{"id":26824,"date":"2016-01-12T00:00:00","date_gmt":"2016-01-12T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/nossa-senhora-da-medalha-milagrosa-3\/"},"modified":"2026-09-01T18:06:38","modified_gmt":"2026-09-01T18:06:38","slug":"nossa-senhora-da-medalha-milagrosa-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/nossa-senhora-da-medalha-milagrosa-3\/","title":{"rendered":"Nossa Senhora da Medalha Milagrosa"},"content":{"rendered":"\n<h4>27 de Novembro<\/h4>\n   \n<p>O ano de 1830 ficou marcado pela manifesta\u00e7\u00e3o da Imaculada Virgem Maria que,      do C\u00e9u veio trazer-nos o seu retrato da Medalha bendita, \u00e0 qual por causa      dos seus prod\u00edgios e milagres, o povo crist\u00e3o deu o t\u00edtulo de Milagrosa.<\/p>\n   \n<p>N\u00e3o \u00e9 a <strong>Medalha Milagrosa<\/strong> como muitas que se tem inventado      para representar os t\u00edtulos e invoca\u00e7\u00f5es de Maria Sant\u00edssima, medalhas dignas      de respeito e venera\u00e7\u00e3o pelo que representam, mas que n\u00e3o tem origem mais      do que o gosto do artista que as fabricou, ou o fervor do Santo que as divulgou.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/dia-de3.jpg\" alt=\"Dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa\" width=\"240\" height=\"325\" title=\"Dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa\" \/><br \/>\n     Nossa Senhora da Medalha Milagrosa<\/strong><\/p>\n   \n<p>N\u00e3o assim a Medalha Milagrosa; ela \u00e9 um rico presente que Maria Imaculada      quis oferecer ao mundo no s\u00e9culo XIX, como penhor dos seus carinhos e b\u00ean\u00e7\u00e3os      maternais, como instrumento de milagres e como meio, de prepara\u00e7\u00e3o para a      defini\u00e7\u00e3o dogm\u00e1tica de 1854.<\/p>\n   \n<p>Foi na comunidade das Filhas da Caridade, fundada por S\u00e3o Vicente de Paulo,      que a Sant\u00edssima Virgem escolheu a confidente dos seus des\u00edgnios, para recompensar      de certo a devo\u00e7\u00e3o que o Santo sempre teve \u00e0 Imaculada Concei\u00e7\u00e3o de Nossa      Senhora, e que deixou por heran\u00e7a aos seus filhos e filhas espirituais.<\/p>\n   \n<p>Chamava-se ela Catarina Labour\u00e9. Nasceu a 2 de maio de 1806, na C\u00f4te d&#8217;Or,      em Fran\u00e7a, e aos 20 anos de idade tomou o h\u00e1bito das Filhas da Caridade. <\/p>\n   \n<p>Novi\u00e7a ainda,muito humilde, inocente e unida com Deus, era ternamente devota      \u00e0 Sant\u00edssima Virgem, a quem escolhera por M\u00e3e desde que em pequenina ficara      \u00f3rf\u00e3, ardia em cont\u00ednuos desejos de a ver e instava com o seu Anjo da Guarda      para que lhe alcan\u00e7asse este favor. N\u00e3o foi baldada a sua esperan\u00e7a; entre      outras, foi bem c\u00e9lebre a apari\u00e7\u00e3o de 18 para 19 de julho de 1830, em que      Nossa Senhora a chamou \u00e0 Capela, e com a irm\u00e3 se dignou conversar por algumas      horas, anunciando-lhe o que em breve aconteceria, enchendo-a de carinhos e      consola\u00e7\u00f5es.<\/p>\n   \n<p>Mas a mais importante das apari\u00e7\u00f5es foi a do dia 27 de novembro de 1830,      s\u00e1bado antes do primeiro domingo do Advento. Neste dia, estando a vener\u00e1vel      irm\u00e3 na ora\u00e7\u00e3o da tarde, nessa Capela da Comunidade, rua du Bac, Paris, a      Rainha do C\u00e9u se lhe mostrou, primeiro, junto do arco cruzeiro, do lado da      ep\u00edstola, onde hoje est\u00e1 o altar &#8221; Virgo Potens&#8221;, e depois por detr\u00e1s      do Sacr\u00e1rio, no altar-mor. &#8220;<\/p>\n   \n<p>A Virgem Sant\u00edssima, diz a irm\u00e3, estava de p\u00e9 sobre um globo, vestida de      branco, com o feitio que se diz \u00e0 Virgem, isto \u00e9, subido e com mangas justas;      v\u00e9u branco a cobrir-lhe a cabe\u00e7a, manto azul prateado que lhe descia at\u00e9 aos      p\u00e9s; o cabelo em tran\u00e7as, seguro por uma fita debruada de pequena renda, sobre      ele pousava, o rosto bem descoberto de uma formosura indescrit\u00edvel. <\/p>\n   \n<p>As m\u00e3os, elevadas at\u00e9 \u00e0 cinta, sustentavam outro globo, figura do mundo,      rematado por uma cruzinha de ouro; a Senhora toda rodeada de tal esplendor      que era imposs\u00edvel fix\u00e1-la; o rosto iluminou-se-lhe de radiante claridade      no momento em que com os olhos levantados para o c\u00e9u, oferecia ao Senhor esse      globo&#8221;.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\">&#8221; De repente os dedos cobriram-se de an\u00e9is e pedrarias      preciosas de extraordin\u00e1ria beleza, de onde se desprendiam raios luminosos      para todos os lados, envolvendo a Senhora em tal esplendor que j\u00e1 se lhe n\u00e3o      via a t\u00fanica nem os p\u00e9s. As pedras preciosas eram maiores umas, menores outras      e proporcionais eram tamb\u00e9m os raios luminosos&#8221;.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\">&#8221; O que ent\u00e3o experimentei e aprendi naquele momento      \u00e9 imposs\u00edvel explicar&#8221;.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\">&#8220;Como estivesse ocupada em contempl\u00e1-la, a Virgem Sant\u00edssima      baixou para mim os olhos, e uma voz interIor me disse no \u00edntimo do cora\u00e7\u00e3o:      &#8216; Este globo que v\u00eas representa o mundo inteiro e em especial a Fran\u00e7a e cada      pessoa em particular&#8217;. Aqui n\u00e3o sei exprimir o que descobri de beleza e brilho      nos raios t\u00e3o resplandecentes. A Sant\u00edssima Virgem acrescentou: &#8216;Eis o s\u00edmbolo      das gra\u00e7as que derramo sobre as pessoas que mas pedem&#8217;.&#8221;<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\">&#8221; Desapareceu ent\u00e3o o globo que tinha nas m\u00e3os; e como      se estas n\u00e3o pudessem com o peso das gra\u00e7as, os bra\u00e7os se abaixaram e se abriram      na atitude graciosa reproduzida na Medalha&#8221;.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/dia-de4.jpg\" alt=\"Dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa\" width=\"302\" height=\"345\" title=\"Dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa\" \/><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\">&#8220;Formou-se ent\u00e3o em torno da Virgem, um quadro um pouco      oval onde em letras de ouro se liam estas palavras: &#8216;\u00d3 Maria, concebida sem      pecado, rogai por n\u00f3s que recorremos a v\u00f3s&#8217;. Fez-se ouvir ent\u00e3o uma voz que      me dizia: &#8216;Manda cunhar uma Medalha por este modelo; as pessoas que a trouxerem      indulgenciada, receber\u00e3o grandes gra\u00e7as, mormente se a trouxerem ao pesco\u00e7o;      h\u00e3o de ser abundantes as gra\u00e7as para as pessoas que a trouxerem com confian\u00e7a&#8217;      .&#8221;<\/p>\n   \n<p>No mesmo instante o quadro pareceu voltar-se e a irm\u00e3 viu no reverso a letra      &#8220;M&#8221; encimada por uma cruz, tendo um tra\u00e7o na base e por baixo do      monograma de Maria os dois cora\u00e7\u00f5es de Jesus e de Maria, o primeiro cercado      por uma coroa de espinhos, o segundo atravessado por uma espada; e segundo      tradu\u00e7\u00e3o oral comunicada pela vidente, uma coroa de doze estrelas a cercar      o monograma de Maria e os cora\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m a mesma irm\u00e3 disse depois, que      a Sant\u00edssima Virgem Maria calcava aos p\u00e9s uma serpente de cor esverdeada com      pinturas amarelas.<\/p>\n   \n<p>Passaram-se dois anos sem que os superiores eclesi\u00e1sticos decidissem o que      havia de Fazer-se; at\u00e9 que, depois do inqu\u00e9rito can\u00f4nico, se cunhou a Medalha      por ordem e com aprova\u00e7\u00e3o do Arcebispo de Paris, Monsenhor Qu\u00e9len. <\/p>\n   \n<p>Para logo, come\u00e7ou a espalhar-se com muita rapidez a devo\u00e7\u00e3o pelo mundo inteiro,      acompanhada sempre de prod\u00edgios e milagres extraordin\u00e1rios, reanimando a f\u00e9      quase extinta em muitos cora\u00e7\u00f5es, produzindo not\u00e1vel restaura\u00e7\u00e3o dos bons      costumes e da virtude, sarando os corpos e convertendo as almas. <\/p>\n   \n<p>Entre outros prod\u00edgios \u00e9 c\u00e9lebre a convers\u00e3o do judeu Afonso Ratisbonne,      acontecida depois da vis\u00e3o que ele teve na Igreja de Santo Andrea delle Frate,      em Roma, em que a Sant\u00edssima Virgem lhe apareceu como se representa na Medalha      Milagrosa.<\/p>\n   \n<p>O primeiro a aprovar e aben\u00e7oar a Medalha foi o Papa Greg\u00f3rio XVI, confiando-se      \u00e0 prote\u00e7\u00e3o dela e conservando-a junto de seu crucifixo. Pio IX,, seu sucessor,      o Pont\u00edficie da Imaculada, gostava de a dar como prenda particular da sua      benevol\u00eancia pont\u00edfica. <\/p>\n   \n<p>N\u00e3o admira que, com t\u00e3o alta prote\u00e7\u00e3o e \u00e0 vista de tantos prod\u00edgios, se propagasse      rapidamente. S\u00f3 no espa\u00e7o de quatro anos, de 1832 a 1836, a firma Vechette,      incumbida de a cunhar, produziu dois milh\u00f5es delas em ouro e prata e dezoito      milh\u00f5es em cobre.<\/p>\n   \n<p>Gra\u00e7as a esta difus\u00e3o prodigiosa, foi-se radicando mais e melhor no povo      crist\u00e3o a cren\u00e7a na Imaculada Concei\u00e7\u00e3o de Maria e a devo\u00e7\u00e3o para com t\u00e3o      excelsa Senhora; assim se preparou essa apoteose sublime da defini\u00e7\u00e3o dogm\u00e1tica      de 1854, que a Virgem Sant\u00edssima veio como que confirmar e agradecer em Lourdes      em 1858, coroando assim a apari\u00e7\u00e3o de 1830.<\/p>\n   \n<p>Em outras apari\u00e7\u00f5es subseq\u00fcentes a Sant\u00edssima Virgem falou a Catarina de      Labour\u00e9 da funda\u00e7\u00e3o de uma Associa\u00e7\u00e3o das Filhas de Maria que depois o Papa      Pio IX aprovou a 20 de junho de 1847, enriquecendo-a com as indulg\u00eancias da      Prima-prim\u00e1ria. Espalhou-se pelo mundo inteiro e conta hoje com mais de 150.000      associadas.<\/p>\n   \n<p> Le\u00e3o XIII a 23 de junho de 1894 instituiu a Festa da Medalha Milagrosa;      a 2 de Mar\u00e7o de 1897 encarregou o Cardeal Richard, Arcebispo de Paris, de      coroar em seu nome a est\u00e1tua da Imaculada Virgem Milagrosa que est\u00e1 no altar-mor      da Capela da Apari\u00e7\u00e3o, o que se fez a 26 de julho do mesmo ano. <\/p>\n   \n<p><strong>Pio X n\u00e3o esqueceu a Medalha Milagrosa no ano jubilar; a 6 de junho      de 1904 concedeu 100 dias de indulg\u00eancia de cada vez que se diga a invoca\u00e7\u00e3o:<\/strong>      &#8220;\u00d3 Maria concebida sem pecado, etc&#8221;, a todos quantos tenham recebido      canonicamente a Santa Medalha; a 8 de julho de 1909 instituiu a Associa\u00e7\u00e3o      da Medalha Milagrosa com todas as indulg\u00eancias e privil\u00e9gios do Escapul\u00e1rio      azul. Bento XV e Pio XI encheram a Medalha e a Associa\u00e7\u00e3o de novas gra\u00e7as      e favores.<\/p>\n   \n<p><strong>Reflex\u00f5es:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>A Virgem toda radiante de luz calcando a serpente lembra-nos a sua Concei\u00e7\u00e3o        Imaculada, portanto a queda original e o Salvador prometido.<\/p>\n     \n<p>No reverso vemos a cruz, s\u00edmbolo da Reden\u00e7\u00e3o. Maria associada a essa obra        divina, mediadora junto de Jesus; a cruz e os dois cora\u00e7\u00f5es falam-nos de        caridade, penit\u00eancia, mortifica\u00e7\u00e3o e amor; as doze estrelas lembram o zelo        do apostolado e a recompensa que o espera. N\u00e3o h\u00e1 inscri\u00e7\u00e3o deste lado,        porque a cruz e os cora\u00e7\u00f5es dizem bastante.<\/p>\n     \n<p>Quem n\u00e3o h\u00e1 de procurar trazer, amar, estudar esta Santa Medalha para receber        dela todos os frutos de b\u00ean\u00e7\u00e3o e salva\u00e7\u00e3o que Maria Imaculada prometeu e        deseja comunicar?<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Fonte:  www.paginaoriente.com<\/p>\n   \n<h6>Dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa<\/h6>\n    \n<p class=\"google\">  <\/p>\n     \n<h4>27 de Novembro<\/h4>\n   \n<p>A <strong>Medalha Milagrosa<\/strong> foi cunhada e espalhou-se com maravilhosa      rapidez pelo mundo inteiro, e em toda parte foi instrumento de miseric\u00f3rdia,      arma terr\u00edvel contra o dem\u00f4nio, rem\u00e9dio para muitos males, meio simples e      prodigioso de convers\u00e3o e de santifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Colunas de m\u00e1rmore, impecavelmente brancas, destacam a alvura      do ambiente, iluminado pelos raios do sol que penetram pelas amplas janelas.    <\/p>\n   \n<p><strong>A id\u00e9ia de uma pureza imaculada, aliada a uma sensa\u00e7\u00e3o      de densa un\u00e7\u00e3o sobrenatural domina at\u00e9 hoje a capela da\u00a0 Congrega\u00e7\u00e3o      das Filhas da Caridade (mais conhecidas no Brasil como Irm\u00e3s Vicentinas),      na Rue du Bac, em Paris, 170 anos depois de ela\u00a0 haver abrigado a mais      augusta visitante que se possa imaginar:<\/strong> a pr\u00f3pria M\u00e3e de Deus. <\/p>\n   \n<p><strong>E ainda agora, reinando sobre esse ambiente aben\u00e7oado,      uma alva imagem de Nossa Senhora, coroada como Rainha, espargindo raios de      suas m\u00e3os, parece ainda dizer a quem a contempla:<\/strong> &#8220;Venha ao      p\u00e9 deste altar. Aqui ser\u00e3o derramadas gra\u00e7as sobre todos os que as pedirem&#8221;.<\/p>\n   \n<p>Ainda se encontra na Capela a cadeira na qual Nossa Senhora sentou-se, para      conversar longamente com a humilde religiosa do convento. E quem \u00e9 esta? A      resposta est\u00e1 sob um altar lateral, onde se v\u00ea um esquife de vidro, dentro      do qual jaz uma freira mi\u00fada, t\u00e3o serena que parece adormecida. \u00c9 Santa Catarina      Labour\u00e9 que, em 1830, recebeu da Sant\u00edssima Virgem a mensagem sobre a Medalha      Milagrosa.<\/p>\n   \n<p>Foi essa humilde irm\u00e3 de caridade o instrumento escolhido por Deus para impulsionar      em todo o mundo a devo\u00e7\u00e3o a Maria, por meio dessa medalha que, de fato, fez      jus ao nome de &#8220;milagrosa&#8221;.<\/p>\n   \n<p>O relato do que ent\u00e3o acontecera \u00e9 desenvolvido ao longo destas p\u00e1ginas por      MonsenhorJo\u00e3o Scognamiglio Cl\u00e1 Dias, EP com seu conhecido talento de narrador      e mais ainda com sua fervorosa piedade marial e desejo de evangelizar o maior      n\u00famero poss\u00edvel de pessoas.<\/p>\n   \n<p>A hist\u00f3ria dessa santinha francesa e de seus encontros &#8211; pois foram v\u00e1rios      &#8211; com Nossa Senhora, narra\u00e7\u00e3o de uma encantadora simplicidade, de uma candura      virginal e de um celestial esplendor, n\u00e3o poder\u00e1 deixar de nos maravilhar      e atrair, despertando em n\u00f3s o desejo de maior devo\u00e7\u00e3o a Maria, o meio mais      seguro de chegarmos a Jesus Cristo, Nosso Senhor.<\/p>\n   \n<p align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/dia-de5.jpg\" alt=\"Dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa\" width=\"313\" height=\"207\" title=\"Dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa\" \/><br \/>\n     Medalha Milagrosa<\/strong><\/p>\n   \n<h4>Santa Catarina Labour\u00e9<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/dia-de6.jpg\" alt=\"Dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa\" width=\"185\" height=\"266\" title=\"Dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa\" \/><br \/>\n     Santa Catarina Labour\u00e9<\/strong><\/p>\n   \n<p>Ela se chamava Catarina, ou Zo\u00e9, para os mais \u00edntimos. Sua maior alegria      era levar a ra\u00e7\u00e3o di\u00e1ria para a multid\u00e3o de pombos que habitava a torre quadrada      do pombal de sua casa. Ao avistarem a camponesinha, as aves se lan\u00e7avam em      dire\u00e7\u00e3o a ela, envolvendo-a, submergindo-a, parecendo querer arrebat\u00e1-la e      arrast\u00e1-la para as alturas. Cativa daquela palpitante nuvem, Catarina ria,      defendendo-se contra as mais afoitas, acariciando as mais ternas, deixando      sua m\u00e3o deslizar pela brancura daquelas macias penugens. <\/p>\n   \n<p><strong>Durante toda a vida, guardar\u00e1 nostalgia dos pombos de sua inf\u00e2ncia:<\/strong>      &#8220;Eram quase 800 cabe\u00e7as&#8221;, costumava dizer, n\u00e3o sem uma pontinha      de t\u00edmido orgulho&#8230;<\/p>\n   \n<p>Catarina Labour\u00e9 (pronuncia-se &#8220;Laburr\u00ea&#8221;) veio ao mundo em 1806,      na prov\u00edncia francesa da Borgonha, sob o c\u00e9u de Fain-les-Moutiers, onde seu      pai possu\u00eda uma fazenda e outros bens. Aos nove anos perdeu a m\u00e3e, uma distinta      senhora pertencente \u00e0 pequena burguesia local, de esp\u00edrito cultivado e alma      nobre, e de um hero\u00edsmo dom\u00e9stico exemplar. <\/p>\n   \n<p><strong>Abalada pelo rude golpe, desfeita em l\u00e1grimas, Catarina abra\u00e7a uma      imagem da Sant\u00edssima Virgem e exclama:<\/strong> &#8220;De agora em diante,      V\u00f3s sereis minha m\u00e3e!&#8221;<\/p>\n   \n<p>Nossa Senhora n\u00e3o decepcionar\u00e1 a menina que se entregava a Ela com tanta      devo\u00e7\u00e3o e confian\u00e7a. A partir de ent\u00e3o, adotou-a como filha dileta, alcan\u00e7ando-lhe      gra\u00e7as superabundantes que s\u00f3 fizeram crescer sua alma inocente e generosa.<\/p>\n   \n<p> Essa encantadora guardi\u00e3 de pombos, em cujos l\u00edmpidos olhos azuis se estampavam      a sa\u00fade, alegria e vida, assim como a gravidade e sensatez advindas das responsabilidades      que cedo pesaram sobre seus jovens ombros, essa pequena dona-de-casa modelo      (e ainda iletrada) teve seus horizontes interiores abertos para a contempla\u00e7\u00e3o      e a ascese, conducentes a uma hora de suprema magnific\u00eancia.<\/p>\n   \n<h4>Com as Filhas de S\u00e3o Vicente de Paulo<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/dia-de7.jpg\" alt=\"Dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa\" width=\"158\" height=\"222\" title=\"Dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa\" \/><br \/>\n     S\u00e3o Vicente de Paulo<\/strong><\/p>\n   \n<p>Certa vez, um sonho deixou Catarina intrigada. Na igreja de Fain-les-Moutiers,      ela v\u00ea um velho e desconhecido sacerdote celebrando a Missa, cujo olhar a      impressiona profundamente. Encerrado o Santo Sacrif\u00edcio, ele faz um sinal      para que Catarina se aproxime. Temerosa, ela se afasta, sempre fascinada por      aquele olhar. <\/p>\n   \n<p><strong>Ainda em sonho, sai para visitar um pobre doente, e reencontra o      mesmo sacerdote, que desta vez lhe diz: <\/strong>&#8220;Minha filha, tu agora      me foges&#8230; mas um dia ser\u00e1s feliz em vir at\u00e9 mim. Deus tem des\u00edgnios sobre      ti. N\u00e3o te esque\u00e7as disso&#8221;. Ao despertar, Catarina repassa em sua mente      aquele sonho, sem o compreender&#8230;<\/p>\n   \n<p>Algum tempo depois, j\u00e1 com 18 anos, uma imensa surpresa! <\/p>\n   \n<p><strong>Ao entrar no parlat\u00f3rio de um convento em Ch\u00e2tillon-sur-Seine, ela      depara com um quadro no qual est\u00e1 retratado precisamente aquele anci\u00e3o de      penetrante olhar:<\/strong> \u00e9 S\u00e3o Vicente de Paulo, Fundador da congrega\u00e7\u00e3o      das Filhas da Caridade, que assim confirma e indica a voca\u00e7\u00e3o religiosa de      Catarina.<\/p>\n   \n<p>Com efeito, aos 23 anos, vencendo todas as tentativas do pai para afast\u00e1-la      do caminho que o Senhor lhe tra\u00e7ara, abandona para sempre um mundo que n\u00e3o      estava \u00e0 sua altura, e entra como postulante naquele mesmo convento de Ch\u00e2ntillon-sur-Seine.      Tr\u00eas meses depois, em 21 de abril de 1830, \u00e9 aceita no noviciado das Filhas      da Caridade, situado na rue du Bac*, em Paris, onde tomar\u00e1 o h\u00e1bito em janeiro      do ano seguinte.<\/p>\n   \n<h4>Primeira apari\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/dia-de8.jpg\" alt=\"Dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa\" width=\"143\" height=\"309\" title=\"Dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa\" \/><br \/>\n     Mae da Divina Gra\u00e7a<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Desde a sua entrada no convento da rue du Bac, Catarina Labour\u00e9 foi      favorecida por numerosas vis\u00f5es:<\/strong> o Cora\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Vicente, Nosso      Senhor no Sant\u00edssimo Sacramento, o Cristo Rei e a Sant\u00edssima Virgem. Apesar      da import\u00e2ncia das outras apari\u00e7\u00f5es, devemos nos deter nas da Rainha Celestial.      A primeira teve lugar na noite de 18 para 19 de julho de 1830, data em que      as Filhas da Caridade celebram a festa de seu santo Fundador. <\/p>\n   \n<p><strong>De tudo quanto ent\u00e3o sucedeu, deixou Catarina minuciosa descri\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>A Madre Marta nos falara sobre a devo\u00e7\u00e3o aos santos, em particular      sobre a devo\u00e7\u00e3o \u00e0 Sant\u00edssima Virgem &#8211; o que me deu desejo de v\u00ea-La &#8211; e me      deitei com esse pensamento:<\/strong> que nessa noite mesmo, eu veria minha      Boa M\u00e3e. Como nos haviam distribu\u00eddo um peda\u00e7o do roquete de linho de S\u00e3 Vicente,      cortei a metade e a engoli, adormecendo com o pensamento de que S\u00e3o Vicente      me obteria a gra\u00e7a de contemplar a Sant\u00edssima Virgem.<\/p>\n   \n<p><strong>Enfim, \u00e0s onze e meia da noite, ouvi algu\u00e9m me chamar:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Irm\u00e3 Labour\u00e9! Irm\u00e3 Labour\u00e9!<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Acordando, abri a cortina e vi um menino de quatro a cinco anos,      vestido de branco, que me disse:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Levantai-vos depressa e vinde \u00e0 Capela! A Sant\u00edssima Virgem vos espera.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Logo me veio o pensamento de que as outras irm\u00e3s iam me ouvir. <\/p>\n   \n<p><strong>Mas, o menino me disse:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Ficai tranq\u00fcila, s\u00e3o onze e meia; todas est\u00e3o profundamente adormecidas.        Vinde, eu vos espero.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Vesti-me depressa e me dirigi para o lado do menino, que permanecera de p\u00e9      sem se afastar da cabeceira de meu leito. Eu o segui. Sempre \u00e0 minha esquerda,      ele lan\u00e7ava raios de claridade por todos os lugares onde pass\u00e1vamos, nos quais      os candeeiros estavam acesos, o que muito me espantava. <\/p>\n   \n<p><strong>Por\u00e9m, muito mais surpresa fiquei ao entrar na capela:<\/strong> logo      que o menino tocou a porta com a ponta do dedo, ela se abriu. E meu espanto      foi ainda mais completo quando vi todas as velas e casti\u00e7ais acesos, o que      me recordava a missa de meia-noite. Entretanto, eu n\u00e3o via a Sant\u00edssima Virgem.\u00a0<\/p>\n   \n<p>O menino me conduziu para dentro do santu\u00e1rio, at\u00e9 o lado da cadeira do diretor      espiritual*. Ali me ajoelhei, enquanto o menino continuou de p\u00e9. Como o tempo      de espera estava me parecendo longo, olhei para a galeria para ver se as irm\u00e3s      encarregadas da vig\u00edlia noturna n\u00e3o passavam por ali.<\/p>\n   \n<p>Por fim, chegou o momento. <\/p>\n   \n<p><strong>O menino me alertou, dizendo:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Eis a Sant\u00edssima Virgem! Ei-La!<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Nesse instante, Catarina ouve um ru\u00eddo, como o frufru de um vestido de seda,      vindo do alto da galeria. Levanta os olhos e v\u00ea uma senhora com um traje cor      de marfim, que se prosterna diante do altar e vem se sentar na cadeira do      Padre Diretor.<\/p>\n   \n<p>A vidente estava na d\u00favida se Aquela era Nossa Senhora. <\/p>\n   \n<p><strong>O menino, ent\u00e3o, n\u00e3o mais com timbre infantil, mas com voz de homem      e em tom autorit\u00e1rio, disse:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Eis a Sant\u00edssima Virgem!<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>A Irm\u00e3 Catarina recordaria depois:<\/strong><\/p>\n   \n<p>Dei um salto para junto d&#8217;Ela, ajoelhando-me ao p\u00e9 do altar, com as m\u00e3os      apoiadas nos joelhos de Nossa Senhora&#8230; Ali se passou o momento mais doce      de minha vida. Ser-me-ia imposs\u00edvel exprimir tudo quanto senti.<\/p>\n   \n<p>Ela disse como me devo conduzir face a meu diretor espiritual, como me comportar      em meus sofrimentos vindouros, mostrando-me com a m\u00e3o esquerda o p\u00e9 do altar,      onde eu devo vir me lan\u00e7ar e expandir meu cora\u00e7\u00e3o. L\u00e1 receberei todas as consola\u00e7\u00f5es      de que necessito. <\/p>\n   \n<p><strong>Eu Lhe perguntei o que significavam todas as coisas que vira e Ela      me explicou tudo:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Minha filha, Deus quer te encarregar de uma miss\u00e3o. Ter\u00e1s muito que sofrer,        por\u00e9m h\u00e1s de suportar, pensando que o far\u00e1s para a gl\u00f3ria de Deus. Saber\u00e1s        (discernir) o que \u00e9 de Deus. Ser\u00e1s atormentada, at\u00e9 pelo que disseres a        quem est\u00e1 encarregado de te dirigir. Ser\u00e1s contraditada, mas ter\u00e1s a gra\u00e7a.        N\u00e3o temas. Dize tudo com confian\u00e7a e simplicidade. Ser\u00e1s inspirada em tuas        ora\u00e7\u00f5es. O tempo atual \u00e9 muito ruim. Calamidades v\u00e3o se abater sobre a Fran\u00e7a.        O trono ser\u00e1 derrubado. O mundo inteiro se ver\u00e1 transtornado por males de        todo tipo (a Sant\u00edssima Virgem tinha um ar muito entristecido ao dizer isso).        <strong>Mas venham ao p\u00e9 deste altar:<\/strong> a\u00ed as gra\u00e7as ser\u00e3o derramadas        sobre todas as pessoas, grandes e pequenas, particularmente sobre aquelas        que as pedirem com confian\u00e7a e fervor. <strong>O perigo ser\u00e1 grande, por\u00e9m        n\u00e3o deves temer:<\/strong> Deus e S\u00e3o Vicente proteger\u00e3o esta Comunidade.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/dia-de9.jpg\" alt=\"Dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa\" width=\"248\" height=\"312\" title=\"Dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa\" \/><br \/>\n     Nossa Senhora e Santa Catarina Laboure<\/strong><\/p>\n   \n<h4>Os fatos confirmam a apari\u00e7\u00e3o<\/h4>\n   \n<p>Uma semana depois dessa bendita noite, explodia nas ruas de      Paris a revolu\u00e7\u00e3o de 1830, confirmando a profecia contida na vis\u00e3o de Santa      Catarina.<\/p>\n   \n<p><strong>Desordens sociais e pol\u00edticas derrubaram o rei Carlos      X, e por toda a parte se verificaram manifesta\u00e7\u00f5es de um anti-clericalismo      violento e incontrol\u00e1vel:<\/strong> igrejas profanadas, cruzes lan\u00e7adas por      terra, comunidades religiosas invadidas, devastadas e destru\u00eddas, sacerdotes      perseguidos e maltratados.<\/p>\n   \n<p><strong>Entretanto, cumpriu-se fielmente a promessa de Nossa      Senhora:<\/strong> os padres Lazaristas e as Filhas da Caridade, congrega\u00e7\u00f5es      fundadas por S\u00e3o Vicente de Paulo, atravessaram inc\u00f3lumes esse turbulento      per\u00edodo.<\/p>\n   \n<h4>Gra\u00e7as abundantes e novas prova\u00e7\u00f5es<\/h4>\n   \n<p>Retornemos \u00e0queles maravilhosos momentos na capela da rue du Bac, na noite      de 18 para 19 de julho, quando Santa Catarina, com as m\u00e3os apoiadas sobre      os joelhos de Nossa Senhora, ouvia a mensagem que Ela lhe trazia do C\u00e9u.<\/p>\n   \n<p><strong>Dando prosseguimento \u00e0s suas narrativas, a vidente recorda estas      palavras da M\u00e3e de Deus:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Minha filha, agrada-me derramar minhas gra\u00e7as sobre esta Comunidade em        particular. Eu a amo muito. Sofro, porque h\u00e1 grandes abusos e relaxamento        na fidelidade \u00e0 Regra, cujas disposi\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o observadas. Dize-o ao teu        encarregado. Ele deve fazer tudo o que lhe for poss\u00edvel para recolocar a        Regra em vigor. Comunica-lhe, de minha parte, que vigie sobre as m\u00e1s leituras,        as perdas de tempo e as visitas.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Retomando um aspecto tristonho, Nossa Senhora acrescentou:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Grandes calamidades vir\u00e3o. O perigo ser\u00e1 imenso. N\u00e3o temas, Deus e S\u00e3o        Vicente proteger\u00e3o a comunidade. Eu mesma estarei convosco. Tenho sempre        velado por v\u00f3s e vos concederei muitas gra\u00e7as. Momento vir\u00e1 em que pensar\u00e3o        estar tudo perdido. Tende confian\u00e7a, Eu n\u00e3o vos abandonarei. Conhecereis        minha visita e a prote\u00e7\u00e3o de Deus e de S\u00e3o Vicente sobre as duas comunidades.      <\/p>\n     \n<p>N\u00e3o se dar\u00e1 o mesmo, por\u00e9m, com outras Congrega\u00e7\u00f5es. Haver\u00e1 v\u00edtimas (ao        dizer isto, a Sant\u00edssima Virgem tinha l\u00e1grimas nos olhos). Haver\u00e1 bastante        v\u00edtimas no clero de Paris&#8230; O Arcebispo morrer\u00e1. Minha filha, a Cruz ser\u00e1        desprezada e derrubada por terra. O sangue correr\u00e1. Abrir-se-\u00e1 de novo o        lado de Nosso Senhor. As ruas estar\u00e3o cheias de sangue. O Arcebispo ser\u00e1        despojado de suas vestimentas (aqui a Sant\u00edssima Virgem n\u00e3o podia mais falar;        o sofrimento estava estampado em sua face). Minha filha, o mundo todo estar\u00e1        na tristeza.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Ouvindo estas palavras, pensei quando isto ocorreria. <\/p>\n   \n<p><strong>E compreendi muito bem: <\/strong>quarenta anos.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/dia-de10.jpg\" alt=\"Dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa\" width=\"190\" height=\"301\" title=\"Dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa\" \/><br \/>\n     Nossa Senhora das Gra\u00e7as<\/strong><\/p>\n   \n<h4><strong>Nova confirma\u00e7\u00e3o: a &#8220;Comuna de Paris&#8221;<\/strong><\/h4>\n   \n<p>De fato, quatro d\u00e9cadas depois, no fim de 1870, a Fran\u00e7a e a Alemanha se      enfrentaram num sangrento conflito, em que a superioridade de armamentos e      de disciplina militar deram \u00e0s for\u00e7as germ\u00e2nicas uma fulminante vit\u00f3ria sobre      o mal treinado ex\u00e9rcito franc\u00eas. Em conseq\u00fc\u00eancia da derrota, novas convuls\u00f5es      pol\u00edtico-sociais arrebentaram em Paris, perpetradas por um movimento conhecido      sob o nome de &#8220;Comuna&#8221;. Tais desordens deram lugar a outras violentas      persegui\u00e7\u00f5es religiosas.<\/p>\n   \n<p>Conforme Nossa Senhora previra, foi fuzilado no c\u00e1rcere o Arcebispo de Paris,      Monsenhor Darboy. Pouco depois, os rebeldes assassinaram vinte dominicanos      e outros ref\u00e9ns, cl\u00e9rigos e soldados. <\/p>\n   \n<p><strong>Entretanto, os Lazaristas e as Filhas da Caridade mais uma vez atravessaram      inc\u00f3lumes esse per\u00edodo de terror, exatamente como a Sant\u00edssima Virgem prometera      a Santa Catarina:<\/strong> <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\">&#8220;Minha filha, conhecereis minha visita e a prote\u00e7\u00e3o de      Deus e de S\u00e3o Vicente sobre as duas comunidades. Mas, n\u00e3o se dar\u00e1 o mesmo      com outras Congrega\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n   \n<p><strong>Enquanto as demais irm\u00e3s eram tomadas de pavor em meio aos insultos,      inj\u00farias e persegui\u00e7\u00f5es dos anarquistas da Comuna, Santa Catarina era a \u00fanica      a n\u00e3o ter medo: <\/strong>&#8220;Esperai&#8221; &#8211; dizia?-?, &#8220;a Virgem velar\u00e1      por n\u00f3s&#8230; N\u00e3o nos acontecer\u00e1 nenhum mal!&#8221; E mesmo quando os desordeiros      invadiram o convento das Filhas da Caridade e as expulsaram de l\u00e1, a santa      vidente n\u00e3o apenas assegurou \u00e0 Superiora que a pr\u00f3pria Sant\u00edssima Virgem guardaria      a casa intacta, mas previu que todas estariam de volta dentro de um m\u00eas, para      celebrar a festa da Realeza de Maria. <\/p>\n   \n<p><strong>Ao retirar-se, Santa Catarina apanhou a coroa da imagem do jardim      e disse a ela:<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\">&#8220;Eu voltarei para vos coroar no dia 31 de maio&#8221;.<\/p>\n   \n<p>Estas e outras revela\u00e7\u00f5es concernentes \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o da Comuna realizaram-se      pontualmente, conforme foram anunciadas quarenta anos antes por Nossa Senhora.<\/p>\n   \n<p>Mas, retrocedamos \u00e0quela bendita noite de julho de 1830, na capela da rue      du Bac. Ap\u00f3s o encontro com a M\u00e3e de Deus, Santa Catarina n\u00e3o cabia em si      de tanta consola\u00e7\u00e3o e alegria. <\/p>\n   \n<p><strong>Ela recordaria mais tarde:<\/strong><\/p>\n   \n<p>N\u00e3o sei quanto tempo l\u00e1 permaneci. Tudo o que sei \u00e9 que, quando Nossa Senhora      partiu, tive a impress\u00e3o de que algo se apagava, e apenas percebi uma esp\u00e9cie      de sombra que se dirigia para o lado da galeria, fazendo o mesmo percurso      pelo qual Ela havia chegado. Levantei-me dos degraus do altar e vi o menino      onde ele havia ficado. <\/p>\n   \n<p><strong>Disse-me:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Ela partiu.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Retomamos o mesmo caminho, de novo todo iluminado, o menino conservando-se      \u00e0 minha esquerda. Creio que era meu Anjo da Guarda, que se tornara vis\u00edvel      para me fazer contemplar a Sant\u00edssima Virgem, atendendo as insistentes s\u00faplicas      que eu lhe fizera neste sentido. Ele estava vestido de branco e levava consigo      uma luz miraculosa, ou seja, estava resplandecente de luz. Sua idade girava      em torno de quatro ou cinco anos.<\/p>\n   \n<p>Retornando a meu leito (eram duas horas da manh\u00e3, pois ouvi soar a hora),      n\u00e3o consegui mais dormir&#8230;<\/p>\n   \n<h4>Segunda apari\u00e7\u00e3o: a Medalha Milagrosa<\/h4>\n   \n<p>Quatro meses transcorreram desde aquela prodigiosa noite em que Santa Catarina      contemplara pela primeira vez a Sant\u00edssima Virgem. Na inocente alma da religiosa      cresciam as saudades daquele bendito encontro e o desejo intenso de que lhe      fosse concedido de novo o augusto favor de rever a M\u00e3e de Deus. E foi atendida.<\/p>\n   \n<p>Era 27 de novembro de 1830, s\u00e1bado. \u00c0s cinco e meia da tarde, as Filhas da      Caridade encontravam-se reunidas na sua capela da rue du Bac para o costumeiro      per\u00edodo de medita\u00e7\u00e3o. Reinava perfeito sil\u00eancio nas fileiras das freiras e      novi\u00e7as. Como as demais, Catarina se mantinha em profundo recolhimento. De      s\u00fabito&#8230;<\/p>\n   \n<p>Pareceu-me ouvir, do lado da galeria, um ru\u00eddo como o frufru de um vestido      de seda. Tendo olhado para esse lado, vi a Sant\u00edssima Virgem \u00e0 altura do quadro      de S\u00e3o Jos\u00e9. De estatura m\u00e9dia, sua face era t\u00e3o bela que me seria imposs\u00edvel      dizer sua beleza.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/dia-de11.jpg\" alt=\"Dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa\" width=\"270\" height=\"277\" title=\"Dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa\" \/><br \/>\n     Medalha Milagrosa<\/strong><\/p>\n   \n<p>A Sant\u00edssima Virgem estava de p\u00e9, trajando um vestido de seda branco-aurora,      feito segundo o modelo que se chama \u00e0 la Vierge, mangas lisas, com um v\u00e9u      branco que Lhe cobria a cabe\u00e7a e descia de cada lado at\u00e9 embaixo. <\/p>\n   \n<p>Sob o v\u00e9u, vi os cabelos repartidos ao meio, e por cima uma renda de mais      ou menos tr\u00eas cent\u00edmetros de altura, sem franzido, isto \u00e9, apoiada ligeiramente      sobre os cabelos. O rosto bastante descoberto, os p\u00e9s pousados sobre uma meia      esfera. <\/p>\n   \n<p>Nas m\u00e3os, elevadas \u00e0 altura do est\u00f4mago de maneira muito natural, Ela trazia      uma esfera de ouro que representava o globo terrestre. Seus olhos estavam      voltados para o C\u00e9u&#8230; Seu rosto era de uma incompar\u00e1vel formosura. Eu n\u00e3o      saberia descrev\u00ea-lo&#8230;<\/p>\n   \n<p>De repente, percebi em seus dedos an\u00e9is revestidos de bel\u00edssimas pedras preciosas,      cada uma mais linda que a outra, algumas maiores, outras menores, lan\u00e7ando      raios para todos os lados, cada qual mais estupendo que o outro. Das pedras      maiores partiam os mais magn\u00edficos fulgores, alargando-se \u00e0 medida que desciam,      o que enchia toda a parte inferior do lugar. Eu n\u00e3o via os p\u00e9s de Nossa Senhora.<\/p>\n   \n<p>Nesse momento, quando eu estava contemplando a Sant\u00edssima Virgem, Ela baixou      os olhos, fitando-me. <\/p>\n   \n<p><strong>E uma voz se fez ouvir no fundo de meu cora\u00e7\u00e3o, dizendo estas palavras:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>A esfera que v\u00eas representa o mundo inteiro, especialmente a Fran\u00e7a&#8230;        e cada pessoa em particular&#8230;<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>N\u00e3o sei exprimir o que senti e o que vi nesse instante:<\/strong>      o esplendor e a cintila\u00e7\u00e3o de raios t\u00e3o maravilhosos&#8230;<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Estes (raios) s\u00e3o o s\u00edmbolo das gra\u00e7as que Eu derramo sobre as pessoas        que mas pedem &#8211; acrescentou Nossa Senhora, fazendo-me compreender qu\u00e3o agrad\u00e1vel        \u00e9 rezar a Ela, quanto Ela \u00e9 generosa para com seus devotos, quantas gra\u00e7as        concede \u00e0s pessoas que Lhas rogam, e que alegria Ela sente ao conced\u00ea-las.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<blockquote>      \n<p>Os an\u00e9is dos quais n\u00e3o partem raios (dir\u00e1 depois a Sant\u00edssima Virgem),        simbolizam as gra\u00e7as que se esquecem de me pedir.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Nesse momento formou-se um quadro em torno de Nossa Senhora, um pouco oval,      no alto do qual estavam as seguintes palavras: &#8220;\u00d3 Maria concebida sem      pecado, rogai por n\u00f3s que recorremos a V\u00f3s&#8221;, escritas em letras de ouro.<\/p>\n   \n<p><strong>Uma voz se fez ouvir ent\u00e3o, dizendo-me:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Fazei cunhar uma medalha conforme este modelo. Todos os que a usarem, trazendo-a        ao pesco\u00e7o, receber\u00e3o grandes gra\u00e7as. Estas ser\u00e3o abundantes para aqueles        que a usarem com confian\u00e7a&#8230;<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Nesse instante, o quadro me pareceu girar e vi o reverso da medalha:<\/strong>      no centro, o monograma da Sant\u00edssima Virgem, composto pela letra &#8220;M&#8221;      encimada por uma cruz, a qual tinha uma barra em sua base. Embaixo figuravam      os Cora\u00e7\u00f5es de Jesus e de Maria, o primeiro coroado de espinhos, e o outro,      transpassado por um gl\u00e1dio. Tudo desapareceu como algo que se extingue, e      fiquei repleta de bons sentimentos, de alegria e de consola\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Santa Catarina dir\u00e1, mais tarde, a seu Diretor Espiritual ter visto as figuras      do verso da medalha contornadas por uma guirlanda de doze estrelas. <\/p>\n   \n<p><strong>Tempos depois, pensando se algo mais devia lhes ser acrescentado,      ouviu durante a medita\u00e7\u00e3o uma voz que dizia:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>O M e os dois cora\u00e7\u00f5es s\u00e3o suficientes.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/dia-de12.jpg\" alt=\"Dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa\" width=\"180\" height=\"244\" title=\"Dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa\" \/><br \/>\n     Medalha Milagrosa<\/strong><\/p>\n   \n<h4>Terceira apari\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora<\/h4>\n   \n<p>Passado alguns dias, em dezembro de 1830, Nossa Senhora apareceu pela terceira      e \u00faltima vez a Santa Catarina. Como na vis\u00e3o anterior, Ela veio no per\u00edodo      da medita\u00e7\u00e3o vespertina, fazendo-se preceder por aquele caracter\u00edstico frufru      de vestido de seda. <\/p>\n   \n<p>Dali a pouco, a vidente contemplava a Rainha do Universo, em seu traje cor      da aurora, revestida do v\u00e9u branco, segurando novamente um globo de ouro encimado      por uma pequena cruz. Dos an\u00e9is ornados de pedras preciosas jorra, com intensidades      diversas, a mesma luz, radiosa como a do sol.<\/p>\n   \n<p><strong>Contou depois Santa Catarina:<\/strong><\/p>\n   \n<p>\u00c9 imposs\u00edvel exprimir o que senti e compreendi no momento em que a Sant\u00edssima      Virgem oferecia o Globo a Nosso Senhor. <\/p>\n   \n<p><strong>Como estava com a aten\u00e7\u00e3o voltada em contemplar a Sant\u00edssima Virgem,      uma voz se fez ouvir no fundo de meu cora\u00e7\u00e3o:<\/strong> Estes raios s\u00e3o s\u00edmbolo      das gra\u00e7as que a Sant\u00edssima Virgem obt\u00e9m para as pessoas que Lhas pedem. Estava      eu cheia de bons sentimentos, quando tudo desapareceu como algo que se apaga.      E fiquei repleta de alegria e consola\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n   \n<h4>A cunhagem das primeiras medalhas<\/h4>\n   \n<p>Encerrava-se assim o ciclo das apari\u00e7\u00f5es da Sant\u00edssima Virgem a Santa Catarina.    <\/p>\n   \n<p><strong>Esta, entretanto, recebeu uma consoladora mensagem: <\/strong>&#8220;Minha      filha, doravante n\u00e3o mais me ver\u00e1s, por\u00e9m ouvir\u00e1s minha voz durante tuas ora\u00e7\u00f5es&#8221;.      Tudo quanto presenciara e lhe fora transmitido, Santa Catarina relatou ao      seu diretor espiritual, o Padre Aladel, que muito hesitou em lhe dar cr\u00e9dito.    <\/p>\n   \n<p><strong>Ele considerava uma sonhadora, vision\u00e1ria e alucinada essa novi\u00e7a      que tudo lhe confiava e insistentemente implorava:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Nossa Senhora quer isto&#8230; Nossa Senhora est\u00e1 descontente&#8230; \u00e9 preciso        cunhar a medalha!<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Dois anos de tormento se passaram. Por fim, o Padre Aladel resolve consultar      o Arcebispo de Paris, Dom Quelen, que o encoraja a levar adiante esse santo      empreendimento. S\u00f3 ent\u00e3o encomenda \u00e0 Casa Vachette as primeiras vinte mil      medalhas. <\/p>\n   \n<p>A cunhagem j\u00e1 ia come\u00e7ar, quando uma epidemia de c\u00f3lera, vinda da R\u00fassia      atrav\u00e9s da Pol\u00f4nia, irrompeu em Paris em 26 de mar\u00e7o de 1832, espalhando a      morte e a calamidade. A devasta\u00e7\u00e3o foi tal que, num \u00fanico dia, registraram-se      861 v\u00edtimas fatais, sendo que o total de \u00f3bitos elevou-se a mais de vinte      mil.<\/p>\n   \n<p><strong>As descri\u00e7\u00f5es da \u00e9poca s\u00e3o aterradoras: <\/strong>o corpo de um homem      em perfeitas condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade reduzia-se ao estado de esqueleto em apenas      quatro ou cinco horas. Quase num piscar de olhos, jovens cheios de vida tomavam      o aspecto de velhos carcomidos, e logo depois n\u00e3o eram sen\u00e3o horripilantes      cad\u00e1veres.<\/p>\n   \n<p>Nos \u00faltimos dias de maio, quando a epidemia pareceu recuar, iniciou-se de      fato a cunhagem das medalhas. Todavia, na segunda quinzena de junho, novo      surto da tremenda enfermidade lan\u00e7ava uma vez mais o p\u00e2nico entre o povo.      Finalmente, a Casa Vachette entregou no dia 30 desse m\u00eas as primeiras 1500      medalhas, que logo foram distribu\u00eddas pelas Filhas da Caridade e abriram um      intermin\u00e1vel cortejo de gra\u00e7as e milagres.<\/p>\n   \n<h4>Convers\u00e3o do jovem Ratisbonne<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/dia-de13.jpg\" alt=\"Dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa\" width=\"189\" height=\"257\" title=\"Dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa\" \/><br \/>\n     Afonso Tobias Ratisbonne<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os prod\u00edgios da miseric\u00f3rdia divina operados atrav\u00e9s da Medalha correram      de boca em boca por toda a Fran\u00e7a. Em poucos anos, j\u00e1 se difundia pelo mundo      inteiro a not\u00edcia de que Nossa Senhora havia indicado pessoalmente a uma freira,      Filha da Caridade, o modelo de uma medalha que mereceu imediatamente o nome      de &#8220;Milagrosa&#8221;, pois imensos e copiosos eram os favores celestiais      alcan\u00e7ados pelos que a usavam com confian\u00e7a, segundo a promessa da Sant\u00edssima      Virgem.<\/p>\n   \n<p><strong>Em 1839, mais de dez milh\u00f5es de medalhas j\u00e1 circulavam pelos cinco      continentes, e os registros de milagres chegavam de todos os lados:<\/strong>      Estados Unidos, Pol\u00f4nia, China, Eti\u00f3pia&#8230;<\/p>\n   \n<p><strong>Nenhum, por\u00e9m, causou tanta surpresa e admira\u00e7\u00e3o quanto o noticiado      pela imprensa em 1842:<\/strong> um jovem banqueiro, aparentado com a riqu\u00edssima      fam\u00edlia Rotschild, judeu de ra\u00e7a e religi\u00e3o, indo a Roma com olhos cr\u00edticos      em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 F\u00e9 Cat\u00f3lica, converteu-se subitamente na Igreja de Santo Andr\u00e9      delle Fratte. <\/p>\n   \n<p><strong>A Sant\u00edssima Virgem lhe aparecera com as mesmas caracter\u00edsticas da      Medalha Milagrosa:<\/strong> &#8220;Ela nada disse, mas eu compreendi tudo&#8221;,      declarou Afonso Tobias Ratisbonne, que logo rompeu um promissor noivado e      se tornou, no mesmo ano, novi\u00e7o jesu\u00edta. Mais tarde se ordenou sacerdote e      prestou relevantes servi\u00e7os \u00e0 Santa Igreja, sob o nome de Padre Afonso Maria      Ratisbonne.<\/p>\n   \n<p><strong>Quatro dias antes de sua feliz convers\u00e3o, o jovem israelita aceitara,      por bravata, a imposi\u00e7\u00e3o de seu amigo, o Bar\u00e3o de Bussi\u00e8res:<\/strong> prometera      rezar todo dia um Lembrai-vos (conhecida ora\u00e7\u00e3o composta por S\u00e3o Bernardo)      e levar ao pesco\u00e7o uma Medalha Milagrosa. E ele a trazia consigo quando Nossa      Senhora lhe apareceu&#8230;<\/p>\n   \n<p>Essa espetacular convers\u00e3o comoveu toda a aristocracia europ\u00e9ia e teve repercuss\u00e3o      mundial, tornando ainda mais conhecida, procurada e venerada a Medalha Milagrosa.      Entretanto, ningu\u00e9m &#8211; nem a Superiora da rue du Bac e nem mesmo o Papa &#8211; sabia      quem era a religiosa escolhida por Nossa Senhora para canal de tantas gra\u00e7as.      Ningu\u00e9m&#8230; exceto o Padre Aladel, que envolvia tudo no anonimato. Por humildade,      Santa Catarina Labour\u00e9 manteve durante toda a vida uma absoluta discri\u00e7\u00e3o,      jamais deixando transparecer o celeste privil\u00e9gio com que fora contemplada.<\/p>\n   \n<p><strong>Para ela importava apenas a difus\u00e3o da medalha:<\/strong> era sua      miss\u00e3o&#8230; e estava cumprida!<\/p>\n   \n<h4>A figura de Nossa Senhora na Medalha<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/dia-de14.jpg\" alt=\"Dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa\" width=\"243\" height=\"374\" title=\"Dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa\" \/><br \/>\n     Nossa Senhora das Gra\u00e7as<\/strong><\/p>\n   \n<p>A prop\u00f3sito da figura de Nossa Senhora, com as m\u00e3os e os bra\u00e7os estendidos,      tal como aparece na Medalha Milagrosa, levanta-se uma delicada e controvertida      quest\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Dos manuscritos de Santa Catarina pode-se inferir que Nossa Senhora lhe apareceu      tr\u00eas vezes, duas das quais oferecendo o globo a Nosso Senhor. Em nenhum desses      numerosos aut\u00f3grafos h\u00e1 qualquer men\u00e7\u00e3o ao momento em que a M\u00e3e de Deus teria      estendido seus bra\u00e7os e suas virginal\u00edssimas m\u00e3os, como se v\u00ea na Medalha Milagrosa      e nos primeiros quadros representativos das apari\u00e7\u00f5es.<\/p>\n   \n<p><strong>Essa diverg\u00eancia entre as descri\u00e7\u00f5es de Santa Catarina e a representa\u00e7\u00e3o      da Medalha Milagrosa foi logo apontada pelo bi\u00f3grafo da vidente, Monsenhor      Chevalier, ao declarar em 1896 no processo de beatifica\u00e7\u00e3o:<\/strong> <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\">&#8220;N\u00e3o chego a compreender por que o Padre Aladel suprimiu      o globo que a Serva de Deus sempre afirmou a mim ter visto nas m\u00e3os da Sant\u00edssima      Virgem. Sou levado a crer que ele agiu assim para simplificar a medalha&#8221;.<\/p>\n   \n<p>Por\u00e9m, se lament\u00e1vel \u00e9 esta &#8220;simplifica\u00e7\u00e3o&#8221; feita pelo Padre Aladel,      ela n\u00e3o deve causar a menor perturba\u00e7\u00e3o. Sobre a Medalha Milagrosa, tal qual      \u00e9 conhecida e venerada hoje no mundo inteiro, pousaram as b\u00ean\u00e7\u00e3os da Sant\u00edssima      Virgem. <\/p>\n   \n<p><strong>\u00c9 o que, indubitavelmente, se deduz das incont\u00e1veis e insignes gra\u00e7as,      dos fulgurantes e in\u00fameros milagres que tem ocasionado, bem como da rea\u00e7\u00e3o      de Santa Catarina ao receber as primeiras medalhas cunhadas pela Casa Vachette,      dois anos depois das apari\u00e7\u00f5es:<\/strong> &#8220;Agora \u00e9 preciso propag\u00e1-la!&#8221;,      exclamou ela.<\/p>\n   \n<p>Ainda acerca do globo que n\u00e3o figura na Medalha, uma decisiva confid\u00eancia      afasta qualquer d\u00favida. <\/p>\n   \n<p><strong>Em 1876, pouco antes de falecer, sendo interrogada pela sua Superiora,      Madre Joana Duf\u00e8s, Santa Catarina respondeu categoricamente:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Oh! N\u00e3o se deve tocar na Medalha Milagrosa!<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>A glorifica\u00e7\u00e3o de Catarina<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/dia-de15.jpg\" alt=\"Dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa\" width=\"334\" height=\"247\" title=\"Dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa\" \/><br \/>\n     Corpo de Santa Catarina Labour\u00e9<\/strong><\/p>\n   \n<p>Durante 46 anos de uma vida toda interior e escrupulosamente recolhida, Santa      Catarina permaneceu fiel a seu anonimato. Miraculoso sil\u00eancio! Seis meses      antes de seu fim, impossibilitada de ver seu confessor, recebeu do C\u00e9u a autoriza\u00e7\u00e3o      &#8211; qui\u00e7\u00e1 a exig\u00eancia &#8211; de revelar \u00e0 sua Superiora quem era a freira honrada      pela Sant\u00edssima Virgem por um ato de confian\u00e7a sem igual.<\/p>\n   \n<p>Diante da idosa e j\u00e1 claudicante irm\u00e3, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 qual havia sido por vezes      severa, a Superiora se ajoelhou e se humilhou. Tanta simplicidade na grandeza      confundia sua soberba.<\/p>\n   \n<p>Santa Catarina faleceu docemente em 31 de dezembro de 1876, sendo enterrada      tr\u00eas dias depois numa sepultura cavada na capela da rue du Bac. Passadas quase      seis d\u00e9cadas, em 21 de mar\u00e7o de 1933, seu corpo exumado apareceu incorrupto      \u00e0 vista dos assistentes. <\/p>\n   \n<p><strong>Um m\u00e9dico ergueu as p\u00e1lpebras da santa e recuou, reprimindo a custo      um grito de espanto: <\/strong>os magn\u00edficos olhos azuis que contemplaram a      Sant\u00edssima Virgem pareciam ainda, ap\u00f3s 56 anos de t\u00famulo, palpitantes de vida.<\/p>\n   \n<p>A Igreja elevou Santa Catarina Labour\u00e9 \u00e0 honra dos altares em 27 de julho      de 1947. Aos tesouros de gra\u00e7as e miseric\u00f3rdias espargidos pela Medalha Milagrosa      em todo o mundo, iam se acrescentar doravante as benevol\u00eancias e favores obtidos      pela intercess\u00e3o daquela que vivera na sombra, escondida com Jesus e Maria.<\/p>\n   \n<p>Hoje, qualquer fiel pode venerar o corpo incorrupto da santa, exposto na      Casa das Filhas da Caridade, em Paris. Antigamente ali, nas horas de ora\u00e7\u00e3o      e recolhimento, o balou\u00e7ar das alvas coifas das religiosas ajoelhadas em fileiras      diante do altar, lembrava um disciplinado v\u00f4o de pombos brancos&#8230;<\/p>\n   \n<p><strong>OBRAS CONSULTADAS<\/strong><\/p>\n   \n<p>M\u00e9morial des Apparitions de la Vierge dans l&#8217;\u00c9glise, Fr. H.      Mar\u00e9chal, O. P., \u00c9ditions du Cerf, Paris, 1957.<br \/>\n     L&#8217;itin\u00e9raire de la Vierge Marie, Pierre Molaine, \u00c9ditions Corr\u00eaa, Paris, 1953.<br \/>\n     Vie authentique de Catherine Labour\u00e9, Ren\u00e9 Laurentin, Descl\u00e9e De Brouwer,      Paris, 1980.<br \/>\n     Catherine Labour\u00e9, sa vie, ses apparitions, son message racont\u00e9e a tous, Ren\u00e9      Laurentin, Descl\u00e9e De Brouwer, 1981<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.arautos.org<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, , Santa, Ora\u00e7\u00e3o, Caracter\u00edsticas, Medalha, Quem foi, Dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17784,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-26824","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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