{"id":26330,"date":"2016-01-04T00:00:00","date_gmt":"2016-01-04T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/medusa-4\/"},"modified":"2026-09-01T18:02:17","modified_gmt":"2026-09-01T18:02:17","slug":"medusa-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/medusa-4\/","title":{"rendered":"Medusa"},"content":{"rendered":"\n<h4><strong>Hist\u00f3ria<\/strong><\/h4>\n   \n<p><strong>Medusa &#8211; O que \u00e9<\/strong><\/p>\n   \n<p>A <strong>Medusa <\/strong>era um monstro, um dos Gorgon irm\u00e3s e filha de      Phorkys e Keto, os filhos de Gaia (Terra) e Oceanus (Ocean). <\/p>\n   \n<p>Ela tinha o rosto de uma mulher feia com serpentes em vez de cabelo; qualquer      um que olhou nos olhos dela foi imediatamente transformado em pedra. <\/p>\n   \n<p>Suas irm\u00e3s eram Sthenno e Euryale, mas <strong>Medusa<\/strong> era a \u00fanica      mortal das tr\u00eas.<\/p>\n   \n<p>Ela era originalmente, uma donzela de cabelos dourados, que, como uma sacerdotisa      de Atena, foi dedicada a uma vida de celibato; no entanto, depois de ser cortejada      por Poseidon e caindo para ele, ela esqueceu seus votos e se casou com ele.      Por esse delito, ela foi punida pela deusa de uma maneira mais terr\u00edvel. <\/p>\n   \n<p>Cada bloqueio ondulada do cabelo bonito que tinha encantado seu marido foi      transformado em uma cobra venenosa; ela uma vez suave, olhos de amor e inspiradoras      transformou em sangue, orbitas furiosas, que o medo animado e desgosto na      mente do espectador; enquanto seu ex-tom r\u00f3seo e leite-branco da pele assumiu      uma colora\u00e7\u00e3o esverdeada repugnante.<\/p>\n   \n<p>Vendo-se transformado em uma criatura t\u00e3o repugnante, <strong>Medusa<\/strong>      fugiu de sua casa, para nunca mais voltar. <\/p>\n   \n<p>Perambulando, abominava, temida e evitada pelo resto do mundo, ela se transformou      em um personagem digno de sua apar\u00eancia exterior. <\/p>\n   \n<p>Em seu desespero, ela fugiu para a \u00c1frica, onde, enquanto caminhava inquietamente      de lugar para lugar, cobras jovens caiu de seu cabelo; \u00e9 assim que, de acordo      com os gregos antigos, a \u00c1frica tornou-se um viveiro de r\u00e9pteis venenosos.    <\/p>\n   \n<p>Com a maldi\u00e7\u00e3o de Athena em cima dela, ela se transformou em pedra quem ela      contemplava, at\u00e9 que finalmente, depois de uma vida de mis\u00e9ria sem nome, a      liberta\u00e7\u00e3o veio a ela em forma de morte, nas m\u00e3os de Perseus. <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/medusa5.jpg\" alt=\"Medusa\" title=\"Medusa\" \/><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/medusa6.jpg\" alt=\"Medusa\" title=\"Medusa\" \/><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/medusa7.jpg\" alt=\"Medusa\" title=\"Medusa\" \/><strong><br \/>\n     Medusa<\/strong><\/p>\n   \n<h4>Medusa &#8211; Mito<\/h4>\n   \n<p><strong>Medusa<\/strong>, ser terr\u00edvel, embora monstro, \u00e9 considerada pelos      gregos uma das divindades primordiais, pertencente a gera\u00e7\u00e3o pr\u00e9 &#8211; ol\u00edmpica.    <\/p>\n   \n<p>S\u00f3 depois \u00e9 tida como v\u00edtima da vingan\u00e7a de uma deusa. Uma das tr\u00eas g\u00f3rgonas,      \u00e9 a \u00fanica que \u00e9 mortal. <\/p>\n   \n<p>Tr\u00eas irm\u00e3s monstruosas que possu\u00edam cabe\u00e7a com cabelos em forma de serpentes      venenosas, presas de javali, m\u00e3os de bronze e asas de ouro.<\/p>\n   \n<p>Seu olhar transformava em pedra aqueles que a fitavam. <\/p>\n   \n<p>Como suas irm\u00e3s, <strong>Medusa<\/strong> representava as pervers\u00f5es. <\/p>\n   \n<p>Eur\u00edale, simbolizava o instinto sexual pervertido, \u00c9steno a pervers\u00e3o social      e <strong>Medusa<\/strong> a puls\u00e3o evolutiva, a necessidade de crescer e evoluir,      estagnada. <\/p>\n   \n<p><strong>Medusa<\/strong> tamb\u00e9m \u00e9 s\u00edmbolo da mulher rejeitada, e por sua rejei\u00e7\u00e3o      incapaz de amar e ser amada, odeia os homens nas figura do deus que a viola      e abandona e as mulheres, pelo fato de ter deixado de ser mulher bela para      ser monstro por culpa de um homem e de uma deusa. <strong>Medusa<\/strong>      \u00e9 a pr\u00f3pria infelicidade`, seus filhos n\u00e3o s\u00e3o humanos, nem deuses, s\u00e3o monstros.      G\u00f3rgona, apavorante, terr\u00edvel. <\/p>\n   \n<p>O mito de <strong>Medusa<\/strong> tem v\u00e1rias vers\u00f5es, mas os pontos principais      refletem estas caracter\u00edsticas acima. <\/p>\n   \n<p>Como Midas ela n\u00e3o pode facilitar a proximidade, um transformava tudo em      ouro com apenas um toque, ela \u00e9 mais solit\u00e1ria mais tr\u00e1gica, n\u00e3o pode sequer      olhar, pois tudo o que olha vira pedra, <strong>Medusa<\/strong> tira a vida,      o movimento com um simples olhar, tamb\u00e9m n\u00e3o pode ser vista de frente, n\u00e3o      se pode ter id\u00e9ia de como ela \u00e9 sem ficar paralisado, morrer.<\/p>\n   \n<p>Diz o mito que outrora <strong>Medusa<\/strong> fora uma bel\u00edssima donzela,      orgulhosa de sua beleza, principalmente dos seus cabelos, que resolveu disputar      o amor de Zeus com Minerva. <\/p>\n   \n<p>Esta enraivecida transformou-a em monstro, com cabelos de serpente. <\/p>\n   \n<p>Outra vers\u00e3o diz que Zeus a teria seq\u00fcestrado e violado no interior do templo      de Minerva e esta mesmo sabendo que Zeus a abandonara, n\u00e3o perdoou tal ofensa,      e o fim \u00e9 o mesmo. <strong>Medusa<\/strong> \u00e9 morta por Perseu, que tamb\u00e9m      foi rejeitado e com sua m\u00e3e Danae trancado em uma arca e atirado ao mar, de      onde foi resgatado por um pescador que os levou ao rei Polidectes que o criou      com sabedoria e bondade. <\/p>\n   \n<p>Quando Perseu ficou homem, Polidectes enviou-o para a tr\u00e1gica miss\u00e3o de destruir      <strong>Medusa<\/strong>.<\/p>\n   \n<p>Para isto receberia o aux\u00edlio dos deuses. Usando sand\u00e1lias aladas pode pairar      sobre as g\u00f3rgonas que dormiam. Usando um escudo m\u00e1gico de metal polido, refletiu      a imagem de <strong>Medusa<\/strong> como num espelho e decapitou-a com a espada      de Hermes.<\/p>\n   \n<p>Do pesco\u00e7o ensang\u00fcentado de <strong>Medusa<\/strong> sa\u00edram dois seres que      foram gerados do con\u00fabio com Poseidon. O gigante Crisaor e o cavalo P\u00e9gaso.<\/p>\n   \n<p>O sangue que escorreu de <strong>Medusa<\/strong> foi recolhido por Perseu.    <\/p>\n   \n<p>Da veia esquerda saia um poderoso veneno, da veia direita um rem\u00e9dio capaz      de ressuscitar os mortos. Ironicamente, trazia dentro de si o rem\u00e9dio da vida,      mas sempre usou o veneno da morte.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p align=\"left\">&#8221; Tr\u00eas irm\u00e3s, tr\u00eas monstros, a cabe\u00e7a aureolada de serpentes        venenosas, presas de javalis, m\u00e3os de bronze asas de ouro: Medusa, \u00c9steno        e Eur\u00edale. S\u00e3o s\u00edmbolos do inimigo e se tem que combater. As deforma\u00e7\u00f5es        monstruosas da psiqu\u00e9, consoante Chevalier e Gheebrant ( Dictionnaire des        Symboles, Paris Robert Laffont, J\u00fapiter, 1982) se devem as for\u00e7as pervertidas        das tr\u00eas puls\u00f5es: sociabilidade, sexualidade, espiritualidade&#8221; .(Brand\u00e3o,        ed. Vozes 1987).<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Tenho observado em pacientes em terapia, alguns processos que remetem ao      mito de <strong>Medusa<\/strong>. Estes relatam um sofrimento imenso devido      a dificuldades em perceber a pr\u00f3pria imagem. Quem sou eu? <\/p>\n   \n<p>A grande pergunta para qual toda a humanidade busca respostas. Para estas      pessoas, como se tivessem uma imagem invertida refletida no espelho, a pergunta      \u00e9 o que eu n\u00e3o sou. <\/p>\n   \n<p>Incapazes de mostrar uma imagem positiva, como os filhos monstros de <strong>Medusa<\/strong>,      erram pela vida alinhando possibilidades para construir sua monstruosidade.    <\/p>\n   \n<p>Estes filhos de <strong>Medusa<\/strong>, embora filhos de um deus, herdam      da m\u00e3e a figura monstruosa a que se viu presa a bela <strong>Medusa<\/strong>.      A duplicidade da M\u00e3e os acompanha. <\/p>\n   \n<p>P\u00e9gaso unido ao homem \u00e9 o Centauro, monstro identificado com os instintos      animalescos. Mas tambem \u00e9 fonte, como seu nome simboliza, alado , \u00e9 fonte      de da imagina\u00e7\u00e3o criadora sublimada e sua eleva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Temos em P\u00e9gaso os dois sentidos ,a fonte e as asas. S\u00edmbolo da inspira\u00e7\u00e3o      po\u00e9tica representa a fecundidade e a criatividade espiritual. P\u00e9gaso talvez      represente o lado belo de <strong>Medusa<\/strong>, que ficou escondido, que      n\u00e3o podia ser visto, pois como vimos ela representava a puls\u00e3o espiritual      estagnada. P\u00e9gaso \u00e9 a espiritualidade em movimento. Crisaor \u00e9 apenas um monstro,      pai de outros monstros Geri\u00e3o de tr\u00eas cabe\u00e7as e \u00c9quidna. \u00c9quidina herda da      av\u00f3 o destino tr\u00e1gico. <\/p>\n   \n<p>Seu corpo metade mulher, de lindas faces e belos olhos, tem na outra metade      uma enorme serpente malhada, cruel . \u00c9 a bela mulher de g\u00eanio violento. Incapaz      de amar, devoradora de homens. Uma reedi\u00e7\u00e3o de <strong>Medusa<\/strong>. Continuar\u00e1      a saga ancestral de odiar os homens e gerar monstros.<\/p>\n   \n<p>Com uma imagem distorcida, como diz\u00edamos anteriormente, estes &#8220;filhos      de Medusa&#8221; n\u00e3o podem ver-se a si mesmos como s\u00e3o, e sempre imaginam bem      piores at\u00e9 mesmo do que poderiam ser.<\/p>\n   \n<p>Alguns autores como Melanie Klein e Alexander Lowen falam que a imagem de      si se origina do olhar da m\u00e3e. A forma como a crian\u00e7a \u00e9 olhada, \u00e9 vista, o      que ela percebe de rejei\u00e7\u00e3o ou aprova\u00e7\u00e3o \u00e9 captado no olhar da m\u00e3e.<\/p>\n   \n<p>Os tristes filhos de <strong>Medusa<\/strong> n\u00e3o podem v\u00ea-la, tambem n\u00e3o      podem ser vistos por ela. Esta m\u00e3e de m\u00e3os de bronze n\u00e3o pode acariciar, seu      olhar paralisa, seus dentes de javali impedem que beije, mas quando poderia      ser atingida pelo filho ela se torna divina, tem asas de ouro, \u00e9 um alvo m\u00f3vel.    <\/p>\n   \n<p><strong>Medusa<\/strong> incorpora para estas personalidades de estrutura      depressiva o mito da m\u00e3e divina, vista pelo seu filho como a santa m\u00e3e, n\u00e3o      gera filhos felizes, apenas tr\u00e1gicos. N\u00e3o pode ser mulher, \u00e9 santa. <\/p>\n   \n<p>A princ\u00edpio como Jocasta, deposit\u00e1ria da paix\u00e3o do filho, <strong>Medusa<\/strong>      n\u00e3o o ama, fazendo-o sentir-se torpr e culpado pelo seu amor incestuoso. <\/p>\n   \n<p>Como recurso ele a santifica para continuar amando-a e justificando a sua      rejei\u00e7\u00e3o como forma de protege-lo da sua pr\u00f3pria torpeza. <\/p>\n   \n<p>Desprovida como santa de instinto sexual, n\u00e3o pode falar ao seu filho da      sexualidade feminina, n\u00e3o pode dizer-lhe o que \u00e9 uma mulher. Inacess\u00edvel como      santa, torna-se monstro. <\/p>\n   \n<p>Monstro que \u00e9 percebido pelo filho mas que se nega a ser visto como \u00e9. <strong>Medusa<\/strong>      n\u00e3o olha, n\u00e3o acaricia, n\u00e3o orienta. Paralisa. N\u00e3o \u00e9 por acaso que o sentimento      da depress\u00e3o \u00e9 a in\u00e9rcia, a perda da vitalidade. <\/p>\n   \n<p>Como se tivessem transformados em pedra pelo olhar da m\u00e3e os filhos de <strong>Medusa<\/strong>      erram pela vida sem espelhos que traduzam sua imagem. S\u00e3o monstros cuja criatividade      afogada na pedra de suas almas precisa ser libertada. Precisam encontrar um      espelho e que lhes diga quem s\u00e3o ou pelo menos quem n\u00e3o podem ser.<\/p>\n   \n<p>No trabalho terap\u00eautico de pacientes com depress\u00e3o, tenho observado que h\u00e1      uma enorme dificuldade em perceber a figura materna. Ela \u00e9 idealizada a partir      de perfis culturais que parecem n\u00e3o poder ser questionados. <\/p>\n   \n<p><strong>Frases como:<\/strong> &#8220;qual a m\u00e3e que n\u00e3o ama seus filhos?&#8221;      ou &#8220;toda m\u00e3e \u00e9 uma santa&#8221; traduzem a situa\u00e7\u00e3o que impede a vis\u00e3o      do real. S\u00e3o pessoas desprovidas de afeto, mas com uma enorme necessidade      de carinho, que no entanto n\u00e3o suportam proximidade, de uma vez que n\u00e3o confiam      em ningu\u00e9m, pois n\u00e3o acreditam que podem ser amados. Sentem se monstros. Alguns      mais adiante no processo chegam a perceber nitidamente que n\u00e3o foram amados,      mas como se esquivando de perceber a profundidade dessa dor negam afirmando      que isto \u00e9 normal, diante da sua torpeza. Falam de m\u00e3es ocupadas, falam de      m\u00e3es vaidosas ressentidas da perda da beleza com o nascimento do filho. Mas      essas refer\u00eancias s\u00e3o quase superficiais. <\/p>\n   \n<p>Quando conseguem se aproximar da vis\u00e3o real dessa m\u00e3e de garras e m\u00e3os de      bronze os sintomas se multiplicam, aumenta a depress\u00e3o e com esta a paralisia,      a in\u00e9rcia. Podem passar v\u00e1rios dias deitados, sem trabalhar ou realizar um      m\u00ednimo de esfor\u00e7o. <\/p>\n   \n<p>Ver <strong>Medusa<\/strong> \u00e9 petrificar-se. Muitos desenvolvem sintomas      de dor de cabe\u00e7a, medo de doen\u00e7as fatais como c\u00e2ncer, AIDS (doen\u00e7as ligadas      a amputa\u00e7\u00e3o, decapita\u00e7\u00e3o, ao sangue, a sexualidade e sintomas de castra\u00e7\u00e3o).    <\/p>\n   \n<p>As fantasias de autopuni\u00e7\u00e3o se multiplicam, relatam possibilidades de acidentes      de autom\u00f3vel ou com armas de fogo. Tem fantasias de trai\u00e7\u00e3o com amigos ou      companheiras. S\u00e3o pessoas tr\u00e1gicas. Todos relatam uma aus\u00eancia de alegria,      mesmo quando est\u00e3o em ambientes alegres. Uma profunda inveja do prazer do      outro os assola. Muitos perseguem a fantasia de resolver a falta com postos      de poder e dinheiro. Aumenta a dor. O poder que tanto ansiaram ou o dinheiro      que tudo resolveria aumentam a profundidade do abismo. Ter tudo e n\u00e3o sentir-se      nada \u00e9 muito mais terr\u00edvel. O abismo se abre cada vez mais como as entranhas      da m\u00e3e monstruosa. Restam- lhes fantasias suicidas. \u00c9 prefer\u00edvel morrer a      sentir-se monstro. Muitos realizam esta fantasia como ultima tentativa de      atingir <strong>Medusa<\/strong>.<\/p>\n   \n<p>Mas ela nada sentir\u00e1, seu \u00f3dio pelo homem que a violou transmite-se ao filho      que gerou. Sua pior inimiga Minerva ( a deusa da intelig\u00eancia), deixa-lhe      como legado o \u00f3dio \u00e0s mulheres.<\/p>\n   \n<p>N\u00e3o pode dizer ao filho como lidar com elas, como gerar com elas novos filhos,      amados ,sadios. Sua descend\u00eancia, embora n\u00e3o precise ser dever\u00e1 ser de monstros      gerando outros monstros. Fala-se da hereditariedade da depress\u00e3o. Penso que      se houver \u00e9 muito mais transmitida em gestos e pelo ambiente tr\u00e1gico e desprovido      de prazer, em que estas novas crian\u00e7as nascer\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Os filhos de <strong>Medusa<\/strong> n\u00e3o podem ter mulheres amorosas, isto      a denunciaria. Raramente, quando encontram estas mulheres n\u00e3o podem confiar      nelas e abortam assim a possibilidade de obter o amor que os revitalizaria.<\/p>\n   \n<p>Mas, apesar das dificuldades e das fantasias autopunitivas, <strong>Medusa<\/strong>      pode ser vista. <\/p>\n   \n<p>Atrav\u00e9s do espelho do terapeuta e deste como espelho, a figura de <strong>medusa<\/strong>      pode ser vista. Se a rela\u00e7\u00e3o terap\u00eautica se d\u00e1 de forma transferencial, amorosa,      confiante, o espelho refletir\u00e1 imagem de <strong>Medusa<\/strong>, como ela      \u00e9. <\/p>\n   \n<p>Incapaz de amar, cruel e terr\u00edvel, g\u00f3rgona, apavorante. Como resultado o      filho descobrir\u00e1 que o monstro \u00e9 ela, n\u00e3o ele. Da morte dela resulta sua vida,      e como P\u00e9gaso ele ganha os c\u00e9us, liberto, simbolizando a vit\u00f3ria da intelig\u00eancia      e sua uni\u00e3o com a espiritualidade, a sensibilidade que sempre existiu naquele      que se julgava o monstro. <\/p>\n   \n<p>Como P\u00e9gaso, se n\u00e3o se aferrar ao seu aspecto de humano comum, em revoltas      descabidas e em vingan\u00e7as in\u00fateis poder\u00e1 compreender a trag\u00e9dia de <strong>Medusa<\/strong>      e perdoa-la. N\u00e3o se transformar\u00e1 no monstro Centauro, identificado com o instintos      animalescos e a sexualidade desregrada. Se incorporar Centauro errar\u00e1 pela      vida sem pertencer a ningu\u00e9m. Homem de muitas mulheres, mas sem nenhuma. Ser\u00e1      monstro preso a sua m\u00e3e monstruosa. Incapaz de amar como ela. Se assumir sua      condi\u00e7\u00e3o de P\u00e9gaso, ser\u00e1 fonte, de todas as belezas, da mais pura eleva\u00e7\u00e3o,      da criatividade, da fidelidade. N\u00e3o \u00e9 por acaso que P\u00e9gaso simboliza a Poesia.<\/p>\n   \n<p>As filhas de <strong>Medusa<\/strong> tamb\u00e9m apresentam como ela a impossibilidade      de ser amada. S\u00e3o mulheres tristes de tr\u00e1gica figura, mesmo quando belas.      Condenadas a serem crian\u00e7as eternas presas as entranhas da m\u00e3e, n\u00e3o podem      deixar de ser filhas-monstro, a n\u00e3o ser para poderem ser m\u00e3es- monstro. Filhas      da viola\u00e7\u00e3o e do abandono (\u00e9 assim que Medusa transmite a elas sua rela\u00e7\u00e3o      com os homens) s\u00e3o mulheres-meninas, incapazes de perceber o homem a n\u00e3o ser      como brinquedo, ou como fonte de sofrimento. Unem-se quase sempre a homens      cru\u00e9is que possam justificar a id\u00e9ia da m\u00e3e da impossibilidade de ser feliz      com um homem.<\/p>\n   \n<p>Quando raramente encontram o amor, destroem-no destruindo o homem amado,      como faz no mito \u00c9quidna, leg\u00edtima herdeira de <strong>Medusa<\/strong>.. <\/p>\n   \n<p>Mulheres de amores infelizes, herdam de Medusa as garras, as m\u00e3os de bronze,      e as asas de ouro. V\u00edtimas de novos abandonos refor\u00e7am em cada experi\u00eancia      infeliz a id\u00e9ia da m\u00e3e.<\/p>\n   \n<p>Tamb\u00e9m possuem o olhar terr\u00edvel. Das uni\u00f5es infelizes geram filhos infelizes      que carregam presos a si mesmas n\u00e3o por amor, mas pelo terror que podem gerar.    <\/p>\n   \n<p>Novas <strong>medusas<\/strong>. Se pela procura puderem chegar ao espelho,      podem ser deusas, podem ser P\u00e9gasos, ou at\u00e9 mesmo Poesia uma das Musas; se      n\u00e3o seguir\u00e3o seus destinos de mulheres- crian\u00e7as gerando filhos que n\u00e3o podem      amar e que no m\u00e1ximo lhes servem de brinquedo para suas brincadeiras cru\u00e9is      de paralisar e aterrorizar pessoas. Seguem a saga de <strong>Medusa<\/strong>.      Mulher que se torna monstro, pelo descuido de homem, pela crueldade de uma      deusa.<\/p>\n   \n<p><strong>Mas e as mulheres Medusa? O que lhes resta? <\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/medusa8.jpg\" alt=\"Medusa\" title=\"Medusa\" \/><strong><br \/>\n     Medusa &#8211; Mitologia Grega<\/strong><\/p>\n   \n<p>O pr\u00f3prio mito nos mostra. <\/p>\n   \n<p>Perseu filho de Danae, m\u00e3e amorosa, que segue seu filho no destino que lhes      foi dado pelo pai terr\u00edvel que ouviu de um mago que seria assassinado pelo      neto.<\/p>\n   \n<p>Trancados em uma arca atirados ao mar s\u00e3o salvos por Poseidon que os encaminha      a uma praia tranq\u00fcila onde s\u00e3o recolhidos por um pescador e levados ao rei      Polidectis, que o educa amorosamente como filho. Perseu \u00e9 filho de m\u00e3e amorosa,      que tudo perde para seguir seu filho. Que abandonada por um homem, o pr\u00f3prio      pai, atirada \u00e0 morte por ele n\u00e3o transforma isto em \u00f3dio a masculinidade.      Perseu tamb\u00e9m. Seu abandono pelo av\u00f4 e pelo pai que n\u00e3o o salva, \u00e9 no entanto      criado por um pai amoroso. <\/p>\n   \n<p>Perseu e Danae o oposto de <strong>Medusa<\/strong>. N\u00e3o permitiram que sua      desgra\u00e7a se transformasse em ressentimento para com a humanidade. Foram alcan\u00e7ados      e salvos pelo amor humano. <\/p>\n   \n<p>Ao contr\u00e1rio de <strong>Medusa<\/strong>, da qual ningu\u00e9m pode se aproximar.      Somente Perseu poderia destruir <strong>Medusa<\/strong>, ele pode ser visto      exatamente como seu contrario no espelho, ela mulher, ele homem, ela ressentida,      ele perdoando, ela sem possibilidade de resgate, ele salvo pelo amor da m\u00e3e      que o acompanha, pelo cuidado de um deus e pelo amor de uma pai-rei.<\/p>\n   \n<p>Tudo o que faltou a <strong>Medusa<\/strong> que precisa ser vista, no espelho,      para poder ser destru\u00edda e libertar P\u00e9gaso. <\/p>\n   \n<p><strong>Medusa<\/strong> tem que ser compreendida alem do seu aspecto monstro,      como mulher-crian\u00e7a, fr\u00edvola, presa a beleza passageira, desafiando a grande      deusa, a intelig\u00eancia a quem desafia e a quem odeia. Para depois de morta      servir a ela, Minerva, mesmo que seja como esfinge no seu escudo. <\/p>\n   \n<p>Guiado pela intelig\u00eancia e sabedoria de Minerva, que corrige o seu erro de      ter criado um monstro, o olhar de <strong>Medusa<\/strong> agora \u00e9 \u00fatil, tem      aplicabilidade, destroi o inimigo. J\u00e1 n\u00e3o mata os que ama. <\/p>\n   \n<p>Se a transfer\u00eancia n\u00e3o se realiza, se a rela\u00e7\u00e3o terap\u00eautica n\u00e3o se faz, e      disse algu\u00e9m que a terapia \u00e9 uma fun\u00e7\u00e3o de amor, os filhos de <strong>Medusa<\/strong>      ver\u00e3o no terapeuta a imagem dela e fugir\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Tudo estar\u00e1 perdido, o amor n\u00e3o poder\u00e1 realizar seu resgate, e <strong>Medusa<\/strong>      permanecer\u00e1 eternamente viva destruindo e paralisando at\u00e9 que se destrua ou      destrua seus filhos.<\/p>\n   \n<p><strong>Marise de Souza Morais e Silva Santos<\/strong><\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.artpage.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Medusa, Monstro, Mito, Grego, Hist\u00f3ria, Mulher, Mortal, Serpentes, Mitologia, Caracter\u00edsticas, Aspecto, O que \u00e9, Medusa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12325,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-26330","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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