{"id":26439,"date":"2016-01-07T00:00:00","date_gmt":"2016-01-07T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/historia-do-papel-3\/"},"modified":"2026-09-01T18:03:54","modified_gmt":"2026-09-01T18:03:54","slug":"historia-do-papel-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/historia-do-papel-3\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria do Papel"},"content":{"rendered":"\nA<strong>\u00a0hist\u00f3ria do papel<\/strong>\u00a0est\u00e1 intimamente ligada \u00e0 da cultura e da ci\u00eancia.\n\nA centelha que deu in\u00edcio \u00e0\u00a0<strong>inven\u00e7\u00e3o do papel<\/strong>\u00a0foi simples, mas extremamente significativa.\n\nO papel tamb\u00e9m vem sendo utilizado para contar a\u00a0<strong>hist\u00f3ria da humanidade.<\/strong>\n\n<strong>Os humanos tinham uma necessidade urgente:\u00a0<\/strong>comunicar certas informa\u00e7\u00f5es uns aos outros por escrito. As informa\u00e7\u00f5es deveriam ser colocadas em um meio leve e dur\u00e1vel que fosse facilmente transport\u00e1vel.\n\nA inven\u00e7\u00e3o do papel permitiu que papiros e pergaminhos fossem substitu\u00eddos por um material mais f\u00e1cil e, com o advento de novas t\u00e9cnicas de produ\u00e7\u00e3o, mais barato de fazer.\n\n<strong>O advento da m\u00eddia digital talvez tenha obscurecido o papel fundamental que o papel desempenhou na difus\u00e3o do conhecimento:<\/strong>\u00a0n\u00e3o se deve esquecer que, at\u00e9 algumas d\u00e9cadas atr\u00e1s, a difus\u00e3o de qualquer ideia exigia uma folha de papel.\n\n<strong>\u00c9 interessante notar que a primeira defini\u00e7\u00e3o de papel fornecida pela enciclop\u00e9dia infantil Treccani na It\u00e1lia \u00e9:\u00a0<\/strong>\u201cUm material essencial para a divulga\u00e7\u00e3o de ideias na vida cotidiana. Ao longo dos s\u00e9culos, o papel tem feito uma enorme contribui\u00e7\u00e3o para o progresso, desde permitir a participa\u00e7\u00e3o do cidad\u00e3o na vida democr\u00e1tica at\u00e9 aumentar os n\u00edveis de conhecimento e educa\u00e7\u00e3o. \u201d\n\n<strong>A hist\u00f3ria do papel refletiu a evolu\u00e7\u00e3o da sociedade humana ao longo dos s\u00e9culos:<\/strong>\u00a0da dissemina\u00e7\u00e3o do conhecimento cient\u00edfico e filos\u00f3fico \u00e0 dissemina\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o at\u00e9 a cria\u00e7\u00e3o do tipo de consci\u00eancia pol\u00edtica e hist\u00f3rica que deu origem ao moderno Estado-na\u00e7\u00e3o.\n\nTal como \u00e9 conhecido hoje, o papel remonta \u00e0 China do s\u00e9culo II. Sua inven\u00e7\u00e3o foi anunciada ao Imperador Ho Ti pelo oficial da corte Cai Lun (Tsai Lun), no ano 150. Desde ent\u00e3o, o invento influencia a vida de bilh\u00f5es de pessoas desde aquela \u00e9poca.\n\nPor mais de 600 anos, os chineses mantiveram sigilo sobre o primeiro sistema de fabrica\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>papel<\/strong>, que usava fibras de \u00e1rvores e trapos de tecidos cozidos e esmagados.\n\nA massa resultante era espalhada sobre uma peneira com moldura de bambu e um pano esticado e submetida ao sol para um processo natural de secagem.\n\nO segredo foi desvendado no ano 751, quando o ex\u00e9rcito \u00e1rabe atacou a cidade de Samarcanda, dominada pelo imp\u00e9rio chin\u00eas naquela \u00e9poca. T\u00e9cnicos de uma f\u00e1brica de papel foram presos e levados para Bagd\u00e1, onde se come\u00e7ou a fabricar papel, tamb\u00e9m sem se revelar a t\u00e9cnica. At\u00e9 que, no s\u00e9culo XI, a novidade foi introduzida pelos \u00e1rabes na Espanha e espalhou-se pelo Ocidente.\n\nSalto importante foi dado por Johannes Gutenberg, em 1440, ao inventar a imprensa e tornar os livros acess\u00edveis ao grande p\u00fablico, o que demandou quantidades maiores de papel.\n\nDurante boa parte de sua hist\u00f3ria, o papel foi fabricado \u00e0 m\u00e3o. Em meados do s\u00e9culo XVII, os holandeses come\u00e7aram a aplicar a for\u00e7a hidr\u00e1ulica para mover grandes pedras que, movidas umas contra as outras, melhor preparavam as fibras para a produ\u00e7\u00e3o de papel. Chamados de holandesas, esses moinhos s\u00e3o utilizados at\u00e9 hoje.\n\nA primeira m\u00e1quina para fazer\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0foi inventada na Fran\u00e7a por Nicholas-Louis Robert em 1799. Pouco tempo depois, os irm\u00e3os Fourdrinier apresentaram o m\u00e9todo de produ\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de papel, aperfei\u00e7oado na Inglaterra.\n\nA tecnologia foi aprimorada ao longo do tempo. Na segunda metade do s\u00e9culo XIX, quando a madeira substituiu trapos na produ\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>papel<\/strong>, as m\u00e1quinas Fourdrinier ganharam mudan\u00e7as importantes.\n\nNo Brasil, o\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0come\u00e7ou a ser fabricado em 1809, no Rio de Janeiro. E chegou a S\u00e3o Paulo com o desenvolvimento industrial proporcionado pela vinda de imigrantes europeus para trabalhar na cultura do caf\u00e9.\n\nEm sua bagagem, eles trouxeram conhecimento sobre o processo de produ\u00e7\u00e3o de papel.\n\n<strong>Hoje, v\u00e1rios Estados brasileiros produzem diferentes tipos de papel:<\/strong>\u00a0papelcart\u00e3o, de embalagens, de imprimir e escrever, de imprensa e para fins sanit\u00e1rios, al\u00e9m dos especiais.\n\n<strong>O papel<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0\u00e9 um material fino produzido a partir de fibras naturais (ou muito raramente artificiais), pressionadas juntas em uma estrutura s\u00f3lida depois de serem soltas em \u00e1gua quente.\n\nEsta receita foi estabelecida h\u00e1 mais de 2.000 anos na China Antiga, e desde ent\u00e3o mudou muito pouco, apenas sendo potencializada por avan\u00e7os pontuais da qu\u00edmica que ocasionaram a cria\u00e7\u00e3o de in\u00fameras varia\u00e7\u00f5es de tipos de papel. Hoje, usamos papel ao nosso redor, e n\u00e3o apenas para escrever ou pintar nele, mas tamb\u00e9m como um material muito vers\u00e1til que pode ser usado em quase qualquer lugar. As culturas asi\u00e1ticas o utilizam como ingrediente alimentar, interagimos com ele a qualquer momento quando compramos algo nas lojas, materiais de constru\u00e7\u00e3o para casas e instala\u00e7\u00f5es diversas, produtos de limpeza e muito mais.\n\n<strong>Papiro:\u00a0<\/strong>A planta sagrada dos eg\u00edpcios\n\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158115 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor8-3-1.jpg\" alt=\"\" width=\"236\" height=\"300\" \/>\n<p align=\"center\"><strong>Papiro<\/strong><\/p>\nHoje em dia, praticamente qualquer \u00e1rvore pode ser utilizada para produzir a celulose de forma r\u00e1pida, econ\u00f4mica e sem provocar grandes danos ao meio ambiente.\n\nE a presen\u00e7a do\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0no nosso dia-a-dia \u00e9 t\u00e3o marcante que seria imposs\u00edvel imaginar a vida sem ele.\n\nMas nem sempre foi assim.\n\nAntes da inven\u00e7\u00e3o do\u00a0<strong>papel<\/strong>, o homem teve que usar de muita criatividade para se expressar por meio da escrita. Na \u00cdndia, por exemplo, eram utilizadas folhas de palmeiras.\n\nOs esquim\u00f3s usavam ossos de baleia e dentes de foca. Na China, os livros eram feitos com conchas e cascos de tartaruga.\n\nTudo come\u00e7ou a mudar quando os eg\u00edpcios inventaram o papiro e o pergaminho, por volta de 2200 a.C.\n\nPor sinal, a palavra\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0\u00e9 origin\u00e1ria do latim papyrus, nome dado a um vegetal da fam\u00edlia Cepareas, uma planta aqu\u00e1tica existente no delta do Nilo.\n\nO mais interessante \u00e9 que os eg\u00edpcios consideravam essa planta sagrada, porque sua flor lembrava os raios do Sol, divindade m\u00e1xima para esse povo.\n\n<strong>Papel &#8211; Produ\u00e7\u00e3o artesanal<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>processo de produ\u00e7\u00e3o do papiro<\/strong>\u00a0\u00e9 relativamente simples.\n\nPrimeiro, corta-se o miolo do talo da planta em finas l\u00e2minas. Depois de secas em um pano, as l\u00e2minas s\u00e3o mergulhadas em \u00e1gua com vinagre, onde permanecem por seis dias para eliminar o a\u00e7\u00facar. Novamente secas, elas s\u00e3o colocadas em fileiras horizontais e verticais, umas sobre as outras. Na seq\u00fc\u00eancia, esse material \u00e9 colocado entre dois peda\u00e7os de tecido de algod\u00e3o e vai para uma prensa por mais seis dias. Com o peso, as finas l\u00e2minas se misturam e formam um peda\u00e7o de papel amarelado, pronto para ser usado.\n\nNa verdade, o pergaminho era muito mais resistente, pois se tratava de pele de animal, geralmente carneiro, bezerro ou cabra, e tinha um custo muito elevado.\n\nMuito da hist\u00f3ria do Egito foi transmitida pelos rolos de papiro encontrados nos t\u00famulos dos nobres e fara\u00f3s. O mais incr\u00edvel \u00e9 que, apesar de sua aparente fragilidade, milhares desses documentos chegaram leg\u00edveis e em bom estado at\u00e9 os dias de hoje.\n\n<strong>Chineses inventam o papel moderno<\/strong>\n\nProvavelmente, o papel j\u00e1 existia na China desde o s\u00e9culo II a.C., mas o fato \u00e9 que, segundo os historiadores, foi um oficial da corte chinesa chamado Tsai Lun Lun quem anunciou oficialmente a inven\u00e7\u00e3o, no ano 105 d.C., comunicando sua descoberta ao imperador.\n\nTsai Lun fragmentou cascas de amoreira, peda\u00e7os de bambu, rami, redes de pescar, roupas usadas e cal, para ajudar no desfibramento, em uma tina com \u00e1gua.\n\nNa pasta formada, submergiu uma f\u00f4rma de madeira revestida por um fino tecido de seda. Essa f\u00f4rma coberta de pasta era retirada da tina. Com a \u00e1gua escorrendo, surgia sobre a tela uma fina folha que era removida e estendida sobre uma mesa.\n\nEssa opera\u00e7\u00e3o era repetida diversas vezes, e as novas folhas eram colocadas sobre as anteriores, separadas por algum material.\n\nAs folhas ent\u00e3o eram prensadas para perder mais \u00e1gua e posteriormente colocadas uma a uma em muros aquecidos para a secagem. Essa t\u00e9cnica continua v\u00e1lida at\u00e9 hoje.\n\nApesar da importante descoberta, a t\u00e9cnica foi mantida em segredo pelos chineses durante quase 600 anos.\n\nNesse per\u00edodo, o uso do\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0estendeu-se pelos quatro cantos do Imp\u00e9rio Chin\u00eas, acompanhando as rotas comerciais das grandes caravanas, mas a difus\u00e3o da fabrica\u00e7\u00e3o acontecia de forma lenta.\n\nPor volta do s\u00e9culo VI a.C. os chineses come\u00e7aram a produzir um\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0de seda branco pr\u00f3prio para pintura e para escrita. A \u00fanica diferen\u00e7a para a produ\u00e7\u00e3o original era a mat\u00e9ria-prima utilizada.\n\n<strong>Fabrica\u00e7\u00e3o de papel feita pelos antigos chineses<\/strong>\n\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158118 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor11-3.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"203\" \/>\n<p align=\"center\"><strong>Papel<\/strong><\/p>\nO\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0come\u00e7ou a ser fabricado fora da jurisdi\u00e7\u00e3o \u00e1rabe, japonesa e chinesa, na It\u00e1lia, em Fabriano, em 1276.\n\nO\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0come\u00e7ou a substituir paulatinamente o pergaminho. Na Fran\u00e7a, a fabrica\u00e7\u00e3o iniciou-se em 1348, na Alemanha em 1390 e na Inglaterra, em 1494. Um bom trabalhador n\u00e3o podia fazer mais de 750 folhas por dia. Isso explica o alto valor de todas as pe\u00e7as liter\u00e1rias da \u00e9poca e seu pouco uso.\n\nO processo de fabrica\u00e7\u00e3o continuou artesanal e moroso at\u00e9 ao s\u00e9c. XVIII, quando em dezembro de 1798, o franc\u00eas Louis-Nicolas Robert, patenteou uma m\u00e1quina para fazer \u201cpapel de grande comprimento\u201d ou \u201cfitas de papel\u201d.\n\n<strong>Robert, ao inventar a m\u00e1quina capaz de produzir um papel com 12 a 15 metros de comprimento por cerca de 40 cm de largura, era empregado de um impressor famoso:<\/strong>\u00a0Didot.\n\nEste comprou-lhe a patente, mas n\u00e3o conseguiu viabilizar inteiramente o invento.\n\nO cunhado de Didot, um ingl\u00eas, roubou-lhe o desenho da m\u00e1quina e, de regresso \u00e0 Inglaterra, comercializou o invento. Dois industriais ingleses, Henry de Fourdriner e seu irm\u00e3o, aperfei\u00e7oaram o invento transformando-o numa m\u00e1quina de confec\u00e7\u00e3o cil\u00edndrico.\n\nO\u00a0<strong>processo de fabrica\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0foi sendo constantemente aperfei\u00e7oado, sendo que, atualmente, m\u00e1quinas de\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0podem facilmente produzir mais de 1000 metros de papel por minuto e por processos completamente diferentes que aqueles.\n\nA primeira f\u00e1brica de\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0no Brasil surge com a vinda da fam\u00edlia real portuguesa. Localizada no Andara\u00ed Pequeno (RJ), foi fundada entre 1808 e 1810 por Henrique Nunes Cardoso e Joaquim Jos\u00e9 da Silva. Em 1837 surge a ind\u00fastria de Andr\u00e9 Gaillar e, em 1841, a de Zeferino Ferrez\n\nA fabrica\u00e7\u00e3o do\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0em rolos cont\u00ednuos, j\u00e1 numa escala industrial, iniciou a revolu\u00e7\u00e3o cultural do Ocidente que revolucionou o mundo e ainda o estamos vivenciando.\n\nA inven\u00e7\u00e3o dos tabl\u00f3ides na Inglaterra e nos Estados Unidos se deveu \u00e0 maior facilidade de produzir papel por volta de 1860, n\u00e3o mais em folhas, mas em rolos enormes.\n\nS\u00f3 a partir da industrializa\u00e7\u00e3o do processo de fabrica\u00e7\u00e3o de papel \u00e9 que surgiram livros, jornais e revistas, num processo cada vez mais democratizado em que se difundiu desde ent\u00e3o, a cultura generalizada, a ci\u00eancia, a f\u00e9, o terror e a publicidade impressa.\n\n<strong>\u00c1rabes acabam com monop\u00f3lio chin\u00eas<\/strong>\n\nUm pequeno incidente hist\u00f3rico iria acabar definitivamente com o monop\u00f3lio chin\u00eas do\u00a0<strong>papel<\/strong>.\n\nSegundo os historiadores, \u00e1rabes instalados na antiga cidade de Samarkanda, aos p\u00e9s das montanhas do Turquist\u00e3o, aprisionaram dois chineses que sabiam como produzir papel e trocaram o segredo pela liberdade dos prisioneiros, no ano 751 d.C.\n\nA partir daquele momento, a difus\u00e3o do conhecimento sobre a produ\u00e7\u00e3o do\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0artesanal acompanhou a expans\u00e3o mu\u00e7ulmana ao longo da costa norte da \u00c1frica at\u00e9 a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, principalmente com o in\u00edcio da produ\u00e7\u00e3o de papel em Bagd\u00e1, em 795 d.C.\n\nA t\u00e9cnica de fabricar\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0evoluiu em um curto espa\u00e7o de tempo com o uso de amido derivado da farinha de trigo para a colagem das fibras no papel e o uso de sobras de linho, c\u00e2nhamo e outras fibras encontradas com facilidade para a prepara\u00e7\u00e3o da pasta.\n\n<strong>O Papel no Mundo<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0tem sua hist\u00f3ria ligada a legitimos e nobres ascendentes. Al\u00e9m das placas de argila, ossos, metais, pedras, peles, o homem escreveu, desenhou, e pintou em papiro, sobre o l\u00edber e logo a seguir em pergaminho.\n\nO mais antigo papiro j\u00e1 encontrado data por volta de 2200 a.C., e pertence ao Museu Brit\u00e2nico; o papiro foi o suporte de escrita de uso corrente at\u00e9 os primeiros s\u00e9culos da era Crist\u00e3, em toda Europa, regi\u00f5es asi\u00e1ticas, e naturalmente, \u00c1frica, de onde se originou.\n\nO pergaminho tornou-se o principal suporte de escrita durante quase toda a idade M\u00e9dia. Havia ainda o palimpseto, cuja palavra designa o pergaminho j\u00e1 usado e reaproveitado. O fen\u00f4meno do reaproveitamento do papiro repetia-se assim, com rela\u00e7\u00e3o aos pergaminhos.\n\nCom a introdu\u00e7\u00e3o do\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0na Europa, os outros suportes de escrita e desenho desapareceram, restando a lembran\u00e7a do papiro, na palavra papel, paper, papier.\n\nFoi longa e lenta a rota do papel a partir da sua inven\u00e7\u00e3o em 105 d.C. por T\u2019sai Lun.\n\nO\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0s\u00f3 conseguiu atingir a Europa 10 s\u00e9culos mais tarde, por caminhos tortuosos e dif\u00edceis. Os \u00e1rabes o produziam, comercializavam-no, e o transportavam da \u00c1sia pelo norte da \u00c1frica, e de Alexandria, Tr\u00edpoli e Tun\u00edsia, faziam-no chegar \u00e0 Espanha, e em seguida \u00e0 Fran\u00e7a.\n\n<strong>Outros pa\u00edses que produzem papel artesanal de maneira rudimentar e ancestral s\u00e3o:<\/strong>\u00a0\u00cdndia, Paquist\u00e3o, Nepal, Tibet, etc.\n\nCom a descoberta da Am\u00e9rica, encontrou-se um papel semelhante ao papiro produzido pelos Maias e pelos Aztecas chamado Amatl. O processo de feitura difere do papiro, e \u00e9 fabricado ainda hoje na cidade de San Pablito, M\u00e9xico, e constitui fonte de renda para seu povo.\n\nO Liber, palavra latina, \u00e9 a entre-casca de \u00e1rvore usada para fazer papel dando origem a palavra Livro. Era uso escrever-se em folhas de plantas na China, da\u00ed a origem da express\u00e3o &#8220;folha de papel&#8221;.\n\nA palavra grega Biblos era a designa\u00e7\u00e3o feita a v\u00e1rias folhas escritas sobre papiro, originando assim a palavra B\u00edblia.\n\n<strong>O Papel no Brasil<\/strong>\n\n<strong>Papel artesanal no s\u00e9culo XIX<\/strong>\n\nA primeira f\u00e1brica de\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0no Brasil entre 1809 e 1810 no Andara\u00ed Pequeno (Rio de Janeiro), foi constru\u00edda por Henrique Nunes Cardoso e Joaquim Jos\u00e9 da Silva, industriais portugueses transferidos para o Brasil.\n\nDeve ter come\u00e7ado a funcionar entre 181O e 1811, e pretendia trabalhar com fibra vegetal. Outra f\u00e1brica aparece no Rio de Janeiro, montada por Andr\u00e9 Gaillard em 1837 e logo em seguida em 1841, tem in\u00edcio a de Zeferino Ferraz, instalada na freguesia do Engenho Velho.\n\nO portugu\u00eas Moreira de S\u00e1 proclama a preced\u00eancia da descoberta do\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0de pasta de madeira como estudo de seu laborat\u00f3rio, e produto de sua f\u00e1brica num soneto de sua autoria, dedicado aos pr\u00edncipes D. Jo\u00e3o e Dona Carlota Joaquina impresso na primeira amostra assim fabricado.\n<p class=\"imagem\" align=\"center\"><strong>\u201cA qu\u00edmica e os desejos trabalharam\nn\u00e3o debalde, senhor, que o fruto \u00e9 este\noutras na\u00e7\u00f5es a tanto n\u00e3o chegaram.\u201d<\/strong><\/p>\nA vinda de Moreira de S\u00e1 ao Brasil coincide com as experi\u00eancias de Frei Velozo em 1809 quando produziu o\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0de imbira e experimentava seu fabrico com outras plantas.\n\n<strong>Cria\u00e7\u00e3o da imprensa aumenta demanda<\/strong>\n\nPor volta do ano 1400, os livros, que eram escritos \u00e0 m\u00e3o, come\u00e7aram a ficar cada vez mais acess\u00edveis ao p\u00fablico, aumentando consideravelmente o consumo de papel.\n\nMas escrever \u00e0 m\u00e3o era um processo lento e trabalhoso, tanto para elaborar o original de uma obra como para reproduzi-la. Para isso, os chineses j\u00e1 haviam inventado a xilografia, t\u00e9cnica onde os sinais gr\u00e1ficos eram esculpidos em relevo em pranchas de madeira e aplicados sobre o papel como se fossem um carimbo.\n\nEsse processo chegou \u00e0 Europa e, em 1455, foi aperfei\u00e7oado pelo alem\u00e3o Johann Gutenberg (imagem acima), que criou tipos m\u00f3veis feitos de metal, os quais podiam ser reagrupados para imprimir textos diferentes.\n\nPor essa raz\u00e3o, Gutenberg ficou conhecido como o \u201cPai da Imprensa\u201d. Sua descoberta aumentou vertiginosamente o consumo de papel.\n\nEm meados do s\u00e9culo XVII, os holandeses conseguiram o progresso mais importante na tecnologia da fabrica\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>papel<\/strong>.\n\nPara driblar o problema da falta de for\u00e7a hidr\u00e1ulica na Holanda, os moinhos de\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0passaram a ser acionados pela for\u00e7a dos ventos. No lugar dos moinhos de martelos, passaram a ser utilizadas as m\u00e1quinas refinadoras de cilindros, batizadas de \u201cholandesas\u201d. Essas m\u00e1quinas refinadoras faziam, em apenas quatro ou cinco horas, a mesma quantidade de pasta que um antigo moinho de martelo demorava 24 horas para produzir.\n\n<strong>Papel &#8211; Do s\u00e9culo XIX at\u00e9 os dias de hoje<\/strong>\n\nQuando a fabrica\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0cresceu em volume, a procura pela mat\u00e9ria-prima passou a ser um s\u00e9rio problema. Na \u00e9poca, eram usados sobretudo trapos velhos, mas as roupas dispon\u00edveis n\u00e3o eram suficientes para atender demanda e os soberanos proibiram as exporta\u00e7\u00f5es.\n\nNa busca de algo para substituir os trapos, Mathias Koops editou um livro em 1800 que foi impresso em papel de palha. Em 1884, Friedrich G. Keller fabricou pasta de fibras, utilizando madeira pelo processo de desfibramento, mas ainda juntando trapos \u00e0 mistura. Mais tarde percebeu que a pasta obtida era formada por fibras de celulose impregnadas por outras subst\u00e2ncias da madeira, a lignina.\n\n<strong>Procurando separar as fibras da celulose da lignina, foram sendo descobertos v\u00e1rios processos:<\/strong>\u00a0como o processo sulfato (kraft), processo sulfito, processo de pasta mec\u00e2nica e processo com soda.\n\n\u00c9 importante destacar ainda a inven\u00e7\u00e3o do papel couch\u00e9, em 1860.\n\n<strong>Papel &#8211; Evolu\u00e7\u00e3o<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158116 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor9-3.jpg\" alt=\"\" width=\"199\" height=\"300\" \/><strong>Papel<\/strong><\/p>\nA introdu\u00e7\u00e3o das novas semipastas foi um importante passo na eclos\u00e3o de novos processos tecnol\u00f3gicos na fabrica\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>papel<\/strong>.\n\nO uso de m\u00e1quinas mais velozes (1.200 metros por minuto) e o uso do eucalipto (fibra curta) para a obten\u00e7\u00e3o de celulose foram alguns dos aperfei\u00e7oamentos mais importantes desta evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica.\n\nA pasta de celulose derivada do eucalipto surgiu pela primeira vez em escala industrial no in\u00edcio dos anos 1960, e ainda era considerada uma novidade at\u00e9 a d\u00e9cada de 70. Hoje, a madeira de eucalipto \u00e9 a mat\u00e9ria prima mais utilizada na produ\u00e7\u00e3o nacional de papel e celulose.\n\nO primeiro testemunho hist\u00f3rico da exist\u00eancia do\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0situa sua inven\u00e7\u00e3o na China, por volta do ano de 105 da era crist\u00e3.\n\nDurante o s\u00e9culo VIII o uso do produto estendeu-se pela \u00c1sia central e no s\u00e9culo XIV foi introduzido pelos \u00e1rabes no continente europeu, onde a partir de ent\u00e3o se instalaram f\u00e1bricas para sua produ\u00e7\u00e3o em numerosas regi\u00f5es. O surgimento da imprensa, que permitiu aumentar a produ\u00e7\u00e3o de c\u00f3pias de livros, acelerou o desenvolvimento das t\u00e9cnicas de fabrica\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>papel<\/strong>.\n\nNo s\u00e9culo XIX, as diversas variedades de tecidos utilizadas como mat\u00e9ria-prima foram substitu\u00eddas pela madeira e outras pastas vegetais. A primeira m\u00e1quina de fabrica\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0foi constru\u00edda na Fran\u00e7a no final do s\u00e9culo XVIII.\n\n<strong>Papel &#8211; Tipos de fibras<\/strong>\n\n<strong>Al\u00e9m da madeira, outros materiais s\u00e3o empregados como mat\u00e9ria-prima na produ\u00e7\u00e3o do papel:<\/strong>\u00a0o pr\u00f3prio papel e o papel\u00e3o, cujo aproveitamento depois do primeiro uso, num processo conhecido como reciclagem, se estendeu consideravelmente na segunda metade do s\u00e9culo XX; outras subst\u00e2ncias de origem vegetal, como o esparto, o bambu e as plantas lin\u00e1ceas; e fibras sint\u00e9ticas.\n\n<strong>Papel &#8211; Madeira<\/strong>\n\nA pasta de celulose extra\u00edda de troncos de \u00e1rvores, base das fibras naturais, \u00e9 a mat\u00e9ria-prima por excel\u00eancia para a fabrica\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>papel<\/strong>.\n\nDo ponto de vista das ind\u00fastrias madeireiras e papeleiras, as esp\u00e9cies arb\u00f3reas dos bosques, extremamente variadas, classificam-se em duras e moles. Estas \u00faltimas costumam ser mais longas, o que lhes confere maior resist\u00eancia \u00e0 fratura, enquanto as madeiras duras proporcionam fibras com menos veios que as primeiras.\n\nO r\u00e1pido aumento no consumo de madeira para pasta de\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0ocasionou uma altera\u00e7\u00e3o nos m\u00e9todos de reflorestamento que afetou tanto a sele\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies \u2014 com prefer\u00eancia pelas de crescimento r\u00e1pido, como o pinho e o eucalipto \u2014 como as formas de cultivo e os terrenos escolhidos.\n\n<strong>Papel &#8211; Tecidos<\/strong>\n\nAlgod\u00e3o e fibras de linho foram utilizados como elementos b\u00e1sicos na prepara\u00e7\u00e3o do\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0na antiguidade.\n\nAs caracter\u00edsticas das fibras t\u00eaxteis conferem ao\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0alta durabilidade e dureza, al\u00e9m de excelente textura e vivacidade de cor. A finura e a pureza da fibra t\u00eaxtil, superiores \u00e0s da celulose, fazem com que o\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0delas derivado seja apto para utiliza\u00e7\u00e3o em impressos oficiais, certificados, documentos legais etc. Outros tipos de papel obtidos com base na fibra t\u00eaxtil s\u00e3o o carbono, o papel-b\u00edblia \u2014 muito fino, que costuma ser empregado em edi\u00e7\u00f5es de luxo de grossos volumes\u2013 e o papel de cigarro.\n\n<strong>Papel\u00e3o e papel usado<\/strong>\n\nA crescente demanda de\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0multiplica a possibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o de pap\u00e9is usados como fonte de papel virgem. As t\u00e9cnicas de reciclagem, tanto de\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0usado como de papel\u00e3o, evolu\u00edram com rapidez depois da segunda guerra mundial.\n\n<strong>S\u00e3o dois os principais sistemas de recupera\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0um deles se aplica ao\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0impresso e inclui o tratamento da tinta, e o outro para papel de embrulho e papel\u00e3o, de maior rusticidade e porosidade e sem caracteres impressos.\n\n<strong>Outras fibras naturais<\/strong>\n\nAs fibras de celulose constituem parte fundamental na composi\u00e7\u00e3o da maioria das plantas. Algumas delas, por sua morfologia, podem ser utilizadas como mat\u00e9ria-prima na fabrica\u00e7\u00e3o do\u00a0<strong>papel<\/strong>.\n\nO baga\u00e7o da cana-de-a\u00e7\u00facar proporciona pastas com alta percentagem de fibras que s\u00e3o aproveitadas para a produ\u00e7\u00e3o de diferentes tipos de papel usados na Am\u00e9rica e \u00c1sia. O uso do esparto, que se tornou comum sobretudo na Espanha e no norte da \u00c1frica, declinou notavelmente em outros pa\u00edses europeus a partir de 1950.\n\nProduz-se o\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0de esparto em l\u00e2minas grossas de superf\u00edcie rugosa. A abund\u00e2ncia de bambu em regi\u00f5es da China, \u00cdndia, Tail\u00e2ndia e Filipinas favoreceu seu uso como fonte de um papel caracterizado pela suavidade ao tato. O c\u00e2nhamo, o linho e a juta s\u00e3o tamb\u00e9m fibras naturais muito usadas na produ\u00e7\u00e3o de papel.\n\n<strong>Papel &#8211; Processos de prepara\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\n<strong>Mesmo com a mecaniza\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria, cada etapa da produ\u00e7\u00e3o do papel manteve seus processos tradicionais, que podem ser assim ordenados:<\/strong>\n<blockquote><strong>1)\u00a0<\/strong>prepara\u00e7\u00e3o de uma suspens\u00e3o de fibra de celulose, que \u00e9 agitada na \u00e1gua at\u00e9 que as fibras se separem e se saturem de l\u00edquido<strong>\n2)<\/strong>\u00a0filtragem da pasta de papel numa tela tran\u00e7ada para formar a l\u00e2mina de fibra<strong>\n3)\u00a0<\/strong>prepara\u00e7\u00e3o da l\u00e2mina \u00famida e posterior secagem<strong>\n4)<\/strong>\u00a0elimina\u00e7\u00e3o por evapora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua ainda restante<strong>\n5)<\/strong>\u00a0tratamento final que, em fun\u00e7\u00e3o do tipo de papel que se pretende obter, consiste na compress\u00e3o da l\u00e2mina seca de papel e eventual impregna\u00e7\u00e3o com diferentes subst\u00e2ncias e tinturas.<\/blockquote>\nNas ind\u00fastrias modernas, a polpa, depois de batida em uma m\u00e1quina, recebe uma mistura j\u00e1 processada de l\u00e3, trapos, linho e papel velho.\n\nUm moinho axial encarrega-se de misturar aditivos minerais e remeter o conjunto a um tanque misturador, onde s\u00e3o adicionados aglutinantes, estabilizadores, aditivos e mais \u00e1gua.\n\nA massa homog\u00eanea assim obtida \u00e9 enviada a um cilindro marcador de linha d\u2019\u00e1gua e passa depois por uma sucess\u00e3o de bobinas de feltro, para elimina\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, e de cilindros aquecidos, para secagem por evapora\u00e7\u00e3o. Finalmente se fazem a calandragem, o corte e a bobinagem.\n\nO\u00a0<strong>processo de fabrica\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0manual do\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0\u00e9 mais simples.\n\nDepois das opera\u00e7\u00f5es de mistura descritas para o processo industrial, coloca-se a massa sobre telas de arame, num tanque, para elimina\u00e7\u00e3o da \u00e1gua. Em seguida \u00e9 feita a prensagem e secagem por evapora\u00e7\u00e3o do\u00a0<strong>papel<\/strong>.\n\nAtualmente, utiliza-se o processo manual apenas para fabrica\u00e7\u00e3o de pap\u00e9is especiais, alguns de grande beleza, caracterizados pelas marcas dos fios do tear, ou vergaturas, e pelo esgar\u00e7amento das margens em pequenas folhas.\n\nEsse tipo de\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0destina-se em geral \u00e0 impress\u00e3o de gravuras de buril ou \u00e1gua-forte, ou para execu\u00e7\u00e3o de outros trabalhos art\u00edsticos, como desenhos e aquarelas.\n\nOs processos industriais de produ\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0geralmente t\u00eam lugar em f\u00e1bricas instaladas em pa\u00edses e regi\u00f5es de tecnologia avan\u00e7ada. Em conseq\u00fc\u00eancia, registra-se um importante com\u00e9rcio internacional de pastas vegetais entre pa\u00edses que possuem amplas reservas florestais e pa\u00edses industrializados.\n\nEntre os que tradicionalmente lideram a produ\u00e7\u00e3o de papel destacam-se Estados Unidos, Jap\u00e3o e Canad\u00e1.\n\n<strong>Propriedades e usos<\/strong>\n\nDada a ampla variedade de aplica\u00e7\u00f5es do\u00a0<strong>papel<\/strong>, suas propriedades variam consideravelmente de um tipo para outro. Em geral, a dureza depende da classe e do comprimento da fibra que forma a pasta, da qualidade do material interfibrilar e da estrutura e forma\u00e7\u00e3o das l\u00e2minas. Associada \u00e0 dureza, encontram-se a resist\u00eancia e a durabilidade, tamb\u00e9m altamente vari\u00e1veis.\n\nSuas principais propriedades \u00f3pticas s\u00e3o o brilho, que depende do acetinado; a cor, obtida nos tratamentos qu\u00edmicos; e a opacidade, que varia de acordo com os processos de fabrica\u00e7\u00e3o.\n\nA classifica\u00e7\u00e3o dos tipos de\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0pode ser feita segundo diversos crit\u00e9rios, que habitualmente se relacionam a sua aplica\u00e7\u00e3o. Assim, catalogam-se os pap\u00e9is para impress\u00e3o em folhas que, destinadas \u00e0 impress\u00e3o com m\u00e1quina, como no caso dos jornais e livros, apresentam superf\u00edcie \u00e1spera e impr\u00f3pria para escrita manual; acetinados, submetidos previamente \u00e0 opera\u00e7\u00e3o de calandragem ou passagem por cilindros que os tornam lisos e brilhantes, aptos para emprego na escrita; e as cartolinas, de maior espessura e diversas qualidades que permitem seu uso tanto na escrita como para envolt\u00f3rios de melhor qualidade.\n\nEntre os diversos tipos \u00fateis de papel cabe citar o papel-moeda, feito de fibras t\u00eaxteis e destinado \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o de dinheiro; o papel-carbono, empregado para c\u00f3pias diretas por press\u00e3o; o papel pintado, usado em decora\u00e7\u00e3o para forrar paredes; o papel-filtro, muito poroso, usado para filtrar l\u00edquidos e na fabrica\u00e7\u00e3o de coadores de caf\u00e9 descart\u00e1veis; o papel crepom, enrugado, usado na confec\u00e7\u00e3o de flores artificiais e outros enfeites; o papel fotogr\u00e1fico, que tem uma das superf\u00edcies coberta de subst\u00e2ncia fotossens\u00edvel, usado para c\u00f3pias fotogr\u00e1ficas; e o papel vegetal, transparente, usado para projetos arquitet\u00f4nicos.\n\n<strong>A hist\u00f3ria do papel:<\/strong>\u00a0origens chinesas\n\nFontes hist\u00f3ricas atribuem a inven\u00e7\u00e3o do papel a Cai Lun, um dignit\u00e1rio servindo \u00e0 corte imperial chinesa que, em 105 dC, come\u00e7ou a produzir folhas de papel com peda\u00e7os de trapos velhos, cascas de \u00e1rvores e redes de pesca. Os chineses guardaram o segredo da fabrica\u00e7\u00e3o de papel por muitos s\u00e9culos at\u00e9 que, no s\u00e9culo 6, sua inven\u00e7\u00e3o foi trazida ao Jap\u00e3o pelo monge budista Dam Jing.\n\nOs japoneses aprenderam imediatamente as t\u00e9cnicas de fabrica\u00e7\u00e3o de papel e come\u00e7aram a usar polpa derivada da casca da amoreira para produzir eles pr\u00f3prios esse precioso material.\n\n<strong>O papel como meio de comunica\u00e7\u00e3o de massa<\/strong>\n\nA fabrica\u00e7\u00e3o industrial do papel teve in\u00edcio no s\u00e9culo 19 com a expans\u00e3o dos jornais de grande circula\u00e7\u00e3o e dos primeiros romances campe\u00f5es de vendas, que demandavam enormes quantidades de celulose barata. Em 1797, Louis Nicolas Robert criou a primeira m\u00e1quina Fourdrinier, que era capaz de produzir uma folha de 60 cm de comprimento. Como a demanda por trapos para a fabrica\u00e7\u00e3o de papel superou a oferta, materiais alternativos foram procurados, como a polpa de madeira. Com o desenvolvimento de novas t\u00e9cnicas de extra\u00e7\u00e3o de fibras de \u00e1rvores, o pre\u00e7o do papel caiu drasticamente e logo se tornou um produto de consumo em massa. S\u00f3 na Gr\u00e3-Bretanha, a produ\u00e7\u00e3o de papel disparou de 96.000 toneladas por ano em 1861 para 648.000 toneladas em 1900.\n\n<strong>Mais uma vez, a hist\u00f3ria do papel e a hist\u00f3ria da humanidade estiveram intimamente ligadas:<\/strong>\u00a0com a dissemina\u00e7\u00e3o do papel barato, os livros e jornais tornaram-se acess\u00edveis a todos, levando a uma explos\u00e3o da alfabetiza\u00e7\u00e3o entre as classes m\u00e9dias. Mas foi s\u00f3 na virada do s\u00e9culo que o papel seria empregado para outros usos, como papel higi\u00eanico e papel de embrulho, brinquedos e decora\u00e7\u00e3o de interiores.\n\n<strong>O impacto ambiental do papel e as escolhas ambientais<\/strong>\n\n<strong>A fabrica\u00e7\u00e3o de papel usa uma quantidade significativa de recursos naturais:<\/strong>\u00a0entre 2 e 2,5 toneladas de madeira e 30-40 metros c\u00fabicos de \u00e1gua s\u00e3o necess\u00e1rios para fazer uma tonelada de papel. Al\u00e9m disso, eletricidade e g\u00e1s metano s\u00e3o necess\u00e1rios para alimentar as m\u00e1quinas industriais utilizadas nas v\u00e1rias fases de produ\u00e7\u00e3o e, dependendo do tipo de papel, uma s\u00e9rie de aditivos qu\u00edmicos poluentes. \u00c9 por isso que, sempre que poss\u00edvel, \u00e9 importante escolher papel sustent\u00e1vel ou reciclado para reduzir o impacto ambiental da produ\u00e7\u00e3o de papel.\n\n<strong>A FABRICA\u00c7\u00c3O DO PAPEL \u2013 M\u00c9TODO ATUAL<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158117 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor10-2.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"127\" \/><strong>Papel<\/strong><\/p>\nA\u00a0<strong>fabrica\u00e7\u00e3o do papel<\/strong>, tal como foi feita inicialmente por Ts\u2019Ai Lun consiste essencialmente de tr\u00eas etapas principais, partindo-se da mat\u00e9ria-prima que pode ser a celulose, pasta mec\u00e2nica ou reaproveitamento de pap\u00e9is usados.\n\n<strong>As quatro etapas s\u00e3o:<\/strong>\n<blockquote>Prepara\u00e7\u00e3o da Massa\nForma\u00e7\u00e3o da folha\nPrensagem\nSecagem<\/blockquote>\nDependendo do uso que ter\u00e1 o\u00a0<strong>papel<\/strong>, h\u00e1 uma s\u00e9rie de tratamentos especiais antes, durante ou depois de sua fabrica\u00e7\u00e3o.\n\nAssim, se o\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0se destina \u00e0 escrita ele deve ser um pouco absorvente para que se possa escrever nele com tinta, ou um pouco \u00e1spero para o uso de l\u00e1pis, mas ele n\u00e3o pode ser t\u00e3o absorvente como um mata-borr\u00e3o.\n\nPara isso, recebe um banho superficial de amido durante a secagem, al\u00e9m de se adicionar breu durante a prepara\u00e7\u00e3o de massa.\n\nSe o\u00a0<strong>papel<\/strong>\u00a0deve ser resistente a certos esfor\u00e7os, a celulose dever\u00e1 sofrer um tratamento de moagem chamada \u201cRefina\u00e7\u00e3o\u201d.\n\n<strong>A primeira etapa da fabrica\u00e7\u00e3o de papel consta de:<\/strong>\n<blockquote>Desfibramento para soltar as fibras numa solu\u00e7\u00e3o de \u00e1gua\nDepura\u00e7\u00e3o destinada a manter a pasta livre de impurezas\nRefina\u00e7\u00e3o que dar\u00e1 as qualidades exigidas ao papel atrav\u00e9s da moagem das fibras<\/blockquote>\n<strong>Na prepara\u00e7\u00e3o da massa outras opera\u00e7\u00f5es s\u00e3o levadas a efeito:<\/strong>\n<blockquote><strong>Tingimento:<\/strong>\u00a0s\u00e3o colocados corantes para se obter a cor desejada.<strong>\nColagem:<\/strong>\u00a0\u00e9 a adi\u00e7\u00e3o do breu ou de colas preparadas<strong>\nCorre\u00e7\u00e3o do pH:\u00a0<\/strong>(acidez ou alcalinidade) normalmente a celulose est\u00e1 em suspens\u00e3o em \u00e1gua alcalina, cuja alcalinidade deve ser parcial ou totalmente neutralizada com sulfato de alum\u00ednio, que tamb\u00e9m vai ajudar na colagem e tingimento.<strong>\nAditivos:<\/strong>\u00a0coloca\u00e7\u00e3o de outros ingredientes para melhorar a qualidade do papel<\/blockquote>\nA segunda etapa da fabrica\u00e7\u00e3o do papel \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o da folha, feita atrav\u00e9s da suspens\u00e3o das fibras de celulose em \u00e1gua, e que \u00e9 colocada sobre uma tela met\u00e1lica.\n\nA \u00e1gua escoa atrav\u00e9s da tela e as fibras s\u00e3o retiradas formando uma esp\u00e9cie de tecido, com os fios muito pequenos e tran\u00e7ados entre si.\n\n<strong>A forma\u00e7\u00e3o da folha poder\u00e1 ser feita atrav\u00e9s de v\u00e1rias formas:<\/strong>\n<blockquote><strong>Manual:<\/strong>\u00a0onde a tela \u00e9 simplesmente uma peneira<strong>\nMesas Planas:<\/strong>\u00a0a tela met\u00e1lica ap\u00f3ia-se sobre roletes e \u00e9 estendida, para formar uma \u00e1rea plana horizontal. Esta tela corre com velocidade constante e recebe na parte inicial do setor plano, a suspens\u00e3o das fibras, a \u00e1gua escoa atrav\u00e9s da tela deixando as fibras<strong>\nCil\u00edndrica:<\/strong>\u00a0a tela met\u00e1lica recobre um cilindro, que gira a velocidade constante em uma suspens\u00e3o de fibras, a \u00e1gua atravessa a tela dentro do tambor e \u00e9 da\u00ed retirada; as fibras aderem \u00e0 tela, formando uma folha que \u00e9 retirada do tambor por um feltro.<\/blockquote>\nA terceira etapa \u00e9 a prensagem, na qual a folha \u00e9 submetida a press\u00f5es hidr\u00e1ulicas dos rolos prensas acaba removendo mais uma quantidade de \u00e1gua tornando-se assim mais resistente.\n\nA \u00faltima etapa \u00e9 a passagem por cilindros secadores, nos quais a folha \u00e9 submetida \u00e0 superf\u00edcie aquecida dos cilindros e, com isso, a \u00e1gua \u00e9 evaporada. A folha atinge valores de umidades da ordem de 5%.\n\nFeitas essas opera\u00e7\u00f5es e o corte no tamanho desejado, o papel est\u00e1 pronto para uso.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.pixartprinting.co.uk\/www.bracelpa.org.br\/bancasantarosa.com\/www.ksronline.com.br\/www.historyofpaper.net\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria do Papel, Brasil, Mundo, Tipos, Aplica\u00e7\u00f5es, Inven\u00e7\u00e3o, Composi\u00e7\u00e3o, Fabrica\u00e7\u00e3o, Reciclagem, Utiliza\u00e7\u00e3o, Origem, Uso, Hist\u00f3ria do Papel<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":16384,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-26439","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Hist\u00f3ria do Papel - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Hist\u00f3ria do Papel - Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Hist\u00f3ria do Papel, Brasil, Mundo, Tipos, Aplica\u00e7\u00f5es, Inven\u00e7\u00e3o, Composi\u00e7\u00e3o, Fabrica\u00e7\u00e3o, Reciclagem, Utiliza\u00e7\u00e3o, Origem, Uso, Hist\u00f3ria do Papel\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/historia-do-papel-3\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2016-01-07T00:00:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-09-01T18:03:54+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhistor272.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"280\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"235\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"admin\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"admin\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. reading time\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"27 minutes\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/historia-geral\\\/historia-do-papel-3\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/historia-geral\\\/historia-do-papel-3\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"admin\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\"},\"headline\":\"Hist\u00f3ria do Papel\",\"datePublished\":\"2016-01-07T00:00:00+00:00\",\"dateModified\":\"2026-09-01T18:03:54+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/historia-geral\\\/historia-do-papel-3\\\/\"},\"wordCount\":5487,\"commentCount\":0,\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/historia-geral\\\/historia-do-papel-3\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/hhistor272.jpg\",\"articleSection\":[\"Hist\u00f3ria Geral\"],\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/historia-geral\\\/historia-do-papel-3\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/historia-geral\\\/historia-do-papel-3\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/historia-geral\\\/historia-do-papel-3\\\/\",\"name\":\"Hist\u00f3ria do Papel - Portal S\u00e3o Francisco\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/historia-geral\\\/historia-do-papel-3\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/historia-geral\\\/historia-do-papel-3\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/hhistor272.jpg\",\"datePublished\":\"2016-01-07T00:00:00+00:00\",\"dateModified\":\"2026-09-01T18:03:54+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/historia-geral\\\/historia-do-papel-3\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/historia-geral\\\/historia-do-papel-3\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/historia-geral\\\/historia-do-papel-3\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/hhistor272.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/hhistor272.jpg\",\"width\":280,\"height\":235},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/historia-geral\\\/historia-do-papel-3\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Hist\u00f3ria do Papel\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/\",\"name\":\"Portal S\u00e3o Francisco\",\"description\":\"\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"en-US\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\",\"name\":\"admin\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"admin\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\"],\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/author\\\/admin\\\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Hist\u00f3ria do Papel - Portal S\u00e3o Francisco","robots":{"index":"noindex","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"og_locale":"en_US","og_type":"article","og_title":"Hist\u00f3ria do Papel - Portal S\u00e3o Francisco","og_description":"Hist\u00f3ria do Papel, Brasil, Mundo, Tipos, Aplica\u00e7\u00f5es, Inven\u00e7\u00e3o, Composi\u00e7\u00e3o, Fabrica\u00e7\u00e3o, Reciclagem, Utiliza\u00e7\u00e3o, Origem, Uso, Hist\u00f3ria do Papel","og_url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/historia-do-papel-3\/","og_site_name":"Portal S\u00e3o Francisco","article_published_time":"2016-01-07T00:00:00+00:00","article_modified_time":"2026-09-01T18:03:54+00:00","og_image":[{"width":280,"height":235,"url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhistor272.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"admin","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Written by":"admin","Est. reading time":"27 minutes"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/historia-do-papel-3\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/historia-do-papel-3\/"},"author":{"name":"admin","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c"},"headline":"Hist\u00f3ria do Papel","datePublished":"2016-01-07T00:00:00+00:00","dateModified":"2026-09-01T18:03:54+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/historia-do-papel-3\/"},"wordCount":5487,"commentCount":0,"image":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/historia-do-papel-3\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhistor272.jpg","articleSection":["Hist\u00f3ria Geral"],"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/historia-do-papel-3\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/historia-do-papel-3\/","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/historia-do-papel-3\/","name":"Hist\u00f3ria do Papel - Portal S\u00e3o Francisco","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/historia-do-papel-3\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/historia-do-papel-3\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhistor272.jpg","datePublished":"2016-01-07T00:00:00+00:00","dateModified":"2026-09-01T18:03:54+00:00","author":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/historia-do-papel-3\/#breadcrumb"},"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/historia-do-papel-3\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/historia-do-papel-3\/#primaryimage","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhistor272.jpg","contentUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhistor272.jpg","width":280,"height":235},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/historia-do-papel-3\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Hist\u00f3ria do Papel"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#website","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/","name":"Portal S\u00e3o Francisco","description":"","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"en-US"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c","name":"admin","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","caption":"admin"},"sameAs":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco"],"url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/author\/admin\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26439","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26439"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26439\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16384"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26439"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26439"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26439"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}