{"id":2632,"date":"2015-11-24T00:00:00","date_gmt":"2015-11-24T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/fluxo-de-energia\/"},"modified":"2026-08-31T17:28:28","modified_gmt":"2026-08-31T17:28:28","slug":"fluxo-de-energia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/fluxo-de-energia\/","title":{"rendered":"Fluxo de Energia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n&nbsp;\n\n<strong>QUANTIFICA\u00c7\u00c3O DOS FLUXOS DE ENERGIA<\/strong>\n\nA energia \u00e9 necess\u00e1ria para todos os processos. A quantidade de energia pode ser medida pelo calor liberado. Existem duas unidades comumente usadas para medir energia.\n\nA <strong>caloria<\/strong> \u00e9 a quantidade de calor necess\u00e1ria para elevar a temperatura de um grama de \u00e1gua em um grau na escala Celsius (grau cent\u00edgrado).\n\nUma <strong>kilocaloria<\/strong> representa mil calorias. Um corpo humano libera cerca de 2500 kilocalorias por dia, energia proporcionada pelos alimentos consumidos.\n\nPor acordos internacionais, uma unidade de energia diferente se est\u00e1 utilizando com maior freq\u00fc\u00eancia, o<strong> Joule (J)<\/strong>. Uma kilocaloria \u00e9 equivalente a 4186,8 joules.\n\nA energia \u00e9 necess\u00e1ria para todos os processos em um ecossistema. A floresta usa a energia do sol (energia solar) e pequenas quantidades de outras fontes. As fontes energ\u00e9ticas, dep\u00f3sitos e fluxos em um ecossistema florestal est\u00e3o marcadas no diagrama da floresta na Figura 2.1. (as quantidades est\u00e3o em joules).\n\nO diagrama inclui alguns n\u00fameros elevados. Os n\u00fameros elevados com muitos zeros podem se representar como o produto da parte inicial do n\u00famero multiplicado por 10 para cada zero.\n\n<strong>Por exemplo:<\/strong> <strong>627 000 pode ser representado como:<\/strong>\n\n<strong>6,27 .10<\/strong><strong>5<\/strong>\n\n<strong>ou, pode se usar o seguinte formato nos programas de computa\u00e7\u00e3o:<\/strong>\n\n<strong>6.27 E5<\/strong>\n\nonde<strong> E5<\/strong> (5 exponencial) significa multiplicar <strong>10 * 5<\/strong>. Isto \u00e9 o mesmo que adicionar 5 zeros.\n\nFonte: www.unicamp.br\n<h6>Fluxo de energia<\/h6>\n<p class=\"google\"><\/p>\n\n<h4>Fluxos de energia e ciclo de mat\u00e9ria da cadeia alimentar<\/h4>\nA <strong>biosfera<\/strong> \u00e9 o conjunto de ecossistemas existentes no planeta Terra. Um <strong>ecossistema<\/strong> compreende os seres vivos e o ambiente, com suas caracter\u00edsticas f\u00edsico-qu\u00edmicas e as inter-rela\u00e7\u00f5es entre seres vivos (fatores bi\u00f3ticos) e n\u00e3o vivos (fatores abi\u00f3ticos).\n\nA transfer\u00eancia de energia entre os seres vivos quando estes se alimentam e servem de alimento para outros organismos forma uma <strong>cadeia alimentar<\/strong>. Em um ecossistema existem diversas cadeias alimentares, a rela\u00e7\u00e3o entre estas \u00e9 chamada de <strong>teia alimentar<\/strong>.\n\n<strong>Quanto \u00e0 sua posi\u00e7\u00e3o na cadeia alimentar, os organismos podem ser classificados em:<\/strong>\n<blockquote>1) <strong>Produtores<\/strong> s\u00e3o aqueles capazes de produzir o pr\u00f3prio alimento (aut\u00f3trofos), seja por meio da fotoss\u00edntese ou da quimioss\u00edntese.\n\n2) <strong>Consumidores<\/strong> s\u00e3o organismos heter\u00f3trofos, podem se alimentar diretamente dos produtores (consumidor prim\u00e1rio) ou de outros consumidores (consumidor secund\u00e1rio, terci\u00e1rio, etc.).\n\n3) <strong>Decompositores<\/strong> se alimentam de organismos mortos liberando a mat\u00e9ria org\u00e2nica de volta ao ambiente.<\/blockquote>\nQuando um organismo se alimenta do outro nas rela\u00e7\u00f5es da cadeia alimentar, h\u00e1 transfer\u00eancia tanto de energia quanto de mat\u00e9ria.\n\nO processo de transfer\u00eancia de energia come\u00e7a pelo sol. A energia solar, captada e transformada pelos produtores, \u00e9 devolvida ao meio na forma de energia t\u00e9rmica pelos pr\u00f3prios produtores, consumidores e decompositores. Trata-se de um <strong>fluxo unidirecional<\/strong>.\n\nAl\u00e9m disso, a cada transfer\u00eancia de energia, de um n\u00edvel tr\u00f3fico para outro, h\u00e1 uma perda na forma de calor. Ou seja, a quantidade de energia diminui no decorrer das rela\u00e7\u00f5es da teia alimentar. Portanto, quanto mais pr\u00f3ximo do produtor, maior a quantidade de energia dispon\u00edvel.\n\n<strong>Quanto \u00e0 mat\u00e9ria, ela \u00e9 constantemente reaproveitada, fluindo de maneira c\u00edclica:<\/strong>\n<blockquote><strong>a) <\/strong>subst\u00e2ncias produzidas no processo de fotoss\u00edntese s\u00e3o transformadas em \u00e1gua e g\u00e1s carb\u00f4nico \u00e0 medida que s\u00e3o utilizadas na respira\u00e7\u00e3o celular.\n\n<strong>b)<\/strong> depois da ingest\u00e3o de alimentos, o corpo dos seres vivos armazena, temporariamente, parte do que foi ingerido &#8211; na forma de amido, gorduras e prote\u00ednas &#8211; e libera no ecossistema o que n\u00e3o foi aproveitado, para que possa ser reutilizado por outros seres vivos.\n\n<strong>c)<\/strong> os organismos mortos s\u00e3o decompostos atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o dos decompositores e a mat\u00e9ria org\u00e2nica retorna ao ambiente.<\/blockquote>\nAs cadeias alimentares podem ser representadas de forma quantitativa atrav\u00e9s de gr\u00e1ficos na forma de pir\u00e2mides, de forma que os produtores s\u00e3o representados na base e os consumidores nos n\u00edveis subsequentes. S\u00e3o as chamadas das <strong>pir\u00e2mides ecol\u00f3gicas<\/strong>.\n\n<strong>Pir\u00e2mides ecol\u00f3gicas mais utilizadas<\/strong>\n<blockquote><strong>1) <\/strong>A pir\u00e2mide de n\u00famero representa o n\u00famero de organismos que participa de uma determinada cadeia alimentar. Dependendo do ecossistema considerado, a pir\u00e2mide de n\u00famero pode ter a base mais larga do que os n\u00edveis subsequentes, ou menor, possuindo ent\u00e3o a configura\u00e7\u00e3o de uma pir\u00e2mide invertida.\n\n<strong>2)<\/strong> A pir\u00e2mide de biomassa considera a massa (e n\u00e3o o n\u00famero) dos organismos que participam de uma determinada cadeia alimentar. Ela indica a quantidade de mat\u00e9ria org\u00e2nica presente em cada n\u00edvel tr\u00f3fico. Assim como a pir\u00e2mide de n\u00famero, ela pode ter a base mais larga ou ser invertida.\n\n<strong>3) <\/strong>A pir\u00e2mide de energia representa a passagem da energia ao longo dos n\u00edveis tr\u00f3ficos de uma cadeia alimentar. Devido aos processos metab\u00f3licos sempre h\u00e1 perda de energia quando se passa de um n\u00edvel tr\u00f3fico para outro. Portanto a pir\u00e2mide de energia nunca \u00e9 invertida.<\/blockquote>\nFonte: vestibular.uol.com.br\n<h6>Fluxo de energia<\/h6>\n<strong>1. Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nTodos os seres vivos necessitam de <strong>mat\u00e9ria-prima<\/strong> para seu crescimento, reprodu\u00e7\u00e3o, desenvolvimento e repara\u00e7\u00e3o de perdas. Necessitam tamb\u00e9m\u00a0de <strong>energia <\/strong>para a realiza\u00e7\u00e3o de seus processos vitais. Essas necessidades s\u00e3o supridas pelo alimento org\u00e2nico.\n\nOs seres aut\u00f3trofos sintetizam seus pr\u00f3prios alimentos atrav\u00e9s da fotoss\u00edntese ou da quimioss\u00edntese. O alimento produzido pelos aut\u00f3trofos \u00e9 utilizado por eles mesmos e pelos organismos heter\u00f3trofos. Os principais produtores da Terra s\u00e3o os organismos fotossintetizantes.\n\nA energia luminosa do Sol \u00e9 fixada pelo aut\u00f3trofo e transmitida, sob a forma de energia qu\u00edmica, aos demais seres vivos. Essa energia, no entanto, diminui \u00e0 medida que passa pelos consumidores, pois parte dela \u00e9 utilizada para a realiza\u00e7\u00e3o dos processos vitais do organismo e outra perde-se sob a forma de calor; sempre restar\u00e1, portanto, apenas uma parcela menor de energia dispon\u00edvel para o n\u00edvel seguinte. Como na transfer\u00eancia de energia entre os seres vivos n\u00e3o h\u00e1 reaproveitamento da energia liberada, diz-se que essa transfer\u00eancia \u00e9 <strong>unidirecional<\/strong> e se d\u00e1 como um <strong>fluxo de energia<\/strong>. A mat\u00e9ria, no entanto, pode ser reciclada; fala-se, ent\u00e3o, em <strong>ciclo da mat\u00e9ria <\/strong>ou <strong>ciclo biogeoqu\u00edmico<\/strong>.\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Fluxo de Energia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fluxo-1.jpg\" alt=\"Fluxo de Energia\" width=\"233\" height=\"255\" \/><strong>\nEsquema bem simplificado representando o ciclo da mat\u00e9ria e o fluxo de energia<\/strong><\/p>\n<strong>2. Pir\u00e2mides ecol\u00f3gicas<\/strong>\n\nAs transfer\u00eancias de mat\u00e9ria e de energia nos ecossistemas s\u00e3o freq\u00fcentemente representadas de forma gr\u00e1fica, mostrando as rela\u00e7\u00f5es entre os diferentes n\u00edveis tr\u00f3ficos em termos de quantidade. Como h\u00e1 perda de mat\u00e9ria e de energia em cada n\u00edvel tr\u00f3fico, as representa\u00e7\u00f5es adquirem a forma de <strong>pir\u00e2mides<\/strong>.\n\nAs pir\u00e2mides ecol\u00f3gicas podem ser de <strong>n\u00famero<\/strong>, de <strong>biomassa<\/strong> ou de <strong>energia<\/strong>.\n\n<strong>2.1 Pir\u00e2mide de n\u00fameros<\/strong>\n\nIndica o n\u00famero de indiv\u00edduos em cada n\u00edvel tr\u00f3fico.\n\n<strong>Por exemplo: <\/strong>em um campo, 5000 plantas s\u00e3o necess\u00e1rias para alimentar 300 gafanhotos, que servir\u00e3o de alimento para apenas uma ave.\n\n<strong>Nesse exemplo, a pir\u00e2mide tem o \u00e1pice para cima: <\/strong>\u00e9 necess\u00e1rio grande n\u00famero de produtores para alimentar uns poucos herb\u00edvoros que, por sua vez, servir\u00e3o de alimento para um n\u00famero ainda menor de carn\u00edvoros.\n\nEm uma floresta, uma \u00fanica \u00e1rvore pode sustentar grande n\u00famero de herb\u00edvoros. Nesse caso, a pir\u00e2mide ter\u00e1 a forma inversa.\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Fluxo de Energia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fluxo-2.jpg\" alt=\"Fluxo de Energia\" width=\"447\" height=\"167\" \/><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong>2.2 Pir\u00e2mide de biomassa<\/strong><\/p>\nA <strong>biomassa <\/strong>\u00e9 expressa em termos de quantidade de mat\u00e9ria org\u00e2nica por unidade de \u00e1rea, em um dado momento.\n\nA forma da pir\u00e2mide de biomassa tamb\u00e9m poder variar, dependendo do ecossistema. De modo geral, a biomassa dos produtores \u00e9 maior que a de herb\u00edvoros, que \u00e9 maior que a de carn\u00edvoros. Nesses casos, a pir\u00e2mide apresenta o \u00e1pice voltado para cima. Isso ocorre nos ecossistemas terrestres, em que, em geral, os produtores t\u00eam grande porte.\n\n\u00c0s vezes, no entanto, a pir\u00e2mide de biomassa apresenta-se invertida, como pode ocorrer nos oceanos e nos lagos, onde os produtores s\u00e3o pequenos e rapidamente consumidos pelos consumidores prim\u00e1rios.\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Fluxo de Energia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fluxo-3.jpg\" alt=\"Fluxo de Energia\" width=\"526\" height=\"170\" \/><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong>2.3 Pir\u00e2mide de energia<\/strong><\/p>\nA pir\u00e2mide de energia \u00e9 constru\u00edda levando-se em considera\u00e7\u00e3o a biomassa acumulada por unidade de \u00e1rea (ou volume) por unidade de tempo em cada n\u00edvel tr\u00f3fico. Por considerar o fator tempo, a <strong>pir\u00e2mide de energia nunca \u00e9 invertida.<\/strong>\n<p align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Fluxo de Energia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fluxo-4.jpg\" alt=\"Fluxo de Energia\" width=\"323\" height=\"112\" \/>\nPir\u00e2mide de energia para um sistema fluvial na Fl\u00f3rida.\nEsse tipo de pir\u00e2mide nunca \u00e9 invertido, qualquer que seja o ecossistema analisado<\/strong><\/p>\nEstima-se que apenas cerca de 10% da energia dispon\u00edvel em um n\u00edvel tr\u00f3fico sejam utilizados pelo n\u00edvel tr\u00f3fico seguinte.\n\n<strong>Por exemplo:<\/strong>\n<p align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Fluxo de Energia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fluxo-5.jpg\" alt=\"Fluxo de Energia\" width=\"346\" height=\"117\" \/><\/strong><\/p>\nPor causa dessa redu\u00e7\u00e3o da energia dispon\u00edvel a cada n\u00edvel tr\u00f3fico, dificilmente h\u00e1 mais do que cinco elos em uma cadeia alimentar.\n\n<strong>3. O modelo do fluxo energ\u00e9tico<\/strong>\n\nApesar de as pir\u00e2mides de energia constitu\u00edrem uma das melhores maneiras de se representar a transfer\u00eancia de mat\u00e9ria e de energia nos ecossistemas, elas possuem tr\u00eas inconvenientes b\u00e1sicos, comuns tamb\u00e9m \u00e0s outras pir\u00e2mides ecol\u00f3gicas.\n\n<strong>Elas n\u00e3o representam:<\/strong>\n<blockquote><strong>O<\/strong>s decompositores, que s\u00e3o uma parte importante dos ecossistemas\n\nA mat\u00e9ria org\u00e2nica <strong>armazenada<\/strong>, que \u00e9 a mat\u00e9ria n\u00e3o utilizada e n\u00e3o decomposta\n\nA importa\u00e7\u00e3o e a exporta\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria org\u00e2nica de e para outros ecossistemas, uma vez que os ecossistemas s\u00e3o sistemas abertos, realizando interc\u00e2mbio uns com os outros.<\/blockquote>\nA melhor maneira de representar todos esses fatores \u00e9 atrav\u00e9s do modelo do <strong>fluxo energ\u00e9tico<\/strong>.\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Fluxo de Energia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fluxo-6.jpg\" alt=\"Fluxo de Energia\" width=\"467\" height=\"215\" \/><strong>\nDiagrama do fluxo de energia<\/strong><\/p>\n<strong>4. Os ciclos biogeoqu\u00edmicos<\/strong>\n\nA <strong>biogeoqu\u00edmica <\/strong>\u00e9 uma ci\u00eancia que estuda a troca de materiais entre os componentes bi\u00f3ticos e abi\u00f3ticos da biosfera.\n\nOs seres vivos mant\u00eam constante troca de mat\u00e9ria com o ambiente. Os elementos qu\u00edmicos s\u00e3o retirados do ambiente, utilizados pelos seres vivos e novamente devolvidos ao ambiente, num processo que constitui os <strong>ciclos biogeoqu\u00edmicos.<\/strong>\n\nVamos analisar, aqui, os ciclos dos quatro elementos qu\u00edmicos que entram na composi\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria org\u00e2nica: o <strong>carbono<\/strong>, o <strong>hidrog\u00eanio<\/strong>, o <strong>oxig\u00eanio<\/strong> e o <strong>nitrog\u00eanio<\/strong>. Desses quatro elementos, o hidrog\u00eanio e o carbono n\u00e3o t\u00eam exist\u00eancia livre na biosfera, sendo encontrados associados ao oxig\u00eanio, formando, respectivamente, \u00e1gua e g\u00e1s carb\u00f4nico. Por essa raz\u00e3o, as trocas de hidrog\u00eanio e de carbono entre os seres vivos e o ambiente s\u00e3o estudadas nos ciclos da \u00e1gua e do g\u00e1s carb\u00f4nico.\n\n<strong>Discutiremos aqui, ent\u00e3o, quatro ciclos biogeoqu\u00edmicos:<\/strong> o da <strong>\u00e1gua<\/strong>, o do <strong>g\u00e1s carb\u00f4nico<\/strong>, o do <strong>oxig\u00eanio<\/strong> e o do <strong>nitrog\u00eanio.<\/strong>\n\n<strong>4.1 Ciclo da \u00c1gua<\/strong>\n\n<strong>Na natureza, a \u00e1gua \u00e9 encontrada em tr\u00eas estados f\u00edsicos: <\/strong>s\u00f3lido, l\u00edquido e gasoso.\n\n<strong>A maior parte, aproximadamente 98%, est\u00e1 sobre a superf\u00edcie da Terra sob a forma l\u00edquida:<\/strong> s\u00e3o os mares, os rios e as lagoas, al\u00e9m de uma pequena quantidade encontrada no interior do corpo dos seres vivos e no interior do solo.\n\nA \u00e1gua salgada compreende a maior parte da \u00e1gua l\u00edquida. A \u00e1gua doce \u00e9 encontrada sob as formas s\u00f3lida (75%), l\u00edquida (quase 25%) e gasosa, sendo esta \u00faltima representada por pequen\u00edssima quantidade de vapores de \u00e1gua encontrada na atmosfera.\n\n<strong>A pequena, embora important\u00edssima, quantidade de vapor de \u00e1gua encontrada na atmosfera tem duas origens:<\/strong>\n<blockquote><strong>Evapora\u00e7\u00e3o: <\/strong>da \u00e1gua l\u00edquida (salgada ou doce)\n\n<strong>Transpira\u00e7\u00e3o: <\/strong>dos seres vivos.<\/blockquote>\nA \u00e1gua que se evapora transporta energia e, \u00e0 medida que sobe \u00e0 atmosfera, \u00e9 resfriada. O resfriamento causa a condensa\u00e7\u00e3o dos vapores de \u00e1gua, que voltam \u00e0 superf\u00edcie terrestre sob a forma l\u00edquida (chuva). Havendo resfriamento excessivo, os vapores de \u00e1gua podem dar origem, ainda na atmosfera, \u00e0 \u00e1gua no estado s\u00f3lido, que cai sob a forma de neve ou de granizo.\n\nO que se pode concluir dessas informa\u00e7\u00f5es \u00e9 que a \u00e1gua est\u00e1 em constante mudan\u00e7a de estado f\u00edsico e que h\u00e1 permanente troca dessa subst\u00e2ncia entre a superf\u00edcie da Terra, os seres vivos e a atmosfera. O conjunto de todos esses processos constitui o <strong>ciclo da \u00e1gua <\/strong>na natureza.\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Fluxo de Energia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fluxo-7.jpg\" alt=\"Fluxo de Energia\" width=\"362\" height=\"302\" \/><strong>\nCiclo da \u00e1gua<\/strong><\/p>\n<strong>4.2 Ciclo do g\u00e1s carb\u00f4nico<\/strong>\n\nO g\u00e1s carb\u00f4nico \u00e9 encontrado na atmosfera na propor\u00e7\u00e3o aproximada de 0,03% e tamb\u00e9m, em propor\u00e7\u00e3o semelhante, dissolvido nas \u00e1guas superficiais de mares, rios e lagos. O g\u00e1s carb\u00f4nico \u00e9 retirado do ar ou da \u00e1gua pelo processo de fotoss\u00edntese e a eles devolvido pela respira\u00e7\u00e3o.\n\nA decomposi\u00e7\u00e3o do corpo de organismos mortos tamb\u00e9m participa do ciclo do CO2, pois nesse processo os microorganismos oxidam a mat\u00e9ria org\u00e2nica, liberando CO2 para a atmosfera.\n\nOutro fator de libera\u00e7\u00e3o de g\u00e1s carb\u00f4nico para a atmosfera \u00e9 a queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis, representados principalmente pelo carv\u00e3o-de-pedra e pelo petr\u00f3leo.\n\nA constante queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis tem provocado aumento significativo da taxa de g\u00e1s carb\u00f4nico no ar, causando grande preocupa\u00e7\u00e3o em termos do futuro da Terra. Assim, em virtude do aumento do carbono, maior quantidade de calor est\u00e1 sendo retida na atmosfera, pois o CO2 \u00e9 um dos elementos que contribui para o incremento do efeito estufa.\n\n<strong>4.3 Ciclo do Oxig\u00eanio<\/strong>\n\nO oxig\u00eanio participa n\u00e3o somente da composi\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e do g\u00e1s carb\u00f4nico, mas tamb\u00e9m de numeroso compostos org\u00e2nicos e inorg\u00e2nicos. Na atmosfera e na hidrosfera \u00e9 encontrado livre, sob a forma de subst\u00e2ncia pura, simples, de f\u00f3rmula O2. \u00c9 uma g\u00e1s liberado pelos organismos fotossintetizantes, atrav\u00e9s do processo de fotoss\u00edntese. \u00c9 utilizado para a respira\u00e7\u00e3o de plantas e de animais, processo que resulta na produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s carb\u00f4nico.\n\n<strong>A manuten\u00e7\u00e3o das taxas de oxig\u00eanio e de g\u00e1s carb\u00f4nico no ambiente depende desses dois processos opostos:<\/strong> a fotoss\u00edntese \u00a0e a respira\u00e7\u00e3o.\n\nA fotoss\u00edntese \u00e9 realizada somente durante o dia; a respira\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo cont\u00ednuo, realizado pelas plantas e pelos animais, de dia e de noite.\n\n\u00c9 interessante notar que o oxig\u00eanio \u00e9 uma subst\u00e2ncia que n\u00e3o somente garante a vida na Terra, mas tamb\u00e9m origina-se da atividade vital. Praticamente todo o oxig\u00eanio livre da atmosfera e da hidrosfera tem origem biol\u00f3gica, no processo de fotoss\u00edntese.\n\nO O2 produzido pode participar tamb\u00e9m da forma\u00e7\u00e3o da camada de oz\u00f4nio (O3) na atmosfera. A presen\u00e7a de oz\u00f4nio na atmosfera \u00e9 de extrema import\u00e2ncia para a humanidade, pelo papel que exerce de filtro das radia\u00e7\u00f5es ultravioletas, as quais, \u00fateis em determinada intensidade, s\u00e3o nocivas em intensidades maiores.\n\nA nocividade das radia\u00e7\u00f5es ultravioletas est\u00e1 ligada a doen\u00e7as como o c\u00e2ncer de pele e as altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas, por induzirem muta\u00e7\u00f5es indesej\u00e1veis.\n\nA camada de oz\u00f4nio vem sendo progressivamente destru\u00edda, principalmente por a\u00e7\u00e3o de um g\u00e1s conhecido por <strong>clorofluorcarbono<\/strong>, tamb\u00e9m designado por suas iniciais, CFC. O clorofluorcarbono \u00e9 utilizado em <i>sprays<\/i> (aeross\u00f3is), condicionadores de ar, geladeiras, espuma pl\u00e1stica, componentes eletr\u00f4nicos e outros produtos.\n\nO CFC liberado na atmosfera atravessa a troposfera, atingindo a estratosfera, onde se situa a camada de oz\u00f4nio.\n\n<strong>O encontro do CFC com o oz\u00f4nio determina a redu\u00e7\u00e3o da quantidade de oz\u00f4nio pelo seguinte processo:<\/strong>\n<blockquote><strong>Radia\u00e7\u00e3o ultravioleta do Sol quebra as mol\u00e9culas de CFC deixando livres \u00e1tomos de cloro:<\/strong>\n<p align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Fluxo de Energia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fluxo-8.jpg\" alt=\"Fluxo de Energia\" width=\"308\" height=\"61\" \/><\/strong><\/p>\n<strong>Os \u00e1tomos de cloro reagem com o oz\u00f4nio, dando oxig\u00eanio e mon\u00f3xido de cloro:<\/strong>\n<p align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Fluxo de Energia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fluxo-9.jpg\" alt=\"Fluxo de Energia\" width=\"351\" height=\"31\" \/><\/strong><\/p>\n<strong>A radia\u00e7\u00e3o ultravioleta quebra mol\u00e9culas de oz\u00f4nio, originando oxig\u00eanio e \u00e1tomos de oxig\u00eanio:<\/strong>\n<p align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Fluxo de Energia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fluxo-10.jpg\" alt=\"Fluxo de Energia\" width=\"277\" height=\"57\" \/><\/strong><\/p>\n<strong>\u00a0Os \u00e1tomos de oxig\u00eanio reagem com o mon\u00f3xido de cloro, formando oxig\u00eanio e deixando \u00e1tomos de cloro livres: <\/strong>\n<p align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Fluxo de Energia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fluxo-11.jpg\" alt=\"Fluxo de Energia\" width=\"345\" height=\"30\" \/><\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote><strong>Com a libera\u00e7\u00e3o de \u00e1tomos de cloro, reinicia-se o ciclo.<\/strong><\/blockquote>\nExistem c\u00e1lculos que estimam que em 75 anos a vida \u00fatil do CFC, e em cerca de 100 mil o n\u00famero de mol\u00e9culas de oz\u00f4nio que podem ser destru\u00eddas por um \u00fanico \u00e1tomo de cloro. Em virtude dos s\u00e9rios danos que esse g\u00e1s pode causar, foi assinado um acordo mundial em 1987, conhecido como Protocolo de Montreal, que prev\u00ea a redu\u00e7\u00e3o do uso desse g\u00e1s \u00e0 metade, at\u00e9 1999. Desde a assinatura do acordo t\u00eam-se procurado substitutos para o CFC, existindo j\u00e1 algumas subst\u00e2ncias sendo selecionadas. Uma delas \u00e9 o hidrofluorcarbono (HFC), que cont\u00e9m hidrog\u00eanio em lugar de cloro.\n\n<strong>4.4 Ciclo do Nitrog\u00eanio<\/strong>\n\nO nitrog\u00eanio \u00e9 um g\u00e1s que ocorre na atmosfera na propor\u00e7\u00e3o aproximada de 79%. Apesar disso, n\u00e3o \u00e9 utilizado de forma direta pelos seres vivos, com exce\u00e7\u00e3o de alguns microorganismos. Seu aproveitamento pela generalidade dos seres vivos est\u00e1 na depend\u00eancia de sua <strong>fixa\u00e7\u00e3o <\/strong>e posterior <strong>nitrifica\u00e7\u00e3o<\/strong>.\n\nA fixa\u00e7\u00e3o do N2 pode ser feita atrav\u00e9s de radia\u00e7\u00e3o ou da <strong>biofixa\u00e7\u00e3o<\/strong>, sendo este \u00faltimo processo o mais importante. A biofixa\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada por bact\u00e9rias, cianobact\u00e9rias e fungos que podem viver livres no solo ou associados a plantas.\n\n<strong>Esses organismos s\u00e3o os \u00fanicos que conseguem transformar o N<\/strong><strong>2<\/strong><strong> atmosf\u00e9rico em uma forma utiliz\u00e1vel pelos seres vivos:<\/strong> a am\u00f4nia (NH3).\n\nOs biofixadores que vivem associados a plantas s\u00e3o mais eficientes nesse processo que os de vida livre.\n\nIsso porque a planta fornece um h\u00e1bitat apropriado, geralmente n\u00f3dulos nas ra\u00edzes, que protege esses microorganismos contra um excesso de O2 (o qual inibe a fixa\u00e7\u00e3o do nitrog\u00eanio) e fornece energia para a realiza\u00e7\u00e3o do processo. Em troca, a planta recebe um farto suprimento de nitrog\u00eanio sob a forma assimil\u00e1vel.\n\nA am\u00f4nia produzida pelos biofixadores associados \u00e9 incorporada diretamente aos amino\u00e1cidos da planta onde vivem. J\u00e1 a am\u00f4nia produzida pelos biofixadores de vida livre \u00e9 transformada em nitrito e depois em nitrato, pela a\u00e7\u00e3o das <strong>bact\u00e9rias nitrificantes <\/strong>(<i>Nitrosomonas <\/i>e <i>Nitrobacter<\/i>). Essas bact\u00e9rias s\u00e3o aut\u00f3trofas quimiossintetizantes, que utilizam a energia da nitrifica\u00e7\u00e3o para a s\u00edntese de suas subst\u00e2ncias org\u00e2nicas.\n\nO nitrato pode ser absorvido pelos vegetais e o nitrog\u00eanio nele contido \u00e9 utilizado na s\u00edntese de amino\u00e1cidos, prote\u00ednas e \u00e1cidos nucl\u00e9icos. Essas subst\u00e2ncias s\u00e3o transferidas direta ou indiretamente para os animais, ao longo das cadeias alimentares. Os animais, portanto, s\u00f3 conseguem captar o nitrog\u00eanio indispens\u00e1vel para a s\u00edntese de suas prote\u00ednas e \u00e1cidos nucl\u00e9icos ingerindo diretamente plantas ou, indiretamente, alimentando-se de outros animais da cadeia alimentar.\n\n<strong>O nitrog\u00eanio deixa o corpo dos organismos por dois processos:<\/strong> excre\u00e7\u00e3o de produtos nitrogenados e\/ou decomposi\u00e7\u00e3o dos organismos mortos.\n\nOs excretas nitrogenados ur\u00e9ia e \u00e1cido \u00farico s\u00e3o transformados em <strong>am\u00f4nia<\/strong> por bact\u00e9rias e fungos decompositores. Estes organismos tamb\u00e9m degradam as subst\u00e2ncias nitrogenadas contidas no corpo dos organismos mortos, transformando-as em <strong>am\u00f4nia<\/strong>.\n\nA am\u00f4nia pode retornar ao ciclo sendo transformada em nitrito e nitrato pelas bact\u00e9rias <strong>nitrificantes<\/strong>, ou em nitrog\u00eanio (N2), por bact\u00e9rias <strong>desnitrificantes. <\/strong>O N2 volta para a atmosfera, podendo entrar novamente na fase biol\u00f3gica do ciclo atrav\u00e9s dos processos de fixa\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>5. A din\u00e2mica das comunidades: sucess\u00e3o ecol\u00f3gica<\/strong>\n\nOs organismos que comp\u00f5em uma comunidade sofrem influ\u00eancia de seu bi\u00f3tipo, o qual, por sua vez, \u00e9 modificado localmente em fun\u00e7\u00e3o da atividade desses mesmos organismos. A atua\u00e7\u00e3o dos organismos da comunidade sobre o bi\u00f3tipo pode provocar altera\u00e7\u00f5es no substrato e em outras condi\u00e7\u00f5es abi\u00f3ticas locais, tais como temperatura, luz e umidade (microclima). Essas altera\u00e7\u00f5es no bi\u00f3tipo, provocadas pela pr\u00f3pria atividade dos organismos que nele ocorrem, podem estabelecer condi\u00e7\u00f5es abi\u00f3ticas favor\u00e1veis \u00e0 instala\u00e7\u00e3o de outras esp\u00e9cies e desfavor\u00e1veis \u00e0s esp\u00e9cies j\u00e1 existentes na comunidade.\n\nAssim, apesar de o macroclima ser o mesmo, altera\u00e7\u00f5es no substrato e nas condi\u00e7\u00f5es microclim\u00e1ticas podem determinar mudan\u00e7as nas comunidades ao longo do tempo. Essas mudan\u00e7as acabam estabelecendo uma comunidade est\u00e1vel, auto-regulada, que n\u00e3o sofre altera\u00e7\u00f5es significativas em sua estrutura. Essa comunidade est\u00e1vel \u00e9 denominada <strong>comunidade de cl\u00edmax<\/strong> e a seq\u00fc\u00eancia de est\u00e1gios de seu desenvolvimento \u00e9 denominada <strong>sucess\u00e3o ecol\u00f3gica.<\/strong> Cada est\u00e1gio de sucess\u00e3o, ou seja, cada comunidade estabelecida durante o desenvolvimento da comunidade cl\u00edmax, \u00e9 denominado <strong>est\u00e1gio geral <\/strong>ou <strong>s\u00e9rie<\/strong>.\n\n<strong>A sucess\u00e3o ecol\u00f3gica pode ser definida em fun\u00e7\u00e3o de tr\u00eas caracter\u00edsticas b\u00e1sicas:<\/strong>\n<blockquote>\u00c9 um processo ordenado e dirigido\n\nOcorre como resposta \u00e0s modifica\u00e7\u00f5es nas condi\u00e7\u00f5es ambientais locais, provocadas pelos pr\u00f3prios organismos dos est\u00e1gios serais\n\nTermina com o estabelecimento de uma comunidade cl\u00edmax, que n\u00e3o mais sofre altera\u00e7\u00f5es em sua estrutura, desde que as condi\u00e7\u00f5es macroclim\u00e1ticas n\u00e3o se alterem.<\/blockquote>\nA sucess\u00e3o pode ser <strong>prim\u00e1ria<\/strong> ou <strong>secund\u00e1ria<\/strong>, dependendo de seu est\u00e1gio inicial.\n\nA sucess\u00e3o \u00e9 <strong>prim\u00e1ria<\/strong> quando o in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o ocorre em regi\u00f5es anteriormente n\u00e3o habitadas. S\u00e3o regi\u00f5es que n\u00e3o re\u00fanem condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0 sobreviv\u00eancia da grande maioria dos seres vivos. \u00c9 o que acontece, por exemplo, em superf\u00edcies de rochas nuas, de dunas de areia rec\u00e9m-formadas e de lavas vulc\u00e2nicas recentes. Poucas esp\u00e9cies conseguem suportar as condi\u00e7\u00f5es adversas existentes nesses locais.\n\nA sucess\u00e3o \u00e9 <strong>secund\u00e1ria <\/strong>quando o desenvolvimento de uma comunidade inicia-se em uma \u00e1rea anteriormente ocupada por outras comunidades bem estabelecidas, como terras de cultura abandonadas, campinas aradas e florestas rec\u00e9m-derrubadas.\n\nAs sucess\u00f5es prim\u00e1rias, em geral, demoram mais tempo do que as secund\u00e1rias para atingir o cl\u00edmax. Estudos de sucess\u00e3o prim\u00e1ria em dunas ou em derrames de lava estimam serem necess\u00e1rios pelos menos mil anos para o desenvolvimento de uma comunidade cl\u00edmax. Por sua vez, a sucess\u00e3o secund\u00e1ria em terras onde houve derrubada de matas pode levar apenas 100 anos em clima \u00famido e temperado.\n\nAs esp\u00e9cies que iniciam o processo de sucess\u00e3o s\u00e3o chamadas <strong>esp\u00e9cies pioneiras. <\/strong>\n\n<strong>As principais tend\u00eancias da sucess\u00e3o ecol\u00f3gica podem ser agrupadas em duas categorias principais:<\/strong> a que re\u00fane as caracter\u00edsticas estruturais e a que re\u00fane as caracter\u00edsticas funcionais dos diferentes est\u00e1gios da sucess\u00e3o.\n\nFonte: sti.br.inter.net\n<h6>Fluxo de energia<\/h6>\nPor volta de 1930, o ec\u00f3logo A.G. Tansley, revolucionou a ecologia com um novo conceito, que considerava os animais e plantas, junto com os fatores f\u00edsicos do ambiente e entorno, como sistemas ecol\u00f3gicos. Este conceito foi sintetizado no termo ecossistemaque passou a ser considerado a unidade fundamental da organiza\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica.\n\nNesta mesma \u00e9poca Alfred J. Lotka, qu\u00edmico, acreditava que o tamanho de um sistema e as taxas de transforma\u00e7\u00e3o de energia e mat\u00e9ria dentro dele obedeciam a princ\u00edpios termodin\u00e2micos que governam todos os processos de transforma\u00e7\u00e3o de energia.\n\nAs id\u00e9ias de Lotkaforam incorporadas ao conceito de ecossistema por Raymond Lindemanem 1942. Nesta nova proposta de compreens\u00e3o dos sistemas ecol\u00f3gicos foram aplicados ainda a no\u00e7\u00e3o de Tansleydo ecossistema como unidade fundamental e o conceito da teia alimentar(1920) de Charles Elton.\n\n<strong>Desta fus\u00e3o de conceitos novos elementos foram propostos para melhorar o entendimento dos sistemas ecol\u00f3gicos:<\/strong>\n<blockquote><strong>Cadeia alimentar:<\/strong> a seq\u00fc\u00eancia de rela\u00e7\u00f5es tr\u00f3ficas pelas quais a energia passa atrav\u00e9s do ecossistema\n\n<strong>N\u00edveis tr\u00f3ficos: <\/strong>a raiz grega da palavra tr\u00f3fico significa \u0093alimento\u0094. Neste caso representa cada elo que comp\u00f5e uma cadeia alimentar\n\n<strong>Pir\u00e2mide de energia:<\/strong> Em cada n\u00edvel tr\u00f3fico, a energia \u00e9 perdida por causa do trabalho realizado pelos organismos e pela demanda energ\u00e9tica nos processos bioqu\u00edmicos.<\/blockquote>\nA partir de 1950, fundamentado nos novos conceitos de ecossistemas, surge um novo ramo da Ecologia \u0096 a <strong>Ecologia de Ecossistemas <\/strong>\u0096, que trata principalmente do fluxo de energia e reciclagem de mat\u00e9ria em diversos ecossistemas e sob infinitas condi\u00e7\u00f5es.\n\nA reciclagem de mat\u00e9ria e o fluxo de energia num ecossistema proporcionam a base para a caracteriza\u00e7\u00e3o da estrutura e fun\u00e7\u00e3o daquele sistema. A energia e as massas dos elementos como o Carbono fornecem um par\u00e2metro que pode ser utilizado para comparar a estrutura e funcionamento de diferentes ecossistemas em termos de energia e mat\u00e9ria residentes e transferidos entre plantas, animais, micr\u00f3bios e componentes abi\u00f3ticos do ecossistema.\n\nCom assas novas estruturas conceituais, os ec\u00f3logos come\u00e7aram a medir o fluxo de energia e reciclagem de nutrientes. Neste sentido a obra \u0093Fundamentals of Ecology\u0094, de Eugene P. Odum, publicada pela primeira vez em 1953, influenciou toda uma gera\u00e7\u00e3o de ec\u00f3logos. Odumretratou os ecossistemas como diagramas de fluxo de energia. Para cada n\u00edvel tr\u00f3fico, o diagrama mostra uma caixa representando a biomassa de todos os organismos que comp\u00f5e aquele n\u00edvel tr\u00f3fico. Sobre estas caixas est\u00e3o as vias que representam o fluxo de energia atrav\u00e9s daquele n\u00edvel tr\u00f3fico.\n\n<strong>Novos Termos utilizados<\/strong>\n<blockquote><strong>Biomassa: <\/strong>Massa de organismos por unidade de \u00e1rea. Geralmente expressa em unidades de energia (Joules \/ m2) ou mat\u00e9ria org\u00e2nica seca (toneladas \/ hectare).\n\n<strong>Produtividade prim\u00e1ria: <\/strong>A produtividade prim\u00e1ria de uma comunidade \u00e9 a taxa em que a biomassa \u00e9 produzida por unidade de \u00e1rea pelas plantas. Ela pode ser expressa em unidade de energia por \u00e1rea e por tempo (J\/m2.d-1), onde J = Joules; ou de mat\u00e9ria org\u00e2nica seca (Kg\/hectare. ano-1).\n\n<strong>Produtividade prim\u00e1ria bruta:<\/strong> A fixa\u00e7\u00e3o total de energia pela fotoss\u00edntese \u00e9 referida como produtividade prim\u00e1ria bruta (PPB). Uma propor\u00e7\u00e3o desse total, no entanto \u00e9 utilizada pela pr\u00f3pria planta, e \u00e9 perdida pela comunidade como calor respirat\u00f3rio (R).\n\n<strong>Produtividade prim\u00e1ria l\u00edquida: <\/strong>A diferen\u00e7a entre PPB e R \u00e9 conhecida como produtividade prim\u00e1ria l\u00edquida (PPL)e representa a taxa real de produ\u00e7\u00e3o de nova biomassa que est\u00e1 dispon\u00edvel para o consumo de organismos heterotr\u00f3ficos (bact\u00e9rias, fungos e animais).\n\n<strong>Produtividade secund\u00e1ria:<\/strong> A taxa de produ\u00e7\u00e3o de biomassa por organismos heterotr\u00f3ficos \u00e9 denominada produtividade secund\u00e1ria.\n\n<strong>Sistema decompositor:<\/strong> A fra\u00e7\u00e3o de PPL que n\u00e3o \u00e9 assimilada pelos organismos heterotr\u00f3ficos passa atrav\u00e9s do \u0093sistema decompositor\u0094.<\/blockquote>\nFonte: intertropi.ufam.edu.br\n\n&nbsp;\n<h6>Fluxo de energia<\/h6>\n<strong>FLUXO DE ENERGIA E MAT\u00c9RIA ATRAV\u00c9S DE ECOSSISTEMAS<\/strong>\n\nSabemos que todos os organismos necessitam de energia para se manterem vivos, crescerem, se reproduzirem e, no caso de muitas esp\u00e9cies, para se movimentarem.\n\n<strong>O Sol:<\/strong> \u00e9 a principal fonte fornecedora de energia para a terra.\n\nA cada dia a Terra \u00e9 bombardeada por <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Fluxo de Energia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fluxo-12.jpg\" alt=\"Fluxo de Energia\" width=\"29\" height=\"23\" \/> kcal de energia solar, o que em termos comparativos equivale \u00e0 energia de 100 milh\u00f5es de bombas at\u00f4micas,semelhanteaque explodiu em Hiroxima.\n\nCom rela\u00e7\u00e3o ao aproveitamento de toda essa energia, a principal forma est\u00e1 associada acapta\u00e7\u00e3o feita pelas plantas, que por sua vez, transforma energia luminosa em energia qu\u00edmica atrav\u00e9s da fotoss\u00edntese. Essa energia qu\u00edmica nutre os tecidos vegetais que servir\u00e3o de fonte de energia para outros organismos.\n\n<strong>Pensando em energia&#8230; Racioc\u00ednio para engenheiros Heimmm !!!<\/strong>\n\nA evolu\u00e7\u00e3o do conhecimento em f\u00edsica tem nos permitido explorar essa energia solar para convers\u00e3o em outros tipos de energias que favorecem a nossa vida, como a energia t\u00e9rmica, el\u00e9trica, mec\u00e2nica, entre outras&#8230;\n\n<strong>Miss\u00e3o dos engenheiros: <\/strong>Buscar o melhor aproveitamento e uso dessas energias, generosamente cedidas, sempre pensando em sustentabilidade.\n\n<strong>Fluxo de energia entre os organismos<\/strong>\n\nO fluxo de energia entre os organismos se caracteriza em fun\u00e7\u00e3o da origem, convers\u00e3o e trajet\u00f3ria energ\u00e9tica. Esse fluxo pode ser entendido em fun\u00e7\u00e3o do beneficiamento energ\u00e9tico por parte dos organismos envolvidos nessa din\u00e2mica.\n<blockquote><strong>Organismos autotr\u00f3ficos<\/strong> s\u00e3o aqueles que sintetizam seu pr\u00f3prio alimento atrav\u00e9s da fotoss\u00edntese (processo pelo qual as plantas e alguns outros organismos transformam energia luminosa em energia qu\u00edmica).\n\n<strong>Organismos consumidores<\/strong> s\u00e3o aqueles que usam a energia qu\u00edmica acumulada nas subst\u00e2ncias org\u00e2nicas na alimenta\u00e7\u00e3o(animais).<\/blockquote>\nDevido a esse fluxo energ\u00e9tico entre os organismos, onde a, alimenta\u00e7\u00e3o propriamente dita, \u00e9 o principal processo de obten\u00e7\u00e3o energ\u00e9tico ap\u00f3s o primeiro n\u00edvel tr\u00f3fico.\n\n<strong>Desta forma os n\u00edveis tr\u00f3ficos, ou a rota energ\u00e9tica nos seres vivos, podem ser entendidos da seguinte maneira:<\/strong>\n\n<strong>Primeiro n\u00edvel tr\u00f3fico \u0096 <\/strong>Formado por organismos autotr\u00f3ficos (produtores).\n\nOs n\u00edveis seguintes s\u00e3o compostos por organismos heterotr\u00f3ficos, ou seja, aqueles que obt\u00eam a energia de que precisam de subst\u00e2ncias org\u00e2nicas produzidas por outros organismos. Todos os animais e fungos s\u00e3o seres heterotr\u00f3ficos, e a este grupo inclui os herb\u00edvoros, os carn\u00edvoros e os decompositores.\n\n<strong>Segundo n\u00edvel tr\u00f3fico \u0096 <\/strong>Formado por organismos heterotr\u00f3ficos(consumidores)\n<blockquote><strong>Consumidores prim\u00e1rios &#8211; <\/strong>formados por organismos que se alimentam dos produtores (herb\u00edvoros)\n\n<strong>Consumidores secund\u00e1rios \u0096<\/strong> formados por organismos que se alimentam dos consumidores prim\u00e1rios\n\n<strong>Consumidores terci\u00e1rios \u0096<\/strong> formados por organismos que se alimentam dos consumidores secund\u00e1rios<\/blockquote>\n<strong>mais &#8230;&#8230;..<\/strong>\n\n<strong>N\u00edvel tr\u00f3fico dos detrit\u00edvoros<\/strong>\n\n<strong>Decompositores \u0096<\/strong> formados porcertas bact\u00e9rias e fungos, que atacam os cad\u00e1veres, excrementos, restos de vegetais e, em geral, mat\u00e9ria org\u00e2nica dispersa no substrato, decompondo-a em sais minerais, \u00e1gua e di\u00f3xido de carbono, que s\u00e3o depois re-utilizados pelos produtores, num processo natural de reciclagem.\n\n<strong>Cadeia alimentar<\/strong>\n\nO termo cadeia alimentar refere-se \u00e0 seq\u00fc\u00eancia em que se alimentam os seres de uma comunidade. Ou seja \u00e9 uma seq\u00fc\u00eanciade organismos interligados por rela\u00e7\u00f5es de alimenta\u00e7\u00e3o.\n\nDesta forma, a posi\u00e7\u00e3o em que cada ser vivo ocupa numa cadeia alimentar corresponde seu n\u00edvel tr\u00f3fico.\n<p align=\"center\"><strong>Autotr\u00f3ficos \u0096 Heterotr\u00f3ficos \u0096 Decompositores<\/strong><\/p>\n<strong>Teia alimentar<\/strong> (tamb\u00e9m conhecida como rede alimentar)\n\nA teia alimentar \u00e9 caracterizada pelo conjunto de cadeias alimentares, ligadas entre si e geralmente representadas como um diagrama das rela\u00e7\u00f5es tr\u00f3ficas (alimentares) entre os diversos organismos ou esp\u00e9cies de um ecossistema.\n\nAs teias alimentares, em compara\u00e7\u00e3o com as cadeias, apresentam situa\u00e7\u00f5es mais perto da realidade, onde cada esp\u00e9cie se alimenta em v\u00e1rios n\u00edveis hier\u00e1rquicos diferentes e produz uma complexa teia de intera\u00e7\u00f5es alimentares. Todas as cadeias alimentares come\u00e7am com um \u00fanico organismo produtor, mas uma teia alimentar pode ter v\u00e1rios produtores. A complexidade de teias alimentares limita o n\u00famero de n\u00edveis hier\u00e1rquicos, assim como na cadeia.\n\nAs teias alimentares d\u00e3o uma no\u00e7\u00e3o mais realista do que acontece nos diversos ecossistemas porque a rela\u00e7\u00e3o entre dois organismos (o alimento e seu consumidor) n\u00e3o \u00e9 sempre a mesma.\n\n<strong>Pir\u00e2mides ecol\u00f3gicas<\/strong>\n\nAs rela\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas entre seres vivos podem ser representadas graficamente por meio da constru\u00e7\u00e3o das chamadas pir\u00e2mides ecol\u00f3gicas. Essas pir\u00e2mides representam as varia\u00e7\u00f5es de n\u00famero, massa e energia dentro de um ecossistema.\n<h4>Tipos de pir\u00e2mides<\/h4>\n<strong>Pir\u00e2mide de n\u00fameros<\/strong>\n\nRepresenta a quantidade de indiv\u00edduos em cada n\u00edvel tr\u00f3fico da cadeia alimentar proporcionalmente \u00e0 quantidade necess\u00e1ria para a dieta de cada um desses.\n\nEm alguns casos, quando o produtor \u00e9 uma planta de grande porte, o gr\u00e1fico de n\u00fameros passa a ter uma conforma\u00e7\u00e3o diferente da usual, sendo denominada \u0093pir\u00e2mide invertida\u0094.\n\nOutro exemplo de pir\u00e2mide invertida \u00e9 dada quando a pir\u00e2mide envolve parasitas,sendo assim os \u00faltimos n\u00edveis tr\u00f3ficos mais numerosos.\n\n<strong>Pir\u00e2mide de biomassa<\/strong>\n\nPode-se tamb\u00e9m pensar em pir\u00e2mide de biomassa, em que \u00e9 computada a massa corp\u00f3rea (biomassa).\n\n<strong>O resultado ser\u00e1 similar ao encontrado na pir\u00e2mide de n\u00fameros:<\/strong> os produtores ter\u00e3o a maior biomassa e constituem a base da pir\u00e2mide, decrescendo a biomassa nos n\u00edveis superiores.\n\nEm alguns casos pode ser caracterizada como uma pir\u00e2mide invertida, j\u00e1que h\u00e1 a possibilidade de haver, por exemplo, a redu\u00e7\u00e3o da biomassa de algum n\u00edvel tr\u00f3fico, alterando tais propor\u00e7\u00f5es.\n\n<strong>Pir\u00e2mide de energia<\/strong>\n\nRetrata, para cada n\u00edvel tr\u00f3fico, a quantidade de energia acumulada, em uma determinada \u00e1rea ou volume, em um intervalo de tempo. Assim, representa a produtividade energ\u00e9tica do ambienteem quest\u00e3o.\n\n<strong>OBS:<\/strong> Estima-se que cada n\u00edvel tr\u00f3fico transfira apenas 10%da capacidade energ\u00e9tica para o n\u00edvel tr\u00f3fico seguinte, por isso, que uma pir\u00e2mide dificilmente apresentara mais que cinco n\u00edveis tr\u00f3ficos.\n\nFonte: controbiol.com.br\n<h6>Fluxo de energia<\/h6>\n<h4>Fluxo de Energia e Circula\u00e7\u00e3o de Mat\u00e9ria nos Ecossistemas<\/h4>\n<strong>Qual \u00e9 a principal fonte de energia nos ecossistemas?<\/strong>\n\nA principal fonte de energia \u00e9 o <strong>Sol.<\/strong>\n\n<strong>Como \u00e9 que a energia solar \u00e9 captada pelos seres vivos?<\/strong>\n\nNa fotoss\u00edntese, as plantas captam a <strong>energia luminosa<\/strong> do Sol e transformam-na em <strong>energia qu\u00edmica.<\/strong>\n\nAs plantas s\u00e3o seres vivos <strong>autotr\u00f3ficos, <\/strong>porque produzem mat\u00e9ria org\u00e2nica a partir da mat\u00e9ria mineral.\n\nA mat\u00e9ria org\u00e2nica (rica em energia) \u00e9 o alimento dos animais.\n\nOs animais s\u00e3o seres <strong>heterotr\u00f3ficos, <\/strong>porque precisam de se alimentar (de plantas ou de animais) para obterem a sua mat\u00e9ria org\u00e2nica.\n\nOs cad\u00e1veres dos animais e os restos de plantas mortas s\u00e3o decompostos pelos microrganismos do solo.\n\n<strong>Decomposi\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nTransforma\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria org\u00e2nica dos cad\u00e1veres e restos de plantas em mat\u00e9ria mineral. \u00c9 realizada pelos microrganismos do solo.\n\nNa Natureza, a mat\u00e9ria circula de forma c\u00edclica.\n\n<strong>O que \u00e9 uma cadeia alimentar?<\/strong>\n\nUma cadeia alimentar \u00e9 uma sequ\u00eancia de organismos interligados por rela\u00e7\u00f5es de alimenta\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Produtores<\/strong>\n<blockquote>Produzem mat\u00e9ria org\u00e2nica (s\u00e3o autotr\u00f3ficos)\n\nOcupam o 1\u00ba n\u00edvel tr\u00f3fico da cadeia alimentar\n\nS\u00e3o as plantas<\/blockquote>\n<strong>Consumidores<\/strong>\n<blockquote>Alimentam-se de produtores\n\nS\u00e3o heterotr\u00f3ficos(alimentam-se de plantas ou de animais para obterem a sua pr\u00f3pria mat\u00e9ria org\u00e2nica)\n\nS\u00e3o os animais<\/blockquote>\n<strong>O que \u00e9 uma teia alimentar?<\/strong>\n\nUma teia alimentar \u00e9 o conjunto de v\u00e1rias cadeias alimentares de um ecossistema interligadas entre si.\n\n<strong>Como ocorre a transfer\u00eancia de energia numa cadeia alimentar?<\/strong>\n\nNuma cadeia alimentar, o fluxo de energia \u00e9 <strong>unidireccional.<\/strong>\n\nenergia qu\u00edmica obtida por um animal na sua alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 usada para no crescimento, na respira\u00e7\u00e3o e em todas as atividades realizadas.\n\nAssim, grande parte da energia contida nos alimentos perde-se para o ambiente.\n\nOs animais armazenam apenas uma pequena parte da energia que consomem.\n\n<strong>Pir\u00e2mides ecol\u00f3gicas<\/strong>\n\nRepresentam a transfer\u00eancia de energia e mat\u00e9ria ao longo da cadeia alimentar.\n\nA fonte de energia dos ecossistemas \u00e9 o <strong>Sol.<\/strong>\n\n<strong>O que s\u00e3o seres vivos autotr\u00f3ficos?<\/strong>\n\nS\u00e3o seres vivos que produzem mat\u00e9ria org\u00e2nica a partir da mat\u00e9ria mineral.\n\n<strong>Como se chamam os seres vivos do solo que transformam a mat\u00e9ria org\u00e2nica em mat\u00e9ria mineral ?<\/strong>\n\nS\u00e3o os decompositores.\n\n<strong>O que s\u00e3o seres heterotr\u00f3ficos?<\/strong>\n\nS\u00e3o seres vivos que n\u00e3o produzem mat\u00e9ria org\u00e2nica e por isso precisam de se alimentar de outros seres vivos.\n\n<strong>O que \u00e9 uma teia alimentar?<\/strong>\n\nUma teia alimentar \u00e9 o conjunto de v\u00e1rias cadeias alimentares de um ecossistema interligadas entre si.\n\n<strong>Porque \u00e9 que a maior parte da energia da cadeia alimentar se perde?<\/strong>\n\nA energia qu\u00edmica obtida por um animal na sua alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 usada para no crescimento, na respira\u00e7\u00e3o e em todas as atividades realizadas.\n\nAssim, grande parte da energia contida nos alimentos perde-se para o ambiente.\n\n<strong>Helena Rego<\/strong>\n\nFonte: www.portefolionaturas.net\n<h6>Fluxo de energia<\/h6>\nEm ecologia , <strong>fluxo de energia<\/strong>, tamb\u00e9m chamado o fluxo calor\u00edfico, refere-se ao fluxo de energia atrav\u00e9s de uma cadeia alimentar . Em um ecossistema , ecologistas buscam quantificar a import\u00e2ncia relativa dos diferentes componentes de esp\u00e9cies e as rela\u00e7\u00f5es de alimenta\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Um cen\u00e1rio de fluxo de energia geral segue:<\/strong>\n<blockquote>A <strong>energia solar<\/strong> \u00e9 fixado pelas fotoaut\u00f3trofos , chamou os produtores prim\u00e1rios, como verdes plantas . consumidores prim\u00e1rios absorver a maior parte da energia armazenada na planta atrav\u00e9s de digest\u00e3o , e transform\u00e1-lo em forma de energia de que necessitam, como o trifosfato de adenosina (ATP), por meio de respira\u00e7\u00e3o . Uma parte da energia recebida pelos consumidores prim\u00e1rios, herb\u00edvoros , \u00e9 convertida em calor corporal (um efeito da respira\u00e7\u00e3o), a qual \u00e9 irradiada para longe e perdido do sistema. A perda de energia atrav\u00e9s de calor do corpo \u00e9 muito maior no de sangue quente animais, o que deve comer muito mais freq\u00fc\u00eancia do que aqueles que s\u00e3o de sangue frio . Perda de energia ocorre tamb\u00e9m na expuls\u00e3o de n\u00e3o digerido alimentos (Egesta) por excre\u00e7\u00e3o ou regurgita\u00e7\u00e3o .\n\n<strong>Consumidores secund\u00e1rios<\/strong>, carn\u00edvoros , ent\u00e3o consumir os consumidores prim\u00e1rios, apesar de on\u00edvoros tamb\u00e9m consomem os produtores prim\u00e1rios. Energia que tinha sido utilizado pelos consumidores prim\u00e1rios para o crescimento e armazenamento \u00e9 portanto absorvido pelos consumidores secund\u00e1rias durante o processo de digest\u00e3o. Tal como acontece com os consumidores prim\u00e1rios, consumidores secund\u00e1rios converter essa energia em uma forma mais adequada (ATP) durante a respira\u00e7\u00e3o. Novamente, alguma energia \u00e9 perdida a partir do sistema, uma vez que a energia dos consumidores prim\u00e1rios tinham usado para a respira\u00e7\u00e3o e regula\u00e7\u00e3o da temperatura do corpo n\u00e3o pode ser utilizada pelos consumidores secund\u00e1rios.\n\n<strong>Consumidores terci\u00e1rio<\/strong>, que pode ou n\u00e3o ser predadores , ent\u00e3o consumir os consumidores secund\u00e1rios, com um pouco de energia transmitida e alguns perdido, tal como com os n\u00edveis mais baixos da cadeia alimentar.\n\nUm \u00faltimo elo da cadeia alimentar s\u00e3o <strong>decompositores<\/strong> que decomp\u00f5em a mat\u00e9ria org\u00e2nica dos consumidores terci\u00e1rios (ou qualquer consumidor est\u00e1 no topo da cadeia) e libertar os nutrientes no solo . Eles tamb\u00e9m quebram plantas, herb\u00edvoros e carn\u00edvoros que n\u00e3o foram comidos por organismos superiores na cadeia alimentar, bem como o alimento n\u00e3o digerido que \u00e9 excretado pelos herb\u00edvoros e carn\u00edvoros. saprotrophic bact\u00e9rias e fungos s\u00e3o decompositores, e desempenham um papel fundamental no nitrog\u00eanio e os ciclos de carbono.<\/blockquote>\nA energia \u00e9 transferida do n\u00edvel tr\u00f3fico ao n\u00edvel tr\u00f3fico e cada vez que cerca de 90% da energia \u00e9 perdida, com alguns sendo perdida na forma de calor para o meio ambiente (um efeito de respira\u00e7\u00e3o ) e algumas sendo perdida como alimento digerido (Egesta). Portanto, os consumidores prim\u00e1rios obter cerca de 10% da energia produzida pelos aut\u00f3trofos, enquanto os consumidores secund\u00e1rios obter 1% e consumidores terci\u00e1rios obter 0,1%. Isso significa que o consumidor topo de uma cadeia alimentar recebe o m\u00ednimo de energia, como uma grande quantidade de energia da cadeia alimentar se perdeu entre os n\u00edveis tr\u00f3ficos. Esta perda de energia em cada n\u00edvel limita cadeias alimentares t\u00edpicos apenas de quatro a seis liga\u00e7\u00f5es.\n\nFonte: en.wikipedia.org\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fluxo de Energia, Biologia, Mat\u00e9ria, Ecologia, Ecossistemas, Organismo, Resumo, Cadeia, Alimentar, Sistema, Caracter\u00edsticas, O que \u00e9, Fluxo de Energia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2633,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-2632","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Fluxo de Energia - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Fluxo de Energia - 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