{"id":26358,"date":"2016-01-04T00:00:00","date_gmt":"2016-01-04T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/historia-da-fotografia-4\/"},"modified":"2026-09-01T18:02:51","modified_gmt":"2026-09-01T18:02:51","slug":"historia-da-fotografia-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/historia-da-fotografia-4\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria da Fotografia"},"content":{"rendered":"\nA<strong>\u00a0fotografia<\/strong>\u00a0desempenhou um papel vital na hist\u00f3ria da humanidade. Antes da fotografia, a informa\u00e7\u00e3o era transmitida por escrito, boca a boca ou por ilustra\u00e7\u00f5es e pinturas.\n\nO advento da\u00a0<strong>fotografia<\/strong>\u00a0anunciou a primeira e \u00fanica maneira de replicar totalmente algo que uma pessoa viu, sem nenhum erro, sem exagero na hist\u00f3ria e sem adultera\u00e7\u00e3o.\n\nFoi um dos maiores avan\u00e7os na tecnologia humana.\n\nAs\u00a0<strong>fotografias<\/strong>\u00a0podem contar hist\u00f3rias e fornecer evid\u00eancias ao mesmo tempo. Este se tornou o verdadeiro poder da fotografia.\n\n<strong>Hist\u00f3ria da Fotografia &#8211; Defini\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nProcesso que permite fixar uma imagem sobre uma superf\u00edcie fotossens\u00edvel por meio da exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 luz durante determinado tempo.\n\nSurge em plena industrializa\u00e7\u00e3o, como uma \u201cm\u00e1quina de pintar\u201d. Seu marco inicial \u00e9 1822, quando o f\u00edsico franc\u00eas Joseph Nic\u00e9phore Ni\u00e9pce (1765-1833) consegue fixar a primeira imagem fotogr\u00e1fica numa placa sensibilizada quimicamente colocada numa c\u00e2mara escura com orif\u00edcio para exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 da luz. Essa exposi\u00e7\u00e3o demorava horas. Em 1826, ele aprimora a sua t\u00e9cnica e faz a foto A Mesa Posta. Mas \u00e9 em 1839 que o tamb\u00e9m franc\u00eas Louis Daguerre (1787-1851) anuncia a cria\u00e7\u00e3o de um aparelho capaz de fixar a imagem com um tempo menor de exposi\u00e7\u00e3o, o que possibilitava fotografias mais r\u00e1pidas, popularizando o processo.\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Hist\u00f3ria da Fotografia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhistor15-1.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Fotografia\" width=\"211\" height=\"270\" \/><\/strong><strong>Pequena caixa de madeira, criada por Louis Mande Daguerre<\/strong><\/p>\nMas cada foto ainda \u00e9 um exemplar \u00fanico do qual n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer c\u00f3pias. O governo franc\u00eas divulga rapidamente o processo para o mundo. No ano seguinte, o primeiro Daguerre\u00f3tico chega ao Brasil.\n\nA\u00a0<strong>fotografia<\/strong>, nascida como simples divertimento, desempenha papel preponderante na ind\u00fastria, no com\u00e9rcio, na medicina e em outras ci\u00eancias.\n\n<strong>Hist\u00f3ria da Fotografia &#8211; Processo<\/strong>\n\nTodo o processo evolutivo sobre a\u00a0<strong>hist\u00f3ria da fotografia<\/strong>\u00a0est\u00e1 aqui.\n\nTamb\u00e9m as biografias dos personagens mais relevantes da \u00e9poca, a origem da fotografia, a c\u00e2mera escura, a primeira foto, a primeira fotografia analogica, xilograf\u00eda, a evolu\u00e7\u00e3o da fotografia preto e branco, tudo sobre a c\u00e2mera fotogr\u00e1fica est\u00e1 neste site de fotografia com dicas de fotografia para o fot\u00f3grafo. Desfrute!\n\nA\u00a0<strong>evolu\u00e7\u00e3o da fotografia<\/strong>\u00a0\u00e9 a contribui\u00e7\u00e3o de numerosos pesquisadores atrav\u00e9s de suas intui\u00e7\u00f5es a grandes descobertas.\n\nOs princ\u00edpios \u00f3ticos e qu\u00edmicos em que se baseia o processo fotogr\u00e1fico j\u00e1 eram conhecidos na antiguidade, mas foi somente no s\u00e9culo XIX que se desvendou uma s\u00edntese, que permitiu revelar e fixar a primeira imagem sobre uma placa de peltre coberta com uma suspens\u00e3o betuminosa de cloreto de prata.\n\nA fotografia \u00e9 como a arte de fixar e reproduzir por meio de rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas em superf\u00edcies preparadas as imagens obtidas da c\u00e2mera escura (J. Casares).\n\nA Arte Gr\u00e1fica, segundo Juan Carretel em Gravura e Cria\u00e7\u00e3o Gr\u00e1fica, define a arte gr\u00e1fica (e n\u00e3o as artes gr\u00e1ficas) como um conceito geral que abra\u00e7a \u00e0s diversas t\u00e9cnicas e procedimentos para a realiza\u00e7\u00e3o de estampas e por extens\u00e3o qualquer sistema de retrografia para aplicar a cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica.\n\n<strong>Aqui aparecem novos conceitos:<\/strong>\u00a0estampa e cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica.\n\n<strong>Hist\u00f3ria da Fotografia &#8211; Origem<\/strong>\n\nA crise de 1929 e dos anos subsequentes teve sua origem no grande aumento da produ\u00e7\u00e3o industrial e agr\u00edcola nos EUA durante a Primeira Guerra Mundial, uma vez que o mercado consumidor, principalmente o externo, representado pelos pa\u00edses em guerra na Europa e pelos da Am\u00e9rica Latina, tradicionais consumidores dos produtos europeus, conheceu amplia\u00e7\u00e3o significativa.\n\n<strong>A partir de 1925, apesar de toda euforia reinante, a economia norte-americana come\u00e7ou a enfrentar s\u00e9rios problemas:<\/strong>\n\nEnquanto a produ\u00e7\u00e3o industrial e agr\u00edcola cresceu num ritmo acelerado, o aumento dos sal\u00e1rios foi muito lento.\n\nA consequ\u00eancia progressiva da mecaniza\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria e da agricultura foi o desemprego que aumentou de modo preocupante;\n\nOs pa\u00edses europeus recuperando-se dos preju\u00edzos de guerra os levou a comprar cada vez menos dos EUA e a concorrer com eles nos mercados internacionais.\n\nPor falta de consumidores internos e externos, come\u00e7aram a sobrar grandes quantidades de produtos no mercado norte-americano, configurando-se, assim, uma crise de superprodu\u00e7\u00e3o. Diante disso, os agricultores viram-se obrigados a armazenar cereal. Para tanto, tiveram que pedir empr\u00e9stimos banc\u00e1rios, oferecendo suas terras como garantia de pagamento, o que muitas vezes os levou a perd\u00ea-las. Os industriais, por sua vez, foram for\u00e7ados a diminuir o ritmo da produ\u00e7\u00e3o e, consequentemente, a despedir milhares de trabalhadores, aprofundando a crise.\n\nA pesar da crise galopante, os pequenos, m\u00e9dios e grandes investidores continuaram especulando com a\u00e7\u00f5es. Comercializavam esses pap\u00e9is por pre\u00e7os que n\u00e3o condiziam com a real situa\u00e7\u00e3o das empresas. Enfim, agiam como se a economia do pa\u00eds estivesse saud\u00e1vel. Entretanto, como era de se esperar, chegou o momento em que a crise atingiu a Bolsa de Nova Iorque, um dos importantes centros do capitalismo mundial.\n\nRefletindo a real situa\u00e7\u00e3o das empresas, os pre\u00e7os das a\u00e7\u00f5es come\u00e7aram a baixar. Os acionistas correram para tentar vend\u00ea-las, mas n\u00e3o havia quem quisesse compr\u00e1-las. Em 29 de outubro de 1929, havia 13 milh\u00f5es de a\u00e7\u00f5es \u00e0 venda, mas faltavam compradores. O resultado foi que os pre\u00e7os das a\u00e7\u00f5es despencaram, ocorrendo o crash (quebra) da Bolsa de Valores de Nova Iorque. Com isso, milhares de bancos, ind\u00fastrias e empresas rurais foram \u00e0 fal\u00eancia e pelo menos 12 milh\u00f5es de norte-americanos perderam o emprego.\n\nAbalados pela crise, os EUA reduziram drasticamente a compra de produtos estrangeiros e suspenderam totalmente os empr\u00e9stimos a outros pa\u00edses. Assim, a crise propagou-se rapidamente por todo o mundo capitalista. Os Estados Unidos retomam a sua estabilidade econ\u00f4mica, durante a Segunda Grande Guerra Mundial.\n\nA crise de 1929 fez com que os futuros investidores refletissem melhor, sobre o que fazer nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.\n\nNovos institutos de pesquisas econ\u00f4micas foram criados para projetar e avaliar a conjuntura econ\u00f4mica mundial do pr\u00f3ximo mil\u00eanio.\n\nA corrida espacial norte-americana e os investimos na tecnologia digital s\u00e3o exemplos concretos disto.\n\nOs Estados Unidos, durante segunda grande guerra mundial j\u00e1 havia testado exaustivamente a digitaliza\u00e7\u00e3o nas comunica\u00e7\u00f5es por meios de mensagens criptografadas para t\u00e1ticas b\u00e9licas e servi\u00e7os de contra espionagem.\n\n<strong>DIGITAL, MERCADO EST\u00c1VEL<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>fotografia<\/strong>\u00a0<strong>digital<\/strong>, como todas as novas tecnologias, \u00e9 embrion\u00e1ria da Guerra Fria, mais especificamente no programa espacial norte-americano.\n\nAs primeiras imagens sem filme registraram a superf\u00edcie de Marte e foram capturadas por uma c\u00e2mera de televis\u00e3o a bordo da sonda Mariner 4, em 1965. Eram 22 imagens em preto e branco de apenas 0,04 megapixels, mas que levaram quatro dias para chegar \u00e0 Terra.\n\nAinda n\u00e3o eram ?puramente digitais?, j\u00e1 que os sensores daquela \u00e9poca capturavam imagens por princ\u00edpios anal\u00f3gicos televisivos.\n\n<strong>A necessidade dessa nova inven\u00e7\u00e3o se justificava da seguinte forma:\u00a0<\/strong>ao contr\u00e1rio das tradicionais miss\u00f5es tripuladas, onde os astronautas retornavam \u00e0 Terra para revelar os filmes (as famosas fotos da Lua, por exemplo), as sondas que sumiriam para sempre no espa\u00e7o precisavam de uma forma eficaz de transmitir suas descobertas eletronicamente.\n\nO prop\u00f3sito da \u00e9poca era investir em bem de consumo est\u00e1vel para o pr\u00f3ximo mil\u00eanio, justificando a nova demanda pela estabilidade pol\u00edtica capitalista.\n\nAs primeiras fotos s\u00e3o de 1965, mas a Mariner 4 foi lan\u00e7ada ainda em 1964. Neste mesmo ano, os laborat\u00f3rios da RCA criavam o primeiro circuito CMOS, sem ter a menor ideia de que um dia este seria a base das primeiras c\u00e2meras digitais. J\u00e1 o CCD, primeiro tipo de sensor usado na fotografia digital, foi inventado em 1969, nos laborat\u00f3rios Bell.\n\nA primeira vers\u00e3o comercial chegaria ao mercado em 1973, obra da Fairchild Imaging. Batizado de 201ADC capturava imagens de 0,01 megapixels.\n\nEm 1975, a Kodak apresentaria o primeiro prot\u00f3tipo de uma c\u00e2mera sem filme baseada no sensor CCD da Fairchild. O equipamento pesava quatro quilos e gravava as imagens de 0,01 megapixels em fita cassete uma a cada 23 segundos! No ano seguinte, a pr\u00f3pria Fairchild, por sua vez, colocaria no mercado sua c\u00e2mera de CCD, a MV-101 o primeiro modelo comercial da hist\u00f3ria.\n\nA primeira c\u00e2mera digital seria a Fairchild All-Sky Camera, um experimento constru\u00eddo na Universidade de Calgary, no Canad\u00e1, a partir do sensor 201ADC mencionado acima.\n\nDiferente de todos os outros projetos de astrofotografia da \u00e9poca, quase todos baseados nesse mesmo sensor, a All-Sky tinha um microcomputador Zilog Mcz1\/25 para processar as imagens acopladas, o que lhe renderia o t\u00edtulo de digital.\n\nApesar do pioneirismo da Kodak e da Fairchild, quem daria \u00e0s c\u00e2meras sem filme (ainda n\u00e3o digitais) o status de produto de consumo seria a Sony, que em 1981 anunciaria sua primeira Mavica, com pre\u00e7o estimado em US$ 12 mil. O prot\u00f3tipo, de 0,3 megapixels, armazenava at\u00e9 50 fotos coloridas nos inovadores Mavipaks, disquetes de 2 polegadas precursores dos de 3\u00bd atuais, tamb\u00e9m inventados pela Sony. Suas imagens, entretanto, eram similares \u00e0s imagens televisivas est\u00e1ticas.\n\nMas a segunda revolu\u00e7\u00e3o, ainda segundo a PMA, (Phorography Marketing Association, Estados Unidos) aconteceu durante o ano de 2003, quando, pela primeira vez, a penetra\u00e7\u00e3o das c\u00e2meras digitais superou os 22% das resid\u00eancias americanas (patamar a partir do qual um produto \u00e9 considerado de massa), chegando a 28%. No ano passado, atingiu 41%, o que leva a crer que, neste momento, h\u00e1 uma c\u00e2mera digital em mais da metade dos lares norte-americanos.\n\n<strong>No mesmo ano, as c\u00e2meras digitais tamb\u00e9m fizeram uma outra conquista significativa:<\/strong>\u00a0passaram a ser mais usadas pelas mulheres do que pelos homens ? o que ter\u00e1 um grande impacto no mercado de revela\u00e7\u00e3o.\n\nEntre 1999 a 2003, houve um salto de 46 para 53% de usu\u00e1rias femininas de c\u00e2meras digitais.\n\nAo mesmo tempo em que crescem as vendas, cresce a resolu\u00e7\u00e3o dos modelos mais populares. Em agosto de 2005, a fatia mais disputada do mercado foi a das c\u00e2meras de 5 megapixels, respons\u00e1vel por 39% das unidades vendidas e 38% da receita. A segunda faixa mais popular, constitu\u00edda pelos modelos de 4 megapixels, respondeu por 30% das c\u00e2meras vendidas, mas apenas 19% do faturamento ? quase o oposto do segmento de 7 ou mais megapixels, com 14% das unidades e 29% da receita.\n\nPara efeito de compara\u00e7\u00e3o, a PMA revela que no in\u00edcio de 2005, os modelos mais populares eram os de 4 megapixels, posi\u00e7\u00e3o que um ano antes, era ocupada pelas c\u00e2meras de 3 megapixels.\n\n<strong>Em compensa\u00e7\u00e3o (e provavelmente por causa disso), os pre\u00e7os v\u00eam caindo rapidamente:<\/strong>\u00a0as c\u00e2meras de 5 megapixels queridinhas dos consumidores, por exemplo, devem ficar 12% mais baratas at\u00e9 o fim do ano (em rela\u00e7\u00e3o aos pre\u00e7os de agosto, nos Estados Unidos).\n\nAqui no Brasil, conforme a Revista Info Exame, edi\u00e7\u00e3o de abril 2005, o crescimento da fotografia digital foi de 160% em 2004, atingindo um milh\u00e3o de unidades vendidas, com uma penetra\u00e7\u00e3o ainda irris\u00f3ria, de apenas 3%, segundo o IDC. N\u00e3o se sabe se esses n\u00fameros consideram o mercado informal e as c\u00e2meras trazidas legalmente por viajantes internacionais, mas o fato \u00e9 que ainda h\u00e1 muito espa\u00e7o para crescer.\n\nAs consequ\u00eancias do aumento do n\u00famero de c\u00e2meras, mudan\u00e7as ainda mais radicais v\u00eam acontecendo no mercado de filmes (em franca desacelera\u00e7\u00e3o) e revela\u00e7\u00e3o (em processo de adapta\u00e7\u00e3o), onde sempre se concentraram os maiores lucros do setor. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que mega-empresas como a Kodak est\u00e3o tendo que se reinventar e outras, como a tradicional Agfa, est\u00e3o fechando as portas em dezembro de 2005.\n\n<strong>Qual a base da fotografia?<\/strong>\n\nUma das\u00a0<strong>bases da fotografia<\/strong>\u00a0surgiu no s\u00e9culo XIII, quando o filosofo e cientista ingl\u00eas Roger Baccon descobriu o fen\u00f4meno da c\u00e2mara escura. Ele fez um orif\u00edcio na parede de uma sala escura; do lado de fora, usou uma sombra para projetar figuras e formatos sobre essa parede; a luz entrou no orif\u00edcio e projetou na parede oposta uma imagem invertida dos objetos exteriores.\n\nOutra base veio dos alquimistas, que haviam descoberto que a luz modifica o aspecto de uma placa de cloreto de prata fundido.\n\n<strong>A associa\u00e7\u00e3o desses dois fen\u00f4menos resultou na fotografia:\u00a0<\/strong>a imagem invertida da c\u00e2mara escura foi gravada numa placa de cloreto da prata.\n\n<strong>A m\u00e1quina fotogr\u00e1fica<\/strong>\n\nUma m\u00e1quina ou c\u00e2mera fotogr\u00e1fica reproduz a c\u00e2mara escura descoberta por Roger Baccon. No que corresponderia ao orif\u00edcio, coloca-se uma lente para aumentar a luminosidade da imagem, e, no fundo uma pel\u00edcula sens\u00edvel aos raios luminosos (o filme) que capta a imagem invertida dos objetos externos. Para ser vis\u00edvel ao olho humano, a imagem precisa ser \u201crevelada\u201d.\n\nNa Revela\u00e7\u00e3o, o filme \u00e9 mergulhado em produtos qu\u00edmicos, como o nitrato de prata ou o sulfito de s\u00f3dio, obtendo-se uma imagem permanente, porem negativa imagem original.\n\nAs zonas mais escuras aparecem mais claras ou vice-versa. A partir desse negativo obten-se as c\u00f3pias positivas, isso \u00e9, as fotografias em papel ou em diapositivos.\n\n<strong>M\u00e1quina Fotogr\u00e1fica &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong>\n\nEm 1901, o cart\u00e3o postal \u00e9 introduzido no pais por Castro Moura. Paralelamente, o fot\u00f3grafo V\u00e1lerio Vieira (1862-1941) realiza pesquisa em montagens fotogr\u00e1ficas com v\u00e1rios negativos. Em 1904, seu alto retrato.\n\nOs trinta Val\u00e9rios recebe medalhas de prata na feira internacional de Saint Louis (EUA). Em 1922, Vieira ganha medalha de ouro na mesma feira pela maior impress\u00e3o fotogr\u00e1fica do mundo, uma panor\u00e2mica da cidade de S\u00e3o Paulo de 16m x 1,4m.\n\nA difus\u00e3o da fotografia no pais entre as d\u00e9cadas de 30 e 50 deve-se a Conrado Wessel (1891-1941), engenheiro qu\u00edmico formado em Viena. Em 1928 funda, em S\u00e3o Paulo, a primeira f\u00e1brica de papel fotogr\u00e1fico da Am\u00e9rica Latina, comprada mais tarde pela Eastman Kodak, quando a empresa se instalou no Brasil.\n\nNo final do ano 30, fot\u00f3grafos de origens alem\u00e3 imigram para o Brasil trazendo influencias do movimento Bauhaus. Nos anos 40 e 50 Geraldo de Barros (1923) impulsiona a fotografia de autor que deixa de se preocupar-se com o retrato da realidade e busca novas formas de express\u00e3o.\n\n<strong>FOTO JORNALISMO<\/strong>\n\nAs primeiras fotos da imprensa brasileira aparece na revista da semana em 1900. Mas o grande impulso para o fotojornalismo no pais \u00e9 dado na d\u00e9cada de 50 pela revista O Cruzeiro e pelo jornal do Brasil, do Rio.\n\nA fotoreportagem atinge o auge nos anos 60, com o surgimento da revista realidade e do jornal da tarde, de s\u00e3o Paulo. Fot\u00f3grafos como Maureem Bisilliat (1931) e David Drew Zingg (1923) fazem fotos informativas e de grande qualidade est\u00e9tica.\n\nEntre 1970 e 1975, Cl\u00e1udia Andujar e Jeorge Love (1937-1995) desenvolvem o workshop de fotografia no museu de arte de S\u00e3o Paulo (Masp), que influencia a produ\u00e7\u00e3o de dezenas de fot\u00f3grafos paulistas nas d\u00e9cadas seguintes.\n\nNos anos 80, a imprensa intensifica o uso de fotos com a introdu\u00e7\u00e3o do sistema digital de transmiss\u00e3o de imagens, que permite o envio por telefone. Atualmente, os principais nomes do fotojornalismo brasileiro s\u00e3o Sebasti\u00e3o Salgado (1944). M\u00e1rio Cravo Neto (1947). Walter Firmo (1937) e Pedro Martinelli (1950).\n\nRadicado na Fran\u00e7a, Salgado \u00e9 reconhecido mundialmente como um dos grandes mestres da fotografia contempor\u00e2nea.\n\nDesde o inicio da s\u00e9culo IV a.C., os gregos antigos j\u00e1 conheciam os princ\u00edpios da c\u00e2mara escura \u2013 um quarto escuro no qual a imagem invertida do mundo exterior \u00e9 projetada atrav\u00e9s de uma pequena abertura sobre uma superf\u00edcie plana em seu interior.\n\n<strong>Fotografia &#8211; Desenvolvimento<\/strong>\n\n<strong>Estrutura<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>fotografia<\/strong>\u00a0\u00e9 um processo mediante o qual se consegue registrar de modo permanente sobre o papel ou sobre uma chapa transparente as imagens fornecidas por uma objetivo apropriada.\n\nO princ\u00edpio b\u00e1sico da t\u00e9cnica fotogr\u00e1fica \u00e9 a propriedade de alguns sais de prata se reduzirem em presen\u00e7a da luz, isto \u00e9, formarem-se pequenos gr\u00e3os de prata met\u00e1lica nos pontos atingidos pela luz.\n\nQuanto maior \u00e9 a intensidade da luz, tanto maior \u00e9 a quantidade de gr\u00e3os formados. O descobrimento da fotografia foi dado em (1765).\n\nEm 1839, seu s\u00f3cio Louis Daguerre (1789-1851) passou o comercializar o Daguerre\u00f3tico, que utilizava uma placa de cobre coberta com cloreto de prata fotosenss\u00edvel que exigia exposi\u00e7\u00e3o por meia hora.\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-158012 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor11-2.jpg\" alt=\"\" width=\"157\" height=\"214\" \/><strong>Daguerre<\/strong><\/p>\n<strong>A m\u00e1quina fotogr\u00e1fica<\/strong>\n\nDe certo modo, a\u00a0<strong>m\u00e1quina fotogr\u00e1fica<\/strong>\u00a0\u00e9 uma c\u00e2mara escura de orif\u00edcio incrementada com lentes e filme fotogr\u00e1fico. A lente convergente chamada objetiva, \u00e9 respons\u00e1vel pela forma\u00e7\u00e3o da imagem no fundo da m\u00e1quina onde fica o filme fotogr\u00e1fico que registra a imagem.\n\nA\u00a0<strong>m\u00e1quina fotogr\u00e1fica<\/strong>\u00a0funciona do mesmo modo que o olho humano. O globo ocular tem a fun\u00e7\u00e3o da c\u00e2mara escura de orif\u00edcio, que \u00e9 fixar a imagem externa no fundo do olho.\n\nO cristalino faz a fun\u00e7\u00e3o da lente convergente, e o lugar onde a imagem \u00e9 fixada se chama retina.\n\n<strong>Pintura e fotografia<\/strong>\n\nDesde o seu surgimento existe a polemica em rela\u00e7\u00e3o ao car\u00e1ter art\u00edstico da fotografia. Os primeiros fot\u00f3grafos tentam aproxima-la da pintura. Para isto costumavam retocar suas fotos ou emba\u00e7am a imagem.\n\nSeus temas em geral s\u00e3o paisagens, naturezas mortas, e retratos, muito apreciados pela burguesia em ascens\u00e3o. Entre os grandes fot\u00f3grafos desta fase est\u00e1 o franc\u00eas Felix Nadar ( l820-1910).\n\nApesar do preconceito dos pintores em geral com a fotografia, v\u00e1rios se basearam em fotos para pintar como \u00e9 o caso dos franceses Ingres (1780-1867) e Delacroix (1798-1863), e de muitos impressionistas.\n\nA fotografia nasceu a muito tempo atr\u00e1s, mas foi se modificando e melhorando cada vez mais, com a tecnologia que o mundo vem adquirindo ao passar do tempo.\n\nAntes a fotografia era bem prec\u00e1ria, preto e branca, as pessoas colocavam roupas especiais parar tirar fotos, e s\u00f3 quem era rico conseguia fazer.\n\nAgora \u00e9 bem mais sofisticado, colorida perfeitamente, agora as pessoas tiram fotos em qualquer ocasi\u00e3o e de qualquer jeito, e qualquer um pode tirar fotos.\n\n<strong>Evolu\u00e7\u00e3o da Fotografia<\/strong>\n\nEssa fase de subordina\u00e7\u00e3o da fotografia \u00e0 pintura entra em crise na virada do s\u00e9culo, quando o norte-americano Alfred Stieglitz (1864-1946) funda movimento conhecido com fotossece\u00e3o.\n\nPessoas em situa\u00e7\u00f5es quotidianas passam a ser o tema das fotos. As t\u00e9cnicas de impress\u00e3o sofisticam-se. Um importante seguidor dessa linha \u00e9 o franc\u00eas Henri Cartier-Bresson (1980).\n\nA nova concep\u00e7\u00e3o torna a fotografia mais espont\u00e2nea e a aproxima do jornalismo.\n\nAs imagens obtidas no inicio eram em preto e branco. Embora a primeira fotografia colorida seja de 1861, apenas em 1935 passa a haver amplo uso comercial. C\u00e2meras, filmes, lentes, flashes, fot\u00f4metros eletr\u00f4nicos e processos de revela\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o vivem em constante evolu\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>A fotografia colorida:\u00a0<\/strong>A luz direta cont\u00eam tr\u00eas cores primarias vermelho, azul e amarelo. As combina\u00e7\u00f5es dessas cores criam as cores que podemos perceber.\n\n<strong>Fotografia no Brasil<\/strong>\n\nA hist\u00f3ria da fotografia no Brasil come\u00e7a em 1833 quando H\u00e9rcules Florence (1804-1879), um Franc\u00eas residente em Campinas SP consegue as primeiras imagens fotogr\u00e1ficas. Niepce fixou a primeira fotografia, Florence pesquisou a grava\u00e7\u00e3o de imagens pela a\u00e7\u00e3o da luz. No ano seguinte, s\u00e3o feitas as primeiras fotos da fam\u00edlia real e do Pal\u00e1cio de S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o.\n\nAs primeiras fotos da imprensa brasileira apareceram na revista da semana de 1900, mas o grande impulso para o fotojornalismo no pais \u00e9 dado na d\u00e9cada de 50 pela revista o cruzeiro e pelo jornal do Brasil, no Rio.\n\nNa Fran\u00e7a Salgado \u00e9 conhecido mundialmente com um dos grandes mestres da fotografia contempor\u00e2nea.\n\nNo final dos anos 30 fot\u00f3grafos de origem alem\u00e3 imigraram para o Brasil. Nos anos 40 e 50 Geraldo de Barros impulsionou a fotografia de autor, que deixa de se preocupar com o retrato da realidade e busca novas formas de express\u00e3o.\n\n<strong>Origens do Processo fotogr\u00e1fico<\/strong>\n\nPara que possamos compreender este fen\u00f4meno da c\u00e2mara escura, \u00e9 necess\u00e1rio conhecer alguns propriedades da luz.\n\nA luz \u00e9 uma forma de energia eletromagn\u00e9tica que se propaga em linha reta a partir de uma fonte luminosa. Quando um desses raios luminosos incide sobre um objeto que possui superf\u00edcie irregular ou opaca, \u00e9 refletido de um modo de fuso, isto \u00e9, em todas as dire\u00e7\u00f5es.\n\nO orif\u00edcio da c\u00e2mara escura, quando diante desse objeto, deixara passar para o interior alguns desses raios que ir\u00e3o se projetar na parede branca.\n\nComo cada ponto do objeto corresponde a um disco luminoso, a imagem formada possui pouca nitidez, e a partir do momento em que se substitui a parede branca pelo pergaminho do desenho, essa falta de defini\u00e7\u00e3o passou a ser um grande problema aos artistas que pretendiam usar a c\u00e2mara escura na pintura.\n\n<strong>Holografia<\/strong>\n\nM\u00e9todo de fotografia que fornece imagens em tr\u00eas dimens\u00f5es. Inventado pelo f\u00edsico h\u00fangaro Dennis Gabor em 1948. N\u00e3o se usa lente e sim raio laser para captar a imagem.\n\n<strong>Consiste na divis\u00e3o do laser em dois feixes:\u00a0<\/strong>o primeiro \u00e9 fletido pelo objeto antes de atingir o filme fotogr\u00e1fico; o outro, incide diretamente sobre o filme. No percurso, os dois feixes se cruzam e as ondas de luz interferem umas nas outras. Onde as cristas das ondas se encontram, forma-se luz mais intensa; onde uma crista de um feixe encontra o intervalo de onda de outro, forma-se uma regi\u00e3o escura. Esta sobreposi\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel porque o laser se propaga atrav\u00e9s de ondas paralelas e igualmente espa\u00e7adas. O filme revelado ainda n\u00e3o mostra a imagem.\n\nAplica-se novamente o laser sobre a chapa fotogr\u00e1fica e o resultado \u00e9 o holograma, uma imagem que pode ser vista de v\u00e1rios \u00e2ngulos como se fosse de fato tridimensional.\n\nA holografia \u00e9 usada na pesquisa cient\u00edfica (localiza deforma\u00e7\u00f5es em objetos s\u00f3lidos), na ind\u00fastria (identifica objetos para evitar falsifica\u00e7\u00f5es) e nas artes pl\u00e1sticas. Ainda uma novidade como forma de express\u00e3o art\u00edstica, j\u00e1 destacou alguns artistas pl\u00e1sticos, como a inglesa Margaret Benyon, os norte-americanos Harriet Casdin e Ruddie Berkhout, os brasileiros Haroldo e Augusto de Campos e a japonesa Setsuko Ishii.\n\n<strong>Kodak<\/strong>\n\nJ\u00e1 em 1841 o f\u00edsico ingl\u00eas William Talbot (1800-1877) cria uma base de papel emulsionada com sais de prata que registra uma matriz em negativo por o qual se fazem c\u00f3pias positivas. Esse processo, mais barato do que o Daguerre\u00f3tico, torna a fotografia mais acess\u00edvel \u00e9, portanto, mais presente vida das pessoas. A partir de 1880, as chapas j\u00e1 podem ser compradas sensibilizadas. Em 1888, a fotografia populariza-se com a primeira c\u00e2mara fotogr\u00e1fica port\u00e1til com filme em rolo, a Kodak lan\u00e7a pelo norte-americano George Eastman (1845-1932).\n\n<strong>CRONOGRAMA<\/strong>\n<blockquote><strong>1920\u00a0<\/strong>\u2013 in\u00edcio da transmiss\u00e3o de imagens Londres\/Nova York pelo cabo submarino \u2013 3 horas.<strong>\n1957\u00a0<\/strong>\u2013 Russel Kirsch, NBS \u2013 escaneou\u00a0a primeira imagem e introduziu em um computador.<strong>\n1964 \u2013<\/strong>\u00a0NASA-Jet Propulsion Lab.\nReceberam as primeiras imagens enviadas pelas c\u00e2meras da Mariner 4.<strong>\n1981<\/strong>\u00a0\u2013 Sony introduz no mercado mundial a Mavica.<strong>\n1981\u00a0<\/strong>\u2013 IBM apresenta sistema operacional MS-DOS.<strong>\n1984 \u2013<\/strong>\u00a0Apple introduz os computadores Macintosh.<strong>\n1985 \u2013<\/strong>\u00a0Thunderscan e MacVision \u2013 scanners de baixa resolu\u00e7\u00e3o e baixo custo.<strong>\n1986\u00a0<\/strong>\u2013 placas TrueVision\/Targa -imagens coloridas.<strong>\n1987\u00a0<\/strong>\u2013 Macintosh II \u2013 16,7 milh\u00f5es de cores no monitor.<strong>\n1988<\/strong>\u00a0\u2013<strong>\u00a0novos perif\u00e9ricos para Mac:<\/strong>\u00a0slides printer, scanners para cromos 35 mm, impressoras coloridas, ImageStudio-soft para manipula\u00e7\u00e3o de imagens P&amp;B, etc. 1989 \u2013 arquivos JPEG s\u00e3o adotados com padr\u00e3o. Microsoft inicia o Windows 3.0.<strong>\n1990, 29\u00a0<\/strong>de novembro. Guerra do Golfo.<strong>\n1991 at\u00e9 hoje. Aparecimentos de diversos modelos avan\u00e7ados de c\u00e2meras digitais:\u00a0<\/strong>SinarScitex \u2013 PhaseOne \u2013 Dicomed \u2013 Kodak\/Nikon, Canon, Epson, etc.<\/blockquote>\n<strong>A chegada da fotografia no Brasil<\/strong>\n\nEnquanto toda a Europa no per\u00edodo do s\u00e9culo XIX passava por profundas revolu\u00e7\u00f5es no universo art\u00edstico, cultural, intelectual implodidos pelo advento da fotografia, no Brasil o invento de Daguerre era recebido com outra conota\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Poucos meses se passaram da tarde de 19 de agosto de 1839, quando a inven\u00e7\u00e3o foi consagrada em Paris, para que a fotografia chegasse ao Rio de Janeiro em 16.01.1840, trazida pelo Abade Louis Compte, de posse de todo o material necess\u00e1rio para a tomada de v\u00e1rios daguerre\u00f3tipos, conforme ilustra o Jornal do Com\u00e9rcio deste per\u00edodo:<\/strong>\n<blockquote>\u201c\u00c9 preciso ter visto a cousa com os seus pr\u00f3prios olhos para se fazer ideia da rapidez e do resultado da opera\u00e7\u00e3o. Em menos de 9 minutos, o chafariz do Largo do Pa\u00e7o, a Pra\u00e7a. do Peixe e todos os objetos circunstantes se achavam reproduzidos com tal fidelidade, precis\u00e3o e minuciosidade, que bem se via que a cousa tinha sido feita pela m\u00e3o da natureza, e quase sem a interven\u00e7\u00e3o do artista.\u201d (Jornal do Com\u00e9rcio, 17.01.1840, p.2)<\/blockquote>\nAfastados geograficamente das metr\u00f3poles, o est\u00e1gio de desenvolvimento do pa\u00eds era bem inferior \u00e0queles das metr\u00f3poles europeias. As novidades aqui eram muito bem recebidas, tornando- se moda num prazo bem curto de tempo. Os debates na Europa em rela\u00e7\u00e3o a validade ou n\u00e3o da fotografia enquanto manifesta\u00e7\u00e3o art\u00edstica, comparada \u00e0 pintura, n\u00e3o encontrariam espa\u00e7o no Brasil durante as primeiras d\u00e9cadas. A sociedade brasileira do per\u00edodo do Imp\u00e9rio estava mais preocupada em usufruir a nova t\u00e9cnica, conhecida at\u00e9 ent\u00e3o teoricamente, em se deixar fotografar do que em refletir sobre os aspectos art\u00edsticos e culturais do novo invento.\n\nO Brasil desta \u00e9poca, agr\u00e1rio e escravocrata, tinha a sua economia voltada para a cultura do caf\u00e9, visando exclusivamente o mercado externo e dependendo dele para importa\u00e7\u00f5es de outros produtos.\n\nA sociedade dominante ainda cultuava padr\u00f5es e valores est\u00e9ticos arcaicos, puramente acad\u00eamicos, j\u00e1 ultrapassados em seus respectivos pa\u00edses de origem, que s\u00f3 seriam questionados e combatidos com a Semana de Arte Moderna de 1922. Os Senhores do Caf\u00e9 e a sociedade como um todo, tinham uma vis\u00e3o de mundo infinitamente estreita e s\u00f3 poderiam conceber a fotografia como m\u00e1gica divertida, mais uma inven\u00e7\u00e3o europeia maluca!\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158003 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor2-1-1.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"221\" \/><strong>A Fotografia Brasileira, de D. Pedro II a Santos Dumont<\/strong><\/p>\nEm 21 de Janeiro do mesmo ano, Compte dava uma demonstra\u00e7\u00e3o especial para o Imperador D.Pedro II, registrando alguns aspectos da fachada do Pa\u00e7o e algumas vistas ao seu redor.\n\nEstes e muitos outros originais se perderam e j\u00e1 em novembro, surgem os primeiros classificados da venda de equipamentos fotogr\u00e1ficos na Rua do Ouvidor, 90-A \u2026\n\nDesde o dia que Compte registrou as primeiras imagens no Rio de Janeiro, D Pedro II se interessou profundamente pela fotografia, sendo o primeiro fotografo brasileiro com menos que 15 anos de idade.\n\nTornou-se praticante, colecionador e mecenas da nova arte. Trouxe os melhores fot\u00f3grafos da Europa, patrocinou grande exposi\u00e7\u00f5es, promoveu a arte fotogr\u00e1fica brasileira e difundiu a nova t\u00e9cnica por todo o Brasil.\n\nApesar de todos os seus esfor\u00e7os a febre da fotografia no Brasil n\u00e3o poderia ser comparada aos Estados Unidos daquela \u00e9poca, devido as diferen\u00e7as econ\u00f4micas\u2026\n\nOs profissionais liberais, grandes comerciantes e outros, donos de uma situa\u00e7\u00e3o financeira abastada, j\u00e1 podiam se dedicar \u00e1 fotografia em suas horas vagas. Para essa nova classe urbana em ascens\u00e3o, carente de s\u00edmbolos que a identificassem socialmente, a fotografia veio bem a calhar criando-lhe uma forte identidade cultural. O grande exemplo disso foi o jovem Santos Dumont.\n\nEm suas constantes idas \u00e1 Paris, Dumont apaixona-se por fotografia e compra seu primeiro equipamento fotogr\u00e1fico. De volta ao Brasil, monta seu laborat\u00f3rio e aos poucos vai demonstrando interesse em registrar o v\u00f4o dos p\u00e1ssaros, at\u00e9 conceber os primeiros princ\u00edpios da avia\u00e7\u00e3o.\n\nDa\u00ed para chegar ao 14 Bis e ao Rel\u00f3gio de Pulso foi um pequeno passo\u2026\n\n<strong>A Descoberta Isolada no Brasil<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-158004 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor3-1-1.jpg\" alt=\"\" width=\"133\" height=\"194\" \/><strong>H\u00e9rcules Romuald Florence<\/strong><\/p>\nPor mais paradoxal que seja, foi justamente dentro desse cen\u00e1rio que o Brasil, do outro lado do Atl\u00e2ntico, disparava na frente das grandes metr\u00f3poles europeias, descobrindo a fotografia no interior do Estado de S\u00e3o Paulo, em 15 de agosto de 1832.\n\nA quase inexist\u00eancia de recursos para impress\u00e3o gr\u00e1fica daquela \u00e9poca, levou H\u00e9rcules Romuald Florence, desenhista franc\u00eas, radicado no Brasil, a realizar pesquisas para encontrar f\u00f3rmulas alternativas de impress\u00e3o por meio da luz solar.\n\nFranc\u00eas, natural de Nice, Florence chegou ao Brasil em 1824 e durante os 55 anos que aqui viveu at\u00e9 a sua morte, na antiga Vila de S\u00e3o Carlos Atual Campinas\/SP, dedicou-se a uma s\u00e9rie de inven\u00e7\u00f5es. Entre 1825 e 1829, participou como desenhista de uma expedi\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, para registrar a Fauna e Flora Brasileira, chefiada pelo Bar\u00e3o Georg Heirich von Langsdorff, c\u00f4nsul geral da R\u00fassia no Brasil. De volta da expedi\u00e7\u00e3o, Florence casou-se com Maria Ang\u00e9lica Alvares Machado e Vasconcelos, em 1830.\n\n<strong>Durante a d\u00e9cada de 30, Florence deu sentido pr\u00e1tico \u00e1 sua descoberta que ele pr\u00f3prio denominou de \u201cPhotographie\u201d:<\/strong>\u00a0imprimia fotograficamente diplomas ma\u00e7\u00f4nicos, r\u00f3tulos de medicamentos, bem como fotografara desde 1832 alguns aspectos de sua Vila, isto \u00e9, cinco anos antes do Ingl\u00eas John Herschel, a quem a hist\u00f3ria sempre atribuiu o m\u00e9rito de ter criado o voc\u00e1bulo.\n\nEm 1833 Florence aprimora seu invento, e passa a fotografar com chapa de vidro e papel pr\u00e9-sensibilizado para contato. Foi o primeiro a usar a t\u00e9cnica \u201cNegativo\/Positivo\u201d empregado at\u00e9 hoje. Enfim, totalmente isolado, contando apenas com os seus conhecimentos e habilidade, e sem saber as conquistas de seus contempor\u00e2neos europeus, Ni\u00e9pce, Daguerre e Talbot, Florence obteve em terras brasileiras o primeiro resultado fotogr\u00e1fico da hist\u00f3ria.\n\n<strong>O Nitrato de Prata, agente sensibilizante e princ\u00edpio ativo da inven\u00e7\u00e3o de Florence, tinha um pequeno inconveniente:<\/strong>\u00a0a imagem ap\u00f3s revelada, passava por uma solu\u00e7\u00e3o \u201cfixadora\u201d que removia os sais n\u00e3o revelados, mantendo a durabilidade da imagem. Constatou que a am\u00f4nia al\u00e9m de ter essa fun\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m reagia com os sais oxidados durante a revela\u00e7\u00e3o, rebaixando o contraste da imagem final. Conforme seu di\u00e1rio, passou a usar a urina, rico em am\u00f4nia como fixador \u201cfiz isso por acaso\u201d!\n\nDe fato, um dia enquanto revelava, esqueceu e preparar o Fixador tradicional. Como a vontade e urina apareceu de repente, n\u00e3o poderia abrir a porta de seu laborat\u00f3rio, com risco de velar seus filmes.\n\nAcabou urinando em uma banheira e na confus\u00e3o, acidentalmente passou suas chapas para l\u00e1. Al\u00e9m de descobrir a pr\u00f3pria fotografia, descobriu tamb\u00e9m o processo mais adequado para a fixa\u00e7\u00e3o da imagem, que atualmente foi substitu\u00eddo pelo \u201cTiossulfato de Am\u00f4nia\u201d ou FIXADOR R\u00c1PIDO utilizado atualmente na fotografia Preto &amp; Branco, Colorida, Cinema, Artes Gr\u00e1ficas e Radiologia.\n\nEnfim, totalmente isolado, contando apenas com os seus conhecimentos, criatividade e habilidade, e sem saber as conquistas de seus contempor\u00e2neos europeus, Ni\u00e9pce, Daguerre e Talbot, Florence obteve em terras brasileiras o primeiro resultado fotogr\u00e1fico da hist\u00f3ria.\n\nAlguns exemplares de Florence existem at\u00e9 hoje, e podem ser vistos no Museu da Imagem e do Som, SP. Sua contribui\u00e7\u00e3o, entretanto, s\u00f3 ficou sendo conhecida pelos habitantes de sua cidade, e por algumas pessoas na Capital de S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro, n\u00e3o surtindo, na \u00e9poca, qualquer outro tipo de efeito.\n\n<strong>Primeiro desenho da c\u00e2mera escura<\/strong>\n\nA ideia da fotografia nasce em s\u00edntese de duas experi\u00eancias muito antigas. A primeira \u00e9 a descoberta de que algumas subst\u00e2ncias s\u00e3o sens\u00edveis \u00e0 luz. A segunda foi a descoberta da c\u00e2mera escura.\n\nA m\u00e1quina escura da qual deriva a c\u00e2mera fotogr\u00e1fica, foi realizada muito tempo antes de que se encontrasse o procedimento para fixar com meios qu\u00edmicos a imagem \u00f3tica produzida por ela.\n\nArist\u00f3teles, fil\u00f3sofo grego que viveu em Atenas entre 384 e 322 a. C, afirmava que se se praticasse um pequeno orif\u00edcio sobre a parede de uma habita\u00e7\u00e3o escura, um feixe luminoso desenharia sobre a parede oposta a imagem invertida do exterior.\n\n<strong>A primeira descri\u00e7\u00e3o completa e ilustrada sobre o funcionamento da c\u00e2mera escura<\/strong>\n\nA primeira descri\u00e7\u00e3o completa e ilustrada sobre o funcionamento da c\u00e2mera escura, aparece nos manuscritos de Leonardo da Vinci (1.452-1.519).\n\nNa antiguidade os artistas dispunham de uma habita\u00e7\u00e3o escura na qual entravam para fotografar uma paisagem circundante, mas estas montagens e instrumentos, tinham um grande inconveniente, eram muito pouco manej\u00e1veis.\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158005 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor4-1-1.jpg\" alt=\"\" width=\"199\" height=\"300\" \/><strong>A primeira descri\u00e7\u00e3o completa e ilustrada sobre o funcionamento da\nc\u00e2mera escura, aparece nos manuscritos de Leonardo da Vinci (1.452-1.519<\/strong><\/p>\n<strong>Mesa de desenho<\/strong>\n\nPor volta da segunda metade do s\u00e9culo XVII se inventou uma mesa de desenho port\u00e1til seguindo o princ\u00edpio da c\u00e2mera escura.\n\nEra uma grande caixa de madeira, cujo lado dianteiro estava fechado por uma lente, o artista dirigia esta caixa para onde queria e copiava a imagem fotografada sobre uma cartolina semi transparente, apoiando-a num cristal situado na parte superior.\n\nEste artif\u00edcio, foi utilizado durante v\u00e1rios s\u00e9culos por artistas pintores, incluindo entre eles duas personalidades famosas, como; Canaletto e Durero que o utilizavam para angariar anota\u00e7\u00f5es com bastante precis\u00e3o na perspectiva.\n\n<strong>A c\u00e2mera escura<\/strong>\n\nA c\u00e2mera obscura (Lat. c\u00e2mara escura ou c\u00e2mera escura) foi uma inven\u00e7\u00e3o no campo da \u00f3ptica e um dos passos mais importante que conduziram \u00e0 fotografia; ainda hoje os dispositivos de fotografia s\u00e3o conhecidos como \u201cc\u00e2meras\u201d.\n\nAlgumas c\u00e2meras escuras foram construidas como atra\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas, embora poucas existam ainda hoje. Exemplos podem ser encontrados em Grahamstown na \u00c1frica do Sul, Bristol na Inglaterra, Kirriemuir, Dumfries e Edinburgh, Esc\u00f3cia, e Santa Monica e S\u00e3o Francisco, Calif\u00f3rnia. Existe uma grande e bem montada c\u00e2mera escura no Museu da Vida da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro.\n\nUma vers\u00e3o pequena de m\u00e3o usando papel fotogr\u00e1fico para registrar a imagem \u00e9 conhecida como cam\u00eara pinhole.\n\n<strong>O Material Fotosens\u00edvel<\/strong>\n\n1727 \u2013 O alem\u00e3o, Johann Heirich Schulze, professor de anatomia de Altdorf, descobre e comprova que o fen\u00f4meno do engrecimento da prata se deve a incid\u00eancia da luz.\n\nO primeiro passo para fixar a imagem reproduzida na caixa escura sem ter que chegar a copi\u00e1-la ou colar a m\u00e3o, ocorreu realizando uma demonstra\u00e7\u00e3o da investiga\u00e7\u00e3o experimental sobre a sensibilidade \u00e0 luz do nitrato de prata.\n\n<strong>Joseph Nic\u00e9phore Ni\u00e9pce<\/strong>\n\nO m\u00e9rito da obten\u00e7\u00e3o da primeira imagem duradoura, fixa e inalter\u00e1vel \u00e0 luz pertence ao franc\u00eas Joseph Nic\u00e9phore Ni\u00e9pce. (1765-1833).\n\nAs primeiras imagens positivas diretas as conseguiu utilizando placas de peltre (liga de metais de zinco, estanho e chumbo) cobrindo-as de graxa da Jud\u00e9ia e fixadas com azeite de lavanda.\n\nNic\u00e9phore utilizou uma c\u00e2mera escura modificada e impressionou em 1827 com a vista do p\u00e1tio de sua casa captando a primeira fotografia permanente da Hist\u00f3ria.\n\nA este procedimento lhe chamou heliografia N\u00e3o obstante Nic\u00e9phore, n\u00e3o conseguiu um m\u00e9todo para revestir as imagens, e preferiu come\u00e7ar a pesquisar um sistema para obter positivos diretos.\n\nTamb\u00e9m trope\u00e7ou com o problema das extens\u00edssimas exposi\u00e7\u00f5es.\n\n<strong>Amostra da fotografia fixada por Josep Nic\u00e9phore Ni\u00e9pce<\/strong>\n\nLouis Jacques Mande Daguerre, vinte anos mais jovem que Ni\u00e9pce e famoso pintor, estava interessado na forma de fixar a luz com sua c\u00e2mera escura e ao inteirar-se dos trabalhos de Ni\u00e9pce lhe escreveu para conhecer seus m\u00e9todos, mas este se negava com evasivas; depois de visitar-lhe v\u00e1rias vezes e tentar convenc\u00ea-lo para associar-se, deu por in\u00fateis suas tentativas e se lan\u00e7ou a pesquisar tenazmente.\n\nEm 1835 Jacques Daguerre publicou seus primeiros resultados do seu experimento, processo que chamou Daguerrotipo, consistente em l\u00e2minas de cobre plateadas e tratadas com vapores de Iodo.\n\nReduziu ademais os tempos de exposi\u00e7\u00e3o para 15 ou 30 minutos, conseguindo uma imagem mal vis\u00edvel, que posteriormente revelava em vapores quentes de merc\u00fario e fixava lavando com \u00e1gua quente com sal.\n\nO verdadeiro fixador n\u00e3o o conseguiu at\u00e9 dois anos mais tarde. Alguns dos daguerrotipos que produziu se conservam ainda na atualidade.\n\n<strong>O Daguerre\u00f3tipo<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-158006 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor5-1-1.jpg\" alt=\"\" width=\"237\" height=\"276\" \/><strong>Daguerre\u00f3tipo. Ilustra\u00e7\u00e3o do livro Elementos de f\u00edsica y nociones de\nmeteorolog\u00eda, 1895, Bernardo Rodr\u00edguez Largo<\/strong><\/p>\n<strong>Daguerre e Niepce trocaram correspond\u00eancia e se tornaram s\u00f3cios nos conhecimentos a respeito da nova inven\u00e7\u00e3o que compartilharam:<\/strong>\u00a0o daguerre\u00f3tipo.\n\nNiepce era velho e morreu antes que pudesse apresentar o seu invento. Assim Daguerre pode ter a gl\u00f3ria da inven\u00e7\u00e3o da fotografia e at\u00e9 mesmo vend\u00ea-la ao governo franc\u00eas em troca de uma pens\u00e3o vital\u00edcia.\n\nO daguerre\u00f3tipo utiliza-se de uma propriedade da prata de tornar-se enegrecida quando \u00e9 exposta a luz e assim formar uma imagem. Que \u00e9 negra nos locais onde a prata recebe intensa quantidade de luz, cinzenta onde recebe m\u00e9dia intensidade e branca (ou inalterada) onde nenhuma luz a atinge. Apesar desta t\u00e9cnica fotogr\u00e1fica basear-se na prata, ela nada tem a ver com a fotografia como a conhecemos atualmente.\n\nA t\u00e9cnica do daguerre\u00f3tipo consistia de usar como material sens\u00edvel a luz uma placa revestida de prata e sensibilizada com o iodeto de prata, que depois de exposta era revelada com vapor de merc\u00fario aquecido.\n\nE finalmente fixada com tiossulfato de s\u00f3dio, conhecido como o hipossulfito dos fot\u00f3grafos.\n\n<strong>V\u00e1rios foram os motivos que fizeram com que o daguerre\u00f3tipo n\u00e3o sobrevivesse por mais do que algumas d\u00e9cadas:<\/strong>\u00a0apesar da alta qualidade das imagens, a mesma era invertida lateralmente e produzia imagens que eram as vezes vistas de um \u00e2ngulo em positivo e em outro negativo ou as duas coisas ao mesmo tempo.\n\nN\u00e3o era poss\u00edvel ter c\u00f3pias ou mesmo ampli\u00e1-las, sem contar que o processo utilizava-se de vapor de merc\u00fario que \u00e9 extremamente t\u00f3xico.\n\nA inven\u00e7\u00e3o de uma lente dupla (acrom\u00e1tica) muito luminosa, com abertura de f 3.6 pelo H\u00fangaro Josef Petzval trouxe uma contribui\u00e7\u00e3o importante para a populariza\u00e7\u00e3o do daguerre\u00f3tipo, pois diminuiu em 30 vezes os tempos de exposi\u00e7\u00e3o que eram em torno de 15 a 30 minutos naquela \u00e9poca.\n\n<strong>Daguerre e o daguerre\u00f3tipo<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-158007 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor6-1-2.jpg\" alt=\"\" width=\"192\" height=\"256\" \/><strong>Robert Cornelius \u2013 fot\u00f3grafo \u2013 1809-1893, Daguerre\u00f3tipo feito pelo\npr\u00f3prio Roberto Cornelius<\/strong><\/p>\nNo final de 1829 Daguerre e Ni\u00e9pce formaram uma sociedade na qual se reconhecia a este \u00faltimo como inventor.\n\nMorto Ni\u00e9pce em 1833, passa as m\u00e3os de Daguerre o invento de forma quase completa.\n\nO filho de Ni\u00e9pce herdou os direitos do pai em seu contrato, mas depois de v\u00e1rias modifica\u00e7\u00f5es; aproveitando a maltrecha economia do herdeiro, o nome de Daguerre seria o \u00fanico que apareceria como criador do invento.\n\nAperfei\u00e7oou-o com a a\u00e7\u00e3o do vapor de merc\u00fario sobre o yoduro de prata e depois com a possibilidade de dissolver o yoduro residual numa solu\u00e7\u00e3o quente a base de sal comum.\n\n<strong>O lan\u00e7amento se produziu de 1838 a 1839<\/strong>\n\nDaguerre se converte numa imin\u00eancia reconhecida e premiada. Imediatamente come\u00e7a a fabricar uma s\u00e9rie de material fotogr\u00e1fico fazendo demonstra\u00e7\u00f5es em p\u00fablico; em uma delas ficou refletida num livreto de doze p\u00e1ginas de grande rigor, publicando o descobrimento do segredo que encerrava. Sem contribuir com nenhuma nova melhora importante morre em 1851.\n\nDaguerre ao inv\u00e9s de Ni\u00e9pce contribuiu do lado mercantilista e espetacular com um procedimento cuja originalidade lhe era pr\u00f3pria. Ainda que se tratava de algo custoso e de dif\u00edcil manipula\u00e7\u00e3o, que t\u00e3o s\u00f3 produzia uma prova \u00fanica n\u00e3o multiplic\u00e1vel. Pese a seus defeitos se propagou por todo mundo, abrindo definitivamente o caminho \u00e0 fotografia.\n\n<strong>A \u00c9poca do Daguerre\u00f3tipo<\/strong>\n\nO Daguerre\u00f3tipo teve uma muito boa acolhida e cedo come\u00e7ou a difundir-se pela Alemanha, Estados Unidos, It\u00e1lia, Inglaterra, etc. Ademais se come\u00e7aram a vender c\u00e2meras que n\u00e3o levavam a assinatura de Daguerre.\n\nEstes vendedores e os aficionados que as compravam, foram os respons\u00e1veis da evolu\u00e7\u00e3o das c\u00e2meras, aliviando-as de import\u00e2ncia, construindo-as com materiais baratos e lentes simples; e tamb\u00e9m reduzindo pouco a pouco o tempo de exposi\u00e7\u00e3o (em 1842 j\u00e1 estava reduzido a 30 ou 40 segundos).\n\nO segundo est\u00fadio oficial foi criado na Inglaterra por Antonie Claudet, que chegou a ser nomeado retratista ordin\u00e1rio da rainha Victoria. A primeira revista fotogr\u00e1fica do mundo foi fundada em Nova York em 1850 ( The Daguerreian Journal)\n\nA grande popularidade do retrato for\u00e7ou de certa maneira a apari\u00e7\u00e3o dos at\u00e9 agora chamados, Est\u00fadios Fotogr\u00e1ficos. Naquela \u00e9poca ainda n\u00e3o existiam a luz el\u00e9trica nas cidades, os est\u00fadios fotogr\u00e1ficos eram grandes naves de arma\u00e7\u00e3o met\u00e1lica onde as c\u00fapulas de cristal faziam como se estas estivessem dotadas de luz natural. Ademais, \u00e9 de se mencionar, a decora\u00e7\u00e3o destes est\u00fadios, onde o primordial era fazer c\u00f4moda a longa exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 que era submetido o modelo. Um bom exemplo desta decora\u00e7\u00e3o era o est\u00fadio de Luther Holman Holle em Boston, onde n\u00e3o faltavam um piano, uma caixa de m\u00fasica, jaulas de p\u00e1ssaros, longas cortinas, esculturas, pinturas, estampas, etc, que ajudavam, al\u00e9m do anteriormente mencionado, a apaziguar os nervos e \u00e0 obten\u00e7\u00e3o de uma boa foto.\n\nSeria curioso mencionar que em certo tempo foram de uso aparelhos e artigos que, em forma de cabideiros, aguentavam as cabe\u00e7as e punham as costas retas, de maneira que o modelo n\u00e3o pudesse mover-se, isto foi muito caricaturizado na \u00e9poca.\n\nO retrato n\u00e3o foi tudo, j\u00e1 que se algo tinha a paisagem era a luz e a n\u00e3o mobilidade necess\u00e1ria nos princ\u00edpios da fotografia. Estas paisagens foram denominadas mortas j\u00e1 que, ao ser as fotos de longa exposi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o era poss\u00edvel captar nenhum movimento animal ou humano. Se num daguerre\u00f3tipo se encontrava um elemento animado resultava desnecess\u00e1rio ou n\u00e3o mais n\u00edtido do que uma mancha.\n\nMesmo assim se encontraram primitivos daguerrotipo\u2019s feitos por aficionados tanto em cidades europ\u00e9ias como nos Estados Unidos\n\nEntre 1840 e 1844 se publicou a primeira cole\u00e7\u00e3o de \u00e1lbuns de m\u00e3os do \u00f3ptico Lerebours, Excurs\u00f5es daguerriennes. Esta estava composta por daguerre\u00f3tipos copiados em gravuras, e real\u00e7ados com personagens, barcos, carruagens e animais adicionados pelo gravador; feitos todos eles por fot\u00f3grafos de todo mundo contratados por Lerebours.\n\nEm 1842 o fot\u00f3grafo Carl F. Stelzner lan\u00e7a com o daguerre\u00f3tipo aquela que seria a primeira fotografia de um acontecimento, um bairro de sua cidade, Hamburgo, desolado por um inc\u00eandio.\n\nEntre 1840 e 1844 se publicou a primeira cole\u00e7\u00e3o de \u00e1lbuns de m\u00e3os do \u00f3ptico Lerebours, Excurs\u00f5es daguerriennes. Esta estava composta por daguerre\u00f3tipos copiados em gravuras, e real\u00e7ados com personagens, barcos, carruagens e animais adicionados pelo gravador; feitos todos eles por fot\u00f3grafos de todo mundo contratados por Lerebours.\n\nEm 1842 o fot\u00f3grafo Carl F. Stelzner lan\u00e7a com o daguerre\u00f3tipo aquela que seria a primeira fotografia de um acontecimento, um bairro de sua cidade, Hamburgo, desolado por um inc\u00eandio.\n\nAl\u00e9m de tudo isto seria conveniente mencionar que o daguerre\u00f3tipo se utilizou com fins cient\u00edficos. J\u00e1 em 1839 o \u00f3ptico Soleil construiu um microsc\u00f3pio-daguerre\u00f3tipo; e em 1840 John Wiliam Draper lan\u00e7ou uma fotografia da Lua, cinco anos mais tarde, Fizeau e Foucault, faziam o mesmo com seu astro g\u00eameo, o Sol.\n\nComo vemos o daguerre\u00f3tipo foi muito expandido, mas por causa de sua dif\u00edcil manipula\u00e7\u00e3o estava destinado a desaparecer. A isto ajudou esse trabalho investigativo dos aficionados que, como mencionamos anteriormente, melhoraram em grande parte o daguerre\u00f3tipo.\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-158008 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor7-1-1.jpg\" alt=\"\" width=\"235\" height=\"156\" \/><strong>1839 \u2013 Daguerre\u00f3tipo Mini-formato<\/strong><\/p>\n<strong>Daguerre ou Talbot?<\/strong>\n\n<strong>Quem inventou o avi\u00e3o?<\/strong>\n\nPergunte a um brasileiro e ele dir\u00e1 que foi Santos Dumont. Pergunte a um norte-americano e ele dir\u00e1 que foram os irm\u00e3os Wright.\n\nCom a fotografia, existe uma pol\u00eamica do mesmo g\u00eanero. Enquanto os franceses celebram Daguerre como o pai da fotografia, os ingleses garantem que quem inventou a fotografia como a conhecemos hoje foi Talbot.\n\nNa verdade, os princ\u00edpios t\u00e9cnicos que permitem a obten\u00e7\u00e3o de uma fotografia j\u00e1 s\u00e3o conhecidos h\u00e1 muito tempo.\n\nA produ\u00e7\u00e3o de imagens pela passagem da luz atrav\u00e9s de um orif\u00edcio \u00e9 um fen\u00f4meno relatado desde Arist\u00f3teles (384 AC -322 AC), na Gr\u00e9cia Cl\u00e1ssica, e que se tornou popular na Renascen\u00e7a Italiana (s\u00e9culo XVI), quando foi batizado de camera obscura (em latim, c\u00e2mara escura). Numa sala (ou numa caixa) mantida na escurid\u00e3o, uma pequena abertura que permita a passagem de luz formar\u00e1 na parede oposta uma imagem invertida dos objetos do exterior. Uma lente no orif\u00edcio proporcionar\u00e1 melhor qualidade \u00e0 imagem.\n\nBasicamente, \u00e9 um processo semelhante ao que ocorre com o olho humano.\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158009 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor8-1-1.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"203\" \/><strong>Boulevard du Temple, Paris, daguerre\u00f3tipo feito pelo pr\u00f3prio\nLouis Daguerre em 1838<\/strong><\/p>\nFixar a imagem fotogr\u00e1fica sobre uma superf\u00edcie, por\u00e9m, foi um problema que levou mais tempo a ser resolvido. Desde o s\u00e9culo XVII, \u00e9 conhecida a propriedade de certos compostos de prata de escurecerem quando expostos \u00e0 luz. Mas uma imagem capturada desta maneira desaparecia em seguida.\n\nFoi somente no s\u00e9culo passado que m\u00e9todos de conservar uma imagem foram aperfei\u00e7oados.\n\nO franc\u00eas Joseph Nic\u00e9phore Ni\u00e9pce (1765-1833) \u00e9 o autor da imagem fotogr\u00e1fica mais antiga que conhecemos, feita em 1826 ou 1827 sobre uma placa de estanho sensibilizada com sais de prata.\n\nObter uma imagem daquelas era um processo lento e trabalhoso, e Ni\u00e9pce morreu antes de poder aperfei\u00e7o\u00e1-lo. Coube a Louis Jacques Mand\u00e9 Daguerre (1789-1851), que h\u00e1 alguns anos mantinha correspond\u00eancia com Ni\u00e9pce e com ele compartilhava a pesquisa fotogr\u00e1fica, dar os passos seguintes. Foi Daguerre que, em 1835, descobriu como reduzir o tempo de exposi\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias horas para cerca de meia hora (aparentemente, a descoberta foi fruto de um acidente no qual uma chapa foi deixada perto dos restos de um term\u00f4metro quebrado). Dois anos depois, Daguerre resolveu o problema da fixa\u00e7\u00e3o da imagem e batizou ent\u00e3o o processo de daguerreotipia. Basicamente, era uma imagem positiva em chapa de cobre coberta por uma fina camada de prata polida e sensibilizada com vapores de iodo.\n\n<strong>Daguerre inicialmente tentou vender a inven\u00e7\u00e3o para a iniciativa privada, mas quando ficou claro que o empresariado franc\u00eas n\u00e3o se interessava pela id\u00e9ia voltou-se para os pol\u00edticos e conseguiu o que queria:<\/strong>\u00a0dinheiro e fama.\n\nEle e o filho de Ni\u00e9pce foram premiados com pens\u00f5es vital\u00edcias do governo franc\u00eas. At\u00e9 hoje, Louis Daguerre \u00e9 considerado her\u00f3i nacional.\n\nBoulevard du Temple, Paris, daguerre\u00f3tipo feito pelo pr\u00f3prio Louis Daguerre em 1838\n\nBoulevard du Temple, Paris, daguerre\u00f3tipo feito pelo pr\u00f3prio Louis Daguerre em 1838\n\nA daguerreotipia gerava fotos \u00fanicas, j\u00e1 em positivo e sem c\u00f3pias. Coube ao ingl\u00eas William Henry Fox Talbot (1800-1877) desenvolver o sistema de negativo e positivo que nos permite hoje fazer in\u00fameras c\u00f3pias da mesma foto. Desde 1833 Talbot se interessava por capturar imagens em superf\u00edcies sens\u00edveis \u00e0 luz, e j\u00e1 havia feito v\u00e1rias experi\u00eancias do g\u00eanero mas com pouco sucesso. Quando soube do lan\u00e7amento oficial da daguerreotipia na Fran\u00e7a, intensificou seus estudos e em 1841 apresentou \u00e0 Royal Society o seu novo processo, chamado calotipia ou talbotipia. O cal\u00f3tipo era um negativo fotogr\u00e1fico obtido sobre papel normal de escrita sensibilizado com iodeto de pot\u00e1ssio e nitrato de prata.\n\nDepois de exposto era normalmente encerado para aumentar a translucidez. A partir de ent\u00e3o passou a ser poss\u00edvel reproduzir uma imagem fotogr\u00e1fica quantas vezes fosse necess\u00e1rio.\n\n<strong>E ent\u00e3o, quem inventou a fotografia?<\/strong>\n\n<strong>A Calotipia<\/strong>\n\nO ingl\u00eas Willian Henry Fox Talbot no mesmo ano da inven\u00e7\u00e3o do daguerre\u00f3tipo (1839) mostrou o sua importante inven\u00e7\u00e3o do primeiro processo fotogr\u00e1fico que possibilitava atrav\u00e9s do negativo original em papel produzir quantas c\u00f3pias positivas se quisesse tamb\u00e9m em papel.\n\nEstas c\u00f3pias eram feitas por contato. O inconveniente era que o papel n\u00e3o permitia a passagem de toda a luz que formaria a imagem fotogr\u00e1fica positiva e assim a mesma tinha como caracter\u00edstica ser esmaecida.\n\nEste processo criado por Talbot foi chamado de Calotipia.\n\n<strong>Cal\u00f3tipo, fotografia sobre papel<\/strong>\n\nO desenvolvimento da imagem sobre papel come\u00e7ou em 1937 com pequenas id\u00e9ias por Bayard e Talbot.\n\nWilliam Henry Fox Talbot, p\u00f4s no ponto um procedimento fotogr\u00e1fico que consistia em utilizar papel negativo, no qual se podia reproduzir um n\u00famero ilimitado de c\u00f3pias, partindo de um \u00fanico negativo.\n\nEm janeiro de 1839 Faraday apresentou umas imagens obtidas, por Talbot, por simples exposi\u00e7\u00e3o ao sol de objetos aplicados sobre um papel sensibilizado.\n\nTalbot depois do conhecimento do hiposulfito atrav\u00e9s de Herschel, obteve imagens negativas.\n\nTalbot descobriu que o papel coberto com yoduro de prata, era mais sens\u00edvel \u00e0 luz, se antes de sua exposi\u00e7\u00e3o se submergir numa dissolu\u00e7\u00e3o de nitrato de prata e \u00e1cido g\u00e1lico.\n\nDissolu\u00e7\u00e3o que podia ser utilizada para a revela\u00e7\u00e3o do papel depois da exposi\u00e7\u00e3o. Uma vez finalizado o processo de revela\u00e7\u00e3o, a imagem negativa se submergia em tiosulfato s\u00f3dico ou hiposulfito s\u00f3dico para fix\u00e1-la, para faz\u00ea-la permanente. A este m\u00e9todo Talbot lhe denominou Cal\u00f3tipo, requeria umas exposi\u00e7\u00f5es de 30 segundos para conseguir a imagem no negativo.\n\nTalbot chegou a conseguir, com c\u00e2meras muito reduzidas e com objetivas de grande di\u00e2metro, imagens muito perfeitas mas extremamente pequenas. No final de 1840 ensinaria sua nova modifica\u00e7\u00e3o do processo, o Cal\u00f3tipo. Com uma segunda opera\u00e7\u00e3o Talbot conseguia uma imagem positiva. Este m\u00e9todo fazia poss\u00edvel a obten\u00e7\u00e3o de quantos positivos se quisessem de um s\u00f3 negativo.\n\nA c\u00e2mera seguiu evoluindo. Em 1854 aparece atrav\u00e9s de Petzval, a objetiva grande angular que alcan\u00e7ava 92 graus, e em 1860 por Harrison e Schnitzer adaptam a este um diafragma \u00edris.\n\nDepois do desaparecimento do daguerrotipo ao redor dos 50 o Cal\u00f3tipo cede rapidamente seu lugar ao Colidi\u00f3n. A possibilidade da imagem instant\u00e2nea numa \u00e9poca onde o retrato era a finalidade da fotografia, faz com que comece a aparecer a imagem do fot\u00f3grafo de rua.\n\n<strong>Cal\u00f3tipo:\u00a0<\/strong>O cal\u00f3tipo \u00e9 um m\u00e9todo fotogr\u00e1fico, baseado num papel sensibilizado com nitrato de prata e \u00e1cido g\u00e1lico que ap\u00f3s ser exposto \u00e0 luz era posteriormente revelado com ambas subst\u00e2ncias qu\u00edmicas e fixado com hiposulfito.\n\n<strong>Processo<\/strong>\n\nCriado por William Fox Talbot,este procedimento \u00e9 muito parecido ao da revela\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica regular, dado que produzia uma imagem em negativo que podia ser posteriormente positivada tantas vezes como necess\u00e1rio.\n\n<strong>A primeira fotografia que podia ser copiada de um negativo, tinha suas qualidades pr\u00f3prias:\u00a0<\/strong>um aspecto atraente, macio e rico, parcialmente resultante das fibras de papel do qual o negativo era feito. As linhas, no entanto, n\u00e3o eram bem definidas, o que tornava os detalhes apagados e enevoados.\n\nO aspecto do cal\u00f3tipo lembra um desenho art\u00edstico a carv\u00e3o e muitos fot\u00f3grafos usaram-no deliberadamente para obter um resultado pict\u00f3rico, em particular em cenas de arquitetura, paisagens e naturezas-mortas.\n\nO inventor, William Henry Fox Talbot, deve ter percebido que o cal\u00f3tipo se prestava a esse tipo de fotografias, pois seus melhores trabalhos reproduzem aqueles motivos.\n\n<strong>A Chapa \u00damida (Col\u00f3dion \u00famido)<\/strong>\n\nO processo que veio a seguir foi o do col\u00f3dio \u00famido inventado por Frederick S. Archer em 1851.\n\nQue utilizava uma chapa de vidro preparada com nitrato de celulose e um iodeto sol\u00favel sensibilizado com nitrato de prata.\n\nEste processo acabou por suplantar o daguerre\u00f3tipo devido aos bons resultados conseguidos, principalmente no tocante a facilidade na obten\u00e7\u00e3o de c\u00f3pias.\n\n<strong>O col\u00f3dion \u00famido<\/strong>\n\nO escultor e fot\u00f3grafo, Sir Frederick Scott Archer, prop\u00f4s \u00e0 revista inglesa The Chemist, em mar\u00e7o de 1851, o m\u00e9todo do col\u00f3dion perfeitamente experimentado. O col\u00f3dion, conhecido tamb\u00e9m como algod\u00e3o-p\u00f3lvora, \u00e9 uma classe de explosivo cuja base \u00e9 a celulose n\u00edtrica.\n\nFrederick Scott Archer, p\u00f4s uns ferros de cristal \u00famido ao utilizar col\u00f3dion em lugar de albumina como material de recobrimento, para aglutinar os compostos sens\u00edveis \u00e0 luz.\n\nEstes negativos deviam ser expostos e revelados enquanto estavam \u00famidos. Os fot\u00f3grafos precisavam de um quarto escuro pr\u00f3ximo, para poder dispor dos ferros antes da exposi\u00e7\u00e3o e revel\u00e1-los de imediato.\n\nEsta grande descoberta, representava um passo importante e decisivo no desenvolvimento da fotografia, ao cercar-se \u00e0 imagem instant\u00e2nea com uma exposi\u00e7\u00e3o 15 vezes inferior \u00e0 do daguerrotipo mais aperfei\u00e7oado.\n\nMas o mais relevante, foi sua aplica\u00e7\u00e3o sobre diversos suportes al\u00e9m do vidro, como o couro, o papel, o f\u00e9rro, outros pl\u00e1sticos e cer\u00e2micas.\n\n<strong>A Emuls\u00e3o de Gelatina Seca<\/strong>\n\nEm 1871 outro processo suplantou o anterior, deixando-se de usar as delicadas chapas de vidro. O seu autor foi o m\u00e9dico Richard L. Maddox. E usava uma emuls\u00e3o de gelatina seca de alta sensibilidade.\n\nTamb\u00e9m j\u00e1 era poss\u00edvel ter os filmes em rolos. Com isto p\u00f4de-se fabricar as c\u00e2maras em tamanho menores do que as encontradas at\u00e9 ent\u00e3o. Estas m\u00e1quinas passaram a dominar o mercado fotogr\u00e1fico.\n\n<strong>Exposi\u00e7\u00e3o do negativo fotogr\u00e1fico a seco<\/strong>\n\nDepois da dificuldade que apresentava a manipula\u00e7\u00e3o nos exteriores do col\u00f3dion, para aperfei\u00e7oar um tipo de negativo que se pudesse expor a seco, sem que se precisasse revelar imediatamente depois de sua exposi\u00e7\u00e3o, leva a um novo estudo em investiga\u00e7\u00e3o da placa seca.\n\nDepois de muitas tentativas sem sucesso se prop\u00f4s a gelatina de bromuro, ficando desbancado o col\u00f3dion (1882). A placa seca com gelatina de bromuro.\n\nFoi o fot\u00f3grafo brit\u00e2nico Charles E. Bennett em 1878, quem inventou um ferro a seco recoberto com uma emuls\u00e3o de gelatina e de bromuro de prata, similar \u00e0s modernas. Em 1879, Swan patenteou o papel seco de bromuro.\n\nO af\u00e3 de procurar um suporte mais pr\u00e1tico do que o cristal, faz o col\u00f3dion e outros similares a nos levar para 1886 onde aparece a celulose como superf\u00edcie fotogr\u00e1fica e com alguns excelentes resultados.\n\nMais adiante, o acetato de celulose substituir\u00e1 ao celul\u00f3ide. As emuls\u00f5es se relacionam segundo os diferentes tipos de sensibilidade e a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 luz e o suporte da emuls\u00e3o.\n\nEstes tipos de sensibilidade se denominam de forma bem escalonada em Din ou em Asa\/Iso.\n\nEnquanto se iam pesquisando e fazendo experimentos para aumentar a efic\u00e1cia da fotografia em branco e preto, levaram-se a cabo grandes esfor\u00e7os para conseguir imagens dos objetos em cor natural. Para isso se utilizavam ferros recobertos de emuls\u00f5es.\n\nEm 1861, o f\u00edsico brit\u00e2nico James Clerk Maxwell obteve a primeira fotografia em cor, com o procedimento aditivo de cor.\n\n<strong>A Kodak<\/strong>\n\nA partir da\u00ed um homem chamado George Eastman escreveu o seu nome na hist\u00f3ria da fotografia ao criar a emuls\u00e3o de gelatina e brometo de prata em forma de rolos.\n\nJuntou a estes a fabrica\u00e7\u00e3o de c\u00e2maras pequenas, leves, f\u00e1ceis de usar e com pre\u00e7o baixo o suficiente para que qualquer um pudesse adquirir uma delas.\n\nA produ\u00e7\u00e3o em massa destas c\u00e2maras foi respons\u00e1vel pela enorme populariza\u00e7\u00e3o da fotografia desde ent\u00e3o.\n\nPara os usu\u00e1rios destas m\u00e1quinas bastava tirar as fotos e entreg\u00e1-las a Eastmans American Film que processava-os e entregava as c\u00e2maras j\u00e1 com filmes prontos para novas fotos. Em 1888 foi lan\u00e7ada a c\u00e2mara Kodak Brownie, uma das mais populares produzidas em larga escala pela industria de George Eastman.\n\nPassados mais de cem anos esta t\u00e9cnica fotogr\u00e1fica que utiliza filmes em rolos ainda permanece como a mais utilizada por profissionais e amadores. Os filmes se aprimoraram, mas o processo continua praticamente inalterado.\n\n<strong>Primeiro filme fotogr\u00e1fico em carretel<\/strong>\n\nEm 1884 o americano George Eastman fabricou o primeiro filme em carretel de 24 exposi\u00e7\u00f5es.\n\nEm 1888 lan\u00e7ou ao mercado outro aparelho revolucion\u00e1rio de pequenas dimens\u00f5es (18cm de comprimento) que estava provisto de um carregador de 100 exposi\u00e7\u00f5es.\n\nDotado de um foco fixo e uma velocidade de obtura\u00e7\u00e3o de 1\/25 segundos. Depois de realizar o \u00faltimo disparo, enviava-se \u00e0 casa, que revelava as 100 fotos e recarregava de novo a m\u00e1quina com outro carretel.\n\nCustava ao redor de 25 d\u00f3lares e se publicou com o slogan \u201cVoc\u00ea aperta o bot\u00e3o, n\u00f3s faremos o resto\u201d.\n\n<strong>Este novo invento recebeu um nome que se faria famoso na hist\u00f3ria da fotografia:\u00a0<\/strong>Kodak.\n\nEastman ao criar a primeira c\u00e2mera fotogr\u00e1fica, fundou tamb\u00e9m em (1854-1932) a casa Kodak.\n\nEastman incluiu em 1891 o primeiro filme intercambiavel \u00e0 luz do dia.\n\nDo filme sobre o papel passou em 1889 para filme \u00e0 celul\u00f3ide, sistema que continuamos empregando at\u00e9 hoje em dia.\n\n<strong>Cinemat\u00f3grafo. Primeiro aparelho cinematogr\u00e1fico<\/strong>\n\nOs irm\u00e3os Lumi\u00e8re, Auguste Marie Louis Nicholas Lumi\u00e8re (19 de Outubro de 1862?10 de Abril de 1954) e Louis Jean Lumi\u00e8re (5 de Outubro de 1864, 6 de Junho de 1948) nasceram em Besan\u00e7on, na Fran\u00e7a.\n\nForam os inventores do projector cinematogr\u00e1fico e considerados, por muitos, como os pais do cinema.\n\nEram filhos de um fot\u00f3grafo e dono de empresa de pap\u00e9is fotogr\u00e1ficos. Foram os criadores do projetor cinematogr\u00e1fico, a partir do qual se desenvolveu a S\u00e9tima Arte.\n\nLouis viria mais tarde a dedicar por completo a sua vida ao cinema, realizando document\u00e1rios curtos, e Auguste, mais tarde, seguiu carreira na medicina. Casaram-se com duas irm\u00e3s e moravam todos na mesma mans\u00e3o.\n\nO primeiro espect\u00e1culo pago dos Irm\u00e3os Lumi\u00e8re ocorreu em Paris, no Grand Caf\u00e9 no Boulevard des Capucines. Fizeram um digress\u00e3o com o cinemat\u00f3grafo, em 1896, visitando Mumbai, Londres e Nova Iorque.\n\nAs imagens em movimento rapidamente tiveram uma forte influ\u00eancia na cultura popular, com L\u2019Arriv\u00e9e d\u2019un train en gare de la Ciotat (<strong>pt<\/strong>: Chegada de um comboio) e com os filmes de actualidades, muitas vezes citados como os primeiros document\u00e1rios \u2013 ainda que o tema seja algo pol\u00e9mico \u2013 tal como La Sortie des ouvriers de l\u2019usine Lumi\u00e8re (<strong>pt<\/strong>: Sa\u00edda dos oper\u00e1rios das F\u00e1bricas Lumi\u00e8re) ou Le D\u00e9jeuner de B\u00e9b\u00e9 (O almo\u00e7o do beb\u00e9), incluindo algumas das primeiras tentativas c\u00f3micas, incluindo o humor pastel\u00e3o de L\u2019Arroseur Arros\u00e9 (O regador regado).\n\n<strong>Cinemat\u00f3grafo<\/strong>\n\nDe cinemat(o) + grafo. Nome dado ao aparelho inventado pelos Irm\u00e3os Lumi\u00e8re \u2013 um aperfei\u00e7oamento do cinetosc\u00f3pio de Thomas Edison \u2013 e que constitui um marco na Hist\u00f3ria do Cinema.\n\nNa descri\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios inventores, tal aparelho permite armazenar, previamente, por uma s\u00e9rie de instant\u00e2neos (fotogramas), os movimentos que durante um certo tempo, sucedem diante de uma lente fotogr\u00e1fica e depois reproduzir estes movimentos projetando estas imagens sobre um anteparo.\n\n<strong>Fotografia Colorida:\u00a0<\/strong>A fotografia colorida foi explorada durante os anos de 1800.\n\n<strong>Hist\u00f3ria<\/strong>\n\nOs experimentos iniciais em cores n\u00e3o puderam fixar a fotografia nem prevenir a cor de enfraquecimento.\n\nA primeira fotografia colorida permanente foi tirada em 1861 pelo f\u00edsico James Clerk Maxwell.\n\nO primeiro filme colorido, o Autocromo, n\u00e3o chegou ao mercado antes de 1907 e era baseado em pontos tingidos de extrato de batata.\n\nO primeiro filme colorido moderno, o Kodachrome, foi introduzido em 1935 baseado em tr\u00eas emuls\u00f5es coloridas. A maioria dos filmes coloridos modernos, exceto o Kodachrome, s\u00e3o baseados na tecnologia desenvolvida pela Agfacolor em 1936.\n\nO filme colorido instant\u00e2neo foi introduzido pela Polaroid em 1963.\n\n<strong>T\u00e9cnica<\/strong>\n\nA fotografia colorida pode formar imagens como uma transpar\u00eancia positiva, planejada para uso em projetor de diapositivos ou em negativos coloridos, planejado para uso de amplia\u00e7\u00f5es coloridas positivas em papel de revestimento especial.\n\nA \u00daltima \u00e9 atualmente a forma mais comum de filme fotogr\u00e1fico colorido (n\u00e3o digital), devido a introdu\u00e7\u00e3o do equipamento de fotoimpress\u00e3o autom\u00e1tico.\n\n<strong>Autocromo Lumi\u00e9re<\/strong>\n\nEm 1907 se puseram a disposi\u00e7\u00e3o do p\u00fablico em geral os primeiros materiais comerciais de filmes em cores.\n\nConsistiam numas placas de cristal chamadas Autocromo Lumi\u00e9re (cromo, elemento qu\u00edmico-metal) em honra a seus criadores, os franceses Auguste e Louis Lumi\u00e9re.\n\nNesta \u00e9poca as fotografias em cores se realizavam com c\u00e2meras de tr\u00eas exposi\u00e7\u00f5es.\n\nMais tarde se come\u00e7ou a utilizar a fotografia na tipografia para a ilustra\u00e7\u00e3o de textos e revistas, o que gerou uma grande demanda de fot\u00f3grafos para as ilustra\u00e7\u00f5es publicit\u00e1rias.\n\nTamb\u00e9m chegou a prolifera\u00e7\u00e3o desta arte, of\u00edcio e profiss\u00e3o, j\u00e1 que foi requerido por personagens da pol\u00edtica, a cultura etc., que valorizavam na fotografia a possibilidade de permanecer para a posteridade, refletindo a sua imagem o mais pr\u00f3ximo da realidade, e assim perpetuar-se na recorda\u00e7\u00e3o de seus descendentes.\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158010 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor9-2.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"183\" \/><strong>Imagem de Louis Lumi\u00e9re, Autocromo 1907<\/strong><\/p>\n<strong>Fotografia a cores por Charles Cros e Louis Ducos<\/strong>\n\nJ\u00e1 Ni\u00e9pce e Daguerrere se lamentaram de n\u00e3o poder reproduzir as cores na superf\u00edcie sens\u00edvel.\n\nTanto Abel Ni\u00e9pce, como Alphonse Poitevin e Edmond Becquerel obtiveram resultados de suas investiga\u00e7\u00f5es, mas nenhuma concludente.\n\nCharles Cros e Louis Ducos du Hauron coincidiram em enviar, no mesmo dia 2 de maio de 1869, \u00e0 Sociedade francesa de Fotografia m\u00e9todos similares sobre a reprodu\u00e7\u00e3o das cores em fotografia. Ducos (1837-1920) obtinha sucessivamente tr\u00eas negativos do mesmo tema atrav\u00e9s de um filtro colocado entre a placa e a objetiva. Um seletor apropriado interceptava uma das cores prim\u00e1rias para cada negativo.\n\nO positivo transparente se obtinha com a utiliza\u00e7\u00e3o de corante correspondente \u00e0 cor que representava cada negativo. A tricrom\u00eda \u00e9 o princ\u00edpio de todos os m\u00e9todos de fotografia em cor, sejam subtrativos ou aditivos.\n\nDepois dos procedimentos que precisam tr\u00eas negativos, os sistemas de reticulados ou de mosaicos simplificaram muito o processo, j\u00e1 que obtinham a sele\u00e7\u00e3o das cores prim\u00e1rias numa s\u00f3 superf\u00edcie.\n\n<strong>Imagem tomada por Louis Ducos Du Haron 1872 Fran\u00e7a<\/strong>\n\nO procedimento Autochrome, lan\u00e7ado pelos irm\u00e3os Lumi\u00e9re em 1908, utilizaram-se durante alguns anos e mais tarde se abandonou seu uso, pelo alto custo.\n\nUma fotografia auto cromada observada com uma lupa ou ampliada, d\u00e1-nos a mesma impress\u00e3o visual que de um quadro pintado.\n\n<strong>Polaroid Land, de Edwin Herbert Land<\/strong>\n\nAlguns pesquisadores se dedicaram a experimentar o m\u00e9todo da fotografia instant\u00e2nea, isto \u00e9, com a possibilidade de revelar o filme no interior do aparelho, em lugar da c\u00e2mera escura.\n\nA fotografia instant\u00e2nea se fez realidade em 1947, com a c\u00e2mera Polaroid Land, baseada no sistema fotogr\u00e1fico descoberto pelo f\u00edsico estadounidense Edwin Herbert Land.\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-158011 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor10-1-1.jpg\" alt=\"\" width=\"208\" height=\"253\" \/><strong>M\u00e1quina fotogr\u00e1fica Polaroid Land mod. Pathfinder 110<\/strong><\/p>\nAdicionou \u00e0 fotografia de aficionados o atrativo de conseguir fotos totalmente reveladas poucos minutos depois de t\u00ea-las tomado.\n\n<strong>Primeiras objetivas por Zeiss<\/strong>\n\nOs avan\u00e7os nas presta\u00e7\u00f5es das objetivas, chegaram a partir do ano 1903 com as objetivas fabricados por Zeiss. Outros progressos foram contribu\u00eddos pelo sistema reflex em 1828.\n\nA primeira c\u00e2mera reflex binocular com uma objetiva para a tomada, outra para o enquadre e o enfoque, foi constru\u00edda por H.Cook em 1865.\n\n<strong>O Advento da Fotografia em Cores<\/strong>\n\nEmbora o advento da fotografia tenha causado forte impacto em todo o universo cultural, art\u00edstico e intelectual de sua \u00e9poca, as primeiras fotos eram todas em preto e branco.\n\nMediante um trabalho adicional, os primeiros daguerre\u00f3ticos poderiam ser pintados \u00e0 m\u00e3o, abrindo novo mercado para pintores de miniaturas. Mas, pouco tempo depois a fotografia em cores passou a ser realidade.\n\nEm 1861, o matem\u00e1tico, f\u00edsico e fil\u00f3sofo natural escoc\u00eas James Clerk Maxwell, iniciou as mais importantes investiga\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 percep\u00e7\u00e3o da cor.\n\nDemonstrou as bases importantes da fotografia em cores. Seu m\u00e9todo consistia em fotografar um elemento colorido tr\u00eas vezes, mantendo a m\u00e1quina im\u00f3vel, utilizando cada filtro de cor fundamental (vermelho, verde e azul).\n\nAtrav\u00e9s deste processo, conseguia-se tr\u00eas negativos monocrom\u00e1ticos \u2013 em preto e branco -distintos, porem cada um com diferentes grada\u00e7\u00f5es de cinza. Estes tr\u00eas negativos eram convertidos em slides, sendo projetados cada um dos seus respectivos filtros sobre uma tela branca, de modo que coincidisse exatamente um sobre o outro, reproduzindo-se assim as cores de elemento original. As cores neutras, como o branco, apareciam onde as tr\u00eas cores (vermelho, verde, azul), se misturavam e o preto aonde a luz n\u00e3o chegava.\n\nEste m\u00e9todo, apesar dos resultados, teve que ser abandonado em pouco tempo, pois n\u00e3o permita fotos de objetos em movimento, al\u00e9m de fornecer alguns inconvenientes, pois a fotografia em cores positivas originava grande perda de luz, devido a cada filtro permitir a passagem de 1\/3 dela.\n\nEm 1873, o qu\u00edmico alem\u00e3o Hermann Vogel descobriu o processo de sensibiliza\u00e7\u00e3o por corantes, por meio de placas de col\u00f3dio estabelecendo as bases da fotografia ortocrom\u00e1tica, pancrom\u00e1tica (utilizadas nos filmes P&amp;B atuais) e a fotografia tricolor.\n\nEm 1876 alguns fot\u00f3grafos alem\u00e3es, utilizando baixa tecnologia, conseguiram suas primeiras imagens impressas em papel, conforme ilustra\u00e7\u00e3o ao lado.\n\n<strong>Em 1869 Louis Ducos du Hauron publicava seu livro apresentando outro m\u00e9todo:<\/strong>\u00a0o Subtrativo, pelo meio do qual as cores poderiam ser recriadas. Uma de suas sugest\u00f5es era, ao contr\u00e1rio de misturar as cores aditivas, vermelhas, verdes e azuis, poder\u00edamos utilizar suas cores contrarias ou subtrativas, cian, magenta e amarelo.\n\n<strong>Este processo resume-se em fotografar o objeto tr\u00eas vezes sendo em que cada uma delas utiliza-se em fotografar o objeto tr\u00eas vezes sendo em que cada uma delas utiliza-se um filtro positivo diferente:<\/strong>\u00a0Azul, Verde, Vermelho. Em cada negativo, como o processo empregado anteriormente, as cores eram representadas p\u00f4r diferentes tons e densidade de cinza.\n\nEsses tr\u00eas negativos eram tingidos com a cor complementar do filme na hora de fotografar. Finalmente, por meio de um branqueador eliminava-se a prata de modo que ficasse s\u00f3 a cor. Em seguida, estes slides eram superpostos e projetados de uma s\u00f3 vez no mesmo aparelho sem a utiliza\u00e7\u00e3o de qualquer filtro adicional. Quando as cores subtrativas se misturavam sobre a tela, obtinha-se as cores originais do objeto fotogr\u00e1fico.\n\nMas at\u00e9 ent\u00e3o todos os m\u00e9todos pesquisados eram artesanais e relativamente onerosos, n\u00e3o permitindo sua ?eventual? industrializa\u00e7\u00e3o. Com o \u00faltimo solucionou-se o problema dos tr\u00eas projetores, filtros de prote\u00e7\u00e3o e da prata, mas a quest\u00e3o do movimento ainda perman\u00eancia em pauta.\n\nPensou-se ent\u00e3o em reunir as tr\u00eas fotos em uma s\u00f3 e o \u00fanico meio vi\u00e1vel seria um material sens\u00edvel com tr\u00eas camadas diferentes \u2013 tr\u00eas emuls\u00f5es sendo que cada um seria sens\u00edvel a uma s\u00f3 e a \u00fanica cor, evitando assim o problema dos filtros na hora de fotografar.\n\nA emuls\u00e3o sens\u00edvel ao azul n\u00e3o apresentou nenhum problema na sua constru\u00e7\u00e3o, pois at\u00e9 ent\u00e3o todos os materiais sens\u00edveis impressionavam esta cor. Isso constitu\u00eda porem, a maior dificuldades para que as outras camadas fossem sens\u00edveis somente ao verde e vermelho, devido ao fato de serem compostas p\u00f4r partes de brometo de prata, eram tamb\u00e9m sens\u00edveis ao azul.\n\nO \u00fanico meio encontrado foi de introduzir entre a primeira emuls\u00e3o sens\u00edvel ao azul e as duas outras sens\u00edveis ao verde e ao vermelho respectivamente, um filtro amarelo. Este filtro tem p\u00f4r fun\u00e7\u00e3o b\u00e1sica absorver o azul, deixando passar somente as cores verdes e vermelhas.\n\nE assim aos poucos se chegou a constru\u00e7\u00e3o do filme em cores usado nos dias de hoje, os quais s\u00e3o revestidas de tr\u00eas camadas de emuls\u00e3o cada uma delas sens\u00edvel a uma unida cor. Devemos contudo salientar que estas possuem latitude do que os filmes em branco e preto. Devido a essa baixa latitude, a exposi\u00e7\u00e3o dos filmes em cores, deve ser a mais correta poss\u00edvel.\n\nEm meados de 1930, a Kodak passou a produzir filmes baseados no principio de Maxwell, lan\u00e7ando os primeiros Kodakchrome.\n\nQuando em 1906, os filmes Pretos &amp; Branco Pancrom\u00e1ticos, sens\u00edvel a todas as cores, come\u00e7aram a ser industrializados, alguns fot\u00f3grafos come\u00e7aram a aplicar a t\u00e9cnica de separa\u00e7\u00e3o de cores, de Hauron.\n\nEm 1903 os irm\u00e3os franceses Auguste e Louis Lumiere desenvolveram novas chapas denominadas Auto Chrome, passando a ser comercializada em 1907. foram os primeiros a trabalharem com filme perfurado 35mm e c\u00e2meras cinematogr\u00e1ficas, introduzindo no mercado o cinema em cores.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0iceland-photo-tours.com\/www.manygames.com.br\/www.fotodicas.com\/www.fotosombra.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria da Fotografia, Brasil, Mundo, Inven\u00e7\u00e3o, Digital, C\u00e2mera, Descoberta, M\u00e1quina, Imagens, Filme, Foto, T\u00e9cnica, Hist\u00f3ria da Fotografia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12686,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-26358","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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