{"id":26339,"date":"2016-01-04T00:00:00","date_gmt":"2016-01-04T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/prometeu-4\/"},"modified":"2026-09-01T18:02:21","modified_gmt":"2026-09-01T18:02:21","slug":"prometeu-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/prometeu-4\/","title":{"rendered":"Prometeu"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n&nbsp;\n<h4>Hist\u00f3ria<\/h4>\n<strong>Prometeu<\/strong> foi um dos Tit\u00e3s, filho de Iapetus (tamb\u00e9m uma Titan) e Clymene, um Oceanid.\n\nSeus irm\u00e3os eram Epimetheus, o Atlas e Menoetius. O nome deriva da palavra grega que significa &#8220;premedita\u00e7\u00e3o&#8221;.\n\n<strong>Prometeu<\/strong> significa &#8220;premedita\u00e7\u00e3o&#8221;), \u00e9 um tit\u00e3 da mitologia grega, mais conhecido como o benfeitor que trouxe o fogo para a humanidade.\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Prometeu\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/promet8.jpg\" alt=\"Prometeu\" \/><strong>\nPrometeu com o Fogo Divino. Pintura de Heinrich Fueger (1817)<\/strong><\/p>\nA figura tr\u00e1gica e rebelde de <strong>Prometeu<\/strong>, s\u00edmbolo da humanidade, constitui um dos mitos gregos mais presentes na cultura ocidental.\n\nFilho de J\u00e1peto e Cl\u00edmene &#8211; ou da nereida \u00c1sia ou ainda de T\u00earmis, irm\u00e3 de Cronos, segundo outras vers\u00f5es &#8211; <strong>Prometeu<\/strong> pertencia \u00e0 estirpe dos Tit\u00e3s, descendentes de Urano e Gaia e inimigos dos deuses ol\u00edmpicos.\n\nO poeta Hes\u00edodo relatou, em sua Teogonia, como <strong>Prometeu<\/strong> roubou o fogo escondido no Olimpo para entreg\u00e1-lo aos homens.\n\nFez do limo da terra um homem e roubou uma fagulha do fogo divino a fim de dar-lhe vida.\n\nPara castig\u00e1-lo, Zeus enviou-lhe a bonita Pandora, portadora de uma caixa que, ao ser aberta, espalharia todos os males sobre a Terra.\n\nComo <strong>Prometeu<\/strong> resistiu aos encantos da mensageira, Zeus o acorrentou a um penhasco, onde uma \u00e1guia devorava diariamente seu f\u00edgado, que se reconstitu\u00eda.\n\nLendas posteriores narram como H\u00e9rcules matou a \u00e1guia e libertou <strong>Prometeu<\/strong>.\n\nNa Gr\u00e9cia, havia altares consagrados ao culto a <strong>Prometeu<\/strong>, sobretudo em Atenas.\n\nNas lampadof\u00f3rias (festas das l\u00e2mpadas), reverenciavam-se ao mesmo tempo <strong>Prometeu<\/strong>, que roubara o fogo do c\u00e9u, Hefesto, deus do fogo, e Atena, que tinha ensinado o homem a fazer o \u00f3leo de oliva.\n\nA trag\u00e9dia <strong>Prometeu<\/strong> acorrentado, de \u00c9squilo, foi a primeira a apresent\u00e1-lo como um rebelde contra a injusti\u00e7a e a onipot\u00eancia divina, imagem particularmente apreciada pelos poetas rom\u00e2nticos, que viram nele a encarna\u00e7\u00e3o da liberdade humana, que leva o homem a enfrentar com orgulho seu destino.\n\n<strong>Prometeu<\/strong> significa etimologicamente &#8220;o que \u00e9 previdente&#8221;.\n\nO mito, al\u00e9m de sua repercuss\u00e3o liter\u00e1ria e art\u00edstica, tem tamb\u00e9m resson\u00e2ncia profunda entre os pensadores.\n\nSimbolizaria o homem que, para beneficiar a humanidade, enfrenta o supl\u00edcio inexor\u00e1vel; a grande luta das conquistas civilizadoras e da propaga\u00e7\u00e3o de seus benef\u00edcios \u00e0 custa de sacrif\u00edcio e sofrimento.\n<h4><strong>Caixa de Pandora<\/strong><\/h4>\nNa mitologia grega, <strong>Pandora <\/strong>(\u0094bem-dotada\u0094) foi a primeira mulher, criada por Zeus como puni\u00e7\u00e3o aos homens pela ousadia do tit\u00e3 <strong>Prometeu<\/strong> em roubar dos c\u00e9us o segredo do fogo.\n\nEm sua cria\u00e7\u00e3o, os v\u00e1rios deuses colaboraram com partes; Hefestos moldou sua forma a partir de argila, Afrodite deu-lhe beleza, Apolo ofereceu-lhe talento musical, Dem\u00e9ter ensinou-lhe a colheita, Atena concedeu-lhe habilidade manual, Poseidon deu-lhe um colar de p\u00e9rolas e a certeza de n\u00e3o se afogar, e Zeus, uma s\u00e9rie de caracter\u00edsticas pessoais, al\u00e9m de uma caixa, a <strong>caixa de Pandora<\/strong>.\n\n<strong>\u0093Caixa de Pandora\u0094 <\/strong>\u00e9 uma express\u00e3o utilizada para designar qualquer coisa que incita a curiosidade, mas que \u00e9 prefer\u00edvel n\u00e3o tocar (como quando se diz que \u0093a curiosidade matou o gato\u0094).\n\nTem origem no mito grego da primeira mulher, Pandora, que por ordem dos deuses abriu um recipiente (h\u00e1 pol\u00eamica quanto \u00e0 natureza deste, talvez uma panela, um jarro, um vaso, ou uma caixa tal como um ba\u00fa\u0085) onde se encontravam todos os males que desde ent\u00e3o se abateram sobre a humanidade, ficando apenas aquele que destruiria a esperan\u00e7a no fundo do recipiente. Existem algumas semelhan\u00e7as com a hist\u00f3ria judaico-crist\u00e3 de Ad\u00e3o (Adan) e Eva em que a mulher \u00e9, tamb\u00e9m, respons\u00e1vel pela desgra\u00e7a do g\u00eanero humano.\n\nDesde que Zeus (J\u00fapiter) e seus irm\u00e3os (a gera\u00e7\u00e3o dos deuses ol\u00edmpicos) come\u00e7aram a disputar o poder com a gera\u00e7\u00e3o dos Tit\u00e3s, <strong>Prometeu<\/strong> era visto como inimigo, e seus amigos mortais eram tidos como amea\u00e7a.\n\nSendo assim, para castigar os mortais, Zeus privou o homem do fogo; simbolicamente, da luz na alma, da intelig\u00eancia\u0085\n\n<strong>Prometeu<\/strong>, \u0093amigo dos homens\u0094, roubou uma centelha do fogo celeste e a trouxe \u00e0 terra, reanimando os homens.\n\nAo descobrir o roubo, Zeus decidiu punir tanto o ladr\u00e3o quanto os beneficiados.\n\n<strong>Prometeu<\/strong> foi acorrentado a uma coluna e uma \u00e1guia devorava seu f\u00edgado durante o dia, o qual voltava a crescer \u00e0 noite.\n\nPara castigar o homem, Zeus ordenou a Hefesto (Vulcano) que modelasse uma mulher semelhante \u00e0s deusas imortais e que tivesse v\u00e1rios dons. Atena (Minerva) ensinou-lhe a arte da tecelagem, Afrodite (V\u00eanus) deu-lha a beleza e o desejo indom\u00e1vel, Hermes (Merc\u00fario) encheu-lhe o cora\u00e7\u00e3o de artimanhas, imprud\u00eancia, ardis, fingimento e cinismo, as Gra\u00e7as embelezaram-na com lind\u00edssimos colares de ouro\u0085\n\nZeus enviou Pandora como presente a Epimeteu, o qual, esquecendo-se da recomenda\u00e7\u00e3o de <strong>Prometeu<\/strong>, seu irm\u00e3o, de que nunca recebesse um presente de Zeus, o aceitou. Quando Pandora, por curiosidade, abriu uma caixa que trouxera do Olimpo, como presente de casamento ao marido, dela fugiram todas as calamidades e desgra\u00e7as que at\u00e9 hoje atormentam os homens.\n\n<strong>Pandora ainda tentou fechar a caixa, mas era tarde demais: <\/strong>ela estava vazia, com a exce\u00e7\u00e3o da \u0093esperan\u00e7a\u0094, que permaneceu presa junto \u00e0 borda da caixa.\n\nPandora \u00e9 a deusa da ressurrei\u00e7\u00e3o. Por n\u00e3o nascer como a divindade, \u00e9 conhecida como uma semideusa. Pandora era uma humana ligada a Hades. Sua ambi\u00e7\u00e3o em se tornar a deusa do Olimpo e esposa de Zeus fez com que ela abrisse a \u00e2nfora divina. Zeus, para castig\u00e1-la, tirou a sua vida. Hades, com interesse nas ambi\u00e7\u00f5es de Pandora, procurou as Pacas (dominadoras do tempo) e pediu para que o tempo voltasse. Sem a permiss\u00e3o de Zeus, elas n\u00e3o puderam fazer nada.\n\nHades convenceu o irm\u00e3o a ressuscitar Pandora. Gra\u00e7as aos argumentos do irm\u00e3o, Zeus a ressuscitou dando a divindade que ela sempre desejava. Assim, Pandora se tornou a deusa da ressurrei\u00e7\u00e3o. Para um esp\u00edrito ressuscitar, Pandora entrega-lhe uma tarefa; se o esp\u00edrito cumprir, ele \u00e9 ressuscitado. Pandora, com \u00f3dio de Zeus por ele t\u00ea-la tornado uma deusa sem import\u00e2ncia, entrega aos esp\u00edritos somente tarefas imposs\u00edveis. Desse modo, nenhum esp\u00edrito conseguiu nem conseguir\u00e1 ressuscitar.\n\nFonte: www.nomismatike.hpg.ig.com.br\n<h6>Prometeu<\/h6>\n<p class=\"google\"><\/p>\n\n<h4>A Caixa de Pandora<\/h4>\n<strong>Eu sempre achei interessante falar sobre este tema:<\/strong> Mitologia.\n\nIsto para mim tem uma rela\u00e7\u00e3o estreita com outros assuntos da Psicologia Anal\u00edtica, principalmente com os conceitos ligados \u00e0s imagens arquet\u00edpicas. E este ponto em comum s\u00e3o os s\u00edmbolos apesar deles em si, representarem algo extremamente vasto pois um s\u00edmbolo possui infinitos significados, diferindo de um signo, um sinal que possui apenas um. Mesmo que n\u00e3o reconhecemos o significado de um determinado s\u00edmbolo em uma narrativa mitol\u00f3gica, a est\u00f3ria ainda nos fascina porque de alguma forma reconhecemos nela algo que est\u00e1 intimamente relacionado com a nossa pr\u00f3pria est\u00f3ria. Ou ainda com algo que vem do fundo de nosso ser. Um mito pode tanto ser um relato do que se compreendia como sendo a hist\u00f3ria da humanidade como tamb\u00e9m a hist\u00f3ria de nossa humanidade, como indiv\u00edduos.\n\nEm todo mito seus personagens est\u00e3o intimamente interligados da mesma forma que nossos conte\u00fados inconscientes. O dif\u00edcil mesmo \u00e9 conseguirmos compreender uma pequena parte de uma est\u00f3ria que as vezes possui m\u00faltiplas conex\u00f5es e desdobramentos. Como acontece internamente, \u00e9 dif\u00edcil conseguirmos separar o significado de um fato isolado de um contexto geral em nossas vidas. A est\u00f3ria de Pandora, &#8220;aquela que possui todos os dons&#8221; n\u00e3o foge a esta regra, e para que voc\u00eas possam ter uma vis\u00e3o mais global deste mito eu vou lhes dar um breve relato daquele momento hist\u00f3rico. A hist\u00f3ria de Pandora come\u00e7a bem antes da pr\u00f3pria Pandora.\n\nAntes que o C\u00e9u e a Terra fossem criados, tudo era Um. Isso era chamado de Caos. Um grande Vazio sem forma onde potencialmente continha a semente de todas as coisas. A terra, a \u00e1gua e o ar eram um s\u00f3. A terra n\u00e3o era s\u00f3lida, nem a \u00e1gua l\u00edquida; o ar n\u00e3o era transparente.\n\n<strong>Mas a\u00ed os Deuses e a Natureza come\u00e7aram a interferir:<\/strong> a terra foi separada da \u00e1gua e, sendo mais pesada, ficou em baixo; a \u00e1gua tomou os lugares mais baixos da terra e a molhou; e o ar, quando tornou-se mais puro, ficou no alto, formando o c\u00e9u onde as estrelas come\u00e7aram a brilhar. Foi dada aos peixes e a alguns outros seres a possess\u00e3o do mar; aos p\u00e1ssaros, o ar; e aos outros seres a terra.\n\nPor\u00e9m, um animal mais nobre, onde um esp\u00edrito pudesse ser alojado, tinha que ser feito, e a\u00ed surgiu a id\u00e9ia de se criar o Homem. Esta tarefa coube a <strong>Prometeu<\/strong> (&#8220;aquele que prev\u00ea&#8221;), e seu irm\u00e3o Epimeteu (&#8220;aquele que pensa depois&#8221; ou &#8220;o que reflete tardiamente&#8221;). Eram filhos de J\u00e1peto, que por sua vez era filho de Urano (C\u00e9u) e de G\u00e9ia (Terra) e descendiam da primeira gera\u00e7\u00e3o dos gigantes destronados por Zeus, os Tit\u00e3s. Eles haviam sido poupados da pris\u00e3o por n\u00e3o terem lutado contra os Deuses na disputa para dividir os territ\u00f3rios.\n\nPara executar sua tarefa, <strong>Prometeu<\/strong> sabia que nas entranhas da terra dormiam algumas sementes dos c\u00e9us. Ent\u00e3o, pegando em suas m\u00e3os um pouco de terra, molhou-a com a \u00e1gua de um rio e obteve argila; moldou-a, cuidadosamente, carinhosamente, at\u00e9 obter uma imagem que fosse semelhante \u00e0 dos deuses. Mas ainda faltava dar vida \u00e0quele boneco. Epimeteu havia criado todos os animais, dotando cada um deles com caracter\u00edsticas como a coragem, a for\u00e7a, os dentes afiados, as garras, etc. Como o homem foi criado por \u00faltimo, o estoque das qualidades estava reduzido.\n\nEnt\u00e3o <strong>Prometeu<\/strong> procurou por caracter\u00edsticas boas e m\u00e1s nas almas dos animais e colocou-as, uma a uma, dentro do peito do homem. E o homem adquiriu vida.\n\nNo entanto, ainda faltava alguma coisa, algo mais forte, o Sopro Divino.\n\n<strong>Prometeu<\/strong> tinha uma amiga entre os deuses, Aten\u00e1, deusa da Sabedoria. Esta admirou a obra do filho dos Tit\u00e3s e insuflou naquela imagem semi-animada um esp\u00edrito. E os primeiros seres humanos passaram a caminhar sobre a terra, povoando-a.\n\nMas o homem sa\u00edra das m\u00e3os de <strong>Prometeu<\/strong>, nu, vulner\u00e1vel, indefeso e sem armas. Eles n\u00e3o sabiam fazer nada; n\u00e3o tinham o conhecimento de como amolar as pedras para cortar melhor a pele dos animais; n\u00e3o sabiam como pescar, pois n\u00e3o conheciam os meios para tal. Condenados, desde o seu nascimento, os primeiros homens se nutriam de frutas e carne crua. Usavam folhagens para se protegerem do frio. Tinham como abrigo apenas grutas profundas e escuras. N\u00e3o sabiam nem fazer uso da centelha divina com a qual haviam sido presenteados. Podiam ver, mas n\u00e3o percebiam a beleza do azul do c\u00e9u; podiam comer, mas n\u00e3o sentiam o doce sabor das frutas; podiam escutar, mas n\u00e3o sonhavam com o barulho das cascatas e o som divino do canto dos p\u00e1ssaros.\n\nCom rela\u00e7\u00e3o \u00e0 esta condi\u00e7\u00e3o humana, existe uma descri\u00e7\u00e3o das Eras que se seguiram. A Era do Ouro onde o homem n\u00e3o precisava fazer nenhum esfor\u00e7o para sobreviver. Tudo permanecia intocado pois n\u00e3o havia necessidade de fortifica\u00e7\u00f5es, armas ou barcos. Uma Era de inoc\u00eancia e felicidade onde a verdade prevalecia e n\u00e3o havia nenhum juiz para amea\u00e7ar ou punir. Depois a Era da Prata onde Zeus encurtou a Primavera e assolou a Terra com o calor e frio criando as esta\u00e7\u00f5es. As casas se tornaram necess\u00e1rias, a terra deveria ser tratada para produzir frutos e a juventude eterna n\u00e3o existiria mais. Com a Era do Bronze os conflitos come\u00e7aram. Depois veio a Era dos Her\u00f3is. Nesta \u00e9poca Astr\u00e9ia foi a \u00faltima Deusa a deixar a humanidade. Ela \u00e9 a Deusa da Inoc\u00eancia e da Pureza que depois de deixar a Terra foi colocada entre as estrelas na Constela\u00e7\u00e3o de Virgem \u0096 a Virgem Temis ( Justi\u00e7a ) era a m\u00e3e de Astr\u00e9ia. Ela \u00e9 representada segurando uma balan\u00e7a onde ela pesa as reclama\u00e7\u00f5es dos lados oponentes. E por \u00faltimo a Era do Ferro onde as disc\u00f3rdias pioraram. O crime, a ambi\u00e7\u00e3o e a viol\u00eancia reinaram expulsando a mod\u00e9stia, a verdade e a honra.\n\nEnquanto isto, na ab\u00f3bada celeste reinava Zeus e todos os outros deuses. Zeus havia destronado seu pai, Cronos (Tempo) pondo fim \u00e0 antiga gera\u00e7\u00e3o dos deuses da qual <strong>Prometeu<\/strong> fazia parte. Zeus ent\u00e3o voltou sua aten\u00e7\u00e3o para a rec\u00e9m-criada humanidade e dela exigia honras e sacrif\u00edcios, oferecendo, em troca, sua prote\u00e7\u00e3o.\n\nDesde que Zeus e seus irm\u00e3os come\u00e7aram a disputar o poder com a gera\u00e7\u00e3o dos Tit\u00e3s, <strong>Prometeu<\/strong>, apesar de n\u00e3o ter participado desta guerra, era visto como inimigo e seus amigos mortais como uma amea\u00e7a constante.\n\nNeste clima de disputas e desconfian\u00e7as, mortais e imortais se encontraram em Mecone (Gr\u00e9cia) para decidir as obriga\u00e7\u00f5es e direitos dos seres humanos.\n\n<strong>Prometeu<\/strong> intercedeu como leg\u00edtimo advogado de suas criaturas e pediu aos deuses que n\u00e3o cobrassem muito por sua prote\u00e7\u00e3o.\n\nNeste ponto, <strong>Prometeu<\/strong> teve a id\u00e9ia de por \u00e0 prova o poder e a clarivid\u00eancia de J\u00fapiter. Sacrificou um enorme e belo touro e dividiu-o em duas partes e disse aos deuses do Olimpo que escolhessem uma delas, a outra caberia aos humanos. Antes, por\u00e9m, em um dos montes colocou apenas os ossos e cobriu-o cuidadosamente com o sebo do animal, fazendo-o parecer maior que o outro monte de carne, entranhas e gordura, coberto com a pele do touro.\n\n<strong>E assim Zeus escolheu o monte maior e ao descobrir que fora enganado por Prometeu, vinga-se dele recusando aos homens o \u00faltimo dos dons para manterem-se vivos:<\/strong> o fogo. Simbolicamente, Deus privou o homem da luz na alma, da consci\u00eancia.\n\nSentindo muita pena dos pobres mortais, <strong>Prometeu<\/strong> desceu \u00e0 Terra para ensin\u00e1-los a ver as estrelas; a cantar e a escrever; mostrou como fazer para domesticar os animais mais fortes; demonstrou-lhes como fazer barcos e velas e como poderiam navegar; ensinou-os a enfrentar as variantes di\u00e1rias da vida e a fazer ung\u00fcentos e rem\u00e9dios para suas feridas.\n\n<strong>Deu-lhes o dom da Profecia, para o entendimento dos sonhos; mostrou-lhes o fundo da Terra e suas riquezas minerais: <\/strong>o cobre, a prata e o ouro e a fazer da vida algo mais confort\u00e1vel. E, por \u00faltimo, ele roubou uma centelha do fogo celeste e a trouxe \u00e0 terra.\n\nCom o fogo <strong>Prometeu<\/strong> ensinou aos homens a arte de trabalhar os metais. Esta seria uma forma de reanimar a intelig\u00eancia do homem, dando-lhes consci\u00eancia, e de proporcionar melhores condi\u00e7\u00f5es de vida para poderem se defender com armas eficazes contra as feras e cultivar a terra com instrumentos adequados.\n\nLogo que a primeira semente do fogo do Sol foi utilizada em fogueiras a humanidade passou a conhecer a felicidade de viver melhor, de comer um alimento menos selvagem, de aquecer-se e receber luz. Mas, em sua alegria imoderada, os homens julgaram-se iguais aos deuses, esquecendo seus deveres para com seus semelhantes. Zeus sentiu-se irado ao ver que o novo brilho que emanava da Terra era o do fogo. Sem poder tirar o conhecimento de como obter o fogo dos homens, arquitetou um outro malef\u00edcio. E assim, decidiu punir tanto o ladr\u00e3o quanto os beneficiados.\n\nZeus entrega <strong>Prometeu<\/strong> a Hefesto, seu filho, e a seus seguidores, Krat\u00f3s e Bia (o Poder e a Viol\u00eancia). Estes levam-no para o deserto de C\u00edtia e l\u00e1, prendem-no com correntes inquebr\u00e1veis \u00e0 uma parede de um penhasco na montanha caucasiana.\n\nE <strong>Prometeu<\/strong> preso \u00e0 rocha, de p\u00e9, sem poder dormir e incapaz de dobrar os joelhos fatigados tinha seu f\u00edgado devorado diariamente por uma \u00e1guia. Mas, como ele era imortal, suas v\u00edsceras refaziam-se \u00e0 noite sendo dilacerado novamente no dia seguinte. Sua tortura deveria durar para toda a eternidade pois as decis\u00f5es de Zeus eram irrevog\u00e1veis e ele havia profetizado que seu sofrimento s\u00f3 terminaria quando um homem puro e de bom cora\u00e7\u00e3o morresse em seu lugar.\n\nDepois de 30.000 anos de sofrimento, H\u00e9rcules passou por ali e viu o exato momento em que a ave divina destro\u00e7ava o f\u00edgado de <strong>Prometeu<\/strong>. N\u00e3o pensou duas vezes e lan\u00e7ou sobre ela uma flecha veloz e mortal. Depois o libertou das pesadas correntes. Os dois seguiram viagem juntos. Mas faltava cumprir com a exig\u00eancia de Zeus. Qu\u00edron, um centauro, antes imortal, aceitou morrer por ele pois ele havia sido envenenado por Hidra e provavelmente iria morrer de qualquer jeito.\n\nMesmo assim, o senhor dos deuses, obrigou <strong>Prometeu<\/strong> a usar um anel com uma pedra encrustada. Era uma pedra retirada do C\u00e1ucaso, onde esteve preso. Zeus poderia, assim, vangloriar-se dizendo que seu inimigo continuava preso \u00e0 montanha.\n\nPara castigar o homem, Zeus ordenou a Hefesto (Vulcano), o Deus das Artes, que modelasse uma mulher semelhante \u00e0s deusas imortais e que ela fosse muito dotada. A mulher ainda n\u00e3o havia sido criada. Poucas horas depois, Hefesto chegou com uma est\u00e1tua de pedra que retratava uma bel\u00edssima e encantadora donzela. Ela era linda, e clara como a neve. Aten\u00e1 (Minerva) lhe deu a vida com um sopro e ensinou-lhe a arte da tecelagem, os outros deuses dotaram-na de todos os encantos; Afrodite (V\u00eanus) deu-lhe a beleza, o desejo indom\u00e1vel e os encantos que seriam fatais aos indefesos homens. Apolo confere-lhe a voz suave do canto e a m\u00fasica, as Gra\u00e7as embelezaram-na com lind\u00edssimos colares de ouro e Hermes (Merc\u00fario), a persuas\u00e3o. Em outras palavras, Hermes deu-lhe graciosa fala enchendo-lhe o cora\u00e7\u00e3o de artimanhas, imprud\u00eancia, ardis, mentira e ast\u00facia. Por tudo isso ela recebeu o nome de Pandora ( &#8220;a que possui todos os dons&#8221;). E da forma mais perfeita e eficaz fez-se o malef\u00edcio.\n\nZeus enviou Pandora como presente a Epimeteu cujo nome significa (&#8220;aquele que pensa depois&#8221; ou &#8220;o que reflete tardiamente&#8221;). Epimeteu havia sido avisado por <strong>Prometeu<\/strong> para n\u00e3o aceitar nenhum presente dos deuses, mas, encantado com Pandora, desconsidera as recomenda\u00e7\u00f5es do irm\u00e3o. Pandora chega trazendo em suas m\u00e3os um grande vaso (pithos = jarro) fechado que trouxera do Olimpo como presente de casamento ao marido. Pandora abre-o diante dele e de dentro, como nuvem negra, escapam todas as maldi\u00e7\u00f5es e pragas que assolam todo o planeta. Desgra\u00e7as que at\u00e9 hoje atormentam a humanidade.\n\n<strong>Pandora ainda tenta fechar a \u00e2nfora divina, mas era tarde demais:<\/strong> ela estava vazia, com a exce\u00e7\u00e3o da &#8220;esperan\u00e7a&#8221;, que permaneceu presa junto \u00e0 borda da caixa.\n\nA \u00fanica forma do homem para n\u00e3o sucumbir \u00e0s dores e aos sofrimentos da vida. Assim, essa narra\u00e7\u00e3o m\u00edtica explica a origem do males, trazidos com a perspic\u00e1cia e ast\u00facia \u0093daquela que possui todos os dons\u0094.\n\nPandora por n\u00e3o ter nascido como uma deusa \u00e9 conhecida como uma semideusa. Dizem que foi por ambi\u00e7\u00e3o que ela abriu a caixa. Ela queria se tornar uma deusa do Olimpo e esposa de Zeus. Por isso, Zeus para castiga-la tirou-lhe a vida. Mas, Hades com interesse nas ambi\u00e7\u00f5es de Pandora, procurou as parcas (dominadoras do tempo) e lhes pediu para que voltassem o tempo. Sem permiss\u00e3o de Zeus elas nada puderam fazer. Hades convenceu o irm\u00e3o a ressuscitar Pandora. Devido aos argumentos do irm\u00e3o, Zeus a ressuscitou dando-lhe a divindade que ela sempre desejara. Foi assim que Pandora tornou-se a deusa da ressurrei\u00e7\u00e3o. Para um esp\u00edrito ressuscitar Pandora entrega-lhe uma tarefa, se o esp\u00edrito cumprir a devida tarefa, ele \u00e9 ressuscitado. Pandora com \u00f3dio de Zeus por ele ter a tornado uma deusa sem import\u00e2ncia, entrega aos esp\u00edritos somente tarefas imposs\u00edveis. Assim nenhum esp\u00edrito at\u00e9 hoje conseguiu e nem conseguir\u00e1 ressuscitar.\n\nDeste mito ficou a express\u00e3o <strong>caixa de Pandora<\/strong>, que se usa em sentido figurado quando se quer dizer que alguma coisa, sob uma aparente inoc\u00eancia ou beleza, \u00e9 na verdade uma fonte de calamidades.\n\nAbrir a <strong>Caixa de Pandora<\/strong> significa que uma a\u00e7\u00e3o pequena e bem-intencionada pode liberar uma avalanche de repercuss\u00f5es negativas. H\u00e1 ainda um detalhe intrigante que poder\u00edamos levantar do porque a esperan\u00e7a estava guardada na caixa entre todos os males. Dependendo da perspectiva em que olharmos os pares de opostos, a esperan\u00e7a pode tamb\u00e9m ter uma conota\u00e7\u00e3o negativa por ela pode minar as nossas a\u00e7\u00f5es nos fazendo aceitar coisas que dever\u00edamos confrontar.\n\nA linguagem mitol\u00f3gica com todos os seus paradoxos, vem de uma necessidade do homem de se conhecer mais. Para espantar o medo e a inseguran\u00e7a e explicar melhor os fen\u00f4menos naturais. Tudo que se apresentava aos olhos dos homens, era entendido como personalidades divinas. Assim o sol, a terra, a noite, os rios, as \u00e1rvores eram deuses. M\u00e9nard nos fala dessas alegorias da linguagem onde cada rio era um deus e cada regato uma ninfa.. \u0093Se num trecho eles corriam nas mesma dire\u00e7\u00e3o era porque eles se amavam.\u0094 \u0093As cat\u00e1strofes, os acidentes da vida se revestiam do mesmo aspecto na narra\u00e7\u00e3o. A hist\u00f3ria de Hilas, um jovem arrebatado pelas ninfas, nos mostra claramente o que devemos entender pela linguagem mitol\u00f3gica dos antigos.\n\n<strong>Nos tempos atuais, quando um jornal nos descreve a morte de um rapaz que se afogou, diria: <\/strong>Deplor\u00e1vel acidente acaba de afligir a nossa comunidade.\n\nUm jovem indo de manh\u00e3 bem cedo banhar-se, morreu tragicamente afogado&#8230;&#8230;etc.\n\n<strong>Os gregos diriam: <\/strong>Era t\u00e3o belo que as ninfas, apaixonadas, o raptaram e levaram para a profundeza das \u00e1guas.\u0094\n\nAssim na narra\u00e7\u00e3o mitol\u00f3gica, os significados s\u00e3o muito ampliados e uma redu\u00e7\u00e3o seria cruel pois isto destruiria toda e qualquer aceita\u00e7\u00e3o e compreens\u00e3o de um mito. Todos sabemos que um \u0093bom leitor\u0094 \u00e9 aquele que mant\u00e9m a sua mente aberta para entrar na narrativa sem qualquer preconceito e racionalidade, para n\u00e3o destruir a realidade que o escritor est\u00e1 tentando criar.\n\n<strong>Ent\u00e3o vejamos:<\/strong> Quando J\u00fapiter se casa com M\u00e9tis (Reflex\u00e3o) ele a engole e d\u00e1 a luz \u00e0 uma filha Minerva ( A Sabedoria Divina) que lhe sai do c\u00e9rebro. Se fizermos uso de uma redu\u00e7\u00e3o, esta \u00e9 uma imagem terr\u00edvel, grotesca. Agora, olhe sob essa outra perspectiva; o deus nutre-se da Reflex\u00e3o para gerar a Sabedoria. Mnemosina (A Mem\u00f3ria) desposa Zeus e deles nascem as Musas (A Inspira\u00e7\u00e3o). O sopro divino em uni\u00e3o com a Mem\u00f3ria faz nascer a Inspira\u00e7\u00e3o.\n\nSe a verdade do mito segue a alguma l\u00f3gica, esta \u00e9 a do Inconsciente. \u00c9 mais uma intui\u00e7\u00e3o compreensiva da realidade da qual n\u00e3o se necessita provas para ser aceita. Pois ela, em si, nos remete \u00e0 realidade interna nos dando uma vaga no\u00e7\u00e3o de significado. Como nos sonhos, quando percenbemos que existe algo de importante ali. E isso tamb\u00e9m era tudo que Jung pedia ao tratarmos com esta estranha realidade do inconsciente. Manter as nossas mentes abertas para que possamos captar um m\u00ednimo dessa linguagem t\u00e3o peculiar. O mito n\u00e3o \u00e9 uma lenda. O mito n\u00e3o \u00e9 uma mentira. Ele nos conta de nossa realidade interna, portanto ele \u00e9 verdadeiro para quem o vive. A narra\u00e7\u00e3o de determinada hist\u00f3ria m\u00edtica \u00e9 uma primeira incurs\u00e3o do homem em sua busca de significado sobre o qual a afetividade e a imagina\u00e7\u00e3o exercem grande papel. Mas normalmente quando se fala de mito ou que alguma coisa \u00e9 um mito, \u00e9 mais no sentido desta coisa n\u00e3o ter nenhum compromisso com a realidade. Como as lendas que s\u00e3o est\u00f3rias sobrenaturais, como a mula sem cabe\u00e7a e o saci perer\u00ea.\n\nOs mitos ou a cria\u00e7\u00e3o destes est\u00e3o presentes em todas as culturas, em todos os tempos desde o in\u00edcio da humanidade como um mecanismo de sobreviv\u00eancia do homem em sua tentativa para explicar o mundo atrav\u00e9s de sua realidade interna. Sua narrativa \u00e9 um relato projetivo de um material inconsciente onde a linguagem simb\u00f3lica \u00e9 naturalmente criada num processo completamente isento de inten\u00e7\u00e3o que funciona como uma tentativa para elucidar os segredos. Como voc\u00eas sabem a proje\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um m\u00e9todo intencional. Ela acontece, ela nunca \u00e9 produzida. E na ocorr\u00eancia dessas proje\u00e7\u00f5es, observamos todo um empenho que se resume na busca de significado, no encontro com a sombra e no restabelecimento do contato com o feminino.\n\n<strong>Nas narra\u00e7\u00f5es das \u0093qualidades divinas\u0094 de uma Deusa h\u00e1 um movimento de trazer para a consci\u00eancia algum conte\u00fado inconsciente:<\/strong> Dem\u00e9ter (a eterna m\u00e3e); Kor\u00e9 (a eterna jovem); Art\u00e9mis (a eterna guerreira) ou Afrodite (a eterna amante).\n\nEstes tra\u00e7os do feminino atribu\u00eddos a estas Deusas simplesmente nos mostram o desconhecimento e o fasc\u00ednio que eles causam ao homem desde a sua origem.\n\nDesde os mais remotos tempos, o mito grego representa o feminino como um reflexo importante de diversos aspectos da realidade e evolu\u00e7\u00e3o que v\u00e3o al\u00e9m dos limites do papel que a mulher tinha na sociedade grega. Podemos ver isso claramente nos relatos m\u00edticos, em trechos das narrativas \u00e9picas, das trag\u00e9dias, como em obras de arte. A Deusa M\u00e3e representava mais especificamente a terra fecunda na qual o homem semeava e de onde retirava tudo que necessitava. Com algumas altera\u00e7\u00f5es na representa\u00e7\u00e3o, a figura feminina ainda ocupava o lugar de destaque e recebia todas as honras. E como a Senhora da fertilidade e da fecundidade ela ainda reinava. Com o correr dos mil\u00eanios, a imagem da Deusa ganhou novos atributos, e foi associada a diversos animais e a outras fun\u00e7\u00f5es.\n\nCom a expans\u00e3o das tribos guerreiras do continente, as culturas matriarcais foram conquistadas, e um Deus Macho e guerreiro dominou o pante\u00e3o. A Deusa, ent\u00e3o, assumiu o papel de m\u00e3e, esposa ou filha dele. As cidades se tornaram um espa\u00e7o dos homens e dos Deuses machos; j\u00e1 o interior da casa, o campo, as matas.\n\n<strong>Isto \u00e9, as \u00e1reas lim\u00edtrofes entre o civilizado e o selvagem, eram dominados pela Deusa M\u00e3e em suas m\u00faltiplas facetas:<\/strong> Afrodite, Psique, Dem\u00e9ter, Pers\u00e9fone, \u00c1rtemis, entre outras. A cada uma delas coube uma caracter\u00edstica, uma pequena parcela do dom\u00ednio da antiga Deusa M\u00e3e.\n\nNo mito de <strong>Prometeu<\/strong> e de Pandora, a mulher aparece como um &#8220;presente&#8221; dado aos homens. Semelhante \u00e0s deusas ela foi moldada em suas fei\u00e7\u00f5es recebendo ainda todos os dons divinos. E foi Hermes quem lhe p\u00f4s no cora\u00e7\u00e3o a perf\u00eddia e os discursos enganosos, al\u00e9m da curiosidade. Desde ent\u00e3o, a mulher \u00e9 considerada a origem de todos os tormentos do homem. Tanto na tradi\u00e7\u00e3o Grega quanto na Judaico-Crist\u00e3 h\u00e1 uma tentativa de transgress\u00e3o dos limites humanos e \u00e9 a entidade feminina quem impulsiona o homem para tal a\u00e7\u00e3o. Na narrativa dos Hebreus a tomada de consci\u00eancia era oferecida ao homem por Eva.\n\nNo mito Grego, houve primeiro uma simula\u00e7\u00e3o frustada pela brincadeira de <strong>Prometeu<\/strong> ao tentar testar o poder e a clarivid\u00eancia dos Deuses.\n\nDepois o pr\u00f3prio <strong>Prometeu<\/strong> traz o fogo como presente mas os homens embevecido com a nova condi\u00e7\u00e3o, se julgam iguais aos deuses e provocam uma situa\u00e7\u00e3o de serem punidos novamente. A\u00ed chega Pandora que ao abrir a caixa derrama sobre a terra todas as desgra\u00e7as. E a conseq\u00fc\u00eancia \u00e9 a perda do para\u00edso. Mas tamb\u00e9m se n\u00e3o fossemos expulsos, n\u00e3o crescer\u00edamos. Ainda hoje, a vis\u00e3o que se tem da mulher costuma ser permeada da influ\u00eancia desses dois mitos. H\u00e1 quem a veja como uma b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus e daria tudo para ter a sua companhia. H\u00e1, por outro lado, quem pense diferente.\n\nMas agora lembrem-se que estamos falando de uma realidade interna expressa nos mitos. Esta linguagem simb\u00f3lica usada projetivamente se resume na busca do homem pelos segredos de seu pr\u00f3prio inconsciente; no encontro com a sombra e no restabelecimento do contato com o feminino. E neste clima de tens\u00f5es , paradoxos e incertezas confrontamos a n\u00f3s mesmos na busca pelo equil\u00edbrio. Na procura de significado onde esta anima , t\u00e3o bela e cheia de perf\u00eddia, nos faz crescer.\n\n<strong>S\u00e9rgio Pereira Alves<\/strong>\n\n<strong>Bibliografia<\/strong>\n\nBRAND\u00c3O, Junito Souza &#8211; Mitologia Grega , vol. I, ed. Vozes\nHAMILTON, E. &#8211; A Mitologia [ trad. M.L. Pinheiro ] &#8211; Lisboa: Dom Quixote, 1983.\n\u00c9squilo, Prometeu acorrentado. Editora vozes\nGRIMAL, P. &#8211; Dicion\u00e1rio da Mitologia Grega e Romana [ trad. V. Jabouille ] &#8211; Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2\u00aa ed., 1993.\nHes\u00edodo. Os trabalhos e os dias. Tradu\u00e7\u00e3o de M\u00e1rio da Gama Khuri\nHes\u00edodo, Teogonia. Tradu\u00e7\u00e3o de M\u00e1rio da Gama Khuri.\nVERNANT, J.-P &#8211; O universo, os deuses, os homens &#8211; S\u00e3o Paulo: Cia. das Letras,\nM\u00c9NARD, Ren\u00e9. \u0096 Mitologia Greco-Romana, vol. I, Fittipaldi Editores Ltda, S\u00e3o Paulo, 1985\nMEUNIER, M\u00e1rio. Nova Mitologia Cl\u00e1ssica. -: Ibrasa,1976., 2000.\nKER\u00c9NYI, K. &#8211; Os deuses gregos [ trad. O.M. Cajado ] &#8211; S\u00e3o Paulo: Cultrix, 1993.\nKER\u00c9NYI, K. &#8211; Os her\u00f3is gregos [ trad. O.M. Cajado ] &#8211; S\u00e3o Paulo: Cultrix, 1993.\nKHURY, M\u00e1rio da G. Dicion\u00e1rio de Mitologia Grega e Romana. Rio de Janeiro: Zahar, 1990.\n\nFonte: www.salves.com.br\n<h6>Prometeu<\/h6>\n<h4>Mito de Prometeu<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Prometeu\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/promet9.jpg\" alt=\"Prometeu\" \/><strong>\nPrometeu &#8211; Mitologia Grega<\/strong><\/p>\n\n<h4>Lenda<\/h4>\nO C\u00e9u e Terra j\u00e1 estavam criados. A parte \u00edgnea, mais leve, tinha-se espalhado e formado o firmamento. O ar colocou-se de seguida. A terra, como era mais pesada, ficou por baixo e a \u00e1gua ocupou o ponto inferior, fazendo flutuar a terra. Neste mundo assim criado, habitavam as plantas e os animais. Mas faltava a criatura na qual pudesse habitar o esp\u00edrito divino.\n\nFoi ent\u00e3o que chegou \u00e0 terra o Tit\u00e3 <strong>Prometeu<\/strong>, descendente da antiga ra\u00e7a de deuses destronada por Zeus. O gigante sabia que na terra estava adormecida a semente dos c\u00e9us. Por isso apanhou um bocado de argila e molhou-a com um pouco de \u00e1gua de um rio. Com essa mat\u00e9ria fez o homem, \u00e0 semelhan\u00e7a dos deuses, para que fosse o senhor da terra. Tirou das almas dos animais caracter\u00edsticas boas e m\u00e1s, animando assim a sua criatura. E Atena, deusa da sabedoria, admirou a cria\u00e7\u00e3o do filho dos Tit\u00e3s e insuflou naquela imagem de argila o esp\u00edrito com o sopro divino.\n\nFoi assim que surgiram os primeiros seres humanos, que logo povoaram a terra. Mas faltavam-lhes conhecimentos sobre os assuntos da terra e do c\u00e9u.\n\nVagueavam sem saber a arte da constru\u00e7\u00e3o, da agricultura, da filosofia. N\u00e3o sabiam ca\u00e7ar ou pescar &#8211; e nada sabiam sobre a sua origem divina.\n\n<strong>Prometeu<\/strong> aproximou-se e ensinou \u00e0s suas criaturas todos esses segredos. Inventou o arado para o homem poder plantar, a cunhagem das moedas para que houvesse o com\u00e9rcio, a escrita e a extra\u00e7\u00e3o do min\u00e9rio. Ensinou-lhes a arte da profecia e da astronomia, enfim todas as artes necess\u00e1rias ao desenvolvimento da humanidade.\n\nNo entanto faltava-lhes ainda um \u00faltimo dom para se puderem manter vivos &#8211; o fogo. Este dom, entretanto, havia sido negado \u00e0 humanidade pelo grande Zeus.\n\nPor\u00e9m, <strong>Prometeu<\/strong> apanhou um caule do n\u00e1rtex, aproximou-se da carruagem de Febo (o Sol) e incendiou o caule. Com esta tocha, <strong>Prometeu<\/strong> entregou o fogo para a humanidade, o que lhe dava a possibilidade de dominar o mundo e os seus habitantes.\n\nZeus, por\u00e9m, irritou-se ao ver que o homem possu\u00edra o fogo e que a sua vontade tinha sido contrariada. Por isso tramou no Olimpo a sua vingan\u00e7a. Mandou que Hefesto fizesse uma est\u00e1tua de uma linda donzela, a que chamou Pandora &#8211; &#8220;a que possui todos os dons&#8221;,(uma vez que cada um dos deuses deu \u00e0 donzela um dom). Afrodite deu-lhe a beleza, Hermes o dom da fala, Ap\u00f3lo, a m\u00fasica. V\u00e1rios outros encantos foram consedidos \u00e0 criatura pelos deuses.\n\nZeus pediu ainda que cada imortal reservasse um malef\u00edcio para a humanidade. Esses presentes mal\u00e9ficos foram guardados numa caixa, que a donzela levava nas m\u00e3os. Pandora, ent\u00e3o, desceu \u00e0 terra, conduzida por Hermes, e aproximou-se de Epimeteu &#8211; &#8220;o que pensa depois&#8221;, o irm\u00e3o de <strong>Prometeu<\/strong> &#8211; &#8220;aquele que pensa antes&#8221; e diante dele abriu a tampa do presente de Zeus. Foi ent\u00e3o que a humanidade, que at\u00e9 aquele momento havia habitado num mundo sem doen\u00e7as ou sofrimentos, se viu assaltada por in\u00fameros malef\u00edcios. Pandora tornou a fechar a caixa rapidamente, antes que o \u00fanico benef\u00edcio que havia na caixa escapasse &#8211; a esperan\u00e7a.\n\nZeus dirigiu ent\u00e3o a sua f\u00faria contra o pr\u00f3prio <strong>Prometeu<\/strong>, mandando que Hefesto e seus servi\u00e7ais Crato e Bia (o poder e a viol\u00eancia) acorrentassem o Tit\u00e3 a um penhasco do monte C\u00e1ucaso.\n\nMandou ainda uma \u00e1guia devorar diariamente o f\u00edgado de <strong>Prometeu<\/strong> que, por ser ele um Tit\u00e3, se regenerava. O seu sofrimento durou por in\u00fameras eras, at\u00e9 que H\u00e9rcules passou por ele e viu o seu sofrimento. Abateu a gigantesca \u00e1guia com uma flecha certeira e libertou o cativo das suas correntes. Entretanto, para que a vontade de Zeus fosse cumprida, o gigante passou a usar um anel com uma pedra retirada do monte.\n\nAssim, Zeus sempre poderia afirmar que <strong>Prometeu<\/strong> se mantinha preso ao C\u00e1ucaso.\n\n<strong>Olga Pombo<\/strong>\n\nFonte: www.educ.fc.ul.pt\n<h6>Prometeu<\/h6>\n<h4>Prometeu e Pandora, da cria\u00e7\u00e3o aos Males do Homem<\/h4>\nMil\u00eanios antes de o homem estudar a ci\u00eancia da vida, as religi\u00f5es explicaram de forma m\u00edstica a cria\u00e7\u00e3o da terra, da vida e da humanidade, numa resposta direta \u00e0 imensa interroga\u00e7\u00e3o que se faz sobre o espa\u00e7o humano dentro do universo, e a sua exist\u00eancia perec\u00edvel, na eterna luta da vida e da morte. Se nos conceitos judaico-crist\u00e3os, Deus \u00e9 \u00fanico e supremo criador do universo e do homem, a religi\u00e3o da Gr\u00e9cia antiga via em <strong>Prometeu<\/strong>, um Tit\u00e3 da segunda gera\u00e7\u00e3o, o criador da humanidade.\n\nFeito para viver no jardim do \u00c9den, Ad\u00e3o \u00e9 a imagem do criador, ser inteligente e livre para escolher o seu caminho. Se no G\u00eanesis o primeiro homem \u00e9 feito do barro, na mitologia grega tamb\u00e9m.\n\n<strong>Prometeu<\/strong> esculpiu o homem do barro misturado com as suas l\u00e1grimas.\n\nAd\u00e3o \u00e9 feito \u00e0 imagem de Deus, tamb\u00e9m o homem de <strong>Prometeu<\/strong> \u00e9 feito \u00e0 imagem de uma divindade.\n\nSe Ad\u00e3o \u00e9 \u00fanico, e da sua costela surge a mulher, com quem vai procriar, <strong>Prometeu<\/strong> maravilha-se com a sua obra e esculpi outros tantos homens, cada um \u00e0 imagem das divindades. A sua obra, ao contr\u00e1rio da do Deus dos judeus, n\u00e3o \u00e9 perfeita, pois esses homens s\u00e3o desprovidos de uma intelig\u00eancia que lhes constru\u00edsse uma identidade da alma. S\u00e3o seres silv\u00edcolas e sem vontade ou pensamento.\n\n\u00c9 preciso que Atena (Minerva), deusa da sabedoria, jogue sobre a cria\u00e7\u00e3o de <strong>Prometeu<\/strong> gotas do n\u00e9ctar divino, para que eles possuam uma alma, e quando a adquirem, n\u00e3o sabem o que fazer com ela.\n\nSe Deus d\u00e1 a sabedoria divina para Ad\u00e3o por amor \u00e0 cria\u00e7\u00e3o, <strong>Prometeu<\/strong> rouba o fogo dos deuses, o s\u00edmbolo da sabedoria humana, n\u00e3o por amor, mas por vingan\u00e7a aos deuses. Instigado por Eva, Ad\u00e3o come o fruto da sabedoria e perde o \u00c9den, tamb\u00e9m uma mulher, Pandora, ser\u00e1 quem trar\u00e1 na sua caixa todos os males do mundo, abrindo-a para a humanidade, que perde a superioridade intelectual alcan\u00e7ada quando a consci\u00eancia humana, atrav\u00e9s do conhecimento do fogo, \u00e9 libertada da submiss\u00e3o aos deuses.\n\nPortadores de todos os males da <strong>caixa de Pandora<\/strong>, os homens voltam aos deuses, rogando-lhes boa colheita, boa sa\u00fade e boa morte.\n\nOs mitos de <strong>Prometeu<\/strong> e Pandora, antag\u00f4nicos, mas unidos atrav\u00e9s da concep\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o humana, representam o homem, ser pensante e inteligente (por parte de Prometeu) e \u00e0s limita\u00e7\u00f5es do seu corpo, exposto aos males f\u00edsicos e intelectuais (heran\u00e7a de Pandora), que os fazem finitos diante da imortalidade dos deuses.\n\n<strong>Paz entre os Deuses no Reinado de Zeus<\/strong>\n\nPara a cultura judaico-crist\u00e3, Deus criou a terra, os animais e por fim o homem. Para os gregos antigos, a cria\u00e7\u00e3o do mundo deu-se com uma explos\u00e3o de vida dentro do Caos, que originou Gaia, a Terra, e Eros, o amor. Gaia concebeu Urano (C\u00e9u), com quem se uniu e jamais deixou de conceber, sendo os seus filhos os respons\u00e1veis pelas for\u00e7as indom\u00e1veis da terra, como os vulc\u00f5es, os terremotos e os maremotos. \u00c9 da uni\u00e3o entre Gaia e Urano que nascem os Tit\u00e3s (doze irm\u00e3os que ajudam o pai a governar o mundo). Cronos (Saturno), o deus do tempo, o mais poderoso dos tit\u00e3s, revolta-se contra o pai, Urano, amputando-lhe os test\u00edculos, destronando-o da sua for\u00e7a genetriz, tornando-se o novo senhor dos deuses. Sendo o deus que tudo devora, sem encontrar um equil\u00edbrio, tamb\u00e9m Cronos ser\u00e1 destronado por um de seus filhos, Zeus (J\u00fapiter). Ao destronar o pai, Zeus torna-se o senhor absoluto dos deuses, atrav\u00e9s dele o mundo organiza-se, \u00e9 a vit\u00f3ria da ordem sobre a desordem. Zeus estabelece o princ\u00edpio divino da espiritualidade e reinar\u00e1 os deuses e o mundo do alto do Olimpo. Organizado os deuses, falta a humanidade para servi-los e ador\u00e1-los.\n\nNa luta pelo poder, Zeus travou uma guerra de dez anos contra os Tit\u00e3s e os Gigantes. Vencidos, eles foram aprisionados no interior da terra. Um dos Tit\u00e3s, I\u00e1peto uniu-se \u00e0 filha de Oceano, \u00c1sia, com quem teve Atlas, Men\u00e9cio, <strong>Prometeu<\/strong> e Epimeteu, formando a segunda gera\u00e7\u00e3o de Tit\u00e3s. Na luta dos Tit\u00e3s contra Zeus, quando por ele derrotados, Atlas teve por castigado ter que carregar o mundo nas costas, enquanto que Men\u00e9cio foi aprisionado para sempre no \u00c9rebo.\n\nSomente <strong>Prometeu<\/strong> e Epimeteu n\u00e3o foram castigados, por fingirem aceitar o reinado de Zeus.\n\nMesmo a participar das assembl\u00e9ias ol\u00edmpicas, <strong>Prometeu<\/strong> jamais aplacou o \u00f3dio aos deuses que humilharam os Tit\u00e3s.\n\n<strong>O Homem Surge das L\u00e1grimas e do \u00d3dio de Prometeu<\/strong>\n\nSe a guerra sangrenta que derrotara os Tit\u00e3s trouxera a paz entre os deuses e o fim das disputas entre eles, j\u00e1 n\u00e3o havia quem pudesse desafiar a nova ordem ol\u00edmpica. Para que se quebrasse esta harmonia, <strong>Prometeu<\/strong> decidiu criar novos seres que se opusessem a ela. Molhou o barro com as suas l\u00e1grimas de \u00f3dio aos ol\u00edmpicos e criou um ser \u00e0 semelhan\u00e7a de uma divindade. Prometeu soprou a vida \u00e0 escultura, chamando-a de homem. Gostou tanto da sua cria\u00e7\u00e3o, que se p\u00f4s a esculpir um ex\u00e9rcito deles, todos inspirados em uma divindade. Das l\u00e1grimas e do \u00f3dio de Prometeu surgiram os homens.\n\n\u00c1 cria\u00e7\u00e3o, o Tit\u00e3 proveu da ast\u00facia da raposa, da fidelidade do cavalo, da avidez do lobo, da coragem do le\u00e3o e da for\u00e7a do touro.\n\nMas a cria\u00e7\u00e3o de <strong>Prometeu<\/strong>, apesar de bela, era feita da ess\u00eancia animal, apesar da apar\u00eancia divina, era totalmente desprovida da ess\u00eancia dela, o que limitava as suas a\u00e7\u00f5es.\n\nQuando Atena (Minerva), viu t\u00e3o sublime obra \u00e0 semelhan\u00e7a dos deuses, mas com a ess\u00eancia e intelig\u00eancia dos animais, encantou-se por ela. Amiga de <strong>Prometeu<\/strong>, a deusa da sabedoria despejou em um c\u00e1lice o n\u00e9ctar divino, desceu para a terra e do c\u00e1lice, pingou gotas sobre a cria\u00e7\u00e3o de <strong>Prometeu<\/strong>.\n\nImediatamente as criaturas perderam a ess\u00eancia animal, dotando-se da intelig\u00eancia divina, adquirindo uma alma. Assim a humanidade, ao contr\u00e1rio dos animais, adquirira a alma divina, mas n\u00e3o a sua perenidade imortal.\n\n<strong>Atrav\u00e9s do Fogo, Prometeu Torna o Homem Pensante<\/strong>\n\nO homem criado por <strong>Prometeu<\/strong> adquirira uma alma, mas n\u00e3o sabia o que fazer com ela. O Tit\u00e3 queria uma ra\u00e7a que confrontasse e destru\u00edsse os ol\u00edmpicos. Era preciso que se igualasse os homens aos deuses, era preciso que se lhes revelasse os segredos divinos e de si pr\u00f3prios.\n\nCabia a <strong>Prometeu<\/strong> ensinar os conhecimentos universais \u00e0 humanidade.\n\nZeus guardava o segredo do fogo distante da humanidade. O senhor dos deuses n\u00e3o via naquela cria\u00e7\u00e3o que andava pelo mundo entre as trevas, qualquer habilidade que a fizesse mais especial que os outros seres viventes. Eram obedientes e servis aos deuses, o que agradava plenamente ao senhor do Olimpo.\n\nSabedor desta condi\u00e7\u00e3o, <strong>Prometeu<\/strong> sentia cada vez mais a necessidade de organizar a alma humana.\n\nUm dia, ao andar pela terra, <strong>Prometeu<\/strong> pegou um peda\u00e7o de galho seco de um carvalho, voou at\u00e9 H\u00e9lios, o Sol, e encostou o galho no carro do deus, que se acendeu imediatamente.\n\n<strong>Prometeu<\/strong> tinha o fogo dos deuses nas m\u00e3os. Era o momento da sua vingan\u00e7a. Desceu \u00e0 terra e entregou o fogo aos homens. Era o princ\u00edpio da revela\u00e7\u00e3o da sabedoria \u00e0 humanidade que se iria fazer mais inteligente e poderosa do que os deuses.\n\nNa posse do fogo, os homens organizaram-se ao seu redor. Cozinharam os alimentos, forjaram in\u00fameros metais, aqueceram-se do frio no inverno, cozeram o barro para criar vasilhas onde pudessem guardar a \u00e1gua. A partir da descoberta da utiliza\u00e7\u00e3o do fogo dos deuses, a humanidade, orientada por <strong>Prometeu<\/strong>, floresceu no jardim dos seus conhecimentos. J\u00e1 pouca diferen\u00e7a havia entre ela e os deuses.\n\nCada vez mais avan\u00e7ada nos conhecimentos, a humanidade aprendeu a fundir o ouro e a prata, a construir abrigos, arar a terra, proteger-se do frio. J\u00e1 n\u00e3o precisa mais invocar prote\u00e7\u00e3o aos deuses, a sua sabedoria afrontava a cada dia o poder da divindade. A humanidade come\u00e7ava a ser feliz sem precisar dos deuses.\n\n<strong>Prometeu<\/strong> finalmente, criara aqueles que se oporiam aos ol\u00edmpicos. Come\u00e7ara n\u00e3o uma guerra entre os imortais, mas entre deuses e homens. Os Tit\u00e3s estavam vingados.\n\n<strong>Pandora, a Mulher Feita do Bronze<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Prometeu\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/promet10.jpg\" alt=\"Prometeu\" \/><strong>\nPandora<\/strong><\/p>\nOs deuses passam a temer os homens, que se expressam atrav\u00e9s da arte a raiva, o amor e o \u00f3dio, sem que precisem recorrer aos deuses. Tornam-se poderosos e cada vez mais independentes da presen\u00e7a divina. Esquecidos pelos homens, os deuses tramam uma vingan\u00e7a terr\u00edvel, que lhes devolvam o poder usurpado e a submiss\u00e3o humana.\n\nZeus pede ao filho Hefestos (Vulcano), talentoso deus dos metais e da forja, que confeccione um homem de bronze, mas que seja diferente dos outros, para que possa encant\u00e1-los. Hefestos atende ao pedido, criando do bronze, a primeira mulher, bela e encantadora.\n\n\u00c0 mulher feita do bronze s\u00e3o dados v\u00e1rios presentes divinos. Afrodite (V\u00eanus), deusa do amor, oferece-lhe uma infinita e sedutora beleza, al\u00e9m de encantos para enlouquecer os homens. Atena entrega \u00e0 mulher uma t\u00fanica bordada que lhe cobre e real\u00e7a a beleza harmoniosa do corpo. Hermes (Merc\u00fario), presenteia-lhe com a esperteza da l\u00edngua, e Apolo confere-lhe uma voz mel\u00f3dica e suave. Est\u00e1 pronta a primeira mulher, que \u00e9 chamada de Pandora, que significa \u0093<em>dotada por todos<\/em>\u0094. Ela estava pronta para ser enviada aos homens.\n\nZeus, antes de enviar Pandora aos homens, oferece-lhe uma caixa coberta com uma tampa. Dentro dela est\u00e3o todos os germes da mis\u00e9ria humana. Assim, \u00e9 enviada do Olimpo para os homens da Terra, a mulher, que trazia consigo a tenta\u00e7\u00e3o, o s\u00edmbolo dos desejos terrestres e todos os males do mundo.\n\n<strong>Aberta a Caixa de Pandora<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Prometeu\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/promet11.jpg\" alt=\"Prometeu\" \/><strong>\nCaixa de Pandora<\/strong><\/p>\nQuando chega a Terra, Pandora depara-se com Epimeteu, irm\u00e3o de <strong>Prometeu<\/strong>. Ao ver t\u00e3o bela criatura, o Tit\u00e3 encanta-se por sua beleza. Seduzido e apaixonado, ele recebe das m\u00e3os da bela mulher a caixa enviada por Zeus.\n\nDeslumbrado por tanta beleza, Epimeteu esquece-se da recomenda\u00e7\u00e3o de <strong>Prometeu<\/strong>, que n\u00e3o recebesse nenhuma d\u00e1diva vindo do senhor do Olimpo, embevecido de paix\u00e3o, nem desconfia do conte\u00fado caixa, abrindo-a prontamente. Subitamente, dela espalha-se um ar pestilento, os homens s\u00e3o afetados pelas doen\u00e7as, pelas dores, pelo envelhecimento do corpo. Toma-lhes a alma a inveja, o rancor, a vingan\u00e7a. A ess\u00eancia humana, dantes pura e infinita, perde a inoc\u00eancia, tornando-se solit\u00e1ria e ego\u00edsta.\n\nDentro da <strong>caixa de Pandora<\/strong> h\u00e1 um \u00faltimo elemento, a esperan\u00e7a, que ela deixa l\u00e1 no fundo, ao fech\u00e1-la novamente. O homem perde o para\u00edso.\n\nPandora une-se a Epimeteu, criando uma nova gera\u00e7\u00e3o de homens, desta vez vinda n\u00e3o do barro e das l\u00e1grimas de <strong>Prometeu<\/strong>, mas da uni\u00e3o de um homem e de uma mulher. Os filhos desta uni\u00e3o herdam a fragilidade da alma, as doen\u00e7as, a mis\u00e9ria e todos os males que faz da humanidade a exist\u00eancia provis\u00f3ria diante da perenidade dos deuses.\n\nOs deuses est\u00e3o vingados. Atrav\u00e9s de Pandora destru\u00edram a solidariedade entre eles, limitando o caminho vitorioso que percorreram at\u00e9 ent\u00e3o. A conquista do fogo, que se fizera instrumento de transforma\u00e7\u00e3o e progresso, passa a verter o seu lado destrutivo, que incendeia a alma humana.\n\n<strong>Prometeu Acorrentado<\/strong>\n\nPunida a humanidade, resta castigar <strong>Prometeu<\/strong>, que representava a consci\u00eancia da humanidade e a liberta\u00e7\u00e3o da sua mente intelectual. Zeus, mais uma vez, recorre \u00e0 ajuda do artes\u00e3o dos deuses, Hefestos.\n\nPede ao divino obreiro que crie correntes que n\u00e3o se partam, a seguir, ordena-lhe que agrilhoe <strong>Prometeu<\/strong> ao cimo do monte C\u00e1ucaso. Hefestos obedece ao pai, acorrentando o Tit\u00e3 rebelde.\n\nAprisionado no monte C\u00e1ucaso, <strong>Prometeu<\/strong> sofre ainda, com uma \u00e1guia enviada por Zeus, que lhe devora o f\u00edgado durante o dia. \u00c0 noite, o \u00f3rg\u00e3o regenera-se, mas t\u00e3o logo o sol nasce, come\u00e7a a ser devorado novamente pela \u00e1guia.\n\n<strong>Prometeu<\/strong> vive acorrentado e a ter o f\u00edgado devorado pela \u00e1guia por trinta anos. Mesmo diante de tanto sofrimento e dor, jamais pede perd\u00e3o aos deuses. Sua maior dor \u00e9 ver a humanidade que criara, degradar-se na sua efemeridade.\n\nUm dia o or\u00e1culo diz a Zeus que uma terr\u00edvel sorte est\u00e1 por se lhe abater em cima, e que s\u00f3 <strong>Prometeu<\/strong> poderia revelar-lhe que maldi\u00e7\u00e3o seria aquela. O senhor dos deuses procura o Tit\u00e3 acorrentado, indaga-lhe sobre o segredo.\n\n<strong>Prometeu<\/strong> diz s\u00f3 revel\u00e1-lo quando for libertado. Sem alternativa, Zeus envia H\u00e9racles (H\u00e9rcules) ao monte C\u00e1ucaso para libertar o Tit\u00e3. H\u00e9racles mata a \u00e1guia com uma flecha e liberta dos grilh\u00f5es, o mais forte dos homens. Diante de Zeus, <strong>Prometeu<\/strong> revela-lhe que se esposasse a bela T\u00e9tis, o filho com ela gerado iria destron\u00e1-lo, assim como fizera com Cronos. Temeroso, Zeus entrega a bela nereida a Peleu.\n\nPerdoado, <strong>Prometeu<\/strong> deseja voltar para o Olimpo, mas o castigo tirara-lhe a imortalidade, ele s\u00f3 poderia t\u00ea-la de volta se encontrasse um imortal que consentisse em trocar de destino com ele. O centauro Quir\u00e3o, ferido pela flecha de H\u00e9racles, pede a Hades, deus dos mortos, que o deixe entrar no \u00c9rebo, consentindo em trocar a sua imortalidade com <strong>Prometeu<\/strong>.\n\nNovamente imortal, <strong>Prometeu<\/strong> reconcilia-se com os deuses, voltando para o Olimpo, de onde observa a humanidade por ele criada, agora imperfeita, mas em paz com os deuses e com as suas limita\u00e7\u00f5es.\n\n<strong>Os Mitos de Prometeu e Pandora<\/strong>\n\nO mito criador de <strong>Prometeu<\/strong> reflete a preocupa\u00e7\u00e3o do homem com as suas origens e diante da sua intelig\u00eancia impar, que o difere do restante dos seres vivos da Terra.\n\n<strong>Prometeu<\/strong> era cultuado em Atenas nos altares erguidos na Academia, a famosa escola filos\u00f3fica ateniense. Seus altares ficavam perto dos consagrados \u00e0s Musas, \u00e0s Gra\u00e7as, a Eros e a H\u00e9racles. Nas festas das l\u00e2mpadas, as Lampadodrimias, era venerado como divindade civilizadora ao lado de Atena e Hefestos.\n\n<strong>Prometeu<\/strong> significa, em grego, \u0093<em>pensamento previdente<\/em>\u0094, por isto o mito \u00e9 visto como o representante do despertar da consci\u00eancia e princ\u00edpio do pensamento intelectual do homem. \u00c9 o reflexo da humanidade que se quer encaminhar para a perfei\u00e7\u00e3o, mas que se depara com os males e limita\u00e7\u00f5es da sua exist\u00eancia, reduzida ao nada da morte.\n\n<strong>Pandora<\/strong> \u00e9 a imagem da primeira mulher, vista de forma depreciativa por uma sociedade patriarcal. A mulher traria na sua ess\u00eancia todos os males do mundo, os homens, diante da sua sedu\u00e7\u00e3o, perdem, assim como Ad\u00e3o, o para\u00edso e a inoc\u00eancia solid\u00e1ria. Pandora \u00e9 um misto de Eva de Lilith, as primeiras mulheres da humanidade judaica. Assim como Lilith, traz os males do mundo, e como Eva, gera filhos imperfeitos, resultado da puni\u00e7\u00e3o divina diante da ambi\u00e7\u00e3o humana.\n\nTanto Ad\u00e3o, como Epimeteu, ao acolherem a sedu\u00e7\u00e3o da mulher, exercem totalmente o poder que t\u00eam da escolha diante da fatalidade e da rebeli\u00e3o.\n\nFonte: jeocaz.wordpress.com\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Prometeu, Deus, Mitologia Grega, Hist\u00f3ria, Titan, Gr\u00e9cia, Caixa de Pandora, Lenda,Terra, Mito, Origem, Prometeu<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12372,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-26339","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Prometeu - 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