{"id":26404,"date":"2016-01-06T00:00:00","date_gmt":"2016-01-06T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/escorpioes-3\/"},"modified":"2026-09-01T18:03:23","modified_gmt":"2026-09-01T18:03:23","slug":"escorpioes-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/escorpioes-3\/","title":{"rendered":"Escorpi\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/escorpioes-21.jpg\" alt=\"Escorpi\u00f5es\" title=\"Escorpi\u00f5es\" \/><strong><br \/>\n     Escorpi\u00e3o Amarelo<\/strong><\/p>\n   \n<h4><strong>Escorpi\u00e3o<\/strong> &#8211; O que \u00e9<\/h4>\n   \n<p>O <strong>escorpi\u00e3o<\/strong> \u00e9 um tipo de artr\u00f3pode. <\/p>\n   \n<p>Eles t\u00eam 8 pernas e eles t\u00eam uma cauda muito longa que ondula sobre a parte      superior. <\/p>\n   \n<p>Eles tamb\u00e9m t\u00eam um ferr\u00e3o que est\u00e1 cheio de veneno. <\/p>\n   \n<p>No entanto, apenas cerca de \u00bc deles t\u00eam veneno que \u00e9 muito perigoso. <\/p>\n   \n<p><strong>Escorpi\u00f5es<\/strong> s\u00e3o membros da classe Arachnida e est\u00e3o intimamente      relacionadas com aranhas, \u00e1caros e carrapatos.<\/p>\n   \n<h4><strong>Escorpi\u00e3o &#8211; <\/strong>Animais<\/h4>\n   \n<p>Os <strong>escorpi\u00f5es <\/strong>s\u00e3o aracn\u00eddeos, muitas pessoas os chamam de      insetos, mas basta observar que este animal tem 4 (quatro) pares de patas      ao inv\u00e9s de 3 (tr\u00eas) como os insetos. <\/p>\n   \n<p>A origem destes animais remonta a mais de 400 milh\u00f5es de anos, sobrevivendo      a todos os grandes cataclismos que destru\u00edram milhares de esp\u00e9cies vivas.    <\/p>\n   \n<p>Portanto o escorpi\u00e3o foi um observador privilegiado tanto do fim dos dinossauros      assim como do surgimento do homem na face da Terra. <\/p>\n   \n<p><strong>Existem centenas de esp\u00e9cies de escorpi\u00f5es, mas para n\u00f3s em particular      s\u00f3 interessam, por enquanto tr\u00eas, s\u00e3o elas :<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Tityus serrulatus<\/strong> o<strong> escorpi\u00e3o amarelo<\/strong>,        respons\u00e1vel pelos acidentes mais graves <strong><br \/>\n       Tityus bahiensis<\/strong> o <strong>escorpi\u00e3o preto<\/strong>, tamb\u00e9m pode        causar acidentes graves <strong><br \/>\n       Bothriurus araguayae escorpi\u00e3o <\/strong>tamb\u00e9m<strong> preto<\/strong>, mas        bem pequeno e brilhante, parecendo que foi &#8220;envernizado&#8221;. <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Destes apenas os dois primeiros apresentam perigo para as pessoas, podendo      causar acidentes graves e inclusive morte de seres humanos e animais. <\/p>\n   \n<p>O <strong>Bothriurus araguayae<\/strong> \u00e9 um animal inofensivo n\u00e3o oferecendo      perigo algum, por isto n\u00f3s n\u00e3o controlamos este animal, nos o preservamos.    <\/p>\n   \n<p>Os <strong>escorpi\u00f5es <\/strong>se alimentam principalmente de outros insetos,      portanto um ambiente livre destes dificulta a sua presen\u00e7a.<\/p>\n   \n<p>Os <strong>escorpi\u00f5es<\/strong> s\u00e3o animais temidos pela grande maioria das      pessoas. <\/p>\n   \n<p>Afinal, juntamente com aranhas e serpentes, est\u00e3o sempre presentes em filmes      de horror e sua simbologia mais conhecida \u00e9 a da representa\u00e7\u00e3o da morte. <\/p>\n   \n<p>N\u00e3o s\u00e3o merecedores deste conceito apesar de algumas esp\u00e9cies possu\u00edrem toxinas      fatais aos seres humanos. <\/p>\n   \n<p>Da<strong>s 1500 esp\u00e9cies <\/strong>j\u00e1 descritas na literatura pouco mais      de 20 possuem o veneno ativo no homem, principalmente em crian\u00e7as e idosos.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/escorpioes-26.jpg\" alt=\"Escorpi\u00f5es\" title=\"Escorpi\u00f5es\" \/><br \/>\n<strong>Escorpi\u00e3o<\/strong> <strong>Negro<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Vivem em regi\u00f5es des\u00e9rticas<\/strong>, <strong>semides\u00e9rticas <\/strong>e      <strong>\u00famidas da terra<\/strong>, do <strong>Saara \u00e0 Amaz\u00f4nia<\/strong>.Com      mais de 350 milh\u00f5es de anos mudaram muito pouco quanto seu aspecto externo.    <\/p>\n   \n<p>Suas dimens\u00f5es tornaram-se diminutas onde os maiores representantes hoje      n\u00e3o ultrapassam os 25 cm. <\/p>\n   \n<p>Seu corpo \u00e9 uma verdadeira &#8220;armadura medieval&#8221; formada por diversas      placas que lhe permitem grande mobilidade. <\/p>\n   \n<p>Foram um dos primeiros animais a conquistar o ambiente terrestre e a composi\u00e7\u00e3o      de seu esqueleto (uma prote\u00edna chamada de quitina) possibilitou a manuten\u00e7\u00e3o      de seus l\u00edquidos corporais num ambiente seco, uma vez que \u00e9 imperme\u00e1vel. <\/p>\n   \n<p>N\u00e3o s\u00e3o agressivos e causam acidentes apenas quando tocados ou provocados      \u00e0 curta dist\u00e2ncia. <\/p>\n   \n<p>Vamos tentar entend\u00ea-los melhor e assim podermos perceber o qu\u00e3o \u00fatil estes      animais s\u00e3o dentro do equil\u00edbrio ecol\u00f3gico. <\/p>\n   \n<p>S\u00e3o grandes predadores de artr\u00f3podos nocivos ao homem, como as baratas e      as aranhas de veneno ativo no homem. <\/p>\n   \n<p>Os <strong>escorpi\u00f5es<\/strong> s\u00e3o artr\u00f3podos (patas formadas por v\u00e1rios      segmentos), como os siris e as lacraias, e pertencem \u00e0 Classe Arachnida ,      como as aranhas e os opili\u00f5es. <\/p>\n   \n<p>S\u00e3o carn\u00edvoros e de h\u00e1bitos noturnos ou crepusculares. <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/escorpioes-28.jpg\" alt=\"Escorpi\u00f5es\" title=\"Escorpi\u00f5es\" \/><br \/>\n<strong>Escorpi\u00e3o<\/strong> <\/p>\n   \n<h4>O corpo do escorpi\u00e3o <\/h4>\n   \n<p><b>Seu corpo, diferentemente das aranhas, \u00e9 dividido em tr\u00eas partes: <\/b><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><b>Prossoma:<\/b> regi\u00e3o anterior, conhecido tamb\u00e9m por &#8220;cefalot\u00f3rax&#8221;        <b><br \/>\n       Mesossoma: <\/b>regi\u00e3o larga do corpo, ap\u00f3s o prossoma. <b><br \/>\n       Metassoma: <\/b>regi\u00e3o estreita do corpo, chamada tamb\u00e9m de cauda. <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>O <strong>mesossoma<\/strong>, dividido em sete segmentos, juntamente com      o metassoma, dividido em cinco, constituem o abd\u00f4men. <\/p>\n   \n<p>Na extremidade da cauda existe uma estrutura cil\u00edndrica com um espinho na      ponta, o telson. <\/p>\n   \n<p>Em seu interior existem <strong>duas gl\u00e2ndulas de veneno <\/strong>e o <strong>espinho<\/strong>,      que \u00e9 oco como uma agulha de inje\u00e7\u00e3o, \u00e9 o mecanismo utilizado para a inocula\u00e7\u00e3o.    <\/p>\n   \n<p>Assim sendo os escorpi\u00f5es s\u00e3o animais pe\u00e7onhentos e algumas esp\u00e9cies possuem      veneno neurot\u00f3xico que pode matar um homem. <\/p>\n   \n<p>As <strong>placas <\/strong>que revestem o corpo de um escorpi\u00e3o, principalmente      no prossoma e mesossoma, apresentam diferencia\u00e7\u00e3o, cuja finalidade \u00e9 permitir      o aumento de volume, decorrente da alimenta\u00e7\u00e3o, absor\u00e7\u00e3o de l\u00edquidos ou prenhez.    <\/p>\n   \n<p>As <strong>placas dorsais<\/strong> s\u00e3o chamadas de tergitos, as laterais      de pleuritos e as ventrais de esternitos. <\/p>\n   \n<p>Como todos os artr\u00f3podos e portadores de exoesqueleto, os escorpi\u00f5es trocam      de pele quando crescem. <\/p>\n   \n<p>Quanto mais jovens mais frequentes s\u00e3o as trocas. <\/p>\n   \n<p>Depois de adultos podem permanecer anos sem realizar a muda. <\/p>\n   \n<p>Os escorpi\u00f5es possuem pelos recobrindo o corpo, chamados de tricob\u00f3trias.    <\/p>\n   \n<p>Estes pelos tem atividade sensorial e s\u00e3o usados para orienta\u00e7\u00e3o noturna,      da mesma forma que nas aranhas caranguejeiras. <\/p>\n   \n<p>Possuem dois olhos medianos e de tr\u00eas a cinco laterais. <\/p>\n   \n<p>Como todo aracn\u00eddeo apresentam quatro pares de patas e dois palpos, tamb\u00e9m      chamados de pedipalpos. <\/p>\n   \n<p>Nas <strong>aranhas<\/strong> os palpos tem grande import\u00e2ncia na reprodu\u00e7\u00e3o      pois os \u00f3rg\u00e3os copuladores, dos machos, ficam exatamente em suas extremidades.    <\/p>\n   \n<p>Nos <strong>escorpi\u00f5es <\/strong>os palpos possuem fun\u00e7\u00e3o de pin\u00e7a, para segurar      e dilacerar alimentos antes de serem sugados. <\/p>\n   \n<p>Na ponta dos palpos existem dois &#8220;dedos&#8221; um fixo, unido ao conjunto,      e um m\u00f3vel. Apesar de sua fun\u00e7\u00e3o nitidamente de conten\u00e7\u00e3o os palpos tamb\u00e9m      t\u00eam import\u00e2ncia no acasalamento (veja detalhes mais abaixo). <\/p>\n   \n<p><strong>Na regi\u00e3o ventral encontramos tr\u00eas estruturas importantes:<\/strong>      o op\u00e9rculo genital, o pente e as aberturas pulmonares. <\/p>\n   \n<p>O <strong>op\u00e9rculo genital <\/strong>\u00e9 a abertura reprodutiva por onde o macho      libera seu s\u00eamen (pelo espermat\u00f3foro) e a f\u00eamea os recebe ap\u00f3s uma dan\u00e7a de      acasalamento caracter\u00edstica. <\/p>\n   \n<p>O <strong>pente <\/strong>\u00e9 uma estrutura dupla, em forma de &#8220;V&#8221;      localizada de maneira diagonal ao op\u00e9rculo genital. <\/p>\n   \n<p>O<strong> nome<\/strong> vem da semelhan\u00e7a com um pente de cabelo, pela presen\u00e7a      de dentes enfileirados. <\/p>\n   \n<p>T\u00eam fun\u00e7\u00e3o sensorial e podem emitir sons quando o escorpi\u00e3o os vibra rapidamente      e os esfrega sobre a superf\u00edcie \u00e1spera do primeiro esternito. <\/p>\n   \n<p>Este som, caracter\u00edstico de algumas esp\u00e9cies como os do g\u00eanero Rhopalurus      (norte do Brasil), servem para intimidar poss\u00edveis predadores e para o per\u00edodo      de pr\u00e9-acasalamento. <\/p>\n   \n<p>As aberturas pulmonares (chamados tamb\u00e9m de estigmas) s\u00e3o em n\u00famero de oito,      dois pares nos primeiros quatro esternitos, e representam um fator importante      na sobrevida destes animais quando colocados em locais alagadi\u00e7os. <\/p>\n   \n<h4>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/h4>\n   \n<p>Os <strong>escorpi\u00f5es<\/strong> s\u00e3o, em sua grande maioria, mon\u00f3icos ou seja      existem machos e f\u00eameas. <\/p>\n   \n<p>Algumas poucas esp\u00e9cies s\u00e3o partenogen\u00e9ticas (s\u00e3o f\u00eameas que n\u00e3o necessitam      acasalar para reproduzirem-se). <\/p>\n   \n<p>O<strong> dimorfismo sexual<\/strong> (diferencia\u00e7\u00e3o entre machos e f\u00eameas      pelo aspecto externo do corpo) ocorre em algumas esp\u00e9cies, onde os machos      podem apresentar as pin\u00e7as (tamb\u00e9m chamadas de quelas) maiores e com a forma\u00e7\u00e3o      de um orif\u00edcio quando o dedo m\u00f3vel fica junto do fixo. <\/p>\n   \n<p>Este buraco, presente quando a pin\u00e7a est\u00e1 fechada, \u00e9 usado na dan\u00e7a nupcial.    <\/p>\n   \n<p>O <strong>acasalamento <\/strong>ocorre quando um macho \u00e9 aceito pela f\u00eamea.    <\/p>\n   \n<p>O <strong>macho<\/strong> segura a f\u00eamea pelas pin\u00e7as ficando um de frente      para o outro. <\/p>\n   \n<p>Ap\u00f3s alguns &#8220;passos&#8221; para frente a para tr\u00e1s, o macho deixa cair,      pelo seu orif\u00edcio reprodutor (<strong>op\u00e9rculo genital<\/strong>) uma esp\u00e9cie      de bastonete que se adere ao solo, em uma das extremidades, ficando com a      outra ponta ligeiramente inclinada e apontada para a f\u00eamea. <\/p>\n   \n<p>Este bastonete (chamado de <strong>espermat\u00f3foro<\/strong>) possui, na extremidade      apontada para a f\u00eamea, o seu s\u00eamen. <\/p>\n   \n<p>Ap\u00f3s a soltura do espermat\u00f3foro o macho puxa a f\u00eamea at\u00e9 que a ponta deste      bastonete, com o s\u00eamen, seja encaixada no op\u00e9rculo genital, fecundando-a.    <\/p>\n   \n<p>Nas <strong>esp\u00e9cies partenogen\u00e9ticas <\/strong>n\u00e3o ocorre fecunda\u00e7\u00e3o pois      a f\u00eamea, \u00fanica representante da esp\u00e9cie, produz ovos com o n\u00famero completo      de cromossomas, n\u00e3o necessitando fecund\u00e1-lo com os cromossomas do macho, cromossomas      estes que estariam em seu s\u00eamen. <\/p>\n   \n<p>Dessa forma <strong>uma \u00fanica f\u00eamea pode parir v\u00e1rios filhotes<\/strong> sem      um companheiro e cada filhote ser\u00e1 uma f\u00eamea que tamb\u00e9m n\u00e3o necessitar\u00e1 cruzar      para se reproduzir. <\/p>\n   \n<p>A<strong> esp\u00e9cie brasileira <\/strong>que possui este tipo de reprodu\u00e7\u00e3o      \u00e9 o <strong>escorpi\u00e3o amarelo<\/strong> (<strong> Tityus serrulatus<\/strong>      ).<\/p>\n   \n<p>Os<strong> escorpi\u00f5es s\u00e3o viv\u00edparos<\/strong> e, consequentemente, n\u00e3o p\u00f5em      ovos. <\/p>\n   \n<p>Sua gesta\u00e7\u00e3o dura em m\u00e9dia de 3 a 6 meses, dependendo da esp\u00e9cie.Os filhotes,      que nascem completamente brancos, s\u00e3o paridos pela f\u00eamea um ap\u00f3s o outro (o      n\u00famero pode variar de 20 a 80) e, com aux\u00edlio de suas patas anteriores, s\u00e3o      colocados em suas costas at\u00e9 que seu exoesqueleto esteja duro o suficiente      para que consigam ca\u00e7ar suas presas. <\/p>\n   \n<p>Isto pode levar de duas a tr\u00eas semanas.Conforme seu exoesqueleto vai endurecendo      vai deixando de ser branco e adquire um tom amarronzado. <\/p>\n   \n<p>Durante esta etapa o filhote trocas v\u00e1rias vezes de pele. <\/p>\n   \n<p><strong>Habitat<\/strong><\/p>\n   \n<p>S\u00e3o encontrados basicamente em locais que favore\u00e7am o aparecimento de alimento,      normalmente insetos. <\/p>\n   \n<p><strong>Telhas<\/strong>,<strong> tijolos<\/strong> e <strong>troncos empilhados<\/strong>,<strong>      rachaduras<\/strong> e <strong>montes de pedra<\/strong> s\u00e3o locais de f\u00e1cil      encontro. <\/p>\n   \n<p>Muitas esp\u00e9cies amaz\u00f4nicas vivem em \u00e1rvores, algumas dentro de brom\u00e9lias.    <\/p>\n   \n<p>Tamb\u00e9m s\u00e3o muito comuns em cupinzeiros e covas humanas. <\/p>\n   \n<p>Algumas esp\u00e9cies de animais n\u00e3o t\u00e3o conhecidos muitas vezes s\u00e3o confundidos      com escorpi\u00f5es e em deles at\u00e9 \u00e9 chamado popularmente de escorpi\u00e3o Vinagre.    <\/p>\n   \n<h4>Comportamento <\/h4>\n   \n<p><strong>Picam rapidamente quando tocados<\/strong>. <\/p>\n   \n<p>Seu <strong>corpo<\/strong> \u00e9 incrivelmente <strong>male\u00e1vel<\/strong> e permite      que se <strong>curve totalmente<\/strong>, golpeando a presa com seu ferr\u00e3o      localizado na ponta da cauda. <\/p>\n   \n<p>Diferentemente das <strong>aranhas<\/strong> que picam com a parte anterior      do corpo, os <strong>escorpi\u00f5es<\/strong> utilizam a outra extremidade do corpo      para <strong>inocular sua toxina<\/strong>. <\/p>\n   \n<p>Uma das lendas mais comuns, que envolvem estes animais, est\u00e1 a de seu &#8220;suic\u00eddio&#8221;      quando colocado em uma roda de fogo. <\/p>\n   \n<p><strong>Nenhum escorpi\u00e3o se mata<\/strong><\/p>\n   \n<p>Devido ao calor, gerado pelo fogo, ele se contorce de dor e desidrata\u00e7\u00e3o      e assume aparentemente a mesma postura de quando esta picando um predador,      ou seja ele curva seu corpo e acaba morrendo pelo calor. <\/p>\n   \n<p>Mas n\u00e3o perfura seu esqueleto&#8230; <strong>\u00e9 lenda! <\/strong><\/p>\n   \n<h4>Preven\u00e7\u00e3o<\/h4>\n   \n<p>Os <strong>escorpi\u00f5es<\/strong>, assim como as <strong>aranhas<\/strong>, s\u00e3o      bastante dif\u00edceis de serem repelidos por a\u00e7\u00e3o de inseticidas.<\/p>\n   \n<p>Estes produtos possuem curta a\u00e7\u00e3o com aracn\u00eddeos e a maioria das empresas      de detetiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o garantem sua efici\u00eancia por muitos meses. <\/p>\n   \n<p>Ralos bem tampados, terrenos limpos e evitar o ac\u00famulo de lixo (que atrai      os insetos, seu alimento) s\u00e3o \u00f3timas medidas. <\/p>\n   \n<p>V\u00e1rios animais alimentam-se de escorpi\u00f5es e tamb\u00e9m podem ser usados em seu      controle como galinhas, patos, etc&#8230; <\/p>\n   \n<h4>ACIDENTES COM ESCORPI\u00d5ES<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/escorpioes-29.jpg\" alt=\"Escorpi\u00f5es\" title=\"Escorpi\u00f5es\" \/><br \/>\n     Escorpi\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p>Em Uberl\u00e2ndia ocorrem em m\u00e9dia 5 a 6 acidentes notificados com escorpi\u00f5es      por m\u00eas, mas nossa experi\u00eancia pessoal confirma que este n\u00famero \u00e9 bem maior      do que as estat\u00edsticas oficiais. Em um trabalho conjunto com o Hospital Escola      da Universidade Federal de Uberl\u00e2ndia, somos informados sistematicamente destes      acidentes que s\u00e3o prontamente investigados por nossa equipe. <\/p>\n   \n<p>O grupo de maior risco em acidentes com estes aracn\u00eddeos s\u00e3o crian\u00e7as, pessoas      idosas e pessoas al\u00e9rgicas. O principal sintoma em acidentes escorpi\u00f4nicos      \u00e9 a <\/p>\n   \n<p>DOR que pode ser localizada ou n\u00e3o. O veneno atua principalmente sobre o      sistema nervoso podendo ocorrer morte por insufici\u00eancia card\u00edaca e respirat\u00f3ria;      n\u00e1useas, v\u00f4mitos, sudorese e agita\u00e7\u00e3o podem estar presentes entre os sintomas.    <\/p>\n   \n<p>Em casos de acidentes a pessoa agredida deve ser encaminhada imediatamente      para o Pronto Socorro da UFU, pois s\u00f3 uma avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica poder\u00e1 determinar      se existe necessidade de aplica\u00e7\u00e3o de soro anti-escorpi\u00f4nico. <\/p>\n   \n<p><strong>CONTROLE DE ESCORPI\u00d5ES<\/strong><\/p>\n   \n<p>Como j\u00e1 colocamos, a limpeza e a elimina\u00e7\u00e3o de insetos que servem de alimentos      constituem a principal medida de controle de escorpi\u00f5es. <\/p>\n   \n<p><strong>At\u00e9 o momento <\/strong><\/p>\n   \n<p>N\u00c3O existe nenhum veneno comprovadamente eficaz contra este animal. O CCZ      j\u00e1 testou e continua testando v\u00e1rios sem resultados satisfat\u00f3rios. O uso de      venenos tem provocado at\u00e9 aumento de aparecimento de escorpi\u00f5es pois estes      os irritam e os desalojam. <\/p>\n   \n<p>Um fato curioso que observamos em nossa cidade \u00e9 que perto de 80% dos escorpi\u00f5es      entram nas casas pelas redes de esgoto; portanto vedamento de ralos, caixas      de gordura, tanques s\u00e3o medidas obrigat\u00f3rias para se evitar o aparecimento      dos escorpi\u00f5es. <\/p>\n   \n<p>Vedar soleiras de portas, evitar plantas pr\u00f3ximas \u00e0s paredes das casas, retirar      todo o entulho, tijolos, telhas acumuladas em quintais , assim como rebocar      paredes e pisos internos e externos tamb\u00e9m s\u00e3o medidas importantes de controle.    <\/p>\n   \n<p>Nossa equipe tamb\u00e9m promove abertura de quarteir\u00f5es e busca ativa de escorpi\u00f5es      tanto dentro quanto fora das casas, mas o n\u00famero de animais capturados \u00e9 reduzido,      pois, repetimos, em Uberl\u00e2ndia as redes de esgoto s\u00e3o o principal abrigo destes      perigosos aracn\u00eddeos. <\/p>\n   \n<p><strong>Apresentamos abaixo as tr\u00eas principais esp\u00e9cies de escorpi\u00f5es:<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/escorpioes-22.jpg\" alt=\"Escorpi\u00f5es\" title=\"Escorpi\u00f5es\" \/><br \/>\n<strong>Tityus serrulatus<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/escorpioes-23.jpg\" alt=\"Escorpi\u00f5es\" title=\"Escorpi\u00f5es\" \/><br \/>\n     Tityus bahiensis<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/escorpioes-24.jpg\" alt=\"Escorpi\u00f5es\" title=\"Escorpi\u00f5es\" \/><br \/>\n<strong>Bothriurus araguayae<\/strong><\/p>\n   \n<h4><strong>Anatomia &#8211; Escorpi\u00e3o<\/strong><\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/escorpioes-20.jpg\" alt=\"Escorpi\u00f5es\" title=\"Escorpi\u00f5es\" \/><strong><br \/>\n     Anatomia &#8211; Escorpi\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>1 =<\/strong> Cefalot\u00f3rax<br \/>\n<strong>2 =<\/strong> Abdomen<br \/>\n<strong>3 = <\/strong>Cauda<br \/>\n<strong>4 = <\/strong>Garras<br \/>\n<strong>5 =<\/strong> Pernas<br \/>\n<strong>6 =<\/strong> Boca<br \/>\n<strong>7 =<\/strong> Pin\u00e7as<br \/>\n<strong>8 = <\/strong>garra M\u00f3veis ou m\u00e3os<br \/>\n<strong>9 =<\/strong> Garra fixa ou Tarso<br \/>\n<strong>10 =<\/strong> Ferr\u00e3o ou telson<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>Escorpi\u00f5es \u0096 animais enigm\u00e1ticos<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/escorpioes-30.jpg\" alt=\"Escorpi\u00f5es\" title=\"Escorpi\u00f5es\" \/><\/p>\n   \n<p>Os <strong>escorpi\u00f5es<\/strong> reconhecem-se facilmente devido ao seu aspecto      inconfund\u00edvel. Animais com uma excepcional capacidade de sobreviv\u00eancia, as      gentes do campo conhecem-nos pela designa\u00e7\u00e3o popular de lacraus e temem as      suas picadas muito dolorosas.<\/p>\n   \n<p>Apesar de \u00e0 primeira vista os escorpi\u00f5es apresentarem poucas semelhan\u00e7as      com as aranhas, os sistematas incluem-nos na classe dos Aracn\u00eddeos juntamente      com as aranhas e os \u00e1caros. Como acontece com os restantes artr\u00f3podes, apresentam      um esqueleto externo quitinoso e ap\u00eandices articulados, necessitando de mudas      sucessivas para que o exoesqueleto acompanhe o crescimento do animal.<\/p>\n   \n<p>Os escorpi\u00f5es s\u00e3o predadores nocturnos ou crepusculares, que se alimentam      principalmente de insetos e aranhas, podendo incluir tamb\u00e9m na sua dieta outros      animais de maior tamanho, como pequenos roedores e r\u00e9pteis. Para capturar      as presas de menores dimens\u00f5es os escorpi\u00f5es utilizam somente as quel\u00edceras,      evitando dessa forma gastar desnecessariamente o seu veneno mas, nas presas      de maior tamanho, recorrem ao veneno do seu aguilh\u00e3o caudal que as paralisa,      facilitando assim a sua captura. O processo de ingest\u00e3o do alimento \u00e9 lento,      podendo demorar duas horas para devorar completamente uma barata. <\/p>\n   \n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao tamanho, \u00e9 vari\u00e1vel de esp\u00e9cie para esp\u00e9cie, indo desde 9 mm      no escorpi\u00e3o cavern\u00edcola Typhlochactas mitchelli at\u00e9 20 cm de comprimento      na esp\u00e9cie africana Pandinus imperator. <\/p>\n   \n<p>Na realidade, s\u00e3o organismos extremamente fascinantes, pois possuem uma enorme      resist\u00eancia \u00e0 radioatividade (pensa-se que s\u00e3o 150 vezes mais resistentes      do que o Homem!) e \u00e0s condi\u00e7\u00f5es adversas dos meios in\u00f3spitos, onde geralmente      habitam. No entanto, as suas proezas n\u00e3o se ficam por aqui. Conhecem-se relatos      de escorpi\u00f5es que viveram tr\u00eas anos sem se alimentarem, que suportaram temperaturas      extremas de -10 \u00baC e +60 \u00baC, que n\u00e3o foram afetados por condi\u00e7\u00f5es extremas      de desidrata\u00e7\u00e3o e que sobreviveram a um per\u00edodo de imers\u00e3o de 2 dias. <\/p>\n   \n<p>Possuem uma distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica cosmopolita, n\u00e3o existindo acima dos      45\u00ba de latitude Norte. Encontram-se por todo o hemisf\u00e9rio Sul com excep\u00e7\u00e3o      da Nova Zel\u00e2ndia, Sul da Patag\u00f3nia e Ilhas Ant\u00e1rcticas. Desde a zona das mar\u00e9s      at\u00e9 \u00e0s altas montanhas, a cerca de 6000 metros de altitude, colonizaram os      mais diferentes habitats. Viram desaparecer os dinoss\u00e1urios e cr\u00ea-se que poder\u00e3o      assistir \u00e0 extin\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie humana, nomeadamente se tal ocorrer devido      a guerras nucleares.<\/p>\n   \n<p><strong>Um namoro ritualizado<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os f\u00f3sseis de escorpi\u00f5es s\u00e3o raros. Os mais antigos datam do Sil\u00farico (420      milh\u00f5es de anos a 400 milh\u00f5es de anos \u0096 M.A.) e pertencem \u00e0 esp\u00e9cie Praearcturus      gigas, um escorpi\u00e3o aqu\u00e1tico que diferia pouco das esp\u00e9cies atuais exclusivamente      terrestres. No Carbon\u00edfero inferior, aproximadamente h\u00e1 140 M.A., julga-se      que ter\u00e1 surgido o primeiro esp\u00e9cime terrestre. Os escorpi\u00f5es encontravam-se      entre os animais pioneiros que colonizaram as primeiras florestas. Foram dos      primeiros predadores, constituindo animais poderosos e agressivos, que podiam      atingir um metro de comprimento. Aproximar-se de um destes \u0093monstros\u0094      pr\u00e9-hist\u00f3ricos era uma aventura arriscada at\u00e9 para o parceiro, mesmo que com      inten\u00e7\u00f5es puramente sexuais. Julga-se que a uni\u00e3o sexual dos escorpi\u00f5es exigiu,      pela primeira vez no reino animal, a prote\u00e7\u00e3o ritualizada do namoro, conhecida      pelo nome de parada nupcial. <\/p>\n   \n<p>Ainda na atualidade, o escorpi\u00e3o macho aproxima-se da f\u00eamea com imensa cautela,      apesar de a ter avisado previamente dos seus interesses atrav\u00e9s da liberta\u00e7\u00e3o      de feromonas (subst\u00e2ncias qu\u00edmicas). Ao tocarem-se, seguram-se mutuamente      pelas pin\u00e7as. Assim unidos, com as &#8220;armas&#8221; neutralizadas, o par      inicia a sua dan\u00e7a nupcial, movendo-se de um lado para outro, com as caudas      eretas e \u00e0s vezes at\u00e9 enla\u00e7adas. Os seus passos arrastados limpam a pista      de dan\u00e7a de gravetos e entulho. O macho expele ent\u00e3o do seu orif\u00edcio genital,      no t\u00f3rax, uma pequena quantidade de esperma, o espermat\u00f3foro, depositando-a      no ch\u00e3o. Segurando com firmeza a f\u00eamea pelas pin\u00e7as, dirige-a na dan\u00e7a at\u00e9      que o orif\u00edcio genital desta esteja diretamente em cima do espermat\u00f3foro.      A f\u00eamea ent\u00e3o recolhe o espermat\u00f3foro e os parceiros separam-se, seguindo      caminhos diferentes.<\/p>\n   \n<p>Todos os escorpi\u00f5es s\u00e3o ovoviv\u00edparos, ou seja, os ovos fecundados desenvolvem-se      no interior da m\u00e3e, deles nascendo os pequenos escorpi\u00f5es envoltos numa membrana      (podem nascer mais de 50 pequenos escorpi\u00f5es). Dilaceram a membrana com os      aguilh\u00f5es e libertam-se, subindo de seguida para o dorso da progenitora. A\u00ed      permanecem at\u00e9 \u00e0 primeira muda da carapa\u00e7a, que geralmente ocorre ao fim de      duas semanas, findas as quais os jovens escorpi\u00f5es estar\u00e3o aptos para uma      vida aut\u00f3noma e solit\u00e1ria. Efetuar\u00e3o cerca de oito mudas, at\u00e9 atingirem a      maturidade sexual, o que acontece ao fim de um a dois anos isto se, entretanto,      sobreviverem aos per\u00edodos de muda, em que ficar\u00e3o totalmente desprotegidos      tornando-se presas f\u00e1ceis. Os adultos, dependendo das esp\u00e9cies, podem viver      2 a 20 anos, mantendo ano ap\u00f3s ano um ritual de namoro, que tem lugar durante      os meses mais quentes, onde os machos muitas vezes pagam com a vida (um em      cada tr\u00eas machos \u00e9 devorado pela f\u00eamea) a perpetua\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie. <\/p>\n   \n<p>Durante o dia escondem-se debaixo das pedras e troncos ou em buracos escavados      no solo. Nunca foram observados a beber, mesmo em situa\u00e7\u00f5es de cativeiro quando      lhes forneciam \u00e1gua. S\u00e3o de fato habitantes caracter\u00edsticos de zonas \u00e1ridas      e como acontece com os restantes aracn\u00eddeos podem sobreviver muito tempo sem      se alimentarem. <\/p>\n   \n<p>Quando se deslocam levam as suas pin\u00e7as horizontalmente \u00e0 frente, utilizando-as      como \u00f3rg\u00e3os sensitivos e de captura. O \u00fanico sentido bem desenvolvido parece      ser o do tato, que reside nos p\u00ealos que recobrem o corpo e os ap\u00eandices. As      pectinas s\u00e3o \u00f3rg\u00e3os em forma de pente, especializados no tato, sendo de grande      utilidade para determinar a natureza do solo sobre o qual se deslocam. Pensa-se      que estar\u00e3o tamb\u00e9m relacionadas com o sexo, uma vez que as dos machos s\u00e3o      geralmente de maiores dimens\u00f5es do que as das f\u00eameas. Apesar de apresentarem      v\u00e1rios olhos, possuem uma vis\u00e3o muito limitada.<\/p>\n   \n<p>Tal como acontece com a maioria dos animais venenosos, a sua ferocidade tem      sido exagerada, pois n\u00e3o fazem mal a n\u00e3o ser quando s\u00e3o molestados. Al\u00e9m disso,      n\u00e3o parecem merecer grande credibilidade as hist\u00f3rias populares referentes      ao fato de, em determinadas circunst\u00e2ncias, os escorpi\u00f5es adultos matarem      os seus juvenis ou de se suicidarem (picando-se com o seu aguilh\u00e3o venenoso)      quando se sentem amea\u00e7ados. Segundo v\u00e1rios autores, o veneno do escorpi\u00e3o      n\u00e3o tem qualquer efeito no seu pr\u00f3prio corpo ou no de esp\u00e9cies afins. <\/p>\n   \n<h4><strong>Escorpi\u00f5es <\/strong>ou Lacraus<\/h4>\n   \n<p><strong>Escorpi\u00f5es <\/strong>ou Lacraus s\u00e3o aracn\u00eddeos da ordem Scorpiones      que habitam nosso planeta desde o per\u00edodo Siluriano, ou seja, h\u00e1 cerca de      400 milh\u00f5es de anos. <\/p>\n   \n<p>Atualmente, existem ao redor de 1.600 esp\u00e9cies de <strong>escorpi\u00f5es<\/strong>,      por\u00e9m somente 25 delas podem causar acidentes escorpi\u00f4nicos (envenenamento      por picada de escorpi\u00e3o). Isso representa aproximadamente 1,5% da diversidade      mundial do grupo, portanto apenas um pequeno n\u00famero de <strong>escorpi\u00f5es<\/strong>      causa preju\u00edzo \u00e0 sa\u00fade humana. Conhe\u00e7a as principais empresas no controle      de <strong>escorpi\u00f5es<\/strong>.<\/p>\n   \n<p><strong>De modo geral, o corpo dos escorpi\u00f5es \u00e9 separado em duas regi\u00f5es:<\/strong>      o prosoma (cefalot\u00f3rax) e o opistosoma (abdome). O prosoma dos <strong>escorpi\u00f5es<\/strong>      s\u00e3o coberto dorsalmente por uma carapa\u00e7a. Parcialmente abaixo dessa carapa\u00e7a,      posiciona-se um par de quel\u00edcera respons\u00e1vel por rasgar e dilacerar a presa.      Acima da carapa\u00e7a dos <strong>escorpi\u00f5es<\/strong> existem 5 pares de olhos.      O primeiro par, grande e primitivo, possui capacidade de percep\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a      ou aus\u00eancia da luz.<\/p>\n   \n<p>Os demais pares dos <strong>escorpi\u00f5es<\/strong> provavelmente regulam o rel\u00f3gio      biol\u00f3gico do animal. Al\u00e9m disso, na regi\u00e3o do prosoma h\u00e1 4 pares de patas      e um par de pedipalpos. Estes servem para capturar, conter e esmagar a presa,      al\u00e9m disso, podem dar prote\u00e7\u00e3o contra um predador. J\u00e1 o opistosoma dos <strong>escorpi\u00f5es<\/strong>      s\u00e3o composto pelo mesosoma (pr\u00e9-abdome) e metasoma (p\u00f3s-abdome).<\/p>\n   \n<p>O mesosoma dos <strong>escorpi\u00f5es<\/strong> apresentam dorsalmente 7 segmentos      (Tergitos) e ventralmente 5 segmentos (Esternitos). Por sua vez, o metasoma      erroneamente denominado de cauda, possu\u00ed 5 segmentos arredondados e o Telson.      O Telson \u00e9 composto de uma ves\u00edcula com duas gl\u00e2ndulas de veneno e um ferr\u00e3o      (aguilh\u00e3o) que serve para inocular o veneno na presa.<\/p>\n   \n<p>O veneno do escorpi\u00e3o, cuja principal fun\u00e7\u00e3o \u00e9 imobilizar um animal e, secundariamente,      auxiliar na defesa contra um predador, cont\u00e9m um complexo qu\u00edmico composto      principalmente de neurotoxinas que agem no sistema nervoso e causam dor e      aumento da pulsa\u00e7\u00e3o card\u00edaca. Em alguns casos, a toxicidade desse veneno dos      <strong>escorpi\u00f5es<\/strong> podem ser comparada com o volume dos pedipalpos,      ou seja, quanto mais robusto os pedipalpos do animal, menos poderoso \u00e9 o seu      veneno e vice-versa.<\/p>\n   \n<p>No Brasil, os <strong>escorpi\u00f5es<\/strong> de import\u00e2ncia m\u00e9dica pertencem      ao g\u00eanero Tityus, que \u00e9 o mais abundante em esp\u00e9cies, representando cerca      de 60% da fauna escorpi\u00f4nica neotropical. Do ponto de vista da sa\u00fade p\u00fablica,      existem 5 esp\u00e9cies principais de <strong>escorpi\u00f5es<\/strong> que podem acarretar      um s\u00e9rio preju\u00edzo ao homem.<\/p>\n   \n<p>A esp\u00e9cie Tityus serrulatus \u00e9 a mais importante devido a pot\u00eancia do seu      veneno e a abund\u00e2ncia de indiv\u00edduos no ambiente urbano, j\u00e1 que esse escorpi\u00e3o      se reproduz por partenog\u00eanese (sem presen\u00e7a de um macho). Esse animal, popularmente      chamado de escorpi\u00e3o-amarelo, mede aproximadamente de 6 a 7 cm e possui colora\u00e7\u00e3o      marrom, por\u00e9m com pedipalpos, patas e cauda amarelada. Al\u00e9m disso, os dois      \u00faltimo segmentos do metasoma apresentam uma serrilha dorsal e, ventralmente,      uma mancha escura. A esp\u00e9cie Tityus bahiensis mede tamb\u00e9m cerca de 6 a 7 cm      e possui colora\u00e7\u00e3o do corpo e do metasoma marrom.<\/p>\n   \n<p>Tamb\u00e9m conhecido como escorpi\u00e3o-marron, os pedipalpos e patas desses animais      apresentam manchas escuras. J\u00e1 o Tityus stigmurus, de colora\u00e7\u00e3o amarelo-escuro,      apresenta um tri\u00e2ngulo negro no cefalot\u00f3rax, uma faixa escura longitudinal      mediana e manchas laterais escuras nos tergitos. Essa esp\u00e9cie de escorpi\u00e3o      tamb\u00e9m mede cerca de 6 a 7 cm e est\u00e1 presente somente na regi\u00e3o nordeste do      Brasil. Por sua vez, a esp\u00e9cie Tityus cambridgei, presente somente na regi\u00e3o      amaz\u00f4nica, possui colora\u00e7\u00e3o do corpo, patas e pedipalpos quase negra e mede      aproximadamente 8,5 cm.<\/p>\n   \n<p>Tanto Tityus stigmurus como a esp\u00e9cie Tityus cambridgei s\u00e3o vulgarmente chamados      de escorpi\u00e3o-preto. Finalmente, a esp\u00e9cie Tityus metuendus possui colora\u00e7\u00e3o      do corpo vermelho-escuro, quase negro, com manchas avermelhadas no dorso.      As patas desses <strong>escorpi\u00f5es<\/strong> cont\u00eam manchas amareladas e o      metasoma apresenta um espessamento no 4\u00b0 e 5\u00b0 art\u00edculos. O indiv\u00edduo adulto      dessa esp\u00e9cie tamb\u00e9m mede por volta de 6 a 7 cm de comprimento.<\/p>\n   \n<p>Os <strong>escorpi\u00f5es<\/strong> surgiram no mar e com certeza formam um dos      grupos mais remotos de aracn\u00eddeos a conquistar a superf\u00edcie da Terra. Esses      animais adaptaram-se muito bem ao meio ambiente urbano e atualmente, convivem      desarmonicamente com a sociedade devido ao mal-estar biol\u00f3gico que seu veneno      pode causar no corpo humano. Apesar do pavor psicol\u00f3gico que os <strong>escorpi\u00f5es<\/strong>      representam para algumas pessoas, no seu ambiente natural esses artr\u00f3podes      t\u00eam uma participa\u00e7\u00e3o importante na cadeia alimentar como predadores e, portanto,      controlam o crescimento populacional de outras esp\u00e9cies, principalmente de      insetos como as baratas.<\/p>\n   \n<p><strong>Habitat dos Escorpi\u00f5es<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os <strong>escorpi\u00f5es<\/strong> geralmente possuem h\u00e1bitos noturnos e vivem      sob cascas de \u00e1rvores, pedras, fendas de rochas ou buracos no solo, onde descansam      e protegem-se dos seus predadores. A maioria das esp\u00e9cies de <strong>escorpi\u00f5es<\/strong>      vivem em ambiente terrestre como florestas, pastagens ou desertos, por\u00e9m,      algumas vivem em cavernas, zonas entremar\u00e9s, sobre as \u00e1rvores ou associadas      \u00e0s brom\u00e9lias. Freq\u00fcentemente, esp\u00e9cies como escorpi\u00e3o-amarelo e escorpi\u00e3o-marrom      coexistem com a sociedade humana e causam acidentes escorpi\u00f4nicos.<\/p>\n   \n<p>Assim, no ambiente dom\u00e9stico habitam lugares escuros e \u00famidos, como arm\u00e1rios,      guarda-roupas, debaixo de m\u00f3veis, dentro de vasos e outros lugares que possam      oferecer prote\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, s\u00e3o comuns em constru\u00e7\u00f5es onde se abrigam em      ac\u00famulo de entulho, principalmente tijolos de argila, telhas e lages de concreto.    <\/p>\n   \n<p><strong>Reprodu\u00e7\u00e3o dos Escorpi\u00f5es<\/strong><\/p>\n   \n<p>A <strong>corte de acasalamento dos escorpi\u00f5es<\/strong> \u00e9 complexa, porque      envolve uma dan\u00e7a nupcial que pode durar algumas horas. Inicialmente, o macho      prende os pedipalpos da f\u00eamea com seus pedipalpos e, juntos caminham no ambiente.      Depois, o macho conduz a f\u00eamea at\u00e9 a regi\u00e3o onde est\u00e1 depositado seu espermat\u00f3foro.      O espermat\u00f3foro \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o que consiste de uma alavanca, haste, aparato de      eje\u00e7\u00e3o e um reservat\u00f3rio de esperma que o macho deposita no solo.<\/p>\n   \n<p>Finalmente, o macho manobra a f\u00eamea para que a sua \u00e1rea genital permane\u00e7a      sobre o espermat\u00f3foro e o esperma seja alavancado para o interior do sistema      reprodutivo feminino e assim ocorra a fecunda\u00e7\u00e3o. Essa corte nupcial ocorre      para maioria das esp\u00e9cies, entretanto em Tityus serrulatus a reprodu\u00e7\u00e3o \u00e9      assexuada, ou seja, os espermatoz\u00f3ides de um macho n\u00e3o s\u00e3o necess\u00e1rios para      que a f\u00eamea deixe descendentes. Esse processo \u00e9 denominado partenog\u00eanese,      nele os ovos desenvolvem-se a partir de uma c\u00e9lula reprodutiva capaz de repetir      exatamente o c\u00f3digo gen\u00e9tico da f\u00eamea. Inclusive, nessa esp\u00e9cie, raramente      observa-se um indiv\u00edduo macho na popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Os <strong>escorpi\u00f5es<\/strong> s\u00e3o invertebrados viv\u00edparos (o embri\u00e3o se      desenvolve dentro do corpo da f\u00eamea) e podem gerar de 1 a 95 indiv\u00edduos por      esta\u00e7\u00e3o reprodutiva dependendo da esp\u00e9cie. Quando nascem, os filhotes apresentam      colora\u00e7\u00e3o branca, possuem poucos mil\u00edmetros de comprimento e, imediatamente,      rastejam sobre o dorso da m\u00e3e onde permanecem de uma a quatro semanas. Em      seguida, acontece a primeira ecdise (muda) e gradualmente os filhotes abandonam      o dorso e passam a obter seu pr\u00f3prio alimento. Entretanto, a maturidade sexual      s\u00f3 ocorre posteriormente, por volta dos 6 meses de vida, e o desenvolvimento      completo do indiv\u00edduo pode levar mais de um ano.<\/p>\n   \n<p><strong>Nutri\u00e7\u00e3o dos Escorpi\u00f5es<\/strong><\/p>\n   \n<p>Para capturar o alimento, os <strong>escorpi\u00f5es<\/strong> permanecem em posi\u00e7\u00e3o      de espera, ou seja, mant\u00eam as pin\u00e7as dos seus pedipalpos abertas e aguardam      a passagem da presa.<\/p>\n   \n<p>Ent\u00e3o, eles capturam a presa e paralisam-na por meio da inocula\u00e7\u00e3o do veneno      armazenado no seu ferr\u00e3o. Paralisada, essa presa \u00e9 alojada na cavidade pr\u00e9-oral      onde come\u00e7a o processo de digest\u00e3o. Inicialmente, esse processo \u00e9 extra-corporal,      sendo o alimento umedecido e degradado por enzimas digestivas regurgitadas      pelo pr\u00f3prio animal. Quando o alimento est\u00e1 na forma l\u00edquida, ele \u00e9 sugado      para dentro do intestino onde ocorre a digest\u00e3o propriamente.<\/p>\n   \n<p>Os <strong>escorpi\u00f5es<\/strong> s\u00e3o exclusivamente carn\u00edvoros e alimentam-se      de invertebrados como cupins, grilos, baratas, moscas, mutucas e pequenas      aranhas. Por\u00e9m, na ocasi\u00e3o de escassez alimentar ou elevada densidade populacional      j\u00e1 se observou o canibalismo em algumas esp\u00e9cies. Geralmente forrageiam no      per\u00edodo noturno, por\u00e9m num ambiente infestado cerca de 10% da popula\u00e7\u00e3o procura      por alimento mesmo com presen\u00e7a da radia\u00e7\u00e3o solar. Mais de 90% do tempo, esses      <strong>escorpi\u00f5es<\/strong> permanecem em repouso, com baixo metabolismo,      e podem sobreviver pouco mais de um ano sem comer. Al\u00e9m disso, quando se alimentam      podem aumentar seu peso inicial em aproximadamente um ter\u00e7o. <\/p>\n   \n<p><strong>A\u00e7\u00f5es do veneno escorpi\u00f4nico e quadro cl\u00ednico<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os <strong>venenos escorpi\u00f4nicos <\/strong>apresentam uma mistura complexa      de componentes e de acordo com a distribui\u00e7\u00e3o de suas esp\u00e9cies no pa\u00eds, pode      haver uma varia\u00e7\u00e3o regional nas manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas.<\/p>\n   \n<p>Como resultado dessa mistura de componentes e manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas, a literatura      classifica os acidentes escorpi\u00f4nicos como manifesta\u00e7\u00f5es locais e manifesta\u00e7\u00f5es      sist\u00eamicas. No primeiro caso, a dor \u00e9 no local da picada (comum em acidentes      com escorpi\u00f5es), e ocorre imediatamente ap\u00f3s o acidente, podendo ser discreta      ou at\u00e9 mesmo em forma de agulhadas e queima\u00e7\u00e3o. Juntamente com a dor local,      ocorre tamb\u00e9m a parestesia (sensa\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas de calor, frio, press\u00e3o      e formigamento), podendo irradiar-se para o todo o membro atingido.<\/p>\n   \n<p><strong>J\u00e1 as manifesta\u00e7\u00f5es sist\u00eamicas caracterizam-se por desordens em diversos      sistemas de nosso organismo. Entre elas, podem-se citar as manifesta\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Gerais:<\/strong> Sudorese profusa e altera\u00e7\u00e3o da temperatura<strong><br \/>\n       Digestiva:<\/strong> N\u00e1useas, v\u00f4mitos, hipersaliva\u00e7\u00e3o e, mais raramente,        dor abdominal e diarr\u00e9ia;<strong><br \/>\n       Cardiovasculares:<\/strong> Arritmias card\u00edacas, hipertens\u00e3o ou hipotens\u00e3o        arterial, insufici\u00eancia card\u00edaca congestiva e choque.<strong><br \/>\n       Respirat\u00f3rias:<\/strong> Falta de ar, respira\u00e7\u00e3o acelerada e edema pulmonar        agudo;<strong><br \/>\n       Neurol\u00f3gicas: <\/strong>Agita\u00e7\u00e3o, dor de cabe\u00e7a, sonol\u00eancia, confus\u00e3o mental        e tremores.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>De uma forma geral, os acidentes podem ser classificados em 3 categorias      quanto a sua gravidade, de acordo com suas manifesta\u00e7\u00f5es. <\/p>\n   \n<p><strong>Os acidentes podem receber a seguinte classifica\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Leves: <\/strong>Apresentam apenas dor no local da picada e, \u00e0s        vezes, parestesia.<strong><br \/>\n       Moderados: <\/strong>Caracterizam-se por dor intensa no local da picada e        manifesta\u00e7\u00f5es sist\u00eamica do tipo sudorese discreta, n\u00e1useas, v\u00f4mitos ocasionais,        respira\u00e7\u00e3o e freq\u00fc\u00eancia card\u00edaca aceleradas e hipertens\u00e3o leve.<strong><br \/>\n       Graves: <\/strong>Al\u00e9m dos sinais e sintomas j\u00e1 mencionados, apresentam uma        ou mais manifesta\u00e7\u00f5es como sudorese profusa, v\u00f4mitos, saliva\u00e7\u00e3o excessiva,        altern\u00e2ncia de agita\u00e7\u00e3o com estado de depress\u00e3o f\u00edsica e emocional, freq\u00fc\u00eancia        card\u00edaca acelerada, edema pulmonar, choque, convuls\u00f5es e coma. Os \u00f3bitos        est\u00e3o relacionados a complica\u00e7\u00f5es como edema pulmonar agudo e choque.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>A gravidade tamb\u00e9m leva em considera\u00e7\u00e3o fatores como a esp\u00e9cie e tamanho      do escorpi\u00e3o, a quantidade de veneno inoculado, a massa corporal do acidentado,      se individuo adulto ou crian\u00e7a, geralmente os casos mais graves est\u00e3o associados      as crian\u00e7as, e a sensibilidade do paciente ao veneno.<\/p>\n   \n<p>No Brasil, os acidentes por Tityus serrulatus s\u00e3o mais graves que os produzidos      por outras esp\u00e9cies de Tityus. As manifesta\u00e7\u00f5es variam desde locais, podendo      ser acompanhadas tamb\u00e9m pelas sist\u00eamicas.<\/p>\n   \n<p>No geral, o envenenamento escorpi\u00f4nico determina altera\u00e7\u00f5es locais e sist\u00eamicas,      decorrentes da estimula\u00e7\u00e3o do sistema nervoso. O quadro cl\u00ednico inicia-se      com dor local imediata com intensidade vari\u00e1vel, eritema e sudorese ao redor      da picada. Na maioria dos casos, o quadro tem uma boa evolu\u00e7\u00e3o, por\u00e9m crian\u00e7as,      principalmente abaixo de 6-7 anos, podem apresentar manifesta\u00e7\u00f5es mais graves      nas primeiras 2-3 horas. Por tal motivo, \u00e9 que se aconselha o r\u00e1pido atendimento      em unidades de sa\u00fade para as devidas condutas m\u00e9dicas.<\/p>\n   \n<p><strong>Tratamento em caso de acidentes com Escorpi\u00f5es<\/strong><\/p>\n   \n<p>O tratamento de acidentes com escorpi\u00f5es visa neutralizar o mais breve poss\u00edvel      os componentes do veneno, combater os sintomas do envenenamento e dar suporte      aos sinais vitais do paciente. Todas as vitimas de picada de escorpi\u00e3o, mesmo      em casos considerados leves, devem ficar em observa\u00e7\u00e3o hospitalar, principalmente      as crian\u00e7as.<\/p>\n   \n<p>O tratamento sintom\u00e1tico consiste no al\u00edvio da dor atrav\u00e9s da administra\u00e7\u00e3o      de anest\u00e9sicos no local da picada. O combate \u00e0 dor, como medida \u00fanica adotada,      \u00e9 geralmente suficiente para todos os casos leves e, em adultos, para a maioria      dos casos moderados. <\/p>\n   \n<p>O tratamento espec\u00edfico envolve a administra\u00e7\u00e3o de soro antiescorpi\u00f4nico      aos pacientes com formas moderadas e graves de escorpionismo. O objetivo da      soroterapia espec\u00edfica \u00e9 neutralizar o veneno circulante dever\u00e1 se institu\u00eddo      mais breve poss\u00edvel, pois melhor ser\u00e1 o progn\u00f3stico do acidentado. Ela tamb\u00e9m      contribui no combate a dor local e os v\u00f4mitos. A administra\u00e7\u00e3o do soro \u00e9 segura,      sendo pequena a freq\u00fc\u00eancia e a gravidade das rea\u00e7\u00f5es de rejei\u00e7\u00e3o precoce.<\/p>\n   \n<p>A manuten\u00e7\u00e3o dos sinais vitais do paciente tamb\u00e9m possui grande import\u00e2ncia.      Os pacientes com manifesta\u00e7\u00f5es sist\u00eamicas, especialmente crian\u00e7as (casos moderados      e graves), devem ser mantidos em regime de observa\u00e7\u00e3o continuada das fun\u00e7\u00f5es      vitais, objetivando o diagn\u00f3stico e tratamento precoces das complica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n   \n<p>Como auxilio no diagn\u00f3stico e acompanhamento dos sinais vitais do paciente,      exames complementares podem auxiliar no tratamento. O uso de eletrocardiograma      monitoriza\u00e7\u00e3o continua, radiografia de t\u00f3rax, ecocardiograma e exames bioqu\u00edmicos      tamb\u00e9m podem ajudar no acompanhamento dos pacientes.<\/p>\n   \n<h4>Primeiros Socorros em caso de acidentes com Escorpi\u00f5es<\/h4>\n   \n<p>Algumas recomenda\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes em caso de acidentes com escorpi\u00e3o.    <\/p>\n   \n<p><strong>Abaixo est\u00e3o listadas medidas a serem tomadas e outras que n\u00e3o se      deve utilizar, pois estas podem prejudicar a recupera\u00e7\u00e3o do acidentado:<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Recomenda-se:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Lavar o local da picada do escorpi\u00e3o de prefer\u00eancia com \u00e1gua e sab\u00e3o.<br \/>\n       Levar a v\u00edtima imediatamente ao servi\u00e7o de sa\u00fade mais pr\u00f3ximo para que possa        receber o tratamento a tempo.<br \/>\n       Fazer compressas mornas para al\u00edvio da dor at\u00e9 chegar a um servi\u00e7o de sa\u00fade        para as medidas necess\u00e1rias.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>N\u00c2O se recomenda:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Fazer torniquete ou garrote<br \/>\n       Furar, cortar, queimar, espremer ou fazer suc\u00e7\u00e3o no local da ferida<br \/>\n       Aplicar folhas, p\u00f3 de caf\u00e9 ou terra sobre a picada para n\u00e3o provocar infec\u00e7\u00e3o<br \/>\n       Dar \u00e0 v\u00edtima bebidas alco\u00f3licas, querosene ou fumo, como \u00e9 de costume em        algumas regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4><strong>Medidas Preventivas<\/strong><\/h4>\n   \n<p>Como j\u00e1 foi citado, o escorpi\u00e3o \u00e9 um dos animais mais antigos do planeta,      sendo muito dif\u00edcil sua erradica\u00e7\u00e3o por inseticidas e outros agentes, j\u00e1 que      eles podem sobreviver v\u00e1rios meses sem alimento ou \u00e1gua. Portanto, o mais      importante \u00e9 a preven\u00e7\u00e3o dos acidentes, que deve ser realizado baseando-se      nos h\u00e1bitos e h\u00e1bitat do escorpi\u00e3o. <\/p>\n   \n<p><strong>Assim, as principais medidas preventivas s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Usar cal\u00e7ados e luvas nas atividades rurais e de jardinagem.<br \/>\n       Examinar roupas pessoais, de cama, de banho e cal\u00e7ados antes de us\u00e1-los.<br \/>\n       N\u00e3o acumular lixo org\u00e2nico, entulhos e materiais de constru\u00e7\u00e3o.<br \/>\n       Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros e rodap\u00e9s.<br \/>\n       Utilizar telas, vedantes ou sacos de areia em portas, janelas e ralos.<br \/>\n       Manter limpos os locais pr\u00f3ximos das resid\u00eancias como jardins, quintais,        pai\u00f3is e celeiros.<br \/>\n       Combater a prolifera\u00e7\u00e3o de insetos, principalmente baratas e cupins.<br \/>\n       Preservar predadores naturais como corujas, sapos, lagartixas e galinhas.<br \/>\n       Limpar terrenos baldios pelo menos na faixa de um a dois metros junto ao        muro ou cercas.<br \/>\n       Manter a casa limpa, evitando ac\u00famulo de lixo. <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>Curiosidades sobre Escopi\u00f5es<\/h4>\n   \n<p>Os <strong>primeiros escorpi\u00f5es<\/strong> eram aqu\u00e1ticos e possu\u00edam br\u00e2nquias.<\/p>\n   \n<p>Os<strong> escorpi\u00f5es <\/strong>emitem fluoresc\u00eancia que pode ser observada      durante noite e com auxilio de uma luz ultravioleta.<\/p>\n   \n<p>A menor esp\u00e9cie de escorpi\u00e3o \u00e9 a Typhlochactas mitchelli que mede apenas      9 mil\u00edmetros de comprimento e a maior \u00e9 a esp\u00e9cie africana Hadogenes troglodytes,      com 21 cent\u00edmetros.<\/p>\n   \n<p>Tempo estimado para o movimento da ferroada \u00e9 de 0,75 segundos.<\/p>\n   \n<p>O veneno da esp\u00e9cie Androctonus australis pode matar um ser humano entre      6 e 7 horas ap\u00f3s a ferroada se n\u00e3o tomada nenhuma provid\u00eancia.<\/p>\n   \n<p>Escorpi\u00f5es podem viver at\u00e9 25 anos. <\/p>\n   \n<h4>Principais Esp\u00e9cies de Escorpi\u00f5es<\/h4>\n   \n<p>Os escorpi\u00f5es de import\u00e2ncia m\u00e9dica no Brasil pertencem ao g\u00eanero Tityus,      que \u00e9 o mais rico em esp\u00e9cies, representando cerca de 60% da fauna escorpi\u00f4nica      neotropical. <\/p>\n   \n<p><strong>As principais esp\u00e9cies s\u00e3o:<\/strong> Tityus serrulatus, respons\u00e1vel      por acidentes de maior gravidade, Tityus bahiensis e Tityus stigmurus. O Tityus      cambridgei (escorpi\u00e3o preto) \u00e9 a esp\u00e9cie mais freq\u00fcente na Amaz\u00f4nia Ocidental      (Par\u00e1 e Maraj\u00f3), embora quase n\u00e3o haja registro de acidentes. As diversas      esp\u00e9cies do g\u00eanero Tityus apresentam um tamanho de cerca de 6 a 7cm, sendo      o Tityus cambridgei um pouco maior. <\/p>\n   \n<p><strong>Tityus serrulatus<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Tamb\u00e9m chamado escorpi\u00e3o amarelo, podendo atingir at\u00e9 7cm de comprimento.        Apresenta o tronco escuro, patas, pedipalpos e cauda amarelos sendo esta        serrilhada no lado dorsal. Considerado o mais venenoso da Am\u00e9rica do Sul,        \u00e9 o escorpi\u00e3o causador de acidentes graves, principalmente no Estado de        Minas Gerais.<strong><br \/>\n       Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica:<\/strong> Minas Gerais, Bahia, Esp\u00edrito Santo, Rio        de Janeiro e S\u00e3o Paulo.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Tityus bahiensis<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Apresenta colorido geral marrom-escuro, \u00e0s vezes marrom-avermelhado, pernas        amareladas com manchas escuras. F\u00eamures e t\u00edbias dos pedipalpos com mancha        escura. A m\u00e3o do macho \u00e9 bem dilatada. \u00c9 o escorpi\u00e3o que causa os acidentes        mais freq\u00fcentes no Estado de S\u00e3o Paulo.<strong><br \/>\n       Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica:<\/strong> Bahia at\u00e9 Santa Catarina e Mato Grosso        do Sul.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Tityus stigmurus<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Apresenta colorido geral amarelo-claro com um tri\u00e2ngulo negro na cabe\u00e7a        e uma faixa longitudinal mediana e manchas laterais no tronco.<strong><br \/>\n       Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica:<\/strong> Nordeste do Brasil.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Tityus cambridgei<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Apresenta colorido geral castanho-avermelhado, com pontos de cor clara.        O macho apresenta uma cauda mais longa que a f\u00eamea. <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>Escorpi\u00f5es classe dos aracn\u00eddeos<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/escorpioes-31.jpg\" alt=\"Escorpi\u00f5es\" title=\"Escorpi\u00f5es\" \/><\/p>\n   \n<p>Os <strong>escorpion\u00eddeos<\/strong>, conhecidos popularmente como escorpi\u00f5es,      pertencem \u00e0 classe dos aracn\u00eddeos. N\u00e3o s\u00e3o insetos, como pensam erradamente      algumas pessoas. Juntamente com as aranhas, os carrapatos e os \u00e1caros, que      s\u00e3o seus companheiros de classe, os escorpi\u00f5es pertencem ao filo dos artr\u00f3podes,      que inclui, al\u00e9m dos aracn\u00eddeos, a classe dos insetos, dos crust\u00e1ceos e outras.    <\/p>\n   \n<p>Como linhagem, os <strong>escorpi\u00f5es <\/strong>prov\u00eam de eras remotas. Seus      mais antigos f\u00f3sseis ocorrem em rochas formadas no Per\u00edodo Siluriano, cerca      de 420 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. Ou seja, cerca de 200 milh\u00f5es de anos antes      que os dinossauros aparecessem! A linhagem \u00e0 qual os escorpi\u00f5es modernos pertencem      surgiu no Per\u00edodo Carbon\u00edfero mais recente, h\u00e1 cerca de 300 milh\u00f5es de anos.      De l\u00e1 para c\u00e1, os escorpi\u00f5es pouco mudaram. <\/p>\n   \n<p>O maior de todos os escorpi\u00f5es, em comprimento, \u00e9 provavelmente o sul- africano      Hadogenes troglodytes, cujos machos podem atingir at\u00e9 21 cm. <\/p>\n   \n<p>Entre as esp\u00e9cies de pequeno comprimento, o menor dos escorpi\u00f5es talvez seja      o Microtityus waeringi, que mal chega a 12 mm, quando adulto.<\/p>\n   \n<p>Os escorpi\u00f5es se destacam entre os aracn\u00eddeos por terem uma dura\u00e7\u00e3o de vida      que vai al\u00e9m de uma esta\u00e7\u00e3o. Chegam \u00e0 maturidade em 1-3 anos, e atingem normalmente      um per\u00edodo de vida de 2-6 anos. O maior tempo de vida registrado para um escorpi\u00e3o      chega at\u00e9 8 anos.<\/p>\n   \n<p>O atributo mais not\u00f3rio de um escorpi\u00e3o \u00e9 seu ferr\u00e3o venenoso. Embora seja      verdade que os escorpi\u00f5es estejam entre os animais mais venenosos que vivem      em terra, os relatos sobre seu efeito mortal s\u00e3o provavelmente exagerados.<\/p>\n   \n<p>Todas as esp\u00e9cies de escorpi\u00e3o s\u00e3o venenosas. Para os insetos, que s\u00e3o alimento      potencial de escorpi\u00f5es, todos os escorpi\u00f5es s\u00e3o mortalmente venenosos. <\/p>\n   \n<p>Entretanto,entre as cerca de 1050 esp\u00e9cies conhecidas, apenas um pequeno      n\u00famero \u00e9 perigoso para os seres humanos. A maioria produz uma rea\u00e7\u00e3o semelhante      \u00e0 da ferroada da abelha.<\/p>\n   \n<h4>Veneno dos Escorpi\u00f5es<\/h4>\n   \n<h4>O que \u00e9 e como funciona o ferr\u00e3o do escorpi\u00e3o? <\/h4>\n   \n<p>O<strong> ferr\u00e3o do escorpi\u00e3o<\/strong> fica localizado na extremidade do      metassoma, conhecida como &#8220;cauda&#8221;, embora n\u00e3o seja propriamente      uma cauda, e sim a parte final do abd\u00f4men. O \u00faltimo anel abdominal &#8212; o telso      &#8212; constitui a base do ferr\u00e3o e cont\u00e9m a ves\u00edcula, que tem forma globular      e vai se afinando posteriormente at\u00e9 terminar em um espinho curvo, chamado      ac\u00faleo.<\/p>\n   \n<p>A <strong>ves\u00edcula <\/strong>cont\u00e9m um par de gl\u00e2ndulas que produzem e armazenam      os v\u00e1rios constituintes do veneno do escorpi\u00e3o. <\/p>\n   \n<p><strong>O ac\u00faleo \u00e9 semelhante a uma agulha hipod\u00e9rmica: <\/strong>\u00e9 oco e      muito fino. Cada saco glandular liga-se, atrav\u00e9s de dois canais, a duas aberturas      perto da ponta, por onde sai o veneno. Ao dar a ferroada, o escorpi\u00e3o regula      a quantidade de veneno injetado atrav\u00e9s da contra\u00e7\u00e3o dos m\u00fasculos da ves\u00edcula.      Alguns escorpi\u00f5es n\u00e3o injetam veneno algum quando cravam o ferr\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Os <strong>escorpi\u00f5es<\/strong> usam o ferr\u00e3o para diversos fins. O mais \u00f3bvio      \u00e9 para dominar suas presas, que antes s\u00e3o agarradas firmemente pelas pin\u00e7as      dos palpos. Os escorpi\u00f5es fazem uso do ferr\u00e3o quando n\u00e3o conseguem matar a      presa por esmagamento com as pin\u00e7as. Devido ao veneno que inoculam, pequenos      escorpi\u00f5es com pin\u00e7as fracas conseguem dominar presas at\u00e9 do seu pr\u00f3prio tamanho.    <\/p>\n   \n<p><strong>Um segundo uso do ferr\u00e3o \u00e9 na defesa<\/strong><\/p>\n   \n<p>Atrav\u00e9s de um <strong>ferr\u00e3o bem posicionado<\/strong>, os escorpi\u00f5es podem      <strong>manter afastados potenciais predadores<\/strong>. Apesar disso, eles      s\u00e3o presa f\u00e1cil para muitos animais, para os quais seu ferr\u00e3o parece ser in\u00f3cuo.    <\/p>\n   \n<p>Um <strong>terceiro uso do ferr\u00e3o <\/strong>\u00e9 durante o <strong>acasalamento<\/strong><\/p>\n   \n<p>Observam-se freq\u00fcentemente <strong>machos aguilhoando<\/strong> as <strong>f\u00eameas<\/strong>      ou <strong>golpeando-as<\/strong> com o<strong> telso<\/strong>. Parece prov\u00e1vel      que alguns escorpi\u00f5es possuam ferom\u00f4nios que possam aumentar a receptividade      da f\u00eamea ou permitam reconhecimento de esp\u00e9cies durante o ritual de acasalamento.    <\/p>\n   \n<h4>O VENENO<\/h4>\n   \n<p>Segundo relatos cl\u00ednicos, parece existirem diversos fatores que modulam a      toxicidade do veneno do escorpi\u00e3o para humanos. <\/p>\n   \n<p><strong>Os principais fatores s\u00e3o:<\/strong> <\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>1)<\/strong> a toxidez do veneno do tipo de escorpi\u00e3o envolvido;        <br \/>\n<strong>2)<\/strong> a quantidade de veneno injetada pelo escorpi\u00e3o; <strong><br \/>\n       3)<\/strong> o tamanho do corpo da v\u00edtima; <strong><br \/>\n       4) <\/strong>a condi\u00e7\u00e3o m\u00e9dica geral da v\u00edtima. <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Devido a seu pequeno tamanho, as crian\u00e7as sofrem maior risco de envenenamento      grave do que os adultos. A maior parte das mortes resultantes de picadas de      escorpi\u00e3o ocorre em crian\u00e7as pequenas.<\/p>\n   \n<p>Algumas pessoas s\u00e3o al\u00e9rgicas ao veneno dos escorpi\u00f5es, da mesma forma que      outras podem ser ao veneno das abelhas. Nestes casos, conseq\u00fc\u00eancias muito      graves, inclusive a morte, podem ocorrer rapidamente, mas n\u00e3o t\u00eam rela\u00e7\u00e3o      \u00e0 toxicidade do veneno. Mortes ocorridas por envenenamento causado por esp\u00e9cies      de escorpi\u00e3o sem import\u00e2ncia m\u00e9dica resultam de choque anafil\u00e1tico induzido      por alergia.<\/p>\n   \n<p>O <strong>veneno do escorpi\u00e3o <\/strong>compreende uma variedade de subst\u00e2ncias,      nem todas completamente investigadas. O veneno de um \u00fanico escorpi\u00e3o pode      incluir diversas neurotoxinas, histimina, seratonina, enzimas, inibidores      de enzimas, e outros compostos n\u00e3o identificados. O veneno pode conter, ainda,      sais diversos, muco, pept\u00eddeos, nucleot\u00eddeos e amino\u00e1cidos. <\/p>\n   \n<p>Foram as neurotoxinas que receberam a maior aten\u00e7\u00e3o dos pesquisadores. As      numerosas toxinas do veneno do escorpi\u00e3o s\u00e3o geralmente consideradas como      sendo espec\u00edficas. Cada uma visa atingir a c\u00e9lula nervosa de uma determinada      esp\u00e9cie animal. Algumas neurotoxinas podem ter sua maior atividade contra      insetos, outras podem ser mais letais para moluscos, e outras, ainda, podem      ser dirigidas contra c\u00e9lulas nervosas de mam\u00edferos. Al\u00e9m disso, toxinas diferentes      podem visar locais diferentes na c\u00e9lula nervosa. <\/p>\n   \n<p>O veneno de <strong>escorpi\u00f5es tipo T.Serrulatus <\/strong>age sobre o <strong>sistema      nervoso perif\u00e9rico<\/strong>. Causa dor muito intensa, com pontadas intermitantes,      provoca abaixamento de temperatura do corpo e acelera a pulsa\u00e7\u00e3o. Comumente      a v\u00edtima fica prostada.<\/p>\n   \n<p>O<strong> sinal da picada<\/strong> \u00e0s vezes n\u00e3o se percebe, por\u00e9m a dor forte      e imediata que ela provoca faz com que a v\u00edtima possa ver o animal causador.      \u00c9 importante saber se a picada foi produzida por escorpi\u00e3o ou aranha, uma      vez que os sintomas das picadas de escorpi\u00e3o s\u00e3o semelhantes aos das picadas      de aranhas com veneno neurot\u00f3xico.<\/p>\n   \n<p>O <strong>escorpi\u00e3o T. serrulatus<\/strong> \u00e9 mais importante sob o ponto      de vista m\u00e9dico que o T. bahiensis, por provocar mais ocorr\u00eancias graves.      O veneno do T. serrulatus pode n\u00e3o ser mais t\u00f3xico, mas este escorpi\u00e3o injeta,      em cada picada, praticamente o dobro de pe\u00e7onha injetada pelo T. bahiensis.    <\/p>\n   \n<h4>Primeiros Socorros<\/h4>\n   \n<p>Nos acidentes por aranhas e escorpi\u00f5es, que provocam dor intensa, pr\u00e1ticas      como espremer ou sugar o local da picada, t\u00eam demonstrado ser de pouca efic\u00e1cia.<\/p>\n   \n<p>O tratamento sintom\u00e1tico, \u00e0 base de anest\u00e9sicos e analg\u00e9sicos, tem sido utilizado      com resultados satisfat\u00f3rios na maioria dos casos.<\/p>\n   \n<p>Se o acidentado for crian\u00e7a menor de 7 anos, o procedimento mais indicado      \u00e9 lev\u00e1-la \u00e0 Unidade B\u00e1sica de Sa\u00fade (posto de sa\u00fade) mais pr\u00f3xima. Na cidade      de S\u00e3o Paulo, o Hospital do Instituto Butantan est\u00e1 sempre aberto para atendimento      \u00e0s v\u00edtimas.<\/p>\n   \n<p><strong>OBS.: <\/strong>Capturar o animal que causou o acidente e traz\u00ea-lo      junto com a pessoa picada facilita o diagn\u00f3stico e o tratamento correto. <\/p>\n   \n<p>O Hospital Vital Brazil, que funciona no Instituto Butantan (S\u00e3o Paulo-SP),      permanece aberto dia e noite. O tratamento \u00e9 gratuito para qualquer pessoa      picada por animal pe\u00e7onhento.<\/p>\n   \n<p>O Instituto Butantan orienta sobre a captura de aranhas e escorpi\u00f5es. O transporte      por via f\u00e9rrea \u00e9 gratuito, existindo um sistema de permuta de animais enviados      por ampolas de soro antipe\u00e7onhento.<\/p>\n   \n<p>O soro \u00e9 feito a partir do veneno que \u00e9 extra\u00eddo dos animais vivos que s\u00e3o      enviados ao Instituto.<\/p>\n   \n<p><strong>Como tratar<\/strong><\/p>\n   \n<p>O \u00fanico tratamento necess\u00e1rio costuma ser aplica\u00e7\u00e3o local de anest\u00e9sico (4      ml de Lidoca\u00edna a 2% sem adrenalina, at\u00e9 3 vezes, com intervalo de 1 hora).      Nos casos graves tamb\u00e9m deve ser usado o soro ANTIESCORPI\u00d4NICO ou ANTIARACN\u00cdDICO,      conforme instru\u00e7\u00f5es da bula.<\/p>\n   \n<p><strong>As seguintes medidas s\u00e3o eficazes para o controle e preven\u00e7\u00e3o de      acidentes:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Manter limpos quintais, jardins e terrenos baldios, n\u00e3o acumulando entulho        e lixo dom\u00e9stico.<br \/>\n       Aparar a grama dos jardins e recolher as folhas ca\u00eddas.<br \/>\n       Vedar soleiras de portas com saquinhos de areia ou friso de borracha, colocar        telas nas janelas, vedar ralos de pia, tanque e de ch\u00e3o com tela ou v\u00e1lvula        apropriada; colocar o lixo em sacos pl\u00e1sticos, que devem ser mantidos fechados        para evitar o aparecimento de baratas, moscas e outros insetos, que s\u00e3o        o alimento predileto de aranhas e escorpi\u00f5es.<br \/>\n       Examinar roupas, cal\u00e7ados, toalhas e roupas de cama antes de us\u00e1-las.<br \/>\n       Andar sempre cal\u00e7ado e usar luvas de raspa de couro ao trabalhar com material        de constru\u00e7\u00e3o, lenha, etc.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Fonte:  www.scorpionworlds.com\/www.escorpiao.vet.br\/www.bioterium.com.br\/www.escorpiao-escorpioes.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escorpi\u00f5es, Esp\u00e9cies, Brasil, O que s\u00e3o, Corpo, Sistema, Reprodu\u00e7\u00e3o, Comportamento, Preven\u00e7\u00e3o, Acidentes, Veneno, Tratamento, Escorpi\u00f5es<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":15934,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-26404","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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