{"id":26391,"date":"2016-01-06T00:00:00","date_gmt":"2016-01-06T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/aranhas-4\/"},"modified":"2026-09-01T18:03:14","modified_gmt":"2026-09-01T18:03:14","slug":"aranhas-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/aranhas-4\/","title":{"rendered":"Aranhas"},"content":{"rendered":"\n<h4>Aranhas &#8211; Ordem Araneae <\/h4>\n   \n<p>As <strong>aranhas<\/strong> s\u00e3o os aracn\u00eddeos mais numerosos. <\/p>\n   \n<p>Possuem distribui\u00e7\u00e3o bastante ampla, desde ambientes aqu\u00e1ticos, at\u00e9 aqueles      extremamente secos, podendo ainda ocorrer desde o n\u00edvel do mar at\u00e9 as montanhas      mais altas<\/p>\n   \n<p>Todas s\u00e3o predadoras, alimentando-se principalmente de insetos, podendo ocasionalmente      algumas caranguejeiras alimentar-se de pequenos vertebrados que s\u00e3o mortos      pelo veneno injetado com picada.<\/p>\n   \n<p><strong>Tempo de vida <\/strong><\/p>\n   \n<p>Varia de acordo com a esp\u00e9cies considerada, algumas vivem cerca de um ano,      enquanto que outras quando em cativeiro podem viver at\u00e9 20 anos.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aaranha14.jpg\" alt=\"Aranhas\" title=\"Aranhas\" \/><strong><br \/>\n     Aranhas<\/strong><\/p>\n   \n<p>As<strong> aranhas<\/strong> comp\u00f5em a ordem mais numerosa dos aracn\u00eddeos,      sendo consideradas v\u00e1lidas cerca de 35.000 esp\u00e9cies em todo o mundo, embora,      segundo alguns autores, este n\u00famero possa chegar a 100.000. Habitam praticamente      todas as regi\u00f5es do planeta, incluindo uma esp\u00e9cie aqu\u00e1tica. Muitas esp\u00e9cies      vivem pr\u00f3ximas, e at\u00e9 mesmo dentro de habita\u00e7\u00f5es humanas, favorecendo a ocorr\u00eancia      de acidentes. <\/p>\n   \n<p>O <strong>veneno<\/strong>, produzido por duas gl\u00e2ndulas situadas na regi\u00e3o      das quel\u00edceras, pode ser utilizado na captura de presas e como defesa. Poucas      esp\u00e9cies podem causar acidentes com envenenamento humano importante. No mundo,      s\u00e3o conhecidas 35.000 esp\u00e9cies de aranhas, distribu\u00eddas em mais de 100 fam\u00edlias,      porem, somente cerca de 20 a 30 esp\u00e9cies, s\u00e3o consideradas perigosas para      o homem. No Brasil, as esp\u00e9cies mais representativas pertencem aos g\u00eaneros      Phoneutria , Loxosceles e Latrodectus .<\/p>\n   \n<p><strong>Etimologia: <\/strong>O termo aranha \u00e9 derivado da palavra latina      araneus, aranea. <\/p>\n   \n<p><strong>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p>O <strong>dimorfismo sexual <\/strong>nas aranhas, \u00e9 caracterizado pela presen\u00e7a      de bulbo copulador (localizado nas extremidades dos pedipalpos) nos machos.    <\/p>\n   \n<p>O <strong>acasalamento<\/strong> ocorre com o macho introduzindo o bulbo copulador,      contendo o esperma, na abertura genital da f\u00eamea. Ap\u00f3s o acasalamento, o conte\u00fado      esperm\u00e1tico fica armazenado numa estrutura denominada espermateca. <\/p>\n   \n<p>Os ovos s\u00e3o fertilizados no momento em que a f\u00eamea realiza a postura. Para      armazen\u00e1-los, \u00e9 constru\u00edda uma bolsa, elaborada com fios de seda, chamada      ooteca. <\/p>\n   \n<p>A f\u00eamea permanece junto a ooteca, at\u00e9 o momento da eclos\u00e3o dos filhotes.    <\/p>\n   \n<p>As<strong> aranhas<\/strong>, bem como os escorpi\u00f5es, possuem o corpo recoberto      de quitina, (exoesqueleto), que \u00e9 trocado peri\u00f3dicamente at\u00e9 a maturidade.      As f\u00eameas das aranhas caranguejeiras, realizam anualmente a troca de pele,      mesmo depois de adultas. <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aaranha15.jpg\" alt=\"Aranhas\" title=\"Aranhas\" \/><strong><br \/>\n     Aranhas &#8211; Canibalismo<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Alimenta\u00e7\u00e3o: <\/strong>S\u00e3o <strong>carn\u00edvoras<\/strong>, alimentando-se      de insetos e pequenos invertebrados. Algumas esp\u00e9cies de caranguejeiras da      Amaz\u00f4nia s\u00e3o capazes de predar roedores e pequenos p\u00e1ssaros. <\/p>\n   \n<p><strong>Habitat: Vivem no meio terrestre<\/strong>, desde as Ilhas pr\u00f3ximas      \u00e0 regi\u00e3o \u00c1rtica at\u00e9 os limites sulinos dos continentes, em teias geom\u00e9tricas      ou irregulares, em buracos, cupinzeiros, sob troncos ca\u00eddos, cascas de \u00e1rvores,      bem como, pr\u00f3ximo e dentro das moradias. <\/p>\n   \n<p><strong>Inimigos : Lagartixas<\/strong>, <strong>sapos, r\u00e3s,<\/strong> algumas      esp\u00e9cies de <strong>peixes e p\u00e1ssaros<\/strong>, podem ser considerados inimigos      naturais. <\/p>\n   \n<h4>ESP\u00c9CIES PERIGOSAS<\/h4>\n   \n<p>No Brasil, as <strong>esp\u00e9cies de aranhas<\/strong> que costumam causar acidentes      com envenenamento humano pertencem aos g\u00eaneros <strong>Phoneutria , Loxosceles      e Latrodectus<\/strong> . <\/p>\n   \n<p><strong>Phoneutria nigriventer ( Aranha armadeira )<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Colora\u00e7\u00e3o marrom, com pares de manchas ao longo da parte dorsal do      abd\u00f4men; possuem oito olhos em tr\u00eas filas:<\/strong> 2:4:2; de 4 a 5 cm de      corpo, podendo atingir at\u00e9 12 cm, incluindo as pernas. Vivem em bananeiras,      sob troncos ca\u00eddos, bem como, pr\u00f3ximo e dentro das moradias; n\u00e3o fazem teia      e assumem posi\u00e7\u00e3o de defesa quando se sentem amea\u00e7adas.<\/p>\n   \n<p><strong>Distribui\u00e7\u00e3o: <\/strong>ES, MG, MS, GO, RJ, SP, PR, SC, RS. <\/p>\n   \n<p><strong>Loxosceles spp ( Aranha marrom )<\/strong><\/p>\n   \n<p>Colora\u00e7\u00e3o marrom avermelhado; cefalot\u00f3rax achatado; seis olhos em tr\u00eas pares;      apresentam at\u00e9 1 cm de corpo e 3 a 4cm incluindo as pernas. Costumam alojar-se      em fendas de barrancos, pilhas de telhas, cavernas, sob cascas de \u00e1rvores,      bem como, pr\u00f3ximo e dentro das moradias. <\/p>\n   \n<p><strong>Distribui\u00e7\u00e3o: <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Loxosceles amazonica <\/strong>&#8211; Norte e Nordeste do Brasil. <br \/>\n<strong>Loxosceles similis <\/strong>&#8211; PA, MG, SP, MS.<br \/>\n<strong>Loxosceles gaucho <\/strong>&#8211; MG, SP, PR, SC.<br \/>\n<strong>Loxosceles intermedia &#8211;<\/strong> GO, Sudeste e Sul do Brasil.<br \/>\n<strong>Loxosceles adelaida <\/strong>&#8211; SP, RJ.<br \/>\n<strong>Loxosceles hirsuta<\/strong> &#8211; MG, SP, PR, RS. <br \/>\n<strong>Loxosceles laeta <\/strong>&#8211; PB, MG, SP, RJ, PR, SC, RS. <br \/>\n<strong>Loxosceles puortoi &#8211;<\/strong> TO. <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Latrodectus geometricu (vi\u00fava-negra)<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Apresentam abd\u00f4men globoso de colorido marrom-acinzentado com um      desenho em forma de ampulheta na cor alaranjada na regi\u00e3o ventral do abd\u00f4men;      oito olhos em duas filas<\/strong>: 4:4; f\u00eameas com 1 cm de tamanho de corpo;      machos, com apenas alguns mil\u00edmetros de corpo. Constroem teias tridimensionais      em meio a planta\u00e7\u00f5es, beiras de barrancos, entre as folhas de arbustos; costumam      construir seus ref\u00fagios em batentes de portas e beirais das janelas. <\/p>\n   \n<p><strong>Distribui\u00e7\u00e3o:<\/strong> cosmotropical <\/p>\n   \n<p><strong>Latrodectus curacaviensis (vi\u00fava-negra)<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>C<\/strong>onhecida como flamenguinha e aranha barriga vermelha. <\/p>\n   \n<p><strong>Possui abd\u00f4men globoso de colora\u00e7\u00e3o preta com faixas vermelhas e,      por vezes, alaranjada; apresenta no ventre uma mancha vermelha em forma de      ampulheta; oito olhos em duas filas<\/strong>: 4:4; f\u00eameas com 1 cm de tamanho;      machos muito menores com apenas alguns mil\u00edmetros de corpo; constroem teias      tridimensionais em \u00e1reas de planta\u00e7\u00f5es, vegeta\u00e7\u00e3o rasteira, sauveiros, cupinzeiros,      materiais empilhados, objetos descartados, montes de lenha, beiras de barrancos      e no interior das moradias. <\/p>\n   \n<p><strong>Distribui\u00e7\u00e3o: <\/strong>CE, RN, BA, ES, RJ, SP, RS. <\/p>\n   \n<p><strong>Lycosa erythrognatha (aranha-de-grama, aranha-de-jardim, aranha-lobo      e tar\u00e2ntula)<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>S<\/strong>\u00e3o freq\u00fcentemente encontradas em todo o Brasil. Apesar      de causarem acidentes com freq\u00fc\u00eancia, seu veneno n\u00e3o \u00e9 considerado perigoso      para o homem. <\/p>\n   \n<p>Apresentam colora\u00e7\u00e3o marrom-clara, por vezes acinzentada. Atingem de 4 a      5 cm de comprimento e possuem, no dorso do abd\u00f4men, um desenho negro em fora      de seta. O ventre \u00e9 negro e as quel\u00edceras s\u00e3o recobertas por p\u00ealos avermelhados      ou alaranjados. <\/p>\n   \n<p><strong>Aranhas caranguejeiras<\/strong><\/p>\n   \n<p>S\u00e3o freq\u00fcentemente temidas por causa da apar\u00eancia e tamanho, muitas vezes      chegando a atingir 10 cm de corpo e 30 cm de envergadura, por\u00e9m, no Brasil      n\u00e3o s\u00e3o conhecidas esp\u00e9cies respons\u00e1veis por envenenamento humano. As picadas      costumam provocar apenas dor de pequena intensidade e de curta dura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Vivem, em geral, em locais afastados do homem (\u00e1rvores, cupinzeiros, buracos      em barrancos e galerias subterr\u00e2neas). <\/p>\n   \n<p>O<strong> ferr\u00e3o <\/strong>em posi\u00e7\u00e3o vertical, reduz a efici\u00eancia do mecanismo      de picada. Assim, raramente causam acidentes, principalmente esp\u00e9cies peludas      e de grande porte. <\/p>\n   \n<p>Al\u00e9m da inocula\u00e7\u00e3o de veneno, possuem outro mecanismo de defesa, inclusive      mais freq\u00fcentemente utilizado, que consiste em atritar vigorosamente as pernas      traseiras no abd\u00f4men, espalhando uma nuvem de p\u00ealos com a\u00e7\u00e3o irritante em      dire\u00e7\u00e3o ao inimigo. <\/p>\n   \n<p>Os p\u00ealos podem causar alergias com manifesta\u00e7\u00f5es cut\u00e2neas ou problemas nas      vias respirat\u00f3rias altas. <\/p>\n   \n<h4>Aranhas &#8211; Brasil<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aaranha7.jpg\" alt=\"Aranhas\" title=\"Aranhas\" \/><strong><br \/>\n     Aranhas<\/strong><\/p>\n   \n<p>O Brasil possui quatro tipos principais de <strong>aranhas<\/strong> venenosas,      classificadas como de interesse m\u00e9dico. <\/p>\n   \n<p>Esses tipos requerem tratamento em forma de soroterapia em casos de acidentes      envolvendo-as. <\/p>\n   \n<p><strong>H\u00e1 ainda dois tipos que n\u00e3o representam tanto perigo ao homem<\/strong>:      s\u00e3o as aranhas de teia e as caranguejeiras.<\/p>\n   \n<p><strong>Lycosa<\/strong><\/p>\n   \n<p>Possui pe\u00e7onha proteol\u00edtica. A\u00e7\u00e3o local, necrosante, cut\u00e2nea, sem intoxica\u00e7\u00e3o      geral alguma, seja do sistema nervoso ou circulat\u00f3rio. Conseq\u00fcentemente n\u00e3o      h\u00e1 perigo de vida.<\/p>\n   \n<p><strong>Tratamento:<\/strong> soro antilic\u00f3sico, pomadas antinflamat\u00f3rias,      antihistamicas e antibi\u00f3ticos e os acidentes por este g\u00eanero s\u00e3o destitu\u00eddos      de import\u00e2ncia m\u00e9dico-sanit\u00e1ria. <\/p>\n   \n<p><strong>Apresenta as seguintes esp\u00e9cies<\/strong>: L. erythrognatha, L. nychtemera,      L. raptoria. Podem medir 3 cm (corpo) e 5 cm no tamanho total. S\u00e3o habitantes      de gramados, pastos, junto \u00e0 piscinas e nos jardins, possuem h\u00e1bitos diurnos      e noturnos. <\/p>\n   \n<p align=\"center\" class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aaranha8.jpg\" alt=\"Aranhas\" title=\"Aranhas\" \/><br \/>\n     Aranha de Jardim (Lycosa sp.) <\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Phoneutria <\/strong><\/p>\n   \n<p>A pe\u00e7onha das armadeiras \u00e9 um complexo de diversas subst\u00e2ncias toxicas, agindo      principalmente sobre o Sistema Nervoso Perif\u00e9rico e secundariamente sobre      o S. N. Central. Produzem veneno potente, raramente ocasionam acidentes graves.<\/p>\n   \n<p><strong>Apresentam as seguintes esp\u00e9cies<\/strong>: P. fera, P. keyserlingi,      P. reidyi, P. negriventer. Podem medir 3 cm (corpo) e atingir at\u00e9 15 cm no      tamanho total. S\u00e3o habitantes de bananeiras, terrenos baldios, zonas rurais,      junto \u00e0s resid\u00eancias, possuem h\u00e1bitos noturnos e abrigam-se durante o dia      em locais escuros (roupas, sapatos, etc.). <\/p>\n   \n<p align=\"center\" class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aaranha9.jpg\" alt=\"Aranhas\" title=\"Aranhas\" \/><br \/>\n<strong>Aranha armadeira (Phoneutria nigriventer.) <\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Loxosceles <\/strong><\/p>\n   \n<p>O Loxoscelismo passou a ser reconhecido no Brasil a partir de 1954. Produzem      les\u00f5es cut\u00e2neas necrosantes por possuirem pe\u00e7onha proteol\u00edtica e n\u00e3o s\u00e3o agressivas.    <\/p>\n   \n<p><strong>Apresentam as seguintes esp\u00e9cies<\/strong>: L. laete, L. gaucho, L.      similis. Podem medir 1 cm (corpo) e atingir at\u00e9 3 cm no tamanho total. S\u00e3o      habitantes de folhas secas de palmeiras, nas cascas ou sob as mesmas, atr\u00e1s      de m\u00f3veis, s\u00f3t\u00e3os, garagens, etc., possuem h\u00e1bitos noturnos. Produzem teia      irregular revestindo o substrato. <\/p>\n   \n<p align=\"center\" class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aaranha10.jpg\" alt=\"Aranhas\" title=\"Aranhas\" \/><br \/>\n<strong>Aranha marrom (Loxosceles sp.) <\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Latrodectus <\/strong><\/p>\n   \n<p>As<strong> Vi\u00favas Negras<\/strong> fazem teia irregular. S\u00e3o aracn\u00eddeos que      podem viver aglomeradas em grupos, por\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o aranhas sociais. Havendo      falta de alimentos, pode ocorrer canibalismo (alimentam-se de membros da mesma      esp\u00e9cie). Seu nome \u00e9 originado do fato de o macho ser muitas vezes menor do      que a f\u00eamea e, na \u00e9poca de acasalamento, ele ter de ser muito veloz na c\u00f3pula,      pois se a f\u00eamea o percebe por baixo de seu corpo, ele \u00e9 invariavelmente ingerido      como alimento. <\/p>\n   \n<p>No Brasil, embora ocorram aranhas do g\u00e9nero Latrodectus, o primeiro registro      de acidente, com reconhecimento do animal causador, foi publicado em 1985,      em Salvador, Bahia. Estas aranhas n\u00e3o s\u00e3o totalmente negras, mas vermelhas      e negras; o que lhes deu o gracioso apelido futebol\u00edstico de &#8220;flamenguinhas&#8221;.    <\/p>\n   \n<p>Sua pe\u00e7onha neurot\u00f3xica possui a\u00e7\u00e3o difusa sobre o S. N. Central, medula,      nervos e m\u00fasculos lisos. Geralmente, seu veneno \u00e9 extremamente potente e mortal.    <\/p>\n   \n<p>Por\u00e9m, a esp\u00e9cie brasileira n\u00e3o oferece perigo aos seres humanos; tanto que      n\u00e3o se produz soro, no Brasil, para este tipo de acidente. <\/p>\n   \n<p><strong>Apresenta a seguinte esp\u00e9cie<\/strong>: L. geometricus. Podem medir      1,5 cm (corpo) e atingir at\u00e9 3 cm no tamanho total. S\u00e3o habitantes de zonas      rurais, planta\u00e7\u00f5es, etc., possuem h\u00e1bitos diurnos. Produzem teia irregular      suspensa entre a vegeta\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p align=\"center\" class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aaranha11.jpg\" alt=\"Aranhas\" title=\"Aranhas\" \/><br \/>\n<strong>Vi\u00fava negra (Latrodectus sp.) <\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Caranguejeiras<\/strong><\/p>\n   \n<p>S\u00e3o v\u00e1rias as esp\u00e9cies de aranhas que chamamos de caranguejeiras; por\u00e9m,      apesar de seu grande porte (podem chegar at\u00e9 30 cm de envergadura), n\u00e3o oferecem      perigo quanto ao seu veneno, que \u00e9 pouco potente e causa dor local discreta.      Est\u00e1 relacionada \u00e0s aranhas de interesse m\u00e9dico porque os pelos que recobrem      seu corpo em grande quantidade podem provocar alergias na pessoa que, eventualmente,      entre em contato com ela. Esses pelos s\u00e3o liberados pelo animal quando, numa      atitude defensiva, raspa as patas traseiras no dorso do abdome, soltando-os      e formando uma esp\u00e9cie de &#8220;nuvem&#8221;. Pequenos animais, como cachorros      e gatos podem morrer por inalarem tais pelos, que provocar\u00e3o edema do trato      respirat\u00f3rio, matando-os por asfixia.<\/p>\n   \n<p align=\"center\" class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aaranha12.jpg\" alt=\"Aranhas\" title=\"Aranhas\" \/><br \/>\n<strong>Caranguejeira<\/strong> <\/p>\n   \n<p><strong>S\u00e3o encontradas em todos os tipos de ambientes<\/strong>: matas, praias,      desertos etc. N\u00e3o s\u00e3o agressivas, procurando fugir no primeiro momento de      contato, assumindo uma postura defensiva, se continuar a ser molestada. <\/p>\n   \n<p><strong>Aranhas de teia <\/strong><\/p>\n   \n<p>As aranhas que conhecemos dos beirais de casas, varandas e matas, que fazem      teias sim\u00e9tricas ou muito elaboradas, s\u00e3o aranhas sedent\u00e1rias, ou seja, permanecem      num s\u00f3 lugar para ca\u00e7ar. Seu veneno \u00e9 t\u00e3o pouco potente, que elas armam suas      teias como armadilhas pegajosas para ca\u00e7ar. Algumas fazem e refazem suas teias      todos os dias; outras, armam a teia e a utilizam v\u00e1rias vezes, remendando-a,      at\u00e9 que tenham de construir outra nova. Todas as aranhas produzem fios de      seda por meio deu uma estrutura de seu abdome, composta de gl\u00e2ndulas seric\u00edgenas      e as fiandeiras (muitas vezes confundidas com ferr\u00f5es). <\/p>\n   \n<p>Aquelas que fazem teias vistosas, absolutamente n\u00e3o t\u00eam interesse m\u00e9dico,      pois seu veneno, como j\u00e1 foi dito, \u00e9 muito pouco ativo para humanos.<\/p>\n   \n<p>As aranhas errantes (aquelas que v\u00e3o em busca da presa) n\u00e3o fazem teia regular.      Limitam-se a produzir fios de seda para forrar o ambiente onde vivem. Nem      todas as aranhas que s\u00e3o errantes e n\u00e3o fazem teia regular s\u00e3o de interesse      m\u00e9dico; por\u00e9m, todas as de interesse m\u00e9dico s\u00e3o errantes. <\/p>\n   \n<p>A conviv\u00eancia com esses seres \u00e9 inevit\u00e1vel pois existe cerca de 35000 esp\u00e9cies      de aranhas em todo o mundo com exce\u00e7\u00e3o das regi\u00f5es frias. Apesar de existirem      em todos os ambientes, poucas s\u00e3o as esp\u00e9cies de causam danos ao homem. Todas      produzem veneno e s\u00e3o pe\u00e7onhentas, por ser indispens\u00e1vel ao seu modo carn\u00edvoro      e tamb\u00e9m \u00e0 digest\u00e3o do alimento. Em alguns casos o veneno produzido \u00e9 extremamente      t\u00f3xico. <\/p>\n   \n<p>As aranhas est\u00e3o classificadas na Classe Arachnida, cujos representantes      conhecidos s\u00e3o, al\u00e9m delas, os escorpi\u00f5es, os \u00e1caros e carrapatos. A ordem      na qual as aranhas se inserem \u00e9 a Ordem Araneae. Os representantes dessa ordem      apresentam o corpo divido em cafalot\u00f3rax e abdome, tal como nos crust\u00e1ceos.    <\/p>\n   \n<h4><strong>Morfologia da Aranha<\/strong><\/h4>\n   \n<p>As aranhas possuem o cefalot\u00f3rax unido ao abdome por um ped\u00edculo. Na regi\u00e3o      anterior do cefalot\u00f3rax, est\u00e3o oito olhos simples e alguns ap\u00eandices articulados.    <\/p>\n   \n<p>As quel\u00edceras s\u00e3o estruturas adaptadas para a captura do alimento, e apresentam      a extremidade em forma de garra, dotada de um orif\u00edcio em que se abre a gl\u00e2ndula      do veneno. Outro par de ap\u00eandices s\u00e3o pedipalpos, \u00fateis para triturar alimentos      e, nos machos, para a deposi\u00e7\u00e3o dos espermatoz\u00f3ides. <\/p>\n   \n<p align=\"center\" class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aaranha13.jpg\" alt=\"Aranhas\" width=\"547\" height=\"324\" title=\"Aranhas\" \/><br \/>\n     Morfologia Externa da Aranha<\/strong><\/p>\n   \n<p>No corpo das aranhas, as patas articuladas s\u00e3o quatro pares, e n\u00e3o h\u00e1 antenas.      Na por\u00e7\u00e3o mais posterior do corpo, abrem-se as fiandeiras, estruturas por      onde saem os fios de seda e respons\u00e1veis por tec\u00ea-los, na forma\u00e7\u00e3o das teias.      A seda \u00e9 produzida pelas gl\u00e2ndulas seric\u00edgenas, localizadas no abdome. Ao      ser exteriorizada, a seda solidifica-se ao contato com o ar. As teias servem      como abrigo, prote\u00e7\u00e3o, local de acasalamento e armadilha para a captura de      insetos e de outros animais, principal alimenta\u00e7\u00e3o das aranhas. <\/p>\n   \n<p><strong>Sistemas <\/strong><\/p>\n   \n<p>O <strong>sistema digestivo <\/strong>\u00e9 completo, e possuem hepatop\u00e2ncreas.      Muitas aranhas, ao inocularem o veneno na presa, inoculam tamb\u00e9m enzimas digestivas,      que realizam digest\u00e3o extracorporal. Ap\u00f3s certo tempo, essas aranhas simplesmente      sugam os tecidos do animal morto, j\u00e1 liquefeitos e parcialmente digeridos.    <\/p>\n   \n<p>O <strong>sistema circulat\u00f3rio<\/strong> \u00e9 aberto, e o sangue cont\u00e9m hemocianina.      A respira\u00e7\u00e3o \u00e9 traqueal, \u00fanico sistema presente em aracn\u00eddeos pequenos. Nos      maiores, como nos escorpi\u00f5es e em muitas aranhas, h\u00e1 uma abertura ventral      no abdome, que se comunica com os pulm\u00f5es foli\u00e1ceos. A estrutura interna desses      \u00f3rg\u00e3os assemelha-se a um livro com as folhas entreabertas, cujas l\u00e2minas delgadas      s\u00e3o vascularizadas e permitem a ocorr\u00eancia de trocas gasosas entre o sangue      e o ar. <\/p>\n   \n<p>Esse tipo especial de respira\u00e7\u00e3o pulmonar \u00e9 chamada respira\u00e7\u00e3o filotraqueal.    <\/p>\n   \n<p>A <strong>excre\u00e7\u00e3o<\/strong> \u00e9 realizada por meio de tubos de Malpighi e,      em aracn\u00eddeos maiores, pelas gl\u00e2ndulas coxais, localizadas no cefalot\u00f3rax.      O produto de excre\u00e7\u00e3o nitrogenada mais importante, nesses animais, \u00e9 a guanina.    <\/p>\n   \n<p><strong>Reprodu\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n   \n<p>As aranhas<strong> possuem sexos separados<\/strong> (di\u00f3icos), por\u00e9m freq\u00fcentemente      os machos s\u00e3o menores que as f\u00eameas, podendo distingu\u00ed-los que apresentam      no \u00e1pice dos palpos. <\/p>\n   \n<p>Na \u00e9poca da<strong> reprodu\u00e7\u00e3o<\/strong>, o macho tece um casulo de seda,      no qual deposita uma got\u00edcula com os espermatoz\u00f3ides; estes s\u00e3o tomados nas      cavidades de seus palpos, para mais tarde serem introduzidos na cavidade genital      da f\u00eamea, onde ficam armazenados no recept\u00e1culo seminal. Ap\u00f3s a fecunda\u00e7\u00e3o,      a f\u00eamea deposita os ovos envolvendo-os com um casulo de seda denominado ooteca.    <\/p>\n   \n<h4><strong>Aranhas &#8211; <\/strong>Tipo<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aaranha1.jpg\" alt=\"Aranhas\" title=\"Aranhas\" \/><strong><br \/>\n     Aranhas<\/strong><\/p>\n   \n<p>As <strong>aranhas<\/strong> pertencem ao <strong>filo dos artr\u00f3podes<\/strong>,      habitam praticamente todas as regi\u00f5es da terra, sendo encontradas nos diferentes      ecossistemas, inclusive a \u00e1gua. <\/p>\n   \n<p>Estes animais podem viver em teias geom\u00e9tricas ou irregulares, em buracos      no solo, fendas de barrancos, \u00e1rvores, sob troncos podres, cupinzeiros, e      brom\u00e9lias. Podem ser encontrados tamb\u00e9m em \u00e1reas ocupadas pelo homem.<\/p>\n   \n<p><strong>S\u00e3o animais carn\u00edvoros<\/strong>. <strong>Alimentam-se<\/strong> principalmente      de <strong>insetos<\/strong>, podendo alimentar-se de presas maiores como pequenas      lagartixas, r\u00e3s, peixes, roedores e filhotes de p\u00e1ssaros. Os predadores s\u00e3o      p\u00e1ssaros, lagartos, sapos, r\u00e3s, escorpi\u00f5es e parasitas diversos, al\u00e9m do pr\u00f3prio      homem. <\/p>\n   \n<p>A maioria das esp\u00e9cies de aranhas t\u00eam vida solit\u00e1ria, mas algumas esp\u00e9cies      tem h\u00e1bitos sociais. Algumas esp\u00e9cies vivem poucos meses, enquanto outras,      principalmente caranguejeiras, podem viver at\u00e9 25 anos, de acordo com observa\u00e7\u00f5es      realizadas em cativeiro.<\/p>\n   \n<h4>Morfologia das Aranhas<\/h4>\n   \n<p>O <strong>corpo das aranhas<\/strong> \u00e9 dividido em duas partes, o cefalot\u00f3rax      e o abdome, unidos por um tubo estreito (pedicelo) por onde passam o intestino,      nervos e a hemolinfa.<\/p>\n   \n<p>No cefalot\u00f3rax encontram-se articulados 6 pares de ap\u00eandices.<\/p>\n   \n<p>Um par de quel\u00edceras, associadas \u00e0 gl\u00e2ndulas de veneno, com ferr\u00f5es. Estes      ferr\u00f5es s\u00e3o utilizados para inocular veneno; manipular e apreender os alimentos.<\/p>\n   \n<p>Um par de pedipalpos, funcionando como \u00f3rg\u00e3o sensorial. Nos machos o \u00faltimo      segmento \u00e9 diferenciado em bulbo copulador.<\/p>\n   \n<p>Quatro pares de pernas para locomo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>No cefalot\u00f3rax tamb\u00e9m est\u00e3o situados os olhos, geralmente em n\u00famero de oito,      organizados em duas ou tr\u00eas fileiras. A disposi\u00e7\u00e3o destes olhos, a curvatura      das fileiras e as dist\u00e2ncias interoculares s\u00e3o utilizadas para identifica\u00e7\u00e3o      dos g\u00eaneros e esp\u00e9cies.<\/p>\n   \n<p>O abdome, em geral, n\u00e3o apresenta segmenta\u00e7\u00e3o. Na sua regi\u00e3o posterior est\u00e3o      situadas as fiandeiras e nelas localizam-se as aberturas das gl\u00e2ndulas produtoras      da seda. A seda produzida \u00e9 utilizada na fabrica\u00e7\u00e3o de teias de captura de      alimento, constru\u00e7\u00e3o de ootecas, etc.<\/p>\n   \n<p><strong>Aranhas de interesse m\u00e9dico <\/strong><\/p>\n   \n<p>Todas as aranhas t\u00eam veneno e podem causar acidentes. Mas nem todas s\u00e3o respons\u00e1veis      por acidentes humanos graves, devido a fatores como a baixa toxicidade do      veneno para seres humanos, pequena quantidade de veneno injetado, quel\u00edceras      incapazes de perfurar a pele.<\/p>\n   \n<p>No Brasil apenas tr\u00eas g\u00eaneros, com cerca de 20 esp\u00e9cies, podem causar envenenamentos      graves em humanos, Latrodectus (vi\u00fava negra), Loxoceles (aranha marrom) e      Phoneutria (armadeira). Os acidentes causados por Lychosa (aranha de grama)      e caranguejeiras, s\u00e3o destitu\u00eddos de maior import\u00e2ncia. <\/p>\n   \n<p><strong>Principais caracter\u00edsticas das aranhas venenosas do Brasil:<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Phoneutria Aranha-armadeira<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aaranha2.jpg\" alt=\"Aranhas\" title=\"Aranhas\" \/><br \/>\n<strong>Phoneutria &#8211; Aranha armadeira<\/strong> <\/p>\n   \n<p><strong>Tamanho<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Corpo: <\/strong>3cm<strong><br \/>\n     Total: <\/strong>15cm<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Habitat: <\/strong>Durante o dia permanecem escondidas sob troncos,        brom\u00e9lias, bananeiras, palmeiras, e tamb\u00e9m junto \u00e0s constru\u00e7\u00f5es, em lugares        escuros, como dentro de sapatos, atr\u00e1s de m\u00f3veis, cortinas etc.<strong><br \/>\n       H\u00e1bitos: <\/strong>Permanecem escondidas durante o dia e s\u00e3o ativas a noite.<strong><br \/>\n       Quanto \u00e0 teia: <\/strong>N\u00e3o vivem em teias.<strong><br \/>\n       Acidentes: <\/strong>N\u00e3o foge quando surpreendida, coloca-se em posi\u00e7\u00e3o de        ataque, ap\u00f3ia-se nas pernas traseiras, ergue a dianteira e procura picar.<strong><br \/>\n       Acidentes: <\/strong>N\u00e3o foge quando surpreendida, coloca-se em posi\u00e7\u00e3o de        ataque, isto \u00e9, apoia-se nas pernas traseiras, ergue a dianteira e procura        picar.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Principais esp\u00e9cies e distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>P. fera: <\/strong>regi\u00e3o amaz\u00f4nica.<br \/>\n<strong>P. nigriventer:<\/strong> ES, MS, MG, RJ, SP, PR, SC e RS.<br \/>\n<strong>P. reidyi:<\/strong> regi\u00e3o amaz\u00f4nica.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Loxosceles<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Aranha-marrom<\/strong><\/p>\n   \n<p align=\"center\" class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aaranha6.jpg\" alt=\"Aranhas\" title=\"Aranhas\" \/><br \/>\n<strong>Loxosceles &#8211; Aranha marrom<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>H\u00e1bitat: <\/strong>Sob cascas de \u00e1rvores, folhas secas de palmeiras,        nas casas atr\u00e1s de m\u00f3veis, quadros, geladeiras, fog\u00f5es, s\u00f3t\u00e3os, por\u00f5es,        garagens, telhas, tijolos, frestas em barrancos etc.<strong><br \/>\n       H\u00e1bitos: <\/strong>\u00c9 ativa durante a noite ficando escondida durante a dia.<strong><br \/>\n       Quanto \u00e0 teia: <\/strong>Reveste o substrato.<strong><br \/>\n       Acidentes: <\/strong>Pica quando comprimida contra o corpo, ao colocar a        roupa pessoal ou quando est\u00e3o presentes na cama.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Principais esp\u00e9cies e distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>L. adelaide: <\/strong>Rio de Janeiro.<br \/>\n<strong>L. amazonica:<\/strong> Norte e Nordeste do Brasil.<br \/>\n<strong>L. ga\u00facho:<\/strong> SP e MG.<br \/>\n<strong>L. hirsuta:<\/strong> Sul do Brasil.<br \/>\n<strong>L. intermedia: <\/strong>Sul do Brasil.<br \/>\n<strong>L. laeta: <\/strong>esp\u00e9cie introduzida que ocorre em laguns focos        isolados no Brasil.<br \/>\n<strong>L. simili:<\/strong> SP e MG.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Latrodectus <\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Vi\u00fava negra<\/strong><\/p>\n   \n<p align=\"center\" class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aaranha5.jpg\" alt=\"Aranhas\" title=\"Aranhas\" \/><br \/>\n<strong>Latrodectus &#8211; Vi\u00fava negra<\/strong> <\/p>\n   \n<p><strong>Principais esp\u00e9cies e distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>L. geometricus: <\/strong>em todo o Brasil.<br \/>\n<strong>L. curacavienses: <\/strong>em todo o Brasil.<br \/>\n<strong>L. mactans:<\/strong> em todo o Brasil.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4><strong>Aranhas &#8211; <\/strong>Animal<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aaranha16.jpg\" alt=\"Aranhas\" title=\"Aranhas\" \/><strong><br \/>\n     Aranhas<\/strong><\/p>\n   \n<p>As <strong>aranhas<\/strong> s\u00e3o animais carn\u00edvoros, alimentando-se principalmente      de insetos, como grilos e baratas. Muitas t\u00eam h\u00e1bitos domiciliares e peridomiciliares.<\/p>\n   \n<p>Apresentam o corpo dividido em cefalot\u00f3rax e abdome. No cefalot\u00f3rax articulam-se      os quatro pares de patas, um par de pedipalpos e um par de quel\u00edceras. <\/p>\n   \n<p>Nas quel\u00edceras est\u00e3o os ferr\u00f5es utilizados para inocula\u00e7\u00e3o do veneno.<\/p>\n   \n<p><strong>ARANHAS PE\u00c7ONHENTAS<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>No Brasil existem tr\u00eas g\u00eaneros de aranhas de import\u00e2ncia m\u00e9dica<\/strong>:      Phoneutria, Loxosceles e Latrodectus. Os acidentes causados por Lycosa (aranha-de-grama),      bastante freq\u00fcentes e pelas caranguejeiras, muito temidas, s\u00e3o destitu\u00eddos      de maior import\u00e2ncia. <\/p>\n   \n<p><strong>APECTOS CL\u00cdNICOS<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>S\u00e3o tr\u00eas g\u00eaneros de import\u00e2ncia m\u00e9dica no Brasil: <\/strong>Phoneutria,      Loxosceles e Latrodectus, respons\u00e1veis por quadros cl\u00ednicos distintos.<\/p>\n   \n<p><strong>Foneutrismo<\/strong>: os acidentes causados pela Phoneutria sp representam      a forma de arane\u00edsmo mais comumente observada no pa\u00eds. Apresentam dor local      intensa, freq\u00fcentemente imediata, edema discreto, eritema e sudorese local.<\/p>\n   \n<p><strong>Loxoscelismo: s\u00e3o descritas duas variedades cl\u00ednicas:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Forma Cut\u00e2nea:<\/strong> \u00e9 a mais comum, caracterizando-se pelo        aparecimento de les\u00e3o inflamat\u00f3ria no ponto da picada, que evolui para necrose        e ulcera\u00e7\u00e3o.<strong><br \/>\n       Forma Cut\u00e2neo-Visceral:<\/strong> al\u00e9m de les\u00e3o cut\u00e2nea, os pacientes evoluem        com anemia, icter\u00edcia cut\u00e2neo-mucosa, hemoglobin\u00faria. A insufici\u00eancia renal        aguda \u00e9 a complica\u00e7\u00e3o mais temida. O tratamento soroter\u00e1pico est\u00e1 indicado        nas duas formas cl\u00ednicas do acidente por Loxosceles. Dependendo da evolu\u00e7\u00e3o,        outras medidas terap\u00eauticas dever\u00e3o ser tomadas.<strong><br \/>\n       Latrodectismo:<\/strong> quadro cl\u00ednico caracterizado por dor local intensa,        eventualmente irradiada. Altera\u00e7\u00f5es sist\u00eamicas como sudorese, contraturas        musculares, hipertens\u00e3o arterial e choque s\u00e3o registradas.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>SOROS<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>O Soro Antiaracn\u00eddico \u00e9 utilizado nos acidentes causados por aranhas dos        g\u00eaneros Loxosceles e Phoneutria. <br \/>\n       O Soro Antiloxoc\u00e9lico \u00e9 utilizado nos acidentes causados por aranhas do        g\u00eanero Loxosceles.<br \/>\n       O Soro Antilatrodetico (importado da Argentina) \u00e9 utilizado nos acidentes        causados por aranhas do g\u00eanero Latrodectus. <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>EPIDEMIOLOGIA<\/strong><\/p>\n   \n<p>S\u00e3o notificados anualmente cerca de 5.000 acidentes com aranhas no pa\u00eds.    <\/p>\n   \n<p>A predomin\u00e2ncia destas notifica\u00e7\u00f5es s\u00e3o nas regi\u00f5es Sul e Sudeste, dificultando      uma an\u00e1lise mais abrangente do acidente em todo o pa\u00eds.<\/p>\n   \n<p><strong>Em face das informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis pode-se considerar:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Os acidentes por Phoneutria aumentam significativamente no in\u00edcio da esta\u00e7\u00e3o        fria (abril\/maio), enquanto os casos de loxoscelismo sofrem incremento nos        meses quentes do ano (outubro\/mar\u00e7o). Isso pode estar relacionado ao fato        de que no Sul e Sudeste, as esta\u00e7\u00f5es do ano s\u00e3o melhor definidas quando        comparadas \u00e0s demais regi\u00f5es do pa\u00eds.<br \/>\n       A maioria dos acidentes por Phoneutria foram notificados pelo estado de        S\u00e3o Paulo. com respeito aos acidentes por Loxosceles, os registros prov\u00eam        das regi\u00f5es Sudeste e Sul, particularmente no estado do Paran\u00e1, onde se        concentra a maior casu\u00edstica de Loxoscelismo do pa\u00eds. A partir da d\u00e9cada        de 80, come\u00e7aram a ser relatados acidentes por vi\u00fava-negra (Latrodectus)        na Bahia e, mais recentemente, no Cear\u00e1.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4><strong>Aranhas &#8211; <\/strong>Alimenta\u00e7\u00e3o<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aaranha17.jpg\" alt=\"Aranhas\" title=\"Aranhas\" \/><strong><br \/>\n     Aranhas<\/strong><\/p>\n   \n<p>As <strong>aranhas<\/strong> s\u00e3o animais carn\u00edvoros, alimentando-se principalmente      de insetos, como grilos e baratas. Muitas t\u00eam h\u00e1bitos domiciliares e peridomiciliares.    <\/p>\n   \n<p>Apresentam o corpo dividido em cefalot\u00f3rax e abd\u00f4men. No cefalot\u00f3rax articulam-se      os quatro pares de patas, um par de pedipalpos e um par de quel\u00edceras, onde      est\u00e3o os ferr\u00f5es utilizados para inocula\u00e7\u00e3o do veneno.<\/p>\n   \n<p><strong>Armadeira ( Phoneutria sp ) <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>De cor cinza ou castanho escuro, corpo e pernas com p\u00ealos curtos e vermelhos        perto dos ferr\u00f5es, atingem at\u00e9 17cm quando adultas, incluindo as pernas        (o corpo de 4 a 5cm). <br \/>\n       A armadeira \u00e9 encontrada em terrenos baldios, sob cascas de \u00e1rvores, cachos        de bananas e at\u00e9 dentro de casas em cal\u00e7ados. <br \/>\n       Sai para ca\u00e7ar em geral \u00e0 noite. \u00c9 muito agressiva, assumindo postura amea\u00e7adora        (da\u00ed seu nome). Apresenta uma dor intensa no local da picada. <br \/>\n       \u00c9 encontrada na Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, nos Estados de Goi\u00e1s, Mato Grosso do Sul,        Esp\u00edrito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Rio Grande do Sul,        Paran\u00e1 e Santa Catarina. <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Tratamento: <\/strong>O tratamento consiste na aplica\u00e7\u00e3o local de      anest\u00e9sico e, nos casos mais graves, deve ser usado o soro antiaracn\u00eddico.<\/p>\n   \n<p><strong>Aranha Marrom ( Loxosceles sp )<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Cor <strong>marrom amarelada<\/strong>, sem manchas, <strong>abd\u00f4men <\/strong>em        forma de <strong>caro\u00e7o de azeitona<\/strong>, atinge de 3 a 4cm incluindo        as pernas. <br \/>\n       Vive em teias irregulares que constr\u00f3i em tijolos, telhas, cantos de parede.        <br \/>\n       N\u00e3o \u00e9 agressiva e os acidentes s\u00e3o raros mas, em geral, graves. <br \/>\n       Os primeiros sintomas de envenenamento s\u00e3o uma sensa\u00e7\u00e3o de queimadura e        forma\u00e7\u00e3o de bolhas e escurecimento da pele no local da picada. \u00c9 encontrada        em v\u00e1rias regi\u00f5es do pa\u00eds, principalmente no Estado de Santa Catarina. <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Tratamento: <\/strong>O tratamento \u00e9 feito com soro aracn\u00eddico ou      antiloxosc\u00e9lico. <\/p>\n   \n<p><strong>Aranha de Grama, Aranha de Jardim ou Tar\u00e2ntula (Lycosa sp) <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>De cor acinzentada ou marrom, com p\u00ealos vermelhos perto dos ferr\u00f5es e uma        mancha escura em forma de flecha sobre o corpo. <br \/>\n       Atinge at\u00e9 5cm, incluindo as pernas.<br \/>\n       Vive em gramados e os acidentes]s\u00e3o freq\u00fcentes, por\u00e9m sem gravidade. <br \/>\n       \u00c9 encontrada, praticamente, em todo o pa\u00eds.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Tratamento: <\/strong>N\u00e3o h\u00e1 necessidade de <strong>tratamento com      soro<\/strong>. <\/p>\n   \n<p><strong>Vi\u00fava Negra (Latrodectus sp) <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>De cor preta, com manchas vermelhas no abd\u00f4men. <br \/>\n       A f\u00eamea mede de 2,5 a 3cm, o macho \u00e9 3 a 4 vezes menor. Vive em teias que        constr\u00f3i sob vegeta\u00e7\u00e3o rasteira, em arbustos, barrancos. <br \/>\n       S\u00e3o conhecidos poucos acidentes no Brasil, de pequena e m\u00e9dia gravidade.        <br \/>\n       \u00c9 encontrada, praticamente, em todo o pa\u00eds. <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Tratamento: <\/strong>O tratamento consiste na aplica\u00e7\u00e3o local de      anest\u00e9sico e, nos casos mais graves, deve ser usado o soro antilatrodectus.    <\/p>\n   \n<p><strong>Caranguejeira ( Mygalomorphae )<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Aranha de porte geralmente grande, na cor marrom escuro, com p\u00ealos compridos        nas pernas e no abd\u00f4men. Pode atingir at\u00e9 25cm com as patas estendidas.        <br \/>\n       Embora muito temida, os acidentes s\u00e3o raros, ocorrendo apenas uma dermatite        pela a\u00e7\u00e3o irritante dos p\u00ealos do abd\u00f4men, que se desprendem quando o animal        se sente amea\u00e7ado. \u00c9 encontrada, praticamente, em todo o pa\u00eds. <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Tratamento:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>N\u00e3o h\u00e1 necessidade de tratamento com soro. Medidas Preventivas<br \/>\n       Usar cal\u00e7ados e luvas nas atividades rurais e de jardinagem.<br \/>\n       Examinar e sacudir cal\u00e7ados e roupas pessoais, de cama e banho, antes de        us\u00e1-las.<br \/>\n       Afastar camas das paredes e evitar pendurar roupas fora de arm\u00e1rios.<br \/>\n       N\u00e3o acumular lixo org\u00e2nico, entulhos e materiais de constru\u00e7\u00e3o.<br \/>\n       Limpar o domic\u00edlio, observando atr\u00e1s de m\u00f3veis, cortinas e quadros.<br \/>\n       Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros, meia-canas e rodap\u00e9s.        Utilizar vedantes em portas, janelas e ralos.<br \/>\n       Limpar locais pr\u00f3ximos das casas, evitando folhagens densas junto delas        e aparar gramados<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>Como Capturar Aranhas<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aaranha21.jpg\" alt=\"Aranhas\" title=\"Aranhas\" \/><strong><br \/>\n     A) Inverta um recipiente qualquer (vidro, lata ou caixa de madeira) sobre      o animal;<br \/>\n     B) Introduza delicadamente uma folha de papel por baixo do animal;<br \/>\n     C) Desvire o recipiente com cuidado e tampe evitando gestos bruscos;<br \/>\n     D) Em seguida, fure a tampa e coloque junto ao animal um chuma\u00e7o de algod\u00e3o      embebido em \u00e1gua.<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>1. <\/strong>N\u00e3o submeta a aranha ao calor ou ao frio excessivos        e coloque apenas uma por recipiente. <br \/>\n<strong>2.<\/strong> As aranhas capturadas podem ser entregues pessoalmente        ou enviadas ao Instituto Butantan. <br \/>\n<strong>3.<\/strong> Se o recipiente for de vidro, proteja-o para que n\u00e3o        se quebre durante o transporte. <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Fonte: www.consulteme.com.br\/www.funed.mg.gov.br\/www.saude.rj.gov.br\/www.geocities.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aranhas, Animal, Ordem, Brasil, Esp\u00e9cies, Aracn\u00eddeos, Brasil, Reprodu\u00e7\u00e3o, Alimenta\u00e7\u00e3o, Morfologia, Acidentes, Veneno, Aranhas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12996,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-26391","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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