{"id":26853,"date":"2016-01-15T00:00:00","date_gmt":"2016-01-15T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/filo-asquelmintos-3\/"},"modified":"2016-01-15T00:00:00","modified_gmt":"2016-01-15T00:00:00","slug":"filo-asquelmintos-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/filo-asquelmintos-3\/","title":{"rendered":"Filo Asquelmintos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Filo Asquelmintos &#8211; O que \u00e9<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Filo Asquelmintos<\/strong>\u00a0s\u00e3o animais invertebrados de corpo vermiforme, cil\u00edndricos, pseudocelomados, n\u00e3o segmentado, de simetria bilateral.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O corpo coberto por uma cut\u00edcula bem desenvolvida, \u00e0s vezes, apresentando espinhos, escamas ou outras estruturas; epiderme sincicial ou celular. Tubo digestivo completo, geralmente reto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sistema excretor do tipo protonefr\u00edtico. Sexos separados. Esp\u00e9cies aqu\u00e1ticas e terrestres.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Classe Nematoda<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Aschelminthes<\/strong>\u00a0com tubo digestivo completo, cavidade geral desprovida de epit\u00e9lio de revestimento, corpo cil\u00edndrico ou filiforme, raramente fusiforme, com as extremidades atenuadas ou truncadas, excepcionalmente, algumas f\u00eameas gr\u00e1vidas como as do g\u00eanero<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tropisurus s\u00e3o globosas ou sub-globosas, comprimento do corpo varia de entre esp\u00e9cies, de poucos mil\u00edmetros a pouco mais de um metro, rela\u00e7\u00e3o entre o comprimento do corpo e largura variando consideravelmente, com poucas exce\u00e7\u00f5es, os nemat\u00f3ides s\u00e3o de sexos separados, di\u00f3icos, sendo o macho em geral, menor do que a f\u00eamea, g\u00f4nadas cont\u00ednuas com seus ductos, alguns t\u00eam desenvolvimento partenogen\u00e9tico alternando com gera\u00e7\u00e3o sexuada, h\u00e1 casos conhecidos de namat\u00f3ides hermafroditas, a maioria evolui diretamente, alguns exigem hospedeiros intermedi\u00e1rios, muitos s\u00e3o parasitos de animais e plantas, enquanto outros s\u00e3o de vida livre.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estrutura dos Asquelmintes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Tegumento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O corpo dos nemat\u00f3ides \u00e9 revestido externamente por uma cut\u00edcula hialina que repousa sobre uma sub-cut\u00edcula, da qual se origina, e por uma camada muscular situada internamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cut\u00edcula, que \u00e9 uma camada n\u00e3o celular e el\u00e1stica, apresenta-se lisa ou com estrias transversais finas, regulares e superficiais. \u00c0s vezes, apresenta estrias longitudinais ou obl\u00edquas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em algumas esp\u00e9cies, a cut\u00edcula apresenta estruturas particulares, como espinhos, escamas cord\u00f5es cuticulares, colar cef\u00e1lico e expans\u00f5es ou franjas laterais denominadas asas, estas geralmente confinadas as extremidades do corpo, como asas cervicais e asas caudais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muitas vezes, a cut\u00edcula forma uma expans\u00e3o campanuliforme, na extremidade posterior do macho, denominada bolsa copuladora, que aparentemente serve para fixa\u00e7\u00e3o do macho a f\u00eamea, durante a c\u00f3pula.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na face ventral da regi\u00e3o anterior do corpo, em alguns grupos de nemat\u00f3ides, h\u00e1 uma faixa larga composta de c\u00e9lulas glandulares, em forma de colunas altas, abrindo-se para o exterior atrav\u00e9s dos poros cuticulares, denominada faixa bacilar, de fun\u00e7\u00e3o desconhecida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acredita-se que esteja relacionada com fun\u00e7\u00e3o excretora. A faixa bacilar ocupa cerca de 13 da circunfer\u00eancia correspondente \u00e0 sec\u00e7\u00e3o do corpo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estudada atrav\u00e9s da microscopia eletr\u00f4nica, a cut\u00edcula apresenta-se como uma fina membrana formada de tr\u00eas estratos, 1 camada cortical densa, constitu\u00edda por uma subst\u00e2ncia semelhante \u00e0 queratina, que \u00e9 resistente \u00e0s enzimas digestivas do hospedeiro, 2 camada mediana, semelhante \u00e0 esponja, 3 camada mais interna, fibrosa, composta de duas a tr\u00eas faixas de tecido conjuntivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Abaixo da cut\u00edcula h\u00e1 uma membrana basal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sub-cut\u00edcula ou hipoderme, \u00e0s vezes referida como epiderme, \u00e9 uma camada sincicial ou celular, delgada, exceto nas regi\u00f5es dorsal, ventral e laterais, onde ela se projeta para o interior da cavidade geral, dividindo as camadas musculares, dispostas abaixo, em quatro quadrantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>As proje\u00e7\u00f5es da hipoderme constituem os quatro campos longitudinais:<\/strong>\u00a0dois laterais, um ventral e outro dorsal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os campos longitudinais laterais s\u00e3o percorridos em sua extes\u00e3o pelos canis do aparelho excretor, os campos longitudinal ventral e dorsal s\u00e3o percorridos pelos nervos tronco ventral e dorsal, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A camada muscular \u00e9 constitu\u00edda por c\u00e9lulas musculares, dispostas nos quadrantes, entre os campos longitudinais. As c\u00e9lulas podem estar separadas por espessamentos submedianos da sub-cut\u00edcula em oito campos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A distribui\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas musculares nos quadrantes \u00e9 de alguma import\u00e2ncia na sistem\u00e1tica dos nemat\u00f3ides. Quando ocorrem mais de duas s\u00e9ries de c\u00e9lulas em cada quadrante, projetando se para a cavidade geral, tem-se o tipo polimi\u00e1rio quando existem somente duas s\u00e9ries de c\u00e9lulas, tem-se o tipo meromi\u00e1rio e quando os campos longitudinais s\u00e3o pouco desenvolvidos e existem numerosas c\u00e9lulas uniformes tem-se o tipo holomi\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O espa\u00e7o situado internamente \u00e1 camada muscular, que \u00e9 a cavidade geral ou pseudoceloma, \u00e9 parcial ou totalmente atapetado por uma delicada camada de tecido conjuntivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No seu interior encontram-se os \u00f3rg\u00e3os internos embebidos no l\u00edquido celom\u00e1tico que promove o equil\u00edbrio hidrost\u00e1tico dos nemat\u00f3ides. O l\u00edquido celom\u00e1tico \u00e1 complexo, na sua composi\u00e7\u00e3o entram prote\u00ednas, gorduras, hidratos de carbono, enzimas, sais minerais e outros compostos nitrogenados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No pseudoceloma, fixada \u00e0 parede do corpo dos nemat\u00f3ides, s\u00e3o encontradas as c\u00e9lulas, denominadas celom\u00f3citos, de forma ov\u00f3ide ou ramificada, de fun\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o determinada, em n\u00famero de dois, quatro ou seis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sustenta\u00e7\u00e3o e Locomo\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os asquelmintes n\u00e3o possuem esqueleto e a sua sustenta\u00e7\u00e3o \u00e9 parcialmente realizada pela cut\u00edcula. A musculatura \u00e9 formada apenas por uma camada de m\u00fasculos longitudinais, localizada logo abaixo do tegumento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta \u00fanica camada muscular limita os movimentos do corpo a apenas algumas flex\u00f5es. \u00c9 curioso como certas fibras musculares podem emitir proje\u00e7\u00f5es em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s c\u00e9lulas nervosas. Nos outros filos animais, observa-se o contr\u00e1rio, um nervo emitindo ramifica\u00e7\u00f5es em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s fibras musculares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nutri\u00e7\u00e3o e Digest\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00e3o os primeiros animais da escala zool\u00f3gica a apresentarem um sistema digest\u00f3rio do tipo completo, constitu\u00eddo por boca (na extremidade anterior), faringe, es\u00f4fago, intestino e orif\u00edcio retal (na extremidade posterior).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na boca, podem existir papilas ou l\u00e1bios (Ascaris), ganchos ou l\u00e2minas (Necator), dentes c\u00f3rneos (Ancylostoma) para melhor fixa\u00e7\u00e3o no hospedeiro e perfura\u00e7\u00e3o dos seus tecidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos animais de vida livre, a digest\u00e3o \u00e9 extracelular; j\u00e1 nos parasitas, a principal fun\u00e7\u00e3o do intestino \u00e9 a absor\u00e7\u00e3o, uma vez que o alimento ingerido j\u00e1 est\u00e1 digerido, pelo menos parcialmente, pelo hospedeiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sistema Digestivo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O aparelho digestivo dos nemat\u00f3ides consta de um tubo simples, quase reto, dividido em tr\u00eas regi\u00f5es:<\/strong>\u00a0estomodeo, mes\u00eantero e proctodeo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estomodeo e o proctodeo s\u00e3o revestidos internamente pela cut\u00edcula. O estomodeo e o proctodeo s\u00e3o revestidos internamente pela cut\u00edcula. O estomodeo consta de boca ou abertura oral, cavidade bucal ou stoma e es\u00f4fago. A boca, que pode variar de tamanho e forma, pode apresentar dentes ou l\u00e2minas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Primitivamente, a boca \u00e9 circundada por seis l\u00e1bios, dispostos lateralmente, sendo tr\u00eas de cada lado. A cada l\u00e1bio corresponde uma papila sensorial. Nas formas parasitas, geralmente, os l\u00e1bios fundem-se aos pares, da\u00ed resultando tr\u00eas l\u00e1bios, um dorsal e dois ventro-laterais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em outras formas, os seis l\u00e1bios reduzem-se a dois ou desaparecem. As seis papilas, verificadas nas esp\u00e9cies primitivas, distribuem se em numero de duas ou tr\u00eas para cada l\u00e1bio, ou simplesmente circunscrevem a abertura oral. Em algumas esp\u00e9cies, pequenos lobos ou interl\u00e1bios s\u00e3o encontrados entre os l\u00e1bios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas formas parasitas, al\u00e9m das seis papilas sensoriais dispostas em c\u00edrculo, ao redor da boca, existem outras papilas que circunscrevem, mais externamente, a regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em alguns nemat\u00f3ides, os l\u00e1bios s\u00e3o substitu\u00eddos por estruturas em forma de fol\u00edolos que circundam toda a boca, formando um colar denominado coroa radiada ou coroa franjada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estrutura semelhante pode ser encontrada mais internamente, da\u00ed a denomina\u00e7\u00e3o de coroa radiada interna.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em continua\u00e7\u00e3o \u00e0 boca segue-se a cavidade bucal, que pode ser cil\u00edndrica, sub-globular ou rudimentar. No seu interior podem existir dentes, l\u00e2minas cortantes ou outras estruturas quitinosas, de n\u00famero e localiza\u00e7\u00e3o vari\u00e1veis. A camada cuticular espessa que reveste a cavidade bucal \u00e9 a c\u00e1psula bucal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O es\u00f4fago, \u00f3rg\u00e3o parcial ou totalmente muscular, de forma cil\u00edndrica ou claviforme, est\u00e1 revestido, at\u00e9 certa altura pela cut\u00edcula.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observado em sec\u00e7\u00e3o transversal, possui uma luz tri-radiada, que divide a parede muscular em tr\u00eas setores:<\/strong>\u00a0um dorsal e dois subventrais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As fibras musculares que constituem as suas paredes apresentam-se transversalmente estriadas. No es\u00f4fago h\u00e1 usualmente, tr\u00eas gl\u00e2ndulas, uma dorsal e duas dorso-ventral, que secretam enzimas digestivas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A gl\u00e2ndula dorsal abre-se pr\u00f3ximo \u00e0 extremidade anterior do es\u00f4fago ou na cavidade bucal, atrav\u00e9s de uma goteira dorsal cuja superf\u00edcie ventral freq\u00fcentemente se projeta na luz da cavidade bucal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As gl\u00e2ndulas subventrais abrem-se posteriormente, na luz esofagiana. O es\u00f4fago varia consideravelmente, tanto em estrutura como em fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Geralmente funciona como um \u00f3rg\u00e3o de suc\u00e7\u00e3o, e nele podem ser diferenciadas as seguintes regi\u00f5es:<\/strong>\u00a0o corpo cil\u00edndrico podendo apresentar-se dilatado, formando o pseudo-bulbo; o istmo, a parte intermediaria, em forma de colo, e o bulbo, situado posteriormente, que \u00e9 uma parte dilatada, contendo aparelho valvular.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alguns tipos de es\u00f4fago merecem cita\u00e7\u00e3o especial como o tipo oxiur\u00f3ide, provido de um bulbo posterior, tipo rabdit\u00f3ide, com pseudo-bulbo anterior, um istmo e um bulbo posterior, tipo filari\u00f3ide, cil\u00edndrico e sem diferencia\u00e7\u00e3o em toda a extens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O termo faringe tem sido usado por alguns nematologistas em lugar de es\u00f4fago, para outros entende-se por faringe uma regi\u00e3o tubular de paredes musculares, nitidamente diferenciada, situada anteriormente ao es\u00f4fago.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alguns autores chamam de vest\u00edbulo a uma cavidade bucal pequena, mas o termo tem sido usado para designar cavidade bucal ou faringe. A regi\u00e3o posterior do es\u00f4fago pode, em alguns nemat\u00f3ides, ser desprovida de m\u00fasculos, nestes casos, a camada muscular \u00e9 substitu\u00edda por gl\u00e2ndulas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fica assim dividido em duas partes:\u00a0<\/strong>es\u00f4fago musculares es\u00f4fago glandular ou ventricular. Em alguns ascar\u00eddeos, a parte posterior do es\u00f4fago d\u00e1 lugar a um ou mais ap\u00eandices ou divert\u00edculos, chamados cecos esofagianos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em continua\u00e7\u00e3o ao es\u00f4fago segue-se o mes\u00eantero ou intestino, que \u00e9 um tubo geralmente achatado, quase reto, formado de uma camada epitelial simples apoiada sobre uma membrana basal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As c\u00e9lulas que formam o epit\u00e9lio intestinal s\u00e3o em geral cil\u00edndricas e apresentam, internamente, uma borda de estrutura pilosa, de aspecto ciliar, denominada membrana basilar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atrav\u00e9s da microscopia eletr\u00f4nica podem ser observadas microvilosidades nas c\u00e9lulas do epit\u00e9lio intestinal. No interior destas c\u00e9lulas encontram-se inclus\u00f5es de v\u00e1rios tipos, que s\u00e3o reservas nutritivas, e subst\u00e2ncias resultantes do metabolismo. As reservas nutritivas s\u00e3o constitu\u00eddas de glicog\u00eanio, gorduras, \u00e1cidos gordurosos e prote\u00ednas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O intestino exerce um papel muito importante na absor\u00e7\u00e3o dos alimentos, provavelmente exerce tamb\u00e9m fun\u00e7\u00e3o secretora. Em v\u00e1rias esp\u00e9cies de nemat\u00f3ides foram descritas microvilosidades na superf\u00edcie do intestino.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na extremidade anterior o intestino pode apresentar ap\u00eandices ou divert\u00edculos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A parte terminal do aparelho digestivo dos nemat\u00f3ides \u00e9 o proctodeo ou reto, que \u00e9 forrado pela cut\u00edcula. Na f\u00eamea, o reto termina pelo orif\u00edcio retal, situado na face ventral e pr\u00f3ximo da extremidade posterior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No macho, o reto re\u00fane-se ao cretal genital, para formar a cloaca. Ao redor do orif\u00edcio retal existem numerosas gl\u00e2ndulas retais e v\u00e1rias papilas, cujo n\u00famero e forma s\u00e3o usados na sistem\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A regi\u00e3o situada posteriormente ao orif\u00edcio retal \u00e9 referida como cauda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sistema Excretor<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>As estruturas consideradas como aparelho excretor nos nemat\u00f3ides s\u00e3o de dois tipos:<\/strong>\u00a0glandular e tubular.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tipo glandular, mais primitivo, \u00e9 encontrado usualmente nos nemat\u00f3ides de vida livre. Consta de uma ou duas grandes c\u00e9lulas glandulares, situadas ventralmente, na regi\u00e3o posterior do es\u00f4fago ou anterior do intestino, das quais parte um cretal que se abre no poro excretor, localizado na linha mediana ventral, na regi\u00e3o do anel nervoso ou mais anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tipo de aparelho excretor tubular \u00e9 constitu\u00eddo por dois canais excretores, que se iniciam posteriormente e percorrem os campos longitudinais laterais em toda a extens\u00e3o, indo terminar anteriormente em um \u00fanico cretal que por sua vez termina no poro excretor situado na face ventral da regi\u00e3o esofagiana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Geralmente os canais excretores longitudinais se desdobram em ramos anteriores e ramos posteriores, os quais, pelas anastomoses transversais, assumem uma forma de H.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sistema Circulat\u00f3rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os asquelmintes n\u00e3o possuem sangue nem tampouco sistema circulat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os nemat\u00f3ides n\u00e3o possuem sistema vascular. Na cavidade geral existe um fluido contendo oxi-hemoglobina, que circula no corpo gra\u00e7as \u00e0s contra\u00e7\u00f5es da musculatura de revestimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O fluido celom\u00e1tico cont\u00e9m subst\u00e2ncias nutritivas assim como produtos resultantes dos processos metab\u00f3licos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sistema Nervoso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A parte principal do aparelho nervoso dos nemat\u00f3ides consta de um anel nervoso, formado de g\u00e2nglios associados entre si por meio de fibras nervosas e situada ao redor do es\u00f4fago, pr\u00f3ximo do poro excretor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Seis nervos papilares partem do anel nervoso para a extremidade anterior do corpo, os quais, ap\u00f3s bifurca\u00e7\u00e3o ou trifurca\u00e7\u00e3o, inervam as papilas sensoriais cef\u00e1licas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outros nervos troncos, partindo do anel nervoso, estendem-se para tr\u00e1s, para inervar os v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os da regi\u00e3o posterior do corpo. O principal nervo tronco \u00e9 o ventral, com sua cadeia ganglionar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Al\u00e9m deste, estendem-se para tr\u00e1s os seguintes:<\/strong>\u00a0nervos troncos laterais, nervo tronco dorsal e dois nervos troncos subdorsais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Geralmente o sistema nervoso da regi\u00e3o posterior do macho \u00e9 mais complicada do que o da f\u00eamea, devido \u00e0 interven\u00e7\u00e3o das papilas e dos v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os associados ao aparelho genital do macho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todos os nervos troncos percorrem os campos longitudinais correspondentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os \u00f3rg\u00e3os do sentido s\u00e3o representados quase exclusivamente pelas papilas sensoriais, geralmente situadas nas extremidades do corpo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As encontradas na regi\u00e3o da boca s\u00e3o as papilas peri-bucais ou cef\u00e1licas as da regi\u00e3o esofagiana, papilas cervicais, as da regi\u00e3o mediana do corpo, papilas intestinais, e as da cauda, papilas caudais ou genitais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lateralmente a boca existem duas pequenas escava\u00e7\u00f5es cuticulares, denominadas \u00e2nfides, inervadas por feixes nervosos origin\u00e1rios do anel nervoso que circunda a boca, no fundo das quais se abre o cretal de um gl\u00e2ndula unicelular. As \u00e2nfides, que podem ser \u00f3rg\u00e3os quimioreceptores, s\u00e3o de pouco valor taxon\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na cauda de um grupo de nemat\u00f3ides, situadas uma de cada lado e associadas ao sistema nervoso, existem duas pequenas bolsas cuticulares, conhecidas por f\u00e1smides, abrindo-se em cada uma o cretal de uma gl\u00e2ndula unicelular denominada gl\u00e2ndula pr\u00e9-caudal ou gl\u00e2ndula fasmidial. Presume-se que as f\u00e1smides sejam uma esp\u00e9cie de \u00f3rg\u00e3o glando-sensoriais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A aus\u00eancia ou presen\u00e7a das f\u00e1smides serve para classificar os nemat\u00f3ides em duas sub-classes:<\/strong>\u00a0Aphasmidia e Phasmidia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sistema Genital<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os nemat\u00f3ides, em geral, s\u00e3o di\u00f3icos, mas ocorr\u00eancias de esp\u00e9cies hermafroditas e de f\u00eameas patenogen\u00e9ticas n\u00e3o raras. \u00c1s vezes ocorre grande dimorfismo sexual. Os machos, em geral, se diferenciam das f\u00eameas pelo menor porte e pela curvatura posterior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sistema Genital Masculino<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os \u00f3rg\u00e3os genitais masculinos s\u00e3o constitu\u00eddos Poe um \u00fanico tubo enovelado e ou recurvado, diferenciado em test\u00edculo, cretal deferente, ves\u00edcula seminal e cretal ejaculador, forma\u00e7\u00f5es estas situadas, usualmente, no ter\u00e7o posterior do corpo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O test\u00edculo d\u00e1 origem aos espermatoz\u00f3ides, que podem ser alongados, c\u00f4nicos ou esf\u00e9ricos, sem cauda, dotado de movimentos ameb\u00f3ides e que passam para a ves\u00edcula seminal, que \u00e9 uma dilata\u00e7\u00e3o do cretal deferente, e da\u00ed, pelo cretal ejaculador chegam a cloaca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pr\u00f3ximas ao cretal ejaculador, em certas esp\u00e9cies, existem gl\u00e2ndulas anexas ou prost\u00e1ticas, unicelulares, que se abrem no cretal ejaculador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Casos de esp\u00e9cies com dois test\u00edculos n\u00e3o s\u00e3o raros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nos nemat\u00f3ides ocorrem dois tipos de test\u00edculos:<\/strong><br><blockquote><strong>Telog\u00f4nico \u2013\u00a0<\/strong>quando as c\u00e9lulas geminais proliferam somente na extremidade cega do \u00f3rg\u00e3o.<strong><br>Holog\u00f4nico &#8211;\u00a0<\/strong>quando h\u00e1 desenvolvimento da c\u00e9lulas germinais em todo o comprimento do tubo, com em Trichuroidea.<\/blockquote><br>Normalmente, os nemat\u00f3ides machos possuem na regi\u00e3o posterior, \u00f3rg\u00e3os genitais acess\u00f3rios destinados a facilitar a uni\u00e3o entre os sexos. Estes \u00f3rg\u00e3os s\u00e3o os esp\u00edculos, o gubern\u00e1culo e a bolsa copulatora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os esp\u00edculos s\u00e3o pe\u00e7as quitinosas situadas em conex\u00e3o coma cloaca, de forma e tamanho vari\u00e1veis com as esp\u00e9cies.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Geralmente s\u00e3o em numero de dois, mas h\u00e1 casos em que ocorre somente um esp\u00edcula. Assemelham-se a l\u00e2minas com ligeiras curvas, com as extremidades afiladas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Raramente ocorrem esp\u00e9cies desprovidas de esp\u00edcula. O movimento dos esp\u00edculos \u00e9 controlado por certos feixes musculares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A fun\u00e7\u00e3o dos esp\u00edculos \u00e9 apreender a f\u00eamea, dilatar a aparelho genital feminino e dirigir o fluxo do esperma, revestindo-os, pode existir a bainha dos esp\u00edculos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O gubern\u00e1culo \u00e9 um espessamento cuticular da parede dorsal da cloaca, com a fun\u00e7\u00e3o de suportar os esp\u00edculos. O gubern\u00e1culo, que pode apresentar diversas formas, est\u00e1 situado na linha mediana do corpo de algumas esp\u00e9cies, entre os esp\u00edculos ou envolvendo-os parcialmente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em alguns g\u00eaneros de Strongyloidea existe uma ou outra estrutura quitinosa, em conex\u00e3o com a parede ventral da cloaca, o telamon, tamb\u00e9m de forma e desenvolvimento vari\u00e1veis, que serve para orientar os esp\u00edculos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A bolsa copuladora, tamb\u00e9m denominada bursa pode ser circular, por\u00e9m na maioria das vezes \u00e9 dividida em dois lobos laterais sim\u00e9tricos ou assim\u00e9tricos, al\u00e9m de um lobo dorsal diferenciado ou n\u00e3o, suportado por estruturas denominadas raios ou papilas bursais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cada lobo lateral possui:\u00a0<\/strong>dois raios ventrais ou anteriores, dirigidos Antero- ventralmente, em geral originando-se de um tronco comum raio ventro-ventral e raio ventro-lateral, tr\u00eas raios laterais, dirigidos lateralmente, tamb\u00e9m em geral originando-se de um tronco comum raio lateral anterior, raio lateral m\u00e9dio e raio lateral posterior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O lobo dorsal possui um par de raios dirigidos para tr\u00e1s os raios dorsais externos, e um raio dorsal dividido dicotomicamente, em geral terminando em seis papilas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tamanho e a estrutura dos lobos e dos raios bursais variam muito entre as diferentes esp\u00e9cies.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sistema Genital Feminino<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O aparelho genital feminino do nemat\u00f3ides \u00e9 geralmente constitu\u00eddo de dois tubos alongados didelfo, raramente um monodelfo, ou v\u00e1rio, diferenciados em ov\u00e1rio, oviduto e \u00fatero.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ov\u00e1rio \u00e9 um longo tubo filiforme, podendo ser reto, sinuoso ou enovelado, constitu\u00eddo de uma membrana epitelial e no qual se desenvolvem as c\u00e9lulas germinativas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O ov\u00e1rio pode ser dividido em duas zonas:<\/strong>\u00a0zona germinal onde as c\u00e9lulas se multiplicam rapidamente, zona de crescimento onde se desenvolvem as ovog\u00f4nias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ligando o ov\u00e1rio ao \u00fatero est\u00e1 o oviduto, que \u00e9 um tubo mais ou menos longo, por\u00e9m de di\u00e2metro menor do que o do ov\u00e1rio. Antes do oviduto, pode aparecer uma dilata\u00e7\u00e3o do tubo genital, que \u00e9 o recept\u00e1culo seminal ou espermateca, onde se alojam os espermatoz\u00f3ides.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As f\u00eameas podem ser classificadas em anfideltas, prodelfas e opistodelfas, conforme os ov\u00e1rios se situem, um em cada metade do comprimento do corpo, ambos na metade anterior, ou ambos na metade posterior, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O \u00fatero \u00e9 um tubo mais ou menos alongado, cil\u00edndrico, de di\u00e2metro superior ao do ov\u00e1rio, revestido de uma camada epitelial de c\u00e9lulas cub\u00f3ides achatadas, e no qual os ovos recebem a casca e se desenvolvem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em continua\u00e7\u00e3o ao \u00fatero segue-se o ovejetor, que \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o cil\u00edndrico, curto, ou raramente longo, fortemente musculoso, e que tem por fun\u00e7\u00e3o regularizar a postura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os ovejetores se re\u00fanem para formar a genit\u00e1lia, que \u00e9 um tubo curto, de paredes mais delgadas, abrindo-se para o exterior por interm\u00e9dio de uma fenda transversal longitudinal ou circular, mediana, situada na face ventral, denominada vulva ou gon\u00f3poro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A vulva pode se apresentar-se protegida por pregas da parede do corpo. Geralmente se abre para o exterior no ter\u00e7o m\u00e9dio do corpo, podendo, entretanto localizar-se nas proximidades de uma das extremidades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A genit\u00e1lia em v\u00e1rias esp\u00e9cies pode ser dividida em duas regi\u00f5es:\u00a0<\/strong>regi\u00e3o distal, denominada genit\u00e1lia vera e, regi\u00e3o proximal ou genit\u00e1lia uterina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ciclo Biol\u00f3gico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As c\u00e9lulas germinativas femininas ovum s\u00e3o fecundadas no oviduto ou no recept\u00e1culo seminal. Ap\u00f3s fertiliza\u00e7\u00e3o, o zigoto secreta a membrana de fertiliza\u00e7\u00e3o que se espessa para originar a casca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os ovos assim originados, \u00e0 propor\u00e7\u00e3o que se deslocam nos ductos genitais, v\u00e3o aumentando de tamanho para atingirem a dimens\u00e3o e a forma definitiva do \u00fatero, onde s\u00e3o armazenados. De regra, os nemat\u00f3ides s\u00e3o ov\u00edparos ou ovoviv\u00edparos; os ovos atrav\u00e9s do ovejetor passam para a genit\u00e1lia, de onde s\u00e3o eliminados para o exterior pela vulva ou gon\u00f3poro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As f\u00eameas ov\u00edparas p\u00f5em ovos n\u00e3o segmentados ou nos primeiros est\u00e1gios de segmenta\u00e7\u00e3o, usualmente na fase de m\u00f3rula, como em Ancylostoma as ovoviv\u00edparas p\u00f5em ovos j\u00e1 contendo o embri\u00e3o em adiantado est\u00e1gio de desenvolvimento, denominados ovos embrionados, como ocorre em Strongyloides,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As vezes, algumas, s\u00e3o viv\u00edparas, isto \u00e9, eliminam larvas eclodidas no \u00fatero, como em esp\u00e9cies de filar\u00eddeos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os ovos dos nemat\u00f3ides variam muito entre as esp\u00e9cies, tanto em dimens\u00e3o como na forma. Geralmente s\u00e3o el\u00edpticos e mais raramente arredondados ou assim\u00e9trico. Alguns ovos possuem op\u00e9rculos, que s\u00e3o \u00e1reas semelhantes a tamp\u00f5es situadas nas duas extremidades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Em geral os ovos do nemat\u00f3ides s\u00e3o envolvidos por duas ou tr\u00eas membranas:\u00a0<\/strong>uma primaria mais interna, lip\u00f3ide, impropriamente chamada membrana vitelina, uma membrana quitinosa, secretada aparentemente pelo ovo, que \u00e9 a pr\u00f3pria casca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em alguns grupos, como em Ascarididea, os ovos possuem uma membrana terci\u00e1ria, mais externa, prot\u00e9ica, secretada aparentemente pela parede uterina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A membrana primitiva \u00e9 bem desenvolvida nas esp\u00e9cies cujas larva permanecem no ovo durante o estagio de vida livre, podendo faltar nas esp\u00e9cies patenogen\u00e9ticas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas esp\u00e9cies, cujos ovos eclodem ap\u00f3s terem abandonado o hospedador, a membrana primitiva \u00e9 reduzida a uma camada lip\u00f3ide, envolvida por outra camada prot\u00e9ica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Os ovos do nemat\u00f3ides podem ser classificados em dois grupos:<\/strong><br><blockquote><strong>1-<\/strong>\u00a0os ovos eclodem espontaneamente, quando um determinado estagio de desenvolvimento \u00e9 atingido<strong><br>2-\u00a0<\/strong>os que somente eclodem quando recebem est\u00edmulos externos.<\/blockquote><br>Os ovos que eclodem espontaneamente, em geral possuem casca fina e quando postos, j\u00e1 se encontram em adiantado estado de desenvolvimento embrion\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os que necessitam de est\u00edmulos para eclodir, em regra, possuem casca grossa, e s\u00e3o postos antes de qualquer segmenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os ovos dos nemat\u00f3ides parasitos do homem e s animais dom\u00e9sticos s\u00e3o eliminados para o meio exterior atrav\u00e9s das fezes, da urina e mais raramente, da expectora\u00e7\u00e3o br\u00f4nquica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As f\u00eameas viv\u00edparas eliminam as larvas na corrente sangu\u00ednea, de onde passam para artr\u00f3podes hemat\u00f3fagos no momento da suc\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em algumas esp\u00e9cies, a eclos\u00e3o da larva realiza-se no trato digestivo dos hospedeiros, de onde \u00e9 expelida com as fezes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas primeiras fases do desenvolvimento embrion\u00e1rio, que pode ter inicio no \u00fatero, a massa protoplasm\u00e1tica divide-se em duas, depois em quatro, e assim sucessivamente, at\u00e9 se formarem numerosos blast\u00f4meros, cada vez menores, atingindo a fase de m\u00f3rula., na qual as c\u00e9lulas formam um elips\u00f3ide s\u00f3lido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A multiplica\u00e7\u00e3o celular continua, atingindo as fases de bl\u00e1stula, com uma cavidade no centro, g\u00e1strula onde ocorre invagina\u00e7\u00e3o para a forma\u00e7\u00e3o do estomodeo e o embri\u00e3o se alonga, para terminar na forma jovem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta, que se apresenta dobrada duas vezes no interior dos envolt\u00f3rios do ovo, j\u00e1 se mostra completamente desenvolvida, exceto quanto aos \u00f3rg\u00e3os genitais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O desenvolvimento p\u00f3s-embrion\u00e1rio passa por quatro per\u00edodos distintos, compreendendo as larvas L1, L2, L3, L4 antes da fase adulta. As larvas s\u00e3o semelhantes aos adultos, por isto, alguns autores chamam-nas de juvenis. A passagem de um est\u00e1dio para outro corresponde a uma muda de cut\u00edcula.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As primeiras mudas podem realizar-se no ovo, ou no meio exterior ou no meio interno de hospedeiros intermedi\u00e1rios. A cut\u00edcula velha \u00e9 digerida por uma enzima complexa leucina aminopeptidase, aparentemente secretada pelas c\u00e9lulas neuro-secretoras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em Strongyloidea, as larvas sofrem as duas primeiras mudas no meio exterior, em cada est\u00e1dio observam-se duas principais fases; na primeira a larva cresce; na segunda a larva entra em est\u00e1dio let\u00e1rgico, durante o qual ocorrem transforma\u00e7\u00f5es em sua estrutura, em preparo para a muda subseq\u00fcente. As transforma\u00e7\u00f5es mais evidentes s\u00e3o as do es\u00f4fago e da c\u00e1psula bucal, as larvas dos dois primeiros est\u00e1dios s\u00e3o rabdit\u00f3ides e as do terceiro s\u00e3o filari\u00f3ides.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em outros nemat\u00f3ides, a primeira muda se realiza no interior do ovo, no meio exterior, como em Ascarididea e Oxyuridea. As vezes, \u00e9 dif\u00edcil observar mudas no interior do ovo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos nemat\u00f3ides de evolu\u00e7\u00e3o indireta ou heteroxenos as larvas sofrem as primeiras mudas no corpo dos hospedeiros intermedi\u00e1rios, que ingerem os ovos ou as larvas do primeiro est\u00e1dio, eliminados pelos hospedeiros definitivos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na mudas, a cut\u00edcula velha se destaca da epiderme, da c\u00e1psula bucal, do cretal excretor, do reto e da genit\u00e1lia. As vezes, a cut\u00edcula velha \u00e9 abandonada imediatamente, mas em outros casos ela \u00e9 retida, como em muitas esp\u00e9cies de Strongylidea, cujas larvas do terceiro est\u00e1dio ret\u00eam a cut\u00edcula do est\u00e1dio anterior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em outras esp\u00e9cies, as larvas do terceiro est\u00e1dio ret\u00eam as duas cut\u00edculas dos dois est\u00e1dios anteriores. As cut\u00edculas retidas funcionam com envolt\u00f3rios protetores contra as influencias nocivas do meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Geralmente as larvas tornam-se infectantes quando atingem o terceiro est\u00e1dio, livres ou no interior do ovo, ou ainda no corpo de hospedeiros intermedi\u00e1rios<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O per\u00edodo de desenvolvimento p\u00f3s-embrionario, realizado fora do hospedeiro definitivo, \u00e9 conhecido como ciclo ex\u00f3geno; come\u00e7a quando o ovo oua larva do primeiro est\u00e1dio sai do hospedeiro definitivo e termina sempre com o est\u00e1dio de larva infectante, livre ou no interior do ovo, ou no hospedeiro intemediario.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ciclo end\u00f3geno come\u00e7a quando a larva infectante penetra no hospedeiro definitivo, pela boca ou por via cut\u00e2nea. A larva infectante pode penetrar ativamente pela pele, ou passivamente atrav\u00e9s da inocula\u00e7\u00e3o realizada por artr\u00f3podes hemat\u00f3fagos, este ciclo inclui o desenvolvimento das larvas no corpo do hospedeiro definitivo at\u00e9 o nemat\u00f3ide atingir a maturidade sexual, e mais o tempo que parasito permanece reproduzindo-se.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As larvas infectantes ingeridas pelos hospedeiros definitivos abandonam, no tubo digestivo destes, as cut\u00edculas dos est\u00e1dios anteriores retidas, as que penetram pela pele ou pelas mucosas perdem as cut\u00edculas, durante a fase de penetra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em certos grupos de nemat\u00f3ides, as larvas, antes de atingirem os \u00f3rg\u00e3os de elei\u00e7\u00e3o, migram atrav\u00e9s do corpo do hospedeiro definitivo, provocando determinadas perturba\u00e7\u00f5es patol\u00f3gicas. Durante a migra\u00e7\u00e3o, sofrem mais duas mudas da cut\u00edcula, antes de atingirem a fase adulta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Larvas de certas esp\u00e9cies penetram na mucosa do tubo digestivo atingem o sangue venoso, v\u00e3o ao cora\u00e7\u00e3o e pulm\u00f5es, rompem os alv\u00e9olos pulmonares, sobem pelos br\u00f4nquios e traqu\u00e9ia, caem no es\u00f4fago e da\u00ed passam ao intestino, onde completam a maturidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Algumas larvas, que penetram na mucosa intestinal, atingem os vasos linf\u00e1ticos e da\u00ed v\u00e3o aos linfonodos e, continuando pela circula\u00e7\u00e3o linf\u00e1tica ganham o ducto tor\u00e1cico, passam para a veia cava anterior e chegam ao cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como as larvas passam pela traqu\u00e9ia, durante a migra\u00e7\u00e3o pelo corpo do hospedeiro, \u00e9 comum a referencia de rota traqueal. S\u00e3o tamb\u00e9m usadas as terminologiasde corrente sanguinea e corrente linf\u00e1tica, conforme as vias usadas pelas larvas, assim como rota hepato-traqueal ou linf\u00e1tica-traqueal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outras fazem o mesmo ciclo penetrando pela pele. Algumas passam da circula\u00e7\u00e3o venosa para a circula\u00e7\u00e3o arterial, realizando migra\u00e7\u00f5es complexas antes de atingirem sua localiza\u00e7\u00e3o definitiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Grande numero de esp\u00e9cies parasitas desenvolvem-se sem necessidade de migra\u00e7\u00f5es pelos tecidos dos hospedeiros; logo que a larvas infectantes s\u00e3o ingeridas, elas fixam nas paredes do intestino, sofrem as mudas e atingem a forma adulta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Algumas larvas penetram na mucosa ou sub-mucos, formam n\u00f3dulos, no interior dos quais sofrem mudas, para mais tarde regressarem \u00e0 luz intestinal, onde se tornam adultas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Logo ap\u00f3s a \u00faltima muda, os nemat\u00f3ides copulam. Depois da copula, a vulva geralmente \u00e9 protegida por uma massa pardacenta, denominada massa da copula, produzida pelo macho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os espermatoz\u00f3ides sobem pelo tubo genital feminino e v\u00e3o acumular-se no recept\u00e1culo seminal. A produ\u00e7\u00e3o de ovos varia dentro das esp\u00e9cies, com a idade da f\u00eamea, com a \u00e9poca do ano, e em decorr\u00eancia de muiota outros fatores ainda n\u00e3o determinados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Filo Asquelmintos &#8211; Animais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pertencem a este Filo oito grupos de animais que s\u00e3o motivo de controv\u00e9rsia entre zo\u00f3logos, pois muitos os considerem como filos independentes, e outros, como classes do Filo dos asquelmintes originalmente, aschelminthes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Grego: askos = cavidades; helmintes = vermes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Destes seis grupos, o que apresenta um interesse especial, por ser extremamente numeroso, \u00e9 a Classe Nematoda, em que cerca de 45 esp\u00e9cies parasitam o homem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os nemat\u00f3ides s\u00e3o animais de corpo alongados, cil\u00edndricos (fusiforme ou filiforme), n\u00e3o segmentado, revestido por cut\u00edcula resistente. Apresentam, geralmente, dimens\u00f5es reduzidas; alguns s\u00e3o microsc\u00f3picos enquanto outros podem atingir at\u00e9 um metro de comprimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maioria das 12 000 esp\u00e9cies conhecidas \u00e9 de vida livre, encontrada na terra, mar e \u00e1gua doce. Muitos s\u00e3o parasitas de vegetais e animais, inclusive do homem; os outros s\u00e3o predadores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os nemat\u00f3ides representam o segundo grupo de metazo\u00e1rios mais numerosos em indiv\u00edduos, sendo inferiores apenas aos artr\u00f3podes. O Hterodera sp., por exemplo, \u00e9 um verme microsc\u00f3pico que vive no solo e \u00e9 encontrado em n\u00famero de 35 bilh\u00f5es de indiv\u00edduos por acre.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os asquelmintes, assim como os platelmintes, tamb\u00e9m s\u00e3o tribl\u00e1sticos, protost\u00f4mios e de simetria bilateral. No entanto, apresentam-se mais evolu\u00eddos, pois desenvolveram um sistema digest\u00f3rio completo, com boca e orif\u00edcio retal. Possuem, tamb\u00e9m, uma cavidade geral distinta da cavidade digestiva. Esta cavidade, por n\u00e3o estar completamente forrada pela mesoderme, \u00e9 denominada pseudoceloma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os asquelmintes s\u00e3o os \u00fanicos animais pseudocelomados da escala zool\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.bioturmas.hpg.ig.com.br\/www.geocities.com\/members.tripod.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Filo Asquelmintos, Aschelminthes, Animais, O que \u00e9, Sistemas, Reprodu\u00e7\u00e3o, Estrutura, Vermes, Nematoda, Exemplo, Caracter\u00edstica, Filo Asquelmintos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17992,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-26853","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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