{"id":26504,"date":"2016-01-07T00:00:00","date_gmt":"2016-01-07T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/intifada-3\/"},"modified":"2026-09-01T18:05:23","modified_gmt":"2026-09-01T18:05:23","slug":"intifada-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/intifada-3\/","title":{"rendered":"Intifada"},"content":{"rendered":"\nFalsa acusa\u00e7\u00e3o de atrocidades israelenses e instiga\u00e7\u00e3o das mesquitas desempenharam um papel importante no ano de in\u00edcio da\u00a0<strong>intifada<\/strong>.\n\nEm 06 de dezembro de 1987, um israelense foi morto a facadas enquanto fazia compras em Gaza.\n\nUm dia depois, os moradores do campo de refugiados de Jabalya forno em Gaza foram mortos em um acidente de tr\u00e2nsito.\n\nRumores que o forno se beens mortos por israelenses como um ato deliberado de vingan\u00e7a come\u00e7ou a se espalhar entre os palestinos. Missa tumultos eclodiram em Jabalya, na manh\u00e3 de 9 de dezembro, em que um jovem de 17 anos, foi o soldado israelense morto no ano jogando um coquetel Molotov.\n\nAp\u00f3s um ano na patrulha do ex\u00e9rcito. Isso logo desencadeou uma onda de agita\u00e7\u00e3o que tomou conta da Cisjord\u00e2nia, Gaza e Jerusal\u00e9m.\n\nDurante a pr\u00f3xima semana, atirar pedras, estradas bloqueadas e inc\u00eandios de pneus foram relatados em todo o territ\u00f3rio. At\u00e9 12 de dezembro, seis palestinos morreram e 30 ficaram feridas na viol\u00eancia. No dia seguinte, manifestantes atiraram uma bomba de gasolina no consulado dos EUA em Jerusal\u00e9m Oriental.\n\nNingu\u00e9m ficou ferido no atentado.\n\nEm Gaza, circularam rumores de que jovens palestinos feridos por soldados israelenses estavam sendo levados para um hospital do ex\u00e9rcito, perto de Tel Aviv e \u0093acabaram\u0094.\n\nOutro boato, afirmou tropas israelenses envenenado um reservat\u00f3rio de \u00e1gua em Khan Yunis. Um funcion\u00e1rio da ONU disse que essas hist\u00f3rias eram falsas.\n\nSomente os palestinos feridos mais graves foram levados para fora da Faixa de Gaza para tratamento, e, em alguns casos, isso provavelmente salvou suas vidas.\n\nA \u00e1gua foi tamb\u00e9m testada e verificou-se ser n\u00e3o contaminada.\n\nA Intifada foi violenta desde o in\u00edcio. Durante os primeiros quatro anos do levante, mais de 3.600 ataques com coquet\u00e9is molotov, 100 ataques com granadas de m\u00e3o e 600 assaltos com armas ou explosivos foram relatados pelas For\u00e7as de Defesa de Israel. A viol\u00eancia foi dirigida a soldados e civis. Durante este per\u00edodo, 16 civis israelenses e 11 soldados foram mortos por palestinos nos territ\u00f3rios; mais de 1.400 civis israelenses e 1.700 soldados israelenses ficaram feridos. Cerca de 1.100 palestinos foram mortos em confrontos com tropas israelenses.\n\nDurante a\u00a0<strong>Intifada<\/strong>, a OLP desempenhou um papel de lideran\u00e7a na orquestra\u00e7\u00e3o da insurrei\u00e7\u00e3o. A OLP, dominada por uma lideran\u00e7a unificada da Intifada (UNLI), por exemplo, frequentemente emitido folhetos ditam que a viol\u00eancia dias era para ser escalado, e que era para ser o seu alvo. A lideran\u00e7a da OLP do levante foi desafiado pela organiza\u00e7\u00e3o fundamentalista isl\u00e2mica Hamas, um grupo violentamente anti-semita que rejeita quaisquer negocia\u00e7\u00f5es de paz com Israel.\n\nOs judeus n\u00e3o foram as \u00fanicas v\u00edtimas da viol\u00eancia. Na verdade, como a intifada diminuiu em torno da \u00e9poca da Guerra do Golfo em 1991, o n\u00famero de \u00e1rabes mortos por motivos pol\u00edticos e outros por esquadr\u00f5es da morte palestinos ultrapassado o n\u00famero de mortos em confrontos com tropas israelenses.\n\nPresidente da OLP, Yasser Arafat defendeu o assassinato de \u00e1rabes consideram-se \u0093colaborar com Israel.\u0094 Ele delegada a autoridade para levar a cabo execu\u00e7\u00f5es para a lideran\u00e7a intifada. Depois dos assassinatos, o esquadr\u00e3o da morte local, OLP enviou o arquivo sobre o caso para a OLP. \u0093N\u00f3s estudamos os arquivos daqueles que foram executados, e descobriu que apenas dois dos 118 que foram executados eram inocentes\u0094, disse Arafat. As v\u00edtimas inocentes foram declarados \u0093m\u00e1rtires da revolu\u00e7\u00e3o palestina\u0094 pela OLP (AlMussawar, 19 de janeiro de 1990).\n\nOs palestinos foram esfaqueados, cortados com machados, tiro, baqueteamento e queimada com \u00e1cido. As justificativas oferecidas pelas mortes variadas. Em alguns casos, sendo empregados pela Administra\u00e7\u00e3o Civil de Israel na Cisjord\u00e2nia e Gaza era raz\u00e3o suficiente, em outros, entre em contato com os judeus merecia uma senten\u00e7a de morte. Acusa\u00e7\u00f5es de \u0093colabora\u00e7\u00e3o\u0094 com Israel foram, por vezes usado como um pretexto para atos de vingan\u00e7a pessoal. Mulheres que se considere terem comportado \u0093imoral\u0094 tamb\u00e9m estavam entre as v\u00edtimas.\n\nEventualmente, o reinado de terror se tornou t\u00e3o grave que alguns palestinos expressaram preocupa\u00e7\u00e3o p\u00fablica sobre o dist\u00farbio. A OLP come\u00e7ou a pedir um fim \u00e0 viol\u00eancia, mas os assassinatos cometidos por seus membros e rivais continuou. De 1989-1992, essa intrafada custou a vida de cerca de 1.000 palestinos.\n\n<strong>Intifada &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158469 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Intifa9.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"181\" \/><strong>Intifada<\/strong><\/p>\n<strong>Intifada<\/strong>\u00a0\u00e9 um mundo \u00e1rabe que significa \u0093despertar\u0094 ou \u0093sacudir\u0094. O termo \u00e9 usado para descrever uma rebeli\u00e3o popular contra um governo ou pol\u00edtica.\n\nMuitos ocidentais associam a intifada a revoltas violentas no Oriente M\u00e9dio, algumas das quais envolveram aliados ocidentais, mas no mundo \u00e1rabe, uma intifada \u00e9 uma forma leg\u00edtima de rebeli\u00e3o e uma forma de alcan\u00e7ar a independ\u00eancia ou liberta\u00e7\u00e3o dos opressores.\n\nO termo \u0093<strong>intifada<\/strong>\u0094 tornou-se t\u00e3o difundido na sociedade ocidental que pode desencadear grandes debates e discuss\u00f5es. Para as pessoas que associam o conceito de intifada especificamente a atividades terroristas, qualquer intifada representa uma amea\u00e7a potencial que deve ser rapidamente eliminada. Para as pessoas que acreditam que a revolu\u00e7\u00e3o violenta ou rebeli\u00e3o \u00e9 \u00e0s vezes necess\u00e1ria ou justificada, a resposta \u00e0 intifada tende a ser mais mista, especialmente quando as pessoas s\u00e3o residentes de regi\u00f5es que passaram recentemente por suas pr\u00f3prias revolu\u00e7\u00f5es.\n\nA\u00a0<strong>intifada<\/strong>\u00a0mais conhecida \u00e9 provavelmente a rebeli\u00e3o dos \u00e1rabes palestinos nos territ\u00f3rios ocupados ao longo de dois per\u00edodos separados. A primeira intifada durou de 1987-1993 e foi lan\u00e7ada em resposta \u00e0s preocupa\u00e7\u00f5es de que o mundo \u00e1rabe estava negligenciando a causa palestina, terminando com acordos de paz e a\u00e7\u00f5es militares por parte do governo israelense.\n\nUma segunda intifada come\u00e7ou em 2000, supostamente desencadeada pela visita do l\u00edder Ariel Sharon \u00e0 mesquita Al-Aqsa, um local sagrado mu\u00e7ulmano.\n\nMilhares de israelenses e palestinos morreram no decorrer dessas intifadas, junto com observadores e transeuntes de outras regi\u00f5es.\n\nGrupos militantes como o Hamas tornaram-se intimamente ligados \u00e0 intifada, e suas atividades freq\u00fcentemente t\u00eam sido temas de coment\u00e1rios e cr\u00edticas. Como os militantes n\u00e3o fazem parte de organiza\u00e7\u00f5es militares, eles n\u00e3o est\u00e3o sujeitos \u00e0s mesmas regras e supervis\u00e3o que os militares est\u00e3o, e isso pode levar a um aumento de atos deplor\u00e1veis. Muitos militantes, por exemplo, n\u00e3o fazem distin\u00e7\u00e3o entre civis e soldados, e alguns usam atos violentos contra civis como uma ferramenta pol\u00edtica na tentativa de intimidar os governos ou organiza\u00e7\u00f5es a que se op\u00f5em.\n\nAlgumas outras intifadas not\u00e1veis incluem o levante populista contra Saddam Hussein no Iraque em 1991, a Revolu\u00e7\u00e3o do Cedro no L\u00edbano, a Intifada de Mar\u00e7o no Bahrein e a Intifada Zemla que tentou expulsar os espanh\u00f3is do Saara na d\u00e9cada de 1970. Como voc\u00ea pode ver nos exemplos acima, as intifadas s\u00e3o incrivelmente diversas e \u00e0s vezes dif\u00edceis de categorizar, assim como as revolu\u00e7\u00f5es no mundo ocidental.\n\n<strong>Intifada &#8211; Guerra das Pedras<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158468 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Intifa8.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"170\" \/><strong>Intifada<\/strong><\/p>\nRevolta popular palestina contra a ocupa\u00e7\u00e3o israelense na Faixa de Gaza e na Cisjord\u00e2nia (Organizada pelo Hamas).\n\nEm 1987, tem in\u00edcio a\u00a0<strong>Intifada<\/strong>\u00a0\u0096 choques di\u00e1rios entre palestinos e tropas israelenses de ocupa\u00e7\u00e3o.\n\nEm dezembro de 1987, a popula\u00e7\u00e3o palestina na Cisjord\u00e2nia e Gaza come\u00e7aram um levante em massa contra a ocupa\u00e7\u00e3o israelense.\n\nEssa revolta, ou intifada (que significa \u0093sacudir\u0094 em \u00e1rabe), n\u00e3o foi iniciado ou orquestrado pela lideran\u00e7a da OLP em T\u00fanis.\n\nAo contr\u00e1rio, foi uma mobiliza\u00e7\u00e3o popular que atraiu sobre as organiza\u00e7\u00f5es e institui\u00e7\u00f5es que se desenvolveram sob a ocupa\u00e7\u00e3o.\n\nA\u00a0<strong>intifada<\/strong>\u00a0envolveu centenas de milhares de pessoas, muitos sem qualquer experi\u00eancia de resist\u00eancia anterior, incluindo crian\u00e7as, adolescentes e mulheres. Para os primeiros anos, ele envolvia v\u00e1rias formas de desobedi\u00eancia civil, incluindo grandes manifesta\u00e7\u00f5es, greves gerais, a recusa de pagar impostos, boicotes de produtos israelenses, o graffiti pol\u00edtico e \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de escolas clandestinas (desde escolas regulares foram fechadas pelos militares como repres\u00e1lias para a revolta). Tamb\u00e9m incluiu arremesso de pedra, coquet\u00e9is molotov e na constru\u00e7\u00e3o de barricadas para impedir a circula\u00e7\u00e3o de for\u00e7as militares israelenses.\n\nAtivismo Intifada foi organizada atrav\u00e9s de comit\u00eas populares, sob a \u00e9gide da Dire\u00e7\u00e3o Nacional Unidos da Revolta.\n\n<strong>O Unlu era uma coliga\u00e7\u00e3o de quatro partidos da OLP que operam nos territ\u00f3rios ocupados:<\/strong>\u00a0Fatah, a FPLP, o FDLP e o PPP.\n\nEsta resist\u00eancia ampla chamou a aten\u00e7\u00e3o internacional sem precedentes para a situa\u00e7\u00e3o dos palestinos na Cisjord\u00e2nia e Gaza, e desafiou a ocupa\u00e7\u00e3o como nunca antes.\n\nSob a lideran\u00e7a do ministro da Defesa, Yitzhak Rabin, Israel tentou esmagar a intifada com \u0093for\u00e7a, poder e golpes.\u0094 Os comandantes do Ex\u00e9rcito instruiu as tropas para quebrar os ossos dos manifestantes. De 1987 a 1991, as for\u00e7as israelenses mataram mais de 1.000 palestinos, incluindo mais de 200 menores de dezesseis anos. Em 1990, a maior parte do Unlu l\u00edderes foram presos e o intifada perdeu sua for\u00e7a de coes\u00e3o, embora tenha continuado por mais alguns anos.\n\nDivis\u00f5es pol\u00edticas e a viol\u00eancia no seio da comunidade palestina aumentou, especialmente a rivalidade crescente entre as v\u00e1rias fac\u00e7\u00f5es da OLP e organiza\u00e7\u00f5es isl\u00e2micas (Hamas e Jihad Isl\u00e2mica).\n\nMilitantes palestinos mataram mais de 250 palestinos suspeitos de colaborar com as autoridades de ocupa\u00e7\u00e3o e cerca de 100 israelenses durante este per\u00edodo.\n\nA intifada deslocou o centro de gravidade da iniciativa pol\u00edtica palestina a partir da lideran\u00e7a da OLP em Tunes para os territ\u00f3rios ocupados.\n\nEmbora a intifada n\u00e3o trouxe um fim \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o, deixou claro que o status quo era insustent\u00e1vel.\n\nA\u00a0<strong>intifada<\/strong>\u00a0deslocou o centro de gravidade da iniciativa pol\u00edtica palestina a partir da lideran\u00e7a da OLP em Tunes para os territ\u00f3rios ocupados.\n\nAtivistas palestinos nos territ\u00f3rios ocupados exigiu que a OLP adotar um programa pol\u00edtico claro para orientar a luta pela independ\u00eancia.\n\nEm resposta, o Conselho Nacional Palestino (a governo palestino no ex\u00edlio), convocada na Arg\u00e9lia em novembro de 1988, reconheceu o estado de Israel, proclamou um Estado palestino independente na Cisjord\u00e2nia e na Faixa de Gaza, e renunciar ao terrorismo.\n\nO governo israelense n\u00e3o respondeu a estes gestos, alegando que nada havia mudado e que a OLP era uma organiza\u00e7\u00e3o terrorista com o qual ele n\u00e3o iria negociar.\n\nOs EUA fizeram reconhecer que as pol\u00edticas da OLP havia mudado, mas fez pouco para encorajar Israel a abandonar a sua posi\u00e7\u00e3o intransigente.\n\n<strong>Intifada &#8211; Os grupos radicais<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158466 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Intifa7.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" \/><strong>Intifada<\/strong><\/p>\n<strong>As principais fac\u00e7\u00f5es terroristas palestinas, seus l\u00edderes e seus objetivos no conflito<\/strong>\n\n<strong>Hamas<\/strong>\n<blockquote><strong>Fundador:\u00a0<\/strong>Ahmed Yassin (morto em 2004)<strong>\nCaracter\u00edsticas:<\/strong>\u00a0grupo com um bra\u00e7o militar e outro pol\u00edtico. O pol\u00edtico faz trabalhos sociais em campos de refugiados e chegou ao poder em 2006. O militar foi o primeiro a usar homens-bomba na regi\u00e3o, em 1992.<strong>\nObjetivo:\u00a0<\/strong>destruir Israel e criar um Estado isl\u00e2mico na regi\u00e3o, sob o controle dos palestinos.<strong>\nEfetivo:<\/strong>\u00a0entre 200 e 300 militantes no bra\u00e7o armado. Milhares de simpatizantes no bra\u00e7o pol\u00edtico.\nTem facilidade em recrutar volunt\u00e1rios porque \u00e9 atualmente a fac\u00e7\u00e3o mais popular entre os palestinos.<\/blockquote>\n<strong>Jihad Isl\u00e2mica<\/strong>\n<blockquote><strong>L\u00edder:<\/strong>\u00a0Ramadan Shallah, ex-professor da Universidade do Estado da Fl\u00f3rida.<strong>\nCaracter\u00edsticas:\u00a0<\/strong>\u00e9 a mais independente das fac\u00e7\u00f5es extremistas. Recebe financiamento principalmente do Ir\u00e3.<strong>\nObjetivo:<\/strong>\u00a0destruir Israel e criar um Estado isl\u00e2mico na regi\u00e3o, sob o controle dos palestinos.<strong>\nEfetivo:<\/strong>\u00a0entre setenta e 100 terroristas. Tem dificuldade para recrutar colaboradores por contar com apoio restrito da popula\u00e7\u00e3o.<\/blockquote>\n<strong>Brigada dos M\u00e1rtires de Al-Aqsa<\/strong>\n<blockquote><strong>L\u00edder:\u00a0<\/strong>Marwan Barghouti.<strong>\nCaracter\u00edsticas:<\/strong>\u00a0em tese, \u00e9 uma dissid\u00eancia do grupo do antigo l\u00edder Yasser Arafat, a Fatah.\nApareceu recentemente, depois do fracasso das negocia\u00e7\u00f5es de paz. Responde hoje por cerca de 70% dos atentados contra israelenses.<strong>\nObjetivo:<\/strong>\u00a0assustar os israelenses de modo a obter novas concess\u00f5es em negocia\u00e7\u00e3o de paz.<strong>\nEfetivo:\u00a0<\/strong>cerca de 1.000 homens.<\/blockquote>\n<strong>Hezbollah<\/strong>\n<blockquote><strong>L\u00edder:\u00a0<\/strong>Xeque Hassan Nasrallah.<strong>\nCaracter\u00edsticas:<\/strong>\u00a0grupo fundamentalista xiita do L\u00edbano que existe desde 1982. Foi criado para combater as tropas israelenses que ocupavam o sul do pa\u00eds. \u00c9 sustentado pelos iranianos e ap\u00f3ia a causa palestina.<strong>\nObjetivo:<\/strong>\u00a0criar um Estado isl\u00e2mico no L\u00edbano, destruir o Estado de Israel e transformar Jerusal\u00e9m numa cidade totalmente mu\u00e7ulmana.<strong>\nEfetivo:\u00a0<\/strong>800 combatentes ativos e 2.000 reservistas.<\/blockquote>\n<strong>O ABC do conflito palestino<\/strong>\n\nOs grupos, cidades, siglas, termos e fatos hist\u00f3ricos, listados em ordem alfab\u00e9tica.\n<blockquote><strong>\u0091Muro da Vergonha\u0092:<\/strong>\u00a0crian\u00e7as palestinas caminham ao lado da barreira.<strong>\nAl-Fatah \u0096\u00a0<\/strong>Movimento pela Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina. Sob a lideran\u00e7a de Yasser Arafat, o Al-Fatah se tornou a mais forte e mais organizada fac\u00e7\u00e3o palestina. As autoridades israelenses t\u00eam acusado o movimento de ataques terroristas contra Israel desde o in\u00edcio da nova Intifada. As Brigadas dos M\u00e1rtires de Al-Aqsa, respons\u00e1veis por v\u00e1rios atentados nos \u00faltimos meses em Israel, s\u00e3o os mais radicais membros da organiza\u00e7\u00e3o.<strong>\nANP \u0096\u00a0<\/strong>A Autoridade Nacional Palestina, ou Autoridade Palestina, presidida por Yasser Arafat, \u00e9 a organiza\u00e7\u00e3o oficial que administra a Cisjord\u00e2nia e a Faixa de Gaza. Foi criada a partir de um acordo firmado em 1993 entre a OLP (Organiza\u00e7\u00e3o pela Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina) e Israel. Na primeira elei\u00e7\u00e3o para o legislativo e executivo da ANP, realizada em janeiro de 1996, Yasser Arafat foi eleito presidente. O acordo previa um mandato de cinco anos, que expiraria em 1999, quando ent\u00e3o Israel e palestinos voltariam a negociar o status das \u00e1reas palestinas \u0096 o que n\u00e3o aconteceu, com a deteriora\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es entre os dois lados.<strong>\nBel\u00e9m \u0096<\/strong>\u00a0<strong>Cidade localizada na Cisjord\u00e2nia, \u00e9 importante na hist\u00f3ria de tr\u00eas religi\u00f5es:<\/strong>\u00a0crist\u00e3, judaica e isl\u00e2mica. Em Bel\u00e9m foi erguida a igreja da Natividade, templo crist\u00e3o que marca o suposto local de nascimento de Jesus Cristo.<strong>\nBrigada de M\u00e1rtires Al-Aqsa \u0096<\/strong>\u00a0Ala do Al-Fatah, grupo liderado por Yasser Arafat, respons\u00e1vel por 70% dos atentados terroristas contra israelenses. Criada recentemente, depois do fracasso das negocia\u00e7\u00f5es de paz, tem como l\u00edder Marwan Barghouti. Seu efetivo \u00e9 de cerca de 1.000 homens.<strong>\nCisjord\u00e2nia \u0096<\/strong>\u00a0Com uma \u00e1rea de 5,860 quil\u00f4metros quadrados localizada a oeste do Rio Jord\u00e3o e do Mar Morto, esteve sob controle da Jord\u00e2nia entre 1948 e 1967. Atualmente est\u00e1 dividida entre a Autoridade Nacional Palestina de Yasser Arafat e col\u00f4nias e bases militares israelenses. As cidades que t\u00eam popula\u00e7\u00e3o acima de 100.000 habitantes s\u00e3o Jerusal\u00e9m, Ramallah, Hebron, Nablus e Bel\u00e9m.<strong>\nH\u00e1 duas universidades:<\/strong>\u00a0Bir Zeit, em Jerusal\u00e9m, e An-Najah, em Hebron.<strong>\nFaixa de Gaza \u0096<\/strong>\u00a0\u00c9 um estreito territ\u00f3rio com largura que varia de 6 quil\u00f4metros a 14 quil\u00f4metros \u00e0s margens do Mar Mediterr\u00e2neo. Seus cerca de 360 quil\u00f4metros quadrados de \u00e1rea s\u00e3o limitados ao sul pelo Egito e ao norte por Israel. A Autoridade Nacional Palestina administra as cidades da Faixa de Gaza, mas boa parte das \u00e1reas rurais est\u00e1 sob controle de militares israelenses e de 6.000 colonos judeus. A principal cidade do territ\u00f3rio \u00e9 Gaza.<strong>\nHamas \u0096<\/strong>\u00a0Grupo fundamentalista palestino que possui um bra\u00e7o pol\u00edtico e outro militar. A sigla significa Movimento de Resist\u00eancia Isl\u00e2mica, mas tamb\u00e9m \u00e9 a palavra que pode ser traduzida como ?devo\u00e7\u00e3o? em \u00e1rabe. O movimento nasceu junto com a Intifada. Seu bra\u00e7o pol\u00edtico faz trabalhos sociais em campos de refugiados. O bra\u00e7o armado foi o primeiro a usar atentados com homens-bomba na regi\u00e3o, em 1992. Seu efetivo \u00e9 de cerca de 300 militantes.<strong>\nHezbollah \u0096\u00a0<\/strong>Organiza\u00e7\u00e3o armada terrorista formada em 1982 por xiitas libaneses. Inspirada e orientada pelo Ir\u00e3 e apoiada pela S\u00edria, tem base no Sul do L\u00edbano. Seu objetivo \u00e9 criar um Estado isl\u00e2mico no L\u00edbano, destruir Israel e transformar Jerusal\u00e9m em uma cidade mu\u00e7ulmana.<strong>\nIgreja da Natividade \u0096<\/strong>\u00a0Constru\u00edda em Bel\u00e9m, no suposto local de nascimento de Jesus Cristo.<\/blockquote>\n<strong>Intifada \u0096<\/strong>\u00a0Nome do levante nos territ\u00f3rios palestinos contra a pol\u00edtica e ocupa\u00e7\u00e3o israelense, caracterizado por protestos, tumultos, greves e viol\u00eancia, tanto na Faixa de Gaza quanto na Cisjord\u00e2nia.\n\n<strong>A primeira intifada estendeu-se de 1987 a 1993, estimulada principalmente por tr\u00eas grupos:<\/strong>\u00a0Hamas, OLP e Jihad. Ficou marcada pelo apedrejamento de soldados israelenses por jovens palestinos desarmados. Em setembro de 2000, quando recome\u00e7ou a viol\u00eancia entre palestinos e israelenses, depois de uma visita de Ariel Sharon a um local santo para os mu\u00e7ulmanos, o conflito violento recome\u00e7ou, sendo chamado de segunda intifada. O estopim foi uma provoca\u00e7\u00e3o deliberada do ent\u00e3o candidato a primeiro-ministro Ariel Sharon, l\u00edder da oposi\u00e7\u00e3o ao governo de Ehud Barak e porta-voz da linha dura israelense. Cercado de guarda-costas, ele visitou a Esplanada das Mesquitas, na parte murada de Jerusal\u00e9m, onde ficam as mesquitas de Al-Aksa e de Omar, um conjunto que \u00e9 o terceiro entre os lugares santos do Isl\u00e3.\n\n<strong>Israel \u0096\u00a0<\/strong>Estado criado em 1948 na regi\u00e3o hist\u00f3rica da Palestina, \u00e9 um dos menores pa\u00edses do Oriente M\u00e9dio e tem 60% de seu territ\u00f3rio coberto por deserto. O fato de ser o \u00fanico pa\u00eds judeu em um \u00e1rea predominantemente isl\u00e2mica marcou cada aspecto de suas rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas, econ\u00f4micas, pol\u00edticas e demogr\u00e1ficas.\n\nNos \u00faltimos anos, tornou-se um grande p\u00f3lo de tecnologia e inform\u00e1tica.\n\nTem um presidente, com poder mais simb\u00f3lico que efetivo, e um poderoso primeiro-ministro, que passou a ser escolhido por elei\u00e7\u00f5es diretas a partir de 1996.\n\nAs origens do atual conflito s\u00e3o anteriores \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. J\u00e1 no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, a Palestina, por ser considerada o ber\u00e7o do povo judeu, estimulou a imigra\u00e7\u00e3o de judeus, inspirados por um movimento conhecido como sionismo, que entraram em disputa com os povos \u00e1rabes da regi\u00e3o. Nos anos que se seguiram \u00e0 II Guerra Mundial (1939-1945), a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) desenvolveu um plano para dividir a Palestina entre \u00e1rabes e judeus. Os \u00e1rabes rejeitaram o plano, que foi aceito pelos judeus, criando-se ent\u00e3o um Estado independente em 1948. Imediatamente, cinco na\u00e7\u00f5es \u00e1rabes atacaram Israel.\n\nNo fim da guerra, em 1949, e nos anos seguintes, Israel ampliou seu territ\u00f3rio e anexou Gol\u00e3.\n\nTamb\u00e9m ocupou a\u00a0<strong>Cisjord\u00e2nia e a Faixa de Gaza<\/strong>. Mesmo Jerusal\u00e9m, que os judeus consideram capital do pa\u00eds, continua sendo alvo de disputa.\n\n<strong>Jihad Isl\u00e2mica \u0096<\/strong>\u00a0Grupo terrorista palestino de orienta\u00e7\u00e3o fundamentalista.\u00a0<wbr \/>Tradicionalmente, ela tenta realizar a\u00e7\u00f5es terroristas contra alvos israelenses no anivers\u00e1rio da morte de seu l\u00edder, Fathi Shaqaqi, assassinado em Malta, em outubro de 1995. Financiada pelo Ir\u00e3, \u00e9 a mais independente das fac\u00e7\u00f5es extremistas e conta com apoio restrito da popula\u00e7\u00e3o. Seu l\u00edder \u00e9 Ramadan Shallah, exprofessor da Universidade da Fl\u00f3rida. Seu objetivo \u00e9 destruir Israel e criar um Estado isl\u00e2mico na regi\u00e3o, sob controle de palestinos.\n\n<strong>Jerusal\u00e9m \u0096 Local de peregrina\u00e7\u00e3o para tr\u00eas religi\u00f5es:<\/strong>\u00a0cat\u00f3lica, judaica e isl\u00e2mica. Para os cat\u00f3licos, \u00e9 o local onde Jesus Cristo foi crucificado e ressuscitou. Para os judeus, \u00e9 a cidade que o rei Davi transformou em capital do reino unificado de Israel e Jud\u00e1. Para os mu\u00e7ulmanos, \u00e9 a cidade dos profetas que precederam Maom\u00e9.\n\n<strong>Likud \u0096 Partido pol\u00edtico conservador de Israel formado 1973 em torno da proposta de anexar ao Estado de Israel os territ\u00f3rios ocupados durante a Guerra dos Seis Dias:<\/strong>\u00a0Sinai, Faixa de Gaza, Cisjord\u00e2nia e Colinas de Gol\u00e3. Menachim Begin foi seu primeiro l\u00edder. Desde 1999 o partido \u00e9 liderado por Ariel Sharon, atual primeiro-ministro de Israel. Likud \u00e9 a palavra em hebreu para unidade.\n\n<strong>Muro de Prote\u00e7\u00e3o \u0096<\/strong>\u00a0nome dado \u00e0 atual opera\u00e7\u00e3o militar de ataque \u00e0s cidades palestinas. \u0091Muro da Vergonha\u0092 \u0096 forma como \u00e9 conhecida, entre os palestinos e parte da comunidade internacional, a barreira que Israel vem construindo para separar suas pr\u00f3prias cidades da Cisjord\u00e2nia. Os israelenses dizem que a medida \u00e9 leg\u00edtima, j\u00e1 que o muro tornaria muito dif\u00edcil a entrada de palestinos em seu territ\u00f3rio \u0096 assim, o n\u00famero de atentados terroristas cairia de forma dr\u00e1stica. Os cr\u00edticos, contudo, dizem que a constru\u00e7\u00e3o da barreira tira territ\u00f3rio palestino, acentua as diferen\u00e7as econ\u00f4micas entre os povos e n\u00e3o contribui para a paz.\n\n<strong>Nablus \u0096\u00a0<\/strong>Localizada no norte da Cisjord\u00e2nia, entre as montanhas de Gerizim e Ebal, \u00e9 a maior cidade palestina. Regi\u00e3o b\u00edblica, onde Abra\u00e3o e Jac\u00f3 teriam vivido e onde estariam enterrados, \u00e9 tamb\u00e9m um importante centro comercial da regi\u00e3o produtor de azeite e vinho.\n\n<strong>OLP \u0096\u00a0<\/strong>A Organiza\u00e7\u00e3o pela Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina \u00e9 um grupo pol\u00edtico criado em 1964 com o objetivo de criar um Estado palestino independente. Em 1994, a Autoridade Nacional Palestina assumiu muitas das fun\u00e7\u00f5es administrativas e diplom\u00e1ticas relativas aos territ\u00f3rios palestinos que antes eram desempenhadas pela OLP. Esta passou a ser uma esp\u00e9cie de guarda-chuva pol\u00edtico e militar, abrigando fac\u00e7\u00f5es como Al Fatah, As-Saiga e a Frente de Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina.\n\n<strong>A OLP tem tr\u00eas corpos:<\/strong>\u00a0o Comit\u00ea Executivo, com 15 membros, que inclui representantes dos principais grupos armados; o Comit\u00ea Central, com 60 conselheiros e o Conselho Nacional Palestino, com 599 membros, que historicamente tem sido uma assembleia dos palestinos. A OLP tamb\u00e9m tem servi\u00e7os de sa\u00fade, informa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, finan\u00e7as, mas desde 1994 passou estas responsabilidades para a ANP.\n\n<strong>Palestina \u0096<\/strong>\u00a0\u00c9 uma regi\u00e3o hist\u00f3rica situada na costa leste do Mar Mediterr\u00e2neo, no cruzamento entre tr\u00eas continentes, que foi habitada por diversos povos e \u00e9 considerado local santo para crist\u00e3os, judeus e mu\u00e7ulmanos. Sua extens\u00e3o tem variado muito desde a Antiguidade. Atualmente, as \u00e1reas palestinas s\u00e3o a Cisjord\u00e2nia e a Faixa de Gaza.\n\n<strong>Ramallah \u0096<\/strong>\u00a0<strong>Cidade palestina com cerca de 180.000 habitantes, \u00e9 dividida em dois setores, de tamanhos semelhantes:<\/strong>\u00a0Ramallah, que \u00e9 predominantemente crist\u00e3o, e Al Birah, de maioria isl\u00e2mica. Fica a 872 metros acima do n\u00edvel do mar e 1.267 metros acima do Mar Morto, distante 15 quil\u00f4metros ao norte de Jerusal\u00e9m. \u00c9 a sede da Autoridade Nacional Palestina e abriga a principal universidade palestina, Bir Zeit.\n\n<strong>Sionismo \u0096\u00a0<\/strong>movimento pol\u00edtico e religioso pela cria\u00e7\u00e3o de um Estado judeu que surgiu no s\u00e9culo XIX e culminou na cria\u00e7\u00e3o do Estado de Israel em 1948. O nome vem de Zion, a montanha onde foi constru\u00eddo o Templo de Jerusal\u00e9m. O termo sionismo foi usado pela primeira vez para nomear um movimento em 1890, pelo fil\u00f3sofo austr\u00edaco judeu Nathan Birbaum.\n\n<strong>Por que a viol\u00eancia voltou a crescer entre israelenses e palestinos nos \u00faltimos meses?<\/strong>\n\nAs rela\u00e7\u00f5es entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) voltaram a se agravar depois da vit\u00f3ria do movimento isl\u00e2mico radical Hamas nas elei\u00e7\u00f5es de 25 de janeiro deste ano.\n\nMesmo eleito legitimamente e obtendo maioria parlamentar, o Hamas continuou a ser temido como uma entidade terrorista. O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, chegou a afirmar que n\u00e3o permitiria que o grupo extremista \u0096 autor de cerca de 70 atentados contra Israel desde o in\u00edcio da segunda intifada, em 2000 \u0096 se integrasse \u00e0 ANP, presidida por Mahmoud Abbas, ligado ao Fatah.\n\n<strong>Qual a posi\u00e7\u00e3o do Hamas como partido pol\u00edtico?<\/strong>\n\nAo se tornar governo, o grupo palestino n\u00e3o abandonou suas concep\u00e7\u00f5es de mil\u00edcia guerrilheira e continuou a n\u00e3o reconhecer o direito \u00e0 exist\u00eancia do Estado de Israel, insuflando ataques terroristas contra israelenses e duras respostas militares do governo de Israel contra rebeldes e civis palestinos.\n\nO grupo tamb\u00e9m busca recuperar territ\u00f3rios ocupados por Israel e considera plaus\u00edvel a ideia de formar um ex\u00e9rcito nacional palestino. Em diversas declara\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, l\u00edderes pol\u00edticos do Hamas contr\u00e1rios ao presidente da ANP propuseram ataques suicidas contra civis israelenses.\n\n<strong>Qual foi a rea\u00e7\u00e3o internacional com a chegada do Hamas ao poder?<\/strong>\n\nCom a inefic\u00e1cia dos pedidos diplom\u00e1ticos para que o Hamas renunciasse \u00e0 viol\u00eancia, o governo dos Estados Unidos aprovou uma san\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica contra a ANP, interrompendo o repasse anual de verbas.\n\nA medida tamb\u00e9m foi seguida pela Uni\u00e3o Europeia, que deixou de enviar milh\u00f5es de euros \u00e0 entidade.\n\nDuramente afetada, j\u00e1 que se mant\u00e9m por interm\u00e9dio de doa\u00e7\u00f5es financeiras internacionais, a ANP pediu socorro econ\u00f4mico e o Hamas suavizou o discurso anti-semita.\n\nO repasse de dinheiro para atender a necessidades m\u00e9dicas e aliment\u00edcias dos palestinos foi retomado.\n\n<strong>O que motivou a retomada da viol\u00eancia na regi\u00e3o?<\/strong>\n\nA tens\u00e3o na regi\u00e3o da Faixa de Gaza, territ\u00f3rio desocupado pelo governo israelense em agosto de 2005, aumentou ap\u00f3s a recente intensifica\u00e7\u00e3o dos ataques a\u00e9reos israelenses contra extremistas palestinos que lan\u00e7am foguetes de fabrica\u00e7\u00e3o caseira em alvos judaicos. O clima de confronto piorou depois que ao menos 14 civis palestinos, incluindo crian\u00e7as, foram mortos por m\u00edsseis israelenses em junho. Em rea\u00e7\u00e3o, rebeldes palestinos sequestraram o soldado israelense Gilad Shalit, de 19 anos. Em troca pela libera\u00e7\u00e3o do militar, os rebeldes exigem que cerca de 1.500 prisioneiros palestinos sejam libertados de pris\u00f5es israelenses.\n\nDepois disso o governo de Israel autorizou uma ofensiva militar ainda maior\n\n<strong>Qual \u00e9 a import\u00e2ncia do resgate do soldado para a resolu\u00e7\u00e3o do impasse?<\/strong>\n\nApesar do governo de Israel legitimar a violenta campanha militar a\u00e9rea \u0093Chuvas de Ver\u00e3o\u0094 e novas incurs\u00f5es por territ\u00f3rios palestinos pela necessidade de resgatar o combatente sequestrado, a ofensiva israelense tem outros objetivos.\n\n<strong>Entre eles, destacam-se a inten\u00e7\u00e3o de intimidar o Hamas e de atender a uma demanda interna:<\/strong>\u00a0a popula\u00e7\u00e3o israelense n\u00e3o aceita pacificamente os atentados palestinos.\n\nDificilmente o resgate do soldado interromperia a a\u00e7\u00e3o das for\u00e7as armadas de Israel.\n\nOutros motivos para ataques m\u00fatuos seriam elaborados.\n\n<b>Quais s\u00e3o as consequ\u00eancias\u00a0locais da ofensiva militar israelense?<\/b>\n\nO maior impacto da opera\u00e7\u00e3o militar de Israel recaiu sobre os civis palestinos residentes na zona de combate. Com o fechamento das fronteiras da Faixa de Gaza pelas for\u00e7as armadas israelenses, organiza\u00e7\u00f5es internacionais de ajuda como a Cruz Vermelha n\u00e3o conseguem entrar para suprir a car\u00eancia de alimentos e rem\u00e9dios que mata a popula\u00e7\u00e3o local.\n\nA ONU j\u00e1 lan\u00e7ou um alerta sobre a crise humanit\u00e1ria advinda da escalada de viol\u00eancia no Oriente M\u00e9dio, mas o governo israelense ainda n\u00e3o se manifestou favor\u00e1vel a uma nova desocupa\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios palestinos e reabertura de Gaza.\n\n<strong>Como os dois governos se manifestaram diante da crise atual?<\/strong>\n\nO primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, responsabiliza o premi\u00ea palestino, Ismail Haniya, e o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, pelo recrudescimento da viol\u00eancia. O presidente da ANP, por sua vez, classifica a incurs\u00e3o militar israelense nos territ\u00f3rios palestinos como \u0093grave crime contra a humanidade\u0094 e tamb\u00e9m \u0093massacre coletivo\u0094. Abandonando possibilidades de resolu\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica, o premi\u00ea palestino declara que as a\u00e7\u00f5es militares israelenses em Gaza n\u00e3o visam apenas resgatar o soldado sequestrado, mas fazem parte de um \u0093plano premeditado\u0094 para derrubar o atual governo do Hamas.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.jewishvirtuallibrary.org\/<wbr \/>www.merip.org\/www.wisegeek.<wbr \/>com\/www.heliorocha.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Intifada, Palestina, \u00c1rabes, Gaza, Hist\u00f3ria, Israelenses, Revolta, Conflito, Guerra, Caracter\u00edsticas, Origem, Intifada<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17011,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-26504","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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