanico poro grande exalante      (o \u00f3sculo), pelo qual sai a \u00e1gua de percorrer a cavidade central do corpo.<\/p>\n   \n<p>Os por\u00edferos n\u00e3o possuem sistemas (digestivo, respirat\u00f3rio, nervoso e reprodutor).      Eles realizam a digest\u00e3o intracelular. A respira\u00e7\u00e3o e a excre\u00e7\u00e3o se fazem      por difus\u00e3o direta entre a \u00e1gua circulante e as sua c\u00e9lulas.<\/p>\n   \n<p>O corpo de uma esponja apresenta um revestimento esterno de c\u00e9lulas achatadas      \u0097 a epiderme \u0097, um revestimento interno com c\u00e9lulas flageladas e      providas de gola ou colarinho, chamadas coan\u00f3citos, e uma camada intermedi\u00e1ria      na qual se encontram c\u00e9lulas m\u00f3veis que se deslocam intensamente por meio      de pseud\u00f3podos \u0097 os ameb\u00f3citos. No mes\u00eanquima, pode-se encontrar uma      esp\u00e9cie de arcabou\u00e7o ou silicosas e uma rede de uma prote\u00edna espec\u00edfica chamada      espongina. Assim, distinguem-se esponjas r\u00edgidas (calc\u00e1rias e silicosas) e      esponjas macias (esponjas c\u00f3rneas). Estas \u00faltimas, muito usadas no banho,      n\u00e3o possuem esp\u00edculas e a sustenta\u00e7\u00e3o do corpo \u00e9 feita t\u00e3o-somente pela rede      de espongina. No mes\u00eanquima, al\u00e9m dos ameb\u00f3citos encontram-se as c\u00e9lulas formadoras      das esp\u00edculas e c\u00e9lulas geradoras dos gametas (mas n\u00e3o h\u00e1 &#8220;g\u00f4nodas&#8221;      propriamente).<\/p>\n   \n<p>A \u00e1gua ambiental penetra na esponja pelos poros inalantes, percorre os canais      do corpo e alcan\u00e7a uma grande cavidade central \u0097 o \u00e1trio ou espongiocele.      Os coan\u00f3citos revestem o \u00e1trio e, em muitos casos, pequenas c\u00e2maras que ficam      no trajeto dos canais. O agitar dos flagelos dessas c\u00e9lulas provoca um fluxo      de circula\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, puxando-a de fora para dentro do corpo. Os coan\u00f3citos,      al\u00e9m disso, ret\u00eam as part\u00edculas alimentares trazidas pela \u00e1gua e as digerem      em vac\u00faolos digestivos. O alimento, total ou parcialmente digerido, \u00e9 ent\u00e3o      entregue aos ameb\u00f3citos do mes\u00eanquima, a fim de estes concluam a digest\u00e3o      ou simplesmente o distribuam para todas as outras c\u00e9lulas. O oxig\u00eanio \u00e9 retido      por difus\u00e3o direta pelas c\u00e9lulas, da mesma forma como s\u00e3o expelidos os excretas.    <\/p>\n   \n<p>Estes \u00faltimos v\u00e3o ao exterior arrastados pela \u00e1gua que sai pelo \u00f3sculo.<\/p>\n   \n<p><strong>Os por\u00edferos se dividem em tr\u00eas tipos:<\/strong> \u00c1scon (do grego,      \u0091saco\u0092, \u0091odre\u0092), S\u00edcon (do grego sykon, \u0091figo\u0092)      e L\u00eaucon (do grego leukos, \u0091branco\u0092).<\/p>\n   \n<p><strong>\u00c1scon <\/strong><\/p>\n   \n<p>A forma primitiva dos espongi\u00e1rios \u00e9 a de um tubo ou vaso, fixado no substrato.      Na extremidade apical aparece uma grande abertura \u0097 o \u00f3sculo \u0097 que      serve para a sa\u00edda da \u00e1gua que continuamente atravessa o corpo da esponja.      A parede do corpo \u00e9 provida de um grande n\u00famero de poros (da\u00ed o nome de por\u00edfera),      atrav\u00e9s dos quais penetram \u00e1gua e part\u00edculas alimentares. <\/p>\n   \n<p>Nos \u00e1scon, bem como nos outros dois tipos, n\u00e3o existem \u00f3rg\u00e3o diferenciados,      mas, distinguem-se diversos tipos celulares adaptados a determinadas fun\u00e7\u00f5es.      A parede do corpo \u00e9 formada por duas camadas celulares. A camada mais externa      \u00e9 dermal, de origem ectod\u00e9rmica, e a mais interna, denominada gastral, tem      origem endod\u00e9rmica. Entre as duas camadas celulares, h\u00e1 um mes\u00eanquima gelatinoso.      A cavidade central do corpo \u00e9 chamada \u00e1trio ou espongiocela. <\/p>\n   \n<p><strong>Nas duas camadas celulares e no mes\u00eanquima, encontramos os seguintes      tipos celulares:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Pinac\u00f3citos:<\/strong> s\u00e3o c\u00e9lulas achatadas que, justapostas, formam        a camada dermal. <strong><br \/>\n       Coan\u00f3citos: <\/strong>s\u00e3o c\u00e9lulas flageladas e providas de um colarinho,        uma forma\u00e7\u00e3o membranosa que envolve o flagelo. Revestem a cavidade atrial        e constituem a camada gastral. <strong><br \/>\n       Por\u00f3citos: <\/strong>s\u00e3o c\u00e9lulas, percorridas por uma perfura\u00e7\u00e3o c\u00f4nica.        S\u00e3o estas perfura\u00e7\u00f5es dos por\u00f3citos que constituem os numerosos poros que        ligam o \u00e1trio ao meio externo. <strong><br \/>\n       Mi\u00f3citos:<\/strong> s\u00e3o c\u00e9lulas alongadas e contr\u00e1cteis, que formam esf\u00edncter        em torno dos poros e do \u00f3sculo.<strong><br \/>\n       Ameb\u00f3citos: <\/strong>c\u00e9lulas, situadas no mes\u00eanquima, que possuem movimento        emeb\u00f3ide, realizando v\u00e1rias fun\u00e7\u00f5es. <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>S\u00edcon<\/strong><\/p>\n   \n<p>Observada externamente, apresenta-se como uma urna alongada, fixada pela      extremidade superior, circundado por uma coroa de esp\u00edculas longas e afiliadas.      A superf\u00edcie do corpo possui numerosas eleva\u00e7\u00f5es ou papilas, das quais saem      pequenas esp\u00edculas. Entre as papilas aparecem os poros.<\/p>\n   \n<p>Cortada longitudinalmente, apresenta a parede do corpo espessa e com uma      s\u00e9rie de dobras, formando curtos canais horizontais.<\/p>\n   \n<p><strong>Distinguimos dois tipos de canais:<\/strong> inalantes e exalantes.    <\/p>\n   \n<p>Os primeiros abrem-se na superf\u00edcie externa e terminam em fundo cego. Os      canais exalantes, s\u00e3o internos e desembocam no \u00e1trio.<\/p>\n   \n<p>A superf\u00edcie externa e os canais inalantes s\u00e3o revestidos pela camada dermal,      formada por pinac\u00f3citos, ficando os coan\u00f3citos limitados aos canais exalantes.      O mes\u00eanquima gelatinoso \u00e9 bem mais desenvolvido do que no \u00e1scon, cont\u00e9m ameb\u00f3citos      e esp\u00edculas.<\/p>\n   \n<p><strong>L\u00eaucon<\/strong><\/p>\n   \n<p>\u00c9 o tipo mais evolu\u00eddo, o \u00e1trio \u00e9 reduzido, enquanto a parede do corpo \u00e9      bastante desenvolvida e percorrida por um complicado sistema de canais e c\u00e2maras.      Os coan\u00f3citos encontram-se revestindo c\u00e2maras esf\u00e9ricas, tamb\u00e9m denominada      c\u00e2maras vibr\u00e1teis, interpostas num sistema de canais. Os canais partem dos      poros e atingem as c\u00e2maras transportando \u00e1gua s\u00e3o denominadas inalantes ou      aferentes. Das c\u00e2maras saem os canais exalantes ou eferentes que atingem o      \u00e1trio.<\/p>\n   \n<p>Os coan\u00f3citos s\u00f3 aparecem nas c\u00e2maras vibr\u00e1teis. Os pinac\u00f3citos revestem      a superf\u00edcie externa, o \u00e1trio e os diversos canais. No desenvolvimento do      mes\u00eanquima encontramos ameb\u00f3citos e esp\u00edculas.<\/p>\n   \n<p><strong>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Assexuada<\/strong><\/p>\n   \n<p>No brotamento formam-se pequenos brotos laterais que se desenvolvem em novos      indiv\u00edduos, originando as formas coloniais. Na gemula\u00e7\u00e3o formam-se agregados      de c\u00e9lulas ameb\u00f3ides indiferenciadas, envoltas por dura camada de esp\u00edculas      justapostas. As g\u00eamulas constituem formas de resist6encia, pois sobrevivem      a condi\u00e7\u00f5es desfavor\u00e1veis de seca e\/ou frio. Merece destaque a grande capacidade      de regenera\u00e7\u00e3o de partes danificadas da esponja.<\/p>\n   \n<p><strong>Sexuada<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os por\u00edferos s\u00e3o hermafroditas, por\u00e9m n\u00e3o possuem g\u00f4nadas. Os gametas, que      se formam a partir de ameb\u00f3citos que sofrem meiose, s\u00e3o lan\u00e7ados no \u00e1trio,      onde ocorre a fecunda\u00e7\u00e3o. Cada indiv\u00edduo apresenta matura\u00e7\u00e3o de \u00f3vulos e espermatoz\u00f3ides      em \u00e9pocas diferentes, o que evita a autofecunda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>O desenvolvimento \u00e9 indireto: <\/strong>ap\u00f3s a fecunda\u00e7\u00e3o o zigoto      se desenvolve em uma larva livre-natante \u0097 anfibl\u00e1stula \u0097 que sai      pelo \u00f3sculo, fixa-se em um substrato e cresce, originando novo indiv\u00edduo.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.enchantedlearning.com\/acd.ufrj.br\/antonio-fonseca.com\/br.geocities.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esponjas, Animais, Esp\u00e9cies, Anatomia, Caracter\u00edsticas, Filo, Por\u00edfero, Reprodu\u00e7\u00e3o, Classifica\u00e7\u00e3o, Ecologia, Brasil, Alimenta\u00e7\u00e3o, Esponjas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18291,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-26876","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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