{"id":26494,"date":"2016-01-07T00:00:00","date_gmt":"2016-01-07T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/imperio-napoleonico-3\/"},"modified":"2016-01-07T00:00:00","modified_gmt":"2016-01-07T00:00:00","slug":"imperio-napoleonico-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/imperio-napoleonico-3\/","title":{"rendered":"Imp\u00e9rio Napole\u00f4nico"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>QUANDO FOI ESTABELECIDO?<\/strong><\/p>\n   \n<p>Imp\u00e9rio estabelecido por <strong>Napole\u00e3o Bonaparte<\/strong> na Fran\u00e7a, entre      1804 e 1815. <\/p>\n   \n<p>Resultado da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, dissemina os ideais da burguesia em ascens\u00e3o      pela Europa. <\/p>\n   \n<p>Com pol\u00edtica expansionista, o Imp\u00e9rio estende-se por todo o continente em      seu apogeu, por volta de 1810. Chega ao fim com a derrota francesa na Batalha      de Waterloo. <\/p>\n   \n<p><strong>Antecedentes <\/strong><\/p>\n   \n<p>L\u00edder militar de sucesso, Napole\u00e3o ganha prest\u00edgio e apoio popular nas guerras      da Fran\u00e7a contra a It\u00e1lia e a \u00c1ustria (1796-1797) e contra o Egito (1798).<\/p>\n   \n<p>Por isso \u00e9 escolhido pela burguesia francesa para solucionar a grave crise      que se havia instalado no governo revolucion\u00e1rio. Em 1799, Napole\u00e3o d\u00e1 um      golpe de Estado, conhecido como Golpe do 18 Brum\u00e1rio (data que corresponde      ao calend\u00e1rio estabelecido pela Revolu\u00e7\u00e3o Francesa e equivale a 9 de novembro      do calend\u00e1rio gregoriano). A Constitui\u00e7\u00e3o republicana \u00e9 suprimida e substitu\u00edda      por outra, autorit\u00e1ria, concentrando todo o poder nas m\u00e3os do primeiro-c\u00f4nsul,      cargo que ele passa a ocupar. <\/p>\n   \n<p>Nesse per\u00edodo, chamado de Consulado (1799-1804), Napole\u00e3o realiza obras de      pacifica\u00e7\u00e3o e de organiza\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios franceses. Participa da reda\u00e7\u00e3o      do C\u00f3digo Civil, que confirma a vit\u00f3ria da revolu\u00e7\u00e3o burguesa e influencia      a legisla\u00e7\u00e3o de todos os pa\u00edses europeus no s\u00e9culo XIX. Institui os princ\u00edpios      de igualdade, de propriedade das terras, das heran\u00e7as, a toler\u00e2ncia religiosa      e o div\u00f3rcio. No exterior assina tratados de paz com a \u00c1ustria (1801) e com      a Inglaterra (1802). <\/p>\n   \n<h4><strong>O Imp\u00e9rio <\/strong><\/h4>\n   \n<p>O <strong>Imp\u00e9rio Napole\u00f4nico<\/strong> nasce de forma oficial em 1804, quando      um plebiscito referenda o primeiro-c\u00f4nsul como imperador da Fran\u00e7a. Napole\u00e3o      \u00e9 sagrado pelo papa Pio VII na Catedral de Notre Dame, em dezembro do mesmo      ano. Coroado sob o nome de Napole\u00e3o I, preocupa-se em consolidar seu poder,      modernizar a Fran\u00e7a e retomar a tradi\u00e7\u00e3o do despotismo esclarecido. <\/p>\n   \n<p>A conviv\u00eancia com as pot\u00eancias europ\u00e9ias torna-se insustent\u00e1vel por causa      da pol\u00edtica de guerra permanente do Imp\u00e9rio, que leva \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de coaliz\u00f5es      contra os franceses. Napole\u00e3o I tenta invadir a Inglaterra, mas \u00e9 derrotado.      Volta-se, ent\u00e3o, para a Europa Central. Vence a \u00c1ustria na Batalha de Austerlitz.      Por meio de guerras e acordos, domina a It\u00e1lia, a Holanda (Pa\u00edses Baixos)      e boa parte da Alemanha. Ap\u00f3s invadir a Pr\u00fassia oriental e a Pol\u00f4nia (1806),      Napole\u00e3o obriga a R\u00fassia a aliar-se \u00e0 Fran\u00e7a contra os ingleses e estabelece      um bloqueio continental que impede o com\u00e9rcio de mercadorias inglesas na Europa.    <\/p>\n   \n<p>O expansionismo gera novas dificuldades. Em 1809, o Ex\u00e9rcito imperial enfrenta      rebeli\u00f5es militares na Espanha e assiste \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de uma nova coaliz\u00e3o contra      o Imp\u00e9rio. No mesmo ano, Napole\u00e3o derrota novamente a \u00c1ustria e assina a Paz      de Viena. A aproxima\u00e7\u00e3o dos dois Estados \u00e9 refor\u00e7ada pelo casamento do imperador      com a arquiduquesa Maria Lu\u00edsa da \u00c1ustria. Em 1810, o Imp\u00e9rio Napole\u00f4nico      atinge o m\u00e1ximo de seu poder, com a anexa\u00e7\u00e3o da Holanda e do litoral alem\u00e3o.      Nessa \u00e9poca, o Imp\u00e9rio tem 71 milh\u00f5es de habitantes, dos quais apenas 27 milh\u00f5es      s\u00e3o franceses. <\/p>\n   \n<h4><strong>Decad\u00eancia <\/strong><\/h4>\n   \n<p>Em 1812, a alian\u00e7a franco-russa \u00e9 quebrada pelo czar Alexandre, que rompe      o bloqueio contra os ingleses. Napole\u00e3o empreende ent\u00e3o a campanha contra      a R\u00fassia. Entra em Moscou e, durante a retirada, o frio e a fome dizimam grande      parte do Ex\u00e9rcito franc\u00eas. Enquanto isso, na Fran\u00e7a, o general Malet, apoiado      por setores descontentes da burguesia e da antiga nobreza francesas, arma      uma conspira\u00e7\u00e3o para dar um golpe de Estado contra o imperador. Napole\u00e3o retorna      imediatamente a Paris e controla a situa\u00e7\u00e3o. Mas, no exterior, o Imp\u00e9rio come\u00e7a      a decair. Tem in\u00edcio ent\u00e3o a luta da coaliz\u00e3o europ\u00e9ia contra a Fran\u00e7a. Com      a capitula\u00e7\u00e3o de Paris, o imperador \u00e9 obrigado a abdicar. O Tratado de Fontainebleau,      de 1814, exila Napole\u00e3o na ilha de Elba, de onde foge no ano seguinte. <\/p>\n   \n<p>Desembarca na Fran\u00e7a com um Ex\u00e9rcito e reconquista o poder. Inicia ent\u00e3o      o Governo dos Cem Dias. A Europa coligada retoma sua luta contra o Ex\u00e9rcito      franc\u00eas. Napole\u00e3o entra na B\u00e9lgica em junho de 1815, mas \u00e9 derrotado pelos      ingleses na Batalha de Waterloo e abdica pela segunda vez, pondo fim ao Imp\u00e9rio      Napole\u00f4nico. Ap\u00f3s a derrota de Napole\u00e3o, o Congresso de Viena (1815) re\u00fane      as pot\u00eancias vitoriosas com o objetivo de reorganizar o mapa pol\u00edtico da Europa.      Sob a lideran\u00e7a de Inglaterra, \u00c1ustria, Pr\u00fassia e R\u00fassia s\u00e3o restauradas dinastias      e fronteiras alteradas pelas guerras napole\u00f4nicas. A Santa Alian\u00e7a, organiza\u00e7\u00e3o      pol\u00edtica internacional, \u00e9 criada para impedir novos movimentos revolucion\u00e1rios.<\/p>\n   \n<h4><strong>Imp\u00e9rio Napole\u00f4nico &#8211;<\/strong> <strong>1804 &#8211; 1814<\/strong><\/h4>\n   \n<p>Em 1799, Napole\u00e3o provocou um golpe de estado dando origem ao Consulado e      ocupando o lugar de destaque. Napole\u00e3o enverredou por uma pol\u00edtica de centraliza\u00e7\u00e3o      do poder e do progresso econ\u00f3mico. <\/p>\n   \n<p>Conseguindo suster os ataques exteriores contra a Fran\u00e7a, Napole\u00e3o acaba      por conseguir expandir o seu dom\u00ednio. <\/p>\n   \n<p>Depois de se tornar consul vital\u00edcio em 1802, Napole\u00e3o declara-se imperador      em 1804. <\/p>\n   \n<p>Napole\u00e3o e os seus ex\u00e9rcitos foram os respons\u00e1veis pela difus\u00e3o das ideias      liberais por toda a Europa, \u00e0 medida das suas conquistas. <\/p>\n   \n<p>Ap\u00f3s sucessivas vit\u00f3rias sobre a Inglaterra, A\u00fastria, R\u00fassia e Pr\u00fassia, Napole\u00e3o      convenceu-se que podia ser senhor da Europa. <\/p>\n   \n<p>Napole\u00e3o pensou asfixiar economicamente a Inglaterra com o Bloqueio Continental      em 1806, que impedia os pa\u00edses Europeus de fazerem transa\u00e7\u00f5es comerciais com      os Ingleses. Esta medida n\u00e3o teve muito efeito, porque alguns pa\u00edses, incluindo      Portugal, desobedeceram \u00e0s ordens de Napole\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Em 1812, Napole\u00e3o sofre uma grande derrota na R\u00fassia, devido ao rigor do      inverno. Esta derrota foi o in\u00edcio do decl\u00ednio do imperador. <\/p>\n   \n<p>Na sequ\u00eancia de novas derrotas (frente \u00e0 R\u00fassia, Inglaterra, A\u00fastria e Su\u00e9cia)      a Fran\u00e7a \u00e9 invadida em 1814 e Napole\u00e3o \u00e9 obrigado a render-se, e \u00e9 exilado.    <\/p>\n   \n<p>Mais tarde, o ex-imperador regressa ainda a Fran\u00e7a, mas \u00e9 derrotado na Batalha      de Waterloo em 1815. Napole\u00e3o \u00e9 desterrado ent\u00e3o para a ilha de Santa Helena,      acabando assim o seu sonho imperialista. <\/p>\n   \n<p>Fonte:  br.geocities.com<\/p>\n   \n<h6>Imp\u00e9rio Napole\u00f4nico<\/h6>\n    \n<p class=\"google\">  <\/p>\n     \n<h4><strong>Imp\u00e9rio Napole\u00f4nico &#8211; 1804 &#8211; 1814<\/strong><\/h4>\n   \n<p><strong>O 18 de Brum\u00e1rio <\/strong><\/p>\n   \n<p>A situa\u00e7\u00e3o na Fran\u00e7a era extremamente grave.<\/p>\n   \n<p>A Burguesia, em geral, apavorada com a instabilidade interna e as derrotas      sofridas para os pa\u00edses inimigos, esquecia seus ideais de liberdade, pregados      alguns anos antes, e pensava em um Governo forte, buscando no ex\u00e9rcito a for\u00e7a      capaz de reorganizar a na\u00e7\u00e3o, restaurando a lei e a ordem .<\/p>\n   \n<p>Todos sabiam que a \u00fanica pessoa que poderia exercer um Governo desse tipo      deveria ser um elemento de prest\u00edgio popular e ao mesmo tempo forte o suficiente      para manter com m\u00e3o de ferro a estabilidade exigida pela Burguesia .<\/p>\n   \n<p>A essa \u00e9poca, o elemento de maior lideran\u00e7a no ex\u00e9rcito era um jovem general,      Napole\u00e3o Bonaparte, celebrizado especialmente depois da vitoriosa campanha      da It\u00e1lia, em 1796.<\/p>\n   \n<p>No dia 10 de Novembro de 1799 ( 18 de Brum\u00e1rio, pelo calend\u00e1rio Revolucion\u00e1rio),      Napole\u00e3o retorna do Egito, com o apoio do Ex\u00e9rcito e da Alta Burguesia, dissolve      o Diret\u00f3rio e estabelece um novo governo, conhecido como O Consulado . O per\u00edodo      Revolucion\u00e1rio chegava ao fim e come\u00e7a um per\u00edodo de consolida\u00e7\u00e3o do Poder      da Burguesia .<\/p>\n   \n<h4>Desenvolvimento<\/h4>\n   \n<p>At\u00e9 1802 o novo governo franc\u00eas ( Consulado ) era comandado por 3 magistrados      com o t\u00edtulo de C\u00f4nsules, sendo Napole\u00e3o o primeiro e a quem caberiam as decis\u00f5es,      enquanto os outros dois teriam apenas o voto consultivo . De 1802 a 1804,      ampliando seu poder, Napole\u00e3o estabeleceu o Consulado Uno e em 1804 instituiu      o Imp\u00e9rio .<\/p>\n   \n<h4>CONSULADO ( 1802 &#8211; 1804 )<\/h4>\n   \n<p><strong>Pol\u00edtica Interna <\/strong><\/p>\n   \n<p>A administra\u00e7\u00e3o Napole\u00f4nica foi bastante centralizadora . O pa\u00eds foi divido      em departamentos cujos governantes eram nomeados e controlados diretamente      pela \u00e9gide de Paris. <\/p>\n   \n<p>No aspecto Pol\u00edtico tudo levava a crer que na verdade a Sociedade Francesa      estaria diante de uma Autocracia disfar\u00e7ada <\/p>\n   \n<p>Como estadista, Napole\u00e3o firmou uma lei ratificando a distribui\u00e7\u00e3o de terras      realizada durante a reforma agr\u00e1ria do per\u00edodo do Terror, ganhando com isso      o apoio de 3 milh\u00f5es de pequenos propriet\u00e1rios que temiam ter de devolver      suas terras aos antigos propriet\u00e1rios .<\/p>\n   \n<p>O governo deu grande impulso aos neg\u00f3cios e \u00e0 ind\u00fastria ao criar o Banco      da Fran\u00e7a e a Sociedade de Desenvolvimento da Ind\u00fastria Nacional .<\/p>\n   \n<p><strong>O Sistema Tribut\u00e1rio franc\u00eas foi reformado, com a cria\u00e7\u00e3o de uma      nova moeda:<\/strong> o franco, e o aumento na arrecada\u00e7\u00e3o de impostos deu      ocupa\u00e7\u00e3o a milhares de desempregados atrav\u00e9s de um programa de constru\u00e7\u00e3o      de obras p\u00fablicas, como alargamento de portos, constru\u00e7\u00f5es de edif\u00edcios p\u00fablicos,      estradas, canais, pontes , drenagem de p\u00e2ntanos, etc.<\/p>\n   \n<p>A Educa\u00e7\u00e3o recebeu uma aten\u00e7\u00e3o especial de Napole\u00e3o com o fortalecimento      do Ensino P\u00fablico, a instala\u00e7\u00e3o de escolas p\u00fablicas em cada aldeia ou cidade      francesa e a cria\u00e7\u00e3o de Liceus ( centros de prepara\u00e7\u00e3o para professores )      .<\/p>\n   \n<p>As mudan\u00e7as beneficiaram principalmente a Burguesia, cujo poder consolidou-se      com as Leis do C\u00f3digo Civil ( ou Napole\u00f4nico ), elaborado entre 1804 e 1810      por um corpo de juristas nomeados pelo governo . O C\u00f3digo procurava conciliar      a legisla\u00e7\u00e3o com os princ\u00edpios da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa de liberdade, propriedade      e igualdade perante a lei, ou seja, manteve o fim dos privil\u00e9gios desfrutados      pela Nobreza no Antigo Regime, mas favoreceu os privil\u00e9gios conquistados pela      Burguesia .<\/p>\n   \n<p>Este C\u00f3digo inspirou outros c\u00f3digos civis em diversas na\u00e7\u00f5es, tanto na Europa      como na Am\u00e9rica .<\/p>\n   \n<p>O governo Napole\u00f4nico foi fortemente autorit\u00e1rio, ainda que conta-se com      amplas camadas da popula\u00e7\u00e3o .<\/p>\n   \n<p>Um dos primeiros atos de Napole\u00e3o foi restaurar a uni\u00e3o Igreja &#8211; Estado,      que havia existido antes da Revolu\u00e7\u00e3o, visto que a religi\u00e3o poderia ser usada      como instrumento de dom\u00ednio pol\u00edtico e social . Em 1801 o papa Pio VII e Napole\u00e3o      assinaram a Concordata, estabelecendo que o governo franc\u00eas nomearia os bispos      e pagaria sal\u00e1rios ao Clero .<\/p>\n   \n<p>Napole\u00e3o organizou uma pol\u00edcia secreta que sob o comando de Fouch\u00e9 prendeu      arbitrariamente, torturou e assassinou opositores do regime, sendo que a imprensa      viveu um de seus piores dias .<\/p>\n   \n<p><strong>Pol\u00edtica Externa <\/strong><\/p>\n   \n<p>No plano externo, Napole\u00e3o derrotou os ex\u00e9rcitos Austr\u00edacos na Batalha de      Marengo (1800) . Pouco tempo depois, a R\u00fassia estabeleceu a paz com os franceses      e a coliga\u00e7\u00e3o contra a Fran\u00e7a acabou por se desfazer . Sentindo-se isolada,      a Inglaterra viu-se obrigada a assinar com a Fran\u00e7a a Paz de Amiens (1802),      pela qual renunciava \u00e1s suas conquistas coloniais, executando-se Ceil\u00e3o e      Trinidad .<\/p>\n   \n<p><strong>Ao fim da Guerra <\/strong><\/p>\n   \n<p>A Su\u00ed\u00e7a e Holanda foram submetidas pela Fran\u00e7a. <\/p>\n   \n<p>Os franceses anexaram o Piomeonte, Parma e a ilha de Elba. <\/p>\n   \n<p>A Espanha de Carlos IV de Bourbon aliou-se aos franceses contra os ingleses.    <\/p>\n   \n<p>Em 1803 Napole\u00e3o planejava reconstruir seu Imp\u00e9rio Colonial e adotava medidas      de prote\u00e7\u00e3o alfandeg\u00e1ria que prejudicavam a liberdade Colonial Inglesa .<\/p>\n   \n<p>Esta unindo-se \u00e0 R\u00fassia, \u00e0 \u00c1ustria e a Su\u00e9cia formando a 3a Coliga\u00e7\u00e3o a Fran\u00e7a      e a sua aliada Espanha .<\/p>\n   \n<p>Fortalecido pelo \u00eaxito de sua pol\u00edtica interna e externa, Napole\u00e3o iria proclamar-se      Imperador dos Franceses .<\/p>\n   \n<h4><strong>IMP\u00c9RIO ( 1804 &#8211; 1814 ) <\/strong><\/h4>\n   \n<p>Em 1804 Bonaparte fez-se coroar Imperador dos Franceses com o t\u00edtulo de Napole\u00e3o      I . O papa presidiu a cerim\u00f4nia de coroa\u00e7\u00e3o, mas para deixar claro que o Estado      n\u00e3o se submetia \u00e0 Igreja, Napole\u00e3o colocou a coroa em sua pr\u00f3pria cabe\u00e7a .<\/p>\n   \n<p>Com a cria\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio, Bonaparte centralizou todos os poderes do Estado      . Com isso pode agradar seus familiares e agregados com t\u00edtulos, honrarias      e altos cargos .<\/p>\n   \n<p>Napole\u00e3o I empregou todas as suas for\u00e7as no sentido de liquidar o poderio      ingl\u00eas e estabelecer um Imp\u00e9rio Universal.<\/p>\n   \n<p><strong>Na verdade, estes objetivos significavam:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>De um lado a luta de uma na\u00e7\u00e3o Capitalista Burguesa ( a Fran\u00e7a ) contra        uma Europa Continental Absolutista e Aristocr\u00e1tica .<br \/>\n       De outro, a luta entre duas na\u00e7\u00f5es burguesas ( Fran\u00e7a e Inglaterra ) pela        hegemonia pol\u00edtico &#8211; econ\u00f4mica pela supremacia colonial . <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>A 3s Coliga\u00e7\u00e3o (\u00c1ustria, R\u00fassia, Inglaterra, Su\u00e9cia) atacou a Fran\u00e7a e sua      aliada Espanha . Os ingleses venceram a marinha franco &#8211; espanhola na batalha      de Trafalgar ( 1805) , acabando com as esperan\u00e7as napole\u00f4nicas de invadir      as ilhas brit\u00e2nicas . Em terra os franceses foram superiores derrotando os      austr\u00edacos nas Batalhas de Ulm e os autro &#8211; russos em Austerlitz .<\/p>\n   \n<p>Essas vit\u00f3rias provocaram o fim da terceira coliga\u00e7\u00e3o e a ru\u00edna da \u00c1ustria,      que cedeu \u00e0 Fran\u00e7a a Ven\u00e9cia, a \u00cdstria e a Dalm\u00e1cia .<\/p>\n   \n<p>Em 1806 Bonaparte recebeu o apoio de dezesseis pr\u00edncipes alem\u00e3es, criando      assim a Confedera\u00e7\u00e3o do Reno, que liq\u00fcidou o Sacro Imp\u00e9rio Romano &#8211; Germ\u00e2nico      .<\/p>\n   \n<p>Na It\u00e1lia criou dois reinos, o da It\u00e1lia e o de Nap\u00f3les .<\/p>\n   \n<p>Em 1806, Inglaterra, Pr\u00fassia, R\u00fassia e Su\u00e9cia formaram a 4a Coliga\u00e7\u00e3o Anti      &#8211; Francesa . A Pr\u00fassia foi derrotada na Batlha de Iena (1806) e Berlim foi      ocupada . Pela Paz de Tilsit a Pr\u00fassia foi desmembrada .<\/p>\n   \n<p><strong>Em 1807 os Russos foram derrotados, sendo estabelecida uma alian\u00e7a      Franco &#8211; Russo em preju\u00edzo da Pr\u00fassia e da Inglaterra:<\/strong><\/p>\n   \n<p>O leste europeu ficou sob o dom\u00ednio russo e o oeste sob o controle franc\u00eas      ; <\/p>\n   \n<p>Foram criados o Reino da Westf\u00e1lia, cedido para Jer\u00f4nimo (irm\u00e3o de Bonaparte),      e o Gr\u00e3o &#8211; Ducado de Vars\u00f3via ( antiga Pol\u00f4nia ) , que ficou sob o comando      do rei da Sax\u00f4nia . <\/p>\n   \n<p>A R\u00fassia uniu-se ao Bloqueio Continental decretado por Napole\u00e3o em 1806 contra      a Inglaterra <\/p>\n   \n<p><strong>O Bloqueio Continental <\/strong><\/p>\n   \n<p>O ponto fraco do imperialismo franc\u00eas &#8211; a marinha &#8211; tornou-se evidente ap\u00f3s      a derrota naval para a Inglaterra em Trafalgar . Napole\u00e3o, pretendendo enfraquecer      economicamente os ingleses, decretou em 1806 o Bloqueio Continental .<\/p>\n   \n<p>Com essa medida era proibido que qualquer pa\u00eds comercializa-se com os ingleses.      Isto s\u00f3 foi poss\u00edvel porque Napole\u00e3o dominava grande parte do leste europeu,      al\u00e9m de contar com o apoio russo .<\/p>\n   \n<p><strong>A Inglaterra respondeu proclamando o bloqueio mar\u00edtimo da Europa:      <\/strong>os contatos com o mundo colonial cessaram. <\/p>\n   \n<p><strong>A Inglaterra tomou as seguintes medidas: <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Procurou novos mercados nas col\u00f4nias <br \/>\n       Intensificou o contrabando com as Col\u00f4nias Ib\u00e9ricas na Am\u00e9rica do Sul, visando        compensar a perda dos mercados europeus <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Somente Portugal e o Papado constitu\u00eda uma brecha na Bloqueio Continental      . Depois de muita indefini\u00e7\u00e3o, Portugal n\u00e3o aderiu ao Bloqueio provocando      sua invas\u00e3o (1807) pelas tropas do general franc\u00eas Junot . A invas\u00e3o de Portugal      obrigou D. Jo\u00e3o VI a fugir para o Brasil com o apoio ingl\u00eas .<\/p>\n   \n<p>Em 1808, tropas francesas tomaram Roma e prenderam o Papa .<\/p>\n   \n<p>Depois que perdeu sua frota em Trafalgar, o povo espanhol gerou um movimento      Anti &#8211; Franc\u00eas . Com pretexto de enviar refor\u00e7os para Portugal, Napole\u00e3o invadiu      a Espanha, derrubou a dinastia dos Bourbon e colocou seu irm\u00e3o Jos\u00e9 Bonaparte,      rei da Sic\u00edlia, no poder. Na Espanha formou-se guerrilhas, que com apoio ingl\u00eas,      combatia os invasores franceses. Na Am\u00e9rica Espanhola incentiva-se os movimentos      de Independ\u00eancia .<\/p>\n   \n<p>Uma 5a coliga\u00e7\u00e3o estava sendo formada entre A\u00fastria e Inglaterra obrigou      Napole\u00e3o a deixar a Espanha . Bonaparte derrotou os austr\u00edacos na Batalha      de Wagram (1809) e implantou neste territ\u00f3rio rec\u00e9m conquistado medidas contra      o Absolutismo . Neste mesmo ano, Bonaparte \u00e9 excomungado pelo Papa Pio VII.<\/p>\n   \n<p><strong>Mas o imenso imp\u00e9rio conquistado por Napole\u00e3o tinha dois pontos fr\u00e1geis:<\/strong>      A Espanha e a R\u00fassia .<\/p>\n   \n<p>A Fran\u00e7a que tinha prosperado com o bloqueio continental, em 1810, come\u00e7a      a entrar em crise . A maioria dos pa\u00edses aliados aos franceses tinha sua economia      de base agr\u00e1ria e a ind\u00fastria francesa n\u00e3o conseguia atender esses mercados      .<\/p>\n   \n<p>Como \u00e9 o caso da R\u00fassia, que com uma economia em crise, necessitava trocar      seu excesso de cereais com os produtos manufaturados ingleses, quebrando assim      a alian\u00e7a com a Fran\u00e7a e abrindo seus portos a Inglaterra . Em represaria      Napole\u00e3o durante 1 ano reuniu um Ex\u00e9rcito com mais de 600 mil homens de v\u00e1rias      nacionalidades e invadiu a R\u00fassia em 1812, iniciando a sua mais tr\u00e1gica campanha      . Vencidos os russos abandonaram a capital Moscou depois de destruir os campos      cultivados e de incendiar a cidade . Sem abrigo ou provis\u00f5es o ex\u00e9rcito franc\u00eas,      enfrentando o rigoroso inverno, \u00e9 obrigado a deixar a R\u00fassia sobre o intenso      fogo do ex\u00e9rcito russo, perdendo cerca de 95% de seu ex\u00e9rcito .<\/p>\n   \n<p>Aproveitando-se da fraqueza de Napole\u00e3o, \u00c1ustria, Pr\u00fassia, R\u00fassia, Inglaterra,      Su\u00e9cia formam a 6a Coliga\u00e7\u00e3o e declaram guerra a Fran\u00e7a . Napole\u00e3o derrotou      os ex\u00e9rcitos da R\u00fassia e da Pr\u00fassia, enquanto os ex\u00e9rcitos franceses estavam      sendo derrotados na pen\u00ednsula Ib\u00e9rica por for\u00e7as espanholas e inglesas .<\/p>\n   \n<p>Ap\u00f3s a Batalha de Leipzig, a Batalha das Na\u00e7\u00f5es, em 1813, os ex\u00e9rcitos de      Napole\u00e3o abandonaram os principados alem\u00e3es . A rebeli\u00e3o contra o imp\u00e9rio      se estendeu \u00e0 It\u00e1lia, B\u00e9lgica e Holanda .<\/p>\n   \n<p>Em 1814, um grande ex\u00e9rcito da Sexta coliga\u00e7\u00e3o invade a Fran\u00e7a e tomam Paris      . Napole\u00e3o abdica em favor de seu filho Napole\u00e3o II, por\u00e9m os aliados n\u00e3o      aceitam . Napole\u00e3o \u00e9 exilado para a Ilha de Elba ( pr\u00f3xima de C\u00f3rsega ) com      800 homens . A monarquia \u00e9 restaurada com Lu\u00eds XVIII, irm\u00e3o de Lu\u00eds XVI, que      tinha sido guilhotinada durante a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa .<\/p>\n   \n<h4>O Governo dos Cem Dias <\/h4>\n   \n<p>Tendo em vista os rumos tomados pelo Congresso de Viena (1814), Napole\u00e3o      em 1815 abandona seu ex\u00edlio na Ilha de Elba voltando para Paris . O rei enviou      uma guarni\u00e7\u00e3o de soldados para prend\u00ea-lo, mas estes aderiram a Napole\u00e3o .<\/p>\n   \n<p>Lu\u00eds XVIII fugiu para a B\u00e9lgica . O governo de Napole\u00e3o durou apenas 100      dias .<\/p>\n   \n<p>Contra Napole\u00e3o foi formada a 7a Coliga\u00e7\u00e3o ( Inglaterra, \u00c1ustria, Pr\u00fassia      e R\u00fassia) . Napole\u00e3o foi derrotado definitivamente na Batalha de Waterloo      (1815) . Preso, Napole\u00e3o foi mantido prisioneiro na Ilha de Santa Helena,      no Atl\u00e2ntico Sul, onde morreu em 1821 . Lu\u00eds XVIII novamente assumiu o trono      .<\/p>\n   \n<p>Resumo dos Principais feitos Napole\u00f4nicos<\/p>\n   \n<h4>Consulado (1799-1804) <\/h4>\n   \n<blockquote>      \n<p>Reequilibro das finan\u00e7as atrav\u00e9s do Banco Franc\u00eas <br \/>\n       Cria\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo Napole\u00f4nico ( aspira\u00e7\u00e3o da classe burguesa ) <br \/>\n       Assinatura da uma concordata com a Igreja <br \/>\n       Seguidas vit\u00f3rias contra as coliga\u00e7\u00f5es Anti &#8211; Francesas <br \/>\n       Enorme popularidade de Napole\u00e3o, que em 1804, atrav\u00e9s de um plebiscito se        faz coroar Imperador dos Franceses <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>Imp\u00e9rio (1804 -1814\/15) <\/h4>\n   \n<blockquote>      \n<p>Vit\u00f3rias Francesas <br \/>\n       Forma\u00e7\u00e3o de um Enorme Imp\u00e9rio <br \/>\n       Organiza\u00e7\u00e3o do Bloqueio Continental (1806), com objetivo de arruinar economicamente        a Inglaterra e favorecer as manufaturas Francesas <br \/>\n       Expans\u00e3o das id\u00e9ias revolucion\u00e1rias nos Pa\u00edses Absolutistas <br \/>\n       Invas\u00e3o da R\u00fassia (1812) marca o in\u00edcio da derrota Napole\u00f4nica <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>Outubro de 1813 <\/h4>\n   \n<blockquote>      \n<p>Derrota Napole\u00f4nica na Batalha de Leipzig ( &#8220;Batalha da Na\u00e7\u00f5es&#8221;        ) <br \/>\n       Invas\u00e3o da Fran\u00e7a e abdica\u00e7\u00e3o de Napole\u00e3o Bonaparte em Fontainebleu ( 20        de abril de 1814 ), que \u00e9 exilado para a ilha de Elba <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>Junho de 1815 <\/h4>\n   \n<blockquote>      \n<p>Napole\u00e3o volta e assume o governo &#8220;Dos 100 Dias&#8221;, por\u00e9m \u00e9 derrotado        definitivamente na Batalha de Waterloo e mandado para a Pris\u00e3o em Santa        Helena . <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>Congresso de Viena<\/h4>\n   \n<blockquote>      \n<p>Em Novembro de 1814, os pa\u00edses da 6a Coliga\u00e7\u00e3o reuniram-se no Congresso        de Viena para redesenhar o mapa da Europa P\u00f3s &#8211; Napole\u00f4nica.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Dois princ\u00edpios b\u00e1sicos orientaram as resolu\u00e7\u00f5es do Congresso :<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>A restaura\u00e7\u00e3o das dinastias destitu\u00eddas pela Revolu\u00e7\u00e3o e consideradas &#8220;leg\u00edtimas&#8221;        ;<br \/>\n       A restaura\u00e7\u00e3o do equ\u00edlibrio entre as grandes pot\u00eancias, evitando a hegemonia        de qualquer uma delas ; <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>A divis\u00e3o territorial n\u00e3o satisfez a nenhuma das pot\u00eancias participantes,      por\u00e9m foi restabelecido o equil\u00edbrio entre essas . <\/p>\n   \n<p><strong>Veja-os:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>O Tratado de Paris obrigou a Fran\u00e7a a pagar 700 milh\u00f5es de indeniza\u00e7\u00f5es        as na\u00e7\u00f5es anteriormente por ela ocupadas . Seu territ\u00f3rio passou a ser controlado        por ex\u00e9rcitos aliados e sua marinha de guerra foi desativada . Suas fronteiras        permaneceram as mesmas de 1789 . Lu\u00eds XVIII, irm\u00e3o de Lu\u00eds XVI foi reconhecido        como novo Rei <br \/>\n       A R\u00fassia anexou parte da Pol\u00f4nia, Finl\u00e2ndia e a Bessar\u00e1bia <br \/>\n       A \u00c1ustria anexou a regi\u00e3o dos B\u00e1lc\u00e3s <br \/>\n       A Inglaterra ficou com a estrat\u00e9gica Ilha de Malta, o Ceil\u00e3o e a Col\u00f4nia        do Cabo, o que lhe garantiu o controle das rotas mar\u00edtimas <br \/>\n       A Turquia manteve o controle dos povos crist\u00e3os do Sudeste da Europa <br \/>\n       A Su\u00e9cia e a Noruega uniram-se <br \/>\n       A Pr\u00fassia ficou com parte da Sax\u00f4nia, da Westf\u00e1lia, da Pol\u00f4nia e com as        prov\u00edncias do Reno <br \/>\n       A B\u00e9lgica, industrializada, foi obrigada a unir-se com \u00e0 Holanda formando        o Reino dos Pa\u00edses Ba\u00edxos <br \/>\n       Os Principados Alem\u00e3es formaram a Confedera\u00e7\u00e3o Alem\u00e3o com 38 Estados , A        Pr\u00fassia e a \u00c1ustria participavam dessa Confedera\u00e7\u00e3o <br \/>\n       A Espanha e Portugal n\u00e3o foram recompensados com ganhos territoriais, mas        tiveram restauradas as suas antigas dinastias . O Brasil foi elevado a Reino        Unido a Portugal e Algarves . <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>Santa Alian\u00e7a<\/h4>\n   \n<p>Para garantir, em termos pr\u00e1ticos, a aplica\u00e7\u00e3o das medidas conservadoras      do Congresso de Viena, o Czar da R\u00fassia prop\u00f4s a cria\u00e7\u00e3o da Santa Alian\u00e7a      . Esta servia de ajuda m\u00fatua das monarquias europ\u00e9ias em nome &#8220;da religi\u00e3o,      da paz e da justi\u00e7a&#8221; . Seu objetivo era estabelecer o direito de interven\u00e7\u00e3o      em qualquer regi\u00e3o europ\u00e9ia em que se inicia-se um movimento liberal ou uma      revolu\u00e7\u00e3o burguesa . Por\u00e9m ap\u00f3s a independ\u00eancia das Col\u00f4nias Latino &#8211; Americanas,      a Santa Alian\u00e7a se enfraquece e a Inglaterra por motivos econ\u00f4micos se retira      da Santa Alian\u00e7a .<\/p>\n   \n<h4>Conclus\u00e3o<\/h4>\n   \n<p>A situa\u00e7\u00e3o da Fran\u00e7a na \u00e9poca do Diret\u00f3rio era extremamente grave . A Burguesia      estava encurralada entre os Jacobinos e os Monarquistas internamente e pelos      pa\u00edses absolutistas externamente . Napole\u00e3o foi a melhor escolha, pois al\u00e9m      de defender os ideais burgueses, era um elemento aclamado pelo Povo . A burguesia      ent\u00e3o poderia de um lado acalmar o Povo e de outro defender seus ideais .      Napole\u00e3o significou a \u00faltima etapa da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, a consolida\u00e7\u00e3o do      Poder Burgu\u00eas . O Imp\u00e9rio Napole\u00f4nico somente se sustentou por causa da Burguesia      Industrial e Comercial que lucrava venda de seus produtos para os outros pa\u00edses      agr\u00e1rios submetidos por Napole\u00e3o . <\/p>\n   \n<p>A decreta\u00e7\u00e3o do Bloqueio Continental acabou por prejudicar mais os pa\u00edses      da Europa Continental do que a Inglaterra . A Inglaterra para resolver o problema      comercializou com as col\u00f4nias, por\u00e9m os pa\u00edses da Europa Continental acabaram      entrando em crise, como \u00e9 o caso da pr\u00f3pria Fran\u00e7a . As guerras eram muito      caras, ent\u00e3o a partir do momento em que a Burguesia para de apoiar Napole\u00e3o,      o Imp\u00e9rio entra em crise . Para os outros pa\u00edses, Napole\u00e3o era a imagem viva      da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa sendo suas id\u00e9ias aproveitadas por grupos liberais desses      pa\u00edses, por\u00e9m internamente notava-se a imposi\u00e7\u00e3o geral da na\u00e7\u00e3o . <\/p>\n   \n<p>Os Estados Absolutistas temerosos em perderem seus direitos feudais e as      id\u00e9ias burguesas espalharem em seu territ\u00f3rio combateram incansavelmente Napole\u00e3o      ate conseguir derruba-lo, por\u00e9m a exce\u00e7\u00e3o da Inglaterra que n\u00e3o queria ter      que competir com outra na\u00e7\u00e3o burguesa que poderia diminuir o seu dom\u00ednio .      A cada pa\u00eds conquistado por Napole\u00e3o, tinha seus ideais feudais abolidos e      em seu lugar colocados ideais burgueses, sendo aclamados pelo burguesia local      . Com a queda de Napole\u00e3o, mostrou-se que a Europa n\u00e3o mais continuaria absolutista      e novas revolu\u00e7\u00f5es liberais iriam surgir, por isso foi criada a Santa Alian\u00e7a      que tentava impor, geralmente a for\u00e7a, o absolutismo aos pa\u00edses &#8220;renegados&#8221;.<\/p>\n   \n<p>N\u00e3o podemos afirmar, por\u00e9m se Napole\u00e3o n\u00e3o tivesse ascendido ao trono ser\u00e1      que hoje seriamos na\u00e7\u00f5es burguesas com ideais Capitalistas?<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.escolavesper.com.br<\/p>\n   \n<h6>Imp\u00e9rio Napole\u00f4nico<\/h6>\n   \n<h4>Hist\u00f3ria<\/h4>\n   \n<p><strong>Qual a medida tomada por Napole\u00e3o para combater o desemprego durante      a revolu\u00e7\u00e3o francesa? <\/strong><\/p>\n   \n<p>Capitalismo burgu\u00eas contra o absolutismo aristocr\u00e1tico\/luta contra a Inglaterra      pela hegemonia pol\u00edtica e econ\u00f4mica mundial e pelo dom\u00ednio colonial.<\/p>\n   \n<p><strong>Contexto:<\/strong> <\/p>\n   \n<p><strong>Diret\u00f3rio (fase final da Revolu\u00e7\u00e3o) \u0096<\/strong> infla\u00e7\u00e3o, especula\u00e7\u00e3o      financeira, corrup\u00e7\u00e3o administrativa. Press\u00e3o externa provinda da \u00c1ustria,      R\u00fassia, Inglaterra. Alto custo de vida e guerras constantes inquietavam a      popula\u00e7\u00e3o. Burguesia via a situa\u00e7\u00e3o como risco para sua posi\u00e7\u00e3o conquistada      durante a Revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Ascens\u00e3o de Napole\u00e3o \u00e9 promovida pela burguesia que buscava um l\u00edder que      demonstrasse for\u00e7a a fim de garantir sua consolida\u00e7\u00e3o como classe social dominante,      atrav\u00e9s da estabiliza\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f4mica.<\/p>\n   \n<p>Militar de carreira, bem sucedido, Napole\u00e3o reorganizou o ex\u00e9rcito franc\u00eas      e conquistou v\u00e1rias vit\u00f3rias para a Fran\u00e7a sob o comando do Diret\u00f3rio.<\/p>\n   \n<p>Grande rival da Fran\u00e7a, a Inglaterra, ap\u00f3s destruir a frota naval francesa      no Mediterr\u00e2neo, formou uma alian\u00e7a contra a Fran\u00e7a, colocando o pa\u00eds numa      situa\u00e7\u00e3o ca\u00f3tica.<\/p>\n   \n<p>Banqueiros financiaram a reorganiza\u00e7\u00e3o das tropas de Napole\u00e3o \u0096 1799      ocorre o golpe de 18 Brum\u00e1rio, sendo deposto o Diret\u00f3rio e implantado o Consulado      (Ditadura Militar).<\/p>\n   \n<p><strong>Pol\u00edtica Interna \u0096<\/strong> censura \u00e0 imprensa, refor\u00e7o do aparato      policial, centraliza\u00e7\u00e3o da coleta de impostos, funda\u00e7\u00e3o do Banco da Fran\u00e7a      (1800), controle da infla\u00e7\u00e3o a partir da redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es.<\/p>\n   \n<p>Cria\u00e7\u00e3o da sociedade de fomento \u00e0 ind\u00fastria, abertura de canais, reformas      urban\u00edsticas, reconstru\u00e7\u00e3o de portos, drenagem de p\u00e2ntanos e planos de irriga\u00e7\u00e3o      para fomentar a agricultura. Implanta\u00e7\u00e3o de escolas prim\u00e1rias, secund\u00e1rias      e superiores, sob o controle do estado, cria\u00e7\u00e3o da escola normal de Paris      (1802). Concordata de 1801 (nomea\u00e7\u00e3o de bispos pelo Consulado e liberdade      de culto).<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>1800 \u0096 <\/strong>ap\u00f3s derrotar a \u00c1ustria, em 1802, a Fran\u00e7a        e Inglaterra assinam a paz de Amiens.<strong><br \/>\n       1804 \u0096 <\/strong>ap\u00f3s plebiscito, Napole\u00e3o \u00e9 coroado imperador. Promulga\u00e7\u00e3o        do C\u00f3digo Civil (liberdade individual, igualdade jur\u00eddica, respeito \u00e0 propriedade        privada, proibi\u00e7\u00e3o de sindicatos oper\u00e1rios, puni\u00e7\u00f5es severas para grevistas.<strong><br \/>\n       1805-1808 &#8211;<\/strong> Expans\u00e3o territorial francesa.<strong><br \/>\n       1806 \u0096<\/strong> Bloqueio Continental. Conquista da Espanha. Apesar        do sucesso inicial do Bloqueio, o mesmo perdeu for\u00e7a devido aos preju\u00edzos        causados pelos aliados da Fran\u00e7a (produ\u00e7\u00e3o francesa n\u00e3o supria a demanda        europ\u00e9ia, contrabando ingl\u00eas e desenvolvimento industrial de outros pa\u00edses        da Europa) e \u00e0 pr\u00f3pria burguesia francesa (altos impostos), geram oposi\u00e7\u00e3o        ao regime.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Guerras constantes desgastaram a Fran\u00e7a, paralisa\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio,      movimentos de resist\u00eancia (nacionalismo).<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>1808 \u0096<\/strong> Independ\u00eancia da Espanha. Invas\u00e3o de Portugal.         1809 \u0096 Rompimento da alian\u00e7a com a R\u00fassia.<strong><br \/>\n       1812 \u0096<\/strong> Invas\u00e3o frustrada da R\u00fassia (mais de 470 mil franceses        mortos).  1813 \u0096 derrota para a sexta coliga\u00e7\u00e3o contra a Fran\u00e7a.<strong><br \/>\n       1815 \u0096 <\/strong>Paris \u00e9 invadida e Napole\u00e3o abdica em 6 de abril, sendo        exilado na ilha de Elba. Lu\u00eds XVIII ascende ao trono franc\u00eas, sendo restaurada        a monarquia. Durante o Congresso de Viena, nobreza francesa exilada exige        a restitui\u00e7\u00e3o de suas propriedades e privil\u00e9gios na Fran\u00e7a.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Arbitrariedades de Lu\u00eds XVIII ocasionaram o apoio dos franceses para o retorno      de Napole\u00e3o em mar\u00e7o de 1815, que reassume o poder, permanecendo 100 dias      no controle do pa\u00eds. Em junho, ap\u00f3s a derrota de Waterloo, Napole\u00e3o \u00e9 definitivamente      exilado na ilha de Santa Helena, onde falece em 1821.<\/p>\n   \n<p>Diante da crise econ\u00f4mica e dos primeiros fracassos militares de Napole\u00e3o,      a burguesia n\u00e3o hesitou em deixar de apoi\u00e1-lo, permitindo ap\u00f3s a invas\u00e3o de      Paris, que a monarquia fosse restaurada. Imp\u00f4s-se ao novo rei uma constitui\u00e7\u00e3o.      A burguesia assumiu o controle do legislativo (C\u00e2mara dos Pares, heredit\u00e1ria;      C\u00e2mara dos Deputados, eleita por voto censit\u00e1rio), eliminando o povo da participa\u00e7\u00e3o      pol\u00edtica.<\/p>\n   \n<h4>O catecismo imperial<\/h4>\n   \n<p><strong>Quais s\u00e3o os deveres dos crist\u00e3os em rela\u00e7\u00e3o aos pr\u00edncipes que os      governam, e quais s\u00e3o, em particular, nossos deveres para com Napole\u00e3o, nosso      Imperador?<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os crist\u00e3os devem aos pr\u00edncipes que os governam, e n\u00f3s devemos em particular      a Napole\u00e3o I, nosso Imperador, amor, respeito, obedi\u00eancia, fidelidade, servi\u00e7o      militar e os tributos necess\u00e1rios para a conserva\u00e7\u00e3o e a defesa do Imp\u00e9rio      e seu trono; n\u00f3s lhe devemos ainda preces fervorosas por sua sa\u00fade e para      a prosperidade espiritual e temporal do Estado.<\/p>\n   \n<p><strong>Por que somos obrigados a obedecer a todos esses deveres para com      nosso Imperador?<\/strong><\/p>\n   \n<p>\u00c9 porque Deus, que criou os imp\u00e9rios e os distribuiu segundo sua vontade,      cumulando nosso Imperador de qualidades, seja na paz, seja na guerra, fez      dele nosso soberano e o tornou ministro (representante) de seu poder e de      sua presen\u00e7a na Terra. Honrar e servir nosso Imperador \u00e9, pois, honrar e servir      a Deus. Catecismo imperial de 1806.<\/p>\n   \n<h4>Retirada da R\u00fassia<\/h4>\n   \n<p>Foi dram\u00e1tica a travessia do rio Berezina pelas tropas francesas em sua retirada      da R\u00fassia (28 de novembro de 1812). Os soldados constru\u00edram pontes flutuantes      em 24 horas, com \u00e1gua gelada at\u00e9 os ombros \u0096 o que custou a vida da maioria      dos 400 construtores. Carro\u00e7as carregadas de mantimentos, muni\u00e7\u00e3o e objetos      pessoais foram abandonadas. Os cavalos j\u00e1 tinham sido sacrificados para alimentar      as tropas.<\/p>\n   \n<p>Cerca de 40.000 soldados conseguiram atravessar, enquanto que 25.000 morreram      sob pesado bombardeio russo.<\/p>\n   \n<p><strong>Manchetes do jornal franc\u00eas Le Moniteur Universel no epis\u00f3dio da      fuga de Napole\u00e3o da ilha de Elba:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>O antrop\u00f3fago saiu de seu esconderijo.<br \/>\n       O monstro dormiu em Grenoble.<br \/>\n       O tirano atravessou Lyon.<br \/>\n       O usurpador est\u00e1 a 60 l\u00e9guas da capital.<br \/>\n       Bonaparte avan\u00e7a a passos colossais, mas jamais entrar\u00e1 em Paris.<br \/>\n       Napole\u00e3o chegar\u00e1 amanh\u00e3 ao p\u00e9 de nossas muralhas.<br \/>\n       O rei e os pr\u00edncipes partiram \u00e0 noite. Sua Majestade, o Imperador, chegou        \u00e0 tarde em Fontainebleau.<br \/>\n       Sua Majestade imperial entrou ontem no Pal\u00e1cio das Tulherias, em meio aos        seus fi\u00e9is s\u00faditos.<br \/>\n       Viva o Imperador! Viva a Fran\u00e7a!<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>As leis segundo Napole\u00e3o<\/h4>\n   \n<p>As boas leis civis s\u00e3o o maior bem que os homens podem dar e receber; elas      s\u00e3o a garantia de toda a paz p\u00fablica e particular.<\/p>\n   \n<p>Elas moderam a autoridade e contribuem para que haja respeito, como se fossem      a pr\u00f3pria justi\u00e7a.<\/p>\n   \n<p><strong>Nosso objetivo foi unir os costumes e as leis e propagar o esp\u00edrito      familiar. As virtudes privadas podem sozinhas garantir as virtudes p\u00fablicas:<\/strong>      \u00e9 pela pequena p\u00e1tria, que \u00e9 a fam\u00edlia, que se une \u00e0 grande; s\u00e3o os bons pais,      os bons maridos, os bons filhos que fazem os bons cidad\u00e3os. Discurso preliminar      do Projeto do C\u00f3digo Civil, 1801.<\/p>\n   \n<p><strong>Napole\u00e3o segundo um soldado:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Nossas marchas eram for\u00e7adas e cansativas, mas o imperador partilhava de        nossa fadiga, dia e noite a cavalo, repleto de lama como n\u00f3s e nos conduzindo        como uma luz para todo o lugar onde ele achava ser necess\u00e1ria sua presen\u00e7a        estimuladora.<br \/>\n       O imperador discursava \u00e0 maneira dos imperadores romanos, falava da situa\u00e7\u00e3o        do inimigo, do projeto de uma grande batalha e da confian\u00e7a que depositava        em n\u00f3s.<br \/>\n       Apesar da chuva, da neve, do frio cortante, a maioria dos soldados de p\u00e9s        descal\u00e7os punha-se diariamente em marcha. Nada os impedia aos gritos de        \u0093viva o imperador!\u0094 Apesar de nossa mis\u00e9ria, a presen\u00e7a de nosso        imperador e o nosso sucesso nos fazia suportar tudo. Di\u00e1rio do Capit\u00e3o Fran\u00e7ois.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Napole\u00e3o segundo um opositor:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Voc\u00ea n\u00e3o devorar\u00e1 mais nossas crian\u00e7as:<\/strong> n\u00f3s n\u00e3o queremos        mais seu alistamento militar, sua mil\u00edcia, sua censura, seus fuzilamentos        noturnos, sua tirania. E n\u00e3o apenas n\u00f3s, mas a esp\u00e9cie humana que o acusa.        Ela nos pede vingan\u00e7a em nome da religi\u00e3o, da moral e da liberdade. Onde        voc\u00ea n\u00e3o levou a desola\u00e7\u00e3o? Em que canto do mundo uma fam\u00edlia escapou de        suas devasta\u00e7\u00f5es?<br \/>\n       A voz do mundo o declara o maior culpado que jamais houve sobre a terra,        pois n\u00e3o foi sobre as pessoas b\u00e1rbaras e sobre as na\u00e7\u00f5es degeneradas que        voc\u00ea verteu tanto mal; foi no meio da civiliza\u00e7\u00e3o, num s\u00e9culo de luzes,        que voc\u00ea quis reinar pela espada de \u00c1tila e pelas senten\u00e7as de Nero. Fran\u00e7ois-Ren\u00e9        de Chateaubriand.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Napole\u00e3o por ele mesmo:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Na minha carreira se encontrar\u00e3o erros, sem d\u00favida; mas eu soterrei o abismo        an\u00e1rquico e pus ordem ao caos. Eu limpei a Revolu\u00e7\u00e3o, enobreci os povos        e fortaleci os reis. Minha ambi\u00e7\u00e3o foi consagrar o imp\u00e9rio da raz\u00e3o. Milhares        de s\u00e9culos decorrer\u00e3o antes que as circunst\u00e2ncias acumuladas sobre a minha        cabe\u00e7a encontrem um outro na multid\u00e3o para reproduzir o mesmo espet\u00e1culo.        Napole\u00e3o Bonaparte.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>A condena\u00e7\u00e3o de Napole\u00e3o<\/h4>\n   \n<blockquote>      \n<p>Considerando que Napole\u00e3o Bonaparte levou a cabo uma s\u00e9rie de guerras em        viola\u00e7\u00e3o ao artigo 50 da Constitui\u00e7\u00e3o que estabelece que a declara\u00e7\u00e3o de        guerra deve ser proposta, discutida, decretada e promulgada como uma lei;<br \/>\n       Procurando fazer considerar como nacional uma guerra que n\u00e3o tinha outra        motiva\u00e7\u00e3o sen\u00e3o o interesse de uma ambi\u00e7\u00e3o desmedida;<br \/>\n       Considerando que a liberdade de imprensa, estabelecida e consagrada como        um dos direitos da na\u00e7\u00e3o, foi constantemente submetida \u00e0 censura arbitr\u00e1ria        de sua pol\u00edcia;<br \/>\n       Pelo abuso que fez de todos os meios que lhe foram confiados, humanos e        financeiros;<br \/>\n       Pelo abandono dos feridos sem rem\u00e9dios, sem socorro e sem meios de subsist\u00eancia;<br \/>\n       Por diversas a\u00e7\u00f5es cujas conseq\u00fc\u00eancias eram a ru\u00edna das cidades, o despovoamento        dos campos, a fome e as doen\u00e7as contagiosas.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>O Senado declara o seguinte: <\/strong>Artigo 1\u00ba Napole\u00e3o Bonaparte      \u00e9 deposto do trono e o direito de hereditariedade \u00e9 abolido para a sua fam\u00edlia.      Decreto do Senado, 3 de abril de 1814.<\/p>\n   \n<p><strong>Andreas Schenkel<\/strong><\/p>\n   \n<p>Fonte:  colegiowm.com.br<\/p>\n   \n<h6>Imp\u00e9rio Napole\u00f4nico<\/h6>\n   \n<h4>Hist\u00f3ria<\/h4>\n   \n<p>Coube a Napole\u00e3o Bonaparte a tarefa de consolidar internamente e difundir      externamente algumas das principais conquistas da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa. Sua      ascens\u00e3o ao poder foi conseq\u00fc\u00eancia direta das crises enfrentadas pelo Diret\u00f3rio,      atacado pelos partid\u00e1rios da realeza, que queriam a volta do Antigo Regime,      e pressionado pelas camadas populares, que exigiam a volta do Terror.<\/p>\n   \n<p>Napole\u00e3o julgava-se, de certa forma, sucessor de J\u00falio C\u00e9sar, o conquistador      romano. Primeiro-c\u00f4nsul em 1799, tornar-se-ia imperador em 1804. Seu governo      foi desp\u00f3tico, apesar da exist\u00eancia de uma Constitui\u00e7\u00e3o. Por algum tempo,      a prosperidade resultante das reformas internas e o \u00eaxito nas guerras permitiram      a continuidade do regime. Com os primeiros fracassos militares, por\u00e9m, seus      fundamentos foram abalados, at\u00e9 a queda em 1814 e o eclipse definitivo em      1815.<\/p>\n   \n<h4>0 Consulado<\/h4>\n   \n<p><strong>Em 1799, a Fran\u00e7a apresentava aspecto desolador:<\/strong> ind\u00fastria      e com\u00e9rcio arruinados; caminhos e portos destru\u00eddos; servi\u00e7o p\u00fablico desorganizado.      Parte da popula\u00e7\u00e3o fugia da desordem e da amea\u00e7a de confisco de bens. Cl\u00e9rigos      que se recusavam a acatar a nova Constitui\u00e7\u00e3o eram perseguidos. A guerra civil      parecia iminente.<\/p>\n   \n<p>Para vencer essas dificuldades, um setor do Diret\u00f3rio aliou-se a Bonaparte,      que se havia destacado no comando do ex\u00e9rcito franc\u00eas durante campanhas na      pen\u00ednsula It\u00e1lica (1796-1797) e Egito (1798-1799). Prestigiado pelo povo como      her\u00f3i nacional, Bonaparte derrubou o Diret\u00f3rio, dissolveu a Assembl\u00e9ia e implantou      o regime do Consulado (1799-1802).<\/p>\n   \n<p>Em fevereiro de 1800, uma Constitui\u00e7\u00e3o aprovada em plebiscito por mais de      3 milh\u00f5es de votos reformulou as inst\u00e2ncias de poder. <\/p>\n   \n<p><strong>O poder Legislativo passou a ser composto por quatro assembl\u00e9ias:<\/strong>      o Conselho de Estado, que preparava as leis; o Tribunal, que as discutia;      o Corpo Legislativo, que se encarregava de vot\u00e1-las; e o Senado, que velava      pela sua execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>A maior parte dos poderes do Estado, contudo, concentrava-se nas m\u00e3os do      poder Executivo, confiado a tr\u00eas c\u00f4nsules nomeados pelo Senado por dez anos.    <\/p>\n   \n<p>Mas era o primeiro-c\u00f4nsul quem detinha mesmo o poder; ele propunha e mandava      publicar as leis, nomeava ministros, oficiais, funcion\u00e1rios e juizes. O primeiro-c\u00f4nsul      era Bonaparte.<\/p>\n   \n<p>Para diminuir as tens\u00f5es, Napole\u00e3o procurou promover uma pol\u00edtica de reconcilia\u00e7\u00e3o,      tanto no plano externo quanto interno. Em 1802, assinou a Paz de Amienscom      a Inglaterra. Colocava fim, assim, aos conflitos com pa\u00edses europeus que duravam      desde 1792.<\/p>\n   \n<p>Ao mesmo tempo que conquistava a paz externa, o governo de Napole\u00e3o deu novo      impulso \u00e0 racionaliza\u00e7\u00e3o burocr\u00e1tica do Estado, reorganizando e centralizando      a administra\u00e7\u00e3o. Criou um corpo de funcion\u00e1rios para arrecadar impostos e      fundou o Banco da Fran\u00e7a, com direito de emitir papel-moeda. Em decorr\u00eancia,      a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica melhorou sensivelmente. A obra mais relevante de Napole\u00e3o,      contudo, foi o C\u00f3digo Civil. Inspirado no Direito Romano, nas Ordena\u00e7\u00f5es Reais      e no Direito Revolucion\u00e1rio, esse corpo de leis continua, em sua ess\u00eancia,      em vigor at\u00e9 hoje na Fran\u00e7a.<\/p>\n   \n<p>Em 1801, estabeleceu com a Igreja a Concordata. Por ela, o papa aceitou o      confisco dos bens eclesi\u00e1sticos. Em troca, o Estado ficou proibido de interferir      no culto, mas os bispos seriam indicados pelo governo e prestariam juramento      de fidelidade \u00e0 Rep\u00fablica. Para completar, as bulas papais s\u00f3 entrariam em      vigor depois de aprovadas por Napole\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Vitorioso interna e externamente, Bonaparte recebeu o t\u00edtulo de c\u00f4nsul-vital\u00edcio      em 1802. Dois anos mais tarde, sagrava-se imperador com as b\u00ean\u00e7\u00e3os do papa.<\/p>\n   \n<h4>0 despotismo do imperador<\/h4>\n   \n<p>A situa\u00e7\u00e3o era amb\u00edgua. Em 1804, Napole\u00e3o cingiu a coroa do Imp\u00e9rio. <\/p>\n   \n<p><strong>Mas a nova Constitui\u00e7\u00e3o afirmava em seu Artigo l9: <\/strong>&#8220;O      governo da Rep\u00fablica \u00e9 confiado ao Imperador (&#8230;}&#8221;<\/p>\n   \n<p>Estabelecido em nome da Rep\u00fablica, o Imp\u00e9rio seria exercido com m\u00e3o de ferro.      Uma nova corte foi formada e a antiga nobreza reconstitu\u00edda. Ao C\u00f3digo Civil      seguiram-se o C\u00f3digo Comercial e o C\u00f3digo Penal. A economia foi estimulada.      No campo, Napole\u00e3o manteve as conquistas da reforma agr\u00e1ria. Os camponeses      passaram a produzir mais e a apoiar o regime. <\/p>\n   \n<p><strong>O governo concluiu numerosos trabalhos iniciados no Consulado:<\/strong>      abertura de canais, reconstru\u00e7\u00e3o de portos, constru\u00e7\u00e3o de estradas, urbaniza\u00e7\u00e3o      de cidades. Com essas obras de infra-estrutura, a ind\u00fastria passou a crescer.<\/p>\n   \n<p>As institui\u00e7\u00f5es republicanas foram modificadas, de modo a submeter-se \u00e0 autoridade      do imperador. As assembl\u00e9ias eleitas por sufr\u00e1gio universal foram suprimidas.      Em seu lugar, estabeleceu-se um sistema escalonado de elei\u00e7\u00f5es indiretas pelo      qual s\u00f3 as pessoas ricas.<\/p>\n   \n<p>Podiam ser eleitas. O Tribunal e os Corpos Legislativos perderam suas fun\u00e7\u00f5es.      As liberdades individuais \u00e9 pol\u00edticas deixaram de ser respeitadas. A imprensa      ficou sob censura.<\/p>\n   \n<p>Al\u00e9m disso, a interven\u00e7\u00e3o do imperador estendeu-se \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, alterando      o programa de disciplinas consideradas &#8220;perigosas&#8221; para o regime,      como Hist\u00f3ria e Filosofia. No \u00e2mbito da religi\u00e3o, o catecismo passou a ensinar      os deveres para com Deus e para com o imperador.<\/p>\n   \n<h4>Pol\u00edtica externa<\/h4>\n   \n<p><strong>O equil\u00edbrio interno conquistado possibilitou a Napole\u00e3o p\u00f4r em pr\u00e1tica      seu plano principal:<\/strong> fazer da Fran\u00e7a a maior pot\u00eancia do continente.      Para alcan\u00e7ar esse objetivo, tinha de vencer a Inglaterra, pa\u00eds mais industrializado      e com a maior frota mar\u00edtima da Europa.<\/p>\n   \n<p>Em 1803, a Inglaterra se uniu \u00e0 R\u00fassia e \u00e0 \u00c1ustria para lutar contra a Fran\u00e7a.      Os ingleses venceram a batalha naval de Trafalgar, na Espanha, mas os franceses      bateram os austro-russosem terra, em Aus\u00ederlitz, na Bo\u00eamia, na mais brilhante      vit\u00f3ria de Napole\u00e3o (1805). A essa vit\u00f3ria, seguiram-se outras que deram ao      imperador o controle de quase toda a Europa central. O Sacro Imp\u00e9rio, que      reunia diversos Estados, como a Pr\u00fassia, foi extinto e em seu lugar criada      a Confedera\u00e7\u00e3o do Reno, sob tutela francesa.<\/p>\n   \n<p>Para enfraquecer a Inglaterra, Napole\u00e3o decretou o Bloqueio Cor\u00e1inental,      for\u00e7ando os pa\u00edses europeus a fecharem seus portos ao com\u00e9rcio ingl\u00eas. Essa      medida garantia tamb\u00e9m, para a ind\u00fastria francesa, a exclusividade dos mercados      da Europa.<\/p>\n   \n<p>Entre 1807 e 1808, Bonaparte abriu uma nova frente de batalha, invadindo      primeiro a Espanha e depois Portugal. O pretexto para a ofensiva contra Portugal      foi o n\u00e3o-cumprimento, por esse pa\u00eds, do bloqueio contra a Inglaterra. A invas\u00e3o      francesa e os interesses ingleses levaram a corte portuguesa a transferir-se      para o Brasil em 1808. A \u00c1ustria tentou reagir, mas foi derrotada na batalha      de Wagram, em 1809.<\/p>\n   \n<p>Com um ex\u00e9rcito que parecia imbat\u00edvel, o poder napole\u00f4nico chegava ao auge.      Por volta de 1810, quase toda a Europa ocidental estava sob seu dom\u00ednio. A      grande exce\u00e7\u00e3o era a Inglaterra. Entretanto, a domina\u00e7\u00e3o francesa provocou      revoltas nacionais, principalmente na Pr\u00fassia.<\/p>\n   \n<p>Em 1812, os russos romperam o bloqueio contra a Inglaterra. Em repres\u00e1lia,      Napole\u00e3o invadiu a R\u00fassia \u00e0 frente de um ex\u00e9rcito de 600 mil homens. Venceu      a batalha de Moscou, mas suas tropas n\u00e3o conseguiram resistir ao rigoroso      inverno russo. Obrigados a uma retirada desastrosa, seus soldados foram dizimados      pelo frio e pela tome. Apenas 30 mil deles conseguiram voltar \u00e0 Fran\u00e7a.<\/p>\n   \n<p>A Pr\u00fassia e a \u00c1ustria aliaram-se ent\u00e3o \u00e0 R\u00fassia e venceram Napole\u00e3o em Leipzig      (Confedera\u00e7\u00e3o do Reno), acabando de destruir seu poderio militar (1813). Derrotado      e sem apoio interno, Napole\u00e3o acabou renunciando ao poder em 1814 e foi exilado      na pequena ilha mediterr\u00e2nea de Elba.<\/p>\n   \n<p>Com a ren\u00fancia, pol\u00edticos franceses, com o apoio das pot\u00eancias europ\u00e9ias,      procuraram restaurar a monarquia deposta em 1792, entregando a coroa a Lu\u00eds      XVIII, irm\u00e3o de Lu\u00eds XVI.<\/p>\n   \n<p>A popula\u00e7\u00e3o francesa reagiu mal \u00e0 tentativa de restaura\u00e7\u00e3o. Sentindo-se estimulado,      Napole\u00e3o fugiu em mar\u00e7o de 1815 da ilha de Elba e retomou o governo em Paris.      O curto per\u00edodo em que se manteve no poder ficou conhecido como Governo dos      Cem Dias. Os ingleses, conduzidos pelo duque de Wellington, o derrotaram na      batalha de Waterloo, na B\u00e9lgica, em junho de 1815. Definitivamente vencido,      abdicou do poder e foi preso na ilha de Santa Helena, na costa africana, onde      morreu em 1821.<\/p>\n   \n<p>Ap\u00f3s a derrota de Napole\u00e3o em Leipzig, as monarquias vitoriosas \u0097\u00c1ustria,      Pr\u00fassia, Inglaterra e R\u00fassia \u0097convocaram o Congresso de Viena, cujos      trabalhos se estenderam at\u00e9 1815. A grande preocupa\u00e7\u00e3o dessas pot\u00eancias foi      restaurar o velho equil\u00edbrio europeu existente antes da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa.      Dessa for-ma, al\u00e9m de obrigar a Fran\u00e7a a pagar pesada indeniza\u00e7\u00e3o de guerra,      o conclave recolocou no trono franc\u00eas o rei Lu\u00eds XVIII e reafirmou os valores      do Antigo Regime. Poucos meses depois, a \u00c1ustria, a R\u00fassia e a Pr\u00fassia<\/p>\n   \n<p>Criaram a Santa AJian\u00e7a. O pacto foi concebido como instrumento de ajuda      m\u00fatua entre os monarcas desses reinos para sufocar no nascedouro qualquer      movimento revolucion\u00e1rio.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  ecomvestib.dominiotemporario.com<\/p>\n   \n<h6>Imp\u00e9rio Napole\u00f4nico<\/h6>\n   \n<h4><strong>Imp\u00e9rio Napole\u00f4nico &#8211; 1804 &#8211; 1814 <\/strong><\/h4>\n   \n<p>Enquanto no Brasil germinavam as sementes da Independ\u00eancia, na Fran\u00e7a florescia      um novo Imp\u00e9rio. Coube a Napole\u00e3o a tarefa de consolidar internamente e difundir      externamente os ideais da Revolu\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Ela havia atingido o auge durante o Terror. A rea\u00e7\u00e3o veio em 1795 com a implanta\u00e7\u00e3o      do Diret\u00f3rio. Este teve dificuldades para governar, atacado pelos partid\u00e1rios      da realeza, que queriam a volta do Antigo Regime, e pressionado pelas cama\u00addas      populares, que queriam a volta do Terror. <\/p>\n   \n<p><strong>Alguns diretores resolveram fortalecer o poder do Diret\u00f3rio, conspirando      com um l\u00edder militar popular, que se havia destacado em guerras da Fran\u00e7a      contra a It\u00e1lia (1796-1797) e no Egito (1798-1799):<\/strong> Napole\u00e3o. Foi      ele o escolhido para chefiar o golpe que dep\u00f4s o Diret\u00f3rio, dissolveu a Assembl\u00e9ia      e implantou o regime do Consulado (1799-1802). <\/p>\n   \n<p>N\u00e3o passava de uma ditadura disfar\u00e7ada. Em 1804, foi criado o Imp\u00e9rio, esp\u00e9cie      de monarquia vital\u00edcia. Apesar de haver Constitui\u00e7\u00e3o, Napole\u00e3o governou despoticamente.      Por algum tempo, a prosperidade resultante das reformas internas e o \u00eaxito      das guerras permitiram a continuidade do regime. Com os primeiros fracassos      militares, seus fundamentos seriam abalados, at\u00e9 a queda em 1814. <\/p>\n   \n<h4><strong>O Imp\u00e9rio Napole\u00f4nico e o Congresso de Viena<\/strong><\/h4>\n   \n<p><strong>A Ascens\u00e3o de Napole\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p>Com o golpe do 18 Brum\u00e1rio (10 de novembro de 1799) o jovem General Napole\u00e3o      Bonaparte, assume o poder, tornando-se primeiro-c\u00f4nsul da Fran\u00e7a.<\/p>\n   \n<p>Para a popula\u00e7\u00e3o representava uma esperan\u00e7a de estabilidade, para a burguesia      a certeza da garantia dos direitos conquistados.<\/p>\n   \n<p><strong>As realiza\u00e7\u00f5es do governo napole\u00f4nico.<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Redistribui\u00e7\u00e3o de terras.<br \/>\n       Constru\u00e7\u00e3o de grandes obras p\u00fablicas.<br \/>\n       Reforma do sistema de impostos e funda\u00e7\u00e3o do Banco da Fran\u00e7a.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>O C\u00f3digo Civil Napole\u00f4nico<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Criado em 1804<br \/>\n       Basicamente regulava a propriedade privada, mas revelava preocupa\u00e7\u00f5es com        a fam\u00edlia, destacando a import\u00e2ncia da autoridade do marido sobre a mulher        e os filhos.<br \/>\n       Quanto ao trabalho defendeu a autoridade dos patr\u00f5es sobre os funcion\u00e1rios,        proibiu as greves e a organiza\u00e7\u00e3o sindical.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>A Pol\u00edtica Externa<\/strong><\/p>\n   \n<p>A chegada de Napole\u00e3o ao poder intensificou as guerras na Europa, pois em      sua pol\u00edtica de expans\u00e3o territorial Napole\u00e3o conquistou v\u00e1rios territ\u00f3rios      (como It\u00e1lia, Espanha\u0085), destituindo as monarquias e colocando seus parentes      e amigos no lugar e realizando reformas liberais.<\/p>\n   \n<p>A Inglaterra que ele n\u00e3o conseguiu conquistar ele imp\u00f4s um bloqueio continental,      ou seja, Napole\u00e3o proibiu os pa\u00edses do continente europeus de fazerem com\u00e9rcio      com os ingleses.<\/p>\n   \n<p><strong>Apogeu e queda do Imp\u00e9rio Napole\u00f4nico<\/strong><\/p>\n   \n<p>Em 1812 o Imp\u00e9rio Napole\u00f4nico atingira o seu m\u00e1ximo em expans\u00e3o territorial,      mas a popula\u00e7\u00e3o dava sinais de que n\u00e3o suportava mais tantos custos financeiros      e tamb\u00e9m humanos.<\/p>\n   \n<p>A derrota para a R\u00fassia tamb\u00e9m foi um duro golpe.<\/p>\n   \n<p>Aproveitando-se da crise interna do Estado Franc\u00eas, Inglaterra, \u00c1ustria,      Pr\u00fassia, R\u00fassia e Su\u00e9cia, organizaram uma coliga\u00e7\u00e3o que venceu a Fran\u00e7a.<\/p>\n   \n<p>A derrota definitiva de Napole\u00e3o, entretanto, se deu em 1815, na Batalha      de Waterloo, derrotado, voltou para a ilha de Elba, onde morreu em 1821.<\/p>\n   \n<p><strong>O Congresso de Viena<\/strong><\/p>\n   \n<p>Representantes dos pa\u00edses que venceram Napole\u00e3o reuniram-se em Viena, o objetivo      era discutir a situa\u00e7\u00e3o da Europa ap\u00f3s a queda do Imp\u00e9rio Franc\u00eas.<\/p>\n   \n<p>Defensores dos privil\u00e9gios da nobreza mon\u00e1rquica, eles queriam restabelecer      o Antigo Regime, eliminando a influencia das id\u00e9ias liberais espalhadas pela      Europa. <\/p>\n   \n<p>Para tanto se baseavam no principio da legitimidade (reis que estavam antes      no poder deveriam ter de volta seus tronos e territ\u00f3rios) e principio do equil\u00edbrio      de poder (as na\u00e7\u00f5es que venceram Napole\u00e3o teriam o direito de obter novas      possess\u00f5es fora da Europa).<\/p>\n   \n<p><strong>A Santa Alian\u00e7a<\/strong><\/p>\n   \n<p>Para garantir a efetiva\u00e7\u00e3o do que propunham R\u00fassia, Pr\u00fassia e \u00c1ustria, criaram      uma organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-militar, a Santa Alian\u00e7a, mas era tarde demais as      sementes do liberalismo j\u00e1 tinham germinado em todo o continente europeu e      americano.<\/p>\n   \n<h4>O general Napole\u00e3o Bonaparte <\/h4>\n   \n<p>O general <strong>Napole\u00e3o Bonaparte<\/strong> atrav\u00e9s de um golpe de Estado      acabou com o Diret\u00f3rio e instaurou o Consulado (1799-1804). <\/p>\n   \n<p>O novo regime praticava um despotismo iluminista. Foi por isso que Bonaparte      pretendeu ratificar o seu poder atrav\u00e9s de um plebiscito. A nova Constitui\u00e7\u00e3o      estabelecia uma pol\u00edtica ineficaz, que n\u00e3o representava ningu\u00eam e que foi      rapidamente esquecida. Napole\u00e3o prometeu e obteve a paz com os austr\u00edacos      e com os ingleses. Internamente, desenvolveu um forte sistema de controlo.<\/p>\n   \n<p>A pol\u00edcia, sob o comando de Fouch\u00e9, foi muito eficaz na luta contra os realistas      e os velhos jacobinos. O outro sucesso do Consulado foi o acordo com o Papa.<\/p>\n   \n<p><strong>Os anos vitoriosos<\/strong><\/p>\n   \n<p>A popularidade de Napole\u00e3o era t\u00e3o grande que, mediante plebiscito, passou      a ser C\u00f4nsul Vital\u00edcio, a partir de 1802. Em 1804, outro referendo aclamou-o      Imperador dos franceses. Bonaparte convertia-se, assim, em Napole\u00e3o I.<\/p>\n   \n<p>A ordem interna em Fran\u00e7a permitiu consolidar as mudan\u00e7as administrativas      e elaborar novos c\u00f3digos, que fariam com que a obra revolucion\u00e1ria chegasse      ao fim. <\/p>\n   \n<p>A partir da\u00ed, dedicou-se ao exterior, com a desculpa de exportar as mudan\u00e7as      para toda a Europa. <\/p>\n   \n<p>Em 1810, Napole\u00e3o obteve o dom\u00ednio absoluto do continente e, durante os seus      anos \u00e1ureos, al\u00e9m de Imperador franc\u00eas, foi rei de It\u00e1lia e protetor da Confedera\u00e7\u00e3o      do Reno.<\/p>\n   \n<p>O poderoso Imp\u00e9rio franc\u00eas era constitu\u00eddo pela B\u00e9lgica e por toda a margem      esquerda do Reno. Alcan\u00e7ava, assim, os limites imagin\u00e1rios da antiga G\u00e1lia.      Mas, este dom\u00ednio alargava-se como um segundo anel territorial de Estados      vassalos, formando assim o Grande Imp\u00e9rio constitu\u00eddo pela Su\u00ed\u00e7a, Prov\u00edncias      Il\u00edrias, Pol\u00f3nia, quase toda a Alemanha, Espanha, Portugal, N\u00e1poles e pelo      norte de It\u00e1lia.<\/p>\n   \n<p><strong>O fim do Imp\u00e9rio<\/strong><\/p>\n   \n<p>Napole\u00e3o fracassou na sua tentativa de estabelecer um sistema de bloqueio      continental, com o objetivo de debilitar o com\u00e9rcio e o poderio naval brit\u00e2nico.      A pol\u00edtica de depend\u00eancia colonial, imposta pelo Imp\u00e9rio Napole\u00f3nico aos seus      vassalos, despertou um movimento de resist\u00eancia, especialmente na Alemanha.    <\/p>\n   \n<p>Em 1812, o fracasso da invas\u00e3o da R\u00fassia obrigou Napole\u00e3o a organizar um      novo ex\u00e9rcito, que acabou por ser derrotado em Leipzig, em Outubro de 1813.    <\/p>\n   \n<p>Meio ano mais tarde, as tropas da Qu\u00e1drupla Alian\u00e7a, constitu\u00edda pela R\u00fassia,      Pr\u00fassia, \u00c1ustria e Inglaterra, ocuparam Paris e restauraram a dinastia dos      Bourbons com Lu\u00eds XVIII.<\/p>\n   \n<p>As for\u00e7as aliadas prenderam o Imperador franc\u00eas na pequena ilha de Elba,      em frente \u00e0 It\u00e1lia, o qual conseguiu escapar para depois desembarcar em Fran\u00e7a,      em Mar\u00e7o de 1815, e proclamar novamente o Imp\u00e9rio.<\/p>\n   \n<p>A 18 de Junho de 1815 Napole\u00e3o foi derrotado em Waterloo, na B\u00e9lgica. Dessa      vez, foi exilado no sul do Atl\u00e2ntico, em Santa Helena. Para a Fran\u00e7a, as condi\u00e7\u00f5es      econ\u00f3micas do castigo foram endurecidas. A assinatura do Tratado de Viena      imp\u00f4s, durante d\u00e9cadas, o triunfo do conservadorismo na Europa.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  madreiva.com.br<\/p>\n   \n<h6>Imp\u00e9rio Napole\u00f4nico<\/h6>\n   \n<h4>Per\u00edodo Napole\u00f4nico<\/h4>\n   \n<p>Entre 1799 e 1815, a pol\u00edtica europ\u00e9ia est\u00e1 centrada na figura carism\u00e1tica      de <strong>Napole\u00e3o Bonaparte<\/strong>, que de general vitorioso se torna      imperador da Fran\u00e7a, com o mesmo poder absoluto da realeza que a Revolu\u00e7\u00e3o      Francesa derrubara. <\/p>\n   \n<p><strong>Primeiras campanhas <\/strong><\/p>\n   \n<p>Napole\u00e3o Bonaparte, jovem general corso, come\u00e7a a se destacar como militar      em 1795, quando sufoca uma revolu\u00e7\u00e3o monarquista em Paris. Depois de ter se      destacado na guerra contra a It\u00e1lia e na Campanha do Egito, Napole\u00e3o \u00e9 escolhido      para chefiar o golpe que dep\u00f5e o Diret\u00f3rio em 18 brum\u00e1rio.<\/p>\n   \n<p><strong>Campanha da It\u00e1lia <\/strong><\/p>\n   \n<p>Em poucos dias Napole\u00e3o reorganiza as tropas francesas e vence os austr\u00edacos      e os piemonteses. Domina pequenos principados, al\u00e9m de centros importantes      como Mil\u00e3o e Veneza. Invade a \u00c1ustria e vence a guerra pouco antes de invadir      Viena. Pelo Tratado de Campoformio a regi\u00e3o da Lombardia \u00e9 cedida \u00e0 Fran\u00e7a.<\/p>\n   \n<p><strong>Campanha do Egito <\/strong><\/p>\n   \n<p>Dos pa\u00edses europeus, a Inglaterra \u00e9 o que mais se op\u00f5e ao movimento revolucion\u00e1rio      franc\u00eas. Para desmantelar uma importante rota de com\u00e9rcio inglesa, Napole\u00e3o      decide invadir o Egito e enfrentar as tropas brit\u00e2nicas na \u00cdndia. Vence os      mamelucos na Batalha das Pir\u00e2mides e ocupa todo o pa\u00eds. Estimula a pesquisa      arqueol\u00f3gica levando estudiosos para a \u00c1frica, entre eles Jean-Fran\u00e7ois Champollion,      que mais tarde ir\u00e1 decifrar a escrita hierogl\u00edfica com base na Pedra de Roseta.<\/p>\n   \n<p><strong>Pedra de Roseta <\/strong><\/p>\n   \n<p>Fragmento de estela (esp\u00e9cie de monolito) de basalto negro descoberto em      1799 em Roseta, no Egito, durante campanha de Napole\u00e3o. Datado de 196 a.C.,      o peda\u00e7o de rocha apresenta um decreto de Ptolomeu V em caracteres hierogl\u00edficos,      dem\u00f3ticos e gregos. A pedra de Roseta \u00e9 a chave para decifra\u00e7\u00e3o da escrita      hierogl\u00edfica, que \u00e9 basicamente pict\u00f3rica (cada signo representa o objeto      que ele significa), pelo arque\u00f3logo Champollion em 1822. Est\u00e1 exposta no British      Museum, em Londres.<\/p>\n   \n<p>Em 10 de novembro de 1799 (dia 18 brum\u00e1rio, segundo o calend\u00e1rio republicano)      Napole\u00e3o Bonaparte, com o aux\u00edlio de militares e membros do governo, derruba      o Diret\u00f3rio, dissolve a Assembl\u00e9ia e implanta o Consulado, uma ditadura disfar\u00e7ada.      O golpe de 18 brum\u00e1rio retoma princ\u00edpios do Antigo Regime e encerra dez anos      de lutas revolucion\u00e1rias que influenciariam profundamente os movimentos de      independ\u00eancia na Am\u00e9rica Latina e a organiza\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses da Europa. Em 1804      Napole\u00e3o cria o Imp\u00e9rio, esp\u00e9cie de monarquia vital\u00edcia que se sustenta pelo      \u00eaxito das guerras e reformas internas.<\/p>\n   \n<p><strong>Consulado <\/strong><\/p>\n   \n<p>O Consulado \u00e9 o per\u00edodo de 1799 a 1804, no qual Napole\u00e3o promulga uma nova      Constitui\u00e7\u00e3o, reestrutura o aparelho burocr\u00e1tico e cria o ensino controlado      pelo Estado. Em 1801 declara o Estado leigo, com a subordina\u00e7\u00e3o do clero \u00e0s      autoridades seculares. Em 1804 promulga o C\u00f3digo Napole\u00f4nico, que garante      a liberdade individual, a igualdade perante a lei, o direito \u00e0 propriedade      privada, o div\u00f3rcio e incorpora o primeiro c\u00f3digo comercial. Em 1805 a Fran\u00e7a      volta a adotar o calend\u00e1rio gregoriano. Napole\u00e3o realiza um governo ditatorial,      com censura \u00e0 imprensa e repress\u00e3o policial, com o apoio do Ex\u00e9rcito.<\/p>\n   \n<h4>Imp\u00e9rio <\/h4>\n   \n<p>Ap\u00f3s um plebiscito, Napole\u00e3o coroa-se imperador, em 1804, com o nome de Napole\u00e3o      I. Interv\u00e9m em toda a Europa, derrotando as tropas austr\u00edacas, prussianas      e russas, e passa a controlar a \u00c1ustria, Holanda, Su\u00ed\u00e7a, It\u00e1lia e B\u00e9lgica.      Avan\u00e7a na Espanha mas enfrenta resist\u00eancia de guerrilheiros locais. Temendo      a expans\u00e3o napole\u00f4nica, a fam\u00edlia real portuguesa foge em 1808 para o Brasil,      sua col\u00f4nia na Am\u00e9rica. Em 1812 o Imp\u00e9rio Napole\u00f4nico incorpora 50 milh\u00f5es      dos 175 milh\u00f5es de habitantes do continente europeu e introduz as reformas      burguesas nos demais pa\u00edses da Europa, quebrando as estruturas feudais remanescentes.      Imp\u00f5e o sistema m\u00e9trico decimal, implanta o direito moderno e difunde amplamente      as id\u00e9ias de liberdade e igualdade da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa.<\/p>\n   \n<p><strong>Bloqueio Continental <\/strong><\/p>\n   \n<p>\u00c9 decretado por Napole\u00e3o, em 1806, contra a Inglaterra, ap\u00f3s a derrota dos      ex\u00e9rcitos franceses em Trafalgar, na Espanha. A Fran\u00e7a pro\u00edbe que qualquer      pa\u00eds europeu abra seus portos ao com\u00e9rcio com a Inglaterra. O objetivo \u00e9 enfraquecer      os ingleses e reservar o mercado continental europeu \u00e0s manufaturas francesas.      O bloqueio recebe a ades\u00e3o da Espanha e da R\u00fassia em 1807. Portugal, aliado      da Inglaterra, recusa-se a aderir e \u00e9 invadido pelas tropas francesas.<\/p>\n   \n<p><strong>Campanha da R\u00fassia <\/strong><\/p>\n   \n<p>Em 1812, a pretexto de punir o abandono do Bloqueio Continental pela R\u00fassia,      Napole\u00e3o declara guerra a Moscou, mas a campanha, em pleno inverno, \u00e9 um desastre.      Diante da imin\u00eancia da invas\u00e3o o governador russo ordena que as pessoas abandonem      Moscou e incendeia a cidade. O Ex\u00e9rcito napole\u00f4nico encontra apenas destro\u00e7os.      Dos 600 mil homens, sobram cerca de 37 mil para fazer a retirada.<\/p>\n   \n<p>Napole\u00e3o Bonaparte (1769-1821), um dos mais famosos generais dos tempos contempor\u00e2neos,      nasce em Aj\u00e1cio, na C\u00f3rsega (ilha do Mediterr\u00e2neo sob administra\u00e7\u00e3o da Fran\u00e7a),      filho de fam\u00edlia pobre mas dona de um t\u00edtulo de nobreza da Rep\u00fablica de G\u00eanova.      Destaca-se como oficial de artilharia desde 1785. <\/p>\n   \n<p>Adere \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o e transforma-se num dos principais estrategistas do novo      sistema de guerra de massa. Faz uma carreira mete\u00f3rica e se destaca pela originalidade      nas campanhas militares. <\/p>\n   \n<p>Promovido em 1793, torna-se o mais jovem general do Ex\u00e9rcito franc\u00eas com      apenas 24 anos. Ap\u00f3s a queda de Robespierre \u00e9 detido sob acusa\u00e7\u00e3o de ser jacobino,      mas depois \u00e9 encarregado de dirigir a repress\u00e3o ao levante monarquista de      Paris, em 1795. Em 1796 casa-se com Josefina. Entre 1796 e 1799 \u00e9 o comandante-em-chefe      do Ex\u00e9rcito nas campanhas da It\u00e1lia, contra os austr\u00edacos, e do Egito, contra      os ingleses. Al\u00e9m de h\u00e1bil estrategista, tem grande capacidade de empolgar      as tropas exultando gl\u00f3rias e prometendo riquezas. Em 18 brum\u00e1rio do ano VIII      do novo calend\u00e1rio da Rep\u00fablica (10 de novembro de 1799), lidera um golpe      de Estado, instala o Consulado e faz-se eleger c\u00f4nsul-geral. <\/p>\n   \n<p>Promulga uma Constitui\u00e7\u00e3o de apar\u00eancia democr\u00e1tica. Divorcia-se da imperatriz      Josefina em 1809. Em 1814, depois da desastrada Campanha da R\u00fassia, \u00e9 derrotado      pelos ex\u00e9rcitos aliados advers\u00e1rios dos franceses e obrigado a abdicar. Napole\u00e3o      se exila na ilha de Elba, na costa oeste da It\u00e1lia. No ano seguinte organiza      um ex\u00e9rcito e tenta restaurar a monarquia (Governo dos Cem Dias) mas \u00e9 derrotado      na Batalha de Waterloo. \u00c9 deportado e preso na ilha de Santa Helena, no meio      do oceano Atl\u00e2ntico (na altura da Nam\u00edbia), onde morre aos 52 anos.<\/p>\n   \n<p><strong>Queda de Napole\u00e3o <\/strong><\/p>\n   \n<p>A derrota de Napole\u00e3o na R\u00fassia incentiva a forma\u00e7\u00e3o de uma coaliz\u00e3o reunindo      russos, ingleses, espanh\u00f3is, prussianos, suecos e austr\u00edacos contra a Fran\u00e7a.      Em 1813, os ex\u00e9rcitos aliados conseguem derrubar o sistema napole\u00f4nico e libertar      a Alemanha, a Holanda e o norte da It\u00e1lia. Em 1814 tomam Paris e formam um      governo provis\u00f3rio, dirigido por Talleyrand, que dep\u00f5e Napole\u00e3o. Ele abdica      do posto do imperador e exila-se na ilha de Elba, que obt\u00e9m como principado.      Os Bourbon retornam ao poder e entronizam Lu\u00eds XVIII, irm\u00e3o de Lu\u00eds XVI (guilhotinado      durante a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa).<\/p>\n   \n<p><strong>Governo dos cem dias <\/strong><\/p>\n   \n<p>Em mar\u00e7o de 1815 Napole\u00e3o organiza um ex\u00e9rcito e volta \u00e0 Fran\u00e7a para restaurar      seu governo prometendo agora defender ideais democr\u00e1ticos. As tropas do rei      Lu\u00eds XVIII, enviadas para conter o avan\u00e7o de Napole\u00e3o, acabam se unindo ao      ex-imperador, que chega a Paris como her\u00f3i e toma o trono. A fam\u00edlia real      foge mas as na\u00e7\u00f5es vizinhas, lideradas pela Inglaterra, se mobilizam para      derrub\u00e1-lo novamente. Depois de cem dias no poder, Napole\u00e3o \u00e9 derrotado na      Batalha de Waterloo, na B\u00e9lgica. Preso pelos ingleses, \u00e9 deportado para a      ilha de Santa Helena, no meio do Atl\u00e2ntico, onde morre em 5 de maio de 1821.      Lu\u00eds XVIII retoma o poder em 1815.<\/p>\n   \n<p><strong>Congresso de Viena <\/strong><\/p>\n   \n<p>Em 1815, com a derrota de Napole\u00e3o, representantes dos pa\u00edses europeus, principalmente      \u00c1ustria, Inglaterra, R\u00fassia e Pr\u00fassia, re\u00fanem-se para reorganizar o mapa pol\u00edtico      da Europa e do mundo. Redistribuem entre os vencedores os territ\u00f3rios do Imp\u00e9rio      Napole\u00f4nico e tentam abafar os ideais da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa.<\/p>\n   \n<p> Devido \u00e0s festas e banquetes constantes fica conhecido como o &#8220;congresso      que n\u00e3o anda: dan\u00e7a&#8221;.<\/p>\n   \n<p><strong>Santa Alian\u00e7a <\/strong><\/p>\n   \n<p>\u00c9 criada como instrumento de conservadorismo para impedir o avan\u00e7o do liberalismo.      Os monarcas da R\u00fassia, \u00c1ustria e Pr\u00fassia comprometem-se a estabelecer defesa      m\u00fatua e governos de natureza crist\u00e3. N\u00e3o t\u00eam a ades\u00e3o da Inglaterra, que defende      seus interesses econ\u00f4micos e liberais. Dissolve-se entre 1822 e 1827.<\/p>\n   \n<p><strong>Doutrina Monroe <\/strong><\/p>\n   \n<p>Diante da decis\u00e3o da Santa Alian\u00e7a de intervir contra qualquer aspira\u00e7\u00e3o      nacionalista ou liberal e da crescente expans\u00e3o territorial dos Estados Unidos,      o presidente norte-americano James Monroe estabelece, em 1823, uma doutrina      que pro\u00edbe qualquer Estado europeu de estabelecer col\u00f4nias no Novo Mundo.      &#8220;A Am\u00e9rica para os americanos&#8221; \u00e9 o slogan que justifica, da\u00ed em      diante, a interven\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos nos demais pa\u00edses do continente americano.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.conhecimentosgerais.com.br <\/p>\n   \n<h6>Imp\u00e9rio Napole\u00f4nico<\/h6>\n   \n<h4>Expans\u00e3o Napole\u00f4nica<\/h4>\n   \n<p>Napole\u00e3o foi um dos maiores estrategistas militares dos ultimos tempos, conseguindo      ao mesmo tempo o apoio de burquesia e camponeses. Desenvolveu uma r\u00e1pida carreira      no cen\u00e1rio pol\u00edtico-militar franc\u00eas. Aos 24 anos era promovido a general,      aos 30 tornou-se c\u00f4nsul e aos 35 era imperador. Sua primeira tarefa era eliminar      o perigo externo (Inglaterra). Para isso avan\u00e7ou sobre a segunda coliga\u00e7\u00e3o      (Inglaterra,\u00c1ustria e R\u00fassia). Em 1800 a \u00c1ustria foi derrotada na batalha      de Marengo e 2 anos depois, em 1802 Inglaterra e Fran\u00e7a assinaram a Paz de      Amiens que na verdade foi apenas uma tr\u00e9gua. Em 1803 se formou uma nova alian\u00e7a      anti-francesa (formada pelos mesmo pa\u00edses da segunda) se opondo a Espanha      que havia apoiado a Fran\u00e7a.<\/p>\n   \n<p>Em outubro de 1805, a marinha franco-espanhola foi dizimada na batalha de      Trafalgar pela esquadra brit\u00e2nica comandada pelo Almirante Nelson. Por\u00e9m em      terra se mostrava a superioridade do ex\u00e9rcito franc\u00eas nas batalhas de Ulm      e Austerlitz, Napole\u00e3o derrotou o ex\u00e9rcito russo e austr\u00edaco. Em 1806, Napole\u00e3o      suprimia o massacrado Imp\u00e9rio romano-germ\u00e2nico reunindo a maioria dos estados      alem\u00e3es e declarando a si pr\u00f3prio &#8220;protetor&#8221;. E no mesmo ano \u00e9 formada      a quarta alian\u00e7a (Inglaterra, R\u00fassia e Pr\u00fassia) as tropas prussianas foram      rapidamente derrotadas na batalha de Iena, enquanto os russos ca\u00edram em 1807      nas batalhas de Eylau e Friedland, assinando o tratado de Tilsit, no qual      a R\u00fassia se tornava aliada dos franceses. <\/p>\n   \n<p>Depois de derrotada a quarta alian\u00e7a a Fran\u00e7a dominava praticamente todo      o territ\u00f3rio europeu, os territ\u00f3rios que n\u00e3o eram comandados pelo pr\u00f3prio      imperador estava nas m\u00e3os de parentes ou aliados, difundindo institui\u00e7\u00f5es      francesas por toda parte. Quem poderia derrotar esse mito que era Napole\u00e3o?      Fora algumas vit\u00f3rias travadas em alto mar vencidas pela Inglaterra todas      as outras batalhas tinham sido perdidas, j\u00e1 estava provada a superioridade      terrestre do ex\u00e9rcito franc\u00eas, todo o continente estava sob seu comando e      em breve a Inglaterra iria desmoronar, pois sua burguesia era aos poucos sufocada      pelo bloqueio continental. <\/p>\n   \n<p>A Espanha que antes se aliara a Napole\u00e3o se revoltou contra a Fran\u00e7a quando      foi nomeado para o trono espanhol um franc\u00eas seu irm\u00e3o Jos\u00e9 bonaparte. Organizando      em forma de guerrilha, os espanh\u00f3is destru\u00edram o mito da invencibilidade francesa      na batalha de Baylem em 1808. Em 1809 formou-se uma quinta alian\u00e7a para derrotar      a Fran\u00e7a (Inglaterra e \u00c1ustria) mais uma vez derrotada por Napole\u00e3o. A not\u00edcia      da vit\u00f3ria espanhola se espalhou criando v\u00e1rias frentes de luta na qual o      Duque de Wellington expulsou os franceses em 1811. Finalmente a R\u00fassia decide      romper o bloqueio continental causando imediata rea\u00e7\u00e3o em Napole\u00e3o que decidiu      punir exemplarmente invadindo a R\u00fassia com um ex\u00e9rcito de 450.000 homens enquanto      150.000 ficavam postados na Pol\u00f4nia fornecendo armamentos necess\u00e1rios. At\u00e9      ent\u00e3o parecia a derrocada do Imp\u00e9rio Russo, mas estes ultilizaram uma t\u00e1tica      que se chamou &#8220;terra arrasada&#8221; retirando-se das cidades sem enfrentar      o ex\u00e9rcito frances levando o que podiam e incendiavam o que restava, envenenavam      a \u00e1gua, destruiam planta\u00e7\u00f5es. Napole\u00e3o conseguiu invadir Moscou mas se surpreendeu      ao ver a cidade incendiada pelos pr\u00f3prios russos.<\/p>\n   \n<p>O ex\u00e9rcito frances decidiu retirar-se mas se viu frente a um poderoso inimigo      &#8220;o general frio&#8221; minando a tropas francesas muitos morriam de fome,      sede, doen\u00e7as como granguena e ao final o gigantesco ex\u00e9rcito que invadira      a R\u00fassia dos 450.000 apenas 30.000 homens retornaram com vida. Encorajados      pelo enfraquecimento do Imp\u00e9rio Napole\u00f4nico, mais vis\u00edvel ap\u00f3s a grande &#8220;derrota&#8221;      na R\u00fassia, formou-se a sexta alian\u00e7a (Pr\u00fassia, \u00c1ustria, R\u00fassia e Inglaterra)      e ap\u00f3s sucessivas derrotas em Mar\u00e7o de 1813 os ex\u00e9rcitos da sexta coliga\u00e7\u00e3o      tomavam Paris na batalha de Leipzig. O imp\u00e9rio frances foi desfeito e o imperador      exilado para ilha de Elba ficando em sua companhia quase 1.000 soldados. Em      1915 Napole\u00e3o foge da ilha de Elba na companhia de seus 1.000 homens e avan\u00e7a      at\u00e9 o territ\u00f3rio franc\u00eas. <\/p>\n   \n<p>Ciente do que ocorria, Luis XVIII enviou um batalh\u00e3o para aprision\u00e1-lo, e      nas margens do rio Mure, deu-se o hist\u00f3rico encontro entre seu ex-imperador      retomando o comando do ex\u00e9rcito. <\/p>\n   \n<p><strong>Napole\u00e3o se aproximou a dez passos das tropas e disse<\/strong>: &#8220;Soldados      do quinto batalh\u00e3o, sou vosso imperador. <\/p>\n   \n<p><strong>Reconhecei-me<\/strong>: se entre v\u00f3s houver um soldado que queira      me matar o seu imperador, aqui estou.&#8221;. Abriu seu capote cinzendo, os      oficiais ordenaram fogo, mas os soldados se recusaram a atirar at\u00e9 que surgiram      gritos &#8220;aqui esta o nosso general&#8221;, &#8220;viva o imperador&#8221;.      Contando com apoio de v\u00e1rios soldados que engrossavam suas fileiras pelo caminho      Napole\u00e3o avan\u00e7ava rapidamente a caminho de Paris. <\/p>\n   \n<p>Luis XVIII fugiu para a B\u00e9lgica e Napole\u00e3o tomava o poder pela segunda vez,      formou-se a s\u00e9tima alian\u00e7a. Foi finalmente derrotado na batalha de Waterloo      na B\u00e9lgica. Ele pede prote\u00e7\u00e3o ao governo brit\u00e2nico e abdica o trono, \u00e9 exilado      para ilha de Santa Helena (costa africana no atl\u00e2ntico sul) onde veio a falecer      em 1821.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.ohistoriador.hpg.ig.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imp\u00e9rio Napole\u00f4nico, Per\u00edodo, Guerra, Hist\u00f3ria, Fran\u00e7a, Causa, Napole\u00e3o Bonaparte, Governo, Pol\u00edtica, Expans\u00e3o, Objetivos, Imp\u00e9rio Napole\u00f4nico<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-26494","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Imp\u00e9rio Napole\u00f4nico - 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