{"id":26868,"date":"2016-01-15T00:00:00","date_gmt":"2016-01-15T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/filo-equinodermata-3\/"},"modified":"2026-09-01T18:07:10","modified_gmt":"2026-09-01T18:07:10","slug":"filo-equinodermata-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/filo-equinodermata-3\/","title":{"rendered":"Filo Equinodermata"},"content":{"rendered":"\n<strong>Equinodermos<\/strong>\u00a0(nome cient\u00edfico Echinodermata) s\u00e3o um grupo importante de apenas animais marinhos.\n\nO nome vem da palavra grega para &#8220;pele espinhosa&#8221;.\n\nOs equinodermos t\u00eam simetria radial, muitos com cinco ou m\u00faltiplos de cinco bra\u00e7os.\n\nEles t\u00eam uma casca, feita principalmente de carbonato de c\u00e1lcio, que \u00e9 recoberta pela pele.\n\nA pele cont\u00e9m c\u00e9lulas para ajudar a sustentar e manter o esqueleto, c\u00e9lulas pigmentares, c\u00e9lulas para detectar movimento na superf\u00edcie do animal e, \u00e0s vezes, c\u00e9lulas glandulares que secretam fluidos pegajosos ou mesmo toxinas.\n\n<strong>Origem do nome<\/strong>\n\nA palavra vem do (gr. Echinos, ouri\u00e7o mais derma, pele), constituem um dos filos mais distintos e facilmente reconhecidos do Reino Animal.\n\nOs<strong>\u00a0equinodermos\u00a0<\/strong>s\u00e3o animais estritamente marinhos dotados de um endoesqueleto calc\u00e1rio formado de placas dependentes ou articuladas, na maioria das vezes originando proemin\u00eancias, como espinhos, abaixo da epiderme, da\u00ed o nome do filo. Compreendem as estrelas-do-mar, os ouri\u00e7os-do-mar, os pepinos-do-mar etc.\n\nN\u00e3o existe nenhuma esp\u00e9cie de equinodermo adaptada \u00e0 \u00e1gua doce. Talvez isso se justifique por sua suposta origem a partir de grupo mais adiantados e marinhos que regrediram, tomando-se fixos, sofrendo involu\u00e7\u00e3o da cabe\u00e7a e assumindo simetria radiada na fase adulta.\n\nSeus esp\u00e9cimes apresentam algumas particularidades importantes que devem ser vistas logo de in\u00edcio, pois os distinguem dos demais invertebrados.\n\nIncluem estrelas-do-mar e ofi\u00faros (classe Stelleridea), ouri\u00e7os-do-mar e bolachas-da-praia (Echinoidea), crin\u00f3ides (Crinoidea) e holoturias (Holothuroidea).\n\n&nbsp;\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Filo Equinodermata\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-equino37.jpg\" alt=\"Filo Equinodermata\" \/><strong>\nAnatomia de uma Estrela do Mar<\/strong><\/p>\n<strong>O que s\u00e3o equinodermos?<\/strong>\n\nOs<strong>\u00a0equinodermos<\/strong>\u00a0s\u00e3o um filo muito antigo de animais marinhos cujo nome significa &#8220;pele espinhosa&#8221; em grego. Esse nome \u00e9 um nome impr\u00f3prio, entretanto, porque nem todos os equinodermos t\u00eam espinhos.\n\nSeu tra\u00e7o universal mais adequado \u00e9 a ancestralidade comum, incluindo um sistema vascular \u00fanico \u00e0 base de \u00e1gua e frequente simetria qu\u00edntupla. Embora nem sempre exibam uma simetria qu\u00edntupla (pepinos do mar s\u00e3o equinodermos e t\u00eam simetria bilateral), os equinodermos s\u00e3o conhecidos por frequentemente jogarem jogos com a tend\u00eancia t\u00edpica de simetria bilateral, como nos ouri\u00e7os-do-mar (simetria radial) e as numerosas estrelas do mar e d\u00f3lares de areia (simetria qu\u00edntupla).\n\nOs equinodermos s\u00e3o um dos v\u00e1rios filos exclusivamente marinhos.\n\nAcredita-se que o primeiro equinodermo conhecido seja o Arkarua, um antigo f\u00f3ssil semelhante a um disco com cerca de 1 cm de di\u00e2metro e um padr\u00e3o qu\u00edntuplo de marcas que leva os cientistas a classific\u00e1-lo como um prov\u00e1vel equinodermo. Este f\u00f3ssil data do final do Ediacaran, cerca de 550 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. Fora isso, os primeiros certos equinodermos aparecem no in\u00edcio do Cambriano, cerca de 530 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s.\n\nContendo 7.000 esp\u00e9cies vivas, os equinodermos s\u00e3o o segundo maior filo de deuterost\u00f4mios depois dos cordados (vertebrados), que s\u00e3o o filo de grande porte dominante em terra.\n\nMuito flex\u00edveis, os\u00a0<strong>equinodermos<\/strong>\u00a0s\u00e3o encontrados em todas as profundidades do oceano, desde a zona entremar\u00e9s at\u00e9 a zona abissal, quil\u00f4metros e quil\u00f4metros abaixo da superf\u00edcie.\n\nExistem dois subfilos prim\u00e1rios de equinodermos; o m\u00f3vel Eleutherozoa, que inclui estrelas do mar, estrelas quebradi\u00e7as, ouri\u00e7os-do-mar, d\u00f3lares da areia, margaridas do mar e pepinos do mar; e o Pelmatozo\u00e1rio s\u00e9ssil, que inclui os crin\u00f3ides (estrelas pluma).\n\nO subfilo m\u00f3vel rasteja ao longo do fundo do oceano usando um p\u00e9 musculoso e \u00e9 especializado em consumir habitantes do fundo que poucos outros animais do oceano conseguem.\n\nOs equinodermos s\u00e3o importantes porque est\u00e3o entre os \u00fanicos grandes animais capazes de sobreviver no deserto absoluto que caracteriza a vasta maioria dos oceanos do mundo.\n\nSeus esqueletos se fossilizam prontamente e fornecem importantes informa\u00e7\u00f5es biogeogr\u00e1ficas aos paleont\u00f3logos. Muitas forma\u00e7\u00f5es calc\u00e1rias s\u00e3o feitas de esqueletos de equinoderme, e alguns paleont\u00f3logos acreditam que a radia\u00e7\u00e3o evolutiva de equinodermos foi respons\u00e1vel por um aumento repentino na diversidade da vida marinha mesoz\u00f3ica.\n\n<strong>Caracter\u00edsticas Gerais<\/strong>\n<blockquote>Simetria geralmente radical nos adultos e bilateral nas larvas\nSuperf\u00edcie do corpo com 5 \u00e1reas radicalmente sim\u00e9tricas\nCorpo coberto por epiderme delicada sobre um endoesqueleto mesod\u00e9rmico\nSem cabe\u00e7a, corpo disposto ao longo de um eixo oral-aboral\nCeloma enteroc\u00e9lico (originados de uma evagina\u00e7\u00e3o arqu\u00eantero)\nSexos separados\nSistema excretor ausente<\/blockquote>\nTodos os representantes do filo s\u00e3o de vida livre, sendo raras as esp\u00e9cies comensais. Em geral, os sexos s\u00e3o separados, sem dimorfismo sexual externo, com exce\u00e7\u00e3o dos Concentricycloidea, que apresentam, inclusive, \u00f3rg\u00e3o copulat\u00f3rio. Algumas esp\u00e9cies passam por um est\u00e1dio larval planct\u00f4nico, enquanto outras s\u00e3o viv\u00edparas. Apesar de raro entre os Echinodermata, o hermafroditismo tem sido relatado em algumas esp\u00e9cies.\n\nO alto poder de regenera\u00e7\u00e3o dos integrantes deste filo confere a algumas esp\u00e9cies a capacidade de se reproduzir assexuadamente por fiss\u00e3o, um processo de divis\u00e3o do corpo que resulta em novos indiv\u00edduos completos e funcionais.\n\nEmbora a grande maioria das esp\u00e9cies seja marinha, algumas toleram a \u00e1gua salobra. Podem ser encontrados em todos os oceanos, latitudes e profundidades, da zona entremar\u00e9s \u00e0s regi\u00f5es abissais, sendo mais abundantes na regi\u00e3o tropical do que nas \u00e1guas polares.\n\nS\u00e3o predominantemente bent\u00f4nicos, ocupando diversos tipos de substrato. Umas poucas esp\u00e9cies de holot\u00farias, por\u00e9m, s\u00e3o pel\u00e1gicas. Tendem a apresentar distribui\u00e7\u00e3o agregada, sendo encontradas em altas densidades. Em locais onde as condi\u00e7\u00f5es s\u00e3o favor\u00e1veis, o substrato pode ficar totalmente coberto por ouri\u00e7os-do-mar, ofiur\u00f3ides ou estrelas-do-mar.\n\nConstituem o grupo mais abundante de animais dos fundos marinhos, chegando a compor 90% da biomassa total nas regi\u00f5es abissais.\n\nMuitos s\u00e3o adaptados para se fixar a substratos rochosos, enquanto outros vivem em substratos lodosos, arenosos, em madeira submersa ou em epibiose.\n\nA estrutura corporal dos equinodermas baseia-se na exist\u00eancia do sistema ambulacr\u00e1rio. Tomando como exemplo a estrela-do-mar, a face do corpo voltada para o solo ou outro substrato \u00e9 a face oral; a oposta \u00e9 a face aboral, onde est\u00e1 o orif\u00edcio retal e a placa madrep\u00f3rica. Essa placa \u00e9 perfurada e permite a entrada de \u00e1gua do mar, que preenche todo o sistema. Pelo canal madrep\u00f3rico, a \u00e1gua alcan\u00e7a o canal circular, onde existem dilata\u00e7\u00f5es chamadas ves\u00edculas de Poli. Dessas ves\u00edculas, saem cinco canais radiais, que se dirigem para os bra\u00e7os. Ao longo desses canais radiais, h\u00e1 centenas de pequenas bolsas, chamadas ampolas, de onde partem os p\u00e9s ambulacr\u00e1rios.\n\nO sistema digestivo \u00e9 completo. Os ouri\u00e7os-do-mar possuem, na boca, uma estrutura raspadora chamada lanterna-de-Arist\u00f3teles. As estrelas-do-mar s\u00e3o capazes de everter o seu est\u00f4mato, introduzindo-o no interior de conchas de moluscos, digeridos ainda vivos.\n\nO sistema circulat\u00f3rio \u00e9 ausente ou rudimentar, e a distribui\u00e7\u00e3o de materiais faz-se atrav\u00e9s da cavidade celom\u00e1tica. A excre\u00e7\u00e3o \u00e9 feita diretamente atrav\u00e9s da \u00e1gua que ocupa o sistema ambulacr\u00e1rio, n\u00e3o havendo nenhuma outra estrutura excretora especializada.\n\nAs trocas gasosas ocorrem por difus\u00e3o, entre a \u00e1gua do mar e a que ocupa o sistema ambulacr\u00e1rio.\n\nO\u00a0<strong>endoesqueleto<\/strong>\u00a0\u00e9 constitu\u00eddo por placas calc\u00e1rias, distribu\u00eddas em cinco zonas ambulacrais alternadas com cinco zonas interambulacrais. As zonas ambulacrais possuem numerosos orif\u00edcios, por onde se projetam os p\u00e9s ambulacrais, estruturas relacionadas com a locomo\u00e7\u00e3o. Na face dorsal do esqueleto h\u00e1 uma placa central ou disco (onde se abre o orif\u00edcio retal), rodeada por cinco placas, cada uma com um orif\u00edcio genital.\n\n<strong>Uma dessas placas exibe, al\u00e9m do orif\u00edcio genital, numerosos poros ligados ao sistema ambulacral:<\/strong>\u00a0trata-se da placa madrep\u00f3rica. Assentados sobre as placas est\u00e3o os espinhos, dotados de mobilidade gra\u00e7as aos m\u00fasculos presentes em sua base. Entre os espinhos, pequenas estruturas com a extremidade em forma de pin\u00e7a, as pedicel\u00e1rias, constitu\u00eddas por dois ou tr\u00eas art\u00edculos, com fun\u00e7\u00f5es de defesa e limpeza da superf\u00edcie corporal.\n\nNa reprodu\u00e7\u00e3o sexuada os animais s\u00e3o di\u00f3icos e de fecunda\u00e7\u00e3o externa. Nos ouri\u00e7os-do-mar a larva \u00e9 equinopl\u00fateus, enquanto nas estrelas-do-mar as larvas s\u00e3o bipin\u00e1ria e braquiol\u00e1ria.\n\nS\u00e3o animais muito usados para estudos do desenvolvimento embrion\u00e1rio e partenog\u00eanese.\n\nA regenera\u00e7\u00e3o \u00e9 muito intensa. Na estrela-do-mar, al\u00e9m de regenerar os bra\u00e7os, se dividida em v\u00e1rias partes, cada parte dar\u00e1 um novo indiv\u00edduo e podemos ent\u00e3o falar em reprodu\u00e7\u00e3o assexuada. Os pepinos-do-mar, quando perseguidos, podem eliminar parte de suas v\u00edsceras e depois regener\u00e1-las.\n\n<strong>Sistema Nervoso dos Equinodermas<\/strong>\n\n<strong>Sistema nervoso<\/strong>\u00a0subepid\u00e9rmico na forma de um anel circum-esof\u00e1gico, do qual partem nervos bastante difusos para cada amb\u00falacro.\n\nAo inv\u00e9s de as fibras nervosas correrem no sentido dos motoneur\u00f4nios aos blocos musculares, s\u00e3o as c\u00e9lulas musculares com processos longos, semelhantes no formato a um ax\u00f4nio, as que se estendem para formar terminais p\u00f3s-sin\u00e1pticos na superf\u00edcie do cord\u00e3o nervoso.\n\nN\u00e3o \u00e9 centralizado, \u00e9 pouco desenvolvido. N\u00e3o posseum c\u00e9rebro, e apesar disso s\u00e3o capazes de efetuar coordena\u00e7\u00e3o em coisas como o movimento, captura de alimentos e tamb\u00e9m s\u00e3o capazes de voltar \u00e0 posi\u00e7\u00e3o original quando s\u00e3o virados. N\u00e3o h\u00e1 \u00f3rg\u00e3os especiais dos sentidos. Parece que a recep\u00e7\u00e3o sensorial de todos os tipos como tato, subst\u00e2ncias qu\u00edmicas, luz \u2026, \u00e9 uma fun\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas especializadas da epiderme. H\u00e1 c\u00e9lulas t\u00e1teis e olfativas em toda a superf\u00edcie do corpo.\n\nAs estrelas-do-mar possuem c\u00e9lulas fotorreceptoras nas extremidades dos bra\u00e7os.\n\n<strong>Caracter\u00edstica comum a todos os Equinodermos<\/strong>\n\nO animal pode movimentar-se em qualquer dire\u00e7\u00e3o sobre uma superf\u00edcie, mas, uma vez iniciada a locomo\u00e7\u00e3o, mostra a\u00e7\u00e3o coordenada dos bra\u00e7os e p\u00e9s ambulacrais.\n\nO sistema respons\u00e1vel diretamente pela locomo\u00e7\u00e3o \u00e9 o ambulacral, em especial os oss\u00edculos que d\u00e3o a rigidez necess\u00e1ria para permitir que os p\u00e9s ambulacrais funcionem durante a locomo\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Os Equinodermos tamb\u00e9m apresentam estas outras caracter\u00edsticas:<\/strong>\n<blockquote>Animais n\u00e3o segmentados. Sem cabe\u00e7a diferenciada.\nSimetria pentarradiada no estado adulto e bilateral na fase larval.\nOs espinhos, que servem como prote\u00e7\u00e3o, principalmente no ouri\u00e7o-do-mar, s\u00e3o bem alongados e \u00e0s vezes providos de gl\u00e2ndulas pe\u00e7onhentas.<\/blockquote>\n<strong>Outras caracter\u00edsticas b\u00e1sicas:<\/strong>\n<blockquote>S\u00e3o animais de vida livre, predadores ou detrit\u00edvoros.\nSimetria bilateral enquanto larva e formato pentarradial nos adultos.\nS\u00e3o tribl\u00e1sticos e celomados.\nCorpo sem cabe\u00e7a.\nPossuem endoesqueleto calc\u00e1rio.\nDotados de sistema aq\u00fc\u00edfero.\nAnimais di\u00f3icos, com fecunda\u00e7\u00e3o externa e desenvolvimento indireto; produzem larvas ciliadas.\nN\u00e3o possuem sistema excretor especializado.\nT\u00eam sistema digestivo completo.<\/blockquote>\nMerece destacar tamb\u00e9m a maneira de forma\u00e7\u00e3o do celoma nos equinodermos. Nestes animais, o celoma tem origem em bolsas ou sacos celom\u00e1ticos, que surgem por evagina\u00e7\u00f5es laterais das paredes do intestino primitivo ou arqu\u00eantero. Diz-se que a forma\u00e7\u00e3o do celoma por este processo \u00e9 entoroc\u00e9lica (do grego enteron, intestino, e keilos, cavidade).\n\nEsse processo s\u00f3 ocorre com os equinodermos e com os cordados. Com exce\u00e7\u00e3o dos equinodermos, todos os invertebrados t\u00eam celoma\u00e7\u00e3o esquizoc\u00e9lica, isto \u00e9, a partir de brotos celulares endod\u00e9rmicos que se desprendem das faces laterais do arqu\u00eantero, multiplicam-se e se separam, delimitando ent\u00e3o a cavidade celom\u00e1tica que, aos poucos, vai se constituindo.\n\n<strong>H\u00e1 ainda mais um detalhe importante:<\/strong>\u00a0durante o desenvolvimento embrion\u00e1rio estabelece-se a g\u00e1strula, que tem a forma de um bal\u00e3o. A \u201cboca\u201d desse bal\u00e3o \u00e9 o blast\u00f3poro. Em muitos animais, ap\u00f3s o desenvolvimento completo do embri\u00e3o, o blast\u00f3poro permanece com a fun\u00e7\u00e3o de boca. Esses animais s\u00e3o classificados como protost\u00f4mio (do grego proto, primitivo, e stoma. boca).\n\nNos animais mais evolu\u00eddos, o blast\u00f3poro fica reduzido, no animal j\u00e1 formado, \u00e0 fun\u00e7\u00e3o de orif\u00edcio retal. A boca surge de uma nova cavidade que aparece na por\u00e7\u00e3o anterior do corpo.\n\nEsses animais s\u00e3o denominados deuterost\u00f4mios (do grego deuteros, segundo, e stoma, boca). Tamb\u00e9m sob este aspecto, os equinodermos (todos deuterost\u00f4mios) s\u00e3o os invertebrados que mais se aproximam dos cordados, uma vez que moluscos, artr\u00f3podos, anel\u00eddeos e asquelmintos s\u00e3o todos protost\u00f4mios.\n\nExistem c\u00e9lulas t\u00e1cteis e olfativas espalhadas por toda a superf\u00edcie do corpo dos equinodermos. Nas estrelas-do-mar, encontram-se grupos de c\u00e9lulas fotorreceptoras que atuam como min\u00fasculos olhos nas extremidades dos bra\u00e7os.\n\nOs\u00a0<strong>equinodermos<\/strong>\u00a0s\u00e3o todos de vida livre. Nunca formam col\u00f4nias e n\u00e3o h\u00e1 esp\u00e9cie parasita. O corpo n\u00e3o revela segmenta\u00e7\u00e3o. Desprovidos de cabe\u00e7a, eles t\u00eam um sistema nervoso elementar, com um anel nervoso ao redor es\u00f4fago, do qual partem nervos radiais que se dirigem os bra\u00e7os ou para os lados (nos que n\u00e3o t\u00eam bra\u00e7os). O tubo digestivo \u00e9 simples. Nas estrelas e nos ouri\u00e7os, a fica voltada para baixo (face oral) e o orif\u00edcio retal fica voltado para cima (face aboral).\n\nNos ouri\u00e7os, existe junto \u00e1 boca um \u00f3rg\u00e3o chamado lanterna-de-arist\u00f3teles, organizado por cinco dentes calc\u00e1rios fortes e afiados, cujos movimentos s\u00e3o coordenados por m\u00fasculos desenvolvidos. Nas estrelas, esse \u00f3rg\u00e3o n\u00e3o existe, mas em compensa\u00e7\u00e3o o intestino (que se segue ao est\u00f4mago) \u00e9 provido de cinco pares de cecos digestivos, que se disp\u00f5em na dire\u00e7\u00e3o dos bra\u00e7os.\n\nN\u00e3o h\u00e1 um sistema circulat\u00f3rio t\u00edpico, j\u00e1 que podemos encontrar apenas alguns canais em contato com o celoma, pelos quais circula um l\u00edquido claro com ameb\u00f3citos. Esses canais v\u00e3o at\u00e9 as br\u00e2nquias, em n\u00famero de 10, situadas ao redor da boca, onde ocorrem as trocas gasosas com o meio ambiente e a elimina\u00e7\u00e3o dos produtos de excre\u00e7\u00e3o. Consequentemente, n\u00e3o h\u00e1 sistema excretor definido nos equinodermos\n\nOs<strong>\u00a0equinodermos<\/strong>\u00a0revelam sexos separados (animais di\u00f3icos) e fazem a fecunda\u00e7\u00e3o externa (o encontro dos gametas ocorre na \u00e1gua). H\u00e1 diversos tipos de larva, todas ciliadas, mas a mais comum \u00e9 o pl\u00fateo.\n\nAlgumas esp\u00e9cies realizam a regenera\u00e7\u00e3o com muita facilidade. Entre as estrelas, at\u00e9 mesmo o fragmento de um bra\u00e7o pode reconstituir um animal inteiro.\n\nO principal sistema desenvolvido pelos equinodermos \u00e9 o sistema aq\u00fc\u00edfero ou ambulacr\u00e1rio, caracter\u00edstico desse filo.\n\n<strong>Ele se comp\u00f5e de:<\/strong>\u00a0placa madrep\u00f3rica (pequena l\u00e2mina circular com numerosos orif\u00edcios), localizada na face aboral junto ao orif\u00edcio retal; canal p\u00e9treo, por onde circula a \u00e1gua do mar que entrou pela placa madrep\u00f3rica; anel periesofagiano, conduto circular que d\u00e1 prosseguimento ao canal p\u00e9treo e do qual saem as ves\u00edculas de Poli e os cinco canais radiais, que se expandem por zonas especiais, dispostas radiadamente no corpo do animal. Cada canal radial emite numerosas ampolas, das quais partem os p\u00e9s embulacr\u00e1rios. A \u00e1gua penetra pela placa madrep\u00f3rica, percorre todo o sistema ma e \u00e9 eliminada pelos terminais dos canais radiais. Ao passar pelas ampolas, pode ser compelida (por press\u00e3o com os m\u00fasculos) a entrar nos p\u00e9s ambulacr\u00e1rios, que se estufam para a frente.\n\nComo esses p\u00e9s possuem ventosas nas extremidades, isso pode permitir ao animal fixar-se num substrato ou reter um alimento. A contra\u00e7\u00e3o de outros m\u00fasculos pode devolver a \u00e1gua \u00e0s ampolas, determinando a retra\u00e7\u00e3o dos p\u00e9s ambulacr\u00e1rios. Todo o sistema aq\u00fc\u00edfero ou bulacr\u00e1rio \u00e9 apenas uma especializa\u00e7\u00e3o de parte do celoma dos equinodermos.\n\n<strong>As classes dos equinodermos<\/strong>\n<blockquote><strong>O filo Echinodermata compreende cinco classes:\nClasse Crinoidea (Crin\u00f3idea):<\/strong>\u00a0Animais fixos, dotados de um ped\u00fanculo, com mentos semelhantes a riz\u00f3ides, que servem para fixa\u00e7\u00e3o rochas. Dez tent\u00e1culos ramificados que lhes d\u00e3o aspecto de flor. Conhecidos vulgarmente como l\u00edrios-do-mar (Antedon meridionalis). Alguns s\u00e3o flutuantes, com certa capacidade para nadar.<strong>\nClasse Ophiuroidea (Ofiu\u00f3idea):\u00a0<\/strong>Equinodermos livres, corpo achatado em forma moeda com cinco tent\u00e1culos serpentiformes muito m\u00f3veis. Conhecidos como serpentes-do-mar (Ophiura cinerea)<strong>\nClasse Asteroidea (Aster\u00f3idea):\u00a0<\/strong>Animais bent\u00f4nicos (que vivem somente no fundo d\u00b4\u00e1gua), apresentando movimentos discretos dos bra\u00e7os ou deslocando-se mesmo sem mex\u00ea-los, apenas com expans\u00f5es e retra\u00e7\u00f5es dos p\u00e9s ambulacr\u00e1rios, que formam fileiras, aos pares, na face inferior de cada bra\u00e7o. Possuem manchas ocelares (\u00f3rg\u00e3os visuais) nas extremidades bra\u00e7os. Carn\u00edvoros. Devorem ostras e ouri\u00e7os-do-mar. Para tanto, costumam everter o pr\u00f3prio est\u00f4mago sobre a v\u00edtima. Depois de digerir parcialmente o alimento, o est\u00f4mago \u00e9 recolhido ao interior do corpo. N\u00famero de bra\u00e7os vari\u00e1vel de acordo com a esp\u00e9cie. Conhecidos como estrelas-do-mar (Astropecten bresiliensis e numeros\u00edssimas outras esp\u00e9cies).<strong>\nClasse Echinoidea (Equin\u00f3idea):<\/strong>\u00a0Corpo semi-esf\u00e9rico ou globoso, desprovido de bra\u00e7os ou tent\u00e1culos, mas recoberto de espinhos grandes e numerosos com certa mobilidade. Conhecidos como ouri\u00e7os-do-mar. Possuem lanterna-de-arist\u00f3teles. Alguns ouri\u00e7os t\u00eam o aspecto achatado de um escudo. S\u00e3o chamados de escudos-de-s\u00e3o-jorge, corrupios ou pind\u00e1s (muito encontrados no nosso litoral, principalmente em Santos).<strong>\nClasse Holothuroidea (Holotur\u00f3idea):<\/strong>\u00a0As holot\u00farias, possuem corpo alongado, mais ou menos cil\u00edndrico, mole, com alguns pequenos tent\u00e1culos br\u00e2nquias ramificados ao redor da boca. Vulgarmente, s\u00e3o os pepinos-do-mar, que vivem no meio das rochas ou sobre a areia no fundo do mar, mas n\u00e3o muito longe da costa, em pequenas profundidades.<\/blockquote>\n<strong>Resumo<\/strong>\n\n<strong>Filo Equinodermos<\/strong>\n\nAus\u00eancia de \u00f3rg\u00e3os dos sentidos (presen\u00e7a de c\u00e9lulas especializadas para o tato, olfato e vis\u00e3o). Aus\u00eancia de sistema circulat\u00f3rio e sangue. Todos de vida livre, n\u00e3o havendo parasitas.\n\nApresentam o sistema ambulacr\u00e1rio, exclusivo deste grupo, que compensa a aus\u00eancia dos sistemas circulat\u00f3rio e excret\u00f3rio.\n\nEste sistema \u00e9 composto por um sistema de canais atrav\u00e9s do qual a \u00e1gua ambiental entra, circula pelo corpo do animal e sai. Nesse trajeto, ela conduz a todas as c\u00e9lulas os nutrientes absorvidos no sistema digest\u00f3rio, distribui o oxig\u00eanio \u00e0s c\u00e9lulas e delas recolhe o di\u00f3xido de carbono e os demais catab\u00f3litos, que s\u00e3o eliminados para o exterior.\n\nSexos separados com fecunda\u00e7\u00e3o externa. Apresentam tamb\u00e9m grande capacidade de regenera\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Dividem-se em:<\/strong>\n\n<strong>Aster\u00f3ides<\/strong>\n\nAs estrelas do mar abundam em quase todas as costas marinhas, especialmente em praias rochosas e ao redor de pilares em portos.\n\nV\u00e1rias esp\u00e9cies vivem desde linhas de mares at\u00e9 profundidades consider\u00e1veis. Seu corpo consiste em um disco central e bra\u00e7os afilados.\n\nApresentam esqueleto externo de calc\u00e1rio e se locomovem atrav\u00e9s da circula\u00e7\u00e3o de \u00e1gua por seus p\u00e9s ambulacrais.\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Filo Equinodermata\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-equino29.jpg\" alt=\"Filo Equinodermata\" width=\"374\" height=\"214\" \/><strong>Diferentes exemplares de estrela-do-mar <\/strong><\/p>\n<strong>Equin\u00f3ides \u0096 <\/strong>Seu esqueleto \u00e9 interno e composto por calc\u00e1rio. Geralmente apresentam espinho em grande quantidade ao redor do corpo que auxiliam na sua locomo\u00e7\u00e3o e servem pra sua prote\u00e7\u00e3o contra predadores. Os ouri\u00e7os do mar apresentam o tubo digestivo completo, com boca e orif\u00edcio retal.\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Filo Equinodermata\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-equino30.jpg\" alt=\"Filo Equinodermata\" width=\"404\" height=\"168\" \/><strong>Ouri\u00e7os-do-mar<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Filo Equinodermata\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-equino31.jpg\" alt=\"Filo Equinodermata\" width=\"400\" height=\"167\" \/><strong>Foto aumentada mostrando os p\u00e9s ambulacrais (movimenta\u00e7\u00e3o) e pedicel\u00e1ria ( limpeza corporal)<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Filo Equinodermata\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-equino32.jpg\" alt=\"Filo Equinodermata\" width=\"303\" height=\"215\" \/><strong>Ouri\u00e7o do Mar<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Filo Equinodermata\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-equino38.jpg\" alt=\"Filo Equinodermata\" \/>\nOuri\u00e7o do Mar<\/strong><\/p>\n\n<h4>Crin\u00f3ides<\/h4>\nSemelhantes a flores s\u00e3o chamados de l\u00edrios do mar. Normalmente ficam fixos em rochas ou mesmo no fundo da mar. Seu corpo \u00e9 um pequeno c\u00e1lice em forma de ta\u00e7a, de placas calc\u00e1rias, ao qual est\u00e3o presos cinco bra\u00e7os.\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Filo Equinodermata\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-equino33.jpg\" alt=\"Filo Equinodermata\" width=\"383\" height=\"144\" \/><strong>Exemplares de l\u00edrios-do-mar<\/strong><\/p>\n\n<h4>Ofiur\u00f3ides<\/h4>\nOs <strong>ofi\u00faros<\/strong> possuem cinco bra\u00e7os longos e finos e m\u00f3veis, unidos em um disco central. N\u00e3o apresentam orif\u00edcio retal, apenas a boca. Por causa da sua apar\u00eancia s\u00e3o tamb\u00e9m chamados de serpentes do mar.\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Filo Equinodermata\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-equino34.jpg\" alt=\"Filo Equinodermata\" width=\"253\" height=\"171\" \/><strong>Serpente do Mar<\/strong><\/p>\n\n<h4>Holotur\u00f3ides<\/h4>\nOs pepinos do mar, tamb\u00e9m conhecidos como holot\u00farias, apresentam um comportamento diferente. Quando as condi\u00e7\u00f5es est\u00e3o ruins, ou mesmo quando est\u00e3o sendo atacados, soltam parte de seu intestino e enquanto seu predador se ocupa com parte de seu sistema digestivo, ele foge.\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Filo Equinodermata\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-equino39.jpg\" alt=\"Filo Equinodermata\" width=\"266\" height=\"226\" \/><strong>Pepino do Mar<\/strong><\/p>\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0br.geocities.com\/members.tripod.com\/www.mesa.edu.au\/biologydictionary.net\/www.wisegeek.org\/www.etall.hpg.ig.com.br\/www.pucrs.br\/socratic.org\/www.oceanicresearch.org\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Filo Equinodermata, Echinodermata, Equinodermos, Classifica\u00e7\u00e3o, Animais, Alimenta\u00e7\u00e3o, Reprodu\u00e7\u00e3o, Sistema, Import\u00e2ncia, Estrutura, Caracter\u00edsticas, Filo Equinodermata<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18218,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-26868","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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