{"id":26823,"date":"2016-01-12T00:00:00","date_gmt":"2016-01-12T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/nossa-senhora-da-imaculada-conceicao-3\/"},"modified":"2026-09-01T18:06:37","modified_gmt":"2026-09-01T18:06:37","slug":"nossa-senhora-da-imaculada-conceicao-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/nossa-senhora-da-imaculada-conceicao-3\/","title":{"rendered":"Nossa Senhora da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<h4>8 de Dezembro<\/h4>\n   \n<p>Com      as palavras \u0093Maria Concebida Sem Pecado\u0094 confessamos, que Maria,      por uma exce\u00e7\u00e3o especial, em virtude dos futuros merecimentos de cristo, desde      o primeiro instante de sua vida ficou isenta do pecado original e revestida      foi da gra\u00e7a santificante.<\/p>\n   \n<p>N\u00e3o      \u00e9 assim com as outras criaturas humanas.<\/p>\n   \n<p>Desde      o princ\u00edpio da nossa exist\u00eancia, carecemos da gra\u00e7a santificante, sendo que      esta gra\u00e7a estatui um verdadeiro pecado, n\u00e3o pessoal, \u00e9 claro, mas um pecado      da natureza, chamado pecado original por ser uma conseq\u00fc\u00eancia do pecado dos      primeiros pais.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/imacul1.jpg\" alt=\"Nossa Senhora da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o\" title=\"Nossa Senhora da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o\" \/><br \/>\n     Nossa Senhora da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>O      mist\u00e9rio da Imaculada concei\u00e7\u00e3o, exclui o pecado, isto \u00e9, o pecado original      e conseq\u00fcentemente duas coisas, inseparavelmente ligadas a este:<\/strong><\/p>\n   \n<p>A desordenada concupisc\u00eancia e o pecado pessoal; inclui, por\u00e9m, a posse da      gra\u00e7a santificante. O que tem nome de pecado, \u00e9 a aus\u00eancia culpada da gra\u00e7a      santificante. A presen\u00e7a desta significa a aus\u00eancia, a extin\u00e7\u00e3o daquele. <\/p>\n   \n<p>Maria, desde o princ\u00edpio era possuidora da gra\u00e7a santificante e, junto com      esta, de todos os bens que a acompanharam, isto num grau n\u00e3o comum, mas numa      abund\u00e2ncia tal, que Santo nenhum at\u00e9 o fim de sua vida chegou a possu\u00ed-la.      Inerente a este dom da gra\u00e7a santificante se achava outro privil\u00e9gio, o da      perseveran\u00e7a final. <\/p>\n   \n<p>Tamb\u00e9m Eva possu\u00eda inicialmente a gra\u00e7a santificante; perdeu-a, por\u00e9m, pela      transgress\u00e3o do Mandamento de Deus. N\u00e3o assim Maria.<\/p>\n   \n<p><strong>Na      sua vida n\u00e3o houve um momento sequer, em que se visse privada da gra\u00e7a de      Deus; pelo contr\u00e1rio:<\/strong>\u00a0esta      lhe crescia de maneira t\u00e3o exuberante, que n\u00e3o podemos dela formar id\u00e9ia.<\/p>\n   \n<p>A      alma, ou o cora\u00e7\u00e3o de Maria no mist\u00e9rio da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 compar\u00e1vel      a um recipiente, puro sim, e sem m\u00e1cula, destitu\u00eddo entretanto de qualquer      adorno; antes se assemelha com um vaso riqu\u00edssimo transbordando de todas as      esp\u00e9cies de tesouros e preciosidades da ordem sobrenatural; obra-prima, maravilhosa      da terra e do c\u00e9u, da natureza e da gra\u00e7a de Deus e a complac\u00eancia do divino      art\u00edfice seu Criador.<\/p>\n   \n<p>N\u00e3o      como n\u00f3s, pobres filhos de Eva, desfigurados pelo pecado, semelhantes a tristes      espinheiros, crestados pelo sol, Maria pelo contr\u00e1rio se ostenta bela, luminosa,      envolta em claridade celestial, qual l\u00edrio pur\u00edssimo, encanto dos Anjos e      dos Santos do c\u00e9u. \u0093Como a a\u00e7ucena entre os espinhos, assim \u00e9 a minha      amiga entre as donzelas\u0094. (Cant. 2, 2)<\/p>\n   \n<p>O      mist\u00e9rio da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o \u00e9 de suma import\u00e2ncia, sem restri\u00e7\u00e3o alguma,      belo e glorioso.<\/p>\n   \n<p>\u00c9      uma gl\u00f3ria para Deus, para a Sant\u00edssima Trindade. O Pai \u00e9 a majestade, a suma      do poder, a autoridade sem par, criadora, vivificadora, legisladora e governadora.      Este poder, por\u00e9m, consiste n\u00e3o s\u00f3 em dar leis e aplicar castigos, como tamb\u00e9m      em isentar da lei e agraciar, quando e da maneira que lhe apraz.<\/p>\n   \n<p>Cometido      o primeiro pecado no Para\u00edso, para todos os filhos de Ad\u00e3o foi criada a lei      da morte espiritual, da priva\u00e7\u00e3o, da gra\u00e7a santificante para o primeiro momento      da vida, lei da qual isenta s\u00f3 ficou Maria, em aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sua miss\u00e3o excepcional      e \u00fanica, \u00e0 sua futura vida, a nossa vida pela maternidade divina.<\/p>\n   \n<p>O Filho \u00e9 a sabedoria e a Reden\u00e7\u00e3o. O sangue de Cristo \u00e9 o rem\u00e9dio contra      a morte do pecado. Em Maria, por\u00e9m, produziu um efeito extraordin\u00e1rio. Em      todos os outros homens tira o pecado, extingue-o e restabelece o estado da      gra\u00e7a. <\/p>\n   \n<p>Em Maria, por\u00e9m, teve este efeito desde o princ\u00edpio. A Imaculada Concei\u00e7\u00e3o      \u00e9, portanto, o fruto mais nobre e grandioso da morte do Salvador, como tamb\u00e9m      prova do grande amor de Jesus a sua M\u00e3e. <\/p>\n   \n<p>O Esp\u00edrito Santo \u00e9 a bondade, o amor e a generosidade de Deus em distribuir      bens naturais e sobrenaturais. Na Imaculada Concei\u00e7\u00e3o este Divino Esp\u00edrito      manifesta uma bondade inesgot\u00e1vel, n\u00e3o s\u00f3 em ter adornado Maria de bens naturais      extraordin\u00e1rios, como tamb\u00e9m, e principalmente em t\u00ea-la enriquecido de dons      e gra\u00e7as divinas. <\/p>\n   \n<p>Pelo curso normal o Esp\u00edrito Santo d\u00e1 a gra\u00e7a santificante depois do nascimento,      no sacramento do batismo. Muito poucos s\u00e3o os que foram santificados, quando      ainda no seio da m\u00e3e, assim S\u00e3o Jo\u00e3o Batista e talvez S\u00e3o Jos\u00e9; mas s\u00f3 Maria      desde o primeiro momento da sua vida gozou deste privil\u00e9gio.<\/p>\n   \n<p><strong>Todos      os demais, o Esp\u00edrito Santo santifica num determinado grau:\u00a0<\/strong>Maria,      por\u00e9m, foi agraciada de uma maneira t\u00e3o abundante, que da plenitude das gra\u00e7as,      a Ela dispensada, n\u00e3o se pode fazer id\u00e9ia.<\/p>\n   \n<p>Desta      forma o mist\u00e9rio da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o constitui uma glorifica\u00e7\u00e3o da SS.      Trindade. N\u00e3o menos glorioso e de suma import\u00e2ncia ele \u00e9 tamb\u00e9m para Maria.      A Imaculada Concei\u00e7\u00e3o \u00e9 o fundamento da grandeza e magnific\u00eancia desta, em      tr\u00eas sentidos.<\/p>\n   \n<p><strong>Primeiro:\u00a0<\/strong>\u00c9      o fundamento da sua santidade. A santidade consiste antes de tudo na isen\u00e7\u00e3o      de todo o pecado, na posse da gra\u00e7a santificante e das virtudes e dons concomitantes.      Preservada que foi do pecado original, Maria ficou livre tamb\u00e9m do pecado      pessoal. Em sua Concei\u00e7\u00e3o recebeu uma harmonia tal de todas as energias f\u00edsicas      e morais, um temperamento t\u00e3o particularmente eficientes, que em toda a sua      vida nunca houve manifesta\u00e7\u00e3o de concupisc\u00eancia; por isto pecado venial, nenhum,      por mais leve que fosse, cometeu. \u00c9 esta a doutrina de Santo Agostinho e do      Conc\u00edlio de Trento. O tesouro da santidade da M\u00e3e de Deus, sempre aumentando,      cresceu a graus incalcul\u00e1veis, uma vez pelo afluxo de gra\u00e7as extraordin\u00e1rias,      como tamb\u00e9m pela sua fidel\u00edssima coopera\u00e7\u00e3o e as circunst\u00e2ncias especiais      da sua vida. Toda essa riqueza incomensur\u00e1vel tem sua raz\u00e3o, seu fundamento      na Imaculada Concei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>Em      segundo lugar:<\/strong>\u00a0\u00e9      este mist\u00e9rio a condi\u00e7\u00e3o preliminar e prepara\u00e7\u00e3o adequada para a excelsa dignidade      que Maria possu\u00eda, de M\u00e3e de Deus e Rainha do c\u00e9u e da terra. Como o Salvador      em sua tenra inf\u00e2ncia poderia unir-se t\u00e3o estreitamente, e t\u00e3o intimamente      descansar junto a um cora\u00e7\u00e3o que, por um momento ali\u00e1s, tivesse sido morada      e dom\u00ednio de Satan\u00e1s? Como poderia ela, sua rainha, se apresentar aos coros      dos Anjos, que nunca perderam a gra\u00e7a santificante, se pelo pecado tivesse      sido escrava do dem\u00f4nio?<\/p>\n   \n<p>Na      Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, o poder de Maria Sant\u00edssima tem o seu fundamento. Pureza,      inoc\u00eancia e santidade s\u00e3o valores por Deus muito apreciados, valores a que      \u00e9 atribu\u00eddo certo poder imperativo junto \u00e0 divina majestade. Com quanto mais      raz\u00e3o deve-se isto afirmar da pureza de Maria que, nem por sombra de pecado      sequer empanada, realmente \u00e9 o reflexo da luz eterna, o espelho sem m\u00e1cula,      a imagem da divina bondade! (Sab 7, 26).<\/p>\n   \n<p><strong>Numerosas,      grandes e admir\u00e1veis s\u00e3o as prerrogativas deste ser aben\u00e7oado:<\/strong>\u00a0O      nascimento virginal do Salvador, a integridade perfeita e a incorruptibilidade      do corpo, a ressurrei\u00e7\u00e3o e assun\u00e7\u00e3o antes do dia do ju\u00edzo e da consuma\u00e7\u00e3o      dos s\u00e9culos. De todas estas exce\u00e7\u00f5es \u00e9 a da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o por Maria      a mais apreciada. As demais prerrogativas necess\u00e1rias, eram concedidas sob      certas suposi\u00e7\u00f5es, e sempre condicionalmente; mas o privil\u00e9gio de por nenhum      momento se achar sujeito ao pecado, este sob todos os pontos de vista, era      necess\u00e1rio, indispens\u00e1vel.<\/p>\n   \n<p><strong>Ainda      mais:<\/strong>\u00a0Diante      da hip\u00f3tese de poder escolher qualquer distin\u00e7\u00e3o, a todas ela poderia renunciar,      menos a da Imaculada concei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>Por      isto, na missa deste dia, a igreja p\u00f5e nos l\u00e1bios de Maria as seguintes palavras:\u00a0<\/strong>\u0093Regozijar-me-ei      no Senhor e minha alma exultar\u00e1 de alegria em meu Deus; porque me revestiu      com vestimenta de salva\u00e7\u00e3o, e me cobriu com o manto de santidade, como uma      esposa com suas galas\u0094 (Is. 61, 10) . \u0093Louvar-vos-ei, Senhor, porque      me livrastes e n\u00e3o deixastes que meu inimigo zombasse de min. (Sal 29, 3)<\/p>\n   \n<p>O      mist\u00e9rio da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o \u00e9 de suma import\u00e2ncia para n\u00f3s, para a Igreja,      para o mundo inteiro. Sua solene proclama\u00e7\u00e3o como dogma em 1854, foi um progresso,      um novo elo na evolu\u00e7\u00e3o da nossa f\u00e9. N\u00e3o \u00e9 este dogma uma inven\u00e7\u00e3o da Igreja.      Antiq\u00fc\u00edssimo, fazia parte das verdades reveladas, estava inclu\u00eddo no dep\u00f3sito      da f\u00e9. At\u00e9 aquele ano, o cat\u00f3lico tinha liberdade de crer ou n\u00e3o crer na Imaculada      Concei\u00e7\u00e3o; podia rejeitar esta doutrina, sem incorrer numa heresia.<\/p>\n   \n<p>Houve      de fato doutores da Igreja e Santos que n\u00e3o a aceitaram.<\/p>\n   \n<p><strong>Hoje      o mundo inteiro est\u00e1 convencido da verdade do mist\u00e9rio<\/strong>: A crian\u00e7a      que sabe seu catecismo, pensa sobre esta doutrina com mais acerto que aqueles      grandes te\u00f3logos e esp\u00edritos de escol e iluminados.<\/p>\n   \n<p>O mist\u00e9rio e sua eleva\u00e7\u00e3o a dogma \u00e9 a confirma\u00e7\u00e3o de uma nova declara\u00e7\u00e3o      da lei moral sobrenatural, que somos destinados \u00e0 uma vida sobrenatural; que      a gra\u00e7a \u00e9-nos indispens\u00e1vel para alcan\u00e7ar este fim; que a perda culposa e      a falta de gra\u00e7a \u00e9 a ess\u00eancia do pecado, e todos, com exce\u00e7\u00e3o de Maria, como      filhos de Ad\u00e3o, estamos sujeitos ao pecado. <\/p>\n   \n<p>Tudo isto o dogma da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o diz e ensina ao mundo materializado      e \u00edmpio. <\/p>\n   \n<p>Portanto, sua proclama\u00e7\u00e3o \u00e9 um solene protesto contra o racionalismo e materialismo;      \u00e9 a condena\u00e7\u00e3o destas ideologias, que n\u00e3o querem saber da verdade e ordem      sobrenaturais; que rejeitam a doutrina sobre o pecado, a reden\u00e7\u00e3o e tudo que      se eleva acima da vida material e da observa\u00e7\u00e3o sensitiva. Ao mesmo tempo,      apresentando Maria como ente perfeit\u00edssimo na ordem da gra\u00e7a, \u00e9 para n\u00f3s anima\u00e7\u00e3o      poderosa a nos aproximar desta ordem, e a nossa vida ordenar segundo seus      princ\u00edpios.<\/p>\n   \n<p>Finalmente      descobrimos no mist\u00e9rio da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o um penhor da gra\u00e7a e da b\u00ean\u00e7\u00e3o      divinas para o mundo nosso contempor\u00e2neo.<\/p>\n   \n<p><strong>Seus      pecados s\u00e3o muitos e graves. Basta apontar os seguintes:<\/strong>\u00a0Impiedade,      dissolu\u00e7\u00e3o de costumes, revolta contra Deus e a autoridade legitimamente estabelecida,      persegui\u00e7\u00e3o contra a Igreja.<\/p>\n   \n<p><strong>Um      grande merecimento, entretanto, n\u00e3o lhe pode ser negado:<\/strong>\u00a0o      de ter aceito o dogma da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, e com esta homenagem ter adornado      a cabe\u00e7a de Nossa Senhora com uma coroa de incompar\u00e1vel e indestrut\u00edvel valor.      A Pobre humanidade pode, portanto, esperar por uma resposta am\u00e1vel e misericordiosa      daquela que \u00e9 sua M\u00e3e. Uma grande gra\u00e7a o mundo j\u00e1 experimentou, que pode      ser considerada favor do c\u00e9u e efeito da intercess\u00e3o da Sant\u00edssima Virgem.      As circunst\u00e2ncias em que se realizou a proclama\u00e7\u00e3o dogm\u00e1tica da Imaculada      Concei\u00e7\u00e3o, j\u00e1 eram um prel\u00fadio da dogmatiza\u00e7\u00e3o da infalibilidade do Papa.<\/p>\n   \n<p><strong>Quando      Pio IX, a 8 de dezembro de 1854, na Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro proclamava a bula      da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, alguns bispos presentes exclamaram:<\/strong>\u00a0\u0093\u00c9      isto a infalibilidade do pr\u00f3prio Papa\u0094. Tinham eles raz\u00e3o, porque o papa,      sem ter assist\u00eancia de um Conc\u00edlio, por sua pr\u00f3pria autoridade fez esta proclama\u00e7\u00e3o.      Poucos anos depois o Conc\u00edlio Vaticano elevou a Dogma a infalibilidade pessoal      do papa. Desta maneira, Maria Sant\u00edssima retribuiu honra com honra, e deu      \u00e0 igreja o rem\u00e9dio mais necess\u00e1rio para curar os males dos nossos dias.<\/p>\n   \n<p><strong>Assim,      o mist\u00e9rio da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o projeta raios de luz em todas as dire\u00e7\u00f5es:<\/strong>\u00a0raios      de glorifica\u00e7\u00e3o a Deus, sobre a SS. Trindade, cuja ess\u00eancia e bondade t\u00e3o      admiravelmente revela; raios de louvor e honra sobre Maria, cujas prerrogativas      e santidade t\u00e3o prestigiosamente desvenda; raios de b\u00ean\u00e7\u00e3o, de gra\u00e7as e de      consola\u00e7\u00f5es para o mundo, t\u00e3o necessitado de uma M\u00e3e e poderosa protetora.<\/p>\n   \n<p><strong>Terminando      esta medita\u00e7\u00e3o, tr\u00eas resolu\u00e7\u00f5es se nos imp\u00f5e:<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Primeiro:<\/strong>\u00a0de      dar gra\u00e7as \u00e0 SS. Trindade por tudo que de grandioso e de bom no mist\u00e9rio da      Imaculada concei\u00e7\u00e3o operou para sua maior gl\u00f3ria, em benef\u00edcio de Maria e      para nosso proveito. Regozijemo-nos. \u0093O grande sinal, a mulher vestida      de sol, tendo a lua aos p\u00e9s e a coroa de estrelas cingindo a sua cabe\u00e7a\u0094,      apareceu. O drag\u00e3o fugiu, voltando \u00e0s trevas e ao desespero. Gra\u00e7as demos      a Deus e, a Maria, apresentemos as nossas felicita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n   \n<p><strong>Realmente:\u00a0<\/strong>\u0093      Tota pulchra es Maria, et macula originalis non es in te\u0094. &#8211; Toda sois      formosa, sem a mancha do pecado original.<\/p>\n   \n<p><strong>Segundo:\u00a0<\/strong>De      a Deus, por Maria pedir \u00e0 Igreja, ao mundo inteiro e a n\u00f3s todos, advenham      as b\u00ean\u00e7\u00e3os que por este mist\u00e9rio Deus intencionava espargir.<\/p>\n   \n<p><strong>Muitos      benef\u00edcios j\u00e1 recebemos; outros tantos esperamos que nos sejam feitos por      interm\u00e9dio da Virgem M\u00e3e Imaculada. Terceiro:<\/strong>\u00a0De      encher-nos de \u00f3dio e repugn\u00e2ncia ao pecado e de venera\u00e7\u00e3o \u00e0 gra\u00e7a santificante.<\/p>\n   \n<p>A      Imaculada Concei\u00e7\u00e3o \u00e9 o mist\u00e9rio da paz e do perd\u00e3o. O pecado original \u00e9 o      menor entre os pecados graves de que podemos ser inculpados. Mas nem este      o Salvador tolera. Quanto mais intimamente ele se liga a uma criatura humana,      tanto mais longe dela deve o pecador ficar. Por isto, e completamente do pecado      isentou sua M\u00e3e. Deve ser para n\u00f3s forte incentivo de fugirmos do pecado,      de dar todo valor \u00e0 gra\u00e7a e a conservar. Nossa honra, nossa riqueza, nossa      formosura e nossa felicidade consistem unicamente na gra\u00e7a santificante.<\/p>\n   \n<p>No      mist\u00e9rio da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o encontramos o aux\u00edlio para adquirir esta gra\u00e7a      e a conservar. \u00c9 para n\u00f3s o penhor da esperan\u00e7a, da consola\u00e7\u00e3o, do conforto      e da vit\u00f3ria, como o tem sido para a humanidade desde o princ\u00edpio da sua exist\u00eancia.      \u00c0 Virgem Imaculada recorramos, quando a tenta\u00e7\u00e3o de n\u00f3s se aproxima. Neste      sinal, terr\u00edvel que \u00e9 para o inferno, e para n\u00f3s prometedor, teremos a vit\u00f3ria      final e a salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<h4>Reflex\u00f5es<\/h4>\n   \n<p>Por      um privil\u00e9gio especial\u00edssimo Maria Sant\u00edssima ficou isenta da culpa original.      A alma da M\u00e3e foi criada no estado da gra\u00e7a santificante e nesta permaneceu.<\/p>\n   \n<p>Gra\u00e7a      igual n\u00e3o recebeste. Concebido em pecado, em pecado nasceste. Mas Deus purificou      tua alma, no sacramento do batismo. Milhares e milhares n\u00e3o tiveram esta gra\u00e7a.      No c\u00e9u n\u00e3o puderam entrar, porque nada de impuro l\u00e1 entra. Por que te concedeu      Deus, em sua infinita bondade, a gra\u00e7a do batismo?<\/p>\n   \n<p>Quanta      gratid\u00e3o deves, pois, a Deus t\u00e3o bondoso, por te ter dado tamanha distin\u00e7\u00e3o!      O batismo, por\u00e9m, \u00e9 somente a primeira gra\u00e7a que recebeste do Criador, para      alcan\u00e7ares a vida eterna. Deve-se aliar-lhe uma vida santa, de perfeito acordo      com os Mandamentos da Lei de Deus.<\/p>\n   \n<p><strong>\u0093Aquele      que disse ser necess\u00e1rio o batismo, o renascimento da \u00e1gua e do Esp\u00edrito Santo,      disse tamb\u00e9m:\u00a0<\/strong>Se      vossa justi\u00e7a n\u00e3o for maior que a dos fariseus e dos escribas, n\u00e3o entrareis      no reino dos c\u00e9us!\u0094 (Santo Agostinho)<\/p>\n   \n<p>Fonte: www.paginaoriente.com<\/p>\n   \n<h6>Nossa Senhora da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o<\/h6>\n    \n<p class=\"google\">  <\/p>\n     \n<h4>8 de Dezembro<\/h4>\n      \n<p><strong>Hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n   \n<p>Mais      do que mem\u00f3ria ou festa de um dos santos de Deus, neste dia estamos solenemente      comemorando a Imaculada Concei\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora, a Rainha de todos os santos.<\/p>\n   \n<p><strong>Esta      verdade, reconhecida pela Igreja de Cristo, \u00e9 muito antiga. Muitos padres      e doutores da Igreja oriental, ao exaltarem a grandeza de Maria, M\u00e3e de Deus,      usavam express\u00f5es como:<\/strong>\u00a0cheia      de gra\u00e7a, l\u00edrio da inoc\u00eancia, mais pura que os anjos.<\/p>\n   \n<p>A      Igreja ocidental, que sempre muito amou a Sant\u00edssima Virgem, tinha uma certa      dificuldade para a aceita\u00e7\u00e3o do mist\u00e9rio da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Em 1304, o Papa Bento XI reuniu na Universidade de Paris uma assembleia dos      doutores mais eminentes em Teologia, para terminar as quest\u00f5es de escola sobre      a Imaculada Concei\u00e7\u00e3o da Virgem. <\/p>\n   \n<p>Foi o franciscano Jo\u00e3o Duns Escoto quem solucionou a dificuldade ao mostrar      que era sumamente conveniente que Deus preservasse Maria do pecado original,      pois a Sant\u00edssima Virgem era destinada a ser m\u00e3e do seu Filho. Isso \u00e9 poss\u00edvel      para a Onipot\u00eancia de Deus, portanto, o Senhor, de fato, a preservou, antecipando-lhe      os frutos da reden\u00e7\u00e3o de Cristo.<\/p>\n   \n<p>Rapidamente      a doutrina da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o de Maria, no seio de sua m\u00e3e Sant&#8217;Ana, foi      introduzido no calend\u00e1rio romano.<\/p>\n   \n<p><strong>A      pr\u00f3pria Virgem Maria apareceu em 1830 a Santa Catarina Labour\u00e9 pedindo que      se cunhasse uma medalha com a ora\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0&#8220;\u00d3      Maria concebida sem pecado, rogai por n\u00f3s que recorremos a v\u00f3s&#8221;.<\/p>\n   \n<p><strong>No      dia 8 de dezembro de 1854, atrav\u00e9s da bula Ineffabilis Deus do Papa Pio IX,      a Igreja oficialmente reconheceu e declarou solenemente como dogma:<\/strong>\u00a0&#8220;Maria      isenta do pecado original&#8221;.<\/p>\n   \n<p><strong>A      pr\u00f3pria Virgem Maria, na sua apari\u00e7\u00e3o em Lourdes, em 1858, confirmou a defini\u00e7\u00e3o      dogm\u00e1tica e a f\u00e9 do povo dizendo para Santa Bernadette e para todos n\u00f3s:<\/strong>\u00a0&#8220;Eu      Sou a Imaculada Concei\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n   \n<p>Nossa      Senhora da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, rogai por n\u00f3s!<\/p>\n \t\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/imacul2.jpg\" alt=\"Nossa Senhora da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o\" title=\"Nossa Senhora da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o\" \/><br \/>\n     Nossa Senhora da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<h4><strong>ORA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/h4>\n   \n<p><strong>Virgem      Sant\u00edssima, que fostes concebida sem o pecado original e por isto merecestes      o t\u00edtulo de Nossa Senhora da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o e por terdes evitado todos      os outros pecados, o Anjo Gabriel vos saudou com as belas palavras:<\/strong>\u00a0&#8220;Ave      Maria, cheia de gra\u00e7a&#8221;; n\u00f3s vos pedimos que nos alcanceis do vosso divino      Filho o aux\u00edlio necess\u00e1rio para vencermos as tenta\u00e7\u00f5es e evitarmos os pecados      e, j\u00e1 que v\u00f3s chamamos de M\u00e3e, atendei-nos com carinho maternal e ajudai-nos      a viver como dignos filhos vossos. Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o, rogai por n\u00f3s.<\/p>\n   \n<p>Fonte: www.cancaonova.com<\/p>\n   \n<h6>Nossa Senhora da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o<\/h6>\n   \n<h4>8 de Dezembro<\/h4>\n   \n<p>A      esta criatura dileta entre todas, superior a tudo quanto foi criado, e inferior      somente \u00e0 humanidade sant\u00edssima de Nosso Senhor Jesus Cristo, Deus conferiu      um privil\u00e9gio incompar\u00e1vel, que \u00e9 a Imaculada Concei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>A      santa intransig\u00eancia, um aspecto da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/imacul7.jpg\" alt=\"Nossa Senhora da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o\" title=\"Nossa Senhora da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o\" \/><br \/>\n     Imaculada Concei\u00e7ao<\/strong><\/p>\n   \n<p>O vocabul\u00e1rio humano n\u00e3o \u00e9 suficiente para exprimir a santidade de Nossa      Senhora. Na ordem natural, os Santos e os Doutores A compararam\u00a0 ao sol.      Mas se houvesse algum astro inconcebivelmente mais brilhante e mais glorioso      do que o sol, \u00e9 a esse que A comparariam. <\/p>\n   \n<p>E acabariam por dizer que este astro daria d&#8217;Ela uma imagem p\u00e1lida, defeituosa,      insuficiente. Na ordem moral, afirmam que Ela transcendeu de muito todas as      virtudes, n\u00e3o s\u00f3 de todos os var\u00f5es e matronas insignes da Antiguidade, mas      &#8211; o que \u00e9 incomensuravelmente mais &#8211; de todos os Santos da Igreja Cat\u00f3lica.<\/p>\n   \n<p><strong>Imagine-se      uma criatura tendo todo o amor de S\u00e3o Francisco de Assis, todo o zelo de S\u00e3o      Domingos de Gusm\u00e3o, toda a piedade de S\u00e3o Bento, todo o recolhimento de Santa      Teresa, toda a sabedoria de S\u00e3o Tom\u00e1s, toda a intrepidez de Santo In\u00e1cio,      toda a pureza de S\u00e3o Luiz Gonzaga, a paci\u00eancia de um S\u00e3o Louren\u00e7o, o esp\u00edrito      de mortifica\u00e7\u00e3o de todos os anacoretas do deserto:<\/strong>\u00a0ela      n\u00e3o chegaria aos p\u00e9s de Nossa Senhora.<\/p>\n   \n<p>Mais      ainda. A gl\u00f3ria dos Anjos \u00e9 algo de incompreens\u00edvel ao intelecto humano. Certa      vez, apareceu a um santo o seu Anjo da Guarda. Tal era sua gl\u00f3ria, que o Santo      pensou que se tratasse do pr\u00f3prio Deus, e se dispunha a ador\u00e1-lo, quando o      Anjo revelou quem era. Ora, os Anjos da Guarda n\u00e3o pretendem habitualmente      \u00e0s mais altas hierarquias celestes. E a gl\u00f3ria de Nossa Senhora est\u00e1 incomensuravelmente      acima da de todos os coros ang\u00e9licos.<\/p>\n   \n<p>Poderia      haver contraste maior entre esta obra-prima da natureza e da gra\u00e7a, n\u00e3o s\u00f3      indescrit\u00edvel mas at\u00e9 inconceb\u00edvel, e o charco de v\u00edcios e mis\u00e9rias, que era      o mundo antes de Cristo?<\/p>\n   \n<p><strong>A      Imaculada Concei\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p>A      esta criatura dileta entre todas, superior a tudo quanto foi criado, e inferior      somente \u00e0 humanidade sant\u00edssima de Nosso Senhor Jesus Cristo, Deus conferiu      um privil\u00e9gio incompar\u00e1vel, que \u00e9 a Imaculada Concei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Em      virtude do pecado original, a intelig\u00eancia humana se tornou sujeita a errar,      a vontade ficou exposta a desfalecimentos, a sensibilidade ficou presa das      paix\u00f5es desordenadas, o corpo por assim dizer foi posto em revolta contra      a alma.<\/p>\n   \n<p>Ora,      pelo privil\u00e9gio de sua Concei\u00e7\u00e3o Imaculada, Nossa Senhora foi preservada da      mancha do pecado original desde o primeiro instante de seu ser. E, assim,      n&#8217;Ela tudo era harmonia profunda, perfeita, imperturb\u00e1vel. O intelecto jamais      exposto a erro, dotado de um entendimento, uma clareza, uma agilidade inexprim\u00edvel,      iluminado pelas gra\u00e7as mais altas, tinha um conhecimento admir\u00e1vel das coisas      do C\u00e9u e da Terra.<\/p>\n   \n<p>A vontade, d\u00f3cil em tudo ao intelecto, estava inteiramente voltada para o      bem, e governava plenamente a sensibilidade, que jamais sentia em si, nem      pedia \u00e0 vontade algo que n\u00e3o fosse plenamente justo e conforme \u00e0 raz\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Imagine-se uma vontade naturalmente t\u00e3o perfeita, uma sensibilidade naturalmente      t\u00e3o irrepreens\u00edvel, esta e aquela enriquecidas e super-enriquecidas de gra\u00e7as      inef\u00e1veis, perfeitissimamente correspondidas a todo o momento, e se pode ter      uma id\u00e9ia do que era a Sant\u00edssima Virgem. Ou antes se pode compreender por      que motivo nem sequer se \u00e9 capaz de formar uma ideia do que a Sant\u00edssima Virgem      era.<\/p>\n   \n<p><strong>&#8220;Inimicitias      Ponam&#8221;<\/strong><\/p>\n   \n<p>Dotada      de tantas luzes naturais e sobrenaturais, Nossa Senhora conheceu por certo,      em seus dias, a inf\u00e2mia do mundo. E com isto amargamente sofreu. Pois quanto      maior \u00e9 o amor \u00e0 virtude, tanto maior \u00e9 o \u00f3dio ao mal.<\/p>\n   \n<p>Ora,      Maria Sant\u00edssima tinha em si abismos de amor \u00e0 virtude, e, portanto, sentia      for\u00e7osamente em si abismos de \u00f3dio ao mal. Maria era pois inimiga do mundo,      do qual viveu alheia, segregada, sem qualquer mistura nem alian\u00e7a, voltada      unicamente para as coisas de Deus.<\/p>\n   \n<p>O      mundo, por sua vez, parece n\u00e3o ter compreendido nem amado Maria. Pois n\u00e3o      consta que lhe tivesse tributado admira\u00e7\u00e3o proporcionada \u00e0 sua formosura cast\u00edssima,      \u00e0 gra\u00e7a nobil\u00edssima, a seu trato dulc\u00edssimo, \u00e0 sua caridade sempre exor\u00e1vel,      acess\u00edvel, mais abundante do que as \u00e1guas do mar e mais suave do que o mel.<\/p>\n   \n<p>E como n\u00e3o haveria de ser assim? Que compreens\u00e3o poderia haver entre Aquela      que era toda do C\u00e9u, e aqueles que viviam s\u00f3 para a Terra? Aquela que era      toda f\u00e9, pureza, humildade, nobreza, e aqueles que eram todos idolatria, ceticismo,      heresia, concupisc\u00eancia, orgulho, vulgaridade? <\/p>\n   \n<p>Aquela que era toda sabedoria, raz\u00e3o, equil\u00edbrio, senso perfeito de todas      as coisas, temperan\u00e7a absoluta e sem m\u00e1cula nem sombra, e aqueles que eram      todo desmando, extravag\u00e2ncia, desiquil\u00edbrio, senso errado, cacof\u00f4nico, contradit\u00f3rio,      berrante a respeito de tudo, e intemperan\u00e7a cr\u00f4nica, sistem\u00e1tica, vertiginosamente      crescente em tudo?<\/p>\n   \n<p>Aquela      que era a f\u00e9 levada por uma l\u00f3gica adamantina e inflex\u00edvel a todas as suas      consequ\u00eancias, e aqueles que eram o erro levado por uma l\u00f3gica infernalmente      inexor\u00e1vel, tamb\u00e9m a suas \u00faltimas consequ\u00eancias? Ou aqueles que, renunciando      a qualquer l\u00f3gica, viviam voluntariamente num p\u00e2ntano de contradi\u00e7\u00f5es, em      que todas as verdades se misturavam e se polu\u00edam na monstruosa interpenetra\u00e7\u00e3o      de todos os erros que lhe s\u00e3o contr\u00e1rios?<\/p>\n   \n<p>&#8220;Imaculado&#8221; \u00e9 uma palavra negativa. Ela significa etimologicamente      a aus\u00eancia de m\u00e1cula, e pois de todo e qualquer erro por menos que seja, de      todo e qualquer pecado por mais leve e insignificante que pare\u00e7a. \u00c9 a integridade      absoluta na f\u00e9 e na virtude. E, portanto, a intransig\u00eancia absoluta, sistem\u00e1tica,      irredut\u00edvel, a avers\u00e3o completa, profunda, diametral a toda a esp\u00e9cie de erro      ou de mal. <\/p>\n   \n<p>A santa intransig\u00eancia na verdade e no bem, \u00e9 a ortodoxia, a pureza, enquanto      em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 heterodoxia e ao mal. Por amar a Deus sem medida, Nossa Senhora      correspondentemente amou de todo o Cora\u00e7\u00e3o tudo quanto era de Deus. E porque      odiou sem medida o mal, odiou sem medida Satan\u00e1s, suas pompas e suas obras,      o dem\u00f4nio e a carne. Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o \u00e9 Nossa Senhora da santa intransig\u00eancia.<\/p>\n   \n<p><strong>Verdadeiro      \u00f3dio, verdadeiro amor<\/strong><\/p>\n   \n<p>Por      isto, Nossa Senhora rezava sem cessar. E segundo t\u00e3o razoavelmente se cr\u00ea,      Ela pedia o advento do Messias, e a gra\u00e7a de ser uma serva daquele que fosse      escolhida para M\u00e3e de Deus.<\/p>\n   \n<p>Pedia      o Messias, para que viesse Aquele que poderia fazer brilhar novamente a justi\u00e7a      na face da Terra, para que se levantasse o Sol divino de todas as virtudes,      espancando por todo o mundo as trevas da impiedade e do v\u00edcio.<\/p>\n   \n<p>Nossa Senhora desejava, \u00e9 certo, que os justos vivendo na Terra encontrassem      na vinda do Messias a realiza\u00e7\u00e3o de seus anseios e de suas esperan\u00e7as, que      os vacilantes se reanimassem, e que de todos os pauis, de todos os abismos,      almas tocadas pela luz da gra\u00e7a, levantassem voo para os mais altos p\u00edncaros      da santidade. <\/p>\n   \n<p>Pois estas s\u00e3o por excel\u00eancia as vit\u00f3rias de Deus, que \u00e9 a Verdade e o Bem,      e as derrotas do dem\u00f4nio, que \u00e9 o chefe de todo erro e de todo o mal. A Virgem      queria a gl\u00f3ria de Deus por essa justi\u00e7a que \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o na Terra da ordem      desejada pelo Criador.<\/p>\n   \n<p>Mas, pedindo a vinda do Messias, Ela n\u00e3o ignorava que este seria a Pedra      de esc\u00e2ndalo, pela qual muitos se salvariam e muitos receberiam tamb\u00e9m o castigo      de seu pecado. Este castigo do pecador irredut\u00edvel, este esmagamento do \u00edmpio      obcecado e endurecido, Nossa Senhora tamb\u00e9m o desejou de todo o Cora\u00e7\u00e3o, e      foi uma das consequ\u00eancias da Reden\u00e7\u00e3o e da funda\u00e7\u00e3o da Igreja, que Ela desejou      e pediu como ningu\u00e9m. <\/p>\n   \n<p>Ut inimicos Santae Ecclesiae Humiliare digneris, Te rogamus audi nos, canta      a Liturgia. E antes da Liturgia por certo o Cora\u00e7\u00e3o Imaculado de Maria j\u00e1      elevou a Deus s\u00faplica an\u00e1loga, pela derrota dos \u00edmpios irredut\u00edveis. Admir\u00e1vel      exemplo de verdadeiro amor, de verdadeiro \u00f3dio.<\/p>\n   \n<p><strong>Onipot\u00eancia      suplicante<\/strong><\/p>\n   \n<p>Deus      quer as obras. Ele fundou a Igreja par ao apostolado. Mas acima de tudo quer      a ora\u00e7\u00e3o. Pois a ora\u00e7\u00e3o \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o da fecundidade de todas as obras. E quer      como fruto da ora\u00e7\u00e3o a virtude.<\/p>\n   \n<p>Rainha de todos os ap\u00f3stolos, Nossa Senhora e entretanto principalmente o      modelo das almas que rezam e se santificam, a estrela podar de toda medita\u00e7\u00e3o      e vida interior. Pois, dotada de virtude imaculada, Ela dez sempre o que era      mais razo\u00e1vel, e se nunca sentiu em si as agita\u00e7\u00f5es e as desordens das almas      que s\u00f3 amam a a\u00e7\u00e3o e a agita\u00e7\u00e3o, nunca experimentou em si, tampouco, as apatias      e as neglig\u00eancias das almas frouxas que fazem da vida interior um p\u00e1ra-vento      a fim de disfar\u00e7ar sua indiferen\u00e7a pela causa da Igreja. <\/p>\n   \n<p>Seu afastamento do mundo n\u00e3o significou um desinteresse pelo mundo. Quem      fez mais pelos \u00edmpios e pelos pecadores do que Aquela que, para os salvar,      voluntariamente consentiu na imola\u00e7\u00e3o crudel\u00edssima de seu Filho infinitamente      inocente e santo? Quem fez mais pelos homens, do que Aquela que consentiu      se realizasse em seus dias a promessa da vinda do Salvador?<\/p>\n   \n<p>Mas,      confiante sobretudo na ora\u00e7\u00e3o e na vida interior, n\u00e3o nos deu a Rainha dos      Ap\u00f3stolos uma grande li\u00e7\u00e3o de apostolado, fazendo de uma e outra o seu principal      instrumento de a\u00e7\u00e3o?<\/p>\n   \n<p><strong>Aplica\u00e7\u00e3o      a nossos dias<\/strong><\/p>\n   \n<p>Tanto      valem aos olhos de Deus as almas que, como Nossa Senhora, possuem o segredo      do verdadeiro amor e do verdadeiro \u00f3dio, da intransig\u00eancia perfeita, do zelo      incessante, do completo esp\u00edrito de ren\u00fancia, que propriamente s\u00e3o elas que      podem atrair para o mundo as gra\u00e7as divinas.<\/p>\n   \n<p>Estamos      numa \u00e9poca parecida com a da vinda de Jesus Cristo \u00e0 Terra. Em 1928 escreveu      o Santo Padre Pio XI que &#8220;o espet\u00e1culo das desgra\u00e7as contempor\u00e2neas \u00e9      de tal maneira aflitivo, que se poderia ver nele a aurora deste in\u00edcio de      dores que trar\u00e1 o Homem do pecado, elevando-se contra tudo quanto \u00e9 chamado      Deus e recebe a honra de um culto&#8221; (Enc. Miserentissimus Redemptor, de      8 de maio de 1928).<\/p>\n   \n<p>Que      diria ele hoje? E a n\u00f3s, que nos compete fazer? Lutar em todos os terrenos      permitidos, com todas as armas l\u00edcitas. Mas antes de tudo, acima de tudo,      confiar na vida interior e na ora\u00e7\u00e3o. \u00c9 o grande exemplo de Nossa Senhora.<\/p>\n   \n<p>O      exemplo de Nossa Senhora, s\u00f3 com o aux\u00edlio de Nossa Senhora se pode imitar.      E o aux\u00edlio de Nossa Senhora s\u00f3 com a devo\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora se pode conseguir.      Ora, a devo\u00e7\u00e3o a Maria Sant\u00edssima no que de melhor pode consistir, do que      em lhe pedirmos n\u00e3o s\u00f3 o amor a Deus e o \u00f3dio ao dem\u00f4nio, mas aquela santa      inteireza no amor ao bem e no \u00f3dio ao mal, em uma palavra aquela santa intransig\u00eancia,      que tanto refulge em sua Imaculada Concei\u00e7\u00e3o?<\/p>\n   \n<p>A      Imaculada Concei\u00e7\u00e3o da Maria Virgem &#8211; singular privil\u00e9gio concedido por Deus,      desde toda a eternidade, \u00c0quela que seria M\u00e3e de seu Filho Unig\u00eanito &#8211; preside      a todos os louvores que Lhe rendemos na recita\u00e7\u00e3o de seu Pequeno Of\u00edcio. Assim,      parece-nos oportuno percorrer rapidamente a hist\u00f3ria dessa &#8220;piedosa cren\u00e7a&#8221;      que atravessou os s\u00e9culos, at\u00e9 encontrar, nas infal\u00edveis palavras de Pio IX,      sua solene defini\u00e7\u00e3o dogm\u00e1tica.<\/p>\n   \n<p><em><strong>Onze      s\u00e9culos de tranq\u00fcila aceita\u00e7\u00e3o da &#8220;piedosa cren\u00e7a&#8221;<\/strong><\/em><\/p>\n   \n<p>Os      mais antigos Padres da Igreja, ami\u00fade se expressam em termos que traduzem      sua cren\u00e7a na absoluta imunidade do pecado, mesmo o original, concedida \u00e0      Virgem Maria. Assim, por exemplo, S\u00e3o Justino, Santo Irineu, Tertuliano, Firmio,      S\u00e3o Cirilo de Jerusal\u00e9m, Santo Epif\u00e2nio, Te\u00f3doro de Ancira, Sedulio e outros      comparam Maria Sant\u00edssima com Eva antes do pecado. Santo Efr\u00e9m, insigne devoto      da Virgem, A exalta como tendo sido &#8220;sempre, de corpo e de esp\u00edrito,      \u00edntegra e imaculada&#8221;. Para Santo Hip\u00f3lito Ela \u00e9 um &#8220;tabern\u00e1culo      isento de toda corrup\u00e7\u00e3o&#8221;. Or\u00edgenes A aclama &#8220;imaculada entre imaculadas,      nunca afetada pela pe\u00e7onha da serpente&#8221;. Por Santo Ambr\u00f3sio \u00e9 Ela declarada      &#8220;vaso celeste, incorrupta, virgem imune por gra\u00e7a de toda mancha de pecado&#8221;.      Santo Agostinho afirma, disputando contra Pel\u00e1gio, que todos os justos conheceram      o pecado, &#8220;menos a Santa Virgem Maria, a qual, pela honra do Senhor,      n\u00e3o quero que entre nunca em quest\u00e3o quando se trate de pecados&#8221;.<\/p>\n   \n<p>Cedo      come\u00e7ou a Igreja &#8211; com primazia da Oriental &#8211; a comemorar em suas fun\u00e7\u00f5es      lit\u00fargicas a imaculada concei\u00e7\u00e3o de Maria. Passaglia, no seu De Inmaculato      Deiparae Conceptu, cr\u00ea que a princ\u00edpios do S\u00e9culo V j\u00e1 se celebrava a festa      da Concei\u00e7\u00e3o de Maria (com o nome de Concei\u00e7\u00e3o de Sant&#8217;Ana) no Patriarcado      de Jerusal\u00e9m. O documento fidedigno mais antigo \u00e9 o c\u00e2non de dita festa, composto      por Santo Andr\u00e9 de Creta, monge do mosteiro de S\u00e3o Sabas, pr\u00f3ximo a Jerusal\u00e9m,      o qual escreveu seus hinos lit\u00fargicos na segunda metade do s\u00e9culo VII.<\/p>\n   \n<p>Tampouco      faltam autorizad\u00edssimos testemunhos dos Padres da Igreja, reunidos em Conc\u00edlio,      para provar que j\u00e1 no s\u00e9culo VII era comum e recebida por tradi\u00e7\u00e3o a piedosa      cren\u00e7a, isto \u00e9, a devo\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is ao grande privil\u00e9gio de Maria (Conc\u00edlio      de Latr\u00e3o, em 649, e Conc\u00edlio Constantinopolitano III, em 680).<\/p>\n   \n<p>Em      Espanha, que se gloria de ter recebido com a f\u00e9 o conhecimento deste mist\u00e9rio,      comemora-se sua festa desde o s\u00e9culo VII. Duzentos anos depois, esta solenidade      aparece inscrita nos calend\u00e1rios da Irlanda, sob o t\u00edtulo de &#8220;Concei\u00e7\u00e3o      de Maria&#8221;.<\/p>\n   \n<p>Tamb\u00e9m      no s\u00e9culo IX era j\u00e1 celebrada em N\u00e1poles e Sic\u00edlias, segundo consta do calend\u00e1rio      gravado em m\u00e1rmore e editado por Mazzocchi em 1744. Em tempos do Imperador      Bas\u00edlio II (976-1025), a festa da &#8220;Concei\u00e7\u00e3o de Sant&#8217;Ana&#8221; passou      a figurar no calend\u00e1rio oficial da Igreja e do Estado, no Imp\u00e9rio Bizantino.<\/p>\n   \n<p>No      s\u00e9culo XI parece que a comemora\u00e7\u00e3o da Imaculada estava estabelecida na Inglaterra,      e, pela mesma \u00e9poca, foi recebida em Fran\u00e7a. Por uma escritura de doa\u00e7\u00e3o de      Hugo de Summo, consta que era festejada na Lombardia (It\u00e1lia) em 1047. Certo      \u00e9 tamb\u00e9m que em fins do s\u00e9culo XI, ou princ\u00edpios do XII, celebrava-se em todo      o antigo Reino de Navarra.<\/p>\n   \n<p><strong>S\u00e9culos      XII-XIII: Oposi\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n   \n<p>No mesmo s\u00e9culo XII come\u00e7ou a ser combatido, no Ocidente, este grande privil\u00e9gio      de Maria Sant\u00edssima. Tal oposi\u00e7\u00e3o haveria ainda de ser mais acentuada e mais      precisa na cent\u00faria seguinte, no per\u00edodo cl\u00e1ssico da escol\u00e1stica. <\/p>\n   \n<p>Entre os que puseram em d\u00favida a Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, pela pouca exatid\u00e3o      de id\u00e9ias \u00e0 mat\u00e9ria encontram-se doutos e virtuosos var\u00f5es, como, por exemplo,      S\u00e3o Bernardo, S\u00e3o Boaventura, Santo Alberto Magno e o ang\u00e9lico S\u00e3o Tom\u00e1s de      Aquino.<\/p>\n   \n<p><strong>S\u00e9culo      XIV: Escoto e a rea\u00e7\u00e3o a favor do dogma<\/strong><\/p>\n   \n<p>O      combate a esta augusta prerrogativa da Virgem n\u00e3o fez sen\u00e3o acrisolar o \u00e2nimo      de seus partid\u00e1rios. Assim, o s\u00e9culo XIV se inicia com uma grande rea\u00e7\u00e3o a      favor da Imaculada, na qual se destacou, como um de seus mais ardorosos defensores,      o beato espanhol Raimundo Lulio.<\/p>\n   \n<p>Outro      dos primeiros e mais denodados campe\u00f5es da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o foi o vener\u00e1vel      Jo\u00e3o Duns Escoto (seu pa\u00eds\u00a0natal \u00e9 incerto: Esc\u00f3cia, Inglaterra ou Irlanda;      morreu em 1308), gl\u00f3ria da Ordem dos Menores Franciscanos, o qual, depois      de bem fixar os verdadeiros termos da quest\u00e3o, estabeleceu com admir\u00e1vel clareza      os s\u00f3lidos fundamentos para desvanecer as dificuldades que os contr\u00e1rios opunham      \u00e0 singular prerrogativa mariana.<\/p>\n   \n<p>Sobre      o impulso dado por Escoto \u00e0 causa da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, existe uma tocante      legenda. Teria ele vindo de Oxford a Paris, precisamente para fazer triunfar      o imaculatismo. Na Universidade da Sorbonne, em 1308, sustentou uma p\u00fablica      e solene disputa em favor do privil\u00e9gio da Virgem.<\/p>\n   \n<p><strong>No      dia dessa grande ato, Escoto, quando chegou ao local da discuss\u00e3o, prosternou-se      diante de uma imagem de Nossa Senhora que se encontrava em sua passagem, e      lhe dirigiu esta prece:<\/strong>\u00a0&#8220;Dignare      me laudare te, Virgo sacrata: da mihi virtutem contra hostes tuos&#8221;. A      Virgem, para mostrar seu contentamento com esta atitude inclinou a cabe\u00e7a      &#8211; postura que, a partir de ent\u00e3o, Ela teria conservado&#8230;<\/p>\n   \n<p>Depois de Escoto, a solu\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica das dificuldades levantadas contra      a Imaculada Concei\u00e7\u00e3o se tornou casa dia mais clara e perfeita, com o que      seus defensores se multiplicaram prodigiosamente. <\/p>\n   \n<p>Em seu favor escreveram in\u00fameros filhos de S\u00e3o Francisco, entre os quais      se podem contar os franceses Aureolo (m. em 1320) e Mayron (m. em 1325), o      escoc\u00eas Bassolis e o espanhol Guillermo Rubi\u00f3n. Acredita-se que esses ardorosos      propagandistas do santo mist\u00e9rio estejam na origem de sua celebra\u00e7\u00e3o em Portugal,      nos prim\u00f3rdios do s\u00e9culo XIV.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/imacul4.jpg\" alt=\"Nossa Senhora da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o\" title=\"Nossa Senhora da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o\" \/><br \/>\n     Imaculada Concei\u00e7ao<\/strong><\/p>\n   \n<p align=\"left\">O      documento mais antigo da institui\u00e7\u00e3o da festa da Imaculada nesse pa\u00eds \u00e9 um      decreto do Bispo de Coimbra, D. Raimundo Evrard, datado de 17 de Outubro de      1320. A par dos doutores franciscanos, cumpre ainda mencionar, entre os defensores      da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o nos s\u00e9culos XIV-XV, o carmelita Jo\u00e3o Bacon (m. em 1340),      o agostiniano Tom\u00e1s de Estrasburgo, Dion\u00edsio, o Cartuxo (m. em 1471), Gerson      (m. em 1429), Nicolau de Cusa (m. em 1464) e outros muitos esclarecidos te\u00f3logos      pertencentes a diversas escolas e na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n   \n<p><strong>S\u00e9culos      XV-XVI: acirradas disputas<\/strong><\/p>\n   \n<p>Em      meados do s\u00e9culo XV, a Imaculada Concei\u00e7\u00e3o foi objeto de renhido combate durante      o Conc\u00edlio de Basil\u00e9ia, resultando num decreto de defini\u00e7\u00e3o sem valor dogm\u00e1tico,      posto que este s\u00ednodo perdeu a legitimidade ao se desligar do Papa.<\/p>\n   \n<p>Entretanto,      crescia cada dia mais o n\u00famero das cidades, na\u00e7\u00f5es e col\u00e9gios que celebravam      oficialmente a festa da Imaculada. E com tal fervor, que nas cortes da Catalunha,      reunidas em Barcelona entre 1454 e 1458, decretou-se pena de perp\u00e9tuo desterro      para quem combatesse o santo privil\u00e9gio.<\/p>\n   \n<p>O      aut\u00eantico Magist\u00e9rio da Igreja n\u00e3o tardou a dar satisfa\u00e7\u00e3o aos defensores      do dogma e da festa. Pela bula Cum proeexcelsa, de 27 de Fevereiro de 1477,      o Papa Sixto IV aprovou a festa da Concei\u00e7\u00e3o de Maria, enriqueceu-a de indulg\u00eancias      semelhantes \u00e0s festas do Sant\u00edssimo Sacramento e autorizou of\u00edcio e missa      especial para essa solenidade.<\/p>\n   \n<p>Pelos      fins do s\u00e9culo XV, por\u00e9m, a disputa em torno da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o de tal      maneira acirrou os \u00e2nimos dos contendores, que o mesmo Papa Sixto IV se viu      obrigado a publicar, em data de 4 de setembro de 1483, a Constitui\u00e7\u00e3o Grave      Nimis, proibindo sob pena de excomunh\u00e3o que os de uma parte chamassem hereges      aos da outra.<\/p>\n   \n<p>Por      essa \u00e9poca, festejavam a Imaculada c\u00e9lebres universidades, como as de Oxford,      de Cambridge e a de Paris, a qual, em 1497, instituiu para todos os seus doutores      o juramento e o voto de defender perpetuamente o mist\u00e9rio da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o,      excluindo de seus quadros quem n\u00e3o os fizesse. De modo semelhante procederam      as universidades de Col\u00f4nia (em 1499), de Mag\u00fancia (em 1501) e a de Val\u00eancia      (em 1530).<\/p>\n   \n<p>No      Conc\u00edlio de Trento (1545-1563) se ofereceu nova ocasi\u00e3o para denodado combate      entre os dois partidos.<\/p>\n   \n<p>Sem      proferir uma defini\u00e7\u00e3o dogm\u00e1tica da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, esta assembl\u00e9ia confirmou      de modo solene as decis\u00f5es de Sixto IV.<\/p>\n   \n<p><strong>A      15 de Junho de 1546, na sess\u00e3o V, em seguida aos c\u00e2nones sobre o pecado original,      acrescentaram-se estas significativas palavras:<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\">&#8220;O      sagrado Conc\u00edlio declara que n\u00e3o \u00e9 sua inten\u00e7\u00e3o compreender neste decreto,      que trata do pecado original, a Bem-aventurada e imaculada Virgem Maria, M\u00e3e      de Deus, mas que devem observar-se as constitui\u00e7\u00f5es do Papa Sixto IV, de feliz      mem\u00f3ria, sob as penas que nelas se cominam e que este Conc\u00edlio renova&#8221;.<\/p>\n   \n<p>Por      esse tempo, come\u00e7aram a refor\u00e7ar as fileiras dos defensores da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o      os te\u00f3logos da rec\u00e9m-fundada Companhia de Jesus, entre os quais n\u00e3o se achou      um s\u00f3 de opini\u00e3o contr\u00e1ria. Ali\u00e1s, pelos primeiros mission\u00e1rios jesu\u00edtas no      Brasil temos not\u00edcia de que, j\u00e1 em 1554, celebrava-se o singular privil\u00e9gio      mariano em nosso Pa\u00eds. Al\u00e9m da festa comemorada no dia 8 de Dezembro, capelas,      ermidas e igrejas eram edificadas sob o t\u00edtulo de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Entretanto,      a piedosa cren\u00e7a ainda suscitava pol\u00eamicas, coibidas pela interven\u00e7\u00e3o do Sumo      Pont\u00edfice. Assim, em outubro de 1567, S\u00e3o Pio V, condenando uma proposi\u00e7\u00e3o      de Bayo que afirmava ter morrido Nossa Senhora em conseq\u00fc\u00eancia do pecado herdado      de Ad\u00e3o, proibiu novamente a disputa acerca do augusto privil\u00e9gio da Virgem.<\/p>\n   \n<p><strong>S\u00e9culos      XVII e seguintes: consolida\u00e7\u00e3o da &#8220;piedosa cren\u00e7a&#8221;<\/strong><\/p>\n   \n<p>No      s\u00e9culo XVII, o culto da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o conquista Portugal inteiro, desde      os reis e os te\u00f3logos at\u00e9 os mais humildes filhos do povo. A 9 de Dezembro      de 1617, a Universidade de Coimbra, reunida em claustro pleno, resolve escrever      ao Papa manifestando-lhe a sua cren\u00e7a na imaculabilidade de Maria.<\/p>\n   \n<p>Naquele      mesmo ano, Paulo V, decretou que ningu\u00e9m se atrevesse a ensinar publicamente      que Maria Sant\u00edssima teve pecado original. Semelhante foi a atitude de Greg\u00f3rio      XV, em 1622.<\/p>\n   \n<p>Por      essa \u00e9poca, a Universidade de Granada se obrigou a defender a Imaculada Concei\u00e7\u00e3o      com voto de sangue, quer dizer, comprometendo-se a dar a vida e derramar o      sangue, se necess\u00e1rio fosse, na defesa deste mist\u00e9rio. Magn\u00edfico exemplo que      foi imitado, sucessivamente, por grande n\u00famero de cabidos, cidades, reinos      e ordens militares.<\/p>\n   \n<p>A      partir do s\u00e9culo XVII tamb\u00e9m foram se multiplicando as corpora\u00e7\u00f5es e sociedades,      tanto religiosas como civis, e at\u00e9 mesmo estados, que adotaram por padroeira      \u00e0 Virgem no mist\u00e9iro de sua Imaculada Concei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Digna      de particular refer\u00eancia \u00e9 a iniciativa de D. Jo\u00e3o IV, Rei de Portugal, proclamando      Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o padroeira de seus &#8220;Reinos e Senhorios&#8221;,      ao mesmo tempo que jura defend\u00ea-La at\u00e9 \u00e0 morte, segundo se l\u00ea na provis\u00e3o      r\u00e9gia de 25 de mar\u00e7o de 1646. A partir deste momento, em homenagem \u00e0 sua Imaculada      Soberana, nunca mais os reis portugueses puseram a coroa na cabe\u00e7a.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/imacul5.jpg\" alt=\"Nossa Senhora da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o\" title=\"Nossa Senhora da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o\" \/><br \/>\n     Imaculada Concei\u00e7ao<\/strong><\/p>\n   \n<p>Em      1648, aquele mesmo Monarca mandou cunhar moedas de ouro e prata. Foi com estas      que se pagou o primeiro feudo a Nossa Senhora.<\/p>\n   \n<p><strong>Com      o nome de Concei\u00e7\u00e3o, tais moedas tinham no anverso a legenda:\u00a0<\/strong>JOANNES      IIII, D. G. PORTUGALIAE ET ALBARBIAE REX, a Cruz de Cristo e as armas lusitanas.<\/p>\n   \n<p><strong>No      reverso:<\/strong>\u00a0a      imagem da Senhora da Concei\u00e7\u00e3o sobre o globo e a meia lua, com a data de 1648      e, nos lados, o sol, o espelho, o horto, a casa de ouro, a fonte selada e      a Arca da Alian\u00e7a, s\u00edmbolos b\u00edblicos da Sant\u00edssima Virgem.<\/p>\n   \n<p>Outro      decreto de D. Jo\u00e3o IV, assinado em 30 de junho de 1654, ordenava que &#8220;em      todas as portas e entradas das cidades, vilas e lugares de seus Reinos&#8221;,      fosse colocada uma l\u00e1pide cuja inscri\u00e7\u00e3o exprimisse a f\u00e9 do povo portugu\u00eas      na imaculada Concei\u00e7\u00e3o de Maria.<\/p>\n   \n<p>Igualmente      a partir do s\u00e9culo XVII imperadores, reis e as cortes dos reinos come\u00e7aram      a pedir com admir\u00e1vel const\u00e2ncia, e com uma insist\u00eancia de que h\u00e1 poucos exemplos      na Hist\u00f3ria, a declara\u00e7\u00e3o dogm\u00e1tica da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Pediram-na      a Urbano VIII (m. em 1644) o Imperador Fernando II da \u00c1ustria; Segismundo,      Rei da Pol\u00f4nia; Leopoldo, Arquiduque do Tirol; o eleitor de Mag\u00fancia; Ernesto      de Baviera, eleitor de Col\u00f4nia.<\/p>\n   \n<p>O      mesmo Urbano VIII a pedidos do Duque de M\u00e2ntua e de outros pr\u00edncipes, criou      a ordem militar dos Cavaleiros da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, aprovando ao mesmo      tempo seus estatutos. Por devo\u00e7\u00e3o \u00e0 Virgem Imaculada, quis ele ser o primeiro      a celebrar o augusto Sacrif\u00edcio na primeira igreja edificada em Roma sob o      t\u00edtulo da Imaculada, para uso dos menores capuchinhos de S\u00e3o Francisco.<\/p>\n   \n<p>Por\u00e9m,      o ato mais importante emanado da Santa S\u00e9, no s\u00e9culo XVII, em favor da Imaculada      Concei\u00e7\u00e3o, foi a bula Sollicitude omnium Ecclesiarum, do Papa Alexandre VII,      em 1661. Neste documento, escrito de sua pr\u00f3pria m\u00e3o, o Pont\u00edfice renova e      ratifica as constitui\u00e7\u00f5es em favor de Maria Imaculada, ao mesmo tempo que      imp\u00f5e grav\u00edssimas penas a quem sustentar e ensinar opini\u00e3o contr\u00e1ria aos ditos      decretos e constitui\u00e7\u00f5es. Esta bula memor\u00e1vel precede diretamente, sem outro      decreto intermedi\u00e1rio, a bula decisiva de Pio IX.<\/p>\n   \n<p>Em      1713, Felipe V de Espanha e as Cortes de Arag\u00e3o e Castela pediram a solene      defini\u00e7\u00e3o a Clemente XI. E o mesmo Rei, com quase todos os Bispos espanh\u00f3is,      as universidades e Ordens religiosas, a solicitaram a Clemente XII, em 1732.<\/p>\n   \n<p>No      pontificado de Greg\u00f3rio XVI, e nos primeiros anos de Pio IX, elevaram-se \u00e0      S\u00e9 Apost\u00f3lica mais de 220 peti\u00e7\u00f5es de Cardeais, Arcebispos e Bispos (sem contar      as dos cabidos e ordens religiosas) para que se fizesse a defini\u00e7\u00e3o dogm\u00e1tica.<\/p>\n   \n<p><strong>O      triunfo da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p>Enfim,      chegado era o tempo. Em 2 de fevereiro de 1849, Pio IX, desterrado em Gaeta,      escreveu a todos os Patriarcas Primazes, Arcebispos e Bispos do orbe a Enc\u00edclica      Ubi primum, questionando-lhes acerca da devo\u00e7\u00e3o de seu clero e de seus povos      ao mist\u00e9rio da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, e seu desejo de v\u00ea-lo definido.<\/p>\n   \n<p>De      um total de 750 Cardeais, Bispos e vig\u00e1rios apost\u00f3licos que em seu seio contava      ent\u00e3o a Igreja, mais de 600 responderam ao Sumo Pont\u00edfice. Levando-se em conta      as dioceses que estariam vacantes, os prelados enfermos e as respostas perdidas,      pode-se dizer que todos atenderam \u00e0 solicita\u00e7\u00e3o do Papa, manifestando unanimemente      que a f\u00e9 de seu povo era completamente favor\u00e1vel \u00e0 Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, e      apenas cinco se diziam duvidosos quanto \u00e0 oportunidade de uma declara\u00e7\u00e3o dogm\u00e1tica.      Afirmara-se a cren\u00e7a universal da Igreja. Roma iria falar, a causa estava      julgada.<\/p>\n   \n<p>Agora      &#8211; s\u00e3o palavras de uma testemunha da bela festa de 8 de dezembro de 1854 &#8211;      transportemo-nos ao augusto templo do Chefe dos Ap\u00f3stolos (Bas\u00edlica de S\u00e3o      Pedro de Roma). Nas suas amplas naves se comprime e se confunde uma imensa      multid\u00e3o impaciente, por\u00e9m recolhida.<\/p>\n   \n<p><strong>\u00c9      hoje em Roma, como outrora em \u00c9feso:<\/strong>\u00a0as      celebra\u00e7\u00f5es de Maria s\u00e3o em toda a parte populares.<\/p>\n   \n<p><strong>Os      romanos se aprestam a receber a defini\u00e7\u00e3o da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, como os      efesianos acolheram a da maternidade divina de Maria:<\/strong>\u00a0com      c\u00e2nticos de j\u00fabilo e manifesta\u00e7\u00f5es do mais vivo entusiasmo.<\/p>\n   \n<p>Eis      no limiar da Bas\u00edlica o Soberano Pont\u00edfice. Circundam-no 54 Cardeais, 42 Arcebispos      e 98 Bispos dos quatro cantos do orbe crist\u00e3o, duas vezes mais vasto que o      antifo mundo romano. Os Anjos da Igrejas est\u00e3o presentes como testemunhas      de f\u00e9 de seus povos na Imaculada Concei\u00e7\u00e3o. Subitamente, irrompem as vozes      em tocantes e reiteradas aclama\u00e7\u00f5es. O cortejo dos Bispos atravessa lentamente      o longo corredor do Altar da Confiss\u00e3o. Sobre a c\u00e1tedra de S\u00e3o Pedro est\u00e1      sentado seu 258\u00ba sucessor.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/imacul6.jpg\" alt=\"Nossa Senhora da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o\" title=\"Nossa Senhora da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o\" \/><br \/>\n     Papa Pio IX<\/strong><\/p>\n   \n<p>Iniciam-se      os santos mist\u00e9rios. Logo o Evangelho \u00e9 anunciado e cantado nas diversas l\u00ednguas      do Oriente e do Ocidente. Eis o solene momento marcado para o decreto pontif\u00edcio.<\/p>\n   \n<p><strong>Um      Cardeal carregado de anos e de m\u00e9ritos, aproxima-se do trono:<\/strong>\u00a0\u00e9      o decano do Sacro Col\u00e9gio; feliz est\u00e1 ele, como outrora o velho Sime\u00e3o, por      ver o dia da gl\u00f3ria de Maria &#8230; Em nome de toda a Igreja, dirige ele ao Vig\u00e1rio      de Cristo uma derradeira postula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>O      Papa, os Bispos e toda a grande assembl\u00e9ia caem de joelhos; a invoca\u00e7\u00e3o ao      Esp\u00edrito Santo se faz ouvir; o sublime hino \u00e9 repetido por cinq\u00fcenta mil vozes      ao mesmo tempo, subindo aos C\u00e9us como imenso concerto.<\/p>\n   \n<p><strong>Cessado      o c\u00e2ntico, ergue-se o Pont\u00edfice sobre a c\u00e1tedra de S\u00e3o Pedro; sua face \u00e9 iluminada      por celeste raio, vis\u00edvel efus\u00e3o do Esp\u00edrito de Deus; e de uma voz profundamente      emocionada, em meio \u00e0s l\u00e1grimas de alegria, pronuncia ele as solenes palavras      que colocam a Imaculada Concei\u00e7\u00e3o de Maria no n\u00famero dos artigos de nossa      f\u00e9:<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\">&#8220;Declaramos      &#8211; disse ele -, pronunciamos e definimos que a doutrina de que a Bem-aventurada      Virgem Maria, no primeira instante de sua concei\u00e7\u00e3o, por singular gra\u00e7a e      privil\u00e9gio de Deus Onipotente, em aten\u00e7\u00e3o aos m\u00e9ritos de Jesus Cristo, Salvador      do g\u00eanero humano, foi preservada imune de toda mancha de culpa original, essa      doutrina foi revelada por Deus, e deve ser, portanto, firme e constantemente      crida por todos os fi\u00e9is&#8221;.<\/p>\n   \n<p>O      Cardeal decano, prostrado segunda vez aos p\u00e9s do Pont\u00edfice, suplicou-lhe ent\u00e3o      que a publicase as cartas apost\u00f3licas contendo a defini\u00e7\u00e3o. E como promotor      da f\u00e9, acompanhado dos protonot\u00e1rios apost\u00f3licos, pediu tamb\u00e9m que se lavrasse      um processo verbal desse grande ato. Ao mesmo tempo, o canh\u00e3o do Castelo de      Santo Ang\u00ealo e todos os sinos da Cidade Eterna anunciavam a glorifica\u00e7\u00e3o da      Virgem Imaculada.<\/p>\n   \n<p>\u00c0      noite, Roma, cheia de ruidosas e alegres orquestras embandeirada, iluminada,      coroada de inscri\u00e7\u00f5es e de emblemas, foi imitada por milhares de vilas e cidades      em toda a superf\u00edcie do globo.<\/p>\n   \n<p><strong>O      ano seguinte pode ser chamado o Ano da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0quase      todos os dias foram assinalados por festas em honra da Sant\u00edssima Virgem.<\/p>\n   \n<p>Em      1904, S\u00e3o Pio X celebrou, juntamente com toda a Igreja Universal, com grande      solenidade e regozijo, o cinq\u00fcenten\u00e1rio da defini\u00e7\u00e3o do dogma da Imaculada      Concei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>O      Papa Pio XII, por sua vez, em 1954 comemorou o primeiro centen\u00e1rio dessa gloriosa      verdade de f\u00e9, decretanto o Ano Santo Mariano. Celebra\u00e7\u00e3o esta coroada pela      Enc\u00edclica Ad Coeli Reginam, na qual o mesmo Pont\u00edfice proclama a soberania      da Sant\u00edssima Virgem, e estabelece a festa anual de Nossa Senhora Rainha.<\/p>\n   \n<p><em>(Monsenhor      Jo\u00e3o Cl\u00e1 Dias, EP, Pequeno Of\u00edcio da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o Comentado, Volume      I, 2\u00b0 Edi\u00e7\u00e3o &#8211; Agosto 2010, p. 436 \u00e0 441)<\/em><\/p>\n   \n<p><em>(Mons.      Jo\u00e3o Cl\u00e1 Dias, Pequeno Of\u00edcio da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o Comentado. Artpress.      S\u00e3o Paulo, 1997, pp. 494 \u00e0 502)<\/em><\/p>\n   \n<p>Fonte: www.arautos.org<\/p>\n   \n<h6>Nossa Senhora da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o<\/h6>\n   \n<h4>Dia      de Nossa Senhora da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o<\/h4>\n   \n<h4>8 de Dezembro<\/h4>\n   \n<p>Em      1304, o Papa Bento XI reuniu na Universidade de Paris uma assembleia dos doutores      mais eminentes em Teologia, para refletir sobre o tema. Foi o franciscano      Jo\u00e3o Duns Escoto (1266 \u0096 1308) quem solucionou a dificuldade ao mostrar      que era sumamente conveniente que Deus preservasse Maria do pecado original,      pois a Sant\u00edssima Virgem era destinada a ser m\u00e3e do seu Filho.<\/p>\n   \n<p>Assim      come\u00e7ou a tradi\u00e7\u00e3o de celebrar a Imaculada Concei\u00e7\u00e3o de Maria, no seio de      sua m\u00e3e Sant&#8217;Ana.<\/p>\n   \n<p><strong>A      pr\u00f3pria Virgem Maria, em apari\u00e7\u00e3o a Santa Catarina Labour\u00e9, em 1858, pediu      que se cunhasse uma medalha com a ora\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0&#8220;\u00d3      Maria concebida sem pecado, rogai por n\u00f3s que recorremos a v\u00f3s&#8221;.<\/p>\n   \n<p>A      Imaculada Concei\u00e7\u00e3o \u00e9 uma festa lit\u00fargica da Igreja Cat\u00f3lica celebrada em      8 de Dezembro. A afirma\u00e7\u00e3o da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o de Maria pertence \u00e0 f\u00e9 crist\u00e3.      \u00c9 um dogma da Igreja que foi definido no s\u00e9culo XIX, ap\u00f3s longa hist\u00f3ria de      reflex\u00e3o e de amadurecimento.<br \/>\n<br \/>\n     Imaculada Concei\u00e7\u00e3o de Maria significa que a Virgem Maria foi preservada do      pecado original desde o primeiro instante de sua exist\u00eancia. Nascendo, h\u00e1      dois mil anos, na zona da Palestina, Nossa Senhora teve como pais S\u00e3o Joaquim      e Santa Ana.<br \/>\n     A maternidade divina de Maria \u00e9 base e origem de sua imaculada concei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>A      raz\u00e3o de Maria ser preservada do pecado original reside em sua voca\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>ser      M\u00e3e de Jesus Cristo, o Filho de Deus que assumiu nossa natureza humana.<\/p>\n   \n<p>Ainda      que de maneira impl\u00edcita, a Igreja encontrou na B\u00edblia os fundamentos desta      doutrina. Em seu Evangelho, S\u00e3o Lucas diz que Maria \u00e9 \u0093cheia de gra\u00e7a\u0094      (Lc 1,28), significando que ela est\u00e1 plena do favor de Deus, da gra\u00e7a divina.      Se est\u00e1 totalmente possu\u00edda por Deus, n\u00e3o h\u00e1, em sua vida e cora\u00e7\u00e3o, lugar      para o pecado.<br \/>\n<br \/>\n     O dogma de Nossa Senhora foi proclamado pelo papa Pio IX, em 1854, resultado      da devo\u00e7\u00e3o popular aliada a interven\u00e7\u00f5es papais e infind\u00e1veis debates teol\u00f3gicos.\u00a0<br \/>\n<br \/>\n     No Brasil existem cerca de 533 par\u00f3quias dedicadas \u00e0 Virgem Imaculada. A primeira      imagem chegou em uma das naus de Pedro \u00c1lvares Cabral. O culto \u00e0 Imaculada      Concei\u00e7\u00e3o no Brasil teve in\u00edcio na Bahia, quando Tom\u00e9 de Souza chegou a Salvador      trazendo uma escultura da santa.<\/p>\n   \n<p>Ela      foi protetora do nosso pa\u00eds no per\u00edodo colonial e foi proclamada Padroeira      do Imp\u00e9rio Brasileiro por D.Pedro I. J\u00e1 no despontar do s\u00e9culo XX o t\u00edtulo      cedeu lugar a Nossa Senhora de Aparecida, que \u00e9 uma antiga imagem da Imaculada      Concei\u00e7\u00e3o encontrada nas \u00e1guas do rio Para\u00edba do Sul.<\/p>\n   \n<p>Fonte: www.arquidiocesebh.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nossa Senhora da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, Santa, Apari\u00e7\u00e3o, Hist\u00f3ria, Imagem, T\u00edtulo, Mist\u00e9rio, Ora\u00e7\u00e3o, 8 de Dezembro, Nossa Senhora da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17776,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-26823","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Nossa Senhora da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o - 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