{"id":26857,"date":"2016-01-15T00:00:00","date_gmt":"2016-01-15T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/corais-3\/"},"modified":"2026-09-01T18:06:58","modified_gmt":"2026-09-01T18:06:58","slug":"corais-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/corais-3\/","title":{"rendered":"Corais"},"content":{"rendered":"\n&nbsp;\n\n<strong>Corais &#8211; O que s\u00e3o<\/strong>\n\nO que comumente chamamos de\u00a0<strong>corais<\/strong>\u00a0inclui uma variedade de tipos de organismos que os bi\u00f3logos se referem como celenterados ou cnid\u00e1rios.\n\nUma das principais caracter\u00edsticas f\u00edsicas deste grupo \u00e9 que todos eles t\u00eam uma \u00fanica cavidade de corpo e a abertura, uma coelenteron, que funciona tanto para a ingest\u00e3o de alimentos e para a liberta\u00e7\u00e3o de res\u00edduos digeridos.\n\nOutra caracter\u00edstica \u00e9 que os corais e outros celenterados t\u00eam c\u00e9lulas urticantes, ou nematocistos, que s\u00e3o normalmente realizadas dentro de c\u00e9lulas especiais no animal superf\u00edcie.\n\nQuando potencial presa comida est\u00e1 presente na \u00e1gua, o coral ejeta essas c\u00e9lulas urticantes para enredar ou envenenar a presa, que o coral pode consumir.\n\nA estrutura do corpo dos corais e seus parentes pr\u00f3ximos, as an\u00eamonas do mar, aparece como um virado para cima, p\u00f3lipo radial ou biradial sim\u00e9trica.\n\nEm cada p\u00f3lipo da boca do animal se encontra no centro de um anel de tent\u00e1culos que rodeiam o per\u00edmetro do disco oral. Os nematocistos s\u00e3o mais abundantes na superf\u00edcie desses tent\u00e1culos, que pode alongar dramaticamente quando o coral \u00e9 conduzido ativamente.\n\nNo interior da cavidade do corpo, a digest\u00e3o \u00e9 realizada sobre as superf\u00edcies de filamentos ou mesent\u00e9rios especializadas, que segregam enzimas que reduzem rapidamente a presa ingerida para os seus componentes.\n\nA maioria dos<strong>\u00a0corais<\/strong>\u00a0s\u00e3o, portanto, potencialmente predadores eficientes, embora muitos tipos parecem ter desenvolvido outros meios de satisfazer as suas necessidades de energia.\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" title=\"Corais\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/corais-capa.jpg\" alt=\"Corais\" \/>\n<strong>Corais<\/strong><\/p>\n<strong>Corais &#8211; Recife<\/strong>\n\nQuando os corais s\u00e3o mencionados, a maioria das pessoas pensa em mares tropicais quentes e l\u00edmpidos e recifes cheios de peixes coloridos. Na verdade, os corais rochosos de \u00e1guas rasas &#8211; o tipo que constr\u00f3i recifes &#8211; s\u00e3o apenas um tipo de coral. Existem tamb\u00e9m corais moles e corais de \u00e1guas profundas que vivem em \u00e1guas frias e escuras.\n\nQuase todos os corais s\u00e3o organismos coloniais. Isso significa que eles s\u00e3o compostos de centenas a centenas de milhares de animais individuais, chamados p\u00f3lipos.\n\nCada p\u00f3lipo tem um est\u00f4mago que se abre em apenas uma das extremidades. Essa abertura, chamada de boca, \u00e9 cercada por um c\u00edrculo de tent\u00e1culos. O p\u00f3lipo usa esses tent\u00e1culos para defesa, para capturar pequenos animais para alimenta\u00e7\u00e3o e para limpar detritos. O alimento entra no est\u00f4mago pela boca. Depois que o alimento \u00e9 consumido, os res\u00edduos s\u00e3o expelidos pela mesma abertura.\n\nA maioria dos corais se alimenta \u00e0 noite. Para capturar seu alimento, os corais usam c\u00e9lulas urticantes chamadas nematocistos. Essas c\u00e9lulas est\u00e3o localizadas nos tent\u00e1culos e tecidos externos do p\u00f3lipo de coral.\n\nSe voc\u00ea j\u00e1 foi &#8220;picado&#8221; por uma \u00e1gua-viva (um parente dos corais), voc\u00ea encontrou nematocistos.\n\nOs nematocistos s\u00e3o capazes de liberar toxinas poderosas, muitas vezes letais, e s\u00e3o essenciais na captura de presas.\n\nAs presas de um coral variam em tamanho de animais quase microsc\u00f3picos chamados zoopl\u00e2ncton a pequenos peixes, dependendo do tamanho dos p\u00f3lipos do coral.\n\nAl\u00e9m de capturar o zoopl\u00e2ncton e animais maiores com seus tent\u00e1culos, muitos corais tamb\u00e9m coletam part\u00edculas org\u00e2nicas finas no filme mucoso e nos filamentos, que depois puxam para a boca.\n\n<strong>Corais &#8211; Forma\u00e7\u00e3o<\/strong>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Corais\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ccorais5.jpg\" alt=\"Corais\" width=\"261\" height=\"356\" \/><strong>\nCorais<\/strong><\/p>\nOs\u00a0<strong>Corais\u00a0<\/strong>s\u00e3o forma\u00e7\u00e3o calc\u00e1ria existente nos mares.\n\nEssa forma\u00e7\u00e3o \u00e9 composta de milh\u00f5es de min\u00fasculos animais Antozo\u00e1rios da subclasse Octocor\u00e1lios.\n\nAs forma\u00e7\u00f5es de coral podem ter a apar\u00eancia de \u00e1rvores, grandes c\u00fapulas, pequenas crostas ou mesmo pequenos tubos.\n\nOs min\u00fasculos animais formadores do coral lhe d\u00e3o um bonito colorido laranja, amarelo, violeta, verde e br\u00f4nzeo.\n\nEles podem construir grandes estruturas. Quando esses animais morrem, deixam esqueletos de calc\u00e1rio que s\u00e3o a base de barreiras denominadas recifes de coral ou recifes coralinos.\n\nOs\u00a0<strong>recifes de coral\u00a0<\/strong>parecem verdadeiros jardins marinhos porque, entre os corais, vivem peixes, estrelas-do-mar, moluscos e an\u00eamonas-do-mar.\n\n\u00c0s vezes, massas de corais crescem at\u00e9 alcan\u00e7ar a superf\u00edcie dos mares, surgindo as ilhas de coral.\n\nO mar revolto ajuda na forma\u00e7\u00e3o dessas ilhas, pois quebra as pontas dos corais e estas se depositam umas sobre as outras. Sobre esta \u00e1rea emersa, com o tempo, se forma ent\u00e3o o solo e depois a cobertura vegetal.\n\nMuitas ilhas do Pac\u00edfico surgiram dessa maneira.\n\nOs<strong>\u00a0Recifes de Coral\u00a0<\/strong>s\u00e3o encontrados, sobretudo, em mares quentes e tropicais, j\u00e1 que os corais formadores de recifes n\u00e3o sobrevivem em \u00e1guas com temperatura inferior a 18\u00b0C.\n\n<strong>Existem tr\u00eas tipos de recifes de coral:<\/strong>\n<blockquote>O\u00a0<strong>Recife de Franja\u00a0<\/strong>\u00e9 uma plataforma submersa de coral vivo ao lado de praias e ilhas continentais.\nO\u00a0<strong>Recife de Barreira<\/strong>\u00a0margeia a costa, mas \u00e9 separado por uma faixa de \u00e1gua, uma laguna de largura vari\u00e1vel. Forma uma barreira entre o mar perto da costa e o mar aberto.\nO<strong>\u00a0Atol\u00a0<\/strong>\u00e9 uma ilha de coral em forma de anel encontrada em mar aberto.<\/blockquote>\n<strong>Corais &#8211; Animais<\/strong>\n\n<strong>Coral ou antozo\u00e1rios\u00a0<\/strong>s\u00e3o animais cnid\u00e1rios que constituem col\u00f4nias e sobrevivem gra\u00e7as a simbiose entre as microalgas chamadas de zooxantelas presentes em seus p\u00f3lipos que atrav\u00e9s da fotoss\u00edntese lhe fornecem energia em troca de abrigo\/fixa\u00e7\u00e3o.\n\nOs\u00a0<strong>corais<\/strong>\u00a0constituem col\u00f4nias coloridas e de formas espantosas que crescem nos mares e podem formar recifes de grandes dimens\u00f5es que albergam um ecossistema com uma biodiversidade e produtividade extraordin\u00e1rias.\n\nO maior recife de coral vivo encontra-se na Grande Barreira de Coral, na costa da Queensland, Austr\u00e1lia.\n\nEle tamb\u00e9m \u00e9 considerado o maior indiv\u00edduo vivo da Terra. Por\u00e9m, devido \u00e0 polui\u00e7\u00e3o e aquecimento marinho, est\u00e1 morrendo.\n\nA maioria dos\u00a0<strong>corais<\/strong>\u00a0desenvolve-se em \u00e1guas tropicais e subtropicais, mas podem encontrar-se pequenas col\u00f4nias de coral at\u00e9 em \u00e1guas frias, como ao largo da Noruega.\n\nOs coloniais s\u00e3o os \u00fanicos corais que constroem recifes. Cada col\u00f4nia \u00e9 constitu\u00edda por milh\u00f5es de pequenos p\u00f3lipos de coral, em que cada um segrega um fino esqueleto de carbonato de c\u00e1lcio \u00e0 sua volta.\n\nO resultado \u00e9 uma estrutura maci\u00e7a de carbonato de c\u00e1lcio, resultante da sobreposi\u00e7\u00e3o dos esqueletos das sucessivas gera\u00e7\u00f5es de p\u00f3lipos.\n\nOs p\u00f3lipos s\u00e3o semelhantes a an\u00e9monas min\u00fasculas e, tal como estas, possuem tent\u00e1culos armados de nematocistos, que usam para se defenderem e alimentarem. Podem reproduzir-se assexuadamente, contribuindo para o aumento do tamanho e para a continuidade da col\u00f4nia, ou sexuadamente, dando origem a novas col\u00f4nias.\n<p align=\"left\"><strong>Distribui\u00e7\u00e3o dos Recifes de Corais<\/strong><\/p>\nAs forma\u00e7\u00f5es de corais hermat\u00edpicos desenvolvem-se principalmente entre os tr\u00f3picos de C\u00e2ncer e Capric\u00f3rnio, necessitando de \u00e1guas quentes para crescer adequadamente, ocorrendo em uma grande faixa que circunda todo o planeta podendo ser dividida em duas metades quase iguais pela linha do Equador.\n\nAs condi\u00e7\u00f5es t\u00e9rmicas ideais para o desenvolvimento dos corais hermat\u00edpicos situam-se entre 23\u00ba e 25\u00ba C de temperatura m\u00e9dia anual da \u00e1gua.\n\nNo entanto esta grande faixa tropical marinha pode ser interrompida por correntes frias, dificultando assim as chances de sobreviv\u00eancia destes corais.\n\nPodemos ent\u00e3o concluir que os corais ocorrem atrav\u00e9s da isoterma de 20\u00baC de temperatura m\u00e9dia anual da \u00e1gua na superf\u00edcie, n\u00e3o havendo nenhuma ocorr\u00eancia de recifes de corais onde a temperatura m\u00e9dia anual da \u00e1gua seja inferior a 18\u00baC.\n\nA temperatura da \u00e1gua do mar \u00e9 a principal respons\u00e1vel pela aus\u00eancia de recifes de corais abaixo do tr\u00f3pico de Capric\u00f3rnio e acima do tr\u00f3pico de C\u00e2ncer.\n\nMas a temperatura n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica vari\u00e1vel limitante da ocorr\u00eancia de corais. A profundidade da \u00e1gua tamb\u00e9m limita a distribui\u00e7\u00e3o vertical dos recifes. Os recifes coralinos desenvolvem-se bem em at\u00e9 25 m de profundidade n\u00e3o conseguindo sobreviver a mais de 70 m.\n<p align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Corais\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ccorais10.jpg\" alt=\"Corais\" width=\"349\" height=\"298\" \/>\nRecifes de Corais<\/strong><\/p>\nTais valores variam muito em fun\u00e7\u00e3o da transpar\u00eancia das \u00e1guas, j\u00e1 que os corais hermat\u00edpicos possuem uma alga associada em seus corpos chamada Zooxantela, que necessita de luz de excelente qualidade, para depositar suficiente carbonato de c\u00e1lcio e crescer. Da\u00ed a baixa toler\u00e2ncia dos corais a \u00e1guas turvas por excesso de part\u00edculas em suspens\u00e3o, que diminui a quantidade de luz ou por baixa circula\u00e7\u00e3o, ocorrendo excesso de sedimenta\u00e7\u00e3o sobre os corais impedindo-os de executar suas fun\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de respira\u00e7\u00e3o, alimenta\u00e7\u00e3o e excre\u00e7\u00e3o.\n\nAinda quanto \u00e0 profundidade, os recifes v\u00e3o compensando as diferen\u00e7as de n\u00edvel provocadas pela varia\u00e7\u00e3o das mar\u00e9s e pelo afundamento dos substratos atrav\u00e9s de seu crescimento vertical.\n\nQuando uma montanha ou vulc\u00e3o submersos, que servem de base para um recife, come\u00e7am a afundar de forma mais r\u00e1pida que a taxa de crescimento dos corais, estes v\u00e3o morrendo aos poucos por falta de luz.\n\nOs corais hermat\u00edpicos s\u00e3o pouco tolerantes aos valores de salinidade muito diferentes do intervalo entre 32 a 35\u00e4. No entanto encontramos no Golfo P\u00e9rsico, recifes que resistem a salinidades em torno dos 42\u00e4.\n<p align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Corais\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ccorais11.jpg\" alt=\"Corais\" width=\"351\" height=\"256\" \/>\nRecifes de Corais<\/strong><\/p>\nQuando as vari\u00e1veis salinidades\/transpar\u00eancia da \u00e1gua, variam muito das necessidades dos corais, mesmo quando a temperatura \u00e9 favor\u00e1vel, estes simplesmente n\u00e3o existem.\n\nAssim ocorre em \u00e1guas pr\u00f3ximas a grandes deltas e foz de rios muito caudalosos, como o Amazonas. O grande fluxo de \u00e1gua doce e a quantidade de sedimentos, impossibilitam a sobreviv\u00eancia dos corais nestas regi\u00f5es.\n\nAlgumas esp\u00e9cies de corais conseguem crescer bem em \u00e1guas muito rasas, mas poder\u00e1 ocorrer um \u00edndice grande de mortalidade entre estes, em fun\u00e7\u00e3o das exposi\u00e7\u00f5es prolongadas ao ar durante os epis\u00f3dios de mar\u00e9s muito baixas.\n<p align=\"left\"><strong>Corais:\u00a0<\/strong>Animais com Formas de Plantas<\/p>\nA primeira impress\u00e3o que temos ao ver um coral \u00e9 que se trata de um ser do reino vegetal, o pr\u00f3prio nome da enorme classe que os integra Anthozo\u00e1rios\u201d (que em grego significa \u201canimais em forma de flor\u201d) \u00e9 um reflexo da primeira impress\u00e3o que os pesquisadores tiveram ao descobri-los e estud\u00e1-los.\n\n<strong>Sendo os corais organismos celenterados, ou seja, animais multicelulares em simetria radial, podem ser divididos em dois grupos diferentes:<\/strong>\u00a0os octocoralis (possuem oito tent\u00e1culos parecidos a plumas) e os hexacoralis (t\u00eam seis tent\u00e1culos simples ou uma quantidade m\u00faltipla de seis).\n\nOs octocorais n\u00e3o constroem esqueletos de carbonato de c\u00e1lcio, por este motivo n\u00e3o s\u00e3o formadores de recifes. J\u00e1 os hexacoralis, com mais de 2.500 esp\u00e9cies conhecidas, s\u00e3o os construtores de recifes (hermat\u00edpicos).\n<p align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Corais\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ccorais15.jpg\" alt=\"Corais\" width=\"327\" height=\"266\" \/>\nRecifes de Corais<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">Os\u00a0<strong>corais<\/strong>\u00a0podem ser indiv\u00edduos solit\u00e1rios ou viver em col\u00f4nias, podendo estes \u00faltimos formar densos grupos de p\u00f3lipos. Ao precipitarem e depositarem carbonato de c\u00e1lcio, a col\u00f4nia se funde em um s\u00f3 n\u00facleo calc\u00e1rio.<\/p>\n<p align=\"left\">Cada p\u00f3lipo \u00e9 como uma estrutura em forma de flor que se al\u00e7a de um substrato duro. Os tent\u00e1culos est\u00e3o dispostos ao redor da boca. Cada tent\u00e1culo possui um conjunto de c\u00e1psulas urticantes ou nematocistos, que s\u00e3o utilizadas para capturar o seu alimento, zoopl\u00e2ncton e part\u00edculas diversas. Em aqu\u00e1rios dependendo da esp\u00e9cie, os corais podem at\u00e9 se alimentar de art\u00eamias salinas, que por sinal \u00e9 um espet\u00e1culo fascinante.<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>A Reprodu\u00e7\u00e3o dos Corais<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Corais\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ccorais16.jpg\" alt=\"Corais\" width=\"411\" height=\"234\" \/>\nRecifes de Corais<\/strong><\/p>\nA\u00a0<strong>reprodu\u00e7\u00e3o de corais<\/strong>\u00a0na natureza ocorre de v\u00e1rias formas, dependendo da esp\u00e9cie pode ocorrer por divis\u00e3o ou por fecunda\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Os corais possuem duas formas de reprodu\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0assexuada e sexuada.\n\nNa grande barreira de corais Australiana foi observado pela equipe de Jacques Cousteau o fen\u00f4meno da fecunda\u00e7\u00e3o.\n<p align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Corais\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ccorais17.jpg\" alt=\"Corais\" width=\"478\" height=\"316\" \/>\nCiclo Reprodutivo dos Corais<\/strong><\/p>\n<strong>O coral \u00e9 um ser min\u00fasculo<\/strong>\n\nOs maiores n\u00e3o passam de 3 cent\u00edmetros \u2013 que vive em col\u00f4nias nos mares quentes a pouca profundidade.\n\nA acumula\u00e7\u00e3o dos esqueletos calcificados de v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es \u00e9 a base das estruturas complexas e delicadas dos recifes e at\u00f3is. Num recife de corais, a parte viva corresponde apenas \u00e0 camada superficial e tem poucos cent\u00edmetros de espessura.\n\nH\u00e1 mais de 2 000 esp\u00e9cies conhecidas. Os animais mais vistosos s\u00e3o os chamados corais-moles, bastante coloridos, que parecem arbustos floridos ou um grande leque com ramos entrela\u00e7ados.\n\nO ecossistema criado pelos corais protege os peixes pequenos, as algas e os moluscos da for\u00e7a das correntes mar\u00edtimas, fornece alimentos em abund\u00e2ncia e tamb\u00e9m ref\u00fagios contra predadores maiores.\n\nGrande parte dos\u00a0<strong>corais<\/strong>\u00a0s\u00f3 vive em \u00e1guas transparentes e quentes, com temperatura em torno dos 22 graus.\n\nUm dos respons\u00e1veis pelos estragos nos recifes \u00e9 o aquecimento global, que provocou um fen\u00f4meno chamado branqueamento. Trata-se, na verdade, da perda de algas min\u00fasculas que vivem em associa\u00e7\u00e3o com os corais e n\u00e3o resistem ao aumento da temperatura.\n\nAl\u00e9m de respons\u00e1veis pelo colorido exuberante de alguns corais, as algas contribuem com uma dose extra de nutrientes. Sem elas, os corais ficam brancos e, se o fen\u00f4meno for prolongado, morrem. Em 1998, uma colossal onda de branqueamento matou 16% dos corais do planeta. O fen\u00f4meno repetiu-se nos \u00faltimos dois anos na Austr\u00e1lia, com resultados desastrosos. \u00c9 poss\u00edvel que esse seja um acontecimento c\u00edclico, que se repete h\u00e1 mil\u00eanios. A complica\u00e7\u00e3o \u00e9 que est\u00e1 ocorrendo no momento em que a press\u00e3o humana sobre os corais se tornou mais intensa.\n\nNo Pac\u00edfico, pescadores de peixes ornamentais jogam cianeto nos recifes para atordoar peixes ornamentais e facilitar a captura \u2013 a t\u00e9cnica tamb\u00e9m mata os corais. \u201cNo Brasil, atiram \u00e1gua sanit\u00e1ria nos corais para pegar polvos\u201d, diz a ge\u00f3loga Zelinda Le\u00e3o, pesquisadora da Universidade Federal da Bahia (UFBA).\n\nOs corais da costa brasileira n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o exuberantes e coloridos como os do Pac\u00edfico ou do Caribe. Mas tamb\u00e9m s\u00e3o um ponto de concentra\u00e7\u00e3o de vida marinha.\n\nApesar de ser um parque nacional, o Arquip\u00e9lago de Abrolhos, onde se localiza a maior forma\u00e7\u00e3o de corais do Brasil, n\u00e3o est\u00e1 livre das amea\u00e7as. \u201cO volume de turistas que o visita aumentou 400% nos \u00faltimos anos\u201d, calcula Zelinda. Barcos com mergulhadores lan\u00e7am \u00e2ncoras sobre os recifes, quebrando-os.\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-155377 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Corais11.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"195\" \/><strong>Recifes de Corais<\/strong><\/p>\n<strong>TIPOS DE CORAIS<\/strong>\n\n<strong>Corais verdadeiros ou p\u00e9treos (Ordem Scleractinia)<\/strong>\n\nOs\u00a0<strong>corais<\/strong>\u00a0verdadeiros ou p\u00e9treos t\u00eam grande import\u00e2ncia na constru\u00e7\u00e3o dos recifes de coral.\n\nSeus p\u00f3lipos absorvem c\u00e1lcio da \u00e1gua do mar e o utilizam para construir um esqueleto calc\u00e1rio (como nossos ossos), secretado por c\u00e9lulas da base do p\u00f3lipo.\n\nSe caracterizam por apresentar tent\u00e1culos em n\u00famero de seis ou m\u00faltiplos de seis e podem ser solit\u00e1rios (apenas um p\u00f3lipo) ou coloniais (v\u00e1rios p\u00f3lipos).\n\n<strong>Corais negros ou semipreciosos (Ordem Antipatharia)<\/strong>\n\nComo os corais p\u00e9treos, os corais negros tamb\u00e9m secretam um esqueleto pela base do p\u00f3lipo, mas, neste caso, feito de material c\u00f3rneo (como nossas unhas).\n\nEste esqueleto forma um eixo central que pode atingir comprimentos consider\u00e1veis e apresentar ou n\u00e3o ramifica\u00e7\u00f5es. Este eixo \u00e9 revestido por espinhos e os p\u00f3lipos possuem caracteristicamente seis tent\u00e1culos.\n\n<strong>Corais de fogo (Classe Hydrozoa)<\/strong>\n\nAssim como os corais p\u00e9treos, os corais de fogo, ou hidrocorais, tamb\u00e9m produzem esqueleto calc\u00e1rio.\n\nNo entanto, este \u00e9 coberto por poros de tamanho diferenciado, onde se localizam dois tipos de p\u00f3lipos, um especializado na alimenta\u00e7\u00e3o e outro na defesa.\n\nApresentam poderosos cnid\u00f3citos que podem causar ardor na pele ou queimaduras leves com um simples toque ou arranh\u00e3o.\n\n<strong>Octocorais (Subclasse Octocorallia)<\/strong>\n\nOs octocorais, que incluem as gorg\u00f4nias, os corais tubo e os corais moles, s\u00e3o assim chamados por apresentarem exclusivamente oito tent\u00e1culos em seus p\u00f3lipos.\n\nPodem produzir um eixo c\u00f3rneo, que lhes confere grande flexibilidade. Praticamente todos os octocorais formam col\u00f4nias.\n\n<strong>Corais &#8211; Reprodu\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nOs corais se reproduzem tanto sexuada (com um parceiro) quanto assexuadamente (sozinhos).\n\nA reprodu\u00e7\u00e3o sexuada ocorre quando h\u00e1 fecunda\u00e7\u00e3o do gameta feminino (ov\u00f3cito) pelo gameta masculino (espermatoz\u00f3ide).\n\nDeste cruzamento origina-se uma larva chamada pl\u00e2nula.\n\nApesar da maioria dos corais ser hermafrodita, ou seja, possuir c\u00e9lulas sexuais femininas e masculinas, algumas col\u00f4nias produzem gametas de apenas um sexo, que ir\u00e3o fecundar os gametas de outras col\u00f4nias.\n\n<strong>Dependendo do local de fecunda\u00e7\u00e3o dos gametas, os corais s\u00e3o divididos em dois grupos:<\/strong>\u00a0os liberadores de gametas e os incubadores de larva.\n\nOs primeiros liberam os gametas na \u00e1gua, onde ocorre a fecunda\u00e7\u00e3o e a gera\u00e7\u00e3o da larva; os segundos liberam apenas os espermatoz\u00f3ides (gametas masculinos), que fecundam os gametas femininos no interior dos p\u00f3lipos, onde ocorre a forma\u00e7\u00e3o da larva que, s\u00f3 ent\u00e3o, \u00e9 liberada.\n\nUma vez formadas, as pl\u00e2nulas derivam com o pl\u00e2ncton por algumas horas ou v\u00e1rias semanas at\u00e9 encontrarem um local prop\u00edcio para se assentar e se desenvolver em p\u00f3lipos.\n\nEsta \u00e9 a \u00fanica maneira na qual os corais, que s\u00e3o organismos s\u00e9sseis (fixos), podem se mudar para novos locais.\n\nTamb\u00e9m \u00e9 assim que conseguem se fixar e se desenvolver em blocos de concreto, cascos de navios e plataformas de petr\u00f3leo.\n\nComo na reprodu\u00e7\u00e3o sexuada ocorre troca de material gen\u00e9tico atrav\u00e9s da fecunda\u00e7\u00e3o de gametas, os corais garantem a manuten\u00e7\u00e3o da diversidade gen\u00e9tica e a habilidade de se adaptar a novas condi\u00e7\u00f5es.\n\nAp\u00f3s o assentamento, a larva sofre metamorfose e come\u00e7a a secretar o esqueleto calc\u00e1rio que ir\u00e1 fix\u00e1-la em definitivo ao substrato.\n\nNeste momento forma-se o recruta ou p\u00f3lipo fundador, que ir\u00e1 se desenvolver, na maioria dos casos, em uma col\u00f4nia.\n\nNa reprodu\u00e7\u00e3o assexuada n\u00e3o h\u00e1 fertiliza\u00e7\u00e3o de gametas, portanto, n\u00e3o h\u00e1 troca de material gen\u00e9tico e os indiv\u00edduos formados s\u00e3o clones da col\u00f4nia &#8220;m\u00e3e&#8221;.\n\nIsso significa que cada novo indiv\u00edduo apresenta as mesmas caracter\u00edsticas gen\u00e9ticas da col\u00f4nia que o gerou.\n\nO crescimento da col\u00f4nia se d\u00e1 por um tipo de reprodu\u00e7\u00e3o assexuada, conhecida como brotamento.\n\nO p\u00f3lipo parental se divide para formar um ou mais novos p\u00f3lipos (clones) que permanecem presos ao tecido do p\u00f3lipo de origem.\n\nA partir de um \u00fanico p\u00f3lipo fundador (originado ap\u00f3s a metamorfose da pl\u00e2nula \u2013 reprodu\u00e7\u00e3o sexuada), surgem outros p\u00f3lipos por brotamento para formar uma col\u00f4nia juvenil.\n\nA col\u00f4nia se desenvolve atrav\u00e9s da constante adi\u00e7\u00e3o de novos brotos.\n\nQuando atinge um tamanho espec\u00edfico, se torna madura e cada p\u00f3lipo da col\u00f4nia come\u00e7a a produzir gametas. Reinicia-se assim o ciclo de vida.\n\nEm algumas esp\u00e9cies ramificadas, novas col\u00f4nias tamb\u00e9m podem se desenvolver a partir de fragmentos da col\u00f4nia original.\n\nDessa forma os recifes s\u00e3o capazes de se recuperar e crescer novamente ap\u00f3s sofrerem danos causados por tempestades e ciclones.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0oceanservice.noaa.gov\/www.geocities.com\/www.recifescosteiros.org.br\/www.scipione.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Corais, Recife, Tipos, Brasil, Import\u00e2ncia, Fotos, Esp\u00e9cies, Branqueamento, Reprodu\u00e7\u00e3o, Caracter\u00edstica, Forma\u00e7\u00e3o, Coral, O que s\u00e3o, Corais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18044,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-26857","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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