{"id":26361,"date":"2016-01-04T00:00:00","date_gmt":"2016-01-04T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/historia-da-maquina-de-escrever-4\/"},"modified":"2026-09-01T18:02:54","modified_gmt":"2026-09-01T18:02:54","slug":"historia-da-maquina-de-escrever-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/historia-da-maquina-de-escrever-4\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria da M\u00e1quina de Escrever"},"content":{"rendered":"\n&nbsp;\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da M\u00e1quina de Escrever\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhistor31-1.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da M\u00e1quina de Escrever\" width=\"260\" height=\"267\" \/>\n<strong>M\u00e1quina de Escrever<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Hist\u00f3ria da M\u00e1quina de Escrever\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhistor41-1.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da M\u00e1quina de Escrever\" width=\"263\" height=\"259\" \/><strong>Christopher Latham Sholes, inventor que deu in\u00edcio \u00e0 ind\u00fastria de m\u00e1quinas de\nescrever. Sholes acreditava que sua inven\u00e7\u00e3o fora fundamental na\nemancipa\u00e7\u00e3o feminina, pois possibilitou que a mulher ingressasse no\nmercado de trabalho dos escrit\u00f3rios<\/strong><\/p>\n\u00c9 dif\u00edcil precisar quando a m\u00e1quina de escrever foi \u201cinventada\u201d; e tamb\u00e9m \u00e9 dif\u00edcil precisar quando ela come\u00e7ou a ser fabricada.\n\nA primeira patente para uma m\u00e1quina de escrever foi concedida na Inglaterra para Henry Mills em 1713.\n\nN\u00e3o havia detalhes sobre a m\u00e1quina em si ou sobre exemplares fabricados, portanto ainda paira a d\u00favida se a patente foi concedida realmente para uma m\u00e1quina de escrever.\n\nSegundo o historiador Michael Adler, a primeira m\u00e1quina de escrever documentada foi fabricada por um nobre italiano chamado Pellegrino Turri por volta de 1808.\n\nEle fabricou um artefato para que uma amiga, cega, pudesse se corresponder com ele. A m\u00e1quina em si j\u00e1 n\u00e3o existe, mas algumas das cartas sim.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da M\u00e1quina de Escrever\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhistor51-1.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da M\u00e1quina de Escrever\" width=\"311\" height=\"197\" \/>\n<strong>Mechanical Typographer, inventado por John Jones.\n(Milwaukee Public Museum)<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">Outras patentes importantes foram concedidas aos norte-americanos John Burt em 1829 e Charles Tubber em 1843, ao italiano Giusseppi Ravizza em 1855 e ao austr\u00edaco Peter Mitterhoffer em 1864.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da M\u00e1quina de Escrever\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhistor61-1.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da M\u00e1quina de Escrever\" width=\"291\" height=\"231\" \/>\n<strong>Burt Typographer; a primeira m\u00e1quina de escrever americana (London Science Museum, foto Bob Moran)<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da M\u00e1quina de Escrever\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhistor71-1.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da M\u00e1quina de Escrever\" width=\"256\" height=\"190\" \/>\n<strong>Mitterhoffer, toda feita em madeira (Dresden Technical University, Dresden, Alemanha)<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">Nessa \u00e9poca surgiram muitos inventores e prot\u00f3tipos, incluindo a m\u00e1quina brasileira inventada pelo padre Francisco Azevedo em 1861.<\/p>\nEssa m\u00e1quina foi apresentada na feira Internacional de Recife daquele ano e gerou muito interesse.\n\nInfelizmente, nunca chegou a ser fabricada em s\u00e9rie e o prot\u00f3tipo que aparece na ilustra\u00e7\u00e3o foi destru\u00eddo.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da M\u00e1quina de Escrever\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhistor81-1.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da M\u00e1quina de Escrever\" width=\"210\" height=\"303\" \/>\n<strong>Maquina do Padre Azevedo (Escrit\u00f3rio de Patentes do Brasil)<\/strong><\/p>\nA primeira m\u00e1quina realmente produzida em s\u00e9rie e utilizada em diversos escrit\u00f3rios, foi sem d\u00favida a Skrivekugle, ou Malling Hansen.\n\nFoi inventada e desenvolvida pelo Pastor Johan Rasmus Malling Hansen, da Dinamarca, diretor do Instituto Para Cegos e Surdos de Copenhagen.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da M\u00e1quina de Escrever\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhistor91-1.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da M\u00e1quina de Escrever\" width=\"231\" height=\"248\" \/>\n<strong>Skrivekugle ou Malling Hansen. Fabricada na Dinamarca em 1870, \u00e9 a primeira m\u00e1quina a ser produzida em s\u00e9rie. Danmarks Tekniske Museum, foto Jan Slot-Carlsen<\/strong><\/p>\nEm 1865 foi produzido o primeiro modelo, que se destacava por uma semi-esfera, onde as barras de tipo eram colocadas de forma radial, a tecla em uma ponta e o tipo na outra, todos convergindo para um \u00fanico ponto onde ocorria a impress\u00e3o.\n\nA a\u00e7\u00e3o de imprimir era direta e livre, sem nenhuma das liga\u00e7\u00f5es e conex\u00f5es que tanto atrapalharam as m\u00e1quinas rivais.\n\nAp\u00f3s diversos aprimoramentos, chegou-se ao modelo da ilustra\u00e7\u00e3o acima; \u00e9 uma m\u00e1quina maravilhosa, precisa e infinitamente superior a muitas das m\u00e1quinas que a sucederam.\n\n<strong>J\u00e1 naquela \u00e9poca apresentava uma s\u00e9rie de caracter\u00edsticas que s\u00f3 viriam surgir muito depois nas outras m\u00e1quinas:<\/strong> retorno do carro autom\u00e1tico, avan\u00e7o de linha autom\u00e1tico, barra de espa\u00e7o e \u00edndice para par\u00e1grafos, campainha para sinalizar fim da linha, revers\u00e3o da fita e escrita semi-vis\u00edvel, bastando levantar-se o carro.\n\nOs tipos e s\u00edmbolos eram esculpidos individualmente na extremidade das barras pelos artes\u00e3os da \u00e9poca.\n\nAlgumas centenas dessas fascinantes m\u00e1quinas foram produzidas, e conhece-se aproximadamente 30 exemplares que sobreviveram, a maioria em museus. Estima-se que aproximadamente 6 ou 7 estejam em cole\u00e7\u00f5es particulares.\n\nSe a Malling Hansen foi a primeira m\u00e1quina a ser produzida em s\u00e9rie, a Sholes &amp; Glidden foi a m\u00e1quina que deu in\u00edcio \u00e0 ind\u00fastria da m\u00e1quina de escrever.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da M\u00e1quina de Escrever\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhistor101-1.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da M\u00e1quina de Escrever\" width=\"153\" height=\"259\" \/><\/p>\nA hist\u00f3ria desta m\u00e1quina inicia-se em 1868 quando Christopher Latham Sholes desenvolveu a id\u00e9ia que serviu de fundamento \u00e0 ind\u00fastria de m\u00e1quinas de escrever.\n\nTrabalhando com um grupo de amigos em uma oficina primitiva em Milwaukee, nos EUA, Sholes criou, 5 anos mais tarde, uma m\u00e1quina que foi apresentada aos famosos fabricantes de armas Remington &amp; Sons, de Ilion, Nova York. Carlos Glidden era um associado de Sholes e detinha participa\u00e7\u00e3o no empreendimento, e foi assim que teve seu nome associado \u00e0 m\u00e1quina Sholes &amp; Glidden.\n\nAs primeiras m\u00e1quinas come\u00e7aram a ser fabricadas em 1874 pela Remington; tinham sua pr\u00f3pria mesa e eram decoradas com motivos florais e detalhes dourados. Pareciam um pouco com as m\u00e1quinas de costura da \u00e9poca, influ\u00eancia, sem d\u00favida, do departamento de m\u00e1quinas de costura da Remington.\n\nO objetivo da decora\u00e7\u00e3o era apresentar um produto com uma apar\u00eancia agrad\u00e1vel.\n\nA Sholes &amp; Glidden escrevia somente em mai\u00fasculas, e as barras moviam-se de baixo para cima. Para ver o que estava sendo escrito, era necess\u00e1rio levantar o carro.\n\n<strong>Uma curiosidade desta m\u00e1quina: <\/strong>Sholes foi o respons\u00e1vel pelo teclado QWERTY.\n\nO nome foi dado porque essa \u00e9 a sequ\u00eancia das primeiras letras da fileira de cima do teclado. O teclado QWERTY continua presente at\u00e9 hoje nos teclados de computadores.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da M\u00e1quina de Escrever\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhistor111-1.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da M\u00e1quina de Escrever\" width=\"389\" height=\"207\" \/><\/p>\n<strong>A raz\u00e3o para a escolha deste teclado \u00e9 muito prosaica: <\/strong>dentro da m\u00e1quina, as barras de tipo operavam muito perto umas das outras, podendo colidir e emperrar.\n\nPara evitar ao m\u00e1ximo o problema, Sholes analisou as palavras mais utilizadas na l\u00edngua inglesa e disp\u00f4s as barras dentro da m\u00e1quina a fim de minimizar a probabilidade de colis\u00e3o.\n\nA Sholes &amp; Glidden n\u00e3o foi um sucesso imediato; era cara e apresentava problemas; al\u00e9m do mais, era h\u00e1bito da \u00e9poca que as cartas fossem escritas \u00e0 m\u00e3o.\n\nPouco a pouco, surgiram os primeiros operadores destas m\u00e1quinas, mulheres principalmente. Foi assim que a m\u00e1quina de escrever contribuiu enormemente para o ingresso das mulheres no ambiente de trabalho nos escrit\u00f3rios.\n\nAproximadamente 5.000 Sholes &amp; Glidden foram fabricadas; o modelo inicial com flores e decora\u00e7\u00f5es foi substitu\u00eddo por um modelo preto com decora\u00e7\u00e3o mais s\u00f3bria.\n\nEm 1878 a Remington lan\u00e7ou a Remington 2, com in\u00fameros aperfei\u00e7oamentos, inclusive dotada de mecanismo que possibilitava datilografar mai\u00fasculas e min\u00fasculas.\n\nA m\u00e1quina era eficiente e dur\u00e1vel e, ap\u00f3s um in\u00edcio incerto, as vendas finalmente decolaram, atraindo ent\u00e3o o interesse de outros fabricantes; a concorr\u00eancia apareceu e a ind\u00fastria de m\u00e1quinas de escrever instalou-se.\n\nUm aspecto fascinante do desenvolvimento das m\u00e1quinas de escrever \u00e9 o relacionado \u00e0s patentes. Como os concorrentes n\u00e3o podiam infringir as patentes registradas, tinham de inventar caracter\u00edsticas especiais para que fossem patenteadas.\n\nEsse fato explica a enorme variedade de tipos de mecanismos das m\u00e1quinas de escrever. \u00c9 fascinante observar essa variedade e analisar essa evolu\u00e7\u00e3o.\n\nTanto a Malling Hansen quanto a Sholes &amp; Glidden s\u00e3o m\u00e1quinas extremamente desejadas pelos colecionadores.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da M\u00e1quina de Escrever\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhistor121.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da M\u00e1quina de Escrever\" width=\"165\" height=\"259\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong>Cart\u00e3o postal do in\u00edcio do s\u00e9culo XX; a palavra typewriter, \u00e0 \u00e9poca, significava tanto \u0093m\u00e1quina de escrever\u0094 como \u0093datil\u00f3grafa\u0094. O t\u00edtulo, portanto, \u0093Ocupado com uma typewriter\u0094, \u00e9 de duplo sentido e um exemplo do humor da \u00e9poca.<\/strong><\/p>\n<strong>E O \u201cPADRE DA M\u00c1QUINA\u201d FOI ESQUECIDO<\/strong>\n\n<strong>O padre paraibano Francisco Jo\u00e3o de Azevedo morreu h\u00e1 100 anos sem realizar seu maior sonho:<\/strong>\u00a0Conseguir a patente de uma m\u00e1quina de escrever de madeira feita \u00e0 m\u00e3o, com auxilio de lixa e canivete.\n\nDoze anos depois, em 1873, tr\u00eas americanos receberam autoriza\u00e7\u00e3o para produzir em escala industrial uma m\u00e1quina quase igual \u00e0 do brasileiro Jo\u00e3o de Azevedo.\n\nO modelo americano era uma c\u00f3pia do brasileiro que continou a ser apenas uma pe\u00e7a de artesanato.\n\nEscritores, jornalistas e historiadores garantem que o modelo da m\u00e1quina de escrever brasileira foi transferida para os Estados Unidos ou Inglaterra por um estrangeiro, com autoriza\u00e7\u00e3o do padre Azevedo.\n\nHoje, o Brasil \u2013 que n\u00e3o se interessou pelo invento do padre brasileiro \u2013 \u00e9 o maior produtor mundial de m\u00e1quinas de escrever, com seis f\u00e1bricas, das quais cinco s\u00e3o multinacionais, instaladas no Pa\u00eds. Seu inventor, por\u00e9m, continua esquecido pela maioria dos brasileiros.\n\n<strong>COM LIXA E CANIVETE<\/strong>\n\nNo in\u00edcio. sua utiliza\u00e7\u00e3o foi muito restrita. Apenas os cegos, os que escreviam mal e os que sofriam das m\u00e3os deveriam adquiri-la.Os demais teriam de continuar redigindo documentos com suas longas penas de ganso.\n\nLogo, por\u00e9m, elas foram substitu\u00eddas pelas m\u00e1quinas de escrever que se espalharam por quase todos os locais de trabalho.\n\nAtualmente, o Brasil \u00e9 o maior fabricante mundial de m\u00e1quinas de escrever, com uma produ\u00e7ao anual de 7oo mil unidades. Ontem comeremorou se o centen\u00e1rio da morte de seu inventor, o padre Francisco Jo\u00e3o de Azevedo. Italianos, americanos e ingleses reivindicam a autoria do invento, mas o padre Jos\u00e9 de Azevedo foi o \u00fanico que, em 1861, concluiu um modelo de m\u00e1quina funcional e em condi\u00e7\u00f5es de ser produzido em escala industrial.\n\nHouve outros mod\u00ealos de m\u00e1quinas de escrever que se antecederam ao do inventor paraibano \u2013 diz o professor Ataliba Nogueira, um especialista no assunto, mas nenhum p\u00f4de ser industrializado \u201cpois para tanto n\u00e3o se prestavam\u201d. Com seus \u00f3culos de aros de ferro presos por um cord\u00e3o, padre Francisco trabalhou com canivete e lixa durante meses, recortando letras de jornais, para coloc\u00e1-las sobre as teclas, e tirando as arestas dos tipos de madeira.\n\n<strong>Antes da conclus\u00e3o do projeto, o inventor fez importantes revela\u00e7\u00f5eses a Aloisio de Carvalho, m\u00e9dico e antigo presidente da Intend\u00eancia do Rio de Janeiro:<\/strong>\n<blockquote>\u201cResolvido esse problema, n\u00e3o \u00e9 uma grande revolu\u00e7\u00e3o que fa\u00e7o no mundo, a de escrever por m\u00e1quina? Mas que quer meu amigo, nao terei esse gosto. Nao tenho dinheiro, nem quem me queira emprestar para levar meu invento \u00e0 Europa, e fund\u00ed- lo em a\u00e7o.\u201d Mesmo com toda as dificuldades, essa \u201crevolu\u00e7\u00e3o\u201dse concretizou. Hoje, s\u00f3 na cidade de S\u00e3o Paulo, h\u00e1 mais de 8o mil secret\u00e1rias, al\u00e9m de datil\u00f3grafas e auxliares de escrit\u00f3rio.\nAs m\u00e1quinas de escrever, por\u00e9m quase provocaram a extin\u00e7\u00e3o das escolas de caligrafia. Edison D. Franco, professor h\u00e1 40 anos,\u00e9 o respons\u00e1vel pela \u00fanica escola de caligrafia existente no Pa\u00eds. \u201cCom o surgimento das m\u00e1quinas, as escolas foram sendo abandonadas. As pessoas, entao passaram a achar que fazer curso de caligrafia \u00e9 coisa sup\u00e9rflua. Mas no passado, escrever com clareza era uma necessidade\u201d. Franco acha, por\u00e9m, que \u201cmecanizar o ato de escrever\u201d facilitando a reprodu\u00e7ao gr\u00e1fica, nao significa a extin\u00e7ao das escolas de caligafia\u201d.<\/blockquote>\nA m\u00e1quina fotogr\u00e1fica n\u00e3o acabou com a pintura, nem os equipamentos de modelagem industrial eliminaram os escultores O invento da m\u00e1quina de escrever veio facilitar tarefas humanas, permitindo a execu\u00e7\u00e3ao mais r\u00e1pida e uniforme ds trabalhos, que se conservar\u00e3oo sempre, impessoais\u201d. Quando a m\u00e1quina de escrever foi inventada, muitos a consideraram desnecess\u00e1ria.\n\n<strong>Estev\u00e3o Pinto ironizou o invento, lembrando que ele poderia ser criticado por alguma beata:<\/strong>\u00a0\u201cOra essa, ent\u00e3o por que foi que Nosso Senhor deu os dedos \u00e0 gente, sen\u00e3o para escrever com eles mesmos?\u201d\n\nOutros comentavam que \u201cningu\u00e9m deixaria de lado uma bela caligrafia manual que custva poucas patacas semanais, por uma m\u00e1quina que deveria custar muito diheiro a um empregado melhor aquinhoado.\n\nAs cr\u00edticas por\u00e9m, tiveram curta dura\u00e7ao. O padre Francisco Jo\u00e3o de Azevedo apresentou sua m\u00e1quina de escrever na Exposicao Nacional que, em dezembro de 1861, reuniou os melhores trabalhos de todos os Estados.\n\nEla foi premiada com a medalha de ouro, entregue por D.Pedro II, ao padre paraibano, e deveria ser exibida em Londres na Exposic\u00e3o Internacional, o que nao ocorreu \u201cpor falta de espa\u00e7o para acomadar os originais no local destinado aos produtos do Brasil\u201d. A m\u00e1quina de escrever do padre Azevedo \u2013 afirma o livro de ATALIBA NOGUEIRA \u2013 precedeu de 12 anos, o primeiro engenho industrializado, a m\u00e1quina norte americana.O pr\u00f3prio autor revela que a m\u00e1quina pode ter sido transferida para o Exterior contra a vontade de seu inventor, ou algu\u00e9m ter se apropriado de seus segredos, transferindo- os para outro pa\u00eds.\n\nOutro escritor, Miguel Milano, respons\u00e1vel pela biografia do inventor, diz que \u201co simples confronto entre as duas m\u00e1quinas ( a brasileira e a americana de Crist\u00f3v\u00e3o Sholes), n\u00e3o deixou a menor d\u00favida de que se tratava da mesma m\u00e1quina. Nem o pedal lhe foi suprimido, apesar de perfeitamente dispon\u00edvel\u201d.\n\nOs artigos de escritores e jornalistas americanos n\u00e3o fazem sequer coment\u00e1rios sobre a vida e obra do padre Jo\u00e3o de Azevedo.\n\nO Inventor brasileiro n\u00e3o estimulou a discuss\u00e3o. A contr\u00e1rio, esperou at\u00e9 1872, 11 anos depois da Exposi\u00e7\u00e3o Nacional, para que a Assembl\u00e9ia Provincial autorizasse um empr\u00e9stimo, que nao chegou a ser concedido, para \u201caperfei\u00e7oamento e constru\u00e7\u00e3o das m\u00e1quinas de sua inven\u00e7\u00e3o\u201d Tarde demais. Os modelos de m\u00e1quinas americanas foram patenteados e colocados pela primeira vez no mercado em 1873&#8243;.\n\n<strong>Tr\u00eas anos depois, o jornal A PROV\u00cdNCIA DE S\u00c3O PAULO, publicava a seguinte not\u00edcia:<\/strong>\n<blockquote>\u201cLemos em uma folha da Capital do reino A Companhia Allian\u00e7a de Cr\u00e9dito e Aux\u00edlio das Artes Portuguezas, estabelecida no Porto, mandou vir da Inglaterra uma machina de escrever t\u00e3o engenhosa quanto simples e perfeita\u201d. E os an\u00fancios publicit\u00e1rios davam \u00eanfase \u00e0 import\u00e2ncia da m\u00e1quina de escrever, ao contr\u00e1rio do que acontecia no passado: \u201cContra a pregui\u00e7a de escrever, a perda da vista e os desvios da espinha, use a m\u00e1quina de escrever\u201d.<\/blockquote>\n<strong>HOJE S\u00d3 RESTOU O NOME DE RUA<\/strong>\n\n<strong>Francisco Jo\u00e3o de Azevedo<\/strong>, o inventor da m\u00e1quina de escrever, \u00e9 hoje apenas nome de rua, de loja ma\u00e7onica e de uma escola de datilografia na cidade onde nasceu, Joao Pess\u00f4a. No Recife, onde viveu a maior parte de sua vida e se ordenou padre, nao h\u00e1 refer\u00eancias ao inventor nos museus do Estado.\n\n<strong>Nem mesmo sua sepultura foi localizada, na Para\u00edba, mas o historiador Desdedith Leitao tem uma explica\u00e7\u00e3o para o mist\u00e9rio:<\/strong>\u00a0\u201cNaquela \u00e9poca, costumavam enterrar as pessoas em valas comuns, de d\u00edfil identifica\u00e7\u00e3o posterior\u201d.\n\nNa Para\u00edba e no Recife s\u00e3o poucos os que se lembram do padre Frnacisco Joao de Azevedo.\n\n<strong>A maioria das cita\u00e7\u00f5es sobre o inventor pode ser encontrada em livros, como o de um de seus bi\u00f3grafos, o escritor Sebastiao de Azevedo Bastos:\u00a0<\/strong>\u201cA gl\u00f3ria n\u00e3o lhe veio em vida, mas muito tempo depois de sua morte. Vivo, tudo conspirava contra ele\u201d. Alguns paraibanos o v\u00eaem como uma pess\u00f4a de esp\u00edrito engenhoso, nao obstante injusti\u00e7ado pelos poderosos do antigo Imp\u00e9rio\u201d.\n\n<strong>Sebasti\u00e3o Bastos resume a vida do padre inventor:\u00a0<\/strong>\u201cUm singular e modesto paraibano, pac\u00edfico sacerdote, por\u00e9m grande professor de matem\u00e1tica, ma\u00e7on convicto\u201d.\n\n<strong>Al\u00e9m da m\u00e1quina Francisco Jo\u00e3o de Azevedo desenvolveu outros inventos:<\/strong>\u00a0Um ve\u00edculo para o mar, acionado pela for\u00e7a das ondas, e outro para a terra, movido pelas correntes a\u00e9reas\u201d.\n\nMas as dificuldades foram as mesmas.\n\n<strong>Em carta a jornais de Recife, em seis de outubro de 1875, o padre fazia uma confiss\u00e3o:<\/strong>\u00a0\u201d O acanhamento, a timidez de minha \u00edndole, a falta de meios e o retiro em que vivo nao me facilitam o acesso aos gabinetes, onde se fabricam reputac\u00f5es e se d\u00e1 diploma de sufici\u00eancia. Dai vem que minhas pobres inven\u00e7\u00f5es definhem, morram crestadas pela indiferen\u00e7a e minha falta de jeito\u201d. Francisco Jo\u00e3o de Azevedo deixou ainda um repert\u00f3rio de m\u00fasicas sacras que at\u00e9 recentemente eram executadas em festas religiosas.\n\nDepois que os americanos passaram a produzir as m\u00e1quinas de escrever em escala industrial, muitos escritores e publica\u00e7\u00f5es se preocuparam em defender o padre Jo\u00e3o de Azevedo. Um deles, o escritor SILVIO ROMERO, enviou uma carta ao jornal GAZETA DE NOT\u00cdCIAS, esclarecendo que \u201cvi a can\u00e7ar a m\u00e1china de escrever admiravelmente feita de madeira, capaz de reproduzir qualquer trecho falado ou escripto\u201d.\n\nO jornal \u201cA Para\u00edba\u201d, de 31 de julho de 1880,diz que \u201co padre Azevedo inventara uma m\u00e1quina de escrever\u201d, enquanto o Di\u00e1rio de Pernambuco explica que \u201cele inventou uma m\u00e1quina taquigr\u00e1fica e outra de escrever, que encheu de pasmo e admira\u00e7ao a Europa civilizada\u201d. A Revista Ilustrada, do Rio de Janeiro, foi mais objetiva, reivindicando ao padre brasileiro os direitos e a prioridade \u00e0 inven\u00e7\u00e3o.\n\nO artigo publicado em 1876 comenta que \u201cas primeiras m\u00e1quinas americanas come\u00e7am a entrar no mercado europeu, chegando at\u00e9 aqui os ecos de seu sucesso, atrav\u00e9s da aprecia\u00e7\u00e3o das folhas\u201d.\n\n<strong>O professor Ataliba Nogueira completa:<\/strong>\u00a0\u201cTanto mais valor tem esse brado de alarma (da revista Ilustrada) quanto considerarmos que o padre Azevedo estava vivo, entregue \u00e0s suas ocupa\u00e7\u00f5es docentes\u201d.\n\nEra uma cr\u00f4nico ir\u00f4nica, Angelo Agostini, revela sua revolta com o abandono do invento do padre Jo\u00e3o Azevedo. \u201cO brasileiro n\u00e3o tem o direito de inventar, de descobrir, de empreender uma id\u00e9ia engenhosa, prof\u00edcuo, \u00fatil, de realizar um melhoramento do qual se aproveita o Pa\u00eds ou o mundo\u201d.\n<blockquote>\u201cCrie a sua imagina\u00e7\u00e3o um invento, gaste seus dias em estud\u00e1-lo, coorden\u00e1-lo, realiz\u00e1-lo e apresent\u00e1-lo, porque encontrar\u00e1 tr\u00eas antagonistas desapiedados: a indiferen\u00e7a, a incredulidade e a inveja que o aniquilam, nulificam e estra\u00e7am-lhe as suas esperan\u00e7as mais bem fundadas, fazendo-lhes perder o fruto de longas vig\u00edlias e, quem sabe, de enormes disp\u00eandios\u201d. Miguel Milano, o bi\u00f3grafo do inventor fez um coment\u00e1rio ap\u00f3s sua morte: \u201cDigno por todos os t\u00edtulos de ser apontado ao reconhecimento da humanidade em geral e dos brasileiros em particular, nada se fez at\u00e9 hoje, que se perpetue a mem\u00f3ria do grande paraibano\u201d.<\/blockquote>\n<strong>E Ataliba Nogueira, no seu livro \u201cA m\u00e1quina de escrever, invento brasileiro\u201d confirma as afirma\u00e7\u00f5es de Miguel Milano:\u00a0<\/strong>\u201cEm v\u00e3o se procurar\u00e1 o nome de Francisco Jo\u00e3o de Azevedo na hist\u00f3ria da m\u00e1quina de escrever escrito por estrangeiros. Se o inventor brasileiro \u00e9 desconhecido na sua p\u00e1tria,onde apenas vagamente existe a mem\u00f3ria do seu feito na consci\u00eancia popular, n\u00e3o \u00e9 sem raz\u00e3o que o ignore completamente o historiador peregrino, mais preocupado com as gl\u00f3rias de sua na\u00e7\u00e3o\u201d.\n\n<strong>Padre Francisco Jo\u00e3o de Azevedo (1814 \u2013 1880)<\/strong>\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-158047 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor32-1.jpg\" alt=\"\" width=\"163\" height=\"244\" \/><strong>Padre Francisco Jo\u00e3o de Azevedo<\/strong><\/p>\nPadre paraibano nascido em Jo\u00e3o Pessoa, ent\u00e3o chamada Para\u00edba, na Prov\u00f3ncia da Oara\u00edba, que inventou e construiu pioneiramente (1861) um modelo de m\u00e1quina de escrever que funcionava perfeitamente, um prot\u00f3tipo que era acionado por um sistema de pedais, como as antigas m\u00e1quinas de costura.\n\nPouco se sabe sobre a sua inf\u00e2ncia, al\u00e9m do que cedo perdeu o pai, Francisco Jo\u00e3o de Azevedo, mas n\u00e3o se conhece o nome de sua m\u00e3e.\n\nSeus primeiros anos n\u00e3o foram nada f\u00e1ceis, n\u00e3o s\u00f3 pela situa\u00e7\u00e3o da viuvez de sua m\u00e3e, quanto pelo fato do Nordeste atravessar terr\u00edveis secas naqueles anos.\n\nAprendeu as primeiras letras em a escola pr\u00f3xima do semin\u00e1rio dos extintos jesu\u00edtas, onde aprendeu a ler, contar, escrever, rezar e latim.\n\nDurante uma visita pastoral \u00e0 Para\u00edba (1834), D. Jo\u00e3o da Purifica\u00e7\u00e3o Marques Perdig\u00e3o, o bispo diocesano de Olinda conheceu aquele jovem promissor, e sabendo de sua pobreza, convidou-o para o Semin\u00e1rio Diocesano e ele partiu para Pernambuco, onde foi aprovado nos exames preliminares com e se matriculou no hist\u00f3rico Semin\u00e1rio de Olinda (1835).\n\nOrdenou-se padre (1838), pelo Semin\u00e1rio de Recife, onde passou a residir e lecionou cursos t\u00e9cnicos geometria mec\u00e2nica e desenho no Arsenal de Guerra de Pernambuco, notabilizando-se com um sistema de grava\u00e7\u00e3o em a\u00e7o.\n\n<strong>L\u00e1 tamb\u00e9m desenvolveria sua inven\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria:<\/strong>\u00a0uma m\u00e1quina de escrever.\n\nAnos depois voltou a capital da prov\u00edncia paraibana (1863), onde, por mais v\u00e1rios anos, foi professor de cursos t\u00e9cnicos de geometria.\n\nDepois (1868) tornou-se professor de aritm\u00e9tica e geometria no Col\u00e9gio das Artes, anexo \u00e0 Faculdade de Direito do Recife.\n\nMorreu e foi enterrado na atual capital paraibana. Sua not\u00e1vel inven\u00e7\u00e3o era um m\u00f3vel de jacarand\u00e1 equipado com teclado de dezesseis tipos e pedal, de apar\u00eancia de um piano.\n\nCada tecla de sua m\u00e1quina acionava uma haste comprida com uma letra na ponta. Combinando-se duas ou mais teclas era poss\u00edvel reproduzir todo o alfabeto, al\u00e9m dos outros sinais ortogr\u00e1ficos.\n\nO pedal servia para o datil\u00f3grafo mudar de linha no papel.\n\nA m\u00e1quina era um sucesso por onde passava e em uma exposi\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro (1861), na presen\u00e7a do imperador Pedro II, o padre recebeu uma medalha de ouro dos ju\u00edzes em reconhecimento a seu projeto revolucion\u00e1rio.\n\nEm seguida, para sua decep\u00e7\u00e3o, lhe comunicaram que sua m\u00e1quina n\u00e3o seria levada \u00e0 Exposi\u00e7\u00e3o de Londres (1862), por dificuldades de acomoda\u00e7\u00e3o (?!).\n\nAinda assim, na Segunda Exposi\u00e7\u00e3o Provincial (1866) ganhou medalha de prata pela inven\u00e7\u00e3o de um elips\u00edgrafo.\n\nSegundo um seu bi\u00f3grafo, Ataliba Nogueira, o padre foi enganado e seus desenhos roubados por um estrangeiro, o que o desestimulou a continuar no desenvolvimento da inven\u00e7\u00e3o e a id\u00e9ia foi esquecida.\n\nAs suspeitas \u00e9 que tais desenhos tenham ido parar nas m\u00e3os do tip\u00f3grafo estadunidense Christopher Latham Sholes (1819-1890) que teria aperfei\u00e7oado o projeto e apresentado como seu e ganho os louros hist\u00f3ricos como o criador da m\u00e1quina de datilografia (1867).\n\nA gl\u00f3ria como na maioria das inventos, n\u00e3o foi para a m\u00e1quina pioneira em funcionamento, mas para quem produziu o modelo que serviu de base \u00e0 produ\u00e7\u00e3o industrial do equipamento.\n\nO invento do brasileiro por\u00e9m j\u00e1 era bastante conhecido no Brasil, tanto que os primeiros cursos de datilografia no Brasil exibiam na parede retratos do padre e tornou-se o patrono nacional da m\u00e1quina de escrever.\n\n<strong>O que \u00e9 uma m\u00e1quina de escrever?<\/strong>\n\nUma\u00a0<strong>m\u00e1quina de escrever<\/strong>\u00a0\u00e9 um dispositivo que imprime letras uma de cada vez em um meio como o papel, quando o usu\u00e1rio pressiona as teclas do teclado.\n\nAntes do advento dos processadores de texto e computadores, a m\u00e1quina de escrever era a \u00fanica maneira de as pessoas produzirem textos impressos de maneira eficiente e r\u00e1pida, e as m\u00e1quinas de escrever continuam a ser usadas em alguns escrit\u00f3rios hoje. Muitos bons exemplos de m\u00e1quinas de escrever antigas podem ser vistos em alguns museus, junto com exemplos de inova\u00e7\u00f5es como m\u00e1quinas de escrever el\u00e9tricas e tipogr\u00e1ficas.\n\nAs primeiras vers\u00f5es da\u00a0<strong>m\u00e1quina de escrever<\/strong>\u00a0come\u00e7aram a aparecer por volta de 1700, mas o desenvolvimento da m\u00e1quina de escrever realmente floresceu em 1800 e, embora o design tenha sido um pouco refinado em 1900, ele permaneceu fundamentalmente o mesmo.\n\n<strong>Existem v\u00e1rias partes principais na m\u00e1quina de escrever:\u00a0<\/strong>o teclado, as alavancas de digita\u00e7\u00e3o, uma fita de tinta e o cilindro, todos envoltos em uma caixa que protege as entranhas da m\u00e1quina de escrever.\n\nO cilindro \u00e9 a se\u00e7\u00e3o da m\u00e1quina de escrever que cont\u00e9m o papel. A maioria dos rolos de impress\u00e3o s\u00e3o rolos que avan\u00e7am o papel a cada linha, para que o digitador possa se concentrar na digita\u00e7\u00e3o.\n\nPara usar a m\u00e1quina de escrever, o digitador pressiona uma tecla que ativa uma alavanca ligada \u00e0 letra, n\u00famero ou s\u00edmbolo correspondente. Quando a alavanca \u00e9 empurrada para frente, ela atinge uma fita que est\u00e1 impregnada de tinta e, em seguida, o papel, deixando a impress\u00e3o do s\u00edmbolo desejado.\n\nOs primeiros digitadores muitas vezes lutavam com congestionamentos, especialmente quando digitavam rapidamente, porque as alavancas n\u00e3o podiam retornar \u00e0s suas posi\u00e7\u00f5es de descanso com rapidez suficiente.\n\nComo resultado, as empresas de m\u00e1quinas de escrever desenvolveram layouts de teclado deliberadamente projetados para atrasar os digitadores; o teclado QWERTY perdura at\u00e9 hoje, apesar dos layouts de teclado muito mais eficientes que podem ser usados com processadores de texto.\n\nUma das primeiras grandes inova\u00e7\u00f5es para a m\u00e1quina de escrever foi o desenvolvimento de uma bola de digita\u00e7\u00e3o, que montava todas as letras em uma esfera, eliminando congestionamentos.\n\nA outra coisa conveniente sobre typeballs \u00e9 que eles s\u00e3o remov\u00edveis, permitindo que as pessoas mudem para diferentes alfabetos e typeballs com caracteres especiais.\n\nAs m\u00e1quinas de escrever posteriores usaram impulsos el\u00e9tricos para enviar sinais, em vez de criar uma conex\u00e3o mec\u00e2nica, e isso acabou resultando em m\u00e1quinas de escrever com mem\u00f3ria, onde os digitadores podiam inserir um determinado n\u00famero de caracteres que seriam impressos de uma s\u00f3 vez. Esses processadores de texto rudimentares se tornaram cada vez mais sofisticados, at\u00e9 que os computadores dominaram o mercado com sua infinidade de recursos, al\u00e9m do processamento de texto.\n\nUm dos principais problemas com o\u00a0<strong>uso de m\u00e1quinas de escrever<\/strong>\u00a0\u00e9 que a corre\u00e7\u00e3o de erros consome muito tempo. Existem v\u00e1rias maneiras de corrigir erros com uma m\u00e1quina de escrever, desde usar uma fita de corre\u00e7\u00e3o em m\u00e1quinas de escrever mais modernas at\u00e9 apagar a tinta e digitar sobre ela. Os datil\u00f3grafos com pressa podem simplesmente recapitular o erro e elimin\u00e1-lo com um X, embora isso seja desaprovado para correspond\u00eancia real. Como as m\u00e1quinas de escrever n\u00e3o perdoam tanto quanto os processadores de texto, a precis\u00e3o e a velocidade s\u00e3o cruciais para os digitadores.\n\nMuitas pessoas t\u00eam associa\u00e7\u00f5es rom\u00e2nticas com a<strong>\u00a0m\u00e1quina de escrever<\/strong>, gra\u00e7as a uma infinidade de autores famosos dos s\u00e9culos 19 e 20 que trabalharam com m\u00e1quinas de escrever, e alguns autores ainda t\u00eam a sensa\u00e7\u00e3o de usar uma m\u00e1quina de escrever. \u00c9 muito f\u00e1cil encontrar m\u00e1quinas de escrever vintage bem conservadas \u00e0 venda em v\u00e1rios locais, e algumas empresas continuam a produzir m\u00e1quinas de escrever para o p\u00fablico. Uma das principais vantagens de uma m\u00e1quina de escrever cl\u00e1ssica \u00e9 que ela funciona mesmo quando n\u00e3o h\u00e1 eletricidade, permitindo que as pessoas produzam materiais impressos polidos rapidamente em uma ampla variedade de ambientes.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0wwww.maquinasdeescreverantigas.com.br\/www.geocities.com\/rogerioantoniorosa.spaces.live.com\n\n&nbsp;\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria da M\u00e1quina de Escrever, Origem, Brasil, Padre Francisco Jo\u00e3o de Azevedo, Mundo, Tipo, Inven\u00e7\u00e3o, Evolu\u00e7\u00e3o, Hist\u00f3ria da M\u00e1quina de Escrever<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12727,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-26361","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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