{"id":26388,"date":"2016-01-06T00:00:00","date_gmt":"2016-01-06T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/classe-aracnidea-4\/"},"modified":"2026-09-01T18:03:10","modified_gmt":"2026-09-01T18:03:10","slug":"classe-aracnidea-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/classe-aracnidea-4\/","title":{"rendered":"Classe Aracn\u00eddea"},"content":{"rendered":"\n<h4><strong>ORDEM ARANEAE<\/strong><\/h4>\n   \n<p>As <strong>aranhas (Ordem Araneae)<\/strong> constituem o s\u00e9timo maior grupo      animal em termos de diversidade global em n\u00famero de esp\u00e9cies, atr\u00e1s apenas      das cinco maiores ordens de insetos (Coleoptera &#8211; besouros, Hymenoptera \u0096      vespas, abelhas e formigas, Lepidoptera \u0096 mariposas e borboletas, Diptera      \u0096 moscas e mosquitos, e Hemiptera \u0096 percevejos) e dos \u00e1caros e carrapatos      entre os aracn\u00eddeos. Contrastando com estes grupos, as aranhas s\u00e3o not\u00e1veis      por sua depend\u00eancia completa sobre a preda\u00e7\u00e3o como estrat\u00e9gia alimentar. <\/p>\n   \n<p>As aranhas s\u00e3o predadoras vorazes, generalistas, comuns na maioria dos ambientes      e amplamente distribu\u00eddas na superf\u00edcie terrestre. J\u00e1 foram catalogadas cerca      de 38 mil esp\u00e9cies de aranhas no mundo, por\u00e9m estima-se que este n\u00famero seja      muito maior, uma vez que a aracnofauna neotropical \u00e9 pouco conhecida. <\/p>\n   \n<p>No Brasil, sup\u00f5e-se a ocorr\u00eancia de cerca de 12 mil esp\u00e9cies. <\/p>\n   \n<p>As <strong>aranhas<\/strong>, muitas vezes confundidas com insetos, s\u00e3o diferenciadas      por possu\u00edrem o corpo dividido em duas partes (cefalot\u00f3rax e abd\u00f4men), quatro      pares de pernas, pedipalpos (ap\u00eandices semelhantes \u00e0s pernas, que no macho      s\u00e3o modificados em \u00f3rg\u00e3os copuladores), quel\u00edceras (\u00f3rg\u00e3o em forma de ferr\u00e3o      para inocular o veneno, localizado na frente do corpo) e fiandeiras (produ\u00e7\u00e3o      da seda, localizadas na parte posterior do corpo). Estas duas \u00faltimas caracter\u00edsticas      s\u00e3o as principais respons\u00e1veis tanto pelo medo, pois praticamente todas possuem      veneno (99,4 % das esp\u00e9cies), quanto pelo fasc\u00ednio.<\/p>\n   \n<p><strong>As aranhas apresentam um dos mais espetaculares m\u00e9todos de captura      de presas de todos os animais:<\/strong> as teias geom\u00e9tricas, as quais fascinam      a humanidade pela perfei\u00e7\u00e3o e beleza das formas, a resist\u00eancia, viscosidade      e elasticidade dos fios, e pela efici\u00eancia como m\u00e9todo de armadilha. <\/p>\n   \n<p>A sensa\u00e7\u00e3o de nojo e medo, por outro lado, \u00e9 causada principalmente pelas      aranhas de ch\u00e3o. Criaturas cheias de pernas, orrateiras, peludas e escuras      representam supostos perigos, e devem ser mortas a qualquer pre\u00e7o. Talvez      estes sentimentos sejam resqu\u00edcios arquet\u00edpicos de priscas eras, quando mor\u00e1vamos      em cavernas. Entretanto esta vis\u00e3o \u00e9 bastante equivocada pois as aranhas s\u00e3o      animais t\u00edmidos, geralmente inofensivos e \u00fateis, pois controlam popula\u00e7\u00f5es      de insetos. Para ilustrar o equ\u00edvoco, apenas cerca de 20 esp\u00e9cies do mundo      (das 38 mil) causam acidentes. <\/p>\n   \n<p><strong>No Brasil, ocorrem tr\u00eas g\u00eaneros de aranhas pe\u00e7onhentas:<\/strong>    <\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Loxosceles<\/strong> sp. (aranha marrom), <strong><br \/>\n       Latrodectus <\/strong>curacaviensis (vi\u00fava-negra) e <strong><br \/>\n       Phoneutria<\/strong> spp. (aranha armadeira, v\u00e1rias esp\u00e9cies). <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>A vi\u00fava-negra n\u00e3o ocorre no DF, Loxosceles sp. \u00e9 aparentemente rara ou restrita      a certos micro-habitats, e apenas as aranhas armadeiras s\u00e3o comuns. <\/p>\n   \n<p>As aranhas neotropicais dividem-se em dois grandes grupos, as migalomorfas      e as araneomorfas. As migalomorfas possuem as quel\u00edceras em posi\u00e7\u00e3o paralela      ao eixo maior do corpo, e as araneomorfas, em posi\u00e7\u00e3o transversal. As migalomorfas      (cerca de 2500 esp\u00e9cies) incluem as caranguejeiras, as aranhas-al\u00e7ap\u00e3o e v\u00e1rios      outros grupos sem nome popular. Elas geralmente vivem em abrigos de tubo,      em buracos do solo, ou embaixo de troncos ca\u00eddos ou cupinzeiros, embora algumas      construam teia. <\/p>\n   \n<p>As araneomorfas, algumas vezes chamadas de aranhas &#8220;verdadeiras&#8221;,      constituem a grande maioria das aranhas (cerca de 35000 esp\u00e9cies), com h\u00e1bitos      diurnos e noturnos, e com diferentes estrat\u00e9gias de preda\u00e7\u00e3o. As aranhas que      constr\u00f3em teias orbiculares s\u00e3o not\u00e1veis por modifica\u00e7\u00f5es morfol\u00f3gicas e comportamentais      para produzir e viver nos fios de seda viscosos e altamente el\u00e1sticos das      teias, as quais capturam insetos alados. Outros comportamentos de ca\u00e7a podem      ser adotados, tais como as aranhas emboscadoras na vegeta\u00e7\u00e3o (ficam paradas      em folhas, flores ou ramos, esperando alguma presa), as saltatoriais (pulam      sobre a presa, como a aranha papa-moscas, comum em resid\u00eancias), as &#8220;aqu\u00e1ticas&#8221;      (que ficam pr\u00f3ximas ou sobre a \u00e1gua), as cursoriais (tamb\u00e9m conhecidas como      andarilhas ou errantes, que andam pelo substrato procurando presas, como Lycosa,      a aranha comum de jardim), e as fossoriais (que vivem em tocas no ch\u00e3o). <\/p>\n   \n<p>As duas partes do corpo da aranha s\u00e3o unidas por um pedicelo, geralmente      n\u00e3o vis\u00edvel. No prossoma concentram-se as atividades de locomo\u00e7\u00e3o, alimenta\u00e7\u00e3o,      percep\u00e7\u00e3o do meio, e sistema nervoso. <\/p>\n   \n<p><strong>O opistossoma realiza as tarefas vegetativas:<\/strong> digest\u00e3o,      circula\u00e7\u00e3o, respira\u00e7\u00e3o, excre\u00e7\u00e3o, reprodu\u00e7\u00e3o, e produ\u00e7\u00e3o da seda. <\/p>\n   \n<h4>Classe Aracn\u00eddea &#8211; Artr\u00f3podes<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/classe-aracnidea-4.jpg\" alt=\"Classe Aracn\u00eddea\" title=\"Classe Aracn\u00eddea\" \/><strong><br \/>\n     Aranha<\/strong><\/p>\n   \n<p>S\u00e3o <strong>artr\u00f3podes<\/strong> com 4 pares de patas (oct\u00f3podes), sem antenas      (\u00e1ceros) com o corpo dividido em cefalot\u00f3rax e abd\u00f4men. No cefalot\u00f3rax encontramos      um par de art\u00edculos, as quel\u00edceras, que geralmente acabam em uma pin\u00e7a, com      fun\u00e7\u00e3o de segurar a presa ou inocular a pe\u00e7onha. <\/p>\n   \n<p>Outro par de art\u00edculos do cefalot\u00f3rax \u00e9 os pedipalpos que servem para a apreens\u00e3o      e manuseio da presa. A digest\u00e3o \u00e9 <strong>EXTRACORP\u00d3REA<\/strong>. Ocorre a      inocula\u00e7\u00e3o de enzimas digestivas no corpo da presa. Ap\u00f3s algum tempo o aracn\u00eddeo      suga os produtos da digest\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>A respira\u00e7\u00e3o \u00e9 feita por <strong>FILOTRAQUEIAS<\/strong> (pulm\u00f5es-livro ou      foli\u00e1ceos) localizados no abd\u00f4men, abrindo-se no meio externo por um espir\u00e1culo.      A circula\u00e7\u00e3o \u00e9 aberta e apresentam a <strong>HEMOCIANINA<\/strong> como pigmento      respirat\u00f3rio. A excre\u00e7\u00e3o \u00e9 feita por <strong>GL\u00c2NDULAS COXAIS.<\/strong> <\/p>\n   \n<p>Os aracn\u00eddeos podem ser de vida livre ou parasitas (\u00e1caros). S\u00e3o di\u00f3icos      e geralmente apresentam dimorfismo sexual e fecunda\u00e7\u00e3o interna. Nas aranhas      os machos usam o pedipalpo como \u00f3rg\u00e3o copulador. <\/p>\n   \n<p><strong>As principais ordens s\u00e3o:<\/strong> arane\u00eddea, escorpionida e acarina.<\/p>\n   \n<p><strong>a) ordem araneida<\/strong><\/p>\n   \n<p>S\u00e3o todas as esp\u00e9cie de aranhas. Elas podem ca\u00e7ar suas presas aos saltos      ou atrav\u00e9s de uma teia que fabricam utilizando-se de uma secre\u00e7\u00e3o que se solidifica      em contato com o ar, utilizando-se de art\u00edculos especiais localizados pr\u00f3ximos      ao orif\u00edcio retal, as <strong>FIANDEIRAS<\/strong>. S\u00e3o ov\u00edparas.<\/p>\n   \n<p>Diferentemente dos insetos que t\u00eam 6 patas, as aranhas e toda a classe dos      aracn\u00eddeos possuem 8 patas. Outra caracter\u00edstica que os distingue dos insetos      \u00e9 a jun\u00e7\u00e3o da cabe\u00e7a com o t\u00f3rax. Aranhas possuem apenas um cefalot\u00f3rax e      um abd\u00f4mem. A grande maioria das aranhas possui v\u00e1rios olhos e sua posi\u00e7\u00e3o      e tamanho podem ser usados na sua identifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Todas as aranhas produzem seda, mas nem todas constroem teias. Algumas usam      a seda apenas para constru\u00e7\u00e3o do saco de ovos, para forrar o ninho ou para      se pendurarem. Algumas aranhas constroem teias complexas, usando v\u00e1rios tipos      de seda, cada uma com uma finalidade da montagem da teia. A respira\u00e7\u00e3o das      aranhas pode ser traqueal, com pequenos t\u00fabulos que levam o ar diretamente      at\u00e9 as c\u00e9lulas, ou pulmonar, com pulm\u00f5es em forma de livro. As aranhas respiram      por filotraq\u00e9ias (pulm\u00e3o-livro ou pulm\u00e3o foli\u00e1ceo). Outra caracter\u00edstica das      aranhas \u00e9 que todas s\u00e3o predadoras. Elas t\u00eam uma gl\u00e2ndula de veneno que usam      para imobilizar e matar sua presa. <\/p>\n   \n<p>Este veneno \u00e9 injetado pelas quel\u00edceras, situadas perto da boca. Al\u00e9m das      quel\u00edceras, aranhas t\u00eam palpos, que t\u00eam fun\u00e7\u00e3o t\u00e1ctil e para manipular o alimento.      Nos machos t\u00eam fun\u00e7\u00f5es reprodutivas. As aranhas tamb\u00e9m t\u00eam uma digest\u00e3o bastante      particular, que come\u00e7a j\u00e1 dentro do corpo da presa. <\/p>\n   \n<p>Depois de pr\u00e9-digerida em seu pr\u00f3prio corpo, a aranha suga o interior da      presa, j\u00e1 meio liquefeito.<\/p>\n   \n<p><strong>Aranhas podem ser divididas em duas categorias quanto ao h\u00e1bito de      capturar presas:<\/strong><\/p>\n   \n<p>Vida livre, que n\u00e3o constroem teias e ca\u00e7am ativamente. Elas tecem seda apenas      para fazer linhas de arrasto, ninhos, casulo de ovos, mas elas n\u00e3o usam a      seda para capturar a presa. Aranhas de vida livre costumam ter pernas mais      fortes e olhos mais desenvolvidos. Exemplos de aranhas de vida livre s\u00e3o as      Caranguejeiras, as Tar\u00e2ntulas, as Papa-Mosca, e as Armadeiras, uma das mais      perigosas do mundo.<\/p>\n   \n<p>Aranhas que constroem teias s\u00e3o a\u00e9reas, tendo pernas finas para escalar na      seda fina. A vis\u00e3o \u00e9 menos desenvolvida. Em compensa\u00e7\u00e3o s\u00e3o capazes de detectar      e interpretar com facilidade os v\u00e1rios tipos de vibra\u00e7\u00e3o de uma teia.<\/p>\n   \n<p><strong>Aranhas tamb\u00e9m podem variar o per\u00edodo de atividade:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Algumas aranhas, ativas durante o dia, constroem suas teias ao nascer do        sol e &#8216;recolhem&#8217; no fim do dia.<br \/>\n       Outras aranhas ca\u00e7am ativamente a noite, usando seus grandes olhos para        verem na escurid\u00e3o.<br \/>\n       Certas aranhas n\u00e3o ligam se \u00e9 dia ou noite. Elas vivem dentro de cavernas,        em escurid\u00e3o total, encontrando suas presas t\u00e1tilmente.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>b) ordem escorpionida<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os e<strong>scorpi\u00f5es<\/strong>. Apresentam o corpo dividido em cefalot\u00f3rax,      pr\u00e9abd\u00f4men e p\u00f3s-abd\u00f4men. Possuem um par de ferr\u00f5es (quel\u00edceras), um par de      pedipalpos (em forma de pin\u00e7a e que serve para capturar o alimento); um ferr\u00e3o      no final da cauda por onde sai o veneno. Picam com a cauda e variam de tamanho      entre 6 a 8,5 cm de comprimento.<\/p>\n   \n<p>No mundo todo existe aproximadamente 1.400 esp\u00e9cies de escorpi\u00f5es at\u00e9 hoje      descritas, sendo que no Brasil h\u00e1 cerca de 75 esp\u00e9cies amplamente distribu\u00eddas      pelo pa\u00eds. Esses animais podem ser encontrados tanto em \u00e1reas urbanas quanto      rurais.<\/p>\n   \n<p>Os escorpi\u00f5es s\u00e3o carn\u00edvoros, alimentando-se principalmente de insetos, como      grilos baratas e outros, desempenhando papel importante no equil\u00edbrio ecol\u00f3gico.<\/p>\n   \n<p>Apresentam h\u00e1bitos noturnos, escondendo-se durante o dia sob cascas de \u00e1rvores,      pedras, troncos podres, dormentes de linha de trem, madeiras empilhadas, em      entulhos, telhas ou tijolos e dentro das resid\u00eancias. Muitas esp\u00e9cies vivem      em \u00e1reas urbanas, onde encontram abrigo dentro e pr\u00f3ximo das casas, bem como      alimenta\u00e7\u00e3o farta. Os escorpi\u00f5es podem sobreviver v\u00e1rios meses sem alimento      e mesmo sem \u00e1gua, o que torna seu combate muito dif\u00edcil.<\/p>\n   \n<p>Na \u00e1rea urbana estes animais aparecem em pr\u00e9dios comerciais e residenciais,      armaz\u00e9ns, lojas, madeireiras, dep\u00f3sitos com empilhamento de caixas e outros.      Eles aparecem, principalmente, atrav\u00e9s de instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas e esgotos.      S\u00e3o sens\u00edveis aos inseticidas, desde que aplicados diretamente sobre eles.      As desinsetiza\u00e7\u00f5es habituais n\u00e3o os eliminam, pois o produto fica no ambiente      em que foi aplicado e os escorpi\u00f5es costumam estar escondidos. O fato de respirarem      o inseticida ou comer insetos envenenados n\u00e3o os mata. S\u00e3o resistentes inclusive      radia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Seu aparecimento ocorre principalmente devido \u00e0 presen\u00e7a de baratas, portanto      a elimina\u00e7\u00e3o destas em caixas de gordura e canos que conduzem ao esgoto \u00e9      a principal preven\u00e7\u00e3o ao aparecimento dos escorpi\u00f5es.<\/p>\n   \n<p>N\u00e3o possuem audi\u00e7\u00e3o e sentem vibra\u00e7\u00f5es do ar e do solo. Enxergam pouco, apesar      de terem dois olhos grandes e v\u00e1rios pequenos. Seus principais predadores      s\u00e3o p\u00e1ssaros, lagartixas e alguns mam\u00edferos inset\u00edvoros.<\/p>\n   \n<p><strong>C) Ordem Acarina<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>\u00c1caros <\/strong>s\u00e3o aracn\u00eddeos, diminutos em sua maioria. A caracter\u00edstica      mais t\u00edpica dos \u00e1caros \u00e9 a perda da segmenta\u00e7\u00e3o, com extrema fus\u00e3o dos segmentos      acompanhada da perda da divis\u00e3o corporal t\u00edpica dos aracn\u00eddeos, e o processo      de miniaturiza\u00e7\u00e3o, atingidos por esse grupo, ao longo do processo evolutivo.<\/p>\n   \n<p>Esta \u00faltima caracter\u00edstica pode ser, em parte, respons\u00e1vel pela capacidade      de sobreviv\u00eancia em qualquer tipo de ambiente onde seja poss\u00edvel o estabelecimento      de vida animal. <\/p>\n   \n<p>Praticamente s\u00f3 necessitam da presen\u00e7a de mat\u00e9ria org\u00e2nica para que alguns      de seus diversos grupos possam ocorrer, pois se utilizam das mais diversas      fontes de alimento. S\u00e3o encontrados em grande quantidade no solo e folhedo      das matas; nos vegetais, desde algas, musgos e liquens at\u00e9 as plantas superiores;      na \u00e1gua doce, salobra ou salgada e at\u00e9 mesmo nos ambientes mais hostis a vida      animal como nas areias e rochas de praias, fontes termais, regi\u00f5es polares      etc. Muitos s\u00e3o de vida livre, sendo predadores de outros \u00e1caros e seus ovos      ou de pequenos insetos; sapr\u00f3fagos, liquen\u00f3fagos, mic\u00f3fagos etc.; comensais      em ninhos, formigueiros e termiteiros; ou ainda como parasitos externos ou      internos de invertebrados ou vertebrados.<\/p>\n   \n<p>O parasitismo n\u00e3o se limita ao reino Animal, ocorrendo grande n\u00famero de esp\u00e9cies      fit\u00f3fagas, muitas das quais com status de pragas agr\u00edcolas.<\/p>\n   \n<p>Devido a crescente destrui\u00e7\u00e3o de ambientes naturais, principalmente nos tr\u00f3picos,      muitas esp\u00e9cies de \u00e1caros podem estar sendo extintas antes mesmo de serem      catalogadas.<\/p>\n   \n<p>Carrapato-estrela, um vetor de doen\u00e7as bacterianas, como a febre maculosa.<\/p>\n   \n<p>Os <strong>aracn\u00eddeos<\/strong> s\u00e3o representados pelas aranhas, pelos escorpi\u00f5es      e pelos carrapatos. Todos eles possuem um par de quel\u00edceras e quatro pares      de patas locomotoras.<\/p>\n   \n<p>As <strong>quel\u00edceras<\/strong> s\u00e3o ap\u00eandices em forma de pin\u00e7as, situados      na parte anterior da cabe\u00e7a. \u00c9 um exemplo uma aranha jovem e uma adulta. Seus      corpos t\u00eam a mesma forma.Todos os aracn\u00eddeos n\u00e3o sofrem metamorfose.<\/p>\n   \n<p>Outra caracter\u00edstica importante dos aracn\u00eddeos \u00e9 que eles t\u00eam a cabe\u00e7a e      o t\u00f3rax numa pe\u00e7a s\u00f3, chamada cefalot\u00f3rax.<\/p>\n   \n<p>\u00c9 f\u00e1cil distinguir um aracn\u00eddeo de um inseto, pelo exame externo do corpo.<\/p>\n   \n<h4>Classifica\u00e7\u00e3o dos aracn\u00eddeos<\/h4>\n   \n<p><strong>Os Aracn\u00eddeos podem ser distribu\u00eddas por 3 ordens, com base no aspecto      externo do corpo:<\/strong><\/p>\n               \n<table border=\"0\" cellpadding=\"2\" width=\"75%\" bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FF9900\"><strong>Ordem<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FF9900\"><strong>Corpo<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FF9900\"><strong>Exemplos<\/strong><\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FF9966\" class=\"tabela\"><strong>Arane\u00eddeos<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" class=\"tabela\">cefalot\u00f3rax e abd\u00f4men<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" class=\"tabela\">aranhas<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FF9966\" class=\"tabela\"><strong>Escorpin\u00eddeos<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" class=\"tabela\">cefalot\u00f3rax, abdome e p\u00f3s-abd\u00f4men<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" class=\"tabela\">escorpi\u00f5es<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FF9966\" class=\"tabela\"><strong>Acarinos<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" class=\"tabela\">cefalot\u00f3rax fundido com abd\u00f4men<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" class=\"tabela\">carrapato<\/td>\n         <\/tr>\n<\/table>\n      \n<p><strong>Arane\u00eddeos<\/strong> englobam todas as <strong>esp\u00e9cies de aranhas<\/strong>,      venenosas ou n\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>Escorpionideos<\/strong>, que re\u00fane os <strong>escorpi\u00f5es<\/strong>.    <\/p>\n   \n<p>O <strong>escorpi\u00e3o<\/strong> \u00e9 um aracn\u00eddeo que provoca um certo receio nas      pessoas, pelo seu aspecto e comportamento agressivo.<\/p>\n   \n<p><strong>\u00c1caros<\/strong>, que s\u00e3o os carrapatos e alguns parasitas micr\u00f3bicos.      <strong>Elaine Silveira Brito<\/strong><\/p>\n   \n<h4>Classe Aracn\u00eddea &#8211; Ordem<\/h4>\n   \n<p>Seus representantes mais conhecidos s\u00e3o as aranhas, os escorpi\u00f5es e os \u00e1caros.<\/p>\n   \n<p><strong>A presentam o corpo dividido em duas partes:<\/strong> cefalot\u00f3rax      e abdome. <\/p>\n   \n<p>Alguns transmitem doen\u00e7as para seres humanos e animais, outros s\u00e3o respons\u00e1veis      por envenenamentos (aranhas e escorpi\u00f5es) e por fen\u00f4menos al\u00e9rgicos (\u00e1caros      do p\u00f3 dom\u00e9stico). <\/p>\n   \n<p>Na <strong>ordem Araneae (aranhas)<\/strong>, calculam-se identificadas cerca      de 32 mil esp\u00e9cies de aranhas no mundo. Possuem distribui\u00e7\u00e3o bastante ampla,      desde ambientes aqu\u00e1ticos, at\u00e9 aqueles extremamente secos, podendo ainda ocorrer      desde o n\u00edvel do mar at\u00e9 as montanhas mais altas. Todas s\u00e3o predadoras, alimentando-se      principalmente de insetos, podendo ocasionalmente algumas caranguejeiras alimentar-se      de pequenos vertebrados que s\u00e3o mortos pelo veneno injetado com picada. Possuem      o cefalot\u00f3rax unido ao abdomen por um ped\u00edculo. Na regi\u00e3o anterior do cefalot\u00f3rax,      est\u00e3o oito olhos simples e alguns ap\u00eandices articulados. <\/p>\n   \n<p>As <strong>quel\u00edceras <\/strong>s\u00e3o estruturas adaptadas para a captura do      alimento, e apresentam a extremidade em forma de garra, dotada de um orif\u00edcio      em que se abre a gl\u00e2ndula do veneno. Outro par de ap\u00eandices s\u00e3o pedipalpos,      \u00fateis para triturar alimentos e, nos machos, para a deposi\u00e7\u00e3o dos espermatoz\u00f3ides.      As patas articuladas s\u00e3o quatro pares, e n\u00e3o h\u00e1 antenas. S\u00e3o animais que colocam      ovos, chegando at\u00e9 a 3 mil em algumas esp\u00e9cies. <\/p>\n   \n<p>As aranhas possuem sexos separados (di\u00f3icos), por\u00e9m freq\u00fcentemente os machos      s\u00e3o menores que as f\u00eameas, podendo distingu\u00ed-los que apresentam no \u00e1pice dos      palpos. Algumas esp\u00e9cies constroem teias e outras s\u00e3o errantes e solit\u00e1rias.      Outras constroem esconderijos de onde ficam na espreita e ca\u00e7am. Algumas possuem      alto grau de veneno, como as tem\u00edveis vi\u00favas-negras. Na por\u00e7\u00e3o mais posterior      do corpo, abrem-se as fiandeiras, estruturas por onde saem os fios de seda      e respons\u00e1veis por tec\u00ea-los, na forma\u00e7\u00e3o das teias. <\/p>\n   \n<p>A seda \u00e9 produzida pelas gl\u00e2ndulas seric\u00edgenas, localizadas no abdome. Ao      ser exteriorizada, a seda solidifica-se ao contato com o ar. As teias servem      como abrigo, prote\u00e7\u00e3o, local de acasalamento e armadilha para a captura de      insetos e de outros animais, principal alimenta\u00e7\u00e3o das aranhas. A maior aranha      do mundo \u00e9 a caranguejeira, que pode chegar a 25 cm, entretanto n\u00e3o apresenta      perigo ao homem, pois seu veneno \u00e9 pouco efetivo. <\/p>\n   \n<p>A <strong>ordem Scorpionidae <\/strong>que abrange os animais conhecidos como      escorpi\u00f5es \u00e9 composta de cerca de 1.260 de esp\u00e9cies, divididas em 17 fam\u00edlias.      No Brasil ocorrem cerca de 90 esp\u00e9cies. Escorpi\u00f5es s\u00e3o animais viv\u00edparos,      ou seja n\u00e3o p\u00f5em ovos. Ao contr\u00e1rio das aranhas, os escorpi\u00f5es n\u00e3o possuem      quel\u00edceras venenosas. As quel\u00edceras s\u00e3o empregadas para rasgar e triturar      os alimentos. O veneno \u00e9 inoculado pelo aguilh\u00e3o da cauda. A fecunda\u00e7\u00e3o dos      escorpi\u00f5es \u00e9 interna. Em muitas esp\u00e9cies, o desenvolvimento dos ovos tamb\u00e9m      \u00e9 interno, dentro do sistema reprodutor feminino. <\/p>\n   \n<p>A <strong>ordem Acari <\/strong>representada pelos \u00e1caros e carrapatos apresenta      cefalot\u00f3rax e abdomen fundidos, o que d\u00e1 ao corpo o aspecto de um bloco \u00fanico.      Alguns \u00e1caros s\u00e3o importantes ectoparasitas humanos, como o Demodex folliculorum,      que habita o fol\u00edculo piloso humano e determina o aparecimento dos &#8220;cravos&#8221;.      Outro \u00e1caro, o Sarcoptes scabiei , \u00e9 o agente causador da sarna. As f\u00eameas      penetram na pele, por onde caminham fazendo t\u00faneis epid\u00e9rmicos nos quais deixam      seus ovos. <\/p>\n   \n<p>A infesta\u00e7\u00e3o da pele causa intenso prurido (coceira) e costuma ser acompanhada      por infec\u00e7\u00f5es bacterianas associadas. Os \u00e1caros do p\u00f3 dom\u00e9stico, como o Dermatophagoides      pteronyssinus, est\u00e3o associados \u00e0 manifesta\u00e7\u00f5es al\u00e9rgicas algumas vezes graves,      como asma br\u00f4nquica e rinite al\u00e9rgica.<\/p>\n   \n<h4>Os <strong>aracn\u00eddeos<\/strong><\/h4>\n   \n<p>Os <strong>aracn\u00eddeos <\/strong>(gr. arachne = aranha) incluem aranhas, escorpi\u00f5es,      pseudo-escorpi\u00f5es, carrapatos, \u00e1caros e alguns outros grupos. <\/p>\n   \n<p>Provavelmente os primeiros aracn\u00eddeos eram aqu\u00e1ticos, mas, atualmente, os      viventes s\u00e3o terrestres. <\/p>\n   \n<p><strong>Esta migra\u00e7\u00e3o de um ambiente aqu\u00e1tico para o terrestre exigiu algumas      modifica\u00e7\u00f5es fundamentais, como:<\/strong> aumento e impermeabilidade da cut\u00edcula,      as br\u00e2nquias foli\u00e1ceas modificaram-se em pulm\u00f5es foli\u00e1ceos e traqu\u00e9ias, desenvolvimento      de ap\u00eandices especializados \u00e0 locomo\u00e7\u00e3o terrestre. <\/p>\n   \n<p>Al\u00e9m disso, um grande n\u00famero de modifica\u00e7\u00f5es surgiram ao longo da evolu\u00e7\u00e3o      deste grupo, como o desenvolvimento de gl\u00e2ndulas produtoras de seda por parte      das aranhas, dos pseudo-escorpi\u00f5es e de alguns \u00e1caros, usadas para construir      ninhos, abrigos, casulos de ovos e outras finalidades e tamb\u00e9m gl\u00e2ndulas produtoras      de veneno em escorpi\u00f5es e aranhas.<\/p>\n   \n<h4>Anatomia e fisiologia geral dos aracn\u00eddeos<\/h4>\n   \n<p><strong>Anatomia<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Corpo dividido em:<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Prossomo<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>N\u00e3o segmentado, coberto por carapa\u00e7a s\u00f3lida.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Abdome<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Segmentado, dividido em pr\u00e9 e p\u00f3s-abdome. Na maioria dos aracn\u00eddeos, essa        divis\u00e3o desapareceu em virtude da fus\u00e3o dos segmentos.<br \/>\n       Os ap\u00eandices t\u00eam origem no prossomo e constam de um par de quel\u00edceras, um        par de pedipalpos e 4 pares de pernas.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Nutri\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p>A maioria dos aracn\u00eddeos \u00e9 carn\u00edvora e a digest\u00e3o ocorre parcialmente fora      do corpo. Enquanto a presa \u00e9 morta pelas quel\u00edceras e pedipalpos, enzimas      secretadas pelo intestino m\u00e9dio s\u00e3o lan\u00e7adas nos tecidos dilacerados da presa.    <\/p>\n   \n<p>O caldo parcialmente digerido \u00e9 ingerido, passando pela boca, faringe, es\u00f4fago,      intestino anterior, intestino m\u00e9dio com divert\u00edculos laterais que se enchem      com o caldo alimentar. <\/p>\n   \n<p>Depois que o alimento chega ao intestino m\u00e9dio, s\u00e3o lan\u00e7adas enzimas digestivas      para completar a digest\u00e3o. Grande parte do alimento \u00e9 armazenado nas c\u00e9lulas      dos divert\u00edculos. Em seguida os restos alimentares v\u00e3o ao intestino posterior,      \u00e0 c\u00e2mara cloacal (dep\u00f3sito) e finalmente ao orif\u00edcio retal.<\/p>\n   \n<p><strong>Excre\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p>O produto excretado mais importante \u00e9 a guanina. Os \u00f3rg\u00e3os excretores s\u00e3o      as gl\u00e2ndulas coxais e os t\u00fabulos de Malpighi. As gl\u00e2ndulas coxais s\u00e3o sacos      esf\u00e9ricos situados ao longo do prossomo, que coletam detritos do sangue circundante      e s\u00e3o lan\u00e7ados ao exterior por poros que se abrem na coxa dos ap\u00eandices. <\/p>\n   \n<p>Os t\u00fabulos de Malpighi consistem de 1 ou 2 pares de tubos delgados com origem      na parte posterior do intestino m\u00e9dio, ramificando-se anteriormente. Os detritos      passam do sangue para os t\u00fabulos de Malpighi e deles para o intestino.<\/p>\n   \n<p><strong>Sistema Nervoso<\/strong><\/p>\n   \n<p>O c\u00e9rebro \u00e9 uma massa ganglionar anterior situada acima do es\u00f4fago. Cont\u00eam      os centros \u00f3pticos e os destinados \u00e0s quel\u00edceras. O restante do sistema nervoso      consta de nervos e g\u00e2nglios localizados no abdome e t\u00f3rax.<\/p>\n   \n<p>Os \u00f3rg\u00e3os sensoriais s\u00e3o freq\u00fcentemente os p\u00ealos sensoriais, olho e \u00f3rg\u00e3os      sensoriais em fenda (detec\u00e7\u00e3o de vibra\u00e7\u00f5es sonoras).<\/p>\n   \n<p><strong>Trocas Gasosas<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os aracn\u00eddeos possuem pulm\u00f5es foli\u00e1ceos, traqu\u00e9ias ou ambos. Os pulm\u00f5es foli\u00e1ceos      s\u00e3o menos derivados e provavelmente s\u00e3o uma modifica\u00e7\u00e3o das br\u00e2nquias foli\u00e1ceas,      associadas \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o do ambiente terrestre. Est\u00e3o localizados no ventre do      abdome. Os escorpi\u00f5es t\u00eam at\u00e9 4 pares, cada um ocupando um segmento distinto.      Cada pulm\u00e3o \u00e9 formado por lamelas e a difus\u00e3o de gases ocorre entre o sangue      circulante no interior da lamela e o ar dos espa\u00e7os interlamelares.<\/p>\n   \n<p>O <strong>sistema traqueal <\/strong>\u00e9 an\u00e1logo ao dos insetos, mas evoluiu      independentemente. Parece ser uma deriva\u00e7\u00e3o dos pulm\u00f5es foli\u00e1ceos. As traqu\u00e9ias      tendem a ser mais desenvolvidas nos aracn\u00eddeos pequenos. S\u00e3o revestidas de      quitina e terminam em pequenos t\u00fabulos cheios de l\u00edquido que fornecem oxig\u00eanio      diretamente aos tecidos. S\u00e3o mais eficazes que os pulm\u00f5es foli\u00e1ceos, sendo      que em alguns escorpi\u00f5es e aranhas que possuem somente pulm\u00f5es foli\u00e1ceos,      existe tamb\u00e9m um pigmento, a hemocianina, que auxilia no transporte de gases.<\/p>\n   \n<p><strong>Sistema Circulat\u00f3rio<\/strong><\/p>\n   \n<p>O cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 no abdome, de onde sai a aorta anterior que irriga o prossomo,      e a aorta posterior que dirige-se \u00e0 metade posterior do abdome. Pequenas art\u00e9rias      lan\u00e7am o sangue nos espa\u00e7os tissulares e num grande seio venal que banha os      pulm\u00f5es foli\u00e1ceos. Um ou mais canais venosos levam o sangue do seio venal      ou dos pulm\u00f5es at\u00e9 o cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p>S\u00e3o di\u00f3icos, com fecunda\u00e7\u00e3o interna e desenvolvimento direto nas aranhas      e escorpi\u00f5es, e indireto nos carrapatos. O orif\u00edcio genital est\u00e1 localizado      no lado ventral do segundo segmento abdominal. Pode ocorrer transmiss\u00e3o indireta      de espermatoz\u00f3ides, via espermat\u00f3foro. Freq\u00fcentemente h\u00e1 corte antes do acasalamento.      A f\u00eamea especialmente responde a est\u00edmulos qu\u00edmicos, t\u00e1teis ou visuais.<\/p>\n   \n<h4><strong>Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n   \n<p><strong>As principais ordens da Classe Aracnida s\u00e3o: <\/strong><\/p>\n   \n<p>Scorpiones, Pseudoescorpiones, Opiliones, Araneae e Acarina, entre outras      menos representativas.<\/p>\n   \n<p><strong>Ordem Scorpiones<\/strong><\/p>\n   \n<p>Inclui os escorpi\u00f5es e s\u00e3o os mais antigos artr\u00f3podes terrestres conhecidos.      Seu registro f\u00f3ssil data do Siluriano. S\u00e3o comuns em \u00e1reas tropicais e subtropicais.<\/p>\n   \n<p>S\u00e3o de h\u00e1bitos noturnos e cr\u00edpticos, carn\u00edvoros predadores, alimentando-se      principalmente de insetos.<\/p>\n   \n<p>O corpo est\u00e1 dividido em prossomo e abdome longo que termina em um aguilh\u00e3o      pontiagudo. O prossomo \u00e9 curto e tem 2 a 5 pares de pequenos olhos laterais.<\/p>\n   \n<p>As quel\u00edceras s\u00e3o pequenas, enquanto que os pedipalpos s\u00e3o enormes e formam      um par de pin\u00e7as destinadas \u00e0 captura de presas. Cada perna termina em 2 pares      de garras.<\/p>\n   \n<p>O abdome \u00e9 dividido em pr\u00e9, com 7 segmentos e p\u00f3s, com 5 segmentos. Os op\u00e9rculos      genitais est\u00e3o logo ap\u00f3s o esterno, no lado ventral, e consistem de 2 placas      que cobrem a abertura genital. Atr\u00e1s destas est\u00e3o os pentes sensoriais, que      s\u00e3o respons\u00e1veis pelas sensa\u00e7\u00f5es t\u00e1teis, provavelmente.<\/p>\n   \n<p>Do segundo ao quinto segmento do abdome, h\u00e1 um par de fendas transversais      (estigmas) que s\u00e3o as aberturas dos pulm\u00f5es foli\u00e1ceos.<\/p>\n   \n<p>Os segmentos do p\u00f3s abdome parecem com estreitos an\u00e9is, sendo que o \u00faltimo      cont\u00e9m a abertura retal e tamb\u00e9m sustenta o t\u00e9lson e o aguilh\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>H\u00e1 pouco dimorfismo sexual. A caracter\u00edstica mais \u00fatil para a diferencia\u00e7\u00e3o      \u00e9 o gancho presente nas placas operculares do macho.<\/p>\n   \n<p><strong>Reprodu\u00e7\u00e3o e hist\u00f3ria natural dos escorpi\u00f5es<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os machos podem ter o abdome maior que as f\u00eameas, mas a caracter\u00edstica mais      marcante para a distin\u00e7\u00e3o dos sexos nos escorpi\u00f5es \u00e9 o gancho presente nas      placas operculares do macho. Em cada sexo, o \u00e1trio genital comum abre-se para      o meio externo entre os op\u00e9rculos genitais no primeiro segmento abdominal.<\/p>\n   \n<p>Durante a esta\u00e7\u00e3o de acasalamento, o macho perambula at\u00e9 encontrar uma f\u00eamea,      com quem inicia uma prolongada corte. Em algumas esp\u00e9cies, macho e f\u00eamea encaram-se,      cada um erguendo seu abdome e elevando-o para o ar, movimentando-se em c\u00edrculos;      em outras, o macho agita-se.<\/p>\n   \n<p>O macho ent\u00e3o prende a f\u00eamea com seus pedipalpos e andam para tr\u00e1s e para      frente por 10 minutos ou at\u00e9 mesmo horas.<\/p>\n   \n<p>O tempo depender\u00e1 de quanto ser\u00e1 necess\u00e1rio para localizar um local adequado      para depositar o espermat\u00f3foro.<\/p>\n   \n<p>Finalmente, o macho p\u00f5e um espermat\u00f3foro que se prende ao solo.<\/p>\n   \n<p>Uma alavanca em forma de asa que se estende do espermat\u00f3foro permite que      esse se abra no instante que a f\u00eamea for pressionada sobre ele pelo macho.      A massa de esperma \u00e9 ent\u00e3o transportada para o orif\u00edcio genital feminino.<\/p>\n   \n<p>Todos os escorpi\u00f5es incubam seus ovos dentro do trato reprodutivo feminino      e parem jovens desenvolvidos. O desenvolvimento leva de v\u00e1rios meses a um      ano ou mais, produzindo de 1 a 95 jovens medindo somente alguns mil\u00edmetros      ao nascer.<\/p>\n   \n<p><strong>Ordem Pseudoescorpiones<\/strong><\/p>\n   \n<p>Inclui os pseudo-escorpi\u00f5es que vivem no folhi\u00e7o, debaixo de cascas de \u00e1rvores,      em musgos e em ninhos de alguns mam\u00edferos. Atingem at\u00e9 8 mm no m\u00e1ximo.<\/p>\n   \n<p>S\u00e3o muito parecidos com os escorpi\u00f5es verdadeiros, mas lhes faltam o p\u00f3s-abdome      e o aguilh\u00e3o. Al\u00e9m disso, nenhum escorpi\u00e3o \u00e9 t\u00e3o pequeno quanto os pseudo-escorpi\u00f5es.<\/p>\n   \n<p>Alimentam-se de pequenos artr\u00f3podes como col\u00eambolos (insetos) e \u00e1caros.<\/p>\n   \n<p><strong>Ordem Araneae<\/strong><\/p>\n   \n<p>Incluem as aranhas e s\u00e3o descritas aproximadamente 32.000 esp\u00e9cies. <\/p>\n   \n<p><strong>Apresentam v\u00e1rias especializa\u00e7\u00f5es relacionadas ao seu h\u00e1bito de vida:<\/strong>      as teias; utiliza\u00e7\u00e3o de veneno; vis\u00e3o relativamente bem desenvolvida; modifica\u00e7\u00e3o      dos pedipalpos no macho, para formar um \u00f3rg\u00e3o copulador e seus diversos h\u00e1bitos      alimentares.<\/p>\n   \n<p>Variam de 0,5 mm a 9 cm de comprimento do corpo. A carapa\u00e7a geralmente possui      4 pares de olhos. Cada quel\u00edcera possui uma parte basal (onde fica a gl\u00e2ndula      de veneno) e uma terminal, onde fica o ferr\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Os pedipalpos da f\u00eamea s\u00e3o curtos e semelhantes \u00e0 pernas, mas no macho, modificam-se,      formando os \u00f3rg\u00e3os copuladores.<\/p>\n   \n<p>As pernas possuem geralmente 8 segmentos e terminam em 2 garras.<\/p>\n   \n<p>O abdome n\u00e3o \u00e9 segmentado, embora a segmenta\u00e7\u00e3o seja refletida no padr\u00e3o      de colora\u00e7\u00e3o, e \u00e9 ligado ao prossomo atrav\u00e9s de uma por\u00e7\u00e3o curta, chamada      pedicelo. No lado ventral h\u00e1 o sulco epig\u00e1strico e os estigmas (que s\u00e3o aberturas)      dos pulm\u00f5es foli\u00e1ceos.<\/p>\n   \n<p>Na extremidade do abdome est\u00e1 um grupo de estruturas especializadas, produtoras      de seda, as fiandeiras, localizadas imediatamente \u00e0 frente do orif\u00edcio retal.      A maioria das aranhas possui 6 fiandeiras.<\/p>\n   \n<p>A seda das aranhas \u00e9 uma prote\u00edna composta de glicina, alanina, serina e      tirosina. \u00c9 liberada como l\u00edquido e o endurecimento resulta do pr\u00f3prio processo      de estiramento, n\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o ao ar. A seda desempenha um papel importante      na vida das aranhas, principalmente referente \u00e0 captura de alimento ou, ainda,      como guia. As aranhas alimentam-se de insetos e pequenos vertebrados. As ca\u00e7adoras      saltam sobre a presa, enquanto que nas tecedoras, a obten\u00e7\u00e3o de alimento \u00e9      pela teia. As aranhas picam sua presa com as quel\u00edceras, que podem tamb\u00e9m      macerar os tecidos durante a digest\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>A reprodu\u00e7\u00e3o:<\/strong> na f\u00eamea gr\u00e1vida, os ov\u00e1rios podem ocupar      at\u00e9 2\/3 ou mais do abdome. Associados \u00e0 genit\u00e1lia e ao \u00fatero, existem dois      recept\u00e1culos seminais e gl\u00e2ndulas.<\/p>\n   \n<p>O sistema reprodutor masculino \u00e9 relativamente simples. H\u00e1 dois grandes test\u00edculos      ventrais ao longo de cada lado do abdome. O palpo no macho consiste de um      reservat\u00f3rio bulboso do qual se estende um ducto ejaculat\u00f3rio. Um gl\u00f3bulo      de s\u00eamen \u00e9 ejaculado sobre uma pequena teia esperm\u00e1tica, em seguida, os palpos      s\u00e3o submergidos no gl\u00f3bulo, at\u00e9 que o s\u00eamen esteja inclu\u00eddo em seus reservat\u00f3rios.      Com os palpos cheios, o macho procura uma f\u00eamea para acasalar, mas a corte      n\u00e3o depende s\u00f3 disso. Est\u00edmulos qu\u00edmicos e t\u00e1teis s\u00e3o muito importantes para      a c\u00f3pula. Certas f\u00eameas (como as licos\u00eddeas) liberam ferom\u00f4nios como sinal      positivo para a corte.<\/p>\n   \n<p>Algum tempo ap\u00f3s a c\u00f3pula, a f\u00eamea p\u00f5e seus ovos (podem ser at\u00e9 3000, dependendo      da esp\u00e9cie) sobre uma seda previamente tecida onde s\u00e3o fecundados, a medida      que s\u00e3o depositados na seda. Ao terminar, nova camada de seda \u00e9 tecida e as      bordas s\u00e3o seladas, formando o que chamamos de ooteca. Os jovens eclodem dentro      da ooteca e l\u00e1 permanecem at\u00e9 a primeira muda.<\/p>\n   \n<p>A longevidade m\u00e9dia das aranhas \u00e9 de 1 a 2 anos, mas h\u00e1 not\u00edcias de caranguejeiras      em cativeiro de at\u00e9 25 anos de idade.<\/p>\n   \n<p><strong>Ordem Acarina<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os Acari s\u00e3o um agrupamento de aracn\u00eddeos enormemente diverso, que cont\u00e9m      os \u00e1caros e carrapatos (figura 68). Um grande n\u00famero de esp\u00e9cies \u00e9 parasita      do homem, animais e planta\u00e7\u00f5es. S\u00e3o abundantes em folhas ca\u00eddas, humo, solo,      madeira podre e detritos. Os \u00e1caros tamb\u00e9m ocorrem em \u00e1gua doce e no mar.    <\/p>\n   \n<p>Antigamente eram agrupados numa \u00fanica ordem (Acarina), mas hoje s\u00e3o distribu\u00eddos      em 7 novas ordens. Para simplificar nosso estudo, trataremos seus representantes      como se ainda fossem uma \u00fanica ordem.<\/p>\n   \n<p>Apesar da abund\u00e2ncia dos \u00e1caros, sua taxonomia e biologia ainda n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o      bem conhecidas como outras ordens de aracn\u00eddeos. At\u00e9 hoje foram descritas      cerca de 30 mil esp\u00e9cies, mas muitos acreditam que esse n\u00famero \u00e9 apenas uma      fra\u00e7\u00e3o do total e que a maioria das esp\u00e9cies de \u00e1caros extinguir-se-\u00e1 antes      sequer de serem conhecidas, a medida que as florestas tropicais e outros habitats      desaparecem.<\/p>\n   \n<h4>Morfologia externa<\/h4>\n   \n<p>A maioria das esp\u00e9cies adultas possui de 0,25 a 0,75mm de comprimento, embora      algumas esp\u00e9cies de carrapatos possam atingir 3 cm de comprimento. Seu grande      sucesso evolutivo est\u00e1 certamente correlacionado, pelo menos em parte, ao      reduzido tamanho, podendo com isso ocupar muitos tipos de micro-habitats n\u00e3o      dispon\u00edveis para outros aracn\u00eddeos. Podem viver, por exemplo, na traqu\u00e9ia      de insetos, sob a asas de besouros, nos fol\u00edculos pilosos de vertebrados,      etc.<\/p>\n   \n<p>A caracter\u00edstica not\u00e1vel nesses artr\u00f3podes \u00e9 a falta de divis\u00e3o do corpo.      A segmenta\u00e7\u00e3o abdominal desapareceu e o abdome fundiu-se ao prossomo. Desta      forma, somente as posi\u00e7\u00f5es dos ap\u00eandices, olhos e orif\u00edcio genital permitem      diferenciar as regi\u00f5es originais do corpo. Coincidindo com esta fus\u00e3o, o corpo      tornou-se coberto de um s\u00f3 escudo (ou carapa\u00e7a).<\/p>\n   \n<p>A estrutura das quel\u00edceras e dos pedipalpos \u00e9 vari\u00e1vel e depende de sua fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Os sexos s\u00e3o separados e a fecunda\u00e7\u00e3o \u00e9 interna, por\u00e9m o desenvolvimento      \u00e9 indireto. No est\u00e1gio larval h\u00e1 3 pares de pernas. O quarto par \u00e9 adquirido      ap\u00f3s a muda, e a larva transforma-se em uma protoninfa, depois em uma deutoninfa,      uma tritoninfa e, finalmente num adulto. Durante esses est\u00e1gios, as estruturas      dos adultos v\u00e3o surgindo gradualmente.<\/p>\n   \n<p><strong>Subfilo Crustacea (crusta = carapa\u00e7a dura)<\/strong><\/p>\n   \n<p>Cerca de 38.000 esp\u00e9cies descritas.<\/p>\n   \n<p>S\u00e3o animais predominantemente aqu\u00e1ticos, de \u00e1gua doce ou salgada. Vivem tamb\u00e9m      na areia das faixas litor\u00e2neas, como os caranguejos, e em terra \u00famida, como      os tatuzinhos-de-jardim. As cracas ficam presas \u00e0s rochas, podendo suportar      longos per\u00edodos de exposi\u00e7\u00e3o ao ar. Outros vivem enterradas na areia da praia      (siris) ou na lama dos mangues (caranguejos). H\u00e1 tamb\u00e9m esp\u00e9cies parasitas      e formas microsc\u00f3picas que comp\u00f5em o zoopl\u00e2ncton.<\/p>\n   \n<p>Deteremo-nos a estudar alguns grupos, como as Classes Copepoda e Malacostraca.<\/p>\n   \n<h4>Anatomia e Fisiologia Geral dos Crust\u00e1ceos<\/h4>\n   \n<p><strong>Anatomia<\/strong><\/p>\n   \n<p>Cabe\u00e7a uniforme e portadora de 5 pares de ap\u00eandices. O primeiro par s\u00e3o as      ant\u00eanulas, o segundo as antenas. <\/p>\n   \n<p><strong>Flanqueando e cobrindo a boca ventral se encontra o terceiro par:<\/strong>      as mand\u00edbulas.<\/p>\n   \n<p><strong>Geralmente, atr\u00e1s das mand\u00edbulas est\u00e3o o quarto e quinto pares de      ap\u00eandices alimentares acess\u00f3rios:<\/strong> a primeira e segunda maxilas. Em      frente e por tr\u00e1s da boca existem processos superior e inferior n\u00e3o m\u00f3veis      de desenvolvimento vari\u00e1vel, ou labro e l\u00e1bio, respectivamente.<\/p>\n   \n<p>Na maioria dos crust\u00e1ceos, os segmentos do tronco est\u00e3o caracterizados por      diferentes graus de especializa\u00e7\u00e3o, como redu\u00e7\u00e3o ou fus\u00e3o. Geralmente um t\u00f3rax      e um abdome est\u00e3o presentes, mas o n\u00famero de segmentos \u00e9 muito vari\u00e1vel e      apresentam um t\u00e9lson terminal portador do orif\u00edcio retal na sua base. Em muitos      crust\u00e1ceos comuns o t\u00f3rax, ou os segmentos anteriores do tronco, est\u00e1 coberto      por uma carapa\u00e7a dorsal. A carapa\u00e7a origina-se geralmente de uma dobra posterior      da cabe\u00e7a e pode estar fundida com um n\u00famero vari\u00e1vel de segmentos localizados      atr\u00e1s dela. Em casos extremos a carapa\u00e7a envolve completamente todo o corpo      como as valvas de um molusco bivalve.<\/p>\n   \n<p>Os ap\u00eandices dos segmentos que constituem o t\u00f3rax servem principalmente \u00e0      locomo\u00e7\u00e3o e s\u00e3o, geralmente, em n\u00famero de 5. Estes ap\u00eandices s\u00e3o tipicamente      birremes, cada um dos quais pode estar composto de um a muitos art\u00edculos.      H\u00e1 in\u00fameras varia\u00e7\u00f5es do plano b\u00e1sico.<\/p>\n   \n<p>Freq\u00fcentemente os crust\u00e1ceos apresentam o t\u00f3rax fundido \u00e0 cabe\u00e7a, formando      o cefalot\u00f3rax. Os ap\u00eandices correspondentes aos ap\u00eandices tor\u00e1cicos s\u00e3o chamados      de <strong>pere\u00f3podes<\/strong>, enquanto aqueles correspondentes aos segmentos      abdominais s\u00e3o ditos<strong> ple\u00f3podes<\/strong>.<\/p>\n   \n<p><strong>Tegumento<\/strong><\/p>\n   \n<p>A cut\u00edcula dos crust\u00e1ceos maiores \u00e9 geralmente calcificada. Tanto a epicut\u00edcula      como a procut\u00edcula cont\u00e9m deposi\u00e7\u00f5es de sais de c\u00e1lcio e a camada externa      da procut\u00edcula \u00e9 tamb\u00e9m pigmentada e cont\u00e9m prote\u00ednas tanificadas.<\/p>\n   \n<p><strong>Locomo\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p>Alguns crust\u00e1ceos t\u00eam exist\u00eancia epibent\u00f4nica (que vive acima da superf\u00edcie      do fundo aqu\u00e1tico), filtadores. A propuls\u00e3o para nadar \u00e9 produzida pelo movimento      semelhante a uma h\u00e9lice ou a um remo de certos ap\u00eandices, que geralmente est\u00e3o      providos de cerdas natat\u00f3rias que aumentam a superf\u00edcie resistente \u00e0 \u00e1gua.<\/p>\n   \n<p>A maioria dos crust\u00e1ceos assumiu um h\u00e1bito rastejador. Alguns dos ap\u00eandices      se tornaram mais pesados e se adaptaram para rastejar e cavar.<\/p>\n   \n<p><strong>Nutri\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p>Apresentam grande variedade de dietas e mecanismos de alimenta\u00e7\u00e3o. Geralmente      utilizam os ap\u00eandices anteriores para segurar, morder e levar o alimento \u00e0      boca (h\u00e1 alguns representantes filtradores).<\/p>\n   \n<p>A boca \u00e9 ventral e o tubo digestivo \u00e9 quase sempre reto. Da boca, o alimento      vai ao es\u00f4fago, que funciona como um triturador, cujas paredes s\u00e3o quitinosas,      com dent\u00edculos e oss\u00edculos. A seguir, o bolo alimentar vai para o intestino      m\u00e9dio, onde sofre a a\u00e7\u00e3o de in\u00fameras enzimas, secretadas pelo grande hepatop\u00e2ncreas,      e onde j\u00e1 come\u00e7a a ocorrer a absor\u00e7\u00e3o. Da\u00ed, vai para o intestino posterior      e os restos n\u00e3o digeridos s\u00e3o eliminados pelo orif\u00edcio retal.<\/p>\n   \n<p><strong>Sistema Circulat\u00f3rio<\/strong><\/p>\n   \n<p>A forma do cora\u00e7\u00e3o pode variar de um tubo longo at\u00e9 uma ves\u00edcula esf\u00e9rica.      Geralmente localizado na parte dorsal do t\u00f3rax, mas, quando tubular, pode      estender-se por todo o tronco.<\/p>\n   \n<p>O cora\u00e7\u00e3o recebe das br\u00e2nquias o sangue arterial e o bombeia para a hemocele,      que o distribui para as br\u00e2nquias.<\/p>\n   \n<p><strong>Sistema Respirat\u00f3rio<\/strong><\/p>\n   \n<p>As br\u00e2nquias s\u00e3o \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis pelas trocas gasosas e est\u00e3o associadas      aos ap\u00eandices, respons\u00e1veis pela forma\u00e7\u00e3o da corrente de \u00e1gua. O oxig\u00eanio      \u00e9 transportado em solu\u00e7\u00e3o simples, no sangue, ou ligado \u00e0 hemocianina (a hemoglobina      tamb\u00e9m pode ser encontrada).<\/p>\n   \n<p><strong>Excre\u00e7\u00e3o e Osmorregula\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os \u00f3rg\u00e3os excretores s\u00e3o um par de sacos terminais e t\u00fabulos excretores localizados      na cabe\u00e7a e que se abrem nas bases do segundo par de antenas (gl\u00e2ndulas antenais)      ou no segundo par de maxilas (gl\u00e2ndulas maxilares). A am\u00f4nia \u00e9 o principal      produto de excre\u00e7\u00e3o nitrogenado.<\/p>\n   \n<p>Para a maioria dos crust\u00e1ceos, as br\u00e2nquias s\u00e3o os principais locais para      a excre\u00e7\u00e3o da am\u00f4nia. Portanto, na maioria dos crust\u00e1ceos, as gl\u00e2ndulas antenais      e maxilares devem funcionar na regula\u00e7\u00e3o de outros metab\u00f3litos e \u00edons e no      controle do volume interno de fluidos.<\/p>\n   \n<p><strong>Sistemas Nervoso e \u00d3rg\u00e3os Sensoriais<\/strong><\/p>\n   \n<p>Ocorre uma tend\u00eancia geral \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o e fus\u00e3o dos g\u00e2nglios na regi\u00e3o      ventral.<\/p>\n   \n<p>Os \u00f3rg\u00e3os sensoriais dos crust\u00e1ceos incluem 2 tipos de olhos; um par de olhos      compostos e um olho n\u00e1uplio pequeno (caracter\u00edstico da larva dos crust\u00e1ceos),      mediano e dorsal, composto de 3 ou 4 ocelos situados bem pr\u00f3ximos. Os olhos      compostos est\u00e3o localizados a cada lado da cabe\u00e7a e bem separados. Os olhos      podem estar na extremidade de um ped\u00fanculo geralmente m\u00f3vel ou podem ser s\u00e9sseis      (fixos).<\/p>\n   \n<p>H\u00e1 \u00f3rg\u00e3os de equil\u00edbrio, os estatocistos, na base das ant\u00eanulas ou na base      do abdome, e \u00f3rg\u00e3os t\u00e1teis e olf\u00e1ticos, especialmente na regi\u00e3o bucal e nas      antenas.<\/p>\n   \n<p><strong>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os crust\u00e1ceos s\u00e3o di\u00f3icos na maioria, com c\u00f3pula, incuba\u00e7\u00e3o de ovos e desenvolvimento      indireto. A larva n\u00e1uplio \u00e9 o primeiro est\u00e1gio de eclos\u00e3o. Com apenas 3 pares      de ap\u00eandices. Entretanto, a maioria das cracas \u00e9 hermafrodita, com fecunda\u00e7\u00e3o      interna e cruzada.<\/p>\n   \n<p>dorsal do t\u00f3rax ou do abdome. Os oviductos e os ductos esperm\u00e1ticos s\u00e3o geralmente      t\u00fabulos pares simples que se abrem na base de um par de ap\u00eandices do tronco      ou em um esternito (uma placa do esterno).<\/p>\n   \n<p>A copula\u00e7\u00e3o constitui a regra geral nos crust\u00e1ceos. O macho disp\u00f5e de uma      s\u00e9rie de ap\u00eandices modificados para segurar a f\u00eamea. Em muitos crust\u00e1ceos,      os espermatoz\u00f3ides n\u00e3o possuem flagelo e s\u00e3o im\u00f3veis, e em alguns s\u00e3o transmitidos      em espermat\u00f3foros (\u0093bolsas\u0094 de espermatoz\u00f3ides). Nas f\u00eameas existe,      \u00e0s vezes, um recept\u00e1culo seminal e em alguns grupos o ducto esperm\u00e1tico se      abre na extremidade de um sistema peniano, ou pode ocorrer tamb\u00e9m que alguns      ap\u00eandices se modifiquem para a transmiss\u00e3o de espermatoz\u00f3ides.<\/p>\n   \n<p>A maioria dos crust\u00e1ceos incuba seus ovos durante per\u00edodos de dura\u00e7\u00e3o vari\u00e1vel.      Os ovos podem ser fixados a certos ap\u00eandices, podem estar contidos dentro      de uma c\u00e2mara incubadora localizada em v\u00e1rias partes do corpo, ou podem ser      retidos no interior de um saco formado quando os ovos s\u00e3o expelidos.<\/p>\n   \n<p>Os ovos dos crust\u00e1ceos superiores s\u00e3o centrol\u00e9citos e a clivagem \u00e9 superficial;      nos grupos inferiores os ovos s\u00e3o pequenos e \u00e9 comum a clivagem holobl\u00e1stica.<\/p>\n   \n<p>Uma larva planct\u00f4nica livre-natante \u00e9 caracter\u00edstica da maior parte das esp\u00e9cies      marinhas e de \u00e1gua doce. O tipo b\u00e1sico e mais primitivo da larva \u00e9 conhecido      como n\u00e1uplio.<\/p>\n   \n<p><strong>Existem somente tr\u00eas pares de ap\u00eandices:<\/strong> as primeiras antenas,      as segundas antenas e as mand\u00edbulas. N\u00e3o \u00e9 evidente a segmenta\u00e7\u00e3o do tronco,      podendo-se observar a presen\u00e7a, na parte anterior da cabe\u00e7a, de um olho mediano      \u00fanico ou olho de n\u00e1uplio.<\/p>\n   \n<p>No curso de mudas sucessivas, o animal vai adquirindo gradualmente segmentos      do tronco e ap\u00eandices adicionais. Quando os primeiros oito pares dos ap\u00eandices      do tronco se libertam da carapa\u00e7a, a larva dos malac\u00f3stracos superiores recebe      o nome de zoea.<\/p>\n   \n<h4>Classe Aracn\u00eddea &#8211; Sistemas<\/h4>\n   \n<p>A conviv\u00eancia com esses seres \u00e9 inevit\u00e1vel pois existe cerca de 35000 esp\u00e9cies      de aranhas em todo o mundo com exce\u00e7\u00e3o das regi\u00f5es frias. <\/p>\n   \n<p>Apesar de existirem em todos os ambientes, poucas s\u00e3o as esp\u00e9cies de causam      danos ao homem. Todas produzem veneno e s\u00e3o pe\u00e7onhentas, por ser indispens\u00e1vel      ao seu modo carn\u00edvoro e tamb\u00e9m \u00e0 digest\u00e3o do alimento. Em alguns casos o veneno      produzido \u00e9 extremamente t\u00f3xico. <\/p>\n   \n<p>As aranhas est\u00e3o classificadas na Classe Arachnida, cujos representantes      conhecidos s\u00e3o, al\u00e9m delas, os escorpi\u00f5es, os \u00e1caros e carrapatos. A ordem      na qual as aranhas se inserem \u00e9 a Ordem Araneae. Os representantes dessa ordem      apresentam o corpo divido em cafalot\u00f3rax e abdome, tal como nos crust\u00e1ceos.    <\/p>\n   \n<p><strong>Morfologia <\/strong><\/p>\n   \n<p>As aranhas possuem o cefalot\u00f3rax unido ao abdome por um ped\u00edculo. Na regi\u00e3o      anterior do cefalot\u00f3rax, est\u00e3o oito olhos simples e alguns ap\u00eandices articulados.    <\/p>\n   \n<p>As quel\u00edceras s\u00e3o estruturas adaptadas para a captura do alimento, e apresentam      a extremidade em forma de garra, dotada de um orif\u00edcio em que se abre a gl\u00e2ndula      do veneno. Outro par de ap\u00eandices s\u00e3o pedipalpos, \u00fateis para triturar alimentos      e, nos machos, para a deposi\u00e7\u00e3o dos espermatoz\u00f3ides. <\/p>\n   \n<p>No <strong>corpo das aranhas,<\/strong> as patas articuladas s\u00e3o quatro pares,      e n\u00e3o h\u00e1 antenas. Na por\u00e7\u00e3o mais posterior do corpo, abrem-se as fiandeiras,      estruturas por onde saem os fios de seda e respons\u00e1veis por tec\u00ea-los, na forma\u00e7\u00e3o      das teias. A seda \u00e9 produzida pelas gl\u00e2ndulas seric\u00edgenas, localizadas no      abdome. Ao ser exteriorizada, a seda solidifica-se ao contato com o ar. As      teias servem como abrigo, prote\u00e7\u00e3o, local de acasalamento e armadilha para      a captura de insetos e de outros animais, principal alimenta\u00e7\u00e3o das aranhas.    <\/p>\n   \n<p><strong>Sistemas nos Aracn\u00eddeos<\/strong><\/p>\n   \n<p>O <strong>sistema digestivo<\/strong> \u00e9 completo, e possuem hepatop\u00e2ncreas.      Muitas aranhas, ao inocularem o veneno na presa, inoculam tamb\u00e9m enzimas digestivas,      que realizam digest\u00e3o extracorporal. Ap\u00f3s certo tempo, essas aranhas simplesmente      sugam os tecidos do animal morto, j\u00e1 liquefeitos e parcialmente digeridos.    <\/p>\n   \n<p>O <strong>sistema circulat\u00f3rio<\/strong> \u00e9 aberto, e o sangue cont\u00e9m hemocianina.      A respira\u00e7\u00e3o \u00e9 traqueal, \u00fanico sistema presente em aracn\u00eddeos pequenos. Nos      maiores, como nos escorpi\u00f5es e em muitas aranhas, h\u00e1 uma abertura ventral      no abdome, que se comunica com os pulm\u00f5es foli\u00e1ceos. A estrutura interna desses      \u00f3rg\u00e3os assemelha-se a um livro com as folhas entreabertas, cujas l\u00e2minas delgadas      s\u00e3o vascularizadas e permitem a ocorr\u00eancia de trocas gasosas entre o sangue      e o ar. Esse tipo especial de respira\u00e7\u00e3o pulmonar \u00e9 chamada respira\u00e7\u00e3o filotraqueal.    <\/p>\n   \n<p>A <strong>excre\u00e7\u00e3o<\/strong> \u00e9 realizada por meio de tubos de Malpighi e,      em aracn\u00eddeos maiores, pelas gl\u00e2ndulas coxais, localizadas no cefalot\u00f3rax.      O produto de excre\u00e7\u00e3o nitrogenada mais importante, nesses animais, \u00e9 a guanina.    <\/p>\n   \n<p><strong>Reprodu\u00e7\u00e3o dos Aracn\u00eddeos<\/strong><\/p>\n   \n<p>As <strong>aranhas<\/strong> possuem sexos separados (di\u00f3icos), por\u00e9m freq\u00fcentemente      os machos s\u00e3o menores que as f\u00eameas, podendo distingu\u00ed-los que apresentam      no \u00e1pice dos palpos. <\/p>\n   \n<p>Na \u00e9poca da reprodu\u00e7\u00e3o, o macho tece um casulo de seda, no qual deposita      uma got\u00edcula com os espermatoz\u00f3ides; estes s\u00e3o tomados nas cavidades de seus      palpos, para mais tarde serem introduzidos na cavidade genital da f\u00eamea, onde      ficam armazenados no recept\u00e1culo seminal. Ap\u00f3s a fecunda\u00e7\u00e3o, a f\u00eamea deposita      os ovos envolvendo-os com um casulo de seda denominado ooteca. <\/p>\n   \n<p><strong>Esp\u00e9cies de aranhas<\/strong><\/p>\n   \n<p>O Brasil possui quatro tipos principais de aranhas venenosas, classificadas      como de interesse m\u00e9dico. Esses tipos requerem tratamento em forma de soroterapia      em casos de acidentes envolvendo-as. <\/p>\n   \n<p><strong>H\u00e1 ainda dois tipos que n\u00e3o representam tanto perigo ao homem: <\/strong>s\u00e3o      as aranhas de teia e as caranguejeiras. <\/p>\n   \n<p><strong>Lycosa <\/strong><\/p>\n   \n<p>Possui pe\u00e7onha proteol\u00edtica. A\u00e7\u00e3o local, necrosante, cut\u00e2nea, sem intoxica\u00e7\u00e3o      geral alguma, seja do sistema nervoso ou circulat\u00f3rio. Conseq\u00fcentemente n\u00e3o      h\u00e1 perigo de vida. <\/p>\n   \n<p><strong>Tratamento: <\/strong>soro antilic\u00f3sico, pomadas antinflamat\u00f3rias,      antihistamicas e antibi\u00f3ticos e os acidentes por este g\u00eanero s\u00e3o destitu\u00eddos      de import\u00e2ncia m\u00e9dico-sanit\u00e1ria. <\/p>\n   \n<p><strong>Apresenta as seguintes esp\u00e9cies: <\/strong>L. erythrognatha, L. nychtemera,      L. raptoria. Podem medir 3 cm (corpo) e 5 cm no tamanho total. S\u00e3o habitantes      de gramados, pastos, junto \u00e0 piscinas e nos jardins, possuem h\u00e1bitos diurnos      e noturnos. <\/p>\n   \n<p><strong>Phoneutria<\/strong><\/p>\n   \n<p>A <strong>pe\u00e7onha das armadeiras<\/strong> \u00e9 um complexo de diversas subst\u00e2ncias      toxicas, agindo principalmente sobre o Sistema Nervoso Perif\u00e9rico e secundariamente      sobre o S. N. Central. Produzem veneno potente, raramente ocasionam acidentes      graves. <\/p>\n   \n<p><strong>Apresentam as seguintes esp\u00e9cies:<\/strong> P. fera, P. keyserlingi,      P. reidyi, P. negriventer. Podem medir 3 cm (corpo) e atingir at\u00e9 15 cm no      tamanho total. S\u00e3o habitantes de bananeiras, terrenos baldios, zonas rurais,      junto \u00e0s resid\u00eancias, possuem h\u00e1bitos noturnos e abrigam-se durante o dia      em locais escuros (roupas, sapatos, etc.). <\/p>\n   \n<p><strong>Loxosceles<\/strong><\/p>\n   \n<p>O Loxoscelismo passou a ser reconhecido no Brasil a partir de 1954. Produzem      les\u00f5es cut\u00e2neas necrosantes por possuirem pe\u00e7onha proteol\u00edtica e n\u00e3o s\u00e3o agressivas.    <\/p>\n   \n<p><strong>Apresentam as seguintes esp\u00e9cies:<\/strong> L. laete, L. gaucho, L.      similis. Podem medir 1 cm (corpo) e atingir at\u00e9 3 cm no tamanho total. S\u00e3o      habitantes de folhas secas de palmeiras, nas cascas ou sob as mesmas, atr\u00e1s      de m\u00f3veis, s\u00f3t\u00e3os, garagens, etc., possuem h\u00e1bitos noturnos. Produzem teia      irregular revestindo o substrato. <\/p>\n   \n<p><strong>Latrodectus<\/strong><\/p>\n   \n<p>As Vi\u00favas Negras fazem teia irregular. S\u00e3o aracn\u00eddeos que podem viver aglomeradas      em grupos, por\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o aranhas sociais. Havendo falta de alimentos, pode      ocorrer canibalismo (alimentam-se de membros da mesma esp\u00e9cie). Seu nome \u00e9      originado do fato de o macho ser muitas vezes menor do que a f\u00eamea e, na \u00e9poca      de acasalamento, ele ter de ser muito veloz na c\u00f3pula, pois se a f\u00eamea o percebe      por baixo de seu corpo, ele \u00e9 invariavelmente ingerido como alimento.<\/p>\n   \n<p>No Brasil, embora ocorram aranhas do g\u00e9nero Latrodectus, o primeiro registro      de acidente, com reconhecimento do animal causador, foi publicado em 1985,      em Salvador, Bahia. Estas aranhas n\u00e3o s\u00e3o totalmente negras, mas vermelhas      e negras; o que lhes deu o gracioso apelido futebol\u00edstico de &#8220;flamenguinhas&#8221;.    <\/p>\n   \n<p>Sua pe\u00e7onha neurot\u00f3xica possui a\u00e7\u00e3o difusa sobre o S. N. Central, medula,      nervos e m\u00fasculos lisos. Geralmente, seu veneno \u00e9 extremamente potente e mortal.    <\/p>\n   \n<p>Por\u00e9m, a esp\u00e9cie brasileira n\u00e3o oferece perigo aos seres humanos; tanto que      n\u00e3o se produz soro, no Brasil, para este tipo de acidente. <\/p>\n   \n<p><strong>Apresenta a seguinte esp\u00e9cie:<\/strong> L. geometricus. Podem medir      1,5 cm (corpo) e atingir at\u00e9 3 cm no tamanho total. S\u00e3o habitantes de zonas      rurais, planta\u00e7\u00f5es, etc., possuem h\u00e1bitos diurnos. Produzem teia irregular      suspensa entre a vegeta\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p><strong>Caranguejeiras<\/strong><\/p>\n   \n<p>S\u00e3o v\u00e1rias as esp\u00e9cies de aranhas que chamamos de caranguejeiras; por\u00e9m,      apesar de seu grande porte (podem chegar at\u00e9 30 cm de envergadura), n\u00e3o oferecem      perigo quanto ao seu veneno, que \u00e9 pouco potente e causa dor local discreta.      Est\u00e1 relacionada \u00e0s aranhas de interesse m\u00e9dico porque os pelos que recobrem      seu corpo em grande quantidade podem provocar alergias na pessoa que, eventualmente,      entre em contato com ela. <\/p>\n   \n<p>Esses pelos s\u00e3o liberados pelo animal quando, numa atitude defensiva, raspa      as patas traseiras no dorso do abdome, soltando-os e formando uma esp\u00e9cie      de &#8220;nuvem&#8221;. Pequenos animais, como cachorros e gatos podem morrer      por inalarem tais pelos, que provocar\u00e3o edema do trato respirat\u00f3rio, matando-os      por asfixia.<\/p>\n   \n<p><strong>S\u00e3o encontradas em todos os tipos de ambientes:<\/strong> matas, praias,      desertos etc. N\u00e3o s\u00e3o agressivas, procurando fugir no primeiro momento de      contato, assumindo uma postura defensiva, se continuar a ser molestada. <\/p>\n   \n<p><strong>Aranhas de teia<\/strong><\/p>\n   \n<p>As aranhas que conhecemos dos beirais de casas, varandas e matas, que fazem      teias sim\u00e9tricas ou muito elaboradas, s\u00e3o aranhas sedent\u00e1rias, ou seja, permanecem      num s\u00f3 lugar para ca\u00e7ar. Seu veneno \u00e9 t\u00e3o pouco potente, que elas armam suas      teias como armadilhas pegajosas para ca\u00e7ar. <\/p>\n   \n<p>Algumas fazem e refazem suas teias todos os dias; outras, armam a teia e      a utilizam v\u00e1rias vezes, remendando-a, at\u00e9 que tenham de construir outra nova.      Todas as aranhas produzem fios de seda por meio deu uma estrutura de seu abdome,      composta de gl\u00e2ndulas seric\u00edgenas e as fiandeiras (muitas vezes confundidas      com ferr\u00f5es). Aquelas que fazem teias vistosas, absolutamente n\u00e3o t\u00eam interesse      m\u00e9dico, pois seu veneno, como j\u00e1 foi dito, \u00e9 muito pouco ativo para humanos.<\/p>\n   \n<p>As aranhas errantes (aquelas que v\u00e3o em busca da presa) n\u00e3o fazem teia regular.      Limitam-se a produzir fios de seda para forrar o ambiente onde vivem. Nem      todas as aranhas que s\u00e3o errantes e n\u00e3o fazem teia regular s\u00e3o de interesse      m\u00e9dico; por\u00e9m, todas as de interesse m\u00e9dico s\u00e3o errantes. <\/p>\n   \n<p><strong>Voc\u00ea sabe quem s\u00e3o os aracn\u00eddeos? <\/strong><\/p>\n   \n<p>Os <strong>aracn\u00eddeos<\/strong> s\u00e3o as<strong> aranhas, \u00e1caros, carrapatos      e escorpi\u00f5es.<\/strong> Eles apresentam quatro pares de patas.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>HABITAT: <\/strong>Os \u00e1caros s\u00e3o encontrados em lugares que cont\u00e9m        terra, e as aranhas s\u00e3o encontradas em lugares que cont\u00e9m gramas, na umidade,        e onde faz calor; os escorpi\u00f5es vivem debaixo de pedras, troncos e casca        de \u00e1rvore.<\/p>\n     \n<p><strong>DIVIS\u00c3O DO CORPO: <\/strong>Os aracn\u00eddeos s\u00e3o compostos de cefalot\u00f3rax        e abd\u00f4mem. Eles n\u00e3o t\u00eam mand\u00edbulas, nem antenas. No lugar das mand\u00edbulas        t\u00eam um par estrutural chamado de quel\u00edceras, que est\u00e3o relacionados a manipula\u00e7\u00e3o        de alimentos. Ao redor da boca possuem estruturas denominadas pedipalpos        que t\u00eam fun\u00e7\u00e3o diferente em cada grupo.<\/p>\n     \n<p><strong>OLHOS: <\/strong>Os olhos dos aracn\u00eddeos s\u00e3o em n\u00fameros variados.        Podemos encontrar aranhas com at\u00e9 oito olhos.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>CURIOSIDADES SOBRE OS REPRESENTANTES DE ARACN\u00cdDEOS<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Aranhas pe\u00e7onhentas:<\/strong> As queliceras das aranhas pe\u00e7onhentas      ligam-se a gl\u00e2ndula de veneno, e \u00e9 atrav\u00e9s delas que o veneno \u00e9 inserido na      presa.<\/p>\n   \n<p><strong>Sobre a teia das aranhas: <\/strong>Pr\u00f3ximas ao orif\u00edcio retal das      aranhas abrem-se gl\u00e2ndulas denominadas fiandeiras. Essas gl\u00e2ndulas s\u00e3o respons\u00e1veis      pela reprodu\u00e7\u00e3o do fio do qual as aranhas confeccionam teias.<\/p>\n   \n<p><strong>ESCORPI\u00d5ES<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Sobre os escorpi\u00f5es:<\/strong> O veneno dos escorpi\u00f5es \u00e9 inoculado      na vit\u00edma por meio do aguilh\u00e3o. Ele afeta o sistema nervoso, sendo raros casos      de morte. <\/p>\n   \n<p><strong>No Brasil os acidentes mais comuns envolvem duas esp\u00e9cies:<\/strong>      ESCORPI\u00c3O AMARELO E ESCOPI\u00c3O MARRON.<\/p>\n   \n<h4>Classe Aracn\u00eddea &#8211; Animais<\/h4>\n   \n<p>Os <strong>aracn\u00eddeos <\/strong>s\u00e3o animais terrestres amplamente distribu\u00eddos.      O grande sucesso talvez esteja associado ao desenvolvimento de um \u00f3rg\u00e3o para      troca gasosa e uma epicut\u00edcula c\u00e9rea que reduz a perda de \u00e1gua. Apesar da      diversidade de formas os Aracn\u00eddeos apresentam muitas caracter\u00edsticas em comum.      O prossomo (cefalot\u00f3rax) n\u00e3o segmentado geralmente coberto dorsalmente por      uma carapa\u00e7a s\u00f3lida. O abd\u00f4mem (opistossomo) conservador \u00e9 segmentado e dividido      em pr\u00e9 abd\u00f4mem e p\u00f3s-abd\u00f4mem. A maioria dos aracn\u00eddeos al\u00e9m dos escorpi\u00f5es,      essas duas subdivis\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o evidentes, e os segmentos comumente encontram-se      fundidos.<\/p>\n   \n<p>Os ap\u00eandices comuns a todos os aracn\u00eddeos s\u00e3o os que surgem do prossomo e      consistem de um par de quel\u00edceras, um par de pedipalpos e quatro par de pernas      (n\u00e3o possuem antenas). As quel\u00edceras s\u00e3o utilizadas na alimenta\u00e7\u00e3o (possuem      pin\u00e7as nas extremidades ou gl\u00e2ndula pe\u00e7onhenta e uma garra terminal nas aranhas),      mas os pedipalpos ou palpos servem para v\u00e1rias fun\u00e7\u00f5es e encontram-se variavelmente      modificados. Nos escorpi\u00f5es, as quel\u00edceras terminam em fortes pin\u00e7as, cuja      fun\u00e7\u00e3o \u00e9 segurar a presa.<\/p>\n   \n<p><strong>A Classe est\u00e1 dividida em 10 Ordens sendo cinco mais conhecidas:<\/strong>      Scorpiones (escorpi\u00f5es), Pseudoscorpiones (pseudo-escorpi\u00f5es), Araneae ou      Araneida (aranhas), Opiliones (opili\u00f5es) e Acarina ou Acari (segundo alguns      autores este grupo inclui sete ordens de \u00e1caros e carrapatos).<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Scorpiones &#8211; Escorpi\u00f5es: <\/strong>Corpo alongado, com os segmentos        anteriores mais longos que os posteriores, cuja extremidade termina em um        aguilh\u00e3o curvo para inocula\u00e7\u00e3o de veneno.<\/p>\n     \n<p><strong>Araneida &#8211; Aranhas: <\/strong>Prosoma separado nitidamente do opistossoma        por uma constri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n     \n<p><strong>Acari: <\/strong>Corpo fundido, achatado dorsoventralmente; inclui        os carrapatos, \u00e1caros da sarna e micuins.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>No Brasil tr\u00eas g\u00eaneros apresentam import\u00e2ncia m\u00e9dica:<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>1. Araneida<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Phoneutria (armadeira): <\/strong>Com 3 cm de comprimento, vivem        em arbustos, cascas de \u00e1rvores, sapatos, etc&#8230; Nos meses de maio a julho,        \u00e9poca de reprodu\u00e7\u00e3o, o n\u00famero de acidentes aumenta. A pe\u00e7onha \u00e9 um complexo        de diversas subst\u00e2ncias t\u00f3xicas, agindo sobre o homem, principalmente sobre        o sistema nervoso perif\u00e9rico e secundariamente sobre o sistema nervoso central.<\/p>\n     \n<p><strong>Loxosceles (aranha-marrom): <\/strong>Com um cm de comprimento,        apresenta veneno muito ativo. A a\u00e7\u00e3o proteol\u00edtica e hemol\u00edtica provoca les\u00e3o        renal, podendo facilmente levar a morte, especialmente crian\u00e7as.<\/p>\n     \n<p><strong>Latrodectus (vi\u00fava-negra): <\/strong>Apresenta 1 cm de comprimento,        \u00e9 cosmopolita, anda pouco, arrastando o abd\u00f4mem. A pe\u00e7onha \u00e9 uma neurotoxina        de a\u00e7\u00e3o difusa sobre SNC e m\u00fasculos lisos.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Phoneutria \u00e9 responsabilizada pelo maior n\u00famero de casos registrados (60%),      Loxosceles 21% dos casos e Latrodectus com 0,21%.<\/p>\n   \n<p><strong>Scorpiones &#8211; Escorpi\u00f5es <\/strong><\/p>\n   \n<p>Os escorpi\u00f5es s\u00e3o predadores de insetos, aranhas e outros artr\u00f3podes; animais      maiores s\u00e3o paralisados pela pe\u00e7onha. <\/p>\n   \n<p><strong>As f\u00eameas s\u00e3o viv\u00edparas (algumas placent\u00e1rias, outras vivem at\u00e9 25      anos) e as esp\u00e9cies principais s\u00e3o:<\/strong> Tityus serrulatus e Tityus bahiensis.      Tityus serrulatus mais freq\u00fcentemente leva a morte.<\/p>\n   \n<p><strong>Acari<\/strong><\/p>\n   \n<p>A caracter\u00edstica mais not\u00e1vel \u00e9 a aparente aus\u00eancia de divis\u00f5es corporais.      A segmenta\u00e7\u00e3o abdominal desapareceu na maioria das esp\u00e9cies e o abdome (opistossomo)      fundiu-se com o prossomo (cefalot\u00f3rax). <\/p>\n   \n<p><strong>As subordens de interesse m\u00e9dico s\u00e3o:<\/strong> Mesostigmata, Trombidiformes,      Ixodides e Sarcoptiformes.<\/p>\n   \n<p><strong>Subordem Mesostigmata<\/strong><\/p>\n   \n<p>Apresentam um par de estigmas laterais \u00e0s coxas do terceiro par de patas.      Ornithonsyssus bursa e O. silviarum s\u00e3o encontrados em ninhos e nas aves,      ocasionalmente parasitam o homem.<\/p>\n   \n<p><strong>Subordem Trombidiformes ou Prostigmata <\/strong><\/p>\n   \n<p>S\u00e3o \u00e1caros sem estigmas. <\/p>\n   \n<p><strong>No homem ocorrem duas esp\u00e9cies de Demodex:<\/strong> o D. folliculorum      e D. brevis, que habitam a gl\u00e2ndula seb\u00e1cea, associados ao cravo cut\u00e2neo.      Os g\u00eaneros Eutrombicola e Apolonia parasitam vertebrados sem especificidade,      os adultos se desenvolvem no solo e as larvas se alimentam nos vertebrados.<\/p>\n   \n<p><strong>Subordem Ixodides <\/strong><\/p>\n   \n<p>S\u00e3o os famosos carrapatos. Depois dos mosquitos s\u00e3o os mais importantes vetores      de doen\u00e7as humanas. Algumas esp\u00e9cies do g\u00eanero Ornithodorus podem resistir      a jejum de mais de seis anos.<\/p>\n   \n<p>Amblyomma cajennense \u00e9 uma importante esp\u00e9cie respons\u00e1vel pala transmiss\u00e3o      da febre amarela e febre maculosa (Rickettsia rickettsi). As f\u00eameas colocam      de seis a oito mil ovos (ovo, larva, ninfa e imago).<\/p>\n   \n<p><strong>CLASSE ARACHNIDA<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>ORDEM ACARI <\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>SUBORDEM SARCOPTIFORMES<\/strong><\/p>\n   \n<p>A subordem Sarcoptiformes apresenta \u00e1caros que se caracterizam por apresentar      cut\u00edcula delgada, sem estigmas respirat\u00f3rios; quel\u00edceras via de regra em forma      de tesoura, com fortes quelae; palpos simples e machos geralmente com ventosas      copuladoras. <\/p>\n   \n<p><strong>As principais fam\u00edlias s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Sarcoptidae<\/strong> com a esp\u00e9cie Sarcoptes scabiei (sarna).<\/p>\n     \n<p><strong>Pyroglyphidae<\/strong> com a esp\u00e9cie Dermatophagoides farinae,        relacionada a processos al\u00e9rgicos.<\/p>\n     \n<p><strong>Sarcoptes scabiei <\/strong>\u00e9 o \u00fanico \u00e1caro que provoca sarna no        homem. Diferentes fam\u00edlias apresentam esp\u00e9cies que provocam sarna nos animais.        Existem diversas variedades de Sarcoptes scabiei; assim existem as variedades        Sarcoptes scabiei hominis, Sarcoptes scabiei canis; Sarcoptes scabiei suis,        etc&#8230; Normalmente as variedades s\u00e3o espec\u00edficas e um homem n\u00e3o se contamina        com sarna de um c\u00e3o. Quando isso acontece, normalmente ocorre cura espont\u00e2nea        em pouco tempo.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Sarcoptes scabiei ovip\u00f5e 3 a 4 ovos por dia, num total de 40 a 50 durante      toda a vida de 1 a 2 meses. A incuba\u00e7\u00e3o dura de tr\u00eas a cinco dias, eclodindo      larvas hex\u00e1podas. Estas permanecem na galeria ou saem para a superf\u00edcie da      pele. Elas se alimentam, sofrem mudas e transformam-se em larvas ninfas oct\u00f3podas.    <\/p>\n   \n<p>Ap\u00f3s oito a dez dias transformam-se em adultos, quando ocorre a c\u00f3pula. As      f\u00eameas formam novas galerias e o ciclo demora cerca de 20 dias. A transmiss\u00e3o      ocorre por contato direto e se relaciona diretamente ao tamanho da popula\u00e7\u00e3o,      promiscuidade, resist\u00eancia, erros de tratamento e controle.<\/p>\n   \n<p>Alguns pacientes apresentam hipersensibilidade e existe a denomina\u00e7\u00e3o de      &#8220;sarna norueguesa&#8221;. Na realidade ocorre a forma\u00e7\u00e3o de crostas salientes,      inclusive nas m\u00e3os, planta dos p\u00e9s, cabe\u00e7a, &#8230;. A sarna \u00e9 uma doen\u00e7a inflamat\u00f3ria      da pele provocada pelo parasitismo da pele pelo \u00e1caro, determinando uma dermatite.      As erup\u00e7\u00f5es cut\u00e2neas e prurido s\u00e3o resultantes de uma resposta imune, possivelmente      a produtos de excre\u00e7\u00e3o do \u00e1caro.<\/p>\n   \n<p><strong>PYROGLYPHIDAE<\/strong><\/p>\n   \n<p>A subfam\u00edlia Dermatophagoidinae apresenta esp\u00e9cies encontradas na poeira      dom\u00e9stica. S\u00e3o cerca de 15 esp\u00e9cies de pequenos \u00e1caros, em geral medindo menos      que 1 mm de comprimento. <\/p>\n   \n<p><strong>As esp\u00e9cies mais comuns para n\u00f3s s\u00e3o:<\/strong> Dermatophagoides farinae,      D. pteronyssinus, Euroglyphus maynei e Sturmophagoides brasiliensis. D. pteronyssinus      \u00e9 mais comum em regi\u00f5es \u00famidas e D. farinae \u00e9 mais freq\u00fcente em regi\u00f5es secas.<\/p>\n   \n<p>Aspirador de p\u00f3, sol, fronhas e len\u00e7ol anti-\u00e1caros e fungicidas s\u00e3o algumas      das pr\u00e1ticas utilizadas no controle.<\/p>\n   \n<p><strong>Caracter\u00edsticas gerais<\/strong><\/p>\n   \n<p>Nos aracn\u00eddeos o corpo divide-se em cefalot\u00f3rax (que resulta da fus\u00e3o da      cabe\u00e7a e do t\u00f3rax) e abd\u00f3men. Estas duas partes do corpo do animal est\u00e3o frequentemente      unidas por um ped\u00fanculo estreito. N\u00e3o apresentam antenas. Esta classe exclusivamente      \u00e9 composta animais terrestres por, embora com ascend\u00eancia em formas aqu\u00e1ticas.<\/p>\n   \n<p>Os seus membros mais conhecidos s\u00e3o as aranhas e os escorpi\u00f5es mas os mais      numerosos s\u00e3o, sem d\u00favida, as carra\u00e7as e os \u00e1caros. Pensa-se que dever\u00e3o ter      sido os primeiros do filo a colonizar o meio terrestre, pelo que as suas caracter\u00edsticas      mais distintivas est\u00e3o relacionadas com a adapta\u00e7\u00e3o ao meio seco.<\/p>\n   \n<p><strong>Apenas o cefalot\u00f3rax apresenta ap\u00eandices (6 pares):<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Quel\u00edceras <\/strong><\/p>\n   \n<p>Correspondem aos ap\u00eandices do primeiro segmento e s\u00e3o estruturas em forma      de gancho ou tenaz, servem para capturar a presa e apresentam frequentemente      gl\u00e2ndulas de veneno associadas; pedipalpos &#8211; correspondem ao segundo segmento      e s\u00e3o ap\u00eandices manipuladores, tanto podendo ser semelhantes a ap\u00eandices locomotores      como apresentar garras (escorpi\u00f5es, por exemplo); 4 pares de patas &#8211; na grande      maioria das esp\u00e9cies s\u00e3o ap\u00eandices locomotores mas o primeiro par pode ser      longo e com uma fun\u00e7\u00e3o sensorial. Os escorpi\u00f5es digerem parcialmente pequenos      peda\u00e7os do corpo da presa numa c\u00e2mara anterior \u00e0 boca.<\/p>\n   \n<p><strong>Sistema excretor<\/strong><\/p>\n   \n<p>A excre\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada por tubos de Malpighi ou por gl\u00e2ndulas coxais.<\/p>\n   \n<p><strong>Sistema respirat\u00f3rio<\/strong><\/p>\n   \n<p>A respira\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada por &#8220;pulm\u00f5es&#8221; em forma de folha &#8211; filotraqueias      -, que n\u00e3o s\u00e3o mais que invagina\u00e7\u00f5es pregueadas da parede ventral do abd\u00f3men,      formando uma s\u00e9rie de lamelas. O ar entra por uma abertura ventral no abd\u00f3men      e circula entre as lamelas vascularizadas, onde se realizam as trocas gasosas.    <\/p>\n   \n<p>Outras esp\u00e9cies respiram atrav\u00e9s das tradicionais traqueias, como os insetos.<\/p>\n   \n<p><strong>Sistema reprodutor<\/strong><\/p>\n   \n<p>A reprodu\u00e7\u00e3o \u00e9 sexuada, com dimorfismo sexual, sendo o macho muito menor      que a f\u00eamea. Este transfere o esperma para o interior do corpo da f\u00eamea num      espermat\u00f3foro, usando para isso os pedipalpos, quel\u00edceras ou mesmo ap\u00eandices      locomotores.<\/p>\n   \n<p>Fonte: www.vivaterra.org.br\/www.unb.br\/www.biologia.usp.br\/websmed.portoalegre.rs.gov.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Classe Aracn\u00eddea, Artr\u00f3podes, Ordem, Aranhas, Classifica\u00e7\u00e3o, Brasil, Sistema, Reprodu\u00e7\u00e3o, Morfologia, Esp\u00e9cie, Animais, Caracter\u00edsticas, Classe Aracn\u00eddea<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12946,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-26388","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Classe Aracn\u00eddea - 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